Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Segunda-feira, 12 de Maio de 2014
ARGANILENSES LEVAM FOLCLORE À COVA DA PIEDADE, NO CONCELHO DE ALMADA



publicado por Carlos Gomes às 22:52
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LOURES RECEBE ENCONTRO DE CULTURAS TRADICIONAIS

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publicado por Carlos Gomes às 21:10
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MIRADOURO DO JARDIM DA ESTRELA AMEAÇA DERROCADA

O acesso ao miradouro do jardim da Estrela encontra-se interditado ao público desde 2009. Na origem da decisão encontra-se o risco de desmoronamento das terras e dos blocos de pedra que constituem os guarda-corpos do percurso.

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As obras de recuperação do local tardam a realizar-se e os caminhos que conduzem ao miradouro apenas se encontram barrados com uma simples corda.

Depois de, há alguns anos, a autarquia ter autorizado a construção de um edifício de vários pisos na rua de São Bernardo que veio a eliminar por completo a vista panorâmica que se usufruía daquele miradouro, agora o local permanece em estado de completo abandono à espera que uma derrocada destrua de vez o local que foi outrora um dos mais frequentados do jardim. Refira-se que existiu no local uma biblioteca pública com esplanada.

Na entrada principal do jardim da Estrela, uma placa informa os visitantes da existência do miradouro que, aliás, constitui uma das referências turísticas da cidade de Lisboa. Resta saber quanto mais tempo será necessário para se proceder à sua recuperação.

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publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Domingo, 11 de Maio de 2014
MINHOTOS EM LISBOA FESTEJAM 91º ANIVERSÁRIO DA CASA DO MINHO AO RITMO DO FOLCLORE

Hoje o dia foi de festa para os minhotos radicados na região de Lisboa. A Casa do Minho comemorou o seu 91º aniversário de existência e juntou à sua volta sócios e amigos que lhe cantaram os parabéns e desejaram muitos anos de continuidade ao serviço do regionalismo.

No magnífico anfiteatro da Academia de Santo Amaro, paredes meias com a capela de Santo Amaro que, em tempos idos, a comunidade galega erigiu em Lisboa e onde durante muitos anos ali fizeram romaria ao som das suas pandeiretas, os ranchos folclóricos desfilaram pelo palco proporcionando aos presentes um magnífico espetáculo alegre e colorido à boa maneira minhota.

A abrir a festa, rufaram os bombos do grupo de zés pereiras da Casa do Minho, logo seguidos da Estúrdia Minhota, outro agrupamento recentemente constituído no seio daquela associação regionalista. O Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho, grupo folclórico convidado para participar na festa de aniversário, mostrou aos presentes como se canta e dança a rusga e o vira, a chula e a cana-verde, levando-nos a viajar pela etnografia das mais diversas regiões do Minho. E, qual cereja no cimo do bolo, coube ao grupo anfitrião, o Rancho Folclórico da Casa do Minho preencher com o brilho que o carateriza uma tarde alegre de folclore, exibindo as danças e cantares da sua região.

No que às solenidades diz respeito, coube ao Presidente da Direção da Casa do Minho, sr. Júlio Vilas Boas, proferir as boas-vindas a todos os grupos participantes, registando-se a presença de diversas entidades, nomeadamente de outros grupos folclóricos e casas regionais sediadas em Lisboa. Uma presença muito acarinhada foi a do capitão benfiquista Mário Wilson, sempre muito aplaudido pelo público, lembrando as suas afinidades com a nossa região. A festa terminou com um momento de confraternização ao som das concertinas, onde não faltou o bolo de aniversário regado com vinho verde.

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publicado por Carlos Gomes às 22:14
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OS ALFACINHAS E OS RETIROS DAS HORTAS

Os lisboetas tinham outrora o curioso costume de irem “passear às hortas” que era, como quem diz, retirarem-se da cidade para poderem gozar um pouco dos prazeres do campo, geralmente aos domingos. Deliciavam-se então com os piqueniques familiares que organizavam ou simplesmente almoçar nas velhas “casas de pasto”, assim designadas por inicialmente apenas darem as forragens aos animais enquanto os donos negociavam na feira. Em muitas delas, ainda se conservam as argolas que prendiam os animais.

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Com o decorrer do tempo e vendo a oportunidade de negócio, os proprietários das “casas de pasto” passaram também a dar de comer aos donos dos animais e assim floresceu um negócio que veio a dar origem aos modernos restaurantes e snack-bares. Outras, porém, mantiveram parte das suas características iniciais e adquiriram fama pela clientela a elas que atraíam. Eram os chamados “retiros das hortas”, muito apreciados da burguesia citadina.

Nos retiros, conviviam fadistas e boémios, nobres e burgueses, os quais procuravam no meio rústico um ambiente pitoresco que a cidade não lhes proporcionava. E, desse costume que os lisboetas tinham de ir às hortas, nasceu para sempre a expressão com que passaram a ser designados, colando-se ao seu próprio gentílico – os alfacinhas!

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

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Retiro “Perna de Pau”, junto ao apeadeiro do Areeiro, na antiga Estrada de Sacavém

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Retiro do Caliça, na Estrada dos Salgados, às portas da Amadora

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Retiro do Quebra Bilhas, no Campo Grande.

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Atuação de uma fadista num retiro em Sacavém



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Sábado, 10 de Maio de 2014
MINHOTOS EM LISBOA ORGANIZAM FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE



publicado por Carlos Gomes às 22:20
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MINHOTOS EM LISBOA FUNDAM GRUPO DE FOLCLORE DAS TERRAS DA NÓBREGA

Conforme anteriormente anunciámos, teve hoje lugar no Auditório do Centro Social e Paroquial de Queijas a Sessão Solene que constituiu a apresentação formal do Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega que brindou a assistência com um magnífico espetáculo de folclore que a todos os títulos engrandece e dignifica o folclore da sua região na capital do país.

Conhecendo-se de antemão o trabalho desenvolvido neste domínio pelo seu presidente e ensaiador, o Dr José Artur Brito, esperava-se à partida um trabalho sério e rigoroso. Mas, a apresentação pública do mais jovem agrupamento folclórico minhoto na capital excedeu todas as expetativas, não apenas pela autenticidade da sua representação como ainda pela qualidade do espetáculo proporcionado. No final, a emoção contida por muitos dos seus componentes ao longo da atuação traduziu-se em lágrimas que só poderiam ser de felicidade pelo êxito alcançado.

Desde o trajar até à execução das coreografias, passando pela descrição dos locais de recolha das danças e das corretas observações feitas relativamente aos viras e aos fandangos minhotos, o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega revelou um cuidado esmerado no trabalho de preparação e na sua apresentação, sendo notória a sua preocupação em transmitir o significado e contexto das danças, o que já vai sendo descurado em muitos espetáculos de folclore.

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Aqui não se detetaram acessórios estranhos, trajes inventados nem falsas coreografias com marcações aceleradas. Todas as atuações encontram-se documentadas e fundamentadas, com base na recolha efetuada pelos seus componentes em terras de Vila Verde e Ponte da Barca.

A Sessão Solene de apresentação formal do Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega contou com a presença do Presidente da Assembleia Municipal de Ponte da Barca, Dr. Paulo Pimenta, e da vereadora da Cultura da mesma autarquia, Drª Sílvia Torres, da srª Manuela Carriço em representação da Federação do Folclore Português, do Presidente da União das Freguesias de Carnaxide e Queijas, Arqº Jorge de Vilhena e ainda representantes da Câmara Municipal de Oeiras, da Paróquia de Queijas e de outras entidades.

Entretanto, é já no próximo dia 24 de Maio que o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega realiza o seu primeiro festival de folclore, mais concretamente uma Mostra de Folclore na qual participarão mais três agrupamentos que apadrinharão a sua estreia. A iniciativa terá lugar no Largo do Mercado Municipal de Queijas, nos arredores de Lisboa e nele vão participar o Grupo Folclórico de São Torcato (Baixo Minho Ave – Guimarães), o Rancho das Lavradeiras da Trofa (Entro Douro-e-Minho), e o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Glória do Ribatejo (Salvaterra de Magos).

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publicado por Carlos Gomes às 22:01
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CASA DO MINHO EM LISBOA COMEMORA 91 ANOS DE EXISTÊNCIA



publicado por Carlos Gomes às 00:09
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GRUPO DE FOLCLORE DAS TERRAS DA NÓBREGA FAZ A SUA PRIMEIRA APARIÇÃO PÚBLICA NO PRÓXIMO DIA 24 DE MAIO EM QUEIJAS

É já no próximo dia 24 de Maio que o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega vai levar a cabo a sua primeira apresentação pública com a realização de uma Mostra de Folclore na qual participarão mais três agrupamentos de Folclore que apadrinharão a sua estreia. A iniciativa terá lugar no Largo do Mercado Municipal de Queijas, nos arredores de Lisboa.

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Fundado há cerca de um ano, e após longos meses de trabalho e preparação, o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega é o mais jovem agrupamento folclórico minhoto surgido em Lisboa. E, para quem conhece o trabalho anteriormente desenvolvido pelos seus responsáveis no domínio do folclore, sabe de antemão que estaremos perante um trabalho honesto e de rigor cujo sucesso está à partida garantido.

Conforme afirmou ao BLOGUE DO MINHO o Dr. José Artur Brito, Presidente da Direcção e Director-Técnico deste novo agrupamento, “O Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega, tal como o nome indica, representará o Folclore e a Etnografia das Terras da Nóbrega”, esclarecendo que “Etno-folcloricamente falando, as comunidades das Terras da Nóbrega, hoje em dia representadas por freguesias pertencentes ao Concelhos de Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Vila Verde, viviam entre a Serra e o Rio e partilhavam um estilo de vida e vivência social comuns o que faz desta extensa área de território minhoto peculiar na sua forma de trajar, de cantar e de ser Povo”.

Ainda, segundo aquele responsável, as Terras da Nóbrega constituem “uma região povoada já desde tempos imemoriais, na sua maioria representadas geograficamente pelo atual Concelho de Ponte da Barca, no nordeste da Província do Minho. Originalmente chamada de “Annofrica”, uma das 30 paróquias em que a Arquidiocese de Braga foi dividida pelo Concílio de Lugo em 569 AD, as Terras da Nóbrega eram delimitadas, como a maioria dos Coutos e Circunscrições Territoriais em que Portugal se encontrava dividido na Idade Média, por acidentes geográficos. Tendo o Rio Lima a percorrer em toda a sua extensão, as Terras da Nóbrega eram assim delimitadas pelas Serras Amarela e do Soajo, a norte e nordeste, e pela Serra de Oural, a sul.”

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Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega

Mostra de Folclore para Apresentação Pública do Grupo

24 de Maio de 2014 – Largo do Mercado Municipal de Queijas

PROGRAMA

15.00h – Chegada dos Grupos participantes e Entidades convidadas a Queijas

16.00h – Recepção na Delegação da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Carnaxide e Queijas – Apresentação de Cumprimentos e Troca de Lembranças 

Discursos: Doutor José Artur Brito – Presidente da Direcção do GFTN

Fernando Ferreira – Presidente da Federação do Folclore Português

Dr.ª Sofia Tomaz – Coordenadora do Núcleo de Etnografia da Fundação INATEL

Jorge de Vilhena – Presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Carnaxide e Queijas 

16.45h – Pequeno desfile etnográfico pelas Ruas da freguesia

17.00h – Atuação dos Grupos participantes:

- Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega (Alto Minho Interior)

- Associação Cultural e Etnográfica “Gentes de Almeirim” (Ribatejo)

- Grupo Folclórico de São Torcato (Baixo Minho Ave – Guimarães)

- Rancho Folclórico e Etnográfico de Ponte da Barca (Alto Minho Interior)

19.30h – Jantar-convívio com todos os Grupos e Convidados



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2014
MUSEU BORDALO PINHEIRO ORGANIZA WORKSHOP SOBRE PAPEL MARMOREADO


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publicado por Carlos Gomes às 11:04
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AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES E VALE DE ALCÂNTARA EM MEADOS DO SÉCULO XIX

A imagem mostra o aqueduto das Águas Livres sobre o Vale de Alcântara, em Lisboa. A foto data entre 1858 e pertence ao Centro Português de Fotografia.

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publicado por Carlos Gomes às 08:47
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HÁ 88 ANOS, TEVE INÍCIO EM BRAGA O LEVANTAMENTO MILITAR QUE DERRUBOU A PRIMEIRA REPÚBLICA

Passam no próximo dia 28 de maio precisamente 88 anos sobre a data em que um levantamento militar, então denominado por Revolução Nacional, derrubou o regime instaurado dezasseis anos antes e que, ao longo da sua curta existência, se caraterizou por uma grande instabilidade política e uma profunda crise económica. Entre os protagonistas do movimento que em 1926 instaurou a ditadura militar contavam-se muitos republicanos que antes haviam participado na implantação da República, em 1910 e que apostavam agora na regeneração do próprio regime. Pese embora as semelhanças entre a situação vivida à época e as atuais circunstâncias não constituam mais do que meras coincidências, os acontecimentos que então se viveram não devem deixar de constituir um motivo de reflexão.

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“Em 28 de Maio de 1926 ocorre um levantamento militar no norte de Portugal, com o objectivo de tentar repor a ordem no país, que durante os últimos dois anos (desde 1924) está continuamente à beira da guerra civil.

Com um movimento sindicalista completamente controlado por sectores da esquerda anarquista, que provoca incidentes violentos, criam-se condições para a instalação de um regime de terror, em que os assassinatos e os atentados terroristas se sucedem todas as semanas.

A instabilidade política atinge uma situação de pré guerra-civil com confrontos entre unidades militares e com a sublevação de unidades do exército, nomeadamente da aviação do exército (na altura não havia Força Aérea).

A instabilidade generalizada atinge um ponto de ruptura e leva alguns dos principais comandos militares a uma revolta.

A revolução propriamente dita tem origem em Braga, a capital da província do Minho, uma das regiões mais povoadas de Portugal. O comando das operações é assumido pelo General Gomes da Costa, que chega à cidade na noite do dia 27.

A 28 de Maio, uma Sexta-feira é proclamado o movimento militar e inicia-se a movimentação de forças desde Braga para Lisboa. Ao longo do dia seguinte, Sábado, 29 de Maio, unidades militares de todo o país declaram o seu apoio aos militares golpistas, enquanto que em Lisboa a chefia da polícia também adere ao golpe.

Gomes da Costa comanda em Braga as forças do Regimento de Infantaria nº 8.

No entanto, opõem-se-lhe as forças comandadas desde o Porto pelo comandante da III Divisão do exército, Gen. Adalberto Sousa Dias, que manda as suas tropas avançar em direcção a Braga e assumir posições defensivas em Famalicão, a meio caminho entre o Porto e a cidade revoltosa.

Mas no dia seguinte, 29 de Maio, são anunciadas adesões ao golpe por parte de divisões militares com base em Vila Real, Viseu, Coimbra, Tomar e Évora (4ª Divisão), isolando as forças do Porto.

No Domingo, 30 de Maio o comandante da III Divisão anuncia que as suas forças também aderem ao golpe, deixando assim o caminho livre para as tropas de Gomes da Costa que marcham pelo Porto sem oposição.

O governo em Lisboa, verificando não ter qualquer capacidade para controlar a situação, apresenta a demissão ao Presidente da República Bernardino Machado.

Na Segunda-feira dia 31, o poder está formalmente nas mãos de Mendes Cabeçadas, com a resignação oficial de Bernardino Machado, embora nesse mesmo dia ainda ocorra a última sessão da Câmara dos Deputados e do Senado. O palácio de S. Bento, será encerrado na tarde dessa Segunda-feira pela GNR, e só voltará a receber deputados eleitos, 49 anos depois, em 1975.

Na Terça-feira, dia 1 de Junho, quatro dias depois de a coluna de tropas revoltosas ter saído de Braga, encontra-se em Coimbra, onde o líder da revolta militar declara a formação de um triunvirato governativo ao qual presidirá e que será também constituído por Mendes Cabeçadas e Armando Ochoa.

O movimento militar, transforma-se então numa autêntica revolução com a adesão de inúmeros sectores da sociedade portuguesa, desejosos de acabar com o clima de terror e violência que se tinha instalado no país.

No dia 3 de Junho, Quinta-feira, as tropas de Gomes da Costa chegam a Sacavém, e a situação aparece confusa, pois não há exactamente a certeza de quem deverá formar parte do novo governo. Entre as novas figuras, surge a do crucial Ministro das Finanças, um professor de Coimbra, que mais tarde assumirá a chefia do Governo, Oliveira Salazar.

No dia seguinte, Sexta-feira, 4 de Junho, o comando é transferido para a Amadora, onde chegam também forças da 4ª Divisão vindas de Évora.

No dia 7 de Junho de 1926, as várias colunas militares que entretanto se formaram efectuam uma parada militar em Lisboa que serve também como afirmação de força, na qual participam 15.000 homens.

A revolução implantou um regime militar que duraria formalmente até 1933, sendo seguido pela aprovação de uma nova Constituição e pela institucionalização do «Estado Novo», um regime autocrático em parte inspirado no movimento fascista italiano que tinha acabado de despontar em Itália, mas controlado pelos sectores católicos conservadores portugueses.

O regime implantado com a revolução de 28 de Maio, conseguiu recuperar da situação económica absolutamente caótica a que a chamada «República Laica» o tinha feito chegar após o golpe de 5 de Outubro de 1910.

No entanto, embora tivesse recuperado a economia do país, o regime implantado em 28 de Maio de 1926, entrou por sua vez (após o final da II Guerra) num lento processo de apodrecimento que acabaria por conduzir a um outro movimento de contornos idênticos, também dirigido pelos militares em 25 de Abril de 1974, que como o movimento de 28 de Maio, triunfaria por causa do enorme apoio que teve nas ruas.”

Fonte: http://www.areamilitar.net/



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2014
CONVENTO DOS CARDAES RECEBE CONCERTO DE LES VOCALISTES ROMANDS


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publicado por Carlos Gomes às 18:06
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VAREIRAS E VARINAS: DO MOCAMBO Á MADRAGOA

O pitoresco bairro da Madragoa, habitado predominantemente por gentes oriundas de Ovar e da sua praia do Furadouro, às quais se juntaram os da Murtosa, Estarreja e Ílhavo foi primitivamente um pequeno aglomerado de casebres onde viviam antigos escravos negros trazidos nas naus e que sobreviviam da pesca, tirando partido da proximidade do rio, onde outrora se formava a praia que, após o aterro, deu origem à atual avenida 24 de Julho e ao Jardim de Santos. Designava-se então o bairro por Mocambo e ficava próximo dos terrenos que o casal flamengo, Cornélio Vandali e Martha de Bös haveriam de doar às religiosas da Ordem da Santíssima Trindade do Resgate dos Cativos para ali edificarem uma capela de invocação a Nossa Senhora da Soledade e, posteriormente, um edifício que as acolhesse – o Convento das Trinas do Mocambo.

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Da foz do rio Douro às lagunas do Vouga e dunas de São Jacinto, na Costa Nova e no Furadouro, na Murtosa, as gentes vareiras distinguem-se pela sua peculiar forma de ser e de trajar, o seu falar característico e o seu modo de vida geralmente associado às lides do mar. Desde há séculos que estas gentes laboriosas partiram para outras paragens em busca do sustento que nem sempre logravam alcançar na sua terra ou, melhor dizendo, no mar que o banha. E, vai daí, os ilhavenses aventuraram-se por esse mundo fora, enfiados nos velhos bacalhoeiros que demandavam à Terra Nova ou em qualquer actividade de embarcadiço. Ainda hoje é difícil não encontrar um natural de Ílhavo num qualquer navio a navegar em mar alto sob qualquer pavilhão, fazendo juz à fama que conquistaram os portugueses de quinhentos.

De Ovar e da Murtosa formaram as suas gentes novas colónias de pescadores que se estenderam ao longo da costa até às praias do Algarve, fixando-se muitas delas nos mais antigos bairros lisboetas, constituindo talvez a Madragoa o núcleo populacional mais homogéneo constituído por gente vareira. Quem não se lembra ainda das graciosas varinas que, de canastra à cabeça, saracoteando as ancas e apregoando com o seu jeito característico, percorriam a cidade da ribeira às colinas, vendendo o peixe que arrematavam na lota ou iam buscar ao cais à chegada das velhas faluas.

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Com efeito, a expressão varino ou varina tornou-se usual sobretudo em Lisboa para designar as gentes oriundas daquela região à beira-mar, entre Aveiro e o Porto, provavelmente pela sua maioria ser oriunda da área do concelho de Ovar e, por esse facto, talvez aquela designação constitua uma corruptela dos gentílicos ovarino e ovarina. Em todo o caso, quaisquer das expressões está associada às características geomorfológicas daquela zona do rio Vouga e das formas que os seus naturais tiveram para se adaptar ao meio. Antes de mais, convém lembrar que o topónimo Ovar possuí a sua origem na raiz Var em acoplação com o artigo definido resultou na sua designação actual: Ovar, de O Var.

Var e vau são designações que significam laguna ou estuário, tornando-se por conseguinte lugares de varadouro ou seja, sítio propício para as embarcações poderem varar. Precisamente ao invés de fundeadouro que se refere a um local fundo onde apenas é permitido fundear. Ora, para as pessoas menos familiarizadas com as lides do mar, também se designam por varadouros as pequenas rampas de acesso a terra que existem junto de muitas lotas e portos de pesca no nosso país, onde frequentemente são deixadas as embarcações em terra firme.

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Por seu turno, vareiro é também designado o barco caraterístico deste região, pequeno e estreito, de fundo chato como convém e que geralmente é conduzido à vara. Aliás, tal como sucede com os barcos saleiros e moliceiros que na realidade são sucedâneos dos velhos barcos vareiros. Ora, este género de embarcações muito usual nesta zona do rio Vouga contrasta profundamente com os barcos saveiros que se aventuram na costa e enfrentam a forte ondulação. Precisamente, o seu fundo chato permite a varação e também navegar... à vara !

Mas, a designação vareiro e varino acaba associado a muitos outros aspectos da vida destas gentes. Assim, por vareiros são também designadas as varas que os homens levavam às costas com um cesto em cada ponta, geralmente para neles transportarem o peixe. Neste caso, o vareiro consiste numa vara comprida e delgada. E, por vareiros eram também designadas as varas com que outrora formavam as latadas antes de serem substituídas pelo esticadores de arame. Por vareiro ou varino era também designado o gabão que as gentes desta região vestiam, uma espécie de capa que as agasalhava do frio cortante e da brisa marítima nas longas manhãs à espera que os barcos regressassem da faina. Finalmente, a vareira é juntamente com o vira uma das danças tradicionais mais características das gentes varinas.

Com o seu chapéu de copa alta e aba curta forrada a veludo como usam os de Ílhavo e de Ovar ou de copa baixa e aba larga como agrada aos da Murtosa, as gentes vareiras constituem um tipo étnico que se distingue facilmente de outras regiões. Com o decorrer do tempo, os usos foram alterando-se e as varinas da Madragoa já não trajam como antigamente. Mas o bairro não perdeu as suas caraterísticas e Lisboa não esquece as suas origens!

Carlos Gomes (Adapt.) / http://www.folclore-online.com/

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

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Quarta-feira, 7 de Maio de 2014
AMADORA RECRIA HISTÓRIA DA NECRÓPOLE DE CARENQUE



publicado por Carlos Gomes às 11:21
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CASCAIS CELEBRA DIA DA MARINHA

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publicado por Carlos Gomes às 00:34
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LITOGRAFIA EM FOLHA DE FLANDRES: UMA OFICINA QUE PODERIA VIRAR MUSEU

Durante largos anos funcionou na zona de Santos uma oficina de litografia em folha de Flandres. Atualmente encontra-se desativada e, apesar do seu interesse museológico, a mesma não foi convertida e encontra-se no estado que a imagem documenta. Nem sequer os painéis de azulejos foram preservados.

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Existem fábricas e oficinas que, pelo seu interesse patrimonial, após a sua desativação enquanto unidades de produção merecem ser reconvertidas e transformadas em museus, a complementar com o ensino e formação profissional e a promoção de atividades artesanais. È o caso da Litografia em Folha de Flandres que durante décadas existiu na zona de Santos, junto ao Conde Barão, em Lisboa.

A folha de Flandres consiste num material laminado estanhado, composto de ferro e aço, de reduzido teor de carbono com revestimento de estanho. É geralmente empregue no fabrico de materiais decorativos, embalagens de produtos alimentares em conservas e latas de tinta.

Existiram em Lisboa muitas fábricas e oficinas com interesse cultural que deveriam ser preservadas, naturalmente reconvertidas a espaços museológicos e de formação técnica.



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Terça-feira, 6 de Maio de 2014
ARSENAL DO ALFEITE FOI INAUGURADO HÁ 75 ANOS



publicado por Carlos Gomes às 00:24
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BAIRRO ESTRELA D’OURO É UM MONUMENTO AO ESPÍRITO TRABALHADOR DA COMUNIDADE GALEGA

O Bairro Estrela D’Ouro cuja construção remonta aos começos do século XX, é um dos testemunhos exemplares da presença e do espírito empreendedor da comunidade galega em Lisboa. Trata-se de uma antiga vila operária que Agapito Serra Fernandes, um industrial de confeitaria, mandou construir para os seus trabalhadores. Ele próprio residiu no bairro juntamente com os seus familiares.

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Situado em pleno bairro da Graça, próximo de Sapadores e do magnífico miradouro da Senhora do Monte onde se ergue a capela a S. Gens, abrange uma extensa área beneficiando de boa localização, de fácil acesso à zona oriental de Lisboa.

A estrela de cinco pontas constitui a imagem de marca do bairro Estrela d’Ouro, naturalmente um dos símbolos da Galiza em alusão a Compostela, derivando de “campo de estrelas”. Um pouco por toda a parte encontramos a estrela e grandiosos painéis de azulejos que identificam o bairro, o antigo cinema Estrela d’Ouro, a fábrica e outros equipamentos sociais.

Atualmente, este bairro particular está integrado no espaço urbano de Lisboa, fazendo parte do seu património histórico e encontrando-se classificado. Para a comunidade galega radicada na capital, constitui um dos numerosos pontos de referência que possui e que marcam a sua própria existência numa cidade que, afinal de contas, também é a sua cidade.

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Segunda-feira, 5 de Maio de 2014
CASCAIS CELEBRA DIA DA MARINHA

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publicado por Carlos Gomes às 23:55
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CONCELHO DA MOITA VAI AOS FADOS


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publicado por Carlos Gomes às 23:17
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AMADORA NOS COMEÇOS DO SÉCULO XX

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A imagem mostra a inauguração de um campo de futebol na Amadora, nos começos do século XX. A foto é de Joshua Benoliel e pertence ao Arquivo Municipal de Lisboa



publicado por Carlos Gomes às 23:15
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DAVI KOPENAWA, O " DALAI LAMA DA FLORESTA" REAKIZA CONFERÊNCIA EM LISBOA

No dia 16 de maio, sexta-feira, o MASE (Museu de Arte Sacra e Etnologia), dos Missionários da Consolata, em Fátima, irá realizar o seu terceiro Jantar-Conferência que decorrerá no Hotel PAX.

«Ecologia e Espiritualidade Yanomami» é o título da conferência que Davi Kopenawa, o líder indígena brasileiro mais respeitado a nível internacional, irá proferir. A visita resulta do convite efetuado pelos Missionários da Consolata para vir a Portugal falar de ecologia e espiritualidade, tendo conferências marcadas para Lisboa, Vila Real, Braga, Porto e Fátima.

O evento terá início às 19h45 com o acolhimento, o jantar às 20h00, seguindo-se depois a conferência.

O valor por pessoa é de €20.00. Para sócios da LaMASE (Liga dos Amigos do MASE) e assinantes da Revista Fátima Missionária é de €18.00 (Jantar e conferência).

Informações e Reservas através do telefone 249 539 470 ou do e.mail museuartesacra@consolata.pt.

Também se poderão fazer reservas online acedendo ao blogue do MASE http://masefatima.blogspot.com. Reservas até ao dia 14 de maio.

Sinopse

«O que tenho a dizer é muito importante, não só para os índios ou para os portugueses, mas para todos. A espiritualidade é das montanhas, das serras, da floresta; aí vivem espíritos que o meu povo conhece há muito tempo e que chama para cuidar da saúde. É assim que eu entendo e o que posso explicar. O espírito ajuda a curar, a espantar maldades. Ajuda a curar uma pessoa e também o mundo, quando está querendo deitar lágrimas. Quando chove muito, nós, pajés [curandeiros], chamamos o espírito da montanha, para que ele possa acalmar o mundo. Isso acontece quando o mundo está revoltado com a ameaça e a destruição. O que nós conhecemos é muito importante para que as pessoas possam entender e ter respeito pela terra. Nós, Yanomami, sabemos cuidar dela. Somos diferentes. » David Kopenawa

(in FÁTIMA MISSIONÁRIA, n.º 5 Maio 2014 p. 14)

Davi Kopenawa vive na região da Serra do Demini, onde nasceu, no estado de Roraima (Brasil), perto da fronteira com a Venezuela. Viu morrerem pai, avós, tios e praticamente toda a família de doenças contraídas após o contacto com não indígenas. Foi o principal responsável pela demarcação da terra Yanomami, que ocupa uma área maior do que Portugal e foi oficializada por Fernando Collor de Melo, em 1992. Já discursou nas Nações Unidas e em vários fóruns internacionais. Em 1988, recebeu o prémio Global 500 Award da ONU e no ano seguinte foi distinguido com o Right Livelihood Award, considerado o prémio Nobel alternativo. O seu empenho na luta pela defesa do meio ambiente e dos povos indígenas valeu-lhe a alcunha de “Dalai Lama” da floresta.



publicado por Carlos Gomes às 11:01
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ALCOCHETE EM MEADOS DO SÉCULO XX

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A imagem mostra o cais de Alcochete em meados do século passado. A fotografia é da autoria de Eduardo Portugal e pertence ao Arquivo Fotográfico de Lisboa.



publicado por Carlos Gomes às 00:45
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DO MOCAMBO À MADRAGOA: A LISBOA DE OUTRAS ERAS…

Desde há muito mencionada como “terra de muitas e variadas gentes”, Lisboa constituiu desde sempre um mosaico de culturas e tradições, sendo provavelmente a primeira cidade cosmopolita da Europa. Na sequência das viagens dos Descobrimentos, numerosos negros foram trazidos para Portugal, muitos dos quais para servir como criados nas casas fidalgas da capital.

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Fora das muralhas da cidade, para quem seguia das Portas de Santa Catarina em direção a Belém, surgia no século XVI, em plena dominação filipina, um bairro de negros que tomou a designação de Mocambo que remete para as suas origens africanas. Em redor, situavam-se entre outros os palácios dos duques de Aveiro e dos marqueses de Abrantes, o Paço Real de Santos onde atualmente se encontra a embaixada de França, os conventos das Bernardas, das Inglesinhas e das Trinas do Mocambo e a modesta e antiquíssima capela dos Santos Mártires – Máximo, Veríssimo e Júlia – que vieram dar origem à designação da Freguesia de Santos-O-Velho. O rio Tejo banhava então a praia onde, no início do século passado, foi construído o aterro e posteriormente transformado num dos mais importantes eixos viários da cidade. Ao longe, a meio do rio, permaneciam fundeados e impedidos de atracar os navios sob os quais recaía a suspeita de epidemia, permanecendo de quarentena. O posto de desinfeção haveria de ser criado no cais da Rocha Conde de Óbidos nos finais do século XIX.

Ainda escassamente urbanizada, o terramoto de 1755 não atingiu particularmente a localidade para além de algumas derrocadas registadas no Convento das Bernardas e no Palácio dos Duques de Aveiro. Mas, foi sobretudo a catástrofe então vivida que veio a determinar o crescimento urbano da área ocidental de Lisboa. As classes mais abastadas abandonavam o centro da cidade então em ruínas e transferiam-se para Santos-O-Velho e faziam nascer um novo bairro na chamada Lapa aristocrática, enquanto o Convento das Trinas loteava os terrenos, vendendo-os a preço mais reduzido e dando assim origem ao bairro popular da Lapa, desde o Mocambo ao sítio da Bela Vista.

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A partir dessa altura, à semelhança do que sucedia noutros pontos da costa portuguesa onde surgiram povoas de pescadores, começou a afluir para aquele local gentes oriundas sobretudo de Ovar a que vieram juntar-se mais tarde naturais da Murtosa, Pardilhó e Estarreja, acabando por ali formar uma importante colónia de gente vareira constituída por pescadores e vendedeiras de peixe que inundavam o cais da Ribeira Nova, nas descargas do peixe ou do carvão. A essa gente ovarina haveria de com o decorrer do tempo se associar a designação de varina, nascida por corruptela do respetivo gentílico. Esta foi, seguramente, uma das mais importantes migrações internas verificadas antes da era industrial pois, o grande êxodo das zonas rurais do interior para a cidade apenas se regista a partir de meados do século XIX.

À medida que a colónia ovarina foi crescendo em número, os negros que habitavam o bairro foram desaparecendo até que, no século XIX, o antigo topónimo foi abandonado e substituído pela sua atual designação, tomada da antiga rua da Madragoa, atualmente denominada por rua do Vicente Borga. Quanto à origem do topónimo Madragoa persistem várias interpretações, não sendo ainda ponto assente o seu significado.

E, a gente vareira que passou a dominar por completo aquele típico bairro lisboeta, conferiu-lhe uma forma peculiar de vivência marcada pelos jeitos graciosos das suas varinas de canastra de peixe à cabeça e os pregões que característicos. A vizinhança mantém a proximidade que caracteriza os bairros piscatórios e, bem no centro do bairro, na taberna que foi da Maria Barbuda e onde nasceu Maria Honofriana Severa, a fadista que se tornou uma lenda do fado, um velho fogueteiro minhoto preserva quadros de antigos grupos excursionistas, alguns dos quais deram origem a coletividades de cultura e recreio, enquanto na rua os galináceos passeiam em completa liberdade.

Nas proximidades do bairro, a Casa do Concelho de Ovar manteve-se em atividade até meados da década de setenta, altura em que foi extinta. As gerações mais novas já nasceram no bairro e passaram a identificar-se mais com Lisboa do que com as raízes dos seus ancestrais. Entretanto, o cais da Ribeira Nova foi perdendo a azáfama de outrora. O mercado da Ribeira foi transferido para novas instalações construídas no concelho de Loures, nos arredores de Lisboa. O antigo Convento das Bernardas que chegou a alojar mais de meio milhar de pessoas em condições deploráveis foi submetido a obras de recuperação e muitos dos seus antigos moradores transferiram-se para os bairros da periferia. A população encontra-se atualmente bastante reduzida e o bairro perdeu em grande medida a alegria e vivacidade de outrora. Porém, o seu traço castiço e típico persiste nomeadamente quando a sua juventude á chamada a representá-lo nos desfiles das “marchas populares”, criação fantasiosa que não se confunde com folclore e etnografia, mas que não deixa de aludir às tradições mais peculiares de cada bairro com recurso a coreografias e adereços ao jeito do teatro de revista à portuguesa.

Muito provavelmente, ninguém como Cesário Verde conseguiu captar em verso a ruralidade de Lisboa, as formas de vida, encontrando nela a província e os seus costumes nos modos das suas gentes. São deles, aliás, estes versos que retratam precisamente as suas varinas: 

Nas nossas ruas, ao anoitecer,

Há tal soturnidade, há tal melancolia,

Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia

Despertam-me um desejo absurdo de sofrer

(…)

Vazam-se os arsenais e as oficinas;

Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;

E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,

Correndo com firmeza, assomam as varinas.

 

Vêm sacudindo as ancas opulentas!

Seus troncos varonis recordam-me pilastras;

E algumas, à cabeça, embalam nas canastras

Os filhos que depois naufragam nas tormentas

 

Descalças! Nas descargas de carvão,

Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;

E apinham-se num bairro aonde miam gatas,

E o peixe podre gera os focos de infecção!

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

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Domingo, 4 de Maio de 2014
ALCOCHETE REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE EM FONTE DA SENHORA



publicado por Carlos Gomes às 21:40
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CASA DO MINHO EM LISBOA COMEMORA 91 ANOS DE EXISTÊNCIA



publicado por Carlos Gomes às 21:08
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A TAUROMAQUIA NAS ARTES PLÁSTICAS

A tauromaquia é um espetáculo de lide de touros bravos que consiste na arte de lidar a pé ou a cavalo, envolvendo ainda toda a componente que se encontra relacionada com o toureio, desde o processo de criação dos animais até à conceção do traje, a escolha e publicitação do cartel e toda a panóplia de cerimoniais que estão associados ao espetáculo propriamente dito.

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O termo tauromaquia provém do grego ταυρομαχία e quer dizer “combate de touros”, remontando as suas origens aos primórdios da humanidade na Península Ibérica, encontrando-se primitivamente associado a ritos sacrificiais dos povos celtiberos.

Também do ponto de vista estético, a tauromaquia exerceu sempre enorme fascínio no Homem, sendo a estela de Clunia, na região de Burgos, em Espanha, a mais antiga representação que se conhece da lide de um guerreiro com um touro. Escritores, compositores e artistas plásticos de todas as épocas e das mais variadas correntes estéticas inspiraram-se na tourada para conceberam magníficas obras de arte. Pintores célebres como Francisco Goya, Pablo Picasso, Édouard Manet e outros nossos contemporâneos como Anne-Marie Nivouliés de Pierrefort, José Carlos Marcos e António Guimarães Santos retrataram de forma magistral a corrida de touros, como se pode constatar através das imagens que reproduzimos.

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publicado por Carlos Gomes às 18:10
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FOLCLORE JUNTA MINHOTOS EM OEIRAS



publicado por Carlos Gomes às 14:56
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FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES NASCEU EM LISBOA HÁ 500 ANOS

Nota Pastoral da CEP sobre «Bartolomeu dos Mártires, Modelo para a renovação da Igreja

1. Celebramos, já no próximo dia 3 de maio, os 500 anos do nascimento do Bem- aventurado Bartolomeu dos Mártires, um dos mais insignes promotores da renovação da Igreja nos tempos modernos. Mergulhado em Deus e conduzido pelo Espírito, ele soube, num período particularmente conturbado da vida da Igreja, intercetar caminhos de grande degradação de costumes e encetar vias de rejuvenescida evangelização.

Dom Frei Bartolomeu nasceu em Lisboa, em 1514, na freguesia de Nossa Senhora dos Mártires, e entrou na Ordem Dominicana em 1528. Foi professor nos Conventos de S. Domingos de Benfica, Batalha e Évora. Foi depois também Prior do Convento de Benfica e finalmente Arcebispo de Braga (1559 1582). Encontra-se sepultado em Viana do Castelo no Convento de S. Domingos que ele próprio mandou construir e onde se recolheu até à sua morte em 16 de julho de 1590.

Foi decisiva a sua contribuição, na última sessão do Concílio de Trento (1561 1563), para reformas na Igreja que, no seu dizer, «estava para cair». Entre as Petições que apresentou neste Concílio, destacam-se duas, pela sua atualidade: a obrigação dos Pastores permanecerem próximos dos fiéis que lhes estão confiados, um dever para o qual o Papa Francisco repetidamente tem chamado a atenção; a criação de seminários, como obrigatórios para a formação humana e espiritual, teológica e pastoral dos sacerdotes, tão urgente naquela época e necessária nos dias de hoje.

O próprio Papa Pio IV, que ele visitou pessoalmente em Roma durante uma interrupção da sessão conciliar, qualificou assim, em carta enviada ao Cardeal Dom Henrique, a sua participação no Concílio: «Tal satisfação nos deu, no tempo em que participou, com a sua bondade, religião e devoção, que o ficámos tendo em grande conta, com tamanho conceito da sua honra e virtude que não poderão alterá-lo queixumes de ninguém».

2. Regressado à sua Arquidiocese, prosseguiu com reformas já antes iniciadas e, pelo menos algumas delas, confirmadas e oficializadas por decisões conciliares:

– Fundou o Seminário, o primeiro em toda a cristandade, para a formação dos presbíteros, uma novidade que o Papa S. João Paulo II fez questão de mencionar na celebração da sua beatificação.

– Para formação e uso dos sacerdotes, designadamente no seu ministério de instruir os fiéis e os consolidar na fé e prática de vida, escreveu o «Catecismo ou Doutrina Cristã e Práticas Espirituais», dois anos antes de ter sido publicado o Catecismo do Concílio de Trento pelo Papa S. Pio V.

– Promoveu e impôs uma rigorosa administração dos bens eclesiásticos, para os repartir equitativamente, «sem entesourar nada», como ele escreveu, fomentando e pondo em prática uma especial solicitude para com os mais pobres e desprotegidos. Costumava dizer que «em sua casa só ele era o estranho e os pobres eram os verdadeiros e naturais senhores dela».

– A sua proximidade ao povo que lhe estava confiado levou-o a calcorrear repetidamente toda a Arquidiocese de Braga, em periódicas visitas pastorais, percorrendo, com os limitados meios de então, um território cuja extensão compreendia também a atual Diocese de Viana do Castelo e partes das atuais Dioceses de Vila Real e Bragança-Miranda.

– Primariamente para sua própria orientação espiritual e pastoral, escreveu o famoso «Estímulo dos Pastores» que viria a ser editado por S. Carlos Borromeu, seu discípulo e apreciado amigo, e que, séculos mais tarde, iria ser oferecido pelo Papa Paulo VI a cada um dos bispos no encerramento do II Concílio do Vaticano.

3. Em todas estas e outras iniciativas e atividades mostrou a audácia, o ardor apostólico, a generosidade, a simplicidade e a santidade que fizeram dele um pastor exemplar para todos os tempos, incluindo os nossos. Assim o reconheceu explicitamente o Papa S. João Paulo II, ao beatificá-lo, a 4 de novembro de 2001, isto é, poucos dias depois de terminar o Sínodo dos Bispos que se dedicou à reflexão sobre a vivência do ministério episcopal, e ao referir-se às visitas pastorais do Beato Bartolomeu na Exortação Apostólica Pós-sinodal Pastores Gregis (n.º 46).

A sua vida e obra transpiram aquele dinamismo missionário sem fronteiras, aquela profunda convicção cristã que nascem da «Alegria do Evangelho» e são muito acentuadas pelo Papa Francisco: «O entusiasmo na Evangelização funda-se nesta convicção. Temos à disposição um tesouro de vida e de amor que não pode enganar, a mensagem que não pode manipular nem desiludir. É uma resposta que desce ao mais fundo do ser humano e pode sustentá-lo e elevá-lo. É a verdade que não passa de moda, porque é capaz de penetrar onde nada mais pode chegar. A nossa tristeza infinita só se cura com um amor infinito» (Evangelii Gaudium, n.º 265).

4. Que os 500 anos que decorrem sobre o nascimento desta grande figura da Igreja e do nosso País, que foi o Bem-aventurado Bartolomeu dos Mártires, sejam uma oportunidade para mais o conhecermos e darmos a conhecer. Há pessoas que, pelos princípios e valores que pautaram as suas vidas, são permanentes modelos de referência de todos os tempos. O Beato Bartolomeu, tendo vivido em tempos de uma enorme crise epocal, dentro e fora da Igreja, pode e deve ser visto como testemunha para acreditarmos que a evangelização e as reformas na Igreja não só são necessárias como possíveis.

Conhecendo-o e imitando-o cada vez mais, invoquemos também a sua proteção para a Igreja e para o nosso País. E peçamos a Deus, de um modo especial, a graça da sua canonização, que o pode projetar, para além das nossas fronteiras nacionais, para aquela dimensão eclesial que, afinal, mais corresponde ao bem que Deus, por seu intermédio, fez e quer fazer pela sua Igreja.

Fátima, 1 de maio de 2014

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/



publicado por Carlos Gomes às 12:51
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QUEM SÃO OS PATOS-BRAVOS?

A expressão “pato-bravo” é uma alcunha que identifica os construtores civis do concelho de Tomar, oriundos predominantemente da freguesia da Serra, situada a nordeste deste concelho.

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A alcunha em causa poderá eventualmente ter a sua origem nos dois patos-bravos que se exibem na heráldica desta localidade. Porém, a mesma adquiriu com o tempo uma conotação pejorativa, sugerindo algo mal executado, com má apresentação. Apesar disso, as gentes tomarenses não consideram o epíteto “pato-bravo” como ofensivo.

Foram as gentes desta localidade que, sobretudo na primeira metade do século XX, saiu do nordeste do concelho de Tomar para Lisboa e, aos poucos, foi singrando na construção civil, tendo edificado grandes áreas da cidade, mormente as chamadas “avenidas novas”.

Em 1943, as gentes de Tomar fundaram em Lisboa uma associação regionalista – a Casa do Concelho de Tomar – a qual encontra-se presentemente sediada na rua Flores do Lima, nº 8, próximo do Campo Grande. Junto à entrada do edifício que construíram para sua sede social, encontra-se uma réplica em pequenas dimensões do monumento que há cerca de 5 anos inauguraram na cidade de Tomar em homenagem aos “patos-bravos”.

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Sábado, 3 de Maio de 2014
PARA QUANDO A RECUPERAÇÃO DO CINE-TEATRO LIDO NA AMADORA?

Situado nos limites geográficos do concelho da Amadora e de Sintra, entre o Bairro de Janeiro e Queluz, o antigo Cine-Teatro Lido permanece há vários anos em estado de abandono sem perspetiva de reabilitação.

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Trata-se de um equipamento cultural da década de sessenta do século passado que foi durante muito tempo um importante local de atração. Muitas pessoas recordam ainda com nostalgia as sessões de cinema que ali tiveram lugar, manifestando o ensejo pela sua recuperação.

Para além do Cine-Teatro, o Lido incluía ainda um centro comercial. Após a desativação da sala de cinema, o local foi utilizado como danceteria e ainda para o culto religioso, acabando em total abandono até que, em 2009, um incêndio veio condenar o espaço à total ruína.

Usufruindo de excelente localização e dotado de parqueamento, o antigo Cine-Teatro Lido bem poderia ser recuperado, enriquecendo a oferta cultural do concelho da Amadora e da vizinha cidade de Queluz. Em qualquer dos casos e, apesar de se tratar de propriedade privada, não deveria ser permitido mantê-lo no estado de degradação em que atualmente se encontra sem qualquer perspetiva de futuro. À atual situação será preferível a sua demolição!

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Sexta-feira, 2 de Maio de 2014
SOCIEDADE HISTÓRICA DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE “AS COMUNIDADES PORTUGUESAS NA EUROPA”



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CONFERÊNCIA INTERNACIONAL REALIZA-SE EM LISBOA PARA DEBATER CRISE DAS DEMOCRACIAS LIBERAIS



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FESTEJOS DO 1º DE MAIO TIVERAM FRACA ADESÃO

As comemorações do Dia Internacional do Trabalhador organizado pelas centrais sindicais registaram ontem pouca adesão popular, confirmando a tendência que se vem verificando ao longo dos anos.

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Apesar situação económica difícil e das medidas gravosas impostas pelo governo português em consonância com os credores estrangeiros, a participação foi porventura a mais reduzida desde as comemorações que há quarenta anos tiveram lugar, imediatamente após o 25 de abril de 1974.

Curiosamente, a mesma tendência de declínio vinha verificando-se em relação às celebrações do 25 de abril, este ano contrariada na sequência do apelo feito pelos capitães de Abril com vista à concentração no Largo do Carmo. As pessoas saíram à rua mais motivadas pela esperança numa solução política do que propriamente na celebração e um ritual festivo.

Foto: TSF/Nuno Serra Fernandes



publicado por Carlos Gomes às 09:25
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MODA DOS CADEADOS CHEGA A LISBOA

A moda dos cadeados já chegou a Lisboa. Nas redes de vedação do passadiço do elevador de Santa Justa, junto ao Largo do Carmo, os casais românticos prendem cadeados como promessas de fidelidade e atiram fora a chave. Ao que tudo leva a crer, o local irá em breve ficar repleto de cadeados, não fora Lisboa a cidade onde nasceu Santo António casamenteiro cuja data de nascimento em breve o povo festeja com alegria.


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Quinta-feira, 1 de Maio de 2014
ANARQUISTAS SAÍRAM À RUA NO 1º DE MAIO

Este ano, não foram apenas as centrais sindicais que assinalaram o Dia do Trabalhador. Também um punhado de anarquistas desfilou hoje pelas ruas da baixa lisboeta no âmbito das comemorações do 1º de maio.

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Empunhando bandeiras anarquistas e anarco-sindicalistas, gritavam palavras-de-ordem anticapitalistas e fizeram incursões simbólicas em diversos estabelecimentos comerciais como o Mac Donalds e os supermercados Pingo Doce onde foram barrados à entrada pela polícia, não se tendo em nenhum dos casos registado qualquer situação de violência.

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publicado por Carlos Gomes às 19:30
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VIANA DO CASTELO DANÇA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE MAIO

O Grupo de Danças e Cantares de Perre atuou hoje no Rossio, em Lisboa, perante centenas de lisboetas que participaram nas comemorações do 1º de maio, organizadas pela União dos Sindicatos Independentes. Uma vez mais, o folclore do Minho emprestou um colorido e uma alegria muito especial aos festejos do Dia do Trabalhador.

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Esta estrutura sindical privilegia nos seus festejos a participação de grupos folclóricos e outros grupos e intérpretes de música popular portuguesa.

O Grupo de Danças e Cantares de Perre fez uma excelente apresentação do folclore minhoto. Constituído em 1985, este agrupamento tem dado a conhecer os usos e costumes do povo, desdobrando-se em trabalhos de investigação e recolha etnográfica, ao mesmo tempo que marca presença em numerosas festas e romarias, prestigiando o país com as suas frequentes representações no estrangeiro.

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publicado por Carlos Gomes às 19:11
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NO DIA 1º DE MAIO DE 1904, OS TRABALHADORES SAIRAM À RUA EM LISBOA PARA HOMENAGEAR JOSÉ FONTANA

Passam precisamente 110 anos sobre a data em que, por ocasião das celebrações do 1º de maio, os trabalhadores saíram à rua em Lisboa e desfilaram até às Picoas onde, frente ao edifício do então matadouro municipal, procedeu ao lançamento da primeira pedra de um monumento a ser erguido em homenagem a José Fontana.

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Na ocasião, Azedo Gneco procedeu à entrega ao vereador Sabino de Sousa do martelo “com que havia de bater a pedra fundamental do monumento”, como refere a revista Ilustração Portugueza à época.

Influenciado pelos ideais anarquistas de Proudhon e Bakunine, José Fontana foi um dos pioneiros dos ideários socialistas em Portugal, tendo participado na organização cas conferências do Casino e na fundação do Partido Socialista Português, tendo também participado na redação dos estatutos do Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas.

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