Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Sábado, 30 de Abril de 2016
PAN PEDE ANÁLISE A ÁGUAS E ALIMENTOS PARA CONSUMO HUMANO

Glifosato - Novas evidências com graves razões para preocupação

  • O herbicida mais vendido em Portugal com conhecidas causas de intoxicações
  • A OMS através Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro declarou o Glifosato como carcinogénio provável para o ser humano
  • Palavra final sobre comercialização assumida pela Comissão Europeia em Junho
  • PAN pretende ouvir Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural

Após o alerta lançado pela RTP sobre as graves preocupações para a saúde pública decorrentes do uso do Glifosato, o PAN – Pessoas-Animais-Natureza, complementa as várias iniciativas que tem encetado neste âmbito, quer na Assembleia da República, quer a nível local, com um pedido ao governo para que, para além de um programa de análise a águas destinadas a consumo humano, se analisem também os alimentos vegetais, com o objetivo de apurar a presença deste conhecido herbicida que, para além da perigosa toxicidade na saúde humana tem diversos outros efeitos negativos na biodiversidade.

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“Muito embora o Ministério da Agricultura mantenha, ao longo de sucessivos governos, um Plano de Controlo Nacional de Resíduos de Pesticidas em Produtos de Origem Vegetal que testa a presença de mais de 300 resíduos de pesticidas, o glifosato tem sido excluído das análises. O mesmo se passa com a água de consumo, uma vez que o Ministério não inclui o glifosato na lista de substâncias a pesquisar pelas entidades fornecedoras. Quando questionado formalmente no início deste ano o mesmo Ministério não apresentou quaisquer análises, nem mesmo as previstas pelas diretivas técnicas da União Europeia, afirmando que até à data tinha sido considerado desnecessário incluir este químico nas suas análises de rotina.” Conforme se pode ler no comunicado daPlataforma Transgénicos Fora (PTF). Posto isto, o PAN pretende ouvir, com carácter de urgência, o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, pronunciar-se sobre este assunto no parlamento.

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresentou recentemente na Assembleia da Republica um projeto de resolução que recomenda ao Governo que se oponha à renovação da autorização do uso do Glifosato na União Europeia e que proíba a sua utilização em Portugal que foi chumbado, tendo apresentado posteriormente, no dia 20 de Abril, um outro que recomenda ao Governo um conjunto de medidas para a verificação da presença de resíduos de glifosato na água e em produtos agrícolas de origem vegetal, que vai ser distribuído no dia 03 de Maio na Comissão de Agricultura e Mar.



publicado por Carlos Gomes às 11:32
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ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTA HOJE EM LISBOA O LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

Apresentação do livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores” na capital portuguesa

É hoje apresentado em Lisboa a obra “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

Gérald Bloncourt ladeado pelo historiador Daniel

O livro, concebido pelo escritor e historiador Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960, é apresentada às 17h00 na FNAC do Chiado.

A apresentação do livro com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue traduzida para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, que conta com prefácio do multipremiado pensador Eduardo Lourenço, estará a cargo do professor universitário e ex-secretário-geral socialista, António José Seguro.

Capa do Livro

Além das fotografias históricas que Gérald Bloncourt captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos bidonvilles dos arredores de Paris, a obra reúne igualmente memórias, testemunhos e imagens originais que o fotógrafo francês de origem haitiana realizou durante a sua primeira viagem a Portugal na década de 1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves, assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes portugueses além Pirenéus, e as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa.

Segundo Daniel Bastos, investigador da nova geração de historiadores portugueses com um percurso literário alicerçado junto das comunidades portuguesas, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, composto por um conjunto de centena e meia de imagens da maior importância para a história portuguesa do último meio século, é “um convite a uma viagem de redescoberta de um país e de um povo entre os povos”.

Refira-se que a obra é patrocinada por duas dezenas de empresas representativas do tecido socioeconómico luso-francês, e que a sessão de apresentação em Lisboa incluirá a abertura de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que está a circular pelos diversos espaços da FNAC no território nacional.

Ainda no último Festival das Migrações, das Culturas e da Cidadania, um dos eventos culturais e literários de referência no panorama europeu, que decorre anualmente em Março no Luxemburgo, o livro foi uma das obras em destaque e alvo dos mais rasgados elogios das comunidades portuguesas.

Contra-capa do Livro



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2016
BRANDOA REALIZA FEIRA À MODA ANTIGA

Está a decorrer na Brandoa, até ao próximo dia 1 de maio, a “Feira à Moda Antiga”. Trata-se de uma iniciativa da Junta de Freguesia de Encosta do Sol, no concelho da Amadora, e tem lugar no Jardim Luís de Camões.

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Este evento é aberto a todo o público e conta no seu programa com a atuação de ranchos folclóricos, gaiteiros, grupos corais e outros conjuntos musicais. Há jogos de diversão para as crianças, exposição de animais, espaços de comércio dos mais variados produtos regionais, desde o artesanato à doçaria e à gastronomia tradicional.

A Feira à Moda Antiga conta com forte participação das associações locais e constitui um excelente espaço de convívio e confraternização. Após o sucesso registado na primeira edição ocorrida no ano anterior e a adesão do público a este evento neste ano, a Feira à Moda Antiga veio para ficar e emprestar o seu colorido e alegria à Brandoa.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 23:28
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CATARINA PINHO EDITA ÁLBUM DE ESTREIA

Catarina Pinho, cantautora lisboeta de fusão de música portuguesa com música do mundo, lança já na primeira semana de maio o seu primeiro registo de originais, intitulado “Da Raíz do Coração”, em formato físico.

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O disco, lançado com o selo da Music In My Soul e disponível em edição digital desde o início de abril, foi masterizado nos míticos estúdios Abbey Road e antecedido pelos singles “O Bairro do 7” e “A Manhã”.

Nascida a 21 de setembro de 1982, em Lisboa, Catarina Pinho, despertou para a música desde muito cedo. Aos 9 anos integrou pela primeira vez um grupo coral, e desde então nunca mais deixou de estar ativamente envolvida na música.

Em 2002 foi convidada para integrar o Grupo Coral Gospel 100 Vozes, com o qual atuou, como solista, em dezenas de Auditórios no continente e ilhas e nas mais prestigiadas salas da capital, Aula Magna, MEO Arena, Coliseu de Lisboa, entre dezenas de outras salas por todo o país.

Durante os dez anos seguintes, participou ainda nos coros Grupo Gospel de Lisboa, Faith Gospel Choir e Gospel Collective.

Em 2011, impulsionada por Tino Dias, tomou a decisão, há muito adiada, de compor e escrever os seus próprios temas. Assim, desta parceria que teve início em 2004, nasceu e começou a tomar forma “Da Raíz Do Coração”.

A sua formação é bastante eclética tendo passado pelo canto clássico, jazz, gospel, e Alexandre Technique, com professores de craveira internacional como Manuela de Sá, Maria Anadon, Bárbara Lagido, Paula Sousa, Carlos Ançã, Gui Destino, entre outros.

Atualmente, a par do seu trabalho como cantora e compositora, Catarina Pinho leciona a disciplina de canto, em reconhecidas escolas do concelho de Oeiras e Cascais, onde se mantém muito próxima da nova geração de músicos, partilhando a paixão pela música com crianças, jovens e adultos, o que lhe dá enorme prazer e imensa alegria.

No seu primeiro disco Catarina Pinho apresenta uma mescla das suas muitas influências musicais que se fundem numa voz repleta de Fado e de emoção. As escolhas instrumentais revelam uma predominância acústica que remete para a música tradicional portuguesa, com laivos de contemporaneidade, num flirt assumido com o jazz. “Da Raíz do Coração” leva-nos até à encruzilhada onde tantas influências são percorridas, se encontram e se voltam a perder...

Na voz, Catarina traz a esperança de viver das melodias que canta e abraça a sua herança, as suas raízes e o seu país, como um tesouro que lhe foi, um dia, confiado. Traz as estórias que os seus avós contavam, as lembranças de uma família humilde e turbulenta, as memórias da vida entre os invernos no subúrbio, e os verões no campo.

Em cada tema, existe a vontade profunda de partilhar com o ouvinte a incessante felicidade que a música e a vida lhe dá… Com as palavras que escreveu, anseia falar ao coração de quem as ouça e repeti-las vezes sem fim, seduzir como foi um dia seduzida pelos poetas e pelas canções.


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publicado por Carlos Gomes às 22:57
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PAN VOLTA A ATACAR DIREITOS E LIBERDADES DOS PORTUGUESES

- A acusação é da PROTOIRO – Federação Portuguesa de Tauromaquia, feita através do comunicado que junto reproduzimos na íntegra.

A PROTOIRO é uma associação na qual estão representados todos os intervenientes da Festa de Toiros em Portugal e cujo objectivo é promover, divulgar, dignificar e defender esse património imaterial das artes e da cultura portuguesa que é a tauromaquia, procurando, também, apoiar o mundo rural e a economia ligados à Festa Brava.

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O PAN, partido dos animais, apresentou esta semana três projectos contra a tauromaquia pretendendo proibir a transmissão de corridas de toiros pela RTP, a proibição da participação de jovens entre os 16 e os 18 anos de idade em touradas, e a utilização de apoios públicos nesses espetáculos, sendo seguido pelo BE. Estes projectos fazem parte da rotina demagógica de alguns partidos perante a qual esta Federação está tranquila, ainda que atenta e proactiva.

A Federação Portuguesa de Tauromaquia denuncia uma vez mais a ânsia proibicionista e o ataque contra direitos e liberdade dos cidadãos, perpetrados pelo PAN. É inadmissível que no século XXI, após décadas de democracia, alguns partidos tentem proibir e atacar a diferença, a cultura e a liberdade dos portugueses.

É inadmissível que numa sociedade livre e democrática ainda existam partidos fanáticos e radicais, como o PAN, que baseiam a sua actuação na promoção de proibições, do preconceito, da intolerância e do ódio ao diferente.

O acesso à cultura é um direito constitucionalmente protegido sendo o estado obrigado a promover o livre acesso dos cidadãos portugueses à mesma.

Um dos projectos de lei do PAN pretende proibir a RTP de transmitir corridas de toiros. Ora, sendo a tauromaquia uma parte integrante da cultura e identidade de Portugal, a transmissão de corridas de toiros no canal público, correspondem ao dever de serviço público da RTP.

A cultura portuguesa tem de ter sempre espaço num serviço público de televisão. Muitos são os portugueses que pela distância, mesmo no estrangeiro, ou dificuldades financeiras não podem aceder à cultura taurina. Além do mais, as audiências reforçam a presença de tauromaquia no canal público.

Em 2015 as 7 corridas transmitidas obtiveram uma média acumulada de 3 milhões de telespectadores, com as corridas a obterem picos de 700 mil telespectadores. Como corolário, as transmissões de corridas foram líderes das audiências nacionais em diversos segmentos horários. Ou seja, estamos a falar de cultura de massas com grande adesão por parte dos portugueses, não cabendo ao PAN a definição da programação do serviço público da RTP.

Quanto ao projecto para impedir o trabalho de jovens entre os 16 e os 18 anos, na tauromaquia, trata-se de mais um projecto absurdo e ilegal. Em Portugal a lei do trabalho permite que qualquer cidadão possa trabalhar a partir dos 16 anos.

O acesso às profissões tauromáquicas foi regulamentado no ano de 2015, com legislação completamente actualizada e aprovada no parlamento. Com esta proposta o Pan revela uma vez mais um ataque aos direitos laborais dos portugueses, propondo uma ilegalidade gritante.

Sobre o projecto relativo a apoios à tauromaquia trata-se uma vez mais de uma fraude. A tauromaquia é uma área cultural tutelada pelo Ministério da Cultura, sendo que é a única área cultural que não tem um programa de apoio à criação, não recebendo qualquer apoio deste ministério, mas deveria.

A tauromaquia é um dos poucos sectores culturais que se pode orgulhar de viver da própria bilheteira, algo impossível para a grande maioria dos demais sectores.

A tentativa de inventar apoios para a tauromaquia do Ministério da Agricultura não faz qualquer sentido. Apesar disso, o Ministério da Agricultura e o IFAP, organismo responsável pela atribuição de apoios agrícolas, já desmentiram publicamente esta mentira do PAN, por diversas vezes.

O PAN pretende criar a falsa ideia de que o Estado gasta e perde recursos na tauromaquia, o que é manifestamente falso. Os únicos apoios existentes são apoios reduzidos e insignificantes de alguns municípios nas suas políticas culturais e de promoção do associativismo.

Na verdade a tauromaquia estimula a economia desses municípios e regiões ao movimentar muitos milhares de pessoas, sendo uma financiadora do erário público através de muitos milhões de euros de impostos directos e indirectos, gerando riqueza para a economia nacional.

A Protoiro continuará a realizar o seu trabalho junto das entidades competentes até que estes projectos feridos de legalidade e legitimidade sejam chumbados.



publicado por Carlos Gomes às 18:33
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PARTIDO “OS VERDES” VAI À SERRA DO MARÃO

Reunião e visita ao Baldio de Ansiães- Amarante

Uma delegação do Partido Ecologista Os Verdes, que inclui o deputado José Luís Ferreira, e o dirigente nacional, Júlio Sá, irá reunir esta segunda-feira, dia 2 de maio, com responsáveis pelo Baldio de Ansiães, no concelho de Amarante, localizado em plena Serra do Marão.

Num momento em que se encontra completa a construção do túnel do Marão e em que já se avançam datas para a sua inauguração, com um conjunto de iniciativas associadas à «festa» da inauguração, é importante e imprescindível atentar e dar soluções aos impactos negativos decorrentes da construção do túnel que afetam sobretudo as atividades agrícolas e florestais desenvolvidas pelo Baldio de Ansiães, tido como um dos melhores exemplos desta forma ancestral de gestão de propriedade que são as áreas comunitárias.

Nesta visita, serão ainda abordados os problemas ambientais decorrentes da construção deste troço da autoestrada transmontana, tais como o desvio ou obstrução de importantes linhas de água e o tratamento dado às mesmas.



publicado por Carlos Gomes às 16:46
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DEPUTADO DO PARTIDO “OS VERDES” INTERVÉM NO PARLAMENTO SOBRE O SISTEMA FINANCEIRO E CONTROLO PÚBLICO DA BANCA

Intervenção do Deputado José Luís Ferreira

- Assembleia da República, 29 de abril de 2016 –

Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs. Deputados:

Se nós olharmos para aquilo que foi a nossa história recente, percebemos, que as decisões de vários Governos, em entregar a banca aos privados, foram um erro colossal.

De facto, a privatização do sector financeiro destruiu valor e fez desaparecer riqueza que era de todos.

Foi um fartote para engordar fortunas de uns poucos, ao mesmo tempo que representou volumosos prejuízos acumulados para o Estado e para as famílias portuguesas.

E hoje, ironia das ironias, são os portugueses, os reformados, os trabalhadores, os desempregados e o Estado Social, que são chamados a pagar a fatura para acudir a um sector que literalmente se demitiu da responsabilidade de potenciar a economia e de ajudar as famílias.

A brincar, a brincar, já lá vão 12 mil milhões de euros.

Vou repetir, nos últimos 5 anos, o Estado colocou na banca, mais de 12 mil milhões de euros.

Isto quando todos sabemos que não foram e não são os custos com as funções sociais do estado e os serviços públicos os responsáveis pelo endividamento dos estados, e muito menos os contribuintes, mas sim o sistema financeiro.

Se dúvidas houvesse, a crise que se abateu sobre nós a partir de 2008, dissiparia quaisquer dúvidas sobre a dimensão do erro em alienar a banca.

Mas os resultados aí estão:

Transferências milionárias de verbas do sector produtivo para a especulação financeira;

Canalização do dinheiro dos depositantes para a cedência de créditos às empresas dos próprios grupos bancários, tantas vezes, sem qualquer garantia de retorno.

E por fim, a distribuição de volumosas somas em dividendos pelos respetivos acionistas.

É muito dinheiro, são muitos milhões que faziam falta à nossa economia, ao nosso aparelho produtivo e que hoje ninguém sabe onde para, por onde andará.

Talvez algum, talvez muito, tenha sido entregue a qualquer escritório do Panamá, talvez ande por aí, num qualquer paraíso fiscal perto de si.

Não sabemos.

O que sabemos é que não está e não esteve onde fazia falta, onde deveria estar para contribui para o nosso desenvolvimento para contribuir para melhorar as condições de vida dos portugueses, ou seja no sector produtivo português.

Mas os erros do passado podem ser uteis, se com eles aprendermos a evitar outros erros.

Como o tempo mostrou, a conversa da necessidade de robustez da banca nacional e a da sua capitalização, que em rigor acaba por ser a capitalização dos megas-bancos europeus que dela se apropriam depois de devidamente limpa de todos os sintomas tóxicos, não passa de um pretexto para que tudo continue na mesma.

A afundar e o contribuinte a pagar.

A tudo isto ainda acresce o papel do Banco Central Europeu.

De facto, a estratégia do BCE da criação de uma rede de alguns poucos, mas grandes bancos na zona euro, é indiscutivelmente contrária aos interesses do nosso país, uma vez que reduzirá ao mínimo os sistemas bancários nacionais.

E não foi por acaso que a crise das dívidas públicas se sentiu sobretudo na zona euro, é que os estados da zona euro ficaram completamente reféns dos mercados, com a cumplicidade do BCE e a sua indisponibilidade para os países se financiarem junto dele.

É portanto tempo de interromper o domínio da especulação financeira.

É tempo de direcionar recursos para a nossa economia, para investir na nossa produção, para criar riqueza e postos de trabalho.

É tempo da banca deixar de constituir uma atividade que apenas serve para engordar os lucros de uns poucos e passar a estar ao serviço do País e do seu desenvolvimento.

De potenciar o combate às assimetrias regionais e de ser um elemento construtivo para a justiça social.

É tempo de travar a monstruosidade moral que representa obrigar os contribuintes a tapar os buracos dos banqueiros.

E isso só é possível com o reforço e a recuperação do controlo público da banca.



publicado por Carlos Gomes às 16:31
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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016
DANIEL LIMA DESVENDA NOVO SINGLE

O músico brasileiro Daniel Lima acaba de estrear “Just Because”, o cativante single de apresentação do seu primeiro disco de originais a solo, que o confirma como um dos nomes mais promissores da nova leva de cantautores pop/rock.

“Just Because” antecede então a edição do longa-duração intitulado “Inside My Dreams”, que estará em pré-venda no mercado europeu a partir de 3 de junho próximo com o selo da Music For All.

Daniel Lima nasceu em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, no Brasil, conhecido pela sua entusiasmante vida noturna, pelos bares e o circuito de música ao vivo.

O seu percurso enquanto músico profissional começou em 1994, tendo desde então tocado e andado em digressão com inúmeras bandas, enfrentando os habituais altos e baixos de

alguém que tenta fazer da música a sua forma de estar na vida.

Entre as suas conquistas contam-se a inclusão de uma canção sua numa novela de um dos maiores canais de televisão do Brasil, a sua participação no maior talk-show brasileiro, o lançamento de um disco e consequente digressão pela Europa.

Em 2009 Daniel Lima decidiu mudar-se para Nova Iorque, onde se licenciou enquanto engenheiro de som e produtor musical. Pela mesma altura começou a escrever canções que figurariam num primeiro EP enquanto artista a solo, que viria a ser lançado apenas em 2014. De curta coleção de canções, o registo passou a longa-duração graças à frutuosa parceria com o engenheiro/produtor Iain Fraser, da qual nasceu “Inside My Dreams”, álbum que chegará à Europa em junho próximo com o selo da Music For All.


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publicado por Carlos Gomes às 13:33
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PARTIDO “OS VERDES” QUESTIONA O GOVERNO SOBRE UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS PARA FINS EXPERIMENTAIS

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, sobre os indicadores relativos à utilização de animais para fins experimentais, em Portugal e que medidas têm sido tomadas no sentido de dar cumprimento ao estipulado na diretiva relativa à proteção de animais utilizados para fins científicos.

Pergunta:

Os Verdes sempre têm entendido que o conhecimento da realidade é um passo determinante para se adotarem políticas que promovam a solução dos problemas identificados ou que adequem as práticas humanas às necessidades de uma sociedade sempre mais sustentável. Daí que os indicadores sejam bastante relevantes, não para serem tidos como meros números, mas para que entendamos a dimensão das realidades.

O PEV vem assim, mais uma vez, solicitar dados, que nos permitam ter uma perceção do que se passa em Portugal, desta vez relacionados com a utilização de animais em experimentações. Não temos conhecimento de indicadores que nos possam dar a perspetiva da dimensão do uso de animais para fins experimentais ao nível nacional.

Por outro lado, o decreto-lei nº 113/2013, de 7 de agosto, relativo à proteção de animais utilizados para fins científicos, transpôs a diretiva 2010/63/EU. Decorridos quase 3 anos após a sua vigência, importa também ter a noção da avaliação da sua aplicação.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que remeta a presente Pergunta ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, de modo a que me possam ser prestados os seguintes esclarecimentos:

1.Onde estão publicados os indicadores relativos à utilização de animais para fins experimentais, em Portugal? Solicito que o Governo me identifique as respetivas publicações.

2.Com que regularidade são atualizados esses indicadores?

3.Que medidas têm sido tomadas no sentido de dar cumprimento ao estipulado na diretiva 2010/63/EU?

4.Que avaliação faz o Governo da aplicação do Decreto-Lei nº 113/2013, de 7 de agosto?

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”



publicado por Carlos Gomes às 13:18
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PAN AVANÇA COM PROPOSTAS QUE PEDEM RESTRIÇÕES NOS ESPETÁCULOS TAUROMÁQUICOS

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  • Proibição da utilização de menores de idade em espetáculos tauromáquicos
  • Fim da transmissão de espetáculos tauromáquicos na RTP
  • A transmissão de touradas pela RTP1 foi o principal assunto que motivou queixas dos telespectadores ao provedor
  • Proibição da utilização de dinheiros públicos para financiamento direto ou indireto de atividades tauromáquicas

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza avança esta semana com três iniciativas legislativas que pretendem aumentar os esforços para alterar as tradições violentas e as práticas que prejudiquem o bem-estar das crianças e o desenvolvimento civilizacional e educacional da nossa sociedade. A primeira iniciativa pede a proibição da utilização de menores de idade em espetáculos tauromáquicos. A Lei n.º 31/2015, de 23 de Abril, regula o exercício de atividades de artista tauromáquico e auxiliar por crianças menores de 16 e de 18 anos mediante autorização da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco. Comissão essa que, a par de outras entidades, reconheceu que a atividade tauromáquica “pode colocar em perigo crianças e jovens” (in Circular n.º 4/2009). A Amnistia Internacional emitiu parecer no mesmo sentido. (…)

A segunda iniciativa legislativa pede a proibição da transmissão de espetáculos tauromáquicos na estação televisiva pública. Uma vez que presta serviço público e sendo uma referência enquanto plataforma de comunicação, a RTP deve ter especial atenção aos programas e conteúdos que transmite, pois alcança um número muito elevado de telespectadores. O PAN defende que o serviço público de TV deve evitar conteúdos violentos, sem qualquer valor intelectual ou que incite à discriminação ou outras formas de violência. (…)

Mais recentemente, o provedor do telespectador foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto sobre o seu relatório de atividades em 2015, onde deu a conhecer que a transmissão de touradas pelo principal canal de serviço público, a RTP1, foi o principal assunto que motivou queixas dos telespectadores ao provedor durante o ano de 2015. Das 14.935 mensagens que recebeu durante o ano de 2015 – mais do dobro das 7111 do ano anterior – 8280 foram sobre touradas, ou seja, 55% do total de queixas anual. (…)

Por último, o PAN volta a abordar a proibição da utilização de dinheiros públicos para financiamento direto ou indireto de atividades tauromáquicas, tema já trazido ao parlamento durante a discussão do orçamento de estado. Estima-se que haja uma despesa pública de cerca de dezasseis milhões de euros com a tauromaquia em Portugal. Dinheiro esse que é proveniente dos impostos de todos os cidadãos e que podia e devia ser investido em áreas que efetivamente contribuam para o desenvolvimento da nossa sociedade como é o caso da educação, saúde ou verdadeira cultura.

Consulte os projetos de Lei aqui:

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40267

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40268

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40266



publicado por Carlos Gomes às 11:55
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ALMADA: SOCIEDADE FILARMÓNICA UNIÃO ARTÍSTICA PIEDENSE REALIZA CONCERTO PELA LIBERDADE

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publicado por Carlos Gomes às 11:45
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RIO DE MOURO ORGANIZA CONFERÊNCIAS DO CASINO



publicado por Carlos Gomes às 10:51
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2016
SEM FOLCLORE NA SUA PROGRAMAÇÃO A RTP NÃO PRESTA SERVIÇO PÚBLICO!

Enquanto estação de televisão estatal, deve a RTP prestar serviço público. Essa prestação deve passar pela divulgação da cultura tradicional do nosso povo, nomeadamente através da emissão de um programa que dê a conhecer as suas tradições de norte a sul do país, os seus usos e costumes, como é vulgar dizer-se, o folclore. Distantes vão os tempos em que o poeta Pedro Homem de Mello apresentava na RTP um programa dedicado ao folclore…. mas isso foi no “tempo da outra senhora”!

Porque não se unem os grupos de folclore de todo o país, incluindo os grupos de cante, para numa verdadeira demonstração da sua força e representatividade, desfilarem na avenida 5 de Outubro e concentrarem-se junto às instalações da RTP, procedendo à entrega de uma petição que reclame junto daquela estação pública o lugar que é devido ao folclore na sua programação? As centenas de milhares de pessoas que participam no associativismo folclórico também são cidadãos de pleno direito que contribuem com os seus impostos para a manutenção daquela estação televisiva!

Para que queremos uma estação de televisão pública se a mesma não serve para promover a nossa cultura ou seja, não presta o serviço público que os contribuintes dela esperam?



publicado por Carlos Gomes às 22:34
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MÁSCARAS TRADICIONAIS DESFILAM EM LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 21:59
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PORTUGAL ASSINALA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS


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publicado por Carlos Gomes às 21:53
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TAXISTAS DE LISBOA PROTESTAM EM MARCHA LENTA

Na próxima sexta-feira, os motoristas de táxi vão realizar um protesto contra a situação da plataforma Uber em Portugal. Espera-se a forte adesão traduzida na participação de cerca de quatro mil viaturas que irão circular em marcha lenta entre a rotunda do Campus da Justiça até à Assembleia da República, o que provocará certamente um trânsito caótico na cidade durante a manifestação de protesto.

Este protesto é organizado pela ANTRAL e a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros contra o que consideram uma concorrência desleal uma vez que a UBER utiliza viaturas particulares sem os mesmos requisitos que são exigidos aos taxistas, permitindo aos utilizadores procederem à sua chamada através de uma aplicação na internet e nos telemóveis.


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publicado por Carlos Gomes às 20:01
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BOÉMIA VADIA LANÇAM “LISBOA SAUDADE”

Os Boémia Vadia acabam de desvendar “Lisboa Saudade”, o mais recente single do EP “Circo Amar”, editado em novembro passado.

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Este é já o terceiro avanço do EP de estreia do grupo, que nos apresenta a sua sonoridade recriada em ambientes electro-cabaret, world music e de pop alternativa. Ainda este ano é esperado o longa-duração de estreia, que se encontra atualmente em fase de produção.

A Boémia Vadia nasceu em Janeiro de 2012, entre o porto mediterrânico de Valência e as montanhas, debaixo de uma tenda de circo encantada. Influenciada por cavalos, marinheiros e prostitutas, vinho tinto, rosas negras e baús com brinquedos de lata, a Boémia estabeleceu um estilo próprio, misto e original.

Rebecca Amar trouxe, desde “a sua Paris”, o ambiente burlesco e vaudeville dos cabarés de Montmartre, ambientado pela Literatura e pela Poesia maldita da época, de Apolinaire, Baudelaire ou Rimbaud. Mário Ferreira – um nómada, vagabundo do amor na constante busca pela diferença – chegou um dia a esse porto, precedido por longas viagens pelos caminhos da vida e do mundo, com os alforjes carregados de melodias, canções de embalar, hinos simbolizando a fusão com as memórias de um passado, com a brilhantez dos anos 80 ou a obscuridade romântica e trágica dos anos 90, adicionando toda a aprendizagem e a cruzada entre as raízes e tradições do Folk ibérico, desde o Fado ao Flamenco. Kim Coutinho – o primeiro imediato desta nau e o mais fiel companheiro de viagens – aportou com a sua sabedoria e mestria, o seu génio harmónico e sonhador, complemento perfeito para os princípios rudimentares e tradicionais dessa nova descoberta, que seria mais tarde denominada de “electro-dark-cabaret”.

Chegado o verão de 2013, a Boémia Vadia decidiu embarcar numa nova aventura cósmica e tentadora, dirigindo o barco em direção às costas do Atlântico, com a ambição desmedida de poder "naufragar" nas margens de Lisboa, em busca de novas e intensas aventuras. Rendidos à imensidão e à História da velha cidade, e na busca incessante de originalidade e inovação, incluíram na sua tripulação um novo marinheiro – Emanuel Ramalho – que aumentou a família boémia e assim facilitou a particular "caça ao tesouro", o legado e a herança de nomes como Bauhaus, Edith Piaf, Joy Division, Alfredo Marceneiro, Nick Cave, Tom Waits, Carlos Paredes, Carlos Gardel, Serge Gainsbourg, The Cure, David Bowie, Amália Rodrigues, António Variações, Barbara, Jacques Brel, Paco de Lucia, Radiohead, Zeca Afonso e Nina Hagen, que, ao longo do tempo, foram escrevendo as rotas dos mares que hoje navegamos.

Constituído por Mário Ferreira (voz, baixo, guitarra e programações), Rebecca Amar (voz e performance), Kim Coutinho (guitarra, piano e coros) e Emanuel Ramalho (bateria), este projeto convida a conhecer uma parte do resultado dessas viagens, confraternizações e ressacas, de um recambolesco mas intenso percurso. De Valência a Lisboa.


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publicado por Carlos Gomes às 18:52
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PARTIDO “OS VERDES” REVELA NO PARLAMENTO PREOCUPAÇÕES COM O CONTEÚDO DO PROGRAMA DE ESTABILIDADE

Intervenção do Deputado José Luís Ferreira

Debate sobre o Programa de Estabilidade e Programa Nacional de Reformas

- Assembleia da República, 27 de abril de 2016 –

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Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs. Deputados:

A primeira nota que Os Verdes pretendem registar neste debate, não tem propriamente a ver com o conteúdo dos documentos em discussão, mas sim, com a metodologia, a forma como o Governo desencadeou o processo.

Há de facto uma inversão no método que seria importante que fizesse escola para o futuro.

Se com o Governo anterior o Programa de Estabilidade, era remetido para a União Europeia e só depois de uma espécie de “visto prévio” da europa, é que a discussão na Assembleia da República, tinha lugar, desta vez o Programa de estabilidade é discutido entre nós e só depois seguirá para Bruxelas.

Trata-se de uma inversão que Os verdes consideram importante, não só porque se afirma a defesa da nossa soberania nacional, mas também porque se reforça o respeito pelos portugueses e por aqueles que legitimamente os representam.

Quanto ao conteúdo do Programa de Estabilidade que o governo nos apresenta, como é público ele oferece-nos algumas preocupações, que Os Verdes não podiam deixar de expressar.

Preocupações relativamente à entrada de funcionários públicos na Administração, que é uma matéria que consideramos importante, porque os serviços públicos, na sequência da verdadeira sangria que o Governo anterior decretou, estão completamente esvaziados de recursos humanos o que é ima situação absolutamente incompatível com a urgência em dar resposta às necessidades das populações, que têm direito a serviços públicos de qualidade.

Preocupações ainda, porque este Programa de Estabilidade continua refém dos objetivos e das imposições do Tratado Orçamental, nomeadamente no que diz respeito à redução do défice, continuando por isso a constituir um forte entrave ao desenvolvimento do país.

E preocupações por fim, porque este Programa de Estabilidade continua associado ao Semestre Europeu, que mais não é do que um instrumento para impor austeridade aos Países e colocar quem trabalha a pagar a fatura da irresponsabilidade dos banqueiros.

Há, contudo, nestes documentos, três elementos que Os Verdes consideram da maior importância:

O primeiro, é que este Programa de Estabilidade continua a garantir a recuperação do poder de compra das famílias e mantém o propósito de prosseguir na defesa do Estado Social.

O segundo, e por mais que isso custe ao PSD e ao CDS, este Programa:

Não prevê cortes salarias;

Não prevê aumento de impostos diretos sobre os rendimentos do trabalho;

Não prevê cortes nas reformas e nas pensões, e

Não prevê aumentos do IVA.

E o terceiro, mas não menos importante, é que este Programa apresentado pelo Governo, mantém intacta a posição conjunta que o Partido Ecologista Os Verdes estabeleceu com o Partido Socialista.

Ora, este dado, este elemento, é para nós um facto absolutamente decisivo e determinante para a forma como olhamos para o Programa de Estabilidade que estamos a discutir.

Quanto ao Projetos de Resolução apresentados para discussão, e começando pelo PSD:

Registamos a preocupação com a valorização do território, porque quando discutirmos aqui, por exemplo, a necessidade do regresso das freguesias que o governo PSD-CDS extinguiu, talvez possamos contar com o PSD nesse propósito.

E

Registamos as preocupações do PSD com a área da justiça, porque quando discutirmos a reabertura de tribunais que o Governo anterior encerrou, talvez possamos contar com o PSD nessa batalha.

Sobre as propostas do CDS, que não condenam os documentos, facto que é, aliás reconhecido pelo próprio PSD, dizer o seguinte:

O CDS pretende recomendar ao Governo que não reverta as reformas adotadas nos últimos 4 anos,

Ou seja,

que a taxa do IVA na restauração se mantenha nos 23%.

que se mantenham os cortes salariais,

que se mantenham os valores das taxas moderadoras,

que se mantenham as eliminações dos feriados e

que se mantenha a intenção do Governo anterior de cortar 600 milhões de euros por ano na Segurança Social.

Não, senhores deputados, não estamos de acordo, as pessoas já penaram o suficiente com o Governo de que o CDS fazia parte.

É que os Portugueses, a 4 de Outubro, não manifestaram apenas o desejo de uma mudança de Governo,

Os portugueses exigiram uma mudança real de políticas e aquilo que o CDS pretende é que as políticas deste Governo, sejam afinal as políticas do Governo anterior.

Não. Não pode ser senhores deputados do CDS, os portugueses esperam uma mudança de políticas e não querem o regresso das políticas do Governo anterior.



publicado por Carlos Gomes às 18:13
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FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA: O MAIOR EVENTO DE TURISMO CULTURAL REGRESSA ÀS RUAS DE LISBOA COM A PROGESTUR E A EGEAC

XI Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) de 5 a 8 de Maio | Lisboa, 2016. Mostra de produtos regionais, artesanato e animação

Lisboa vai andar de máscara de 5 a 8 de Maio! Venham descobri-la no Rossio!

O XI Festival Internacional Máscara Ibérica (FIMI) regressa às ruas de Lisboa entre 5 e 8 de Maio com um programa dinâmico e variado, que inclui uma mostra de artesanato e produtos regionais, promoção turístico-cultural, concertos, música, tertúlias, concurso de fotografia e muita animação de rua.

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Esta iniciativa da PROGESTUR - Associação para o Desenvolvimento do Turismo Cultural - em parceria com a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural - e Câmara Municipal de Lisboa, decorre na Praça do Rossio e atrai visitantes de várias nacionalidades à baixa lisboeta.

O ponto alto do FIMI 2016 é o XI Desfile da Máscara Ibérica, que este ano decorre no dia 7 de Maio às 16.30h e conta com a participação de 28 grupos de mascarados, vindos de várias regiões da Península Ibérica, e com mais de 500 participantes.

A organização do XI Festival Internacional da Máscara Ibérica têm o prazer de convidar a comunicação social a estar presente na conferência de imprensa, que se realiza no dia 6 de Maio às 11.30h, após a abertura evento. Agradecemos a sua confirmação.

A cultura ibérica – património e tradição – a desfilar por Lisboa! De 5 a 8 de Maio a partir das 11h com entrada livre!



publicado por Carlos Gomes às 17:32
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ORGANISTA DO MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS REALIZA CONCERTO DE MÚSICA ALEMÃ NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

100 anos de Música Alemã inauguram viagem por várias paragens musicais para Orgão. Organista titular da Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Belém aborda a música alemã nos séculos XIX e XX

O Santuário de Fátima convida os amantes de órgão a assistir ao concerto do organista titular da Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Belém (Mosteiro dos Jerónimos), António Esteireiro, que vai ter lugar no próximo dia 8 de maio, pelas 15h30, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, onde interpretará várias obras de compositores alemães dos séculos XIX e XX.

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Trata-se do segundo de um ciclo de seis concertos que decorre neste espaço emblemático do Santuário, que acaba de ser intervencionado, nomeadamente com a re-estruturação do seu Grande Órgão de tubos.

Neste concerto serão apresentados alguns dos grandes clássicos do órgão deste período, como as Ave Maria, de Max Reger e Karg-Elert, mas também  Felix Mendelssohn, Franz Liszt e Julius Reubke.

O Ciclo do Órgão integra o vasto programa musical oferecido pelo Santuário de Fátima no âmbito do Centenário das Aparições de Fátima e propõe um repertório criado em diversas épocas e geografias, com estilos variados.

Assim, nos seis concertos deste ciclo todos os peregrinos de Fátima podem escutar obras que representam períodos de 100 anos de música alemã, francesa, música sacra, música contemporânea e, ainda, hinos marianos.

Estes concertos, que permitirão uma fruição das capacidades expressivas do órgão de tubos da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, prolongam-se até outubro. O próximo - 100 Anos de Música Contemporânea - será empreendido por António Mota no dia 5 de junho; a 10 de julho será a vez dos 100 Anos de Música Sacra, com o organista Filipe Veríssimo; a 14 de agosto Giampaolo Di Rosa percorre 100 Anos de Melodias Marianas e a 9 de outubro, o organista titular do Santuário de Fátima, João Santos, interpretará 100 Anos de Música Francesa.

Este Ciclo foi inaugurado por Olivier Latry, organista titular da Catedral de Notre-Dame de Paris, com a estreia mundial da obra encomendada pelo Santuário de Fátima para a inauguração do Órgão de tubos da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, Hû yeshûphekâ rô´sh, do compositor João Pedro Oliveira, baseada na primeira profecia sobre Maria, no Livro do Génesis.



publicado por Carlos Gomes às 16:29
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MOITA RECEBE BB BLUES FEST/2016

Mais um nome conhecido do cartaz do BB Blues Fest/2016

Doug MacLeod é mais um nome do cartaz deste ano do BB Blues Fest que se realiza entre 23 e 26 de junho, em vários espaços do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo e Parque José Afonso, na Baixa da Banheira. O anúncio deste terceiro nome foi feito pela organização, no fim-de-semana (24 de abril), em Setúbal, no segundo warm up fora de portas, com a dupla Danny Del Toro & Fast Eddie Nelson.

Doug

Além dos Travellin’Brothers e de Laurence Jones, Doug MacLeod vai subir ao palco do BB Blues Fest/2016 no dia 25 de junho. Vencedor, em 2014,  nas categorias de  Acoustic Artist Of The Year e Acoustic Album Of The Year (There's A Time), nos Blues Music Awards, Doug Macleod é cantor, compositor, contador de histórias e um guitarrista de exceção nascido nosblues. Venceu também em 2013 o Blues Blast Music Award para Male Artist Of The Year.

Com quase trinta anos de carreira e 19 álbuns gravados em estúdio, vários outros gravados ao vivo, Macleod tocou ao lado de nomes como George 'Harmonica' Smith, Big Joe Turner, Pee Wee Crayton, Eddie 'Cleanhead' Vinson, Lowell Fulson and Big Mama Thornton, tendo colaborado também com mestres como Albert King e Albert Collins.

Doug MacLeod está nomeado para os Blues Music Awards deste ano para a categoria de Acoustic Artist Of The Year.

cartaz completo do V BB Blues Fest vai ser conhecido no Warm Up de dia 14 de maio, pelas 21:30h, no auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira. Além da divulgação do programa, esta noite deBlues vai contar com um concerto dos Budda Power Blues.

O BB Blues Fest resulta de uma parceria entre a Associação BB Blues Portugal, a Camara Municipal da Moita e a União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira. Acompanhe a 5ª edição do BB Blues Fest nos vários canais:

www.bbbluesfest.com.pt

www.facebook.com/bbbluesfest

twitter.com/BBBluesPortugal

www.youtube.com/channel/UCv-LKLXWxaDVP9opo-AjghA

www.cm-moita.pt

www.facebook.com/cm-moita.pt

www.ufbbva.pt



publicado por Carlos Gomes às 16:00
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FEIRAS E FESTAS NO CONCELHO DA MOITA COMEÇAM EM MAIO

Maré Cheia já disponível

O mês de maio no concelho da Moita dá início às tradicionais feiras e festas, nas mais diferentes áreas, e é este o tema principal desta edição da Maré Cheia – Agenda de Eventos no Concelho da Moita que já se encontra disponível para consulta em www.cm-moita.pt  ou nos postos de distribuição habituais.

Feira de Projetos Educativos, Feira de Maio, Peças d’Arte – IV Feira de Antiguidades, Velharias e Artesanato e Biofesta – Mostra de Projetos e Produtos Biológicos preenchem as páginas do “À Lupa”.

Mas nem só de feiras e festas se faz este mês. Há muitas outras iniciativas na área do desporto, teatro, dança, música, exposições, cinema, atividades para crianças, livros, entre outras que não pode perder. Esteja atento à rubrica “Vai Acontecer…” e participe!

Não pode perder também as nossas sugestões – livro, site, cd e filme – nas “Cumplicidades”.

As páginas do “Aqui Tão Perto” dão-lhe a conhecer a edição deste ano da Feira Medieval de Alhos Vedros que irá decorrer entre 27 e 29 de maio. Mais de 160 expositores, cerca de 30 grupos convidados e milhares de visitantes são esperados nesta nona edição da Feira Medieval que tem como tema principal “D. Dinis e D. Isabel”.

Paté de Tremoço é a receita que vai encontrar na rubrica “Sabores & Saberes”, dando-se, desta forma, destaque, ao Ano Internacional das Leguminosas. Este será, aliás, o tema principal da Biofesta – 12ª Mostra de Projetos e Produtos Biológicos que irá decorrer no Largo Conde Ferreira, na Moita, no dia 22 de maio.

Se pretende receber a Maré Cheia em sua casa, todos os meses, contacte o Gabinete de Informação e Relações Públicas da Câmara Municipal da Moita, através do e-mail: informacao-rpublicas@mail.cm-moita.pt ou do telefone 212806715.



publicado por Carlos Gomes às 15:57
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Terça-feira, 26 de Abril de 2016
PRESIDENTE DA REPÚBLICA INAUGURA EM SINTRA MUSEU COM NOME INGLÊS

O Presidente da República inaugurou ontem na vila de Sintra um museu com nome inglês – o NewsMuseum, numa cerimónia contou com ainda com a presença do Primeiro-ministro, Dr. António Costa e ainda do Dr. Pedro Passos Coelho.

NewsMuseum

O museu “inglês” que acaba de ser inaugurado ocupa as antigas instalações do Museu do Brinquedo, extinto em consequência da legislação que impedia o financiamento municipal à respetiva fundação, o que poderá eventualmente justificar a presença do anterior primeiro-ministro nesta cerimónia.

O NewsMuseum é constituído por 25 módulos temáticos entre os quais se incluem jornalismo de guerra, desportivo, rádio e fotojornalismo.

Para quem muito se melindra com a eliminação de meia-dúzia de consoantes mudas num acordo ortográfico, a aceitação da atribuição de uma denominação em idioma inglês a um museu que deveria constituir um veículo de promoção da Língua portuguesa por via da comunicação social é bastante surpreendente… e repudiável!



publicado por Carlos Gomes às 22:44
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ALFRAGIDE VAI AOS FADOS



publicado por Carlos Gomes às 21:33
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ALCOCHETE HOMENAGEIA O FORCADO



publicado por Carlos Gomes às 21:32
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CASCAIS RECUPERA MEMÓRIA DOS EXÍLIOS



publicado por Carlos Gomes às 18:56
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MÁSCARA IBÉRICA DESFILA EM LISBOA

XI Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) realiza-se de 5 a 8 de Maio | Lisboa, 2016

A escassos dias da realização de mais uma grandiosa edição do Festival Internacional da Máscara Ibérica, o BLOGUE DE LISBOA entrevistou o Dr. Hélder Ferreira, Presidente da Progestur, entidade organizadora do evento.

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A Progestur é uma associação cultural sem fins lucrativos, cujo lema se baseia na “afirmação da identidade cultural Portuguesa”. Fundada em 2003, tem desde então dedicado o trabalho ao que de mais genuíno e autêntico existe na cultura portuguesa, operando no seu registo, promoção e divulgação. Esta entidade tem como objetivos Preservar o património cultural português, promover a cultura, artes e tradições nacionais e dinamizar o turismo cultural no país e no estrangeiro, nomeadamente através do desenvolvimento de projetos de turismo cultural, consultoria e estruturação da oferta turística e cultural, preservação e promoção do património imaterial e turismo cultural, organização de eventos, atividades lúdicas, científicas e pedagógicas como workshops, exposições, debates e congressos, produção de conteúdos e edição de livros.

Considerado um dos maiores eventos de cultura ibérica em Portugal e com forte contribuição para a promoção turística, o FIMI é reconhecido como um evento de interesse turístico internacional.

Nos quatro dias do festival mais de 500.000 visitantes de várias nacionalidades visitam o recinto, num evento que desperta forte cobertura mediática, onde se destacam transmissões ao vivo de televisões portuguesas e espanholas.

Este ano o Desfile da Máscara Ibérica está marcado para o dia 7 de Maio às 16h30 e vai contar com 27 grupos e 500 participantes.

O FIMI tem muitas mais atrações e atividades que convidam o público a visitar a Praça do Rossio, podendo ainda assistir a concertos de bandas vindas de Portugal e Espanha, que vão atuar no Palco Ibérico.

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BLOGUE DE LISBOA – Como surgiu a ideia do FIMI e quais os principais objectivos a que então se propuseram?

Hélder Ferreira (Progestur) – O Festival Internacional da Máscara Ibérica, FIMI, acontece pela primeira vez em Lisboa a convite da CML após o lançamento do I volume de “Máscara Ibérica”, no Teatro D. Maria II. Hoje, podemos dizer, que foi após esse dia que se estabeleceu uma parceria entre a CM de Lisboa e a Progestur, que levou a que viéssemos a preparar no ano seguinte, o primeiro desfile e uma grande exposição, sobre o tema da Máscara, que decorreu na estação do Rossio, quando esta se encontrava em obras, e assim disponibilizou o piso térreo para várias exposições, entre elas, a da "Máscara Ibérica" que teve mais de 250.000 visitantes. Depois foi crescendo ano após ano, até atingirmos a dimensão que o FIMI alcançou nos dias de hoje.  

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BL – Apesar de se tratar de um Festival da Máscara Ibérica o que pressupõe uma abrangência limitada aos países que fazem parte da Península Ibérica, têm participado nas várias edições representações de outros países europeus. Pretendem com isso alargar a área de representação a tradições semelhantes em toda a Europa?

Hélder Ferreira (Progestur) – Temos convidados em algumas edições alguns (poucos) grupos de fora da Península Ibérica, porque pensamos que veem acrescentar mais valor ao desfile e na maior parte das vezes tratam-se de grupos com quem estamos a desenvolver projetos internacionais. E possível que no futuro o festival, e o desfile em particular, possa vir a apresentar mais grupos de outras proveniências que não só a Península Ibérica, mas para já pensamos em manter este figurino, sendo que estamos nesta altura a debater com a EGEAC o futuro do FIMI. Queremos continuar a crescer, continuar a surpreender mas também cada vez mais a ser uma referência internacional na divulgação do tema "rituais com máscara" e das regiões envolvidas.

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BL – Existe um claro predomínio da região de Trás-os-Montes no que à divulgação destas tradições diz respeito no nosso país. Não existirão vestígios de costumes semelhantes noutras regiões do país, mormente no Minho?

Hélder Ferreira (Progestur) – Vestígios sim, mesmo noutras zonas do País, contudo atualmente no Minho não temos conhecimento de rituais que ainda hoje aconteçam, com exceção do "Pai Velho" no Lindoso, que tem características distintas dos rituais presentes no nosso projeto, mas não deixa de ser uma encenação baseada numa máscara. Claro que num enquadramento mais antropológico, podíamos ir bastante mais longe quanto as festividades que nas suas encenações fazem uso da máscara, e nesse caso iriamos falar por exemplo dos farricocos da semana santa de Braga, mas são contextos muito diferentes daqueles que estão na origem dos rituais que trabalhamos que estão mais ligados a cultos agrários, de fertilidade, etc.    

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BL – Tem vindo a ser realizados estudos ou pesquisas etnográficas a este respeito?

Hélder Ferreira (Progestur) – A Progestur está mais centrada nesta altura nos estudos e pesquisa que dizem respeito aos rituais que referi anteriormente. É natural que após a conclusão e apresentação dos próximos dois livros sobre a Máscara Ibérica, em parceria com entidades académicas, possamos começar a desenvolver projetos que alarguem todo este campo dos rituais com máscara que há mais de 12 anos temos vindo a trabalhar.

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BL – Como encaram as tradições dos cabeçudos e gigantones comparativamente à máscara ibérica?

Hélder Ferreira (Progestur) – Antes de convidarmos os "cabeçudos e gigantones" para participarem no FIMI, tivemos o cuidado de fazer uma análise sobre a origem destas personagens e tive ainda a oportunidade de falar com alguns investigadores, pedindo-lhes mesmo a opinião sobre como viam a participação dos "cabeçudos e gigantones" no desfile da máscara ibérica. De uma forma quase unanime todos estamos de acordo, que apesar de origens distintas, ambas as tradições tem muito em comum, sendo representações que partilham no seu mundo simbólico muitos dos objetivos a que se propõem alcançar.

E um tema que certamente a Progestur irá brevemente debater, se possível inserindo na programação do novo Centro Interpretativo da Máscara Ibérica, recentemente inaugurado em Lazarim, Lamego.

BL – Quais as principais novidades que esperam apresentar este ano?

Hélder Ferreira (Progestur) – Tentamos sempre surpreender na programação, tanto no desfile como no palco ibérico e nas atividades que acontecem ao longo dos quatro dias na Praça do Rossio. O FIMI este ano alargou a sua presença ao Teatro da Garagem, onde poderemos ver duas exposições, uma com 30 imagens selecionadas do concurso de fotografia do FIMI16 e outra sobre máscaras originais de artesãos portugueses e que pertencem ao Carlos J. Pessoa. Também no Museu da Marioneta teremos atividades ligadas a máscara. Claro que a força do FIMI continua concentrada na Praça do Rossio, e aqui como disse anteriormente, temos uma forte e variada programação que estou certo vai fazer com que quem venha disfrutar do evento, dê o tempo por bem empregue.

Hélder Ferreira

Progestur



publicado por Carlos Gomes às 18:17
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BUONDI DESAFIA JOÃO KOPKE A EXPRESSAR-SE INTENSAMENTE

Série de webisódios com o surfista português reforça posicionamento da marca

Depois da associação a Garrett McNamara, BUONDI continua a reforçar a sua ligação ao surf agora através do apoio ao jovem surfista português, João Kopke. Para assinalar o início desta parceria e inspirada na paixão de João Kopke pela música, a marca lança no dia 27 de abril nas redes sociais o vídeo de apresentação de uma série de webisódios em que jovem surfista é convidado por outras pessoas, anónimas, a expressar-se numa atividade para além do surf, e onde Garrett McNamara, rosto BUONDI desde 2015, é também um natural protagonista. Muitas serão as provas a superar nas mais variadas profissões… sendo que, quem desafia o surfista, também terá de ter uma experiência no surf ao lado do novo rosto BUONDI. No final de cada webisódio, caberá aos internautas decidir se a prova foi superada e escolher o desafio do episódio seguinte.

@Hugo Silva (1)

Com este BUONDI Express Challenge, a marca reforça o seu posicionamento incitando, mais uma vez, todos os portugueses a expressarem-se intensamente, “à sua maneira”, naquilo que fazem.

O apoio a João Kopke é natural quando estamos a falar de uma marca há mais 26 anos ligada à modalidade” reforça Jorge Silva, responsável de Marketing da categoria de Cafés e Bebidas da Nestlé.

Já para o jovem surfista de Carcavelos, “é com enorme prazer que aceito este desafio de uma marca como a BUONDI, que tanto tem contribuído para o desenvolvimento do surf em Portugal”. Ainda a propósito do BUONDI Express Challenge, João Kopke revela que é uma iniciativa em tudo alinhada com a sua postura na vida: viver intensamente as suas paixões, como é o caso do surf – a mais conhecida – mas também da música.

Foi aliás desta dupla paixão de João Kopke por duas distintas formas de expressão que nasceu a ideia da dinamização dos webisódios” revela ainda o responsável da marca, desvendando ainda que o primeiro webisódio, online a partir de dia 20 de Maio, tem por base uma troca de experiências entre o surfista e um pescador.

@Hugo Silva (1)

Esta nova parceria vem assim contribuir para reforçar a mensagem da marca portuguesa dedicada a todas as pessoas que desejam viver de forma intensa e positiva e que contagiam os outros com essa energia.

Seja a surfar uma onda, a dar um abraço, ou simplesmente a saborear um café, a mensagem de BUONDI passa por encorajar as pessoas a viverem também de forma intensa e apaixonada, mesmo nos momentos mais simples! A intensidade faz parte do ADN de BUONDI – um café com um sabor e aroma intensos e inconfundíveis.

Facebook Buondi: https://www.facebook.com/BuondiCaffe

Vídeo de apresentação Webisódios c/ João Kopke e Garrett McNamara: https://we.tl/k7t0ucSRzL

Fotos João Kopke


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publicado por Carlos Gomes às 14:55
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"MEMORIAL DO CONVENTO" DE JOSÉ SARAMAGO SOBE AO PALCO NO CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL EM SINTRA

A ÉTER – Produção Cultural apresenta no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra, dia 6 de Maio, às 22 horas o espectáculo de Teatro "Memorial do Convento", em cena há 9 anos, visto por mais de 200 mil pessoas de todo o país.

Gratuito para o Público do espectáculo a ÉTER em parceria com a ÚNICA-Mixing Cultures oferecem a Instalação Multimédia “CABAÇA”, no MU.SA – Museu das Artes de Sintra, uma experiência interactiva baseada na atmosfera característica da Guiné-Bissau e da sua diversidade cultural em forma de som, vídeo, luz.

MEMORIAL DO CONVENTO

Teatro

“O homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre, um dia voará. (...) Baltasar, tu és Sete-Sóis porque vês às claras e tu, Blimunda, serás Sete-Luas porque vês às escuras.”

Unidos por um amor maravilhoso, Blimunda e Baltasar reúnem-se a Padre Bartolomeu de Gusmão e ao seu sonho de voar. A Passarola, máquina voadora, misto de barco e de pássaro, nasce do saber científico de Padre Bartolomeu, da força de trabalho de Baltasar e dos poderes de Blimunda recolhendo as vontades humanas (“as nuvens fechadas”) que alimentarão a máquina e a farão voar. A história encantada, que revolucionou a literatura portuguesa, do nascimento de um convento no século XVIII. Na presente adaptação dramatúrgica, a relação dinâmica entre os cinco atores, a música original, a luz e os espaços cénicos dão vida a dezassete personagens e a momentos essenciais de Memorial do Convento.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

TEXTO

José Saramago

ADAPTAÇÃO DRAMATÚRGICA

Filomena Oliveira e Miguel Real

ENCENAÇÃO

Filomena Oliveira

ORGÂNICA SONORA E MÚSICA ORIGINAL

David Martins

VOZ Andreia João | Piano Sandra Nunes

INTERPRETAÇÃO

Leonor Cabral | Pedro Oliveira | Rogério Jacques Hugo Bettencourt | João de Brito DESENHO E OPERAÇÃO LUZ

Carlos Arroja

OPERAÇÃO SOM

David Martins

LEGENDAGEM

José Ricardo

CRIAÇÃO E ADAPTAÇÃO DO ESPAÇO CÉNICO

Carlos Arroja | Vitor Fernandez

GUARDA-ROUPA E ADEREÇOS

Éter | Câmara dos Ofícios

FOTOGRAFIA

André Rabaça | Edgar d’Oliveira | Filipa Vieira

ASSISTENTE DE PRODUÇÃO

Cláudia Faria | Inês Oliveira Martins

PRODUÇÃO

ÉTER-Produção Cultural

CABAÇA

Instalação Multimédia Interactiva

Uma experiência interactiva baseada na atmosfera característica da Guiné-Bissau e da sua diversidade cultural em forma de som, vídeo, luz e cenografia. “Cabaça” pretende revelar o mais belo da Guiné-Bissau, chamando ao mesmo tempo a atenção para os problemas patentes em países em vias de desenvolvimento, sensibilizando o visitante a actuar no seio da sociedade para uma maior harmonia na humanidade.

Concepção Instalação: José Ricardo | David Martins.

Apoie 10 jardins de infância na Guiné-Bissau entregando brinquedos, materiais escolares ou paracetamol na bilheteira do espectáculo. Uma acção ÚNICA - Mixing Cultures.

Dia 6 de Maio

21h - MU.SA - Museu das Artes de Sintra - INSTALAÇÃO MULTIMÉDIA

22h Centro Cultural Olga Cadaval TEATRO

Bilhetes à Venda na TicketLine e no Local (info e reservas) 219 107 110



publicado por Carlos Gomes às 14:43
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PARTIDO "OS VERDES" RECLAMA ENCERRAMENTO DA CENTRAL NUCLEAR DE ALMARAZ, EM ESPANHA

De Chernobyl a Almaraz: Pelo fim da era Nuclear

O acidente com a central nuclear de Chernobyl, há 30 anos, na Ucrânia, persiste na nossa memória para nos ir relembrando da urgência de se abandonar a opção nuclear nas nossas sociedades.

As consequências para as pessoas, para o ambiente e para a vida na Terra são demasiado dolorosas e destruidoras causando muitas mortes prematuras, malformações genéticas que se transmitem por gerações e gerações, graves consequências para o ambiente e para a biodiversidade. Com Chernobyl recordamos também os acidentes de Three Miles Island nos Estados Unidos da América, em 1979, ou mais recentemente Fukushima no Japão em 2011.

São graves riscos já vividos pela humanidade nestas diversas situações, para além de outras tantas menos gravosas, mas que ciclicamente vêm acontecendo pelo nosso planeta e que nos vão expondo cada vez mais ao perigo aniquilador da energia nuclear.

Um perigo que é ainda mais aumentado pela exploração das Minas de Urânio, combustível para estas centrais e cujos dramas o nosso país bem conhece pelas marcas que vai deixando quer na população mineira, quer pelo ambiente circundante, onde a palavra doença, chaga, cancro lhe está tão associada.

Mas o nuclear está também intimamente ligado à indústria do armamento que, apesar dos tratados internacionais de não proliferação de armas nucleares, uma iniciativa deveras importante no contexto internacional, não têm posto fim a esta ameaça e são muitas as armas nucleares ainda existentes no planeta. Nesta matéria os Estados Unidos da América encimam a lista de países com mais armamento nuclear. País este que até hoje (e esperemos assim continue) foi o único a lançar bombas nucleares sobre alvos civis (Hioroshima e Nagasaky) e cujas consequência e devastação ainda hoje se fazem sentir.

Esta é uma questão de sobrevivência e vital para o nosso planeta.

Os Verdes consideram que o princípio da responsabilidade deve chamar os povos e os seus representantes políticos para a salvaguarda da vida do Planeta unindo-se pelo Não ao Nuclear.

Que se encerre de vez o capítulo nuclear da história da humanidade.

Que se acabe com as armas nucleares, que se encerram os mais de 400 reatores nucleares existentes em todo o Mundo e a funcionar, que se travem os novos projetos para centrais nucleares!

É urgente que sejam feitos todos os esforços para que se encerre a central nuclear de Almaraz, a escassos 100km da nossa fronteira e cujo tempo de vida útil já expirou. Neste sentido, Os Verdes irão também dar corpo à grande jornada Ibérica pelo encerramento de Almaraz, que está prevista acontecer em Cáceres, Espanha, no próximo dia 11 de junho.



publicado por Carlos Gomes às 14:37
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PAN PROMOVE DEBATE SOBRE EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL

Experimentação Animal - A dissecação de um mito em debate no Espaço PAN Lisboa. 30 de Abril, 14h30: Segundo ciclo de conferências "Políticas Públicas de Bem-Estar Animal”

No âmbito do segundo ciclo de conferências "Políticas Públicas de Bem-Estar Animal", o Espaço PAN na Almirante Reis recebe no próximo dia 30 de Abril, pelas 14h30, a conferência “Experimentação Animal - A dissecação de um mito”.

Onde começam e onde têm terminado os direitos dos animais não humanos? Em que aspetos se têm cruzado ou desviado dos direitos humanos? Ainda precisamos de realizar experiências em animais? O que podemos fazer para construir uma ciência mais rigorosa? Este encontro pretende dar resposta e estas e outras questões e conta com a participação de Constança Carvalho da Sociedade Portuguesa para a Educação Humanitária; Luís Vicente, Professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; Alexandra Pereira, Veterinária Municipal de Sintra; Rui Nunes, Presidente da Associação Portuguesa de Bioética e Luísa Bastos Investigadora.

Estas conferências, lançadas pelo PAN em Março do ano passado, são de participação gratuita e acessível a todos, reunindo vozes com interesse nesta causa e convidando à participação de representantes de organismos públicos, investigadores, professores universitários, representantes de outras forças políticas, representantes de poder central e local, oradores estrangeiros, entre outras personalidades relevantes nestas áreas.

A segunda edição deste ciclo pretende dar continuidade ao trabalho de proximidade com os cidadãos já iniciado pelo PAN, promover o debate das questões relacionadas com os direitos dos animais, dar conhecimento das políticas comunitárias, locais ou nacionais, consciencializar a população e estimular os participantes a refletir sobre o papel de todos nós na proteção dos animais.

A Conferência “Experimentação Animal - A dissecação de um mito” acontecerá no dia 30 de Abril, pelas 14h30, no Espaço PAN Lisboa - Av. Almirante Reis, 81-B.



publicado por Carlos Gomes às 14:04
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FADISTAS MARCAM ENCONTRO EM ALMADA

Encontros de Fado de Almada - Inscrições Abertas para a Décima Edição até dia 6 de Maio.

A décima edição dos Encontros de Fado de Almada vai voltar a ocupar o palco do Auditório Fernando Lopes-Graça, em Almada, durante três noites de Maio e Junho. Iniciativa da Câmara Municipal de Almada, os Encontros de Fado destinam-se mais uma vez à descoberta de fadistas pouco conhecidos ou ainda desconhecidos do grande público e proporcionando atraentes prémios para o vencedor, segundo e terceiro classificados: a gravação de um CD-EP com cinco temas em estúdio profissional para o primeiro classificado e um concerto, em Outubro e no mesmo auditório, dos três primeiros.

Durante todo o concurso os fadistas (concorrentes e convidados) serão acompanhados por André M. Santos (viola de fado), Hugo Edgar (guitarra portuguesa), Vasco Sousa e Rodrigo Serrão (contrabaixo).

Os interessados em concorrer à edição 2016 já podem consultar o regulamento no site da Câmara Municipal de Almada e inscrever-se, até dia 6 de Maio, através desta ligação na internet: http://www.m-almada.pt/encontrosfado

Para se inscreverem os concorrentes têm de preencher e enviar dois fados gravados com as suas próprias vozes para a organização do evento até ao próximo dia 6 de Maio (data de correio). As gravações podem ser entregues em mão ou enviadas via CTT para:

Câmara Municipal de Almada

FÓRUM MUNICIPAL ROMEU CORREIA

Praça da Liberdade – 2800 648 – Almada

Horário de 3ª a Sábado das 10h às 18h

Tel. 21 272 4920 ou 21 272 49 27

As gravações também podem ser enviadas em mp3 via e-mail para – fadoalmada@gmail.com

Os 10ºs Encontros de Fado na Agenda Electrónica da C.M. de Almada: http://www.m-almada.pt/xportal/xmain?xpid=cmav2&xpgid=cmaform&id=encontrosfado2016



publicado por Carlos Gomes às 09:39
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Segunda-feira, 25 de Abril de 2016
25 DE ABRIL DESFILA AO RITMO DO SAMBA

O desfile comemorativo do 25 de abril ficou este ano marcado pela participação e centenas de cidadãos brasileiros que vivem em Portugal contra o alegado golpe no Brasil materializado pela destituição de Dilma Rousseff do cargo de Presidente da República.

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Ao ritmo do samba executado com instrumentos tradicionais, os brasileiros emprestaram este ano um colorido muito peculiar ao desfile, ao mesmo tempo que realizavam o seu protesto, despertando a curiosidade e atenção do público que assistia à sua passagem, apesar de seguir mesmo no fim da manifestação.

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Outra presença que não passou despercebida foi a de um grupo de cidadãos angolanos reclamando em relação às condenações recentemente verificadas naquele país lusófono.

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À semelhança de anos anteriores, as comemorações populares do 25 de abril foi uma vez mais o palco de muitas e variadas lutas e reivindicações, desde os aumentos salariais e a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais a aplicar indistintamente no setor público e no privado até às reclamações de maior financiamento para a cultura, a integração dos imigrantes e a igualdade nos direitos parentais ou simplesmente a afirmação de posições ideológicas dos mais diversos grupos políticos.

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À exceção do que se verificou em 2014, ano em que se comemorou o 40º aniversário do 25 de abril de 1974, num contexto de especial exaltação popular contra as medidas gravosas impostas pelo anterior governo, o desfile popular do tem vindo a registar cada vez menor adesão, fruto naturalmente do desencanto relativamente ao sistema partidário e à emigração forçada de muitos jovens. Em contrapartida, tem vindo a contar com a adesão de um número cada vez maior de imigrantes que procuram exigir por este meio a sua legalização.

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publicado por Carlos Gomes às 20:51
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DEPUTADO JUSÉ LUÍS FERREIRA (PEV) INTERVÉM NA SESSÃO SOLENE DAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Intervenção do Deputado José Luis Ferreira (PEV) na Sessão solene do 25 de Abril – 25 de Abril de 2016

Sr. Presidente da República

Sr. Presidente da Assembleia da República

Sr. Primeiro-ministro e demais membros do Governo

Sr. Presidente do Supremo Tribunal de Justiça

Sr. Presidente do Tribunal Constitucional

Senhoras e Senhores Deputados

Valorosos Capitães de Abril

Senhoras e Senhores Convidados

25 de Abril, um dia feito de tantos dias e de tanto anos.

Tantos dias e tantos anos que foram precisos para chegar a esse abril, a esse 25.

Dias e anos de fome e perseguição, mas ainda assim, de resistência.

Dias e anos de censura e de silêncios decretados, mas ainda assim de esperança.

Dias e anos de exilio e de guerra e de destinos contrariados e tantas vezes sem regresso, mas ainda assim de sonhos e utopias.

De desejos de justiça, ainda que vigiados.

De sedes coletivas das liberdades e de paz, ainda que contidas.

De vontades de transformar, ainda que controladas.

Mas era afinal uma vontade grande que ali estava. Que aqui morava, neste jardim à beira mar plantado.

Uma vontade grande, muito grande, silenciada, porque havia sempre alguém à espreita.

Uma vontade escondida, guardada, protegida, num bolso vazio, numa algibeira rota, nuns pés descalços, nos olhos de uma criança com fome que trabalhava de sol a sol numa qualquer fábrica de um dos patrões do País, para ajudar o seu pai a pagar a renda da vida ao senhorio, o fascismo, mas que multiplicava o sofrimento da mãe que preferia vê-lo na escola e receava que tivesse o mesmo destino do irmão: a guerra colonial.

Uma vontade sentida num sentido abraço de dois amigos que se encontram numa qualquer esquina do exilio ou num brinde a dias melhores de camaradas que desgraçadamente o destino juntou no cruzamento das balas de guerras estranhas à sua vontade e aos seus interesses.

25 de Abril, um dia construído de tanto outros dias, de tanto outros anos que foram precisos para lá chegar.

Mas chegamos.

Chegamos a Abril e a Maio e ao resto do nosso futuro, com essa vontade e essa força e esse cheiro a cravos e esse desejo de ser pessoa, de ser cidadão livre e com direitos e de viver num país mais justo, onde a premissa maior seja a distribuição por todos da riqueza produzida e os recursos naturais por todos sustentavelmente partilhados.

E é essa vontade coletiva de construir um futuro para todos, em democracia e com justiça social, que importa prosseguir.

Um futuro que olhe para o ambiente e a qualidade de vida como direitos fundamentais de todos, condição de bem-estar, de equilíbrio e saúde e não como meras mercadorias para engordar os lucros de uns poucos.

Uma democracia que faça frente à crise ecológica que vivemos e que está a comprometer o ambiente e a própria sustentabilidade do futuro.

Uma crise sentida ao nível da desumanização das cidades.

Na destruição da floresta e do mundo rural.

No desordenamento do território.

Na desertificação e na erosão dos solos.

Na contaminação da água.

No desaparecimento das espécies.

Na perda de diversidade.

Nas violações consentidas das regras ambientais.

No desperdício energético.

Na segurança e na soberania alimentar.

No aumento das emissões de gases com efeito de estufa.

No aquecimento global.

Nas alterações climáticas.

Um futuro capaz de devolver aos cidadãos a confiança na democracia e nas instituições que sobre si próprias acabam por se fechar sem conseguirem interpretar os sinais de descontentamento e revolta que estão a gerar.

Uma democracia que não se limite a lamentar a pobreza e chorar as injustiças, mas que as procure contrariar.

Que não se baste com a consagração de direitos, mas que lhes dê vida, que os ponha a andar, que seja capaz de os materializar.

É este o desafio que temos pela frente e é esse o nosso compromisso. Com Abril, com as pessoas, com o povo e com o país.

È certo que ao longo da nossa história democrática, já estivemos mais perto de Abril, mas hoje, e neste Abril, podemos dizer que também já estivemos mais longe.

Na verdade, este Abril, este hoje, é um hoje de regresso. Este Abril é também um Abril de regresso. Pode ser tímido, mas não deixa de ser um regresso.

Um regresso desde logo á normalidade constitucional.

A Constituição voltou a ser respeitada.

Orçamentos de Estado inconstitucionais são coisa do passado.

Um regresso à normalidade democrática.

As ingerências na autonomia do poder local já lá vão.

Um regresso ao respeito pelas pessoas.

Hoje em vez de discutirmos quanto se corta em salários, reformas e apoios socias, discutimos quanto se devolve às famílias.

Em vez de discutirmos quantos feriados se removem do calendário, discutimos quantos se repõem.

Em vez de discutirmos qual vai ser o aumento das taxas moderadoras, discutimos qual vai ser o universo das pessoas isentas desse encargo.

Mas é também o regresso da afirmação da nossa soberania.

O Programa de Estabilidade que viajava na “carroça telecomandada” para receber o ámen da Europa antes de ser discutido entre nós, passou a ser discutido no sítio certo antes de ser enviado à Europa.

E finalmente outro regresso que certamente confirma todos os regressos que acabei de referir: o regresso dos militares de Abril á casa da Democracia.

Saúdo assim, em nome do Partido Ecologista Os Verdes, não só os corajosos Capitães de Abril, mas também o seu desejado regresso à Assembleia da República.

Como vemos são já alguns regressos, mas é preciso mais, muito mais.

É preciso combater o desemprego e a precariedade laboral.

Repor o princípio do tratamento mais favorável para quem trabalha e promover a contratação coletiva.

Combater as assimetrias regionais e a desertificação.

Trabalhar para uma mobilidade sustentável.

Investir na ferrovia.

Reforçar os serviços públicos.

Abrir tribunais encerrados e trazer de volta as freguesias extintas.

Mais justiça fiscal e taxar as operações financeiras realizadas em offshores.

É preciso investimento público de qualidade para por a economia a mexer, para por o país a produzir, a criar riqueza para podermos dar resposta às necessidades dos portugueses e aos compromissos internacionais.

E se há 42 anos os portugueses foram capaz de dar a volta ao destino, se foram capazes de fazer uma revolução para enterrar o fascismo, também serão capazes de se libertar dos atuais constrangimentos ao nosso desenvolvimento, desde logo do tratado orçamental e da divida cuja renegociação se continua a impor, como condição indispensável para o seu pagamento e para o desenvolvimento do País.

Para terminar, e porque a nossa Constituição faz 40 anos, uma referência à Lei fundamental do País, ao texto que deu expressão positiva ao sonho de Abril e que tão mal tratada foi nos últimos 4 anos.

Apesar das várias revisões, a nossa Constituição continua a conter elevados níveis de proteção de justiça social. E se dúvidas houvesse bastaria atender à importância que a Constituição teve para travar uma parte do neoliberalismo que tivemos de suportar nos últimos 4 anos.

De facto, se a regressão social não foi pior e se as desigualdades sociais não foram ainda mais acentuadas, não foi porque o Governo PSD-CDS o não desejasse, mas porque a Constituição o impediu.

No seu conteúdo consagram-se os direitos e as liberdades fundamentais dos cidadãos, os direitos sociais como o ambiente e a qualidade de vida.

Nos princípios fundamentais da organização económica, a Constituição faz saber que o poder económico está subordinado ao poder político democrático.

Consagra o princípio do Estado de Direito Democrático e indica-nos um caminho: a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

É esse o compromisso dos Verdes, continuar a lutar por esse caminho sugerido pela Constituição.

E se a nova configuração parlamentar permitiu dizer adeus às inevitabilidades, seria até irresponsável da nossa parte não contribuir para os regressos que nos permitem aproximar de Abril.

Falta ainda muito, é verdade, mas muito foi já construído neste caminho que Os Verdes se orgulham de ajudar a desbravar.

Viva o 25 de Abri



publicado por Carlos Gomes às 12:19
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VIVIANE REVELA "CONFIDÊNCIAS" EM LISBOA


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publicado por Carlos Gomes às 09:06
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Domingo, 24 de Abril de 2016
FESTIVAL DE FOLCLORE CIDADE DE LISBOA REALIZA-SE EM BENFICA



publicado por Carlos Gomes às 20:12
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FOLKLOURES'16: MINHOTOS EM LOURES PROMOVEM ENCONTRO DE CULTURAS



publicado por Carlos Gomes às 10:36
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Sábado, 23 de Abril de 2016
SINTRA: MASSAMÁ E MONTE ABRÃAO FESTEJAM 25 DE ABRIL

Desde ontem, o Parque Urbano Felício Loureiro, junto ao Palácio Nacional de Queluz está a registar muita animação. Trata-se das comemorações do 42º aniversário do 25 de abril e conta com música, gastronomia, artesanato e divertimentos infantis.

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A iniciativa é da União das Freguesias de Massamá e Monte Abrãao e decorre até à próxima segunda-feira.

Participam neste evento numerosas entidades e associações culturais da localidade num palco propositadamente instalado no local. O referido parque urbano constitui um sítio aprazível que convida os munícipes a um momento de lazer e diversão.

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publicado por Carlos Gomes às 21:17
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ESCRITOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM LISBOA LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

Apresentação do livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores” na capital portuguesa

No próximo dia 30 de abril (sábado), é apresentada em Lisboa a obra Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

Gérald Bloncourt ladeado pelo historiador Daniel

O livro, concebido pelo escritor e historiador Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960, é apresentada às 17h00 na FNAC do Chiado.

A apresentação do livro com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue traduzida para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, que conta com prefácio do multipremiado pensador Eduardo Lourenço, estará a cargo do professor universitário e ex-secretário-geral socialista, António José Seguro.

Capa do Livro

Além das fotografias históricas que Gérald Bloncourt captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos bidonvilles dos arredores de Paris, a obra reúne igualmente memórias, testemunhos e imagens originais que o fotógrafo francês de origem haitiana realizou durante a sua primeira viagem a Portugal na década de 1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves, assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes portugueses além Pirenéus, e as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa.

Segundo Daniel Bastos, investigador da nova geração de historiadores portugueses com um percurso literário alicerçado junto das comunidades portuguesas, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, composto por um conjunto de centena e meia de imagens da maior importância para a história portuguesa do último meio século, é “um convite a uma viagem de redescoberta de um país e de um povo entre os povos”.

Refira-se que a obra é patrocinada por duas dezenas de empresas representativas do tecido socioeconómico luso-francês, e que a sessão de apresentação em Lisboa incluirá a abertura de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que está a circular pelos diversos espaços da FNAC no território nacional.

Ainda no último Festival das Migrações, das Culturas e da Cidadania, um dos eventos culturais e literários de referência no panorama europeu, que decorre anualmente em Março no Luxemburgo, o livro foi uma das obras em destaque e alvo dos mais rasgados elogios das comunidades portuguesas.

Contra-capa do Livro



publicado por Carlos Gomes às 16:11
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HOJE É DIA DE S. JORGE

Hoje é o dia que os cristãos consagram a S. Jorge. De acordo com a tradição, terá sido um soldado romano do exército do Imperador Diocleciano, altura de grandes perseguições aos cristãos, mandado degolar por não ter renunciado à sua fé e, consequentemente, venerado como mártir cristão.

Durante a Idade Média surgiram à sua volta, diversas lendas, uma das quais relata ter existido em Silene, cidade da Líbia, um terrível dragão ao qual o povo oferecia sacrifícios humanos. Tendo em dada altura caído a sorte à filha única do rei, S. Jorge, que acabava de chegar àquela cidade na altura precisa em que a vítima ia ser imolada, prestou-se para a libertar, o que conseguiu. Uma vez derrotado o dragão, rei e povo converteram-se de imediato ao Cristianismo.

Remonta ao século XII a introdução do culto a S. Jorge em Portugal, através dos cruzados que vinham combater nas hostes de D. Afonso Henriques nomeadamente a quando da tomada de Lisboa aos mouros. Porém, a sua invocação em forma de grito de guerra começou contudo durante o reinado de D. Afonso IV e teve como objetivo demarcar-se da invocação de S. Tiago Mata-mouros que era feita pelos exércitos leoneses. Até então, nas suas batalhas de Reconquista contra os mouros, os cavaleiros portugueses também invocavam: Por S. Tiago!

Mas foi sobretudo a partir do reinado de D. João I que este culto veio a adquirir verdadeira dimensão nacional, passando a partir de então a sua imagem a integrar a procissão do Corpo de Deus. Ainda hoje, a sua simbologia é empregue nos meios castrenses, principalmente para representar o exército português.

O culto a S. Jorge adquiriu verdadeira feição popular e nacionalista, conservando-se nos dias que correm algumas manifestações culturais que evocam a lenda de S. Jorge e, por seu intermédio, as lutas travadas pelos portugueses contra o invasor castelhano-leonês, numa reconfiguração da luta entre o Bem e o Mal.

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Nas margens do rio Minho onde as veigas verdejantes da Galiza se alcançam em duas braçadas, as gentes minhotas do concelho de Monção mantêm um velho costume que consiste em celebrar todos os anos, por ocasião dos festejos do Corpo de Deus, o lendário combate travado entre S. Jorge e o Dragão.

A luta tem lugar na Praça de Deu-La-Deu cujo nome consagrado na toponímia local evoca a heroína que com astúcia conseguiu que as forças leonesas levantassem o cerco que impunham àquela praça. Perante uma enorme assistência, a coca - nome pelo qual é aqui designado o dragão! - procura, pesadamente e com grande estardalhaço, escapar à perseguição que lhe é movida por S. Jorge que, envolto numa longa capa vermelha e empunhando alternadamente a lança e a espada, acaba invariavelmente por vencer o temível dragão.

O dragão é representado por um boneco que se move com a ajuda de rodízios, conduzido a partir do exterior por dois homens e transportando no seu bojo outros dois que lhe comandam os movimentos da cabeça. Depois de o guerreiro lhe arrancar os brincos que lhe retiram a força e o poder, a besta é vencida quando S. Jorge o conseguir ferir mortalmente introduzindo-lhe a lança ou a espada na garganta, altura em que de uma bolsa alojada do seu interior escorre uma tinta vermelha que simula o sangue da coca.

- Por S. Jorge!



publicado por Carlos Gomes às 10:32
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Sexta-feira, 22 de Abril de 2016
RIO DE MOURO CANTA ABRIL



publicado por Carlos Gomes às 21:47
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TELMO PIRES ATUA EM ABRILO NO CASINO DE LISBOA

O fadista Telmo Pires apresenta ao vivo o seu novo álbum, “Ser Fado”, dia 28 de Abril, às 23h00, no Arena Lounge do Casino de Lisboa.

Este concerto segue-se aos dois espectáculos oficiais de lançamento do disco – dia 19 de Fevereiro no Museu do Fado e dia 12 de Março em Berlim, num concerto completamente esgotado – e mostra os novos rumos deste fadista que, embora sem esquecer o seu lado cosmopolita e de cidadão do mundo, em “Ser Fado” parte à redescoberta das tradições mais profundas da canção popular de Lisboa.

No Casino de Lisboa, Telmo Pires será acompanhado por Bruno Chaveiro (guitarra portuguesa), Cajé Garcia (viola de fado) e Yami Aloelela (baixo).


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publicado por Carlos Gomes às 21:05
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CONFRARIAS GASTRONÓMICAS PROMOVEM COZINHA TRADICIONAL PORTUGUESA

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MAPA DE EVENTOS

Eventos da FPCG 2016

29 de Maio de 2016 - Comemorações do Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa

16 de Julho – Evento da FPCG

12 de Novembro de 2016 - Assembleia Geral Ordinária da FPCG

Capítulos de Confrarias Federadas – 2016

30 de Abril – Real Confraria da Cabra Velha

7 de Maio – Confraria dos Ovos Moles de Aveiro

14 de Maio – Confraria Gastronómica do Mar

14 de Maio – Confraria dos Gastrónomos da Região de Lafões

28 de Maio - Confraria Gastronómica da Amadora

28 de Maio - Confraria da Marmelada de Odivelas

4 de Junho - XI Capítulo da Confraria Gastronómica da Gândara

4 de Junho – Confraria Gastronómica do Arroz de Aba de Cinfães

11 de Junho - IX Grande Capítulo da Confraria Gastronómica o Moliceiro

12 de Junho - V Cerimónia Capitular da Confraria do Mel - Macedo de Cavaleiros

12 de Junho - XII Capitulo da Real Confraria do Maranho de Pampilhosa da Serra

18 de Junho - V Capitulo da Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar

25 de Junho - Capítulo da Confraria da Broa de Avintes

25 de Junho – Capítulo da Confraria Gastronómica da Maçã Portuguesa

3 de Julho – Capítulo Extraordinário da Confraria do Bolo de Ançã

9 de Julho – Capítulo da Confraria do Anho Assado com Arroz de Forno

10 de Julho – Capítulo da Confraria da Broa d´Avanca

27 de Agosto - Confraria do Presunto e da Cebola do Vale do Sousa

24 de Setembro - X Capítulo da Confraria das Papas de S. Miguel

24 de Setembro – Capítulo da Confraria Gastronómica de Sousel

1 de Outubro - Confraria dos Carolos e Papas de Milho

8 de Outubro – X Capítulo da Confraria do Bucho de Arganil

8 de Outubro – Capítulo da Confraria da Pateira

15 de Outubro – Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal

19 de Novembro - XIV Capítulo Confraria Queirosiana

26 de Novembro – Capítulo Solene da Confraria Gastronómica da Raça Arouquesa

3 de Dezembro - XV Capítulo Confraria Nabos e Companhia

10 de Dezembro  - XI Capítulo da Confraria Gastronómica do Cabrito e da Serra do Caramulo.

Outros Eventos – 2016

21 de Maio – Confraria da Feijoca de Manteigas

21 de Maio -  III Capitulo da Confraria Ovelhã

20 a 22 de Maio - XII Feira dos Grelos

28 de Maio - Caminhada “A Ria vista da Serra”

4 de Junho – Confraria do Pão, da Regueifa e do Biscoito de Valongo

 9 a 12 de Junho - SERRA COM SABORES´16 - X Semana Gastronómica do Cabrito e da Serra do Caramulo / XVII Feira de Artesanato e Produtos Locais.

2 e 3 de Julho – “II FESTIVAL SABORES DA RIA” – Confraria Gastronómica O Moliceiro

Julho – Feirinha da Mostra da Broa D´Avanca – Confraria da Broa d`Avanca

6 de Agosto – Passeio Gastronómico em Barco Moliceiro

24 de Agosto - Festa da Cebola. Confraria do Presunto e da Cebola do Vale do Sousa.

28  Agosto - II Capítulo da Real Confraria das Cebolas

Setembro – Desfolhada à Moda Antiga – Confraria da Broa D´Avanca

10 de Setembro – IV Capítulo da Confraria do Frango do Campo

10 de Setembro - Caminhada “O Campo e a Ria” com passeio de Barco Moliceiro

Outubro – GASTROBROA – Confraria da Broa D´Avanca

8 e 9 de Outubro -   X Festival Gastronómico da Enguia.

29 de Outubro  - Capitulo da Confraria da Pedra na Madalena em Vila Nova de Gaia.

29 de Outubro – Confraria da Lampantana

10 de Dezembro - Ceia de Natal da Confraria do Presunto e da Cebola do Vale do Sousa.

2017

Confrarias Federadas

29 de Abril – Real Confraria da Cabra Velha

17 de Junho - VI Capitulo Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar.



publicado por Carlos Gomes às 17:50
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EDGAR PAROBÉ LANÇA NOVO SINGLE

O músico brasileiro Edgar Parobé acaba de lançar “Gaiah”, o segundo single do seu último EP, “O Que Há De Bom”, lançado em outubro passado com o selo da Music In My Soul.

Edgar Parobé_promo

“Gaiah” sucede assim ao cartão de visita “Cantar”, mais um encontro ameno entre as sonoridades reggae, rock, soul e bossa nova que marcam este último trabalho do cantautor natural de Rio Grande.

Edgar Parobé é um compositor e intérprete brasileiro que começou a sua carreira em 2001, na cidade de Rio Grande, quando montou com amigos a extinta banda de covers Absence Soul. Desde então veio desenvolvendo a sua arte em outras bandas da cena local como Nostradamus, Estrada, Dope e Lucíola.

Participou em eventos locais como Novos Talentos do SESI em 2006, ganhando o prémio de melhor música com a banda Nostradamus e a FEARG/FECIS, nos anos de 2007, 2008.

Em meados de 2008 fundou a banda Resgate Kamikaze, na qual foram produzidos cerca de 15 temas autorais num estilo derivativo do rock e reggae. Destacam-se os temas “Império Contra-Ataca” e “A Sombra da Fumaça”. muito apreciados pelos media brasileiros.

Em Porto Alegre, o músico já passou por diversos eventos e concertos, entre eles: Casa de Teatro de Porto Alegre, Garagem Hermética, CCMQ, Bar do Marinho, Paraphernalia Bar, Cabaré do Verbo, Café do SESC, Meme, entre outros.

Ao lado de Cláudio Pereira produziu, em 2013, o seu primeiro EP com o título “Felicidade No Ar”, de onde resultaram temas como “Folk Blue” e “Tudo Bem”. Em Outubro passado lançou através da Music In My Soul o seu novo EP “O Que Há De Bom”, que junta algumas das composições que tem vindo a construir nos últimos tempos e do qual já foi extraído o single “Cantar”.


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publicado por Carlos Gomes às 14:32
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PARTIDO “OS VERDES” PROMOVE AUDIÇÃO PÚBLICA PARLAMENTAR SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A FLORESTA

Travar o eucalipto, apoiar a diversidade e as espécies autóctones é o objetivo de Os Verdes 

O Grupo Parlamentar Os Verdes quer ouvir a opinião e propostas das associações de produtores florestais, de agricultores, de ambiente e desenvolvimento, as autarquias locais, as universidades e outras entidades sobre “Políticas públicas que contribuam para a promoção de uma floresta sustentável alicerçada na diversidade e nas espécies autóctones” pelo que vai promover uma Audição Pública na Assembleia da República na próxima terça-feira, dia 26 de abril, com início pelas 14.30h.

Desde a sua génese que Os Verdes lutam contra a monocultura do eucalipto em Portugal, pelos impactos negativos que esta tem e defendem uma floresta apoiada na diversidade e nas espécies autóctones.

No quadro da nova realidade parlamentar e no âmbito das conversações e posições conjuntas adotadas entre PS e o Partido Ecologista Os Verdes com vista a melhorar a situação do país tanto a nível económico, social como ambiental, Os Verdes conseguiram que o Governo assumisse como compromisso programático o objetivo de “aumentar a produção e a produtividade (…) das áreas de montado de sobro, de azinho e de pinheiro bravo” e ainda “travar a expansão da área de eucalipto, designadamente (…) criando um novo regime jurídico”.

É sobre este regime e ainda sobre outras medidas com o mesmo objetivo que Os Verdes pretendem auscultar as associações e outras entidades convidadas, colocando em debate nesta audição as seguintes matérias:

  • Novo quadro legislativo que enquadra a plantação de eucaliptos e de outras espécies exóticas em Portugal;
  • Medidas económicas e fiscais a implementar nesta área, nomeadamente a criação de um imposto sobre grandes áreas de eucalipto, cujo montante venha a reverter para um fundo de apoio à plantação de novas áreas de montado de sobro;
  • Definição de outras medidas de apoio à ciência e à pesquisa no sentido de proteger as espécies autóctones ameaçadas e de impulsionar o seu cultivo.


publicado por Carlos Gomes às 14:27
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MINHOTOS EM LISBOA ORGANIZAM EM BENFICA FESTIVAL DE FOLCLORE



publicado por Carlos Gomes às 09:08
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Quinta-feira, 21 de Abril de 2016
MOITA REALIZA FEIRA DA BAGAGEIRA

“Abra a Bagageira” volta este sábado à Marginal da Moita

E como este é o quarto sábado do mês (23 de abril), está de volta o “Abra a Bagageira” à Marginal da Moita, junto ao Pavilhão Municipal de Exposições, entre as 10:00h e as 18:00h, uma feira que reúne artesanato, velharias e antiguidades num espaço ao ar livre. Livros, mobiliário, brinquedos, discos, moedas, selos, postais, acessórios, roupas, porcelanas, são alguns dos objetos que pode comprar ou até mesmo vender.

Abra a Bagageira

Os interessados em participar devem inscrever-se, através do e-mail: pav.mun.exposicoes@mail.cm-moita.pt ou pelo T: 210816914. O pagamento, no valor de 4,04 euros, deverá ser efetuado previamente, mediante disponibilidade de lugar. Os lugares (bagageira do carro e espaço em frente com a dimensão de 2mtsx1mts) deverão ser ocupados entre as 9:00h e as 10:00h.

“Abra a Bagageira” do seu carro e venda o que tem a mais no seu sótão ou garagem!



publicado por Carlos Gomes às 20:53
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PROIBIÇÃO DA TAUROMAQUIA EM PORTUGAL FOI PELA PRIMEIRA VEZ PROPOSTA NO PARLAMENTO EM 1869

Passa já quase século e meio desde que, pela primeira vez, a questão da tauromaquia foi debatida no parlamento em Portugal. Na sessão de 9 de Julho de 1869, coube ao deputado Alves Matheus a iniciativa da apresentação do primeiro projecto de lei visando a proibição das corridas de toiros em todo o território nacional. Pelo interesse histórico que representa, transcrevemos do Diário Da Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza, nº 51, referente à referida sessão parlamentar, a intervenção do deputado Alves Matheus.

O Sr. Alves Matheus: - Mando para a mesa o presente projecto de lei, que desassete Srs. Deputados me fizeram a honra de assignar e que eu já quis apresentar nas tres ultimas sessões, o que não fiz por não me haver chegado a palavra.

Peço licença á camara para o ler.

E o seguinte:

Projecto de lei

Senhores. - Não se avalia a civilisação de um povo sómente pela natureza das suas instituições políticas, pelo maior ou menor adiantamento da sua industria, pelo numero e perfeição de seus melhoramentos; patenteia-se e aquilata-se ella tambem e principalmente pela qualidade da sua índole, pelo estado dos seus costumes, e ate pela preferencia que elle dá a certos espectáculos e divertimentos. O povo portuguez estremado entre todos os povos do mundo pela elevação do seu caracter e lenidade de seus instinctos, mantém ainda a barbara e condemnada usança das corridas de touros que, sobre não abonar o seu nome, desconvem altamente a quem como elle prezou sempre tanto os honrados fóros de nação christã e civilisada.

Lutar com animaes bravos, maltrata-los e feri-los com traças ardilosas ou com destemida temeridade, mas por gosto e sem necessidade, é cousa repugnante e deplorável e que a moral não auctorisa, e que muito dóc a corações generosos. Semilhantes espectaculos não amenizam os instinctos, nem alevantam o nivel moral de um povo, bem ao revez d'isto só servem para obdurar os ânimos, tolhendo os progressos da sua moralidade e empanando com uma nodoa os brilhos da actual civilização.

Movido de taes e tão poderosas considerações, tenho a honra de apresentar vos o seguinte projecto de lei:

Artigo 1.º São prohibidas as corridas de touros no continente do reino e nas ilhas adjacentes.

Art. 2.º Fica revogada toda a legislação em contrario. Sala das segues, em 5 de julho de 1869. = Joaquim Alves Matheus = José de Aguilar = Antonio Pereira da Silva = Augusto da Cunha Eça e Costa = João Carlos de Assis Pereira de Mello = Fernando Augusto de Andrade Pimentel e Mello = Henrique Barros Gomes = António Joaquim da Veiga Barreira José Dionysio de Mello e Faro = Barão da Ribeira de Pena = Henrique de Macedo Pereira Continha = Jose Augusto Correia de Barros = Francisco Pinto Beata = Luiz Vicente d'Affonseca Henrique Cabral de Noronha e Menezes = Filippe José Vieira = José Luiz Vieira de Sá Júnior = Joaquim Nogueira Soares Vieira.

Permittam-me v. exa. e a camará, que eu exponha summariamente os motivos que me determinaram a trazer aqui este projecto de lei. Na antemanhã do dia 4 d'este mez acordou sobressaltada a parte da capital, denominada baixa, com uns rumores estrepitosos, e com uma grita decompassada, que, estrondeando aos ouvidos da população, lhe cortou o somno e causou anciedades. Foi origem d'isto uma manada de touros bravos, que vindo escoltada do numeroso, festivo e tumultuario préstito do estylo, se tresmalhou, correndo á toa pelas ruas da cidade no meio de grande contusão e de clamoroso alarido. Signalaram o facto duas desgraças lastimáveis-a morte de uma pobre mulher e a de um guarda civil. Houve alem d'isto muitos ferimentos e contusões, muitos sobresaltos e sustos. Esteve em risco a vida de muitos transeuntes. Deploro deveras taes suecessos, Sr. presidente; se a Europa soubesse que uma manada de touros andou á solta pelas ruas de Lisboa, escornando enfuriadamente as esquinas e matando gente, havia de frechar-nos talvez com um sarcasmo cruel, mas não inteiramente descabido; havia de dizer que nós, em vez de lutarmos com o monstro do deficit, para lhe quebrarmos as presas, e o descabeçarmos com destimidez e esforço, andavamos lutando com a ferocidade de animaes indomitos, para nos divertirmos (apoiados). Observo, Sr. presidente, que não obstante a vigilância e as precauções da auctoridade, e as providencias mais ou menos acertadas, que ella toma para evitar discommodos e desgraças, como as que ha pouco succederam, ellas se repetem com frequência (apoiados).

Entendo que o melhor meio de atalhar-se o mal de taes effeitos, é supprimir-se o mal da causa, e acabarem de uma vez para sempre as corridas de touros (apoiados), que bem longe de abonarem o nosso nome, o abatem e deslustram no conceito dos estrangeiros (apoiados).

Um dos jornaes mais lidos d'esta capital apresentou ha dias o alvitre de construir-se uma praça fóra da linha da circumvalação de Lisboa; a mim parece-me, Sr. presidente, que nós resolvemos a questão de maneira mais peremptória, mais decisiva e mais digna, prohibindo dentro e fóra do povoado praças em que se dêem semilhantes espectáculos (apoiados).

Tive sempre por taes divertimentos repugnância profunda e invencivel.

Não me caío mais da memória um facto succedido em Coimbra, quando eu frequentava a universidade.

Arrastado por alguns camaradas de estudo, tive a infelicidade de assistir a uma tourada. Mui de proposito disse infelicidade, porque vim de lá maguado por ver um homem, que sobre a desdita de quebrar uma perna, ficou com a cabeça amolgada. Protestei arrependimento e assentei mui determinadamente não voltar. Fica a gente com uma cousa de mais e com outra cousa de menos; a cousa de mais é a tristeza no coração, a cousa de menos é dinheiro fóra do bolso, porque em taes lances tem-se como ponto obrigatório para as pessoas de brio darem esmola ao infeliz, que foi victima do boléo, para me servir da technologia tauromachica.

Reputo as touradas um legado bárbaro de uma civilisação pagã (apoiados), que, sem embargo do haver attingido os mais levantados grãos de esplendor, viveu lardeada sempre de perversões e cruezas, hoje repulsivas ao nosso senso moral e á nossa rasão allumiada pelas doutrinas a um tempo austeras e suaves da civilização christã.

Esse antigo povo romano, que tanto Re desvanecia do ser o mais policiado do mundo pela sabedoria das suas leis, pela superioridade dos seus costumes e pelas elegância da sua litteratura, levantou, como v. exa. e a camará sabem, esse grande monumento chamado Coliseo, aonde se festejava uma grande barbaridade (apoiados); tinha espetaculos de gladiadores, em que o jorrar do sangue, o lacerar das carnes, e o arquejar dos moribundos eram para o patriciado mais illustre um objecto e um motivo de recreação, e em que as matronas da primeira jerarchia e da mais alta educação cobriam com uma tempestade de frenéticos applausos a féra que despedaçava o homem, e atiravam um chuveiro de vaias insultuosa ao homem que triumphava da fera.

Ao lado do circo ensanguentado estava o torpe prostíbulo (O Sr. Falcão da Fonseca: - Apoiado); o gladíador saltava dos braços do vicio para as garras do tigre; os dois mysterios mais graves da humanidade, - a vida e a morteeram, como diz um grande escriptor, solemnemente enxovalhadas perante as turbas envilecidas, que, havendo perdido a memória da liberdade e ajoelhando submissas aos pés dos Néros e dos Caligulas, se mostravam satisfeitas e felizes, porque tinham pão e jogos (apoiados). O circo e o ergastulo consubstanciavam em dualidade horrível todas em iniquidades, todas as miserias, e todas as abjecções das antigas sociedades.

O Ave Cesar morituri te salutant era o transumpto fidelissimo dos costumes depravados do povo rei (apoiados); era a legenda tristíssima, que negrejava estampada na face de uma civilisação, que, para ser incomparavel, só lhe faltou o ser bem morigerada. (Apoiados. - Vozes: - Muito bem) São as touradas um vestigio e uma reminiscência d'essas barbaras usanças e d'esses maus costumes (apoiados). Esse vestígio, não obstante a sua fórma mais humana e menos cruenta, não ha rasão nenhuma que o justifique (O Sr, Affonseca: - Apoiado), pois encontra todos os principios e todos os sentimentos proprios de um povo christão e civilisado. Não vemos hoje gladiadores, que lutem com leões e sacrifiquem a vida em holocausto ao gosto derrancado, e aos prazeres immoraes de um povo; uras vemos bandarilheiros e moços de forcado, que farpeiam e pegam a um boi (riso) com esforço e com galhardia, mas ás vezes com perigo e até com perda de vida, e isto para divertirem um publico ávido de sensações fortes. Um touro mugindo embravecido, espumante, desesperado, cortado de farpas, escorrendo sangue, e vingando se, não raro, com ferocidade da audácia e da habilidade do homem, que ferozmente o persegue, será para muitos um espectáculo attrahente e aprasivel; mas para mim, Sr. presidente, não é espectaculo nem moral (muitos apoiados), nem sympathico, nem louvável, nem digno de uma nação civilisada (apoiados).

Taes divertimentos, se semilhante nome póde dar-se-lhes, não são azados a amaciar as indoles, mas a endurece-las, tornando-as asperas e fragueiras (muitos apoiados); não são accommodados a melhorar os instinctos, mas a perverte-los, tornando-os rudes e truculentos; não são proprios a aperfeiçoar os costumes, mas a empeiora-los, tornando os ou duros ou mal regrados (apoiados). Mui apropositado vem o conceituoso dito de um abalisado e elegantíssimo escriptor nosso, que adereçou a lingua com as vernaculidades mais puras, e as mais formosas louçanias. É este escriptor fr. Luiz de Sousa, que disse que = as touradas só serviam para levantar corpos ao céu, e lançar almas no inferno. Eu, Sr. presidente, sinto purpurearem-se-me as faces de vergonha, quando entre as inexactidões, as injustiças e as calumnias de que estão inçados os livros estrangeiros, que fallam das nossas cousas, leio a verdade incontratavel e triste de que nós e os hespanhoes somos os povos das touradas! É preciso que alimpemos o nosso nome dos baldões d'este sarcasmo; é preciso que nos resgatemos das vergonha" d'este labéo; é preciso que aniquilemos esta herança da barbárie (muitos apoiados); é preciso que apaguemos esta nódoa da nossa civilização; é preciso, em fim, que cortemos este cancro de nossos costumes (apoiados). Se eu quizesse encarar a questão pelo lado económico, não haviam de fallecer-me argumentos. Os creadores engodados pela ganância da venda do gado por bom preço, lançam no a pastar por charnecas e gandaras extensas, que se não cultivam, e que aproveitadas podiam tornar se productivas. Entendo que a agricultura lucraria muito se acabasse o mau costume de se criarem bois para corridas (apoiados). Em confirmação d'isto me acaba de referir um facto o nosso illustre collega e meu prezado amigo o Sr. Valladas. E esse facto que, â medida que de extensiva a agricultura se torna intensiva, a criação de bois bravos diminue e vão desapparecendo.

Já por espaço de nove mezes não houve touradas n'este paiz. Um decreto dictatorial assignado pelo illustre Passos Manuel, e que tem a data de 19 de setembro de 1836, prohibiu as corridas de touros no continente do reino. De me a camará licença para ler lhe esse decreto, cujo contexto é brevíssimo. Diz assim:

"Considerando que as corridas de touros são um divertimento barbaro e improprio de nações civilizadas, e bem assim que similhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e á ferocidade; e desejando eu remover todas as causas que podem impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da nação portuguesa: hei por bem decretar que d'ora em diante fiquem prohibidas em todo o reino as corridas de touros.

"O secretario d'estado dos negócios do reino assim o tenha entendido e faça executar. Palacio das Necessidades, em 19 de setembro de 1836. = RAINHA = Manuel da Silva Passos."

Foi este decreto revogado pela carta de lei de 30 de junho de 1837, assignada pelo Sr. António Dias de Oliveira. Lamento tal revogação que, a meu juízo, significou um retrocesso, um mal, e uma transacção ou condescendência com hábitos e interesses injustificáveis (apoiados). O decreto de 19 de setembro de 1836 é assás comprobativo d'aquelles estremados e nobilíssimos espíritos de Passos Manuel, d'aquella bua índole maviosa e amoravel, d'aquella sua alma generosa e aberta sempre ás grandes inspirações (apoiados), d'aquelle seu amor sincero e afervorado ao progresso e á boa nomeada d'este paiz.

Desculpe-me acamara se um pouco mais me alargo, fazendo aqui protestação publica de meu affecto e da minha veneração ao varão eminente, que por tantos annos foi lustre e ornamento d'esta casa, que foi um symbolo de honra e patriotismo n'esta terra, e cujo nome similhante ao cume das pyramides do Egypto, visto de longe e dourado pelos raios do sol no poente, ha de altear-se e resplandecer sempre como uma das glorias maiores, mais explendidas e mais puras da nossa historia (apoiados).

Façamos nós, por uma lei votada em côrtes, a boa acção (apoiados), que o grande dictador de 1836 não pôde tornar duradoura e permanente.

Tem o paiz nos seus theatros as harmonias da musica, que deleitam, as commoções do drama, que moralisam, e as graças da comedia, que divertem e provocam a galhofa inoffensiva; por honra do seu nome, do seu caracter e da sua civilisação, deve acabar com as corridas de touros, que tamanho desabono lhe refundem, e que menoscabam a reputação de um povo, que tanto se preza da excellencia dos seus instinctos e da amenidade dos seus costumes (apoiados). Fomos nós o primeiro povo do mundo, que em homenagem ao direito de Deus e á dignidade do homem, eliminou dos seus códigos a pena de morte; fomos nós, que em um dos mais afortunados e bellos dias da nossa vida politica social consagrámos o maximo respeito á inviolabilidade da vida humana; fomos nós, que com esse acto erguemos um marco glorioso no itinerário da civilisação; merecemos por isso que um dos genios mais fecundos e mais brilhantes d´este seculo, que um grande escriptor, que está inundando de luz os horisontes do mundo litterario, nos apertasse a mão, e nos desse cordeaes embora", chamando-nos o povo mais livre e mais feliz. Pois nós, Sr. presidente, que despedaçámos os postes da forca, que arrancamos a corda das mãos do algoz, que velámos o despedimos do meio do nós essa figura sinistra, que enche a humanidade de horror e o céu de piedade; nós, que supprimimos essa irracional, anti-christã, deshumana e monstruosa entidade do homem, que por officio matava homens, havemos da continuar a consentir, que o touro possa ser o carrasco de nossos similhantes? (Muitos apoiados,) Nós, que declarámos na lei não termos direito de tirar a vida a ninguém em nome do interesse da sociedade, havemos de tolerar que animaes bravos venham para as ruas e praças matar gente? em nome e por causa de um divertimento? (Apoiados.) Nós, que sem condolencia não podemos ver um desastre de que alguém é victíma, havemos de permittir espectaculos ferteis em sangue e desastres? (Apoiados.) Não póde ser, não deve ser, Sr. presidente. Acabem os barbaros e hediondos espectáculos das touradas (apoiados); acabem em nome da elevação e brandura de caracter, que e proverbial n'este povo, mas que em taes espectaculos recebe um desmentido; acabem em nome da boa fama e da dignidade d'este paiz; acabem em nome dos progressos da civilisação; acabem, visto ser tão desauctorisada a minha voz, em nome da memoria honrada, luzida e benemerita do Passos Manuel, que esta camará póde coroar mais uma vez convertendo em lei um dos seus pensamentos mais insto", mais humanitarios e mau civilisadores (apoiados).

Vozes: - Muito bem.

(O orador foi cumprimentado por muitos dos seus collegas.)



publicado por Carlos Gomes às 19:33
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MINHOTOS EM OEIRAS REALIZAM TARDE DE FOLCLORE



publicado por Carlos Gomes às 13:45
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CASCAIS REALIZA MERCADO DO VINHO

III Edição Mercado do Vinho | 29 de Abril a 1 de Maio | Mercado da Vila, Cascais

“Vinhos de Verão” em destaque no Mercado da Vila de Cascais de 29 de Abril a 1 de Maio

Pelo terceiro ano consecutivo, o Mercado da Vila de Cascais organiza um evento totalmente dedicado ao Vinho. Com data marcada para o fim-de-semana de 29 de abril a 1 de maio, o destaque desta edição é a antecipação da época de calor, em que brancos, rosés e espumantes são o ex-libris à mesa. “Vinhos de Verão” é o tema do Mercado do Vinho em 2016, onde será possível conhecer, provar, degustar, comprar e experienciar várias combinações.

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Com entrada gratuita e um espaço exclusivo de 750m², o Mercado vai reunir cerca de 40 produtores nacionais, diversos conceitos de restauração, provas comentadas e até um jantar temático servido pelo restaurante do Penha Longa Resort Hotel.

Sushi, mariscos e leitão serão algumas das opções gastronómicas possíveis para quem pretenda fazer uma refeição no Mercado por aqueles dias, com a vantagem de poder escolher o vinho de entre as várias dezenas disponíveis. Já os visitantes que procurem conhecer os néctares de forma mais aprofundada poderão assistir a provas comentadas na sexta-feira pelas 19 horas e domingo pelas 17 horas. Também no sábado há boas notícias para os interessados no tema, com uma “Iniciação à Prova de Vinhos”, pelas 18 horas.

A noite de sexta-feira, dia 29 de abril, será muito especial para quem opte por jantar no Mercado da Vila, com o restaurante do Penha Longa Resort Hotel a servir um manjar dos deuses acompanhado por vinhos únicos. A viagem dos paladares começa com ostras, caviar e camarão, passa por polvo e vitela e termina numa sobremesa que inclui “areias de cascais”. Ainda que apenas por uma noite, a viagem promete ser intensa. Com um custo de 60 euros por pessoa, as reservas podem ser feitas por mail mercado.vila@dnacascais.pt ou por telefone 214 815 700.

Como vem a acontecer, a CP associa-se ao Mercado da Vila e será possível os visitantes fazerem a viagem de ida e volta de comboio pelas linhas de Cascais, Sintra/Azambuja e Sado pelo preço de 2 euros. O cartaz e a programação actualizada do evento podem ser consultados na página de facebook do Mercado da Vila, em www.facebook.com/MercadodavilaCASCAIS.

Jantar do Mercado – Penha Longa Resort

Amuse Bouche – Ostras e caviar de bergamota

  • Espumante Luis Costa, Pinot Noir e Chardonnay, Bairrada

Entrada - Tártaro de camarão, cebolinho, chalota e avruga com fruto da paixão

  • Quinta dos Plátanos, Arinto, 2014, Lisboa

Peixe – Falso arroz de conquilhas e pimento doce fumado com tempura de patanisca de polvo

  • Quinta do Couquinho Rose, Touriga Nacional, 2014, Douro

Carne – Meloso de vitela confitado com Touriga Nacional, creme de espargos brancos fumado e salada de tomate fresco

  • Quinta da Ponte Pedrinha Reserva Tinto 2011, Dão

Pre-dessert – Nozes de cascais

  • Quinta do Poço do Lobo, Arinto, 1995, Beiras

Sobremesa - Cremoso de lima e manjericão com biscoito de areias de cascais e gel de vinho do porto

  • Moscatel de Setúbal Joaquim Arnaud


publicado por Carlos Gomes às 13:41
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