Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Quinta-feira, 31 de Julho de 2014
ORTODOXOS RUSSOS REZAM EM LISBOA

A imigração verificada nas últimas décadas, de trabalhadores russos e ucranianos para o nosso país, levou à instalação em Lisboa da Igreja Ortodoxa Russa. Trata-se da Paróquia de Todos os Santos, que integra a Diocese de Korsoun, com obediência ao Patriarcado de Moscovo.

25Abril2012 003

A paróquia foi criada em 2002 sob a presidência do então arcebispo Innokentiy Korsunskiy, passando a paróquia a ser dirigida pelo pároco Arsénio (Sokolov), entretanto transferido da paróquia de Madrid.

No começo, à falta de um local de culto apropriado, a comunidade reunia-se em diversos locais que eram gentilmente cedidos. Porém, em 2006, por intercessão do então embaixador russo Bakhtier Khakimov junto da Igreja Católica Romana, esta cedeu a antiga Ermida do Senhor Jesus da Boa Nova para o culto da Igreja Ortodoxa Russa. Trata-se de um templo situado na zona de Santa Apolónia, junto ao Museu de Artilharia, o qual se encontrava desde 1974 sem qualquer utilização.

Construída na segunda metade do século XVIII, sob o risco de Manuel da Costa Negreiros, constitui um exemplar do barroco joanino, com elementos arquitetónicos que denunciam a influência da Escola de mafra como sucede com os capitéis jónicos da fachada, as janelas elípticas e os óculos circulares. Naquele local, existiu outrora uma antiga capela de invocação a Nossa Senhora do Rosário a qual, por autorização do rei D. João V, foi substituída pela Ermida da Boa Nova.

A Igreja Ortodoxa Russa no Exterior foi instituída na década de 20 do século passado como jurisdição autónoma como forma de responder às perseguições religiosas ocorridas após a revolução russa e a política seguida pela URSS em relação à religião, congregando ao mesmo tempo os exilados. A reunificação veio a concretizar-se em 2007, com a assinatura em moscovo da ata que passou a definir o relacionamento canónico das igrejas, promovendo simultaneamente a unidade do povo russo.

Comunidade de Todos os Santos.

Diácono: Gregorio Boblienko.

Responsável: Jorge Divisa.

Secretário: Miguel Oliveira.

Celebrações:

Sexta-feira 18.00 – confissão; Sábado 18.45 – oração pelos defuntos, 19:00 – vésperas;

Domingo 09:00 – celebração da manhã, 11:00 – Divina liturgia, 13:00 – almoço, 14.00 – catequese.

Celebram-se também as festas.

Domingo 9.45-11.00 – escola dominical para crianças.

Terça-feira 19.00 – aulas bíblicas.

Quinta-feira 19.00 – aulas de português.

Endereço: rua Museu de Artilharia, 1, capela da Boa Nova (perto da estação Santa Apolónia). Estação do metro: Santa Apolónia.

Mapa: http://www.portugal.mid.ru/0img/mapa.jpg

Tel: (+351) 966704258 (diacono Gregorio); 967777950 (responsável); 916519128 (secretário).

E-mail: orthodoxportugal@mail.ru

Ermida do Senhor Jesus da Boa Nova nos finais do século XIX. Foto perencente ao Arquivo Municipal de Lisboa



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Quarta-feira, 30 de Julho de 2014
FEIRA DA LUZ REGRESSA A CARNIDE

A tradicional Feira da Luz está de regresso a Carnide, em Lisboa. Com mais de cinco séculos de existência, esta feira pode bem ser considerado património cultural da cidade merecedor de ser preservado. A iniciativa decorre este ano de 30 de agosto a 28 de setembro e os visitantes podem encontrar divertimentos, guloseimas, vestuário, olaria, artesanato, cestaria, loiças, mobiliário e muito mais.

O culto a Nossa Senhora da Luz remonta ao século XV, altura em que, segundo reza a tradição, na localidade de Carnide, um devoto a Nossa Senhora encontrou, graças a uma estranha luz, uma imagem da Mãe de Deus, ocorrência que veio a dar origem à construção de um convento e uma igreja em torno da qual ainda se realiza uma das feiras mais pitorescas dos arredores de Lisboa. Este culto viria a expandir-se um pouco por todo o país graças ao patrocínio da Infanta D. Maria e de D. Leonor de Áustria, respetivamente a filha e a terceira esposa do rei D. Manuel I.

Este culto propagou-se ainda a todo o Império Português e, consoante os lugares, é invocado sob os nomes de Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Purificação e Nossa Senhora das Candeias, ocorrendo geralmente a 2 de Fevereiro a data da sua celebração. A romaria da Luz era bastante concorrida e objeto de devoção sobretudo dos saloios dos concelhos de Sintra e Mafra e ainda dos marítimos, organizados em confrarias, que ali acorriam com os seus estandartes para participarem na procissão. Desde 1437, o círio da Senhora do Cabo visitava a ermida do Espírito Santo pelo que o seu culto acabaria por ser incorporado na devoção à Senhora da Luz.

Devido à elevada participação das gentes rurais dos arredores que ali aproveitavam para vender os seus produtos e um tanto à semelhança do que se verifica noutras localidades rurais do concelho de Sintra como as Mercês, a Feira da Luz passou a realizar-se em setembro, a seguir às colheitas de verão.

A Feira da Luz, em Carnide, surgiu integrada nas respetivas festividades religiosas, onde não faltavam os vendedores de medalhinhas, rosários, registos de santos e outros artigos religiosos. Aos poucos, foi abrindo-se ao comércio de outros artigos, tendo mesmo dado origem à realização quinzenal de uma feira de gado. Em 1881, a Câmara Municipal de Belém a cujo termo Carnide pertencia, dispôs por regulamento camarário a realização da feira durante cinco dias consecutivos com mercado de gado de 8 a 11 de setembro, e os restantes produtos nos seguintes.

Numa altura em que se extinguem importantes locais de diversão da cidade como sucede com a Feira Popular e o Parque Mayer, os lisboetas têm na Feira da Luz uma oportunidade para se divertirem e ao mesmo tempo reviverem uma das mais antigas tradições da nossa cidade.



publicado por Carlos Gomes às 09:57
link do post | favorito

ALCOCHETE PEPARA-SE PARA AS FESTAS DO BARRETE VERDE E DAS SALINAS



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Terça-feira, 29 de Julho de 2014
CARRIS E METROPOLITANO DE LISBOA INAUGURAM EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA

A exposição relativa à 2ª Maratona Fotográfica Carris/Metro é inaugurada amanhã, dia 30 de Julho, às 17h30, no Museu da Carris

A CARRIS e o METROPOLITANO DE LISBOA (ML) inauguram amanhã, dia 30 de julho, às 17.30h, no Museu da CARRIS, a mostra dos trabalhos premiados da 2.ª Maratona Fotográfica CARRIS/METRO, iniciativa que decorreu no passado dia 17 de maio, sob o lema “Mostre o lado mais cool da CARRIS e do METRO”.

Esta iniciativa visa sensibilizar e estimular o “olhar” dos participantes para o universo dos transportes públicos e reunir um considerável número de fotografias sobre a CARRIS e o ML.

Este ano foram recebidas 400 fotografias no âmbito do concurso, evidenciando uma resposta positiva por parte da comunidade de fotógrafos amadores e profissionais ao apelo lançado pela CARRIS e pelo ML através desta ação.

A 2ª Maratona Fotográfica CARRIS/METRO contou com o apoio das empresas J. Valles, da revista “O Mundo da Fotografia Digital”, da Olhares, do IADE e da Vá Viagens.

Esta exposição estará patente no Museu da CARRIS até ao final do mês de agosto, e, posteriormente, numa estação do ML, em data e local a indicar oportunamente.



publicado por Carlos Gomes às 19:17
link do post | favorito

QUE FUTURO QUEREM OS CIDADÃOS PARA LISBOA E A SUA ÁREA METROPOLITANA?

Desde há várias décadas, a gestão dos destinos da cidade tem sido condicionada pelo calendário eleitoral dos partidos políticos ou pelas ambições de carreira política daqueles que exercem mandatos à frente da respetiva autarquia. Em consequência, Lisboa continua a aguardar a reabilitação dos bairros históricos, a recuperação da Feira Popular e do Parque Mayer como espaços de animação e até o prolongamento do túnel do Marquês de Pombal até ao Campo Pequeno.

HPIM0409

Nas últimas décadas, a população da área metropolitana teve um acréscimo populacional na ordem dos 13%, cifrando-se em cerca de três milhões de habitantes, enquanto a cidade de Lisboa viu o seu número de habitantes reduzir-se de 800 mil para pouco mais de meio milhão. Não obstante, a exemplo de Telheiras e do Lumiar, tem vindo a construir-se novas urbanizações, estendendo-se para norte a construção urbana.

Enquanto a zona ocidental da cidade cresce em altura, Alcântara, Ajuda, Salésias e Boa-Hora apresentam sinais evidentes de abandono e degradação, apesar da localização próxima de uma das áreas monumentais de Lisboa que inclui palácios, museus e outros monumentos nacionais com grande afluência turística.

A cidade de Lisboa e a sua área metropolitana necessitam de ser pensadas de uma forma integrada, prevenindo desequilíbrios como os que atualmente se verificam nomeadamente com a excessiva concentração populacional nos concelhos de Amadora e Sintra, com os consequentes congestionamentos das vias de comunicação. A rede de transportes públicos deve ser pensada como um conjunto articulado evitando sobreposições de diferentes meios de transporte.

Lisboa deve voltar-se de novo para o rio Tejo, recuperando-o como área de turismo e lazer para usufruto dos seus cidadãos, criando-se espaços alternativos para o terminal de contentores com recurso a meios de transporte adequados que não circulem no interior da cidade, implementando-se de vez o projeto do fecho da golada do Bugio.

Os transportes públicos que circulam ao longo da avenida 24 de julho, entre o Cais do Sodré até à Avenida da Índia, deveriam ser transferidos para o lado norte, passando a circular junto dos prédios, evitando dessa forma os cruzamentos desnecessários e os riscos de segurança inerentes ao atravessamento de peões.

O prolongamento da rede de metropolitano até Belém e Algés com a criação de um interface com a estação de comboio e sua transformação em terminal, o levantamento da linha ferroviária de Cascais entre Algés e o Cais do Sodré e o rebaixamento da estrada na zona histórica de Belém facilitaria a circulação das pessoas entre os museus e outros monumentos até agora separados pela barreira da linha de comboio e uma maior aproximação das pessoas da zona ribeirinha. Refira-se que a ligação entre a Praça do Império e a área do Padrão das Descobertas é feita por uma passagem subterrânea que raramente apresenta as melhores condições de higiene, iluminação e segurança.

Na área cultural, é de todo o interesse concluir-se a construção do novo Museu dos Coches, proceder à transferência do Museu Nacional de Arqueologia para um espaço adequado, requalificar o Museu de Arte Popular e reabilitar o respetivo Mercado da Primavera, concluir-se as obras no Palácio Nacional da Ajuda e no Mosteiro dos Jerónimos e instalar-se de vez o Museu dos Descobrimentos Portugueses.

Antigas infraestruturas ligadas às atividades portuárias e piscatórias como a doca de Santos merecem ser reconvertidas para incremento de atividades desportivas que restituam a animação de outrora ao rio Tejo.

A meio caminho de pontos de interesse turístico como Queluz e Sintra, a cidade da Amadora poderia ver instalado na sua área territorial a Feira Popular de Lisboa, beneficiando da proximidade à capital e do acesso a meios de transporte que ligam inclusivamente à margem sul do Tejo.

Também o desenvolvimento da chamada Península de Setúbal necessita de ser implementada numa perspetiva integrada da área metropolitana. Desde as suas extensas praias até ao Parque Natural do Estuário do Tejo, esta região possui um extraordinário potencial turístico que não tem sido convenientemente aproveitado. A rede de transportes fluviais deve ser melhorada de forma a complementar a travessia da ponte e, de igual forma, deverá concluir-se o projeto da rede de metro do sul do Tejo.

Estas constituem apenas algumas ideias com que se procura contribuir para o desenvolvimento harmonioso da nossa região. O futuro da cidade e da área metropolitana devem ser objeto de reflexão por parte dos cidadãos e sujeita a debate público. Não será certamente quando ocorrem as eleições autárquicas ou o dinheiro abunda proveniente da atribuição de financiamentos a “fundo perdido” a melhor ocasião para se refletir com ponderação e sensatez. O BLOGUE DE LISBOA está aberto às opiniões dos leitores que queiram contribuir com as suas ideias para o debate, podendo fazê-lo enviando os seus artigos assinados para carbgomes@gmail.com

Lisboa - Rio Tejo


tags:

publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Segunda-feira, 28 de Julho de 2014
JORGE MONTEZ APRESENTA LIVRO “DO CABO DA ROCA A VLADIVOSTOK”

Lançamento de "Do Cabo da Roca a Vladivostok" de Jorge Montez

Amanhã, 3ª feira, às 7 horas da tarde, vai ser apresentado o livro "Do Cabo da Roca a Vladivostok", de Jorge Montez. A apresentação terá lugar na livraria / bar Desassossego, na Rua de S. Bento, nº 34, em Lisboa.

convite_lançamento Do-Cabo-da-Roca

O Jorge Montez  andou durante um ano a viajar,escrever e fotografar entre a ponta mais ocidental da Europa à mais Oriental da Ásia. Da viagem resultou este livro que vai ser apresentado em Lisboa pelo Ricardo Jorge Pinto.

Durante a viagem ele manteve um blogue na TSF e vai mantendo outro, o Tanto Mundo:

http://www.tantomundo.com/

http://www.tsf.pt/blogs/viagemdecomboio/archive/tags/Vladivostok/default.aspx

Jorge Montez já anda por este mundo há meia centena de anos e apenas tem uma certeza: gosta de contar histórias.

Nasceu e fez-se jornalista em Lisboa, mas quando o século ainda era outro decidiu mudar-se de armas e bagagens para Viana do Castelo e por cá foi ficando. Se algo o define é o gosto pelo desconhecido. Nunca fez da mudança um problema e onde se sente bem é na estrada.

Viveu três meses em Sarajevo quando os Balcãs estavam a aprender os primeiros passos da paz, ouviu o som mais íntimo da terra na erupção da Ilha do Fogo e passou o último ano pelos caminhos do Oriente.

Fez outras coisas na vida, sempre ligado à comunicação, mas os jornais sempre foram o seu maior amor. Entre outros, trabalhou ou escreveu para o Diário Popular, A Capital, Diário Económico e Expresso. É editor do blogue sobre tecnologia TecheNet.com e passou pelas rádios Telefonia de Lisboa, Voz da Planície e Geice. No último ano, publicou diariamente na TSF as crónicas da viagem que o levou do Cabo da Roca a Vladivostok.

Já foi redator e editor mas é a reportagem que o faz respirar. No último ano abraçou o jornalismo em viagem e das suas aventuras vai dando conta no blogue Tanto Mundo.

É licenciado em Ciências da Comunicação mas fez o curso quando já tinha idade para ter juízo.



publicado por Carlos Gomes às 17:25
link do post | favorito

QUEM SÃO E O QUE FAZEM OS MINHOTOS RADICADOS EM LISBOA?

A questão a saber quem são e o que fazem os minhotos e seus descendentes que residem em Lisboa e arredores revela-se de vital importância, uma vez que estes constituem a base social de apoio do movimento regionalista. Desde os primeiros surtos migratórios ocorridos sobretudo a partir dos começos do século vinte, os minhotos que vieram trabalhar para Lisboa eram sobretudo jovens que, sonhando um futuro mais risonho, procuraram escapar à miséria da lavoura e das aldeias, sujeitando-se aos trabalhos mais árduos quase sem tempo para descanso. Provinham, na sua maioria, dos concelhos predominantemente rurais e das localidades mais isoladas onde a fixação era difícil devido à escassez de emprego e às distâncias a percorrer para as vilas e outras áreas urbanas mais próximas.

zzz

A construção do caminho-de-ferro foi fundamental para a deslocação dessas massas de população que enchiam os comboios e desembarcavam no Rossio, em Campolide, no apeadeiro do Rêgo e finalmente em Santa Apolónia. A viagem de “correio” entre Lisboa e Viana do Castelo constituía uma jornada que chegava a ultrapassar meia jornada, com transbordo em Campanhã e prolongadas demoras em quase todas as estações e apeadeiros para serviço postal e carga e descarga de bagagens e outras mercadorias. Atreladas às velhas máquinas locomotivas, as composições eram invariavelmente formadas por carruagens de passageiros a que se juntavam vagões de mercadorias. Apenas a partir dos anos quarenta do século XX se tornou realidade a eletrificação da linha do norte. Na linha do Minho, a circulação da automotora era feita em via única e controlada com o estalejar de foguetes estrategicamente colocados na via-férrea.

Chegados a Lisboa, os minhotos entregavam-se às mais diversas atividades, ocupando-se de início nas descargas de lenha e carvão que eram efetuadas nomeadamente nas estações ferroviárias de Alcântara, Poço do Bispo ou na fábrica do gás da Boavista, junto ao aterro de Santos. Aos poucos, foram tomando as tabernas e carvoarias dos galegos e a substituí-los nos fretes aos clientes. A esse tempo, amassavam “bolas” feitas de cisco de carvão que aproveitavam os resíduos e serviam para alimentar os fogareiros cuja utilização era, apesar de tudo, mais económica do que os fogareiros a petróleo. O gelo com que no verão se refrescavam as bebidas, iam buscá-lo ao frigorífico velho que funcionava na antiga doca de Santos e que atualmente serve de discoteca de diversão noturna. A doca foi aterrada em meados dos anos setenta do século passado para se transformar em parque de estacionamento automóvel.

Por vezes, a experiência não resultava e o retorno às origens constituía o recurso óbvio. Ou então partiam para o Brasil onde todos os minhotos sempre têm um familiar que para ali emigrou, não raras as vezes escondidos nos porões dos navios. Os que foram ficando e construíram uma nova vida, chamavam a família, os conterrâneos e os amigos, encaminhando-os invariavelmente para o mesmo ramo de atividade em que se ocupavam, na maioria dos casos à testa de um balcão de estabelecimento comercial.

Porém, as profissões que exerciam também tinham em grande medida a ver com a sua experiência e hábitos trazidos das suas terras. Assim, constatamos que, de Caminha e Viana do Castelo vieram para Lisboa sobretudo pedreiros, estucadores e carpinteiros, do Soajo e Ponte da Barca os padeiros, de Covas, Ponte de Lima e Paredes de Coura os taberneiros e carvoeiros que transformaram as velhas e típicas tabernas nos modernos restaurantes. De Amares e Terras de Bouro saíram empregados de pensões e hotéis. De Melgaço, Monção e outras vilas do litoral ingressaram muitos dos seus filhos na Marinha de Guerra enquanto de Paredes de Coura e outras localidades do interior optaram pelas forças de segurança. Em relação às mulheres, o trabalho de empregada doméstica, vulgo de “sopeiras”, não era bem encarado entre as gentes minhotas pelo que, a maioria apenas vinha para Lisboa após o casamento e com o marido já estabelecido no negócio.

Contudo, não foi apenas gente humilde e pobre, como por vezes se julga, que deixou a sua terra para se instalar na capital. Embora em menor número, houve também arquitetos, advogados, jornalistas, sacerdotes, militares de carreira e titulares de outras profissões com estatuto social mais elevado que se fixaram em Lisboa, ao lado daqueles que se submetiam a uma vida de escravidão para conseguirem sobreviver em condições melhores do que aquelas que a terra lhes permitia.

Com a progressiva fixação dos minhotos, vieram os filhos e os netos já nascidos na grande cidade, beneficiando das condições de vida alcançadas pelos seus progenitores. Ao contrário das gerações antigas, os mais jovens puderam ter acesso a níveis superiores de instrução e ao usufruto de bens culturais que antes eram inacessíveis. Possuem naturalmente diferentes hábitos e formas de estar na sociedade, outros motivos de interesse e sobretudo uma mentalidade substancialmente diferente adquirida em contacto com outras pessoas de diversas origens culturais, num ambiente que é característico das grandes metrópoles. Não obstante, sentem pela terra dos seus pais um carinho e uma nostalgia como se lá tivessem nascido e permanecido durante a maior parte das suas vidas. São minhotos, autênticos, não de origem mas de coração!

Bibliografia:

Carlos GOMES. Regionalismo em Portugal. Subsídios para a sua História. Casa do Concelho de Ponte de Lima. 1997. Lisboa

Foto: Descarga de carvão no Cais do Sodré, em 1907 (Arquivo Municipal de Lisboa)



publicado por Carlos Gomes às 10:44
link do post | favorito

Domingo, 27 de Julho de 2014
FEIRA DA LUZ REGRESSA A CARNIDE EM LISBOA


tags: ,

publicado por Carlos Gomes às 16:49
link do post | favorito

Sábado, 26 de Julho de 2014
BANDA DE LOURES REALIZA CONCERTO EM COLARES



publicado por Carlos Gomes às 18:19
link do post | favorito

Sexta-feira, 25 de Julho de 2014
A CRUZ DA RUA DA ESPERANÇA, NA MADRAGOA

Na parede de um prédio situado na rua da Esperança, a escassas dezenas de metros do extinto convento que deu nome ao local, encontra-se incrustado uma antiga cruz de pedra que poderá ter constituído uma das estações da via-sacra. A aplicação recente de uma película lustrosa realça aquela peça que sempre passou despercebida a quem por ali circula.

untitled

Situado no local onde atualmente se encontra o quartel do Regimento de Sapadores Bombeiros, o extinto Convento da Esperança foi fundado em 1524, sob a invocação de Nossa Senhora da Piedade da Boa Vista, por autorização de bula do papa Clemente VII, para nele viveram religiosas da Ordem das Clarissas que seguiam a regra da Ordem dos Frades Menores. Tratava-se ainda de um local de recolhimento para senhoras da nobreza.

Em virtude da sua proximidade com o sítio do Mocambo, o qual veio a dar origem a bairro da Madragoa, desde sempre habitado por gentes que faziam da atividade piscatória o seu meio de sobrevivência dada a proximidade da praia de Santos, foi ali criada uma irmandade de pilotos e mestres do mar sob a invocação de Nossa Senhora da Esperança, tendo acabado por prevalecer esta denominação que, como se verifica, não corresponde à designação oficial do mosteiro.

O Convento da Esperança foi encerrado em 1888, por falecimento da última freira residente, conforme determinava o decreto de extinção das ordens religiosas promulgado em 1834, por Joaquim António de Aguiar. Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Quinta-feira, 24 de Julho de 2014
LISBOA ESCORRAÇA OS SEM-ABRIGO!

A atual crise económica atira para a valeta da miséria cada vez maior número de pessoas que, após perderem o emprego, acabam por perder a família, o teto que os abriga… e a dignidade!

BL - Conde Barão 009

Um pouco por toda a cidade de Lisboa multiplicam-se os sem-abrigo. Dormem ao relento debaixo das pontes e viadutos, nos jardins públicos ou nos recantos dos prédios, arrastando consigo caixas de cartão, jornais, cobertores e colchões velhos que recuperam nas lixeiras.

Também os comerciantes sentem-se prejudicados devido ao afastamento de clientes em virtude do aspeto deplorável e sujo com que muitas vezes se deparam à entrada dos seus estabelecimentos. E, à falta de serviços que retirem da rua os sem-abrigo, erguem barreiras para os impedir de abrigar-se nesses locais. A imagem que se publica documenta uma vedação erguida sob uma arcadas na rua da Boavista, em Lisboa.

Em Lisboa, aos sem-abrigo até o relento da rua é vedado para se abrigarem!

BL - Conde Barão 010


tags:

publicado por Carlos Gomes às 00:01
link do post | favorito

AVÓS E NETOS CONFRATERIZAM NO JARDIM DA ESTRELA EM LSBOA


tags:

publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Quarta-feira, 23 de Julho de 2014
O QUE COMER PARA MELHORAR A SUA PERFOMANCE NO GINÁSIO?

Para o dia 28 de Julho foi desenhado um workshop dedicado ao tema "Alimentação Pré e Pós Treino" e terá lugar no auditório do LEAP Center, Espaço Amoreiras.

workshop

Com entrada gratuita, este workshop visa promover hábitos de vida saudável. Conta com o convidado especial Dipanda Vilhena (Group Personal Trainer Coordinator do Fitness Hut) ao lado da nutricionista, oradora Lillian Barros.

No workshop será abordada a importância da alimentação para quem pratica exercício físico e pretende alcançar os seus objetivos com mais facilidade, de forma mais saudável. Vão saber quantos dias por semana devem treinar e quanto tempo deverá durar o seu treino para atingir o seu objetivo (perda de peso, tonificar, melhorar a condição física) e as dificuldades, dúvidas no que respeita ao equilíbrio entre uma boa alimentação VS o(s) objetivo(s) a alcançar.

E porque o tema alimentação deve estar sempre ligado ao exercício para obter resultados, serão abordadas outras questões importantes como: hidratação; mitos e erros cometidos; alimentos proibidos; suplementos indicados e os tão esperados resultados.

Com a duração aproximada de uma hora e meia, vale a pena ouvir e pôr em prática conselhos que a Lillian e o Dipanda vão transmitir. Não há uma fórmula mágica para alcançar os resultados que deseja, mas, indo pelo caminho certo, são possíveis de alcançar.

Estão abertas as inscrições para o próximo WORKSHOP VIDA SAUDÁVEL!

O workshop é totalmente gratuito e os lugares são limitados. Inscrevam-se já em www.vida-saudavel.pt

Os Workshops Vida Saudável são uma iniciativa do The Edge Group, promovida por Fitness Hut, Origem - Cozinha Saudável, o Brio - Supermercados Biológicos, Nutri Ventures e LEAP.


tags: ,

publicado por Carlos Gomes às 14:32
link do post | favorito

MAIOR NECRÓPOLE ROMANA E DA ANTIGUIDADE TARDIA DESCOBERTA NA AMADORA

Terminam esta semana as escavações arqueológicas no Moinho do Castelinho

A ocupação humana do território, que nos dias de hoje constitui a Amadora, recua há milhares de anos e muitos são os vestígios arqueológicos descobertos.

10557251_722452571147702_4358419264927534935_n

Alguns deles são de tal importância que mereceram a classificação de Monumento Nacional, como a Necrópole de Carenque, ou de Imóvel de Interesse Público, como a villa romana da Quinta da Bolacha.

O Museu Municipal de Arqueologia tem investido, nos últimos anos, no conhecimento desta ocupação mais remota, através da realização de escavações arqueológicas, num sítio conhecido como “Moinho do Castelinho”, com o apoio de estudantes de Arqueologia da Universidade Nova de Lisboa e de jovens entre os 13 e os 21 anos no âmbito do programa “Férias na Cidade”.

Ao longo de 4 campanhas de escavação, realizadas entre 2011 e 2014, que tiveram a colaboração da “Sociedade Portuguesa de Carvão Animal, proprietária do terreno, foi possível identificar não só, uma zona habitacional de período romano republicano, que remonta ao século II a.C., mas também uma necrópole romana e da antiguidade utilizada entre os séculos III e V d.C., que conta já com 10 sepulturas escavadas e mais 3 por intervir, supondo-se a existência de outras, o que faz desta, a maior Necrópole deste período na Amadora, em comparação com as outras duas já reconhecidas, como a do Casal de São Brás, com 9 sepulturas e a da Serra de Carnaxide, com 7.

Texto e fotos: Município da Amadora

10492063_722452544481038_33057074063687147_n



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Terça-feira, 22 de Julho de 2014
A ERMIDA DE SANTO AMARO FOI OBRA DA COLÓNIA GALEGA EM LISBOA

Erguida em 1549 numa colina outrora sobranceira ao rio Tejo, a capela de Santo Amaro foi mandada erguer por um grupo de marinheiros galegos em cumprimento de uma promessa feita perante a ameaça de naufrágio à entrada da barra. Santo Amaro é o padroeiro dos galegos que vivem em Portugal.

CasaMinho-91Anos 008

Situada ao cimo da calçada de Santo Amaro, trata-se de um templo de estilo Renascentista, de planta centralizada em redor de um átrio semicircular, construído segundo o projeto de Diogo de Torralva, considerado um dos melhores arquitetos do século XVI. O edifício encontra-se desde 16 de julho de 1910 classificado como Monumento Nacional.

São notáveis os painéis de azulejos polícromos tardo-maneiristas alusivos a Santo Amaro que revestem as paredes do átrio, as pinturas a óleo que revestem o teto da sacristia, os três magníficos portões de ferro forjado do século XVII e o conjunto formado pelo adro e o escadório que, na parte superior, sugere a proa de um barco virado ao Tejo.

Todos os anos, por altura do dia 15 de janeiro, ali afluíam os galegos em animada romaria, cantando e bailando xotas e muiñeiras, vendendo rosários de pinhões e divertindo-se até ao romper do dia. A romaria de Santo Amaro foi uma das mais apreciadas e concorridas que então tinham lugar em Lisboa e arredores, tendo a última se realizado em 1911, facto a que não será estranho o ambiente hostil a manifestações religiosas no espaço público vivido à época.

Seguiu-se um longo período de abandono no qual a capela chegou a ser saqueada e a ser utilizada como carvoaria. Em 1927, foi entregue à Irmandade do Santíssimo Sacramento, e no ano seguinte o espaço foi reabilitado para o culto.

A Capela de Santo Amaro encontra-se aberta ao culto no primeiro domingo de cada mês, às 10 horas, para a celebração da Eucaristia dominical.

capture1

CasaMinho-91Anos 005

CasaMinho-91Anos 003

CasaMinho-91Anos 002

CasaMinho-91Anos 001

CasaMinho-91Anos 009

CasaMinho-91Anos 011



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Segunda-feira, 21 de Julho de 2014
PARA QUANDO A EXPANSÃO DA REDE DE METROPOLITANO ATÉ BELÉM?

A zona histórica de Belém é a área da cidade de Lisboa que maior número de turistas recebe ao longo de todo o ano. Não obstante, não se vislumbra quando virá a ser servida pela rede de metropolitano, o que contribui para o acentuado tráfego automóvel e as dificuldades de parqueamento existentes no local. De acordo com as previsões mais otimistas, apenas em 2020 a linha amarela chegará a Alcântara, não existindo qualquer plano para o prolongamento da rede de metropolitano até Belém.

Em toda a área envolvente dos monumentos e museus, o trânsito e estacionamento é caótico. Junto ao Museu de Marinha, os automóveis sobem os passeios e áreas ajardinadas. A Praça do Império virou terminal de autocarros de turismo quando deveria constituir sobretudo área de lazer sem os incómodos e riscos inerentes à circulação de viaturas. A oferta existente em matéria de transportes públicos, concretamente o comboio da linha de Cascais, autocarros e elétricos da CARRIS revelam-se insuficientes ou não satisfazem a procura.

Desde a Praça Afonso de Albuquerque onde se encontra o Museu dos Coches até à Torre de Belém em Pedrouços, milhares de pessoas visitam diariamente os monumentos e outros espaços culturais ali existentes, nomeadamente o Mosteiro dos Jerónimos e o Centro Cultural de Belém. Nas proximidades, encontram-se igualmente o Palácio da Ajuda e o Aquário Vasco da Gama.

Para além dos pontos de interesse turístico, a zona de Belém é bastante frequentada em virtude da elevada oferta hoteleira, destacando-se a elevada afluência à Confeitaria dos Pastéis de Belém.

A extensão da rede de metropolitano até à zona histórica de Belém deveria encontrar-se nas prioridades dos projetos de expansão da empresa, a qual poderia contribuir para a reabilitação de áreas habitacionais próximas como as Salésias, na área da rua da Junqueira.


tags:

publicado por Carlos Gomes às 11:48
link do post | favorito

Domingo, 20 de Julho de 2014
MOITA: ALHOS VEDROS FESTEJA A NOSSA SENHORA DOS ANJOS



publicado por Carlos Gomes às 11:54
link do post | favorito

Sábado, 19 de Julho de 2014
EM 1911, REPUBLICANOS CONVIDARAM BERNARDINO MACHADO A DISCURSAR EM ALGÉS

A imagem reproduz um convite a Bernardino Machado, enviada em 8 de outubro de 1911 por João António de Araújo, em nome da Comissão Escolar do Centro Eleitoral Republicano Pátria Nova, de Algés, a fim de discursar na sessão solene de abertura de aulas naquela coletividade.

O documento integra o Fundo Documental Bernardino Machado e pertence à Fundação Mário Soares.



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Sexta-feira, 18 de Julho de 2014
UNESCO E ENTIDADES GESTORAS DO PATRIMÓNIO MUNDIAL EM PORTUGAL CRIAM REDE NACIONAL

Acordo foi assinado hoje em Coimbra

Parceria foi oficializada esta sexta-feira em Coimbra. Aproximação dos sítios Património Mundial e participação conjunta em projetos de valorização são alguns dos objetivos.

Rede_Patrimonio_Mundial_Portugal

A assinatura do acordo de cooperação, celebrado esta sexta-feira, 18 de julho, em Coimbra, entre cidades e sítios portugueses classificados pela UNESCO com o estatuto de Património Mundial, permitirá reforçar, entre outros objetivos, a promoção a nível internacional de centros históricos, monumentos e outros locais classificados como Património Mundial, como sucede com a Paisagem Cultural de Sintra, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém.

Partilhar experiências e saberes adquiridos, desenvolvendo competências, informações e resultados ligados à gestão do Património Mundial, é um dos pressupostos que estão subjacentes à criação desta nova organização, promovida pelas entidades gestoras do Património Mundial em Portugal e pela Comissão Nacional da UNESCO.

O acordo de cooperação pretende facilitar a criação de condições para que, nas próximas décadas, as regiões onde se inserem os bens inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO assegurem não só o seu estatuto de Património Mundial, mas também estimulem a economia e mobilizem as suas gentes, no sentido de gerar valor no âmbito desse reconhecimento internacional.

A Rede é constituída pelo Centro Histórico de Guimarães, o Alto Douro Vinhateiro, Centro Histórico de Angra do Heroísmo, Centro Histórico de Évora, Centro Histórico do Porto, Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações, Convento de Cristo em Tomar, Floresta Laurissilva da Madeira, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Paisagem Cultural de Sintra, Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, Sítio de Arte Rupestre Pré-histórica do Vale do Coa e Universidade de Coimbra.



publicado por Carlos Gomes às 19:43
link do post | favorito

MARCHA DA MADRAGOA EM 1955

A imagem retrata a atuação da marcha da Madragoa, no Pavilhão dos Desportos, atual Pavilhão Carlos Lopes, em 1955. A foto foi produzida por Judah Benoliel e pertence ao Arquivo Municipal de Lisboa onde se encontra o negativo de gelatina e prata em acetato de celulose.



publicado por Carlos Gomes às 14:05
link do post | favorito

SINTRA: SABUGO REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

RIO DE MOURO FESTEJA A NOSSA SENHORA DE BELÉM



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Quinta-feira, 17 de Julho de 2014
PADRE HIMALAYA VIVEU NA DAMAIA

Arcos de Valdevez evoca Padre Himalaya. Rota dos Gigantes do Vale do Lima: Padre Himalaya é o Gigante arcuense

A Rota dos Gigantes do Vale do Lima é um novo produto turístico que envolve quatro Concelhos da região, cada qual com a sua figura histórica universal, que promoveu Portugal no Mundo: Padre Himalaya (Arcos de Valdevez), Fernão de Magalhães (Ponte da Barca), Francisco Pacheco (Ponte de Lima) e João Álvares Fagundes (Viana do Castelo).

A cada Município corresponde um “gigante”, sendo que Arcos de Valdevez tem como referencia a personalidade notável do Padre Himalaya, cientista do início do séc. XX, considerado um percursor das  energias renováveis, designadamente pelo aproveitamento da energia solar, bem como do conceito do desenvolvimento sustentável.

No concelho, o visitante pode fazer uma passagem pela freguesia de Cendufe, berço de Himalaya, e pelo cemitério da localidade, onde se encontra sepultado o cientista. Em direção à vila, pode ser feita uma paragem no imponente monumento em sua homenagem, da autoria do escultor José Rodrigues, totalmente em bronze e erigido em 2013 por iniciativa da autarquia; o passo seguinte é a paragem na zona do Trasladário, marginal urbana do Rio Vez, para observação do busto de Himalaya, da autoria de Eduardo Tavares, com seguimento para a Casa das Artes local, onde, no espaço da Biblioteca Municipal, será possível aceder à bibliografia sobre o cientista, incluindo o volume de textos inéditos de Jacinto Rodrigues, editado pelo município em 2013, ou o visionamento do documentário “A utopia do padre Himalaya”.

A Rota dos Gigantes do Vale do Lima foi lançada pela ADRIL. Pela sua originalidade, esta rota constituiu um excelente argumento para visitar e conhecer o Vale do Lima, através de 4 ilustres incontornáveis da História universal que projetaram Portugal nos 4 cantos do Mundo.

GIGANTE DO VALE DO LIMA - O INVENTOR: PADRE HIMALAYA DO LIMA - O INVENTOR: PADRE HIMALAYA

Manuel António Gomes Himalaya nasceu em Cendufe, Arcos de Valdevez a 9 de Dezembro de 1868. O seu estranho apelido tornou-o logo conhecido.

Inscreveu-se no Seminário, em Braga; e logo aí fez algumas experiências sobre o "ar líquido". Era o princípio de uma vida que dedicaria à ciência.

Não se conformando com o desenvolvimento científico achou que deveria ir mais longe e criou um sem número de invenções que o tornaram mundialmente conhecido.

Os seus aparelhos foram apresentados em todo o mundo; mas causaram uma especial admiração quer do público, quer da comunidade científica na Exposição Universal (1904) em St Louis, Missouri, Estados Unidos, com a apresentação do "Pirelióforo", uma estrutura metálica que captava a energia solar: com apenas 80 m2 de superfície obtinha uma temperatura utilizável de 3.500 graus de temperatura. O "New York Times" e outros grandes jornais americanos deram-lhe honras de primeira página. E, naturalmente, recebeu o mais importante prémio da exposição.

Foi ainda naquele país que inventou a himalaíte, uma espécie de pólvora que tinha por base o cloreto de potássio.

Em 1908 desenvolveu estudos sobre a irrigação total de Portugal aproveitando os cursos de água do país; mas também soube fazer o inventário dos locais onde se poderiam vir a fazer aproveitamentos hidroelétricos.

A vulcanologia e a sismologia foram algumas das ciências que estudou e a que deu achegas importantes. Mas, ao mesmo tempo, desenvolveu outros estudos sobre o desenvolvimento da agricultura portuguesa, adubos orgânicos, ensino agrícola, arborização...

Eduardo Pires de Oliveira

Saiba mais sobre o Padre Himalaya por Jacinto Rodrigues: www.jcrodrigue.com

z1



publicado por Carlos Gomes às 17:41
link do post | favorito

OURÉM REALIZA FESTIVAL DE CINEMA ETNOGRÁFICO

CinANTROP – Festival Internacional de Cinema Etnográfico - MMO

19 de Julho na Casa do Administrador - Museu Municipal de Ourém (sábado)

20 de Julho no Torreão do Castelo na Vila Medieval de Ourém (domingo),

A partir das 15 horas.

O cinANTROP traz o Festival Internacional Etnográfico a Ourém.

Se gosta de cinema, participe!

Este festival visa contribuir para a preservação e divulgação da identidade das comunidades, procedendo a uma recolha e desenvolvimento de projetos

de interesse etnográfico.

ENTRADA LIVRE

Museu Municipal de Ourém, de terça a domingo das 09.00H às 13.00H e das 14.00H às 18.00H

Contatos: tel: 249 540 900 (6831) / tlm: 919 585 003 / 910 502 917 / museu@mail.com-ourem.pt / www.museu.com-ourem.pt

 



publicado por Carlos Gomes às 14:05
link do post | favorito

REVISTA À PORTUGUESA REGRESSA AO POLITEAMA

 

 


tags: ,

publicado por Carlos Gomes às 12:26
link do post | favorito

RESERVATÓRIO DA PATRIARCAL É UMA OBRA DE ARQUITETURA QUE MERECE SER VISITADA

No subsolo do Jardim do Príncipe Real, o Reservatório do Príncipe Real é uma magnífica obra de arquitetura que integra o sistema de distribuição de água a Lisboa do Aqueduto das Águas Livres.

Lisboa - Reservatório Patriarcal 031

Com capacidade para armazenar 880 metros cúbicos de água, o reservatório é uma cisterna construída em alvenaria, com planta octogonal. Sobre 31 pilares, com 9,25 metros de altura, assentam as abóbodas sobre o qual existe um lago com repuxo, situado a meio do jardim.

O Reservatório da Patriarcal foi projetado pelo engenheiro francês Mary, em 1856, e construído entre 1860 e 1864. A partir daqui seguem três galerias, uma em direção à rua da Alegria onde se encontra o chafariz, a partir de onde se ligava por sifão ao sistema de Alviela; outra em direção à Galeria do Loreto onde se encontra o jardim de São Pedro de Alcântara e, outra ainda para a rua de São Marçal para abastecimento da zona ocidental da cidade, incluindo o mosteiro de São Bento onde atualmente se encontra a Assembleia da República.

O Reservatório da Patriarcal funcionou até à década de quarenta do século passado. Em 1994, o local foi adaptado a espaço cultural segundo um projeto da autoria do arquiteto Varandas Monteiro.



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Quarta-feira, 16 de Julho de 2014
BANDA DE LOURES REALIZA CONCERTO



publicado por Carlos Gomes às 22:03
link do post | favorito

MADRAGOA RECUPERA LAVADOURO DAS FRANCESINHAS



publicado por Carlos Gomes às 21:58
link do post | favorito

LISBOETAS PERCORREM ALCÂNTARA DA CAPELA DE SANTO AMARO AO LARGO DO CALVÁRIO

ENCONTRO: Largo da Capela de Santo Amaro, Escadinhas de Santo Amaro

Domingo, dia 20 de julho

INÍCIO: 10h30 - DURAÇÃO aproximada: 2 horas

DIFICULDADE: percurso fácil.

VISITA: passeio pela história da Alcântara Fabril e Aristocrática.

Percurso previsto: Capela de Santo Amaro, Calçada de Stº Amaro, Rua 1º de Maio, Igreja das Flamengas, Calvário, LX Factory.

SITUAÇÃO E CONTEXTO HISTÓRICO: Topónimo do tempo árabe, Alcântara, onde se situava um dos Palácios Reais, com os seus jardins, e local de grande desenvolvimento industrial, com a implantação de instalações fabris e de habitação operária, que ainda hoje perdura, nalguns casos com diferentes utilizações.

Participação Gratuita, sem inscrição prévia

10463887_728677260512268_1621530561428421811_n



publicado por Carlos Gomes às 18:15
link do post | favorito

MUNICÍPIOS CELEBRAM ACORDO PARA CRIAÇÃO DA REDE DO PATRIMÓNIO MUNDIAL EM PORTUGAL

Cerimónia terá lugar na sexta-feira, de manhã

Acordo de cooperação oficializado sexta-feira em Coimbra. Partilhar experiências e saberes adquiridos, desenvolvendo competências, informações e resultados ligados à gestão do Património Mundial é um dos objetivos para a criação desta rede.

Vai ser celebrado na próxima sexta-feira, 18 de julho, pelas 11 horas, na Sala do Senado da Universidade de Coimbra, um acordo de cooperação para a criação da Rede do Património Mundial em Portugal, promovida pelas entidades gestoras do Património Mundial em Portugal e pela Comissão Nacional da UNESCO.

Este acordo tem por objetivo a promoção da aproximação entre os sítios Património Mundial, através do debate de ideias sobre a gestão e reabilitação do património, do intercâmbio de conhecimentos e da discussão de questões de interesse mútuo, bem como na participação conjunta em projetos e iniciativas que gerem valor nas regiões onde se inserem e difundam o Património Mundial em Portugal e no Mundo.

Esta parceria pretende facilitar a criação de condições para que, nas próximas décadas, as regiões onde se inserem os bens inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO assegurem não só o seu estatuto de Património Mundial, mas também estimulem a economia e mobilizem as suas gentes, no sentido de gerar valor no âmbito desse reconhecimento internacional.

Este acordo de cooperação é constituído pelo Centro Histórico de Guimarães, Alto Douro Vinhateiro, Centro Histórico de Angra do Heroísmo, Centro Histórico de Évora, Centro Histórico do Porto, Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações, Convento de Cristo em Tomar, Floresta Laurissilva da Madeira, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Paisagem Cultural de Sintra, Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, Sítio de Arte Rupestre Pré-histórica do Vale do Coa e Universidade de Coimbra.



publicado por Carlos Gomes às 16:55
link do post | favorito

LISBOA RECEBE FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA NO CINEMA

MUVI Lisboa - Festival Internacional de Música no cinema, em acção

O MUVI Lisboa - Festival Internacional de Música no Cinema é o projeto mais recente da FWD Coop CRL, que conta com o apoio da EGEAC, entre outros, e de um grande número de amigos e colaboradores que subiram ao barco por partilharem a mesma paixão pela música e pelo cinema.

untitled

Ambiciosos, querem fazer o primeiro festival de cinema específico sobre música. O objetivo é invadir o Cinema São Jorge em Lisboa, de 3 a 7 de setembro, com o que de melhor se tem feito no âmbito do cinema sobre música e o line-up é tão ambicioso quanto eles.

Pelo palco principal querem ver desfilar filmes autorais, videoclips, documentários e filmes biográficos, e já têm mais de 300 filmes submetidos. Fora da corrida ao prémio querem ainda dar destaque a alguns Acordes Históricos e nos palcos secundários vão colocar a cultura, a música e o cinema a dançar ao mesmo ritmo através de palestras, concertos, atuações de djs e exposições.

Mas, sozinhos, eles não vão conseguir colocar o Muvi Lisboa em acção. Cliquem aqui e ajudem esta equipa a provar que a música merece ter o seu próprio palco dentro do cinema. Eles recompensam todos quantos ajudarem, mesmo que seja apenas com 1 euro.

Porque para começar uma canção é preciso apenas 1 acorde.



publicado por Carlos Gomes às 13:54
link do post | favorito

FITNESS HUT FINTA CONJUNTURA ECONÓMICA

O Fitness Hut, actualmente com 7 ginásios abertos em Portugal (Amoreiras, Arco do Cego, Picoas, Odivelas, Cascais, Trindade e Braga) tem o 8º clube - no Spacio Shopping em Olivais - em fase de pré-venda e com abertura prevista para Setembro deste ano.

nick1

A equipa continua empenhada num programa de expansão ambicioso. Desde o ano passado estão em curso negociações para garantir o capital adicional necessário para acelerar, ainda mais, o ritmo de crescimento do Fitness Hut.

Contando desde sempre com o apoio do seu investidor e accionista The Edge Group, nos últimos quatro meses, o Fitness Hut conseguiu garantir financiamento bancário adicional, no valor de 1,5 milhões de euros.

Adicionalmente, a 2 de Julho, o Fitness Hut assinou um acordo de investimento com o OxyCapital Mezzanine Fund que irá disponibilizar financiamento significativo (8 milhões de euros foram assegurados, com a possibilidade de 4 milhões de euros adicionais) com o intuito do grupo crescer para mais de 25 clubes em Portugal até ao final de 2016.

Durante as próximas seis semanas os gestores do Fitness Hut pretendem assinar vários contratos para futuras aberturas de clubes, dos quais 3 encontram-se localizados na área da Grande Lisboa e já foram negociados e acordados com os proprietários dos espaços, a fim de iniciar as respectivas obras de construção logo após o Verão.

Em suma, a expectativa é terminar o ano de 2014 com 10 clubes abertos e com dois clubes adicionais em pré-venda e obras de construção iniciadas com vista às respectivas inaugurações no decurso do 1 º trimestre de 2015.

Não existe uma fórmula mágica para o sucesso, mas o Fitness Hut caminha nesse sentido!

fachada_cascais


tags:

publicado por Carlos Gomes às 11:17
link do post | favorito

QUANDO CONSTRÓI O MUNICÍPIO DE SINTRA O PARQUE URBANO DE RIO DE MOURO?

Com mais de cinquenta mil habitantes, a vila de Rio de Mouro não possui um parque urbano digno desse nome. Desde há cerca de três décadas, encontra-se projetada a construção de um parque ladeando as duas margens da ribeira da Laje, incluindo a instalação de equipamentos sociais e culturais como uma capela na Serra das Minas e um pavilhão desportivo.

Rio de Mouro - parque urbano 005

Alguns destes equipamentos foram já construídos como sucede com o pavilhão desportivo. Mas, o projeto não foi concluído e o local continua a ser pouco frequentado e até desaconselhado por razões de segurança. Isto, apesar de constituir uma magnífica zona de lazer e até ser utilizado por muitos moradores no seu trajeto para a estação de comboio.

Entretanto, já lá vão 14 anos desde que D. José Alves, Bispo Auxiliar de Lisboa, procedeu à bênção da primeira pedra para a construção da Igreja do Espírito Santo, da Paróquia de Rio de Mouro, a ser erguida na urbanização da Serra das Minas, por sinal um dos bairros mais populosos da freguesia.

Dispondo de uma área extensa e com uma paisagem agradável a contrastar com a selva de betão existente em redor, esta zona verde possui excelente acessos nas duas margens da ribeira da Lage, pelo que este parque poderia constituir uma mais-valia para a população da localidade, contribuindo para a preservação do espaço ambiental. Necessita, porém, de ser requalificado e proporcionar motivos de interesse com vista à sua utilização pela população.

Rio de Mouro - parque urbano 024

Rio de Mouro - parque urbano 006

Rio de Mouro - parque urbano 010

Rio de Mouro - parque urbano 009

Rio de Mouro - parque urbano 007

Rio de Mouro - parque urbano 022

Rio de Mouro - parque urbano 020

Rio de Mouro - parque urbano 019

Rio de Mouro - parque urbano 015

Rio de Mouro - parque urbano 012

Rio de Mouro - parque urbano 011

Rio de Mouro - parque urbano 026

Rio de Mouro - parque urbano 029

Rio de Mouro - parque urbano 028

Rio de Mouro - parque urbano 031

Rio de Mouro - parque urbano 033

Rio de Mouro - parque urbano 034

Rio de Mouro - parque urbano 035



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Terça-feira, 15 de Julho de 2014
“A DESFOLHADA” E “A CAMINHO DA ROMARIA”: DUAS OBRAS-PRIMAS DA PINTURA DO MESTRE JOSÉ MALHOA QUE PERMANECEM ESCONDIDAS DO PÚBLICO

Os quadros foram vendidos pelo antiquário Jaime Afra para a coleção do antigo Banco BCP, atual Millenium

Quem alguma vez visitou o Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, jamais teve o privilégio de contemplar duas das obras magníficas do pintor: “A Desfolhada” e “A Caminho da Romaria”. De resto, o seu desconhecimento vai ao ponto de não aparecerem mencionadas em praticamente todas as publicações que analisam a obra de José Malhoa.

Malhoa-Romaria

Ambas as pinturas reproduzem cenas da vida quotidiana na região de Entre-o-Douro-e-Minho. Nelas se distinguem os traços característicos da região, nomeadamente os trajes domingueiros de lavradeira da Ribeira Lima, os gaiteiros, o gado barrosão e a vinha de enforcado.

Com seis metros de altura, as duas telas foram pintadas a pedido do Comendador Seabra que era uma pessoa abastada da região de Aveiro, o qual as levou para o Brasil. Destinaram-se então a serem expostas na escadaria interior do seu palacete, sito na bairro Flamengo, razão pela qual os dois quadros são cortados em diagonal na parte inferior. Em meados da década de oitenta do século passado, o referido palacete foi demolido para dar lugar a uma nova edificação com numerosos andares mais ao gosto das cidades modernas e o seu recheio foi a leilão em praça pública.

O representante do Estado português encontrava-se presente mas, talvez por falta de preparação na avaliação das obras, não procedeu à sua arrematação. Acabaram por serem arrematadas por um conceituado antiquário de Lisboa, com estabelecimento aberto ao público na rua D. João V, perto do Príncipe Real: o Sr. Jaime Afra. Durante muitos anos permaneceram expostas no seu estabelecimento, atraindo os olhares curiosos que quem por ali passava.

O público continua privado destas obras de arte do mestre José Malhoa. Resta-nos ao menos a esperança de que ainda não tenham saído do país, à semelhança do que recentemente se verificou em relação a outras obras de arte depositadas nos cofres de uma instituição bancária!

Malhoa-Vindimas



publicado por Carlos Gomes às 12:48
link do post | favorito

LOURES FESTEJA O ASSOCIATIVISMO



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Segunda-feira, 14 de Julho de 2014
LISBOA ESTÁ MAIS TRISTE SEM FEIRA POPULAR E PARQUE MAYER!

A Feira Popular de Entrecampos e o Parque Mayer com os seus cafés e teatros constituíram durante muitas décadas os mais importantes locais de diversão dos lisboetas principalmente durante o período de Verão. Mas os negócios imobiliários e as más gestões camarárias condenaram-nos à destruição e não conseguiram resolver a situação – ou não quiseram! – e devolvê-los à cidade. Pelo caminho, ficou a polémica e projetos megalómanos que não saíram do papel mas muito provavelmente saíram do bolso dos portugueses.

1011428_277312702407544_128466064_n

A Feira Popular de Entrecampos, importante fonte de receitas da Colónia Balnear Infantil “O Século”, já não vê os seus carroceis a girar para alegria dos seus visitantes. O local foi transformado num amontoado de ruínas e monturos de lixo que, para além do seu aspeto degradante, constituem uma ameaça à saúde pública.

Por seu turno, também o Parque Mayer não regista a afluência do público para ver os artistas em dia de estreia da revista. Os teatros estão às moscas e os cafés e restaurantes são demolidos para dar lugar ao parqueamento automóvel.

Lisboa é uma cidade triste e enfadonha. Os bairros despovoam-se e, ao anoitecer, o centro da cidade fica entregue a marginais e vagabundos que se abrigam nos recantos dos estabelecimentos comerciais que noutros tempos eram considerados chiques. E, para compensar pela perda de tais espaços de diversão, ministram-nos política e futebol em doses maciças até à exaustão!

À semelhança do que se verifica na maior parte das capitais europeias, estes espaços de diversão constituem também importantes pontos de atração turística, para além de contribuírem para uma maior qualidade de vida dos seus habitantes. Mas, ao contrário do que sucede nessas cidades onde existem parques com fama internacional como sucede com o Tivoli de Copenhaga, os nossos autarcas propõem-se resolver os problemas do país mas não são capazes de solucionar os problemas das cidades que governam!

1504111_587178408020132_2077983757_n



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Domingo, 13 de Julho de 2014
BANDA “THE LAST INTERNATIONALE” CANTA A “GRÂNDOLA, VILA MORENA” NO FESTIVAL ALIVE EM LISBOA E INCITA O PÚBLICO A PROTESTAR CONTRA O GOVERNO

Edgey Pires, líder da banda, é descendente de naturais de Arcos de Valdevez

A banda norte-americana “The Last Internationale” incitou o público que assistia ao concerto que realizou no festival Óptimus Alive a protestar contra “esse Passos Coelho” e a cantar um excerto da música “Grândola, Vila Morena”. “Vamos protestar, fazer barulho contra esse Passos Coelho", disse Edgey Pires, a meio do espetáculo no Passeio Marítimo de Algés em Oeiras. O episódio tem sido notícia em quase todos os órgãos de comunicação social.

Antes de Edgey Pires se dirigir ao público, a vocalista, Delila Paz, explicou que, em palco, estavam dois descendentes de portugueses: o guitarrista e o baixista. A banda “The Last internationale” é composta por Delila Paz, Edgey Pires e Brad Wilk, também baterista dos Rage Against the Machine, mas em palco apresentam-se acompanhados também de um baixista.

Com efeito, Edgey Pires é neto de portugueses de Arcos de Valdevez. É um dos guitarristas e é considerado o líder da banda descende de arcuenses da freguesia de Ázere. De acordo com a Gazeta dos Arcos, “a banda tem na avó de Edgey, Maria da Soledade Torres, a maior fã, que costuma assistir a todos os concertos do neto em Portugal”.

Os “The Last International” é uma banda nova-iorquina que combina o rock alternativo, o blues e o folk transmitindo uma mensagem política contestatária em relação ao capitalismo e à decadência da civilização ocidental, tendo recentemente tomado parte no movimento que ocupou Wall Street. Os apreciadores deste género musical podem acompanhar a informação dos “The Last International” diretamente através do seu site emhttp://thelastinternationale.com

309710_10150412146809951_58925439950_10630084_7740



publicado por Carlos Gomes às 10:00
link do post | favorito

FESTA DE SANTIAGO JUNTA GALEGOS EM LISBOA

10530669_655028814581090_3768413372058592070_n



publicado por Carlos Gomes às 09:48
link do post | favorito

SINTRA RECRIA FEIRA QUINHENTISTA



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

PORQUE NÃO SE IMPLEMENTA EM LISBOA UMA REDE DE TÁXIS COLETIVOS?

Desde há muito tempo que a rede de transportes urbanos em Lisboa apresenta algumas lacunas devido nomeadamente às caraterísticas orográficas da cidade mas também à constante alteração e supressão de carreiras rodoviárias. Os autocarros, carros elétricos e rede de metropolitano não cobrem suficientemente a cidade de Lisboa.

maniftaxis9

Em virtude da difícil situação económica, os táxis constituem um meio de transporte a evitar devido ao seu elevado custo. Salvo nalguns locais de maior frequência como o Aeroporto de Lisboa, é frequente assistir-se a longas filas de táxis parados junto às respetivas praças, a aguardar a chegada de clientes…

Existem áreas densamente povoadas que, devido às dificuldades de circulação, não são servidas por qualquer meio de transporte coletivo, pese embora a Companhia CARRIS vir nos últimos tempos a optar pela utilização de viaturas de pequenas dimensões. Existem ainda carreiras que, por razões de poupança, viram os seus circuitos reduzidos e alterados ou, por razões de segurança, suprimidas em horários mais tardios, privando do serviço muitas pessoas que, trabalhando em turnos noturnos, necessitam de se deslocar para os seus empregos.

O excesso de viaturas particulares a circular dentro da cidade e a falta de segurança dos motoristas de táxis constituem também problemas que por vezes se levantam sem solução aparente à vista.

Com vista a melhorar a rede de transportes urbanos e simultaneamente promover a oferta deste meio de transporte, poderia ser implementada em Lisboa uma rede de táxis coletivos, complementar aos demais meios de transporte – autocarros, elétricos e metro – a funcionar em circuitos fixos, com tarifa de embarque adequada, individualizada e calculada pela distância.

A política de transportes urbanos de ser encarada de uma forma integrada, tendo sempre presente o seu caráter social e a conexão entre todos os meios de transporte, sempre com o propósito de servir a população.


tags:

publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Sábado, 12 de Julho de 2014
RIO DE MOURO FESTEJA A NOSSA SENHORA DE BELÉM



publicado por Carlos Gomes às 19:54
link do post | favorito

RIO DE MOURO: NASCENTE DE FITARES É UM OÁSIS NA SELVA DE BETÃO

Fitares é uma localidade da freguesia de Rio de Mouro, no concelho de Sintra, densamente urbanizada onde, uma nascente de água resiste no meio de uma verdadeira selva de betão. Em redor, os prédios crescem como cogumelos em direção ao céu. Escasseiam os parques urbanos e zonas de lazer, incluindo os parques infantis, para uma população jovem e cada vez mais numerosa.

Nascente de Fitares (10)

Em pleno centro da localidade, uma área espaçosa e mal aproveitada foi ocupada por uma superfície comercial. De resto, em toda a área da freguesia de Rio de Mouro não existe um único parque urbano digno desse nome, tendo ao longo dos anos, os projetos com vista à sua construção ficado na gaveta.

A nascente de água de Fitares e a zona verde envolvente passam despercebidas à maior parte dos seus habitantes. A requalificação daquele espaço poderia, no entanto, constituir uma forma de preservar o património ambiental que ainda não foi condenado à destruição e, ao mesmo tempo, contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.

Nascente de Fitares (8)

Nascente de Fitares



publicado por Carlos Gomes às 14:49
link do post | favorito

Sexta-feira, 11 de Julho de 2014
SINTRA GARANTE ACESSIBILIDADE PARA TODOS ÀS PRAIAS DO CONCELHO


tags: ,

publicado por Carlos Gomes às 14:46
link do post | favorito

SINTRA: SABUGO REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE



publicado por Carlos Gomes às 12:57
link do post | favorito

MONARCAS PORTUGUESES DA DINASTIA DE BRAGANÇA REPOUSAM NO PANTEÃO DO MOSTEIRO DE SÃO VICENTE DE FORA, EM LISBOA

Numa altura em que tanto se fala do Panteão Nacional, instalado na Igreja de Santa Engrácia, lembramos que este não é o único panteão existente em Portugal. Existem, entre outros, o Panteão dos Cardeais da Igreja Católica e o Panteão dos reis da Dinastia de Bragança, ambos instalados no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

Panteão-SVicenteFora 016

Este Panteão foi criado em 1885, por iniciativa do Rei D. Fernando II, que mandou transferir para este espaço que foi refeitório dos cónegos, os túmulos que antes se encontravam numa pequena dependência junto à capela-mor da igreja.

Alguns monarcas não se encontram ali sepultados. São eles D. Maria I que jaz na Basílica da Estrela, D. Pedro IV que foi transladado para o Brasil e D. Maria Pia que se encontra no Panteão dos Saboias, em Turim, esperando a sua trasladação para Lisboa conforme era sua vontade.

Panteão-SVicenteFora 020

Sobre os túmulos estão colocadas as respetivas coroas reais que simbolizaram os seus reinados.

Panteão-SVicenteFora 023

A Pátria chora os seus mártires. Junto os túmulos do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe, assassinados no atentado republicano de 1908.

Panteão-SVicenteFora 026

Um aspeto do panteão dos reis da Dinastia de Bragança,  no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa.

Panteão-SVicenteFora 004

Túmulo de D. João IV, em mármore.

Panteão-SVicenteFora 009

Túmulo de D. Manuel II, último Rei de Portugal.

Panteão-SVicenteFora 017

Túmulo de D. Amélia, Rainha no Trono, na Caridade e na Dor.

Panteão-SVicenteFora 011

Um aspeto do altar existente no panteão dos reis da Dinastia de Bragança.



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

QUORUM ACADEMY DANÇA NOS RECREIOS DA AMADORA



publicado por Carlos Gomes às 00:00
link do post | favorito

Quinta-feira, 10 de Julho de 2014
“CARTOGRAFIA NÁUTICA PORTUGUESA DOS SÉCULOS XV A XVII”: UMA OBRA INDISPENSÁVEL PARA O CONHECIMENTO DA CARTOGRAFIA NA HISTÓRIA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

“Cartografia Náutica Portuguesa dos Séculos XV a XVII” é uma obra da autoria do Vice-almirante António Silva Ribeiro, editada pelo Instituto Hidrográfico, que reputamos fundamental para a compreensão da importância que tiveram as ciências náuticas nos Descobrimentos e Navegações dos Portugueses.

Desde a génese da carta náutica às inovações cartográficas com a introdução das escalas de latitudes, o emprego da flor-de-lis para indicar o Norte nas rosas-dos-ventos e a graduação das longitudes, passando pela agulha magnética e a carta-portulano, a navegação astronómica, a introdução das sondas hidrográficas e a importância da cartografia náutica na expansão marítima dos portugueses, este livro descreve-nos os contributos dos portugueses no avanço das ciências e técnicas do mar, mormente na representação do mundo através da cartografia, na senda do que outrora fizeram os geógrafos gregos, romanos e árabes e, num tempo ainda mais remoto, babilónios e assírios há mais de seis mil anos.

Pese embora seja frequentemente qualificado de “aventura”, a epopeia dos Descobrimentos marítimos foi porventura o projeto melhor concebido e planeado alguma vez realizado pelos portugueses. E, a atenção que foi dada à cartografia náutica e ciências com ela relacionadas, associados ao processo de recolha e preservação da informação, são bem demonstrativas da sua elevada importância na política de expansão que Portugal então empreendeu.

Com excelente aspeto gráfico, o livro inclui bastantes ilustrações que completam a informação e enriquecem a publicação também do ponto de vista artístico, fazendo dele uma obra indispensável para todos quantos se interessam pela História dos Descobrimentos Portugueses e a sua relação com as ciências e técnicas do mar.

Vice-almirante António Silva Ribeiro, o autor da obra

img602



publicado por Carlos Gomes às 15:45
link do post | favorito

LISBOA: TEATRO SÃO LUÍZ RECEBE COMÉDIAS DO MINHO



publicado por Carlos Gomes às 14:51
link do post | favorito

“O PALÁCIO REAL DO ALFEITE “: UMA OBRA QUE REALÇA O VALOR DO PATRIMÓNIO HISTÓRICO Á GUARDA DA MARINHA PORTUGUESA

Situado na margem sul do rio Tejo, no concelho de Almada, a Quinta e o Palácio Real do Alfeite constituem um património de interesse histórico, cultural, artístico, arquitetónico e paisagístico que se encontram desde os começos do século XX à guarda da Marinha Portuguesa.

Utilizada desde meados do século XVIII como residência de Verão da Família Real Portuguesa, ali se encontra instalada a Base Naval de Lisboa, incluindo a Escola Naval, a Escola de Tecnologias Navais, o Arsenal do Alfeite e o Corpo de Fuzileiros. A escolha do local para o efeito deveu-se à necessidade de concentrar meios logísticos que no passado encontravam-se dispersos e ainda afastar os marinheiros da permanente agitação política em Lisboa.

“O Palácio Real do Alfeite” é uma obra da autoria da historiadora Susana Quaresma e Pereira, editada pela Comissão Cultural de Marinha, que reconstitui de forma magnífica o percurso histórico daquele conjunto patrimonial, desde o Almoxarifado do Alfeite às campanhas de obras de conservação e restauro levadas a efeito durante o século XX, descrevendo o seu recheio artístico onde se inclui a Capela de Nossa Senhora do Mar. O livro inclui ainda notas biográficas de Mateus Vicente de Oliveira e Possidónio da Silva, arquitetos do Palácio Real do Alfeite, além de abundante documentação e ilustração fotográfica que valorizam a obra e completam a informação.

Com excelente apresentação gráfica e uma encadernação de qualidade, o livro “O Palácio Real do Alfeite” é uma obra de leitura indispensável para todos quantos se interessam pelo nosso património histórico e artístico, com especial relevância para a região de Lisboa.

img599



publicado por Carlos Gomes às 12:42
link do post | favorito

MOITA: ALHOS VEDROS FESTEJA NOSSA SENHORA DOS ANJOS



publicado por Carlos Gomes às 00:34
link do post | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9


23
24
25
26
27
28

29
30
31


posts recentes

LOURES VAI OUVIR CANTARES...

MINHOTOS EM LOURES FAZEM ...

PROF. DOUTOR DANIEL CAFÉ,...

MUSEU BORDALO PINHEIRO IN...

“WASTE” – NOVO SINGLE, N...

"OS ARRUFARTE" RUFAM OS B...

PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO D...

FEIRA DAS MERCÊS ABRE HOJ...

FOLCLORISTAS DEBATEM EM O...

BORDALO PINHEIRO VAI AMAN...

CAFÉ REPUBLICA – ESTREIA ...

ASSOCIAÇÃO DE PROTECÇÃO &...

PAN QUER IDENTIFICAÇÃO DO...

CASA CERVEIRENSE EM LISBO...

PENAFIEL DANÇA NO FOLKLOU...

PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO D...

FEIRA INTERNACIONAL DE LI...

PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO D...

A IDENTIDADE DE UM POVO E...

PENAFIEL DANÇA NO FOLKLOU...

RANCHO FOLCLÓRICO DE LOUS...

LISBOA RECEBE A PARTIR DE...

FOLCLORE DE INVERNO AQUEC...

NEM PENSE EM DUVIDAR TOUR...

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE POR...

PORTUGUESES PROTESTAM CON...

PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO D...

GOESES EM LISBOA COMEMORA...

KIT EDITAM EP “SÓ METADE”...

GRUPO DE PIFARADAS E GAIT...

GRUPO DE DANÇAS E CANTARE...

DEPUTADO DO PAN DESLOCA-S...

SARGACEIROS DA CASA DO PO...

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MI...

MINHOTOS EM SINTRA REALIZ...

RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGU...

PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO D...

MINHOTOS RUMAM A LOURES P...

GOVERNO ALARGA PERÍODO CR...

SARGACEIROS DA APÚLIA DAN...

CERVEIRENSES EM LISBOA JU...

PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO D...

PROF. DOUTOR MANUEL ANTUN...

中国社会需要"舞狮子"到 FOLKLOURES 的...

COMUNIDADE CHINESA LEVA A...

“NEM PENSE EM DUVIDAR TOU...

RESTAURANTES VIRAM "CASAS...

SOPA D’ALMA APRESENTAM EP...

GOVERNO ESPANHOL DEVE RES...

TURISMO LANÇA CAMPANHA PE...

arquivos

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

tags

todas as tags

links
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds