Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Domingo, 31 de Janeiro de 2016
ALMOÇO DA LAMPREIA JUNTA MINHOTOS EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 17:20
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Sábado, 30 de Janeiro de 2016
MINHOTOS JUNTAM-SE EM LISBOA AO TOQUE DA CONCERTINA



publicado por Carlos Gomes às 00:31
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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016
TERCENA FESTEJA O ENTRUDO



publicado por Carlos Gomes às 19:37
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MOITA ESPERA "MARÉ CHEIA" NO CARNAVAL

Maré Cheia de fevereiro: é Carnaval no concelho da Moita

É Carnaval na Maré Cheia de fevereiro. A iniciar o mês de fevereiro, o concelho veste-se de cores e brilhos para celebrar o Carnaval. Mascarados de todas as idades animam as ruas das diferentes freguesias, exibindo os seus disfarces, em resultado de muitos dias de trabalho. A Maré Cheia dá-lhe conta de tudo o que pode ver ou fazer nestes dias de folia, no concelho.

Ao folhear esta edição, já disponível no site e nos locais habituais, pode também ficar a conhecer o projeto municipal “Está na Hora da Leitura!”, especialmente dedicado aos idosos do concelho, na rubrica “Aqui Tão Perto”.

O “Vai Acontecer” elenca, como habitualmente, todas as iniciativas previstas para o mês, nas mais várias áreas, da dança ao teatro, da música ao desporto, das exposições às atividades para crianças, do cinema a outros eventos. Nos “Sabores e Saberes”, aproveite a sugestão e apresente um pudim de Carnaval na sua mesa. Não deixe ainda de dar uma olhadela às nossas sugestões de site, filme, livro e música, nas “Cumplicidades”.

Se gostaria de receber a Maré Cheia em sua casa, todos os meses, contacte o Gabinete de Informação e Relações Públicas da Câmara Municipal da Moita, através do e-mail: informacao-rpublicas@mail.cm-moita.pt ou do telefone 212806715.



publicado por Carlos Gomes às 17:38
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VAI PORTUGAL SUBSTITUIR OS SEUS SÍMBOLOS NACIONAIS?

Esta é a ditosa Pátria Minha Amada! – Luís de Camões

As Armas nacionais de Portugal são “de prata, com cinco escudetes de azul, postos em cruz de Cristo, cada um carregado por cinco besantes de prata, postos em cruz de Santo André (ou quincunce); bordadura de vermelho, carregada de sete castelos de ouro; o escudo sobreposto a uma esfera armilar, rodeada por dois ramos de oliveira (ou loureiro) de ouro, atados por uma fita verde e vermelha

As Armas Nacionais que desde há muitos séculos figuram nas bandeiras nacionais de Portugal identificam um passado glorioso cujos elementos heráldicos testemunham a matriz Cristã de Portugal e o seu papel histórico na Reconquista Cristã.

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Entre tais símbolos, realce-se os escudetes azuis besantados de prata dispostos sob a forma de Cruz de Santo André e que, de acordo com explicação lendária, teriam origem no milagre da Batalha de Ourique segundo a qual, Jesus Cristo terá aparecido a D. Afonso Henriques garantindo-lhe a vitória, caso adotasse por armas as suas chagas. Com efeito, segundo algumas teorias, os escudetes referem-se às cinco chagas de Cristo ou às cinco feridas de D. Afonso Henriques na batalha de Ourique.

A bordadura de vermelho, carregada de sete castelos de ouro representa, segundo a tradição, o antigo reino do Algarve, conquistado por D. Afonso III aos mouros.

Por conseguinte, qualquer que seja o significado dos seus símbolos, é evidente que o Cristianismo constitui a matriz da Cultura e da Civilização portuguesa, da identidade do povo português, com raízes tão profundas que nenhuma ideologia defensora de um pretenso laicisismo será capaz de arrancar…

Numa altura em que outros povos da Europa parecem envergonhar-se da sua própria identidade, cobrem com um manto de ignomínia as suas obras de arte e vergam perante os ditames dos arautos de outras culturas a pretexto de uma falsa tolerância, importa saber se também Portugal renegará os seus valores e a sua identidade, porventura ao ponto de substituir os seus próprios símbolos nacionais?



publicado por Carlos Gomes às 16:18
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REITORES DOS SANTUÁRIOS REÚNEM-SE EM FÁTIMA

Santuário de Fátima recebe assembleia geral da Associação de Reitores de Santuários em janeiro de 2017

O Santuário de Fátima será palco do próximo Congresso e Assembleia Geral da Associação de Reitores de Santuários, que se realizará em janeiro de 2017, precisamente no ano em que se assinala o Centenário das Aparições de Nossa Senhora aos Pastorinhos.

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Trata-se de uma associação francesa que integra todos os santuários católicos gauleses mas igualmente alguns santuários católicos da Bélgica, Suíça, Portugal e Líbano.

A reunião, que decorreu entre 24 e 26 de janeiro, em Le Puy-en-Velay, constituiu um momento de reflexão sobre o fenómeno da peregrinação e seus valores religiosos e antropológicos, mas serviu também para a aprovação de algumas alterações aos estatutos da associação e também para projetar o próximo encontro em Portugal, nomeadamente no Santuário de Fátima.

Para o Reitor do Santuário de Fátima, Pe Carlos Cabecinhas, trata-se de uma oportunidade para acolher responsáveis de santuários que são, muitas vezes, também organizadores de peregrinações a Fátima; para partilhar preocupações comuns e procurar soluções que conduzam a um melhor acolhimento dos peregrinos nos diferentes santuários.

No Congresso em Fátima participam também os membros de uma outra instituição internacional francófona: a Associação de Obras Marianas (AOM).

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publicado por Carlos Gomes às 15:22
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PARTIDO PAN PEDE REVOGAÇÃO IMEDIATA DE TODOS OS CONTRATOS COM EMPRESAS PETROLÍFERAS

- Se estes contratos forem concretizados, no próximo Verão estaremos na praia a ver plataformas de prospeção de petróleo no mar

- Pede investimento em energias alternativas, limpas e renováveis com menores impactos ambientais

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza deu entrada hoje na Assembleia da República de um projeto de resolução que recomenda ao Governo a revogação imediata de todos os contratos para a concessão de direitos de prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo.

Em 2005 iniciaram-se negociações entre o Estado Português e diversas empresas petrolíferas. Estas negociações vieram a culminar com a celebração de quinze contratos para a concessão de direitos de prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo em território português.

Apesar dos elevados impactos socio-ambientais, os portugueses nunca foram chamados a serem ouvidos. Houve sempre um determinado secretismo à volta das negociações e respetivos contratos. Apesar de todos os constrangimentos, os portugueses têm-se manifestado contra a prospeção e exploração de petróleo em Portugal, deixando claro que não o querem e que percebem o impacto que esta exploração terá no ambiente e na economia.

Uma das áreas económicas mais afetadas será o turismo, que assume um papel estratégico no desenvolvimento do nosso país. Segundo dados da OMT – World Tourism Barometer, de Outubro de 2014, Portugal só no ano de 2013 atingiu 10 mil milhões de Euros em receitas provenientes do Turismo e a tendência tem sido para aumentar, sendo que metade dessas receitas é proveniente da região do Algarve. Segundo a mesma fonte, em 2014, as receitas turísticas cresceram mais de 12% em Portugal, um desempenho ímpar entre os principais concorrentes europeus: Espanha registou um crescimento de 4,2% nas receitas, enquanto o conjunto dos países do Mediterrâneo observaram uma subida de 3,5%.

Contas feitas, as explorações on-shore concessionadas no Algarve, projetam uma receita anual estimada de 1,5 mil M€ enquanto que a atividade turística da região já contribui com receitas da ordem dos 5 mil M€. Fica claro que o retorno financeiro deste negócio não é significativo face aos proveitos do turismo que o país poderá perder”, reforçou hoje no Debate Quinzenal com o Primeiro Ministro o Deputado André Silva do PAN.



publicado por Carlos Gomes às 14:49
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CASA DO MINHO REALIZA ALMOÇO DA LAMPREIA EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 13:05
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2016
CHINESES FESTEJAM EM LISBOA ANO NOVO CHINÊS

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publicado por Carlos Gomes às 22:17
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016
PARTIDO PAN AGUARDA RESPOSATA DO GOVERNO ACERCA DO REGULAMENTO DO ESPETÁCULO TAUROMÁQUICO E UTILIZAÇÃO DE AMIANTO EM EDIFÍCIOS PÚBLICOS

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza aguarda respostas do governo a duas questões colocadas pelo Deputado André Silva, no exercício do seu direito de questionar entidades públicas para que, desta cooperação, melhor decorra o exercício das suas funções.

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Em primeiro lugar e, considerando que não existem dados que permitam aferir se o regulamento do Espetáculo Tauromáquico (Decreto-Lei n.º 89/2014) está, ou não, a ser cumprido, o PAN questionou a Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC) sobre o número de contraordenações registadas, arquivadas e com decisão de aplicação de coima desde a entrada em vigor deste regulamento.

Com esta questão o PAN considera oportuno apurar do cumprimento do presente Regulamento pelos promotores dos espetáculos tauromáquicos e demais entidades, desde a sua entrada em vigor, nomeadamente por via da contabilização do número de contraordenações registadas até à data, para efeitos de averiguar da consciencialização das referidas entidades para o cumprimento da legislação aplicável. 

A segunda questão foi colocada pelo PAN ao Ministério do Ambiente e prende-se com o levantamento de edifícios, instalações e equipamentos públicos com Amianto e com a aplicação do previsto na Lei n.º 2/2011, de 9 de Fevereiro.

O PAN pretende apurar se existe algum interlocutor que reúna toda a informação disponível sobre os edifícios e equipamentos com amianto e que coordene de alguma forma o trabalho que tem sido desenvolvido e qual o calendário para diligências futuras, com vista ao levantamento definitivo do amianto de todas as unidades que o contenham.



publicado por Carlos Gomes às 17:23
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OEIRAS RECEBE FESTIVAL DE MÚSICAS



publicado por Carlos Gomes às 11:25
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MUSEU DE ARTE POPULAR PERTENCE AO POVO PORTUGUÊS

Desde há quatro décadas, o Museu de Arte Popular tem sido votado ao abandono. Os organismos governamentais ligados à cultura nunca revelaram qualquer interesse na sua preservação e até chegaram a avançar com a ideia da sua demolição. Mais recentemente, retiraram a sua preciosa coleção calculada em cerca de 15 mil peças da mais variada natureza, representando atividades artesanais do povo português, desde objetos de cerâmica a utensílios de trabalho, alfaias agrícolas, carroças, brinquedos e cestaria, a qual foi transferida para o Museu Nacional de Etnologia, não estando previsto o seu regresso à origem.

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Questionado há 3 anos, no parlamento, pelos deputados da Comissão de Educação, Ciência e Cultura sobre a situação do Museu de Arte Popular, o então secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier afirmou que “o destino do museu não será um projeto museológico”, adiantando que o governo “está aberto a propostas dos agentes culturais para criar um projeto”.

Atualmente, o Museu de Arte Popular, mantém em funcionamento apenas uma sala de exposições temporárias, onde têm sido apresentadas exposições sobretudo de arte contemporânea. As cinco salas da exposição permanente que compõem o museu permanecem encerradas ao público. São elas as salas dedicadas às diferentes regiões nas quais o museu se encontrava estruturado: Entre Douro e Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Beiras, Estremadura e Alentejo.

O Mercado da Primavera, espaço de animação cultural no exterior que serviu nomeadamente para dar a conhecer muitos dos nossos artesãos e suas obras, como foi o caso da barrista barcelense Rosa Ramalho, foi destruído há cerca de quatro décadas.

As autarquias locais, nomeadamente a Câmara Municipal de Lisboa e outros organismos e entidades ligadas à cultura popular não reagem exigindo a preservação do Museu de Arte Popular e o retorno da respetiva coleção.

Constituído em 1948, no âmbito da Exposição do Mundo Português, então com a designação de “Pavilhão da Vida Popular”, o seu acervo reunia um conjunto de peças que foi apresentado na Exposição de Arte Popular Portuguesa que teve lugar em Genebra, em 1935. O seu espólio repartia-se por diferentes salas dedicadas às mais diversas regiões do país e ainda um espaço para exposições temporárias, nelas predominando as cerâmicas e as alfaias agrícolas, os trajes e instrumentos musicais tradicionais, a joalharia e as artes de pesca, as carroças e a cestaria, a maioria das quais recolhida nos começos do século passado.

A decisão de ali instalar o Museu de Arte Popular coube ao ministro António Ferro e o edifício foi originalmente concebido pelo arquiteto Veloso Reis, tendo posteriormente sido sujeito a remodelação com vista a acolher o museu, tendo o projeto de adaptação pertencido ao arquiteto Jorge Segurado. O Museu de Arte Popular constituiu seguramente o exemplar mais representativo das conceções museológicas e ideológicas do Estado Novo, facto que só por si justificaria a sua continuidade e preservação.

Em relação ao próprio edifício, é reconhecido “o valor estético e material intrínseco, o génio dos respectivos criadores, o interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, a sua concepção arquitectónica, urbanística e paisagista, e o que nele se reflecte do ponto de vista da memória colectiva”, razão pela qual foi pela Secretaria de Estado da Cultura, através da portaria n.º 263/2012, classificado como monumento de interesse público. Não obstante, chegou a estar prevista a sua demolição por proposta de um ministro da Cultura…

O Museu de Arte Popular pertence ao povo português e, como tal, deverá ser-lhe devolvido juntamente com a sua coleção. Torna-se necessário enquanto é tempo, que os cidadãos se mobilizem para exigir dos poderes públicos aquilo que lhes pertence!

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publicado por Carlos Gomes às 01:41
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REINTEGREMOS O GALEGO NO PORTUGUÊS

O escritor galego Ricardo Carvalho Calero deixou-no claro há bastantes anos: «O galego, ou é galego-português ou é galego-castelhano».

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Para fazerem desaparecer as línguas que estorvam, os estados com vocaçom lingüicida tenhem diversas soluções ao seu alcance, que funcionam mais ou menos bem. Espanha foi avondo eficaz, ao menos na Galiza. Lá, agiu em dous tempos. Primeiro, convenceu os galego-falantes de que a sua língua já nom tinha nada a ver com o português. Umha vez isolado, o galego deixou de interagir com umha língua falada por uns douscentos e quarenta milhões de pessoas e oficial em nove estados independentes. Quer dizer, que a primeira etapa condenou a língua a viver em autarquia num território –Galiza— de dous milhões e meio de habitantes. Se os dous milhões e meio de galegos falassem todos galego, já ora, nom haveria qualquer problema. Nom é, porém, o caso, e o seu declive é constante desde a segunda metade do século XX.

A segunda etapa consiste em aproveitar a insegurança lingüística dos falantes de umha língua que, separada da norma comum, há de fazer umha de seu, para legitimar o maior número possível de castelhanismos. O símbolo desta intrusom é a aceitaçom académica do dígrafo ñ no lugar do genuíno nh —o nh, é claro, remetia demasiado para as normas portuguesas—. Imaginais os estragos que teria causado ao catalão a aceitaçom do mesmo dígrafo? Imaginais que fosse normativo que um catalão exilado escrevesse: «Cada dia, des de la lluñania, eñoro la meva Cataluña» [1]?. Por sinal, esta estratégia em dous tempos —separaçom do tronco comum e castelhanizaçom— é também a estratégia seguida polo espanholismo no País Valenciano.

O escritor galego Ricardo Carvalho Calero deixou-no claro há bastantes anos: «O galego, ou é galego-português ou é galego-castelhano». A academia oficial e o governo autónomo decidírom-se com furor pola segunda opçom. Porém, desde há uns anos, começa a fazer-se sentir umha outra voz. A dos chamados reintegracionistas. Som eles que entendem plenamente os argumentos e os objetivos dos partidários do galego-castelhano e que querem exatamente o contrário.

Som eles que, reagrupados na Associaçom Galega da Língua, querem salvar o galego da implacável residualizaçom a que está condenado. Os seus argumentos som de senso comum: isolado, o galego morrerá, unido com o português, pode aguardar prosperar, graças ao grande número de falantes de que dispom e ao seu prestígio internacional. Intentam, pois, operar umha revoluçom mental para fazer que se reconheça aquilo que já era umha evidência: o galego nom é umha língua derivada do português, mas umha das formas do português.

Este movimento de retorno requer a aceitaçom de um vocabulário hoje desterrado, o qual haveria de fusionar com as formas próprias do galego. Requer, sobretudo, eliminar as formas espanholas aceites de olhos fechados por umha academia [a RAG] de bandulho mole. E requer a recuperaçom das normas ortográficas comuns ao português como som nh em vez de ñ, mas também lh por llou ç no lugar de z. Nom o têm doado. Explica-o um dos escritores mais ativos neste combate, Séchu Sende: «Os reintegracionistas som umha minoria no interior da minoria galego-falante». O seu supervendas galego, Made in Galiza (em catalão, A vendedora de palavras, edições RBA, traduzido por Mònica Boixader) estava escrito num galego intermédio entre normativo [oficialista] e reintegracionista. Decidiu redigir o seguinte livro (A República das Palavras) empregando apenas as normas reintegracionistas, e isso significou apenas lograr ser publicado por uma pequena editora. Para ele, porém, a reintegraçom ao tronco galego-português é a única possibilidade para esperar reinjetar autoestima nos falantes de umha língua percebida geralmente como estritamente decorativa. Torna al Born o mor[2].

NOTAS:

[*] Artigo publicado originalmente por Joan-Lluís Lluís na revista catalã Presència em novembro de 2015. Traduzido do catalão para a galega com permissom do autor.

[1] Em correto catalão, «cada dia, des de la llunyania, enyoro la meva Catalunya»; isto é, «Cada dia, a partir da lonjura, sinto a falta da minha Catalunha».
[2] «Regressa ao Born ou morre». O provérbio original é «Roda el món i torna al Born» (localidade catalã), que se poderia traduzir como «vê mundo e regressa à casa».

Joan-Lluís Lluís (Perpinhã, Países Catalães, 1963), é um premiado escritor e colunista catalão. É colaborador habitual de publicações digitais como VilaWeb ou Esguard e a ainda a revista Presència (suplemento semanal do diário El Punt Avui). Nascido na Catalunha Norte, desenvolveu do início a sua trajetória literária no Principat, ao mesmo tempo que denuncia o «lingüicídio» cometido polo Estado francês na sua terra de origem.

Joan-Lluís Lluís / http://www.diarioliberdade.org/



publicado por Carlos Gomes às 00:16
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2016
OEIRAS: TERCENA PREPARA-SE PARA FESTEJAR O CARNAVAL



publicado por Carlos Gomes às 22:18
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ESCULTOR RICARDO TOMÁS EXPÕE "FEMINILIDADES" EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 11:17
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TELMO PIRES APRESENTA O ÁLBUM "SER FADO"

Onze Fados… E um Inédito de António Variações

O fadista, poeta e compositor Telmo Pires edita, em Fevereiro de 2016, o quinto álbum da carreira, “Ser Fado”, disco em que cristaliza, de forma madura e coerente, a sua ideia muito própria de fado. Um fado que nele, e em contracorrente com algum do fado que se cria agora, está cada vez mais próximo das origens, das raízes, da tradição.

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Um fado que vive essencialmente da voz, da guitarra portuguesa e da viola, que congrega alguns dos grandes clássicos do género – o Fado Vianinha de Francisco Viana, o Alfacinha de Jaime Santos, o Triplicado de José Marques ou o Versículo e o Bailado do enorme Alfredo Marceneiro, com letras originais de Telmo Pires, Nuno Miguel Guedes e Daniel Lourenço  – mas que também se abre, por vezes, a outros instrumentos e a fados não tradicionais compostos por Custódio Castelo, Davide Zaccaria ou o revolucionário Alain Oulman, que abriu novos e aventurosos caminhos a Amália e ao fado.

Aqui, em “Ser Fado”, Telmo Pires canta dele “As Mãos que Trago” e “Mal Aventurado”. Destaques do álbum são também uma versão alternativa do clássico “Rosinha dos Limões” – o “Marujo Português”, de Linhares Barbosa e Artur Ribeiro – e um inédito absoluto com música e letra originais de António Variações, “Ao Passar por Braga Abaixo”.

“Ser Fado” é o culminar do percurso coerente e peculiar de Telmo Pires, fadista que nasceu em Trás-os-Montes e que, depois de ter passado grande parte da vida na Alemanha, veio para Lisboa há cinco anos, deixando para trás a sua “zona de conforto” – o país que o acolheu ainda criança e que, já adulto, lhe proporcionou uma carreira de sucesso enquanto fadista, com um circuito regular de concertos na Alemanha e em países limítrofes como a Áustria, Polónia, Suiça, Luxemburgo ou França – e atirando-se, corajosamente, nas mãos do fado e da cidade que dele, o fado, foi berço.

O berço de Telmo Pires, por sua vez, foi Bragança, em Trás-os-Montes. Com apenas dois anos vai viver com a família na cidade industrial de Essen, na Alemanha. Vocalista de uma banda rock na adolescência, o fado entrou, porém, muito cedo na sua vida: em casa ouvia discos de Amália Rodrigues, Carlos do Carmo e Dulce Pontes, nomes fundamentais para a sua paixão pelo fado. E, enquanto estudava artes e línguas na universidade, ligou-se a uma companhia de teatro onde começou a apresentar espectáculos musicais em que cantava lieder alemães, clássicos da chanson française e fado.

O seu primeiro álbum, “Canto” (2001), uma edição de autor, incluía estes três géneros. O segundo álbum – editado pela prestigiada editora alemã de jazz e world music Traumton Records – é “Passos” (2004), em que canta temas icónicos do fado (“Foi Deus”, “Povo que Lavas no Rio”, “Canção do Mar”…) ao lado de temas com música e letra da sua autoria. No terceiro, “Sinal” (2009, Monopol Records/Sony Music), arrisca interpretar fado – entre clássicos (“Maria Lisboa”, “Ovelha Negra”…) e originais seus – acompanhado apenas pela pianista alemã de jazz e música erudita Maria Baptist.

Já a viver em Lisboa, Telmo Pires edita “Fado Promessa” (2012, Traumton Records), em que se assume como o autor da maioria das letras – algumas sobre fados tradicionais, outras sobre temas compostos por ele ou por Davide Zaccaria, que produziu este álbum e se tornou seu cúmplice habitual. Em “Fado Promessa” incluiu ainda surpreendentes versões de “Verdes São os Campos” (José Afonso/Luís de Camões) e do instrumental “Tango to Évora”, da papisa da folk canadiana Loreena McKennitt, com letra em português de Telmo Pires e sob o nome “Os Navios”. Agora é a vez de “Ser Fado”, um disco em que Telmo Pires, embora sem esquecer o seu lado cosmopolita e de cidadão do mundo, parte à redescoberta das tradições mais profundas da canção popular de Lisboa. De um fado antigo que é, na sua voz, sempre novo.



publicado por Carlos Gomes às 09:13
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2016
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS PARTICIPAM NO VII CAPÍTULO DA CONFRARIA DO BUCHO RAIANO

A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal realiza no sábado de Carnaval, 6 de Fevereiro de 2016, o seu VII Capítulo. A concentração está marcada para as 10:15 horas no Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito. A cerimónia capitular e de entronização de novos confrades terá lugar na freguesia do Soito no concelho do Sabugal. Sua Excelência o Bucho Raiano, será servido ao almoço no Restaurante «O Martins» (Soito).

A cerimónia do VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano que se realiza no dia 6 de Fevereiro de 2016 contará com a presença das confreiras e confrades da Confraria do Bucho Raiano e de diversas Confrarias Gastronómicas de Portugal.

Os participantes vão concentrar-se entre as 10:15 e as 11:00 horas horas no Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito (CNT), onde decorrerá uma recepção de boas-vindas da Junta de Freguesia local com produtos gastronómicos da região raiana.

GPS CNT: 40°21'31.5"N 6°58'07.1"W

O Cortejo das Confrarias está marcado para as 11:15 horas entre o Centro de Negócios Transfronteiriço e a Igreja Matriz do Soito.

As cerimónias do VII Capítulo estão marcadas para as 11:30 horas e terão início com um momento musical.

A Mesa Capitular será constituída pelo grão-mestre capitular da Confraria do Bucho Raiano, pelo Chanceler (presidente da direcção), pelo Vedor-Mor (presidente do Conselho Fiscal), pelos representantes das confrarias madrinhas (Confraria do Queijo Serra da Estrela e Confraria da Chanfana) e pelo representante da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.

A Oração de Sapiência estará a cargo do cónego Manuel Pereira Matos.

Após o juramento e entronização com imposição das insígnias aos novos confrades a Chancelaria dará conta da homenagem com a atribuição do título de Confrades de Honra a quatro entidades e personalidades sabugalenses (uma a título póstumo) pelo seu papel na sociedade raiana e em prol da gastronomia da região.

Após a cerimónia será tempo da foto de família e do desfile pelas ruas do Soito em direcção ao Centro de Negócios Transfronteiriços para de seguida os confrades rumarem ao Restaurante O Martins onde será servido o almoço de Bucho Raiano acompanhado pelo vinho oficial da Confraria o «doispontocinco» da Adega de Belmonte.

Lista de Confrades de Honra da Confraria do Bucho Raiano: Manuel Leal Freire (advogado, poeta e escritor), Manuel Rasteiro (ex-presidente da Junta de Freguesia do Sabugal), António Robalo (presidente da Câmara Municipal do Sabugal), Manuel Joaquim Rito (empresário),Santinho Pacheco (último Governador Civil da Guarda), Fernando Carvalho Rodrigues(cientista), Manuel Cipriano Nabais (magistrado), Manuel Gouveia (empresário), Jorge Barreto Xavier (Secretário de Estado da Cultura), Artur Pina Monteiro (Chefe de Estado Maior-General das Forças Armadas), Maria Máxima Vaz (historiadora), Adérito Tavares (historiador),Gabriel Catarino (juiz conselheiro), Fernando Pinto Monteiro (juiz conselheiro), João Manata(relojoeiro), José Ricardo (empresário) e Natália Bispo (a título póstumo).

A tradição

Após a matança do porco cortam-se para um barranhão pedaços de carne, que ficam em vinha-d’alhos durante três dias. Enchem-se depois os buchos, que são colocados no fumeiro.

O bucho come-se em família ou numa roda de amigos. Respeitando o receituário antigo, deve ser cozido durante três horas numa panela de ferro, em lume brando, envolto num pano de linho. Vai à mesa com grelos de nabo e batata cozida, acompanhado por um bom vinho tinto da região.

Dar a conhecer o bucho e a demais gastronomia da região é o grande objectivo da Confraria do Bucho Raiano.

As inscrições podem ser efectuadas até 2 de Fevereiro para: confrariabuchoraiano@gmail.com

Ou pelos telemóveis: 966 823 786 ou 925 11 33 11.

Alojamentos com descontos especiais para participantes no VII Capítulo:

Hospedaria Robalo, Sabugal. Tel.: 271 753 566

Turismo Rural Casas da Pedra, Aldeia do Bispo. Tel.: 271 496 224

No fim-de-semana do Carnaval visite a Serra da Estrela e participe no VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano.



publicado por Carlos Gomes às 10:34
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Domingo, 24 de Janeiro de 2016
ENCONTRO DE TOCADORES DE CONCERTINA JUNTA MINHOTOS EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 17:13
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Sábado, 23 de Janeiro de 2016
FOLCLORE DO MINHO ATRAI LISBOETAS E TURISTAS NA ZONA HISTÓRICA DE BELÉM

Os minhotos radicados na região de Lisboa percorreram hoje de tarde a zona histórica de Belém, a cantar das janeiras aos lisboetas e numerosos turistas que visitam aquela área da capital. O portão sul do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, foi o cenário escolhido também para a exibição das danças e cantares da sua região, num espetáculo muito aplaudido pelo público que não perdeu a oportunidade de se fotografarem com os elementos do grupo folclórico.

Todos os anos por esta altura, este grupo folclórico minhoto sediado em instalações cedidas pela Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa, exibe na capital as suas tradições dos cantares das janeiras, e ainda algumas danças e cantares característicos do Minho.

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Rigorosos nomeadamente no trajar, os componentes do Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho apresentaram-se com vestuário adequado à função, de cores mais escuras e mais agasalhados como convém nesta época invernosa, revelando preocupação com a autenticidade etnográfica.

Constituído em 16 de maio de 1980, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho é constituído predominantemente por minhotos radicados na capital, tem como objetivo recolher, preservar e divulgar a cultura tradicional minhota.

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publicado por Carlos Gomes às 19:41
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PARIS HOMENAGEIA PORTEIROS PORTUGUESES

A Mairie de Paris vai hoje condecorar com a medalha de bronze do município, 7 porteiros que se distinguiram no auxílio prestado às vítimas por ocasião dos recentes atentados terroristas que tiveram lugar sobretudo na sala de espetáculos Le Bataclan.

A cerimónia decorre no salão nobre da Mairie e as condecorações serão entregues pessoalmente pela presidente da edilidade, a franco-espanhola, Anne Hidalgo, que será acompanhada na ocasião pelo seu adjunto para o alojamento, Ian Brossat, e pelo franco-português Hermano Sanches Ruivo, seu conselheiro delegado para os assuntos europeus.

A maior parte dos agraciados são portugueses ou luso-descendentes. Na ocasião, vão também ser homenageados pelo município parisiense 600 porteiros com o diploma “Porteiro da Cidade de Paris”.

A região de Paris constitui, desde há muito tempo, uma das ocupações escolhidas pelos emigrantes portugueses que vivem na região parisiense. O realizador Rúben Alves, também ele de ascendência portuguesa, transmitiu-nos recentemente a propósito um excelente retrato através do seu filme “A Gaiola Dourada”.

As porteiras existem em Paris desde os finais da Idade Média, tendo sido celebrizadas nas obras de grandes escritores como Emile Zola, Eugène Sue e Robert Doisneau. Após o término da Segunda Guerra Mundial, existiam em Paris cerca de quarenta mil concierges.

Entretanto, com o aparecimento dos códigos digitais e dos videofones, a maior parte dos proprietários de imóveis em Paris têm vindo a prescindir dos seus serviços, não existindo atualmente mais do que dez mil. Porém, além dos inúmeros serviços que prestam aos locatários, as concierges são frequentemente uma espécie de “anjo-da-guarda” de pessoas idosas que vivem por vezes em situação de isolamento, fenómeno cada vez vais comum nas grandes cidades. E, uma vez mais, revelou-se que as tecnologias não substituem os seus préstimos, incluindo a coragem e o auxílio humanitário às vítimas de um atentado terrorista.



publicado por Carlos Gomes às 12:58
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016
PARTIDO PAN PREOCUPA-SE COM ALIMENTAÇÃO E AMBIENTE

Evidências inquietantes nas áreas da alimentação e do ambiente marcam a agenda política do PAN da semana

  • Inclusão de opção vegetariana em todas as cantinas públicas
  • Elaboração de um estudo nacional sobre o impacto da distância percorrida pelos alimentos desde a sua produção ao consumo
  • Adoção de medidas urgentes para impedir a prática da pesca e da caça ilegal em zonas protegidas da Ilha de Santa Maria, no arquipélago dos Açores
  • Intervenção do governo português para o encerramento da central nuclear espanhola de Almaraz

São quatro as iniciativas legislativas que o PAN – Pessoas – Animais – Natureza dá entrada esta semana na Assembleia da República. Após um período de adaptação, de estudo e de audiências diárias com várias entidades representantes da sociedade civil, o PAN dá cada vez mais forma ao seu objetivo de, dentro dos limites regimentares do seu âmbito de ação, trazer ao parlamento medidas legislativas com impacto direto na promoção da prosperidade social e para o bem-estar de pessoas, animais e natureza.

O projeto de lei pela inclusão de opção vegetariana em todas as cantinas públicas pretende dar resposta a uma evidência que o país precisa acompanhar. Em 2007 existiam em Portugal cerca de 30.000 vegetarianos, segundo a Associação Vegetariana Portuguesa.

Em 2014, a Associação Portuguesa de Medicina Preventiva veio a divulgar que, até essa data, já cerca de 200.000 portugueses seguiam uma dieta vegetariana. O aumento do número de pessoas a seguir este tipo de dieta, tem vindo a aumentar de ano para ano pelas mais diversas razões. Esta medida inclui uma função pedagógica, contempla motivos ambientais; motivos de saúde mas também impede a discriminação das pessoas que já seguem esta dieta mas que dificilmente conseguem fazer uma refeição fora das suas casas.

Acreditando que a alimentação é o ponto de partida para a resolução de muitas questões de saúde e ambientais, o segundo Projeto de Resolução do PAN, apresentado esta semana, recomenda ao Governo a elaboração de um estudo nacional sobre o impacto da distância percorrida pelos dos alimentos desde a sua produção ao consumo, com base na premissa de que uma alimentação feita com produtos nacionais e, preferencialmente, locais, possibilita o consumo de alimentos frescos, saudáveis e com menos conservantes e aditivos químicos.

Estima-se que, atualmente, a maioria dos alimentos do mundo viaja em média cerca de 5000 quilómetros desde o local de produção até ao local de consumo. A uniformização e globalização da agricultura tem impactos negativos a vários níveis, nomeadamente ambientais, económicos, culturais e de saúde e segurança alimentar.

“Se tivermos uma alimentação mais correta, vamos ter menos doentes, menos medicamentos e menos despesa, logo, vamos ter um SNS mais sustentável. A prevenção primária faz-se muito por via da alimentação,” recorda André Silva, Deputado do PAN.

Pescas abusivas nos Açores e uma central nuclear “ameaçadora”

Na área ambiental o PAN recomenda ao Governo a adoção de medidas urgentes para impedir a prática da pesca e da caça ilegal em zonas protegidas da Ilha de Santa Maria, no arquipélago dos Açores e aborda os perigos potenciais para Portugal decorrentes da proximidade da central nuclear espanhola de Almaraz, sugerindo a intervenção do governo português junto do governo espanhol para o seu encerramento.

O turismo assume um papel estratégico no desenvolvimento dos Açores, como impulsionador do processo de crescimento e desenvolvimento da região.

Os mergulhadores são dos mais procuram esta região pela abundante biodiversidade e riqueza natural. Todavia, aqueles locais, que deveriam ser incondicionalmente protegidos, encontram-se a ser seriamente ameaçados, diariamente, pela prática de pesca ilegal e caça submarina, que se encontra, em ampla medida, favorecida por uma falta de fiscalização das autoridades competentes que, apesar das diversas denúncias que lhe são feitas, continuam a não agir de modo eficiente. O impacto que a falta de regulação e de fiscalização das práticas de pesca e caça submarina abusivas, já estão a demonstrar um decréscimo do turismo no arquipélago dos Açores.

Já, a central nuclear espanhola de Almaraz encontra-se localizada a cerca de 100 km da fronteira com Portugal e é refrigerada pelas águas do rio Tejo. A sua localização expõe Portugal a eventuais perigos decorrentes desta central, a qual, nos últimos anos, tem vindo a registar vários incidentes que obrigaram a paragens no seu funcionamento.

Após o pedido da Organização Greenpeace para a realização de testes de resistência por uma entidade independente, o relatório concluiu que a central nuclear de Almaraz não é segura e não deveria estar, ainda, em funcionamento. Recorde-se que uma das causas atribuídas à ocorrência do desastre nuclear na central de Fukushima, no Japão, foi a inexistência de válvulas de segurança para prevenir a explosão do hidrogénio. Desde então, a implementação desta medida adicional de segurança foi tornada obrigatória em todas as centrais nucleares da União Europeia, o que não se verifica na central de Almaraz, nem se prevê a sua colocação num futuro próximo.

O tempo de vida útil para as centrais nucleares deste género é de 25 anos, o que a torna actualmente como obsoleta, funcionando sem possuir os mais modernos e avançados sistemas de segurança. A acrescer que o Governo de Espanha não disponibilizou a Portugal os estudos de impacto ambiental na sequência de renovação de licença de exploração da central, incumprindo assim a Convenção em vigor quanto a esta matéria.

O PAN - Pessoas-Animais-Natureza é um partido político português, inscrito junto do Tribunal Constitucional (TC) desde 13 de Janeiro de 2011.

A sua missão é criar uma sociedade onde todos os seres sencientes, humanos e não humanos, possam viver em paz e felicidade, numa harmonia tão ampla quanto possível, em ecossistemas saudáveis e sustentáveis. Nas eleições legislativas de 2011, o PAN obteve um total de 57.995 votos (1,04%).

Desde então, tem participado em todos os atos eleitorais realizados em Portugal e já elegeu 1 deputado regional na Madeira, 6 deputados municipais e 3 deputados de freguesia.

Em Outubro de 2014, o PAN elegeu uma nova direção que promoveu alterações à forma de organização e funcionamento do partido.

O símbolo do PAN representa a unidade e interdependência das três causas que defende como uma só (pessoas, animais, natureza), com a mão humana aberta, generosa, interventiva e solidária que se ergue da Terra para o Céu, as patas animais e as folhas, componentes inseparáveis de uma Árvore da Vida que se expande e cresce para abraçar o mundo.



publicado por Carlos Gomes às 20:36
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MUSEU BORDALO PINHEIRO EVOCA 111 ANOS DA MORTE DO SEU PATRONO

O Museu Borballo Pinheiro vai assinalar os 111 anos da morte de Rafael Bordalo Pinheiro com uma conversa sobre liberdade de expressão porque, também no seu tempo, Bordalo teve de se debater contra a censura da Lei das Rolhas.

Chamamos à conversa Estúpidos? Maldosos? Semanais! numa referência ao epíteto do jornal satírico Hara Kiri, antecessor o Charlie Hebdo.

Vamos sentar à mesma mesa uma artista plástica, Joana Estrela, uma jornalista, Sara Figueiredo Costa, um advogado, Manuel Pedroso de Lima e uma museóloga, Maria Vlachou. O moderador vai ser o crítico de banda desenhada Pedro Moura.

No Museu Bordalo Pinheiro, no dia 23, sábado, às 5 da tarde.



publicado por Carlos Gomes às 19:50
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PARTIDO “OS VERDES QUESTIONA MINISTÉRIO DO TRABALHO SOBRE ATRASO NA EMISSÃO DE FORMULÁRIO DA SEGURANÇA SOCIAL

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social,sobre o atraso na emissão do formulário da Segurança Social referente à declaração da composição do agregado familiar para o cálculo das prestações familiares – modelo E 401.

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Pergunta

O Grupo Parlamentar do Partido Ecologista «Os Verdes» teve conhecimento da demora na emissão por parte da Segurança Social de um formulário referente à declaração da composição do agregado familiar para o cálculo das prestações familiares – modelo E 401.

Este formulário é destinado a trabalhadores migrantes cuja família continua a residir no país de origem ou para trabalhadores transfronteiriços e deverá ser emitido pelo país onde a família vive, devendo posteriormente ser apresentado às entidades competentes em matéria de prestações familiares no país onde o trabalhador se encontra a residir.

Este formulário vem do estrangeiro quase todo preenchido, onde é necessário preencher apenas o valor da prestação familiar que cada agregado familiar aufere durante o ano. Ora, nada parece justificar uma demora tão grande na emissão deste formulário, sendo que há casos em que o atraso chega aos seis meses, com todos os prejuízos e inconvenientes que daí decorrem para as famílias que têm os seus parentes emigrados e que precisam de resolver esta situação para que possam receber o abono dos filhos.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- Confirma o Governo os atrasos na emissão do formulário E401 da Segurança Social, referente à declaração da composição do agregado familiar para o cálculo das prestações familiares?

2- Em caso afirmativo, qual a razão para este atraso e quando se prevê que a situação esteja resolvida?



publicado por Carlos Gomes às 13:18
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2016
‘DIA DO EURO’ NA FIL DIVERLÂNDIA

Dia 22 de Janeiro. FIL, Parque das Nações. Cada viagem em qualquer dos divertimentos a 1 euro. A entrada é grátis.

A FIL DIVERLÂNDIA promove um dia especial para todos os visitantes que pretendam ter um dia de lazer, com divertimento e adrenalina, na maior “Feira Popular” indoor do País. No próximo dia 22 todas as viagens em qualquer dos equipamentos de diversão têm um custo de 1 Diver, que corresponde a 1 euro, em vez dos habituais 2 ou 3 Divers. Dada a afluência e empatia que gerou no público, esta edição da FIL DIVERLÂNDIA vai continuar com as suas portas abertas nas sextas, sábados e domingos, até ao dia 31 de Janeiro e decorre na FIL, Parque das Nações e a entrada é livre.

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A FIL DIVERLÂNDIA já conquistou milhares de visitantes, em espaço coberto, climatizado e com estacionamento. Dispõe de mais de 3 dezenas de equipamentos de diversão, para todos os gostos e idades. Dos equipamentos mais divertidos para as crianças, aos mais emocionantes e “radicais” para os jovens e aos mais clássicos para toda a família, encontra tudo na FIL DIVERLÂNDIA – Montanha Russa Lagarta; Mega Pista de Carros de Choque; Pista de Carros de Choque Infantil; Carrocel Parisiense; Kanguru Louco XXL; Mega Dance; Máquinas de Jogos; Carrocel Familiar; Trampolins entre outros…

Uma vasta oferta  gastronómica facilita as refeições no mesmo espaço – Sandes, cachorros, farturas, churros, pipocas, gomas, entre outras iguarias.

FIL DIVERLÂNDIA no Pavilhão 1 da FIL - Entrada Livre

Horário até 31 de Janeiro inclusivé

6ª feira                – 17h00 / 24h00

Sábado                – 14h00 / 24h00

Domingo             – 14h00 / 22h00

Encerra de 2ª a 5ª

Saiba mais emwww.diverlandia.fil.pt ou www.facebook.com/FILDiverlandia.FIL


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publicado por Carlos Gomes às 22:20
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016
PARLAMENTO DEBATE PROJETO DE LEI APRESENTADO PELOS "OS VERDES" CONTRA O CULTIVO DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS

Iniciativa do PEV que impede cultivo de OGM em discussão no Parlamento

Discutiu-se hoje, dia 20 de janeiro, na Assembleia da República o Projeto de Lei 17/XIII/1 de Os Verdes que impede o cultivo e a libertação deliberada em ambiente de organismos geneticamente modificados (OGM).

O risco dos transgénicos para a saúde levou já a que muitos países da União Europeia tenham recusado o cultivo de OGM e, com esta iniciativa, o PEV pretende apelar a um olhar sério sobre o assunto, para que Portugal não se converta num “paraíso” da Monsanto, rejeitando, também ele, o cultivo de culturas transgénicas que comportam enormes riscos de contaminação de culturas tradicionais e biológicas.

Os Verdes relembram que esta iniciativa legislativa foi entregue na Assembleia da República em Novembro do ano passado e integrava um conjunto de 10 iniciativas sobre matérias que o PEV considerava de discussão urgentes.

PROJETO DE LEI Nº 17/XIII/1ª

IMPEDE O CULTIVO E A LIBERTAÇÃO DELIBERADA EM AMBIENTE DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS (OGM)

Nota justificativa

A rejeição dos organismos geneticamente modificados (OGM), por parte dos cidadãos dos diversos Estados da União Europeia, tem sido confirmada através de diversos estudos. Esta atitude crítica sustenta-se sobretudo nos riscos que os transgénicos podem representar para a saúde e para o ambiente, designadamente ao nível da perda de biodiversidade e de contaminações acidentais ou deliberadas. Desta forma, mais de 70% dos cidadãos recusam consumir alimentos transgénicos e cerca de 95% não admitem prescindir do direito de poderem rejeitar OGM.

A União Europeia não foi respeitadora da vontade dos cidadãos quando determinou que a informação ao consumidor em geral, e as normas de rotulagem em particular, não teriam que se suportar num esclarecimento cabal sobre a presença de transgénicos nos alimentos. A título exemplificativo, quando um alimento contém matéria transgénica em quantidade inferior a 0,9%, dispensa-se informação ao consumidor; em relação a produtos de origem animal, não se presta informação ao consumidor sobre se os animais foram alimentados com ração transgénica. A União Europeia preferiu deixar a porta aberta à salvaguarda dos interesses das multinacionais do setor agroalimentar.

Já em relação ao cultivo, foi em 1998 que a União Europeia autorizou o cultivo do milho transgénico MON810, no seu espaço geográfico. Esta decisão da União Europeia foi muito contestada, mas, ignorando o sentimento maioritário dos cidadãos, os organismos europeus preferiram ceder aos interesses da Monsanto (com 80% da quota de mercado mundial dos transgénicos) e, assim, dar entrada à realidade transgénica no mundo agrícola da União Europeia.

Em Portugal, o Partido Ecologista Os Verdes empenhou-se de várias formas, incluindo através de iniciativas legislativas, na aplicação de uma moratória relativa ao cultivo e à comercialização de OGM. Considerávamos que não estavam salvaguardados nem os direitos dos agricultores, nem dos cidadãos, nem a salvaguarda dos ecossistemas, e que, não sendo possível garantir a não contaminação entre culturas transgénicas e tradicionais ou biológicas, importava aplicar o princípio da precaução.

Infelizmente, as diferentes maiorias parlamentares assumiram sempre uma postura de aceitação incondicional da autorização europeia, referindo que não era possível proibir o que a União Europeia aceitara. O PEV nunca aceitou esta argumentação e, por isso, insistiu mais do que uma vez na questão da moratória. A verdade é que outros Estados Membro, face às incertezas sobre os efeitos dos OGM na saúde e no ambiente, decidiram proibir o cultivo de OGM no seu território. Assim fizeram a Alemanha, a Áustria, a França, a Polónia, entre outros. Enquanto isso, em Portugal continuou-se a abrir portas ao cultivo de OGM e garantiram-se procedimentos que não permitissem aos cidadãos ter um conhecimento rigoroso sobre a localização de culturas transgénicas, o que é absolutamente inadmissível se tivermos em conta casos como, por exemplo, o de um agricultor que se quer instalar e apostar em culturas biológicas e que, para garantir a segurança da sua produção, quer ter a certeza que não fica aproximado de uma propriedade agrícola que faz cultura OGM. Tratou-se de um profundo desrespeito para com os cidadãos.

Entretanto, a União Europeia determinou que a decisão de proibição do cultivo de OGM nos respetivos países passará a competir a cada Estado Membro. Nestas circunstâncias, um dos argumentos usados pelas consecutivas maiorias parlamentares e pelos consecutivos Governos, que consistia numa desresponsabilização própria, para se assumirem submetidos ao que a União Europeia autorizasse, deixa de poder ser usado. É tempo, portanto, de Portugal se desvincular da profunda leviandade com que tem permitido a presença de OGM nos nossos campos agrícolas e seguir o exemplo de uma grande parte de países da União Europeia (como Alemanha, Áustria, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslovénia, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Letónia, Lituânia, Polónia, entre outros) que proibiram o cultivo de OGM, por aplicação direta do princípio da precaução.           

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar Os Verdes apresenta o seguinte Projeto de Lei que toma como objetivo a proibição de produção e cultivo de OGM:

Artigo 1º

Objeto

Em conformidade com o princípio da precaução e tendo em vista a proteção da saúde humana e do ambiente, o presente diploma proíbe o cultivo de organismos geneticamente modificados, ou que por eles sejam constituídos, assim como a libertação deliberada no ambiente de organismos geneticamente modificados para qualquer fim.

Artigo 2º

Proibição de cultivo de OGM

A proibição de cultivo de organismos geneticamente modificados, ou que por eles sejam constituídos, inclui a aquisição e a receção na exploração agrícola das sementes de variedades geneticamente modificadas, bem como as operações do processo de produção e armazenamento na exploração agrícola, e ainda a entrega, pelo agricultor, dos produtos vegetais produzidos nas instalações de comercialização ou transformação.

Artigo 3º

Proibição da libertação deliberada em ambiente de OGM

A libertação deliberada no ambiente de organismos geneticamente modificados refere-se a qualquer introdução intencional no ambiente de um organismo geneticamente modificado ou de uma sua combinação, independentemente de intenção ou tentativas de limitar o contacto com a população e com o ambiente.

Artigo 4º

Exclusão do âmbito de aplicação

A presente lei não se aplica às ações controladas com fins de investigação científica ou com fins medicinais.

Artigo 5º

Regime aplicável às autorizações já existentes

1.Para efeitos do cumprimento dos números anteriores, são revogadas todas as autorizações já existentes e ficam sem efeitos as notificações rececionadas relativas à libertação deliberada no ambiente para fim diferente da colocação em mercado, bem como da colocação em mercado de organismos geneticamente modificados.

2.É estabelecido um período transitório, a regular por portaria, com vista à reconversão de culturas, para o caso em que os pequenos agricultores utilizem organismos geneticamente modificados.

Artigo 6º

Contraordenações

1.Constitui contraordenação punível com coima de € 15.000 a € 150.000,00, no caso de pessoas singulares, e de € 35.000,00 a € 350.000,00, no caso de pessoas coletivas, a violação do disposto no artigo 1º do presente diploma.

2.Constitui contraordenação punível com coima de € 10.000 a € 100.000,00, no caso de pessoas singulares, e de € 30.000,00 a € 300.000,00, no caso de pessoas coletivas, a violação do disposto no artigo 2º do presente diploma.

3.A tentativa e a negligência são sempre puníveis.

Artigo 7º

Sanções acessórias

Consoante a gravidade da contraordenação e a culpa do agente, podem ser aplicadas, simultaneamente com a coima, nos termos da lei geral, as seguintes sanções acessórias:

  1. a) Interdição do exercício da atividade;
  2. b) Privação do direito a subsídios ou benefícios outorgados por entidades ou serviços públicos;
  3. c) Privação do direito de participar em concursos públicos que tenham por objeto o fornecimento de bens e serviços e a concessão de serviços públicos;
  4. d) Encerramento do estabelecimento e destruição das culturas.

Artigo 8º

Regulamentação

O Governo regulamenta a presente lei no prazo máximo de 180 dias, a contar da data de publicação.

Artigo 9º

Norma revogatória

São revogadas todas as disposições legais que contrariem o disposto na presente lei, designadamente o Decreto-Lei nº 72/2003, de 10 de abril e o Decreto-Lei nº 160/2005, de 21 de setembro.

Artigo 10º

Entrada em vigor

A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

Assembleia da República, Palácio de S. Bento, 3 de novembro de 2015

Os Deputados

Heloísa Apolónia                                                                  José Luís Ferreira



publicado por Carlos Gomes às 20:14
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HOJE É DIA DE S. SEBASTIÃO, SANTO PROTETOR DA EPIDEMIA, A FOME E A GUERRA

Um pouco por todo o país, celebra-se hoje a festa litúrgica a S. Sebastião, advogado contra a epidemia, a fome e a guerra. Tais festividades, na maioria dos casos, tiveram origem precisamente em ocasiões que se verificaram a propagação de pestes muito recorrentes durante a Idade Média e que, quase sempre vitimavam uma parte considerável da população.

Em Portugal, foi sobretudo a partir do século XVI que o culto se desenvolveu, não sendo alheio o facto de seu nome ter sido atribuído ao Rei D. Sebastião por este ter nascido a 20 de Janeiro, dia que é consagrado ao mártir S. Sebastião.

Reza a lenda que S. Sebastião nasceu em Narbonne, no sul de França – ou terá sido em Milão – oriundo de uma família nobre. Atingida a idade adulta, terá ido viver para Roma onde se alistou no exército romano, ao tempo de Dioclesiano, altura em que se intensificaram as perseguições aos cristãos. Desconhecendo, porém, a sua fé cristã, o Imperador chegou a promovê-lo capitão da guarda pretoriana.

Mas, a sua fé e conduta branca em relação aos prisioneiros acabaram por atrair sobre si a ira do imperador que o julgou como traidor e condenou à morte, tendo sido cravado de flechas e o seu corpo lançado ao rio. No entanto, tendo sobrevivido, viria a ser de novo condenado à morte por espancamento e o seu corpo atirado aos esgotos de Roma. O seu corpo veio a ser resgatado por Santa Luciana que o depositou nas catacumbas da cidade.

Para além da data do seu martírio e local do seu sepultamento, a narrativa histórica é inexata e pouco consistente. Não deixa, contudo, do seu culto ser um dos mais celebrados entre os cristãos, tanto católicos como ortodoxos.

Refira-se que, sendo S. Sebastião o santo protetor contra a epidemia, a fome e a guerra, é o seu culto que está na origem de diversas tradições populares como sucede com a “mesa dos quatro abades” que se realiza no concelho de Ponte de Lima, agora em data deslocada do calendário.



publicado por Carlos Gomes às 10:31
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2016
CHINESES FESTEJAM EM LISBOA ANO NOVO CHINÊS

A comunidade chinesa radicada em Portugal celebra no próximo dia 30 de Janeiro a chegada do Novo Ano Chinês. De acordo com o Zodíaco Chinês, este será o ano do macaco. Com muitos séculos de existência, inúmeros mitos e tradições associadas, esta é considerada a mais importante festividade do seu calendário lunar, celebrando a Festa da Primavera.

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O ponto alto das festividades ocorrerá no Largo do Martim Moniz, entre as 11 horas e as 17 horas do dia 30 de Janeiro. Ali será montado um enorme bazar chinês onde se poderá encontrar um pouco de tudo, sendo os lisboetas convidados a assistir a um deslumbrante espetáculo onde não vão faltar as danças tradicionais, de leões e de dragões, cantares, artes e acrobacias.

A comunidade chinesa radicada em Portugal é reconhecida pelo seu espírito trabalhador e a sua enorme simpatia, pelo que esta festividade já se tornou num momento privilegiado de confraternização entre gente de diferentes culturas, num espírito de grande aceitação mútua que nos remete para o convívio de séculos entre portugueses e chineses em Macau.

A iniciativa é da Embaixada da República Popular da China e da Câmara Municipal de Lisboa.



publicado por Carlos Gomes às 15:36
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016
RIBEIRA DAS NAUS É UMA DAS ZONAS DE LAZER PREFERIDAS POR LISBOETAS E TURISTAS

Junto ao torreão poente do Terreiro do Paço, o Museu de Marinha vai criar o Pólo Museológico dos Descobrimentos Portugueses

A zona da Ribeira das Naus tornou-se nos últimos tempos numa das mais concorridas áreas de lazer dos lisboetas e dos turistas que visitam a capital. Dotado de um novo passeio ribeirinho junto ao rio Tejo, os munícipes usufruem agora de uma extensa área ajardinada em declive, sobras de arvoredo, mobiliário urbano e, sobretudo, de uma perspetiva dos antigos estaleiros do Arsenal com a sua Doca Seca e a Doca da Caldeirinha, entretanto postas a descoberto.

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Remonta pelo menos ao século XV, a utilização da Ribeira das Naus como um dos locais privilegiados para a atividade de construção naval. Destruído na sequência do terremoto de 1755, o Arsenal de Lisboa voltou a ser reconstruído no mesmo local, sob o traço do arquiteto Eugénio dos Santos, perto do local onde antes se encontrava o Paço Real.

O Real Arsenal da Marinha contava com duas carreiras de construção naval, em cantaria, tendo nos finais do século XVIII, sido construída a doca seca. No majestoso edifício, encontravam-se instalados entre outros a Casa da Balança junto à Doca da Caldeirinha, a Sala do Risco, a Escola Naval, Observatório Astronómico, museu, biblioteca, tipografia e arquivos. A Direção de Hidrografia e Navegação ocupou o lado norte e poente até 18 de fevereiro de 1969, altura em que um violente incêndio desalojou-a das suas instalações.

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A partir dos finais do século XIX e em grande medida devido ao emprego do ferro na construção naval, sentiu-se a necessidade de transferir o Arsenal da Marinha para a margem sul, o que veio a concretizar-se em 1932, tendo as obras sido iniciadas em 1917, as quais foram financiadas por conta das reparações de guerra alemãs.

Em meados do século XX, as docas procedeu-se a demolições, aterraram-se as docas e rasgou-se a avenida da Ribeira das Naus que passou a ligar diretamente o Cais do Sodré ao Terreiro do Paço junto ao rio Tejo.

Numa das imagens, datada de 1900, podemos ver a Corveta Afonso de Albuquerque, em reparação na doca seca do Arsenal de Marinha.

As fotos antigas que se publicam pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa e as recentes ao Blogue de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 16:28
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LISBOA CANTA E DANÇA À MODA DO MINHO

O Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho trouxe ontem à Praça do Comércio e às ruas da baixa lisboeta a alegria e o colorido do folclore da sua região, atraindo a curiosidade nomeadamente dos numerosos turistas que aproveitaram a tarde soalheira para visitar a capital.

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Todos os anos por esta altura, este grupo folclórico minhoto sediado em Lisboa, leva aos lisboetas as nossas tradições dos cantares das janeiras, aproveitando para exibir também algumas danças e cantares característicos do Minho. Dependendo das condições climatéricas, no próximo sábado deverão atuar junto ao Mosteiro dos Jerónimos e no Centro Cultural de Belém.

Rigorosos nomeadamente no trajar, os componentes do Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho apresentaram-se com vestuário adequado à função, de cores mais escuras e mais agasalhados como convém nesta época invernosa, revelando preocupação com a autenticidade etnográfica.

Constituído em 16 de maio de 1980, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho é constituído predominantemente por minhotos radicados na capital, tem como objetivo recolher, preservar e divulgar a cultura tradicional minhota.

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publicado por Carlos Gomes às 14:16
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PARTIDO “OS VERDES” QUESTIONA GOVERNO ACERCA DO PROCESSO DE PATENTEAMENTO DE PLANTAS E SEMENTES

PEV quer esclarecimentos por parte do Governo e entrega pergunta no Parlamento sobre a matéria

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Justiça, sobre os processos de patenteamento de plantas e sementes.

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Pergunta

O Instituto Europeu de Patentes (IEP) tem vindo a possibilitar processos de patenteamento sobre plantas e sementes resultantes de cruzamento tradicional. Recentemente, o Instituto levou a cabo a audiência final sobre uma patente de tomate com conteúdo de água reduzido (EP1211926). Em março deste ano, o IEP usou o caso desta patente e de uma outra (semente de bróculos, EP1069819) para criar jurisprudência e assim definir como patenteáveis tanto plantas como animais derivados de cruzamentos tradicionais.

Apesar do Artigo 53(b) da Convenção Europeia de Patentes (CEP) proibir as patentes sobre variedades de plantas e processos de criação essencialmente biológicos, o IEP tem vindo a passar por cima das proibições existentes.

Estas decisões têm levado ao aumento generalizado dos protestos por parte dos cidadãos, organizações e países contra este tipo de patentes: a Áustria, França, Alemanha e a Holanda estão entre os países que criticam publicamente esta decisão do IEP.

O recente apelo da coligação internacional “No Patents on Seeds!” para impedir estas patentes foi subscrito por várias centenas de organizações em toda a Europa. Em Portugal, a coligação é apoiada por várias organizações não-governamentais com intervenção regular. Todos apelam a uma revisão da Lei Europeia de Patentes, de forma a excluir do seu regime, os meios e processos de cruzamento tradicional, as plantas, os animais e as suas características, bem como as colheitas e alimentos daí procedentes.

Os Verdes salientam a necessidade urgente de estancar este avanço do patenteamento da vida que não é mais do que privatizar património da Humanidade para benefício das grandes empresas. O INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial, na dependência do Ministério da Justiça e que representa Portugal no IEP, deve defender o interesse dos cidadãos.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Justiça possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1 – Tem o Ministério da Justiça acompanhado a questão da concessão de patentes por parte do Instituto Europeu de Patentes?

2 - Qual é o posicionamento do Ministério e do Governo Português em relação a esta matéria?

3 - Qual é o posicionamento do Ministério e do Governo Português em relação à urgência de revisão da Lei Europeia de Patentes, de forma a excluir do regime de patentes, os meios e processos de cruzamento tradicional, as plantas, os animais e as suas características, bem como as colheitas e alimentos daí procedentes.

O Grupo Parlamentar Os Verdes



publicado por Carlos Gomes às 10:26
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Domingo, 17 de Janeiro de 2016
CONTRIBUIRÁ O GRAFITI PARA A REABILITAÇÃO DOS BAIRROS HISTÓRICOS DE LISBOA?

O Movimento Os Amigos de São Cristóvão (MASC), produziu em fevereiro de 2012, nas Escadinhas de São Cristóvão, um mural dedicado ao fado, ao bairro e aos seus moradores, amigos e visitantes, uma iniciativa que contou com o apoio de diversas entidades, entre as quais a Junta de Freguesia, a EPUL e a Paróquia de São Cristóvão.

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Trata-se de um interessante conjunto de motivos pitorescos que captam com reconhecida mestria figuras típicas do bairro, desde as vizinhas alcoviteiras ao risonho pároco, sem esquecer nos fadistas e frequentadores da taberna, com homenagem a Maria Severa que viveu no vizinho bairro da Mouraria.

Porém, para quem percorre aquele recanto gracioso do velho bairro alfacinha, não é sem um misto de encanto e desagrado que se detém perante o espetáculo que se lhe oferece: o mural é magnífico e bem-intencionado mas cria no local um cenário próprio de arrabalde degradado onde impera uma espécie de cultura suburbana, própria dos arredores das grandes cidades cosmopolitas.

Coloca-se a questão a saber até que ponto o grafiti contribuirá para a reabilitação dos bairros históricos de Lisboa?

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publicado por Carlos Gomes às 22:31
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SABIA QUE OS VEREADORES DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA JÁ USARAM UNIFORME?

Em 1855, ao tempo do Rei D. Pedro V, foi publicado o Decreto de 25 de julho, através do qual foi estabelecido novo uniforme a ser usado pelos vereadores da Câmara Municipal de Lisboa. Trata-se de um costume que se perdeu entre nós mas que ainda é mantido nomeadamente em muitos municípios do país vizinho. Transcreve-se o referido Decreto:

“Attendendo ao que Me representou a Camara Municipal de Lisboa, ácerca da conveniencia de novamente se estabelecer, em harmonia com os costumes da epocha, o uniforme de que, d'ora ávante, devam usar os Vereadores, e os Empregados da mesma Camara: Hei por bem, em Nome d'EL - REI, Decretar o seguinte:

Artigo 1.° E estabelecido um fardamento para uso dos Vereadores da Camara Municipal de Lisboa, e bem assim outro para o Escrivão e Officiaes da respectiva Secretaria, para o Thesoureiro do Concelho, e para o Guarda-Mór da Camara, sendo regulado o uniforme d'estes Empregados pelas graduações de cada um d'elles.

Art. 2.° O fardamento dos Vereadores da Camara Municipal será conforme á designação que se segue:

1.° Farda direita de panno azul ferrete, com uma só ordem de oito botões de melai branco, com as armas da Camara; devendo a gola, os canhões, as portinholas, e o espaço entre ellas comprehendido, ser tudo bordado com um silvado de ramos de carvalho.

2." Calça do mesmo panno, com uma lista de galão de largura ordinaria, nas costuras dos dois lados.

3.° Colete branco de córte direito, com quatro botões correspondentes aos da farda.

4.° Chapéu armado de plumas brancas, com presilha e laço nacional. Gravata e luva branca.

8.° Florete com bainha preta. Para a cintura facha de seda de tres listas iguaes — a do centro branca, e as outras azues ferretes — com borlas das mesmas côres, sendo de prata a parte branca.

  • unico. As bordaduras da farda, o galão da calça, a presilha do chapéu, e as guarnições do florete serão de prata; devendo todo o fardamento, nas suas diversas partes, ser igual ao padrão dos Modelos, que baixam com este Decreto, rubricados pelo Ministro e Secretario d'Estado dos Negocios do Reino.

Art. 3.° Os Modelos para o uniforme dos Empregados mencionados no artigo 1.° serão pela Camara Municipal submettidos á approvação do Governo.

O mesmo Ministro e Secretario d'Estado assim o tenha entendido, e faça executar.

Paço de Cintra, em 25 de Julho de 1855. = REI, Regente. = Rodrigo da Fonseca Magalhães.

No Diario do Governo de 6 dc Agosto, N. ° 183.”


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publicado por Carlos Gomes às 00:57
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Sábado, 16 de Janeiro de 2016
ASSOCIAÇOM JOSÉ AFONSO LANÇA PROCESSO PARA CRIAÇOM DE NÚCLEO NA GALIZA

José Afonso, sempre solidário com a causa da libertaçom nacional e trabalhadora galega, fijo a sua primeira turné no país ao norte do Minho em 1972.

A Associaçom José Afonso "tem tido ao longo dos últimos anos a preocupaçom de tentar ajudar à instalaçom de um núcleo na Galiza", para além dos que o coletivo já conta em Portugal, "tendo em conta o que a Galiza sempre significou para Zeca Afonso", explicam da direçom da associaçom.

O primeiro passo para a criaçom desse núcleo será no próximo dia 4 de fevereiro: às 19:00 h desse dia vai decorrer na capital galega "um primeiro encontro exploratório em ambiente de absoluta liberdade". Será no Bar 'Couto Mixto', graças ao suporte de um sócio do coletivo "empenhado na criaçom de um núcleo" na comarca de Compostela, e da AJA convidam à participaçom daquelas pessoas interessadas em fazer parte da iniciativa.

A Associaçom José Afonso (AJA) é uma associação cultural e cívica, não confessional, formada em torno da memória e do exemplo de José Afonso "enquanto artista-militante, expoente de cultura aberta e universalizante, combatente de todas as causas verdadeiramente solidárias". O coletivo quer "transmudar esse legado, que é de todos quantos o admiraram e admiram". Ainda, os objetivos da AJA ultrapassam o ámbito de açom exclusivo por volta da figura do Zeca Afonso, e atingem a cultura popular ou a açom juvenil.

Fonte: Diário Liberdade / http://www.diarioliberdade.org/

Foto da Gentalha do Pichel - Cartaz em lembrança do Zeca Afonso.



publicado por Carlos Gomes às 17:21
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SANTO AMARO É O PADROEIRO DOS GALEGOS EM PORTUGAL

É bastante antiga a devoção dos galegos radicados em Portugal a Santo Amaro. Reza a história que, em 1549, numa colina outrora sobranceira ao rio Tejo, ergueram os galegos uma pequena ermida em cumprimento de uma promessa feita por frades da Ordem de Cristo que, numa viagem de regresso de Roma, a nau em que vinham foi acometida de temporal no mar e, perante o receio de naufrágio à entrada da barra, prometeram construir uma capela no local onde aportassem sãos e salvos.

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A esta invocação certamente não foi alheio o sucesso do frade beneditino, nascido em Roma no século VI, segundo o qual certa vez, obedecendo às ordens de São Bento que teve a visão de que São Plácido corria o risco de afogamento no açude de Subiaco, conseguiu salvar o irmão religioso caminhando sobre as águas sem se afogar, agarrando-o pelos cabelos e puxando-o para a margem.

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A devoção dos galegos a Santo Amaro, cuja festa litúrgica se celebra a 15 de janeiro, deu origem à Capela de Santo Amaro, situada no cimo de uma colina no sítio de Alcântara, tornando-se local de festas e romaria, onde se cantava e dançava a noite inteira xotas e muiñeiras, ao som de gaita-de-foles, castanholas e pandeiretas, à boa maneira das festas tradicionais da Galiza.

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Conta-nos o historiador olisiponense Augusto Vieira da Silva que “Nela se faziam antigamente grandes festas ao seu patrono, que começavam em 15 de Janeiro e se prolongavam ordinariamente até 2 de Fevereiro. No seu adro organizavam os galegos das companhias de aguadeiros de Lisboa, um arraial e danças ao som de gaitas de foles, e nele apareciam, além dos vendedores dos artigos que era uso negociarem-se em todas as festanças populares portuguesas, mulheres vendendo rosários de pinhões de Leiria”.

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Na sequência do ambiente religioso que se seguiu à implantação do regime republicano em Portugal deixou esta feira de se realizar em 1911. Seguiu-se um longo período de abandono no qual a capela chegou a ser saqueada e a ser utilizada como carvoaria. Em 1927, foi entregue à Irmandade do Santíssimo Sacramento, e no ano seguinte o espaço foi reabilitado para o culto.

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A Capela de Santo Amaro encontra-se atualmente aberta ao culto no primeiro domingo de cada mês, às 10 horas, para a celebração da Eucaristia dominical.

Situada ao cimo da calçada de Santo Amaro, trata-se de um templo de estilo Renascentista, de planta centralizada em redor de um átrio semicircular, construído segundo o projeto de Diogo de Torralva, considerado um dos melhores arquitetos do século XVI. O edifício encontra-se desde 16 de julho de 1910 classificado como Monumento Nacional.

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São notáveis os painéis de azulejos polícromos tardo-maneiristas alusivos a Santo Amaro que revestem as paredes do átrio, as pinturas a óleo que revestem o teto da sacristia, os três magníficos portões de ferro forjado do século XVII e o conjunto formado pelo adro e o escadório que, na parte superior, sugere a proa de um barco virado ao Tejo.

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Em meados do século passado, os galegos passaram a realizar conjuntamente com os minhotos uma pequena festa em honra de São Tiago, em torno de uma pequena capelinha situada no Alto da Boa Viagem, junto ao farol do Esteiro, na localidade de Caxias. Mas, lamentavelmente, essa fraternidade foi sol de pouca dura. E também Santo Amaro deixou de reunir junto á sua ermida os seus devotos galegos!

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publicado por Carlos Gomes às 16:22
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2016
ENCONTRO DE CONCERTINAS JUNTA MINHOTOS EM MARVILA



publicado por Carlos Gomes às 22:01
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MANUEL MELO APRESENTA NOVO SINGLE NO CENTRO CULTURAL OLGA DE CADAVAL

Manuel Melo apresenta, a 22 de janeiro, o seu novo single “Palavras”. Este tema, que irá integrar aquele que será o seu álbum de estreia, terá edição da Music In My Soul. A 23 de janeiro, o cantor e ator, sobe ao palco do Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, para o concerto que abrirá portas à nova digressão que se avizinha. Os bilhetes já estão disponíveis para compra nas lojas Fnac, Worten El Corte Inglés e em ticketline.sapo.pt.

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Ator e cantor, Manuel Melo, iniciou a sua carreira musical aos 14 anos quando recebeu, pelas mãos do seu pai, a sua primeira guitarra. Talento nato, rapidamente aprende os primeiros acordes e compõe aos 16 anos o seu primeiro tema.

Passados dois anos, pisa pela primeira vez o palco, sempre acompanhado da sua guitarra, para aquele que foi o seu primeiro concerto. Em 2002 entra na Academia de Estrelas, concurso televisivo produzido pela Endemol, onde obtém formação em voz, movimento, representação, improvisação, atuação, ritmo e dança.

Ao longo da sua carreira artística, a representação tornou-se uma prioridade. Em 2003 integra o elenco da novela “Saber Amar”. Destaque-se, também, em 2005 a sua participação no programa de humor “Malucos do Riso” - SIC, em 2007 a “Bela e Mestre” – TVI e em 2009 “Um Lugar Para Viver” – RTP, entre muitos outros projectos “não musicais” onde mostrou o seu incrível talento e versatilidade enquanto ator.

Somente em 2012, com a sua participação no programa “A Tua Cara Não Me é Estranha” – TVI, Manuel Melo se dá a conhecer ao grande público enquanto cantor, tornando-se finalista do programa.

Já em janeiro, irá lançar o seu novo single “Palavras”, que abrirá as portas para o seu álbum de estreia, que será lançado, durante o primeiro semestre do próximo ano, pela Music In My Soul.



publicado por Carlos Gomes às 18:29
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PAN QUER PROIBIR PRODUÇÃO E CULTIVO DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS

PAN apresenta Projeto de Lei pela proibição de produção e cultivo de OGM

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza apresenta esta sexta-feira, na Assembleia da República, juntamente com outros partidos políticos, um Projeto de Lei com o objetivo de proibir a produção e cultivo de OGM.

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Os organismos geneticamente modificados (OGM) patenteados por multinacionais da engenharia genética são apresentados como a solução para males como a fome no mundo, as alterações climáticas, a agricultura química, as doenças ou a subnutrição. Porém, o seu cultivo e consumo acarretam riscos para a agricultura, para a economia, para o ambiente, para a saúde humana e para a saúde dos animais não humanos.

Se, durante muitos anos, a legislação comunitária foi usada para justificar a não aprovação de projetos que visavam impedir o cultivo de OGM em Portugal, esse argumento caiu por terra quando, em Janeiro de 2015, a União Europeia passou para os Estados-membros a decisão de proibir ou não os cultivos de organismos geneticamente modificados. Rapidamente, vários Estados aproveitaram a ocasião para tomar medidas que asseguram uma maior segurança alimentar aos seus cidadãos e um ambiente mais saudável.

No que diz respeito aos vinte e oito Estados-Membros que compõem a União Europeia, dezanove já proibiram totalmente o cultivo de OGM’s ou aprovaram algum tipo de limitação ao seu cultivo. Posto isto, mais de 50% dos Países da União Europeia mostram resistências ao cultivo de OGM.

No nosso país, a nível regional e local também têm havido declarações de intenções claras face aos OGM. A Região Autónoma da Madeira declarou-se livre de cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados a partir de Janeiro de 2008, um passo seguido pelos Açores em Maio de 2012. No continente, o Algarve e pelo menos 27 municípios de norte a sul do país também se declararam livres de OGM.

Com a produção de OGM, um agricultor dito “tradicional” está claramente em desvantagem e a situação será ainda mais evidente se se tratar de uma produção biológica (a qual se encontra em expansão). Isto acontece porque o produtor OGM consegue reduzir os seus custos de produção e assim ter maior rentabilidade, o problema é que que os seus custos não incorporam as externalidades, por esse motivo o preço dos alimentos que colocam no mercado estão abaixo do preço que na verdade deveriam estar.

De considerar ainda a extrema riqueza genética vegetal de Portugal, cujo valor científico e económico incontornável, aconselha, tendo por base o princípio da precaução, a não introdução de material com OGM, uma vez que, atendendo às dúvidas ainda existentes sobre a matéria, essas substâncias podem criar um risco negativo, atendo à probabilidade de poderem vir a alterar alguns aspetos ambientais, como também pela possibilidade, não desprezável, de existirem intromissões no nosso valioso património genético.

“Até que seja cabal e inequivocamente comprovado pela comunidade científica que estes organismos não têm impactos negativos no ambiente, na saúde, na agricultura, na economia e no desenvolvimento sustentável, o PAN defende a sua proibição. Parece-me muito sensato que, quando esteja em causa a saúde das pessoas, dos animais e a potencial degradação ambiental, vigore o princípio da precaução. E ao proibir o cultivo comercial de OGM, a Assembleia da República estará, sensatamente, a aplicar este princípio da precaução,”, recorda André Silva, Deputado do PAN.



publicado por Carlos Gomes às 15:46
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016
MUNICÍPIO DE LISBOA REQUALIFICA CAIS DO SODRÉ

O Cais do Sodré vai dentro em breve passar a dispor de um novo terminal de autocarros em complemento com a estação de caminho-de-ferro da linha de Cascais e mais espaço verde em ligação ao rio Tejo. O elétrico 24 regressa aos carris, ligando Campolide ao Cais do Sodré e o estacionamento no local é suprimido.

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A intervenção urbanística estende-se ao Largo do Corpo Santo e à rua do Arsenal onde será repavimentada a artéria e alargados os passeios junto às lojas comerciais.

No Campo das Cebolas, começou já a ser construído um parque de estacionamento subterrâneo para 260 lugares a ser gerido pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL). Por cima do parque, será construído um parque infantil. O trânsito passará a circular junto ao Ministério das Finanças.

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publicado por Carlos Gomes às 21:26
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CONFRARIAS PROMOVEM GASTRONOMIA PORTUGUESA

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MAPA DE EVENTOS

Eventos da FPCG 2016

11 de Março de 2016 - Assembleia Geral Ordinária da FPCG

29 de Maio de 2016 - Comemorações do Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa

12 de Novembro de 2016 - Assembleia Geral Ordinária da FPCG

Capítulos de Confrarias Federadas – 2016

16 de Janeiro - Confraria da Fogaça da Feira

23 de Janeiro - Confraria Gastronómica do Bacalhau

23 de Janeiro - V cerimónia capitular da Confraria dos Sabores da Abóbora

31 de Janeiro - Confraria do Vinho de Lamas

6 de Fevereiro (sábado de Carnaval): VII Capítulo da Confraria do Bucho Raiano na vila do Soito, concelho do Sabugal

5 de Março - III Capítulo da Confraria dos Rojões da Bairrada com Grelo e Batata à Racha

5 de Março - Confraria do Queijo Serra da Estrela

12 de Março - XIII Capítulo da Confraria da Lampreia de Penacova

12 de Março - Capítulo da Confraria Gastronómica de Sever do Vouga

20 de Março - VIII Capítulo da Confraria As Sainhas de Vagos 

9 de Abril - XV Capítulo da Confraria das Almas Santas da Areosa e do Leitão

16 de Abril - Confraria Gastronómica dos Aromas e Sabores Raianos

22, 23,24 e 25 de Abril - XVI Grande Capítulo da Academia Madeirense das Carnes / Confraria Gastronómica da Madeira

14 de Maio – Confraria dos Ovos Moles de Aveiro

21 de Maio - Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal

28 de Maio - Confraria Gastronómica da Amadora

4 de Junho - XI Capítulo da Confraria Gastronómica da Gândara - Aromas e Sabores Gandareses.

11 de Junho - IX GRANDE CAPÍTULO Confraria Gastronómica o Moliceiro

12 de Junho - V Cerimónia Capitular da Confraria do Mel - Macedo de Cavaleiros

18 de Junho - V Capitulo da Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar

25 de Junho - Capítulo da Confraria da Broa de Avintes

27 de Agosto - Confraria do Presunto e da Cebola do Vale do Sousa

24 de Setembro - X capítulo da Confraria das Papas de S. Miguel

1 de Outubro - Confraria dos Carolos e Papas de Milho

3 de Dezembro - XV Capítulo Confraria Nabos e Companhia

Outros Eventos – 2016

12 de Março - V Capítulo da Confraria Enogastronomica Sabores do Botaréu - Águeda

2 de Abril - Festa da Matança do Porco. Confraria do Presunto e da Cebola do Vale do Sousa

2 e 3 de Abril - XIX FESTIVAL GASTR. DA LAMPREIA E DO SÁVEL DA RIA

2 e 3 de Abril - VIII Capítulo da CONGROG - Confraria do Grog de Santo Antão - Cabo Verde

21 de maio -  III Capitulo da Confraria Ovelhã

20 a 22 de maio - XII Feira dos Grelos 

28 de Maio - CAMINHADA “A Ria vista da Serra”

9 e 10 de Julho - II FESTIVAL “Sabores da Ria”

6 de Agosto - PASSEIO GASTRONÓMICO EM BARCO MOLICEIRO

24 de Agosto - Festa da Cebola. Confraria do Presunto e da Cebola do Vale do Sousa.

28  Agosto - II Capítulo da Real Confraria das Cebolas

10 de Setembro - CAMINHADA “O Campo e a Ria” com passeio de Barco Moliceiro

10 de Setembro - IV Capítulo da Confraria Gastronómica do Frango do Campo

8 e 9 de Outubro -   X FESTIVAL GASTRONÓMICO DA ENGUIA

29 de Outubro  - Capitulo da Confraria da Pedra na Madalena em Vila Nova de Gaia.

10 de Dezembro - Ceia de Natal da Confraria do Presunto e da Cebola do Vale do Sousa.



publicado por Carlos Gomes às 19:22
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MOITA PROMOVE FEIRA DA BAGAGEIRA

Feira “Abra a Bagageira” na Marginal da Moita. Bagageiras de carros transformam-se em lojas

É já no dia 23 de janeiro, quarto sábado do mês, entre as 10:00h e as 18:00h, que a feira “Abra a Bagageira” volta à Marginal da Moita (junto ao Pavilhão Municipal de Exposições), com uma panóplia de diferentes artigos, como livros, mobiliário, brinquedos, discos, moedas, selos, postais, acessórios, roupas, porcelanas, entre muitos outros.

Abra a  Bagageira

A feira “Abra a Bagageira”, promovida pela Câmara Municipal da Moita, pretende ser um espaço que junta artesanato, velharias e antiguidades num espaço ao ar livre.

Os interessados em participar devem inscrever-se, através do email: pav.mun.exposicoes@mail.cm-moita.pt ou pelo T: 210816914. O pagamento, no valor de 4,04 euros, deverá ser efetuado previamente, mediante disponibilidade de lugar. Os lugares (bagageira do carro e espaço em frente com a dimensão de 2mtsx1mts) deverão ser ocupados entre as 9:00h e as 10:00h.

“Abra a Bagageira” do seu carro e venda o que tem a mais no seu sótão ou garagem!


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publicado por Carlos Gomes às 16:33
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016
PAN DEFENDE ALTERNATIVAS AO LEITE

Sector do leite em Portugal levanta fortes críticas ao Deputado do PAN

  • Os consumidores portugueses devem ser livres para escolher os produtos que consomem, estando na posse de toda a informação existente
  • Consumo de 5 litros de leite tem o mesmo impacto ambiental que uma viagem de 100km de automóvel
  • PAN sugere diversificação e reconversão graduais do sector a médio prazo

O deputado do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, André Silva, foi alvo de duras críticas no início desta semana, numa carta aberta da Federação Nacional das Cooperativas de Leite e Lacticínios, FCRL (Fenalac) onde foi exposta a indignação deste sector, perante a posição pública do PAN sobre a Produção Leiteira Nacional defendida na reunião Plenária nº 22 da Assembleia da República, de 7 de Janeiro.

Conforme já foi comunicado a esta entidade, em carta de esclarecimento (anexa), e passando por cima de acusações vazias e de carácter abstrato e opinativo, o PAN acredita que por ter um representante eleito na Assembleia da República, deve reforçar a defesa das causas que sempre integraram o seu programa eleitoral e que cerca de 74.000 portugueses legitimaram quando votaram e elegeram um deputado do partido, sendo que, um sistema democrático ganha com a diversidade e com o direito à apresentação de diferentes perspetivas.

A posição do PAN começa por sugerir que se assuma uma premissa incontestável no que respeita à produção de leite em Portugal - os consumidores querem cada vez mais alternativas ao leite e que se encontrem medidas que lidem de forma realista com este aspeto inquestionável, mais do que continuar a injetar recursos financeiros e a esgotar recursos naturais para salvar uma indústria em crise.

Esta mensagem do mercado, que representa escolhas mais saudáveis e conscientes dos portugueses e que a indústria teima em não escutar está alicerçada na escuta ativa, muito próxima, do que cada vez mais cidadãos nos pedem enquanto coletivo.

“Não cabe ao PAN definir a solução “matemática” ou “mágica” para todas as questões, mas é da nossa responsabilidade continuar a informar os portugueses de que existem alternativas, a tantos níveis. De que o mito criado sobre o leite ser um “super-alimento”, pode ser facilmente desconstruído, como tem vindo a ser um pouco por todo o mundo por várias entidades, muito antes até do PAN chegar ao Parlamento,” afirma André Silva.



publicado por Carlos Gomes às 20:16
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PORTUGOESAS DÃO CONCERTO NO PALÁCIO FOZ


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publicado por Carlos Gomes às 09:53
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016
LÁPIDES ROMANAS DAS PEDRAS NEGRAS DEVEM SER VALORIZADAS E ASSINALADAS NO LOCAL

As lápides romanas que se encontram na parede de um prédio da Travessa do Almada estão classificadas como Monumento Nacional, de acordo com o Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo, n.º 136, de 23 de junho de 1910. No entanto, o local não se encontra valorizado a fim de que as pessoas identifiquem o monumento, sucedendo existir com frequência grafitis e sinalética estranha em redor.

A requalificação do local onde as placas se encontram deveria contemplar a supressão do parqueamento e até a circulação automóvel, devendo o monumento ser assinalado nomeadamente através da colocação de uma placa com legenda descritiva, mais ou menos semelhante à que consta da nota histórico-artística da Direcção-Geral do Património Cultura que a seguir se transcreve.

“Aquando da construção de um prédio pombalino na Travessa do Almada, conhecido justamente como "prédio do Almada", foram descobertas quatro lápides contendo inscrições latinas, duas das quais dedicadas aos deuses romanos Mercúrio e Cíbele. As lápides foram mantidas no local, integradas na fachada lateral do edifício, onde se encontram actualmente. A designação comum das lápides provém da rua com a qual o prédio faz gaveto, a Rua das Pedras Negras. O edifício, apalaçado, foi mandado construir em 1749 por D. João de Almada de Melo, senhor de Souto d' El-Rei, e as inscrições foram descobertas durante a escavação das fundações, a par do que seriam vestígios de um templo Romano dedicado à deusa Cibele. Fazem parte de um grande conjunto de achados arqueológicos da época romana na zona, que incluem as galerias romanas ou criptopórtico da Rua da Prata, e o vizinho Teatro Romano de Lisboa.

A primeira lápide encontra-se incompleta, lendo-se apenas MERCVR.../ CAESA.../ AVGVST.../ C. IVLIVS F. IU.../ PERMISS V. DEC.../ DEDIT. F... , permitindo apenas compreender o nome de Caio Júlio, dedicante, e as invocações do deus Mercúrio e do imperador César Augusto.

A inscrição seguinte é composta pela lápide e por um troço de coluna e pequeno pedestal, e nela se lê DEVM MATR / T. LICINIVS / AMARANTIVS / V. S. L. M, ou Tito Licínio Amarantio por voto dedicou à mãe dos deuses.

A lápide maior, com mais de 2 metros de altura, possui a inscrição L. CAECILIO. L. F. CELERI. RECTO. / QVAEST. PROVINC. BAET. / TRIB. PLEB. PRAETORI. FEL. IVL. / OLISIPO, traduzível como Felicitas Julia Olisipo dedica a Lúcio Cecílio filho de Lúcio Celeri recto questor da província da Bética tribuno do povo e pretor. A inscrição de homenagem do povo de Lisboa ao pretor Lúcio Cecílio, da província da actual Andaluzia, é sobretudo importante por testemunhar que o título de Felicitas Iulia, concedido a Lisboa por César Augusto, se conservou durante as centúrias seguintes.

A última lápide é rematada por um pequeno frontão, e exibe a legenda MATRI DE / VM MAG. IDAE / A FRHYG. T. L. / LYCH CERNO / P. H. R. PERN. IIVI / CASS. ET CASS. STA. / M. AT. ET AP. COSS. GAI, dedicatória de Caio Licínio Cerno, da Lycaonia, na Ásia Menor, à deusa Ida da Frígia, mãe dos deuses, na época dos cônsules Marco Atílio e Afrosiano, e do governador Gaio.

Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P., 24-10-2007”

LX - Baixa Pombalina 015



publicado por Carlos Gomes às 22:30
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QUEM CONHECE A IGREJA DE NOSSA SENHORA DA OLIVEIRA NA BAIXA POMBALINA DE LISBOA?

Em plena baixa pombalina, existe uma igreja que passa despercebida à maioria dos lisboetas e à generalidade dos turistas que visitam a capital. Trata-se da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e situa-se em plena rua de S. Julião, tendo sido construída em 1762 aproximadamente no mesmo local onde antes existiu outra sob a mesma invocação.

LX - Baixa Pombalina 011

A igreja original foi erguida 1262, por Pedro Esteves e Clara Fea Geraldes, no reinado de D. Fernando, do lado sul da Igreja de S. Julião. Veio em 1446 a ser adquirida pela Irmandade dos Confeiteiros, sendo constituída como sede e orago da referida irmandade, até ser destruída pelo terramoto de 1755.

A igreja veio a ser reedificada no âmbito do plano de urbanização de Manuel da Maia, encontrando-se atualmente inserida no piso térreo de um caraterístico edifício da baixa pombalina.

LX - Baixa Pombalina 010

Apresenta uma traça arquitetónica semelhante aos prédios envolventes e, de um modo geral, a toda a área mandada reconstruída da baixa lisboeta. A fachada, discreta, é constituída por duas portas, emolduradas em lioz branco sem ornamentos, sendo que a mais elevada surge rematada por frontão simples ligado ao lintel. Na parede exterior, uma pequena lápide em pedra lioz, muito provavelmente recuperada do anterior templo, identifica a igreja, o mesmo sucedendo com o cino e a cruz encimada no edifício.

O seu interior apresenta-se revestido por painéis de azulejos oitocentistas, em estilo rococó, com motivos alusivos ao nascimento de Jesus e a passos da Vida de Maria como o Nascimento de jesus e a “Fuga para o Egito, e imagens originárias da extinta Igreja de S. Julião e da ermida primitiva representando Santo António, S. Marçal e a Senhora da Oliveira. O teto apresenta uma pintura do século XVIII representando a Assunção de Maria. A pia de água-benta apresenta um desgaste provocado pelo uso e o tempo que denunciam ter sido recuperada da anterior igreja.

LX - Baixa Pombalina 050



publicado por Carlos Gomes às 21:50
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GRUPO DE TEATRO LEVA À CENA NA MOITA A PEÇA "SUSY, LILI E NÉNÉ"

Na Baixa da Banheira: Projéctor Grupo de Teatro apresenta “Susy, Lili e Néné” no Fórum Cultural

No dia 22 de janeiro, pelas 21:30h, o Projéctor Grupo de Teatro leva a cena, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, o espetáculo “Susy, Lili e Néné”, com encenação de Luciano Barata.

 Teatro Susy, Lilie Nene

“Uma comédia, nem sempre cómica, que carateriza a história de três amigas do liceu, após 20 anos de ausência. Depois de se contactarem entre si, através das redes sociais, marcam um encontro para casa de uma delas, para recordar os velhos tempos. Depois, entre conversas, recordações do passado e acontecimentos do presente, as três descobrem peripécias em comum, inclusive que cada uma acabou por ser a responsável pelo fim do casamento da outra…”

Os bilhetes, no valor de 3,66 euros, estão já disponíveis na bilheteira do Fórum Cultural. Reserve já os seus bilhetes!

Ficha artística:

Título Original – Fulana, Beltrana e Sicrana

Autor - Paulo Scaldassy

Cartaz - Lilia Pinto

Ponto - Fátima Gonçalves

Tradução e Encenação - Luciano Barata

Interpretação:

Suzy – Suzete Calado

Lili – Lília Pinto

Nené – Inês Nunes

Duração: 65 min.

Destinatários: geral, M/12 anos

Horário da Bilheteira: 

De 3ª a sábado – 14:30h às 19:30h 

Dias de espetáculo e cinema  – uma hora antes do início do espetáculo ou sessão.

Os bilhetes podem ainda ser reservados, através do telefone 210 888 900, no horário de funcionamento da bilheteira. As reservas têm de ser levantadas, no máximo, até 1h antes do início do espetáculo, com um limite de cinco bilhetes por reserva.



publicado por Carlos Gomes às 20:40
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MANUEL MELO APRESENTA NOVO SINGLE NO CENTRO CULTURAL OLGA DE CADAVAL

Manuel Melo apresenta, a 22 de janeiro, o seu novo single “Palavras”. Este tema, que irá integrar aquele que será o seu álbum de estreia, terá edição da Music In My Soul. A 23 de janeiro, o cantor e ator, sobe ao palco do Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, para o concerto que abrirá portas à nova digressão que se avizinha. Os bilhetes já estão disponíveis para compra nas lojas Fnac, Worten El Corte Inglés e em www.ticketline.sapo.pt.

Ator e cantor, Manuel Melo, iniciou a sua carreira musical aos 14 anos quando recebeu, pelas mãos do seu pai, a sua primeira guitarra. Talento nato, rapidamente aprende os primeiros acordes e compõe aos 16 anos o seu primeiro tema. Passados

dois anos, pisa pela primeira vez o palco, sempre acompanhado da sua guitarra, para

aquele que foi o seu primeiro concerto. Em 2002 entra na Academia de Estrelas, concurso televisivo produzido pela Endemol, onde obtém formação em voz, movimento, representação, improvisação, atuação, ritmo e dança.

Ao longo da sua carreira artística, a representação tornou-se uma prioridade. Em 2003 integra o elenco da novela “Saber Amar”. Destaque-se, também, em 2005 a sua participação no programa de humor “Malucos do Riso” - SIC, em 2007 a “Bela e Mestre” – TVI e em 2009 “Um Lugar Para Viver” – RTP, entre muitos outros projectos “não musicais” onde mostrou o seu incrível talento e versatilidade enquanto ator.

Somente em 2012, com a sua participação no programa “A Tua Cara Não Me é Estranha” – TVI, Manuel Melo se dá a conhecer ao grande público enquanto cantor, tornando-se finalista do programa.

Já em janeiro, irá lançar o seu novo single “Palavras”, que abrirá as portas para o seu álbum de estreia, que será lançado, durante o primeiro semestre do próximo ano, pela Music In My Soul.



publicado por Carlos Gomes às 14:17
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2016
SINTRENSES CAMINHAM POR ALBARRAQUE



publicado por Carlos Gomes às 23:00
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PARLAMENTO DEBATE REPOSIÇÃO DO HORÁRIO DE TRABALHO DE 35 HORAS

A iniciativa é do partido “Os Verdes”

Por iniciativa dos Verdes, discute-se na próxima quarta-feira, dia 13 de janeiro, na Assembleia da República, a reposição das 35 horas de trabalho semanal na Administração Pública, tema que foi matéria de agendamento, em Conferência de Líderes, por parte do PEV.

Com esta iniciativa legislativa - Projeto de Lei 18/XIII/1 - Os Verdes pretendem colocar um ponto final numa medida penalizadora dos trabalhadores, que os levou a trabalhar mais horas sem o devido acréscimo remuneratório, um retrocesso social de uma profunda injustiça levado a cabo pelo anterior Governo PSD/CDS-PP. A reposição das 35h de trabalho semanal terá, consideram Os Verdes, repercussões positivas na criação de emprego e na melhoria da qualidade do serviço prestado pela Administração Pública às populações.

O PEV relembra que apresentou este Projeto de Lei em Novembro do ano passado, logo no início da XIII Legislatura, e que ele integrava o primeiro pacote legislativo apresentado pelos Verdes sobre matérias consideradas prementes e urgentes para discussão e resolução.



publicado por Carlos Gomes às 22:25
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Domingo, 10 de Janeiro de 2016
ENCONTRO DE TOCADORES DE CONCERTINA JUNTA EM LISBOA NATURAIS DE ARCOS DE VALDEVEZ



publicado por Carlos Gomes às 01:20
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Sábado, 9 de Janeiro de 2016
SINTRA: MORADORES DAS MERCÊS CANTAM AMANHÃ AS JANEIRAS



publicado por Carlos Gomes às 17:52
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