Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017
ZUUZAA E WELLMAN AO VIVO NO MUSICBOX

O Musicbox Lisboa abre as suas portas no próximo dia 25 de Janeiro para acolher dois dos mais entusiasmantes projectos emergentes nacionais da actualidade: os Zuuzaa, com afiliação ao blues rock, e os WellMan, a despontar nos maravilhosos terrenos da indie pop/rock, ambos com o suporte da Music For All.

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Os primeiros acordes soarão por volta das 22h, sendo que os bilhetes apresentam um custo de 6€.

O ano de 2016 marca a estreia de um dos projectos mais promissores da actualidade. São portugueses, dão pelo nome de Zuuzaa e propõem uma infusão de Rock, Blues e Soul com particular destaque para um coro feminino que nos transporta para os saudosos anos 60.

Após um intenso período criativo Rafael Ribeiro, guitarrista e vocalista, assumiu a árdua tarefa de formar uma banda que desse corpo, vida e sentimento às canções por si habilmente escritas. Primeiro muniu-se da doce voz de Inês Carvalho, sua amiga de longa data. Depois da talentosa dupla Mariana Matoso e Rafaela Pereira. Este distinto trio, de vozes marcadamente femininas, começou por colaborar numa só faixa. Contudo, rapidamente, se tornou perceptível que parte da magia da banda residia na alma, garra e emoção que as três davam às canções de Rafael Ribeiro. Foi com esta formação, que os então intitulados Zuuzaa & The Last Jesters, viram finalizadas as suas dez primeiras composições originais.

Com a entrada do baixista francês Matt Seybald e do baterista Bernardo Jorge a banda ganhou experiência e versatilidade, enriquecendo o seu trabalho em estúdio assim como a performance em palco. Graças aos contributos dos novos membros o número de temas originais subiu para 13 e o mês de Setembro marcou a estreia nos palcos nacionais.

Depois do lançamento do primeiro álbum de originais, intitulado “MARA”, está a decorrer o processo de gravação dos videoclips dos primeiros singles. Esta é também a fase em que surgem mais concertos e performances ao vivo, alimentando assim a paixão pelo palco, e pelo contacto directo com o público, espalhando a música, e a mensagem, por detrás de tão astutas criações.

Por sua vez os WellMan nasceram ao mesmo ritmo da amizade de Afonso Teixeira (vocalista), Afonso Lima (guitarrista), José Miguel Saraiva (baixista) e Mateus Carvalho (saxofonista), recém-conhecidos estudantes do primeiro ano de Direito.

Afonso Teixeira apresentou aos restantes membros uma série de originais que desejava que tivessem outra roupagem. Inicialmente apenas com o intuito de conferir às músicas uma outra dimensão, os cinco acabaram por "recriar" as mesmas. Em Junho de 2016, surgiu a oportunidade de ir a estúdio gravar os temas e aquilo que começou por ser uma forma de descontração da vida universitária sem qualquer divulgação pública, passou a ser uma verdadeira banda, à qual Afonso Teixeira emprestou o seu nome artístico (WellMan).

O quinteto que se move nas férteis águas do pop/rock, assume com orgulho a sua sonoridade viciante, envergando sempre um sorriso cativante e uma alegria contagiante. Para o primeiro trimestre de 2017 está marcado o lançamento oficial do seu single de estreia.


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publicado por Carlos Gomes às 21:45
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017
“INVADE-ME A ALMA”, A ESTREIA IMERSIVA DE SALMAR

Directamente das turbulentas águas de Peniche chega-nos o primeiro single de Salmar. “Invade-me a Alma” é uma balada actual onde o passado e o futuro se encontram, cruzando-se desilusões e expectativas, e onde o olhar não desprende do horizonte mesmo que o coração se sinta ferido por desamores antigos.

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Passados 15 anos e mais de 500 concertos, este é o tema que nos introduz o primeiro álbum de originais de Salmar – “Inquietação”. Na senda de nomes como Luís Represas ou Rui Veloso, Salmar é mais um dos cantores com o raro dom de transformar a portugalidade em canções que nos arrebatam e emocionam, chegando até ao público nacional por intermédio da chancela da Music For All.

Nasceu sob o nome de Filipe Ferreira, mas é como Salmar que sobe a palco. Sempre sentiu a música como uma extensão de si mesmo, uma forma alternativa de comunicar e expressar os seus pensamentos, actos e desejos.

Cedo se tornou adquirido que seguiria pelo atribulado, e emocionante, trilho que pode ser o mundo da música. Na hora de escolher um nome artístico honrou a terra que o viu nascer, Peniche e, acima de tudo, a forte ligação ao mar. Não é, portanto, ao acaso que hoje o chamamos de Salmar!

Passada uma década e meia e mais de quinhentos concertos por todo o país tomou uma decisão: apostaria verdadeiramente na sua carreira a solo. Consolidou, assim, o desejo e a promessa de escrever, compor e cantar temas seus e só seus.

A consequência natural desta resolução é o lançamento do single “Invade-me a Alma”, tema que nos conquista suavemente e nos introduz ao primeiro álbum discográfico – “Inquietação”. 2017 é o ano em que Salmar dá o salto e rumo ao infinito.


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publicado por Carlos Gomes às 13:47
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PAN ORGANIZA DEBATE SOBRE A MORTE MEDICAMENTE ASSISTIDA

“O direito a morrer com dignidade” – Dia 25 de Janeiro, Quarta-feira, pelas 18h00

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza organiza na sua sede, na Av. Almirante Reis 81B em Lisboa, no próximo dia 25 de Janeiro, Quarta-feira, pelas 18h00, um debate sobre a morte medicamente assistida, tanto na vertente de eutanásia como de suicídio medicamente assistido.

Este encontro conta com a participação de Gilberto Couto, médico e autor do livro “A eutanásia descodificada”, do candidato a bastonário da Ordem dos Médicos e professor universitário Jorge Torgal, da Deputada do PS, Maria Antónia de Almeida Santos, do Deputado do BE, José Manuel Pureza, da advogada e Deputada do PSD Paula Teixeira da Cruz e do Deputado André Silva do PAN.

Pretende-se contribuir para esclarecer os cidadãos sobre os aspetos éticos, médicos e jurídicos relacionados com uma matéria tão complexa e sensível e que faz parte do programa com o qual o PAN concorreu às legislativas de Outubro de 2015. Para além disso, foi hoje agendado em Conferência de Líderes para dia 1 de Fevereiro, à tarde, o debate da Petição para a despenalização da Morte Assistida

Por ser o único partido a integrar esta matéria nos seus programas eleitorais, o PAN sente uma responsabilidade acrescida no seu estudo aprofundado para poder apresentar uma solução legislativa com as respostas mais adequadas e na defesa da importância do seu debate, aberta e construtivamente pela comunidade científica, médico-profissional e sociedade civil.

Um estudo da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC, publicado em Março do ano passado, revela que 67,4% da população quer ter o direito de antecipar a sua morte. Este é um resultado bastante expressivo da vontade dos portugueses em ver discutido, com seriedade e isenção, um assunto que trata, sobretudo, da dignificação da vida humana até ao último momento.

Morte medicamente assistida: o direito a morrer com dignidade

Os cuidados paliativos não eliminam por completo o sofrimento em todos os doentes nem impedem por inteiro a degradação física e psicológica, e por isso a morte medicamente assistida não entra em conflito nem exclui o acesso aos cuidados paliativos e a sua despenalização não significa um menor investimento nesse tipo de cuidados.

Falar da despenalização da morte medicamente assistida é falar do ato médico administrado a doentes em situação irreversível e em grande sofrimento, mas conscientes, livres, competentes e capazes, com poder para tomar decisões de acordo com as suas próprias convicções, tanto em relação a questões quotidianas como às mais decisivas e íntimas, nas quais se incluem as decisões sobre a própria morte. Um indivíduo competente e autónomo é livre e responsável pelas suas escolhas. Ser-se responsável pelas próprias escolhas em vida significa, também, ser-se livre de poder escolher quando e como morrer. Não se trata de uma escolha entre a vida e a morte, mas entre uma morte em sofrimento e um fim de vida digno. É necessário perspetivar a vida na ótica da qualidade e não da quantidade, porque viver não é o mesmo que ter uma vida. A vida “biológica” não tem o mesmo valor que a vida “biográfica”, composta pelas experiências, escolhas e convicções.

O princípio da dignidade da pessoa humana, consagrado como uma das bases da República Portuguesa, obriga a que o direito a morrer em paz e de acordo com os critérios de dignidade que cada um construiu ao longo da sua vida faça parte do património ético da humanidade.

O PAN encara a despenalização e regulamentação da morte medicamente assistida como uma expressão concreta dos direitos individuais à autonomia e à liberdade de convicção e de consciência. Em Portugal, os direitos individuais no domínio da autodeterminação da pessoa doente têm vindo a ser progressivamente reconhecidos e salvaguardados por via do reforço do consentimento informado, do direito de aceitação ou recusa de tratamento, da condenação da obstinação terapêutica e das diretivas antecipadas de vontade, constituindo a regulamentação da morte assistida mais um passo importante no reconhecimento destes direitos.



publicado por Carlos Gomes às 13:31
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PAN QUER MAIS RIGOR NA UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS PARA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

PAN quer mais rigor na utilização de animais para investigação científica e investimento em alternativas

  • Normas mais rigorosas e maior investimento económico e político em alternativas científicas e tecnológicas à experimentação animal
  • Projetos de experimentação científica com animais não podem ser realizados sem que tenha sido recebida uma avaliação favorável da DGAV

O PAN - Pessoas-Animais-Natureza acompanha esta semana com duas iniciativas legislativas a petição de cidadãos por uma “ciência mais rigorosa”, debatida em plenário na próxima Quinta-feira, 19 de Janeiro. As propostas do PAN introduzem, por um lado, normas mais rigorosas no que diz respeito à utilização de animais para fins de investigação científica e, por outro, propõem um maior investimento económico e político em alternativas científicas e tecnológicas à experimentação animal.

Uma diretiva comunitária de 2010, transposta para a legislação portuguesa, afirma que os modelos animais devem ser substituídos por modelos alternativos, sempre que possível. O preâmbulo desta diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho reforça a necessidade de uma maior reflexão sobre o tema e sobre a avaliação da necessidade de utilização de animais para fins de experimentação, devendo ter-se em conta que os animais sentem dor, sofrimento, angustia e dano duradouro. As mesmas são claras quando indicam que “a utilização de animais para fins científicos ou educativos só deverá, portanto, ser considerada quando não existir uma alternativa não animal.”

Também a comunidade científica se tem pronunciado neste sentido e de forma consensual no que diz respeito à necessidade de uma maior transparência e objetividade na ciência que recorre ao uso de modelos animais na investigação científica (Conferência Internacional de Alternativas à Experimentação Animal (www.icaae.com) - Declaração de Lisboa).

Atualmente existem projetos de investigação científica a avançar sem a supervisão ou parecer da Direcção-Geral de Veterinária (DGAV), que por falta de recursos humanos não tem conseguido dar resposta às fragilidades transversais a várias áreas e serviços da sua tutela. O projeto de lei do PAN reforça a necessidade de um projeto não poder ser realizado sem que tenha sido recebida uma avaliação favorável da DGAV e parecer favorável do Comité de Ética.

A segunda iniciativa legislativa do PAN pretende, por outro lado, a alocação de uma percentagem dos fundos de inovação e desenvolvimento (I&D) da despesa pública distribuídos pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) em métodos não animais.

Precisamos de afastar o foco estratégico das experiências com animais e redirecioná-lo para os modelos computacionais e técnicas in vitro. Atualmente existem alternativas à experimentação animal, mas falta-nos um maior investimento económico e político, bem como uma mudança de mentalidades. No século XXI, e em grande parte das situações, os animais podem e devem ser eficientemente substituídos por sistemas biológicos in vitro(cultura de células e tecidos), placentas humanas e cordões umbilicais. Hoje a ciência possui ferramentas como modelos computacionais in silico, por oposição aos testes in vitro e in vivo para estudos de toxicidade, por exemplo bases de dados e modelos computacionais de relações quantitativas estrutura/atividade (QSAR) para prever a toxicidade de uma substância com base na sua estrutura e propriedades. No ensino, pode e deve fomentar-se o uso de sistemas virtuais, interditando a utilização de animais.

Enquanto agência pública nacional de apoio à investigação em ciência, tecnologia e inovação em todas as áreas do conhecimento, a FCT tem contribuições financeiras maioritárias do Orçamento do Estado e dos fundos estruturais da União Europeia. Em 2015 o orçamento da FCT foi de 468 milhões de euros para investimento direto em ciência, que foi distribuído maioritariamente por bolsas, emprego científico, projetos de I&D e Instituições I&D. Sem alteração do orçamento da FCT, o PAN pretende garantir um aumento do investimento em métodos cientificamente satisfatórios que não impliquem a utilização de animais vivos através do financiamento preferencial aos mesmos.



publicado por Carlos Gomes às 13:16
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CHINESES COMEMORAM ANO DO GALO

A comunidade chinesa em Portugal festeja no próximo fim-de-semana o Ano Novo Chinês, com uma semana de antecipação à data efectiva da entrada do ano.

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Sob signo do Galo, estas festividades são organizadas pela Embaixada da China em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Portimão e Câmara Municipal do Porto, de acordo com o seguinte programa:

21 JAN, sábado:

Desfile – 11h00/ 12h00 – Av. Almirante Reis (entre a Igreja dos Anjos e a Praça do Martim Moniz)

Espetáculo – 13h00/ 16h30 – Praça do Martim Moniz

Feira Tradicional – 10h00/ 17h00 – Praça do Martim Moniz

22 JAN, domingo:

Espetáculo – 14h00/ 16h00 – Praça do Martim Moniz

24 JAN, terça-feira:

Inauguração Exposição Fotográfica: Celebrações do Feliz Ano Novo Chinês no Mundo – 18h00 – Centro Científico e Cultural de Macau

Porto

19 JAN, quinta-feira:

Espetáculo da Companhia de Ópera Wu de Zhejiang – 21h00 – Coliseu do Porto

Dança do Dragão – 11h00/ 12h00, 15h00/16h00 – Rua de Santa Catarina (Porto) e Vila do Conde

Portimão 

19 JAN, quinta-feira:

Demostração de atividades artesanais tradicionais  (recorte de papel, tecelagem de cânhamo, escultura de argila e apresentação de teatro de sombras) – várias sessões – Casa Manuel Teixeira Gomes


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publicado por Carlos Gomes às 09:58
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017
SOUL BROTHERS EMPIRE – “CREATION” AO VIVO NAS FNAC!

Depois de um single contagiante, de seu nome “Jah Of Creation”, e de um álbum de estreia surpreendente - “Creation” - chega-nos uma série de concertos intimistas dos Soul Brothers Empire onde o rock, o reggae e os ritmos fortes e viciantes não vão faltar!

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Esta irmandade tem raízes em Proença-a-Nova e durante os meses de Janeiro, Fevereiro e Abril vão passar pelas FNAC de Alfragide, Vasco da Gama, Almada e Leiria, respectivamente. Confira abaixo todas as datas das actuações de uma das apostas nacionais da Music For All!

21.01 | FNAC @ Alfragide, 17h

28.01 | FNAC @ Vasco da Gama, 17h

18.02 | FNAC @ Almada, 17h

15.04 | FNAC @ Leiria, 17h

Naturais de Proença-a-Nova e existentes desde 2010, os Soul Brothers Empire são um coletivo composto por Gil Henriques (voz e guitarra), Claúdio Mendes (bateria), Joka (guitarra ritmo) e Pedro Martins (baixo) que assume influências do reggae, punk, rock e ska numa fusão única.

No currículo contam com presenças em vários festivais direcionados ao público jovem, como a Queima das Fitas de Coimbra, a Semana Académica da Covilhã, a Semana Académica de Castelo Branco, o Enterro do Caloiro de Aveiro (onde partilharam o palco com os Natiruts), entre muitos outros concertos de Norte a Sul do país, fazendo sempre vibrar o público por onde passam.

A participação no Rock Rendez Worten em 2011 permitiu-lhes chegar ao palco do Musicbox, em Lisboa, sendo que dois anos depois marcaram presença na mítica Festa do Avante. Mais recentemente foram convidados do “5 Para a Meia-noite” (RTP1) e subiram ao palco do Hard Rock Café.

“Creation”, o longa-duração de estreia, chegou em 2014 e com ele trouxe singles pegadiços como “Free To Go”, “Soul Brothers” ou “Jah of Creation”.


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publicado por Carlos Gomes às 20:05
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DEPUTADO DO PAN QUESTIONA NO PARLAMENTO DESTRUIÇÃO DA RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL NO LITORAL ALENTEJANO

Publicamos a intervenção do Deputado André Silva do PAN, no debate quinzenal desta tarde, no âmbito da, quase, extinção da Reserva Ecológica Nacional no litoral alentejano e das fortes suspeitas de substituição de uso de território da REN para fins imobiliários e turísticos.

Sr. Primeiro-ministro, escolheu para tema deste debate a "situação económica e financeira" e do país. Para o PAN a protecção ambiental e os valores naturais são a base da sustentabilidade económica e financeira do país.

Gostávamos de lhe falar do processo de destruição que está em curso no litoral alentejano.

Falamos concretamente da quase extinção da Reserva Ecológica Nacional na região pois analisando os números é mesmo disso que se trata. Senão vejamos: A área de REN nos concelhos de Alcácer do Sal e em Grândola foi reduzida em cerca de ¾.

Mas quem beneficia desta drástica redução? Alega-se o cumprimento da lei e que esta redução é do supremo interesse nacional. Mas que interesse público é este que faz reduzir escandalosamente a área de Reserva Ecológica? Quem é que são os interessados? Vão ser construídos hospitais ou escolas nessas áreas?

65000 ha são valores absurdos que revelam fortes suspeitas de substituição de uso de território da REN para fins imobiliários e turísticos. Uma área equivalente a 65 mil campos de futebol para asfaltar e betonar. Sr. PM também concorda que este é um caso de interesse nacional?

Sobre esta nebulosa redução da área REN, o IGAMAOT veio já dizer, e passo a citar, “entende-se subsistirem fundamentos razoáveis para que seja ponderada, pela tutela, a revogação ou anulação administrativa do despacho do Presidente da CCDR Alentejo, que aprovou a nova circunscrição territorial da REN do município de Alcácer do Sal (…) e do município de Grândola.” [informações do IGAMAOT n.ºs I/1270/14/SE e I/716/15/SE]*

No mesmo sentido, no final de Julho de 2015, veio o despacho do então ministro do ambiente Jorge Moreira da Silva. [despacho n.º 18/MAOTE/2015]*

Sr. PM, sabe quais foram os desenvolvimentos? Nenhuns.

Sr. PM, o que justifica a passividade do Estado perante estagrosseira usurpação territorial e do bem comum?

Temos conhecimento que o actual governo ainda não se manifestou sobre o delito ambiental que autoriza a destruição irreversível do litoral alentejano.

Que medidas tomará o governo para conter este assalto ambiental? Que medidas tomará o governo para salvaguardar aquilo que é de todos nós? Irá, ou não, o governo revogar as decisões tomadas?



publicado por Carlos Gomes às 15:34
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JANTAR DE REIS REALIZA-SE EM GUIMARÃES

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publicado por Carlos Gomes às 14:27
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LUZINGO EDITA E APRESENTA NOVO EP HOMÒNIMO AO VIVO

Depois de antecedido pelos irresistíveis “Mary Jane” e “Inveja”, eis que chega por fim o novo registo homónimo do músico angolano Luzingo. Envolto em ritmos africanos e com influências de hip hop e música electrónica, o EP é composto por sete temas e já se encontra disponível para audição nas principais plataformas de streaming.

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Este novo trabalho será apresentado ao vivo já no próximo dia 25 de Janeiro, no B.Leza, seguindo-se uma série de datas nas FNAC portuguesas. A saber:

26.01 | FNAC @ Vasco da Gama, 21h30

28.01 | FNAC @ Guimarães, 17h

29.01 | FNAC @ Braga, 17h

Luzingo é um músico angolano que combina hip hop com elementos de música electrónica e alternativa, uma mescla de influências que são palpáveis através da música que produz e representa.

Começou por fazer rap aos 10 anos de idade em Portugal com um grupo intitulado Galáxia Sudoeste, e aos 11 começou a fazer os primeiros beats, Desde então, Luzingo dedicou-se a evoluir e a reunir um vasto conjunto de influências do grande melting pot de músicas e culturas que foi experienciando ao longo dos anos, saltando entre Angola e Portugal, Reino Unido e Alemanha, entre muitos outros países.

A sua primeira mixtape, “Torcicolos”, foi editada em 2011, seguida por “Sempre a Lhe Dar Vol. 1 & 2”, em 2013 e 2014, respectivamente. Durante esse tempo, Luzingo envolveu-se noutros projectos: em 2013 lançou o EP “Realidade Alternativa” em parceria com o congénere angolano Dalós e no ano seguinte produziu e editou um EP juntamente com os Koletiva, composto por si, Dalós, Cátia Carreira, Bruno Reis, Salpikus, Ngange e Lima Craque.

Tendo traçado grande parte do seu percurso na língua portuguesa, em 2015 Luzingo aventurou-se num novo caminho criativo, em inglês, com um single duplo intitulado “Nocturnal”. Nesse mesmo integrou um projecto de world music com um artista alemão chamado Luís Linton, a que deu o nome de Globalites, cujo primeiro LP (“Strobelights”) foi lançado em 2016. No início de 2017 editará um novo trabalho homónimo, com o selo da Music In My Soul.


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publicado por Carlos Gomes às 14:12
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PAN PEDE MAIS FÉRIAS E FERIADO NACIONAL NO DIA DE CARNAVAL
  • Ritmos alucinantes das “sociedade modernas” contribuem para disfunções familiares
  • Perceção dominante de que elevados níveis de produtividade apenas se conseguem com elevadas cargas horárias tem sido cientificamente rejeitada
  • Elevar estes festejos ao contrário de outras tradições anacrónicas e violentas como é caso das touradas

A Assembleia da República debate durante esta e a próxima semana a consagração da terça-feira de Carnaval como feriado nacional obrigatório e a reposição dos 25 dias úteis de férias, respetivamente. O PAN apresentará duas iniciativas legislativas neste âmbito.

A primeira pede que a Terça-Feira de Carnaval passe a constar da lista de feriados obrigatório, e propõe uma alteração ao Código do Trabalho que o possibilite. Com vários séculos de existência, a festa do Carnaval portuguesa, representa uma tradição e deve existir uma preocupação em preservar ao máximo a nossa identidade cultural. Estes são festejos saudáveis que se devem elevar, ao contrário de outras tradições anacrónicas e violentas que contribuem para reforçar valores sociais negativos, como é caso das touradas.

A festa e os desfiles do Carnaval impactam significativamente vários sectores e animam as economias locais. Para além disso, o calendário escolar encontra-se também organizado de acordo com o pressuposto que a Terça-Feira de Carnaval é considerada feriado, estando previsto um período de férias para esta época. Na sociedade moderna, os pais veem-se submetidos a um ritmo alucinante, trabalhando todo o dia, com exigências profissionais cada vez maiores, deixando pouco tempo e disponibilidade para estarem com os filhos. Por este motivo, numa época em que as famílias estão cada vez mais distanciadas, é preciso incentivar e criar condições efetivas que permitam o aumento do número de períodos de lazer em família, sendo a época de Carnaval um bom período para tal. Pretende-se institucionalizar um feriado que já o é na realidade, visto que a esmagadora maioria dos municípios e das empresas já dão tolerância de ponte.

A segunda iniciativa legislativa do PAN altera o Código do Trabalho, reconhecendo o direito a 25 dias úteis de férias. Em Portugal, o período normal de trabalho não pode exceder as oito horas diárias e as quarenta horas por semana, o que, comparativamente com outros países, e de acordo com vários estudos realizados até à data, constituem longas jornadas de trabalho.  Para além dos longos períodos normais de trabalho, verificam-se igualmente situações em que, mesmo após o horário laboral, os trabalhadores continuam a exercer funções à distância, facto que impede o seu descanso efetivo. Em França, um estudo de Setembro do ano passado demonstrou que 37% dos trabalhadores utilizam ferramentas digitais fora do tempo de trabalho, o que motivou a criação de legislação que reflete o “direito a desligar”, que permita assegurar o respeito pelos tempos de descanso dos trabalhadores.

A perceção dominante de que elevados níveis de produtividade apenas se conseguem com elevadas cargas horárias, tem sido cientificamente rejeitada, com vários estudos que indicam que, à medida que aumentamos o número de horas de trabalho, a produtividade diminui, estando inclusive associado ao aumento de produtividade a existência de maiores períodos de descanso e lazer, pelo que é preciso promover o aumento destes períodos.



publicado por Carlos Gomes às 13:28
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CORO ANIMATO ATUA NO CONVENTO DOS CARDAES

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publicado por Carlos Gomes às 13:00
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017
CASA DE GOA REALIZA "CHÁ DAS CINCO"

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publicado por Carlos Gomes às 22:39
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CASUAR: AO VIVO NA FNAC DO CHIADO

Depois de um 2016 de afirmação no panorama musical português, com a edição do primeiro álbum a solo, CASUAR: inicia 2017 com um showcase ao vivo na FNAC dos Armazéns do Chiado no próximo dia 21 de Janeiro pelas 17h.

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Oportunidade mais que ideal para escutar as canções de “Game Over”, entre elas “Fuga” e “Mero Passo”, perfeitos exemplares da indie pop singular e inventiva que nos apresenta neste projecto one man band, já disponível para compra nos locais habituais e para escuta nas principais plataformas de streaming.

Nascido a 30 de Março de 1989 em Castelo Branco, Rui Rodrigues é filho de mãe portuguesa e pai moçambicano. O primeiro contacto que teve com a música foi nos escuteiros, onde aprendeu a tocar guitarra. Mais tarde, ingressou numa escola de música onde aprendeu a tocar guitarra elétrica, bateria e piano, alimentando assim a sua vertente multi-instrumentística.

Na adolescência tocava frequentemente covers de bandas de rock, punk e metal com os amigos. E, uns anos mais tarde, descobriu o mundo da World Music onde aprendeu a tocar percussões africanas, didgeridoo, fujara, gaita-de-fole, entre outros instrumentos tradicionais.

Quando acabou a escola, entrou em Biologia na Universidade de Lisboa mas desistiu passados poucos meses para poder seguir a sua verdadeira paixão: a música. Aos 19 anos, deu aulas de música numa escola primária e começou um curso de Produção Musical, que acabaria no ano seguinte. Perto de atingir o final do curso, Rui Rodrigues foi convidado para tocar na sua banda portuguesa favorita, os Dazkarieh. Começava aqui a sua carreira como músico profissional. Para além de experiência musical, foi aqui que despertou para o mercado da música em Portugal ganhando experiência na área do marketing musical.

Com Dazkarieh gravou 3 discos e fez mais de 150 concertos em Portugal e na Europa, em países como Alemanha, Espanha, Áustria, Suiça e Lituânia. Fez parte da formação de bandas de variados estilos como Stereo Parks (Indie/Rock), Pás de Probléme (World Music), mas destaca-se a presença na banda Voodoo Marmalade (Banda de Ukuleles) onde fez cerca de 100 concertos e onde teve a primeira experiência como compositor/produtor musical, compondo, gravando, produzindo e misturando o primeiro disco da banda.

Entre 2014 e 2015 destacam-se as participações como músico nas bandas Donna Maria e D.A.M.A (onde ainda se encontra em funções). Em finais de 2014 os Dazkarieh acabam com o último disco e a última tour, e dá-se o mote para a criação de um novo projeto musical one man band chamado CASUAR:

O primeiro trabalho foi lançado em Outubro de 2014. Trata-se de um EP homónimo com 5 faixas completamente auto-produzidas desde as letras até à gravação, da mistura e masterização ao design da capa. O tema “Monotonia” fez parte da compilação Novos Talentos Fnac 2015, tendo rodado durante esse ano na playlist da Antena3.

No espaço de um ano fez mais de 30 concertos destacando-se: Toca a Todos (na Praça do Comércio, em direto para a Antena3), Final do EDP Live Bands'15, NOS Alive'15 e Final do CambraFest onde acabou por sair vencedor. Em Julho de 2016 foi lançado o seu primeiro longa-duração, “Game Over”, com o selo da Music In My Soul.


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publicado por Carlos Gomes às 19:53
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“FILHA DE EMIGRANTES”, O NOVO SINGLE DE MK NOCIVO

Depois de “O Mesmo de Sempre” e “Se Eu Fosse Presidente”, é tempo de conhecermos “Filha de Emigrantes”, o mais recente single extraído do último álbum de MK Nocivo, “Pro Domo - Em Causa Própria”, que reflecte sobre a árdua vida de um emigrante e conta com a participação da cantora Vanessa Martins e produção de L.O.B. O vídeo oficial, lançado no final do ano passado, somou 200 mil visualizações num espaço de duas semanas apenas.

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“Pro Domo – Em Causa Própria”, o novo álbum do rapper brigantino, já se encontra disponível em formato físico e para audição nas principais plataformas de streaming.

O interesse de Jorge Rodrigues pelo Hip Hop despertou em 1998, depois de ouvir o clássico "It’s Like That" dos RUN DMC, e a sua primeira paixão foi o graffiti. Mas só em 2004 é que começou a escrever rimas e a produzir. A vontade de evoluir e aprender era enorme, assim como o sonho de possuir um registo em nome próprio. Ao longo dos anos foi criando faixas soltas, organizando uns concertos e juntando dinheiro para o seu primeiro registo a solo – o "Capítulo Obsceno", que saiu em 2007. O dinheiro obtido com esse trabalho deu para comprar algum material e montar um home studio e, a partir daí, editou várias mixtapes que disponibilizou online para download gratuito.

O projeto MK Nocivo nasceu oficialmente em maio de 2004 e o primeiro concerto aconteceu em outubro, no Dia Mundial da Música, no Teatro Municipal de Bragança. Em termos de discografia, conta já com inúmeros trabalhos e colaborações. Além disso, foi vencedor do Rock Rendez Worten 2008 e finalista do concurso de bandas Sumol Summer Fest, em 2014. No ano seguinte sagrou-se vencedor do NOS Live Act, tendo marcado presença no cartaz do festival.

“A excepção à regra, a prova que do nada nasce tudo” é como o próprio MK Nocivo se define. Isso mesmo pode ser confirmado agora com a edição do seu novo álbum, “Pro Domo – Em Causa Própria”, antecedido pelos singles “O Mesmo de Sempre” e “Se Eu Fosse Presidente”.



publicado por Carlos Gomes às 19:49
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MOLDAVOS NO BARREIRO CANTAM AS JANEIRAS

A comunidade moldava cantou as janeiras nos Paços do Concelho do Barreiro, apresentando diversos temas do folclore da Moldávia. A iniciativa foi da Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos MIORITA.

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Na ocasião, Rodica Gherasim, presidente da Associação, desejou aos autarcas barreirenses um Bom Ano e que “continue a amizade entre a comunidade moldava e os barreirenses”, aproveitando para agradecer “o apoio que sempre nos deram”.

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publicado por Carlos Gomes às 14:09
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PAN PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE “A PAZ NA DIVERSIDADE

Conferência - A Paz na Interdiversidade: para um pragmatismo Acolhedor na Cidade de Lisboa

DATA E HORA: 03 de Fevereiro, entre as 9h30 e as 17h00

LOCAL: Fórum Lisboa / A Casa da Cidadania * Av. De Roma, 14 P, 1000-265 Lisboa

O Grupo Municipal do PAN – Pessoas-Animais-Natureza da Assembleia Municipal de Lisboa e a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, através do Departamento de Ciência das Religiões / Linha de Investigação “Cosmovisões da Ásia”, promovem a iniciativa “A Paz na Interdiversidade: para um pragmatismo Acolhedor na Cidade de Lisboa”.

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Esta integra-se na "World Interfaith Harmony Week ", e justifica-se pela necessidade evidente de uma ação pragmática alicerçada na promoção de valores e práticas que contribuam efetivamente para que os cidadãos e aqueles que, direta e indiretamente detêm responsabilidades nas diferentes áreas de intervenção na Cidade possam assumir um compromisso para uma educação da cultura de paz.

Aos diversos convidados - dirigentes políticos e institucionais, profissionais e líderes religiosos - do plano nacional e local, que aceitaram o desafio de partilhar o seu saber e as suas experiências, nas mais diversas áreas, com um foco especial para a educação e o diálogo inter-religioso para a paz, juntam-se cidadãos, profissionais da educação e da intervenção social, representantes da sociedade civil, do movimento associativo, da academia, partidos políticos e ONG’s, entre outros.

De que falamos quando nos referimos a Educação para uma Cultura de Paz, na Cidade de Lisboa? Como assegurar a boa convivência em Lisboa, gerindo construtivamente o conflito? Qual o segredo de acolher, respeitando e unindo? O que já se está a fazer e o que, em conjunto, se poderá fazer para a Paz na Cidade de Lisboa? São algumas das questões, às quais se pretende responder, reforçando pontes de diálogo e de relação entre todos, e promovendo espaços de comunicação e de ação, facilitadores de uma intervenção dialogante e integrada.

Contributos para Um Pacto para uma Educação da Cultura de Paz, apelando a uma ação concreta ao alcance de cada um, é o objetivo final, para o qual se convida à participação, envolvendo cidadãos em geral, com recurso às redes sociais. Profissionais e dirigentes das instituições locais, são igualmente convidados, através da realização das Oficinas de Participação, mediante inscrição até ao dia 21 janeiro 2017 para o email:apaznainterdiversidade@gmail.com.

As últimas descobertas cientificas nas áreas da física, da biologia e da neurociência, assim como o surgimento de certos paradigmas filosóficos, têm colocado em evidência a interconexão e interdependência que existe entre todos os seres vivos e o planeta. Esta iniciativa constitui um contributo para a compreensão da transição de paradigmas em que vivemos, e para a afirmação de um Compromisso para uma Educação da Cultura de Paz, com impacto nos programas e projetos, educativos, culturais, e da intervenção social, em Lisboa.



publicado por Carlos Gomes às 13:07
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Domingo, 15 de Janeiro de 2017
FOLCLORE EM LOURES É UM FESTIVAL!

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publicado por Carlos Gomes às 18:37
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Sábado, 14 de Janeiro de 2017
ENCONTRO DE CONCERTINAS JUNTA MINHOTOS EM LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 15:54
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017
MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA APRESENTA "PORTUGAL POR MIÚDOS"

Após 3 meses, muitas dezenas de escolas e várias centenas de espectadores, Portugal por Miúdos continua em cena no Museu Nacional de Arqueologia, no Mosteiro dos Jerónimos.

Escolas de terça a Sexta

Famílias aos domingos,16h

(o acesso ao espectáculo inclui visita ao Museu)

O espectáculo que conta e brinca com a História de Portugal

José Jorge Letria escreve | Vasco Letria encena | Museu Nacional de Arqueologia apresenta "Portugal por miúdos"

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publicado por Carlos Gomes às 14:40
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KADYPSLON APRESENTA “REFÚGIO” AO VIVO NAS FNAC

Numa altura em que o seu primeiro longa-duração está quase a ver a luz do dia, Kadypslon prepara-se para uma pequena digressão pelas FNAC lusitanas que servirão de apresentação a “Refúgio”, o novo registo.

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Não faltarão à chamada canções como “Malta Perdida”, “Rise & Shine” ou “Realidade”, canções que têm marcado o percurso do rapper lisboeta. Conheçam as datas:

20.01 | FNAC @ Almada Fórum, 22h

27.01 | FNAC @ Alegro Alfragide, 21h30

Nascido em meados dos anos 90 nos subúrbios de Lisboa, em Santo António dos Cavaleiros, Kadypslon descobriu por volta dos 14 anos a paixão pela poesia e pelo movimento hip hop. Durante cinco anos foi aperfeiçoando o seu dom juntamente com dois primos, até que decidiu emigrar, devido à falta de condições e oportunidades no seu país.

Atualmente a residir em Peterborough, em Inglaterra, e depois de quase dez anos de paragem, Kadypslon decidiu voltar a dedicar-se à música, agora com toda outra maturidade, garra e perspetiva.

Em 2010 gravou a sua primeira demo com seis faixas promocionais. Três anos mais tarde disponibilizaria o seu primeiro projeto, intitulado “Pandemonium”, que refletia um resumo de experiências passadas narradas na primeira pessoa. No primeiro trimestre do ano edita o seu primeiro longa-duração, “Refúgio”, que recolhe influências de boom bap e gravita em torno da temática da consciência urbana.


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publicado por Carlos Gomes às 13:34
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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2017
“BÁRBARA”, O INFORTÚNIO FEMININO DE CARLOS MACHADO

Directamente de Curitiba chega-nos o portentoso Carlos Machado. Autor de cinco discos de originais, dos quais “Bárbara” é o mais recente (2015), estreia-se finalmente em Portugal em 2017. Do seu caldeirão de influências destacam-se o Rock, o Jazz, a World Music e a natural Música Tradicional Brasileira, numa conjugação única da sonoridade tropical brasileira com a universalidade do Rock e do Jazz.

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O açucarado single “Bárbara” é a porta de entrada de Carlos Machado no continente europeu, numa consagração há muito merecida. 2017 promete a chegada do sexto álbum de originais e a estreia nos palcos portugueses, tudo com o selo da Music For All.

Corria o ano de 1977 quando Curitiba assistiu ao nascimento daquele que, anos mais tarde, se tornaria num dos seus nomes mais célebres. Embora seja a música a trazer-nos aqui antes de pisar palcos e encantar multidões já encantava pelo poder das suas palavras (ou não fosse ele escritor). Este é o percurso, e a história, de Carlos Machado.

Movendo-se nas profícuas águas onde a Música Tradicional Brasileira se encontra com o Rock, o Jazz e a World Music, Carlos Machado estreia-se como músico e compositor em 2008. Esse foi o ano em que lançou “Tendéu”, disco gravado com a cantora brasileira Esther Tribuzy. As composições ficaram ao cargo de poetas como Fernando Koproski, Alexandre França, Ricardo Corona, Luiz F. Leprevost ou Juan Viacava, sendo a produção de Murillo Da Rós (compositor e violinista de Curitiba) e do próprio Carlos Machado. A destacar existe ainda o facto da sua estreia discográfica ter sido editada de forma independente, fazendo assim justiça ao espírito livre e mente aberta que sempre o destacaram da multidão que o rodeia.

Dois anos depois surge “Samba Portátil”, o seu segundo disco de originais, onde sobressai a colaboração do poeta Fernando Koproski. A produção, e os arranjos, ficaram novamente à responsabilidade de Murillo Da Rós, tendo sido o próprio Carlos Machado a gravar todos os instrumentos do álbum.

Temos que percorrer outro par de anos para encontrarmos o próximo lançamento do curitibano. “Longe” contou com uma colaboração mais extensa de Murillo Da Rós: para além da produção, trabalho já realizado nos discos anteriores, fez também os arranjos e gravou as guitarras. Tal como nos seus dois primeiros álbuns parte das composições são da sua autoria estando a outra parte ao cuidado do anteriormente citado Fernando Koproski.

Ao recordar o seu percurso é impossível não destacar o ano de 2013. Não só lançou um DVD ao vivo como um álbum cantado em espanhol! “Longe e Outras Canções” é composto por vinte e dois temas, sendo o alinhamento uma mistura dos três álbuns editados até então. Por sua vez “Los Amores de Paso” contém faixas anteriormente gravadas mas com novos arranjos e cantadas em espanhol. Este álbum tem a particularidade de ter um único tema em português: uma versão de “Hallelujah”, de Leonard Cohen, com letra da autoria de um dos seus colaboradores mais regulares, o poeta Fernando Koproski.

Assim chegamos até 2015 e ao seu mais recente trabalho. “Bárbara” é um conjunto de doze poderosas canções e, porque em equipa que vence não se mexe, uma vez mais temos letras de Fernando Koproski em grande destaque. Entre 2015 e 2016 Carlos romou à Suíça para quatro concertos especiais, estreando-se assim nos palcos europeus.

Para o ano que agora se inicia estão prometidas muitas novidades! Não só verá a luz do dia o resultado da sua nova parceria com Isadora Dutra (sob o título “DESencontros” este será o seu sexto registo a solo) como está prevista para o Verão a sua estreia nos palcos lusitanos naquela que será a sua segunda experiência na Europa.

E como a vida é um círculo terminamos como começámos: fazendo referência à sua vertente de escritor. Na literatura publicou os livros “A Voz do Outro” (contos. ed. 7letras, 2006), “Nós da Província: Diálogo Com o Carbono” (contos. ed. 7letras, 2007), “Balada de uma Retina Sulamericana” (novela. ed. 7letras, 2008) e “Poeira Fria” (novela. Ed. Arte e Letra, 2012). De Curitiba para o mundo, assim se apresenta Carlos Machado.



publicado por Carlos Gomes às 13:24
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ALHOS VEDROS ELEGE RAÍNHA DO CARNAVAL

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publicado por Carlos Gomes às 10:52
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2017
ENCONTRO DE CONCERTINAS JUNTA MINHOTOS EM LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 23:58
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LUZINGO E RITCHAZ CABRAL APRESENTAM NOVOS EPS AO VIVO NO B.LEZA

O ano começa com um evento único no conhecido espaço lisboeta B.Leza, a 25 de Janeiro, que servirá de palco à apresentação dos novos trabalhos do músico angolano Luzingo e do luso-cabo-verdiano Ritchaz Cabral.

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O primeiro estreará as canções do seu novo EP homónimo, antecedido pelos inescapáveis “Mary Jane” e “Inveja”, enquanto o segundo apresentará ao público os temas do EP “Mal Famadu”, do qual já é conhecido o bamboleante “Kabalindadi”. As portas abrem às 22h, sendo que os bilhetes apresentam um custo de 6€, podendo ser adquiridos aqui.

Luzingo é um músico angolano que combina hip hop com elementos de música electrónica e alternativa, uma mescla de influências que são palpáveis através da música que produz e representa.

Começou por fazer rap aos 10 anos de idade em Portugal com um grupo intitulado Galáxia Sudoeste, e aos 11 começou a fazer os primeiros beats. Desde então, Luzingo dedicou-se a evoluir e a reunir um vasto conjunto de influências do grande melting pot de músicas e culturas que foi experienciando ao longo dos anos, saltando entre Angola e Portugal, Reino Unido e Alemanha, entre muitos outros países. No início de 2017 editará um novo trabalho homónimo, com o selo da Music In My Soul.

Por sua vez, Ricardo Cabral, de nome artístico Ritchaz Cabral, nasceu em Lisboa, no profícuo ano de 1988, e é filho de pais cabo-verdianos, imigrantes em Portugal há várias décadas. Com apenas 13 anos, começa a dar os seus primeiros passos na música. Entre 2003 e 2012, fez parte da dupla Ritchaz & Keky que se apresentava com uma sonoridade mestiça onde o Kuduro se encontrava com a Kizomba e onde o Techno e o Reggae se fundiam com o Funaná e o Hip-Hop, num autêntico caldeirão de influências e sonoridades.

 Foi em 2014 que Ritchaz decidiu dedicar-se a uma carreira a solo, começando a preparar aquele que se tornaria no seu primeiro EP. Neste trabalho são bem audíveis as suas raízes cabo-verdianas através dos Funanás lentos, dos Batuques com letras que retratam a simplicidade da vida e os valores do amor e respeito assim como os temas de cariz social, vertente que Ritchaz sempre prezou bastante. “Mal Famadu” é o seu primeiro EP a solo, que chega até nós com o selo da Music For All.



publicado por Carlos Gomes às 21:04
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MIKE BRAMBLE LANÇA “LIVING DREAMS”

O músico MIKE BRAMBLE, acaba de lançar a sua nova música intitulada "Living Dreams" que estará disponível em todas as lojas e plataformas de música online e no seu site oficial no próximo dia 13 de janeiro, informação esta que desejava que partilha-se na sua plataforma de informação.

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"Living Dreams" é um tema de alerta e abertura de consciência dos limites do planeta Terra, ridicularizando as excentricidades da sociedade moderna. "Living Dreams" faz parte de um conjunto de músicas que irão integrar o próximo disco de MIKE BRAMBLE a ser lançado durante este ano.

Antes de dia 13 de Janeiro, pode ouvir um "cheirinho" da faixa "Living Dreams" no teaser em https://www.youtube.com/watch?v=HvUKB4D3bk4.

Mike Bramble é um músico Pop/Rock de Leiria. Começou a compôr e a gravar no seu estúdio caseiro algumas demos que chamaram à atenção através das redes sociais e das web-rádios um pouco por todo o mundo, em especial o tema "Is It You" com o qual atingiu o 1º. lugar na categoria de Soul no site americano Ourstage.com.

Desde 2012 que está reunido a mais 3 elementos (João Loureiro - bateria; Hugo Santos - baixo; e Mike Gomes - guitarra) e mantem a composição de novos temas e novos arranjos que disponibiliza ao público regularmente online. Em Julho de 2015  edita o seu EP de estreia, "Platonic" em formato digital e em Fevereiro de 2016 em formato físico, distribuído pela Compact Records.

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publicado por Carlos Gomes às 20:26
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PAN PROPÕE DEBATE ALARGADO SOBRE OS IMPACTOS DO CETA EM PORTUGAL E NA EUROPA
  • Explicar o tratado de modo contínuo e alargado a cidadãos, às empresas, aos sindicatos, às organizações não-governamentais e a outros agentes sociais
  • Opacidade nas negociações e densidade técnica tem gerado desconfiança social
  • CETA pode ter impacto negativo na soberania nacional em matérias como proteção social, regulação laboral, sanitária ou ambiental

A Assembleia da República debate amanhã uma petição de cidadãos que pede ao governo que o acordo Económico e Comercial Global entre a União Europeia e o Canadá, mais conhecido como CETA (Comprehensive Economic and Trade Agreement) seja ratificado no parlamento nacional.

O PAN acompanha a petição da Plataforma Não ao TTIP, que amanhã pelas 14h30 se manifesta em frente à frente à Assembleia da Republica, e apresenta um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo português a promoção de um debate alargado, com a sociedade civil e organizações não-governamentais, sobre os impactos do CETA em Portugal e na Europa.

As negociações deste acordo, entre a Comissão Europeia e o Governo Canadiano, iniciaram-se em maio de 2009 e o acordo preliminar foi conseguido em 2014, tendo o executivo comunitário publicado a ata da negociação em Agosto de 2015. Durante estes anos de negociações, poucas têm sido as iniciativas nacionais para ouvir ou mesmo explicar o tratado de modo contínuo e alargado a cidadãos, às empresas, aos sindicatos, às organizações não-governamentais e a outros agentes sociais. A opacidade nas negociações e a densidade técnica, com constantes avanços e recuos, com que este acordo transnacional e muitos outros (e.g. Acordo de Livre Comércio de Serviços/TISA e a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento/TTIP) é negociado e debatido, gera, uma desconfiança social sobre os seus alegados auspiciosos benefícios. Não negligenciando factos e argumentos de ambos os lados do CETA e dos restantes acordos transnacionais a serem promovidos no seio Europeu, é factual que os governos necessitam de promover um debate mais alargado e inclusivo sobre estas matérias.

A urgência e necessidade desta discussão pública, alargada no espaço e no tempo, vem à tona pelos próprios entraves e discordâncias no seio da União Europeia. Bloqueios que demonstram, mais uma vez, as dificuldades na promoção de uma análise mais extensiva e criteriosa de mecanismos e cláusulas do tratado, para além dos círculos de decisão institucional.

Acrescem a estas disfunções institucionais os receios de muitos movimentos sociais de que o CETA tenha um impacto negativo nas soberanias dos Parlamentos Nacionais em matérias como a protecção social e a regulação laboral, sanitária e ambiental. Esta apreensão social crescente, reflexo de uma sociedade dialogante, plural e transparente, levou 455 organizações da sociedade civil da Europa e do Canadá, em Novembro de 2016, a elaborar uma carta aberta ao executivo Europeu contra o CETA e a que, mais recentemente, a academia internacional se manifeste para travar a opacidade nas negociações deste acordo.

Este desafio em torno do CETA apresenta-se como uma oportunidade para as classes políticas demonstrarem que os cidadãos podem confiar numa democracia aberta e dialogante e que os órgãos de decisão estão atentos às preocupações da sociedade civil. O poder político deve firmar e assegurar que, qualquer que seja o resultado da votação no Parlamento Europeu ou Nacional, o mesmo seja sempre mais próximo dos desejos dos cidadãos, o que só acontecerá quanto maior e mais prolongado for o debate em torno das especificidades do CETA e de outros acordos transnacionais.



publicado por Carlos Gomes às 14:50
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PAN QUESTIONA CENTRAL DE ALMARAZ

PAN questiona Ministério do Ambiente sobre a afronta do Governo Espanhol no tema da central de Almaraz

  • PAN pretende informações adicionais sobre o contexto da decisão sobre aconstrução de um armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz
  • Ao não cumprir as Convenções Internacionais nem Avaliação de Impacte Ambiental obrigatória, Espanha faz uma clara afronta aos portugueses
  • Se o depósito for construído o Estado Espanhol tem o caminho facilitado para garantir o prolongamento do funcionamento da Central até 2030

No seguimento da decisão do Governo espanhol de aprovar a construção de um armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz, o PAN junta-se aos ambientalistas de Portugal e Espanha que se vão manifestar amanhã, 12 de janeiro de 2017, às 18 horas junto ao consulado de Espanha em Lisboa. Está também agendada uma Conferência internacional neste âmbito para dia 4 de fevereiro na Fábrica de Braço de Prata, em Lisboa.

Ainda no seguimento desta decisão, o PAN questionou, na semana passada, o Ministério do Ambiente sobre se o Estado espanhol comunicou, formalmente, ao Estado português a intenção de avançar com a construção de um armazém em Almaraz para depositar resíduos nucleares. Face ao incumprimento da Convenção de Espoo por parte de Espanha, atendendo a que não houve a realização do estudo de impacte ambiental e uma vez que Portugal não foi consultado nem notificado do mesmo, o PAN pretende ainda saber que medidas serão tomadas pelo Estado português.

Tendo em conta o avanço unilateral do Ministério da Indústria espanhol relativamente à construção do armazém temporário individualizado na Central Nuclear de Almaraz, o PAN pergunta também se o Estado português vai recorrer à entidade internacional United Nations Economic Commission for Europe (UNECE).

Por último, o partido pretende saber se o Estado português já apresentou denúncia formal sobre o incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus e, em caso afirmativo, quando foi apresentada e a que entidade.

Quando este depósito estiver construído, o Estado Espanhol tem o caminho facilitado para garantir o prolongamento do funcionamento da Central até 2030, pelo que é necessária uma intervenção que vá para além de queixas à União Europeia. É necessário fazer uso dos expedientes diplomáticos para a impedir a construção do referido depósito e para encerrar de vez a bomba relógio que é a Central Nuclear de Almaraz.

“Foi pela voz do PAN que pela primeira vez nesta legislatura se alertou para o perigo da Central Nuclear de Almaraz. A decisão unilateral de Espanha em construir mais um depósito para resíduos nucleares não é surpreendente já que a intenção havia sido anunciada há meses. Ao não cumprir as Convenções Internacionais sobre Energia Nuclear, ao não iniciar uma Avaliação Transfronteiriça de Impacte Ambiental obrigatória, o Estado Espanhol faz uma clara afronta a todos os portugueses, menosprezo, que tem, de uma vez por todas, que ter uma oposição forte e inequívoca da parte do Governo Português.”, Reforça, André Silva Deputado do PAN que estará presente nesta manifestação.



publicado por Carlos Gomes às 14:03
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017
”KABALINDADI”, O NOVO SINGLE DE RITCHAZ CABRAL

O músico luso-cabo-verdiano Ritchaz Cabral chega até nós com “Kabalindadi”, caloroso e bamboleante tema mergulhado na melhor tradição dos sons típicos de Cabo Verde que pretende alertar consciências para a necessidade de combater a tirania e corrupção humana que preenchem o nosso dia-a-dia.

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Este é então o cartão de visita do primeiro EP a solo do músico, “Mal Famadu", que estará disponível digitalmente a partir do próximo mês de Fevereiro com o selo da Music For All.

Ricardo Cabral, de nome artístico Ritchaz Cabral, nasceu em Lisboa, no profícuo ano de 1988, e é filho de pais cabo-verdianos, imigrantes em Portugal há várias décadas.

Com apenas 13 anos, começa a dar os seus primeiros passos na música. O passaporte para aquilo que, anos mais tarde, se transformaria na sua vida profissional foi um velho gravador de cassetes, propriedade do seu progenitor, e um microfone inventado e construído pelo próprio utilizando pequenas colunas modificadas. Na altura, cantava letras conhecidas de autores cabo-verdianos e gravava brincadeiras com as irmãs e amigos.

Entre 2003 e 2012, fez parte da dupla Ritchaz & Keky que se apresentava com uma sonoridade mestiça onde o Kuduro se encontrava com a Kizomba e onde o Techno e o Reggae se fundiam com o Funaná e o Hip-Hop, num autêntico caldeirão de influências e sonoridades. A partir de 2007, a dupla trabalhou com a agência cultural Filho Único (Lisboa), com quem tiveram atuações regulares dentro e fora do país e através da qual participaram na coletânea de CD’s Novos Talentos da Fnac e da Antena 3 (2008).

Entre 2009 e 2011, Ritchaz frequenta dois cursos relacionados com a criatividade, produção e marketing musical na Restart (Lisboa), passando a fazer com frequência trabalhos de gravação, produção, mistura e masterização de música para diversos artistas na Europa e África. Nascia assim uma faceta diferente e complementar na carreira de Ritchaz Cabral!

Em 2011, e nos dois anos que se seguiram, Ritchaz integrou a banda de Reggae Luso United, sediada na Amadora, assumindo-se como teclista.

Paralelamente, o artista envolve-se em diferentes projetos ligados à música. Foi co-criador do Estúdio SomGráfico (estúdio de música comunitário), no bairro Outurela (Oeiras), juntamente com outros amigos e músicos; deu aulas de viola na escola básica local; e fez a co-produção e o lançamento do álbum musical independente Proghetto, que contou com a presença de vários artistas.

Em 2012, o artista junta-se ao grupo Raboita como vocalista, guitarrista e baixista. É nesta altura que passa a ter mais contacto com a música tradicional de Cabo Verde, adicionando ao seu leque de sonoridades as Mornas, Batukus, Funanás, Coladeiras e Mazurcas.

Chegamos, enfim, a 2014. Esta foi a altura em que Ritchaz decidiu dedicar-se a uma carreira a solo, começando a preparar aquele que se tornaria no seu primeiro EP. Neste trabalho são bem audíveis as suas raízes cabo-verdianas através dos Funanás lentos, dos Batuques com letras que retratam a simplicidade da vida e os valores do amor e respeito assim como os temas de cariz social, vertente que Ritchaz sempre prezou bastante. Em simultâneo, Ritchaz integra o grupo Skopeofonia, um projeto de investigação académica em Etnomusicologia, da Universidade de Aveiro com a Fundação para a Ciência e Tecnologia, que tem recolhido e analisado as práticas musicais no bairro da Cova da Moura, na Amadora.

É por entre um leve sorriso, um ritmo quente e pegadiço e uma letra que nos transporta para as sinceras e profundas paisagens africanas que encontramos este primeiro trabalho de Ritchaz Cabral. O menino que Portugal viu nascer e crescer é hoje um homem que não esquece as suas origens, homenageando-as em “Mal Famadu”, o seu primeiro EP a solo.


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publicado por Carlos Gomes às 14:08
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PORTUGUESES DEBATEM ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE PORTUGAL

A participação dos cidadãos na vida do país é fator decisivo para a qualidade da nossa democracia, por isso desde já agradecemos o seu contributo e a sua participação na primeira edição do Orçamento Participativo Portugal!

Como é do seu conhecimento, a submissão das propostas online não corresponde, por si só, à aceitação da mesma, sendo obrigatória a apresentação num encontro participativo.

Neste sentido, caso tenha submetido a sua proposta, até agora, no site OPP, solicitamos que consulte o calendário de Encontros Participativos para que possa apresentar a mesma presencialmente.

Os Encontros Participativos irão iniciar na próxima semana e, de 9 de Janeiro até 21 de Abril, vamos realizar mais de 50 encontros participativos por todo o país. Os primeiros serão já na próxima semana, a realizar na região norte.

- Dia 12 às 21h00 | Viana do Castelo | Biblioteca Municipal

Semanalmente iremos enviar uma atualização relativa as datas e locais de realização dos Encontros Participativos.

Mais informamos que as propostas submetidas até esta data deixarão de estar visíveis no site OPP.

A publicação online das propostas será feita após a apresentação nos Encontros Participativos.

Continue a acompanhar-nos através do nosso site e também das redes sociais:

https://www.opp.gov.pt

https://www.facebook.com/OrcamentoParticipativoPortugal/

https://www.instagram.com/opportugal/


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publicado por Carlos Gomes às 13:28
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2017
TRADIÇÃO DAS JANEIRAS MANTÉM-SE EM ANDORRA

A tradição das Janeiras vai ser apresentada no Principado de Andorra, numa iniciativa do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’, por 12º ano consecutivo. A partir do próximo sábado, dia 14 e até ao dia 29 de Janeiro os elementos do Grupo irão percorrer o Principado aproximando a cultura tradicional portuguesa à sociedade andorrana e junto da comunidade portuguesa que procura com esta iniciativa reviver uma das tradições da infância.

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Este ano o cante das Janeiras vai iniciar-se no dia 14 às 18 horas no palco da Praça Coprínceps, na cidade de Escaldes-Engordany, o que vai permitir que os turistas e residentes do Principado possam desfrutar em praça pública da musica tradicional portuguesa e das cantigas dedicadas a enaltecer o ano novo.

Além da visita a estabelecimentos comerciais, principalmente bares e restaurantes portugueses, as Janeiras tem suscitado interesse junto das igrejas do Principado destacando na edição deste ano a visita à Igreja de Andorra la Vella, Escaldes-Engordany, Ordino e Encamp. Além de apresentar as Janeiras no final do ato religioso, os elementos do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ participam na celebração eucarística com cânticos que recriam um ambiente de devoção e fé.

No dia 22 de Janeiro o Grupo participará também na celebração eucarística na Catedral de Santa Maria de Urgell, na cidade da Seu d’Urgell, em Espanha, na presença de Mn. Joan-Enric Vives, Arcebispo e Copríncipe de Andorra.

A vertente solidária das Janeiras tem encontrado resposta no interesse manifestado pela gerência dos lares de idosos da Residência el Cedre, Clara Rabassa e Sarquavitae Salita em proporcionar momentos de cultura tradicional e de convívio aos séniores, familiares e colaboradores das três instituições.

Esta iniciativa irá terminar no dia 29 depois de percorrer quatro das sete paróquias do Principado, desafiando temperaturas negativas e um espesso manto branco de neve característico nos vales de Andorra.”

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publicado por Carlos Gomes às 22:45
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CADAVAL HOMENAGEIA FADISTA CLÁUDIA PICADO

A Câmara Municipal do Cadaval deliberou a atribuição da Medalha do Município em 2017 à fadista Cláudia Picado.

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Cláudia Picado inicía este ano com uma notícia que muito a honra.

A Medalha de Mérito Cultural Duquesa do Cadaval é entregue à fadista natural desta vila por toda a sua carreira e prestígio, elevando sempre a nível nacional e internacional o nome do Cadaval.

Esta atribuição foi decidida em assembleia de Câmara e será entregue no dia 13 de Janeiro, feriado municipal do Cadaval num jantar de homenagem onde estarão presentes algumas figuras ilustres da política e do fado.

Para além da medalha, 2017 será marcante na sua carreira já que está igualmente prevista a edição de um novo álbum – produzido por ToZé Brito e Guilherme Banza -, cujo primeiro single, “Quando Me Chamas Mulher”, com letra de Tiago Torres da Silva e música de Guilherme Banza, pode a partir de agora ser ouvido nas rádios.

Fotos: Márcia Filipa Moura

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Cláudia Picado - "Quando me chamas Mulher"

Letra de: Tiago Torres da Silva
Música de: Guilherme Banza

Ando a ver se dás à costa
Acendo uma vela
A ver se tenho resposta
Da santinha da capela

Se a santa não desembucha
Diz me o coração
Que talvez deva ir à bruxa
Pra pedir mais uma opinião

Mas nem País - Nossos nem Avé- Marias
Me podem fazer esquecer
O quanto tu me arrepias
Quando me chamas mulher
Não posso perder-te
E se as cartas de tarôt
Dizem que devo esquecer-te
Eu digo isso é que não vou.

Quando vir uma cigana
Vou estender- lhe a mão
A ver se ela não se engana
E me lê o coração

Ao ler- me a linha da vida
Diz tim- tim por tim-tim
Que não há outra saída
Tu não vais voltar pra mim

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publicado por Carlos Gomes às 15:36
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”DO WHAT YOU LOVE”, A PAIXÃO SEGUNDO OS THE MUFFINZ

Depois de terem surpreendido e conquistado tanto o público como a crítica sul-africanas e de terem esgotado salas em países tão díspares quanto Moçambique, Noruega, Argélia ou Estados Unidos da América, finalmente chegou a vez de Portugal entrar no mapa dos The Muffinz através do selo da Music For All.

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“Do What You Love”, inebriante composição neo soul que inspira o ouvinte a seguir as suas paixões na vida, serve de single de apresentação do quinteto ao público português, sendo um dos maiores destaques do álbum com o mesmo título.

Para falarmos do início dos The Muffinz temos que recuar até 2010, ano em que Simphiwe Kulla (“Simz”), Mthabisi Sibanda (“Mthae”) e Sifiso Buthelezi (“Atomza”) se conheceram. O local que proporcionou, e assistiu, a tão feliz encontro foi a Universidade de Joanesburgo, em plena África do Sul. Fruto da simpatia que nutriam uns pelos outros, e da relação de amizade sincera e criativa que sentiam estar a criar, nasceu o embrião daquilo a que hoje chamamos

de “The Muffinz”.

O curioso nome que ostentam com orgulho tem uma origem muito mais lógica do que possamos pensar. Nas palavras dos próprios membros da banda: “Cada um de nós tem um background musical diferente e tráz ingredientes diferentes para a banda. Tal como os diferentes ingredientes que compõem um Muffin”.

O trio começou a dar os primeiros passos, a realizar os primeiros ensaios e pouco tempo depois surgiu a primeira grande competição. Melville acolheu um concurso de bandas e os recém-formados Muffinz (compostos então por uma junção de três vozes, guitarra acústica e duas guitarras eléctricas) e não só não faltaram à chamada como deram nas vistas! A performance do trio conseguiu não só assegurar a vitória na competição como também emocionar um dos membros do júri!

E como nada acontece por acaso Philip Howard revelou ser jornalista e afirmou que escreveria algo sobre a banda que tanto o tinha marcado. Howard provou ser um homem de palavra, o artigo foi mesmo escrito e publicado e isso bastou para catapultar os Muffinz para um patamar com o qual até aí só poderiam sonhar. Nas palavras de “Atomza”: “Esse foi o momento em que percebemos que íamos conseguir atingir o sucesso!”.

Abril de 2011 é a data que marca a passagem do trio a quinteto. A “Simz”, “Mthae” e “Atomza” juntaram-se Gregory Mabusela (“Keke”) e Karabo Meketsi (“Skabz”). É precisamente neste momento que os Muffinz dão mais um passo importante no seu crescimento e evolução: tornam-se a banda residente de um bar de Melville. A zona que, pouco tempo antes, os havia catapultado para o estrelato voltava a sorrir-lhes e a ajudá-los de forma decisiva. Bastaram três semanas para agarrar o público local e quatro meses para se tornarem num dos grandes destaques da cidade. De repente toda a gente sabia da existência, e ouvia, os Muffinz, incluindo celebridades locais e nacionais. Pela segunda vez Melville foi decisiva no seu percurso profissional.

A recta final de 2011 fica marcada por outros dois passos fulcrais para a ascensão do quinteto sul-africano: a assinatura oficial com a editora independente Just Music e o início da gravação do primeiro disco de originais! Os reputados JazzWorkx Studios serviram de cenário e a produção sido partilhada entre própria banda e a equipa do estúdio que os acolheu: Robin Kohl, Tebogo Moloto e Leroy Croft. Assim nasceria o marcante álbum de estreia “Have You Heard”, cujo lançamento oficial aconteceria em Maio de 2012.

Seguiu-se um período de aclamação por parte do público e da crítica especializada. Nos Metro FM Music Awards, uma cerimónia anual que celebra o talento local e a sua evolução, foram nomeados para as categorias “Revelação do Ano” e “Melhor Banda”. Apesar da feroz concorrência os Muffinz conseguiram ser bem-sucedidos e levar para casa o prémio relativo à categoria “Melhor Banda”, estreando-se assim nos galardões da indústria da música. Nesse mesmo ano foram nomeados por quatro vezes para os prestigiantes South African Music

Awards, a maior cerimónia em toda a África do Sul: nomeadamente para “Revelação do Ano”, “Melhor Álbum de Grupo”, “Melhor Álbum de R&B/Reggae/Soul” e “Álbum do Ano”.

Alcançado o sucesso foi tempo de regressar a estúdio e criar aquele que se tornaria no segundo disco de originais. “Do What You Love” afirmou-se como uma evolução na continuidade ao abordar novas, e entusiasmantes, sonoridades mas nunca escapando ao registo que os havia catapultado para o estrelato.

De 2014 em diante deparamo-nos com um novo capítulo de sucesso: foram ovacionados no Cape Town International Jazz Festival, fizeram uma digressão notável pela Noruega, passaram por países tão díspares quanto Moçambique, Argélia ou Suazilândia, actuaram no Doha Internacional Jazz Festival tendo culminado este período com um concerto esgotado no Apollo Theatre, em plena Nova Iorque, conquistando tudo e todos nos Estados Unidos da América.

Com um percurso tão meteórico e consensual apetece dizer que pouco falta conquistar aos Muffinz, contudo tal não poderia estar mais distante da verdade. O seu foco está, mais do que nunca, centrado na afirmação no continente europeu estando já certa a estreia em Portugal no decorrer deste ano de 2017!


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publicado por Carlos Gomes às 14:11
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Domingo, 8 de Janeiro de 2017
GENTES DE ARGANIL COMEMORAM EM LISBOA 35 ANOS DO SEU RANCHO FOLCLÓRICO COM CÂNTICOS NATALÍCIOS

Beirões e alentejanos juntaram-se hoje em Lisboa para festejar os 35 anos de existência do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa em prol da cultura tradicional da Serra do Açor. E, como não podia deixar de ser, a festa assumiu um carácter tradicional e próprio da quadra festiva ou seja, os participantes celebraram com um encontro de cantares característicos da quadra natalícia.

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‘Do Natal aos Reis’ foi o tema da primeira edição do Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, evento que encheu por completo o salão da Igreja de Santa Catarina, mais conhecida por Igreja dos Paulistas, em Lisboa.

Participaram nesta iniciativa o Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal dos Hospitais da Universidade de Coimbra em representação da região da Beira Litoral – Mondego; o Rancho Folclórico “As Mondadeiras da Casa Branca”, de Sousel, em representação do Alto Alentejo e, naturalmente, o anfitrião Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, de Arganil, em representação da Beira Serra. A adesão do público foi total e não regateou os merecidos aplausos.

Uma nota digna de registo vai para a lembrança escolhida para oferecer aos grupos participantes e outras individualidades presentes. Tratou-se um presépio tradicional em miniatura construído com pedras de xisto da sua região, promovendo desta forma o artesanato e a sua própria terra. Refira-se que o artesanato popular é porventura a forma de expressão mais acabada através da qual poderemos aferir o grau de talento artístico do povo, constituindo simultaneamente parte integrante do folclore que não se reduz ao bailarico, pelo contrário, abrangendo um leque muito vasto da sabedoria popular.

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publicado por Carlos Gomes às 21:42
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V CONGRESSO DO PAN: O PROGRESSO FAZ-SE DE UTOPIAS!

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Intervenção de Encerramento do V Congresso do PAN |7 de Janeiro de 2017 | André Silva

[Agradecimentos]

Companheiras, companheiros, amigas e amigos,

Chegamos ao fim deste Congresso com decisões tomadas.

Tão importante como o debate em Congresso é o debate interno que temos feito. É este processo de participação e de constante aprofundamento da democracia interna que constrói o caminho que estamos a percorrer.

Agradeço o empenho de todos os que fizeram deste Congresso um momento participado e de importantes decisões para o futuro. Saúdo todos os delegados, filiados e companheiros de causas que fizeram deste Congresso mais um momento de afirmação convergente do PAN. Agradeço a todos os que recentemente se juntaram ao partido e que pela primeira vez participaram neste Congresso. Bem-vindos.

Agradeço à Mesa a difícil e exigente, mas excelente condução dos trabalhos, agradeço o trabalho militante da Comissão Organizadora do Congresso, que durante os últimos meses o construiu, agradeço o trabalho duro dos últimos dias, agradeço a todas e a todos os que nos ajudaram.

Agradeço ainda em nome do PAN a presença dos representantes do Presidente da República, do Presidente da Assembleia da República, do Governo, e dos partidos políticos com e sem assento parlamentar.

[Políticas Ambientais: Alterações Climáticas, Aprovação OE, Descarbonização, Almaraz]

Um dos debates deste Congresso andou em torno das políticas ambientais, entendidas por nós como aquelas que promovem a efectiva defesa e a protecção da nossa Casa Comum.

Vivemos a maior crise dos últimos séculos: o esgotamento dos ecossistemas e as Alterações Climáticas. Crise resultante da intensa actividade humana, que continua a ter um impacto cada vez mais significativo no clima e equilíbrio da Terra. Estamos a atingir um ponto de não retorno, estamos a criar condições para que o Planeta se torne inabitável.

E sabemos, todos, que este fenómeno, para o qual Portugal contribui na sua medida, deve-se ao consumo e à produção de energia através de combustíveis fósseis, à construção de barragens, à crescente urbanização, à poluição industrial e dos transportes e à prática de agropecuária intensiva.

O mito do crescimento económico ilimitado, ilusão que nos obrigam a viver, e a mentalidade vigente – que leva tantos de nós a acreditar que nos podemos relacionar com a Terra com tanta violência e negligência – está no cerne de um modelo económico sobre o qual ainda poucos falam: o extrativismo, ou seja, a criação de riqueza através da utilização e esgotamento de cada vez mais recursos naturais que são finitos. Embora desenvolvido sob o capitalismo, os governos de todo o espectro ideológico adoptam agora este modelo como via para o desenvolvimento.

E é esta lógica que as Alterações Climáticas questionam profundamente.

Não necessitamos de Crescimento. Necessitamos de Progresso.

Não precisamos de Consumir desenfreadamente. Necessitamos de Bem-Estar. De Protecção.

Os governos de esquerda, de centro e de direita não conseguiram até agora conceber modelos económicos que não exijam níveis extremamente elevados de extração de recursos finitos, geralmente com um custo ecológico e humano gigantesco. Este é um dado quantificável.

E nesta matéria, pensamos diferente, propomos diferente, queremos fazer diferente.

O PAN é hoje reconhecido como o movimento político que representa em Portugal a defesa ambiental baseada nos valores da ecologia profunda. O PAN é o primeiro partido vocacionado para o século XXI, a propor uma visão integrada dos diferentes ecossistemas: sejam eles sociais, ecológicos, culturais ou económicos.

E é por isto que o PAN é relevante no espectro político português, e é por isto que cada vez mais portuguesas e portugueses se revêm no pensamento e no projecto de sociedade que propomos. Somos PAN!

Desde que chegámos ao Parlamento, há pouco mais de um ano, temos conseguido importantes mudanças em matéria ambiental. A principal tem sido assumir a protecção intransigente da Natureza como uma prioridade e trazer para a agenda política e social uma visão profunda da ecologia.

Alcançámos medidas muito concretas na área da mobilidade eléctrica, com o início da renovação do parque de veículos do Estado e o aumento dos postos de carregamento, ou nos incentivos para o desenvolvimento da fileira da Agricultura Biológica, uma forma de produção de alimentos mais sustentável e mais ética, sector que não consegue dar resposta à elevada procura de cada vez mais pessoas.

Fazemos o que podemos. Tivéssemos nós outro peso parlamentar e poderíamos fazer muito mais. É preciso dar mais força ao PAN!

Com apenas um deputado e fortíssimas restrições para fazer agendamentos de propostas de lei, o que vamos conseguindo deve-se também ao acompanhamento de outros partidos políticos e à disponibilidade do Governo para nos escutar. Nos diálogos e negociações do Orçamento do Estado para 2017, o Governo demonstrou genuína capacidade de escuta e acompanhou algumas medidas que chegaram pela mão do PAN, que representam a vontade e os anseios de muitos milhares de cidadãs e cidadãos que até às últimas eleições não tinham voz na Assembleia da República. Claro que não concordamos com muitas decisões deste Governo, tem sido aliás bem vincado, mas a sua disponibilidade para ouvir, debater e querer acompanhar alguns aspectos da transformação de consciências que se está a operar em Portugal, foi devidamente reconhecido por nós, e por isso aprovámos este Orçamento do Estado.

Não fazemos a política do tudo ou nada. Fazemos pontes, falamos com quem quer dialogar com o PAN, estabelecemos compromissos, assumimos responsabilidades.

E no que respeita a políticas ambientais, o Governo enfrentará proximamente grandes desafios do tempo que vivemos e terá que fazer escolhas. Terá que escolher entre os mercados e os cidadãos. Terá que optar entre os agentes económicos e a preservação ambiental. Destes desafios, realço dois.

O planeta está com febre. Impõe-se assegurar o objectivo de limitar o aumento da temperatura média global a um máximo de 1,5ºC. Mas…como é que isso se faz? Simples: descarbonizando a economia. Mas isso é muito difícil, é impossível, dizem alguns. Não, não é e quem o afirma é o Primeiro-ministro. O Dr. António Costa, que concorda com o PAN.

Em Novembro, na COP22, o Primeiro Ministro efectuou o anúncio de maior importância até agora para a política climática nacional: “Portugal reafirma o seu firme compromisso de ser neutro em termos de emissões de gases com efeito de estufa até 2050”.

Ora, na sequência da aprovação do Acordo de Paris e deste anúncio do Primeiro Ministro, Portugal deve ser mais ambicioso nos objectivos para 2030 e planear ao longo de 2017 o Roteiro de Carbono Zero, ou seja, planear como atingir a meta de balanço neutro de emissões em 2050.

Para aqui chegar é preciso estabelecer um pacto parlamentar sobre política climática.O PAN lança o repto: cabe ao Governo encetar este debate e diálogo para se alcançar um compromisso conjunto, a que se juntará obviamente quem quiser, e que deve contar com os diversos sectores da sociedade, nomeadamente com as Organizações Não Governamentais de Ambiente.

Para aqui chegar é preciso uma aposta em sectores chave como o das energias renováveis e da eficiência energética. A aposta nestes sectores permitirá retirar inúmeras pessoas da pobreza energética, contribuirá para criar mais empregos e para a melhoria da saúde das populações, reduzindo o nosso impacto no ambiente. Portugal ainda produz um terço da sua energia eléctrica a partir da queima de carvão, matéria prima que o Estado isenta de impostos. Discordamos, é sabido. Não nos demovemos, é uma garantia.

O PAN espera que o processo para deixar de utilizar carvão como fonte de energia primária para produção de eletricidade seja em 2017 uma prioridade política do Governo. O país tem condições para o fazer num horizonte de poucos anos.

Ainda em matéria energética, o PAN continuará a dizer ao Governo aquilo que é óbvio: a descarbonização da economia e o abandono da dependência dos combustíveis fósseis não são ética nem ambientalmente compatíveis com a exploração de gás e petróleo. O PAN continuará a defender que se rasguem os contratos e que se revogue a lei que os sustenta.

Foi pela voz do PAN que pela primeira vez nesta legislatura se alertou para o perigo da Central Nuclear de Almaraz. A decisão unilateral de Espanha em construir mais um depósito para resíduos nucleares não é surpreendente já que a intenção havia sido anunciada há meses. Esta afrontar e quer uma posição mais firme do Governo Português.

Que o Estado Espanhol não respeita os seus próprios cidadãos e a harmonia dos seus ecossistemas já o sabemos. Já sabemos que para o Governo de Espanha é mais importante o lucro do sector energético que a vida dos espanhóis, que é mais importante o lucro do sector energético que os seus valores ambientais. Mas não podemos aceitar que o estado Espanhol, através de um equipamento que já ultrapassou o seu ciclo de vida, coloque em perigo de contaminação grave o nosso território, o rio tejo, e a vida de todos aqueles que habitam em Portugal.

Ao não cumprir as Convenções Internacionais sobre Energia Nuclear, ao não iniciar uma Avaliação Transfronteiriça de Impacte Ambiental obrigatória, o Estado Espanhol faz uma clara afronta a todos os portugueses, menosprezo, que tem, de uma vez por todas, que ter uma oposição forte e inequívoca da parte do Governo Português.

Amigas e amigos, não vamos lá só com queixas à União Europeia. É que enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. É que enquanto Portugal faz a queixa e todo o processo estiver em curso, Espanha construirá rapidamente o depósito nuclear em Almaraz. E quando este estiver construído o Estado Espanhol garante o prolongamento do funcionamento da Central até 2030. Mas, perguntam vocês: e Espanha não corre o risco de uma decisão da UE vir dar razão ao Estado Português? É claro que não, depois de construído o depósito teremos os argumentos de sempre, ancorados no blábláblá do superior interesse nacional ou de qualquer outro argumento que oportunamente invocarão. O depósito acabará por ser validado e o prolongamento de funcionamento da Central Nuclear será uma realidade até 2030. Esta é a táctica do Governo Espanhol.

Quanto ao Sr. Mariano Rajoy, no PAN temos uma certeza: não vai lá com falinhas mansas.

À diplomacia portuguesa, exige-se o mínimo: que esteja à altura desta afronta, que nos defenda a todos, e que faça uso dos expedientes diplomáticos para a impedir a construção do referido depósito e para encerrar de vez a bomba relógio que é a Central Nuclear de Almaraz.

[Protecção e Direitos dos Animais: Alteração ao Código Civil, Faltas de Protecção Legal, Influência da Indústria Pecuária]

Amigas, amigos,

Há 15 dias atrás, um ano depois da entrada do PAN no parlamento, Portugal passou a consagrar na lei que os animais são seres vivos dotados de sensibilidade e objecto de protecção jurídica.

Esta alteração jurídico-filosófica representa um marco histórico e de elevação de Portugal enquanto nação, ao assumir na lei que os animais não são coisas.

Congratulamos todos os partidos da Assembleia da República por esta alteração simbólica, em especial o BE, o PS e o PSD que também marcaram este debate com iniciativas próprias. Mas o maior agradecimento vai para todas e todos os milhares de anónimos, para todos os grupos informais, para todas as associações e organizações não-governamentais que desenvolvem há muitas décadas um trabalho diário de protecção e defesa dos direitos dos animais e do ambiente. É com estes que fazemos caminho. E são estes que podem contar sempre com o PAN.

Também, porque é justo e mais que merecido, e porque está entre nós, quero fazer um reconhecimento devido ao Pedro Delgado Alves. O Pedro, na sua vida pessoal e académica, na sua missão autárquica e enquanto deputado parlamentar tem-se batido desde há vários anos pelos interesses e pela dignificação dos animais e muito se empenhou por esta alteração do estatuto jurídico dos animais. Obrigado Pedro.

O PAN é inequivocamente o movimento político que representa em Portugal a defesa e a protecção dos animais. O PAN está a protagonizar um momento histórico e representa na Assembleia da República a voz de milhares de pessoas que até há um ano não estavam lá representadas.

Sobre este tema, contam-se várias iniciativas legislativas que o PAN já viu aprovadas ou que se encontram em trabalho parlamentar. Mas são também várias as que chumbaram e que foram reprovadas por claro preconceito e pela influência do todo-poderoso sector pecuário. Exemplo disto é o chumbo da proposta de alteração ao código penal que visa criminalizar os maus tratos a animais.

A quantidade de denúncias efectuadas é ilustrativa de que existe um consenso cada vez mais alargado de que todos os animais merecem protecção, e que devem existir medidas mais eficazes de salvaguarda dos animais contra maus-tratos e actos cruéis, violentos e injustificados, dos quais resulte ou não a sua morte. A lei de protecção dos maus tratos a animais de companhia tem falhas e omissões diversas. Os restantes animais, que não os de companhia, continuam totalmente desprotegidos, os agressores totalmente impunes.

Os portugueses têm transmitido que não é compreensível nem aceitável que sejam cometidos maus tratos contra animais de pecuária e que os infratores continuem na total impunidade.

Repetiremos incansavelmente isto até que a voz nos doa: o fim a que estes animais se destinam não pode ser desculpa para que se cometam actos cruéis ou injustificados contra eles.

Esta exigência civilizacional não é apenas defendida pelo PAN e por muitos milhares de portugueses. Também, entre outros, a Ordem dos Advogados e o Conselho Superior do Ministério Público vêm defender isto mesmo.

Amigas e amigos. A indústria da pecuária intensiva trata os animais com total indignidade, introduz químicos na cadeia alimentar, é um forte contribuinte para a insustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e provoca uma enorme devastação ambiental. Este sector não só não internaliza os imensos custos ambientais que todos pagamos, não só não paga taxas ambientais que era mais que justo pagarem, como ainda recebe milhões de euros do dinheiro de todos nós, beneficia de isenções fiscais várias e tem passadeira estendida para institucionalizar crimes de maus tratos contra animais.

O PAN não vira a cara à luta e continuará a falar do que for preciso ser falado. E no fim, a ética vencerá.

O PAN continuará a trabalhar pelo fim de todas as formas de violência e de discriminação e a bater-se pela defesa dos mais fracos e dos que não têm voz, sejam seres humanos sejam outras formas de vida. Defender os animais é para nós a expressão maior da dignidade humana, é homenagear a condição humana, é elevar a forma de como nos relacionamos com o outro.

[Europa, Acordos Internacionais, Respostas Sociais, Redistribuição de Riqueza, RBI]

Uma outra preocupação e debate que fizemos neste Congresso andou em torno da Europa. Um tema central e incontornável na vida de todos os Portugueses.

A actual desagregação da União Europeia, sobretudo após o BREXIT, traz-nos de volta a possibilidade de retornar aos vários nacionalismos, perdendo-se por completo a visão dum futuro conjunto no quadro europeu. O que assistimos aquando da crise das dívidas soberanas, com o exacerbar dos egoísmos nacionais e a recusa da solidariedade, será uma pálida imagem da negatividade potencial que poderá surgir no quadro da desintegração total. Guerras comerciais, o fim dum quadro de legislação comum e, quem sabe, um retorno à guerra.

E perante estas possibilidades geopolíticas, as respostas que temos visto nas nossas sociedades são até aqui irrealistas sem qualquer esperança de sucesso. A direita clássica tenta fazer as nossas sociedades competir com os países desregulados, forçando a nossa própria desregulação e apostando em baixar todos os parâmetros de bem-estar que nos caracterizaram até agora. A esquerda clássica, fiel às suas tradições reivindicativas, sonha com a saída do euro e com a subida de salários desacoplada de qualquer tentativa de concorrência. O resultado é claro, a desvalorização da moeda e o consequente empobrecimento dos cidadãos e das instituições públicas.

O PAN defende que o projecto Europeu se deve centrar na convergência cultural e política e não priorizar a união financeira e económica. Esta crise de identidade tem direcionado os decisores Europeus para tecnocracias longe das especificidades e identidades de cada nação, tornando-as, assim, mais adversas a um projecto Europeu comum e solidário. Mudemos o rumo!

É o tempo para trabalharmos para uma união mais cívica, dos e com os cidadãos, e menos economicista, de poucos em detrimento da maioria, mais participativa e menos tecnocrata. Para tal há que rejeitar os acordos transnacionais, como o CETA, o TISA e o TTIP, que reduzem a soberania nacional a meros tomos jurídicos e comerciais. Há que repensar estratégias Europeias como a Política Agrícola Comum, que subsidia indústrias insustentáveis e empurra países em desenvolvimento para a subserviência económica e comercial. Há que auditar as dívidas soberanas e renegociá-las à luz da solidariedade entre instituições e países. Há que construir uma economia baseada em energias limpas e renováveis sem a sombra do nuclear, do carvão e do petróleo.

Em suma, falta cumprir a Europa. Mas esse desígnio passa por políticas nacionais, por implementar uma nova política económica, social, cultural e ambiental aqui, em casa.

Diariamente a economia e a finança nacional sobrepõem-se à existência social e cultural das populações e afoga milhões de cidadãos numa azáfama e escravaturas contemporâneas, enfeitiçados por um falso paradigma de consumo e crescimento infinito. Este modelo extractivista desenraíza os cidadãos da participação cívica e de uma sociedade mais cooperativa, empática e sustentável. Portugal precisa de continuar a galgar vários campos sociais que alicercem esta democracia mais participativa e equitativa, dando então mais empoderamento às pessoas e comunidades mais marginalizadas e estigmatizadas. As políticas de promoção da igualdade de género, dos direitos LGBT, da proteção de cidadãos com deficiências e de minorias sociais têm que ser priorizadas. Há que falar sobre pessoas refugiadas, há que falar sobre exploração sexual, há que falar sobre toxicodependência, há que falar sobre quem não tem casa, há que falar sobre tráfico de seres humanos, há que falar sobre violência doméstica, sobre assédio, sobre desigualdade salarial. Não podemos auspiciar uma sociedade realmente justa se não promovermos o diálogo entre todos e sobre todos. Há que desconstruir esta cultura e economia baseadas no patriarcado e em modelos seculares de enraizada hierarquização social.

A nível económico, é preciso dar corpo a uma transição que empregos qualificados e de longa duração na indústria das energias renováveis. Promover uma economia baseada na sensata gestão dos recursos terrestres não é idílico, é um imperativo. A possível ascensão da terceira revolução industrial, baseada em indústrias limpas, descentralizadas e inseridas numa economia circular, gerará não só crescentes serviços climáticos como promoverá a sustentabilidade ambiental e social que tanto necessitamos. Esta nova economia terá também que conceber que o pleno emprego é um conceito secular inoperante e irreal que assenta em premissas que não contemplam o actual desenvolvimento tecnológico.

Esta nova economia terá também que testar novos modelos sociais de pré-redistribuição de riqueza. Falamos da importância de testar no país projectos piloto ligados à implementação de um Rendimento Básico Incondicional, enquanto política social potencialmente justa e realista. A propósito disso, o PAN irá este anoco-organizarem Lisboa o 17º Congresso Mundial do Rendimento Básico Incondicional.

[Eleições Autárquicas 2017]

Neste Congresso desenvolvemos também as bases para o compromisso autárquico de Outubro. Sim, o PAN entende que a política autárquica precisa de outras vozes e de outros impulsos. E temos um projecto próprio.

E, não poderia ser de outra forma, iremos concorrer em candidaturas próprias porque não temos medo de ir sozinhos a eleições, porque não temos medo de ir a jogo com as nossas propostas progressistas, porque queremos crescer, porque temos um cunho identitário próprio, porque assumimos orgulhosamente a nossa identidade, porque queremos levar a cada autarquia os valores da ecologia profunda. Porque Somos PAN!

O PAN revê-se também no apoio a candidaturas de movimentos cívicos independentes que se mostrem disponíveis para posições progressistas, convergentes e inclusivas, bem como no envolvimento de cidadãos independentes nas nossas candidaturas.

Sentimos todos os dias o apoio dos cidadãos e a nossa bandeira, acima de tudo, será combater o maior partido português: a abstenção. Aproximar as pessoas à política local. Empoderá-las e levá-las a participar nas decisões das suas terras. Com humildade, adquirir uma maior capacidade de olhar para todo o território e pensar em soluções políticas integradas que tragam respostas para os problemas das comunidades. Levar os valores do PAN cada vez mais longe. Amigas e amigos, é tudo isto que vamos fazer nas autarquias, com dedicação, com entusiasmo, com compromisso.

[Fecho, Afirmaçãoda Utopia]

Amigas e amigos,

O PAN é um projecto de transformação da consciência da sociedade portuguesa, da Europa e do mundo, que trabalha para erradicar todas as formas de discriminação, de exploração e de violência.

E temos uma certeza: iremos continuar este percurso de informar, de sensibilizar, de consciencializar e de oferecer outras leituras críticas. Porque a crítica transformadora é o anúncio de uma nova realidade a ser criada. E esta nova realidade está já em curso.

A informação e a consciencialização têm objectivos claros: libertar as pessoas e alimentar sua capacidade de sonhar.

O progresso faz-se de utopias. E o que é a utopia? É uma vasta planície com uma montanha ao fundo, que percorremos e escalamos arduamente. E quando chegamos ao topo da montanha, aparece-nos de novo a planície do lado de lado de lá.

É a utopia que nos alimenta e que todos os dias nos faz levantar para resolver o mundo inacabado que nos rodeia. Diariamente, fazemos a afirmação e a celebração da utopia.

Sabemos que está quase tudo por fazer, ainda agora começamos. O PAN precisa de mais força. Dar mais força ao PAN é dar mais força a quem menos pode. As portuguesas e os portugueses, aliás, as pessoas que vivem neste país, sabem que podem contar com PAN e que somos um partido responsável. Que não viramos a cara aos desafios e que gostamos e sabemos assumir, em cada momento, as nossas responsabilidades. E o PAN quer ter mais responsabilidade, o PAN quer ter mais acção social e política. Vamos em frente, com ética, com paixão, com utopia, com confiança.

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publicado por Carlos Gomes às 12:01
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Sábado, 7 de Janeiro de 2017
MINHOTOS CANTAM AS JANEIRAS NA CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES

Os minhotos que vivem no concelho de Loures, agrupados no Rancho Folclórico Verde Minho, cantaram as Janeiras aos vereadores e outros autarcas do município local.

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Trata-se de uma autarquia com a qual as gentes do Minho desde há muitos anos que mantêm as melhores relações e laços de amizade e colaboração. Uma autarquia que recebe sempre os nossos conterrâneos de braços abertos, franqueando as suas portas nomeadamente por altura da realização do Encontro de Culturas que ali tem lugar anualmente.

Neste ano, prepara-se já a realização do FolkLoures’17, uma iniciativa que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures. Não podias, pois, os minhotos deixar de desejar aos autarcas um Bom Ano Novo, nem outra forma melhor podia ser escolhida do que o Cantar das Janeiras de acordo com as nossas tradições.

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publicado por Carlos Gomes às 18:09
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NOVOS DIRIGENTES DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS TOMAM POSSE

O Presidente da Assembleia Geral da Federação do Folclore Português acaba de dar posse aos membros recentemente eleitos para os corpos directivos daquela entidade, para o triénio 2017-2019.

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A cerimónia teve lugar na sede da Federação do Folclore Português, em Arcozelo, no concelho de Vila Nova de Gaia, e teve início às 10 horas com a recepção aos porta-estandartes e dirigentes dos associados, a que se seguiu a recepção às entidades oficiais.

Entretanto, uma vez realizada a cerimónia de tomada de posse propriamente dita, iniciou-se a sessão de cumprimentos aos novos dirigentes que encontra-se neste momento a decorrer.

Fotos: Sérgio da Fonseca / http://www.rfpfolclore.com/

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publicado por Carlos Gomes às 12:30
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017
FADO LELÉ – VÍDEO PARA “CASA PORTUGUESA” – BSO AMOR MAIOR

"Uma Casa Portuguesa"

"Uma Casa Portuguesa" é o 2º single de Fado Lelé. Podem escutá-lo na Banda Sonora Original de "Amor Maior" (a telenovela de horário nobre na SIC) e hoje -  Dia de Reis - a SIC estreia o respectivo videoclip, no programa "Grande Tarde". Realizado por Mónica Arbués, com Direção de imagem e montagem de Pedro Luciano Barros, o videoclip acompanha a edição digital do single.

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"Uma Casa Portuguesa" antecede o álbum de estreia, que está em fase final de gravações. O mesmo tem o título provisório de "Fado Lelé, Portugal sabe o que é!" e conta com a produção de Miguel Castro. O recente e prematuro desaparecimento do baterista de Fado Lelé - José Barba - e a preenchida agenda de concertos ditaram o adiamento da edição para o ano que agora se inicia.

Manu Teixeira (bateria) é o novo elemento de Fado Lelé, acompanhando Ana Castelo (voz), Miguel Castro (ukulele barítono) e Filipe Silva (bandolim e trompete). O baixo é assegurado pelo convidado e amigo Luciano Barros.

FADO LELÉ

Uma banda de Música Popular Urbana com fortes raizes lusófonas, concerteza. As suas melodias são inspiradas no fado dito castiço e vestidas a seu próprio gosto com as sonoridades peculiares do ukulele e bandolim. Gostam de muitos ritmos do mundo, de preferência os mais dançantes, e como tal o jazz manouche, o afro, o reggae, o samba e até mesmo o rockabilly ou o deltablues são convidados de honra nos arranjos musicais e concertos.

FADO LELÉ é oriundo de Lisboa e formou-se em 2011.

 Após várias mudanças na sua formação e alguns concertos realizados gravou em 2014 a demo A Tendinha (versão renovada de um clássico de Hermínia Silva) que tocou em várias radios e cujo videoclip caseiro chegou a primeiro lugar no Top de videos da plataforma Ethnocloud.

Em 2016 edita dois singles: "Amor Limão" e "Uma Casa Portuguesa". Este último é seleccionado para a BSO de "Amor Maior", da SIC. O verão é preenchido com concertos e a preparação do álbum de estreia.

2017 verá o longa-duração de Fado Lelé chegar aos escaparates físicos e digitais.

Os FADO LELÉ são:

Ana Castelo – voz

Miguel Castro - ukulele barítono

Filipe Silva – bandolim

Zeca Neves – baixo

Manu Teixeira - bateria


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publicado por Carlos Gomes às 14:18
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2017
BEIRÕES REALIZAM EM LISBOA ENCONTRO DE CANTARES DO CICLO NATALÍCIO

‘Do Natal aos Reis’: 1ª edição. Encontro de Cantares do Ciclo Natalício

O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa comemora os seus 35 anos de existência, em prol da cultura tradicional da Serra do Açor. No âmbito das suas comemorações, realiza no próximo dia 8 de Janeiro, na Igreja de Santa Catarina, também conhecida por Igreja dos Paulistas, em Lisboa, um Encontro de Cantares do Ciclo Natalício.

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Depois de um ano cheio de atividades, é chegada a hora de findar as comemorações. Para tal, o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa decidiu organizar um encontro de cantares do ciclo natalício. Com o apoio e coorganização da Junta de Freguesia da Misericórdia, em Lisboa, surge pela primeira vez o espetáculo ‘DO NATAL AOS REIS’, do qual farão parte 3 grupos folclóricos, que exibirão cantares tradicionais próprios da época.

O evento terá o seguinte horário:

16h00m - Abertura do espetáculo com sessão solene

16h15m - Atuação dos Grupos de Folclore:

- Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal dos HUC

- Coimbra | Beira Litoral Mondego

- Rancho Folclórico “As Mondadeiras da Casa Branca”

- Sousel | Alto Alentejo

- Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa

- Arganil | Beira Serra

Deste modo singelo, o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa convida todos os seus sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos a estarem presentes nesta festividade para deste modo engrandecê-la e fazer parte dela; só com a união e colaboração de todos é que o movimento folclórico ganha força para continuar vivo!

Venha conviver, divertir-se a conhecer um pouco mais das tradições deste belo país "à beira-mar plantado"

 

 



publicado por Carlos Gomes às 23:13
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APESAR DO NEVOEIRO… D. SEBASTIÃO NÃO REGRESSOU!

Hoje foi dia de nevoeiro. Apesar disso, a estátua do rei D. Sebastião ainda não regressou à fachada da estação ferroviária do Rossio.

Destruída por um primata que escalou o local para fazer uma selfie, os lisboetas continuam pacientemente a aguardar que seja feita uma réplica para ali ser colocada. Até lá, o nicho continua vazio a aguardar o regresso de D. Sebastião.

A forma como se consente que indivíduos trepem aos edifícios e monumentos públicos ou façam indiscriminadamente selfies em espaços museológicos tem estado na origem de acidentes irreparáveis, como este e o que sucedeu há algum tempo com a destruição de uma estátua no Museu Nacional de Arte Antiga.

Já vai sendo tempo de acabar com esta indisciplina e falta de sentido cívico que apenas contribui para a destruição do nosso património: não existem receita turística que compense a perda irreparável de obras de arte!

Foto: Manuel Santos



publicado por Carlos Gomes às 22:45
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PAN REÚNE V CONGRESSO

V Congresso do PAN: OUSAR, PROSSEGUIR, CONSOLIDAR UM PROJECTO PARA TODOS

V Congresso do PAN || 7 de Janeiro, ás 19h00, Anfiteatro 7, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa || confirmada a presença de representantes do Governo e de outros partidos

O V Congresso do PAN realiza-se no próximo sábado, dia 7 de Janeiro, entre as 12h00 às 21h00, no Anfiteatro 7, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Morada: Alameda da Universidade, 1649-014 Lisboa

A partir das 19h00 os Órgãos de Comunicação Social e os convidados serão bem-vindos para acompanhar a sessão de encerramento pelo Porta-Voz e Deputado, André Silva, que acontece às 19h30.

Está confirmada a presença de representantes do Governo e de outros partidos como o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos; o Deputado Pedro Delgado Alves do PS; o Deputado Pedro Soares da Comissão Política do Bloco de Esquerda e Presidente da Comissão Parlamentar de Ambiente e Ricardo Robles Coordenador da Concelhia de Lisboa e Deputado Municipal do Bloco de Esquerda; no Deputado Carlos Silva do PSD; a Dra. Teresa Anjinho e o Dr. António José Batista do CDS; um representante da Presidência da Assembleia da República e representantes de outros partidos sem assento parlamentar.

"OUSAR, PROSSEGUIR, CONSOLIDAR UM PROJECTO PARA TODOS" é o mote para o V Congresso do PAN, um partido de causas, que promove e aplica o princípio da não-violência, em todas as suas formas, para ativar uma mudança transformadora no tecido social, cultural e económico do país.



publicado por Carlos Gomes às 13:48
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2017
HISTÓRIAS DE PAPELÃO REGRESSAM AO TEATRO TURIM

HISTÓRIAS DE PAPELÃO - Edição “Super-Heróis”

Improviso infantil regressa ao Teatro Turim numa versão com super-poderes

Histórias de Papelão, o espectáculo infantil de improviso dos Improvio Armandi regressa ao Teatro Turim, todos os Sábados e Domingos de Janeiro, numa nova versão repleta de super-poderes, terríveis vilões e destemidos heróis. Assim é a “Edição Super-Heróis”, onde os actores criam "em directo" uma estória, onde qualquer personagem do universo fantástico pode aparecer e as crianças vão decidir o que acontece.

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Este é o mote dos Improvio Armandi para “Histórias de Papelão – Edição Super Heróis”, no qual os actores – através da interacção com o público – improvisam uma aventura que tanto pode ser de heróis voadores e vilões do submundo, como de justiceiros mascarados com estranhos poderes… Nada está decidido, até o público chegar!

Com novos locais, personagens e adereços, o espectáculo regressa mais desafiante e vem pôr à prova a criatividade de miúdos e graúdos, que vão poder escolher super-poderes, esconderijos e covis secretos e até mesmo onde a história se vai passar.

O espectáculo tem a duração de 50 minutos, ao longo dos quais será improvisada uma história do início ao fim e onde as crianças terão voz activa no seu desenrolar e desfecho. Não perca, no Teatro Turim, todos os Sábados (16h00) e Domingos (11h00) de Janeiro.

Histórias de Papelão – Edição Super-Heróis

Teatro Turim

Janeiro: Sábados às 16h00 e Domingos às 11h00

Por Improvio Armandi

Com André Sobral, João Cruz e Ricardo Karitsis

Reservas: 217 606 666 ou armandi.improvio@gmail.com

Morada: Estrada de Benfica nº 723 A, 1500-088 Lisboa (em frente à Igreja de Benfica)


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publicado por Carlos Gomes às 14:27
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2017
PAN REÚNE CONGRESSO EM LISBOA

O PAN reúne em congresso no próximo dia 7 de Janeiro, das 12h00 às 21h00, no Anfiteatro 7, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. “OUSAR, PROSSEGUIR, CONSOLIDAR UM PROJECTO PARA TODOS” é o mote para o V Congresso do PAN, um partido de causas, que promove e aplica o princípio da não-violência, em todas as suas formas, para ativar uma mudança transformadora no tecido social, cultural e económico do país.

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O BLOGUE DE LISBOA dá a conhecer a Moção de Estratégia que será debatida e votada no V Congresso do PAN.

OUSAR, PROSSEGUIR, CONSOLIDAR: UM PROJECTOPA RA TODOS

Moção Global de Estratégia A

V Congresso do PAN

7 de Janeiro de 2017

O PAN, partido Pessoas–Animais–Natureza, é uma iniciativa de transformação da consciência da sociedade portuguesa e do mundo que trabalha para erradicar todas as formas de discriminação humana, o especismo e o antropocentrismo. Somos um partido de causas, que promove e aplica o princípio da não-violência, em todas as suas formas, para activar uma mudança transformadora no tecido social, cultural e económico do país. Desvinculamo-nos de uma postura competitiva herdada por milénios de condicionamento social, cultural e psicológico, tal como do rótulo ideológico, histórico e dicotómico redutor da Esquerda e da Direita. Acima de tudo, operamos na resolução de causas transversais à sociedade, numa perspectiva de cooperação entre indivíduos e entidades. Somos um movimento focado em problemas estruturais da nossa civilização e trabalhamos diariamente para implementar uma transição económica, social e cultural baseada na ecologia profunda, na sustentabilidade de todos os ecossistemas e no respeito pelo valor intrínseco de todas as formas de vida.

  1. UMA HISTÓRIA COM TODOS

1.1. A eleição de um deputado do PAN foi em si um feito histórico na política nacional pois há 17 anos que não entrava uma força política no parlamento Português. Acresce a esta entrada as características únicas do PAN, que não se circunscreve nem se revê na tradicional categorização dicotómica Esquerda vs Direita.

1.2. A própria escolha do lugar do PAN na Assembleia da República reveste-se de um importante simbolismo, com o assento no meio do plenário de modo a construirmos pontes entre causas que podem e devem ser defendidas por todos os blocos ideológicos.

1.3. Em poucos anos os eleitores tornaram o PAN na 7ª força política em Portugal tendo em conta as eleições legislativas de 2015. Obtivemos 75.140 votos a nível nacional, e garantimos a entrada de um deputado na Assembleia da República. Também nas últimas eleições para a Assembleia Legislativa Regional dos Açores, em Outubro de 2016, duplicámos a votação de 2012, reforçando bastante a implementação do partido na região tornando-o na 6ª força política num inequívoco aumento de confiança dos açorianos na visão de sociedade que o PAN propõe.

1.4. Do último Congresso e do mandato que agora termina da Comissão Política Nacional, o PAN adoptou novos estatutos e uma forma diferente de estar e fazer política. As estruturas locais e regionais foram reestruturadas para estarem mais próximas dos filiados e simpatizantes. O investimento nos novos Espaços PAN em Lisboa e no Porto permitiu a aproximação aoscidadãos e desenvolver uma acção social e política sem precedentes no partido. A implementação da PANgeia, a plataforma informática interna, permitiu o aprofundamento da democracia, o debate mais alargado e a participação de todos os envolvidos no crescimento do PAN.

1.5. A evidente dinamização das Secretarias Internas e a optimização na coordenação de recursos melhorou e aprofundou as metodologias e procedimentos organizativos internos ao nível administrativo, financeiro e jurídico, fundamentais para acompanhar o crescimento do PAN. A criação da Secretaria de Acção Jurídica (SAJ) foi claramente uma aposta ganha, não apenas por responder às frequentes situações de qualquer organização, mas sobretudo porque espessou e aportou qualidade à acção social e política do PAN.

1.6. A nível de comunicação verifica-se actualmente uma cobertura mediática quotidiana através de artigos online, na imprensa escrita, em rádio e em televisão. Nas redes sociais somos pioneiros no Facebook com uma presença robusta. Dos partidos políticos, o PAN é o que mais seguidores e interacção demonstra a nível nacional. Marcamos também presença no Instagram, no Twitter e no Youtube. Internamente implementámos uma newsletter mensal, que se foca nas acções das estruturas locais, regionais e nacional, e uma newsletter semanal direcionada para o trabalho parlamentar. Este trabalho de base comunicacional trouxe causas silenciadas à opinião pública e aproximou também os cidadãos da política, trazendo (ser, fazer e comunicar) os temas políticos de um modo mais dinâmico e construtivo.

1.7. Por toda a Europa a alteração de consciências é um facto crescente, com o aparecimento de movimentos sociais e projectos políticos semelhantes ao PAN. Para o PAN tem sido importante o contacto com estes agentes políticos pelo que se tem estabelecido e reforçado pontes de contacto internacionais com os restantes partidos animalistas e ambientalistas estando presentes, por exemplo, anualmente nos encontros da Animal Politics Foundation (promovidos pelo PvdD). Este caminho demonstra que a consciência social, cultural e económica está em metamorfose para dar uma resposta mais célere e próxima aos problemas comuns da sociedade contemporânea.

  1. A MAIOR CRISE QUE VIVEMOS: O ANTROPOCENO

2.1. Tudo está a mudar muito rapidamente à nossa volta. O que esperamos hoje do futuro é significativamente diferente daquilo que esperávamos há poucos anos. As evidências científicas dizem-nos, de forma cada vez mais enfática, que nos encontramos num momento crítico e decisivo para a manutenção e equilíbrio da bioesfera, pelo menos tal como a conhecemos. A actividade antropogénica está a comprometer as gerações futuras e a sobrevivência das várias espécies, incluindo a humana.

2.2. Vivemos um período que é já descrito por muitos cientistas por Antropoceno, que resulta da intensa actividade humana que está a ter um impacto significativo no clima da Terra e no funcionamento dos ecossistemas. O planeta está a entrar num território completamente inexplorado na sua história, na qual a humanidade está a moldar mudanças na Terra, incluindo uma sexta extinção em massa.

2.3. Este fenómeno, para o qual Portugal contribui na sua medida, deve-se ao consumo de energias fósseis, à produção de energia através de fontes poluentes, à construção de barragens, à crescente urbanização, à poluição industrial e dos transportes e à prática de agropecuária intensiva, o maior poluidor mundial.

2.4. A produção de alimentos para responder às complexas exigências e hábitos de consumo da população humana em expansão está a liderar a corrida na destruição de habitats e no aumento da taxa de perda de biodiversidade. A agropecuária ocupa cerca de um terço da área total da Terra, é responsável por quase 70% do uso da água, está na origem da destruição de florestas, da perda da biodiversidade, da desertificação dos solos, da contaminação dos lençóis freáticos, da alteração do ciclo hidrológico, da acidificação dos oceanos, da emissão de gases de efeitos de estufa e do desaparecimento de culturas e povos indígenas.

2.5. O planeta está com febre. As evidências científicas relativas à influência da actividade humana sobre o sistema climático são mais fortes do que nunca e o aquecimento global do sistema climático é inequívoco, sendo as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) a causa dominante. A manutenção dos níveis de emissões de GEE provocará um aumento da temperatura do sistema climático e tornará mais provável a existência de impactes irreversíveis para as populações e ecossistemas.

2.6. Com as actuais políticas e padrões de emissões de GEE chegaremos ao ano de 2100 com um aumento da temperatura média global estimado de 6,5ºC.

2.7. O Acordo de Paris determina que todos os países devem intervir para limitar o aumento da temperatura média global a um máximo de 2ºC, sobre a média pré-industrial até 2100 através de reduções até 2050 na ordem dos 50% em relação a valores actuais, de forma a permitir repor a humanidade e o planeta numa trajectória sustentável. Contudo, para estas metas de redução projecta-se um aumento da temperatura média global a 3,6ºC.

2.8. Impõe-se assegurar o objectivo de limitar o aumento da temperatura média global a um máximo de 1,5ºC, valor a partir do qual os fenómenos climáticos extremos serão incontroláveis e com consequências devastadoras como por exemplo o consensual cenário do desaparecimento de alguns Estados Insulares ou dos litorais um pouco por todo o planeta ficarem submersos, entre outras.

2.9. São manifestamente positivas as iniciativas de combate ao aquecimento global, através da descarbonização da economia, da utilização de energias realmente limpas, da reutilização e reciclagem, da mitigação das indústrias poluidoras, de formas alternativas de mobilidade, entre outras. Mas devemos lembrar o outro lado do combate que é a redução do consumo. Muito para além de políticas de poupança de água e de energia, de reciclagem ou reutilização de materiais, devemos repensar o estilo de vida que levamos enquanto sociedade e enquanto indivíduos. Não necessitamos de todos os bens e serviços que normalmente consumimos. Estamos a ser escravos de um consumo que nos dá falsa sensação de segurança, conforto e preenchimento.

A pressão sobre os recursos advém da procura dos mesmos. Fosse o planeta um condomínio e os seres humanos que habitam nela uma irmandade, e só com um orçamento, que parte do consumo de energia, de alimentos, de vestuário e de entretenimento, é que os irmãos no andar EUA e no andar Europa estão dispostos a abdicar para os irmãos que vivem no sótão África ou no anexo Ásia viverem um pouco melhor? Os vários patamares de não retorno ecológico que estamos a atingir diariamente e a injustiça social causada pelo nosso estilo de vida obrigam-nos a abdicarmos do nosso modelo de consumo.

2.10. Ainda que só tenhamos uma Terra, a humanidade está a usar os recursos de 1,6 planetas para fornecer os produtos e serviços que consumimos a cada ano. Em Portugal continuamos a precisar de 2,2 planetas para manter o nosso actual estilo de vida, segundo os dados do Relatório do Planeta Vivo 2016 do WorldWildlifeFund (WWF). O carbono é dominante quando analisamos os componentes da Pegada Ecológica Portuguesa, e tem aumentado de ano para ano. A agricultura é o segundo maior componente da nossa Pegada Ecológica e também cresceu.

2.11. O comportamento humano continua a impulsionar o declínio das populações de animais selvagens em todo o mundo. Segundo o Relatório do Planeta Vivo 2016 do WWF, as populações globais de peixes, aves mamíferos, anfíbios e répteis já decresceu 58% entre 1970 e 2012. Estes dados colocam o mundo numa trajectória de redução de 67% das populações globais de animais até 2020.

2.12. O antropocentrismo e especismo dominantes na história da civilização, aliados ao egocentrismo individual e colectivo, com a exploração desenfreada dos recursos naturais e a instrumentalização dos animais não-humanos para fins alimentares, científicos, de trabalho, vestuário, cosmético e divertimento – sem qualquer consideração pela sua dignidade de seres vivos e sencientes – têm vindo a causar, para além de um grande desequilíbrio ecológico e um aumento da taxa de perda de biodiversidade, um enorme sofrimento. Esta situação é inseparável de todas as formas de opressão e exploração do ser humano pelo ser humano, mas está longe do reconhecimento, denúncia e combate de que estas, felizmente, têm sido alvo.

2.13. A classe política continua a considerar justificável infligir sofrimento aos animais, uma situação moral e eticamente inaceitável e que lesa os próprios seres humanos a todos os níveis, desde o plano ambiental e económico ao do seu bem-estar e saúde física e mental. A ausência de consciência, a negação da realidade e a falta de coragem política perpetuam indústrias cruéis que exploram animais em condições inconcebíveis, que contribuem para a devastação ambiental e para a degradação da saúde dos cidadãos, através de legislação incompatível com os valores éticos da evolução civilizacional que se vive, da ausência de regulamentação ou de inconcebíveis apoios financeiros, fiscais e institucionais.

  1. EXTRATIVISMO E CRESCIMENTO ECONÓMICO ILIMITADO: A IDEOLOGIA MUNDIAL DOMINANTE DA ESQUERDA À DIREITA

3.1. O paradigma da civilização hoje globalizada baseia-se no mito da separação entre o eu e o outro: o ser humano, os demais seres vivos e a natureza como um todo. Este paradigma é desmentido pela sabedoria tradicional das culturas planetárias e pela ciência contemporânea, que nos mostram a interconexão de todos os seres vivos no grande ecossistema planetário, mas converteu-se na irreflectida base do comportamento predominante da humanidade em relação a si mesma, aos outros seres e à Terra.

3.2. Da crença na separação entre si e os outros surge o medo, a insegurança, a carência e a vulnerabilidade, que por sua vez se traduzem em avidez e hostilidade. Estas são as bases psicológicas, mentais e emocionais, de uma civilização que desde há muito evoluiu no sentido da progressiva separação entre o ser humano e o mundo natural e que, desde há quatro séculos, na Europa e no Ocidente em geral, se deixou seduzir pelo projecto de dominar, explorar e escravizar a natureza e os seres vivos, incluindo os seres humanos supostamente menos desenvolvidos, para superar as suas carências ou dar livre curso à sua ganância e desejo de poder e prazer.

Se daqui resultou um aumento da riqueza e do conforto materiais, o benefício disso reverteu sobretudo para as antigas e novas classes dominantes, que se foram tornando mais poderosas em termos culturais, científico-tecnológicos e político-económicos, pela progressiva apropriação dos bens e da riqueza comuns.

3.3. A expansão da civilização europeia-ocidental – a chamada “ocidentalização do mundo” – trouxe consigo um novo mito, um novo dogma e um novo obscurantismo, o do “progresso” entendido como um crescimento económico ilimitado sem o qual supostamente ninguém pode ser feliz. Esta é a nova fé e a nova superstição que se implantou, tanto nas consciências religiosas como nas ateias e agnósticas, colonizando o imaginário e mobilizando toda a energia das populações para o trabalho, a apropriação e a mercantilização dos bens comunitários.

3.4. Esta quimera, impossível de realizar num planeta com recursos naturais finitos, gera uma crescente devastação dos recursos naturais, a destruição massiva da biodiversidade e da diversidade cultural, poluição, alterações climáticas e industrialização da vida animal e vegetal que, junto com o crescente fosso entre Norte e Sul e pobres e ricos, cria um enorme sofrimento na população humana e animal e a todos ameaça com um colapso ecológico-social sem precedentes. O objectivo do crescimento económico ilimitado – seja na fracassada versão da economia dita socialista, eco-socialista, estatal e planificada, seja na não menos fracassada versão capitalista, mais ou menos neoliberal, que apenas sobrevive à custa da destruição das nossas vidas e do planeta – está a colocar em risco a qualidade e mesmo as possibilidades de vida das gerações presentes e futuras de inúmeros seres humanos e animais.

3.5. Neste campo o PAN é pioneiro. Ao entrarmos na esfera política, com idealismo mas discernimento, com um discurso conciliador porém disruptivo – que une e relaciona a causa Humana, Animal e Ecológica – temos promovido um novo grau de consciência na análise da sociedade. Esta dinâmica guia-se pela não-violência, pela cooperação, e constata que, em todo o mundo, entre a Direita e a Esquerda – que apelam ao consumo crescente e ad infinitum, sem considerar a sustentabilidade dos recursos ecológicos e os direitos dos restantes animais – não há diferença de fundo.

3.6. A mentalidade que permite que tantos de nós e os nossos antepassados acreditaram que nos podemos relacionar com a Terra com tanta violência e negligência está no cerne de um modelo económico: o extrativismo, que descreve a criação de riqueza através da utilização ou remoção de cada vez mais recursos naturais. Embora desenvolvido sob o capitalismo, os governos de todo o espectro ideológico adoptam agora este modelo que esgota os recursos como uma via para o desenvolvimento, e é esta lógica que as Alterações Climáticas questionam profundamente.

3.7. Os governos de esquerda, de centro e de direita não conseguiram até agora conceber modelos económicos que não exijam níveis extremamente elevados de extração de recursos finitos, geralmente com um custo ecológico e humano gigantesco.

  1. O NOSSO CAMINHO

4.1. Aproximam-se tempos muito desafiantes para o PAN. Juntos conseguimos alcançar um objectivo há muito esperado: a representação na Assembleia da República. Algo que só foi possível através do esforço e muito trabalho desenvolvido pelos filiados e companheiros de causa que se envolveram em dar um rosto a uma sociedade em movimento e que cresce diariamente. O contexto eleitoral difícil em que transcendemos a barreira dos partidos sem assento parlamentar significa que os cidadãos estão desacreditados da alternância partidária e que o PAN é uma alternativa ética ao momento que vivemos de imposições ideológicas, de logros políticos, da captura do Estado por interesses privados e corporativos, do esgotar de um projecto civilizacional que tem o seu fundamento no antropocentrismo, no extrativismo e no consumismo, que instrumentaliza e negligencia outros seres humanos, animais e a nossa Casa Comum.

4.2. O PAN é o primeiro partido vocacionado para o século XXI e a propor uma visão holística e integrada dos diferentes ecossistemas: sejam eles sociais, ecológicos, culturais ou económicos. Só é possível pensar e propor medidas alternativas tendo presente a matriz organizadora do trinómio Pessoas-Animais-Natureza, da sua fundamental e ancestral interdependência. Defender a natureza, o meio ambiente e os animais é defender o ser humano, não fazendo qualquer sentido separar esferas de interesses. A luta contra todas as formas de discriminação, opressão e exploração do ser humano pelo ser humano deve ampliar-se aos animais e à defesa da natureza e do meio ambiente, sem a qual se perde fundamentação, coerência e valor ético.

O PAN, com a defesa das suas três causas maiores, responde aos apelos e anseios de uma parte muito significativa da sociedade, e de um número cada vez maior de portugueses insatisfeitos e excluídos com as propostas políticas apresentadas. Há uma força que é cada vez mais a voz das pessoas: o PAN.

4.3. A expansão territorial é fulcral para a presença no espaço político nacional, aumentando assim a capacidade de atrair novos aderentes às suas causas e, ao mesmo tempo, permitir a consolidação do PAN como um projecto político que existe para construir alternativas a modelos esgotados. O PAN assume que as próximas eleições autárquicas são importantes para ampliar a voz na qual que cada vez mais pessoas que se revêem e para definir e implementar políticas que coloquem o bem comum e os reais interesses dos cidadãos à frente dos interesses corporativos e dos agentes económicos.

4.4. O PAN revê-se em candidaturas de movimentos cívicos que se mostrem disponíveis para posições convergentes e inclusivas, bem como no envolvimento de cidadãos independentes em candidaturas próprias que perfilhem a sua visão política e social. O PAN tem como objectivos alargar de forma sustentável as suas candidaturas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e em várias capitais de distrito e aumentar a sua representação nos municípios e freguesias com programas que abordem temas que são normalmente esquecidos e com uma acção centrada no estabelecimento de pontes e confluência com todas as forças partidárias.

4.5. As actuais responsabilidades do PAN devem ser acompanhadas por um crescimento sustentado das estruturas locais que possam protagonizar o trabalho político e o alargamento da capacidade de intervenção social do PAN. A melhoria da rede de comunicação entre órgãos do PAN, o desenvolvimento de iniciativas, a democracia interna, a participação e envolvimento de todos nos debates, os referendos através da PANgeia, são compromissos de aprofundamento democrático a atingir a nível local, regional e nacional.

4.6. O PAN deve priorizar esforços para aperfeiçoar a organização interna, encontrar novas plataformas e modos de comunicação, aumentar a sua ligação às pessoas, intensificar o trabalho com os movimentos sociais e associativos, influenciar política e socialmente o quotidiano nacional, alargar a capacidade de intervenção e gerar acção política para protagonizar mudanças decisivas no país.

4.7. É incontornável o papel fundamental que o PAN tem tido na luta pelos interesses e direitos dos animais utilizados e explorados nas mais diversas árease das mais diversas formas. O PAN continuará a quebrar o silêncio da exploração e dos maus tratos institucionalizados que recaem sobre os animais de companhia, usados em investigação científica e cosmética, enjaulados e torturados para divertimento, perseguidos e abatidos para entretenimento, massivamente confinados para alimentação ou instrumentalizados para trabalhos desadequados, fúteis ou desnecessários, visando a abolição do sofrimento, dor, medo e stress a que são sujeitos.

O ser humano não é medida de todas as coisas. A natureza racional e emocional do ser humano deverá constituir uma obrigação moral e ética de responsabilidade e de protecção para com os outros animais. Este percurso civilizacional é para continuar.

4.8. O contributo do PAN na defesa dos valores de uma ecologia profunda é inegável nos temas que levamos ao debate político e à discussão pública nos domínios das actividades humanas que contribuem para o esgotamento dos ecossistemas e para a devastação ambiental: produção de energia, transportes, indústria, edifícios comerciais e residenciais, floresta, agricultura e pecuária. A exposição e denúncia de ecocídios como a construção de grandes barragens, a produção de energia eléctrica através da queima de combustíveis fósseis, a produção de energia nuclear, a exploração de hidrocarbonetos, a agricultura e pecuária intensiva, o patenteamento de sementes, a imposição de organismos geneticamente modificados, a gestão de resíduos, a (in)eficiência energética ou os modos de mobilidade insustentáveis continuarão a estar na linha da frente da luta pela salvaguarda do interesse maior, a nossa Casa Comum.

4.9. É reconhecido o dinamismo crescente que o PAN tem vindo a abraçar no que toca aos direitos humanos e sociais em Portugal, promovendo e participando a nível local, regional e nacional em ações pela igualdade de género, pelos direitos LGBT, pela valorização e proteção das crianças e da parentalidade, pela busca e definição de estratégias alternativas e sustentáveis de organização económica e social que garantam a dignidade de todos os cidadãos e cidadãs no seu dia-a-dia. Este é um trabalho contínuo e que urge continuar a levar a cabo. O desenvolvimento de uma sociedade mais justa, mais compassiva e mais ética passa necessariamente pelo reconhecimento e pela valorização dos direitos humanos e sociais. Estes serão sempre essenciais para estabelecer compromissos e definir responsabilidades entre e para todos.

4.10. Para o bem da própria humanidade, o PAN considera central e urgente uma mutação profunda da sua relação com a natureza e todas as formas de vida, privilegiando-se a harmonia ecológica, um modelo de desenvolvimento económico alternativo ao do crescimento ilimitado num sistema terrestre de recursos finitos, assim como a diminuição progressiva da exploração a que seres humanos e animais são hoje sujeitos. É crescente o consumo de anti-depressivos, de estabilizadores de humor e de estimulantes vários do sistema nervoso central, com especial preocupação para os elevados consumos que se observam na população em idade escolar. Nas últimas décadas constata-se um aumento significativo de perturbações do foro psicológico, nomeadamente depressão, assim como um acréscimo da taxa de suicídios. Estas enfermidades têm a sua origem também no actual modelo socioeconómico que, baseado na produção e no consumo desmedidos, nos aliena e pressiona para a obtenção de prazer, segurança, poder e prestígio, e que no final nunca nos preenche.

O modelo vigente de produtivismo-consumismo é totalmente ineficaz e desequilibrado em termos sociais, económicos e ecológicos. O PAN rejeita a ideia de que a extração-redistribuição seja a única saída da pobreza e da crise económica.

4.11. Os desafios globais de combate às Alterações Climáticas, através das metas do Acordo de Paris, ou da transformação do modelo económico dominante extractivista-produtivista-consumista ficam ainda mais frágeis e distantes quando falamos em acordos transnacionais como o CETA, o TISA ou o TTIP. Estes, histórica e factualmente, demonstram que as tão necessárias barreiras proteccionistas dos países são, na sua maioria, obliteradas por grandes corporações. O NAFTA veio demonstrar que os empregos tendem a deslocalizar-se para onde existem menos direitos laborais e onde os salários são mais baixos. E este processo é contínuo, puxando sempre para baixo salários e standards ambientais, o que gera tensões sociais, fracos rendimentos, mais custos externalizados para o ambiente e maiores desigualdades sociais. O termo utilizado para externalizar todos estes factores produtivos e distributivos para a sociedade chama-se harmonização, ou seja, reduzir os standards de regulação para o mínimo denominador comum. Caminhamos para o inverso do que deve ser feito em Portugal. Centralizamos e afastamos o poder de decisão dos cidadãos, em vez de descentralizarmos e incluirmos as comunidades na gestão dos seus recursos. A posição do PAN é muito clara: as pessoas e o planeta acima dos lucros.

  1. 12. Por fim, há que rebater e construir um novo discurso económico-social que vá para além do mero crescimento baseado na exploração desmesurada dos recursos terrestres, na produção de bens com alto valor de obsolescência programada e estrutural, que se baseia na violência intrínseca, invisível e progressiva de comunidades, seres e ecossistemas mais vulneráveis, e que tem na burocracia do Excel e na PIBomania, também reforçada pela visão conservadora e fragmentada dos média convencionais, a sua normalização social e cultural. Há que efectivar a promoção e a implementação de uma nova economia que meça o desenvolvimento e o progresso através de todas as suas variáveis e não meramente de modo quantitativo pelo PIB. Apenas com esta mutação económica e social teremos um horizonte de esperança, paz e prosperidade para Todos.

SUBSCRITORES:

André Silva, Lisboa, 451

Adelaide Bota, Lisboa, 962

Albano Lemos Pires, Porto, 323

Ana Oliveira, Lisboa, 33

André Charters d’Azevedo, Lisboa, 875

António Faria, Sintra, 24

António Lobo, Lisboa, 827

Artur Alfama, 635, Almada

Bebiana Cunha, Porto, 355

Bernardo Ramos Gonçalves, Lisboa, 1085

Bruno Sobral, Santiago do Cacém, 1245

Carolina Almeida, Mangualde, 1020

Clara Lemos, Maia, 60

Cristina Rodrigues, Lisboa, 957

Diana Vianez, Vila do Conde, 54

Durval Salema, Barreiro, 120

Eduarda Costa Ferraz, Cascais, 284

Elza Cunha, Faro, 339

Francisco Guerreiro, Cascais, 336

Helder Capelo, Cantanhede, 617

Jorge Silva, Lisboa, 922

Liliana Mota, Loures,657

Luís Coelho, Cascais, 198

Luís Teixeira, Setúbal, 639

Maria de Lurdes Rosa, Cascais, 1208

Maria de Lourdes Vicente, Cascais, 1219

Maria do Rosário Santos, Cartaxo, 94

Maria Suzete Bragança, Cascais, 881

Maria Teresa Pedroso, Cascais, 1210

Marta Valente, Lisboa, 321

Miguel Correia, Lisboa, 627

Miguel Santos, Lisboa, 285

Naíde Muller, Lisboa, 1222

Nelson Almeida, Funchal, 16

Núria Viana, Lisboa, 505

Pedro Castro, Vila Nova de Gaia, 994

Pedro Flores, Oeiras, 384

Pedro Glória, Lagos, 1212

Pedro Morais, Figueira da Foz, 35

Pedro Neves, Ribeira Grande,965

Raquel Santos, Vila Franca de Xira, 1026

Ricardo Costa Mendes, Lisboa, 648

Rosa de Sousa, Loulé, 876 

Rui Prudêncio, Torres Vedras, 344

Sara Carneiro Fernandes, Braga, 1194

Sofia Carvalhosa, Cascais, 1206

Sónia Santos, Lisboa, 997

Soraia Monteiro, Cascais, 1089

Susana Carvalhosa, Cascais, 1209

Susana Leal, Loulé, 1039

Veladimiro Elvas, Cartaxo, 95

Vera Costa, Santiago do Cacém, 1244

Viviana Azevedo, Lisboa, 980



publicado por Carlos Gomes às 14:45
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Domingo, 1 de Janeiro de 2017
CARCAVELOS CUMPRE A TRADIÇÃO DO PRIMEIRO BANHO DO ANO

Minhotos animam a festa ao toque da concertina

Centenas de pessoas deram hoje o primeiro mergulho do ano na praia de Carcavelos, nos arredores de Lisboa, mantendo uma tradição que perdura desde há mais de setenta anos. E, para animar a festa, à semelhança de anos anteriores, não faltaram os minhotos com as suas concertinas e os seus cantares brejeiros.

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Envergando os mais bizarros fatos-de-banho, os banhistas correram em conjunto pela praia em direcção às ondas, indiferentes ao frio próprio desta época do ano.

Após o mergulho, regressaram ao paredão para, em alegre convívio, deliciarem-se com fatias de bolo-rei e outras guloseimas como manda a tradição nesta quadra festiva.

Além dos intrépidos banhistas, o ritual atrai normalmente centenas de curiosos e a comunicação social que nunca perde a oportunidade de registar este convívio bizarro que anualmente se realiza às portas de Lisboa. E, não faltam sequer os “Narcisos”, divertidos tocadores de concertina que animam a festa com os seus acordes muito ao jeito do folclore minhoto. A sua denominação recorda o café Narciso cujo ambiente permanece com saudade na memória de muitos frequentadores da praia de Carcavelos.

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publicado por Carlos Gomes às 12:27
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Sábado, 31 de Dezembro de 2016
BANHISTAS DE CARCAVELOS MANTÊM A TRADIÇÃO DO PRIMEIRO BANHO DO ANO

Centenas de pessoas vão amanhã, da parte da manhã, a partir das 9 horas, realizar o primeiro banho do ano na praia de Carcavelos conforme tradição que se mantém desde há mais de setenta anos.

Carcavelos - Banho 010

Envergando os mais bizarros fatos-de-banho, os banhistas correm em conjunto pela praia em direcção às ondas, indiferentes à temperatura fria desta época de inverno.

Após o mergulho, regressam ao paredão para, em alegre convívio, deliciarem-se com fatias de bolo-rei e outras guloseimas como manda a tradição nesta quadra festiva.

Além dos intrépidos banhistas, o ritual atrai normalmente centenas de curiosos e a comunicação social que nunca perde a oportunidade de registar este convívio bizarro que anualmente se realiza às portas de Lisboa. E, não faltam sequer os “Narcisos”, divertidos tocadores de concertina que animam a festa com os seus acordes muito ao jeito do folclore minhoto. A sua denominação evoca o café Narciso cujo ambiente permanece com saudade na memória de muitos frequentadores da praia de Carcavelos.

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publicado por Carlos Gomes às 15:55
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2016
GOVERNO REABRE TRIBUNAL DO CADAVAL

Governo reabre 20 tribunais na próxima semana, incluindo o Tribunal Do Cadaval

No próximo dia 4 de Janeiro, vão reabrir 20 tribunais que haviam sido encerrados pelo anterior governo. Entre eles, encontra-se o Tribunal do Cadaval.

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De acordo com a Secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, estes tribunais vão funcionar como “juízos de proximidade e terão competências acrescidas relativamente aquilo que eram as secções de proximidade no âmbito da anterior reorganização judiciária”. Acrescenta ainda que “Serão realizados nestes juízos de proximidade todos os julgamentos crime que tiverem sido cometidos na área geográfica do respectivo município. Até agora, estes julgamentos não eram efectuados no local correspondente à prática do crime”.

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Para além do Tribunal Do Cadaval, vão ser reactivados os tribunais de Tribunal de Portel (Évora), Sever do Vouga (Aveiro), Penela (Coimbra), Monchique (Faro), Meda (Guarda), Fornos de Algodres (Guarda), Bombarral (Leiria), Paredes de Coura (Viana do Castelo), Castelo de Vide (Portalegre), Ferreira do Zêzere (Santarém), Mação (Santarém), Sines (Setúbal), Boticas (Vila Real), Murça (Vila Real), Mesão Frio (Vila Real), Sabrosa (Vila Real), Tabuaço (Viseu), Armamar (Viseu) e Resende (Viseu).

A propósito, recordamos o protesto realizado em Lisboa pelos autarcas contra o encerramento dos tribunais, no qual participaram autarcas minhotos de todos os concelhos afectados com as medidas de encerramento.

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publicado por Carlos Gomes às 22:34
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ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO E SOCORRO DESEJA-LHE BOAS FESTAS

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publicado por Carlos Gomes às 15:56
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BEIRÕES REALIZAM EM LISBOA ENCONTRO DE CANTARES DO CICLO NATALÍCIO

‘Do Natal aos Reis’: 1ª edição. Encontro de Cantares do Ciclo Natalício

O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa comemora os seus 35 anos de existência, em prol da cultura tradicional da Serra do Açor. No âmbito das suas comemorações, realiza no próximo dia 8 de Janeiro, na Igreja de Santa Catarina, também conhecida por Igreja dos Paulistas, em Lisboa, um Encontro de Cantares do Ciclo Natalício.

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Depois de um ano cheio de atividades, é chegada a hora de findar as comemorações. Para tal, o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa decidiu organizar um encontro de cantares do ciclo natalício. Com o apoio e coorganização da Junta de Freguesia da Misericórdia, em Lisboa, surge pela primeira vez o espetáculo ‘DO NATAL AOS REIS’, do qual farão parte 3 grupos folclóricos, que exibirão cantares tradicionais próprios da época.

O evento terá o seguinte horário:

16h00m - Abertura do espetáculo com sessão solene

16h15m - Atuação dos Grupos de Folclore:

- Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal dos HUC

- Coimbra | Beira Litoral Mondego

- Rancho Folclórico “As Mondadeiras da Casa Branca”

- Sousel | Alto Alentejo

- Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa

- Arganil | Beira Serra

Deste modo singelo, o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa convida todos os seus sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos a estarem presentes nesta festividade para deste modo engrandecê-la e fazer parte dela; só com a união e colaboração de todos é que o movimento folclórico ganha força para continuar vivo!

Venha conviver, divertir-se a conhecer um pouco mais das tradições deste belo país "à beira-mar plantado".



publicado por Carlos Gomes às 12:18
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016
RTP2 MOSTRA OBRA DOS ARTISTAS PORTUGUESES

“Estou nas Tintas”: Apresentação do programa reúne artistas de várias gerações

Estreia a 6 de Janeiro de 2017 na RTP2 e é apresentado publicamente três dias antes, no dia 3 de Janeiro, na Galeria da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) com a presença de vários artistas portugueses de diferentes gerações. “Estou nas Tintas” é um programa sobre artes, produzido pela Provetouch e realizado por António de Almeida Lopes para a RTP.

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Júlio Pomar, Cruzeiro Seixas, Eurico Gonçalves, Dalila D’Alte, Manuel Botelho, Ana Mesquita, Carlos Nogueira, Odeith e Nomen são alguns dos artistas entrevistados que estarão presentes na Galeria da FBAUL no dia 3 de Janeiro, às 18h30, para a apresentação pública do programa “Estou nas Tintas”, que estreia no dia 6 de Janeiro, às 21h, na RTP2, e que será uma celebração das obras e dos criadores portugueses.

Quem são os nossos artistas? Que obra têm? O que é que ela transmite ou representa? O que têm a dizer ao mundo? O que os move ou inspira? Estas foram algumas das linhas de orientação deste projecto, que vai dar a conhecer a vida e a obra de cerca de 80 dos mais importantes nomes da arte nacional.

Um ano depois do início das filmagens chega a hora de o partilhar com o público, que tem, desta forma, a oportunidade de entrar nas casas e nos ateliês de múltiplos artistas. A ambição dos autores é que esta série se torne um documento essencial da história da arte portuguesa, uma referência basilar para quem no futuro tiver interesse em conhecer uma parte significativa da nossa herança artística.

António de Almeida Lopes, realizador do programa “Repórteres de Palmo e Meio” e de campanhas como “Saúde com Sabor”, “Praia Limpa, Praia Segura” ou “Riscos e Rabiscos”, foi o autor da ideia e quem realizou o projecto – aprovado pela directora de programas da RTP2, Teresa Paixão – e Joaquim Luís Feijão o responsável pela Provetouch, a produtora que abraçou e embarcou nesta viagem durante sete meses.

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Voz aos artistas

“Essa frase ‘estou nas tintas’ é um exemplo de como o sentido que se pode dar às coisas pode ser muito diferente. Ninguém pense que tem a verdade absoluta.” – Júlio Pomar

 

“Pintar, para mim, é uma forma de estar vivo, é como respirar, comer…” – Diogo Navarro

 

“Picasso dizia que a arte limpa, do quotidiano, a poeira dos dias.” – Ana Mesquita

 

“Se a função do artista é a procura do belo, eu encontrei essa procura no corpo da mulher.” – Francisco Simões

 

“Nessa altura, comemorava-se a venda de um quadro, fosse de quem fosse.” – Gracinda Candeias

 

“Eu estou sempre apaixonada. Tento-me apaixonar nem que seja por um livro, por uma frase, pelo amanhecer…” – Tamara Alves

 

“Eu penso que a actividade artística se define, quer em pintura, quer no cinema, quer na literatura, seja onde for… é exactamente o repensar constantemente métodos, definições, objectivos, trajectórias…” – Jaime Silva

 

“Eu tenho pavor do óbvio e tento sempre fazer coisas inesperadas.” – José Costa Reis

 

“A técnica, no meu ponto de vista, é apenas um suporte ou um apoio para a concretização de um trabalho.” – Carlos Nogueira

 

“A pintura acaba por ser a nossa forma de nos expressarmos e acaba por ser o alfabeto da pessoa.” – Jorge Almeida

 

“Não temos um grande museu de arte portuguesa, por exemplo. Nós se quisermos ver a evolução da arte portuguesa, desde o princípio do século até hoje, onde é que vamos?” – Manuel Baptista

 

“O amor, a cultura, a poesia são realmente a coisa mais importante que nós temos, para agarrar com ambas as mãos com toda a força.” – Cruzeiro Seixas

 

“Qualquer fotógrafo é um contador de histórias.” – Joel Santos

 

“Os artistas portugueses, para mim, são mais uma dessas facetas que nós temos que ser capazes de valorizar, que fazem parte do nosso património.” – Manuel Botelho

 

“A arte é a zona mais criativa da natureza humana.” – Eurico Gonçalves

Lista de artistas convidados do programa

 

Pintores

 

Alexandre Alonso Clo Bourgard Cruzeiro Seixas David Levy Lima Diogo Navarro Eleutério Sanches Eurico Gonçalves Gabriela Carrascalão Gracinda Candeias Gustavo Fernandes Jaime Silva

Jorge Almeida Júlio Pomar Luís Noronha da Costa Madalena Raimundo Manuel Baptista Manuel Botelho Maria de Lurdes Oliveira Mário Rita Pedro Guimarães

 

Escultores

 

Carlos Nogueira Francisco Simões Frederico Elias Isabel Garcia Manuela Madureira Manuel Sousa Pereira Mestre José Rodrigues Rogério Timóteo Rui Matos Susana Piteira

 

Writers

 

Adalberto Brito (Youth One) Artur Silva (Bordalo II) Gustavo Teixeira (Mesk) João SAMINA Miguel Caeiro (RAM) Nuno Palhas (Third) Nuno Reis (Nomen) Oliveiros Júnior (Utopia) Sérgio Odeith

 

Ilustradores

 

Ana Mesquita João Saramago José Pereira Marco Mendes Rita Ravasco Sara Osório (Sara-a-Dias) Tamara Alves

 

Artistas plásticos

 

Ana Isabel Miranda Rodrigues António Canau Bernardete Moreira Cristiano Neves

Dalila D’Alte Joel Santos José Costa Reis José Pedro Alves Paula Bernardes Sérgio Santos

 

Outros especialistas

 

Ágata Rodrigues (Fundação José Rodrigues) Ana Roque António Soares Celine de Azevedo Cristina Ehrn David Brites Fernando Catarino Inês Almeida Professora Joana de Oliveira (Agrupamento de Escolas D. Carlos I – Sintra) José Esteves Maria Hortense Canelas Mizette Nielsen Mouralinda Serralha Nisha Narotomo Nuno Lima de Carvalho (Galeria de Arte – Casino Estoril) Sara António Matos (Atelier-Museu Júlio Pomar) Sérgio Pinheiro Telma Araújo Wilson Galvão

 

Colaboração especial

 

Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa Prof. Dalila D’Alte Prof. Eurico Gonçalves Prof. Jaime Silva Prof. Manuel Botelho Carlos Sanches (Músico) João Gil (Músico) José Cid (Músico)

 

Ficha Técnica

 

Direcção de Produção Joaquim Luís Feijão

 

Produção Rute Simão Carina Rodrigues António de Almeida Lopes

 

Entrevistas Beatriz Machado Carina Rodrigues Rute Simão

 

Textos Carina Rodrigues António de Almeida Lopes Rute Simão

 

Pesquisa António de Almeida Lopes Carina Rodrigues Rute Simão

 

Operadores de Câmara Fernando Silva Miguel Marques Ricardo Oliveira

 

Assistentes de Câmara Tomás Feijão Rodrigo Coutinho

 

Edição Afonso Brito Clemente Alves Joana Júdice

 

Técnico Responsável de Som Joaquim Luís Feijão

 

Apoio Técnico Carlos Loureiro Francisco Esteves

 

Locução Carina Rodrigues

 

Backoffice Fernando Pinheiro

 

Realização António de Almeida Lopes

 

Uma Produção PROVETOUCH

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publicado por Carlos Gomes às 12:02
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2016
BAIXA DA BANHEIRA RECEBE CONCERTO DE ANO NOVO

Concerto de Ano Novo “Duo Lírico” com Tenor Carlos Guilherme e Soprano Filipa Lopes no Fórum Cultural – Baixa da Banheira

O Concerto de Ano Novo – “Duo Lírico” – está marcado para o dia 8 de janeiro, pelas 16:00h, no auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira.

Concerto de Ano Novo.JPG

Neste recital, o conhecido Tenor Carlos Guilherme e a Soprano Filipa Lopes vão interpretar alguns dos clássicos líricos mais conhecidos do público.

O concerto, para maiores de 4 anos, tem entrada gratuita, mediante levantamento prévio dos bilhetes



publicado por Carlos Gomes às 16:28
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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: EM VÉSPERAS DE TOMADA DE POSSE DOS NOVOS DIRIGENTES, LISTA "B" LEMBRA QUE TEVE METADE DOS VOTOS NAS ELEIÇÕES

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Caros amigos folcloristas

A Lista B candidata aos órgãos sociais da Federação do Folclore Português vem por este meio agradecer todo o apoio prestado pelos grupos, ranchos, sócios auxiliares e outras entidades que confiaram no projeto jovem, dinâmico, diferenciador e renovador apresentado durante a campanha.

Não sendo a lista vencedora, a Lista B teve do seu lado cerca de metade do eleitorado da FFP, faltando-nos apenas 5 associados, no resultado contabilizado, para que pudéssemos colocar em prática toda uma dinâmica inovadora de conhecimento, em prol de uma Federação mais aberta e mais próxima dos seus associados, no fundo, uma Federação no terreno.

Uma vez depositada grande confiança nesta equipa, não queremos de forma nenhuma defraudar as espectativas de quem votou no projeto da Lista B, pelo que, procuraremos continuamente, durante o próximo mandato, fazer tudo o que estiver ao alcance para colocar em prática as nossas ideias e os nossos projetos.
Nos últimos dias, temos recebido inúmeras comunicações a felicitar-nos pelo trabalho desenvolvido, bem como a solicitar a comunicação dos resultados eleitorais, que legitimamente tem direito a conhecer. “Informação”, “Abertura”, “Proximidade”, “Relações”, “Afetos” e “Confiança” foram e continuarão a ser compromissos importantes desta equipa para com os associados da FFP, pelo que deixamos aqui os resultados da votação do dia 11 de dezembro:

Total de votantes: 377 (Efetivos: 263 / Aderentes: 62 / Auxiliares: 52)

Número de boletins de voto

Efetivos Aderentes Auxiliares

A 130 21 36

B 128 30 26

Brancos 4 1 0

Nulos 1 0 0

De acordo com o art.º 39 do Regulamento Geral Interno da FFP:

Sócios Efetivos: 5 votos

Sócios Aderentes: 1 voto

Sócios Auxiliares: 2 votos

Resultado Final (número de votos)

Lista A - 743 | Lista B - 722

Reiteramos o agradecimento pela confiança que foi nos foi depositada, prometendo um olhar atento e crítico, sempre em prol de “Uma Federação Maior e Melhor. Agora!”.

A Lista B



publicado por Carlos Gomes às 15:43
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