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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017
CANÁRIAS: UMA PROFUNDA INFLUÊNCIA PORTUGUESA

No seguimento do artigo intitulado A ascendência portuguesa dos canarinos, como já dissemos, antes de publicar o artigo: “Ares de Lima” género da música tradicional das Ilhas Canárias de origem minhoto, queremos especialmente, descrever um pouco aos leitores e seguidores deste ótimo blogue, a profunda influência portuguesa na cultura do povo canarino que é o resultado determinante da participação dos portugueses na conquista e posterior colonização das Ilhas Canárias.

DIALETO    

Como descrevemos no nosso primeiro artigo, a pesar de os portugueses serem numerosos e maioritários em muitos povos, vilas e cidades das Ilhas Canárias, após da conquista e posterior colonização, nunca alcaçaram o poder e junto dos guanches e outros colonizadores, foram castelhanizados. Como terrível consequência da imposição do castelhano, a língua dos que tinham o poder, o português e o guanche não se arraigaram nas Ilhas Canárias, nem surgiu um crioulo de base ibérica como o papiamento das Antilhas Neerlandesas ou de base portuguesa como o cabo-verdiano de Cabo Verde e outros de outras ilhas do Atlántico. Foi lamentável, pois hoje o guanche não seria uma língua morta e os canarinos tivessem sido triglotas. Contudo, a formosa língua de Camões, José Saramago mais outros grandes escritores lusos, deixou muitas palavras e expressões no espanhol falado nas Ilhas Canárias. Da mesma forma, influiu em algumas estruturas gramaticais, tal vez, os canarinos não usam o pronome pessoal reto da segunda pessoa do plural vós e, a sua correspondente forma verbal, por influência do português, onde acontece a mesma situação. No que toca à fonologia é menor o contributo, porque neste ramo da linguística o dialeto canarino foi mais influenciado pelo andaluz e, a influência andaluza é quase a mesma que a recebida pelo barranquenho, mas no dialeto canarino puro, o que se fala nos povos do interior das ilhas maiores e em muitos povos das ilhas menores pelas pessoas mais idosas, ainda é possível escutar a elevação da vogal átona o, conforme às regras do processo do vocalismo átono próprio do português europeu: /o,ɔ/ fonológicos realizam-se como [u] fonético, e dizer, em uma linguagem menos técnica, os o átonos (não acentuados), são pronunciados como u, exemplos: andoriña “andorinha” folelé “libélula”, camino “caminho” = anduriña, fulelé e caminu, e algumas vezes com a evolução do português para o canarino, os termos portugueses são escritos conforme à pronúncia: papas turradas de la fogalera “batatas torradas da fogueira”. Igualmente sucede nos lusitanismos a perda de silabicidade das vogais átonas altas [i] e [u] em hiato, quando ocorrem antes de outra vogal qualquer, são substituídas pelas semivogais correspondentes [j] e [w] e o dialeto canarino toma em conta este fenómeno fonológico na escrita: mágoa = magua, Eanes = Yanes, Soares= Suárez, é o que seria uma semivocalização das vogais átonas que geram uma ditongação, um ditongo crescente: ea = ia ou ya e oa= ua, há linguistas que afirmam que no português europeu não existem tais ditongos, mas no espanhol sim. Finalmente, segundo o professor palmense D. Pedro Nolasco Leal Cruz, autor do livro intitulado: El español tradicional de La Palma, La modalidad hispánica en la que el castellano y el portugués se cruzan y se complementan, em 20 de fevereiro de 2017 no site: www.eldiario.es/lapalmaahora/.../espanol-tradicional-profesor-Nolasco_0_603690508... ressalta que «a única e grande diferença que tem o espanhol de La Palma com referência ao de outras ilhas é que em aquele o português tem feito muita mais mossa que nas demais, até o ponto que pudo ser considerado uma língua crioula como o foi o papiamento de Curaçao”. “ A Ilha conserva quase o 100% dos portuguesismos canarinos. É sem lugar a dúvidas o lugar idóneo para estudar melhor a influência do português a nível insular». Certas são as palavras do professor, pois nalguns povos da ilha de La Palma, ainda é possível ouvir o infinitivo pessoal que não existe no espanhol e outras estruturas da língua portuguesa, grande foi a impressão na ilha bonita, que na linguagem coloquial, os habitantes da sua capital Santa Cruz de La Palma, são conhecidos popularmente como portugueses e, uma das razões é, porque dizem que falam como eles. 

PSICOLOGIA 

A profunda influência portuguesa é em todos os aspetos da cultura do povo canarino, mas é a impregnação guanche e lusa a que faz dos canarinos serem diferentes do resto dos espanhóis. Como em Portugal, a família é o centro da vida nas Ilhas Canárias, apesar de os velhos costumes estarem a mudar, em particular nas cidades, é normal verem-se três e quatro gerações sob um mesmo teto, onde a mãe exerce um papel fundamental pela sua excessiva maternidade e, quiçá por esta razão, os canarinos têm um carinho especial pelas crianças, ¡Mi niño! “O meu menino!” ou ¡Mi niña! “A minha menina!” é uma expressão quotidiana das Ilhas que se emprega carinhosamente com os meninos e algumas pessoas adultas. Os canarinos são sérios e em muitos casos melancólicos, mas a relação social está baseada no bom humor. Um humor socarrón, “socarrão” com o significado na língua espanhola de pessoa que se exprime de maneira dissimulada e com aparência de ingenuidade e não com o signifacado de velhaco ou intrujão em português.  Um Humor irónico e indireto quase sempre encaminhado aos órgãos e relações sexuais, outras partes do corpo e certas ações engraçadas. O canarino utiliza esse humor como válvula de escape para evitar um conflito. Uma vez estávamos a esperar na charcutaria de um supermercado e uma das charcuteiras disse um número e, como ninguém respondeu, passou ao seguinte e antão, um senhor empertigado com muita arrogância exclamou: -Eu tinha o número anterior, não me viu que estava a olhar para si!-, a charcuteira imediatamente contestou:  -O Senhor tem razão, exatamente, eu vi que o senhor estava a olhar para mim!-. Apanhou o fiambre da fiambreira, para o levar à vitrina refrigerada e com um ligeiro e irónico sorriso disse: -Mas eu não sei se esse estranho e intenso olhar tinha outras intenções!- Todos os que esperávamos pelo nosso turno, começamos a rir às gargalhadas, até o teso senhor, foi a fórmula perfeita para findar a disputa. Alguns estudiosos e investigadores já declararam que é um humor de origem galaico-português. No entanto, por detrás dos sorrisos e muitas vezes as risadas ruidosas e prolongadas, há um muito enraizado aspeto da psique canarina que os próprios canarinos denominan magua, em português mágoa, o vocábulo do dialeto canarino mais querido que tem os mesmos significados que em português e, em todo o arquipélago canarino, é a nossa saudade, essa espécie de melancolia etérea que parece ansiar algo perdido ou inatingível caraterística dos portugueses, a morriña dos galegos, a nostalgia ou añoranza dos espanhóis, mas nas Ilhas Canárias tem outros significados. Ficar com magua, algumas vezes é ficar com ganas de comer algo, nas Ilhas Canárias os meninos não podem passar fome nem é correto comer na frente de uma criança sem convidá-la porque é desaprovado. Uma vez, na central de camionetas de São Cristóvão da Lagoa estava com os meus filhos ao meio-dia e um senhor tinha um cacho de bananas e estava a comer, acho que os meus filhos estavam a olhar para ele e o homem veio e deu-lhe uma banana e disse: -¡Cómanse el platanito mis niños que están esmayaditos!- “Comam-se as bananas os meus meninos que estão com fome!”, e logo olha para mim e disse: -¡No los podía dejar con la magua!.- “Não os podia deixar com a mágoa!”. Só na ilha de La Palma magua também é utilado com o significado de nódoa ou marca produzida por contusão e, na ilha de Lanzarote, o verbo maguarse “magoar-se” além do sigificado que tem em todas as ilhas, é aplicado para dizer que uma rês fica sem leite em uma teta. Ao longo da história, as Canárias foi a ponte entre a Península Ibérica e América. Muitos canarinos emigraram desde o século XVI e contribuíram à colonização da América, o destino foi sobretudo Cuba, Porto Rico, Venezuela, República Dominicana, Uruguai e os estados de Luisiana e Texas nos Estados Unidos da América, o povo canarino como os outros povos galaico-portugueses, é um povo emigrante. 

GASTRONOMIA 

A gastronomia canarina tem muito da portuguesa, o gofio “farinha obtida de trigo, milho e outros ceriais torrados” é o alimento principal herança do povo guanche, mas depois são as batatas e, o segundo símbolo cultural da cozinha canarina, são as papas arrugadas “batatas enrugadas” cozidas com casca em água com muito sal, que possívelmete têm a sua origem no gosto dos portugueses de cozinhar as batatas com sal no forno, como são as batatas a murro. Quase todos os canarinos acham que o puchero ou zancudo “cozido canarino” é descendente do cozido madrilenho, mas é mais semelhante ao cozido de grão à moda do Alentejo ou à algarvia, a diferença é que no puchero ou zancudo canarino, nos seus ingredientes há mais vegetais: cove, batata, batata-doce, feijão-verde, chuchu, bogango ou curguete, cenoura, abóbora, pera e espiga de milho tenro). Sem dúvida alguma, o rancho canarino é herdeiro do português e o gosto pelo peixe seco e salgado que nas Canárias é jareado, não há mil e uma maneiras de fazer o bacalhau, mas temos o sanchocho de cherne, cozido em água e outros condimentos e acompanhado com papas arrugadas e molho verde ou vermelho ou o pescado salado en encebollado, peixe salgado, geralmente: bacalhau, cherne ou corvina, com cebolada canarina que é a base de quase todos os pratos: cebola, alho, pimento verde, pimeto vermelho e tomate frito em óleo e temperado com sal, pimenta, orégão, tomilho, loureiro e colorau, o peixe é fervido com a cebolada e um bocadinho de água e vinho branco ou antes as postas do bacalhau são passadas por farinha de trigo e douradas no azeite, neste caso, o azeite é usado para fritar a ceboladaporque assim dá mais sabor, este prato com as papas arrugadas é muito saboroso. São as duas formas mais típicas e é um evidente legado português, como também é o molho de coentros, o gosto e uso do milho na culinária, os cominhos e outros condimentos. O molho de coentros pode ser à moda antiga: alhos, coentros, pimenta, óleo e vinagre feito à mão com os ingredente picados com faca em bocados muito pequenos ou triturados em almofariz; o atual molho é feito com varinha mágica com mais outros ingredientes: pimento verde, limão, cominhos, água e abacate que o deixam cremoso, as papas arrugadas com este molho são deliciosas. É possível dizer que os pratos mais representativos da gastonomia canarina são portugueses. A entrada pode ser o queijo palmense (da ilha de La Palma) ou majorero (da ilha de Fuerteventura) grelhado e servido com molho de coentros ou molho vermelho, o almogrote gomero da ilha de La Gomera com pão no forno a lenha ou as rodelas de tomate canarino temperadas com alho, óleo vinagre e oregão. O primeiro plato é o Puchero ou Zancudo, o segundo prato o Sancocho ou Pescado Salado com papas arrugadas e o frangollo de sobremesa, uma espécie de aletria feita com rolão de milho com leite, ovos, açucar, manteiga, um pedaço de casca de limão, um pau de canela, amêndoas e passas, de consistência compacta como nas Beiras que se pode cortar em fatias ou cremosa como no Minho, na travessa polvilha-se com canela e no prato pode ser servido juntamente com mel ou guarapo “mel da palmeira canarina” e acompanhado com uma mistela. Além da sobremesa típica há outras: o leite assado e queijinho, que se parece ao pudim abade de Priscos, ovos moles, flan, natillas, arroz-doce, mais outros muito gostosos e uma doçaria importantíssima: bienmesabe de Gran Canaria, rapaduras equeijo de amêndoas de La Palma, quesadillas de El Hierro, tortas de La Gomera (são como bolachas) mais outros; também os das Festas de Natal, Carnaval, Semana Santa: Trutas (são como empadas) com recheio de batata-doce com amêndoas ou doce de chila, rosquilhas, filhó de abóbora ou banana, torrijas, biscoitos, bolos, merengue assado e muitos mais. Nesta reifeição tradicional dos três pratos típicos mais entrada, não pode faltar a pella (bola) de gofio e o vinho do país ou da terra. Atualmente, com a regulação do colesterol para seguir uma dieta saudável, com o Puchero ou Zancudo sem entrada e tal vez com sobremesa é suficiente, como dizem alguns minhotos: -¡Já chega!-. A atriz canarina Lili Quintana, no programa de humor da televisão autonómica das Ilhas Canárias En Clave de Ja com a sua personagem de Chona, disse que um dia foi almoçar a um reataurante canarino, comeu queijo, gofio e um pão inteiro com almogrote gomero de entrada, um prato encolmado como dizemos nas Canárias “repleto” de puchero e outro de sancocho com muitas papas arrugadas e molho colorado “vermelho, tomou vários copos de vinho, um prato de frangollo com mistela de banana de sobremesa e, após de se tomar o café, quando ela chegou à sua casa se comeu um iogurte activia para compensar a embostada “o empanturramento”. 

 ARQUITETURA 

A arquitectura tradicional canarina é uma variante da arquitetura tradicional da Macaronésia de base alentejana e algarvia em relação ao âmbito rural, no arquipélago canarino nas casas terréas rurais é possível ver as cercaduras das janelas, os frixos das esquinas chamados faixas, barras ou riscas e os rodapés a cor azul das casas alentejanas e as chaminés do Alentejo e do Algarve. As casas da ilha de Lanzarote, escolhida pelo Nobel de Literatura português como última morada, têm umas chaminés que relembram muito às algarvias.

Nas duas fotografias a seguir mostramos o aporte cultural alentejano, na primeira foto uma casa tradicional de Pedro Álvarez, freguesia do concelho de Tegueste no nordeste da Ilha de Tenerife. É a casa camponesa de dois andares em estado ruinoso do mais puro estilo arquitetónico tradicional canarino, variante do estilo colonial macaronésio. Nesta casa ainda é possível ver um vestígio da faixa azul, janela de guilhotina e a frontaria está rematada na sua parte superior com um beiral, prolongação do telhado, formado por uma fileira de telhas. Foto de Tegueste Guía Turística publicada pela Ilustre Câmara Municipal da Vila de Tegueste em fevereiro de 2002. Na segunda fotografia realizada por Naim Acosta, pode-se ver uma casa tradicional de Valle de Guerra, freguesia do concelho de São Cristóvão da Lagoa situada na comarca nordeste da ilha de Tenerife. Esta casa térrea é do estilo chamado de transição, em finais do século XIX e princípios do século XX. Tem uma frontaria com janelas de tipo abatíveis e postigos interiores, parapeito cego que oculta o telhado de telha marselhesa, rematado por cordão de alvenaria e uma cornija do mesmo material ou de tijolo maciço de argila avermelhado pintado a azul como as faixas e rodapé, as janelas e portas não têm cercadura a azul, porque são de madeira.

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Nas vilas e cidades há influência de outras regiões ou províncias de Portugal, calçada empedrada, janelas, portas e varandas, ornamentos de arte manuelina e outras caraterísticas que trouxeram os portugueses, um belo exemplo de decoração manuelina é a frontaria da igreja da Nossa Senhora da Asunção da cidade de São Sebastião da Gomera, capital da ilha de La Gomera e a torre da basílica da Nossa Senhora do Pinheiro em Teror, padroeira da Ilha de Gran Canaria. Já o disse Torriani, o melhor exemplo de uma cidade que representa à arquitetura tradicional urbana à portuguesa em todo o seu esplendor, é a cidade de Santa Cruz de La Palma, capital da ilha de La Palma, mas também temos o bairro de Vegueta no casco histórico da cidade de Las Palmas de Gran Canaria capital da Ilha de Gran Canaria e da província (distrito) que administra as ilhas orientais. Em Tenerife temos no norte, a cidade de San Cristóbal de La Laguna “São Cristóvão da Lagoa”, berço de São José de Anchieta, Apóstolo do Brasil e cidade classificada Património da Humanidade pela UNESCO, o maravilhoso e encantador entorno do ex-convento e igreja do Santíssimo Cristo de Tacoronte, em sobrecanarias.com/2010/04/05/tacoronte-mar-y-montana-en-tenerife/, há uma foto muito bonita realizada em um dia cinzento, a Villa de la Orotava, joia arquitetónica de Tenerife que este ano solicitará à UNESCO a declaração de Património Mundial, casco histórico do Puerto de La Cruz, Los Realejos, San Juan de La Rambla, o entorno da praça de São Marcos junto do drago milenário da cidade de Icod de Los Vinos, Garachico e Los Silos, no sul temos Arafo, Vilaflor, mais outros cascos históricos de grande beleza e pequenos casarios como Masca em Boavista do Norte ou Ifonche no concelho de Adeje no sul de Tenerife.

A fotografia a seguir realizada por Naim Acosta, mostra La Casona situada no entorno da igreja de Santa Catarina de Alexandria, padroeira da cidade de Tacoronte. É uma das casas mais antigas que se conservam nesta cidade. Foi construida por Dom Juan Pérez, clérigo da Igerja de Santa Catarina, no século XVIII, com o objeto de fundar a capellania da paróquia “sede do capelão”, morada e escritório do padre ou pároco. Na sua frontaria salienta-se a formosa varanda canarina envernizada igual que as portas e janelas de guilhotina e, entre a casa de dois andares dos senhores e a casa térrea da criadagem, está a porta com ameias típica da arquitetura tradicional canarina. Junto da casa térrea com portas e janelas pintadas a castanho-escuro sem alternância, há também uma casa de dois andares com a frontaria pintada a amarelo-canarino, as portas e ventanas de guilhotina a verde-inglês e branco e os grandes blocos de pedra das esquinas à vista, finalmente, a rua é pedonal com calçada empedrada.

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Em seguida uma fotografia realizada por Naim Acosta ilustra a casa térrea que está noutro lado de La Casona, nesta casa pode-se ver o estilo mais representativo da arquitetura tradicional das Ilhas Canárias, portada com ameias e cruz, ventanas de guilhotina, paredes pintadas a branco e portas e janelas a verde-inglês com alternância. O telhado quatro águas com telha mourisca ou árabe rematado com beirais, formado por dupla fileira de telhas e todo o madeiramento de tea, uma madeira resinosa e muito duradoura que se extrai dos pinheiros canarinos anosos.

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A fotografia que se segue também realizada por Naim Acosta, expor à vista mais perto, as casas mais próximas do ex-convento e igreja do Santíssimo Cristo de Tacoronte que como já indicamos acima, no site sobrecanarias.com/2010/04/05/tacoronte-mar-y-montana-en-tenerife/, é possível ver quase todo o conjunto arquitetónico. Nestas duas casas vemos outra modalidade, a casa pintada a branco com janelas e portas a castanho-escuro e a casa pintada a vermelho-canarino. A cor mais típica nas paredes e a branca e depois nesta ordem: amarela, vermelha, azul e verde, as duas últimas não são muito vistas e, no que concerne à madeira de portas e janelas, se a madeira não é envernizada, é pintada a verde-inglês e a castanho-escuro, no caso das janelas quase sempre há alternâcia, as duas cores principais com a cor branca. Finalmente, pode-se admirar outro tipo de calçada empedrada e janelas na casa pintada a vermelho, que tem os blocos de pedra das esquinas á vista.

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AGRICULTURA 

Agricultiura, pecuária, pesca, artesanato têm muito de Portugal. O principal promotor da primeira expansão vitícola canarina foi o colonato de origem português, que chegou à nova terra procedente do Norte de Portugal e da Madeira e as primeiras castas que cultivaram foram a malvasia e o terrentês. A viticultura é portuguesa, muitos portugueses que têm visitado as Canárias dizem que os vinhos são muito parecidos aos portugueses, enólogos portugueses dão por certo que a elaboração artesanal dos vinhos em Tenerife é postuguesa, podemos ver a herança deixada pelos portugueses nos lagares tradicionais canarinos que são como os madirenses, nos antigos palheiros ou casas de telhados de palha de Tenerife e La Palma que são como palheiras dos Açores e em vários instrumentos agrícolas.  Onde mais se pode apreciar o efeito português relativamente ao artesanato, é nas cestas e trançados, nos bordados e rendas e na tecelagem. 

MEDICINA POPULAR 

Na medicina popular existe a figura do Santiguador “benzedor” e a do Curandero “Curandeiro” e as benzeduras e remédios (infuções, tizanas, beberagens, unguentos, cataplasmas e mais) são de base galaico-portuguesa, mas o curandeirismo recebeu o complemento que introduziram os indianos, como eram chamados os emigrantes canarinos que foram para a ilha de Cuba em finais do século XIX e princípios do século XX, muitos deles voltaram ricos, hoje os curandeiros mesturam com técnicas do curandeirismo caribenho. A medicina popular está estreitamente vinculada à bruxaria canarina, pois benzedores e curandeiros têm que curar el daño “malefício” feito pelos bruxos, os feitiços, beberagens e outras questões da bruxaria no começo tinham base galaico-portuguesa e depois ficaram mesturados com técnicas africanas e americanas: santeria, vodu, candomblé e outras.

 

            Exemplo de reza

 

Oração da noite

 

Ó Anjo da minha guarda, doce companhia,

não me desampares, nem de noite nem de dia.

Jesusinho da minha vida, tu es menino como eu,

por eso eu te quero tanto e dou-te o meu coração.

Quatro esquininhas tem a minha cama,

quatro anjinhos que me acompanham,

com Deus me deito e com Deu me levanto,

com a Virgem Maria e o Espírito Santo.

Amem

 

            Exemplo de Benzedura

 

Ensalmo para cortar o mau-olhado, quebranto, susto, empacho e ar

 

Eu te benzo em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo

(o benzedor faz o sinal da cruz quando começa mencionar a Santíssima Trindade)

e no nome que te puseram na pia (nome da pessoa).

Eu te corto mau-olhado, opilação, alimento mal comido, água mal bebida, susto, quebranto.

Eu levo-o para o mais alto dos montes de Arménia e tiro-o para o mais profundo do mar,

onde não permaneça, nem perdure nem dano possa fazer a esta criatura.

Se entrou pela tua cabeça, Santa Teresa.

Se entrou pela tua frente, São Vicente.

Se entrou pelos teus olhos, Santa Lúcia.

Se entrou pela tua nariz, São Luís.

Se entrou pela tua boca, Santa Rosa.

Se  entrou pela tua barba, Santa Bárbara.

Se entrou pela tua garganta, Santa Clara.

Se entrou pelo teu peito, são Eulógio.

Se entrou pela tua barriga, Santa Maria.

Se entrou pelas tuas conjunturas, São Ventura.

E se entrou pelos teus braços e pelos teus pés Santo André.

(No fim, reza-se a Oração do Credo e a Salve Rainha)

Esta versão de ensalmo é villera da Villa de La Orotava em Tenerife

 

Muitos benzedores quando chegam a uma avançada idade deixam de curar porque quando rezam o doente transmite o dano: gritam, choram, arrotam, bocejam e até têm contorções de dor.

 

INDUMENTÁRIA TRADICIONAL

 

            No que se refere ao trajar, o melhor exemplo de comparação é o traje típico da mulher da Villa de La Orotava com o traje da mulher da Madeira e o traje típico do homem da ilha de El Hierro com o campino ribatejano. Também há semelhanças nos trajes tradicionais da ilha de La Palma com os trajes dos Açores. 

JOGOS E DESPORTOS 

            Nos jogos e desportos tradicionais temos o Calabazo “Cabaço”, que em Portugal é um regador de cabo longo e o recipiente utilizado para tirar, de poços e tanques, água para rega. Esta técnica da agricultura tradicional que se tornou em desporto na década de 80 do século XX para evitar a sua desaparição, somente é praticada no Vale de Aridane na ilha de São Miguel da Palma. A diferença com Portugal é que o cabaço na ilha de La Palma se utiliza para tirar agua dos canais que estão nos bananais, que não são acéquias nem regueiros. A referência mais antiga de rega com o cabaço que se conhece está em una carta registada no ano 1868 e, a construção do canal de águas onde se utiliza, da mão de colonos portugueses, començou no ano 1555. 

FESTAS E TRADIÇÕES POPULARES 

            Há parecença nas romarias canarinas com os cortejos etnográficos do Minho e benção de gado, as juntas de bois levam no pescoço umas bonitas coleiras com pequenas campainhas que no Minho são mais ostentosas,  mas nos Açores são quase iguais. Há festas populares com tradição muito antiga que possivelmente tem a sua procedência em terras portuguesas, há tejineros “habitantes de Tejina” estudiosos e investigadores que acham que a Festa dos Corações de Tejina, declarada BIC (Bem de Interesse Cultural) em 2003 pelo governo das Canárias, deriva da Festa dos Tabuleiros de Tomar, pois Ansejo Gomes, o fundador de Tejina, era natural da antiga sede da Ordem dos Templários. Tejina é um pequeno povo (freguesia) do nordeste de Tenerife que pertence ao concelho de São Cristóvão da Lagoa, separado da cidade de Tacoronte pelo povo de Valle de Guerra e poucos quilómetros separam este povo da Vila de Tegueste e o povo turístico de Bajamar. Temos de lhes dizer que o fundador de Tejina era concunhado de Sebastião Machado, fundador da cidade de Tacoronte, porque Asenjo Gomes era o esposo de Guiomar Gonçalves e Sebastião Machado de Isabel Gonçalves, duas irmãs filhas de Gonçalo Gonçalves Teixeira natural de Braga. Este bracarense sogro dos dois fundadores antes mencionados, participou na conquista das Ilhas Canárias, pelo que foi beneficiado com terras no repartimento através das datas. O Antonio Miguel Rodríguez, farmacéutico da Câmara Municipal de São Cristóvão da Lagoa iniciará em breve em representação da Associação de Vizinhos As Três Ruas de Tejina o contacto com a Câmara Municipal de Tomar para estudar e investigar as possíveis relações dos Corações com os Tabuleiros e fazer uma geminação do povo de Tejina com Tomar. Bravo! Antonio, terás toda a nossa ajuda. O Antonio publica artigos no blogue: pastillerodesalud.blogspot.com, onde há alguns muito interessantes como: Portugueses en Tejina, en el origen de nuestra cultura del vino publicado em 6 de dezembro de 2015, piedra y madera em 25 de setembro de 2015 e El origen divino de las plantas, Ceralias em 20 de julho de 2016, neste artigo há fotos antigas muito bonitas e uma foro de uma eira canarina lajeada. 

De seguida uma foto com o Corazón de Tejina: Calle Abajo, “Coração de Tejina: Rua Abaixo” fotografia que está na p. 50 da 2ª edição revista e amplada do livro intitulado: Fiestas de San Bartolomé de Tejina da autoria de María José Ruiz e Guadalberto Hernández, publicado pela Câmara Municipal de São Cristóvão da Lagoa em 2002.

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MÚSICA TRADICIONAL OU FOLCLÓRICA 

Finalmente, falamos um pouco da música tradional ou folclórica.

 

Não quero mais sinfonias

paro o hino das Canárias,

tenho com umas folias

e um povo atrás que as canta.

 

Quadra número 56 que está na p. 24 do livro intitulado: Año canario 365 coplas y algunos versos más acerca de El Condumio da autoria de Luis Carrasco publicado pelo CCPC em 1991 e, é toda uma certeza. A Folia, é por excelência a canção tradicional mais representativa do folclore musical canarino, propalada por toda o nossa  terra e além fronteiras pela diáspora canarina no mundo. Conforme à opinião dalguns musicólogos, este canto da etapa setecentista profundo, pois com ele o canarino exprime todos os seus sentimentos, pode proceder de Portugal e, temos de lhe dizer, que igual que muitos fados, quando o cantor começa o canto, os instrumentos tocados com plectro (bandolins, bandurras e alaúdes) fazem o que na linguajem da música tradicional canarina chama-se contracanto, um contrapunto à melodia interpretada pelo cantor. A Malagueña é a canção mais triste do nosso floclore musical com estrofes que falam da morte de uma mãe, de um filho e outras perdas e desgraças:

 

Eu vi a uma mãe morta

sobre uma tumba de mármore,

com a sangue corrompida

e o coração feito troços,

pelo filho que queria.

 

Não há coisa como uma mãe

encuanto no mundo existe,

porque uma mãe consola

a um filho quando está triste.

 

São as herdeiras diretas do fandango andaluz, mas a sua música tem muita simulitude com a charamba açoriana, há fragmentos musicais das duas canções que são iguais. Também pode descender do cavaquinho português igual que o ukulele havaiano, o Timple, que para os canarinos é o instrumento nacional, da nação canarina. Com exatidão, são os Aires de Lima “Ares de Lima” o género musical totalmente português, investigados pelo musicólogo Lothar Siemens provêm do Minho, das freguesias perto do Rio Lima e é um canto com lindas melodias típico das descamisadas canarinas, esfolhadas no Minho. Deste assunto, escreveremos um artigo mais aprofundado e ilustrado com letras e partituras, porque é uma dívida que temos com Carlos Gomes, mas queríamos escrever primeiro o artigo anterior e este, porque assim os leitores e seguidores deste excelente blogue, compreenderão melhor a razão pela que na música tradicional das Ilhas Canárias, há um género musical importado do Minho.

Os leitores e seguidores deste magnífico blogue podem fazer pesquisas na Internet para ter mais informação, ver fotos e poder comparar ou fazer um passeio virtual pelos lugares dos que falámos. Para aprofundar mais e conhecer alguns dos portugueses conquistadores e cofundadores do nosso povo, aconselhamos a leitura do artigo intiulado: ABUELOS PORTUGUESES. UNA ASCENDENCIA FAMILIAR EN CANARIAS, SIGLOS XV y XVI I e II  no site geneacanaria.blogspot.com/2015/02/abuelos-portugueses-una-ascendencia.html.

O nosso próximo artigo será um exemplo desta profunda influência portuguesa no povo canarino e, como melhor se pode exemplificar, é com o dialeto canarino. Uma breve estória escrita em dialeto canarino com a tradução em português mais um análise, demonstrará com clareza, que quando falamos de profunda influência, não é com excesso.

Este artigo é dedicado com muito orgulho e grande respeito à memória dos pais cofundadores do nosso povo, os portugueses que deixaram a sua maravilhosa terra natal para vir às nossas ilhas e legaram-nos uma formosa herança que constitui o nosso precioso património histórico, artístico e cultural, e eu, especialmente, desde o mais profundo do meu coração, dedico este artigo a minha mãe, que desde o berço me transmitiu a cultura tradicional da minha terra. Para ti a minha querida mãe.

 

Jesús Acosta

ACGEIA

São Cristóvao da Lagoa

Tenerife



publicado por Carlos Gomes às 23:36
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017
PARLAMENTO VOTA PROPOSTA DO PAN PARA OPÇAO VEGETARIANA NAS CANTINAS PÚBICAS
  • Assegura que todos possam alimentar-se sem qualquer tipo de discriminação
  • Prazo de seis meses para as administrações das cantinas se adaptarem
  • Esta opção tem comprovados benefícios para a saúde e reduzido impacto ambiental

Na próxima Quarta- Feira, dia 1 de Março, é votado na Comissão de Agricultura e Mar o texto final da lei que pede a inclusão de uma opção vegetariana em todas as cantinas públicas. A votação global final em plenário deverá ocorrer esta sexta-feira. Um projeto-lei agendado pelo PAN - Pessoas-Animais-Natureza assente em motivações de saúde, éticas, ambientais, pedagógicas e que pede mais inclusão, que foi seguido por propostas do BE e do PEV, tendo baixado à Comissão sem votação em Junho do ano passado.

Durante o debate a maioria parlamentar concordou com a “liberdade de escolha na alimentação” pelo que, analisadas e asseguradas as questões de operacionalidade e aplicabilidade da lei, a proposta pode reunir uma maioria consensual no parlamento. Esta mudança representa a vontade de muitos portugueses que, por opção ou necessidade, seguem regimes de alimentação que diferem da norma, nomeadamente uma alimentação vegetariana, patente também na petição “Petição pela inclusão de opções vegetarianas nas escolas, universidades e hospitais portugueses” que recolheu cerca de 15.000 assinaturas recolhidas, tendo sido validadas e entregues cerca de 12.000, e que foi discutida em plenário em Junho do ano passado.

A presente lei aplica-se às cantinas e refeitórios que façam parte da Administração do Estado, nomeadamente hospitais, escolas, universidades ou estabelecimentos prisionais, entre outros. Isto significa que estas cantinas deverão passar a ter diariamente uma opção vegetariana, portanto, sem quaisquer produtos de origem animal. Sendo que, nos casos em que não haja procura, por forma a evitar o desperdício alimentar, pode ser instituído um regime de inscrição prévia para quem pretender prato vegetariano. As entidades que façam administração direta das cantinas dispõem de um prazo de seis meses para se adaptarem e as restantes podem aguardar até ao final da execução do contrato que esteja em vigor devendo incluir a obrigação de fornecimento de opção vegetariana nos cadernos de encargos dos novos procedimento e contratos a celebrar.

Esta lei vem também travar a discriminação das pessoas que já seguem esta dieta mas que dificilmente conseguem fazer uma refeição fora das suas casas. Esta questão torna-se especialmente relevante quando se tratam de crianças e jovens, que são também cada vez mais a seguir este tipo de alimentação e sentem-se muitas vezes discriminados nas escolas, pelos colegas, professores, auxiliares, por comerem comida diferente, necessariamente trazida de casa. Com a introdução desta opção nas escolas, essa discriminação deixa de existir e as restantes pessoas passam a encarar este tipo de alimentação com normalidade.

Para além do evidente impacto que a indústria da produção tem na vida dos animais e dos comprovados benefícios que uma dieta sem produtos de origem animal tem na saúde, esta escolha possibilita uma redução dos impactos ambientais contribuindo para padrões elevados de segurança alimentar e de saúde das gerações futuras. Segundo a Direção Geral de Saúde (DGS), as dietas vegetarianas têm benefícios importantes e mensuráveis, tais como a redução da prevalência de doença oncológica, obesidade, doença cardiovascular, hiperlipidemias, hipertensão, diabetes, assim como aumento da longevidade. A DGS publicou também um documento onde atesta que é totalmente exequível oferecer refeições vegetarianas a crianças, quer do ponto de vista nutricional, quer do ponto de vista económico e operacional.

A ONU, através do relatório do Painel Internacional de gestão de recursos sustentáveis do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP), desaconselha o consumo de produtos de origem animal, referindo mesmo que “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam substancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário do que ocorre com os combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria possível com uma mudança substancial na alimentação. Eliminando produtos de origem animal.”

Muitas crianças e jovens, nas escolas onde se formam enquanto cidadãos, veem vedada a sua liberdade de escolha na burocracia da lei que, ao não prever opções, tem criado diversos obstáculos que as excluem. Temos tido até agora um Estado que nos impõe uma dieta padronizada. Os indicadores são claros a vários níveis, para além dos vários benefícios que mudanças graduais nos hábitos alimentares nos podem trazer, a opção que propomos é técnica, económica e nutritivamente possível”, reforça André Silva, Deputado do PAN. 



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Domingo, 26 de Fevereiro de 2017
“AMOR DE ESCOLA” MARCA A ESTREIA D’OS CLÁSSICOS

“Amor de Escola” é título do single de estreia de mais uma aposta nacional da Music For All – Os Clássicos! Este quarteto navega nas inebriantes águas do pop e do rock, cruzando-se também com os movimentos slow-rock e pop/funk, naquela que é uma junção vencedora de talento e arrojo.

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No ano em que celebram o terceiro aniversário d'Os Clássicos, Edgar Santos, Leandro Martins, José Moreno e Edgar Milhões anunciam o lançamento do primeiro álbum de longa duração, intitulado “Primeiro Acto”.  

Para falar do nascimento do projecto “Os Clássicos” temos de entrar na nossa máquina do tempo e recuar até ao, não muito distante, ano de 2014.

Foi precisamente esse o momento em que Edgar Santos, Edgar Milhões, Leandro Martins e José Moreno deram o derradeiro passo e criaram uma banda. Nessa altura ainda não sabiam mas viriam a chamar-se “Os Clássicos”, escolheriam navegar entre o pop e o rock, mas sempre com um pé no slow-rock e no pop/funk de quando em vez, e marcariam a diferença pela forte interacção com o público em todas as apresentações ao vivo do seu talento.

Mas para compreender na totalidade este fenómeno é necessário colocar a viagem temporal em modo pausa, e dedicarmo-nos por completo à exploração do percurso individual de cada um dos membros da banda.

Comecemos a nossa nova missão pelo compositor, vocalista, guitarrista, baixista, baterista, percussionista, teclista e pianista Edgar Santos. Nasceu em 1993 e desde 1998 que está ligado ao mundo da música. Com a tenra idade de cinco anos entrou para a Musilândia, Escola de Música de Mirandela, desenvolvendo e evoluindo sempre até aos dias de hoje. Em 2012 entra para a ESPROARTE no curso de Percussão, naquele que foi um passo seguro e firme rumo à profissionalização. Foi percussionista da Orquestra Sinfónica, o que o levou a actuar na Casa da Música com o Maestro Pedro Neves, na Orquestra de Sopros, com a qual venceu o concurso Eixo Atlântico, e na Brassband.

Paralelamente foi também guitarrista e vocalista em diversas bandas do nordeste transmontano, tendo ao todo subido a palco mais de 50 vezes! Em Setembro de 2015 rumou ao Algarve para frequentar o curso técnico de Produção Musical, tendo-o concluído com a melhor média do curso: 17 valores! Outra das suas paixões é a representação não sendo, por isso, de estranhar as várias participações enquanto figurante ou o anúncio da estreia, em 2017, de uma curta-metragem por si protagonizada. 

Falemos agora de Edgar Milhões, o baixista d’Os Clássicos! Nasceu em 1997 e sempre foi considerado um músico com talento muito acima de média. Em Setembro de 2012 entra para a ESPROARTE, mais concretamente para o curso de Contrabaixo, o que o leva a, dois anos depois, atingir a orquestra APROARTE e a Jovem Orquestra Portuguesa (JOP). A eterna busca por conhecimento levou-o a participar em diversas master classes com nomes como Alberto Bocini, Yury Aksenov, Manuel Rego, Vladimir Kouznetsov ou Alexandre Storojouk.

2014 seria o ano em que se tornaria Chefe de Naipe da Classe de Contrabaixos da Orquestra Sinfónica ESPROARTE e Segundo Chefe de Naipe da Orquestra APROARTE. Entre 2014 e 2015 integrou a Orquestra Geração Murça/Mirandela, o que o levou a actuar em cidades como São Paulo ou Paris, tendo sido também contrabaixista da JOP em palcos como o CCB, em Lisboa, Bucareste ou Berlim. Actualmente para além de se dedicar ao projecto Os Clássicos é também músico nas Orquestras APROARTE, Jovem Orquestra Portuguesa e Orquestra Clássica Transmontana!

José Moreno, tal como os dois membros acima referidos, tem uma profunda ligação ao mundo da música. Aos cinco anos inicia-se na banda de Vilarandelo, aos doze ingressa na Academia de Artes de Chaves, na classe de percussão, aos catorze entra para a Escola Profissional de Música de Espinho, também na classe de percussão, e aos 16 anos ingressa na ESPROARTE. Integrou a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves e actualmente para além de baterista d'os Clássicos é também Chefe de Naipe de Percussão na BrassBand portuguesa, na Orquestra Clássica Transmontana, e na Escola Profissional de Artes de Mirandela.

O quarto, e último, membro dos clássicos é o Trompetista Leandro Martins. Nasceu em pleno verão de 1999, contudo a sua história com o trompete tem inicio apenas em 2007, ano em que entra para a Banda Marcial de Murça para tocar esse mesmo instrumento. Três anos depois é selecionado para a vaga de violino na Orquestra Geração (actualmente denominada Orquestra Energia) de Murça, através da qual realizou diversas formações e concertos em cidades tão díspares quanto Porto, São Paulo ou Paris. Um ano depois preenche uma das vagas disponíveis na ESPROARTE para trompete, mantendo ainda hoje os estudos com o professor Maciel Matos. Os anos seguintes seriam de grandes desafios musicais: em 2014 é convidado a integrar a DogmaBrassBand e, dois anos depois, à Orquestra Clássica de Trás-os-Montes e Alto-Douro (OCTAD). Provando que o talento não conhece idade Leandro pode hoje em dia ser visto em palco com diversos projectos musicais, sendo o principal a banda Os Clássicos.

2017 é, assim, o ano do maior desafio até agora para Os Clássicos. A banda edita o seu single de estreia, “Amor de Escola”, através da Music For All, estando previsto “Primeiro Acto”, o primeiro álbum da banda para meados do presente ano.


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publicado por Carlos Gomes às 22:39
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2017
EP DE ESTREIA HOMÓNIMO DOS FLY THE SUN JÁ DISPONÍVEL

Depois de terem arrebatado o coração e a alma de tudo e todos com o reivindicativo, e arrojado, single “Shout” chegou a vez de abrir a persiana por completo e deixar entrar o sol: o EP de estreia homónimo do quarteto lisboeta, Fly The Sun, já se encontra disponível em formato digital nas principais plataformas de streaming, desenhando inspiração na sonoridade de bandas como Foo Fighters, Interpol ou Two Door Cinema Club.

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A Music For All anuncia assim a chegada de cinco poderosos temas, que prometem firmar os Fly The Sun entre os mais promissores nomes do indie rock nacional!

É das mentes criativas, e inquietas, de Mike Simões, Filipe Guerreiro, Paulo Ferreira e Carlos Mano que brotam as letras, e músicas, dos Fly The Sun. Esta jovem banda lusitana, de raízes bem firmadas no pop/rock alternativo, elege como maiores influências projectos tão díspares quanto Guns N’ Roses, Coldplay ou mesmo das sonoridades fortes e agressivas da década de 80 ao bom indie do Século XXI.

De Setúbal para o mundo. É este o trajecto que Carlos Mano, o baixista dos Fly The Sun, pretende percorrer. O amor pela música levaram a que trocasse recentemente o papel de mero apreciador, e crítico, pelo de membro de uma banda de amigos. Diz a lenda que pretendia adquirir uma guitarra eléctrica contudo, fruto do acaso ou do destino ele próprio, foi no baixo que viria a focar toda a sua energia e talento. Autodidacta, curioso por defeito e criativo por feitio, é perfeccionista e o mais calmo dos quatro. Assume sem complexos a sua paixão pelo festival Paredes de Coura e coloca Arctic Monkeys e Ornatos Violeta num patamar de excelência, elevando-os ao estatuto de maiores referências da sua existência musical.

Miguel Simões (também conhecido como Mike Simões ou, simplesmente, MS) tem origens geográficas em Odivelas e musicais no majestoso piano. Aos 13 anos, apenas dois depois de ter iniciado a aprendizagem de tão exigente instrumento, abandona as aulas dando continuidade à sua evolução em casa. Anos mais tarde sente o chamamento da guitarra clássica e, aproveitando um antigo exemplar do seu avô, inicia-se sozinho nesse versátil instrumento. A boa educação musical dos seus pais, baseada fortemente nas profícuas décadas de 70 e 80, despertam-lhe o interesse pela composição em inglês, trazendo assim ao de cima uma faceta que ele próprio desconhecia. Descreve-se como “um romântico puro, movido pelo cavalheirismo do gentleman que era Sinatra, mas também pelos Loucos Anos 20”, centra sempre o seu foco na mensagem de cada tema e elege como bandas favoritas os Coldplay e os R.E.M.

Paulo Ferreira, o terceiro de quatro membros da banda, tem raízes em Famões e é dono e senhor da bateria. Entre as suas maiores influências e inspirações musicais estão clássicos eternos das décadas de 70 e 80, da música nacional e internacional, estando Queen no topo das suas preferências. A bateria surge na sua vida…por influência de Mike, amigo de longa data que muito o motivou. Iniciou-se numa bateria eléctrica e, no final de 2015, apostou numa bateria acústica. Descrito como calmo, divertido e ponderado orgulha-se de ser autodidacta e é visto pelos restantes colegas como um exemplo de esforço, querer e dedicação.

É do belo município de Oeiras que provém o quarto, e último, membro dos Fly The Sun. Filipe Guerreiro é o guitarrista de serviço e o complemento perfeito para o trio apresentado acima. A relação que o une à guitarra começou aos 13 anos quando se interrogou na razão para a velha guitarra do progenitor não ser devidamente usada. A resposta surpreendeu-o e acabou por definir o seu futuro: descobriu que em tempos o pai tinha feito parte de uma banda. Após três anos de aulas de guitarra desiste, continuando o seu percurso por iniciativa própria ao

dedicar quatro horas diárias ao versátil instrumento. Criativo nato, envolve-se em todas as fases de composição, intervindo inclusivamente nos restantes instrumentos, assumindo um papel preponderante em todas as criações do quarteto. Embora seja o elemento mais novo é unanimemente considerado o mais sapiente, destacando-se a influência do Rock N’ Roll dos anos 80 e 90 e, em particular, das vozes e percursos de Andy Timmons, Paul Gilbert ou Nuno Bettencourt.

É deste caldeirão de influências, e de uma amizade impar e inabalável, que nascem os Fly The Sun. O céu é o limite, mas nem podia ser de outra forma. Afinal estes são os rapazes que querem “Voar o Sol”, quebrar barreiras e espalhar mensagens fortes e inspiradoras.



publicado por Carlos Gomes às 12:34
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017
FOLKLOURES: LOURES VIRA CAPITAL DO FOLCLORE!

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publicado por Carlos Gomes às 23:27
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MINHOTOS NA AMADORA VÃO AOS FADOS
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publicado por Carlos Gomes às 23:22
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OEIRAS: RIBEIRA DA LAGE RECEBE ENCONTRO DE TRADIÇÕES

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publicado por Carlos Gomes às 23:20
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PAPILLON E O CHARME IRRESISTÍVEL DE “CONCEIÇÃO”

Os Papillon vieram decididamente para ficar. Depois de “Engraçado (Já Não Há Pai P’ra Mim), é tempo de conhecermos “Conceição”, moça de múltiplos encantos que personifica o segundo single deste irreverente projecto portuense que recolhe influências de funk, jazz, swing e as apresenta em irresistível embrulho pop.

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O single chega-nos com um vídeo bem humorado que conta com a colaboração de 116 pessoas espalhadas por 8 países, todas elas a emprestar a sua visão à caricata letra. Simultaneamente, o EP de estreia homónimo da banda do laçarote chega às principais plataformas digitais através do selo da Music For All.

Papillon é um laço. Ponto um. Ponto dois: também é um grupo de gente que faz música sem juízo. Os Papillon são feitos de gente e gostam de laços, porque os laços são coisas que ligam. Além disso os laços lembram qualquer coisa fora do tempo e os Papillon gostam disso: de não haver tempo, nem etiquetas, nem juízos. Nem juízo. Os Papillon são gente de laços. Com música de perder o juízo.

Compostos por Joana Manarte (voz), Pedro Silva (baixo), João Mascarenhas (teclas), Rui Ferreira (bateria), Raul Manarte (guitarra), Tiago Ferreira (trombone), Luís Macedo (trompete) e Pedro Gomes (saxofone)), estrearam-se ao vivo em 2014, no Porto.

Resultado de múltiplas influências estéticas, os Papillon proporcionam um espetáculo cheio de energia, significado e vitalidade, sendo comum o concerto acabar com o público a dançar. Os elementos da banda juntam-se trazendo a experiência de outros projetos, desde a música clássica ao jazz, dos blues ao funk, do pop ao rock, entre outros estilos, em trabalhos de composição, interpretação e performance.

Entre a sua estreia em palco no Plano B (Porto) e, mais recentemente, a passagem pela final do EDP Live Bands, têm tido concertos no Porto e em Guimarães, com destaque para o Hard Club, uma das principais casas de música ao vivo da Invicta. Também foram convidados para integrar o Porto Swing Jam por dois anos consecutivos, onde tiveram a oportunidade de participar num evento de Lindy Hop (novamente no Hard Club), em concertos pensados para dançar. A destacar também as atuações televisivas no Porto Canal, no palco do programa “Portugal 3.0” da RTP2, no Festival Croka’s Rock em Castelo de Paiva e no MEO Marés Vivas, já em 2016. Em 2017 voltaram ao espaço que inicialmente os acolheu, o Plano B, para apresentar as canções do seu EP de estreia.

As letras são um dos pontos fortes do projeto, chamando a atenção até do ouvido mais desatento e as reações dos ouvintes têm sido de surpresa e identificação com os textos e as músicas. No palco vê-se uma banda que transparece uma relação cúmplice entre os elementos e um compromisso comum: criar uma atmosfera positiva, contagiante e envolvente com o público e com a música.

Para o trimestre de 2017 está prometida a chegada do EP de estreia, com o selo de qualidade da Music For All.

Citações de imprensa sobre o concerto dos Papillon no MEO Marés Vivas:

“…os Papillon, que se tornaram uma verdadeira surpresa. Os seus ritmos alegres, vivos, dançantes contagiaram todos aqueles que estavam junto do palco, juntando-se a eles a dançar vigorosamente. A banda liderada por Joana Manarte foi sem dúvida uma lufada de ar fresco na sonoridade do Palco da Santa Casa, tal foi animação que causaram”, Blasting News

“A banda do Porto proporcionou um espectáculo cheio de energia e vitalidade que pôs o público todo a dançar. A variedade instrumental e o carisma dos nove músicos em palco vieram comprovar a qualidade da música nacional”, Canela e Hortelã


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publicado por Carlos Gomes às 21:46
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017
SAPADORES BOMBEIROS DE LISBOA MOSTRAM AS SUAS RELÍQUIAS

O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa expõe na Praça Central do Centro Comercial Colombo as primeiras viaturas motorizadas e centenárias do socorro em Lisboa. Paralelamente, a Banda de Música do Regimento de Sapadores Bombeiros presenteou ontem os visitantes com a sua atuação.

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As origens do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa remontam ao século XIV, altura em que, a pedido da Câmara Municipal de Lisboa, o Rei D. João I ordenou através de Decreto a criação do mais antigo corpo de bombeiros existente em Portugal, constituído em 25 de Agosto de 1395.

Sujeito a sucessivas reformas e reestruturações, em 1852 passou a designar-se Corpo de Bombeiros Municipais, altura em que foi promulgado um regulamento que estabelecia de forma detalhada as medidas de prevenção e combate a incêndios na cidade de Lisboa. Em 1901, o Corpo de Bombeiros Municipais passa para a tutela do Estado, deixando de depender do Município de Lisboa. Em 1925, regressa à tutela do município, sob a designação de Corpo Municipal de Salvação Pública até que, em 1930, passa a designar-se por Batalhão de Sapadores Bombeiros e, em 1988, transforma-se em Regimento de Sapadores Bombeiros.

O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, único em Portugal com este escalão, possui mais de 700 efetivos e depende diretamente do presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 22:27
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MOITA REALIZA BIENAL DE PINTURA

Abertura de candidaturas para a VIII Bienal de Pintura de Pequeno Formato - Prémio Joaquim Afonso Madeira

Estão abertas, de 1 a 31 de março, as candidaturas para participar na VIII Bienal de Pintura de Pequeno Formato - Prémio Joaquim Afonso Madeira, uma iniciativa promovida em conjunto pela Câmara Municipal da Moita, Junta de Freguesia de Alhos Vedros e CACAV - Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros.

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A Bienal de Pintura de Pequeno Formato pretende ser um incentivo à criação artística, no domínio da pintura, através do apoio aos artistas, na valorização do seu trabalho e no encontro deste com a comunidade. A iniciativa está aberta à participação de todos os artistas residentes em Portugal e cada concorrente poderá apresentar a concurso uma obra original, na modalidade de pintura, com a dimensão máxima de 33x24cm (com um máximo de 5 cm de moldura), que nunca tenha sido apresentada a esta Bienal e cujo tema é livre.

O júri desta bienal de pintura vai ser constituído por cinco elementos: três designados pelas entidades promotoras – Câmara Municipal da Moita, Junta de Freguesia de Alhos Vedros e CACAV – e dois elementos profissionais das Artes Plásticas ou de reconhecido mérito artístico. Os prémios a atribuir pela Câmara Municipal da Moita e pela Junta de Freguesia são, respetivamente, o Prémio Joaquim Afonso Madeira, no valor de 800 euros, e o Prémio Revelação, no valor de 300 euros, ficando os trabalhos premiados propriedade destas autarquias. Os prémios serão entregues no dia da inauguração da VIII Bienal de Pintura de Pequeno Formato que decorrerá no dia 8 de julho, no Moinho de Maré, em Alhos Vedros. Entre 8 de julho e 5 de agosto, os trabalhos selecionados vão estar expostos no Moinho de Maré, em Alhos Vedros.

Mais informações em www.cm-moita.pt ou através do e-mail bienalpinturamoita@gmail.com.



publicado por Carlos Gomes às 20:16
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“CAROUSEL”, O NOVO SINGLE DE DANIEL LIMA

Depois de “Just Because” o ter introduzido ao público português, é tempo de darmos ouvidos ao novo single de Daniel Lima, músico de Belo Horizonte que se estreou entre nós no passado mês de Outubro sob o selo da Music For All.

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“Carousel”, mais um notável exemplar de rock alternativo munido de um refrão radiofónico, versa sobre o facto de por mais voltas que a vida dê, nunca nos afasta do que é realmente importante: as pessoas que amamos e o legado que construímos juntos. Este é já o segundo single extraído de “Inside My Dreams”, o debute do músico brasileiro que chegou à Europa

Daniel Lima nasceu em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, no Brasil, conhecido pela sua entusiasmante vida noturna, pelos bares e o circuito de música ao vivo.

O seu percurso enquanto músico profissional começou em 1994, tendo desde então tocado e andado em digressão com inúmeras bandas, enfrentando os habituais altos e baixos de

alguém que tenta fazer da música a sua forma de estar na vida.

Entre as suas conquistas contam-se a inclusão de uma canção sua numa novela de um dos maiores canais de televisão do Brasil, a sua participação no maior talk-show brasileiro, o lançamento de um disco e consequente digressão pela Europa.

Em 2009 Daniel Lima decidiu mudar-se para Nova Iorque, onde se licenciou enquanto engenheiro de som e produtor musical. Pela mesma altura começou a escrever canções que figurariam num primeiro EP enquanto artista a solo, que viria a ser lançado apenas em 2014. De curta coleção de canções, o registo passou a longa-duração graças à frutuosa parceria com o engenheiro/produtor Iain Fraser, da qual nasceu “Inside My Dreams”, álbum que chegará à Europa em junho próximo com o selo da Music For All.


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publicado por Carlos Gomes às 13:52
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MUSEU NACIONAL DOS COCHES É A JÓIA DA COROA DOS MUSEUS PORTUGUESES

Com mais de um século de existência, o Museu Nacional dos Coches é um exemplar único pela sua temática e o elevado número de exemplares que constituem a sua valiosa colecção.

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Por iniciativa da Rainha D. Amélia d’Orleães e Bragança, foi em 23 de Maio de 1923 inaugurado o Museu dos Coches Reais, o primeiro do género em todo o mundo. O salão do antigo Picadeiro Real, no Palácio de Belém, foi o local escolhido para albergar o museu.

Apesar do esplendor do local, este revelou-se desde o início insuficiente para receber e expor as carruagens que se encontravam guardadas noutros palácios, nomeadamente no Paço Ducal de Vila Viçosa. Por essa razão, em 1906, a rainha encomendou um novo projecto para ampliar o museu.

Entretanto, ocorre a revolução do 5 de Outubro que colocou fim ao regime monárquico. Porém, ao contrário do que sucedeu em França, as carruagens não foram objecto de vandalismo e destruição, pelo que puderam ser conservadas no museu que apenas mudou a denominação. Mais ainda, aumentou a sua colecção com a incorporação de coches e berlindas que pertenciam à Casa Real e outras provenientes dos bens da Igreja.

Após várias décadas de discussão, o Museu Nacional dos Coches passou a dispor de modernas e novas instalações, mais adequadas à sua função, com melhores condições de circulação dos visitantes e diversos equipamentos considerados indispensáveis a um novo museu. No antigo Picadeiro Real permanece um núcleo expositivo com coches e berlindas, acessórios de cavalaria e a galeria de pintura da Família Real, o qual também pode ser visitado pelo público.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 11:39
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RIO DE MOURO FAZ ENTERRO DO BACALHAU

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publicado por Carlos Gomes às 02:16
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A ASCENDÊNCIA PORTUGUESA DOS CANARINOS

Apesar de pouco conhecidas, são muitas as afinidades entre os portugueses e os canarinos, tal como são históricas as ligações entre Portugal e as Canárias. São precisamente tais afinidades e ligações históricas que, graças à gentileza do sr. Jesús Sebastián Acosta Pacheco, a quem desde já endereçamos os nossos agradecimentos, o BLOGUE DE LISBOA vai dar a conhecer aos seus leitores, publicando diversos artigos de sua autoria.

Texto: Jesús Acosta

Fotos: Naim Acosta

Os Arquipélagos das Ilhas Canárias, dos Açores, da Madeira, das Ilhas Selvagens e de Cabo Verde, constituem a região biogeográfica da Macaronésia, mas as “Ilhas Afortunadas”, não só estão vinculadas no que respeita à natureza e geografia, também à história, cultura e património, mas há uma diferença entre os Açores, a Madeira e Cabo Verde com as Canárias, os três primeiros arquipélagos com maior conexão a Portugal, estavam desabitados e foram descobertos e povoados pelos portugueses, as Ilhas Canárias estavam habitadas pelo povo guanche. Os guanches, eram as únicas pessoas nativas que viviam na região da Macaronésia antes da chegada dos europeus, originários do Norte da África com civilização neolítica e língua da família linguística berbere e escrita com carateres tifinagues. Por tanto, as Ilhas Canárias foram conquistadas pelos castelhanos, mas na conquista e colonização, os portugueses tomaram parte, no caso da ilha de Tenerife, a maior do arquipélago canarino e de toda a Macaronésia, foi colonizada na mesma proporção por portugueses e espanhóis (principalmente andaluzes), segundo os historiadores Elías Serra Ràfols e Leopoldo de la Rosa Olivera.

Gaspar Frutuoso, foi um historiador, sacerdote e humanista açoriano, natural da cidade de Ponta Delgada na ilha de São Miguel, destacou-se pela autoria da obra Saudades da Terra, uma detalhada descrição histórica e geográfica dos arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias, este grande cronista insulano, na descrição das Ilhas Canárias que faz no livro primeiro das Saudades da Terra, no capítulo décimo terceiro «De algumas cousas de ilha chamada Tenerife» diz: «[...] e daí a duas léguas está Icode dos Vinhos, que também é vila de duzentos vizinhos, quasi todos portugueses ricos de vinhos, lavouras e criações.[...]», posteriormente, Leonardo Torriani, um engenheiro militar e arquiteto italiano radicado em Portugal que foi enviado pelo rei Felipe II  de Espanha e I de Portugal em 1587, com a missão de analisar e fortalecer a fortificação das ilhas, e no valiossísimo códice que nos deixou: Descrição e história do Reino das Ilhas Canárias, antes ditas Afortunadas, com o parecer das suas fortificações, que se encontra na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, quando descreve a ilha de Tenerife expõe: «[...] A maior parte da gente é portuguesa, a qual, superando as demais nações espanholas na indústria da agricultura, tem dado a esta ilha maior fertilidade e riqueza232». Página 136 do estudo e tradução da obra de Torriani primeira versão em português da autoria de José Manuel Azevedo e Silva publicado pela Edições Cosmos em Lisboa no ano 1999 e, na nota 232 deste autor, podemos ler: «Conhecedor da realidade das Canárias, onde permaneceu durante alguns anos, Torriani constatou que a maior parte da gente da ilha de Tenerife era portuguesa, à qual atribuiu um maior desenvolvimento económico em relação às outras ilhas. A apreciação lisonjeira que faz à gente portuguesa que, segundo afirma, supera as demais nações espanholas na agricultura, deve estar relacionada com a rica produção de açúcar e de vinho de Tenerife (de longe maior que nas outras ilhas), pelo que é de supor tratar-se da presença de emigrantes madeirenses, bom conhecedores daquelas culturas.». Quando Torriani fala da cidade de Santa Cruz da Palma narra: «[...] As casas são brancas, feitas à portuguesa326, pequenas por dentro e, em geral, sem poços nem pátios, com tudo isto, são mais altas e alegres que as das outras ilhas. Esta ilha é habitada por portugueses, castelhanos, flamengos, franceses e alguns genoveses. [...]». Página 191 e na nota do estudioso e tradutor pode-se ler: «De notar a influência portuguesa no modelo de construção das casas da cidade. Se, como se vê a seguir, os portugueses compartilhavam a cidade com castelhanos, flamengos, franceses e genoveses, possivelmente os mestres construtores eram portugueses. E não será por acaso que Torriani os cita em primeiro lugar». Prova desta presença portuguesa é o livro 1º de visitas da igreja do povo de Boavista do Norte em Tenerife (até a primeira metade do século XVI) e o livro da igreja de Garafía na ilha da Palma no século XVII, escritos em português.

No repartimento das terras conquistadas, os portugueses que colaboraram com o conquistador às ordens da Coroa de Castela, receberam terras através das “datas” e, os que chegaram como colonizadores à nova terra, alguns deles judeus portugueses que optaram pelo desterro imposto pelo édito real assinado em 1496 pelo Rei Dom Manuel I e, outros judeus portugueses conversos ou cristãos-novos, na sua maioria lavradores e artesãos, vieram com o estabelecimento da indústria da cana-de-açúcar e a plantação de videiras para a produção de vinho, além disso, introduziram em princípios do século XVII o cultivo do milho. Junto dos colonos madeirenses chegados às ilhas, retornaram os guanches libertos que os portugueses capturaram e levaram como escravos para a ilha da Madeira, com a finalidade de fornecer mão-de-obra para o penoso trabalho nos canaviais, libertaram e expulsaram ou devolveram aos guanches escravizados à sua terra natal, porque os madeirenses donos das plantações de cana-de-açúcar não os conseguiram submeter. Os guanches que voltaram às suas ilhas já eram grandes mestres da elaboração do açúcar, cristianizados e tinham apelidos portugueses.

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Como referem os historiadores, em algumas cidades e vilas os portugueses eram maioritários e, até mesmo, foram os seus fundadores e construtores dos seus monumentos mais importantes. Pomos como exemplo a Cidade de Tacoronte fundada em 23 de outubro de 1497 por Dom Sebastião Machado oriundo de Guimarães, que conservou o nome aborígene do Menceyato (reino guanche) para a nova cidade que está geminada com o berço da nação portuguesa e Património da Humanidade desde o dia 26 de outubro de 1997. O ex-convento de Santo Agostinho e Igreja do Santíssimo Cristo das Dores e Agonia, mais conhecido popularmente como Cristo de Tacoronte, foi edificado em 1662 pelo Capitão Dom Diogo Pereira de Castro natural de Barcelos e o seu sobrinho Tomás Pereira de Castro-Ayala e este, foi o que trouxe a milagrosa imagem do Santíssimo Cristo, segunda advocação de Cristo mais venerada nas Ilhas Canárias trás o Santíssimo Cristo da Lagoa. Nesta muito bonita e encantadora cidade do norte de Tenerife de bons vinhos e, onde há muitos munícipes com o apelido Dorta, morou os primeiros anos da sua vida o famoso pintor surrealista Óscar Domínguez, no filme, Óscar. Una pasión surrealista inspirado na biografia deste insigne tinerfenho, o ator português Joaquim de Almeida veste a pele do pintor. É filha ilustre desta cidade a escritora Maria Rosa Alonso, estudiosa e investigadora do Mencey (Rei) guanche que os Reis Católicos entregaram como presente ao Doge de Veneza e, que este dirigente, expôs como exemplar exótico na sua corte.

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Na primeira foto podemos ver o monumento dedicado a D. Sebastião Machado e a frontaria e torre da igreja da Santa Catarina de Alexandria padroerira da cidade de Tacoronte. Na Segunda Foto a placa do monumento que diz: A CIDADE DE TACORONTE / A / SEBASTIÃO MACHADO / NATURAL DE GUIMARÃES PORTUGAL / CRIADOR DO PRIMITIVO / NÚCLEO POPULACIONAL  / 1497 - 1997  / CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA e, após do texto, os brasões dos concelhos de Guimarães e Tacoronte.

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Na primeira foto temos a bela frontaria em cantaria, obra de Domingo Rodríguez Rivero e tem sobre da porta central e principal o brasão dos Pereira de Castro. Na segunda fotografia a imagem milagrosa do Santíssimo Cristo de Tacoronte, Padroeiro da Cidade de Tacoronte, escultura que se lhe atribui a Domingo de La Rioja.

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Há historiadores, estudiosos e investigadores que têm manifestado que o povo canarino é mestiço, porque descende de grupos étnicos diferentes, que é uma mistura: um 30% de guanches, um 30% de andaluzes e um 30% de portugueses, o 10% restante e formado por outros espanhóis e europeus na sua maioria flamengos, genoveses, franceses e ingleses. Os outros arquipélagos da Macaronésia não têm esta singularidade e, o caso de Cabo Verde, é diferente aos demais. É evidente a ascêndencia portuguesa dos canarinos, pelo que não é um erro, dizer que são descendentes longínquos de portugueses. O melhor testemunho da presença portuguesa nas Ilhas Canárias, na sua conquista e na sua colonização, não são somente as “datas”, também os mais de cem apelidos ou sobrenomes portugueses que existem nas Canárias, há canarinos que não têm apelidos portugueses, mas podem ter os seus pais, os seus avós ou os seus antepassados. A seguir alguns deles em português e a correspondente forma castelhanizada.

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

Aleixo

Alejo

Falção

Falcón

Medeiros

Mederos

Belchior

Melchior

Farinha

Fariña

Monteiro

Montero

Chaves

Chávez

Galvão

Galbán

Pereira

Perera

Coelho

Coello

Godinho

Godiño

Ramalho

Ramallo

Correia

Correa

Horta

Dorta

Soares

Suárez

Curvelo

Curbelo

Lemos

Lemus

Sousa

Sosa

da Costa

Acosta

Maia

Maya

Teixeira

Tejera

Eanes

nez

Marreiro

Marrero

Vieira

Viera

Alguns apelidos não mudaram: Afonso, Aguiar, Barroso, Camacho, Lemes, Machado, Pacheco, Pestana, Queirós, Rabelo, Toste, mais outros. Há alguns que têm as duas formas Ferreira /Ferrera e outros três: Vieira / Viera / Vera.

Portugal reconheceu a soberania castelhana das ilhas Canárias, quando o Rei Alfonso V de Portugal em 8 de setembro de 1479 ratificou o Tratado das Alcáçovas, também conhecido como Paz de Alcáçovas,  assinado na vila portuguesa de Alcáçovas, no Alentejo, em 4 de setembro de 1479. Com a ratificação dos Reis Católicos em 6 de março de 1480, na cidade de Toledo, pelo que também ficou denominado como Tratado das Alcáçovas-Toledo, Portugal abandonou definitivamente as suas pretenções de domínio sobre as célebres “Ilhas Afortunadas”. O arquipélago canarino ficou na posse da Coroa de Castela e não é a Galiza, que junto do Condado Portucalense, é o berço da cultura galaico-portuguesa, mas depois dos hermisendeños, alamedillenses, xalimegus, cedilleros, ferrereños, oliventinos mais outros povos arraianos é, o povo integrado no atual Reino de Espanha, que mais raizes galaico-portuguesas tem.  

Queremeos agradecer ao Exmo. Sr. D. Carlos Gomes o seu convite para escrever no seu maravilhoso blogue. Tudo começou quando contactamos con ele para lhe perguntar o nome das coleira com campaínhas que levam no pescoço os bois e vacas nas nossas romarias e benções de gado que são semelhantes às que temos visto no Minho. Uma breve explicação complementar da influência portuguesa nas Ilhas Canárias que fizemos à pergunta, despertou o seu interesse e disse: «O BLOGUE DO MINHO (e o BLOGUE DE LISBOA) encontram-se à sua disposição e será com o maior prazer que acolherá a colaboração que quiser dispensar». Como ele também tenciona partilhar o artigo nas páginas do facebook dedicadas ao folclore português, incluindo a Federação do Folclore Português, decidimos escrever acerca dos Aires de Lima, um género da música folclórica das Ilhas Canárias típico das descamisadas canarinas, esfolhas no Minho, que trouxeram os minhotos no século XVII com o cultivo do milho, mas achamos que era conveniente fazer antes uma apresentação e introdução com este artigo e o seguinte que fala da profunda influência portuguesa no povo canarino, pois será mais fácil para os leitores e seguidores deste ótimo blogue, compreenderem a razão pela que nas Canárias há uma canção tradicional que tem a sua origem no Minho. É uma dívida que temos pela ajuda recebida e a grande gentileza.

Aproveitamos este artigo, para exprimir públicamente o nosso mais muito obrigado a três grandes portugueses que amam a sua maravilhosa terra e contribuem à proteção, preservação e difusão do seu precioso património. Ao Exmo. Sr. D. Rui Barbosa, “A man and his Dream” que com o seu sonho e magnísifico blogue Carris, temos uma preciosa informação do PNPG (Parque Nacional Peneda-Gerês), agradecemos imensamente a sua ajuda para poder indicar nos planos os hidrónimos, orónimos e o património etnográgico do PNPG. Ao Exmo. Sr. D. Manuel de Azevedo Antunes, grande amigo e a maior autoridade em relação a Vilarinho da Furna, com ele a sua aldeia natal, lamentavelmente afundada, nunca morirá. Finalmente, ao Exmo. Sr. D. Paulo Lima, o homem dos portugueses na UNESCO, graças ao seu precioso trabalho e de outras pessoas o Fado, a música e canção mais bela do mundo, o cante alentejano e a arte chocalheira é Parimónio Mundial.

Este artigo foi escrito por Jesús Acosta Vice-Presidente da ACGEIA: ASSOCIAÇÃO CULTURAL: GRUPO DE ESTUDO E INVESTIGAÇÃO ACHBINICO e as fotografias realizadas por Naim Aléix Acosta Febles.

A ACGEIA, tem entre os seus fins estatutários, o estudo e investigação da língua e literatura portuguesa e outras línguas e dialetos de família linguística galaico-portuguesa, a ascendência portuguesa dos canarinos, a influência portuguesa no povo canarino, a natureza, geografia, história, cultura e patrimonio de Portugal porque é o país de onde vieram os colonizadores que juntos dos guanches, andaluzes e outros espanhóis e europeus contribuíram notavelmente à fundação do povo canarino. Finalmente, esta Associação estuda e investiga a vida e obra de São José de Anchieta, que nasceu em 19 de março de 1534 na cidade de São Cristóvão da Lagoa, foi o Apóstolo do Brasil e a maior contribuição do povo canarino ao Mundo Lusófono. A ACGEIA tem a sua sede estatutária no berço do São José de Anchieta, cidade fundada em 1497 por Alonso Fernández de Lugo, o fidalgo e conquistador castelhano-andaluz, responsável da incorporação definitiva das Ilhas Canárias à Coroa de Castela no século XV.  Esta belíssima e fascinante cidade foi classificada Património da Humanidade em 2 de dezembro de 1999 pela UNESCO, é sede da diocese de Tenerife, da Universidade da Lagoa, recebe aos turistas pelo Aeroporto de Tenerife-Norte e, como Braga, é chuvosa, húmida, monumental e tem a Semana Santa mais solene das Ilhas Canárias.



publicado por Carlos Gomes às 01:27
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O INÍCIO DA VIDA DA TRAVESSA DO CORRUPIO

Movendo-se nas pródigas águas onde o ecletismo do jazz e da música clássica se encontram com o poder e a rebeldia do rock e do folk, a Travessa do Corrupio possui uma linguagem própria, que honra as origens e tradições lusitanas mas que nunca se esquece do mundo globalizado em que habitamos.

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“A Vida (O Início)” é não só o single de estreia da mais recente aposta nacional da Music For All como também a plena afirmação do grupo enquanto exímios contadores de histórias. Para o segundo trimestre de 2017 está prometida a edição de um EP que promete agitar a música portuguesa!

Por entre histórias, sentimentos e emoções esta é uma Travessa que fica bem no centro do Corrupio que é a vida.

O projecto que hoje conhecemos como Travessa do Corrupio nasceu, em abono da verdade, para uma só noite. Luis Sales, filho da primavera quente de 1975, tinha um objectivo bem definido para 2015: criar uma banda que o acompanhasse num concerto especial. Luis, que anteriormente havia participado em diversos projectos musicais (tendo inclusivamente integrado o álbum “Novos Talentos Fnac”, de 2009, e a edição de 2010 do Festival Termómetro) mal sabia que o concerto que tanto ansiava quanto temia mudaria a sua vida.

O primeiro elemento contactado foi André Correia, amigo de outras lides, que prontamente aceitou o desafio e a ele se juntou no necessário trabalho de composição e aperfeiçoamento dos esboços já criados e pensados por Luis. Tendo sido aluno da Escola de Música do Conservatório Nacional, na vertente de órgão, frequentado diversos workshops de bateria e participado em alguns projectos de pop/rock André detinha a porção ideal de talento, experiência e irreverência.

Por sua vez Raquel Bastardo ficou com os teclados a seu cargo e é a única presença feminina da banda. Fascinada desde sempre pelo poder do piano, estudou-o desde bem cedo, chegando mesmo a frequentar até ao quinto grau o curso livre de piano da Academia de Amadores de Música. Mas a música não é a sua única paixão: é também professora, guia turística e exerce a profissão de bióloga.

A guitarra passou a ser da total responsabilidade de Emanuel Carvalho, oriundo de Vilar Formoso, que iniciou o seu percurso no mundo da música no Grupo de Cordas da terra que o viu nascer. Pelas suas mãos passaram guitarra clássica, guitarra baixo, bandola, bandolim e braguesa. Já em Lisboa integrou o Grupo Coral Lisboa Cantat e o grupo coral de câmara da Escola Superior de Educação de Lisboa.

Quando sobem a palco os Travessa do Corrupio contam ainda com a presença de um contrabaixista, um elemento precioso que ajuda a abrilhantar cada apresentação ao vivo das suas melodiosas composições.

Quando o quinteto se desloca ao Alentejo para gravar os temas em questão já o calendário assinalava a chegada do terceiro mês do ano de 2015. Seria preciso mais um mês para que os onze temas gravados ganhassem vida no palco do Teatro Turim, tendo a sala sido pequena para receber todos aqueles que queriam presenciar a estreia da banda a que hoje chamamos de Travessa do Corrupio.

O balanço dessa noite foi tão positivo que todos os elementos aceitaram rapidamente a ideia de não desfazer aquilo que o talento, e o acaso, tinham unido. E assim, por entre um ano de composições, ensaios e um concerto especial começou oficialmente um dos projectos mais entusiasmantes da música lusitana.


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publicado por Carlos Gomes às 00:53
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ASSOCIAÇÃO DE PROTECÇÃO E SOCORRO PRECONIZA ERRADICAÇÃO DOS SEM-ABRIGO

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Excelentíssimos membros dos Grupos Parlamentares da Assembleia da Republica Portuguesa

O objectivo das organizações que auxiliam os sem-abrigo não deve ser o de alimentar o problema, mas sim de em conjunto com as autarquias e a administração central do Estado encontrarem soluções sustentáveis e duradouras para cada caso.

Neste sentido, a Associação de Proteção e Socorro gostaria de sensibilizar todos os grupos parlamentares e a opinião pública em geral de que a solução existe e é menos onerosa do que o actual modelo que alimenta mais do que resolve o problema. Um modelo em que se multiplica o crescente número de organizações que nascem com o único propósito de alimentar o problema e dai retirar contrapartidas, são hoje mais as organizações que alimentam o problema, do que aquelas que contribuem para a solução duradoura, como sejam as condições ideais para a empregabilidade, o internamento dos casos de saúde mental bem como os de hábitos de consumo, a par de tantas ouras soluções que contribuem inclusive para aumentar a segurança das populações.

Há portanto casos que não se tratam na rua, carecem de internamento, por vezes de longa duração, somente se o "Estado" não estiver de costas voltadas para estes casos é possível erradicar a condição de sem-abrigo da Cidade de Lisboa e tantas outras.

Os casos de saúde mental não são casos sem solução, a solução é o internamento, é lá que estes seres humanos devem estar, são doentes marginalizados pelo sistema, são pessoas sem berço a quem o Estado voltou costas eximindo-se das suas responsabilidades, e deixou à mercê da sua própria sorte.

O Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem Abrigo - Lisboa (NPISA) é um excelente instrumento para a erradicação da condição de sem-abrigo na cidade de Lisboa, e tem desempenhado um papel importantíssimo e com elevada proficuidade, mas só por si no actual modelo tem sérios constrangimentos de funcionamento. Um horário das 9 às 18 considerando que parte dos recursos humanos são voluntários que têm também eles os seus empregos limita obviamente a capacidade de resposta e, gera filas intermináveis no atendimento. O Ideal seria que este serviço estivesse aberto até ás 23horas, sendo assegurado em horário de expediente pelos funcionários, e após o horário de expediente por voluntários das diversas associações que integram o NPISA, falta para a isso um vigilante que assegure esse período, aparentemente apenas isso para que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa concorde com este período de funcionamento.

O NPISA é sem dúvida o modelo ideal para a solução duradoura, e tem de facto os projectos e programas que possibilitam a melhor proficuidade nesta luta, carecendo por isso de mais empenho político e da administração central do Estado para conseguir atingir os objectivos a que se propõe.

A solidariedade sem regras está a tornar-se uma actividade económica de que o pais não necessita. Um regulamento que sujeitasse todas as organizações com esses fins, em especial no que concerne à ajuda aos sem-abrigo e com sujeição à coordenação municipal do NPISA para evitar a duplicidade assistencial no mesmo dia no mesmo sítio, e outros dias em que não existe qualquer tipo de assistência, bem como garantir que todos os casos seguidos têm o devido acompanhamento até à solução definitiva ao invés de definitivamente alimentado o problema, seria o ideal. Um ideal fácil de concretizar com o empenho convergente das entidades públicas ou privadas que podem concorrer para as soluções sustentáveis e duradouras nestes casos.

É necessário que as equipas voluntárias de rua tenham regras de recolha de informação e transmissão dessa informação recolhida à plataforma do NPISA que hoje entra em funcionamento, não basta dar pão a quem não tem casa, saúde, medicamentos. A regulamentação da actividade ainda que voluntária é um passo importante, já que se observa que existem organizações a vender solidariedade, ou seja, a fazer caridade somente com o intuito de se promoverem ou deste modo conseguir exercer uma nova actividade económica, a da solidariedade para com as pessoas sem-abrigo.

Neste sentido pensamos que seria pertinente que houvesse iniciativa parlamentar de audição da coordenação do NPISA de Lisboa, cremos que os senhores deputados e as senhoras deputadas ficarão muito surpreendidos ao constatar que a solução existe, mas que para algumas organizações o que rende é alimentar o problema.

Cremos mesmo que o NPISA de Lisboa é um modelo a seguir, um exemplo de vanguarda que só não está mais desenvolvido eventualmente por falta de envolvimento político, pelo que aqui deixamos este nosso singelo contributo sob a forma de sugestão.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Associação de Proteção & Socorro 



publicado por Carlos Gomes às 00:48
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CANTO FUGAZ – A ESTREIA EFÉMERA DOS LUGARES VIVOS

Lugares Vivos é a prova do quanto pode a música beneficiar da globalização, ou não fosse esta uma junção da musicalidade cubana com o talento de três músicos suíços. “Canto Fugaz” é a estreia de NuLyra, Carlo, Ornella e Lobosch em Portugal, num single onde o jazz se encontra com os quentes ritmos brasileiros e que antecipa a digressão que levarão a cabo no próximo mês de Maio em Portugal.

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A Music For All orgulha-se assim de ser a responsável pela estreia no nosso país de mais um promissor projecto internacional que apresentará ao vivo o EP e o álbum que compõem a sua discografia.

A viagem dos Lugares Vivos começa em Cuba, onde nasceu, tendo NuLyra e o seu baixo nos papéis principais. Entre as suas maiores influências contam-se Elis Regina, Djavan e Jimi Hendrix, numa selecção que demonstra o quão eclético, e valioso, é o seu gosto musical. Viajou para a Suíça com nada mais do que a Bossa Nova e a música afro-cubana no coração, o ritmo no sangue, o rock nos ouvidos e muitas canções na mente.

É lá que encontra o Jazz e faz dele um elemento da sua bagagem, tendo para tal a ajuda de outros três viajantes: Ornella Ponnaz, Carlo Menet e Lobosch Grüter.

Do baterista, Lobosch Grüter, sabemos que não só já nasceu com barba como também que é músico desde sempre. Assume-se como dono e senhor da bateria desde o jardim-de-infância, por isso tem de haver uma boa razão quando se levanta, como comer ou dormir, mas nunca trabalhar ou estudar.

Carlo Menet nasceu em Zurique e, numa primeira fase da sua vida, acreditava que seria na percussão que atingiria o estrelato. Até que ao completar 14 anos ouviu Carlos Santana e Pink Floyd e mudou por completo a sua opinião: agora tudo o que interessava era a guitarra. Hoje é o guitarrista dos Lugares Vivos e espalha magia e sedução nota após nota. Por sua vez as teclas estão a cargo de Ornella Ponnaz. Com origens brasileiras e suíças é dos seus dedos que saem as melodias que dão vida à banda.

É da fusão destes quatro talentos, e da música cubana, brasileira, cubana e africana, que se fazem os Lugares Vivos. Desde 2012 que trilham juntos este árduo, mas recompensador, caminho rumo a cada vez mais palcos e ao estrelato supremo. A sua discografia é composta por um EP (“Mi Arena”, 2014) e um álbum (“Mundos Hoy”, 2016), sendo “Canto Fugaz” o tema que marca a estreia dos Lugares Vivos junto do público português, e que abre caminho rumo a uma ansiada tour, que acontece no próximo mês de Maio.


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publicado por Carlos Gomes às 00:42
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017
TRANSPORTES DE LISBOA SEGUEM PELA VIA VERDE

Via Verde anda consigo na Carris, no Metro e na Transtejo, em parceria com a Novabase

Uma inovadora solução que permite utilizar exclusivamente osmartphone para viajar e pagar títulos de transporte, permitindo benefícios aos clientes, em função da utilização efetuada

A Via Verde Portugal, Carris, o Metro, a Transtejo e a Novabase acabam de lançar em teste uma plataforma que visa permitir viajar nos transportes públicos da Cidade de Lisboa e pagar o título de transporte, apenas com recurso ao smartphone. A plataforma que já está em teste na Fertagus, alarga assim o âmbito da prova de conceito, procurando com este período intenso de testes e validações do sistema, consolidar uma solução que possa vir a ser adotada na mobilidade urbana em Lisboa.

A solução tem um carater inovador no panorama dos transportes, uma vez que permite, através de uma aplicação (app), a interação direta do smartphone com os equipamentos de validação, utilizando bluetooth, calculando a app, automaticamente, a melhor tarifa a aplicar. É um exemplo claro da capacidade das empresas portuguesas se juntarem no sentido de criar valor para o cidadão e liderarem na inovação, colocando a tecnologia ao serviço das pessoas.

A parceria tira partido da experiência operacional da Carris, do Metro e da Transtejo, das competências tecnológicas da Novabase e da experiência da Via Verde na cobrança eletrónica, em parceria com a SIBS. A solução resulta na app Via Verde Transportes, destinada a smartphones com sistemas operativos Android ou iOS.

Apesar da plataforma ficar para já restrita a um grupo de utilizadores fechado, permite antever um modelo de utilização muito simples, em que bastará descarregar a app Via Verde Transportes, efetuar um registo, criando ou utilizando uma conta Via Verde e, a partir daí, para viajar, bastará fazer uma validação (check in) no local de partida, aproximando osmartphone do novo validador e, quando chegar ao destino, realizar o check out. A comunicação será realizada através da tecnologia Zabeacon, desenvolvida para este projetoque assegura comunicação bluetooth (na opção baixa energia), entre o validador e o smartphone.

O sistema de pagamento, assente numa lógica Smart-Pay-As-You-Go, calcula automaticamente a tarifa mais vantajosa, de acordo com o percurso que o cliente fez. Com o aumento das utilizações, o sistema vai proporcionar otimizações tarifárias nas viagens efetuadas, de acordo com as regras dos operadores. O sistema vai registar ainda as viagens do cliente, aplicando não só a tarifa mais adequada a uma determinada viagem, como ainda os descontos que teria se programasse as suas viagens em bloco. Outra alternativa será o cliente optar por passe mensal, ficando este automaticamente disponível. As viagens realizadas serão, assim, cobradas após a utilização e à melhor tarifa, através da conta Via Verde.

Será ainda possível fazer o planeamento, a compra de viagens e a interação com o operador de transportes. Outra das vantagens da app será a utilização de contas associadas, que permitirá, através da conta da Via Verde, pagar, por exemplo, as viagens de famílias, nomeadamente dos filhos.

No futuro, a aplicação permitirá ainda o planeamento da viagem, sendo possível identificar, o ponto de origem e destino e quais as opções de transporte público disponíveis, bem como os respetivos horários, dando ao cliente a oportunidade de escolher em função do preço e do tempo de percurso.

Esta solução tem como objetivo melhorar a experiência de utilização do transporte público, simplificando o processo de viajar, e captando mais clientes para esta opção de mobilidade, dando assim um importante contributo para a sustentabilidade.


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publicado por Carlos Gomes às 10:40
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MUSEU BORDALO PINHEIRO REALIZA TERTÚLIA SOBRE A VIVÊNCIA DE RAFAEL BORDALO PINHEIRO NO BRASIL

Rafael Bordalo Pinheiro viveu no Brasil entre 1875 e 1879.

É um período da sua vida menos conhecido em Portugal, apesar de ter sido muito rico e de ter deixado ficar o seu nome ligado ao humor brasileiro (nomeadamente com a publicação de jornais como o Besouro e o Psst!).

Rômulo Farias Brito é doutorando da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e está no Museu a investigar estes tempos brasileiros de Bordalo. 

Venha ouvir o resultado da sua investigação no dia 22 (4ª feira) às 18.30

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publicado por Carlos Gomes às 00:57
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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017
PAN DEFENDE EUTANÁSIA

PAN apresenta projeto de lei sobre despenalização da morte medicamente assistida

  • Assegurado aos médicos o direito à objeção de consciência
  • Pareceres favoráveis de três profissionais para garantir deferimento
  • Cria-se a Comissão de Controlo e Avaliação da Aplicação da Lei
  • Garantir um direito humano fundamental fomentando o debate na sociedade para além das tradicionais lutas partidárias

Após um intenso processo de estudo e de audições, que se iniciou em Março de 2016 e que incluiu a participação ativa no Grupo de Trabalho para discussão deste tema na Assembleia da República, o PAN – Pessoas – Animais – Natureza formaliza hoje a entrega do seu projeto de lei que regula o acesso à morte medicamente assistida (MMA) e que se pode concretizar de duas formas: eutanásia ou suicídio medicamente assistido.

Com 34 artigos, o projeto do PAN reflete a responsabilidade que o partido assume neste momento, uma vez que o seu posicionamento favorável à despenalização da morte medicamente assistida constava do programa eleitoral. É uma iniciativa que defende uma opção que se caracteriza pela autonomia e liberdade do paciente em contraposição ao modelo paternalista vigente. Esta lei protege e vem defender que a vontade do paciente seja tida em conta, em todos os momentos, nomeadamente em relação à questão do fim de vida. (…)

O objetivo do PAN é continuar a contribuir para uma reflexão construtiva num tema que nos pede a todos para abandonar os preconceitos e as ideias fechadas, pelo que continuará a promover espaços de debate pelo país. Para dar espaço a esta reflexão social alargada, o PAN ainda não definiu a data de agendamento para debate desta iniciativa em plenário na Assembleia da República.

“Queremos acima de tudo que este debate se desenvolva à margem das lutas tradicionais partidárias e se possa superar a infrutuosa categorização do tema entre a direita e a esquerda, unindo-nos num elevado compromisso com os cidadãos no esclarecimento sobre o que está verdadeiramente em causa: conceder às pessoas que assim o entendam o inequívoco direito de viver com dignidade a última fase da sua vida, ou seja, permitir uma escolha a quem está em sofrimento insuportável mantendo e respeitando os direitos e crenças daqueles que, por qualquer razão, não concordam e não se reveem nesta possibilidade. Este projeto de lei visa garantir um direito humano fundamental que está por cumprir, reconhecendo que não cabe ao Estado impor aos cidadãos uma conceção do mundo e definir como estes devem levar a sua vida”, defende André Silva, Deputado do PAN.



publicado por Carlos Gomes às 13:55
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TABERNA MINHOTA EM LISBOA SERVE KEBAB

Especialidades turcas e do Médio Oriente como o kebab, a pita falafel e o durum são algumas das especialidades da “Taberna Minhota”, sita no Bairro Alto, em Lisboa. Especialidades portuguesas só mesmo o bitoque e a costela de novilho!

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Quem diria, há algum tempo atrás, que viria a ter a oportunidade de vir um dia a deliciar-se com um kebab... à moda do Minho?

Sujeita repentinamente a uma grande pressão devida ao extraordinário fluxo de turismo, este constitui um caso paradigmático do que se está a passar em Lisboa e noutras regiões do país: a necessidade de corresponder à elevada procura, a oferta não está a acautelar a preservação do património e a identidade das cidades, a sua própria cultura e arrisca-se em breve a matar a galinha dos ovos de oiro.

Imagine-se a reação de um turista turco ou conhecedor da culinária daquela região, ao deparar com a apresentação de um kebab como se de uma especialidade minhota se tratasse!...

Foto: João Alpuim Botelho



publicado por Carlos Gomes às 11:08
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CONCELHO DA MOITA BRINCA O CARNAVAL

Carnaval no concelho da Moita

O concelho da Moita veste-se de cor e animação entre os dias 24 e 28 de fevereiro, para receber o Carnaval, acolhendo um conjunto de iniciativas para foliões de todas as idades. No dia 24 de fevereiro, a partir das 10:00h, as principais ruas das freguesias de Alhos Vedros, Baixa da Banheira e Moita vão ser palco para os desfiles carnavalescos dos alunos do Ensino Pré-escolar e do 1º ciclo do Ensino Básico do concelho.

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A 26 e 28 de fevereiro, a partir das 15:00h, sai à rua o Corso de Carnaval de Alhos Vedros, este ano com o tema “A Velhinha no Parque de Diversões”. Quatro carros alegóricos, acompanhados por cerca de 450 foliões, vão encher as principais ruas da vila de Alhos Vedros de cor, alegria e fantasia. Passe por lá e deixe-se contagiar pela animação própria do Carnaval. A entrada é gratuita.

Ateliês nas bibliotecas municipais

Também as bibliotecas municipais acolhem iniciativas especialmente dedicadas ao Carnaval. No dia 24 de fevereiro, a Câmara Municipal vai dinamizar, a partir das 15:00h, na Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira, um ateliê para que as crianças e jovens, entre os 6 e os 12 anos, façam as suas máscaras. Nesta tarde, que se prevê muito divertida, cada criança terá a oportunidade de explorar o seu imaginário e criar uma máscara de Carnaval, utilizando diferentes materiais, como caixas de cartão, papel, tecidos, entre outros.

Na Biblioteca Municipal da Baixa da Banheira, a Câmara Municipal convida para uma “Hora e Meia de Diversão”, no dia 25 de fevereiro, a partir das 15:30h, com uma Oficina Circense. Muita magia e alegria, com vários exercícios circenses, como cambalhotas, pinos, rodas, pontes e muitos malabarismos com bolas, lenços, fitas e muito mais é o que se propõe nesta tarde para crianças e jovens entre os 6 e os 12 anos. As inscrições, gratuitas, devem ser efetuadas através do T: 210888902 (limitadas a 20 participantes).

No dia 25 de fevereiro, a partir das 15:00h, a iniciativa “Sábados a Ler em Família”, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, vai ser também dedicada ao Carnaval, com muitas brincadeiras para realizar em família, preparadas para crianças com idades entre os 3 e os 8 anos. A animar ainda mais esta tarde, vai estar a leitura do livro “Quem Soltou o Pum?”. Imagine um cachorrinho de estimação que se chama Pum! “Um Pum pode ser problemático na vida de uma pessoa. Quando ele é um cachorro, então aí é que ninguém segura. Vira e mexe, o Pum escapa, faz barulho e atrapalha os adultos!” Um livro divertido e inusitado, de arrancar várias risadas, tanto dos filhos como dos pais. Inscrições gratuitas até ao dia 24 de fevereiro, através do T: 210817040.



publicado por Carlos Gomes às 10:44
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017
PORTUGAL COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

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publicado por Carlos Gomes às 21:53
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DISCO DE ESTREIA DE RAFAEL LAPA JÁ EM PRÉ-VENDA

Dissonâncias. Reverbs. Teclados. Caixas de ritmo. Espectros vocais. Bem vindos ao infinito particular de Rafael Lapa, que nos apresenta em “Nem Tudo é Real”, o disco de estreia que chega agora com o selo da Music For All.

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Antecedido pelo single “Parte de Mim”, o registo de estreia do músico de Viseu cruza influências de pop alternativa e experimental, encontrando-se já disponível em regime de pré-venda nas lojas do iTunes, Google Play e The Store.

Viseu é não só a segunda maior cidade da zona Centro, logo atrás de Coimbra, como também a capital do respectivo Distrito. Entre os seus filhos mais ilustres contam-se homens e mulheres das mais variadas áreas, sendo que, a partir de agora, esse leque de personalidades está prestes a aumentar. É que por entre a adesão de oficial de Portugal à então CEE e o escândalo do Mundial do México’86 nasceu Rafael Lapa.

Desde cedo que a música o fascinou, acalentando secretamente o desejo de também ele, um dia, pisar os palcos e cantar perante multidões. Aos seis anos dá um pequeno grande passo rumo ao seu objectivo quando inicia o seu percurso no conservatório. A música ocupou sempre uma grande parte da sua vida, dividindo a infância e juventude entre o piano clássico e a guitarra Jazz.

Ao longo dos últimos anos colaborou com várias bandas e projectos, tendo subido inúmeras vezes a palco para acompanhar talentosos amigos e colegas de profissão um pouco por todo o país.

Aos 30 anos de idade surge finalmente a sua primeira aventura a solo: “Nem Tudo É Real” é o título do seu disco de estreia, sendo de esperar um conjunto de temas onde a forte mensagem combina na perfeição com melodias cuidadas e relaxantes, num autêntico cruzamento de influências pop, jazz e experimental, onde a língua portuguesa é a força motriz.

A edição é da responsabilidade da Music For All, selo que tem no seu catálogo alguns dos mais promissores projectos nacionais e internacionais da actualidade!


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publicado por Carlos Gomes às 20:36
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KADYPSLON AO VIVO NO COPENHAGEN BAR

Depois de ter iniciado um périplo pelas FNAC portuguesas e numa altura em que a edição física de “Refúgio” já chegou às lojas tradicionais, Kadypslon apresenta-se ao vivo no Copenhagen Bar, em Lisboa, pelas 23h do próximo dia 22 de Fevereiro, quarta-feira.

 

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Oportunidade para escutar algumas das canções que compõem este novo registo - como “Malta Perdida”, “Vida” ou “Revelação” - ancorado na escola do hip hop clássico. A entrada é livre.

Nascido em meados dos anos 90 nos subúrbios de Lisboa, em Santo António dos Cavaleiros, Kadypslon descobriu por volta dos 14 anos a paixão pela poesia e pelo movimento hip hop. Durante cinco anos foi aperfeiçoando o seu dom juntamente com dois primos, até que decidiu emigrar, devido à falta de condições e oportunidades no seu país.

Atualmente a residir em Peterborough, em Inglaterra, e depois de quase dez anos de paragem, Kadypslon decidiu voltar a dedicar-se à música, agora com toda outra maturidade, garra e perspetiva.

Em 2010 gravou a sua primeira demo com seis faixas promocionais. Três anos mais tarde disponibilizaria o seu primeiro projeto, intitulado “Pandemonium”, que refletia um resumo de experiências passadas narradas na primeira pessoa. No primeiro trimestre do ano edita o seu primeiro longa-duração, “Refúgio”, que recolhe influências de boom bap e gravita em torno da temática da consciência urbana.


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publicado por Carlos Gomes às 18:32
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017
CEIFEIROS DE CUBA LEVAM O CANTE DO ALENTEJO AO FOLKLOURES’17

O Grupo Etnográfico Os Ceifeiros de Cuba vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem atualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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O mais genuíno folclore do Baixo Alentejo não é dançado nem tocado mas apenas cantado, o que constitui uma característica que o demarca em relação às demais regiões do país. Constituindo o cante uma forma de cantar aparentemente monótona e indolente, revela contudo uma enorme riqueza polifónica em que o sentido da sua execução é dotado duma misteriosa profundeza de alma.

O concelho de Cuba é célebre por ter servido de berço ao grande navegador Cristóvão Colombo que, em homenagem à terra que o viu nascer, deu o seu nome às terras que descobriu na América Central. É também ali que repousa o notável escritor Fialho de Almeida e onde pode visitar-se as ruínas romanas da primitiva povoação, a Igreja de Nossa Senhora da Rocha e a Grandiosa Matriz, manda construir em 1500 pelos frades de S. Vicente de Fora. Cuba é ainda famosa pelos seus excelentes queijos de ovelha, as frutas, os curtumes e os afamados vinhos que produz e comercializa juntamente com Alvito e Vidigueira.

O seu cante, característico da margem direita do rio Guadiana, é mais solene e cantochão, contrastando com o cante da margem esquerda, este mais rítmico, melodioso e alegre. Fundado em 1933, o Grupo Etnográfico “Os Ceifeiros de Cuba é muito provavelmente o melhor intérprete do genuíno cante alentejano da margem direita do rio Guadiana, respeitando a autenticidade do traje para além da verdade da expressão musical.

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Com um rico historial, é o próprio grupo que se apresenta: “Os "Ceifeiros de Cuba" - Grupo Etnográfico, atualmente ensaiados pelo Mestre Ermelindo Galinha - têm levado o nome de Cuba e do Alentejo de norte a sul do País, bem como ao estrangeiro, nomeadamente, Espanha (Burgos no País Basco e Monastério) e França (Bourgogne, Chatillhon-en-Bazois, Saulieu, Estrasburgo, no Parlamento Europeu).

Têm sido centenas as atuações do Grupo, nos mais variados contextos, quer em Feiras, Exposições, Hotéis, Discotecas, Encontros de Corais e Festivais, quer em receções e outros eventos de carácter social e cultural; de destacar as atuações no Coliseu dos Recreios, no Teatro Maria Matos, no Pavilhão dos Desportos, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na Alfândega no Porto, no encerramento do I Congresso do Cante Alentejano, ainda as três atuações na EXPO 98, no Pavilhão de Portugal, Pavilhão dos Oceanos e Pavilhão do Território.

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Na Televisão o Grupo participou nos Programas "Bom Dia", "País, País" e "Cais do Oriente" da RTP1; "Acontece" da RTP2, "Jardim das Estrelas" da RTP Internacional e "Horizontes da Memória" na RTP2 e RTP Internacional; de registar, também, duas participações cinematográficas, uma no filme documentário "Alentejo Cantado" de Francisco Manso e outra em "Polifonias - Pace è Salute, Michel Giacometti", de Pierre-Marie Goulet.

A produção discográfica dos "Ceifeiros de Cuba" tem sido outro dos meios de preservação e divulgação do cante alentejano, tendo, até ao momento o Grupo produzido sete cassetes, um single, um LP e participação em três CD um dos quais editados pelo Instituto Internacional de Música Tradicional de Berlim e Smithsonian Folkways de Washington.

Os constantes convites que o Grupo recebe para atuações diversas são o reconhecimento do seu valor o qual tem sido, também, reconhecido pelos troféus que ganhou nos certames em que participou - sete primeiros lugares, quatro segundos lugares e quatro terceiros lugares. "Os Ceifeiros de Cuba" consideram-se, por isso, um Grupo bem representativo do cante alentejano.”

Além dos Ceifeiros de Cuba em representação do cante do Baixo Alentejo, a edição do corrente ano do FolkLoures contará ainda com representações do Minho, Madeira, Beira Litoral, Estremadura, Brasil e Moldávia.

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publicado por Carlos Gomes às 19:47
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CERIMÓNIA DE RENDIÇÃO DA GUARDA NO PALÁCIO NACIONAL DE BELÉM É UMA DOS MAIS NOTÁVEIS DO GÉNERO NA EUROPA

Render da Guarda no Palácio Nacional de Belém é já uma das cerimónias militares mais famosas a nível mundial

Teve hoje lugar mais uma espetacular cerimónia de Rendição Solene da Guarda no Palácio Nacional de Belém, em Lisboa. a Charanga a Cavalo do Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana ofereceu uma vez mais um magnífico espetáculo militar e equestre que constitui uma das grandes atrações turísticas da capital do país, atraindo à zona histórica de Belém milhares de cidadãos nacionais e estrangeiros. Estas cerimónias ocorrem invariavelmente nos terceiros domingos de cada mês e é seguida de uma atuação no relvado do Jardim Vieira Portuense igualmente em Belém. A Rendição Solene da Guarda no Palácio Nacional de Belém, em Lisboa, é já uma das mais afamadas cerimónias militares do género que ocorrem em todo o mundo, a par das cerimónias congéneres que têm lugar do Reino Unido e na Dinamarca.

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De acordo com a informação disponibilizada pela Guarda Nacional Republicana nas redes sociais, “Corria o Ano de l942, o Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana mantinha o seu efectivo honorífico disperso pelos diversos Esquadrões. Havia necessidade de tirar rendimento da componente artística dos valorosos “MOCAS” (alcunha dada aos Clarins) para que o seu Regimento pudesse apresentar algo diferente e com referência em paradas militares.

Era Mestre Clarim o Sargento Tomé que com todas as dificuldades da época reunia na sede periodicamente todos os Clarins dispersos pelos vários Esquadrões para a instrução possível. Viria mais tarde a ser auxiliado pelo 1º Sargento Viegas da Banda de Musica. Foram introduzidos os primeiros clarins graves e mandaram-se fazer os primeiros timbales na Fundição de Oeiras.

Nasceu assim a CHARANGA A CAVALO DO REGIMENTO DE CAVALARIA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA, única no mundo a executar nos três andamentos do cavalo, passo, trote e galope, marchas militares e trechos de música ligeira. Era composta por 28 executantes sob a Chefia do Sargento Mestre Clarim. Montava cavalos russos, com excepção do Mestre que montava um malhado. Mais tarde houve a preocupação de dotar os Timbaleiros e Fila Guias também de cavalos malhados, situação que se manteve até a alguns anos atrás, mas que actualmente é impossível de sustentar, devido à falta destes exemplares.

A CHARANGA teve o seu primeiro momento alto em 1957 aquando da visita a Portugal de Sua Majestade a Rainha Isabel II, já sob a chefia do 1º Sargento Marques que foi o grande impulsionador e primeiro MESTRE DA CHARANGA. 

Actualmente com a reestruturação da Guarda Nacional Republicana, integra a UNIDADE DE SEGURANÇA E HONRAS DE ESTADO e está sedeada no 3º Esquadrão em Braço de Prata, de cuja fileira são escolhidos os cavalos mais dóceis para as suas exibições, onde utiliza instrumentos de sopro (Cornetins, Trompetes, Fliscornes, Bombardinos e Contra-Baixos) e de percussão (Tímpanos). Neste momento é constituída por 25 elementos que alem de serem bons instrumentistas, tem que ser forçosamente bons cavaleiros.

O vasto reportório da Charanga muitas vezes adaptado à especificidade de cada actuação, é em grande parte trabalhado pelos próprios executantes que fazem os arranjos e adaptações necessárias às características dos instrumentos, do grupo e ao andamento do cavalo.

Integrada em paradas militares ou actuando isoladamente, é um espectáculo ímpar ver a Charanga com os seus cavalos cuidadosamente entrançados, garupas enxadrezadas e cascos e ferraduras pintadas, aparelhados com arreios ornamentados com xabraques vermelhos e dourados, garbosamente montados por cavaleiros impecavelmente fardados, com calção branco e dólmen azul contrastando com o capacete de penacho ao vento e o dourado dos seus instrumentos.

Alem de muitas outras actuações, destacam-se as seguintes:

  • “Comemorações dos 600 anos da Aliança Luso Britânica” em Londres – Inglaterra (1973),
  • “4º C.H.I no Deustshlandlle” em Berlim - Alemanha (1980),
  • “Royal Tounament de Earls Court” em Londres – Inglaterra (l986),
  • Livgardets Dragoner Tattoo” em Estocolmo – Suécia (l993),
  • “Comemorações do 125º Aniversário da Guarda e Segurança” em Viena - Áustria (1994),
  • “Encontro Hípico Europeu Diane-Hermés” em Chantilly – França (1995),
  • “Festas de Otonõ” em Jerez de La Frontera – Espanha (l996, l997 e l998),
  • “Honneur à la Garde” em Bercy – Paris- França (l997),
  • “Expo 98” Lisboa (1998)
  • “Festival de Fanfarras a Cavalo” em Nimes – França (2001),
  • “Concurso Internacional de Saltos” em Lion – França (2005),
  • Concurso Internacional de Saltos “CHIO 2007” em Aachen – Alemanha
  • 45º Musikschau Der Nationen em Bremen – Alemanha (2009).

Para além destas participações, apresenta-se muitas vezes em território Nacional, quer em Festivais, quer em paradas Militares, sendo ainda bastante requisitada para procissões de carácter religioso nos mais recônditos locais do Território Nacional emprestando a estas cerimónias um sentimento de pompa e emoção colectiva, como aconteceu quando escoltou a Imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Estádio Nacional para a realização do Terço Vivo.”

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 19:10
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OEIRAS RECEBE ENCONTRO DE TRADIÇÕES

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publicado por Carlos Gomes às 15:19
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2017
MINHOTOS NA AMADORA VÃO AOS FADOS

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publicado por Carlos Gomes às 15:08
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017
JORNAL DA ECONOMIA DO MAR APOIA PROPOSTA DO BLOGUE DE LISBOA

O JORNAL DA ECONOMIA DO MAR publicou em http://www.jornaldaeconomiadomar.com/nome-atribuir-ao-novo-aeroporto-devera-almirante-gago-coutinho/ um post no qual dá apoio à proposta do BLOGUE DE LISBOA no sentido da atribuição do nome do Almirante Gago Coutinho ao novo aeroporto a ser construído no Montijo.

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POLÍTICA & ESTRATÉGIA

Nome a atribuir ao novo aeroporto deverá ser Almirante Gago Coutinho

Com a devida vénia, fazemos nossa também a proposta de Carlos Gomes, no Blogue de Lisboa, de atribuição do nome Almirante Gago Coutinho ao novo aeroporto a ser construído no Montijo.

Por o Jornal da Economia do Mar concordar inteiramente com a oportuna proposta, colocada no nosso Facebook, aqui reproduzimos quanto escrito no Blogue de Lisboa, sem mais:

«Passam dentro de 2 anos simultaneamente 150 anos sobre a data de nascimento e 60 anos sobre a data de falecimento do grande geógrafo, navegador e historiador que foi o Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, pioneiro da aviação que se tornou herói nacional ao efectuar em 1922, juntamente com Sacadura Cabral, a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do hidroavião Lusitânia. Com efeito, Gago Coutinho nasceu em 17 de Fevereiro de 1869 e faleceu em Lisboa 18 de Fevereiro de 1959.

Apesar da sua actividade notável como militar, geógrafo e investigador da náutica dos descobrimentos, foi sobretudo o seu estudo científico na navegação aérea e astronómica e a primeira travessia aérea do Atlântico Sul que o celebrizaram. A ele se deve a resolução do problema da medição da altura de um astro sem horizonte de mar disponível, o que levou à concepção do primeiro sextante com horizonte artificial destinado a ser utilizado a bordo das aeronaves.

Pelo seu valioso contributo para a navegação aérea, será da mais elementar justiça a homenagem que lhe é devida com a atribuição do seu nome ao futuro aeroporto que vai ser construído na margem sul do rio Tejo.»



publicado por Carlos Gomes às 14:56
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INCM APRESENTA MOEDAS COMEMORATIVAS DE 2017-02-17

O herói do desporto nacional, Carlos Lopes, no ano do seu 70º aniversário; o arquiteto Siza Vieira, retratado por Souto Moura; e o Centenário das Aparições de Fátima são algumas das Moedas Comemorativas que a Imprensa Nacional-Casa da Moeda tem previstas para 2017.

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Este ano, pela primeira vez, vai ser produzida em Portugal uma moeda corrente colorida, alusiva aos 150 anos da Segurança Pública, bem como uma moeda de coleção que combina o metal e o acrílico, uma novidade numismática que procura recriar a ampla utilização do ferro e do vidro na arquitetura do século XIX (moeda de coleção Idade do Ferro e do Vidro – Série Europa - Idades da Europa).

As dez moedas foram desenhadas por individualidades das artes visuais contemporâneas, entre as quais, José de Guimarães, Eduardo Aires, André Carrilho, João Fazenda e Luís Filipe de Abreu, dando relevo à arquitetura, à etnografia e ao desporto nacional, entre outros valores e temáticas da cultura portuguesa e internacional.

Em 2017, as moedas de coleção são dedicadas a Álvaro Siza Vieira (série Arquitetura Portuguesa), ao campeão olímpico Carlos Lopes (série Ídolos do Desporto), à rainha D. Maria Bárbara de Bragança (série Rainhas da Europa), ao Centenário das Aparições de Fátima, aos Caretos de Trás-os-Montes (série Etnografia Portuguesa), às maravilhas naturais da ilha da Madeira (série Ibero-Americana), à Idade do Ferro e do Vidro (série Europa – Idades da Europa) e ao tema O Futuro (série Desenhar a Moeda), enquanto as moedas correntes assinalam os 150 Anos da Segurança Pública e os 150 Anos do Nascimento de Raul Brandão.

Sobre a INCM

Inovação, segurança, internacionalização e dedicação à causa pública, sem esquecer a prestação de serviços de qualidade e fiabilidade a empresas privadas, são os principais eixos estratégicos da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM). Com cerca de 600 trabalhadores é uma sociedade anónima de capitais públicos e resulta da fusão, em 1972, da Imprensa Nacional e da Casa da Moeda. Herdeira de oito séculos de atividade das entidades que lhe deram origem, a empresa tem sido pioneira no desenvolvimento e produção de bens e serviços fundamentais para o funcionamento do Estado. O cartão de cidadão e o passaporte eletrónico são apenas dois exemplos desse pioneirismo.



publicado por Carlos Gomes às 13:37
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GRUPO DE DANÇAS E CANTARES DO ALTO DO MOINHO ESTÁ ABERTO A NOVOS COMPONENTES

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publicado por Carlos Gomes às 13:24
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DANIEL MOON EM ÓRBITA COM “BE DIFFERENT”, O NOVO EP

Depois do radioso “Give More” nos ter colocado na órbita pop luminosa de Daniel Moon, é tempo do cantautor lisboeta dar a conhecer as restantes canções que compõem “Be Different”, o segundo EP do seu percurso que chega com a chancela da Music For All.

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Composto por cinco temas que exploram o potencial da canção pop em formato jazzístico, num harmonioso diálogo de sopros, metais e teclas, o registo já se encontra disponível para pré-venda em formato digital.

A aventura de Daniel Moon no atribulado e exigente mundo da música inicia-se sete anos após o seu nascimento. Foi precisamente com essa tenra idade que começou a ter aulas de piano, um instrumento tão complexo quanto encantador e tão desafiante quanto versátil.

Apenas dois anos mais tarde entra na Escola de Música do Conservatório Nacional, mais concretamente para o 1º Grau. O seu esforço e paixão pela música permitiram-lhe concluir com mérito oito graus, obtendo assim o merecido, e recompensador, diploma.

É neste fase que a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal entra na sua vida. Durante os dois anos seguintes dedica-se afincadamente ao piano e à voz, perseguindo o objectivo de entrar no Ensino Superior de Jazz. E se até então o objectivo parecia de difícil concretização tudo viria a mudar quando, em pleno ano de 2010, começa a frequentar a Licenciatura de Jazz, na Variante de Piano, na Universidade de Évora. É por entre as arrebatadoras paisagens alentejanas, e o seu característico calor, que conclui com sucesso a referida licenciatura, concretizando assim uma das suas maiores ambições pessoais.

A fase inicial da sua carreira é marcada pela participação em diversos eventos musicais. Do Dia Mundial da Voz a celebrações de matrimónios, de membro de projectos de escola a parte integrante de bandas com os seus próprios originais e até de pianista num hotel a autor de música ambiente para espaços públicos, passou por de tudo um pouco, tornando este num período fervilhante e marcado por uma aprendizagem constante. 

A recta final de 2014 marca o nascimento do seu projecto musical a solo assim como dos primeiros temas originais. O segundo mês do ano seguinte, Fevereiro de seu nome, ficará para sempre associado à gravação das suas primeiras cinco músicas, em quarteto, assim como o penúltimo mês de 2015 foi testemunha da divulgação, e promoção nas plataformas digitais, do seu EP de estreia (sendo de destacar o single “Precious Love” que conquistou mais de cinco mil visualizações no YouTube).

Dito isto chegamos ao presente e à actual fase da sua carreira: este ano assinou contracto com a Music For All e abraçou uma vez mais a composição de temas originais. Os novos temas possuem uma maior diversidade, e riqueza, instrumental e preparam-se para integrar o seu primeiro EP a ser distribuído já no primeiro semestre de 2017.


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publicado por Carlos Gomes às 11:41
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2017
PATRÍCIA CANDOSO AO VIVO NA FNAC COLOMBO

Numa altura em que “Frenética” chega por fim às lojas em formato físico, é tempo de Patrícia Candoso apresentar o seu novo álbum perante o público, apresentando-se agora ao vivo em algumas FNAC portuguesas.

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O primeiro showcase será já este Domingo, dia 19 de Fevereiro, pelas 17h na FNAC Colombo. Oportunidade perfeita para escutar este seu novo trabalho editado com a chancela da Music In My Soul e produzido pelo cantor/compositor Mikkel Solnado, do qual já foram extraídos os singles “Ready For It” e “Só Sei Que Nada Sei”.

Patrícia Candoso, cantora e atriz de 34 anos, é licenciada em Ciências da Comunicação e fez formação de música e teatro.

A sua carreira começou ao interpretar “Catarina” na telenovela da TVI, “Sonhos Traídos”, em 2001. Depois disso integrou a primeira temporada da famosa série juvenil “Morangos com Açúcar”, onde começou a cantar, tendo acabado por lançar dois álbuns – “O Outro Lado” (2004) e “Só Um Olhar” (2006) - que contêm vários sucessos. A partir daí, Patrícia nunca mais parou e tem trabalhado continuamente em televisão, teatro, cinema, publicidade e música.

Apesar do gosto pela área da comunicação e do jornalismo, os convites e o talento têm falado mais alto, e foi este o rumo que Patrícia escolheu dar à sua vida. “Mundo Meu”, “Casos da Vida”, “Um Lugar Para Viver” e “Louco Amor” são exemplos de projetos que marcaram o seu percurso.

Atualmente concentra as suas forças no regresso à música, tendo produzido o terceiro álbum em estúdio na companhia do cantor, compositor e produtor Mikkel Solnado, a ser lançado em Dezembro com o selo da Music In My Soul. 


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publicado por Carlos Gomes às 21:05
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“DESAFIO”, DE PAULO BASTOS – O PORTUGUÊS COM MUNDO NA VOZ

Paulo Bastos é o verdadeiro “homem do mundo”. Embora tenha uma ligação inquebrável à nossa língua, hábitos e costumes é perceptível que tem mundo na ponta dos dedos e na voz, tamanhas são as influências musicais, e sonoridades, que encontramos na sua música.

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É neste caldeirão onde o passado e o presente criam uma inesperada, e viciante, relação que surge o tema que dá o título ao seu álbum de estreia. Naquele que é o seu primeiro lançamento sob o selo da Music For All Paulo Bastos edita “Desafio” – tema cujo ritmo nos transporta para os trópicos mas onde a letra insiste em colocar-nos os pés, bem assentes, neste país a que chamamos de Portugal.

Paulo Bastos faz jus ao ditado popular “De pequenino é que se torce o pepino”. É que se os seus dotes na cozinha são um mistério, já o seu talento para a música é sobejamente conhecido desde tenra idade. Contava apenas com nove anos de vida quando iniciou a sua

actividade musical e um ano depois já se tinha iniciado no estudo da guitarra, começando aí a trilhar um percurso que se adivinhada pródigo em sucessos e conquistas.

A sua estreia como solista de orquestra aconteceu tinha Paulo apenas vinte anos. O concerto para guitarra clássica e orquestra de Vivaldi em Ré M, com a Filarmónica das Beiras, no Teatro Aveirense, tornar-se-ia na primeira de muitas vezes em que dominaria por completo o palco e arrebataria o coração, e o espírito, do público presente!

Do seu extenso e completo percurso fazem parte o curso de guitarra clássica do Conservatório de Música de Coimbra e, posteriormente, o complemento no Conversatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, onde terminou o 8º Grau/Ano; a Licenciatura em Engenharia Electrónica e Telecomunicações, na Universidade de Aveiro; a Licenciatura em Ensino de Música na vertente de Guitarra Clássica, também em Aveiro; mais de uma dezena de cursos de aperfeiçoamento de Guitarra Clássica, muitos deles orientados por professores de renome internacional; diversos workshops de Jazz com profissionais, de reconhecido talento, das mais variadas nacionalidades.

Paralelamente dedicou-se, ainda que de forma autodidata, ao estudo de instrumentos tradicionais portugueses, como o Cavaquinho, a Gaita-de-Foles e a Guitarra Portuguesa, por exemplo, enriquecendo ainda mais o seu já de si extenso léxico de sonoridades.

Entre as diversas vezes que subiu a palco destaca a partilha de momentos únicos com nomes da música internacional como Siri Svegler, Stee Downes ou Hubert Tubbs.

Os seus espectáculos a solo incluem uma vertente tradicional, nas influências, sonoridades e instrumentos que o acompanham, e outra mais contemporânea e que se liga de forma directa à world music e às danças do mundo. É por entre temas originais, e alguns da música tradicional portuguesa, que Paulo Bastos percorre Portugal de lés-a-lés. 

Em 2015 Paulo Bastos dá um passo crucial na sua carreira – avança para a composição, e gravação, do seu primeiro álbum a solo. “Desafio” é uma junção perfeita do cancioneiro popular com músicas originais, sendo ainda possível encontrar sonoridades pop/rock facilmente reconhecíveis, mas com uma roupagem completamente inesperada. Aqui o tom é meio de convite, meio de provocação, num misto de emoções e sentimentos que arrebatam todos os que partilham o gosto por esta arte a que chamamos de música.

Actualmente Paulo Bastos frequenta o Mestrado em Cavaquinho Português na vertente de Performance, na Universidade de Aveiro. De notar que este Mestrado é o primeiro, e único, a nível nacional, dedicado apenas e só a este instrumento, sendo completamente inovador por permitir desbravar caminho na vertente da investigação académica.

Este é um passo importante que vai permitir ao instrumento evoluir bastante e que valoriza de forma incontornável a cultura e tradição portuguesa.


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publicado por Carlos Gomes às 20:55
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PAN QUESTIONA GOVERNO SOBRE POLÉMICA DA POLUIÇÃO DO RIO TEJO
  • Apoio à Manifestação pacífica contra a passividade governamental, dia 4 de Março, pelas 15h00, junto ao cais de Vila Velha de Rodão
  • Interesses industriais continuam a sobrepor-se ao bem-estar das populações e regiões
  • Perceber como pode o parlamento contribuir para medidas adicionais às que já foram identificadas

No âmbito da ação cívica que volta a expor o que há muitos anos vem acontecendo no Rio Tejo, o PAN – Pessoas – Animais – Natureza, acaba de solicitar informações adicionais ao Ministério do Ambiente para perceber que medidas pontuais e/ou adicionais podem ser implementadas no curto para suprir o crescendo de factos documentados de poluição no Tejo.

O Estado foi, mais uma vez, substituído pelos cidadãos, atentos, na denúncia destes crimes ambientais, comprovando que as ferramentas existentes são insuficientes para os prevenir. Esta denúncia aponta ainda que, ao contrário do apanágio governamental, que celebra a indústria da celulose como um pilar da economia nacional vemos, especialmente pelos casos já documentados, que esta indústria toma parte ativa na destruição de um ecossistema único e fulcral para inúmeras populações e regiões limítrofes.

O somatório de diversas variáveis, com muitas que se subentendem menosprezadas, como os efeitos negativos da agropecuária intensiva, levam a sociedade portuguesa a uma grande preocupação e mobilização.

Esta calamidade ambiental, uma entre tantas outras, já levou à mobilização da sociedade civil e de várias organizações ambientais (e.g. Protejo e Quercus) para no dia 4 de Março se concentrarem junto ao cais de Vila Velha de Rodão, às 15h, para uma manifestação pacífica contra a passividade governamental no que toca à gestão do Tejo Internacional.

É importante referir que esta problemática tem-se intensificado no decorrer dos anos e já levou a Assembleia da República em 2015 a aprovar por unanimidade uma resolução que claramente responsabiliza o governo a investigar profusamente as causas dos constantes atentados ambientais no Rio Tejo e a operacionalizar uma estratégia eficiente para prevenir futuros eventos da mesma estirpe.

No seguimento foi elaborado o Relatório da Comissão de Acompanhamento sobre Poluição no Rio Tejo onde são documentadas, tacitamente, as principais causas de poluição deste rio internacional, tais como as carências estatais para responder a estas crises ambientais.

Para além de perceber como pode o parlamento contribuir para medidas adicionais às que já foram identificadas, o PAN pretende ainda saber que medidas preventivas, o Ministério vai adotar, para além do plano de fiscalização de 2017, atualmente em curso, que evitem estes atentados ambientais. O partido pretende também perceber em que locais foram recolhidas as amostras do rio Tejo, em todo o mês de Fevereiro, quantas ações de monitorização da qualidade da água já foram efetuadas em 2017, onde se localizam as estações de amostragem em todo o rio Tejo, se as ações se realizaram antes ou depois das denúncias públicas e se o Governo reconhece a necessidade de se alocar mais recursos financeiros, materiais ou mesmo humanos às entidades fiscalizadoras locais e regionais. Por fim, o PAN pretende saber se o Ministério tem conhecimento de atividades suplementares no complexo da central nuclear de Almaraz que justifiquem o aumento dos níveis de trítio no rio Tejo.



publicado por Carlos Gomes às 20:35
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PAN DEFENDE TRANSPORTES ELÉCTRICOS

PAN reúne com Caetano Bus para aprofundar soluções sustentáveis para transportes coletivos

  • Reunião na próxima segunda-feira, dia 20 de Fevereiro, pelas 14h00, com a Caetano Bus em Vila Nova de Gaia
  • Reflexão sobre as potencialidades dos veículos públicos de transporte elétricos e apuramento de possíveis sinergias
  • Procura de soluções para que transportes coletivos sejam totalmente elétricos em 2030

No seguimento do trabalho parlamentar realizado no âmbito da mobilidade elétrica, sobretudo no que decorreu da aprovação em sede de orçamento do Estado, com aprovação de uma medida proposta pelo PAN – Pessoas – Animais – Natureza, para a renovação de 1200 veículos da frota estatal por elétricos, o partido reúne na próxima segunda-feira, dia 20 de Fevereiro, pelas 14h00, com a empresa Caetano Bus, em Vila Nova de Gaia.

O objetivo desta reunião é conhecer, mais de perto, as potencialidades dos veículos públicos de transporte elétricos e apurar que sinergias será possível estabelecer para incentivar a adoção de medidas, com a maior celeridade possível, para que tenhamos nas nossas cidades cada vez mais destas soluções eficientes para o transporte coletivo, em vez de veículos movidos a gás ou a outros combustíveis fósseis.

Com soluções mais sustentáveis para as cidades, totalmente desenvolvidas em Portugal, a CaetanoBus tem assumido um compromisso sério na procura de respostas aos principais problemas de mobilidade urbana. “Só a combinação de políticas ambientais ambiciosas, produtos de inovação tecnológica e uma mudança nos hábitos da sociedade poderão viabilizar os desafios da mobilidade sustentável”, defende José Ramos, Presidente Salvador Caetano Indústria.

Por sua vez, o Deputado André Silva do PAN recorda que, “é necessário um compromisso nesta área que vá para além desta legislatura, são necessários compromissos reais de longo prazo sobre política climática. O objetivo é que, à semelhança do que já acontece na Holanda e na Alemanha, também Portugal estabeleça uma meta de médio prazo para que apenas veículos elétricos sejam comercializados no país. Um objetivo ambicioso mas inevitável será fixar como meta que a partir de 2030 apenas podem ser comercializados veículos elétricos em Portugal”.



publicado por Carlos Gomes às 14:36
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017
BLOGUE DE LISBOA PROPÕE O NOME DO ALMIRANTE GAGO COUTINHO AO AEROPORTO QUE VAI SER CONSTRUÍDO NO MONTIJO

Passam dentro de 2 anos simultaneamente 150 anos sobre a data de nascimento e 60 anos sobre a data de falecimento do grande geógrafo, navegador e historiador que foi o Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, pioneiro da aviação que se tornou herói nacional ao efetuar em 1922, juntamente com Sacadura Cabral, a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do hidrovião Lusitânia. Com efeito, Gago Coutinho nasceu em 17 de Fevereiro de 1869 e faleceu em Lisboa 18 de Fevereiro de 1959.

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Apesar da sua atividade notável como militar, geógrafo e investigador da náutica dos descobrimentos, foi sobretudo o seu estudo científico na navegação aérea e astronómica e a primeira travessia aérea do Atlântico Sul que o celebrizaram. A ele se deve a resolução do problema da medição da altura de um astro sem horizonte de mar disponível, o que levou à concepção do primeiro sextante com horizonte artificial destinado a ser utilizado a bordo das aeronaves.

Pelo seu valioso contributo para a navegação aérea, será da mais elementar justiça a homenagem que lhe é devida com a atribuição do seu nome ao futuro aeroporto que vai ser construído na margem sul do rio Tejo.



publicado por Carlos Gomes às 21:27
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CHARANGA A CAVALO DO REGIMENTO DE CAVALARIA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA ABRILHANTA A RENDIÇÃO SOLENE DA GUARDA NO PALÁCIO NACIONAL DE BELÉM

Realiza-se no próximo dia 19 de Fevereiro mais uma espetacular cerimónia de Rendição Solene da Guarda no Palácio Nacional de Belém, em Lisboa. A partir das 11 horas da manhã, a Charanga a Cavalo do Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana oferece um magnífico espetáculo militar e equestre que constitui uma das grandes atrações turísticas da capital, levando nesse dia milhares de cidadãos nacionais e estrangeiros à Praça Afonso de Albuquerque. Estas cerimónias ocorrem invariavelmente nos terceiros domingos de cada mês e é seguida de uma atuação no relvado do Jardim Vieira Portuense igualmente em Belém.

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De acordo com a informação disponibilizada pela Guarda Nacional Republicana nas redes sociais, “Corria o Ano de l942, o Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana mantinha o seu efectivo honorífico disperso pelos diversos Esquadrões. Havia necessidade de tirar rendimento da componente artística dos valorosos “MOCAS” (alcunha dada aos Clarins) para que o seu Regimento pudesse apresentar algo diferente e com referência em paradas militares.

Era Mestre Clarim o Sargento Tomé que com todas as dificuldades da época reunia na sede periodicamente todos os Clarins dispersos pelos vários Esquadrões para a instrução possível. Viria mais tarde a ser auxiliado pelo 1º Sargento Viegas da Banda de Musica. Foram introduzidos os primeiros clarins graves e mandaram-se fazer os primeiros timbales na Fundição de Oeiras.

Nasceu assim a CHARANGA A CAVALO DO REGIMENTO DE CAVALARIA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA, única no mundo a executar nos três andamentos do cavalo, passo, trote e galope, marchas militares e trechos de música ligeira. Era composta por 28 executantes sob a Chefia do Sargento Mestre Clarim. Montava cavalos russos, com excepção do Mestre que montava um malhado. Mais tarde houve a preocupação de dotar os Timbaleiros e Fila Guias também de cavalos malhados, situação que se manteve até a alguns anos atrás, mas que actualmente é impossível de sustentar, devido à falta destes exemplares.

A CHARANGA teve o seu primeiro momento alto em 1957 aquando da visita a Portugal de Sua Majestade a Rainha Isabel II, já sob a chefia do 1º Sargento Marques que foi o grande impulsionador e primeiro MESTRE DA CHARANGA. 

Actualmente com a reestruturação da Guarda Nacional Republicana, integra a UNIDADE DE SEGURANÇA E HONRAS DE ESTADO e está sedeada no 3º Esquadrão em Braço de Prata, de cuja fileira são escolhidos os cavalos mais dóceis para as suas exibições, onde utiliza instrumentos de sopro (Cornetins, Trompetes, Fliscornes, Bombardinos e Contra-Baixos) e de percussão (Tímpanos). Neste momento é constituída por 25 elementos que alem de serem bons instrumentistas, tem que ser forçosamente bons cavaleiros.

O vasto reportório da Charanga muitas vezes adaptado à especificidade de cada actuação, é em grande parte trabalhado pelos próprios executantes que fazem os arranjos e adaptações necessárias às características dos instrumentos, do grupo e ao andamento do cavalo.

Integrada em paradas militares ou actuando isoladamente, é um espectáculo ímpar ver a Charanga com os seus cavalos cuidadosamente entrançados, garupas enxadrezadas e cascos e ferraduras pintadas, aparelhados com arreios ornamentados com xabraques vermelhos e dourados, garbosamente montados por cavaleiros impecavelmente fardados, com calção branco e dólmen azul contrastando com o capacete de penacho ao vento e o dourado dos seus instrumentos.

Alem de muitas outras actuações, destacam-se as seguintes:

  • “Comemorações dos 600 anos da Aliança Luso Britânica” em Londres – Inglaterra (1973),
  • “4º C.H.I no Deustshlandlle” em Berlim - Alemanha (1980),
  • “Royal Tounament de Earls Court” em Londres – Inglaterra (l986),
  • Livgardets Dragoner Tattoo” em Estocolmo – Suécia (l993),
  • “Comemorações do 125º Aniversário da Guarda e Segurança” em Viena - Áustria (1994),
  • “Encontro Hípico Europeu Diane-Hermés” em Chantilly – França (1995),
  • “Festas de Otonõ” em Jerez de La Frontera – Espanha (l996, l997 e l998),
  • “Honneur à la Garde” em Bercy – Paris- França (l997),
  • “Expo 98” Lisboa (1998)
  • “Festival de Fanfarras a Cavalo” em Nimes – França (2001),
  • “Concurso Internacional de Saltos” em Lion – França (2005),
  • Concurso Internacional de Saltos “CHIO 2007” em Aachen – Alemanha
  • 45º Musikschau Der Nationen em Bremen – Alemanha (2009).

Para além destas participações, apresenta-se muitas vezes em território Nacional, quer em Festivais, quer em paradas Militares, sendo ainda bastante requisitada para procissões de carácter religioso nos mais recônditos locais do Território Nacional emprestando a estas cerimónias um sentimento de pompa e emoção colectiva, como aconteceu quando escoltou a Imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Estádio Nacional para a realização do Terço Vivo.”

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publicado por Carlos Gomes às 19:52
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RITCHAZ CABRAL EDITA EP “MAL FAMADU”

De Portugal, e Cabo Verde, para o mundo. É assim, com a dose certa de ambição, que se apresenta Ritchaz Cabral no lançamento do seu mais recente EP. O EP “Mal Famadu” é um autêntico mergulho na cultura africana ao ritmo de uma leve brisa lusitana, mesclando ritmos, sonoridades e culturas de forma subtil e arrebatadora.

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O primeiro single do EP, “Kabalindadi”, é portador de uma mensagem forte e actual, já estando a ser destacado por diversas rádios e sites especializados. A Music For All faz assim chegar às principais plataformas digitais mais um promissor músico português!

Ricardo Cabral, de nome artístico Ritchaz Cabral, nasceu em Lisboa, no profícuo ano de 1988, e é filho de pais cabo-verdianos, imigrantes em Portugal há várias décadas.

Com apenas 13 anos, começa a dar os seus primeiros passos na música. O passaporte para aquilo que, anos mais tarde, se transformaria na sua vida profissional foi um velho gravador de cassetes, propriedade do seu progenitor, e um microfone inventado e construído pelo próprio utilizando pequenas colunas modificadas. Na altura, cantava letras conhecidas de autores cabo-verdianos e gravava brincadeiras com as irmãs e amigos.

Entre 2003 e 2012, fez parte da dupla Ritchaz & Keky que se apresentava com uma sonoridade mestiça onde o Kuduro se encontrava com a Kizomba e onde o Techno e o Reggae se fundiam com o Funaná e o Hip-Hop, num autêntico caldeirão de influências e sonoridades. A partir de 2007, a dupla trabalhou com a agência cultural Filho Único (Lisboa), com quem tiveram atuações regulares dentro e fora do país e através da qual participaram na coletânea de CD’s Novos Talentos da Fnac e da Antena 3 (2008).

Entre 2009 e 2011, Ritchaz frequenta dois cursos relacionados com a criatividade, produção e marketing musical na Restart (Lisboa), passando a fazer com frequência trabalhos de gravação, produção, mistura e masterização de música para diversos artistas na Europa e África. Nascia assim uma faceta diferente e complementar na carreira de Ritchaz Cabral!

Em 2011, e nos dois anos que se seguiram, Ritchaz integrou a banda de Reggae Luso United, sediada na Amadora, assumindo-se como teclista.

Paralelamente, o artista envolve-se em diferentes projetos ligados à música. Foi co-criador do Estúdio SomGráfico (estúdio de música comunitário), no bairro Outurela (Oeiras), juntamente com outros amigos e músicos; deu aulas de viola na escola básica local; e fez a co-produção e o lançamento do álbum musical independente Proghetto, que contou com a presença de vários artistas.

Em 2012, o artista junta-se ao grupo Raboita como vocalista, guitarrista e baixista. É nesta altura que passa a ter mais contacto com a música tradicional de Cabo Verde, adicionando ao seu leque de sonoridades as Mornas, Batukus, Funanás, Coladeiras e Mazurcas.

Chegamos, enfim, a 2014. Esta foi a altura em que Ritchaz decidiu dedicar-se a uma carreira a solo, começando a preparar aquele que se tornaria no seu primeiro EP. Neste trabalho são bem audíveis as suas raízes cabo-verdianas através dos Funanás lentos, dos Batuques com letras que retratam a simplicidade da vida e os valores do amor e respeito assim como os temas de cariz social, vertente que Ritchaz sempre prezou bastante. Em simultâneo, Ritchaz integra o grupo Skopeofonia, um projeto de investigação académica em Etnomusicologia, da Universidade de Aveiro com a Fundação para a Ciência e Tecnologia, que tem recolhido e analisado as práticas musicais no bairro da Cova da Moura, na Amadora.

É por entre um leve sorriso, um ritmo quente e pegadiço e uma letra que nos transporta para as sinceras e profundas paisagens africanas que encontramos este primeiro trabalho de Ritchaz Cabral.

O menino que Portugal viu nascer e crescer é hoje um homem que não esquece as suas origens, homenageando-as em “Mal Famadu”, o seu primeiro EP a solo.


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publicado por Carlos Gomes às 19:26
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PAN REAGE À APROVAÇÃO DO CETA NO PARLAMENTO EUROPEU
  • Aprovação simboliza um retrocesso no projeto social e igualitário da União Europeia
  • Reforça que os centros de poder Europeu, subordinados a interesses corporativos, estão afastados das reais necessidades das populações
  • Debate e votação no parlamento nacional pode estar eminente arrastando preocupações muito sérias para a qualidade de vida dos cidadãos

O Acordo Abrangente de Comércio e Economia entre o Canadá e a União Europeia (CETA) foi hoje aprovado no Parlamento Europeu com 408 votos a favor, 254 contra e 33 abstenções. Esta aprovação simboliza para o PAN – Pessoas-Animais-Natureza – um retrocesso no projeto social e igualitário da União Europeia. "Esta decisão irresponsável de 408 eurodeputados, onde prefiguram representantes do PSD, PS e CDS, nas respetivas famílias europeias, dará mais força aos movimentos populistas e anti Europa tal como favorecerá o nacionalismo no continente Europeu", afirma André Silva, deputado do PAN.

O partido considera que o CETA foi debatido a portas fechadas, circunscrito a uma elite de burocratas e entidades corporativas, o que reforça o quão afastadas estão os centros de poder Europeu dos reais sentimentos e necessidades das populações.

Pese embora, o tratado ainda necessite de ratificação pelos parlamentos nacionais para adquirir plena forma e efetividade, espera-se da parte dos partidos que o suportaram a nível Europeu uma total subserviência às diretivas europeias, pelo que o PAN receia que o CETA venha rapidamente a debate e votação ao parlamento nacional, não dando cumprimento ao projeto de resolução deste partido, aprovado na Assembleia da República a 6 de Janeiro, para encetar dentro e fora do parlamento um debate alargado sobre o CETA. 

“Consideramos que o avanço do CETA abre as portas para a ratificação do TISA e do TTIP, que ditarão o acentuar do declínio de influência sociocultural e política da Europa. Com esta usurpação do poder político por interesses corporativos, renunciaremos a elevados standards de proteção laboral, ambiental, agrícola e social”, reforça André Silva.

Por exemplo, esta aprovação permite as exportações canadianas de organismos geneticamente modificados (OGM) ou carne de vaca tratada com hormonas. O acordo abre também as portas para a liberalização do comércio de serviços, nomeadamente a nível financeiro, em telecomunicações, na energia e no transporte marítimo, levando à possibilidade de sectores fundamentais para garantir a soberania das nações sejam privatizados. Transversal a estas cedências está o sistema judiciário que será prejudicado em disputas entre corporações e nações. 

Os exemplos recentes dos impactos negativos de tratados desta génese, como o NAFTA, demonstram que a ilusão de prosperidade irá apenas cimentar o fosso entre as elites financeiras, corporativas e económicas e os cidadãos. Este caminho tecnocrata mina a confiança dos Europeus no processo democrático Europeu, transparente e unificador.



publicado por Carlos Gomes às 18:16
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PAN NÃO VAI EM TOURADAS

PAN apela à Câmara de Lisboa para retirar apoio institucional a evento tauromáquico com crianças

  • Câmara Municipal de Lisboa está a apoiar a primeira edição de um festival tauromáquico, no próximo fim-de-semana, através do Turismo de Lisboa
  • Evento pretende doutrinar os mais novos para a Tauromaquia
  • PAN pede a retirada deste apoio institucional a uma iniciativa baseada na cultura da violência

No seguimento do anúncio público sobre o apoio institucional que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a atribuir á primeira edição do festival tauromáquico BullFest, já no próximo fim-de-semana, através do Turismo de Lisboa, entidade presidida pelo Presidente Fernando Medina, o PAN – Pessoas – Animais – Natureza, contactou hoje a CML para manifestar a sua enorme surpresa e preocupação em relação a esta decisão do executivo municipal.

Muitos lisboetas têm contactado o PAN por não entenderem o porquê deste apoio institucional à indústria tauromáquica que tem comprovadamente um peso cada vez mais insignificante no panorama dos espetáculos ao vivo em Portugal, sendo já superada pelos eventos de Folclore, segundo o Instituto Nacional de Estatística. De acordo com o parecer da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) sobre a discussão das consequências da exposição e participação das crianças em eventos e atividades tauromáquicas, “Quando as crianças assistem a uma tourada podem interpretá-la como uma forma de violência (e uma violência real, embora limitada à arena) que ocorre numa relação explicável como desigual (uma vez que é perpetrada pelos homens em animais coagidos a estarem presentes) e que tendencialmente serve apenas o prazer de uma das partes. O comportamento lido como agressivo que observam nas touradas recebe um aval social forte, podendo ser visto como apropriado e tolerável (e portanto, repetível ou perpetrável noutras circunstâncias).”

Também o Comité dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU), órgão máximo a nível internacional para esta matéria, recomendou ao Governo Português a proibição de participação de crianças em touradas e a adoção das medidas legais e administrativas necessárias para proteger as crianças envolvidas neste tipo de atividades, tanto como participantes como enquanto espectadoras.

Para além disso este não será um apoio às tradições portuguesas, à ruralidade e à cultura realizando-se o designado BullFest, num shopping repleto de boutiques e de cadeias de fast food.

Num email escrito dirigido ao Presidente da CML, o Deputado André Silva explicou que, no programa deste evento se pode ler que "este é um momento perfeito para os mais pequenos terem uma introdução à tauromaquia em família." Esta frase diz tudo sobre as intenções de doutrinamento dos mais jovens pela indústria tauromáquica.

Na mesma comunicação, o PAN pede uma nova atitude política e apela a um posicionamento que vá ao encontro da vontade e sentimento geral da maioria dos cidadãos portugueses e dos lisboetas. A longa exposição termina com um pedido de André Silva: “Não posso deixar de lhe pedir que ouse ser diferente e que pondere tomar a única atitude consentânea com os mais altos valores éticos e civilizacionais através dos quais a cidade de Lisboa se deve reger, retirando o seu apoio institucional a esta iniciativa baseada na cultura da violência.”



publicado por Carlos Gomes às 18:02
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BB BLUES FEST REGRESSA À BAIXA DA BANHEIRA

Na Baixa da Banheira, 6º BB Blues Fest já tem data marcada

A anteceder o espetáculo da Blues Night com The Fried Fanekas, no dia 11 de fevereiro, foi assinado, no café-concerto do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, o protocolo que formaliza a parceria entre a Associação BB Blues Portugal, a Câmara Municipal da Moita e a União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira para a organização da 6ª edição do BB Blues Fest que vai decorrer de 22 a 25 de junho, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo e Parque José Afonso, na Baixa da Banheira, e das Blues Nights que acontecem mensalmente, entre janeiro e dezembro, interrompendo entre junho e setembro.

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Rui Guerreiro, da Associação BB Blues Portugal salientou, na ocasião, que “este projeto de trazer o blues à Baixa da Banheira só é possível pelo empenho destas três entidades e pela parceria que desenvolvem ao longo de todo o ano”. Nuno Cavaco, o presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, destacou que a organização deste festival “é um caso de sucesso, que tem contribuído para afirmar a cultura na nossa terra, trazer gente de fora e fazer mexer a atividade económica”, dando os parabéns ao público presente na Blues Night “por fazerem do festival aquilo que é”. O presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, referiu o facto de este festival ter nascido “da iniciativa de uma associação de um grupo de pessoas, facto que o que o torna único e interessante”, e afirmou que o protocolo é a “confirmação de que valeu a pena e de que este festival vai continuar a afirmar-se na região e no país e, porque não, fora do país”.

De acordo com o protocolo, além do apoio financeiro, no valor de 11 000 euros, para comparticipação nas despesas inerentes à realização de todos os projetos e iniciativas integradas neste festival, cabe à Câmara Municipal a cedência do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo durante o festival e as Blues Nights. A União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira atribui também um apoio financeiro, no valor de 1 950 euros, e assegura todo o apoio logístico às atividades que se realizam fora dos espaços municipais. À Associação BB Blues Portugal cabe promover a 6ª edição do BB Blues Fest, no Fórum Cultural, realizar as Blues Nights mensais, entre janeiro e dezembro de 2017, e também dinamizar um espetáculo pedagógico destinado a alunos do 1º, 2º e 3º ciclo do concelho.



publicado por Carlos Gomes às 13:12
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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS FAZ INQUÉRITO À JUVENTUDE

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O Gabinete da Juventude da Federação do Folclore Português, com o intuito de fazer um diagnóstico da participação ativa dos jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos nos grupos associados da FFP; também aferir da sua disponibilidade para colaborar com o organismo nas suas valências e eventos e querendo conhecer melhor os jovens que compõem o nosso movimento associativo e proporcionar mais e maior participação ativa de todos, está a realizar um inquérito on-line.

Estamos ao dia de hoje com cerca de 550 respostas válidas e gostávamos de poder chegar à amostra de um milhar. Solicitamos a vossa melhor colaboração para fazer nota e divulgação desta iniciativa, que muito agradecemos.

O inquérito estará disponível até dia 05 de março de 2017 no seguinte link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScv_eZNU0wT03cKmprDlXilIh0zrlAGLuRkDDIZZg9eJViLEg/viewform?c=0&w=1
Ana Rita Leitão



publicado por Carlos Gomes às 11:22
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017
“CRISTINA”, A MUSA DOS VAI E VEM PARA O DIA DE S. VALENTIM

O espírito do Cupido e a escrita apaixonada dos Vai e Vem não poderiam ter coincidido melhor. “Cristina” funciona não só como uma terna serenata na semana em que o romance predomina, como também assinala o single de estreia deste projecto felgueirense embalado pela tradição pop/rock na língua de Camões e que conhece comparação a grupos como Os Azeitonas ou Quatro e Meia.

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Este é o primeiro lançamento da banda sob a alçada da Music For All e integra o EP de estreia do colectivo, lançado em Junho passado.

Eles vão. E vêm. E é precisamente entre as viagens inerentes à sua existência terrena que surge a banda que junta estas quatro jovens almas. Vitor Lusquiños, Diogo Correia, Vasco Mendes e Zé Miguel uniram-se para dar corpo aos Vai e Vem – o novo projecto sensação da música portuguesa.

Tudo partiu de Vitor e Diogo, dupla que já havia colaborado anteriormente, e que pretendia alargar horizontes e chegar ainda mais longe. Para uma caminhada que se avizinhava longa,

e exigente, convidaram Zé Miguel, primeiro, e Vasco Mendes, mais tarde. Com uma nova formação, e doses reforçadas de energia e vontade de vencer, foi tempo de buscar inspiração e partir para a escrita e composição de novos temas.

Neste jovem, e ambicioso, projecto Vitor Lusquiños é o vocalista e guitarrista de serviço; Diogo Correia é vocalista e baterista; Vasco Mendes é Violista e Baixista e Zé Miguel é guitarrista e baixista. Entre os marcos desta, ainda, jovem carreira contam-se passagens pela RTP e Porto Canal, assim como a abertura do concerto de Gabriel O Pensador na Semana Académica da UTAD!

O primeiro EP do quarteto foi lançado no Verão de 2016, chegando-nos agora o primeiro single: “Cristina”. É por entre paixões, e sorrisos, que se faz a estreia deste talentoso quarteto que escolheu a língua de todos nós para espalhar a sua arte.


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publicado por Carlos Gomes às 20:36
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PAN QUER JUSTIÇA MAIS ACESSÍVEL PARA TODOS
  • Assegurar que os tribunais não tenham um acréscimo substancial de processos e garantir que os cidadãos tenham a possibilidade de recorrer ao tribunal
  • Dois projetos de lei com medidas concretas para combater os obstáculos económicos que impedem e dificultam o acesso à justiça por todos os cidadãos
  • Matéria deve ser trabalhada no Parlamento em sede de especialidade

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza, defende na próxima Quinta-feira, dois projetos de lei que avançam com a sugestão de medidas concretas que visam contribuir para combater os obstáculos económicos que impedem e dificultam o acesso à justiça por todos os cidadãos.

É consensual no parlamento que a atual legislação não concretiza, de modo pleno, o direito fundamental de acesso ao Direito, ficando muito aquém daquilo que a Constituição da República Portuguesa pretende. Após consultar vários pareceres, nomeadamente da Ordem dos Advogados, o PAN conclui que esta é uma matéria que vai beneficiar de uma análise e debate mais aprofundado por parte de todos os grupos parlamentares.

Desta forma, os projetos do PAN pretendem, por um lado, assegurar que os tribunais não tenham um acréscimo substancial de processos que ainda vão tornar a justiça mais morosa e, por outro, garantir que os cidadãos independentemente da sua condição económica tenham a possibilidade de recorrer ao tribunal. Atualmente, a maioria das pessoas com mais dificuldades económicas não tem acesso ao apoio judiciário. Para além dos mais carenciados, há muitos portugueses que também não têm elegibilidade para poder beneficiar de apoio judiciário, pois não têm possibilidade real de custear um processo em tribunal, ficando assim inibidos de aceder à justiça. A título de exemplo, um trabalhador com um rendimento de 1000€ por mês a ter que assumir as despesas do quotidiano, não terá condições para pagar uma comum taxa de justiça de 600€, para além do pagamento de honorários a um advogado.

Neste sentido, o partido propõe no primeiro projeto, a instituição de um teto máximo de custas, a ser definido por despacho ministerial, a isenção de custas todos os processos que digam respeito a menores, isenção de pagamentos de custas nos processos de trabalho cujos trabalhadores tenham salario inferior a um determinado valor (antes só estavam isentos os representados pelo Ministério Público), isenção do pagamento de taxa de constituição de assistente no processo penal, aumento da multa em caso de litigância de má-fé e retira ainda a penalização de 0,5% do valor das custas para quem pedir pagamento faseado.

segunda iniciativa altera a lei do acesso ao direito e aos tribunais pretende substituir a possibilidade de pagamento faseado pelo pagamento de uma taxa de justiça reduzida (o valor da redução deve ser decidido por despacho ministerial) e avança com a proposta de um aumento ligeiro do valor correspondente ao rendimento do requerente para efeito de atribuição de apoio judiciário. Uma vez que a aprovação deste projeto tem impacto orçamental prevê-se a sua entrada em vigor apenas no próximo ano.

“Apontamos algumas questões que consideramos prioritárias, com o objetivo de abrir a discussão sobre este assunto e, em sede de especialidade, ser possível aprofundar o tema. Reconhecendo o mérito das recomendações apresentadas nesta matéria e que estão alinhadas com as preocupações do PAN, consideramos, no entanto, que este assunto deve ser debatido e trabalhado de forma mais aprofundada na Assembleia da Republica com a colaboração de todos os Grupos Parlamentares”, explica o Deputado André Silva do PAN.



publicado por Carlos Gomes às 19:19
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CASA DO MINHO REALIZA ALMOÇO DA LAMPREIA

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publicado por Carlos Gomes às 10:23
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MINHOTOS REALIZAM TARDE DE FADOS NA AMADORA

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publicado por Carlos Gomes às 10:02
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2017
FADO JUNTA PORTUGUESES EM NEWARK

Sábado 18 de Fevereiro

A apresentação do evento está a cargo de Susana Caetano e Sandro Mouro. O artista plástico Fernando Silva é o responsável pelo cenário e os técnicos de luz e som são Márcio Santos e Nuno Calhau.

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Dito isto, é altura de fazer silêncio e deixar ouvir o fado, a primeira expressão artística classificada pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.

Os prémios de melhor fadista vão ser disputados entre Andrea Miguens, Ana Paula Gouveia, António da Silva, António Amâncio, Carlos Anjos, Domingos Parreira, Jack Almeida, Mário Cunha, Noémia Romano, e como suplentes, Bibito da Silva, Glória de Melo e Luis Lourenço, acompanhados na viola clássica por Viriato Ferreira e na viola portuguesa por José Silva, o duo “Guitarras do Atlântico” que vem de Rhode Island.

Alexandra Marques, a jovem vencedora da edição de 2016, vai actuar como artista convidada assim como Emília Silva, Corina e Pedro Botas

O júri vai avaliar os concorrentes nas categorias afinação, ritmo, dicção e apresentação. O concorrente com mais pontos terá a oportunidade de participar na Gala da Proverbo em Outubro, o segundo classificado ganhará um certificado da ourivesaria Jack & Dee e o terceiro, um jantar para duas pessoas no restaurante Marisqueira.

O público escolherá o fadista mais popular que será convidado de honra numa noite de karaoke do Sport Club Português.

Todos os participantes receberão livros e CD’s.



publicado por Carlos Gomes às 20:48
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“DOING MY BEST”, O NOVO SINGLE DE WELELO

Welelo, um dos artistas mais conhecidos do panorama urbano espanhol, está finalmente de regresso! Depois de sucessos como “¿Sabras Decirlo?”, "Tampoco Pido Tanto" ou “La Lluvia”, o músico regressa pela porta grande da cena musical espanhola com o hit “Doing My Best”.

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Provando que o tempo não passou por si, e que conserva o estatuto real, este é um tema que promete quebrar barreiras e conquistar a Península Ibérica! O regresso triunfal de Welelo transforma-se assim numa das apostas da Music For All para 2017!

Welelo é cantor, MC e beatmaker. Nasceu no distinto ano de 1980 em Badalona (Barcelona) e desde 1998 que espalha talento, emoção e charme pelos palcos espanhóis. Desde então lançou singles, videoclips, EP’s e álbuns, fez colaborações e assumiu as funções de produtor, sendo amplamente reconhecido no mundo do hip hop, e elogiado pela postura e mensagem de que sempre se fez acompanhar.

Assume sem pudor a sua paixão pela música, nomeadamente pela força e poder das palavras, e faz do positivismo, e das mensagens encorajadoras, a sua imagem de marca. Afirma querer, acima de tudo, informar, expor, educar e entreter os o que rodeiam e seguem o seu percurso e evolução. Luta diariamente para transmitir a tantos ouvidos, corações e almas quanto lhe seja possível a necessidade de partirmos, interior e exteriormente, em busca de uma nova e reforçada energia que nos faça avançar enquanto seres vivos, projetando-nos para um outro patamar físico e espiritual.

Por entre todos os anos da sua carreira destaca sempre o de 2007. É que não só lançou o seu primeiro álbum e teve o seu primeiro grande sucesso (o tema “Sabrás Decirlo”) como foi nomeado para os MTV Spain Hip Hop Awards e teve a honra de abrir o concerto do galardoado Common, na cidade que o viu nascer e tornar-se um artista de renome.

Na sua discografia a solo contam-se o LP “Tampoco Pido Tanto” (2007), o EP Digital “Camaleónico” (2009), o EP “Siempre Soy Hip Hop” (2011) e o LP “¿Demasiado Pedir?” (2014), sendo vários os destaques entre as faixas em que colaborou ou os álbuns que produziu.

Mas isso é o seu passado. Como ser errante, e eternamente insatisfeito, que é mantem o olhar no horizonte, o coração em cada letra que escreve e canta e o pensamento no futuro. Para 2017 está preparado mais um capítulo do seu percurso profissional. O regresso de Welelo acontecerá pela mão da Music For All e promete não só relembrar a Espanha o que a fez apaixonar-se pelo seu talento como também conquistar este nobre país a que chamamos de Portugal.


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publicado por Carlos Gomes às 20:42
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