Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Domingo, 18 de Dezembro de 2016
OBRAS NO CAMPO DAS CEBOLAS COLOCAM A DESCOBERRTO A RIBEIRA VELHA

O cais e o barco revelados pelas obras no Campo das Cebolas

Desde setembro, já foram retirados 900 contentores de achados, a maior parte material de construção, mas também cerâmica e material do século XVI. Mas o que mais chama a atenção é um antigo cais e um barco.

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Um cais pombalino, cerâmica e duas embarcações são alguns dos achados arqueológicos que preenchem os 900 contentores retirados da obra do Campo das Cebolas, em Lisboa, trabalhos que os cidadãos podem acompanhar em visitas uma vez por semana.

As visitas decorrem à sexta-feira de manhã, em grupos de não mais de 15 pessoas que são convidadas a conhecer mais sobre o local que já foi um antigo cais pombalino e que está escondido atrás dos taipais da obra a cargo da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL).

Sara Pardal foi uma das curiosas que aproveitou a última visita de 2016, na sexta-feira passada. O que chamou mais a atenção da bióloga, de 32 anos, foi a embarcação regional que, apesar de "já estar um bocado a desfazer-se", torna "engraçado ver como as coisas ainda se mantêm mais ou menos no mesmo sítio".

O namorado, Pedro Geraldes, revelou que a curiosidade para fazer esta visita foi despertada por uma notícia, e teve como objetivo "ver aspetos da Lisboa antiga que se estão a descobrir na escavação".

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Quanto a preferências, o lisboeta afirmou ter gostado "de tudo um pouco, a maneira como a obra está a ser feita, a preservação das estruturas e o estudo".

Cláudia Manso é a diretora-geral da escavação do Campo das Cebolas, que junta uma equipa de arqueologia de 60 pessoas, entre arqueólogos e mão-de-obra de apoio.

Desde setembro, quando começaram as escavações, já foram retirados 900 contentores de achados, a maior parte material de construção (telhas, tijolos e tijoleira), cerâmica comum, vidrada e esmaltada, e também porcelana oriental e italiana.

A escavação desvendou, ainda, material do século XVI, como pentes de madeira, bijuteria, sapatos, contas, e até alfinetes e moedas de ouro, encontrados através de um processo de crivagem com jato de água, que limpa as peças.

Mas, o que mais prende a vista dos visitantes é a estrutura do antigo cais, construído após o terramoto de 1755, com três escadarias, e uma embarcação de 17 metros de comprimento e três de largura.

Datado do início do século XIX, o barco regional de transporte mercadorias alimentares e cortiça no rio Tejo, foi encontrada praticamente completa e "acostada a uma estrutura portuária de madeira", disse a responsável à Lusa durante a visita.

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Cláudia Manso referiu, ainda, que foi o lodo do aterro que permitiu a conservação do barco que os arqueólogos acreditam ter sido abandonado no local, e que era usado para encaminhar as águas do saneamento, que o atravessavam em direção ao rio.

Esta é já o segundo barco encontrado no local (o primeiro, em pior estado, foi entretanto retirado), que servia para consolidação do aterro, o que provocou alguma surpresa, uma vez que "é incomum encontrá-los em contexto de escavação arqueológica", salientou.

A escavação revelou, também, "estruturas relacionadas com o edifício da alfândega velha, construído no final do século XIX", e que "existiu aqui até meados do século XX, quando foi demolido", continuou a diretora.

Para aquele local está prevista a criação de uma praça, um parque de estacionamento e equipamentos lúdicos. A EMEL aponta a conclusão da obra para o "primeiro semestre de 2017".

"Agora sim, estamos efetivamente a iniciar a estrutura do parque", vincou a diretora da Área de Desenvolvimento e Infraestrutura da EMEL à Lusa, explicando que já existe uma zona "ao nível de fundo do parque", o que possibilita "iniciar a estrutura" do estacionamento subterrâneo.

Dado o tamanho do espólio encontrado, a EMEL revê "constantemente a possibilidade de integrar essas realidades naquilo que vai ser o futuro Campo das Cebolas".

Um desses exemplos foram as pedras que serão integradas no pavimento da praça, "substituindo umas outras lajetas que estavam previstas para esta área, possibilitando dar uma continuidade a estes achados arqueológicos e mantê-los no local", sublinhou Rita Gonçalves.

Texto e fotos: http://www.dn.pt/

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publicado por Carlos Gomes às 10:04
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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA EXPÕE FOTOGRAFIA SOBRE AS RUÍNAS DE CONÍMBRIGA

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publicado por Carlos Gomes às 20:26
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2016
AMADORA MOSTRA NECRÓPOLE DE CARENQUE



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Segunda-feira, 11 de Abril de 2016
AMADORA MOSTRA NECRÓPOLE DE CARENQUE



publicado por Carlos Gomes às 09:30
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016
NÚCLEO ARQUEOLÓGICO DA RUA DOS CORREEIROS ESTÁ ABERTO AO PÚBLICO

A Fundação Millennium bcp, adere uma vez mais ao DIMS com a organização de visitas guiadas ao conjunto de estruturas arqueológicas do Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros.

Dia 18 de abril entre as 10h0 e as 23h00

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publicado por Carlos Gomes às 11:50
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014
CASCAIS APRESENTA CARTA ARQUEOLÓGICA SUBAQUÁTICA



publicado por Carlos Gomes às 16:22
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2014
MAIOR NECRÓPOLE ROMANA E DA ANTIGUIDADE TARDIA DESCOBERTA NA AMADORA

Terminam esta semana as escavações arqueológicas no Moinho do Castelinho

A ocupação humana do território, que nos dias de hoje constitui a Amadora, recua há milhares de anos e muitos são os vestígios arqueológicos descobertos.

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Alguns deles são de tal importância que mereceram a classificação de Monumento Nacional, como a Necrópole de Carenque, ou de Imóvel de Interesse Público, como a villa romana da Quinta da Bolacha.

O Museu Municipal de Arqueologia tem investido, nos últimos anos, no conhecimento desta ocupação mais remota, através da realização de escavações arqueológicas, num sítio conhecido como “Moinho do Castelinho”, com o apoio de estudantes de Arqueologia da Universidade Nova de Lisboa e de jovens entre os 13 e os 21 anos no âmbito do programa “Férias na Cidade”.

Ao longo de 4 campanhas de escavação, realizadas entre 2011 e 2014, que tiveram a colaboração da “Sociedade Portuguesa de Carvão Animal, proprietária do terreno, foi possível identificar não só, uma zona habitacional de período romano republicano, que remonta ao século II a.C., mas também uma necrópole romana e da antiguidade utilizada entre os séculos III e V d.C., que conta já com 10 sepulturas escavadas e mais 3 por intervir, supondo-se a existência de outras, o que faz desta, a maior Necrópole deste período na Amadora, em comparação com as outras duas já reconhecidas, como a do Casal de São Brás, com 9 sepulturas e a da Serra de Carnaxide, com 7.

Texto e fotos: Município da Amadora

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Sexta-feira, 4 de Julho de 2014
CASTRO DE LECEIA É UMA DAS MAIS IMPORTANTES ESTAÇÕES ARQUEOLÓGICAS DE PORTUGAL

Situado na localidade de Barcarena, no concelho de Oeiras, o Castro de Leceia é considerado uma das mais importantes estações arqueológicas portuguesas. Este povoado fortificado é conhecido pela comunidade científica desde 1878, altura em que o General Carlos Ribeiro apresentou à Academia Real das Ciências de Lisboa uma monografia dedicada àquele povoado pré-histórico. Porém, apenas com as escavações iniciadas em 1983 sob a orientação do Prof. Doutor João Luís Cardoso veio a ser conhecida a sua verdadeira dimensão e importância, tendo a partir de então ficado a salvo da degradação e inclusive do risco de desaparecimento, caso a Câmara Municipal de Oeiras tivesse aprovado um projeto de urbanização para o local que lhe fora apresentado.

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As escavações arqueológicas ali efetuadas, bem como os numerosos artefactos encontrados, evidenciam um conjunto de estruturas habitacionais e defensivas do Calcolítico Inicial, revelando uma economia agro-pastoril já bastante desenvolvida e ainda a recoleção de mariscos na ribeira de Barcarena, prolongando-se a sua existência até à Idade do Cobre.

O Castro de Leceia data de 3.000 anos Antes de Cristo e foi habitado durante cerca de um milhar de anos. Porém, a datação das peças recolhidas nas escavações ali efetuadas indica que a ocupação humana do local remonta a 5 mil anos antes da Era Cristã, sendo portanto muito anterior à edificação do povoado fortificado.

Foram também descobertos materiais originários da Fenícia que indiciam claramente que os seus habitantes mantinham relações comerciais com regiões do Mediterrâneo, facto a que certamente não é alheia a situação privilegiada do castro de Leceia nas proximidades do estuário do Rio Tejo.

Existe na Fábrica da Pólvora de Barcarena uma maqueta do povoado de Leceia, ali encontrando-se também as peças recolhidas nas escavações, as quais nos descrevem aspetos da vivência dos seus habitantes.

O Castro de Leceia pode ser visitado mediante marcação prévia na Câmara Municipal de Oeiras, através dos seguintes contatos:

Morada: Estrada das Fontainhas, 2745-613 Barcarena

Telefone: (+351) 214 408 432

E-mail: arqueologia@cm-oeiras.pt

Horário: De 2ª a 6ª feira das 14h00 às 17h00

Entrada: Gratuita

Encerra aos Sábados e Domingos

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publicado por Carlos Gomes às 11:43
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Segunda-feira, 30 de Junho de 2014
CORDOARIA NACIONAL É UM EXEMPLAR ÚNICO DA ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL PORTUGUESA

Classificado desde 1996 como Monumento Nacional, o edifício da antiga Real Fábrica da Cordoaria da Junqueira remonta ao final do século XVIII e constitui um exemplar do nosso património arqueológico da era industrial a documentar o esforço feito nesse sentido ao tempo do governo do Marquês de Pombal, durante o reinado de D. José I.

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Estrategicamente situado junto ao rio Tejo, era neste local que se produziam os cabos e fazia a tecelagem das velas e bandeiras que serviam os navios e embarcações usadas à época.

Formado por duas naves com quase quatrocentos metros de comprimento que se prolongam paralelamente ao rio Tejo, o conjunto possui uma largura de apenas cerca de cinquenta metros, incluindo os torreões situados nas extremidades. Devem-se estas dimensões às caraterísticas do processo produtivo e a sua localização à necessidade de facilitar o seu fornecimento aos armadores dos navios.

A chamada nave da cocha conserva ainda intatas as máquinas com que se produziam os cabos de sisal para os navios, constituindo um elemento de elevado interesse museológico.

Atualmente, o edifício alberga a Autoridade Nacional de Segurança, o Arquivo Histórico da Marinha, o Centro de Documentação e Informação do Arquivo Central da Marinha e ainda uma extensa área onde se realizam exposições e outros eventos de índole cultural.

Junto da Cordoaria situavam-se ainda os armazéns onde outrora se guardavam as galeotas reais e viviam os “algarves” que eram os seus remadores, com as respetivas famílias, local que se encontra assinalado através de topónimos como Travessa das Galeotas.

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publicado por Carlos Gomes às 19:00
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Quarta-feira, 21 de Maio de 2014
AMADORA PROMOVE WORKSHOP SOBRE ZOOARQUEOLOGIA

Realiza-se no próximo dia 31 de maio (sábado), no Núcleo Museográfico do Casal da Falagueira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, um workshop sobre Introdução aos estudos zooarqueológicos, cujo programa se anexa.

Este será orientado por Nelson Almeida, Investigador com inúmero trabalho desenvolvido nesta área.

Destina-se, sobretudo, a estudantes de arqueologia, mas igualmente a todos os interessados nesta temática.

A participação é gratuita, limitada a 20 vagas.

WORSHOP “INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS ZOOARQUEOLÓGICOS”

31 de maio

10h00/13h00 e 14h00/17h00

Museu Municipal de Arqueologia/ Núcleo Museográfico do Casal da Falagueira

Programa1

Conceitos introdutórios I

1.1. Taxonomia e Anatomia

1.2. Idade de abate

1.3. Odontometria e Osteometria

1.4. Índices quantitativos

13h00-14h00 – Pausa para almoço

14h00-15h00

Conceitos introdutórios II

2.1. Indicadores tafonómicos de processamento e consumo

2.1.1. Marcas de corte

2.1.2. Fracturação vs fragmentação

2.1.3. Marcas de dentes

2.1.4. Termoalteração

2.2. Outros indicadores tafonómicos

2.2.1. Meteorização

2.2.2. Pisoteamento

2.2.3. Vermiculações

2.2.4. Abrasão hídrica

2.2.5. Processos químicos

Nelson Almeida

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências

Instituto Terra e Memória

1Os diferentes tópicos serão, sempre que possível, acompanhados por uma componente prática.



publicado por Carlos Gomes às 14:31
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