Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Domingo, 2 de Julho de 2017
FOLKLOURES’17: MINHOTOS REALIZAM EM LOURES GRANDE FESTA DA CULTURA TRADICIONAL PORTUGUESA E DAS COMUNIDADES IMIGRANTES

Organização do Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas culminou ontem com a realização no Parque da Cidade, em Loures, de um grandioso espectáculo da nossa cultura tradicional e das comunidades imigrantes que este ano marcaram a sua presença através de representações do Brasil e da Moldávia.

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Uma nota digna de registo foi a participação do cante alentejano, através do Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo, um dos mais lídimos representantes desta forma de expressão folclórica que, de forma incompreensível, é frequentemente discriminada em relação aos espectáculos de danças, vulgo festivais de folklore.

Desde a cerimónia de recepção aos grupos convidados que teve lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, estiveram presentes o vereador da Câmara Municipal de Loures, Dr. António Guilherme e diversos membros de juntas de freguesia. Por seu turno, também a Federação do Folclore Português fez-se representar na pessoa do sr. Joaquim Pinto, Conselheiro Técnico da Região do Alto Minho.

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Após o desfile de grupos participantes, o espectáculo teve lugar em palco tendo como cenário a réplica da fachada das ruínas da Igreja de S. Paulo, em Macau, tendo beneficiado das excelentes condições atmosféricas que se fizeram sentir.

Perante a participação entusiasmada do numeroso público, participaram na edição deste ano do FolkLoures o Grupo de Bombos Os Baionenses, o grupo da Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil; a Associatia Miorita Portugalia – Moldávia; Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo; Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral; Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura; Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia e, naturalmente, o anfitrião Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho. O espectáculo encerrou com a realização de uma sessão de fogo-de-artifício que iluminou os céus no concelho de Loures.

Aos grupos e entidades participantes foram oferecidas peças de artesanato tradicional como lembranças, valorizando desse modo o trabalho artístico dos nossos artesãos. Refira-se que desde há algum tempo, o nosso artesanato tem sido preterido devido ao recurso a peças acrílicas e outras criações que nada têm a ver com o nosso folclore.

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A realização do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas nos moldes em que está a ser efectuado, com o seu formato actual, está a projectar Loures como um palco privilegiado do folclore de Portugal e do Mundo, através de exposições, conferências e de um espectáculo que reúne o que de melhor existe na cultura tradicional do povo português e das comunidades imigrantes.

Entretanto, a organização do FolkLoures iniciou já os preparativos para a realização da edição de 2018, tendo inclusivamente já garantida uma representação de uma comunidade imigrante, esperando-se que o programa fique fechado até ao final deste ano.

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Para o próximo dia 9 de Setembro, o Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho tem em preparação a realização na Quinta das Carrafouchas da Festa do Vinho, um espectáculo de cariz etnográfico que incluirá a pisa das uvas no lagar à moda antiga, ao som da concertina e ao ritmo do bombo. Trata-se de uma organização conjunta do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho e da Quinta das Carrafouchas, situada no concelho de Loures.

Esta é uma iniciativa inédita no âmbito do regionalismo e da divulgação do folclore na região de Lisboa e está já a despertar enorme curiosidade e interesse sobretudo por parte dos minhotos que ali vivem, mas também das gentes saloias daquela região.

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Os participantes vão poder experimentar a sensação única da prensagem da uva com os pés, tal como outrora se fazia em todos os lagares da nossa região. A pisa das uvas constitui uma tradição milenar que se perde nos tempos com vista ao seu esmagamento a fim de dar início ao processo de fermentação.

Com os pés se esmaga as uvas e quebra a casca sem, no entanto, quebrar as sementes, método que sendo mais demorado do que o recurso à prensa, proporciona um maior contacto com a casca e, consequentemente, a possibilidade de extrair mais cor, aromas e sabores, conferindo aos vinhos assim produzidos uma qualidade superior.

A Quinta das Carrafouchas onde vai ter lugar a Festa do Vinho situada em A-das-Lebres, Freguesia de Santo Antão do Tojal. O solar é um dos exemplares do período Barroco existentes no Concelho de Loures. Foi em 8 de Abril de 1872 comprada ao Marquês de Valada por Joaquim Franco Cannas, permanecendo na família até aos dias de hoje.

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Segunda-feira, 19 de Junho de 2017
BRASIL LEVA DANÇA DA CAPOEIRA AO FOLKLOURES'17

A Associação Tira-me da Rua (ATR) vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Constituído por brasileiros radicados em Portugal, a Associação Tira-me da Rua (ATR) é quiçá o mais representativo grupo musical a preservar e divulgar uma das mais apreciadas manifestações da cultura tradicional do povo brasileiro – a capoeira!

A capoeira constitui um misto de dança, arte marcial, desporto, música e cultura popular. As suas origens são remotas, calculando-se que tal tradição tenha origem em rituais iniciáticos dos povos do sul de Angola. Em resultado da colonização portuguesa, a capoeira terá a partir do século XVII sido levada para o Brasil onde foi desenvolvida por descendentes de escravos africanos.

Ao som rítmico dos berimbaus, a Associação Tira-me da Rua (ATR) vai mostrar como se canta, dança e luta a capoeira, oferecendo m espectáculo que certamente vai agradar ao público que vai afluir ao FolkLoures’17, incluindo a numerosa comunidade brasileira radicada na região de Lisboa.

Além da Associação Tira-me da Rua (ATR), a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral, Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura; Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia e, naturalmente, o anfitrião Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição "A Evolução da Concertina". Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, no dia 24 de Junho, pelas 15h30.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

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publicado por Carlos Gomes às 15:03
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Segunda-feira, 12 de Junho de 2017
CANTORA ANA LUÍSA RAMOS EM ESTREIA EM PORTUGAL

A cantora paulista de voz melíflua que chegou até nós pela graça e encanto de “Desconstrução”, prepara a sua vinda a Portugal já no início do mês de Julho para uma mini-digressão de apresentação a “Um”, o registo de estreia.

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Integrante da nova leva de cantautores MPB, Ana Luísa Ramos recolhe também influências de música erudita e do universo do jazz, uma mistura alada que já lhe valeu elogios de publicações especializadas como as inglesas Folk Radio e Buzzin Music ou as norte-americanas Music For Lunch e The Vinyl District.

A digressão visitará locais como a Pensão Amor e o TOCA, com os restantes espaços a serem confirmados brevemente. Oportunidade ideal para conhecer uma das mais promissoras vozes do panorama musical de São Paulo.

Nascida na localidade de Ribeirão Preto e radicada em São Paulo, Ana Luísa Ramos tem-se vindo a destacar tanto no cenário lírico quanto no popular. Com um repertório que vai da música erudita ao jazz e à Música Popular Brasileira (MPB) e com estudos feitos em países como Brasil, Argentina e Áustria, a cantora possui uma versatilidade raramente vista e uma voz melíflua.

Aos 9 de idade ingressou no Coral Infantil da Cia de Ópera Minaz e três anos mais tarde fez a sua estreia como solista da “Missa Brevis” de Mozart. Em 2001 participaria na ópera “La Traviata” de Verdi e no ano seguinte interpretou a personagem Terezinha na montagem da Ópera do Malandro que repetiria em 2006 no Theatro Pedro II. Em 2007 fez parte do Coral do Estado de São Paulo e entre 2011 e 2012 integrou o sexteto vocal feminino Bocca Chiusa.

Após acompanhar o cantor e compositor Eric Taylor Escudero na sua mini digressão europeia, Ana Luísa Ramos fez parte da banda que gravaria o álbum de estreia do músico em Austin, Estados Unidos. Já no ano de 2015 participou na gravação do DVD de Natal de Agnaldo Rayol e em 2016 realizou o espetáculo de abertura de Toquinho na Catedral Anglicana de São Paulo. Na recta final de 2016 a artista editou o seu primeiro registo a solo – “Um” – constituído por canções autorais e por releituras de músicas consagradas do universo do jazz e da MPB.

A cantora já viu o seu talento reconhecido fora de portas, tendo recolhido elogios por parte de publicações especializadas como as inglesas Folk Radio e Buzzin Music ou as norte-americanas Music For Lunch e The Vinyl District.

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publicado por Carlos Gomes às 22:14
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Terça-feira, 6 de Junho de 2017
FOLKLOURES’17: EXPOSIÇÕES, PALESTRAS, TRADIÇÕES E FOLCLORE NUM GRANDIOSO FESTIVAL DURANTE UMA SEMANA EM LOURES

Moldávia e Brasil são as representações internacionais da edição de 2017

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

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Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:

FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição Temporária "Concertinas no Folclore". Museu Municipal de Loures.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira



publicado por Carlos Gomes às 10:30
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Terça-feira, 23 de Maio de 2017
PAN LEVA INDÍGENAS AO PARLAMENTO

PAN traz ao parlamento a luta dos povos indígenas no Brasil e recebe representante dos Guarani Kaiowá

  • Ativista indígena viaja pela Europa com o propósito de reunir apoios internacionais para a luta dos povos indígenas brasileiros
  • Tentativa de privatização da água pelo agronegócio
  • Agropecuária intensiva com culturas de transgénicos tem contaminado pessoas e a natureza
  • Indústria do agronegócio tem conseguido ver aprovadas medidas contra as mais de 300 nações indígenas

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza junta-se à luta que visa consolidar uma denúncia internacional acerca da incessante violência a que os povos indígenas têm sido sujeitos no Brasil, principalmente as tribos Guarani Kaiowá, expulsas das suas terras em 1953.

No Dia Mundial do Ambiente, 5 de junho, pelas 21h00, o espaço PAN Porto recebe Ládio Verón, o representante indígena desta causa que está a viajar pela Europa com o objetivo de mobilizar a comunidade internacional para a luta dos povos indígenas no Brasil. Para que o território Guarani Kaiowá possa ser devolvido aos seus legítimos proprietários, será fundamental o apoio de parlamentares dentro e fora do Parlamento Europeu. A iniciativa, subordinada ao tema “Guarani Kaiowá: uma causa de todos”, consiste numa apresentação por Ládio Verón, seguida de um debate participativo sobre “o agronegócio e a resistência dos povos indígenas”.

No dia 7 de Junho, pelas 11h00, o Deputado André Silva recebe Ládio Verón na Assembleia da República para uma apresentação sobre a situação dos indígenas no Brasil e para perceber que sinergias e iniciativas podem ser adotadas no terreno para ajudar esta causa.

O Brasil está a atravessar um momento de fortes tensões e de instabilidade política. Com as mudanças políticas, os direitos dos povos indígenas no país têm vindo a ser continuamente desrespeitados e ameaçados. Dos 594 parlamentares que compõem o Congresso Nacional Brasileiro, 207 estão diretamente ligados à indústria do agronegócio e este grupo tem aprovado medidas contra as mais de 300 nações indígenas.

O Congresso Nacional tem a intenção de reduzir drasticamente os territórios indígenas com o PEC 215 - Proposta de Emenda Constitucional 215 -, que pretende passar a percentagem de territórios dos 13% previstos atualmente para 2,6%, o que vai provocar mais desflorestação, criminalização e assassínio dos indígenas.

Com o cultivo intensivo de monoculturas como a soja transgénica, base das rações para gado, é preciso realizar pulverizações a cada semana, por terra e por ar. As aldeias indígenas são também alvo de contaminação. O saldo é o genocídio destas culturas que, para sobreviver, fogem para os grandes centros urbanos, alargando as favelas, ou permanecem próximo de onde existiam as suas aldeias, à beira de estradas, à procura de uma forma de retornar à sua terra, hábitos, costumes e tradições.

Para além da terra, o agronegócio e os políticos que o apoiam pretendem privatizar o Aquífero Guarani. Uma área de 1,1 milhões de quilómetros quadrados – o equivalente a 12 vezes o território de Portugal, que compreende as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país e também parte de Argentina, Uruguai e Paraguai – que abriga um imenso reservatório subterrâneo de água, estratégico para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. A apropriação desta água transnacional pelo agronegócio é inconstitucional.

“Como a expansão do agronegócio na região Centro-Oeste teve apoio governamental para se expandir, começou uma cobiça sanguinária pelas terras dos Guarani Kaiowá. Temos que ter uma consciência internacional sobre esta questão e tentar unir esforços para gerar um movimento global forte o suficiente para reverter esta situação e travar as privatizações da água”, alerta Bebiana Cunha, Comissária Política Nacional do PAN.

“Para além disso, as pessoas precisam de saber os escândalos que envolvem os alimentos que estão nas suas mesas. Basta pesquisar sobre como estamos a produzir cereais para alimentar gado para tirarmos conclusões acerca da produção pecuária intensiva. Não esqueçamos que são produtos que também se encontram em Portugal sob etiquetas de referências da marca. Estamos a comer venenos esteticamente embalados e que também são responsáveis por crimes contra a humanidade e contra o ambiente”, reforça André Silva, Deputado do PAN.



publicado por Carlos Gomes às 15:01
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Sexta-feira, 19 de Maio de 2017
PORTUGUESES NO BRASIL FESTEJAM DIA DE PORTUGAL

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publicado por Carlos Gomes às 22:15
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Terça-feira, 21 de Março de 2017
A DOCE “DESCONSTRUÇÃO” DE ANA LUÍSA RAMOS

Há uma nova voz a despontar nos sempre férteis terrenos da Música Popular Brasileira (MPB). Ana Luísa Ramos, de São Paulo, chega até nós pela graça e encanto de “Desconstrução”, tema que combina as heranças da MPB com o universo alado do jazz, perfumado pela sua voz melíflua de treino lírico.

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O single é também a porta de entrada de “Um”, o registo de estreia da cantora paulista, que será apresentado ao público português numa pequena digressão a acontecer já no início do mês de Julho com o apoio da Music For All.

Nascida na localidade de Ribeirão Preto e radicada em São Paulo, Ana Luísa Ramos tem-se vindo a destacar tanto no cenário lírico quanto no popular. Com um repertório que vai da música erudita ao jazz e à Música Popular Brasileira (MPB) e com estudos feitos em países como Brasil, Argentina e Áustria, a cantora possui uma versatilidade raramente vista e uma voz melíflua.

Aos 9 de idade ingressou no Coral Infantil da Cia de Ópera Minaz e três anos mais tarde fez a sua estreia como solista da “Missa Brevis” de Mozart. Em 2001 participaria na ópera “La Traviata” de Verdi e no ano seguinte interpretou a personagem Terezinha na montagem da Ópera do Malandro que repetiria em 2006 no Theatro Pedro II. Em 2007 fez parte do Coral do Estado de São Paulo e entre 2011 e 2012 integrou o sexteto vocal feminino Bocca Chiusa.

Após acompanhar o cantor e compositor Eric Taylor Escudero na sua mini digressão europeia, Ana Luísa Ramos fez parte da banda que gravaria o álbum de estreia do músico em Austin, Estados Unidos. Já no ano de 2015 participou na gravação do DVD de Natal de Agnaldo Rayol e em 2016 realizou o espetáculo de abertura de Toquinho na Catedral Anglicana de São Paulo. Na recta final de 2016 a artista editou o seu primeiro registo a solo – “Um” – constituído por canções autorais e por releituras de músicas consagradas do universo do jazz e da MPB.

A cantora já viu o seu talento reconhecido fora de portas, tendo recolhido elogios por parte de publicações especializadas como as inglesas Folk Radio e Buzzin Music ou as norte-americanas Music For Lunch e The Vinyl District.



publicado por Carlos Gomes às 21:40
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Domingo, 19 de Março de 2017
LOURES VIRA CAPITAL INTERNACIONAL DO FOLCLORE NA REGIÃO SALOIA

O Folclore contribui para o conhecimento mútuo, paz e amizade entre os povos

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

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Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:

FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição "Carroças da Região Saloia". Museu Municipal de Loures.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, com passagem pela exposição das Carroças.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

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MUSEU MUNICIPAL DE LOURES EXPÕE “CARROÇAS DA REGIÃO SALOIA”

O Museu Municipal de Loures participa no FolkLoures’17 com a realização de uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Constituído em 26 de julho de 1998, o Museu encontra-se instalado no 13.º convento dos frades franciscanos da Província de Santa Maria da Arrábida, apresentaposições de  exposições de temática arqueológica e etnográfica, com o intuito de dar a conhecer a realidade e a vivência das populações rurais do município de Loures, assim como a sua história. Possui duas salas de exposições, oficinas, reservas visitáveis, um centro de documentação especializado em história local, loja, cafetaria com esplanada, parque de estacionamento e acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

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HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, no dia 24 de Junho, pelas 16h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

O FolkLoures apresenta um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

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publicado por Carlos Gomes às 22:12
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Sexta-feira, 17 de Março de 2017
BRASIL ENCANTA VISITANTES DA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

À semelhança de anos anteriores, o Brasil é uma das melhores representações internacionais na Bolsa de Turismo de Lisboa. Numa área de grandes dimensões assinalada pelo colorido e os ritmos da música popular brasileira, o stand do Brasil destaca este ano a Amazónia e o Rio Grande do Norte, dando a conhecer a sua gastronomia, as suas músicas e danças, a beleza das gentes, as suas tradições e sobretudo a simpatia e alegria contagiante com que recebem os visitantes.

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Não há quem resista ao encanto da paisagem brasileira, à doçura do seu falar, a alegria permanente que caracteriza o povo brasileiro. Não admira, pois, que o Brasil seja cada vez mais um dos mais importantes destinos turísticos em todo o mundo!

Fotos: Manuel Santos

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Segunda-feira, 6 de Março de 2017
DILMA ROUSSEFF REALIZA CONFERÊNCIA EM LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 21:39
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FOLKLOURES’17 VIBRA AO RITMO DA CAPOEIRA DO BRASIL

A Associação Tira-me da Rua (ATR) vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Constituído por brasileiros radicados em Portugal, a Associação Tira-me da Rua (ATR) é quiçá o mais representativo grupo musical a preservar e divulgar uma das mais apreciadas manifestações da cultura tradicional do povo brasileiro – a capoeira!

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A capoeira constitui um misto de dança, arte marcial, desporto, música e cultura popular. As suas origens são remotas, calculando-se que tal tradição tenha origem em rituais iniciáticos dos povos do sul de Angola. Em resultado da colonização portuguesa, a capoeira terá a partir do século XVII sido levada para o Brasil onde foi desenvolvida por descendentes de escravos africanos.

Ao som rítmico dos berimbaus, a Associação Tira-me da Rua (ATR) vai mostrar como se canta, dança e luta a capoeira, oferecendo m espectáculo que certamente vai agradar ao público que vai afluir ao FolkLoures’17, incluindo a numerosa comunidade brasileira radicada na região de Lisboa.

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Além da Associação Tira-me da Rua (ATR), a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com representações da Estremadura que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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publicado por Carlos Gomes às 20:59
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017
MUSEU BORDALO PINHEIRO REALIZA TERTÚLIA SOBRE A VIVÊNCIA DE RAFAEL BORDALO PINHEIRO NO BRASIL

Rafael Bordalo Pinheiro viveu no Brasil entre 1875 e 1879.

É um período da sua vida menos conhecido em Portugal, apesar de ter sido muito rico e de ter deixado ficar o seu nome ligado ao humor brasileiro (nomeadamente com a publicação de jornais como o Besouro e o Psst!).

Rômulo Farias Brito é doutorando da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e está no Museu a investigar estes tempos brasileiros de Bordalo. 

Venha ouvir o resultado da sua investigação no dia 22 (4ª feira) às 18.30

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publicado por Carlos Gomes às 00:57
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017
REPRESENTAÇÕES DO BRASIL E MOLDÁVIA PARTICIPAM NO FOLKLOURES’17

A edição deste ano do FolkLoures – Encontro de Culturas vai contar com representações tradicionais do Brasil e da Moldávia cujos nomes divulgaremos em breve. Com nova data e formato, este evento vai apresentar novidades que farão dele um espectáculo único no contexto da divulgação da cultura tradicional.

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FolkLoures é mais do que um festival de folclore. Ano após ano, será um ponto de Encontro de Culturas com carácter inclusivo, palco das mais variadas tradições da cultura tradicional, de exposição e de debate das nossas raízes – e das tradições das comunidades que vivem ao nosso lado e com quem diariamente interagimos.

O programa já se encontra praticamente elaborado, aguardando-se apenas o alinhamento de alguns pormenores respeitantes a iniciativas que vão pela primeira vez ter lugar neste Encontro de Culturas.

Sob a égide do Grupo Folclórico Verde Minho, FolkLoures vai seguramente transformar a cidade de Loures num palco privilegiado da cultura tradicional a nível nacional e até internacional.



publicado por Carlos Gomes às 21:38
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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2017
“BÁRBARA”, O INFORTÚNIO FEMININO DE CARLOS MACHADO

Directamente de Curitiba chega-nos o portentoso Carlos Machado. Autor de cinco discos de originais, dos quais “Bárbara” é o mais recente (2015), estreia-se finalmente em Portugal em 2017. Do seu caldeirão de influências destacam-se o Rock, o Jazz, a World Music e a natural Música Tradicional Brasileira, numa conjugação única da sonoridade tropical brasileira com a universalidade do Rock e do Jazz.

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O açucarado single “Bárbara” é a porta de entrada de Carlos Machado no continente europeu, numa consagração há muito merecida. 2017 promete a chegada do sexto álbum de originais e a estreia nos palcos portugueses, tudo com o selo da Music For All.

Corria o ano de 1977 quando Curitiba assistiu ao nascimento daquele que, anos mais tarde, se tornaria num dos seus nomes mais célebres. Embora seja a música a trazer-nos aqui antes de pisar palcos e encantar multidões já encantava pelo poder das suas palavras (ou não fosse ele escritor). Este é o percurso, e a história, de Carlos Machado.

Movendo-se nas profícuas águas onde a Música Tradicional Brasileira se encontra com o Rock, o Jazz e a World Music, Carlos Machado estreia-se como músico e compositor em 2008. Esse foi o ano em que lançou “Tendéu”, disco gravado com a cantora brasileira Esther Tribuzy. As composições ficaram ao cargo de poetas como Fernando Koproski, Alexandre França, Ricardo Corona, Luiz F. Leprevost ou Juan Viacava, sendo a produção de Murillo Da Rós (compositor e violinista de Curitiba) e do próprio Carlos Machado. A destacar existe ainda o facto da sua estreia discográfica ter sido editada de forma independente, fazendo assim justiça ao espírito livre e mente aberta que sempre o destacaram da multidão que o rodeia.

Dois anos depois surge “Samba Portátil”, o seu segundo disco de originais, onde sobressai a colaboração do poeta Fernando Koproski. A produção, e os arranjos, ficaram novamente à responsabilidade de Murillo Da Rós, tendo sido o próprio Carlos Machado a gravar todos os instrumentos do álbum.

Temos que percorrer outro par de anos para encontrarmos o próximo lançamento do curitibano. “Longe” contou com uma colaboração mais extensa de Murillo Da Rós: para além da produção, trabalho já realizado nos discos anteriores, fez também os arranjos e gravou as guitarras. Tal como nos seus dois primeiros álbuns parte das composições são da sua autoria estando a outra parte ao cuidado do anteriormente citado Fernando Koproski.

Ao recordar o seu percurso é impossível não destacar o ano de 2013. Não só lançou um DVD ao vivo como um álbum cantado em espanhol! “Longe e Outras Canções” é composto por vinte e dois temas, sendo o alinhamento uma mistura dos três álbuns editados até então. Por sua vez “Los Amores de Paso” contém faixas anteriormente gravadas mas com novos arranjos e cantadas em espanhol. Este álbum tem a particularidade de ter um único tema em português: uma versão de “Hallelujah”, de Leonard Cohen, com letra da autoria de um dos seus colaboradores mais regulares, o poeta Fernando Koproski.

Assim chegamos até 2015 e ao seu mais recente trabalho. “Bárbara” é um conjunto de doze poderosas canções e, porque em equipa que vence não se mexe, uma vez mais temos letras de Fernando Koproski em grande destaque. Entre 2015 e 2016 Carlos romou à Suíça para quatro concertos especiais, estreando-se assim nos palcos europeus.

Para o ano que agora se inicia estão prometidas muitas novidades! Não só verá a luz do dia o resultado da sua nova parceria com Isadora Dutra (sob o título “DESencontros” este será o seu sexto registo a solo) como está prevista para o Verão a sua estreia nos palcos lusitanos naquela que será a sua segunda experiência na Europa.

E como a vida é um círculo terminamos como começámos: fazendo referência à sua vertente de escritor. Na literatura publicou os livros “A Voz do Outro” (contos. ed. 7letras, 2006), “Nós da Província: Diálogo Com o Carbono” (contos. ed. 7letras, 2007), “Balada de uma Retina Sulamericana” (novela. ed. 7letras, 2008) e “Poeira Fria” (novela. Ed. Arte e Letra, 2012). De Curitiba para o mundo, assim se apresenta Carlos Machado.



publicado por Carlos Gomes às 13:24
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2016
NOBAT PARTE Á CONQUISTA DE PORTUGAL

Depois de arrebatar o público e a crítica brasileira chegou finalmente a vez de Nobat se apresentar ao vivo em Portugal! O músico nativo de Belo Horizonte inicia no final de Outubro uma digressão composta por cinco datas.

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“LSD” e “Não Sei Dançar”, os dois singles já extraídos do seu novo trabalho discográfico, “O Novato”, são apenas a porta de entrada para a efervescente realidade alternativa da actual cena musical brasileira. As cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga serão o palco para a estreia de Nobat em solo lusitano, tudo através do selo da Music For All.

Conheça as datas e locais da digressão:

27.10 | CRU Espaço Cultural (Braga)

28.10 | Fábrica Braço de Prata (Lisboa)

29.10 | Titanic Sur Mer (Lisboa)

30.10 | FNAC @ Alfragide (Lisboa)

30.10 | Pensão Amor (Lisboa)

Nobat, cantor e compositor de Belo Horizonte, inaugurou o seu projeto musical a solo no ano de 2012, com a edição do álbum “Disco Arranhado”. Depois de se apresentar ao vivo em diversas cidades do Brasil (Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro), o músico avançou para uma nova etapa da sua carreira com a edição de “O Novato”, lançado em Novembro último e considerado pela crítica especializada como um dos melhores trabalhos daquele ano.

“O Novato” representa não só o “ser um novo para o todo”, aquele a ser revelado e descoberto dentro de um contexto já existente, mas também denuncia uma nova percepção acerca de si mesmo e da sua própria órbita artística e estética. O trabalho tem por proposta principal a mescla entre elementos do indie electrónico experimental cruzados com as possibilidades da música brasileira contemporânea, sendo composto por tópicos minimalistas que contribuem pontualmente para uma música que preenche o silêncio, conceito que desfila pelo imaginário do artista.

Desde então Nobat tem captado a atenção da imprensa nacional como o Jornal O Globo Cultural, Scream & Yell, Revista O Grito! ou Rock In Press - isto depois de ter sido considerado em 2014 pela revista Rolling Stone Brasil como a maior “revelação mineira” daquele ano - e de publicações internacionais como a Beehype, a Sound and Colours Magazine ou o português Bodyspace.



publicado por Carlos Gomes às 19:54
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Terça-feira, 31 de Maio de 2016
PORTUGUESES NO BRASIL FESTEJAM PORTUGAL



publicado por Carlos Gomes às 01:33
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2016
FRED MARTINS EM DVD E CONCERTOS NO BRASIL

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Fred Martins, cantor e compositor brasileiro que lançou  recentemente em Portugal o álbum “Para Além do Muro do Meu Quintal”, está de volta ao Brasil para a promoção e lançamento de um DVD retrospectivo da sua carreira,  “A Musica é o meu País”, produzido pelo Canal Brasil, assim como para a realização de alguns concertos:

22 de Maio - São Paulo (Virada Cultural)

14 de Junho - Teatro Paiol, Curitiba

15 de Junho - Livraria Cultura, Curitiba

16 de Junho – Antonina

23 de Junho - Teatro da UFF, Niterói

26 e 27 Julho - Porto Alegre

O primeiro álbum de Fred Martins editado na Europa, “Para Além do Muro do Meu Quintal” -- com temas de sua autoria, muitos deles anteriormente interpretados por grandes nomes da MPB como Ney Matogrosso, Maria Rita e Zélia Duncan, entre outros, e que conta com participação especial da cantora cabo-verdiana Nancy Vieira no tema “O Samba me Diz” -- será  igualmente apresentado em Portugal no último trimestre deste ano em datas a anunciar.

Fred Martins regressará ao nosso país no final do mês de Junho para dar continuidade à promoção e divulgação do CD “Para Além do Muro do Meu Quintal”, que tem tido  grande aceitação por parte do público português.



publicado por Carlos Gomes às 19:55
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Terça-feira, 19 de Abril de 2016
LISBOA RECEBE ENCONTRO DOS DESCOBRIMENTOS

O Objetivo deste Evento é fomentar a ligação entre a Comunidade Japonesa e o Mundo Ocidental, em especial com Portugal tendo em conta a sua localização estratégica e a sua história de amizade junto ao Japão, tornando-o uma porta de entrada a U.E.

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Pretende-se cumprir esse objetivo, gerando Novos Negócios, Novas Oportunidades e Novos Relacionamentos junto aos participantes deste evento através de:

- Contato com a Camada Empresarial de várias regiões de Portugal

- Mostra de Produtos Regionais

- Palestras e Entrega de Homenagens

- Atividades de âmbito Cultural e Empresarial

- Contato com Câmaras Municipais

- Visita a Institutos de Investigação e Museus

Este Evento é indicado para todos os que tenham interesse no mercado, cultura, contatos ou trocas comerciais entre os países integrantes do Encontro dos Descobrimentos, neste caso, com especial destaque ao Japão, Portugal e Brasil.

Programa Provisório

1º DIA

Lisboa

24 de Junho de 2016 (sexta-feira)

19h30 - Jantar de Abertura em Lisboa

Homenagem especial aos 108 anos da chegada do Navio Kasato Maru (笠戸丸) ao Porto de Santos - Brasil.

Estadia em Hotel em Lisboa

2º DIA

Lisboa – Fátima

25 de Junho de 2016 (sábado)

09h00 - Tour em Lisboa de autocarro

- Período Lívre

15h30 - Partida de Lisboa para Fátima

17h00 - Chegada a Fátima

Visita ao Santuário

Visita ao Museu do Milagre de Fátima

19h45 - Apresentação das oportunidades de investimento em Ourém/Fátima como entrada para a U.E.

20h30 - Jantar de Confraternização com o Presidente da Câmara Municipal de Ourém/Fátima, Dr. Paulo Fonseca e camada empresarial da região.

Estadia em Hotel em Fátima

3º DIA

Fátima – Porto – Guimarães – Régua

26 de Junho de 2016 (domingo)

09h00 - Partida de Fátima para Porto

11h30 - Passeio na Ribeira do Porto

12h00 - Almoço na cidade do Porto

14h00 - Partida para Guimarães

14h30 - Chegada a Guimarães: Recepção da comitiva na plataforma das Artes (com a presença do Sr. Presidente Dr. Domingos Bragança, Vereador Dr. Ricardo Costa (DDE) e Vereador da Cultura Dr. José Bastos)

15h00 - Visita ao Museu José de Guimarães

(com a presença do Diretor do Museu – Prof. Nuno Faria)

15h30 - Degustação de produtos regionais

(OPCIONAL) 16h00 - Saída de Guimarães de autocarro (15min de distância) para visita ao Instituto Europeu de Medicina Regenerativa (visita acompanhada por um investigador, Prof. Miguel Oliveira)

18h00 - Chegada a Guimarães: paragem junto ao Paço dos Duques de Bragança, (OPCIONAL: Acesso ao Museu, recepção pela Diretora do Museu, Dra. Isabel Fernandes)

Período Livre – Visita à Feira Afonsina (Feira Medieval)

20h30 - Jantar Medieval no Centro Histórico (com a Câmara Municipal de Guimarães e com a Associação de Jovens Empresários de Guimarães)

22h00 - Partida para a Régua

Estadia em Hotel na Régua

4º DIA

Régua – Coimbra - Cascais

27 de Junho de 2016

10h00 - Visita ao Museu do Douro

11h00 - Cruzeiro da Régua (Rio Douro)

12h30 - Almoço e degustação de Produtos Regionais

14h30 - Partida para Coimbra

16h30 - Visita ao Centro Histórico de Coimbra

(Coimbra é uma cidade historicamente universitária, por causa da Universidade de Coimbra, uma das maiores universidades de Portugal, que foi fundada em 1290 por D. Dinis.)

20h00 - Jantar

22h00 - Regresso a Lisboa

Estadia em Hotel em Cascais

5º DIA

Cascais

28 de Junho de 2016 (terça-feira)

10h00 - Palestras, Apresentações e Homenagens no Centro Cultural de Cascais

Coffee Break

13h00 - Almoço

15h00 - Palestras, Apresentações e Homenagens no Centro Cultural de Cascais

Coffee Break

20h00 - Jantar de encerramento

Estadia em Hotel em Cascais



publicado por Carlos Gomes às 11:47
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2016
FRED MARTINS GRAVA EM LISBOA "PARA ALÉM DO MURO DO MEU QUINTAL"

Fred Martins edita o CD "Para Além do Muro do Meu Quintal", disco gravado em Portugal e o primeiro a ser editado na Europa

Um verso de Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa), Para Além do Muro do Meu Quintal, extraído do poema Noite de São João, também musicado por Fred Martins, dá nome ao primeiro álbum do cantor e compositor brasileiro gravado na Europa. O trabalho foi gravado em Lisboa, Portugal, com produção musical do pianista e arranjador açoriano Paulo Borges e traz participação especial da cantora cabo-verdiana Nancy Vieira e do paulistano Renato Braz.

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Com três CDs e um DVD lançados no Brasil, Fred Martins registra neste disco algumas das canções mais marcantes de sua trajetória. São composições que se tornaram indispensáveis em seus concertos, inclusive aquelas que ficaram também conhecidos nas vozes de outros intérpretes como Ney Matogrosso, Maria Rita, Renato Braz e Zélia Duncan. “É um disco comemorativo que reúne minha experiência no Brasil e pelo mundo fora, reúne também parceiros e músicos que admiro”. Vivendo na Espanha (região da Galiza, há cinco anos), o artista explica que o novo trabalho registra a impressão que teve da Europa. O disco - de música brasileira - dialoga com essas outras culturas e traz as sonoridades experimentadas nas duas décadas de carreira. “Reconhecer Brasil na Península Ibérica, nossos colonizadores, com sua música popular forte e poética, foi inspirador e ampliou as fronteiras da arte”.

O disco agora lançado em Portugal pela AMPLA PORTUGAL e distribuído pela Compact Records traz o estilo arrojado e contemporâneo de Fred Martins, combinando fluidez e densidade estética que dialoga com a bossa de João Gilberto, com o samba de Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho e Cartola, incluindo o nordeste modal brasileiro e também elementos do blues e do rock. Seguindo a linhagem dos clássicos autores da música brasileira, a poesia permeia de forma intensa todo o trabalho do autor, não só na já citada canção poema, como na parceria frequente com os poetas Marcelo Diniz (“Depressa a Vida Passa”), Manoel Gomes (“Poema Velho”), Fred Girauta (“Meu Silêncio”), Roberto Bozzeti (“Terras do Sem Fim”), Alexandre Lemos (“Novamente") e Francisco Bosco (“Sem Aviso).

Tendo como fio condutor a voz e o violão de Fred Martins, as canções recebem tratamento camerístico e predominantemente acústico ou eletroacústico (com filtragem sonora, teclados vintage e piano minimalista de Paulo Borges). O violoncelo, de Sergio Menem, ganha destaque entre as percussões de Márcio Bahia, Alexandre Frazão e João Ferreira e a sonoridade árabe é acentuada pelo uso do cumbus (instrumento de cordas de origem turca). Também atuam neste disco os músicos Bony Godoy (baixo), Marcelo Martins (flautas) e Pedro Pascual (acordeão diatónico). E o projeto gráfico tem assinatura do premiado artista Pablo Giraldez, o Pastor.



publicado por Carlos Gomes às 21:46
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2015
NEGA JACI ATUA NO BAIRRO ALTO

Nega Jaci no Teatro do Bairro dia 25 de Novembro

Nascida em Salvador, Bahia, Nega foi convidada na adolescência para integrar o Grupo Cultural Bagunçaço (projecto direccionado às crianças em situação de risco social). O seu talento para a música foi logo percebido e Jaci tornou-se vocalista de duas bandas, Sucata Mania e Percucia. Com esta última gravou o CD “Toque Bahia”, cujo repertório se identifica com as raízes musicais africanas, um misto de ritmos afro-brasileiros e norte-americanos.

O trabalho desenvolvido enquanto vocalista das duas bandas proporcionou a Jaci a abertura de grandes concertos, como o da cantora Maria Rita. Teve também a oportunidade de cantar para muitas figuras ilustres como o ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, e a rainha Sílvia da Suécia – num espectáculo produzido no próprio Castelo Real e onde Jaci se destacou pela sua voz particular.

O timbre da sua voz e o seu carisma chamou a atenção e o interesse da célebre cantora brasileira Margareth Menezes, que a convidou para integrar a sua banda. Nega passou a acompanhá-la durante alguns anos como membro do coro, o que lhe proporcionou a presença em palcos como o Canecão, no Rio de Janeiro, Festival de Verão de Salvador, Micaretas e trios eléctricos em vários estados brasileiros, bem como a gravação de dois álbuns: “Tete a Tete Margareth” e “Festival de Verão Salvador ao vivo”.

Nestes espectáculos, Jaci partilhou o palco com outros grandes nomes da MPB (Música Popular Brasileira) como Ivete Sangalo, Alcione, Cidade Negra, Gabriel O Pensador, Sandra de Sá, Elba Ramalho, Gilberto Gil e Caetano Veloso, entre outros.



publicado por Carlos Gomes às 17:19
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Sábado, 22 de Agosto de 2015
BRASIL COMEMORA HOJE DIA INTERNACIONAL DO FOLCLORE

Em Portugal, o Dia nacional do Folclore Português será celebrado no último domingo de maio

O Dia do Folclore é assinalado hoje em vários países, incluindo o Brasil, como forma de assinalar a data em que o termo “folclore” foi criado pelo arqueólo inglês William John Thoms para definir a sabedoria e as tradições populares.

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No Brasil, o Dia do Folclore foi oficializado em 17 de agosto de 1965, através do Decreto nº 56.747, assinado pelo então presidente, Humberto de Alencar Castelo Branco e por seu Ministro da Educação, Flávio Suplicy de Lacerda, nos seguintes termos:

Art. 1º Será celebrado anualmente, a 22 de agosto, em todo o território nacional, o Dia do Folclore.

Art. 2º A Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro do Ministério da Educação e Cultura e a Comissão Nacional do Folclore do Instituto Brasileiro da Educação, Ciência e Cultura e respectivas entidades estaduais deverão comemorar o Dia do Folclore e associarem-se a promoções de iniciativa oficial ou privada, estimulando ainda, nos estabelecimentos de curso primário, médio e superior, as celebrações que realcem a importância do folclore na formação cultural do país.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 17 de agôsto de 1965; 144º da Independência e 77º da República.”

Em Portugal, a Assembleia da República instituiu, no passado dia 12 de junho, o “Dia Nacional do Folclore Português”, a ser celebrado no último domingo do mês de maio de cada ano. No próximo ano, a data será assinalada no dia 29 de maio.

À semelhança de qualquer outra celebração, também o Dia Nacional do Folclore Português pretende comemorar (co-memorar = memória coletiva) um acontecimento que é considerado marcante para o folclore português e o seu associativismo: a fundação, em 28 de maio de 1977, da Federação do Folclore Português!

Por estranho que pareça, o legislador procurou fazer coincidir a comemoração com a data de aniversário de uma instituição que tanto podia ser a Federação do Folclore Português como o dia da fundação de um qualquer grupo de Alguidares-de-baixo… o critério foi necessariamente político!

Por conseguinte, através da comemoração do seu aniversário, a federação do Folclore Português passará, ao menos simbolicamente, a tutelar todo o folclore português e não apenas os grupos filiados ou aderentes, pese embora a maior parte não se encontrar integrada na referida entidade.

Por outro lado, o legislador revela desconhecimento acerca da projeção internacional da cultura popular portuguesa que, à semelhança da nossa História, encontra-se entre as raízes do folclore de muitos povos, incluindo o povo brasileiro.



publicado por Carlos Gomes às 17:00
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2015
LISBOA E CASCAIS RECEBEM EXPOSIÇÃO ITINERANTE QUE CELEBRA OS 50 ANOS DA TV GLOBO

Uma exposição itinerante que celebra os 50 anos da TV Globo vai chegar em breve a Lisboa e ao Estoril. O roadshow “Verão na Globo” vai instalar-se nestas duas localidades e estará de portas abertas a todos os que queiram conhecer a história da TV Globo e em particular os meandros das telenovelas da estação. A organização é da TV Globo e a iniciativa conta com o apoio das autarquias de Lisboa e Cascais.

Exposição TV Globo

No âmbito da história desta emissora brasileira, será possível ver figurinos originais de personagens das telenovelas mais populares, como a Carminha de “Avenida Brasil” ou a viúva Porcina de “Roque Santeiro”, assistir a telefilmes ao ar livre ou habilitar-se a ganhar prémios na “roda da sorte”, entre outras atividades.

“Esta iniciativa tem como objetivo levar um pouco da história da TV Globo e um pouco de diversão a todo o país, de Caminha a Faro. Vamos andar em onze cidades durante um mês. Vamos festejar os nossos 50 anos no verão português”, explicou Ricardo Pereira, diretor da TV Globo Portugal.

“Eu, enquanto Globo, já sinto que faço parte da família portuguesa. Desde a novela Gabriela, exibida em 1977, que jantamos com os portugueses através das nossas novelas e das nossas personagens”, frisou o diretor da TV Globo Portugal.

Além de Lisboa e Cascais, a exposição, que é transportada num camião TIR, passa por Vila Praia de Âncora, Setúbal, Lagos, Portimão, Faro, Viana do Castelo, Matosinhos, Aveiro e Figueira da Foz.



publicado por Carlos Gomes às 13:47
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015
DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES: QUEM DESCOBRIU O BRASIL?

Reza a historiografia oficial que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500. Porém, a existência em Itália de um mapa datado de 1502 ou, para sermos mais rigorosos, enviado àquela data para Itália, dá-nos conta de uma vasta extensão da costa do Brasil já reconhecida e desenhada pelos cartógrafos portugueses.

Sucede que o planisfério de Cantino constitui uma cópia do Padrão Real, uma obra cartográfica do século XVI que se encontrava exposta no Armazém da Casa da Guiné, Mina e Índias, registando todas as descobertas portuguesas, públicas e secretas, apenas acessível aos navegadores e cartógrafos ao serviço da Corte. Trata-se atualmente de uma das mais antigas cartas náuticas conhecidas que representam os Descobrimentos Portugueses.

O referido mapa deve o seu nome a Alberto Cantino, um espião italiano ao serviço do Duque de Ferrara, que chegou a ser secretário particular do Rei D. Manuel I. De autor desconhecido, Alberto Cantino terá obtido o referido mapa de forma expedita, enviando-o para Itália em 1502, daí resultando um notável incremento das relações comerciais daquele país em relação a Portugal face às informações nele contidas, por representar com uma notável precisão extensas regiões do mundo até então desconhecidas ou pouco exploradas pelos europeus.

O Planisfério de Cantino encontra-se desde 1868 na Biblioteca Estense, em Modena, na Itália, depois de durante muito tempo se ter julgado perdido e ocasionalmente Giuseppe Boni o ter encontrado numa salsicharia e decidido adquiri-lo.

Considerando a extensão da área cartografada relativamente à costa do Brasil e ao tempo que era necessário despender para proceder ao seu reconhecimento e trazer a informação para Portugal a fim de a poder reproduzir no Padrão Real, antes mesmo de Alberto Cantino poder obter uma cópia deste, fácil será de compreender que tal missão jamais poderia ter sido iniciada a partir de abril de 1500. De resto, o Planisfério de Cantino também nos dá conta da existência da península da Florida cuja descoberta é oficialmente atribuída ao navegador Juan Ponce de León, em 1513, do que se depreende que o seu conhecimento terá resultado das navegações secretas empreendidas pelos portugueses nos finais do século anterior.

Na realidade, coube a Duarte Pacheco Pereira realizar a missão atribuída em 1498, pelo Rei D. Manuel I, de proceder ao reconhecimento das áreas situadas para além da linha de demarcação estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas, tendo atingido nesse ano a costa do Brasil, as Antilhas e a América do Norte, conforme relatou em “Esmeraldo de situ orbis”, obra preciosa de “cosmografia e marinharia” da maior importância no contexto do Renascimento português, nela se mencionando todas as coordenadas geográficas de latitude e longitude de todos os portos conhecidos à época em que escreveu e que constitui um roteiro comentado das costas ocidental e oriental de África.

A importância e consequências dos resultados que obteve foram de tal importância que levou Portugal a ocultar os resultados obtidos por aquela expedição e a manter a obra em segredo em virtude das informações valiosas de natureza geográfica, náutica e económica nelas contidas.

Duarte Pacheco Pereira foi um dos mais célebres navegadores, militares e cosmógrafos da época áurea dos Descobrimentos Portugueses. Hidrógrafo ao serviço do Rei D. João II e de D. Manuel I. Entre outros contributos do maior relevo, deve-se também a Duarte Pacheco Pereira o reconhecimento dos regimes de ventos e correntes e a experimentação de métodos de navegação astronómica, antecipando em mais de dois séculos o cálculo do valor do grau de meridiano com uma margem de erro de apenas 4%.

Luís de Camões imortalizou-o n’Os Lusíadas como “fortíssimo e Grão Pacheco Aquiles Lusitano” em louvor do seu heroísmo e feitos militares que lhe consagraram uma auréola de glória. Duarte Pacheco Pereira, a quem na realidade se deve o descobrimento do Brasil, nasceu em 1450 e morreu em 1533.

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publicado por Carlos Gomes às 10:34
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Domingo, 15 de Junho de 2014
CASA DE PORTUGAL EM CAMPINAS (BRASIL) JUNTA PORTUGUESES PARA APOIAR A SELEÇÃO NACIONAL



publicado por Carlos Gomes às 21:05
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Sábado, 19 de Abril de 2014
QUAL A ORIGEM DO QUEIJO FLAMENGO EM PORTUGAL?

Desde há muitos anos, o queijo flamengo entrou nos hábitos alimentares dos portugueses, não o dispensando sobretudo ao lanche ou ao pequeno-almoço, a intercalar duas metades de pão. Não se trata propriamente de um queijo tradicional ou seja, não teve a sua origem na prática e saber do povo português. De resto, a nossa região possui um queijo genuíno de apreciável qualidade que bem merecia uma promoção adequada. No entanto, a presença do queijo flamengo entre nós remonta há vários séculos e confunde-se com a nossa própria História.

O queijo flamengo apresenta em regra a forma arredondada e a pasta, de cor amarelada, semidura, contendo um teor de matéria gorda de 45 a 60%, é obtida após a coagulação de leite de vaca, depois da sua pasteurização. A sua maturação obtém-se após 3 semanas, a uma temperatura de 12 a 15º C e com uma humidade relativa variando entre 65 e 75%.

À semelhança do que sucede com a generalidade dos queijos do tipo flamengo, aliás como o seu próprio nome indica, também o queijo “Limiano” em nada tem a ver com a produção tradicional caraterística da região que, devido à implantação no mercado de modelos importados, jamais saiu do circuito doméstico.

Com efeito, o queijo flamengo tem a sua origem na cidade holandesa de Edam, outrora um condado pertencente à Flandres, situado a cerca de vinte quilómetros a nordeste de Amesterdão. Conhecido desde o século XIV, o queijo de Edam é produzido com leite de vaca, tendo-se tornado um dos queijos mundialmente mais afamados. A sua caraterística capa de cor avermelhada resulta de uma mistura com urucu, uma planta que os holandeses comercializavam com os índios do Brasil por altura das invasões holandesas no século XVI, da qual resulta um condimento entre nós conhecido por colorau.

palmyra

Quando a Corte de D. João VI se transferiu para o Brasil na sequência das invasões francesas, os nobres ali instalados passaram a importar da Holanda os queijos de Edam, fazendo-o através dos comerciantes estabelecidos em Portugal. Este queijo deu origem ao “queijo-do-reino” ou “queijo tipo reino”, fabricado na região da Mantiqueira, em Minas Gerais, sendo o primeiro queijo curado industrial produzido no Brasil.

Mantelães  1879

Na segunda metade do século XIX, o Conselheiro Miguel Dantas criou em mantelães, no concelho de Paredes de Coura, a Fábrica de Lacticínios de Coura na qual, de acordo com as palavras do conceituado médico veterinário Dr. Vieira de Sá, “foram feitas as primeiras tentativas para fabricar (ou imitar) o queijo holandês, que se importava em grandes quantidades da Holanda, chamando-lhe “queijo flamengo”.

Em 1959, por iniciativa do industrial Américo Tavares da Silva, um dos primeiros gerentes da firma Lacto-Lusa Ld.ª, surgiu em Ponte de Lima o queijo “Limiano”, o qual há alguns anos ficou associado a uma polémica em torno da aprovação no parlamento de um Orçamento de Estado viabilizado pelo deputado Daniel Campelo que foi Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima. Esta empresa possuía a fábrica em Vale de Cambra e dispunha de filial em Arcos de Valdevez, cabendo-lhe a produção do queijo “Pastor”, à época produzido no tipo flamengo, com aspeto idêntico ao do queijo “Limiano”. A Lacto-Lima foi criada em 1957, tendo a Lacto-Lusa como sócia maioritária. A ideia da criação do queijo “Limiano” resultou da procura crescente deste género de lacticínio associada à abundante produção de leite na nossa região.

Em 1987, a Lacto-Lusa transformou-se em sociedade anónima, passando a integrar a Lacto-Lima e, em 1994, como resultado da compra e fusão de 7 empresas de lacticínios, surge o Grupo Lacto Ibérica S.A. que, em 1999, encerrou a unidade fabril que mantinha em Ponte de Lima, passando o queijo “Limiano” a ser produzido em Vale de Cambra, dando origem a forte contestação que se estendeu inclusivamente aos tribunais devido à sua denominação. Em 2004, o Grupo Lacto Ibérica S.A foi adquirido pelo grupo francês Bel que passou a designar-se Bel Portugal.

Quanto ao queijo “Limiano”, apesar da sua denominação de origem ou seja, do gentílico com que se identifica, jamais voltou a Ponte de Lima, a terra onde nasceu. Mas o flamengo continua a ser apreciado pela generalidade dos consumidores portugueses!

Carlos Gomes



publicado por Carlos Gomes às 02:16
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