Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Sábado, 24 de Junho de 2017
HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE EM LOURES PALESTRA SOBRE USOS E COSTUMES DOS SALOIOS

Palestra promovida pelo Grupo de Folclore Verde Minho marca arranque oficial do FolkLoures’17

“Usos e costumes dos saloios – uma conversa com muitos nós! Foi o tema da palestra hoje proferida em Loures, a quar marcou o início oficial da edição deste ano do Folkloures.

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A iniciativa teve lugar no magnífico auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte onde normalmente decorrem as reuniões da Assembleia Municipal e contou com a presença do Dr. Francisco Sousa, técnico do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Loures e de Joaquim Pinto, em representação do Presidente da Federação do Folclore Português.

Perante uma assistência interessada e participativa, a palestrante foi “desatando nós” ao longo da sua dissertação, desfazendo conceitos há muito tempo estabelecidos no meio folclórico e entre os investigadores, muitos deles surgidos por ocasião da Exposição do Mundo Português realizada em 1940 e que, graças à intervenção de António Ferro e de sua esposa, a poetisa Fernanda de Castro, vieram a conferir especial saliência e visibilidade ao folclore nacional. Na realidade, uma época que acabaria por marcar de forma indelével a forma como actualmente ainda hoje encaramos o folclore.

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Procurando contrariar a ideia estabelecida segundo a qual os saloios descendem exclusivamente dos moiros que então habitavam nos arredores de Lisboa, a historiadora defende que essa definição étnica se estende a muitos outros povos de diferentes origens que aqui se estabeleceram. E, muitos outros nós desatou a Drª Ana Paula Assunção ao longo da palestra que proferiu e para a qual foram convidados todos os grupos folclóricos de todos os concelhos da região saloia mas que, estranhamente, parecem revelar desinteresse pelos temas que tratam a sua própria cultura tradicional com a qualidade e interesse como a lição que foi hoje oferecida a todos os presentes.

No átrio do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte foi também montada uma exposição temporária de concertinas, algumas das quais velhos harmónios que remontam aos começos do século XX.

Também o Museu Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’17, mantém durante toda a semana entradas gratuitas para quem quiser visitar a exposição permanente de carroças e outras alfaias da região saloia.

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O FolkLoures’17 culmina com a realização, no próximo dia 1 de Julho, de um grandioso espectáculo – o Encontro de Culturas – a ter lugar no Parque da Cidade, com o seguinte programa:

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Grupo de Zés Pereiras Os Baionenses – Baião – Douro Litoral

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

Fotos: Artur Lucena / Revista LOURESmagazineODIVELAS

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publicado por Carlos Gomes às 22:31
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2017
FOLKLOURES’17: HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE AMANHÃ EM LOURES PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

Iniciativa do Rancho Folclórico Verde Minho

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, no dia 24 de Junho, pelas 15h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

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O Palácio doa Marqueses da Praia e Monforte encontra-se instalado junto ao Parque da Cidade e trata-se do local onde reúne a Assembleia Municipal de Loures, dispondo das melhores condições para a realização de palestras e conferências.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

Nesse mesmo dia e local, terá ainda lugar outra iniciativa cultural integrada no programa da edição deste ano do FolkLoures, a qual contamos divulgar muito brevemente. Trata-se, pois, de um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.



publicado por Carlos Gomes às 10:24
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2017
FOLKLOURES’17: HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE EM LOURES PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, no dia 24 de Junho, pelas 15h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

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O Palácio doa Marqueses da Praia e Monforte encontra-se instalado junto ao Parque da Cidade e trata-se do local onde reúne a Assembleia Municipal de Loures, dispondo das melhores condições para a realização de palestras e conferências.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

Nesse mesmo dia e local, terá ainda lugar outra iniciativa cultural integrada no programa da edição deste ano do FolkLoures, a qual contamos divulgar muito brevemente. Trata-se, pois, de um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.



publicado por Carlos Gomes às 09:39
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Quinta-feira, 15 de Junho de 2017
FOLKLOURES’17: HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, no dia 24 de Junho, pelas 15h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

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O Palácio doa Marqueses da Praia e Monforte encontra-se instalado junto ao Parque da Cidade e trata-se do local onde reúne a Assembleia Municipal de Loures, dispondo das melhores condições para a realização de palestras e conferências.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

Nesse mesmo dia e local, terá ainda lugar outra iniciativa cultural integrada no programa da edição deste ano do FolkLoures, a qual contamos divulgar muito brevemente. Trata-se, pois, de um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

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publicado por Carlos Gomes às 21:47
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Segunda-feira, 8 de Maio de 2017
FOLKLOURES’17: HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

FolkLoures’17 está em marcha!

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, no dia 24 de Junho, pelas 16h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

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O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

Nesse mesmo dia e local, terá ainda lugar outra iniciativa cultural integrada no programa da edição deste ano do FolkLoures, a qual contamos divulgar muito brevemente. Trata-se, pois, de um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.



publicado por Carlos Gomes às 09:31
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Domingo, 7 de Maio de 2017
GRUPO ETNOGRÁFICO DA AREOSA DÁ COR AO MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS

O Grupo Etnográfico da Areosa, de passagem por Lisboa e após uma actuação na localidade da Brandoa, não quis deixar de registar em fotografia a sua presença junto ao Mosteiro dos Jerónimos quando decorria precisamente o desfile da Máscara Ibérica.

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Como é compreensível, não participou no desfile da máscara ibérica uma vez que este é dedicado exclusivamente à representação dos rituais e tradições do carnaval pagão que se procuram conservar através da tradição popular. Porém, acaba por constituir um forte apelo a que se proceda à recuperação no Minho desses costumes ancestrais através do seu estudo e reconstituição etnográfica.

Fundado em 1966, o Grupo Etnográfico da Areosa é justamente considerado um dos mais lídimos representantes do folclore português da região de Viana do Castelo. O grupo distingue-se pelo seu traje vermelho característico vulgarmente designado por “traje à vianesa”.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 09:16
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Sábado, 6 de Maio de 2017
GALEGOS EM LISBOA APLAUDEM MÁSCARAS DA GALIZA

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As gentes galegas radicadas em Lisboa sairam à rua para aplaudir as representações da Galiza. Levaram consigo a bandeira nacional galega e, à passagem dos grupos de chocalheiros galegos, agitavam com entusiasmo a sua bandeira, sendo invariavelmente correspondidos afectivamente pelos seus compatriotas.

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publicado por Carlos Gomes às 21:28
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CARNAVAL CHOCALHEIRO DESFILA EM LISBOA

Milhares de figurantes desfilaram hoje na Praça do Império máscaras e brincadeiras características do carnaval pagão de outras eras, recuando a tempos remotos anteriores mesmo à própria introdução do Cristianismo. Tratam-se de costumes ancestrais preservados pela tradição e que marcam a identidade do nosso povo.

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A cada ano é cada vez maior a afluência de público e, ao contrário do que se verificou no ano anterior, S. Pedro decidiu colaborar com uma tarde soalheira convidativa para uma tarde bem gozada na zona histórica e monumental de Belém.

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publicado por Carlos Gomes às 20:39
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MÁSCARAS TRADICIONAIS DESFILAM EM LISBOA

Dentro de poucas horas, tem início na Praça do Império, em Lisboa, o desfile da Máscara Ibérica. O ruído, alegria e o colorido do entrudo pagão vão misturar-se com a beleza dos magníficos jardins da Praça do Império, tendo o Mosteiro dos Jerónimos e o rio Tejo como magníficos cenários.

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A tradição pagã dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem, tem por objetivo a divulgação de um dos elementos mais característicos do folclore dos povos, concretamente as máscaras tradicionais, ajudando a compreender todo o ritual que lhe está associado, desde as suas origens pagãs às festividades do Entrudo tradicional. O costume da máscara é comum a todos os povos e a todas as regiões, embora em muitos casos tenha caído no esquecimento. A título de exemplo, no Minho perdura ainda a tradição dos cabeçudos e gigantones, fazendo-se acompanhar pelas arruadas dos zés-pereiras, dando alegria e colorido às romarias.

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A utilização tradicional das máscaras está associada à religiosidade primitiva que encarava o ciclo da vida e dos vegetais num perpétuo renascimento. O rito celebra o mito e assegura a interrupção do ciclo da natureza e da vida. Assim, como á morte sucede a vida, também ao Inverno e à morte dos vegetais sucede invariavelmente o seu renascimento. Ao Inverno estão associados um conjunto de rituais que se iniciam com o culto dos mortos em Novembro, na crença de que estes podem interferir favoravelmente no ciclo da natureza, culminando com a Serração da Velha a anunciar o regresso da Primavera. Pelo meio fica o Entrudo celebrado com as suas máscaras e os seus instrumentos ruidosos como as sarroncas e os zaquelitraques com vista a expulsar os demónios do Inverno.

Toda a representação se destina a exorcizar os maus espíritos do Inverno e incidem no universo rural, desde a representação de figuras demoníacas aos animais que fazem parte do quotidiano do lavrador. As máscaras são construídas a partir dos materiais disponíveis no espaço rural e concebidas com base no imaginário popular.

Os chocalhos prendidos à cinta do careto, símbolo da virilidade e da posse demoníaca, destinam-se a chocalhar as raparigas que se perdem pelos caminhos da aldeia. Os mascarados estão autorizados a invadir as casas e tomar para si alvíssaras, em regra uma peça do fumeiro.

Trata-se de costumes que seguramente eram comuns a todas as regiões do nosso país mas cuja memória e tradição se foi perdendo. Cabe às personalidades e entidades culturais que se dedicam ao estudo e investigação na área da etnografia a revelação de tais tradições já esquecidas.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 12:36
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DESFILE DA MÁSCARA IBÉRICA REALIZA-SE HOJE EM BELÉM

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publicado por Carlos Gomes às 11:54
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Quinta-feira, 4 de Maio de 2017
FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA ARRANCA HOJE EM LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 15:46
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Terça-feira, 2 de Maio de 2017
FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA REALIZA-SE EM BELÉM

XII FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA | 4 a 7 DE MAIO DE 2017 |

De 4 a 7 de maio os foliões andam à solta no Jardim da Praça do Império!

A EGEAC, a Progestur e a Câmara Municipal de Lisboa procedem à apresentação do XII Festival Internacional da Máscara Ibérica, no dia 4 de maio, pelas 12h00, no Jardim da Praça do Império, em Belém, no espaço EGEAC/Progestur.

Pela primeira vez, o Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) realizar-se-á em Belém trazendo uma mostra de produtos ibéricos, gastronomia, teatros, exposições, desfile e muita animação.

Conheça toda a programação em mascara-iberica.egeac.pt ou em fimi.pt.

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publicado por Carlos Gomes às 23:08
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Domingo, 23 de Abril de 2017
RANCHOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Centenas de ranchos folclóricos rumaram hoje em peregrinação ao Santuário de Fátima. No recinto, milhares de pessoas, provenientes de todo o território português e das comunidades radicadas no estrangeiro, desfilaram com os trajes domingueiros característicos das suas regiões, numa clara demonstração de fé e tradição. Tratou-se da XV Peregrinação Nacional, organizada pela Federação do Folclore Português e da Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura, todos os anos se realiza por esta altura.

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Agrupados por regiões, os ranchos folclóricos desfilaram a partir do Parque nº 8 até ao Recinto de Oração onde teve lugar a recitação no rosário junto à Capelinha das aparições e, após a procissão para o altar, a celebração da eucaristia, no Recinto de Oração do Santuário de Fátima.

Qualquer que seja a crença religiosa seguida por muitos componentes de grupos folclóricos, a religiosidade cristã de confissão católica é unanimemente reconhecida como constituindo a matriz cultural do nosso povo e, como tal, deve ser perservada também no domínio etnográfico, à semelhança dos vestígios de culturas e religiosidades mais ancestrais.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 21:25
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Sábado, 22 de Abril de 2017
FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA REALIZA-SE ESTE ANO NA PRAÇA DO IMPÉRIO

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publicado por Carlos Gomes às 23:11
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Terça-feira, 11 de Abril de 2017
O MAIOR FESTIVAL DE CULTURA IBÉRICA ACONTECE ESTE ANO EM BELÉM

De 4 a 7 de maio os foliões andam à solta no Jardim da Praça do Império

Pela primeira vez o Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) realiza-se em Belém, cruzando a riqueza do património histórico e cultural envolvente da zona ocidental da cidade com as tradições ancestrais da Península Ibérica.

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Durante quatro dias, de 4 a 7 de maio, o Jardim da Praça do Império oferece, assim, uma programação variada, que junta Portugal e Espanha, entre máscaras e caretos, artesanato e produtos regionais, concertos, exposições e muita animação de rua. Este ano, assinalando Lisboa como Capital Ibero-americana de Cultura, o Brasil, a Colômbia e o Perú são os países convidados do Grande Desfile da Máscara Ibérica, que se realiza no sábado (dia 6), a partir das 16h30, e contará com um total de 36 grupos participantes, nesta que é a edição mais concorrida de sempre.

Os Caretos de Salsas e os Caretos de Grijó (de Bragança), as Madamas de Torre de Dona Chama (de Mirandela) e o Brutamontes do Auto de Floripes (de Viana do Castelo) sãos os estreantes portugueses que se juntam, neste desfile, a grupos destas e de outras localidades, como Coimbra, Miranda do Douro, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros, Mira, Ílhavo e Vinhais.

De Espanha são esperados, pela primeira vez, Los Gigantes y Cabezudos de Aranda de Duero, de Burgos, e da Catalunha, Los Gigantes de Sant Jordi del Tricentenário.

Outra das novidades deste ano é a presença da associação Urban Sketchers Portugal que irá realizar uma ‘open call’, convidando todos e todas para o registo artístico, através do desenho, das diversas iniciativas realizadas ao longo dos quatro dias de festival.

Este XII FIMI conta ainda com a presença de uma das bandas de gaitas mais reconhecidas em todo o mundo, a Real Banda de Gaitas de Oviedo que irá presentear o público com música tradicional das Astúrias, em atuações no CCB (dia 5) e o no Jardim da Praça do Império (dia 6).

Os ritmos folk de raiz tradicional europeia, com elementos de fusão entre o ska, reggae e rock, serão uma constante durante o fim de semana, no Palco Ibérico, com os concertos da Orquestra de Foles e dos grupos Galandun Galundaina, Los Niños de Los Ojos Rojos e Sons do Douro.

Paralelamente a esta XII edição do Festival Internacional da Máscara Ibérica, no Museu Nacional de Arqueologia, na Casa da América Latina e na Casa Pia de Lisboa, têm lugar exposições, debates e atuações de grupos de desfile A PROGESTUR - Associação para o Desenvolvimento do Turismo Cultural e a EGEAC, a empresa municipal de animação cultural de Lisboa, convidam a conhecer melhor a tradição pagã dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem.

A cultura ibérica – património e tradição – a desfilar por Lisboa. De 4 a 7 de maio, a partir das 11h, com entrada livre!



publicado por Carlos Gomes às 20:24
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Quinta-feira, 6 de Abril de 2017
JOÃO ALPUIM BOTELHO PROFERE EM LOURES PALESTRA SOBRE O TRAJE À LAVRADEIRA DO ALTO MINHO

A iniciativa é do Grupo de Folclore Verde Minho

“O Uso do Traje à Lavradeira: os Afectos e as Regras” é o tema da palestra que o Dr. João Alpuim Botelho vai proferir no próximo dia 7 de Maio, a partir das 15 horas, em Loures, a convite do Grupo Folclórico Verde Minho. A iniciativa é aberta ao público em geral e deverá ter lugar no auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, junto ao Parque da Cidade, a contar com a presença de representantes do município de Loures, entidades ligadas ao folclore e ao regionalismo minhoto, conhecidos museólogos, etnólogos e outros estudiosos do nosso folclore.

A iniciativa é aguardada com grande expectativa, tratando-se o palestrante além do mais, anterior director do Museu do Traje de Viana do Castelo e um dos autores da obra “Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa”, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, sendo actualmente responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, da Câmara Municipal de Lisboa.

João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989), possui o Mestrado em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007).

Desde 1991, trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.



publicado por Carlos Gomes às 15:17
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Sábado, 11 de Março de 2017
FOLKLOURES É A GRANDE FESTA DA CULTURA TRADICIONAL PORTUGUESA E DAS COMUNIDADES IMIGRANTES

O Folclore contribui para o conhecimento mútuo, paz e amizade entre os povos

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

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Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:

FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição "Carroças da Região Saloia". Museu Municipal de Loures.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, com passagem pela exposição das Carroças.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira



publicado por Carlos Gomes às 01:29
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NAZARÉ DANÇA NO FOLKLOURES’17

O Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Fundado em 25 de Julho de 1997, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré foi admitido como sócio do Inatel em Junho de 1999 e da Federação do Folclore Português em Janeiro de 2001.

Fazendo da componente etnográfica a ligação com o período que representa, 1920 a 1940, este grupo, através das actuações que tem efectuado por todo o país e no estrangeiro, transporta a Nazaré nos seus usos, costumes, danças e cantares.

Tendo como preocupação dominante o manter as tradições da Nazaré, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré tem vindo a desenvolver profundo trabalho na pesquisa do traje e da tradição oral, procurando através da sua representação mostrar os usos e costumes da Nazaré do passado.

Além do Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures, grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil que apresentará a tradicional dança da capoeira, o Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo e do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral, para além naturalmente do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

O FolkLoures tem início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

Com efeito, realiza-se no Museu Municipal de Loures uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

Ainda no dia 24 de Junho, a Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu.

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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publicado por Carlos Gomes às 01:08
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FOLKLOURES’17: MUSEU MUNICIPAL DE LOURES EXPÕE “CARROÇAS DA REGIÃO SALOIA”

O Museu Municipal de Loures participa no FolkLoures’17 com a realização de uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

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Ainda no dia 24 de Junho, a Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu.

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Constituído em 26 de julho de 1998, o Museu encontra-se instalado no 13.º convento dos frades franciscanos da Província de Santa Maria da Arrábida, apresentaposições de  exposições de temática arqueológica e etnográfica, com o intuito de dar a conhecer a realidade e a vivência das populações rurais do município de Loures, assim como a sua história. Possui duas salas de exposições, oficinas, reservas visitáveis, um centro de documentação especializado em história local, loja, cafetaria com esplanada, parque de estacionamento e acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

O FolkLoures apresenta um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

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publicado por Carlos Gomes às 00:25
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Sexta-feira, 10 de Março de 2017
FOLKLOURES’17: HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, no dia 24 de Junho, pelas 16h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

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O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

Nesse mesmo dia e local, terá ainda lugar outra iniciativa cultural integrada no programa da edição deste ano do FolkLoures, a qual contamos divulgar muito brevemente. Trata-se, pois, de um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.



publicado por Carlos Gomes às 23:31
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017
CANÁRIAS: UMA PROFUNDA INFLUÊNCIA PORTUGUESA

No seguimento do artigo intitulado A ascendência portuguesa dos canarinos, como já dissemos, antes de publicar o artigo: “Ares de Lima” género da música tradicional das Ilhas Canárias de origem minhoto, queremos especialmente, descrever um pouco aos leitores e seguidores deste ótimo blogue, a profunda influência portuguesa na cultura do povo canarino que é o resultado determinante da participação dos portugueses na conquista e posterior colonização das Ilhas Canárias.

DIALETO    

Como descrevemos no nosso primeiro artigo, a pesar de os portugueses serem numerosos e maioritários em muitos povos, vilas e cidades das Ilhas Canárias, após da conquista e posterior colonização, nunca alcaçaram o poder e junto dos guanches e outros colonizadores, foram castelhanizados. Como terrível consequência da imposição do castelhano, a língua dos que tinham o poder, o português e o guanche não se arraigaram nas Ilhas Canárias, nem surgiu um crioulo de base ibérica como o papiamento das Antilhas Neerlandesas ou de base portuguesa como o cabo-verdiano de Cabo Verde e outros de outras ilhas do Atlántico. Foi lamentável, pois hoje o guanche não seria uma língua morta e os canarinos tivessem sido triglotas. Contudo, a formosa língua de Camões, José Saramago mais outros grandes escritores lusos, deixou muitas palavras e expressões no espanhol falado nas Ilhas Canárias. Da mesma forma, influiu em algumas estruturas gramaticais, tal vez, os canarinos não usam o pronome pessoal reto da segunda pessoa do plural vós e, a sua correspondente forma verbal, por influência do português, onde acontece a mesma situação. No que toca à fonologia é menor o contributo, porque neste ramo da linguística o dialeto canarino foi mais influenciado pelo andaluz e, a influência andaluza é quase a mesma que a recebida pelo barranquenho, mas no dialeto canarino puro, o que se fala nos povos do interior das ilhas maiores e em muitos povos das ilhas menores pelas pessoas mais idosas, ainda é possível escutar a elevação da vogal átona o, conforme às regras do processo do vocalismo átono próprio do português europeu: /o,ɔ/ fonológicos realizam-se como [u] fonético, e dizer, em uma linguagem menos técnica, os o átonos (não acentuados), são pronunciados como u, exemplos: andoriña “andorinha” folelé “libélula”, camino “caminho” = anduriña, fulelé e caminu, e algumas vezes com a evolução do português para o canarino, os termos portugueses são escritos conforme à pronúncia: papas turradas de la fogalera “batatas torradas da fogueira”. Igualmente sucede nos lusitanismos a perda de silabicidade das vogais átonas altas [i] e [u] em hiato, quando ocorrem antes de outra vogal qualquer, são substituídas pelas semivogais correspondentes [j] e [w] e o dialeto canarino toma em conta este fenómeno fonológico na escrita: mágoa = magua, Eanes = Yanes, Soares= Suárez, é o que seria uma semivocalização das vogais átonas que geram uma ditongação, um ditongo crescente: ea = ia ou ya e oa= ua, há linguistas que afirmam que no português europeu não existem tais ditongos, mas no espanhol sim. Finalmente, segundo o professor palmense D. Pedro Nolasco Leal Cruz, autor do livro intitulado: El español tradicional de La Palma, La modalidad hispánica en la que el castellano y el portugués se cruzan y se complementan, em 20 de fevereiro de 2017 no site: www.eldiario.es/lapalmaahora/.../espanol-tradicional-profesor-Nolasco_0_603690508... ressalta que «a única e grande diferença que tem o espanhol de La Palma com referência ao de outras ilhas é que em aquele o português tem feito muita mais mossa que nas demais, até o ponto que pudo ser considerado uma língua crioula como o foi o papiamento de Curaçao”. “ A Ilha conserva quase o 100% dos portuguesismos canarinos. É sem lugar a dúvidas o lugar idóneo para estudar melhor a influência do português a nível insular». Certas são as palavras do professor, pois nalguns povos da ilha de La Palma, ainda é possível ouvir o infinitivo pessoal que não existe no espanhol e outras estruturas da língua portuguesa, grande foi a impressão na ilha bonita, que na linguagem coloquial, os habitantes da sua capital Santa Cruz de La Palma, são conhecidos popularmente como portugueses e, uma das razões é, porque dizem que falam como eles. 

PSICOLOGIA 

A profunda influência portuguesa é em todos os aspetos da cultura do povo canarino, mas é a impregnação guanche e lusa a que faz dos canarinos serem diferentes do resto dos espanhóis. Como em Portugal, a família é o centro da vida nas Ilhas Canárias, apesar de os velhos costumes estarem a mudar, em particular nas cidades, é normal verem-se três e quatro gerações sob um mesmo teto, onde a mãe exerce um papel fundamental pela sua excessiva maternidade e, quiçá por esta razão, os canarinos têm um carinho especial pelas crianças, ¡Mi niño! “O meu menino!” ou ¡Mi niña! “A minha menina!” é uma expressão quotidiana das Ilhas que se emprega carinhosamente com os meninos e algumas pessoas adultas. Os canarinos são sérios e em muitos casos melancólicos, mas a relação social está baseada no bom humor. Um humor socarrón, “socarrão” com o significado na língua espanhola de pessoa que se exprime de maneira dissimulada e com aparência de ingenuidade e não com o signifacado de velhaco ou intrujão em português.  Um Humor irónico e indireto quase sempre encaminhado aos órgãos e relações sexuais, outras partes do corpo e certas ações engraçadas. O canarino utiliza esse humor como válvula de escape para evitar um conflito. Uma vez estávamos a esperar na charcutaria de um supermercado e uma das charcuteiras disse um número e, como ninguém respondeu, passou ao seguinte e antão, um senhor empertigado com muita arrogância exclamou: -Eu tinha o número anterior, não me viu que estava a olhar para si!-, a charcuteira imediatamente contestou:  -O Senhor tem razão, exatamente, eu vi que o senhor estava a olhar para mim!-. Apanhou o fiambre da fiambreira, para o levar à vitrina refrigerada e com um ligeiro e irónico sorriso disse: -Mas eu não sei se esse estranho e intenso olhar tinha outras intenções!- Todos os que esperávamos pelo nosso turno, começamos a rir às gargalhadas, até o teso senhor, foi a fórmula perfeita para findar a disputa. Alguns estudiosos e investigadores já declararam que é um humor de origem galaico-português. No entanto, por detrás dos sorrisos e muitas vezes as risadas ruidosas e prolongadas, há um muito enraizado aspeto da psique canarina que os próprios canarinos denominan magua, em português mágoa, o vocábulo do dialeto canarino mais querido que tem os mesmos significados que em português e, em todo o arquipélago canarino, é a nossa saudade, essa espécie de melancolia etérea que parece ansiar algo perdido ou inatingível caraterística dos portugueses, a morriña dos galegos, a nostalgia ou añoranza dos espanhóis, mas nas Ilhas Canárias tem outros significados. Ficar com magua, algumas vezes é ficar com ganas de comer algo, nas Ilhas Canárias os meninos não podem passar fome nem é correto comer na frente de uma criança sem convidá-la porque é desaprovado. Uma vez, na central de camionetas de São Cristóvão da Lagoa estava com os meus filhos ao meio-dia e um senhor tinha um cacho de bananas e estava a comer, acho que os meus filhos estavam a olhar para ele e o homem veio e deu-lhe uma banana e disse: -¡Cómanse el platanito mis niños que están esmayaditos!- “Comam-se as bananas os meus meninos que estão com fome!”, e logo olha para mim e disse: -¡No los podía dejar con la magua!.- “Não os podia deixar com a mágoa!”. Só na ilha de La Palma magua também é utilado com o significado de nódoa ou marca produzida por contusão e, na ilha de Lanzarote, o verbo maguarse “magoar-se” além do sigificado que tem em todas as ilhas, é aplicado para dizer que uma rês fica sem leite em uma teta. Ao longo da história, as Canárias foi a ponte entre a Península Ibérica e América. Muitos canarinos emigraram desde o século XVI e contribuíram à colonização da América, o destino foi sobretudo Cuba, Porto Rico, Venezuela, República Dominicana, Uruguai e os estados de Luisiana e Texas nos Estados Unidos da América, o povo canarino como os outros povos galaico-portugueses, é um povo emigrante. 

GASTRONOMIA 

A gastronomia canarina tem muito da portuguesa, o gofio “farinha obtida de trigo, milho e outros ceriais torrados” é o alimento principal herança do povo guanche, mas depois são as batatas e, o segundo símbolo cultural da cozinha canarina, são as papas arrugadas “batatas enrugadas” cozidas com casca em água com muito sal, que possívelmete têm a sua origem no gosto dos portugueses de cozinhar as batatas com sal no forno, como são as batatas a murro. Quase todos os canarinos acham que o puchero ou zancudo “cozido canarino” é descendente do cozido madrilenho, mas é mais semelhante ao cozido de grão à moda do Alentejo ou à algarvia, a diferença é que no puchero ou zancudo canarino, nos seus ingredientes há mais vegetais: cove, batata, batata-doce, feijão-verde, chuchu, bogango ou curguete, cenoura, abóbora, pera e espiga de milho tenro). Sem dúvida alguma, o rancho canarino é herdeiro do português e o gosto pelo peixe seco e salgado que nas Canárias é jareado, não há mil e uma maneiras de fazer o bacalhau, mas temos o sanchocho de cherne, cozido em água e outros condimentos e acompanhado com papas arrugadas e molho verde ou vermelho ou o pescado salado en encebollado, peixe salgado, geralmente: bacalhau, cherne ou corvina, com cebolada canarina que é a base de quase todos os pratos: cebola, alho, pimento verde, pimeto vermelho e tomate frito em óleo e temperado com sal, pimenta, orégão, tomilho, loureiro e colorau, o peixe é fervido com a cebolada e um bocadinho de água e vinho branco ou antes as postas do bacalhau são passadas por farinha de trigo e douradas no azeite, neste caso, o azeite é usado para fritar a ceboladaporque assim dá mais sabor, este prato com as papas arrugadas é muito saboroso. São as duas formas mais típicas e é um evidente legado português, como também é o molho de coentros, o gosto e uso do milho na culinária, os cominhos e outros condimentos. O molho de coentros pode ser à moda antiga: alhos, coentros, pimenta, óleo e vinagre feito à mão com os ingredente picados com faca em bocados muito pequenos ou triturados em almofariz; o atual molho é feito com varinha mágica com mais outros ingredientes: pimento verde, limão, cominhos, água e abacate que o deixam cremoso, as papas arrugadas com este molho são deliciosas. É possível dizer que os pratos mais representativos da gastonomia canarina são portugueses. A entrada pode ser o queijo palmense (da ilha de La Palma) ou majorero (da ilha de Fuerteventura) grelhado e servido com molho de coentros ou molho vermelho, o almogrote gomero da ilha de La Gomera com pão no forno a lenha ou as rodelas de tomate canarino temperadas com alho, óleo vinagre e oregão. O primeiro plato é o Puchero ou Zancudo, o segundo prato o Sancocho ou Pescado Salado com papas arrugadas e o frangollo de sobremesa, uma espécie de aletria feita com rolão de milho com leite, ovos, açucar, manteiga, um pedaço de casca de limão, um pau de canela, amêndoas e passas, de consistência compacta como nas Beiras que se pode cortar em fatias ou cremosa como no Minho, na travessa polvilha-se com canela e no prato pode ser servido juntamente com mel ou guarapo “mel da palmeira canarina” e acompanhado com uma mistela. Além da sobremesa típica há outras: o leite assado e queijinho, que se parece ao pudim abade de Priscos, ovos moles, flan, natillas, arroz-doce, mais outros muito gostosos e uma doçaria importantíssima: bienmesabe de Gran Canaria, rapaduras equeijo de amêndoas de La Palma, quesadillas de El Hierro, tortas de La Gomera (são como bolachas) mais outros; também os das Festas de Natal, Carnaval, Semana Santa: Trutas (são como empadas) com recheio de batata-doce com amêndoas ou doce de chila, rosquilhas, filhó de abóbora ou banana, torrijas, biscoitos, bolos, merengue assado e muitos mais. Nesta reifeição tradicional dos três pratos típicos mais entrada, não pode faltar a pella (bola) de gofio e o vinho do país ou da terra. Atualmente, com a regulação do colesterol para seguir uma dieta saudável, com o Puchero ou Zancudo sem entrada e tal vez com sobremesa é suficiente, como dizem alguns minhotos: -¡Já chega!-. A atriz canarina Lili Quintana, no programa de humor da televisão autonómica das Ilhas Canárias En Clave de Ja com a sua personagem de Chona, disse que um dia foi almoçar a um reataurante canarino, comeu queijo, gofio e um pão inteiro com almogrote gomero de entrada, um prato encolmado como dizemos nas Canárias “repleto” de puchero e outro de sancocho com muitas papas arrugadas e molho colorado “vermelho, tomou vários copos de vinho, um prato de frangollo com mistela de banana de sobremesa e, após de se tomar o café, quando ela chegou à sua casa se comeu um iogurte activia para compensar a embostada “o empanturramento”. 

 ARQUITETURA 

A arquitectura tradicional canarina é uma variante da arquitetura tradicional da Macaronésia de base alentejana e algarvia em relação ao âmbito rural, no arquipélago canarino nas casas terréas rurais é possível ver as cercaduras das janelas, os frixos das esquinas chamados faixas, barras ou riscas e os rodapés a cor azul das casas alentejanas e as chaminés do Alentejo e do Algarve. As casas da ilha de Lanzarote, escolhida pelo Nobel de Literatura português como última morada, têm umas chaminés que relembram muito às algarvias.

Nas duas fotografias a seguir mostramos o aporte cultural alentejano, na primeira foto uma casa tradicional de Pedro Álvarez, freguesia do concelho de Tegueste no nordeste da Ilha de Tenerife. É a casa camponesa de dois andares em estado ruinoso do mais puro estilo arquitetónico tradicional canarino, variante do estilo colonial macaronésio. Nesta casa ainda é possível ver um vestígio da faixa azul, janela de guilhotina e a frontaria está rematada na sua parte superior com um beiral, prolongação do telhado, formado por uma fileira de telhas. Foto de Tegueste Guía Turística publicada pela Ilustre Câmara Municipal da Vila de Tegueste em fevereiro de 2002. Na segunda fotografia realizada por Naim Acosta, pode-se ver uma casa tradicional de Valle de Guerra, freguesia do concelho de São Cristóvão da Lagoa situada na comarca nordeste da ilha de Tenerife. Esta casa térrea é do estilo chamado de transição, em finais do século XIX e princípios do século XX. Tem uma frontaria com janelas de tipo abatíveis e postigos interiores, parapeito cego que oculta o telhado de telha marselhesa, rematado por cordão de alvenaria e uma cornija do mesmo material ou de tijolo maciço de argila avermelhado pintado a azul como as faixas e rodapé, as janelas e portas não têm cercadura a azul, porque são de madeira.

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Nas vilas e cidades há influência de outras regiões ou províncias de Portugal, calçada empedrada, janelas, portas e varandas, ornamentos de arte manuelina e outras caraterísticas que trouxeram os portugueses, um belo exemplo de decoração manuelina é a frontaria da igreja da Nossa Senhora da Asunção da cidade de São Sebastião da Gomera, capital da ilha de La Gomera e a torre da basílica da Nossa Senhora do Pinheiro em Teror, padroeira da Ilha de Gran Canaria. Já o disse Torriani, o melhor exemplo de uma cidade que representa à arquitetura tradicional urbana à portuguesa em todo o seu esplendor, é a cidade de Santa Cruz de La Palma, capital da ilha de La Palma, mas também temos o bairro de Vegueta no casco histórico da cidade de Las Palmas de Gran Canaria capital da Ilha de Gran Canaria e da província (distrito) que administra as ilhas orientais. Em Tenerife temos no norte, a cidade de San Cristóbal de La Laguna “São Cristóvão da Lagoa”, berço de São José de Anchieta, Apóstolo do Brasil e cidade classificada Património da Humanidade pela UNESCO, o maravilhoso e encantador entorno do ex-convento e igreja do Santíssimo Cristo de Tacoronte, em sobrecanarias.com/2010/04/05/tacoronte-mar-y-montana-en-tenerife/, há uma foto muito bonita realizada em um dia cinzento, a Villa de la Orotava, joia arquitetónica de Tenerife que este ano solicitará à UNESCO a declaração de Património Mundial, casco histórico do Puerto de La Cruz, Los Realejos, San Juan de La Rambla, o entorno da praça de São Marcos junto do drago milenário da cidade de Icod de Los Vinos, Garachico e Los Silos, no sul temos Arafo, Vilaflor, mais outros cascos históricos de grande beleza e pequenos casarios como Masca em Boavista do Norte ou Ifonche no concelho de Adeje no sul de Tenerife.

A fotografia a seguir realizada por Naim Acosta, mostra La Casona situada no entorno da igreja de Santa Catarina de Alexandria, padroeira da cidade de Tacoronte. É uma das casas mais antigas que se conservam nesta cidade. Foi construida por Dom Juan Pérez, clérigo da Igerja de Santa Catarina, no século XVIII, com o objeto de fundar a capellania da paróquia “sede do capelão”, morada e escritório do padre ou pároco. Na sua frontaria salienta-se a formosa varanda canarina envernizada igual que as portas e janelas de guilhotina e, entre a casa de dois andares dos senhores e a casa térrea da criadagem, está a porta com ameias típica da arquitetura tradicional canarina. Junto da casa térrea com portas e janelas pintadas a castanho-escuro sem alternância, há também uma casa de dois andares com a frontaria pintada a amarelo-canarino, as portas e ventanas de guilhotina a verde-inglês e branco e os grandes blocos de pedra das esquinas à vista, finalmente, a rua é pedonal com calçada empedrada.

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Em seguida uma fotografia realizada por Naim Acosta ilustra a casa térrea que está noutro lado de La Casona, nesta casa pode-se ver o estilo mais representativo da arquitetura tradicional das Ilhas Canárias, portada com ameias e cruz, ventanas de guilhotina, paredes pintadas a branco e portas e janelas a verde-inglês com alternância. O telhado quatro águas com telha mourisca ou árabe rematado com beirais, formado por dupla fileira de telhas e todo o madeiramento de tea, uma madeira resinosa e muito duradoura que se extrai dos pinheiros canarinos anosos.

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A fotografia que se segue também realizada por Naim Acosta, expor à vista mais perto, as casas mais próximas do ex-convento e igreja do Santíssimo Cristo de Tacoronte que como já indicamos acima, no site sobrecanarias.com/2010/04/05/tacoronte-mar-y-montana-en-tenerife/, é possível ver quase todo o conjunto arquitetónico. Nestas duas casas vemos outra modalidade, a casa pintada a branco com janelas e portas a castanho-escuro e a casa pintada a vermelho-canarino. A cor mais típica nas paredes e a branca e depois nesta ordem: amarela, vermelha, azul e verde, as duas últimas não são muito vistas e, no que concerne à madeira de portas e janelas, se a madeira não é envernizada, é pintada a verde-inglês e a castanho-escuro, no caso das janelas quase sempre há alternâcia, as duas cores principais com a cor branca. Finalmente, pode-se admirar outro tipo de calçada empedrada e janelas na casa pintada a vermelho, que tem os blocos de pedra das esquinas á vista.

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AGRICULTURA 

Agricultiura, pecuária, pesca, artesanato têm muito de Portugal. O principal promotor da primeira expansão vitícola canarina foi o colonato de origem português, que chegou à nova terra procedente do Norte de Portugal e da Madeira e as primeiras castas que cultivaram foram a malvasia e o terrentês. A viticultura é portuguesa, muitos portugueses que têm visitado as Canárias dizem que os vinhos são muito parecidos aos portugueses, enólogos portugueses dão por certo que a elaboração artesanal dos vinhos em Tenerife é postuguesa, podemos ver a herança deixada pelos portugueses nos lagares tradicionais canarinos que são como os madirenses, nos antigos palheiros ou casas de telhados de palha de Tenerife e La Palma que são como palheiras dos Açores e em vários instrumentos agrícolas.  Onde mais se pode apreciar o efeito português relativamente ao artesanato, é nas cestas e trançados, nos bordados e rendas e na tecelagem. 

MEDICINA POPULAR 

Na medicina popular existe a figura do Santiguador “benzedor” e a do Curandero “Curandeiro” e as benzeduras e remédios (infuções, tizanas, beberagens, unguentos, cataplasmas e mais) são de base galaico-portuguesa, mas o curandeirismo recebeu o complemento que introduziram os indianos, como eram chamados os emigrantes canarinos que foram para a ilha de Cuba em finais do século XIX e princípios do século XX, muitos deles voltaram ricos, hoje os curandeiros mesturam com técnicas do curandeirismo caribenho. A medicina popular está estreitamente vinculada à bruxaria canarina, pois benzedores e curandeiros têm que curar el daño “malefício” feito pelos bruxos, os feitiços, beberagens e outras questões da bruxaria no começo tinham base galaico-portuguesa e depois ficaram mesturados com técnicas africanas e americanas: santeria, vodu, candomblé e outras.

 

            Exemplo de reza

 

Oração da noite

 

Ó Anjo da minha guarda, doce companhia,

não me desampares, nem de noite nem de dia.

Jesusinho da minha vida, tu es menino como eu,

por eso eu te quero tanto e dou-te o meu coração.

Quatro esquininhas tem a minha cama,

quatro anjinhos que me acompanham,

com Deus me deito e com Deu me levanto,

com a Virgem Maria e o Espírito Santo.

Amem

 

            Exemplo de Benzedura

 

Ensalmo para cortar o mau-olhado, quebranto, susto, empacho e ar

 

Eu te benzo em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo

(o benzedor faz o sinal da cruz quando começa mencionar a Santíssima Trindade)

e no nome que te puseram na pia (nome da pessoa).

Eu te corto mau-olhado, opilação, alimento mal comido, água mal bebida, susto, quebranto.

Eu levo-o para o mais alto dos montes de Arménia e tiro-o para o mais profundo do mar,

onde não permaneça, nem perdure nem dano possa fazer a esta criatura.

Se entrou pela tua cabeça, Santa Teresa.

Se entrou pela tua frente, São Vicente.

Se entrou pelos teus olhos, Santa Lúcia.

Se entrou pela tua nariz, São Luís.

Se entrou pela tua boca, Santa Rosa.

Se  entrou pela tua barba, Santa Bárbara.

Se entrou pela tua garganta, Santa Clara.

Se entrou pelo teu peito, são Eulógio.

Se entrou pela tua barriga, Santa Maria.

Se entrou pelas tuas conjunturas, São Ventura.

E se entrou pelos teus braços e pelos teus pés Santo André.

(No fim, reza-se a Oração do Credo e a Salve Rainha)

Esta versão de ensalmo é villera da Villa de La Orotava em Tenerife

 

Muitos benzedores quando chegam a uma avançada idade deixam de curar porque quando rezam o doente transmite o dano: gritam, choram, arrotam, bocejam e até têm contorções de dor.

 

INDUMENTÁRIA TRADICIONAL

 

            No que se refere ao trajar, o melhor exemplo de comparação é o traje típico da mulher da Villa de La Orotava com o traje da mulher da Madeira e o traje típico do homem da ilha de El Hierro com o campino ribatejano. Também há semelhanças nos trajes tradicionais da ilha de La Palma com os trajes dos Açores. 

JOGOS E DESPORTOS 

            Nos jogos e desportos tradicionais temos o Calabazo “Cabaço”, que em Portugal é um regador de cabo longo e o recipiente utilizado para tirar, de poços e tanques, água para rega. Esta técnica da agricultura tradicional que se tornou em desporto na década de 80 do século XX para evitar a sua desaparição, somente é praticada no Vale de Aridane na ilha de São Miguel da Palma. A diferença com Portugal é que o cabaço na ilha de La Palma se utiliza para tirar agua dos canais que estão nos bananais, que não são acéquias nem regueiros. A referência mais antiga de rega com o cabaço que se conhece está em una carta registada no ano 1868 e, a construção do canal de águas onde se utiliza, da mão de colonos portugueses, començou no ano 1555. 

FESTAS E TRADIÇÕES POPULARES 

            Há parecença nas romarias canarinas com os cortejos etnográficos do Minho e benção de gado, as juntas de bois levam no pescoço umas bonitas coleiras com pequenas campainhas que no Minho são mais ostentosas,  mas nos Açores são quase iguais. Há festas populares com tradição muito antiga que possivelmente tem a sua procedência em terras portuguesas, há tejineros “habitantes de Tejina” estudiosos e investigadores que acham que a Festa dos Corações de Tejina, declarada BIC (Bem de Interesse Cultural) em 2003 pelo governo das Canárias, deriva da Festa dos Tabuleiros de Tomar, pois Ansejo Gomes, o fundador de Tejina, era natural da antiga sede da Ordem dos Templários. Tejina é um pequeno povo (freguesia) do nordeste de Tenerife que pertence ao concelho de São Cristóvão da Lagoa, separado da cidade de Tacoronte pelo povo de Valle de Guerra e poucos quilómetros separam este povo da Vila de Tegueste e o povo turístico de Bajamar. Temos de lhes dizer que o fundador de Tejina era concunhado de Sebastião Machado, fundador da cidade de Tacoronte, porque Asenjo Gomes era o esposo de Guiomar Gonçalves e Sebastião Machado de Isabel Gonçalves, duas irmãs filhas de Gonçalo Gonçalves Teixeira natural de Braga. Este bracarense sogro dos dois fundadores antes mencionados, participou na conquista das Ilhas Canárias, pelo que foi beneficiado com terras no repartimento através das datas. O Antonio Miguel Rodríguez, farmacéutico da Câmara Municipal de São Cristóvão da Lagoa iniciará em breve em representação da Associação de Vizinhos As Três Ruas de Tejina o contacto com a Câmara Municipal de Tomar para estudar e investigar as possíveis relações dos Corações com os Tabuleiros e fazer uma geminação do povo de Tejina com Tomar. Bravo! Antonio, terás toda a nossa ajuda. O Antonio publica artigos no blogue: pastillerodesalud.blogspot.com, onde há alguns muito interessantes como: Portugueses en Tejina, en el origen de nuestra cultura del vino publicado em 6 de dezembro de 2015, piedra y madera em 25 de setembro de 2015 e El origen divino de las plantas, Ceralias em 20 de julho de 2016, neste artigo há fotos antigas muito bonitas e uma foro de uma eira canarina lajeada. 

De seguida uma foto com o Corazón de Tejina: Calle Abajo, “Coração de Tejina: Rua Abaixo” fotografia que está na p. 50 da 2ª edição revista e amplada do livro intitulado: Fiestas de San Bartolomé de Tejina da autoria de María José Ruiz e Guadalberto Hernández, publicado pela Câmara Municipal de São Cristóvão da Lagoa em 2002.

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MÚSICA TRADICIONAL OU FOLCLÓRICA 

Finalmente, falamos um pouco da música tradional ou folclórica.

 

Não quero mais sinfonias

paro o hino das Canárias,

tenho com umas folias

e um povo atrás que as canta.

 

Quadra número 56 que está na p. 24 do livro intitulado: Año canario 365 coplas y algunos versos más acerca de El Condumio da autoria de Luis Carrasco publicado pelo CCPC em 1991 e, é toda uma certeza. A Folia, é por excelência a canção tradicional mais representativa do folclore musical canarino, propalada por toda o nossa  terra e além fronteiras pela diáspora canarina no mundo. Conforme à opinião dalguns musicólogos, este canto da etapa setecentista profundo, pois com ele o canarino exprime todos os seus sentimentos, pode proceder de Portugal e, temos de lhe dizer, que igual que muitos fados, quando o cantor começa o canto, os instrumentos tocados com plectro (bandolins, bandurras e alaúdes) fazem o que na linguajem da música tradicional canarina chama-se contracanto, um contrapunto à melodia interpretada pelo cantor. A Malagueña é a canção mais triste do nosso floclore musical com estrofes que falam da morte de uma mãe, de um filho e outras perdas e desgraças:

 

Eu vi a uma mãe morta

sobre uma tumba de mármore,

com a sangue corrompida

e o coração feito troços,

pelo filho que queria.

 

Não há coisa como uma mãe

encuanto no mundo existe,

porque uma mãe consola

a um filho quando está triste.

 

São as herdeiras diretas do fandango andaluz, mas a sua música tem muita simulitude com a charamba açoriana, há fragmentos musicais das duas canções que são iguais. Também pode descender do cavaquinho português igual que o ukulele havaiano, o Timple, que para os canarinos é o instrumento nacional, da nação canarina. Com exatidão, são os Aires de Lima “Ares de Lima” o género musical totalmente português, investigados pelo musicólogo Lothar Siemens provêm do Minho, das freguesias perto do Rio Lima e é um canto com lindas melodias típico das descamisadas canarinas, esfolhadas no Minho. Deste assunto, escreveremos um artigo mais aprofundado e ilustrado com letras e partituras, porque é uma dívida que temos com Carlos Gomes, mas queríamos escrever primeiro o artigo anterior e este, porque assim os leitores e seguidores deste excelente blogue, compreenderão melhor a razão pela que na música tradicional das Ilhas Canárias, há um género musical importado do Minho.

Os leitores e seguidores deste magnífico blogue podem fazer pesquisas na Internet para ter mais informação, ver fotos e poder comparar ou fazer um passeio virtual pelos lugares dos que falámos. Para aprofundar mais e conhecer alguns dos portugueses conquistadores e cofundadores do nosso povo, aconselhamos a leitura do artigo intiulado: ABUELOS PORTUGUESES. UNA ASCENDENCIA FAMILIAR EN CANARIAS, SIGLOS XV y XVI I e II  no site geneacanaria.blogspot.com/2015/02/abuelos-portugueses-una-ascendencia.html.

O nosso próximo artigo será um exemplo desta profunda influência portuguesa no povo canarino e, como melhor se pode exemplificar, é com o dialeto canarino. Uma breve estória escrita em dialeto canarino com a tradução em português mais um análise, demonstrará com clareza, que quando falamos de profunda influência, não é com excesso.

Este artigo é dedicado com muito orgulho e grande respeito à memória dos pais cofundadores do nosso povo, os portugueses que deixaram a sua maravilhosa terra natal para vir às nossas ilhas e legaram-nos uma formosa herança que constitui o nosso precioso património histórico, artístico e cultural, e eu, especialmente, desde o mais profundo do meu coração, dedico este artigo a minha mãe, que desde o berço me transmitiu a cultura tradicional da minha terra. Para ti a minha querida mãe.

 

Jesús Acosta

ACGEIA

São Cristóvao da Lagoa

Tenerife



publicado por Carlos Gomes às 23:36
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017
A ASCENDÊNCIA PORTUGUESA DOS CANARINOS

Apesar de pouco conhecidas, são muitas as afinidades entre os portugueses e os canarinos, tal como são históricas as ligações entre Portugal e as Canárias. São precisamente tais afinidades e ligações históricas que, graças à gentileza do sr. Jesús Sebastián Acosta Pacheco, a quem desde já endereçamos os nossos agradecimentos, o BLOGUE DE LISBOA vai dar a conhecer aos seus leitores, publicando diversos artigos de sua autoria.

Texto: Jesús Acosta

Fotos: Naim Acosta

Os Arquipélagos das Ilhas Canárias, dos Açores, da Madeira, das Ilhas Selvagens e de Cabo Verde, constituem a região biogeográfica da Macaronésia, mas as “Ilhas Afortunadas”, não só estão vinculadas no que respeita à natureza e geografia, também à história, cultura e património, mas há uma diferença entre os Açores, a Madeira e Cabo Verde com as Canárias, os três primeiros arquipélagos com maior conexão a Portugal, estavam desabitados e foram descobertos e povoados pelos portugueses, as Ilhas Canárias estavam habitadas pelo povo guanche. Os guanches, eram as únicas pessoas nativas que viviam na região da Macaronésia antes da chegada dos europeus, originários do Norte da África com civilização neolítica e língua da família linguística berbere e escrita com carateres tifinagues. Por tanto, as Ilhas Canárias foram conquistadas pelos castelhanos, mas na conquista e colonização, os portugueses tomaram parte, no caso da ilha de Tenerife, a maior do arquipélago canarino e de toda a Macaronésia, foi colonizada na mesma proporção por portugueses e espanhóis (principalmente andaluzes), segundo os historiadores Elías Serra Ràfols e Leopoldo de la Rosa Olivera.

Gaspar Frutuoso, foi um historiador, sacerdote e humanista açoriano, natural da cidade de Ponta Delgada na ilha de São Miguel, destacou-se pela autoria da obra Saudades da Terra, uma detalhada descrição histórica e geográfica dos arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias, este grande cronista insulano, na descrição das Ilhas Canárias que faz no livro primeiro das Saudades da Terra, no capítulo décimo terceiro «De algumas cousas de ilha chamada Tenerife» diz: «[...] e daí a duas léguas está Icode dos Vinhos, que também é vila de duzentos vizinhos, quasi todos portugueses ricos de vinhos, lavouras e criações.[...]», posteriormente, Leonardo Torriani, um engenheiro militar e arquiteto italiano radicado em Portugal que foi enviado pelo rei Felipe II  de Espanha e I de Portugal em 1587, com a missão de analisar e fortalecer a fortificação das ilhas, e no valiossísimo códice que nos deixou: Descrição e história do Reino das Ilhas Canárias, antes ditas Afortunadas, com o parecer das suas fortificações, que se encontra na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, quando descreve a ilha de Tenerife expõe: «[...] A maior parte da gente é portuguesa, a qual, superando as demais nações espanholas na indústria da agricultura, tem dado a esta ilha maior fertilidade e riqueza232». Página 136 do estudo e tradução da obra de Torriani primeira versão em português da autoria de José Manuel Azevedo e Silva publicado pela Edições Cosmos em Lisboa no ano 1999 e, na nota 232 deste autor, podemos ler: «Conhecedor da realidade das Canárias, onde permaneceu durante alguns anos, Torriani constatou que a maior parte da gente da ilha de Tenerife era portuguesa, à qual atribuiu um maior desenvolvimento económico em relação às outras ilhas. A apreciação lisonjeira que faz à gente portuguesa que, segundo afirma, supera as demais nações espanholas na agricultura, deve estar relacionada com a rica produção de açúcar e de vinho de Tenerife (de longe maior que nas outras ilhas), pelo que é de supor tratar-se da presença de emigrantes madeirenses, bom conhecedores daquelas culturas.». Quando Torriani fala da cidade de Santa Cruz da Palma narra: «[...] As casas são brancas, feitas à portuguesa326, pequenas por dentro e, em geral, sem poços nem pátios, com tudo isto, são mais altas e alegres que as das outras ilhas. Esta ilha é habitada por portugueses, castelhanos, flamengos, franceses e alguns genoveses. [...]». Página 191 e na nota do estudioso e tradutor pode-se ler: «De notar a influência portuguesa no modelo de construção das casas da cidade. Se, como se vê a seguir, os portugueses compartilhavam a cidade com castelhanos, flamengos, franceses e genoveses, possivelmente os mestres construtores eram portugueses. E não será por acaso que Torriani os cita em primeiro lugar». Prova desta presença portuguesa é o livro 1º de visitas da igreja do povo de Boavista do Norte em Tenerife (até a primeira metade do século XVI) e o livro da igreja de Garafía na ilha da Palma no século XVII, escritos em português.

No repartimento das terras conquistadas, os portugueses que colaboraram com o conquistador às ordens da Coroa de Castela, receberam terras através das “datas” e, os que chegaram como colonizadores à nova terra, alguns deles judeus portugueses que optaram pelo desterro imposto pelo édito real assinado em 1496 pelo Rei Dom Manuel I e, outros judeus portugueses conversos ou cristãos-novos, na sua maioria lavradores e artesãos, vieram com o estabelecimento da indústria da cana-de-açúcar e a plantação de videiras para a produção de vinho, além disso, introduziram em princípios do século XVII o cultivo do milho. Junto dos colonos madeirenses chegados às ilhas, retornaram os guanches libertos que os portugueses capturaram e levaram como escravos para a ilha da Madeira, com a finalidade de fornecer mão-de-obra para o penoso trabalho nos canaviais, libertaram e expulsaram ou devolveram aos guanches escravizados à sua terra natal, porque os madeirenses donos das plantações de cana-de-açúcar não os conseguiram submeter. Os guanches que voltaram às suas ilhas já eram grandes mestres da elaboração do açúcar, cristianizados e tinham apelidos portugueses.

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Como referem os historiadores, em algumas cidades e vilas os portugueses eram maioritários e, até mesmo, foram os seus fundadores e construtores dos seus monumentos mais importantes. Pomos como exemplo a Cidade de Tacoronte fundada em 23 de outubro de 1497 por Dom Sebastião Machado oriundo de Guimarães, que conservou o nome aborígene do Menceyato (reino guanche) para a nova cidade que está geminada com o berço da nação portuguesa e Património da Humanidade desde o dia 26 de outubro de 1997. O ex-convento de Santo Agostinho e Igreja do Santíssimo Cristo das Dores e Agonia, mais conhecido popularmente como Cristo de Tacoronte, foi edificado em 1662 pelo Capitão Dom Diogo Pereira de Castro natural de Barcelos e o seu sobrinho Tomás Pereira de Castro-Ayala e este, foi o que trouxe a milagrosa imagem do Santíssimo Cristo, segunda advocação de Cristo mais venerada nas Ilhas Canárias trás o Santíssimo Cristo da Lagoa. Nesta muito bonita e encantadora cidade do norte de Tenerife de bons vinhos e, onde há muitos munícipes com o apelido Dorta, morou os primeiros anos da sua vida o famoso pintor surrealista Óscar Domínguez, no filme, Óscar. Una pasión surrealista inspirado na biografia deste insigne tinerfenho, o ator português Joaquim de Almeida veste a pele do pintor. É filha ilustre desta cidade a escritora Maria Rosa Alonso, estudiosa e investigadora do Mencey (Rei) guanche que os Reis Católicos entregaram como presente ao Doge de Veneza e, que este dirigente, expôs como exemplar exótico na sua corte.

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Na primeira foto podemos ver o monumento dedicado a D. Sebastião Machado e a frontaria e torre da igreja da Santa Catarina de Alexandria padroerira da cidade de Tacoronte. Na Segunda Foto a placa do monumento que diz: A CIDADE DE TACORONTE / A / SEBASTIÃO MACHADO / NATURAL DE GUIMARÃES PORTUGAL / CRIADOR DO PRIMITIVO / NÚCLEO POPULACIONAL  / 1497 - 1997  / CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA e, após do texto, os brasões dos concelhos de Guimarães e Tacoronte.

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Na primeira foto temos a bela frontaria em cantaria, obra de Domingo Rodríguez Rivero e tem sobre da porta central e principal o brasão dos Pereira de Castro. Na segunda fotografia a imagem milagrosa do Santíssimo Cristo de Tacoronte, Padroeiro da Cidade de Tacoronte, escultura que se lhe atribui a Domingo de La Rioja.

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Há historiadores, estudiosos e investigadores que têm manifestado que o povo canarino é mestiço, porque descende de grupos étnicos diferentes, que é uma mistura: um 30% de guanches, um 30% de andaluzes e um 30% de portugueses, o 10% restante e formado por outros espanhóis e europeus na sua maioria flamengos, genoveses, franceses e ingleses. Os outros arquipélagos da Macaronésia não têm esta singularidade e, o caso de Cabo Verde, é diferente aos demais. É evidente a ascêndencia portuguesa dos canarinos, pelo que não é um erro, dizer que são descendentes longínquos de portugueses. O melhor testemunho da presença portuguesa nas Ilhas Canárias, na sua conquista e na sua colonização, não são somente as “datas”, também os mais de cem apelidos ou sobrenomes portugueses que existem nas Canárias, há canarinos que não têm apelidos portugueses, mas podem ter os seus pais, os seus avós ou os seus antepassados. A seguir alguns deles em português e a correspondente forma castelhanizada.

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

Aleixo

Alejo

Falção

Falcón

Medeiros

Mederos

Belchior

Melchior

Farinha

Fariña

Monteiro

Montero

Chaves

Chávez

Galvão

Galbán

Pereira

Perera

Coelho

Coello

Godinho

Godiño

Ramalho

Ramallo

Correia

Correa

Horta

Dorta

Soares

Suárez

Curvelo

Curbelo

Lemos

Lemus

Sousa

Sosa

da Costa

Acosta

Maia

Maya

Teixeira

Tejera

Eanes

nez

Marreiro

Marrero

Vieira

Viera

Alguns apelidos não mudaram: Afonso, Aguiar, Barroso, Camacho, Lemes, Machado, Pacheco, Pestana, Queirós, Rabelo, Toste, mais outros. Há alguns que têm as duas formas Ferreira /Ferrera e outros três: Vieira / Viera / Vera.

Portugal reconheceu a soberania castelhana das ilhas Canárias, quando o Rei Alfonso V de Portugal em 8 de setembro de 1479 ratificou o Tratado das Alcáçovas, também conhecido como Paz de Alcáçovas,  assinado na vila portuguesa de Alcáçovas, no Alentejo, em 4 de setembro de 1479. Com a ratificação dos Reis Católicos em 6 de março de 1480, na cidade de Toledo, pelo que também ficou denominado como Tratado das Alcáçovas-Toledo, Portugal abandonou definitivamente as suas pretenções de domínio sobre as célebres “Ilhas Afortunadas”. O arquipélago canarino ficou na posse da Coroa de Castela e não é a Galiza, que junto do Condado Portucalense, é o berço da cultura galaico-portuguesa, mas depois dos hermisendeños, alamedillenses, xalimegus, cedilleros, ferrereños, oliventinos mais outros povos arraianos é, o povo integrado no atual Reino de Espanha, que mais raizes galaico-portuguesas tem.  

Queremeos agradecer ao Exmo. Sr. D. Carlos Gomes o seu convite para escrever no seu maravilhoso blogue. Tudo começou quando contactamos con ele para lhe perguntar o nome das coleira com campaínhas que levam no pescoço os bois e vacas nas nossas romarias e benções de gado que são semelhantes às que temos visto no Minho. Uma breve explicação complementar da influência portuguesa nas Ilhas Canárias que fizemos à pergunta, despertou o seu interesse e disse: «O BLOGUE DO MINHO (e o BLOGUE DE LISBOA) encontram-se à sua disposição e será com o maior prazer que acolherá a colaboração que quiser dispensar». Como ele também tenciona partilhar o artigo nas páginas do facebook dedicadas ao folclore português, incluindo a Federação do Folclore Português, decidimos escrever acerca dos Aires de Lima, um género da música folclórica das Ilhas Canárias típico das descamisadas canarinas, esfolhas no Minho, que trouxeram os minhotos no século XVII com o cultivo do milho, mas achamos que era conveniente fazer antes uma apresentação e introdução com este artigo e o seguinte que fala da profunda influência portuguesa no povo canarino, pois será mais fácil para os leitores e seguidores deste ótimo blogue, compreenderem a razão pela que nas Canárias há uma canção tradicional que tem a sua origem no Minho. É uma dívida que temos pela ajuda recebida e a grande gentileza.

Aproveitamos este artigo, para exprimir públicamente o nosso mais muito obrigado a três grandes portugueses que amam a sua maravilhosa terra e contribuem à proteção, preservação e difusão do seu precioso património. Ao Exmo. Sr. D. Rui Barbosa, “A man and his Dream” que com o seu sonho e magnísifico blogue Carris, temos uma preciosa informação do PNPG (Parque Nacional Peneda-Gerês), agradecemos imensamente a sua ajuda para poder indicar nos planos os hidrónimos, orónimos e o património etnográgico do PNPG. Ao Exmo. Sr. D. Manuel de Azevedo Antunes, grande amigo e a maior autoridade em relação a Vilarinho da Furna, com ele a sua aldeia natal, lamentavelmente afundada, nunca morirá. Finalmente, ao Exmo. Sr. D. Paulo Lima, o homem dos portugueses na UNESCO, graças ao seu precioso trabalho e de outras pessoas o Fado, a música e canção mais bela do mundo, o cante alentejano e a arte chocalheira é Parimónio Mundial.

Este artigo foi escrito por Jesús Acosta Vice-Presidente da ACGEIA: ASSOCIAÇÃO CULTURAL: GRUPO DE ESTUDO E INVESTIGAÇÃO ACHBINICO e as fotografias realizadas por Naim Aléix Acosta Febles.

A ACGEIA, tem entre os seus fins estatutários, o estudo e investigação da língua e literatura portuguesa e outras línguas e dialetos de família linguística galaico-portuguesa, a ascendência portuguesa dos canarinos, a influência portuguesa no povo canarino, a natureza, geografia, história, cultura e patrimonio de Portugal porque é o país de onde vieram os colonizadores que juntos dos guanches, andaluzes e outros espanhóis e europeus contribuíram notavelmente à fundação do povo canarino. Finalmente, esta Associação estuda e investiga a vida e obra de São José de Anchieta, que nasceu em 19 de março de 1534 na cidade de São Cristóvão da Lagoa, foi o Apóstolo do Brasil e a maior contribuição do povo canarino ao Mundo Lusófono. A ACGEIA tem a sua sede estatutária no berço do São José de Anchieta, cidade fundada em 1497 por Alonso Fernández de Lugo, o fidalgo e conquistador castelhano-andaluz, responsável da incorporação definitiva das Ilhas Canárias à Coroa de Castela no século XV.  Esta belíssima e fascinante cidade foi classificada Património da Humanidade em 2 de dezembro de 1999 pela UNESCO, é sede da diocese de Tenerife, da Universidade da Lagoa, recebe aos turistas pelo Aeroporto de Tenerife-Norte e, como Braga, é chuvosa, húmida, monumental e tem a Semana Santa mais solene das Ilhas Canárias.



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Domingo, 29 de Janeiro de 2017
MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA EXPÕE ARQUITECTURA TIMORENSE

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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: LISTA “A” DEFENDE CRIAÇÃO DE CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO NACIONAL DA HISTÓRIA LOCAL, FOLCLORE E ETNOGRAFIA

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: LISTA “A” DEFENDE CRIAÇÃO DE CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO NACIONAL DA HISTÓRIA LOCAL, FOLCLORE E ETNOGRAFIA

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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016
A COLEÇÃO RITUAIS COM MÁSCARA ESTÁ DE VOLTA! É TEMPO DE COLOCAR A MÁSCARA E VIAJAR ENTRE CARETOS E CARDADORES

A Progestur tem o prazer de anunciar o lançamento de mais dois livros, inseridos na coleção “Rituais com Máscara”dedicados inteiramente às máscaras dos municípios de Ílhavo e Macedo de Cavaleiros. A apresentação das duas publicações está agendada para o próximo dia 6 de Dezembro, pelas 18h30, no Museu Nacional de Arqueologia.

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A apresentação contará com a presença de personalidades de várias áreas da cultura portuguesa dando espaço para uma conversa reveladora sobre tradições, rituais das máscaras e seus simbolismos e significados nos municípios de Ílhavo e Macedo de Cavaleiros. Moderada pelo Dr. Francisco José Viegas, o lançamento dos livros contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Fernando Caçoilo, presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Duarte Moreno, presidente da Progestur, Hélder Ferreira e ainda a representação da Fundação Inatel.

Depois das publicações dedicadas aos rituais com máscara de Lamego, Mira, Miranda do Douro e Mogadouro, a coleção, editada em português e inglês, apresenta-se mais uma vez com uma forte componente informativa e cultural abordando ao pormenor os as máscaras e rituais dos Cardadores de Vale de Ílhavo e Caretos de Podence. 

Ao leitor é transmitido um sentimento de pertença nestas celebrações ancestrais, contadas por quem vive de perto estes rituais, evidenciando a importância das regiões e populações na garantia da perpetuidade das tradições culturais como marca da sua identidade. 

Esta coleção, composta por 11 volumes, contêm, para além da explicação das origens, significados e simbolismos destas manifestações culturais, dez páginas dedicadas à promoção da região da festa apresentada, funcionando como um roteiro turístico, possibilitando a divulgação e promoção da oferta turística dos municípios envolvidos. 

Inseridas nos “Rituais com Máscara” e resultantes de uma parceria entre a Progestur e o INATEL, foram criadas três rotas turísticas com base nas festas com rituais de máscaras - uma no centro de Portugal e duas no Nordeste Trasmontano – que estarão presentes na totalidade da coleção.

Anunciamos também que já estão a ser iniciados os trabalhos de investigação e recolha de registos fotográficos para a produção de mais livros inseridos nesta coleção, a ser publicados em 2017. Em breve revelaremos quais os municípios e máscaras que terão destaque nas próximas publicações.

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Sábado, 5 de Novembro de 2016
FOLCLORISTAS DEBATEM EM ALMARGEM DO BISPO REZAS, MEZINHAS E MEDICINA TRADICIONAL

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Quinta-feira, 28 de Julho de 2016
TRAJO POPULAR DESFILA EM SANTO TIRSO

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Terça-feira, 10 de Maio de 2016
MÁSCARA IBÉRICA ENCANTOU A BAIXA LISBOETA

XI Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI): Lisboa andou de Máscara!

Mostra das Regiões e da Cultura Tradicional

A XI Edição do Festival Internacional da Máscara Ibérica voltou a trazer a Lisboa a cultura popular que envolve a máscara ibérica e nem a chuva que se fez sentir este fim-de-semana demoveu os muitos caretos e mascarados de marcarem presença na Praça do Rossio.

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Ao longo dos quatro dias de FIMI a programação variada, a grande diversidade cultural, as máscaras e trajes típicos da Península Ibérica, assim como os produtos regionais, artesãos, tertúlias, workshops, exposições, concertos, entre várias outras atrações encantaram o público e surpreenderam os turistas que passaram pelo centro histórico de Lisboa.

A XI Edição do FIMI fica marcada pela vontade, empenho e inabalável dedicação dos grupos de mascarados vindos de Portugal, Espanha e Itália, que brindaram o público com divertidas performances e encantaram pequenos e graúdos.

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O adiamento do XI Desfile da Máscara Ibérica levou ao agendamento de uma concentração de máscaras, que decorreu na Praça do Rossio durante a manha de domingo. Esta alternativa superou as expectativas da organização, garantiu uma forte adesão nesse dia e agradou bastante ao público e aos vários grupos de mascarados, chegando mesmo a ser pedido que esta concentração se mantivesse em edições futuras, a par do grande Desfile da Máscara Ibérica.

Na sexta-feira e no Domingo decorreram também os habituais concertos no Palco Ibérico, com três bandas que surpreenderam o público com a sua versatilidade, talento e original sonoridade. Sexta-feira ficou a cargo da banda mirandesa Trasga e no domingo o palco foi dividido pelos espanhóis Rarefolk e pelos portugueses Fanfarra Kaústika.

O Festival Internacional da Máscara Ibérica é cada vez mais uma referência na mostra da cultura popular ibérica, um evento diferenciado a nível nacional e internacional. Para o próximo ano voltaremos a surpreender e a revelar muitas novidades, tentando sempre superar as expectativas do público, procurando fazer do FIMI uma marca não só a nível ibérico mas também internacional.

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publicado por Carlos Gomes às 16:40
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Segunda-feira, 9 de Maio de 2016
LISBOA VIVEU COM ENTUSIASMO FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA

A concentração de máscaras anunciada para a manhã de ontem no Rossio traduziu-se numa autêntica turba de diabos, diabinhos e diabretes aos pulos, a chocalhar e a fazer toda a sorte de diabruras. Ao intenso colorido das máscaras e demais indumentária dos caretos misturou-se uma grande barulheira produzida por chocalhos e o bater de ferros nas enxadas, que por vezes nos remetia para ancestrais ritmos musicais quando a melodia ainda era praticamente inexistente.

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O homem identifica-se e confunde-se com a natureza que o rodeia, seja ela do mundo animal ou vegetal. E, vai ainda mais longe ao acreditar que através dos ritos assegura o processo de criação e a continuidade da vida, nomeadamente através de rituais de fertilidade como os dos cardadores ou o chocalhar das moças. Constitui na realidade um exercício de magia através do qual – o rito – procura celebrar o mito ou seja, a ação criadora dos deuses.

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Este festival procura preservar as tradições pagãs dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem. Galiza, Leão, Zamora, Cáceres, Astúrias, Salamanca e Guadalajara são as regiões do país vizinho que se fazem representar este ano no XI Grande Desfile da Máscara Ibérica.

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E, por pagão – do latim paganus – entenda-se o aldeão, nossos antepassados mais remotos, vendo na natureza que o rodeia e envolve a manifestação suprema do divino, a universalidade de todas as coisas e seres com a qual se deveria estar em comunhão plena. As máscaras e todo o ruído envolvente destinavam-se a afastar os demónios do inverno e a assegurar o perpétuo renascimento da vida, dos vegetais e de toda a criação. Uma crença que persiste através da tradição e em celebrações dissimuladas do Cristianismo cujos ritos absorveu conferindo-lhe nova roupagem.

Para o próximo ano, as máscaras tradicionais voltam ao Rossio, esperando que então S. Pedro revele maior benevolência de modo a permitir a realização do grandioso cortejo de mascarados.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 22:30
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Sábado, 7 de Maio de 2016
O DIABO ANDA À SOLTA NAS RUAS DE LISBOA

Apesar da desagradável partida que S. Pedro resolveu pregar-nos em plena Primavera e que levou ao cancelamento do Grande Desfile da Máscara Ibérica pela qual milhares de pessoas ansiavam, o Festival continua no Rossio e amanhã, a partir das 11 horas, haverá concentração dos grupos participantes. E, nem o diabo vai faltar à festa!

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As tendas continuam a receber inúmeros visitantes que aproveitam para apreciar as especialidades gastronómicas de Portugal e Espanha, o seu artesanato, doçaria, vinhos, licores e, como não podia deixar de ser, a tão variada oferta turística cultural.

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Amanhã, prevê-se que o sol venha a irromper de novo triunfante por entre as pesadas nuvens e realce o colorido de um dos mais alegres eventos que todos os anos se realiza em Lisboa – o Festival Internacional da Máscara Ibérica!

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 17:08
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2016
O QUE É O FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA?

O Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) é um dos diferentes projetos desenvolvidos pela Progestur – Associação para a Promoção, Gestão e Desenvolvimento do Turismo em Portugal, que tem em vista a preservação e divulgação das manifestações de cariz popular associadas à tradição pagã dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem.

A Progestur é uma associação cultural sem fins lucrativos, cujo lema se baseia na “afirmação da identidade cultural Portuguesa”. Fundada em 2003, tem desde então dedicado o trabalho ao que de mais genuíno e autêntico existe na cultura portuguesa, operando no seu registo, promoção e divulgação.

Esta entidade tem como objetivos Preservar o património cultural português, promover a cultura, artes e tradições nacionais e dinamizar o turismo cultural no país e no estrangeiro, nomeadamente através do desenvolvimento de projetos de turismo cultural, consultoria e estruturação da oferta turística e cultural, preservação e promoção do património imaterial e turismo cultural, organização de eventos, atividades lúdicas, científicas e pedagógicas como workshops, exposições, debates e congressos, produção de conteúdos e edição de livros.

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Considerado um dos maiores eventos de cultura ibérica em Portugal e com forte contribuição para a promoção turística, o FIMI é reconhecido como um evento de interesse turístico internacional.

Nos quatro dias do festival mais de 500.000 visitantes de várias nacionalidades visitam o recinto, num evento que desperta forte cobertura mediática, onde se destacam transmissões ao vivo de televisões portuguesas e espanholas.

O FIMI tem muitas mais atrações e atividades que convidam o público a visitar a Praça do Rossio, podendo ainda assistir a concertos de bandas vindas de Portugal e Espanha, que vão atuar no Palco Ibérico.



publicado por Carlos Gomes às 22:44
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ALTERAÇÃO NA PROGRAMAÇÃO – XI FIMI

A Progestur e a EGEAC informa que devido às más condições climatéricas que se vão fazer sentir neste sábado, dia 7 de Maio, seremos obrigados a cancelar o XI Desfile da Máscara Ibérica, agendado para as 16h30.

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Será no entanto realizada uma concentração com os grupos convidados para o desfile, que decorrerá domingo, na Praça do Rossio pelas 11h00 da manha.

O Palco Ibérico também terá algumas alterações, ficando o concerto dos Rarefolk reagendado para domingo às 16h00, seguindo-se a banda portuguesa Fanfarra Káustika às 18h00.

Não perca Domingo, dia 8 de Maio, na Praça do Rossio a grande concentração de máscaras de Portugal e Espanha.



publicado por Carlos Gomes às 22:24
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LISBOA ESTÁ EM FESTA COM O FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA

Amanhã realiza-se o tradicional desfile da Máscara Ibérica, com partida da Praça do Município às 16h30

Até ao próximo dia 8 de maio, encontra-se instalada na Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio, uma autêntica feira a promover a nossa gastronomia tradicional das mais diversas regiões de Portugal e Espanha, nomeadamente queijos, doçaria, fumeiro, licores e compotas. A isto acrescenta-se o artesanato e a promoção turístico-cultural, com música à mistura, tertúlias, concertos musicais e muita animação de rua.

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Amanhã regista-se o momento alto do Festival Internacional da Máscara Ibérica. Cerca de 30 grupos de Portugal e Espanha, reunindo mais de meio milhar de mascarados, vão desfilar desde a Praça do Município até ao Rossio, atraindo à baixa lisboeta muitos milhares de pessoas. É o Grande Desfile da Máscara Ibérica que já vai na 11ª edição.

Este festival procura preservar as tradições pagãs dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem. Galiza, Leão, Zamora, Cáceres, Astúrias, Salamanca e Guadalajara são as regiões do país vizinho que se fazem representar este ano no XI Grande Desfile da Máscara Ibérica.

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A iniciativa é da Progestur – Associação para a Promoção, Gestão e Desenvolvimento do Turismo Cultural em Portugal, em parceria com a EGEAC e a Câmara Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 21:11
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2016
FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA COMEÇA AMANHÃ EM LISBOA

XI Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) de 5 a 8 de Maio | Lisboa, 2016. Mostra de produtos regionais, artesanato e animação

Lisboa vai andar de máscara de 5 a 8 de Maio! Venham descobri-la no Rossio!

O XI Festival Internacional Máscara Ibérica (FIMI) regressa às ruas de Lisboa entre 5 e 8 de Maio com um programa dinâmico e variado, que inclui uma mostra de artesanato e produtos regionais, promoção turístico-cultural, concertos, música, tertúlias, concurso de fotografia e muita animação de rua.

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Esta iniciativa da PROGESTUR - Associação para o Desenvolvimento do Turismo Cultural - em parceria com a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural - e Câmara Municipal de Lisboa, decorre na Praça do Rossio e atrai visitantes de várias nacionalidades à baixa lisboeta.

O ponto alto do FIMI 2016 é o XI Desfile da Máscara Ibérica, que este ano decorre no dia 7 de Maio às 16.30h e conta com a participação de 28 grupos de mascarados, vindos de várias regiões da Península Ibérica, e com mais de 500 participantes.

A organização do XI Festival Internacional da Máscara Ibérica têm o prazer de convidar a comunicação social a estar presente na conferência de imprensa, que se realiza no dia 6 de Maio às 11.30h, após a abertura evento. Agradecemos a sua confirmação.

A cultura ibérica – património e tradição – a desfilar por Lisboa! De 5 a 8 de Maio a partir das 11h com entrada livre!



publicado por Carlos Gomes às 21:20
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Terça-feira, 3 de Maio de 2016
FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA ARRANCA NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA EM LISBOA

XI Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) realiza-se de 5 a 8 de Maio | Lisboa, 2016

Começa já no próximo dia 5 de Maio o Festival Internacional da Máscara Ibérica. O BLOGUE DE LISBOA entrevistou o Dr. Hélder Ferreira, Presidente da Progestur, entidade organizadora do evento.

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A Progestur é uma associação cultural sem fins lucrativos, cujo lema se baseia na “afirmação da identidade cultural Portuguesa”. Fundada em 2003, tem desde então dedicado o trabalho ao que de mais genuíno e autêntico existe na cultura portuguesa, operando no seu registo, promoção e divulgação. Esta entidade tem como objetivos Preservar o património cultural português, promover a cultura, artes e tradições nacionais e dinamizar o turismo cultural no país e no estrangeiro, nomeadamente através do desenvolvimento de projetos de turismo cultural, consultoria e estruturação da oferta turística e cultural, preservação e promoção do património imaterial e turismo cultural, organização de eventos, atividades lúdicas, científicas e pedagógicas como workshops, exposições, debates e congressos, produção de conteúdos e edição de livros.

Considerado um dos maiores eventos de cultura ibérica em Portugal e com forte contribuição para a promoção turística, o FIMI é reconhecido como um evento de interesse turístico internacional.

Nos quatro dias do festival mais de 500.000 visitantes de várias nacionalidades visitam o recinto, num evento que desperta forte cobertura mediática, onde se destacam transmissões ao vivo de televisões portuguesas e espanholas.

Este ano o Desfile da Máscara Ibérica está marcado para o dia 7 de Maio às 16h30 e vai contar com 27 grupos e 500 participantes.

O FIMI tem muitas mais atrações e atividades que convidam o público a visitar a Praça do Rossio, podendo ainda assistir a concertos de bandas vindas de Portugal e Espanha, que vão atuar no Palco Ibérico.

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BLOGUE DE LISBOA – Como surgiu a ideia do FIMI e quais os principais objectivos a que então se propuseram?

Hélder Ferreira (Progestur) – O Festival Internacional da Máscara Ibérica, FIMI, acontece pela primeira vez em Lisboa a convite da CML após o lançamento do I volume de “Máscara Ibérica”, no Teatro D. Maria II. Hoje, podemos dizer, que foi após esse dia que se estabeleceu uma parceria entre a CM de Lisboa e a Progestur, que levou a que viéssemos a preparar no ano seguinte, o primeiro desfile e uma grande exposição, sobre o tema da Máscara, que decorreu na estação do Rossio, quando esta se encontrava em obras, e assim disponibilizou o piso térreo para várias exposições, entre elas, a da "Máscara Ibérica" que teve mais de 250.000 visitantes. Depois foi crescendo ano após ano, até atingirmos a dimensão que o FIMI alcançou nos dias de hoje.  

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BL – Apesar de se tratar de um Festival da Máscara Ibérica o que pressupõe uma abrangência limitada aos países que fazem parte da Península Ibérica, têm participado nas várias edições representações de outros países europeus. Pretendem com isso alargar a área de representação a tradições semelhantes em toda a Europa?

Hélder Ferreira (Progestur) – Temos convidados em algumas edições alguns (poucos) grupos de fora da Península Ibérica, porque pensamos que veem acrescentar mais valor ao desfile e na maior parte das vezes tratam-se de grupos com quem estamos a desenvolver projetos internacionais. E possível que no futuro o festival, e o desfile em particular, possa vir a apresentar mais grupos de outras proveniências que não só a Península Ibérica, mas para já pensamos em manter este figurino, sendo que estamos nesta altura a debater com a EGEAC o futuro do FIMI. Queremos continuar a crescer, continuar a surpreender mas também cada vez mais a ser uma referência internacional na divulgação do tema "rituais com máscara" e das regiões envolvidas.

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BL – Existe um claro predomínio da região de Trás-os-Montes no que à divulgação destas tradições diz respeito no nosso país. Não existirão vestígios de costumes semelhantes noutras regiões do país, mormente no Minho?

Hélder Ferreira (Progestur) – Vestígios sim, mesmo noutras zonas do País, contudo atualmente no Minho não temos conhecimento de rituais que ainda hoje aconteçam, com exceção do "Pai Velho" no Lindoso, que tem características distintas dos rituais presentes no nosso projeto, mas não deixa de ser uma encenação baseada numa máscara. Claro que num enquadramento mais antropológico, podíamos ir bastante mais longe quanto as festividades que nas suas encenações fazem uso da máscara, e nesse caso iriamos falar por exemplo dos farricocos da semana santa de Braga, mas são contextos muito diferentes daqueles que estão na origem dos rituais que trabalhamos que estão mais ligados a cultos agrários, de fertilidade, etc.    

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BL – Tem vindo a ser realizados estudos ou pesquisas etnográficas a este respeito?

Hélder Ferreira (Progestur) – A Progestur está mais centrada nesta altura nos estudos e pesquisa que dizem respeito aos rituais que referi anteriormente. É natural que após a conclusão e apresentação dos próximos dois livros sobre a Máscara Ibérica, em parceria com entidades académicas, possamos começar a desenvolver projetos que alarguem todo este campo dos rituais com máscara que há mais de 12 anos temos vindo a trabalhar.

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BL – Como encaram as tradições dos cabeçudos e gigantones comparativamente à máscara ibérica?

Hélder Ferreira (Progestur) – Antes de convidarmos os "cabeçudos e gigantones" para participarem no FIMI, tivemos o cuidado de fazer uma análise sobre a origem destas personagens e tive ainda a oportunidade de falar com alguns investigadores, pedindo-lhes mesmo a opinião sobre como viam a participação dos "cabeçudos e gigantones" no desfile da máscara ibérica. De uma forma quase unanime todos estamos de acordo, que apesar de origens distintas, ambas as tradições tem muito em comum, sendo representações que partilham no seu mundo simbólico muitos dos objetivos a que se propõem alcançar.

E um tema que certamente a Progestur irá brevemente debater, se possível inserindo na programação do novo Centro Interpretativo da Máscara Ibérica, recentemente inaugurado em Lazarim, Lamego.

BL – Quais as principais novidades que esperam apresentar este ano?

Hélder Ferreira (Progestur) – Tentamos sempre surpreender na programação, tanto no desfile como no palco ibérico e nas atividades que acontecem ao longo dos quatro dias na Praça do Rossio. O FIMI este ano alargou a sua presença ao Teatro da Garagem, onde poderemos ver duas exposições, uma com 30 imagens selecionadas do concurso de fotografia do FIMI16 e outra sobre máscaras originais de artesãos portugueses e que pertencem ao Carlos J. Pessoa. Também no Museu da Marioneta teremos atividades ligadas a máscara. Claro que a força do FIMI continua concentrada na Praça do Rossio, e aqui como disse anteriormente, temos uma forte e variada programação que estou certo vai fazer com que quem venha disfrutar do evento, dê o tempo por bem empregue.

Hélder Ferreira

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publicado por Carlos Gomes às 10:39
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2016
MÁSCARAS TRADICIONAIS DESFILAM EM LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 21:59
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Terça-feira, 26 de Abril de 2016
MÁSCARA IBÉRICA DESFILA EM LISBOA

XI Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) realiza-se de 5 a 8 de Maio | Lisboa, 2016

A escassos dias da realização de mais uma grandiosa edição do Festival Internacional da Máscara Ibérica, o BLOGUE DE LISBOA entrevistou o Dr. Hélder Ferreira, Presidente da Progestur, entidade organizadora do evento.

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A Progestur é uma associação cultural sem fins lucrativos, cujo lema se baseia na “afirmação da identidade cultural Portuguesa”. Fundada em 2003, tem desde então dedicado o trabalho ao que de mais genuíno e autêntico existe na cultura portuguesa, operando no seu registo, promoção e divulgação. Esta entidade tem como objetivos Preservar o património cultural português, promover a cultura, artes e tradições nacionais e dinamizar o turismo cultural no país e no estrangeiro, nomeadamente através do desenvolvimento de projetos de turismo cultural, consultoria e estruturação da oferta turística e cultural, preservação e promoção do património imaterial e turismo cultural, organização de eventos, atividades lúdicas, científicas e pedagógicas como workshops, exposições, debates e congressos, produção de conteúdos e edição de livros.

Considerado um dos maiores eventos de cultura ibérica em Portugal e com forte contribuição para a promoção turística, o FIMI é reconhecido como um evento de interesse turístico internacional.

Nos quatro dias do festival mais de 500.000 visitantes de várias nacionalidades visitam o recinto, num evento que desperta forte cobertura mediática, onde se destacam transmissões ao vivo de televisões portuguesas e espanholas.

Este ano o Desfile da Máscara Ibérica está marcado para o dia 7 de Maio às 16h30 e vai contar com 27 grupos e 500 participantes.

O FIMI tem muitas mais atrações e atividades que convidam o público a visitar a Praça do Rossio, podendo ainda assistir a concertos de bandas vindas de Portugal e Espanha, que vão atuar no Palco Ibérico.

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BLOGUE DE LISBOA – Como surgiu a ideia do FIMI e quais os principais objectivos a que então se propuseram?

Hélder Ferreira (Progestur) – O Festival Internacional da Máscara Ibérica, FIMI, acontece pela primeira vez em Lisboa a convite da CML após o lançamento do I volume de “Máscara Ibérica”, no Teatro D. Maria II. Hoje, podemos dizer, que foi após esse dia que se estabeleceu uma parceria entre a CM de Lisboa e a Progestur, que levou a que viéssemos a preparar no ano seguinte, o primeiro desfile e uma grande exposição, sobre o tema da Máscara, que decorreu na estação do Rossio, quando esta se encontrava em obras, e assim disponibilizou o piso térreo para várias exposições, entre elas, a da "Máscara Ibérica" que teve mais de 250.000 visitantes. Depois foi crescendo ano após ano, até atingirmos a dimensão que o FIMI alcançou nos dias de hoje.  

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BL – Apesar de se tratar de um Festival da Máscara Ibérica o que pressupõe uma abrangência limitada aos países que fazem parte da Península Ibérica, têm participado nas várias edições representações de outros países europeus. Pretendem com isso alargar a área de representação a tradições semelhantes em toda a Europa?

Hélder Ferreira (Progestur) – Temos convidados em algumas edições alguns (poucos) grupos de fora da Península Ibérica, porque pensamos que veem acrescentar mais valor ao desfile e na maior parte das vezes tratam-se de grupos com quem estamos a desenvolver projetos internacionais. E possível que no futuro o festival, e o desfile em particular, possa vir a apresentar mais grupos de outras proveniências que não só a Península Ibérica, mas para já pensamos em manter este figurino, sendo que estamos nesta altura a debater com a EGEAC o futuro do FIMI. Queremos continuar a crescer, continuar a surpreender mas também cada vez mais a ser uma referência internacional na divulgação do tema "rituais com máscara" e das regiões envolvidas.

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BL – Existe um claro predomínio da região de Trás-os-Montes no que à divulgação destas tradições diz respeito no nosso país. Não existirão vestígios de costumes semelhantes noutras regiões do país, mormente no Minho?

Hélder Ferreira (Progestur) – Vestígios sim, mesmo noutras zonas do País, contudo atualmente no Minho não temos conhecimento de rituais que ainda hoje aconteçam, com exceção do "Pai Velho" no Lindoso, que tem características distintas dos rituais presentes no nosso projeto, mas não deixa de ser uma encenação baseada numa máscara. Claro que num enquadramento mais antropológico, podíamos ir bastante mais longe quanto as festividades que nas suas encenações fazem uso da máscara, e nesse caso iriamos falar por exemplo dos farricocos da semana santa de Braga, mas são contextos muito diferentes daqueles que estão na origem dos rituais que trabalhamos que estão mais ligados a cultos agrários, de fertilidade, etc.    

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BL – Tem vindo a ser realizados estudos ou pesquisas etnográficas a este respeito?

Hélder Ferreira (Progestur) – A Progestur está mais centrada nesta altura nos estudos e pesquisa que dizem respeito aos rituais que referi anteriormente. É natural que após a conclusão e apresentação dos próximos dois livros sobre a Máscara Ibérica, em parceria com entidades académicas, possamos começar a desenvolver projetos que alarguem todo este campo dos rituais com máscara que há mais de 12 anos temos vindo a trabalhar.

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BL – Como encaram as tradições dos cabeçudos e gigantones comparativamente à máscara ibérica?

Hélder Ferreira (Progestur) – Antes de convidarmos os "cabeçudos e gigantones" para participarem no FIMI, tivemos o cuidado de fazer uma análise sobre a origem destas personagens e tive ainda a oportunidade de falar com alguns investigadores, pedindo-lhes mesmo a opinião sobre como viam a participação dos "cabeçudos e gigantones" no desfile da máscara ibérica. De uma forma quase unanime todos estamos de acordo, que apesar de origens distintas, ambas as tradições tem muito em comum, sendo representações que partilham no seu mundo simbólico muitos dos objetivos a que se propõem alcançar.

E um tema que certamente a Progestur irá brevemente debater, se possível inserindo na programação do novo Centro Interpretativo da Máscara Ibérica, recentemente inaugurado em Lazarim, Lamego.

BL – Quais as principais novidades que esperam apresentar este ano?

Hélder Ferreira (Progestur) – Tentamos sempre surpreender na programação, tanto no desfile como no palco ibérico e nas atividades que acontecem ao longo dos quatro dias na Praça do Rossio. O FIMI este ano alargou a sua presença ao Teatro da Garagem, onde poderemos ver duas exposições, uma com 30 imagens selecionadas do concurso de fotografia do FIMI16 e outra sobre máscaras originais de artesãos portugueses e que pertencem ao Carlos J. Pessoa. Também no Museu da Marioneta teremos atividades ligadas a máscara. Claro que a força do FIMI continua concentrada na Praça do Rossio, e aqui como disse anteriormente, temos uma forte e variada programação que estou certo vai fazer com que quem venha disfrutar do evento, dê o tempo por bem empregue.

Hélder Ferreira

Progestur



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Segunda-feira, 18 de Abril de 2016
LISBOA RECEBE FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA

XI Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) realiza-se de 5 a 8 de Maio | Lisboa, 2016

O FIMI (CM Lisboa/ Progestur/ EGEAC) leva a efeito o XI Festival Internacional da Máscara Ibérica, no Rossio, de 5 a 8 de Maio.

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Considerado um dos maiores eventos de cultura ibérica em Portugal e com forte contribuição para a promoção turística, o FIMI é reconhecido como um evento de interesse turístico internacional.  

Nos quatro dias do festival mais de 500.000 visitantes de várias nacionalidades visitam o recinto, num evento que desperta forte cobertura mediática, onde se destacam transmissões ao vivo de televisões portuguesas e espanholas.

Este ano o Desfile da Máscara Ibérica está marcado para o dia 7 de Maio às 16h30 e vai contar com 27 grupos e 500 participantes.

O FIMI tem muitas mais atrações e atividades que convidam o público a visitar a Praça do Rossio, podendo ainda assistir a concertos de bandas vindas de Portugal e Espanha, que vão atuar no Palco Ibérico.

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publicado por Carlos Gomes às 22:39
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2016
ALDEIA TÍPICA DE JOSÉ FRANCO É UMA DAS MAIORES ATRAÇÕES DO CONCELHO DE MAFRA A DIVULGAR OS USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA

Situada entre Mafra e a Ericeira, a Aldeia Típica de José Franco é um museu vivo das tradições das gentes da região saloia. Nela se encontram recriados espaços que falam da vivência do povo em tempos antigos, como a mercearia, as lojas do barbeiro e do dentista, a casa do lavrador, a ferraria e a oficina de carpintaria, a azenha e o moinho de vento e a escola primária que trás à lembrança as memórias de infância de muitos dos que a visitam e aproveitam para dar a conhecer aos mais novos.

Moldado pelas mãos do escultor e oleiro José Franco, a “Aldeia Saloia” como também é conhecida ocupa atualmente uma área de 2.500 metros quadrados, dispondo de um magnífico parque de estacionamento para os milhares de visitantes, incluindo as numerosas excursões que a incluem no seu roteiro.

A ideia de recriar uma aldeia típica da região saloia deverá ter surgido a José Franco por volta de meados do século passado, tendo então começado nas horas vagas a construir junto de sua casa uma aldeia em miniatura ao jeito de presépio saloio.

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O Sobreiro é terra com profundas tradições de olaria. José Franco nasceu em 1920 e, ainda muito jovem, aprendeu o ofício antes de trabalhar por conta própria com dezassete anos de idade. Recuperou a olaria que fora de seu avô e se encontrava desativada, sobretudo a partir da década de sessenta, deu forma ao seu sonho e, na roda do oleiro, fez crescer ano após ano uma aldeia à escala humana, qual museu etnográfico que é também uma das mais bem-sucedidas empresas da região.

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A entrada é gratuita. Mas, poucos são os que resistem a provar o afamado pão com chouriço e a visitar a adega típica com vinho da região. Para as crianças, além das recriações, dispõem também de dois parques infantis, incorporando alguns engenhos agrícolas que podem movimentar livremente e jogos tradicionais como o “jogo da macaca”.

A Aldeia Típica de José Franco constitui um exemplo daquilo que bem poderia ser reproduzido noutras regiões do país com vista à divulgação das respetivas tradições locais.

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Segunda-feira, 28 de Março de 2016
LISBOA RECEBE FESTIVAL DA MÁSCARA IBÉRICA



publicado por Carlos Gomes às 22:02
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2016
TERTÚLIA DEBATE “O MODERNISMO E O FOLCLORE” NO MUSEU BORDALO PINHEIRO

O debate em torno de “O Modernismo e o Folclore” marcaram a tarde de ontem no Museu Bordalo Pinheiro. Tratou-se de uma conversa amena que teve lugar no âmbito da exposição Luís Filipe e a Farsa da Vida. Na ocasião, foi também inaugurada na sala “A Paródia”, do Museu Bordalo Pinheiro, uma mostra de peças “Pixeladas vianenses”.

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Esta foi a primeira de uma série de três tertúlias programadas acerca de Luís Filipe (1887-1949) que foi um dos artistas pioneiros do primeiro Modernismo em Portugal.

Esta tertúlia contou como convidados para a conversa o Musicólogo João Soeiro de Carvalho da Universidade Nova de Lisboa, a Historiadora da Arte Ana Vasconcelos do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, o Antropólogo Carlos Mendes e os Designers Liliana Soares e Ermanno Aparo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Fotos: Museu Bordalo Pinheiro

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publicado por Carlos Gomes às 19:18
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015
ASSOCIAÇÃO PARA A DEFESA DA CULTURA TRADICIONAL PROMOVE DEBATE SOBRE ETNOGRAFIA E FOLCLORE

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publicado por Carlos Gomes às 23:16
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2015
FESTIVAIS INATEL COM CASA CHEIA NO TEATRO ARMANDO CORTEZ EM LISBOA

Nos dias 7 e 8 de novembro, foram eleitos os vencedores de um programa alargado de festivais, organizados pela Fundação INATEL, perante uma plateia com lotação esgotada, em cada iniciativa.

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O Teatro Armando Cortez (Casa do Artista), em Lisboa, foi o local escolhido para a realização das finais nacionais das iniciativas “Festival INATEL da Canção”, “Os Melhores Talentos Portugueses” e o “Festival INATEL”, que reuniram trabalhos apresentados por Centros de Cultura e Desporto associados da Fundação.

Perante uma sala com lotação esgotada durante as três iniciativas, subiram ao palco um total de 300 artistas, apresentando espetáculos de etnografia, música, teatro, dança e variedades, numa viagem pelos diferentes distritos e regiões de Portugal.

A ACAFE - Associação de Cantares de Alfândega da Fé, sagrou-se vencedora do “Festival INATEL da Canção”, pelo distrito de Bragança, que apresentou o “Hino a Alfândega da Fé”.

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Já na iniciativa “Os Melhores Talentos Portugueses”, o primeiro prémio foi entregue ao Sport Operário Marinhense, de Leiria, com a peça teatral “Gota de Mel”, numa adaptação de Norberto Barroca e tradução de António Pedro.

Por último, no “Festival INATEL” o Coro de Câmara do Conservatório de Música de Ourém e Fátima, em representação do distrito de Santarém, conquistou o primeiro prémio com “September”, da autoria de Martin Carbow.

Para além dos grupos referidos, participaram ainda Centros de Cultura e Desporto em representação da Região Autónoma dos Açores e dos distritos de Aveiro, Bragança, Évora, Guarda, Lisboa, Portalegre, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Em cada uma das iniciativas, a apreciação dos trabalhos em palco foi realizada por votação, por três painéis de jurados convidados para o efeito, compostos por, respetivamente, António Pinto Basto, Rui Baeta e Yola Dinis, Carlos Quintas, Cláudio Hochman e Dulce Guimarães, e, por último, Fernando Pereira, Ludgero Mendes e Wanda Stuart.

Foram considerados critérios como o conteúdo, a criatividade da apresentação, a coerência do espetáculo no âmbito de cada festival, a cenografia, o guarda-roupa/figurinos, a encenação/dramatização e a caracterização do elenco.

De acordo com a Fundação INATEL, deseja-se, com estas iniciativas, envolver a participação de grupos regionais numa mostra singular de talentos locais, valorizando-se o trabalho cultural das coletividades, assim como o incentivo de atividades representativas das características populares de cada zona/região em competição.

Reconhecido o grande valor artístico e cultural de qualquer dos trabalhos apresentados em palco, é de valorizar, sobretudo, o grande empenho e a dedicação com que todos os grupos se apresentaram em Lisboa e se envolveram nos projetos.

Fotos: José Frade

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publicado por Carlos Gomes às 11:32
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Sábado, 7 de Novembro de 2015
ARTE POPULAR E NAÇÃO NO ESTADO NOVO – A POLÍTICA FOLCLORISTA DO SECRETARIADO DE PROPAGANDA NACIONAL

- Um livro da investigadora Vera Marques Alves que se recomenda a todos quantos se decidam ao estudo do folclore e etnografia

“A generalidade da investigação tem olhado para o conjunto das práticas e dos discursos etnográficos promovidos pelo Secretariado da Propaganda Nacional (SPN) entre 1933 e 1950 como um epifenómeno da ideologia conservadora e ruralista, dominante no pensamento de Salazar.

Este livro mostra-nos como tais análises deixam de fora aspetos decisivos da intervenção folclorista do SPN/SNI.

A partir das teorias desenvolvidas pela antropologia e outras ciências sociais em torno dos usos nacionalistas da cultura popular, Vera Marques Alves relaciona os contornos de tal política com os caminhos que a etnografia portuguesa vinha seguindo nas décadas anteriores à institucionalização do Estado Novo, ao mesmo tempo que revela que o seu desenho deve muito ao próprio trajeto modernista e cosmopolita do primeiro diretor do SPN, António Ferro.

A autora defende, ainda, que é impossível explicar a campanha etnográfica do SPN, sem dar atenção ao contexto internacional de circulação de ideias em que as mesmas se enquadram. De resto, este livro torna bem patente a insistência de Ferro na exibição da «arte rústica portuguesa» em palcos internacionais, revelando assim que as iniciativas folcloristas desenvolvidas por este organismo não podem ser compreendidas sem considerarmos a sua configuração enquanto instrumento de reafirmação simbólica das fronteiras da nação, num período em que os processos de utilização identitária do folclore e da cultura popular são comuns” *

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Vera Marques Alves, a autora, é Investigadora do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Nasceu em Lisboa, no dia 16 de Maio de 1969 e, em 1993, licenciou-se em Antropologia Social no ISCTE. Em 2008, doutorou-se em Antropologia pelo mesmo Instituto. Fez investigação sobre os usos nacionalistas da «arte popular portuguesa» durante o Estado Novo e continua a estudar a construção moderna desta categoria de objetos.

Colaborou nas obras coletivas “Vozes do povo. A folclorização em Portugal” (2003), ”Enciclopédia da música em Portugal no século XX” (2010) e “Como se faz um Povo” (2010).

É autora de”Arte popular e nação no Estado Novo. A política folclorista do Secretariado da Propaganda Nacional, (Imprensa de Ciências Socais (2013).

* https://www.imprensa.ics.ulisboa.pt/



publicado por Carlos Gomes às 14:09
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015
INATEL LEVA ETNOGRAFIA, MÚSICA E TEATRO À CASA DO ARTISTA

Teatro Armando Cortez recebe festivais de talentos nacionais | Fim-de-semana cultural, de 7 a 8 de novembro, que reúne etnografia, música e teatro em palco. Festivais INATEL elegem melhores trabalhos

O Teatro Armando Cortez receberá, no próximo fim-de-semana, um programa alargado de festivais, organizado pela Fundação INATEL, que conta com 14 distritos/regiões autónomas em competição.

No próximo sábado, dia 7 de novembro, o Teatro Armando Cortez (Casa do Artista), em Lisboa, receberá as Finais Nacionais das iniciativas “Os Melhores Talentos Portugueses” e “Festival INATEL da Canção”, nas quais participam grupos culturais e recreativos de Centros de Cultura e Desporto filiados da Fundação INATEL.

No dia 8, decorrerá ainda a 3ª edição do “Festival INATEL”, que apresenta uma mostra de costumes e tradições dos distritos e regiões de Portugal, nas mais diferentes áreas de expressão.

Em competição estão os distritos/regiões de Aveiro, Bragança, Coimbra, Évora, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu e ainda São Miguel (Açores).

Os espetáculos, de carácter amador, incluem-se em, pelo menos, uma das seguintes áreas temáticas: Etnografia, Música/Canto; Teatro; Dança e Variedades.

A seleção dos premiados será feita através de votação de um painel de júris nomeado para o efeito, composto por Fernando Pereira, Carlos Quintas, Wanda Stuart, Dulce Guimarães, Cláudio Hochman e Ludgero Mendes, entre outros agentes das áreas da produção e criação cultural.

Serão considerados critérios como o conteúdo, a criatividade/originalidade da apresentação, a coerência do espetáculo no âmbito do festival, a cenografia, o guarda-roupa/figurinos, a encenação/dramatização e a caracterização do elenco.

Estão apurados para as finais dos festivais os seguintes grupos concorrentes:

Os Melhores Talentos Portugueses: D’orfeu Associação Cultural (Aveiro), Associação de Amigos Unidos pelo Escoural (Évora), Casa do Povo de Canaviais (Évora), Sport Operário Marinhense (Leiria), Grupo Etnográfico de Areosa (Viana do Castelo).

Festival INATEL da Canção: Rancho Folclórico S.Tiago de Lobão (Aveiro), Acafe - Associação de Cantares de Alfândega da Fé (Bragança), Sociedade Recreativa e Dramática Eborense (Évora), Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores da Imprensa Nacional Casa Da Moeda (Lisboa), Orfeão de Portalegre (Portalegre), Grupo Cultural Recreativo de Santo Amaro de Azurara (Viseu).

Festival INATEL: Associação Unojovens de Ponta Garça (Açores), Tuna Popular de Arganil (Coimbra), Associação da Orquestra Ligeira de Gouveia (Guarda), Associação Cultural e Recreativa Vallis Longus (Porto), Conservatório de Música de Ourém e Fátima (Santarém), Centro Desportivo, Recreativo e Cultural de Moreira (Viana do Castelo), Casa do Povo de Barqueiros (Vila Real).

De acordo com a Fundação INATEL, a iniciativa pretende envolver a participação de grupos regionais numa mostra singular de talentos locais, valorizando-se espetáculos considerados como representativos das características culturais de cada zona/região em competição.

Com o objetivo de envolver as comunidades locais na iniciativa, foram criadas viagens com saída prevista a partir de todas as capitais de distrito.

Um euro do valor pago por viagem reverterá a favor do projeto social “Mealheiro Solidário



publicado por Carlos Gomes às 11:05
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2015
ASSOCIAÇÃO PARA A DEFESA DA CULTURA TRADICIONAL PROMOVE DEBATE SOBRE FOLCLORE E ETNOGRAFIA



publicado por Carlos Gomes às 22:46
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Domingo, 1 de Novembro de 2015
GRUPO DE FOLCLORE TERRAS DA NÓBREGA REALIZA ESPETÁCULO DE ETNOGRAFIA EM CARNAXIDE

“Serão Temático” organizado pelo Grupo de Folclore Terras da Nóbrega foi um autêntico Festival de Etnografia

Terminou há instantes no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide, no concelho de Oeiras, o Serão Temático “Como há 100 anos…”. A iniciativa foi do Grupo de Folclore Terras da Nóbrega e contou também com a participação do Rancho Folclórico "As Mondadeiras" de Casa Branca (Alto Alentejo), do Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré (Alta Estremadura) e do Rancho Tradicional de Cinfães (Douro Litoral Sul), os quais apresentaram diversos quadros etnográficos que complementaram a exibição das danças e cantares tradicionais.

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Este espetáculo constitui um formato novo em termos de etnografia e folclore, indo além da mera exibição dos trajes tradicionais, das danças e dos cantares do povo, procurando recriar as vivências das gentes de antigamente. Aliás, é a própria organização que o refere: “Esta tipologia de evento folclórico é cada vez mais comum e tem claras vantagens em relação aos “tradicionais” Festivais de Folclore: trás para o palco vivências de outrora mostrando aos mais novos como era a Vida dos nossos Antepassados e relembrando aos mais velhos alguma da sua outrora forma de ser e de viver que, na maioria das vezes, trás nostalgia e saudade.”

Cada grupo participante apresentou em palco um quadro etnográfico como o “Batizado da Meia-noite”, “O Casamento da Monda”, “A Arte Xávega” e o ciclo “Da palha ao chapéu”.

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publicado por Carlos Gomes às 21:25
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2015
CELEBRAÇÃO DO HALLOWEEN OU “NOITE DAS BRUXAS” TEM RAÍZES ANCESTRAIS NA NOSSA CULTURA

A celebração, nos Estados Unidos da América, do Haloween ou "noite das bruxas", não constitui mais do que a tradição do culto dos mortos que os colonos europeus levaram para o continente americano, entretanto regressada à Europa com uma roupagem comercial mais ao gosto da sociedade de consumo. O culto dos mortos constitui entre nós uma das mais ricas tradições que nos remetem para ancestrais cultos pagãos.

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Desde sempre o Homem acreditou na possibilidade dos mortos intercederem na ação criadora dos deuses e no próprio ciclo da natureza, contribuindo inclusivamente para o renascimento dos vegetais e das culturas que os demónios e maus espíritos do inverno fizeram desaparecer. Esta crença está na origem de uma infinidade de práticas relacionadas com o culto dos mortos que regra geral se iniciam em Novembro e prolongam-se até à Serração-da-Velha, atravessando as cerimónias solsticiais ou "saturnais" e os festejos carnavalescos.

Naturalmente, os ritos variam consoante as celebrações em causa mas conservam entre si uma finalidade comum que é o de assegurar que o ciclo da vida e da morte não se interrompa, possibilitando por conseguinte que ao inverno suceda impreterivelmente a primavera. De acordo com as investigações feitas no domínio da arqueologia e da antropologia, acredita-se que as práticas do culto dos mortos tiveram o seu começo na fase de transição da pedra lascada para a pedra polida, sendo disso testemunho os inúmeros monumentos funerários como os dolmens ou antas, inscrições votivas e outros achados. O folclore trouxe até nós inúmeros vestígios desse modo de pensar e dos cultos praticados pelos nossos ancestrais, devendo por esse modo constituir uma importante fonte de estudo.

Pão por Deus! - pedem as crianças na região saloia, percorrendo as casas em alegre peditório. A ladainha varia contudo de uma região para outra. Por exemplo, para os lados de Braga é costume dizer-se do seguinte modo: "Bolinhos, bolinhós, / Para mim e para vós / E para quem está debaixo da cruz / Truz truz". Na região de Ourém, o rapazio vai pelos casais e suplica: "Ti Maria: dai-me um bolinho em louvor de todos os santinhos!". E, se a dona da casa é pessoa dada à brincadeira, ao assomar à soleira da porta responde prontamente: "Dou sim... com uma tranca no focinho!"

Por esta ocasião, as pessoas cumprem o ritual da visita aos cemitérios e cuidam das sepulturas dos seus entes queridos. Mas, também em casa é costume em muitas localidades, após a ceia, deixar até ao dia seguinte a mesa composta de iguarias para que os defuntos possam banquetear-se. Em Barqueiros, no concelho de Mesão Frio, na noite de Todos-os-Santos coloca-se uma mesa com castanhas para os familiares falecidos, as quais ninguém tocará porque ficam "babadas dos defuntos". Da mesma forma que o azeite que alumia os defuntos jamais alumiará os vivos. Entre alguns povos do leste europeu conserva-se ainda a tradição de organizar o festim no próprio cemitério a fim de que todos em conjunto - mortos e vivos - possam confraternizar!

A partir desta época do ano, as noites das aldeias são povoadas por criaturas extraordinárias que surgem nas encruzilhadas e amedrontam os notívagos. Uivam os lobos nas penedias enquanto as bruxas se reúnem debaixo das pontes. A prudência aconselha que ao gado se prendam pequenas saquinhas de amuletos que o resguardem do "mau-olhado". O serão é passado à lareira ouvindo histórias que nos embalam num mundo de sonhos e fantasia que nos alimenta a imaginação. E, quando finalmente é chegada a hora de dormir, faz-se o sinal-da-cruz para que o demónio não nos apoquente e a manhã do dia seguinte volte a sorrir radiante a anunciar uma vida nova.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 21:57
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2015
GRUPO DE FOLCLORE TERRAS DA NÓBREGA REALIZA SERÃO ETNOGRÁFICO EM CARNAXIDE

O Grupo de Folclore Terras da Nóbrega realiza o Serão Temático “Como há 100 anos...”. É um espetáculo único, de cariz etnográfico, que ultrapassa o formato usual próprio dos festivais de folclore, através de quadros da vida e dos usos e costumes tradicionais, a serem representados pelos vários ranchos folclóricos participantes, todos de qualidade reconhecida.

A iniciativa tem lugar no próximo dia 1 de Novembro, no Auditório Municipal Ruy de Carvalho (Carnaxide - Oeiras), no Serão Temático "Como há 100 anos...", uma organização do Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega.

“Minha’bó, conte-me uma estória...” É desta forma que uma criança pede à sua Avó, já velhinha, que lhe conte uma história dos tempos que já lá vão.

A ideia subjacente a esta organização do Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega é que cada Grupo participante traga para o palco a recriação de cenas da vida quotidiana da região que representa. Um “Baptizado da Meia Noite”, o ciclo “Da palha ao chapéu” ou até mesmo um “Casamento da Monda” serão alguns dos momentos a apreciar apresentados pelos Grupos participantes, todos eles lídimos representantes e embaixadores maiores do Folclore e Etnografia de cada uma das suas regiões. A saber:

Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega (Alto Minho Interior)

Rancho Folclórico "As Mondadeiras" de Casa Branca (Alto Alentejo)

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré (Alta Estremadura)

Rancho Tradicional de Cinfães (Douro Litoral Sul)

Esta tipologia de evento folclórico é cada vez mais comum e tem claras vantagens em relação aos “tradicionais” Festivais de Folclore: trás para o palco vivências de outrora mostrando aos mais novos como era a Vida dos nossos Antepassados e relembrando aos mais velhos alguma da sua outrora forma de ser e de viver que, na maioria das vezes, trás nostalgia e saudade.



publicado por Carlos Gomes às 20:28
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