Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Domingo, 21 de Maio de 2017
LISBOA É A CAPITAL DAS CASAS REGIONAIS

A III Festa das Colectividades e Casas Regionais em Lisboa que se realiza na Alameda D. Afonso Henriques está prestes a terminar, encontrando-se neste momento prestes a subir ao palco o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez.

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A iniciativa é da Associação das Casas Regionais de Lisboa, única entidade do género que congrega dezenas de associações de carácter regionalista sem distinção da área geográfica de abrangência: concelhia, comarcã e provincial. Lisboa, considerada desde tempos seculares como terra de muitas e variadas gentes, assume-se desse modo como a capital da província e, por conseguinte a capital das casas regionais e do regionalismo.

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publicado por Carlos Gomes às 18:01
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Sábado, 20 de Maio de 2017
COLECTIVIDADES E CASAS REGIONAIS FAZEM FESTA EM LISBOA

As casas regionais sediadas na capital lisboeta assentaram arraiais na Alameda Afonso Henriques. A iniciativa é da Associação das Casas Regionais de Lisboa (ACRL) e conta com a participação de dezenas de associações regionalistas, ranchos folclóricos, grupos de música tradicional e colectividades de cultura e recreio.

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Sob um sol abrasador, os grupos musicais desfilam pelo grandioso palco ali propositadamente montado para o evento, tendo como cenário o imponente conjunto escultórico que constitui a majestosa fonte luminosa concebida segundo o projeto dos irmãos Carlos Rebello de Andrade e Guilherme Rebello de Andrade, destinada a assinalar o 22º aniversário da Revolução Nacional. A Fonte Monumental é decorada com esculturas são da autoria de Maximiano Alves e de Diogo de Macedo e os baixos-relevos (painéis laterais) de Jorge Barradas e, sobre a porta da entrada, possui uma placa que descreve o seguinte: “No dia 28 de maio de 1948, vigésimo segundo aniversário da Revolução Nacional, aberta a primeira exposição de obras públicas, foi inaugurada esta fonte monumental e entregue à Câmara Municipal de Lisboa”. Não obstante, a cerimónia deverá ter ocorrido dois dias após aquela data, visando celebrar o abastecimento regular de água à zona oriental da cidade.

A III Festa das Colectividades e Casas Regionais em Lisboa prossegue amanhã e inclui a realização de jogos tradicionais, divulgação da gastronomia e doçaria tradicional entre outros produtos regionais e, como não podia deixar de suceder, uma excelente oportunidade de confraternização entre gentes oriundas das mais diversas regiões do país.

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publicado por Carlos Gomes às 19:18
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Quarta-feira, 10 de Maio de 2017
LISBOA TEM CASAS REGIONAIS E COLECTIVIDADES EM FESTA

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publicado por Carlos Gomes às 18:19
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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2016
INATEL APOIA O ASSOCIATIVISMO

“Programa de Apoio ao Associativismo 2016”, dirigido a Centros de Cultura e Desporto  (CCD), filiados na INATEL.

O “Programa de Apoio ao Associativismo 2016” é uma iniciativa promovida pela Fundação INATEL, com o objetivo de apoiar a atividade desenvolvida por Centros de Cultura e Desporto nos planos do desenvolvimento cultural, desportivo e social das regiões e comunidades em que se inserem.

Sobre esta iniciativa, devem os interessados considerar:

  • O regulamento enviado em anexo, através do qual se comunicam os princípios que conduzem a iniciativa.
  • A data limite para a apresentação de candidaturas: 21 de dezembro de 2016.
  • O canal para a apresentação de candidaturas:

o   A apresentação de candidaturas deve ser realizada através do preenchimento de formulário eletrónico criado para o efeito, disponível através da seguinte ligação: PAA 2016.

As candidaturas rececionadas através do formulário referido serão reencaminhadas ao cuidado das Unidades Locais a que respeitam.

Também, salvaguarde-se que:

  • Cada CCD apenas poderá apresentar uma única candidatura para atividades que decorram até ao dia 30 de Junho de 2017.

o   Quando seja entregue mais de uma proposta, considerar-se-á apenas a primeira recebida.

  • Também, apenas serão consideradas as candidaturas apresentadas por CCD que tenham a sua filiação regularizada com a INATEL, quer à data de apresentação da candidatura, quer à data da atribuição do apoio.
  • Não serão aceites, fora dos prazos estabelecidos, a entrega de candidaturas e de documentação anexa a candidaturas.
  • Não serão aceites candidaturas que não sejam acompanhadas de toda a informação solicitada em regulamento:

o   Identificação e descrição do projeto candidato ou do plano de atividades a desenvolver ou dos materiais a adquirir.

o   Datas de execução do(s) projeto(s);

o   Nº de beneficiários;

o   Destinatários / beneficiários do(s) projeto(s);

o   Previsão orçamental;

o   Valor solicitado como apoio;

o   Identificação de outras entidades participantes do projeto e indicação de eventuais comparticipações que o CCD venha a angariar ou tenha angariado para a execução do projeto / plano de atividades ou dos materiais a adquirir;

o   Principais intervenientes no desenvolvimento da(s) atividade(s).

  • As candidaturas apresentadas serão alvo de uma avaliação por parte das Unidades Orgânicas Locais e, posteriormente, pelos Serviços Centrais da Fundação INATEL. De seguida, serão comunicadas aos CCD’s proponentes as deliberações que as candidaturas mereceram por parte do Juri;
  • Em caso de deferimento do pedido de apoio, os CCD’s terão de entregar à Fundação INATEL o respetivo recibo e o IBAN até ao dia 28 de Dezembro de 2016;


publicado por Carlos Gomes às 21:26
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2016
CASA CERVEIRENSE COMEMORA NO SEIXAL 7 ANOS DE EXISTÊNCIA

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publicado por Carlos Gomes às 19:40
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Terça-feira, 14 de Junho de 2016
XUVENTUDE DE GALICIA PROMOVE WORKSHOP DE MÚSICA TRADICIONAL

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Segunda-feira, 9 de Maio de 2016
CASAS REGIONAIS JUNTAM-SE NA ALAMEDA AFONSO HENRIQUES



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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2015
INATEL TEM PROGRAMA DE APOIO AO ASSOCIATIVISMO

A organização associativa constitui uma das formas primordiais de coesão social e de expressão da sociedade civil que, nas suas diversas vertentes de atuação, desempenha um papel fundamental como veículo de transmissão e de afirmação dos valores de cidadania e de participação.

A multiplicidade de práticas e de tipos de intervenção de âmbito associativo existentes espelha um movimento heterogéneo e dinâmico, com características inovadoras pelo potencial de experimentação, qualificação e de resposta efetiva a problemas sociais em contextos de ambiente não formal e solidário.

Como entidade estruturada a nível nacional vocacionada para valorizar as intervenções de âmbito associativo, a Fundação INATEL presta um serviço público de apoio, incentivo e estímulo às atividades dos agentes culturais, artísticos e sociais que voluntariamente desenvolvem um trabalho de proximidade com as comunidades, em estreita articulação com as diferentes realidades locais.

Reconhecendo o contributo destas estruturas para a afirmação das identidades locais e para o desenvolvimento cultural, social e educativo dos territórios onde se inserem torna-se necessário regularizar as áreas de apoio, através de um instrumento que confira rigor, transparência e responsabilidade nessa atribuição e gestão, com base em critérios de análise explícitos.

Tendo esse objetivo em mente, torna-se público o Regulamento do Programa de Apoio ao Associativismo 2016 (em anexo), aprovado pelo Sr. Presidente do Conselho de Administração da Fundação INATEL, elaborado numa perspetiva de comparticipação de atividades, projetos e eventos de reconhecido interesse cultural, organizados e promovidos pelas instituições sem fins lucrativos associadas da INATEL, os CCD – Centros de Cultura e Desporto.

Para efeitos de boa divulgação e comunicação da operacionalização e critérios de atribuição do Programa de Apoio ao Associativismo, chamamos a atenção para os seguintes pontos e alterações do Regulamento:

  • As candidaturas deverão ser apresentadas em formulário próprio (em anexo), em suporte digital ou impresso em papel, devidamente preenchido e autenticado pelo Presidente ou representante do órgão diretivo da associação, e entregues nas Delegações distritais da Fundação INATEL, ENTRE 15 DE NOVEMBRO E 15 DE DEZEMBRO DE 2015.
  • Os CCD que pretendam candidatar-se aos apoios financeiros e não financeiros da Fundação INATEL poderão submeter três tipologias de atividade, projeto e evento nas áreas de cinema e audiovisual, etnografia e folclore, artes e culturas tradicionais, e música e teatro:
  • Atividade educativa e formativa – desde que pontual e aberta à comunidade, não ultrapassando trinta horas letivas ou trinta dias seguidos de formação;
  • Atividade performativa ou festival;
  • Atividade editorial, compreendendo edições bibliográficas, discográficas, videográficas e mistas.
  • As candidaturas são apreciadas, tendo por base os seguintes critérios de ponderação:
  • Justificação do objeto da candidatura;
  • Valor cultural, utilidade e impacto nas comunidades locais, nomeadamente o número de participantes e de espectadores e o envolvimento da sociedade civil;
  • Natureza da atividade, atendendo à pertinência para o território considerado bem como a sua consonância com a missão da Fundação INATEL no âmbito da salvaguarda do património cultural imaterial;
  • Parcerias estabelecidas (facilidade de meios e de condições de execução; diversidade de parcerias);
  • Sustentabilidade financeira, sobretudo a consistência do projeto de gestão e capacidade de angariação de outras fontes de financiamento.

Considerando a experiência anterior de implementação deste Programa de Apoio, no âmbito da qual se verificou uma real incapacidade orçamental para atribuir apoio a 2 candidaturas submetidas pelo mesmo CCD, entendemos proceder à alteração do artigo 7.º, DECORRENDO O PERÍODO DE CANDIDATURAS ENTRE 15 DE NOVEMBRO E 15 DE DEZEMBRO DE 2015, E SENDO ADMITIDA 1 CANDIDATURA A ATIVIDADE, PROJETO E EVENTO DE RELEVÂNCIA ESCOLHIDO PELO CCD COMO OBJETO DE APOIO AO ABRIGO DO PRESENTE PROGRAMA.



publicado por Carlos Gomes às 20:42
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2015
INATEL REALIZA GALA DE RECONHECIMENTO SOCIAL

Gala de Reconhecimento Social da Fundação INATEL enche Sala Portugal, em Lisboa

A Cerimónia de atribuição de apoios aos selecionados dos projetos da Fundação INATEL decorreu ontem, na Sala Portugal da Sociedade de Geografia de Lisboa.

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A Sala Portugal, da Sociedade de Geografia de Lisboa, recebeu, este domingo, 29 de novembro, pelas 15h00, a gala “Reconhecer – Gala de Reconhecimento Social 2015”, que atribuiu apoios aos selecionados dos projetos sociais da Fundação INATEL, nomeadamente no âmbito do projeto “Mealheiro Solidário” e “Fundo de Inovação Social”.

Fernando Ribeiro Mendes, Presidente da Fundação INATEL, abriu a cerimónia com um discurso de boas vindas ao público presente, relembrando a importância da Fundação no desenvolvimento do bem-estar dos cidadãos e no incentivo de atividades socioculturais e desportivas, tendo em vista princípios como os da solidariedade e da igualdade.

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“É com muito gosto que vejo esta casa, que represento, a assumir um papel muito ativo na promoção de práticas sociais reveladoras desta vontade de fazer mais e melhor, criando mais um estímulo para que estes exercícios, nossos e dos outros, sejam mais vezes reconhecidos, mais visíveis e ajudando a difundir mais a ação que, felizmente, é já desenvolvida por muitos de nós e em todo o país, com base no maior envolvimento e na participação de todos”, sublinhou.

O evento teve início com o reconhecimento público da aldeia histórica da São Miguel do Pinheiro (concelho de Mértola), eleita “Aldeia dos Sonhos” de 2015, no âmbito do projeto com o mesmo nome, uma iniciativa que pretende realizar os sonhos de habitantes de localidades com menos de 100 pessoas.

Um vídeo introdutório sobre o projeto fez menção à aldeia de Ouguela (no concelho de Campo Maior), com cerca de 60 habitantes, que na edição anterior concretizou o sonho de viajar até Lisboa e de conhecer os monumentos mais emblemáticos da cidade.

No mesmo filme, foi apresentada a localidade de São Miguel do Pinheiro pelos representantes da candidatura, que contextualizaram o sonho de visitar a região norte do país, nomeadamente a região do Minho e a cidade do Porto.

A Câmara Municipal de Mértola refere a unanimidade por parte da população de São Miguel do Pinheiro em visitar a zona norte do país pelo facto de ser “a região mais distante geograficamente do seu local de origem e com características paisagísticas bem diferentes do Alentejo”, expondo ainda a importância desta iniciativa dado que “a maioria do grupo nunca gozou férias fora da aldeia”.

Segundo a Fundação INATEL, o projeto tem como objetivo a sensibilização para a importância da salvaguarda do património cultural - material e imaterial - das aldeias históricas portuguesas, assim como a atribuição de maior notoriedade a pequenas localidades, designadamente com visitas turísticas organizadas.

No âmbito do projeto “Conversa Amiga”, uma linha de atendimento telefónico que presta apoio emocional a todos os cidadãos, a nível nacional, subiu a palco a voluntária Andreia Condesso, a quem foi atribuída especial distinção, com base no maior número de horas de atendimento efetuadas ao longo do ano corrente.

O funcionamento desta linha de apoio é assegurado durante todo o ano, entre as 15h e as 22h, por um corpo de voluntários que se disponibilizam para um trabalho especializado de relação de ajuda não profissional.

Posteriormente, foi apresentado o projeto “Fundo de Inovação Social”, que surgiu no âmbito das comemorações dos 80 anos da Fundação INATEL, como forma de apoio excecional a Centros de Cultura e Desporto (CCD) filiados da Fundação INATEL, para a promoção de projetos inovadores no domínio social, que resultem em benefício de pessoas em situação de maior vulnerabilidade e que potenciem, ainda, a melhoria do bem-estar e coesão social.

Assim, foram atribuídos apoios a vinte instituições para a promoção e desenvolvimento dos projetos de inovação social selecionados, sendo elas: Cegada – Grupo de Teatro (Lisboa); Grupo Desportivo e Cultural de Foros do Arrão (Portalegre); Teatro de Carnide – Sociedade Dramática (Lisboa); Casa do Povo de Santo António (Açores); Centro Social, Cultural e Desportivo de Silvares (Braga); Sporting Clube Vinhense (Setúbal); Associação Cultural de Música e Teatro Arte à Parte (Coimbra); Casa do Povo de Relva (Açores); Teatro Metaphora – Associação de Amigos das Artes (Madeira); Associação dos Amigos Unidos pelo Escoural, IPSS (Évora); ACOFA – Associação Cultural Organizadora de Festivais Amadores (Braga); Zero em Comportamento (Lisboa); Centro Social e Polivalente de Ourentã (Coimbra); Liga dos Amigos de Aguada de Cima (Aveiro); Casa do Povo de Válega (Aveiro); Centro Social de São Bento (Açores); Banda Musical Vila Verde da Raia (Vila Real); Grupo de Dança Dream Dancing (Santarém); NACO – Núcleo Juvenil de Animação Cultural de Oliveirinha (Viseu); Rancho Folclórico de São Tiago de Lobão (Aveiro).

Foi depois o momento de apresentar o projeto “Mealheiro Solidário”, que através de campanhas e eventos solidários realizados ao longo do ano, angariou fundos destinados ao apoio de cidadãos individuais em dificuldades.

Este ano, os fundos do projeto foram entregues a Júlio Pereira dos Reis, residente no Marco de Canaveses, para a compra de uma prótese com um novo sistema de encaixe para amputação transtibial, adaptada às suas necessidades.

“Sou eu que ajudo a minha esposa (com 81 anos de idade) que vive numa cadeira de rodas, desde há dois anos, por problemas de coluna, assim como ajudo o meu filho tetraplégico desde 1980, devido a um acidente de viação”, explica Júlio dos Reis.

Dada a carência de apoios sociais e na impossibilidade financeira de contratar serviços domiciliários que o auxiliem, Júlio dos Reis, que se encontra numa situação física limitada e em risco de complicações, confessa: “Cuido de todo o meu agregado familiar (…) e por esta razão tenho de continuar a usar a prótese antiga e desajustada todos os dias, apesar de estar a agravar a minha situação diariamente.”

Segundo o próprio, a nova prótese tem um mecanismo que “alivia toda a zona imediatamente abaixo do joelho, onde tenho uma ferida crónica que não cicatriza e se encontra em estado avançado de degeneração, dificultando em muito o uso da prótese que atualmente possuo”.

Devido à sua condição atual e incapaz de ajudar nas lides domésticas, Júlio dos Reis não sai de casa há cerca de um ano. Apesar disso, sustenta com convicção: “Gosto de pensar que, apesar dos meus 85 anos, tenho ainda muito para dar e viver.”

Por força do número de candidaturas recebidas, a Fundação INATEL desenvolverá novas campanhas para a recolha de fundos do projeto que serão atribuídos a Andreia Cristina Cardoso, Margarida Gonçalves e Pedro Miguel Azevedo, colmatando-se carências a nível da alimentação, medicação, tratamentos e equipamentos que auxiliam na melhoria da qualidade de vida, saúde e bem-estar dos candidatos.

A Sala Portugal aplaudiu ainda o trabalho de Ângelo Valente (animador sociocultural) e Sofia Nunes (gerontóloga), jovens de Aveiro, membros da equipa técnica do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo, pelo projeto “Antes de morrer eu quero…”, em que os utentes desta instituição participam num registo fotográfico onde partilham por escrito os sonhos que têm e que pretendem realizar antes de morrer.

No âmbito do reconhecimento do trabalho de entidades coletivas, foi também distinguida a ATLAS, uma ONGD – Organização Não Governamental para o Desenvolvimento, com o projeto “Velhos Amigos”, que presta apoio à população idosa de Coimbra, com a entrega de refeições quentes semanais e com uma rede de consultas solidárias e de atividades de animação sociocultural.

O encerramento da gala decorreu no Teatro Politeama, com “República das Bananas”, um espetáculo musical de Filipe La Féria, que relembra acontecimentos marcantes dos últimos anos em Portugal, numa crítica “mordaz e divertida” à nossa sociedade e às figuras públicas e políticas do país.

À semelhança de anos anteriores, a Fundação INATEL organizou viagens com partidas dos distritos de Aveiro, Braga, Beja, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

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publicado por Carlos Gomes às 11:20
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2015
INATEL ANUNCIA PROGRAMAS DE APOIO AO ASSOCIATIVISMO

A organização associativa constitui uma das formas primordiais de coesão social e de expressão da sociedade civil que, nas suas diversas vertentes de atuação, desempenha um papel fundamental como veículo de transmissão e de afirmação dos valores de cidadania e de participação.

A multiplicidade de práticas e de tipos de intervenção de âmbito associativo existentes espelha um movimento heterogéneo e dinâmico, com características inovadoras pelo potencial de experimentação, qualificação e de resposta efetiva a problemas sociais em contextos de ambiente não formal e solidário.

Como entidade estruturada a nível nacional vocacionada para valorizar as intervenções de âmbito associativo, a Fundação INATEL presta um serviço público de apoio, incentivo e estímulo às atividades dos agentes culturais, artísticos e sociais que voluntariamente desenvolvem um trabalho de proximidade com as comunidades, em estreita articulação com as diferentes realidades locais.

Reconhecendo o contributo destas estruturas para a afirmação das identidades locais e para o desenvolvimento cultural, social e educativo dos territórios onde se inserem torna-se necessário regularizar as áreas de apoio, através de um instrumento que confira rigor, transparência e responsabilidade nessa atribuição e gestão, com base em critérios de análise explícitos.

Tendo esse objetivo em mente, torna-se público o Regulamento do Programa de Apoio ao Associativismo 2016, aprovado pelo Sr. Presidente do Conselho de Administração da Fundação INATEL, elaborado numa perspetiva de comparticipação de atividades, projetos e eventos de reconhecido interesse cultural, organizados e promovidos pelas instituições sem fins lucrativos associadas da INATEL, os CCD – Centros de Cultura e Desporto.

Para efeitos de boa divulgação e comunicação da operacionalização e critérios de atribuição do Programa de Apoio ao Associativismo, chamamos a atenção para os seguintes pontos e alterações do Regulamento:

- As candidaturas deverão ser apresentadas em formulário próprio (em anexo), em suporte digital ou impresso em papel, devidamente preenchido e autenticado pelo Presidente ou representante do órgão diretivo da associação, e entregues nas Delegações distritais da Fundação INATEL, ENTRE 15 DE NOVEMBRO E 15 DE DEZEMBRO DE 2015.

- Os CCD que pretendam candidatar-se aos apoios financeiros e não financeiros da Fundação INATEL poderão submeter três tipologias de atividade, projeto e evento nas áreas de cinema e audiovisualetnografia e folcloreartes e culturas tradicionais, e música e teatro:

- Atividade educativa e formativa – desde que pontual e aberta à comunidade, não ultrapassando trinta horas letivas ou trinta dias seguidos de formação;

- Atividade performativa ou festival;

- Atividade editorial, compreendendo edições bibliográficas, discográficas, videográficas e mistas.

  • As candidaturas são apreciadas, tendo por base os seguintes critérios de ponderação:

- Justificação do objeto da candidatura;

- Valor cultural, utilidade e impacto nas comunidades locais, nomeadamente o número de participantes e de espectadores e o envolvimento da sociedade civil;

- Natureza da atividade, atendendo à pertinência para o território considerado bem como a sua consonância com a missão da Fundação INATEL no âmbito da salvaguarda do património cultural imaterial;

- Parcerias estabelecidas (facilidade de meios e de condições de execução; diversidade de parcerias);

- Sustentabilidade financeira, sobretudo a consistência do projeto de gestão e capacidade de angariação de outras fontes de financiamento.

Considerando a experiência anterior de implementação deste Programa de Apoio, no âmbito da qual se verificou uma real incapacidade orçamental para atribuir apoio a 2 candidaturas submetidas pelo mesmo CCD, entendemos proceder à alteração do artigo 7.º, DECORRENDO O PERÍODO DE CANDIDATURAS ENTRE 15 DE NOVEMBRO E 15 DE DEZEMBRO DE 2015, E SENDO ADMITIDA 1 CANDIDATURA A ATIVIDADE, PROJETO E EVENTO DE RELEVÂNCIA ESCOLHIDO PELO CCD COMO OBJETO DE APOIO AO ABRIGO DO PRESENTE PROGRAMA.



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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2015
CONGRESSO NACIONAL DO ASSOCIATIVISMO POPULAR REALIZA-SE EM LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 22:05
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Domingo, 18 de Outubro de 2015
MARCAS DA MAÇONARIA NO ASSOCIATIVISMO POPULAR

Todo o objeto criado possui sempre as marcas do seu criador. A obra de arte reflete a ideia e o perfil psicológico do artista que a concebeu. De igual forma, o artesanato dá-nos a descrição mais fiel do nível cultural de um povo, revelando-nos o seu caráter e capacidade de transmitir aquilo que sente. Também as instituições nos permitem perceber o grau de desenvolvimento cultural de uma sociedade, os seus valores e o estádio de evolução humana em que se encontram, deixando em todas as situações as marcas distintivas dos seus obreiros.

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O associativismo popular tem entre nós origem a partir de meados do século XIX, criado sobretudo pela necessidade dos republicanos penetrarem entre as classes mais baixas da sociedade portuguesa para a atrair à sua causa e criar as condições da adesão popular á mudança do regime político.

Através dos triângulos e lojas maçónicas, foram criados em todo o país bandas filarmónicas e sociedades de cultura e recreio com o propósito de levar ao povo o ensino primário, a instrução musical, o teatro, as ocupações recreativas e a cultura popular em geral.

Quais organizações para-maçónicas, estas agremiações contavam com militantes republicanos entre os seus principais impulsionadores, os quais impunham estatutos cujas normas eram inspiradas na própria constituição maçónica. Não admira, pois, que reflexo das cisões verificadas no seio da Maçonaria e dos partidos políticos, tenham ocorrido idênticas divisões no seio de muitas coletividades. A existência no concelho do Seixal de duas coletividades rivais – a Timbre Seixalense e a Sociedade Filarmónica União Seixalense – tem a sua razão de ser nas divisões criadas pelo Partido regenerador e pelo Partido Progressista.

À semelhança do que se verificou com os jornais regionais, também eles em grande parte criados com a finalidade de difundir os ideais republicanos, as sociedades recreativas foram adaptando-se à evolução dos tempos e, sobretudo, às mudanças de regime político, não deixando porém de conservar alguns dos seus traços caraterísticos que estiveram na sua própria génese.

Entre as normas estatutárias mais relevantes que ajudam a identificar a sua origem, encontra-se a obrigatoriedade da admissão de um novo sócio ser feita através de um ou mais proponentes, existindo ainda coletividades que mantêm o costume de exibirem num quadro apropriado, durante determinado período de tempo, a ficha de inscrição do sócio proposto antes da mesma ser submetida a aprovação por parte do órgão diretivo. Na realidade, esta regra contraria o princípio da liberdade de associação, tratando-se de um procedimento apenas concebível no âmbito de uma associação a funcionar em moldes secretos e sigilosos.

Outra norma estatutária, também claramente de origem maçónica, é a que obriga o sócio ao pagamento de uma joia no ato de admissão, elemento estranho que ninguém explica do que se trata e, como é óbvio, o novo associado nunca receberá… nem questionará sequer acerca de um direito que lhe assiste!

Estas e outras práticas injustificadas são perpetuadas pelo costume e transmitidas às novas coletividades de cultura, desporto e recreio através da aprovação de estatutos que mais não são do que réplicas de outros antigos e desatualizados, copiados sem qualquer sentido crítico e reproduzindo normas que deveriam entretanto ser melhoradas ou eliminadas. Encontram-se, entre estas coletividades, as casas regionais, grupos folclóricos e um quase infinito número de associações que se dedicam às mais variadas vertentes de âmbito social, cultural, ambiental e recreativo.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2015
ASSOCIATIVISMO REÚNE EM CONGRESSO



publicado por Carlos Gomes às 19:15
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015
ASSOCIATIVISMO REÚNE EM CONGRESSO



publicado por Carlos Gomes às 11:55
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Sábado, 13 de Junho de 2015
TABERNAS DE LISBOA SERVIRAM DE BERÇO A MUITAS COLETIVIDADES DE CULTURA E RECREIO

Grupos excursionistas, almoçaristas e jantaristas tiveram a sua sede nas tabernas dos minhotos

Desde os começos do século passado, constituiu-se um hábito a constituição de pequenos “clubes” formados por frequentadores das tabernas com o propósito de promoverem entre si a confraternização através da realização de excursões ou simples repastos. Tratavam-se dos chamados grupos excursionistas, almoçaristas e jantaristas cuja marca mais visível eram os graciosos quadros emoldurados exibidos nas tabernas onde eram visíveis as fotos dos seus sócios.

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Não raras as vezes, a fusão destes grupos veio a dar origem a muitas das coletividades de cultura e recreio existentes em Lisboa, algumas das quais de grande notoriedade.

Com um número de sócios limitado e com regras pouco definidas, os seus membros quotizavam-se entre si para periodicamente organizarem um passeio ou uma refeição, havendo nalguns casos os que anualmente promoviam uma ação de benemerência, oferecendo roupa e calçado às crianças pobres do seu bairro. A admissão de um novo sócio dependia geralmente da vaga deixada pelo falecimento ou desistência de algum dos membros do grupo.

Com o desaparecimento das velhas tabernas nos bairros lisboetas, também esse costume foi desaparecendo e, com ele, os magníficos quadros que identificavam os grupos, os emblemas e programas produzidos nas tipografias. Na realidade, perde-se um pedaço da história da cidade e do associativismo popular cuja preservação ainda é possível se os nossos historiadores e museólogos forem a tempo de a recuperar junto das gerações mais antigas, mormente dos velhos taberneiros minhotos que muitas vezes se constituíram como fieis depositários do seu espólio.



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Quinta-feira, 4 de Junho de 2015
CHÁ GORDO JUNTA MACAENSES EM LISBOA



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Terça-feira, 19 de Maio de 2015
ASSOCIATIVISMO POPULAR PREPARA CONGRESSO



publicado por Carlos Gomes às 09:00
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2015
COMUNIDADE GALEGA EM LISBOA COMEMORA 59 ANOS DE EXISTÊNCIA DO “GRUPO ANAQUIÑOS DA TERRA”

O Grupo Anaquiños da Terra, da Xuventud de Galícia – Centro Galego de Lisboa, assinala hoje 59 anos de existência, representando as tradições folclóricas das gentes da Galiza na capital portuguesa. O BLOGUE DE LISBOA felicita os Anaquiños da Terra e a Xuventud de Galícia, desejando-lhes os maiores sucessos.

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O Grupo Anaquiños da Terra é um agrupamento folclórico constituído no seio da Xuventude de Galiza e que visa recrear e divulgar os usos e costumes das gentes galegas na região de Lisboa. Como o próprio Grupo refere no seu site oficial, “Os “Anaquiños da Terra” acaban por ser o principal vehículo de expresión da tradición galega. O seu nome é indicativo dese papel: significa: “pedaciños da nosa terra”.

A descrição do seu folclore é feita pelo próprio Grupo Anaquiños da Terra: “Os cantares son esencialmente femininos, os instrumentos, entre os cuais destacan as pandeiretas, as cunchas, como as utilizadas polos peregrinos a Santiago de Compostela, as piñas, o tambor, o bombo, o pandeiro, a zanfona (instrumento de cordas medieval) e a gaita, entre outros.

Na danza tradicional galega, onde destaca especialmente a muiñeira, a xota e a pandeirada, características dos bailes tradicionais, tamén existen danzas asociadas a eventos específicos, como son: a danza de maio, a danza dos paos ou a danza da regueifa, típica de bodas. Existe tamén outro tipo de danza máis recente produto de interaccións con outras tradicións, normalmente traídas por emigrantes galegos, como son: a polca, o valse galego ou a mazurca.

Os traxes dos “Anaquiños da Terra” son típicos de Galicia, de varias rexións e con diversas aplicacións”.

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A Xuventude de Galiza – Centro Galego de Lisboa foi fundada em 10 de Novembro de 1908, precisamente num período marcante do associativismo popular caracterizado pelo surgimento de numerosas associações, incluindo os primeiros grémios regionalistas, posteriormente designados por casas regionais.

As afinidades étnicas, históricas e culturais que nos ligam à Galiza e ao povo galego não nos podiam deixar indiferentes à sua presença nomeadamente em Lisboa onde a colaboração entre minhotos e galegos deveria, em nosso entender, ser mais estreita.

A presença de galegos entre nós remonta aos primórdios da Reconquista e da formação da nacionalidade. Porém, o fenómeno da imigração galega entendida enquanto tal teve o seu começo a partir do século XVII, facto a que não é certamente alheia a situação política da época caracterizada pela dominação filipina. Vinham sobretudo para a lides dos campos, ocupar-se em trabalhos sazonais, procurando obter o indispensável para regressarem às origens e providenciarem o sustento da família. Mas também havia os que se estabeleciam nas cidades, nomeadamente em Lisboa, dedicando-se às mais variadas profissões e ofícios.

Por essa altura, no alto de uma colina do sítio de Alcântara já se encontrava construída a Capela de Santo Amaro que viria a tornar-se o local mais concorrido dos galegos que viviam em Lisboa, tornando-se palco de festas e romarias em homenagem àquele que se tornara o seu padroeiro nesta cidade. Com efeito, a pequena ermida foi erguida na sequência de uma promessa feita por frades da Ordem de Cristo que, numa viagem de regresso de Roma, a nau em que vinham foi acometida de temporal no mar e, perante o receio de naufrágio, prometeram construir uma capela no local onde aportassem sãos e salvos.

De traça renascentista, a ermida apresenta forma circular e é rodeada por um átrio. A capela original foi construída em 1549 e constitui, muito provavelmente, a atual sacristia. A Capela de Santo Amaro está classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Julho de 1910.

Com o tempo, a presença de galegos foi crescendo em número, tendo passado a concentrar-se preferencialmente nas cidades de Lisboa e Porto. Por altura da “Guerra das Laranjas” ocorrida em 1801, altura em que perdemos Olivença, chegou a ser aventada a possibilidade da sua expulsão a qual, proposta que contou com a oposição do Intendente da Polícia porque tal resultaria em deixar de ter “quem servisse as cidades de Lisboa e Porto”. Acredita-se, porém, que em consequência do crescimento económico verificado a partir da segunda metade do século XIX, a comunidade galega tenha atingido perto de trinta mil indivíduos, a maioria dos quais a viver em Lisboa.

Como costuma dizer-se, os galegos eram então pau para toda a obra. Havia entre eles taberneiros e carvoeiros, moços de fretes e hospedeiros. Eça de Queirós, na sua obra “Os Maias”, faz-lhes frequentes alusões, confundindo-os embora com espanhóis. Porém, é a profissão de aguadeiro que mais o identifica e fica associado na vida lisboeta. Com a sua indumentária característica e a respetiva chapa de identificação municipal no boné, o aguadeiro galego percorria a cidade vendendo a água em barris. E era vê-los a abastecer-se nos chafarizes e fontes do Aqueduto das Águas Livres, nas bicas que lhes estavam reservadas pelo município a fim de evitar as brigas que frequentemente ocorriam. De referir que, até ao início do século XX, a maioria da população lisboeta era forçada a recorrer aos fontenários uma vez que poucas eram as habitações que dispunham de água canalizada. Os aguadeiros organizavam-se em companhias e, uma vez que tinham a primazia do abastecimento de água, eram ainda obrigados a participar no combate aos incêndios.

Outra das atividades pela qual ficaram particularmente conhecidos consistiu na venda dos palitos fosfóricos, então feitos de enxofre que tinham de ser mergulhados num pequeno frasco de ácido sulfúrico. Dada a sua utilização demorada e ainda pouco prática, os palitos fosfóricos ficaram então conhecidos por “espera-galego”, criando-se desse modo uma imagem que passou a conotar de forma algo injusta os próprios galegos, sugerindo tratarem-se de mandriões. Porém, a colónia galega não se ocupava apenas das profissões mais labregas, por assim dizer humildes, mas destacava-se em todas as áreas sociais, muitas das quais de grande relevo, tendo nomeadamente eleito vereadores para a edilidade lisboeta como sucedeu com o escritor Carlos Selvagem. É, aliás, no início do século que surge na zona da Graça, em Lisboa, por iniciativa de um empresário galego, um bairro para os trabalhadores da sua fábrica que desperta ainda grande curiosidade devido à simbologia ali sempre presente – o Bairro Estrela d’Ouro.

Todos os anos, por ocasião do dia que é consagrado a Santo Amaro e que ocorre em meados do mês de Janeiro, uma autêntica multidão acorria à Romaria de Santo Amaro para festejar o seu padroeiro. Rezam as crónicas da época que, em redor da capela, era um ver de gaitas-de-foles e pandeiretas e um nunca mais acabar de xotas e muiñeiras, carballesas e foliadas. Contudo, esta festa foi perdendo o seu fulgor e deixou de realizar-se. A própria capela veio a encontrar-se ao abandono, chegando uma das suas dependências a ser utilizada como armazém de carvão.

Entretanto, em 1908, os galegos que vivem em Lisboa constituíram a sua própria associação – a Xuventude de Galicia (Centro Galego de Lisboa). E, em meados do século passado, passaram a celebrar o dia 25 de Julho em homenagem a S. Tiago, Padroeiro da Galiza. E, para o festejar, escolhiam então uma velha capelinha atualmente em ruína, situada no Alto da Boa Viagem, junto ao farol do Esteiro, em Caxias, e para lá acorriam juntamente com os minhotos, o mesmo é dizer os “galegos d’aquém Minho”. Mas, à semelhança do que antes sucedera com a Romaria de Santo Amaro, também esta acabou votada ao esquecimento e deixou de ser celebrada. Também, há pouco mais de meio século, criaram o grupo “Os Anaquiños da Terra” que procura manter e divulgar as tradições folclóricas das gentes da Galiza.

Em virtude da sua identidade cultural e sobretudo linguística, a comunidade galega encontra-se presentemente integrada na sociedade portuguesa a tal ponto que não se faz notar pela forma de estar ou de se exprimir. Pese embora os acontecimentos históricos terem determinado a separação política de um povo que possui raízes comuns, portugueses e galegos continuam irmanados do mesmo sentimento que os une e do supremo ideal de virem ainda um dia a construir uma só nação. Como disse Ramón Cabanillas, no seu poema “Saúdo aos escolares Lusitanos”:

    Irmáns no sentimento saudoso!

   Mocedade da pátria portuguesa!

   Este homilde fogar galego é voso.

   É voso este casal,

   onde vive a soñar, orante, acesa,

   a alma da Galiza e Portugal!

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Terça-feira, 15 de Julho de 2014
LOURES FESTEJA O ASSOCIATIVISMO



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Domingo, 6 de Julho de 2014
LOURES FESTEJA ASSOCIATIVISMO POPULAR



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Terça-feira, 1 de Julho de 2014
ALHOS VEDROS COMEMORA DIA DAS COLETIVIDADES



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Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
FESTA JUNTA COLETIVIDADES E CASAS REGIONAIS EM LISBOA



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Sábado, 19 de Abril de 2014
XUVENTUDE DE GALÍCIA É O ELO DE LIGAÇÃO DA COMUNIDADE GALEGA EM LISBOA

A Xuventude de Galícia – Centro Galego de Lisboa é uma das mais antigas associações existentes em Lisboa. Com mais de um século de existência, ela constitui a força aglutinadora dos galegos radicados em Lisboa, a maioria dos quais plenamente integrada na sociedade portuguesa, para tal contribuindo a identidade cultural e linguística que fazem de galegos e portugueses a mesma nação.

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A presença da comunidade galega entre nós remonta aos primórdios da fundação da própria nacionalidade. Porém, um tanto à semelhança do que se verificou no Minho e noutras regiões do interior do nosso país, também na Galiza a industrialização verificada sobretudo a partir de meados do século XIX provocou um verdadeiro êxodo de populações das zonas rurais para os grandes centros urbanos. E, muitos foram então os galegos que migraram para Lisboa, empregando-se nos mais variados ofícios e, no negrume das carvoarias, partilharam com os minhotos o pão que o diabo amassou.

O liberalismo e os republicanos dos começos do século XX incrementaram o associativismo popular como um meio de difundir os seus ideais e alargar a sua influência política. Surgiram então os centros escolares, sociedades recreativas, bandas filarmónicas e muitas outras sociedades de cultura, desporto e recreio perseguindo os mais diversos fins como as agremiações regionalistas a que o Estado Novo veio impor a denominação de “casas regionais”.

Também a comunidade galega radicada sobretudo em Lisboa adquiriu a consciência da sua identidade e expressão numérica, sentindo de igual modo a necessidade de se agrupar. E, desse modo, em 10 de novembro de 1908, fundaram em Lisboa a Xuventude de Galícia – Centro Galego de Lisboa, cuja primeira Xunta Diretiva foi constituída por José Lorenzo Covas, Manuel Alvarez Covas, Ramiro Vidal Carreira, Francisco Sanchez, Marcelino Outerelo Rocha, Casimiro Movilla e Ramiro Martin Y Mart.

Atualmente sediada na Rua Júlio de Andrade, n.º 3, num magnífico palacete dos finais do século XIX construído segundo a traça de um arquiteto italiano, com uma soberba vista sobre Lisboa, a Xuventude de Galícia é desde 1980 reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Na realidade, trata-se de uma autêntica embaixada dos interesses culturais da Galiza e o lídimo representante da comunidade galega radicada em Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 14:18
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