Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2015
AMANHÃ É DIA DE IR AO BANHO EM CARCAVELOS!

Mantendo a tradição, dezenas de pessoas vão amanhã tomar banho na praia de Carcavelos. Exibindo os mais bizarros fatos-de-banho, alguns a lembrar os que eram usados nos começos do século passado, os banhistas lançam-se à água indiferentes ao frio de uma manhã soalheira de inverno.

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Esta paródia que junta anualmente muitas pessoas de diversas gerações corresponde a um costume que remonta a 1943 quando um grupo de oito rapazes, conhecidos como “Os Narcisos”, teve a lembrança de dar um mergulho no mar no primeiro dia do ano. O nome constitui uma alusão ao desaparecido restaurante “Narciso” que muitas e gratas recordações deixaram nos frequentadores daquela praia do concelho de Cascais.

Após o mergulho, aguarda-os o bolo-rei e outras guloseimas com que vão deliciar-se junto ao paredão, num momento de convício onde não vão faltar os tocadores de concertina. Trata-se de um momento bastante divertido que atrai todos os anos numeroso público e diversos órgãos de comunicação social, sobretudo os canais televisivos.

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publicado por Carlos Gomes às 21:05
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BRINDEMOS COM VINHO CARCAVELOS A CHEGADA DE 2016!

O vinho Carcavelos é um dos vinhos generosos de Portugal, fazendo parceria em matéria de qualidade com os vinhos generosos do Douro – vulgo vinho do Porto – os vinhos da Madeira e o verdelho da Ilha do Pico, nos Açores. É, pois, da elementar justiça que o mesmo sirva para brindar ocasiões especiais das nossas vidas, como a passagem de ano e a chegada de 2006!

Perde-se no tempo a fama dos vinhos de Carcavelos. Rezam as crónicas que já o Marquês de Pombal os produzia na sua quinta de Oeiras, adquirindo tal fama e apreço que, em 1752, D. José I presenteou a corte de Pequim com tão delicioso néctar.

As suas vinhas, plantadas e cultivadas numa região de clima mediterrânico temperado sem grandes variações de temperatura devido à proximidade do mar, proporcionam-nos um vinho licoroso de qualidade superior com direito à menção específica de “Vinho Generoso”.

Trata-se de um vinho licoroso, delicado, de cor topázio, aveludado, com um certo aroma amendoado, adquirindo um perfume acentuado e característico com o envelhecimento, produzido a partir de castas tintas Periquita e Preto Martinho e brancas Galego Dourado, Boal, Ratinho e Arinto, sujeito a um estágio mínimo de dois anos em vasilhame de madeira e de seis meses em garrafa, a contar da data da sua elaboração, atingindo uma graduação que varia entre os 18 e os 20 graus.

A expansão urbanística e a abertura de novas vias de comunicação, sobretudo nas últimas décadas do século passado, têm reduzido substancialmente a sua produção e condenadas as potencialidades turísticas da região, tendência que tem vindo a ser contrariada através de políticas implementadas pelos municípios de Oeiras e Cascais com vista à preservação do Vinho Carcavelos.



publicado por Carlos Gomes às 20:38
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AZULEJOS DA ESTAÇÃO DO ROSSIO DIVULGAM EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS À ÉPOCA DO ESTADO NOVO

A estação ferroviária do Rossio é uma das mais belas estações ferroviárias de Portugal, quer pela sua conceção arquitetónica como ainda pelas magníficas obras de arte decorativas que exibe.

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Trata-se, na realidade, de uma verdadeira galeria de arte de onde se destacam nomeadamente de dois conjuntos azulejares. Não obstante, a maioria das pessoas que utilizam diariamente esta estação nas suas deslocações diárias entre a casa e o emprego, não se detém para contemplar estas obras de arte com receio de perder o combóio no horário previsto.

Na parede do lado nascente da gare encontra-se uma sequência de medalhões em relevo alusivos às principais exportações portuguesas, obra do multifacetado artista francês Lucian Donnat e Amaral, que viveu em Lisboa e deixou-nos em 2013.

Excelente peça de propaganda do Estado Novo, o conjunto exibe uma inscrição que esclarece: “Estes quadros publicitários foram oferecidos pelo Fundo de Fomento de Exportação – 1958”.

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Com molduras compostas de flores, frutos e pássaros, encimadas com a esfera armilar, estes painéis representam os principais produtos exportados por Portugal à época, muitos dos quais provenientes dos antigos territórios ultramarinos. São eles as frutas, vinhos de mesa, café, cortiça, vinhos do Porto, porcelanas, vidros e faianças, conservas de peixe, resinosas, vinhos da Madeira, pratas e filigranas, sisal, tecelagem e bordados, oleaginosas.

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Lucian Donnat foi o autor destes painéis que se encontram na estação ferroviária do Rossio, em Lisboa



publicado por Carlos Gomes às 16:46
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ALMADENSES FESTEJAM PASSAGEM DE ANO EM CACILHAS



publicado por Carlos Gomes às 00:04
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RIO DE MOURO REALIZA CONCERTO DE ANO NOVO



publicado por Carlos Gomes às 00:02
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015
PARTIDO "OS VERDES" EXIGE RESTITUIÇÃO DOS FERIADOS

Restituição de feriados em discussão na Assembleia da República a 8 de Janeiro

Os Verdes entregaram no Parlamento um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo a revisão do acordo com a Santa Fé para a restituição dos feriados religiosos.

Num sintoma claro de desprezo para com a cultura e a história portuguesa, o anterior Governo decidiu eliminar quatro feriados nacionais obrigatórios - Corpo de Deus, 5 de Outubro, 1 de Novembro e 1 de Dezembro - sendo que os portugueses passaram a trabalhar mais 4 dias por ano sem qualquer acréscimo remuneratório.

É, pois, de toda a oportunidade e de toda a justiça para quem trabalha, mas também para a nossa história e para a nossa cultura, proceder à restituição dos quatro feriados obrigatórios, nomeadamente dois dos feriados religiosos suspensos, aos quais se refere a iniciativa legislativa em causa que pretende a revisão do acordo celebrado com a Santa Fé no sentido da sua restituição.

O Partido Ecologista “Os Verdes” relembra que apresentou já um Projeto no sentido de restituir os feriados civis eliminados pelo anterior Governo PSD-CDS através da Lei 23/2012, de 25 de Junho, Implantação da República (5 de Outubro) e Restauração da Independência (1 de Dezembro), um Projeto de Lei que será, também, discutido a 8 de Janeiro do próximo ano.



publicado por Carlos Gomes às 17:52
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"MARÉ CHEIA" DE JANEIRO CHEGA À MOITA

Maré Cheia de janeiro destaca Ano Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar

2016 é o Ano Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar e é também o tema principal da Agenda de Eventos no Concelho da Moita, Maré Cheia, que já se encontra disponível para consulta em www.cm-moita.pt e, em papel, nos postos de distribuição habituais.

Nas páginas do “Vai Acontecer…” encontra todas as iniciativas que a Câmara Municipal da Moita preparou para o mês de janeiro, em vários locais do concelho.

Não deixe também de dar uma olhadela às nossas sugestões de site, filme, livro e música, nas “Cumplicidades”.

A Feira “Abra a Bagageira” que a Câmara da Moita promove, mensalmente, ao quarto sábado, na Avenida Marginal, na Moita, está em destaque nas páginas da rubrica “Aqui Tão Perto”.

Nos “Sabores & Saberes”, a Maré Cheia deixa-lhe uma receita de empadas caseiras que pode confecionar com sobras de refeições.

Se pretende receber a Maré Cheia em sua casa, todos os meses, contacte o Gabinete de Informação e Relações Públicas da Câmara Municipal da Moita, através do e-mail: informacao-rpublicas@mail.cm-moita.pt ou do telefone 212806715.


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publicado por Carlos Gomes às 13:07
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015
MOINHOS DE SANTANA RECORDAM ATIVIDADE MOAGEIRA DOS ANTIGOS ARRABALDES DE LISBOA

Situados no alto da Ajuda, junto ao parque Florestal de Monsanto, dois moinhos de vento insistem em esbracejar os seus mastros e velas, lembrando a desaparecida atividade moageira dos terrenos que atualmente fazem parte da cidade de Lisboa.

Moinhos de Santana

Com torre circular e capelo de quatro velas triangulares, o Moinho de Santana e o Moinho Velho, ambos conhecidos genericamente por “Moinhos de Santana”, foram construídos em meados do século XVIII para as religiosas irlandesas do Convento do Bom Sucesso, o qual serviu para neles acolher os católicos irlandeses perseguidos pelos protestantes. Este foi, aliás, o primeiro convento de freiras dominicanas a ser erigido em todo o mundo.

Em 1942, a Câmara Municipal de Lisboa adquiriu estes moinhos, tendo em 1964 sido restaurados pela Associação Portuguesa dos Amigos dos Moinhos e, durante largos anos, mantidos em funcionamento com o empenho direto de um moleiro.

Entretanto, o município lisboeta procedeu à requalificação da área envolvente, tendo criado no local um parque recreativo com diversos equipamentos como restaurante, parque de merendas, parque infantil, parque de patinagem, coreto e circuito de manutenção, com amplos relvados, árvores e arbustos, lago e cascata e uma excelente vista panorâmica sobre a cidade e o rio Tejo, constituindo um local aprazível de repouso e lazer para muitos lisboetas.

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Ajuda (3)

Ajuda (2)



publicado por Carlos Gomes às 21:45
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CONVENTO DOS CARDAES EM LISBOA É UM EXEMPLAR ÚNICO DO BARROCO PORTUGUÊS QUE MERECE SER VISITADO

Situado ao cimo da rua do Século, próximo do Jardim do Príncipe Real, o Convento dos Cardaes é um dos mais interessantes e mais bem conservados monumentos do período do Barroco existente em Lisboa, digno de visita.

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O Convento foi fundado por D. Luísa de Távora para alojar as religiosas da Ordem das Carmelitas Descalças, tendo a sua própria fundadora ali vivido até à sua morte. As Carmelitas Descalças constituem um ramo da Ordem do Carmo que resulta de uma reforma introduzida por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz ao carisma carmelita.

O Convento dos Cardaes apresenta um aspeto exterior sóbrio e austero mas exibindo esplendor e beleza no seu interior.

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Possui igreja de uma só nave, com altar-mor e dois altares laterais. As paredes são revestidas de pinturas que obedecem às regras da Ordem, da autoria de António Pereira Ravasco e André Gonçalves. O teto representa ao centro a Padroeira rodeada pelas suas litanias.

Dispõe de painéis de azulejos historiados-holandeses, representando cenas da vida de Santa Teresa d’Ávila, e ainda magnífica talha dourada, produzindo um efeito integrado entre as diversas formas de arte como é característico do Barroco português.

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Sem pretender fazer uma descrição exaustiva da História e do património do Convento dos Cardaes, não deixaremos de destacar a preservação da roda e da grade no coro alto que constituem atualmente exemplares raros devido à extinção dos conventos, o que não chegou a ser o caso do Convento dos Cardaes. Os espigões existentes nas grades de ferro simbolizam o afastamento do mundo exterior, não se destinando a provocar ferimentos seja a quem for, conforme se pode verificar pela forma como se encontram colocados para o lado de fora.

Escultura em mármore de Nossa Senhora da Conceição, da autoria de João Antunes, encimando uma das portas de entrada do Convento.

Na porta principal, encontra-se uma escultura em mármore de São José, também da autoria de João Antunes.

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A imagem mostra a grade do coro-alto, ladeado por pinturas e talha dourada

Altar-mor com três colunas com fuste em espiral, decoradas com folhas de acanto formando “volutas” e uvas representando o vinho em alusão ao sangue de Cristo, a Fénix usada para simbolizar a Ressurreição de Jesus.

A famigerada roda cuja função era permitir a entrada e saída de objectos o Convento, servindo portanto de elemento de comunicação com o exterior, mas cujo uso que a sociedade lhe veio a dar com a entrega de crianças aos conventos em momentos de aflição das mães, passou a ser conhecida como "roda dos expostos".



publicado por Carlos Gomes às 19:02
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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2015
PORTUGOESAS REALIZAM CONCERTO MUSICAL NO PALÁCIO FOZ

O grupo PortuGoesas leva a efeito o concerto de lançamento oficial do seu primeiro disco chamado “Herança”. O concerto vai ter lugar na Sala dos Espelhos, do Palácio Foz, a partir das 18 horas do próximo dia 21 de janeiro.

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Trata-se do disco de estreia do PortuGoesas e é uma homenagem aos pais das cantoras, os goeses António Miagres da Silva e Fortunato Figueiredo. O disco tem 13 temas e inclui os incontornáveis "Adeus" e "S. Francisco Xaviera".

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publicado por Carlos Gomes às 16:37
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Domingo, 27 de Dezembro de 2015
ALMADA PREPARA PASSAGEM DE ANO



publicado por Carlos Gomes às 17:50
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Sábado, 26 de Dezembro de 2015
“COELHO À PEDRO DOS COELHOS" É O EX-LÍBRIS GASTRONÓMICO DO CONCELHO DA AMADORA

“O maestro desembaraçou-se do seu grande Cache-nez. Depois, encalmado, despiu o paletó e declarou-se morto de fome. Felizmente estavam chegando à Porcalhota. O seu vivo desejo seria comer o famoso coelho guisado...” – in “Os Maias”, de Eça de Queirós

Quem vive ou por algum motivo passeou pelas ruas da cidade da Amadora já deve porventura ter reparado que as fachadas de alguns prédios exibem a imagem de um coelho reproduzido em painel de azulejos ou em baixo-relevo. Deve-se tal iconografia a uma especialidade gastronómica que conferiu fama à vetusta localidade da Porcalhota: o “Coelho à Pedro dos Coelhos”.

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Era outrora costume os lisboetas deslocarem-se para as hortas, o mesmo é dizer que tinham por hábito frequentarem os retiros e casas de pasto dos arredores da cidade e as festas e romarias da região saloia, motivo pela qual foram alcunhados de alfacinhas. Os mais endinheirados procuravam o remanso que a Amadora então proporcionava ou o bucolismo romântico da vila de Sintra. O trajeto fazia-se habitualmente pela A-da-Maia ou seja, a localidade de Benfica extramuros, com passagem pelas Portas de Benfica e seguindo pela Venda Nova até à Porcalhota, topónimo que nos remete para a filha do fidalgo Vasco Porcalho que aqui viveu no século XIV.

Precisamente nessa localidade existiu, até aos começos do século passado, um restaurante que ficou célebre pela forma como confecionava e servia os clientes o coelho guisado, sucedendo que muitos se deslocavam propositadamente de longe para se deliciarem com tão afamada iguaria. Era a “casa de pasto” de Pedro Franco, o qual haveria de ficar para sempre conhecido como Pedro dos Coelhos.

As chamadas “casas de pasto” eram estabelecimentos geralmente situados próximos de locais onde se realizavam as feiras, servindo para darem a forragem aos animais enquanto os seus donos iam mercadejar, razão pela qual muitas ainda conservam as argolas de ferro com que prendiam os animais. Com o decorrer do tempo, passaram a servir para dar o “pasto” também aos donos dos próprios animais…

A fama do Pedro dos Coelhos foi de tal ordem que o próprio escritor Eça de Queirós o consagrou na sua obra “Os Maias”. Por seu turno, escreveu o jornalista Júlio César Machado no Diário de Notícias que “Há tanto tempo que aquela casa amanha os coelhos com proveito e glória que, em o dono da locanda indo chamá-los ao pátio, já eles vão por si mesmo formar em linha e oferecer as orelhas para levar o piparote e morrer. Lê-se na parede “Antiga casa do belo petisco do coelho”.

Acerca de Pedro Franco, o jornal Notícias da Amadora, na sua edição de 27 de Junho de 1959, descreveu-o da seguinte forma: “…Pedro Franco, figura austera e de respeito, cioso das suas suissas fartas, amigo do seu amigo, além de ter sido o mais hábil cozinheiro da Porcalhota e arredores, foi também regedor nesta terra que ele muito estimou.”

O prédio onde se situava a famosa “Casa de Pasto” de Pedro Franco há muito tempo que foi demolido. Contudo, a cidade da Amadora consagrou o seu nome na toponímia e alguns dos seus moradores inscreveram o famoso láparo na iconografia local, exibindo a sua imagem na frontaria dos prédios. Resta-nos a receita original do “Coelho à Pedro dos Coelhos”, magnificamente conservada e divulgada nomeadamente pela própria Câmara Municipal da Amadora, cuja especialidade bem pode voltar a ser o ex-líbris gastronómico do concelho da Amadora.

Receita Original do "Coelho à Pedro dos Coelhos":

“Depois de morto o animal, esfola-se, recolhendo o sangue para uma tigelinha com vinagre, por forma a não coalhar, tendo, no entanto, o cuidado de o não sangrar totalmente. Deste modo a carne do coelho não fica branca e sem gosto.

Parte-se em seguida em pedacinhos, aproveitando os miúdos e a cabeça, da qual se retiram os olhos.

Em seguida deita-se num tacho de barro um pouco de banha, e vários dentes de alho picados. Junta-se também cebola picada a alourar.

Adiciona-se, então, os pedaços de coelho e muito tomate, salsa picada, sal e pimenta, e por fim um fio de azeite.

Em lume brando coze-se o coelho.

Depois de cozido, junta-se, nesta altura, o sangue e o vinagre que no princípio foi guardado na tigelinha, e um pouco de água, levando a lume brando por pouco tempo.

Num outro tacho de barro, com a água da cozedura faz-se o arroz.

Serve-se separado.”

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publicado por Carlos Gomes às 18:27
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Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2015
GRUPOS FOLCLÓRICOS CANTAM A MENINO NA IGREJA DE ALHOS VEDROS



publicado por Carlos Gomes às 19:06
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AS ORIGENS PAGÃS DO BOLO-REI

À semelhança do que sucede com a generalidade dos costumes atuais, perde-se no tempo a verdadeira origem do bolo-rei (ou bolo dos reis), da mesma forma que também este apresenta formas e designações variadas consoante as culturas. Assim, em Inglaterra mantém-se a tradição de comer e efetuar corridas com panquecas por ocasião da Terça-feira Gorda. Tratam-se, na realidade, de festividades de origem pagã que se encontram ligadas a rituais de fertilidade que outrora se realizavam por ocasião do Entrudo e visavam preparar a chegada da Primavera e, como ela, o renascimento dos vegetais.

Bolo-Rei

A própria designação de Terça-feira Gorda remete-nos para o antigo costume de fazer desfilar pela cidade um boi gordo antes de sacrificá-lo, prática cujas reminiscências ainda se preservam nomeadamente através das largadas de touros e na corrida da Vaca das Cordas. Da mesma forma que nos festejos carnavalescos se preserva a figura do respetivo Rei que cabia outrora àquele que no bolo encontrasse a fava ou o feijão dourado, sendo como tal tratado durante o ano inteiro.

Por seu turno, os romanos introduziram tal prática por ocasião das saturnais que eram as festividades que se realizavam em 25 de Dezembro, em celebração do solstício de Inverno, também eles elegendo um rei da festa escolhido á sorte pelo método da fava. À semelhança do que se verifica com a Coroa do Advento, a sua forma circular remete para antigos ritos solares perfeitamente enquadrados nas festividades solsticiais e nas saturnais romanas.

Com vista à conversão dos povos do Império Romano que preservavam em geral as suas crenças pagãs, o Cristianismo passou a identificar o “bolo-rei” com a celebração da Epifania e, consequentemente, aos Reis Magos. E, assim, aos seus enfeites e condimentos passaram a associar-se as prendas simbólicas oferecidas ao Messias ou seja, a côdea, as frutas secas e cristalizadas e o aroma significam respetivamente o ouro, a mirra e o incenso. Apesar disso e atendendo a que eram três os reis magos, esta iguaria não passou a ser identificada como “bolo dos reis”, conservando apenas a sua designação como “bolo-rei” ou seja, contrariando a sua própria conversão.

Durante a Idade Média, este costume enraizou-se na Europa devido à influência da Igreja a tal ponto que passou a ser celebrado na própria corte dos reis de França e a ser conhecido como Gâteau des Rois. Porém, com a revolução francesa, o mesmo veio a ser proibido em virtude da sua alusão á figura real, o mesmo tendo sucedido entre nós, imediatamente após a instauração da República, tendo alguns republicanos passado a designá-lo por “bolo-presidente” e até “bolo Arriaga”, em homenagem ao então Presidente da República.

Quanto aos seus condimentos e método de confeção, é usual associar-se à tradição da pastelaria francesa a sul do Loire, o que parece corroborar com a informação de que foi a Confeitaria Nacional a primeira casa que em Portugal produziu e vendeu o bolo-rei a partir de uma receita trazida de França, por volta de 1870. Resta-nos saber, até que ponto, também esta não terá buscado inspiração no tradicional bolo inglês.

Com a aproximação da Páscoa associada à chegada da Primavera e, com ela, o renascimento da Vida, o tradicional folar não trará favas escondidas no seu interior mas ovos que simbolizarão a fertilidade, de novo a evocar ritos ancestrais a um tempo anterior à nossa conversão ao Cristianismo.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015
NADAL EN GALICIA… E SÚAS PANXOLIÑAS

Hai festa na parróquia. As xentes xuntam-se à lareira para celebrar a Noiteboa. Unha morea de iguarias enfeita a mesa de torradas molhadas no leite, fritas de gordura e salpicadas con açúcar, compotas de peras no vino tinto, polbo, verduras con bacalhau, sopa de amêndoas, froitos secos e castañas.

Guimarães (24)

À mesa ou xunto a lareira, un escano e un prato vazio é propositadamente deixado para los que están mortos a fin de que a alma possa vir comer e aquecer-se. Depois, xuntam-se as panxolas e os rapaces ván con sús traxes pelos veciños cantar suas panxoliñas, quedándose às portas con súas gaitas e panderetas, piden autorizaçón para entrar, cantán e piden alguma cosa.

                                                   A noitiña de Nadal,

                                                   Noite de gran alegría;

                                                   Naceu un reiciño novo

                                                   Fillo da Virxe María.

                                                   Camiñando vai Xosé,

                                                   Camiñando vai María,

                                                   Camiñan para Belén

                                                   A fin de chegar con día.

                                                   Cando a Belén chegaron,

                                                   Toda a xente dormía,

                                                   Menos un pobre porteiro

                                                   Que estaba na portería.

                                                   - Abre as portas, porteiro,

                                                   - A Xosé e María.

                                                   - Estas portas non se abren

                                                   Ata que Deus traia o día.

                                                   - Estas portas non se abren

                                                   Ata que Deus traia o día.

Depois da Noiteboa e súas panxoliñas celebradas na noitiña de Nadal, as festas prolongam-se ata à Noite Vella que ocorre a 31 de decembro e, daí ata Día de Reis em 6 de xaneiro. Conta unha tradiçión galega que todo lo bruxedo praticado na Noiteboa non logra alcançar ninghúm sucesso, pois é a noitiña do nacemento do meniño Xesús, cando a luz triunfa sobre a escuridón, o Bem sobre o Mal.. E, porque é solstício de inverno, as ervas colhidas en noitiña de San Xoán volven a ter o verde de orixe. Revonava-se o fogo na lareira con un gran tizón que depois de se queimar un póco se apaga. O tizón de Nadal apenas volverá a acender-se cando haxa ameaça de peligro. Na Coruña e en Lugo, en Ourense e Pontevedra, desde Ferrol ata A Guarda, da Moaña ata Castroverde, é Nadal en todolos pobos marinheiros e rurais de Galicia, en todalas aldeas e parroquias se celebra unha festa xenuína que ten a ver coa tradición cultural portuguesa em xeral e das xentes do Miño en particular. Como hai dixo o poeta João Verde:

                                                   - Vendo-os assim tão pertinho

                                                   a Galiza mail-o Minho

                                                   São como dois namorados

                                                   Que o rio tráz separados

                                                   Quase desde o nascimento

 

                                                   - Deixal'os, pois namorar

                                                   já que os pais para casar

                                                   lhes não dão consentimento

Hai, pois, que celebrar todolos xuntos en familia, galegos e portugueses, o noso Nadal, com zambumbas e panxoliñas, con ganas pola la chegada do día da gran naçom portugalaica. Hai que cumprir Portugal!

- Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 00:16
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2015
NATALE SOLIS INVICTI OU O SOLSTÍCIO DO INVERNO

Todo o mundo cristão celebra por esta altura o nascimento de Jesus, não obstante desconhecerem-se quaisquer referências históricas ou bíblicas que mencionem a data em que tal acontecimento se verificou. Por conseguinte, o Natal é festejado a 25 de Dezembro ou a 7 de Janeiro de acordo com as tradições católica ou ortodoxa, em virtude da adoção dos calendários juliano ou gregoriano. Ora, é nesta ocasião que ocorre o solstício do inverno ou nascimento do sol, precisamente a altura em que os raios solares deixam de decrescer e passam de a aumentar, fazendo de novo crescer os dias em relação às noites.

Desde a mais remota antiguidade que o ser humano adorou o sol, deificando-o e atribuindo-lhe a primazia sobre as demais divindades. Tal sucedeu na Caldeia, na Palestina e no Egipto, aqui adorado sob o nome de Ra. Na antiga Pérsia e na Índia, o deus Sol era designado por Mitra tendo o seu culto dado origem ao mitraísmo que viria mais tarde a rivalizar com o cristianismo a sua influência no Império romano, acabando por vir a sucumbir com a sua queda e mais tarde acabando por desaparecer por completo com o avanço do islamismo na Pérsia. Antes, porém, o mitraísmo fora assimilado pelos gregos e espalhou-se por todo o Império romano. O deus Mitra era geralmente representado por um jovem com um boné frígio, túnica e manto sobre o ombro esquerdo. Esta religião era superiormente dirigida por um sumo pontífice a os seus sacerdotes ostentavam sobre a cabeça uma mitra. Curiosamente, trata-se do chapéu com que os bispos se apresentam quando envergam as vestes pontificais, tendo a sua origem na Pérsia e no Egipto, correspondendo ao turbante e por conseguinte aludindo à adoração de Mitra.

Não admira, pois, que ao culto solar tenha sido sobreposta a adoração ao menino Jesus, sendo-lhe atribuída a data do seu nascimento precisamente numa altura em que os romanos celebravam o natale solis invicti consagrado ao deus Sol, à semelhança do que se verifica com inúmeras festividades pagãs que foram de algum modo adaptadas e "convertidas" à crença cristã. Na mesma ocasião realizavam os romanos as saturnais ou saturnálias que, como o próprio nome indica, eram festividades consagradas a Saturno, trocavam de presentes e organizavam um banquete público, aspetos que de alguma forma podemos relacionar com as tradicionais "festas dos rapazes" em várias localidades de Trás-os-Montes. Aliás, o culto a Saturno chegou a ser muito difundido na Península Ibérica, tendo diversos escritores da antiguidade referindo-se à existência de santuários entre os quais se supõe ter havido um na Ínsua do rio Minho, um local onde atualmente as gentes locais vão em peregrinação ao Senhor Jesus dos Mareantes, fazendo festa rija em Agosto. Saturno era o deus protetor dos semeadores e das sementes, pelo que os romanos acreditavam que durante as saturnais regressava a abundância, assegurando a fertilidade durante essa época do ano.

Ainda em relação ao mitraísmo, também este possuía extraordinárias semelhanças com o cristianismo, entre as quais a crença no céu e no inferno, na ressurreição, nos pastores que tal como os reis magos ofereciam presentes, no dilúvio, na santificação do domingo, na prática da confissão e da comunhão e, finalmente, a própria celebração do 25 de Dezembro!

A celebração do nascimento de Jesus constitui atualmente uma festa que é vivida com grande intensidade pelo povo português e que, apesar da sua significação profundamente religiosa, também não escapa às regras de funcionamento de uma sociedade mercantilizada, virada cada vez mais para os interesses materiais em detrimento dos valores espirituais. Não obstante, as festividades da quadra natalícia encontram-se profundamente enraizadas no nosso folclore revelando-se através das mais diversas manifestações de cariz popular, na gastronomia, na música, nas lendas e de um modo geral em todos os aspetos que envolvem tais celebrações. Não obstante, temos principalmente nos últimos tempos vindo a constatar que tradições oriundas de outros países têm vindo a substituir alguns costumes genuínos do nosso povo, como sucede com a reverência ao "Pai Natal", agora destituído para dar lugar a S. Nicolau, quando outrora as festividades decorriam exclusivamente em torno do "menino Jesus". Da mesma forma que o tradicional presépio cedeu o lugar ao nórdico pinheiro de Natal enfeitado com flocos de neve, mesmo em locais onde jamais nevou...

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 21:01
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ALMADA FESTEJA PASSAGEM DE ANO EM CACILHAS



publicado por Carlos Gomes às 20:37
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MANUELA GONZAGA TERMINA PRÉ-CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

PAN agradece a entrega total a um projeto vencedor

Mesmo não concretizando a validação das 7500 assinaturas necessárias para a candidatura à Presidência da República, o PAN – Pessoas-Animais-Natureza, considera que a candidatura da historiadora e escritora Manuela Gonzaga foi um projeto vencedor pela oportunidade de trazer ao debate público e político, temas e perspetivas que não são habitualmente discutidos.

A candidata apoiada pelo PAN continuou, até ao último momento, a percorrer o país, não permitindo que os vários desafios, burocráticos ou de gestão de recursos, lhe retirassem o ânimo e a convicção que a fizeram comprometer-se com o cargo de “provedora dos cidadãos”.

“Com uma história de ativismo, um envolvimento político e social vincado pela luta por causas humanitárias, direitos dos animais e da natureza, e por um Portugal mais livre e esclarecido, só podemos agradecer à Manuela Gonzaga a voz que nos emprestou neste desafiante projeto e estar confiantes de que a capacidade de mobilização social do PAN está a aumentar e de que, numa próxima oportunidade, será certamente mais célere qualquer processo que peça o envolvimento dos cidadãos nas soluções credíveis, porventura audazes, que pretendemos trazer. Acredito que os portugueses continuam a pedir outras abordagens ao cenário político nacional e é para isso que continuamos a trabalhar. “Reforça o Porta-Voz e Deputado do PAN, André Silva.

O PAN continua a traçar novos caminhos de crescimento, aprendizagem e adaptação para concretizar medidas que visam alterar consciências e contribuir para a transformação da sociedade, de acordo com valores éticos e ecológicos fundamentais. Novas políticas para credibilizar a democracia, devolver a felicidade e o bem-estar às pessoas, proteger o planeta – o ecossistema, e dignificar moral e juridicamente a vida e a existência dos animais que connosco partilham este espaço. Neste sentido o contributo da nossa filiada e membro dirigente, Manuela Gonzaga, é e continuará a ser inestimável.



publicado por Carlos Gomes às 11:26
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015
DIVERLÂNDIA É O REINO DA DIVERSÃO NA FEIRA INTERNACIONAL DE LISBOA

Diverte-te na Maior Feira Popular Indoor do País e testa os teus limites a mais de 200 à hora e trás os teus amigos

FIL DIVERLÂNDIA – a Maior “Feira Popular” Indoor do País, abriu portas ao público dia 4 de Dezembro e estará na FIL – Parque das Nações até ao próximo dia 3 de Janeiro de 2016. Uma organização da Fundação AIP – Lisboa, Feiras e Congressos e Eventos.

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Na FIL DIVERLÂNDIA, até 3 de Janeiro, o maior espaço indoor do país com oferta superior a 3 dezenas de equipamentos de diversão, para todos os gostos e idades. Encontra os equipamentos mais divertidos para as crianças, os mais emocionantes e “radicais” para os jovens e os mais clássicos para toda a família. A entrada é livre e pode divertir-se a partir de dois “Divers” (moeda da FIL DIVERLÂNDIA, equivalente a 2,00 €).

Novidades na FIL DIVERLÂNDIA:

  • Carrocel Parisiense – Estreia-se na FIL DIVERLÂNDIA um carrocel emblemático, pela 1ª vez em Portugal. 
  • High Energy
  • Mattherhorn

O maior Espaço dedicado ao Natal, coberto, climatizado e com parque de estacionamento próprio, espera por si! Trás os teus amigos e familiares e testa os teus limites a mais de 200 à hora.

FIL DIVERLÂNDIA de 3 de Dezembro a 4 de Janeiro de 2016 no Pavilhão 1 da FIL

Horário: 15h00 | 23h00 (6ª e Sábado – 15h00 | 24h00)

Encerra nos dias 24 e 31 de Dezembro

Entrada Livre

Saiba mais emwww.diverlandia.fil.pt ou www.facebook.com/FILDiverlandia.FIL

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publicado por Carlos Gomes às 21:20
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PARTIDO PAN DESEJA-LHE BOAS FESTAS!



publicado por Carlos Gomes às 16:33
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BOMBEIROS PARA SEMPRE DESEJA-LHE BOAS FESTAS!

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publicado por Carlos Gomes às 15:02
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BLOGUE DE LISBOA DESEJA-LHE BOAS FESTAS!

 



publicado por Carlos Gomes às 11:54
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2015
BASIC BLACK ATUAM EM VILA POUCA DE AGUIAR

BASIC BLACK | 23 DE DEZEMBRO | CLUBE 11 | 23H00

Os Basic Black vão pisar, já no próximo dia 23 de dezembro, o palco do Club 11 em Vila Pouca de Aguiar. O concerto iniciar-se-á pelas 23h00, onde será apresentado o novo single – “Renew And Old Rag”, lançado no passado dia 18 de setembro. Este tema faz parte do primeiro álbum da banda “Machinity”, editado este ano pela Music In My Soul. “Wizard Ways”, o primeiro single da banda, fará com certeza parte do reportório.

Basic Black é uma banda de Granite Rock portuguesa que nasceu em Vila Pouca de Aguiar, algures entre 2007 e 2008. E é onde Bruno Teixeira (vocalista/guitarra), Tiago Mourão (guitarra), Francisco Violante (baixo) e Tiago Fernandes (bateria) exploram as suas conceções musicais.

Bruno Teixeira (ou “Didi”), que surgiu na banda em finais de 2012, já tinha passado por diversos projetos musicais, ao contrário dos restantes elementos. Na altura em que se juntaram, eram todos jovens de 16/17 anos, da mesma escola, que inicialmente queriam tocar covers, principalmente de bandas como Muse, Red Hot Chili Peppers e Nirvana – tendo sido, precisamente, numa atividade organizada pela escola que frequentavam que deram o primeiro concerto.

A qualidade é, provavelmente, o que explica que este grupo tenha vencido praticamente todos os concursos nos quais participou – e onde teve a oportunidade de partilhar o palco com bandas nacionais de referência como Xutos e Pontapés, The Gift e PAUS.

Os Basic Black não nasceram para estar escondidos numa garagem e vão finalmente ter o seu primeiro trabalho de estúdio editado, com a garantia da Music In My Soul – que, segundo os músicos, apareceu na altura certa.


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publicado por Carlos Gomes às 21:17
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Domingo, 20 de Dezembro de 2015
IGREJA DA GRAÇA ENCHEU-SE DE GENTE PARA OUVIR REISADAS E CANTARES AO MENINO

Minhotos que vivem em Lisboa recriam tradições natalícias

A igreja da Graça ficou repleta de público para reviver as nossas mais genuínas tradições natalícias das reisadas e cantares ao menino. Cumprindo a tradição, quatro agrupamentos etnográficos recriaram o ambiente de devoção religiosa que outrora se vivia nesta época, entoando reisadas e cantares ao menino Jesus nos moldes em que as mesmas se realizavam nas respetivas regiões.

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Este evento foi iniciativa conjunta do Grupo de Danças e Cantares Besclore e do Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho, a que se associaram o Grupo Etnográfico Milraízes e o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa.

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Cantar as Janeiras ou reisadas e cantar ao menino constituem tradições do povo português que consiste basicamente na formação espontânea de grupos que vão de porta em porta anunciando o nascimento de Jesus e pedindo alvíssaras, geralmente algo que ficou no fumeiro ou sobrou das festividades natalícias. O seu cancioneiro é bastante rico e variado. Apesar do seu interesse etnográfico, não se conhece uma recolha dos cantares das janeiras de todas as regiões do país, até porque geralmente são improvisadas.

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Com 35 anos de existência, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho é um dos mais antigos grupos folclóricos minhotos na região de Lisboa, predominantemente composto por minhotos e seus descendentes radicados na capital.

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Fundado há vinte e oito anos e maioritariamente constituído por funcionários do grupo BES e seus familiares, o Grupo de Danças e Cantares Besclore representa as danças, os cantares e os trajes de várias regiões do Minho, com referência aos finais do século XIX e começos do século XX. Como ele próprio refere, a sua representação incide na “exibição da policromia dos trajes de Viana do Castelo, do requinte dos trajes de Braga, da elegância das modas dos vales dos rios Ave e Este, e da vivacidade e alegria contagiante das modas da Ribeira Lima e Serras d'Arga e Soajo”.

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O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa representa os tempos idos da região de Arganil, dos finais do séc. XIX e inícios do séc. XX (1890 a 1920), tendo como objetivos preservá-los e divulgá-los. Este Rancho etno-folclórico tem o objectivo de recolher, preservar e divulgar o que de mais valioso existe e existiu nas vidas e nas mentes dos seus antepassados, que tão generosamente o souberam transmitir. Este trabalho vai desde as modas, as danças e os cantares a muitas outras tradições, como os trabalhos rurais, serões, escapeladas, cavadas, romarias.

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Formado por funcionários do Grupo Millenium, o Grupo Etnográfico Milraízes vem destacando os usos e costumes da cidade de Lisboa e seus arredores, distinguindo-se nomeadamente pela recriação dos pregões que antigamente entoavam na cidade gentes das mais variadas profissões e que faziam parte do seu quotidiano.

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A etnografia passa também pela preservação da cultura tradicional na sua vertente religiosa, conservando os cantares e outros costumes característicos também da época natalícia, não se restringindo ao desfiar de uma série de danças e cantares cujo enquadramento nem sempre é devidamente explicado. Os grupos folclóricos que hoje recriaram as reisadas e cantares ao menino Jesus proporcionaram um magnífico espetáculo cultural sobretudo a muitos lisboetas e até turistas estrangeiros que não perderam a oportunidade de assistir.

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publicado por Carlos Gomes às 19:55
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Sábado, 19 de Dezembro de 2015
PARA QUANDO A CONSTRUÇÃO DE ECODUTOS NAS ESTRADAS A FIM DE SALVAGUARDAR A VIDA SELVAGEM E PREVENIR A SEGURANÇA RODOVIÁRIA?

A construção de autoestradas e outras vias rodoviárias um pouco por todo o país, muitas vezes atravessando áreas florestais e de parques naturais, não tem observado na maior parte dos casos a necessidade de proteger a vida selvagem.

A construção de estradas representa frequentemente o isolamento das espécies, a restrição de acessos a recursos naturais que garantam a sua subsistência como água e alimentos, à destruição de refúgios, a limitações à sua capacidade de reprodução pela dificuldade de encontrar parceiros, submetendo-os ao mesmo tempo à poluição sonora e atmosférica, à fragmentação e destruição de habitats naturais e à sua mortalidade.

Impedidos de circular livremente no seu próprio habitat, muitos animais atravessam as estradas arriscando quase sempre a sua vida e, não raras as vezes, causando sérios aos automobilistas que circulam nessas estradas.

O Parque Natural do Monsanto e, de um modo geral, toda a Estremadura, constitui uma região particularmente afetada por esta situação em virtude da sua enorme riqueza florestal e faunística. Importa, pois, que se construam ecodutos para o atravessamento das grandes vias rodoviárias ou seja, passagens subterrâneas e superiores para que os animais possam atravessar em segurança e, ao mesmo tempo, zelar pela segurança rodoviária.



publicado por Carlos Gomes às 22:20
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MINHOTOS CANTAM AMANHÃ AO MENINO NA IGREJA DA GRAÇA EM LISBOA



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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2015
DEPUTADO DO PAN DESAFIA MINISTRO DO AMBIENTE A ASSISTIR A DOCUMENTÁRIO AMBIENTAL

“Cowspiracy” é um documentário sobre a pegada ecológica causada pela produção animal. Este documentário já foi visto este mês no parlamento europeu e no parlamento italiano

Durante a realização do Debate Temático sobre a 21.ª Cimeira do Clima (COP 21), que acontece esta manhã na Assembleia da República, o Deputado do PAN, André Silva, desafia o Ministro do Ambiente a visionar o documentário ambiental “Cowspiracy”, que já foi visto este mês no parlamento europeu e no parlamento italiano.

Não dispondo de tempo para debater um tema central para o PAN, o deputado pretende apelar à divulgação das mensagens transmitidas por este impactante documentário que tem sido considerado como o “mais importante filme feito para inspirar a salvação do planeta”. Factos que mostram a existência de um problema, que tem sido silenciado, a pegada ecológica causada pela criação de animais para alimentação.

Para o PAN, da 21ª Cimeira do Clima em Paris, surgiu um acordo que levanta muitas preocupações em relação aos benefícios concretos para a continuidade da espécie humana. Desde que, há algumas décadas, começou a ser estudado o fenómeno das alterações climáticas, que o foco de atenção se centrou quase em exclusivo na contribuição da emissão de CO2. Sabia-se que o CO2 não estava sozinho mas ainda não se imaginava que um dos poluentes desde sempre identificado, o metano, acabaria por ter a dimensão que hoje lhe é reconhecida. Nesta perspetiva, cientificamente comprovada, já não são o sector dos transportes, da energia ou da indústria, os principais responsáveis pelas alterações climáticas, mas o sector da agropecuária e mais especificamente o sector da produção animal, que representa 51% da produção de gases de efeito de estufa.

“Encontramo-nos em total estado de negação, de olhos fechados para o óbvio. Discutir a redução das emissões de gases com efeito de estufa sem falar na contribuição da produção animal, é o mesmo que tentar encontrar soluções para prevenir o cancro do pulmão sem falar nos efeitos do tabaco.”, recorda, no Parlamento, o Porta Voz e Deputado do PAN, André Silva.



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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2015
PAGÃOS DEBATEM EM SINTRA ORDENS E MOVIMENTOS ESPIRITUALISTAS EM PORTUGAL



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MINHOTOS EM LISBOA CANTAM AO MENINO NA IGREJA DA GRAÇA



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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2015
MANIFESTO APRESENTAM NOVO ÁLBUM NA COSTA DA CAPARICA

“Skanada” é o single de apresentação do álbum “Homónimo” dos Manifesto, que fará parte do reportório que a banda irá levar no próximo dia 19 de dezembro no Auditório da Costa da Caparica.

O concerto, que conta com o apoio da Music In My Soul, iniciar-se-á pelas 21h00 e contará com grandes momentos de Rock’n’Roll! A não perder.



publicado por Carlos Gomes às 21:26
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TEATRO "OS ZECAS" LEVA À CENA "PELOTÃO CONDENADO" NA BAIXA DA BANHEIRA

Teatro pelo Projeto “Os Zecas”: “Pelotão Condenado” em cena no Fórum Cultural na Baixa da Banheira

A peça “Pelotão Condenado”, com adaptação de Luciano Barata, baseada na obra de Alfonso Saste, “Esquadra para a Morte”, vai ser levada a cena, pelo Grupo de Teatro “Os Zecas”, no auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, no dia 19 de dezembro, pelas 21:30h.

Teatro Pelotão

A história desenrola-se durante a 2ª Guerra Mundial, num lugar fronteiriço entre países beligerantes, cujos protagonistas são soldados condenados, de ambos os sexos, que compõem uma esquadra e que são enviados para um posto avançado, com a finalidade de fazerem explodir um campo minado e assim impedir o avanço das tropas inimigas, pondo, ao mesmo tempo, fim às suas próprias vidas. É esse o seu castigo. Mas com o decorrer dos dias, todos os planos acabam por ser tremendamente alterados.

A entrada é gratuita mediante reserva antecipada e levantamento de bilhetes.

Horário da Bilheteira:

De 3ª a sábado – 14:30h às 19:30h

Dias de espetáculo e cinema – uma hora antes do início do espetáculo ou sessão.
Os bilhetes podem ainda ser reservados, através do telefone 210 888 900, no horário de funcionamento da bilheteira. As reservas têm de ser levantadas, no máximo, até 1h antes do início do espetáculo, com um limite de cinco bilhetes por reserva.



publicado por Carlos Gomes às 21:14
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QUIXOTE ONE + FUNK ID NO AUDITÓRIO DA COSTA DA CAPARICA

Quixote One atua no palco do Auditório da Costa da Caparica no próximo dia 18 de dezembro, pelas 21h30.

O músico vai dar a conhecer o seu álbum de estreia, “Palpita-me”, composto por ritmos quentes que nos fará esquecer as noites frias de inverno.

Funk ID junta-se a Quixote One para um espetáculo repleto de boa vibe, com uma sonoridade original, fundindo o reggae e o hip hop.



publicado por Carlos Gomes às 21:00
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IGREJA DA GRAÇA EM LISBOA RECEBE CANTARES AO MENINO



publicado por Carlos Gomes às 00:01
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2015
FEIRA INTERNACIONAL DE LISBOA REALIZA A MAIOR FEIRA POPULAR INDOOR DO PAÍS: A FIL DIVERLÂNDIA

Diverte-te na Maior Feira Popular Indoor do País

testa os teus limites a mais de 200 à hora e trás os teus amigos

A FIL DIVERLÂNDIA – a Maior “Feira Popular” Indoor do País, abriu portas ao público dia 4 de Dezembro e estará na FIL – Parque das Nações até ao próximo dia 3 de Janeiro de 2016. Uma organização da Fundação AIP – Lisboa, Feiras e Congressos e Eventos.

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Na FIL DIVERLÂNDIA, de 4 de Dezembro a 3 de Janeiro, o maior espaço indoor do país com oferta superior a 3 dezenas de equipamentos de diversão, para todos os gostos e idades. Encontra os equipamentos mais divertidos para as crianças, os mais emocionantes e “radicais” para os jovens e os mais clássicos para toda a família. A entrada é livre e pode divertir-se a partir de dois “Divers” (moeda da FIL DIVERLÂNDIA, equivalente a 2,00 €).

Novidades na FIL DIVERLÂNDIA:

  • Carrocel Parisiense – Estreia-se na FIL DIVERLÂNDIA um carrocel emblemático, pela 1ª vez em Portugal. 
  • High Energy
  • Mattherhorn

O maior Espaço dedicado ao Natal, coberto, climatizado e com parque de estacionamento próprio, espera por si! Trás os teus amigos e familiares e testa os teus limites a mais de 200 à hora.

FIL DIVERLÂNDIA de 3 de Dezembro a 4 de Janeiro de 2016 no Pavilhão 1 da FIL

Horário: 15h00 | 23h00 (6ª e Sábado – 15h00 | 24h00)

Encerra nos dias 24 e 31 de Dezembro

Entrada Livre

Saiba mais em: www.diverlandia.fil.pt ou www.facebook.com/FILDiverlandia.FIL

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publicado por Carlos Gomes às 11:24
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SECRETÁRIA DE ESTADO DA INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISITA MUSEU BORDALO PINHEIRO

A Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Dra Ana Sofia Antunes, participa hoje na inauguração, no Museu Bordalo Pinheiro, da exposição "Aqui Há Gatos", em cerimónia que tem lugar às 15 horas.

Trata-se de uma exposição e venda que resulta de uma colaboração entre os Serviços Educativos do Museu Bordalo Pinheiro e a CEDEMA - Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Mentais Adultos.

O Museu Bordalo Pinheiro sente uma enorme responsabilidade pelo que esta presença representa em termos da importância que os Museus podem ter como instituições inclusivas por excelência.



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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015
CONVENTO DOS CARDAES REALIZA VENDA DE NATAL

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publicado por Carlos Gomes às 14:42
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ANO EUROPEU PARA O DESENVOLVIMENTO: DIREITOS HUMANOS E GOVERNAÇÃO” É O TEMA DE DEZEMBRO

“Os direitos humanos não são limitações impostas aos governos. Refletem valores fundamentais, amplamente partilhados. Os ganhos obtidos no curto prazo pelo desrespeito destes princípios e da sabedoria fundamental que eles refletem raramente justificam as consequências de longo prazo que inevitavelmente terão de ser pagas”

Kenneth Roth – Diretor Executivo da Human Rights Watch

No Ano Europeu para o Desenvolvimento (AED), Dezembro é o mês dedicado aos Direitos Humanos e Governação. Os direitos humanos são considerados inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. São universais, indivisíveis e inalienáveis - e incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, ao trabalho, à educação, entre outros. Manifestam a responsabilidade comum e forma como todos nós esperamos e merecemos ser tratados. No entanto, é discutível dizer que a igualdade de direitos humanos é uma realidade adquirida.

Portugal tem planos concretos para a promoção dos direitos humanos, consubstanciados no Conceito Estratégico de Cooperação Portuguesa (2014-2020), cujo maior objetivo é a erradicação da pobreza e o desenvolvimento sustentável dos países parceiros, e tem como áreas prioritárias de intervenção o respeito pelos direitos humanos, pela democracia e pelo Estado de Direito. Ana Paula Laborinho, presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, defende que “os direitos humanos devem ser sempre equacionados na formulação de políticas para o Desenvolvimento. Enquanto organismo destinado a trabalhar para a Cooperação para o Desenvolvimento, a promoção dos Direitos Humanos é uma das prioridades do Instituto Camões”.

Paralelamente à Cooperação Portuguesa, Portugal, enquanto Estado-Membro da UE, enquadra as suas políticas de governação nas da UE, que por sua vez, atua segundo um leque de medidas, desde o diálogo politico e as iniciativas diplomáticas à cooperação e assistência financeira e técnica. Para além de disponibilizar recursos, no contexto das suas políticas bilaterais com os países em desenvolvimento, a UE dispõe também de um instrumento financeiro dedicado à promoção da democracia e dos direitos humanos a nível mundial.

Em setembro de 2015 foi aprovada a Agenda Global para o Desenvolvimento Sustentável 2030, tendo como objetivos a realização dos direitos humanos, a igualdade de género e o empoderamento de mulheres e raparigas e tendo o respeito pelos direitos humanos como um valor transversal a todas as suas políticas de desenvolvimento. “Ainda não vivemos num estado pleno de igualdade. Ainda há muitas assimetrias no respeito pelos direitos humanos e muitas pessoas são descriminadas tendo como base a sua etnia, religião, raça ou orientação sexual. Há que alterar esta mentalidade. Um país desenvolvido é um país que respeita os direitos humanos”, afirma Cláudia Semedo, embaixadora do AED.

A história dos Direitos Humanos é marcada pela proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia da ONU em 1948. Esta declaração surge no pós-II Guerra Mundial como resposta às atrocidades cometidas no conflito e tem como objetivo a promoção da paz e a preservação da humanidade. A União Europeia (UE) foi fundada nos valores do respeito pela dignidade humana, da liberdade, da democracia, da igualdade, do Estado de direito e do respeito pelos direitos do Homem (art.º 2º do Tratado da UE). Nesse sentido, a sua Política de Desenvolvimento tem como pilares fundamentais a promoção dos Direitos Humanos, do Estado de Direito e a Boa Governação, a par de um Crescimento Inclusivo e Sustentável. Sendo este o Ano Europeu para o Desenvolvimento (AED), faz sentido a existência de um mês destinado a uma das pedras angulares da criação da UE – os Direitos Humanos.

Instituto Camões


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Domingo, 13 de Dezembro de 2015
IGREJA DA GRAÇA EM LISBOA RECEBE CANTARES AO MENINO



publicado por Carlos Gomes às 14:38
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Sábado, 12 de Dezembro de 2015
ECOLOGISTAS DEBATEM CIMEIRA DO CLIMA E ELEIÇÕES PARA A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

O Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes” reuniu hoje, dia 12 de dezembro, em Lisboa com dois pontos fundamentais em discussão: a Cimeira do Clima e as eleições para a Presidência da República.

  • Relativamente à Cimeira do Clima, o Conselho Nacional ecologista manifesta a sua grande preocupação e desagrado pelo acordo assinado, no qual as metas ficam muito aquém dos objetivos que seriam necessários para travar o aumento de 2ªC. Como tal, o Conselho Nacional dos Verdes junta-se à Marcha do Clima que irá decorrer hoje em Lisboa, no Marquês de Pombal. Os Verdes continuarão empenhados para que em Portugal e no Planeta se tomem as medidas mais eficientes para reduzir as emissões. Em Portugal, essas medidas passam, nomeadamente, por uma política proactiva de incentivo ao uso do transportes públicos e de fomento à ferrovia nacional, assim como as medidas necessárias de adaptação aos efeitos das alterações climáticas já sentidos, nomeadamente na orla costeira.
  • Relativamente à Presidência da República, Os Verdes consideraram que os recentes acontecimentos que o país acaba de viver deixam bem patente a importância do papel que o Presidente da República desempenha na vida do país e dos valores que este deve assumir.

Por isso, Os Verdes estão empenhados em contribuir para mobilizar os portugueses para participarem nestas eleições e para, com o seu voto, elegerem um Presidente que não só assuma um compromisso claro com a Constituição da República e com os valores de Abril, como traduza ainda a vontade de mudança de políticas, expressa nas últimas legislativas, que deram origem a um novo quadro parlamentar e abriram a esperança para um futuro melhor.

 

No quadro destas eleições, tendo Os Verdes decidido não apresentar candidatura, fizeram uma análise profunda das candidaturas já publicamente conhecidas, na sequência da qual determinaram a seguinte posição:

  1. Os Verdes vão-se empenhar no debate e no esclarecimento aos eleitores, por forma a impedir a eleição das duas candidaturas que consideram ser, marcadamente, suportadas e corporizadas pelos grandes interesses económicos e apoiarem um modelo de sociedade que se afasta do projeto ecologista que o PEV defende para Portugal sendo estas a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa e Maria Belém.
  2. O Conselho Nacional dos Verdes traçou o perfil que deve assumir uma candidatura que garanta a defesa e o cumprimento da Constituição Portuguesa, os valores de Abril e um paradigma ecologista de sociedade. Nesse sentido, Os Verdes consideram que o próximo Presidente da República deve assumir um compromisso claro nomeadamente com: a defesa da soberania nacional; a justiça social e as funções sociais do Estado; o combate à pobreza; a defesa e a valorização do trabalho e dos direitos dos trabalhadores; o desenvolvimento sustentável do país; a defesa da natureza e dos nossos recursos naturais; a defesa e valorização da cultura; a democracia participativa; a paz e a cooperação entre os povos. Mas os Verdes consideraram, contudo, que não é suficiente clamar estes valores, é fundamental a candidatura já tenha experiência, provas dadas e lutas travadas na defesa destes valores e demonstre uma coerência e um empenho implacáveis na sua defesa.

O Conselho Nacional dos Verdes deixa à responsabilidade dos seus dirigentes e ativistas a decisão de dar corpo a estas resoluções.

O Conselho Nacional do Partido Ecologista Verdes,

Lisboa, 12 de Dezembro de 2015



publicado por Carlos Gomes às 14:45
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QUAL É O TERRITÓRIO DE PORTUGAL NO CONTINENTE EUROPEU?
  1. Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
  2. (…)
  3. O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre ele exerce, sem prejuízo da rectificação de fronteiras.

- artigo 5.º da Constituição da República Portuguesa

4691311

Foto: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/home.do

Traité de délimitation de la frontière entre l'Espagne et le Portugal à partir de l'embouchure du Minho jusqu'au confluent du rio Caya et du Guadiana. Signé à Lisbonne le 29 septembre 1864

Acte final approuvant les annexes au Traité susmentionné.

Signé à Lisbonne le 4 novembre 1866

Textes authentiques : espagnol et portugais.

Classés et inscrits au répertoire à la demande de l'Espagne le 21 septembre 1982.

TRATADO DE LIMITES DESDE LA DESEMBOCADURA DEL MINO HASTA LA UNION DEL RIO CAYA CON EL GUADIANA ENTRE ESPANA Y PORTUGAL

Sua Magestade A Rainha das Hespanhas e Sua Magestade El Rei de Portugal e dos Algarves, tomando em consideraçâo o estado de desassocego em que se encontram muitos povos situados nos confins de ambos os Reinos por nâo existir uma demarcaçâo bem defïnida do territorio, nem Tratado algum internacional que a désigne; e desejando pôr termo de uma vez para sempre, aos desagradáveis conflictos que por tal motivo se suscitam en varios pontos de raia, estabelecer e consolidar a paz e harmonia entre os povos limitrophes, e finalmente, reconhecendo a necessidade de fazer dessapparecer a situaçâo anomala em que, à sombra de antigas tradiçôes feudaes tem permanecido até hoje alguns povos immédiates à linha divisoria de ambos os Estados com reconhecido e commun prejuizo destes, convieram en celebrar um Tratado especial que détermine clara e positivamente, tanto os direitos respectives dos povos confinantes, como os limites territoriaes de ambas as Soberanias na linha de fronteira que se estende desde a foz do rio Minho até à confluencia do Caya com o Guadiana.

Para este effeito nomearam seus Plenipotenciarios a saber:

Sua Magestade A Rainha das Hespanhas ao Senhor Dom Joào Jimenez de Sandoval, Marquez de la Rivera, Commendador de numéro da Real e distincta ordem de Carlos III, Commendador da de Izavel a Catholica, Caballeiro da de Sâo Joào de Jérusalem, Commendador da do Leâo Neerlandez, Officiai da Legiào d'Honra de França, Caballeiro de primeira classe da Aguila Vermelha da Prussia, Secretario com exercicio de Décrètes, Seu Enviado Extraordinario e Ministre Plenipotenciario na Côrte de Sua Magestade Fidelissima, etcetera, etc.; e ao Senhor Dom Facundo Goni, seu Ministre Résidente, Deputado que foi as Certes, etc., etc.

E Sua Magestade El Rei de Portugal e dos Algarves ao Senhor Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barretto, Duque e Marquez de Loulé, Conde de Valle de Reis, Estribeiro Môr, Par do Reino, Conselheiro d'Estado, Grào Cruz da antiga e muito nobre ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Merito, Commendador da Ordem de Christo, condecorado com a Medalha numéro nove de Dom Pedro e Dona Maria, Caballeiro da Ordem Suprema da Santissima Annunciada e Grâo Cruz da Ordem de Sâo Mauricio e Sâo Lazaro de Italia, de Carlos III de Hespanha, da Coroa Verde e de Ernesto o Pio de Saxonia, de Leopoldo da Belgica, do Leâo Neerlandez, da Aguila Vermelha e da Aguila Negra da Prussia, do Danebrog de Dinamarca, de Pio IX, da Legiào d'Honra da França e de Santo Olavo de Suecia, Présidente do Conselho de Ministres, Ministre e Secretario de Estado dos Négocies Estrangeiros e interinamente dos do Reine, etc., etcetera, e o Senhor Jacinto da Selva Mengo, do seu Conselho, Caballeiro das Ordems de Christo, de Nossa Senhora de Conceiçâo de Villa Viçosa e da antiga e muito nobre Ordem da Torre e espada de Valor, Lealdade e Merito, condecorado com a medalha numéro nove de Don Pedro e Dona Maria, Commendador de numéro extraordinario da Real e distincta Ordem de Carlos III, e da de Izavel a Catholica de Espanha, das de Sâo Mauricio e Sâo Lazaro de Italia, de Leopoldo da Belgica, do Danebrog de Dinamarca e da Coroa de Carbalho dos Paises Baixos, Cavalleiro de segona classe da Ordem Impérial de Santa Anna de Russia, condecorado com o Nichani Iftijar em brilhantes de Turquïa, Officiai e Chefe da primeira repartiçâo da Secretaria d'Estade des Négocies Estrangeiros; os quaes, depois de haberem communicado os seus plenos poderes achados em boa e debida forma, tendo examinado minuciosa e detidamente varios e numerosos documentos, assim antigos como modernes, adducidos por ambas as partes em apoio de seus direitos e pretençôes, e tendo alem disto présentes os estudos e trabalhos da Comissào mista de limites que nos ultimos annos percorrera a linha de fronteira convieram nos artigos seguintes:

Artigo I. A linha de separaçào entre a Soberania do Reino de Hespanha e a de Portugal começarâ na foz do rio Minho entre a provincia hespanhola de Pontevedra e o distrito portugez de Vianna do Castello e se diiïgirâ pela principal veia fluida do dito rio até à confluencia de rio Barjas ou Troncoso.

A ilha Canosa situada perto da foz do Minho, a denominada Cancella, a Insua Grande que se encontra no grupo das ilhas de Verdoejo entre o povo hespanhol Caldelas e o portuguez Verdoejo, e o ilhote Filha Boa, situado perto da Salvatierra, pertençerâo a Hespanha.

As ilhas chamadas Canguedo e Ranha Gallega que forman parte do mesmo grupo de Verdoejo, pertençerâo a Portugal.

Artigo IL Desde a confluencia do rio Minho com o Troncoso a linha internacional subira pelo curso deste ultimo rio até ao Porto dos Caballeiros e d'aqui continuarâ pela serra do Lavoreiro, passando successivamente pelos altos Guntin e de Lavoreirâo; pelo marco das Rossadas e pela Portella do Pao.

O terreno comprehendido entre huma linha recta desde o marco das Rossadas à Portella de Pao e outra linha que passe pelo Châo das Passaras e alto da Basteira questionado por Gorgoa e Adufeira, sera dividido en duas partes eguaes.

Artigo III. Desde a Portella de Pao seguirâ a raia pela serra de Laboreiro, tocando no cerro chamado Outeiro de Ferro e Cabeço da Meda, e pasando em seguida pelo marco d'Antella, alto denominado Coto dos Cravos, Penedo de Homem e Penedo Redondo, descerâ a tomar o curso das aguas do rio de Castro, tresentos métros mais abaixo do ponto que no dito rio se conhece pelo nome de Porto de Pontes.

0 terreno questionado por Pereira e Meijoeiia, situado entre o Penedo Redondo e o rio de Castro, pertencerâ a Portugal.

Artigo IV. A linha divisoria partindo do ponto designado no rio de Castro continuarâ pela veia fluida deste rio e depois pela do Barcias ou Tibô até à sua junçào com o Lima, pela corrente do cual subira até à un ponto equidistante entre a confluencia do rio Cabril e a Pedra de Bousellos. Do referido ponto subira ao elevado rochedo da Serra de Gérez, chamado Cruz dos Touros.

O terreno questionado entre os (povos) hespanhoes da freguezia de Manin e os portuguezes de Lindoso sera dividido pela linha de fronteira em duas partes eguaes.

Artigo V. Da Cruz dos Touros o limite internacional, voltando a sua

direcçâo gérai para Nordeste, correrâ pelos eûmes das serras do Gérez e do Pisco, passando succesivamente pela Portella do Hommen, alto da Amoreira, Pico de, Nevosa, Portella da Cerdeirinha, Alto da Ourella do Cabalhinho, Coto de Fonte Pria, Pedra do Pisco na Portella de Pitoens, e marco do Pisco.

O terreno situado entre os dous ultimos pontos pretendido por Guntemil e Pitoens, sera dividido pela raia em duas partes eguaes.

Artigo VI. A partir do marco do Pisco seguirâ a linha de fronteira pela demarcaçâo actual, tocando na Buraca do Foxo; e atravesando o rio Sallas continuarâ pelo marco da Fonte-Fria até ao marco chamado Lage da Ovelha. Daqui ira pelo marco da Calveira até a capella portugueza de Sâo Lourenzo; e cortande segunda vez o rio Sallas, no sitio chamado a Fraga, seguirâ pelas penhas da Raposeira e Fonte da Devesa, e depois pelo ribeiro de Barjas que corre proximo a dita fonte até ao marco do Sapateiro na cumeada da serra do Pisco. Daqui se encaminharâ em direcçào Este e por aguas vertentes da serra da Penha até as pedras de Malrandin, passando pelo Cabeço do Româo, Outeiro do Borracho, Cabeço do Sabugueiro e Portella do Grito.

O terreno situado à direita do ribeiro de Barjas ja mencionado, e que pretendem Vilarinho e Tourem, pertencerâ a Hespahha. O terreno de dominio duvidoso entre Vilar e Sabuzedo ficarâ demarcado por aguas vertentes.

Artigo VU. Desde as pedras de Malrandin se dirigirâ a raia em direcçào Norte pela actual linha de separaçào entre o Couto misto e o termo de Vilar até ao ponto em que a corte un alinhamento recto tirado do Castello da Piconha ao Pico de Monte Agudo e deste ponto de encontre, voltando em direcçào Este continuarâ por outro alinhamento recto até ao Porto de Bancellos.

Portugal renuncia a favor de Hespanha todos os direitos que possa ter sobre o terreno do Couto misto e sobre os povos nelle situados, os quaes em virtude da direcçào determinada pela linha acima descripta ficam em territorio hespanhol.

Artigo VIII. Desde o Porto de Bancellos a linha de fronteira entre ambas as Naçôes dirigirse-ha pelo Penedo das Cruzes, Cabeço da Escusa, sitio denominado Capella de Sâo Fitorio, Penedo dos Bastos, ruinas do Castello portuguez de Portello ou de Sendim, Pedra Laça e marco da Roussiâ; depois subira a Serra do Larouco que atravessarâ pelas penhas da Cascalheira, Penedo Airoso ou Fraga da Eiroca, Vidoeiro do Extremo e continuarâ a meia distancia entre os ribeiros do Inferno e Cabana até a Cruz do Grou. Daqui seguirâ pelo Regueiro da Rega até à um ponto conveniente que deve fixar-se, e deste continuarâ em linha recta até ao Outeiro de Maria Sacra.

Os terrenos existentes entre Vidoeiro do Extremo e a Cruz de Grou e entre a Cruz de Grou e o Outeiro de Maria Sacra disputadas pelos povos da Gironda e de Santo André serâo divididos em partes eguaes.

Artigo IX. Do Outeiro de Maria Sacra ira a raia pelo Madorno das Terras até à Adega dos Palomares, e daqui em linha recta ao Penedo Grande de Modorno.

Depois continuarâ pela fonte de Codeceira, Pedras da Estiveira, Porto Cobil ou das Bestas, e entrando no rio Porto de Rei descerâ por este até um ponto que se ache proximamente a 150 métros do Pontào de Porto de Rei. Do dito ponto ira em linha recta as Cruzes do Marco de Porto de Rei, entrando no rio Assureira e subindo por elle até à ponte de Assureira.

En consequencia da demarcaçâo consignada neste artigo, a estrada directa de Sâo Milâo a Videfferre ficarâ toda em territorio hespanhol.

Artigo X. Da ponte d'Assureira a linha de separaçào entre as duas Monarchias se encaminharâ pelos marcos ora existentes até as inmediaçôes do povo promiscuo de Soutelinho, e passando pelos pontos que se demarcarâo perto do dito povo, que ficarâ em territorio portuguez, tornarâ a encontrar o limite actual da fronteira e continuarâ por elle, tocando na Cruz da Fonte do Asno, Porto-Caballo de Cima e de Baixo, Penedo dos Machados e marco da Fecha, seguindo pelo ribeiro de Cambedo até à sua confluencia com o de Valle de Ladera, O povo promiscuo de Soutelinho pertenecerâ a Portugal, demarcandose-lhe em territorio de Hespanha uma zona de 90 a 100 métros de largo, contigua à povoaçào.

Artigo XL A raia partindo do ribeiro de Valle de Ladera seguirâ o leito deste e continuarâ pelo limite do terme municipal hespanhol de Cambedo até Portella de Vamba para dirigirse à Penha ou Fraga da Raia. Deste ponto ira atravessando o valle do rio Tamega pelos marcos que hoje determinan a fronteira, tocarâ no Pontâo de Lama, e logo passando proxima dos povos portuguezes de Villarelho e Villarinho, entrarâ no rio Tamega pela Fraga de Bigode ou Porto de Villarinho. Daqui seguirâ pela veia principal do Tamega até à confluência do rio Pequenho ou de Fezes, por onde subira até à Fraga de Maria Aloes, prosseguindo depois pelo limite do termo municipal hespanhol de Lama d'Arcos até ao Outeiro de Castello Ancho.

Os dous povos promiscuos Cambedo e Lama d'Arcos com sens actuâes termes municipaes ficam pertendo a Portugal.

Artigo XII. Desde o Outeiro de Castello Ancho ira a raia atravessando a serra de Mairos ou Penhas livres pelo Outeiro da Teixogueira; Pedra Lastra e Fonte Pria, e descerâ pelo ribeiro de Palheiros até à Fraga da Maceira e Laga do Frade. Continuarâ depois pela demarcaçào practicada en 1857 até à Fonte de Gamoal ou de Talhavalles, da quai ira ao marco de Valle de Gargalo, e dirigiendose por um ribeiro que tem sua origen perto do dito marco até à sua uniào com o rio Valle de Madeiros, descerâ por este até um ponto proximo do primeiro regato que se Ihe junta pela esquerda e continuarâ daqui en linhas rectas inmediatas ao caminho de Sào Vicente a Sigirey, o quai deverâ ficar todo em território portuguez, até ao marco do caminho de Soutechao.

Desde este marco seguirâ a raia invariavelmente a demarcaçào feita en 1857 até à Pedra Negra, d'onde se encaminharâ a um ponto equidistante entre o marco de Cabeça de Peixe e o sitio designado pelos portuguezes com egual nome.

Artigo Xlll. Desde o ponto de Cabeça do Peixe a linha divisoria ira pela demarcaçào existente, passando pela Igrejinha de Mosteirô à confluencia dos rios Arçoâ e Mente, e subindo pelo curso deste até ao ribeiro dos Cabrées, seguirâ pelo dito ribeiro até perto de sua origem, dexando-o para ir passar entre os dous sitios que os hespanhoes e os portuguezes chaman Cruz de Carapainho e chegar à confluencia do ribeiro Valle de Souto com o rio Diabredo ou Moâs. Daqui seguirâ pelo dito rio um curto espace, subindo logo pelo Covanco do Diabredo: depois dirigirse-ha ao Penedo de Pé de Meda, e, atravessando as Antas de Pinheiro, correrâ por aguas vertentes até ao Portello do Cerro de Esqulqueira.

Os terrenos de dominio duvidoso entre Barja é Cisterna a entre Esqulqueira e Pinheiro Novo e Pinheiro Velho serâo divididos segundo o determinha a linha de fronteira descripta no présente artigo.

Artigo XIV. Do Portello do Cerro da Esqulqueira ira a raia pela cumeada deste até ao penedo mais elevado dos do dito cerro, situado quasi a meia distancia da descida domesmo, de fronte do Monte do Castro, d'onde se dirigirâ, seguindo un alinhamento recto, a tocar no primeiro ribeiro que conflue com o rio Assureira, mais abaixo do Porto do Vinho, e em um ponto distante 450 métros do dito rio. D'aqui ira a raia seguindo em linha recta até terminar no ponto em que o rio Assureira muda de direcçào de Sul para Oeste, pouco mais acima do Pontào de Cerdedo. Desde o dito ponto, ou antes, desde a volta do Assureira, subira a raia por este rio até à um ponto equidistante entra a uniâo do ribeiro das Carvalhas e o sitio chamado Cova d'Assureira, indo d'aqui em linha recta a terminar na Cavanca dos Ferreiros junto do caminho de Manzalvos a Tioselo. Continuar pelo marco das Carvalhas ou Pedra da Vista e pela vereda chamada Verea Velha até ao Penedo dos très Reinos, donde termina a provincia de Orense.

Os terrenos questionados respectivamente entre Chaguazoso e Pinheiro Velho, Villarinho das Touças e Cerdedo e entre Manzalvos e Casares e Carvalhas ficarâo divididos segundo détermina a linha de fronteira descripta no presente artigo.

Artigo XV. Desde o Penedo dos très Reinos ira a raia a Pedra Carbalhosa, atravessarâ depois o rio Tuella no porto da Barreira, e subindo até proximo ao Forno de Cal, voltarâ em direcçào Este, passando pelos sitios chamados. Escusenha, Valle de Carvalhas, marco de Roi e Pedra Estante ou Pedra dos Très Rispos na serra de Gamoneda e continuarâ pela Fonte Grande, Pedra Negra e Penha da Formiga.

O terreno questionado por Castromil e Moimenta situado entre o Penedo dos très Reinos, Penedo do Moço e Fraga ou Pedra Carvalhosa sera dividido en duas partes eguaes.

Artigo XVI. Da Penha da Formiga continuarâ a linha internacional pelo Valle das Porfias até atravessar o rio de Calabor. D'aqui seguirâ pelo marco da Campiça e em alinhamentos rectos pelo Cabeço ou Cerro da Pedra Pousadeira, marco da Trapilha ou de Ervancede e marco de Rio d'Honor, subindo pelo ribeiro que corre entre Rio d'Honor de Cima e Rio d'Honor de Baixo. Passarâ depois pelos marcos de Leixo e de Ripas na serra de Barreiras Brancas, e ira encontrar proximo do povo hespanhol de Santa Cruz o rio Maçans, cujo curso seguirâ até ao marco situado mais abaixo do moinho da Ribeira grande. D'aqui se encaminharâ ao marco de Candena ou de Picào, e voltando para Este ira encontrar outra vez o rio Maçans na Penha Furada, a corrente do quai marcarâ a fronteira até à Pedra ou Poço da Olha.

Artigo XVII. Desde o Poço da Olha subira a linha de fronteira para o Castello do Mao-Visinho, e correndo pelo cume da serra de Rompe Barcas seguirâ tocando successivamente no alto da Manchona, Alto da Urrieta del Cerro ou da Lameira, marco de Valle de Frades, marco de Valle de Madeiros e marco da Cazica na serra desde nome, e moinho da Raya no ribeiro d'Avelanoso, serra de Cerdeira até ao sitio das Très Marras.

Artigo XVIII. Do sitio das Très Marras ira a raia por aguas vertentes da serra de Bouzas ao moinho da raia no rio d'Alcanhiças subira d'aqui ao alto do Canhiço na serra de Sâo Adriào; e passando depois pela pyramide geodesica, marcos de Nossa Senhora da Luz, da Appariçao, de Prado Pegado ou da ponte de Pâo, da Prateira e da Nogueira, entrarâ no rio Douro proximo da confluência do ribeiro do Castro. Deste ponto a linha internacional ira pelo centro da corrente principal do Douro até à sua confluencia com o Agueda, subindo por este até à sua juncçào com o Ribeiro dos Toirôes, que a seu turno demarcarâ a fronteira até um ponto proximo do moinho de Nave Cerdeira.

Artigo XIX. Do ponto indicado perto do moinho de Nave Cerdeira continuarâ a raia pelo valle das Meias para subir ao Alto das Vinhas da Alameda, d'onde se dirigirâ pela direita do caminho hespanhol que da Aldea do Bispo conduz a Fuentes d'Onor, a encontrar o Valle de Golpina ou de Provejo passando depois perto da Cruz da Raia, e mais adiante pela parede da Tapada de la Huerta de la Calzada. ira pela Hermida do Espiritu Santo ao Alto ou Teso da Polida, atravessarâ o ribeiro del Campo, e voltando ao Sul se encaminharâ pelo monte de Cabeça de Caballo ao Alto dos Campanarios. Daqui ira entrar no caminho que conduz de Nave de Aver a Alamedilla, pelo quai continuarâ até Alto Redondo, seguindo depois pelo Cabeço da Atalaia, Cruz da Raia, Monte Guardado e Barrocal das Andorinhas.

O terreno de dominio duvidoso situado entre o Monte Guardado e o Barrocal das Andorinhas sera dividido em duas partes eguaes entre ambas as Naçôes.

Artigo XX. Do Barrocal das Andorinhas a linha divisoria, passando pela parede Este da Tapada do Manso, e voltando pela do Sul seguirâ pelos penedos marcados com cruzes antigas até ao ponto chamado pelos portuguezes Canchal da Raia. Daqui pasarâ junto da Tapada do Piâo d'Ouro, e atravessando o Ribeiro da Lagiosa e Canchal do Freixo seguirâ pelo ribeiro de Codeçal, tocando no Cabeço das Barreras ou Vermelho, d'onde se encaminharâ a Penha de Navas Molhadas, situada na serra das Mesas. Continuarâ pelo cume desta serra, que aqui sépara as aguas dos rios Douro e Tejo, e passando pelo Cabeço de Clerigo, correrâ tambien por aguas vertentes da serra da Marvana, e descerâ a encontrar o rio Torto ou Ribeira Grande no sitio da Ginjeira ou Curral das Colmeas.

Artigo XXI. Desde o sitio da Ginjeira a linha internacional seguirâ pelo riu Torto até à sua juncçâo com o Basabiga, o quai formarâ a fronteira até à sua confluencia com o Erjas, que a seo turno a demarcarâ até desembocar no Tejo.

Depois seguirâ a raia principal veia fluida do Tejo abandonando-lo no ponto em que recebe as aguas do Sever, pelo quai subira até à presa do moinho da Negra, no sitio chamado Pego da Negra.

Artigo XXII. Desde o Pego da Negra ira à raia ao Canchal de Crença e por aguas vertentes ao da Cova do Ouro, encaminhandose pelas Penhas da Limpa e recorrendo a cumeada da Serra Pria, seguirâ logo pela Serra da Palha, passando pelo Cerro Mallon e Portello da Xola, descendu depois a cortar o rio Xebora no Pego da Raia, continuando pelo Cabeço de Valdemouros e o dos Très Termos até entrar no ribeiro Abrilongo. Depois de seguir certo espaço o leito do dito ribeiro, abandona-lo-ha para atravesar a Referta de Arronches, cuyo terreno dividirâ, deixando a terça parte deste em Portugal, e continuarâ pelo limite que separa de Hespanha a primeira Referta de Onguella, até ao moinho de Rozinha sobre o rio Xebora. D'aqui seguirâ pelo alto da Dessezinha e pelos marcos existentes até ao da Garrota, e passando logo pelo limite que sépara de Portugal a segunda Referta de Onguella ou de Baixo, ira tocar no primeiro rrtarco de terme de

Badajoz.

O terreno que comprehendem as Refertas, e que disfructam em comum o povo hespanhol de Alburquerque e os portuguezes de Arronches e Onguella sera dividido em partes eguaes entre ambos os Estados do seguinte modo: a segunda Referta de Onguella ou de Baixo pertenecerâ integralmente à Hespanha; a primera Referta de Onguella ou de Cima pertenecerâ integralmente a Portugal; a Referta de Arronches sera dividida ficando para Portugal a terça parte do terreno contiguo à primeira Referta de Onguella e para Hespanha as duas terças partes restantes.

Artigo XXIII. Desde o primeiro marco de Badajoz seguirâ a raia a demarcação existente, cortando o _Xebora e proseguindo ira entrar no rio Caia, pela corrente do quai continuarâ até à sua juncçào com o Guadiana, entre a provincia hespanhola de Badajoz e o distrito portuguez de Portalegre. Na confluencia do Caia com o Guadiana termina a fronteira internacional, cuya demarcaçâo tem sido objecte do présente Tratado.

Artigo XXIV. Para fixar com exactidào e de modo que nào dé logar a duvidas a linha divisoria internacional cujos pontos principaes ficam mencionados nos artigos précédentes, convieram as duas Partes contractantes em que se pro céda com a brevidade possivel à collocaçâo dos marcos necessaries e a sua descripçào geometrica; para levar a efeito estas operaçôes, os dous Gobernos nomerâo os Commissaries compétentes.

A collocaçâo dos marcos assistirào delegados das respectivas Municipalidades hespanholas e portuguezas interessadas em cada porçâo de fronteira. A fim de que a mesma collocaçâo nos pontos da referida linha divisoria, nâo ïndicados neste Tratado, se faça justa e dividamente, serào consultadas em casos de divergencia as actas da Comissào mixta de limites. A acta da collocaçâo dos marcos e a sua descripçào geometrica. feita em duplicado e devidamente legalizada se juntarâ ao présente Tratado e as suas disposiçôes terào a mesma força e vigor como se n'elle se houvessem literalmente inserido.

Artigo XXV. A fim de assegurar a permanencia dos marcos que designam a linha internacional conveio-se-em que as Municipalidades limitrophes dos dous Reinos empreguem na parte que Ihes respeite, e de accorde com as Autoridades compétentes as providencias que julguem necessarias para a conservaçào dos marcos collocados, reposiçào dos destruidos e castigo dos delinquentes. Para este effeito no mez de agosto de cada anno se farâ un reconhecimiento da raia por delegados das Municipalidades confinantes com assistencia dos Alcaides hespanhoes e dos Administradores dos concelhos portuguezes. Desse reconhecimento se lavrarâ auto, do quai se remetterâ uma copia as Autoridades superiores administrativas para que estas possam conhecer o estado da demarcaçâo da fronteira, e procéder segundo exigam as circumstancias.

Artigo XXVI. Os povos de ambos os Paizes que desde muito tempo gozam o direito de colher en commun as herbagens na ilha Canosa, situada no rio Minho, continuarâo como até agora e em conformidade dos seus regulamentos municipaes no gozo commun d'aquelle aproveitamento.

Considerando os perjuicios que soffren varies povos situados nas margens de alguns rios limitrophes e designadamente nos do Minho, assim como os embaraços para a navegaçâo, em consecuencia de construcçôes nas margens dos ditos rios e d'alteraçâo résultante no curso de suas aguas, e desejando obstar aos abuses e regular o exercicio dos legitimos dereitos, convem ambas as Partes contractantes em que depois de feitos os estudos previos se forme um regulamento especial, que tendo em dévida conta os damnos produzidos anteriormente estabeleça e fixe para o future as regras convenientes con respeito à construcçào d'obras de cualquier classe nas margens dos rios confinantes e particularmente nas do Minho e suas ilhas.

Artigo XXVII. Havendo passade integralmente ao dominio e soberania de Portugal em virtude dos artigos decimo e undecimo os très povos promíscuos denominados Soutelinho, Cambedo e Lamadarcos, e ficando egualmente sob o dominio e soberania de Hespanha en virtude do artigo septimo, os très povos do Couto misto chamados Santa Maria de Rubiâs, San Thiago e Meaus, convem ambas as Partes contractantes em que tanto os habitantes dos povos promíscuos que sejam realmente subditos hespanhoes, como os habitantes do Couto misto que sejan realmente subditos portuguezes, possam, si assim Ihes convier, conservar a sua respect!va nacionalidade. Para este fin tanto ums como outros declararão a sua decisào ante as Autoridades locaes no termo de un anno, contado desde o dia en que se ponha em execuçào o présente Tratado.

Artigo XXVIII. Attendendo a que a linha internacional segue em varias partes cursos d'agua, a direçâo dos caminhos e toca em algumas fontes, conveiose-em que caminhos, cursos d'agua e fontes que se achen no caso indicado sejam de uso commum para os povos d'ambos os Reines.

As pontes construidas sobre os rios que limitam a fronteira pertençerâo por metade aos duos Estados, salva a justa indemnizaçâo entre os duos Governos, proveniente das despesas feitas na construcçào das mesmas pontes.

Artigo XXIX. A fim de evitar, quanto possivel, os damnos que possam provir aos povos arraianos por causa de apprehensôes de gados e para manter a melhor harmonia entre aquelles conveio-se:

1.° Que pelo facto de emtrarem gados a pastar indevidamente no territorio de outra Naçâo, se imponham tào sômente penas pecuniarias.

Que para responder pelas penas e gastos occasionados com as ditas apre hensôes nào possa reter-se mais do que uma rez de cada dez das apprehendidas.

3.° Que se se considerem legaes as apprehensôes verificadas pelos guardas dos povos ou pela força pûblica, devendo-se entregar os gados apprehendidos à Autoridade no termo jurisdiccional da quai se tenham encontrado. Para por em practica as bases que ficam establecidas adoptarâo de com mum accorde ambos os Governos as disposiçôes que julguem necessarias.

Artigo XXX. Todos os contractes, sentenças arbitraes e quaesquer outros accordes que existam relatives à demarcaçâo da fronteira desde a desembocadura do Minho no mar até à do Caia no Guadiana se declaram nulos de facto e de direito em quanto se opponham ao que se estipula nos artigos do presente Tratado desde o dia em que se achem em execuçào.

Artigo XXXI. O présente Tratado sera ratificado o mais brève possivel por Sua Magestade A Rainha das Hespanhas e por Sua Magestade El Rey de Portugal, e as ratificaçôes serâo trocadas en Lisboa um mez depois.

EN FE DE LO CUAL los infrascrïtos Plenipotenciarios respectives han firmado el présente Tratado por duplicado, y lo han sellado con el sello de sus armas en Lisboa a veinte y nueve de setiembre de mil ochocientos sessenta y cuatro.

El Marqués DE LA RIBERA

FACUNDO GONI

EM FE DO QUE os abaixo assignados Plenipotenciarios respectives assignaram o présente Tratado em duplicado e o sellaram com o sello de suas armas em Lisboa aos vinte e nove dias do mez de setembro de mil oitocentos sessenta e cuatro.

Duque DE LOULÉ

JACINTO DA SILVA MENGO



publicado por Carlos Gomes às 11:26
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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2015
MINHO APRESENTA PRÉMIO ALBERTO SAMPAIO NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA

Prémio é instituído pelos municípios de Braga, Famalicão e Guimarães e pretende distinguir estudos de História

Os Municípios de Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão, em parceria com a Sociedade Martins Sarmento, lançaram ontem, dia 11 de Dezembro, o Prémio de História Alberto Sampaio. A apresentação, que decorreu na mítica biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa, instituição responsável pela supervisão científica do prémio.

CMB111220150000002231

A iniciativa, que pretende distinguir estudos de história económica e social, tem cariz bienal e será atribuído no ano de 2016 com um valor pecuniário de 6 mil euros, financiado em partes iguais pelas três autarquias. A cerimónia de entrega será rotativa, decorrendo em instituições ligadas ao patrono do galardão: o Museu Alberto Sampaio em Guimarães, o Arquivo Municipal Alberto Sampaio em Vila Nova de Famalicão e a Escola Secundária Alberto Sampaio em Braga.

O Prémio de História Alberto Sampaio data de 1995, quando foi contratualizado um protocolo entre os Municípios de Vila Nova de Famalicão e de Guimarães e a Sociedade Martins Sarmento, tendo como objectivos homenagear este vulto da historiografia portuguesa e incentivar o estudo e a investigação histórica em Portugal. A sua última edição foi em 2008.

Tendo em vista a revitalização deste prémio, e edilidade famalicense redesenhou o regulamentou, tendo convidado o Município de Braga, cidade estreitamente ligada à vida de Alberto Sampaio. Alberto Sampaio nasceu em Guimarães no ano de 1841, fez os estudos liceais em Braga e veio a falecer na freguesia de Cabeçudos, em Vila Nova de Famalicão, a 1 de Dezembro de 1908.

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Alberto Sampaio, «homem que une três cidades»

Na sessão de apresentação a vereadora da Cultura do Município de Braga, Lídia Dias, agradeceu o desafio lançado pelo Município de Vila Nova de Famalicão que permite a Braga homenagear uma grande figura.

Para a vereadora da Cultura, Alberto Sampaio é um homem que ”teve o mérito de unir as três cidades”, reforçando a necessidade de crescentemente serem estabelecidas “parcerias culturais neste território partilhado que é o Minho”.

“A promoção da história e do património são vectores fundamentais da intervenção cultural do Município de Braga”, sublinhou Lídia Dias, reforçando a importância deste prémio nas “dinâmicas de valorização da identidade”.

Antes de terminar, a vereadora dirigiu uma palavra de apreço ao Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, entidade que também marcou presença na apresentação do prémio.

Guilherme de Oliveira Martins apresentou o homenageado

A personalidade convidada para apresentar o perfil de Alberto Sampaio foi Guilherme de Oliveira Martins, jurista e político que actualmente ocupa o cargo de administrador da Fundação Gulbenkian.

No entender de Oliveira Martins, este prémio “dignifica” Alberto Sampaio, “cidadão empenhado, pioneiro na historiografia económica do nosso país”.

Para o ex-presidente do Tribunal de Contas, o homenageado foi “um homem de Cultura e de agricultura e um exemplo de cidadania”.

“Alberto Sampaio mostrava um interesse autêntico pela coisa pública, sem qualquer intuito de intervenção política”, afirmou.

Oliveira Martins saudou com particular ênfase o facto de Braga e Guimarães serem parceiras nesta iniciativa, recordando o papel de Alberto Sampaio na resolução dos “graves conflitos” que opuseram as duas cidades no ano de 1885.

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publicado por Carlos Gomes às 21:04
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PARLAMENTO APROVA INCENTIVO À PRODUÇÃO ALIMENTAR LOCAL NAS CANTINAS PÚBLICAS

Iniciativa legislativa pertence ao partido “Os Verdes”

Foi hoje aprovado, na Assembleia da República, o Projeto de Lei dos Verdes que estabelece a exigência de utilização de produção alimentar local nas cantinas públicas. Esta iniciativa legislativa constitui um contributo muito significativo para a garantia de escoamento da produção nacional e para potenciar a agricultura familiar, biológica e localizada.

O Estado deve dar o exemplo das boas práticas nas compras públicas e incentivar, desta forma, uma maior soberania alimentar e uma menor dependência externa de bens alimentares, com claras vantagens ao nível económico, social e ambiental, designadamente através da ajuda à redinamização do mundo rural, da biodiversidade agrícola, do combate às alterações climáticas, por via da redução das necessidades de transporte de longo curso de bens alimentares, pela redução de desperdício alimentar, que também se manifesta nas fases da cadeia alimentar correspondentes ao transporte e à conservação de alimentos, entre outras questões.

Os Verdes relembram que já na anterior legislatura tinham apresentado no Parlamento uma iniciativa legislativa com o mesmo objetivo, chumbada na altura, e salientam a importância da persistência na apresentação de matérias relevantes para a resolução de problemas com que o país se depara, uma persistência que acabou por ser hoje recompensada com a aprovação, na generalidade, da iniciativa legislativa em causa.



publicado por Carlos Gomes às 20:19
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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2015
IGREJA DA GRAÇA EM LISBOA RECEBE CANTARES AO MENINO



publicado por Carlos Gomes às 22:50
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SISCOG E CAMINHOS DE FERRO NORUEGUESES CELEBRAM 10 ANOS DE PARCERIA DE SUCESSO
  • Sistema desenvolvido pela SISCOG ajuda no planeamento e gestão de mais de 2.000 trabalhadores ferroviários que garantem 68 milhões de viagens de comboio
  • Sistema em total e contínua utilização, tem acompanhado o crescimento acentuado de 50% vivido pela operadora norueguesa

09/12/2015 – A empresa portuguesa SISCOG e os Caminhos-de-Ferro Noruegueses (NSB) estão a celebrar o décimo aniversário do sistema utilizado pela ferrovia nacional no planeamento das suas operações. O TPO, sistema fornecido pela SISCOG baseado no seu produto CREWS, tornou-se totalmente operacional na NSB em 2005 e desde então tem acompanhado o crescimento da empresa em diversas áreas, nomeadamente o aumento de 50% do tráfego de passageiros desde 2007.

NSB

Desde há 10 anos que o TPO tem estado em completa e contínua utilização e tem permitido ao operador Norueguês optimizar o planeamento e gestão de diferentes tipos de pessoal.

A SISCOG é uma empresa de software especializada em soluções para o planeamento e gestão optimizados de recursos de empresas de transporte.

Para a NSB, o TPO marcou o início de um projecto que viria a revolucionar a forma como o planeamento operacional era feito até então, o que afectou métodos e crenças de trabalho e, consequentemente, eliminou ineficiências e a propensão para erros.

Para a SISCOG este projecto foi um marco histórico: após ser escolhida de entre 13 empresas num concurso público internacional e depois de auditada por uma consultora multinacional, a SISCOG teve a oportunidade de mostrar as suas capacidades a mais um exigente cliente Escandinavo.

Actualmente, o TPO, um sistema baseado no já premiado produto CREWS, contribui para o planeamento eficiente de mais de 24 bases de pessoal e 2.000 pessoas, incluindo maquinistas, revisores e pessoal do centro operacional, abrangendo todas as fases de planeamento, desde o longo prazo até ao despacho no dia da operação.

Nas palavras de Peter Hausken, Director de TI das Operações da NSB, “o TPO ajudou a NSB a melhorar a qualidade dos seus planos e relatórios e permitiu a utilização uniforme de regras e regulamentos, para além de prevenir violações acidentais ou má interpretação de regras”.

Para celebrar esta data, e num gesto simbólico, a SISCOG ofereceu à NSB um astrolábio, uma ferramenta de medição de ângulos utilizada pelos exploradores marítimos Portugueses no século XV nas suas navegações. Na entrega do astrolábio, João Pavão Martins, CEO da SISCOG, expressou o seu desejo de que “a SISCOG e o TPO possam ajudar sempre a NSB a encontrar melhores formas de navegar num futuro sempre em constante mudança”.

Fundada em 1986, a SISCOG é uma empresa 100% portuguesa, que se dedica ao desenvolvimento de software para o planeamento e gestão optimizados de recursos, utilizando uma combinação de técnicas de Inteligência Artificial e de Investigação Operacional. A SISCOG Suite é composta pelos produtos ONTIME, para a criação e actualização de horários, FLEET, para o planeamento e gestão de veículos e CREWS, para o planeamento e gestão de pessoal.

Entre os seus clientes encontram-se empresas de renome, como os caminhos-de-ferro Dinamarqueses, Finlandeses, Holandeses e Noruegueses, os Comboios Suburbanos de Copenhaga, a CP Carga, o Metropolitano de Lisboa e o Metro de Londres.

A SISCOG foi galardoada em 1997, 2003 e 2012 com o prémio de inovação atribuído pela “Association for the Advancement of Artificial Intelligence”, a organização científica mais prestigiada no sector da Inteligência Artificial a nível mundial e recebeu a medalha de mérito do “Computerworld Honors Program” em 2006. Em 2010, o seu produto CREWS Real-time Dispatcher recebeu uma Menção Honrosa no “Prémio Produto Inovação COTEC-Unicer” tendo em 2013 voltado a receber uma Menção Honrosa enquanto PME Inovação pela mesma associação. Em 2015 recebeu o “Best Practice Paper Award” da CASPT. Devido ao seu carácter inovador e por ser um exemplo de criação de valor, a SISCOG é membro da Rede PME Inovação COTEC desde 2006, e pela sua performance económica e financeira, obteve nos últimos 5 anos o estatuto de PME Líder e PME Excelência.

Mais informações em www.siscog.pt



publicado por Carlos Gomes às 21:34
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PARTIDO “OS VERDES” QUER PRODUÇÃO ALIMENTAR LOCAL NAS CANTINAS PÚBLICAS

Discute-se amanhã, dia 11 de Dezembro, na Assembleia da República, o Projeto de Lei dos Verdes “Preferência pela produção alimentar local nas cantinas públicas”.

Com esta iniciativa legislativa, o PEV propõe que, no mínimo, 60% de produtos alimentares utilizados para confeção das refeições das cantinas públicas sejam obrigatoriamente de origem nacional. Através desta regra – que se aplica às cantinas ou refeitórios dos serviços e organismos da Administração Pública, central, regional e local, bem como dos institutos públicos que revistam natureza de serviços personalizados ou de fundos públicos - o Estado contribuirá, por via das suas compras públicas, para garantir o escoamento da produção alimentar nacional.

A proposta dos Verdes - discutida amanhã, dia 11 de dezembro, em plenário da Assembleia da República - trará diversas vantagens ao país, tanto de ordem económica, social, ambiental, como cultural e de segurança alimentar, tais como o combate a défice agro-alimentar, a dinamização da economia nacional, a redinamização do setor pesqueiro, o combate ao despovoamento e à desertificação do mundo rural, a preservação da biodiversidade agrícola e o combate às alterações climáticas.



publicado por Carlos Gomes às 21:28
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PAN RECEBE VISITA DA EMBAIXADORA DO CHIPRE

O Deputado do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, André Silva, recebe na Assembleia da República, na próxima Sexta-Feira, dia 11 de Dezembro, pelas 16h00, S. Exa. A Senhora Embaixadora do Chipre, Thalia Petrides, numa visita de cortesia.

Este encontro pretende assinalar a representação parlamentar do PAN que fez história nas últimas eleições, uma vez que há 16 anos que não entravam novas forças políticas no Parlamento. Sendo o PAN um partido de causas defende uma política integral e interligada entre pessoas, animais e todos os ecossistemas e tendo esta premissa como base, as suas principais matérias tocam várias áreas da sociedade portuguesa, nas diversas vertentes que integram a sua ideologia – Pessoas, Animais e Natureza - nomeadamente a biodiversidade, os direitos dos animais, a saúde pública e o ambiente.

É uma honra para o PAN receber esta visita que revela um interesse da representação diplomática pelas causas que pretende trazer ao debate público e político nacional.



publicado por Carlos Gomes às 21:26
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INATEL TEM PROGRAMA DE APOIO AO ASSOCIATIVISMO

A organização associativa constitui uma das formas primordiais de coesão social e de expressão da sociedade civil que, nas suas diversas vertentes de atuação, desempenha um papel fundamental como veículo de transmissão e de afirmação dos valores de cidadania e de participação.

A multiplicidade de práticas e de tipos de intervenção de âmbito associativo existentes espelha um movimento heterogéneo e dinâmico, com características inovadoras pelo potencial de experimentação, qualificação e de resposta efetiva a problemas sociais em contextos de ambiente não formal e solidário.

Como entidade estruturada a nível nacional vocacionada para valorizar as intervenções de âmbito associativo, a Fundação INATEL presta um serviço público de apoio, incentivo e estímulo às atividades dos agentes culturais, artísticos e sociais que voluntariamente desenvolvem um trabalho de proximidade com as comunidades, em estreita articulação com as diferentes realidades locais.

Reconhecendo o contributo destas estruturas para a afirmação das identidades locais e para o desenvolvimento cultural, social e educativo dos territórios onde se inserem torna-se necessário regularizar as áreas de apoio, através de um instrumento que confira rigor, transparência e responsabilidade nessa atribuição e gestão, com base em critérios de análise explícitos.

Tendo esse objetivo em mente, torna-se público o Regulamento do Programa de Apoio ao Associativismo 2016 (em anexo), aprovado pelo Sr. Presidente do Conselho de Administração da Fundação INATEL, elaborado numa perspetiva de comparticipação de atividades, projetos e eventos de reconhecido interesse cultural, organizados e promovidos pelas instituições sem fins lucrativos associadas da INATEL, os CCD – Centros de Cultura e Desporto.

Para efeitos de boa divulgação e comunicação da operacionalização e critérios de atribuição do Programa de Apoio ao Associativismo, chamamos a atenção para os seguintes pontos e alterações do Regulamento:

  • As candidaturas deverão ser apresentadas em formulário próprio (em anexo), em suporte digital ou impresso em papel, devidamente preenchido e autenticado pelo Presidente ou representante do órgão diretivo da associação, e entregues nas Delegações distritais da Fundação INATEL, ENTRE 15 DE NOVEMBRO E 15 DE DEZEMBRO DE 2015.
  • Os CCD que pretendam candidatar-se aos apoios financeiros e não financeiros da Fundação INATEL poderão submeter três tipologias de atividade, projeto e evento nas áreas de cinema e audiovisual, etnografia e folclore, artes e culturas tradicionais, e música e teatro:
  • Atividade educativa e formativa – desde que pontual e aberta à comunidade, não ultrapassando trinta horas letivas ou trinta dias seguidos de formação;
  • Atividade performativa ou festival;
  • Atividade editorial, compreendendo edições bibliográficas, discográficas, videográficas e mistas.
  • As candidaturas são apreciadas, tendo por base os seguintes critérios de ponderação:
  • Justificação do objeto da candidatura;
  • Valor cultural, utilidade e impacto nas comunidades locais, nomeadamente o número de participantes e de espectadores e o envolvimento da sociedade civil;
  • Natureza da atividade, atendendo à pertinência para o território considerado bem como a sua consonância com a missão da Fundação INATEL no âmbito da salvaguarda do património cultural imaterial;
  • Parcerias estabelecidas (facilidade de meios e de condições de execução; diversidade de parcerias);
  • Sustentabilidade financeira, sobretudo a consistência do projeto de gestão e capacidade de angariação de outras fontes de financiamento.

Considerando a experiência anterior de implementação deste Programa de Apoio, no âmbito da qual se verificou uma real incapacidade orçamental para atribuir apoio a 2 candidaturas submetidas pelo mesmo CCD, entendemos proceder à alteração do artigo 7.º, DECORRENDO O PERÍODO DE CANDIDATURAS ENTRE 15 DE NOVEMBRO E 15 DE DEZEMBRO DE 2015, E SENDO ADMITIDA 1 CANDIDATURA A ATIVIDADE, PROJETO E EVENTO DE RELEVÂNCIA ESCOLHIDO PELO CCD COMO OBJETO DE APOIO AO ABRIGO DO PRESENTE PROGRAMA.



publicado por Carlos Gomes às 20:42
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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2015
PAN APRESENTA MEDIDAS PROGRESSISTAS EM DEBATE NO PARLAMENTO

Discussão da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) que visa acabar com os canis de abate em Portugal

Transição para uma alimentação mais saudável e sustentável nas cantinas públicas, com recurso a produtos de agricultura local e biológica

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza lança para debate na Assembleia da República, na próxima Sexta-Feira, dia 11 de Dezembro aquela que foi uma das principais ações de mobilização de cidadãos organizada pelo partido. A discussão da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) que visa acabar com os canis de abate em Portugal, lançada a 7 de Março deste ano, é uma das maiores conquistas do PAN que mobilizou, em apenas dois meses e meio, cerca de 75.000 assinaturas, das quais foram validades cerca de 43.000, numa primeira fase, tendo sido posteriormente entregues mais 5.000 numa segunda fase. A par da ILC o PAN apresenta também, junto com outros partidos políticos, no mesmo dia, uma iniciativa legislativa que propõe a transição para uma alimentação mais saudável e sustentável nas cantinas públicas, com recurso a produtos de agricultura local e biológica.

As duas iniciativas assentam na matriz organizadora do PAN que integra uma visão holística de pessoas, animais e natureza. A ILC é um marco na causa animal e vem propor medidas que há muito são exigidas por uma grande parte dos portugueses, tendo o cidadão e agora também deputado, André Silva, feito um pedido no seu primeiro dia no parlamento, para que a ILC transitasse para a atual legislatura. Já a iniciativa por uma alimentação mais saudável nas cantinas públicas, concretiza a perspetiva do PAN de que seria possível, por um lado, promover o aumento da saúde dos milhares de portugueses que se alimentam diariamente nestes espaços, e por outro, incentivar o consumo de alimentos de produção local e regional e em modo biológico, estimulando uma agricultura mais sustentável.



publicado por Carlos Gomes às 21:25
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CONFRARIA DE SANTA LUZIA EM VIANA DO CASTELO APRESENTA O LIVRO “SANTA LUZIA OLHARES PLURAIS” NA POUSADA DE SANTA LUZIA

No próximo dia 12 de dezembro, sábado, pelas 17 horas, a Confraria de Santa Luzia vai apresentar o livro Santa Luzia Olhares Plurais, na Pousada de Santa Luzia.

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Este livro, coordenado pelo museólogo Dr. João Alpuim Botelho, responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, em parceria com Tiago Castro, aborda as diferentes dimensões pelas quais podemos "olhar" Santa Luzia: o monte, o templo, a citânia, a pousada, a paisagem, a história ou as vidas de quem o habita, em textos assinados por especialistas de cada área.

Assim, com apresentação de D. Anacleto Oliveira, Bispo de Viana do Castelo, ficaremos a perceber melhora importância de Santa Luzia com os Olhares Plurais do geógrafo Álvaro Domingues, dos arquitetos Marta Prista, Lurdes Carreira e Tiago Ferreira de Castro, dos historiadores António Maranhão Peixoto, Isabel Marques e Ana Marques, da arqueóloga Sílvia Loureiro Mendes, do antropólogo Álvaro Campelo, do doutorado em Turismo Vítor Ambrósio, do geólogo Ricardo Carvalhido, do biólogo Pedro Gomes e do jornalista Jorge Montez.

O livro é ilustrado com uma ampla recolha de imagens e com desenhos de Eduardo Salavisa. A apresentação será fita por Lurdes Rufino, coordenadora do Mosteiro de Tibães.



publicado por Carlos Gomes às 21:12
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ASSOCIAÇÃO “BOMBEIROS PARA SEMPRE” FOI ONTEM FUNDADA EM BRAGANÇA

Associação BPS nasce na comemoração dos 125 Anos dos Bombeiros de Bragança

Foi ontem, dia 8 de Dezembro na cidade de Bragança, que se levou a cabo a escritura pública de criação da Associação Bombeiros para Sempre, denominada também de ABPS.

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Um sonho de um projecto com oito anos de existência chegou agora a um novo patamar, de maior responsabilidade e empenho, com vista à realização dos objectivos a que se propõe.

Os Bombeiros de Bragança decidiram apoiar a criação desta associação e marcar assim uma amizade institucional que já leva vários anos de existência. Deste apoio surgiu a possibilidade da Associação nascer na cidade de Bragança durante as comemorações do 125º Aniversário da corporação.

Da cerimónia pública fizeram parte 4 elementos que compõe a comissão instaladora, Rui Correia, Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntárias de Bragança, o Tenente-Coronel Fernandes, Comandante dos Bombeiros de Bragança e Ricardo Correia (diretor do Projeto) em conjunto com Luís Gaspar (Fundador do BPS) ambos pertencentes ao portal Bombeiros para Sempre.

A “Associação Bombeiros Para Sempre – ABPS” é assim a partir de ontem uma pessoa colectiva de direito privado sem fins lucrativos e terá a sua sede no concelho da Lousã.

Os estatutos da nova associação prevêem o apoio à dinamização e realização de ações de índole técnica, educacional, comunicativa, cultural e de marketing ao serviço da comunidade dos Corpos de Bombeiros Portugueses, para isso irá levar a cabo parcerias e iniciativas de captação e geração de recursos para o seu bom funcionamento de forma a promover a dignificação e identidade dos Bombeiros Portugueses na demais opinião pública.

Os Bombeiros Portugueses são a única entidade de protecção civil que não têm um órgão que promova a suas acções, missões e demais imagem perante a sociedade civil e é esse o principal objectivo da nova assoiciação, tal como já havia sendo meta do portal BPS. Com a criação da nova associação e os protocolos que estão em vista para serem celebrados poderemos em breve dar um apoio significativo aos corpos de Bombeiros nas matérias em torno da Comunicação e Imagem.

O próximo passo pertence aos sócios fundadores que elegerão os órgãos sociais no dia 23 de Janeiro de 2016, na cidade de Aveiro.



publicado por Carlos Gomes às 20:10
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