Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Domingo, 19 de Novembro de 2017
IBÉRICO? SÓ CONHECEMOS O PORCO…

Senhora do Almortão

Ó minha Mãe Soberana

Virai costas a Castela

Não queirais ser castelhana

- Popular, Beira Baixa

Numa altura em que os povos de Espanha procuram libertar-se das grilhetas de Castela, eis que surgem solicitos os serventuários do iberismo a inventar “plataformas ibéricas de cultura popular” como se a identidade cultural do povo português e a sua matriz étnica tivesse algo a ver com a do país vizinho, apesar da proximidade geográfica. E, sintomaticamente, não referem uma plataforma luso-espanhola mas “ibérica” como se a Restauração da nossa Independência nem sequer tivesse ocorrido em 1640!

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Claro que todos os laços de cooperação com quaisquer povos é salutar e deve contribuir para a fraternidade universal – jamais para a dominação cultural! Mas essa cooperação deve ser estabelecida prioritariamente com os países e povos que em todos os continentes partilham connosco a língua e com eles também partilhámos os nossos usos e costumes. E, no contexto da Península Ibérica, com o povo irmão da Galiza, a Catalunha com a qual possuímos afinidades desde os tempos medievais quando os peregrinos se dirigiam a Santiago de Compostela e levavam consigo tradições que influenciaram o nosso cancioneiro galaico-minhoto e ainda, sem esquecer naturalmente o território português de Olivença que parece não merecer o mesmo cuidado e atenção…

Mas, como se Portugal não constituísse uma realidade política, social e cultural própria, diversa e independente do país vizinho, eis que uma vez mais se desenterra o cadáver do iberismo e volta-se de novo a falar da Ibéria. Mas, verdadeiramente ibérico apenas nos apraz o porco, aquele que depois de ter sido alimentado a bolota na planície alentejana, é desgraçadamente levado para os matadouros de Espanha, porventura até em Badajoz onde ocorreu a dita reunião de ibéricos!

Mas, porventura nenhum português se exprimiu de forma tão eloquente como o nosso imortal Eça de Queirós quando afirmou:

“Sobre a Espanha sabem o meu pensamento [. ..I; detesto os encontros e abraços da panela de ferro com a panela de barro: detesto mais que se vá pedir esmola a um pobre e auxílio a um paralítico. Detesto também o sistema militar da Espanha, e aquela sinistra colaboração de generais e fidalgos. De resto, amo tudo, na Espanha. Somente gostava mais dela se ela estivesse na Rússia”

Eça de Queirós. “Distrito de Évora”, 11" 13, 21 Fev. 1867, p. 2.

Foto: https://www.porcopretoalentejano.com/



publicado por Carlos Gomes às 21:41
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Sexta-feira, 27 de Outubro de 2017
IMPRENSA EUROPEIA "ANEXA" PORTUGAL À ESPANHA

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publicado por Carlos Gomes às 20:11
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Quinta-feira, 12 de Outubro de 2017
GOVERNO ESPANHOL DEVE RESPONDER NA ONU PELA CONSTRUÇÃO DE UMA ARMAZÉM DE RESÍDUOS NUCLEARES EM ALMARAZ E O PROLONGAMENTO DE VIDA ÚTIL DA CENTRAL NUCLEAR DE GAROÑA

Denúncia PAN sobre Centrais Nucleares de Almaraz e de Garoña. Governo Espanhol deve responder às Nações Unidas até 30 de Outubro

No seguimento das denúncias apresentadas pelo PAN – Pessoas-Animais-Natureza à Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) pelo incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus acerca da decisão do Governo espanhol de aprovar a construção de um armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz e sobre o prolongamento da vida útil da Central Nuclear de Santa Maria de Garoña, o Comité pediu informações ao governo espanhol, sobre ambas as centrais, até dia 30 de Outubro.

O comité sobre a Avaliação dos Impactes Ambientais num Contexto Transfronteiriço -Convenção de Espoo – pede as seguintes informações adicionais ao governo espanhol:

Sobre Almaraz: 1) A planta, localização, parâmetros técnicos e atual ponto de situação sobre o armazém de resíduos nucleares; 2) O processo e resultados do estudo de impacto ambiental transfronteiriço levado a cabo por Espanha no planeamento desta atividade. 

Relativamente a Garoña: 3) Estado de operacionalidade da central; 4) Os planos e passos seguintes do governo para a mesma.

De recordar que o Governo espanhol aprovou em Agosto o encerramento definitivo da Central Nuclear de Santa Maria de Garoña. Porém não só o processo de desmantelamento, como o tratamento e condicionamento dos resíduos nucleares que daí decorrem, ainda suscitam muitas dúvidas técnicas e científicas. No que concerne a Central Nuclear de Almaraz ainda existem graves riscos e conflitos de interesses acerca da construção do armazém de resíduos nucleares no local desta central, que se situa a apenas a 100 kms da fronteira portuguesa.

No dia 26 de janeiro, por não ter obtido resposta do governo à pergunta feita ao Ministério do Ambiente do dia 5 de janeiro, o PAN avançou com uma denúncia junto da UNECE na expectativa de alertar a comunidade internacional para o incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus por parte de Espanha e acelerar as decisões que podem impedir a construção do referido depósito e encerrar de vez a bomba relógio que é a Central Nuclear de Almaraz. O PAN tem vindo a alertar que o objetivo central do Estado espanhol com a construção do armazém de resíduos nucleares é garantir o prolongamento do funcionamento da Central de Almaraz até 2030.



publicado por Carlos Gomes às 14:41
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
SERÁ QUE A DEVOLUÇÃO DO TERRITÓRIO DE OLIVENÇA A PORTUGAL TAMBÉM É ILEGAL FACE À CONSTITUIÇÃO ESPANHOLA?

O governo de Madrid impede o povo catalão não possui o direito de decidir o seu destino político através de referendo alegando que este instrumento democrático é inconstitucional. Será que a constituição espanhola também impede a Espanha de restituir a Portugal o território que mantém ilegitimamente ocupado há mais de dois séculos, apesar dos compromissos que assumiu nesse sentido?

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Em 20 de Janeiro de 1801, Espanha, cínica e manhosamente concertada com a França Napoleónica, sem qualquer pretexto ou motivo válido, declara guerra a Portugal e, em 20 de Maio, invade o nosso território, ocupando grande parte do Alto-Alentejo, na torpe e aleivosa «Guerra das Laranjas». Comandadas pelo «Generalíssimo» Manuel Godoy, favorito da rainha, as tropas espanholas cercam e tomam Olivença.

Ao assinar em 1817, o Tratado de Viena, a Espanha concordava e comprometia-se a devolver o território português de Olivença. Referia o artigo 105.º dor eferido Tratado o seguinte: “As Potências, reconhecendo a justiça da reclamações formuladas por Sua Alteza, o Príncipe Regente de Portugal e do Brasil, sobre a vila de Olivença e os outros territórios cedidos à Espanha pelo tratado de Badajoz de 1801, e considerando a restituição destes objectos como uma das medidas adequadas a assegurar entre os dois Reinos da Península aquela boa harmonia, completa e estável, cuja conservação em todas as partes da Europa tem sido o fim constante das suas negociações, formalmente se obrigam a empregar por meios conciliatórios os seus mais eficazes esforços a fim de que se efectua a retrocessão dos ditos territórios a favor de Portugal. E as Potências reconhecem, tanto quanto depende de cada uma delas, que este ajuste deve ter lugar o mais brevemente possível”.

Não obstante, a Espanha até ao momento nunca honrou a sua palavra, quaisquer que fossem os regimes políticos que ali tiveram vigência, o que nunca os coibiu de cinicamente nos tratar por “hermanos”…

Em 1864, Portugal e Espanha trataram de proceder à delimitação da sua fronteira comum. Perante a recusa do Estado Português em reconhecer a soberania espanhola sobre o território de Olivença, a Comissão Internacional de Limites Luso-Espanhola interrompeu os seus trabalhos na zona da desembocadura do rio Caia, tendo os mesmos apenas sido retomados em 1926, a partir da desembocadura da ribeira dos Cuncos no rio Guadiana, portanto a sul de Olivença.

O Estado Português jamais reconheceu a ocupação do território de Olivença por parte de Espanha, razão pela qual se mantém por colocar os marcos fronteiriços naquele local. Tratando-se de um território de jure pertencente a Portugal nem sequer se coloca juridicamente a questão da autodeterminação – o que se coloca é, do ponto de vista moral, a ocupação em si mesma, ao arrepio do direito internacional, contra os compromissos que assumiu que leva a descredibilizar a palavras dos seus governantes e os protestos de amizade em relação ao povo português. Ou será que a devolução do território que não legalmente não lhe pertence também é inconstitucional face à nova Lei em Espanha?

Carlos Gomes



publicado por Carlos Gomes às 19:23
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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017
“SENTIR PORTUGAL” PROMETE REFORÇAR RELAÇÕES ENTRE AS ASTÚRIAS E PORTUGAL

Mostra de produtos regionais, concertos de fado, visitas empresariais e muito mais!

A ADGTCP/ Progestur tem o prazer de dar a conhecer o evento “Sentir Portugal”, iniciativa organizada em parceria com o Ayuntamiento de Oviedo e que conta com o apoio da APADI – (Associação Portugal Astúrias Desenvolvimento e Inovação). Este evento empresarial/institucional, que se realiza de 25 a 29 de Outubro, no Palácio de Congresso de Oviedo, apresenta também uma forte componente cultural e aposta na mostra de produtos turísticos e culturais portugueses, tendo como principal objetivo promover um intercâmbio empresarial, institucional e cultural entre as Astúrias e Portugal.

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“Sentir Portugal”, que este ano terá como tema principal o sector do Turismo e do Agroalimentar, contará com um espaço, inteiramente dedicado a Portugal, onde será feita a promoção e exposição de empresas e produtos portugueses, espetáculos de Fado, apresentação de artistas/obras portugueses (pintura e escultura), encontros empresariais e visitas a unidades de produção e empresas asturianas.

Durante cinco dias será feita uma aposta na promoção das relações entre Portugal e as Astúrias, potencializando oportunidades de negócio, que certamente irão beneficiar todas as partes envolvidas.

Venha “Sentir Portugal” de 25 a 29 de Outubro, em Oviedo!

Conheça toda a programação em www.progestur.net

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publicado por Carlos Gomes às 21:14
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Terça-feira, 8 de Agosto de 2017
PORTUGAL VOLTA A MARCAR PRESENÇA NA MAIOR FEIRA EMPRESARIAL DAS ASTÚRIAS

expositores levam a cultura de portuguesa até gijón

A Progestur volta a representar Portugal na Feira Internacional de Muestras de Astúrias (FIDMA), que este ano acontece de 5 a 20 de Agosto, em Gijón. A presença portuguesa naquela que é a maior feira empresarial do Norte de Espanha partilhará com o público espanhol sabores, texturas, cheiros e sons que fazem parte da identidade cultural lusa.

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A renovada Calle Portugal apresenta ao público espanhol um novo restaurante “Tapa Portuguesa” – onde o destaque é a gastronomia tradicional portuguesa – vários expositores de produtos portugueses e ainda um espaço dedicado à presença da empresa Monte da Lua que aposta no uso da tecnologia de realidade virtual para dar a conhecer e promover o património cultural e natural da região de Sintra.



publicado por Carlos Gomes às 16:05
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Sexta-feira, 28 de Abril de 2017
PAN MANTÉM QUEIXA CONTRA ESPANHA CONTRA ARMAZENAMENTO EM PORTUGAL DOS RESÍDUOS DA CENTRAL NUCLEAR DE ALMARAZ

PAN não alinha com estratégia do Governo e mantém queixa contra Espanha relativa à Central Nuclear de Almaraz

  • APA valida estratégia espanhola para prolongar o funcionamento de Almaraz
  • Perante silêncio do Governo, PAN quer ouvir Ministros do Ambiente e dos Negócios Estrangeiros
  • Padrões de segurança internacionais invocados não evitaram uma hecatombe nuclear no Japão

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) acabou de aprovar a construção do armazém da central nuclear de Almaraz. Uma decisão que vem confirmar o que o PAN tem vindo a antecipar há muitos meses e que vem validar a estratégia de sempre do governo de Espanha. A construção do Armazenamento Temporário Individualizado (ATI) serve para prolongar a vida da central de Almaraz para além de 2020, por mais 10 anos, uma central que já ultrapassou a sua vida útil para as centrais nucleares deste tipo.

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Um assunto desta relevância devia ter sido anunciado pelo governo e não pela APA pelo que o PAN vai chamar ao parlamento os Ministros do Ambiente, dos Negócios Estrangeiros e o Presidente da APA, para obter esclarecimentos sobre esta tomada de decisão que se baseou num grupo de trabalho que excluiu a colaboração e o conhecimento das ONGAs.

“Os padrões de segurança internacionais invocados pelo Presidente da APA, para avançar com esta esta lucrativa estratégia comercial também estavam estabelecidos em países com elevados standards de evolução tecnológica nuclear como o Japão e nem por isso evitaram uma hecatombe nuclear. Com a previsão de possíveis eventos sismológicos, no curto prazo, perto da Península Ibérica esta "solução adequada" é jogar roleta russa com um revólver cheio de munições”, defende André Silva, Deputado do PAN.

Esta decisão revela uma profunda submissão de Portugal a Espanha por aceitar a ausência de estudos conjuntos de impactos transfronteiriços, consentindo os estudos realizados apenas pelo estado espanhol sem a participação de Portugal.

O governo português continua a recusar-se a adotar uma posição firme em defesa dos interesses dos portugueses, validando toda e qualquer política energética de Espanha, o que revela a ausência de um projeto de defesa coletiva que coloque o interesse do bem comum acima dos interesses económicos que tudo mercantilizam.

Ao contrário das opções do governo, o PAN mantém a sua posição junto da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE). O PAN apresentou em Janeiro duas denúncias à UNECE pelo incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus. Denúncias que estão a ser analisadas, por uma comissária designada para o efeito, até 15 de Agosto.

Por prever uma estratégia semelhante com a Central Nuclear de Santa Maria de Garoña por parte de Espanha, o PAN fez aprovar no parlamento uma resolução que insta ao Governo que denuncie junto do Secretariado da Convenção de Espoo a violação da referida Convenção por Espanha devido a mais dois incumprimentos: a inexistência de comunicação a Portugal das intenções de prolongamento da vida útil da Central Nuclear de Santa Maria de Garoña, assim como da inexistência de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) transfronteiriço. Até ao momento ainda não há indicações se o Governo vai ou não respeitar o mandato que a Assembleia da República lhe concedeu.



publicado por Carlos Gomes às 20:14
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Terça-feira, 4 de Abril de 2017
DEVOLUÇÃO DE OLIVENÇA A PORTUGAL ESTÁ NA ORDEM DO DIA!

A reclamação por parte de Espanha do território britânico de Gibraltar veio abrir uma janela de oportunidade que o Estado Português deve aproveitar para, de forma diplomática, exigir do país vizinho o cumprimento do seu compromisso assumido no Congresso de Viena realizado em 1815, obrigando-se a devolver a Portugal o território de Olivença e, desse modo, resolver de uma vez por todas o litígio fronteiriço que se mantém há mais de dois séculos.

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Com efeito, a decisão de saída da União Europeia por parte do Reino Unido – o nosso mais antigo aliado! – veio reavivar a Espanha a antiga esperança de obter a soberania sobre o território de Gibraltar, vulgarmente designado por “Rochedo”. Isto, apesar de em 1713, aquando da celebração do Tratado de Utrech, ter a Espanha cedido à Inglaterra “…a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes (…) para sempre, sem qualquer excepção ou impedimento”, como forma de parte de pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola no âmbito de um sistema de compensações acordado como forma de Filipe de Anjou ser aceite pelos países beligerantes como rei de Espanha.

Ao contrário do que se verifica com Gibraltar que é pela Organização das Nações Unidas reconhecida como uma colónia e, como tal, é devido aos seus habitantes o direito à autodeterminação, Olivença constitui territorialmente parte integrante de Portugal, consagrado na alínea 1 do Artigo 5º da Constituição da República Portuguesa, o qual reza: “Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira”.

O Tratado de Alcanizes celebrado em 1297 por D. Dinis. Rei de Portugal, com os soberanos dos reinos de Leão e Castela estabeleceu Olivença como parte integrante de Portugal. Em 1801, o Tratado de Badajoz que nem sequer contemplava a anexação da localidade de Vila Real por esta fazer parte do termo de Juromenha e não de Olivença, foi denunciado por Portugal por Espanha não ter cumprido a sua parte do acordo em virtude de ter invadido o nosso país, contrariando as disposições do Tratado. Por tudo isto e muito mais, a Espanha não possui a menor legitimidade para manter a ocupação do território de Olivença, município de Tálega incluído.

Com uma área de 430,1 quilómetros quadrados – correspondendo aproximadamente ao triplo das áreas dos concelhos de Lisboa e Porto no seu conjunto – Olivença é reclamada pelo Estado Português, o que justifica o facto de não ter sido até ao momento delimitada a fronteira desde a confluência da Ribeira do Caia com o rio Guadiana até à confluência da Ribeira dos Cuncos com o rio Guadiana.

À semelhança de Portugal em virtude da sua localização estratégica como porta de entrada para o continente, Gibraltar possui elevado interesse para o Reino Unido também como garantia de passagem par o Mar Mediterrâneo. Não foi em vão que em 1940, a Alemanha nazi chegou a planear a ocupação militar de Gibraltar (Operação Félix) e, com o apoio do exército espanhol, a invasão militar de Portugal (Operação Isabella) por parte de três divisões alemãs, tendo por objectivo principal o ataque aos portos de Lisboa e Setúbal a fim de impedir a sua utilização por parte das forças inglesas. Uma cumplicidade, aliás, que nos remete a memória para o Tratado de Fontainebleau de 1807, estabecido em segredo entre França e Espanha e que definiu a ocupação e partilha de Portugal.

A questão agora levantada pelo país vizinho, a pretexto da saída do Reino Unido da União Europeia, com a exigência da entrega de Gibraltar, vem desencadear um efeito de dominó relativamente ao status quo de vários territórios sob domínio de Espanha, a saber Ceuta e Melila, as Canárias e, por maioria de razão, o território de Olivença, de jure parte integrante de Portugal. A reclamação do Estado Português em relação a Olivença é legítima e, do Minho aos Açores, deve unir todos os portugueses – patriotas! – independentemente dos seus credos religiosos ou convicções partidária. Respeitemos os direitos dos seus habitantes independentemente das suas origens e a dualidade cultural que caracteriza o seu território com vista a uma transição civilizada da sua soberania, mas não abdiquemos da justiça que por direito é devida a Portugal!

Carlos Gomes

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publicado por Carlos Gomes às 23:06
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NAÇÕES UNIDAS NOMEIAM COMISSÁRIA PARA ANALISAR DENÚNCIA DO PAN SOBRE A CENTRAL NUCLEAR DE ALMARAZ
  • Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa reage à denúncia do PAN
  • Espanha instada a esclarecer o statusda decisão sobre a construção do referido armazém
  • Análise da denúncia sobre a construção do armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz até 17 de agosto de 2017

A Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) reagiu às denúncias apresentadas pelo PAN, Pessoas-Animais-Natureza, pelo incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus acerca da decisão do Governo espanhol de aprovar a construção de um armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz a cem quilómetros da fronteira portuguesa.

Sobre o repositório de resíduos de Almaraz o Relatório da 38ª sessão do Comité de Implementação da Convenção de Espoo, (pontos 49 e 50, página 12), refere que o “Comité tomou nota das informações prestadas em 27 de Janeiro de 2017 pelo partido político português, Pessoas - Animais - Natureza (PAN), sobre a construção prevista do depósito temporário individual de resíduos radioativos na Central Nuclear de Almaraz, em Espanha”.

Foi também nomeada a comissária Zdanevich para esta questão que foi convidada a apresentar, até 15 de agosto de 2017, a sua análise das informações fornecidas pelo PAN para consideração na próxima sessão do Comité, incluindo uma lista de perguntas que podem ser endereçadas a Espanha para esclarecer o status da decisão sobre a construção do referido armazém.

No dia 26 de janeiro, por não ter obtido resposta do governo à pergunta feita ao Ministério do Ambiente do dia 5 de janeiro, o PAN avançou com uma denúncia junto da UNECE na expectativa de alertar a comunidade internacional para o incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus por parte de Espanha e acelerar as decisões que podem impedir a construção do referido depósito e encerrar de vez a bomba relógio que é a Central Nuclear de Almaraz. O PAN tem vindo a alertar que o objetivo central do Estado espanhol com a construção do armazém de resíduos nucleares é garantir o prolongamento do funcionamento da Central de Almaraz até 2030.



publicado por Carlos Gomes às 14:10
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2017
FOI D. GARCIA II O PRIMEIRO REI DE PORTUGAL?

Passam 940 anos sobre a data da histórica Batalha de Pedroso, travada entre o Rei D. Garcia II e D Nuno Mendes, o último e o Conde de Portucale descendente da família de Vímara Peres. O confronto foi travado mais precisamente em 18 de Janeiro de 1071, perto de Tibães, entre Braga e o rio Cávado.

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Filho de Fernando I de Leão, coube a D. Garcia II por herança o Reino da Galiza cujos domínios se estendiam até Lisboa, tendo aos seus irmãos Sancho II e Afonso VI recaído respetivamente os territórios de Castela e de Leão.

Incorporava o Reino da Galiza o Condado da Galiza e o Condado Portucalense que, não obstante, manteve sempre um elevado grau de autonomia. A sua denominação destinava-se a diferenciar daquele, tomando o nome da cidade do Porto que foi a sua primeira capital.

Cresciam já por essa época no Condado Portucalense aspirações separatistas que, encabeçadas pelo Conde de Portucale, Nuno Mendes, viriam a culminar na Batalha de Pedroso onde foi derrotado e perdeu a vida, travando por algumas décadas a desejada independência de Portugal.

Por seu turno, passou D. Garcia II a titular-se GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE ou seja, Rei da Galiza e de Portugal. A ele se deve nomeadamente a restauração das sedes de Braga e Tui.

Porém, o seu reinado teve existência efémera em virtude dor irmãos de D. Garcia terem formado uma coligação para lhe usurparem o poder, no que vieram a ter sucesso, tendo-o encarcerado até à sua morte, no castelo de Vermoim, em 22 de Março de 1090.

Cumprindo o seu desejo, D. Garcia foi sepultado acorrentado tal como vivera os últimos anos de sua vida. E, na lápide do seu sepulcro, foi de igual modo representado, ao qual se junta a seguinte inscrição em latim:

R. DOMINUS GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE. FILIUS REGIS MAGNI FERDINANDI. HIC INGENIO CAPTUS A FRATRE SUO IN VINCULIS. OBIIT ERA MCXXVIII XIº KAL. APRIL.

Cujos dizeres podem ser traduzidos para o Português moderno da seguinte forma:

Aqui jaz o rei Garcia de Portugal e Galiza, filho do grande rei Fernando, que foi capturado pelo seu irmão com engano. Morreu preso a 22 de março de 1090.

Porém, a saga dos dois irmãos do Rei Garcia não se ficou por aqui e no ano seguinte, Sancho II expulsou Afonso VI, juntando os três reinos – Castela, Leão e Galiza e Portugal. Sancho II acabou assassinado e Afonso VI tomou a coroa de Leão, a qual abrangia os três reinos. A História prossegue a sua marcha imparável e foi necessário esperar cerca de setenta anos para que Portugal se tornasse um reino independente.



publicado por Carlos Gomes às 19:54
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017
DEPUTADO DO PAN PARTICIPA NA CONFERÊNCIA DO MOVIMENTO IBÉRICO ANTINUCLEAR “FECHAR ALMARAZ”

No próximo sábado, dia 04 de fevereiro, pelas 10h00, em Lisboa, na Fábrica de Braço de Prata, o deputado do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, André Silva, participa na Conferência do Movimento Ibérico Antinuclear “Fechar Almaraz”, que reúne especialistas franceses e espanhóis com ativistas nacionais e institucionais para debater um problema ambiental com forte risco para a saúde pública.

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No seguimento da decisão do Governo espanhol de aprovar a construção de um armazém de resíduos nucleares na central nuclear de Almaraz, a cem quilómetros da fronteira portuguesa, e por considerar que é necessária uma intervenção de Portugal que vá para além de queixas à Comissão Europeia, o PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresentou a semana passada duas denúncias/exposições à Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) pelo incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus.

Atendendo a que não houve a realização de uma Avaliação Transfronteiriça de Impacte Ambiental de acordo com os critérios da Convenção de Espoo e da Diretiva Comunitária 2011/92/UE de 13 de Dezembro de 2011, alterada pela Diretiva 2014/52/UE de 16 de Abril de 2014 e, uma vez que Portugal não foi consultado nem notificado como está previsto nas diretivas da Convenção de Aarhus, o partido defende que estamos perante o incumprimento destes acordos internacionais por parte de Espanha.



publicado por Carlos Gomes às 19:36
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2016
SENTIR PORTUGAL: 1ª EDIÇÃO DO EVENTO PÔS OVIEDO A SENTIR PORTUGAL

O evento Sentir Portugal levou até à cidade de Oviedo a cultura portuguesa e encantou os muitos locais e turistas que passaram, ao longo dos quatro dias, pelo evento.

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De 22 a 25 de Setembro esta iniciativa da Progestur - Associação para o Desenvolvimento do Turismo Cultural – que conta com o apoio do Ayuntamiento de Oviedo, Fundação Luso-Espanhola e União de Exportadores da CPLP, permitiu levar até ao norte de Espanha marcas e empresas portuguesas possibilitando vários contactos institucionais.

No interior do antigo edifício del mercado del pescado, local onde hoje se realizam diversos eventos culturais, estiveram dispostos, em espaços promocionais, tradicionais iguarias portuguesas. Fumeiro, queijos, doces conventuais, vinhos e licores e ainda produtos feitos de cortiça e peças de vestuário trabalhadas em burel, despertaram a curiosidade do público.

O principal destaque da 1ª edição de Sentir Portugal foram os dois “Jantar com Fado” que decorreram sexta-feira e sábado à noite. Esgotados desde quinta-feira, a organização teve a necessidade de ampliar o número de lugares disponíveis na sala, uma vez que a combinação da gastronomia e canto tradicional de terras lusas agradou bastante ao público asturiano, gerando grande procura.

O evento contou com várias presenças institucionais, entre as quais a presença do Alcalde de Oviedo, Wenceslao López, do conselheiro de economia, Concejal Rubén Rosón, do Presidente da União de Exportadores da CPLP, Mário Costa, do Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, entre outras personalidades que fizeram questão de visitar a 1ª edição do evento.

Durante os dois dias os serões foram abrilhantados com a maravilhosa voz da fadista Deolinda Bernardo, que brindou o público com tradicionais canções de fado, conhecidas por algumas pessoas do público, que por vezes se faziam ouvir acrescentando pedidos ao repertório.

A fadista, acompanhada por Ricardo Dias na guitarra portuguesa e José Pires na viola fado, relembrou êxitos de Amália Rodrigues, Zeca Afonso, Mariza, Dulce Pontes, entre muitos outros artistas portugueses. Entre um cálice de vinho do porto e um café típico de Portugal, o público acompanhou Deolinda Bernardo num coro organizado, tornando por momentos a Plaza Trascorrales “uma casa portuguesa com certeza!”.

Para o ano reforçaremos ainda mais a imagem de Portugal em Oviedo levando mais produtos regionais e mais oportunidades para assistir aos concertos de fado.

Não perca a 2ª edição de Sentir Portugal, já em 2017!

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publicado por Carlos Gomes às 19:19
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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2016
PAN PARTICIPA EM MADRID EM MANIFESTAÇÃO CONTRA A TAUROMAQUIA

Deputado do PAN participa em Madrid naquela que se prevê como a maior manifestação pelo fim da tauromaquia

No próximo dia 10 de Setembro, sábado, o deputado do PAN – Pessoas-Animais-Natureza, André Silva, participará na #MisiónAbolición, uma manifestação pelo fim da tauromaquia organizada pelo PACMA, partido político espanhol que trabalha pelos direitos dos animais, a defesa do meio ambiente e pela justiça social.

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Esta presença surge no seguimento da cooperação ibérica já estabelecida entre os dois partidos e da posição comum sobre o impacto negativo da indústria tauromáquica nos dois países, tanto pelo peso nas contas públicas, como pelos atentados aos direitos dos animais provocados por uma atividade que perpetua a violência em vários âmbitos, nomeadamente junto de crianças e jovens.

A manifestação, que decorrerá pelas ruas da cidade de Madrid entre as 17h00 e as 20h00 espanholas, terá início e fim na Puerta del Sol e contará, segundo as expectativas do PACMA, com muitos milhares de manifestantes. Esta será uma das várias iniciativas previstas pelo PAN para dar continuidade ao trabalho iniciado na passada sessão legislativa, na qual o partido apresentou vários projetos-lei direcionados à tauromaquia, propondo nomeadamente o fim da transmissão de espetáculos tauromáquicos na estação televisiva pública RTP, a não utilização de menores de idade nestes espetáculos e o fim da utilização de dinheiros públicos para financiamento direto ou indireto de atividades tauromáquicas.

André Silva acompanhará a presidente do PACMA Silvia Barquero na linha da frente daquela que se prevê como a maior manifestação pelo fim da tauromaquia dos últimos tempos em Espanha, esperando também conseguir mobilizar a população portuguesa para ações com a mesma dimensão relativa no nosso país.



publicado por Carlos Gomes às 14:49
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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2016
QUANDO VISITA OFICIALMENTE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA O TERRITÓRIO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA?

À semelhança do que se verificou com as recentes celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, estas comemorações deverão ocorrer no futuro junto das comunidades portuguesas radicadas noutros países. Existe, porém, um território que, não obstante pertencer de jure a Portugal, encontra-se desde há mais de dois séculos sob administração de Espanha – trata-se do concelho de Olivença, Tálega incluída – que até ao momento não recebeu a visita oficial do Presidente da República.

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Apesar do tempo já percorrido desde a ridícula “guerra das laranjas” e das gerações que entretanto se sucederam ao longo de mais de duzentos anos, os oliventinos de origem portuguesa guardam com nostalgia a sua identidade como podem na esperança de que um dia a terra que os viu nascer regresse à Pátria a que verdadeiramente pertence: Portugal. A comprovar tal sentimento patriótico, basta referir o grande número de pedidos de atribuição da nacionalidade portuguesa que ultimamente se vem verificando, pese embora as alterações demográficas que se registaram ao longo do tempo.

Com uma área superior a 430 quilómetros quadrados – correspondendo ao triplo da área das cidades de Lisboa e Porto juntas! – Olivença faz parte de Portugal desde a celebração do tratado de Alcanizes celebrado em 1297.

À altura da ocupação, integravam o concelho de Olivença as freguesias de Santa Maria do Castelo, Santa Maria Madalena, São Jorge da Lor, São Domingos de Gusmão e Tálega. Vila Real, entretanto anexada a Olivença, fazia até então parte do concelho de Juromenha, localidade que agora integra o município do Alandroal.

O território português de Olivença, situado na margem esquerda do rio Guadiana, permanece ocupado por Espanha desde 1801. Em 1817, ao abrigo do Tratado de Viena, Espanha reconheceu a soberania portuguesa e comprometeu-se a devolver o território à soberania portuguesa, compromisso que nunca honrou até ao momento.

O Estado Português não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença, razão pela qual falta ainda demarcar a fronteira entre os dois países entre entre as confluências do Guadiana com o rio Caia (a norte) e a ribeira de Cuncos (a sul), não estando colocados os marcos fronteiriços entre o 801 e o 900, na zona adjacente ao território histórico de Olivença.

Não faltam as razões que fundamentem do ponto de vista jurídico a reclamação de Portugal relativamente a Olivença nem tão pouco os argumentos de ordem moral que lhe assistem: a Espanha deve honrar os seus compromissos e respeitar um país cujo relacionamento sempre se pautou pela amizade e boa vizinhança. E, em nome de Portugal, o Presidente da República jamais se deveria inibir a efetuar uma visita oficial a Olivença e ali celebrar o Dia de Portugal, levando aos oliventinos – Portugueses de Olivença! – uma palavra de afeto e esperança!

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publicado por Carlos Gomes às 19:04
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Terça-feira, 2 de Agosto de 2016
PROGESTUR LEVA UM GOSTINHO DE PORTUGAL EM GIJÓN

PELO 5º ANO CONSECUTIVO A PROGESTUR LEVOU PRODUTOS E MARCAS PORTUGUESAS AO NORTE DE ESPANHA

Pelo 5º ano consecutivo a Progestur foi convidada pelo Ayuntamiento de Gijón para representar Portugal na V Edição do Festival Arcu Atlánticu, que se realizou de 22 a 31 de Julho, levando várias atrações ao centro da cidade de Gijón.

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Mais uma vez Portugal foi presença de destaque conquistando o interesse do público asturiano. Com o tema "Douro, Identidade e Memória", o Espaço Portugal, apresentou-se uma vez mais na Plaza de Campo Valdés, junto à zona histórica de Gijón onde, deu a conhecer tradições, sabores e sons de algumas regiões de Portugal.

Com uma vasta programação, ao longo dos nove dias de festival o espaço português trouxe até à cidade de Gijón a deslumbrante beleza natural e biodiversidade da região do Douro, produtos regionais e marcas portuguesas, concertos de fado e a habitual animação do povo português.

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Em parceria com o Museu do Douro foram projetados pequenos filmes dando a conhecer mais sobre esta fantástica região classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, realçando o seu potencial turístico.

A diversidade de oferta marcou a presença de Portugal no Arcu Atlánticu. O têxtil, a cortiça, os vinhos e os queijos, o azeite, o mel e as compotas, não esquecendo os deliciosos e irresistíveis doces conventuais voltaram a encantar os visitantes, que todos os anos aguardam com expetativa os melhores produtos portugueses.

A conquista de um crescente interesse por parte do público local e a grande visibilidade nos media asturianos, leva Portugal a ser considerada uma das representações internacionais mais interessantes do festival. Este ano para além da habitual programação o Espaço Portugal brindou o público com dois espetáculos de Fado, levando até ao V Festival Arcu Atlánticu o som do mais genuíno canto português, na voz da fadista Ana Roque acompanhada pelo guitarrista João David Almeida.

O famoso fado português fez-se ouvir sob a presença de curiosos olhares e sussurros daqueles que já conheciam melodias que cantam a alma do povo português, sendo notório o encanto de quem por lá passava e se deixava ficar a ouvir “as cordas de uma guitarra”.

Para 2017 a Progestur já está a pensar na presença de outras entidades e marcas portuguesas que, aliadas a uma programação atrativa e rica em produtos regionais de Portugal promete voltar a encantar Gijón.

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publicado por Carlos Gomes às 20:24
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2016
LISBOA ESTÁ EM FESTA COM O FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA

Amanhã realiza-se o tradicional desfile da Máscara Ibérica, com partida da Praça do Município às 16h30

Até ao próximo dia 8 de maio, encontra-se instalada na Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio, uma autêntica feira a promover a nossa gastronomia tradicional das mais diversas regiões de Portugal e Espanha, nomeadamente queijos, doçaria, fumeiro, licores e compotas. A isto acrescenta-se o artesanato e a promoção turístico-cultural, com música à mistura, tertúlias, concertos musicais e muita animação de rua.

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Amanhã regista-se o momento alto do Festival Internacional da Máscara Ibérica. Cerca de 30 grupos de Portugal e Espanha, reunindo mais de meio milhar de mascarados, vão desfilar desde a Praça do Município até ao Rossio, atraindo à baixa lisboeta muitos milhares de pessoas. É o Grande Desfile da Máscara Ibérica que já vai na 11ª edição.

Este festival procura preservar as tradições pagãs dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem. Galiza, Leão, Zamora, Cáceres, Astúrias, Salamanca e Guadalajara são as regiões do país vizinho que se fazem representar este ano no XI Grande Desfile da Máscara Ibérica.

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A iniciativa é da Progestur – Associação para a Promoção, Gestão e Desenvolvimento do Turismo Cultural em Portugal, em parceria com a EGEAC e a Câmara Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 21:11
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Sábado, 16 de Abril de 2016
VEM AÍ O TGV! - LIGAÇÃO A MADRID COLOCARÁ LISBOA NA PERIFERIA DA CAPITAL ESPANHOLA

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Um comunicado de imprensa da representação espanhola na Comissão Europeia, do passado dia 7 de abril, dá conta da aprovação do projeto de desenvolvimento da linha de alta-velocidade Madrid-Lisboa – via Extremadura espanhola - num investimento de 321,1 milhões de euros, 205,1 milhões diretamente do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

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Este projeto, parte da Rede Transeuropeia de Transportes, unirá Lisboa a Madrid e a Paris, além de a muitos outros destinos, quer em Espanha, quer no resto da Europa, através das linhas francesas e alemãs.

O objetivo do projeto é melhorar a competitividade das ligações ferroviárias europeias, em concreto na ”linha Atlântica”, entre Madrid e Lisboa.

Corina Creţu, a Comissária para a Política Regional, destacou que “este projeto ferroviário é uma contribuição importante para a rede de comunicações de alta velocidade entre a Península Ibérica e o resto da Europa.”

Fonte: http://www.tribunaalentejo.pt/tribuna/

Foto: http://eurotoptrains.net/



publicado por Carlos Gomes às 10:02
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015
PENÍNSULA IBÉRICA VÊ NASCER UMA NOVA NAÇÃO INDEPENDENTE: A CATALUNHA!

Dentro em breve, a Europa poderá assistir ao nascimento de uma nova nação soberana e independente na Península Ibérica: a Catalunha!

Os catalães vão no próximo dia 27 de setembro ser chamados a votar para as eleições autonómicas da região, as quais vão constituir na prática um plebiscito à independência.

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Apesar do decreto que convoca as referidas eleições não incluir qualquer referência ao carácter plebiscitário das mesmas, as forças políticas nacionalistas formaram a frente independentista “Juntos Pelo Sim” – “Junts pel sí”, em catalão – congregando a Convergência Democrática de Artur Mas, a Esquerda Republicana da Catalunha de Oriol Junqueras e os comunistas das Candidaturas de Unidade Popular.

Porém, o projeto de independência da Catalunha conta com a oposição do PSC (Partido Socialista da Catalunha), o PPC (Partido Popular da Catalunha), a ICV-EUiA (partido comunista) e o Catalunya Sí que es Pot (Podemos catalão) e do Ciudadanos.

Perante a manifesta dificuldade da Espanha vir a adotar um modelo federal, quer sob o regime monárquico ou republicano, o caminho iniciado pela Catalunha rumo à independência parece irreversível.

Uma eventual declaração unilateral da independência por parte da Catalunha trará profundas alterações políticas na Península Ibérica e a nível europeu. O independentismo catalão preconiza a construção de um Estado Federado do qual farão ainda parte a Comunidade Valenciana, Aragão, Ilhas Baleares, El Carxe (Comarca de Múrcia), Andorra, o território francês do Rossilhão (Catalunha Norte) e L’Alguer, na Sardenha, em Itália.

Entretanto, o exemplo da Catalunha pode ainda vir a ser seguido pelo País Basco (Euskadi) com evidentes consequências no mapa político de França, a Galiza e as Canárias, despertando os nacionalismos adormecidos nos mais variados pontos da Europa, à semelhança do que ocorreu no século XIX.

À semelhança do que sucedeu com o Sacro Império Romano-Germânico de Carlos Magno que em grande medida inspirou os construtores da atual União Europeia, a crise económica e financeira e o encerramento das fronteiras pode ditar o seu fim e abrir o caminho à reconfiguração da Europa com o aparecimento de novas nações.

De uma coisa temos a certeza: os catalães estão a fazer História. Nós, portugueses, recuperámos a independência face a Espanha em 1640 – nessa altura, a revolta da Catalunha foi esmagada!



publicado por Carlos Gomes às 15:50
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Domingo, 13 de Setembro de 2015
GENTES DE ARGANIL TRAZEM A LISBOA USOS E COSTUMES DE VÁRIAS REGIÕES DO PAÍS

A região espanhola de Castela e Leão também dançou na festa arganilense

Os trajes tradicionais das gentes do Ribatejo, Beira Litoral, Douro Litoral, da região saloia da Estremadura e ainda de Castela e Leão desfilaram hoje em Lisboa, no Campo de Santa Clara, rumo à Igreja de Santa Engrácia onde está instalado o Panteão Nacional.

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Tratou-se do Festival Internacional de Folclore “Usos e Costumes em Lisboa”, iniciativa que o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa e a Casa da Comarca de Arganil levam a efeito todos os anos naquele local, constituindo já pela sua qualidade uma referência do folclore e do regionalismo na região de Lisboa.

Para além do grupo anfitrião – o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa – participaram ainda o Rancho Regional “Recordar é Viver” – Paramos em representação do Douro Litoral Sul, o Grupo Folclórico e Etnográfico de S. José da Lamarosa – Coruche, proveniente do Ribatejo, o Rancho de Folclore e Etnografia “Os Ceifeiros da Bemposta” – Loures, da região saloia da Estremadura e, como representação internacional o Grupo de Danzas “Virgen de las Aguas de Tardajos”, proveniente de Burgos, trazendo até nós as danças e cantares das gentes de Castela e Leão, a vizinha Espanha.

Imediatamente após o desfile dos grupos, uma chuva miudinha e persistente veio perturbar os planos dos organizadores visto que o espetáculo se realiza em local ao ar livre, mas a festa não deixou de realizar-se porque a paixão pelo folclore sobrepõe-se às próprias adversidades meteorológicas.

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publicado por Carlos Gomes às 19:51
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MINHOTOS TRAZEM BELEZA E FOLCLORE AO CORAÇÃO DE LISBOA

O Largo do Martim Moniz foi este ano o palco para a realização do XVI Festival Nacional de Folclore organizado pelo Besclore - Grupo de Danças e Cantares do Clube Novo Banco, um agrupamento folclórico constituído maioritariamente por minhotos que são simultaneamente trabalhadores daquela entidade bancária e seus familiares residentes na região de Lisboa.

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Inicialmente previsto para ter lugar na Praça da Figueira à semelhança de anos anteriores, o evento foi por razões de gestão dos espaços públicos por parte do município lisboeta transferido este ano para o Largo do Martim Moniz, tendo o desfile se realizado a partir da Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio.

Além do grupo anfitrião, estiveram ainda em representação do Minho o Rancho Folclórico de Santa Marinha de Mogege – Vila Nova de Famalicão e, ainda dentro da mesma região geo-etnográfica, o Rancho Folclórico de S. Pedro de Rates – Póvoa de Varzim. Da Beira Alta veio o Rancho Folclórico Estrela d’Alva – Seia e do Ribatejo o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Almeirim.

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Quebrando a tradição que identifica este evento como um festival nacional de folclore, passando pela primeira vez a adquirir também um âmbito internacional, veio de Espanha o Grupo de Danzas “Virgen de las Aguas de Tardajos”, de Burgos, em representação dos usos e costumes de Castela e Leão.

A rufar os bombos, o festival contou este ano com a participação do Grupo de Percussão “Bombrando”.

O Besclore - Grupo de Danças e Cantares do Clube Novo Banco foi fundado em 1987 com a designação Grupo de Danças e Cantares Besclore, constituindo uma das vertentes do Grupo Cultural e Desportivo dos Trabalhadores daquela instituição bancária.

Composto por cerca de 40 elementos visa “recolher, representar, promover e divulgar as tradições, usos, costumes, danças e cantares do povo do Alto e Baixo Minho português”. Iniciando a sua representação etno-folclórica nas danças, nos cantares e no trajar do final do XIX, princípio do séc. XX.

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O Grupo leva já quase três décadas de existência na exibição da policromia dos trajes de Viana do Castelo, do requinte dos trajes de Braga, da elegância das modas dos vales dos rios Ave e Este, e da vivacidade e alegria contagiante das modas da Ribeira Lima e Serras d`Arga e Soajo.

Tem ao longo dos anos participado em inúmeros espetáculos, festivais de folclore e romarias de norte a sul do Pais e também em Espanha, França, Inglaterra e Itália.

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publicado por Carlos Gomes às 08:52
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2015
MAFRA REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE LUSO-ESPANHOL



publicado por Carlos Gomes às 17:25
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Domingo, 28 de Junho de 2015
MAFRA REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE LUSO-ESPANHOL



publicado por Carlos Gomes às 14:52
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2015
MAFRA REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE LUSO-ESPANHOL



publicado por Carlos Gomes às 15:34
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Terça-feira, 16 de Junho de 2015
CATALUNHA ABRE EMBAIXADA EM LISBOA

O governo autónomo da Catalunha vai proceder á abertura de três novas representações no estrangeiro, uma das quais em Portugal. As outras serão em Marrocos e no estado do Vaticano.

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De acordo com o governo catalão, estas representações pretendem “responder ao compromisso de consolidar a ação externa da Catalunha e promover a participação em organismos internacionais”.

A abertura de uma representação em Lisboa visa estabelecer contatos e intercâmbios comerciais com Portugal e os demais países de expressão portuguesa. Na realidade, atendendo ao processo que está marcha com vista à independência política da Catalunha, esta iniciativa insere-se numa estratégia que visa a prazo obter o reconhecimento oficial do novo país.

Situada no nordeste da Península Ibérica, a Catalunha constitui uma das nações peninsulares que aspira à independência, tendo visto fracassar a sua sublevação de 1640 também conhecida por “Guerra dos Segadores”, precisamente quando os portugueses logravam libertar-se do jogo espanhol sob a dinastia dos Filipes.

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publicado por Carlos Gomes às 23:48
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Sábado, 9 de Maio de 2015
LISBOA VÊ DESFILAR MÁSCARAS TRADICIONAIS DE PORTUGAL E ESPANHA

O Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) fez desfilar em Lisboa máscaras tradicionais portuguesas de Trás-os-Montes e Beira Litoral e ainda da Galiza, Leão, Astúrias e Andaluzia no país vizinho.

Termina amanhã em Lisboa mais uma edição do Festival Internacional Máscara Ibérica. Dezenas de grupos oriundos do norte e centro de Portugal e ainda da Galiza, Leão, Astúrias e Andaluzia desfilaram hoje entre a Praça do Município e o Rossio. Do nosso país estiveram representados os concelhos de Mogadouro, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Lamego, Mira e Ílhavo.

A Mostra das Regiões apresentou-se mais uma vez em Lisboa, transformando durante quatro dias o Rossio consecutivos numa montra de produtos regionais, artesanato e destinos turísticos. Os visitantes tiveram oportunidade de descobrir e adquirir algumas das mais tradicionais iguarias como o fumeiro, a doçaria regional e peças artesanais nacionais e das mais diversas regiões do país vizinho.

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A tradição pagã dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem, tem por objetivo a divulgação de um dos elementos mais característicos do folclore dos povos, concretamente as máscaras tradicionais, ajudando a compreender todo o ritual que lhe está associado, desde as suas origens pagãs às festividades do Entrudo tradicional. O costume da máscara é comum a todos os povos e a todas as regiões, embora em muitos casos tenha caído no esquecimento. A título de exemplo, no Minho perdura ainda a tradição dos cabeçudos e gigantones, fazendo-se acompanhar pelas arruadas dos zés-pereiras, dando alegria e colorido às romarias.

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A utilização tradicional das máscaras está associada à religiosidade primitiva que encarava o ciclo da vida e dos vegetais num perpétuo renascimento. O rito celebra o mito e assegura a interrupção do ciclo da natureza e da vida. Assim, como á morte sucede a vida, também ao Inverno e à morte dos vegetais sucede invariavelmente o seu renascimento. Ao Inverno estão associados um conjunto de rituais que se iniciam com o culto dos mortos em Novembro, na crença de que estes podem interferir favoravelmente no ciclo da natureza, culminando com a Serração da Velha a anunciar o regresso da Primavera. Pelo meio fica o Entrudo celebrado com as suas máscaras e os seus instrumentos ruidosos como as sarroncas e os zaquelitraques com vista a expulsar os demónios do Inverno.

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Toda a representação se destina a exorcizar os maus espíritos do Inverno e incidem no universo rural, desde a representação de figuras demoníacas aos animais que fazem parte do quotidiano do lavrador. As máscaras são construídas a partir dos materiais disponíveis no espaço rural e concebidas com base no imaginário popular.

Os chocalhos prendidos à cinta do careto, símbolo da virilidade e da posse demoníaca, destinam-se a chocalhar as raparigas que se perdem pelos caminhos da aldeia. Os mascarados estão autorizados a invadir as casas e tomar para si alvíssaras, em regra uma peça do fumeiro.

Trata-se de costumes que seguramente eram comuns a todas as regiões do nosso país mas cuja memória e tradição se foi perdendo. Cabe às personalidades e entidades culturais que se dedicam ao estudo e investigação na área da etnografia a revelação de tais tradições já esquecidas.

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publicado por Carlos Gomes às 22:07
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015
REGIÃO CARAMELA ORGANIZA FESTIVAL DE FOLCLORE



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Domingo, 1 de Junho de 2014
MINHOTOS EM LOURES INTERNACIONALIZAM ENCONTRO DE CULTURAS

Mais de um milhar de pessoas afluiu ontem ao Parque da Cidade, em Loures, para assistir e participar num grandioso festival de folclore organizado pelo Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares “Verde Minho”, um agrupamento constituído por minhotos e sediado naquele concelho dos arredores de Lisboa. Trata-se do “Encontro de Culturas” que já regista mais de vinte edições e este ano teve a particularidade de contar com a participação doGrupo de Danças e Cantares de Aldava, proveniente de Cáceres, na Comunidade Autónoma da Extremadura de Espanha, o que pela primeira vez confere ao evento um caráter internacional.

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Além do grupo organizador e do referido agrupamento oriundo da Extremadura espanhola, o evento contou ainda com a participação do Grupo de Bombos Os Zés Pereiras Amarantinos, Escola de Concertina “Filipe Oliveira” e a Concertina de “Daniel Sousa”, o Rancho Etnográfico de São Miguel de Entre Ambos-os-Rios, Grupo Etnofolclórico Renascer de Areosa e do Grupo de Folclore Terras da Nóbrega. A apresentação esteve a cargo do Eng. José Brito.

Tendo como cenário a réplica das ruínas de São Paulo, e que constituiu a fachada do Pavilhão de Macau na Expo’98, a festa incluiu a exposição e venda de artesanato e iguarias da gastronomia tradicional em espaços apropriados para o efeito e culminou com uma imponente sessão de fogo-de-artifício, tendo sido visitado pelo Presidente da Câmara Municipal de Loures, Dr. Bernardino Soares e outros autarcas daquele concelho.

O Grupo Folclórico e Etnográfico “Verde Minho” encontra-se sediado na localidade de A-das-Lebres, no concelho de Loures, e é uma associação cultural constituída por minhotos e amigos que vivem na região de Lisboa que procuram manter as suas raízes culturais e as tradições da sua região de origem. Loures, terra de tradições saloias, reviveu uma vez mais a alegria e a exuberância de um arraial à moda do Minho, montado pelas gentes minhotas que ali vivem e trabalham.

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Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
LOURES RECEBE ENCONTRO DE CULTURAS TRADICIONAIS

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Terça-feira, 20 de Maio de 2014
LOURES RECEBE ENCONTRO DE CULTURAS TRADICIONAIS

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Domingo, 18 de Maio de 2014
MINHOTOS REALIZAM EM LISBOA FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE

Festival de Folclore Cidade de Lisboa já é um festival internacional

Ao fim de 34 anos de atividade, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho acaba de internacionalizar o seu festival de folclore que, com 33 edições consecutivas, constitui um espetáculo já consagrado na capital do país – o Festival de Folclore Cidade de Lisboa. A participação estrangeira era oriunda de Euskadi, vulgo País Basco. Desse modo, este tornou-se o primeiro festival de folclore organizado pelos minhotos em Lisboa a adquirir caráter internacional.

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Perto de um milhar de pessoas afluiu hoje à Escola José Gomes Ferreira, em Benfica, para assistir ao 33º Festival de Folclore Cidade de Lisboa. Do Douro Litoral veio o Rancho Regional de S. Salvador de Folgosa, da Maia. Da Beira Baixa o Rancho Regional de Silvares, do Fundão. Da Alta Estremadura, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré e, de Euskadi, o Grupo Korosti, proveniente de Legazpi, da vascongada de Guipúzkoa.

Todos os grupos participantes proporcionaram ao público um magnífico e digno espetáculo de folclore, revelando elevada qualidade na sua representatividade, na forma de trajar, na atitude em plena atuação e fora dela. E, de outra forma não seria de esperar, porquanto a entidade organizadora do festival – o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho – já nos habituou a uma seleção rigorosa dos grupos que habitualmente convida para o seu festival. E, qual cereja a encimar o bolo de aniversário do grupo anfitrião, o Grupo Korosti brindou a assistência com as danças tradicionais vascas, o zortziko e o aurresku ao som do txistulai (tocador de flauta), atuações que surpreenderam e arrancaram o aplauso entusiástico do público.

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A Guipúzkoa cuja capital é Donostia (San Sebastian) constitui uma das três províncias bascas (vascongadas) sob administração de Espanha, sem considerar a Comunidade de Navarra (Nafarroa, em euskera). Embora a sua origem ainda permaneça desconhecida, os estudiosos do idioma basco, o euskera, vêm defendendo que o mesmo deriva da antiga língua ibera.

Constituído em 16 de maio de 1980, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho é porventura o mais antigo agrupamento folclórico minhoto existente na região de Lisboa. Este grupo é formado predominantemente por minhotos radicados na capital e tem como objetivos recolher, preservar e divulgar a cultura tradicional minhota.

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Ao longo da sua existência, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho tem levado o folclore minhoto a todo o país e ainda a números países como Espanha, França, Alemanha, Polónia, Hungria, Holanda, Marrocos, Brasil, Eslováquia, Lituânia, Turquia, Malta e Japão onde, aliás, participou nas comemorações dos 450 anos da chegada dos Portugueses àquele país.

Este Grupo tem o apoio técnico da Federação do Folclore Português, está também inscrito no INATEL, na Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio e preside atualmente à “Associação do Distrito de Lisboa para Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa”. Encontra-se sediado na Junta de Freguesia de Benfica em Lisboa, cidade onde todos os anos organiza o festival de folclore “Cidade de Lisboa”.

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publicado por Carlos Gomes às 22:08
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2014
LOURES RECEBE ENCONTRO DE CULTURAS TRADICIONAIS

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publicado por Carlos Gomes às 21:10
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2014
LISBOA RECEBE MAIS UMA EDIÇÃO DO FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA



publicado por Carlos Gomes às 17:54
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