Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Sábado, 8 de Julho de 2017
VASCO DA GAMA PARTIU RUMO À ÍNDIA HÁ 520 ANOS – PORQUE NÃO TEM LISBOA UM MONUMENTO EM SUA HOMENAGEM?

Faz hoje precisamente 520 anos sobre a data da expedição de Vasco da Gama rumo à Índia, com partida da praia de Belém. Às ordens do Rei D. Manuel I, de Portugal, o Capitão-Mór chefiou uma esquadra constituída por 4 naus – São Gabriel, São Rafael, Bérrio e São Miguel – com uma tripulação total de 170 homens, entre marinheiros, soldados e religiosos.

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Investido de funções diplomáticas e militares, Vasco da Gama levou consigo cartas de D. Manuel I destinadas aos soberanos dos reinos com quem iria contactar e padrões para colocar nas terras onde iria aportar. Cerca de um ano depois, Vasco da Gama aportou em Calecute, comprovando a passagem de Sueste investigada por Bartolomeu Dias e que veio abrir caminho aos portugueses o acesso ao negócio das especiarias até então dominado pelos muçulmanos.

Foram muitas as consequências do descobrimento do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, mas salientamos os mais importantes:

- O reconhecimento da costa oriental africana uniu os três grandes continentes – Europa, Ásia e África – abrindo ao ocidente o conhecimento do vastíssimo Oriente;

- Deslocou do Mediterrâneo para o Atlântico o eixo principal da actividades comercial, situação que se mantém até à actualidade;

- No domínio religioso, enfraqueceu o poderio do Islão e abriu caminho à expansão da Cristandade;

- Operou uma profunda transformação mental no que respeita ao conhecimento humano, contribuindo para a formação de um novo espírito científico segundo o qual “a experiência é a mãe de todas as coisas”, constituindo uma das bases do Renascimento.

A grandeza e importância histórica do descobrimento do caminho marítimo para a Índia dispensa qualquer explicação com vista ao seu esclarecimento – ao invés, o mesmo já não se pode dizer em relação à indiferença por parte de Lisboa perante um tão grande feito levado a cabo por um dos maiores vultos da História de Portugal!

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publicado por Carlos Gomes às 16:45
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Terça-feira, 27 de Junho de 2017
RECONTRO DE VALDEVEZ DE 1141: ARCOS DE VALDEVEZ DIVULGA EM LISBOA RECRIAÇÃO HISTÓRICA DESTE IMPORTANTE MOMENTO HISTÓRICO

Lisboa, Arco da Rua Augusta, 29 de Junho às 17:30

Em 1141 os exércitos de Afonso Henriques, futuro primeiro rei de Portugal, e os de seu primo Afonso VII de Leão e Castela encontra-se em Arcos de Valdevez, protagonizando um dos momentos mais importantes da fundação da nacionalidade, o Recontro de Valdevez, uma contenda/torneio medieval que evitou uma batalha quase certa, dando uma importante vantagem aos portucalenses e às ambições autonomistas do seu jovem monarca.

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Quase 900 anos depois, o Município de Arcos de Valdevez leva a efeito uma Recriação Histórica do Recontro de Valdevez, que ocorrerá nesta vila minhota nos dias 7 a 9 de Julho, trazendo assim até à atualidade esse momento referencial da História portuguesa, utilizando para o efeito o cenário do Paço de Giela, notável Monumento Nacional recentemente reabilitado, que acolherá uma verdadeira viagem à idade média e ao século XII.

No sentido de divulgar de forma alargada o Recontro, o Município arcuense leva a efeito uma apresentação pública deste evento em Lisboa, utilizando para o efeito a área do Arco da Rua Augusta, numa cidade ligada à vida do primeiro monarca português, com a sua conquista aos mouros em 1147. Desta forma ficam associados dois momentos fundamentais para a formação de Portugal e uma viva homenagem ao nosso primeiro rei Afonso Henriques.

A apresentação decorrerá de forma muito original e dinâmica, uma vez que será realizada uma performance de animação de época que contará com as personagens medievais de Afonso Henriques, Afonso VII, respetivas guardas e escudeiros, que farão uma alegoria do Recontro, num momento que contará igualmente com música e dança de época, num momento de comunicação diferente para todos os presentes.

Este momento de divulgação da Recriação Histórica do Recontro de Valdevez procura, assim, potenciar o evento e, de igual modo, assinalar a ligação umbilical entre Arcos de Valdevez e a formação da nacionalidade, bem como a importância futura que teve na vida de Afonso Henriques e nas suas futuras conquistas, como o caso de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 10:37
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Sexta-feira, 9 de Junho de 2017
OEIRAS RECRIA FEIRA RURAL E MERCADO À MODA ANTIGA

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Começa amanhã a I Feira Rural e Mercado à Moda Antiga de Oeiras.

Nma organização conjunta do Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega, do Rancho Folclórico "Flores da Beira" e do Grupo de Folclore "As Lavadeiras" da Ribeira da Lage, as artes e ofícios tradicionais de outrora descem ao Centro Histórico de Oeiras.

Como em qualquer feira antiga, vamos ter o alfaiate, o farrapeiro, o santeiro, a doceira, o fumeiro e queijeiro, o construtor de castanholas, a tecedeira, a bordadeira, o fotógrafo "a la minuta"... enfim, uma panóplia de mesteres que hoje em dia raramente se encontram e se vêem ao vivo!!

Haverá também:

- "Viras nos Jardins" onde poderão vir dançar a Chula, a Canaverde ou Vira connosco (sexta-feira, dia 9 a partir das 21 horas);

- um baile das Beiras à moda antiga (sábado, dia 10 a partir das 18 horas);

- a recriação de uma "desfolhada", um baile saloio e uma noitade de rusgas minhotas (sábado, dia 10 a partir das 20 horas); .

- bandas de música (sábado, dia 10 às 17 horas e domingo dia 11 às 11 horas);

- a recriação de uma "desfolhada", um baile saloio e uma noitade de rusgas minhotas (sábado, dia 10 a partir das 20 horas);

- bandas de música (sábado, dia 10 às 17 horas e domingo dia 11 às 11 horas);

- cantares ao desafio (domingo, dia 11 a partir das 17 horas);

e muito, muito mais!!!

 



publicado por Carlos Gomes às 00:35
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Quarta-feira, 7 de Junho de 2017
CACILHAS: GINJAL ESTÁ EM RUÍNAS E AMEAÇA DERROCADA

Magnificamente situado fronte de Lisboa, na localidade de Cacilhas, o Ginjal desfruta de uma soberba vista panorâmica sobre o rio Tejo e a deslumbrante cidade das sete colinas, enxergando ao longe o bulício de uma cidade a abarrotar de turistas. Mas, na outra banda, o Ginjal é uma triste recordação de um passado cheio de vida, onde no velho cais se carregavam grandes quantidades de vinho, azeite e vinagre, produzidos na quinta e nos armazéns da família Teotónio Pereira, os quais eram inclusivamente exportados para outros países ou enviados para os antigos territórios ultramarinos.

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A antiga azáfama cedeu o lugar à decadência e à ruína do local a ameçar derrocada. Uma situação que ameaça a segurança de quem ali circula, inclusivamente veículos automóveis, desafiando a sorte e indiferentes ao perigo… e aos avisos existentes no local!

O local é propriedade privada e existem projectos para a reabilitação do local. O Ministério do Ambiente, a Câmara Municipal de Almada e a Administração do Porto de Lisboa já fizeram várias vistorias ao local e concluíram pela necessidade urgente de intervenção nomeadamente nas estruturas do cais. Mas os anos passam e o Ginjal lá permanece, olhando de longe o esplendor da capital e do rio Tejo. Exibindo placas onde se lê “Perigo de derrocada”… a advertir para uma provável tragédia!

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O Cais do Ginjal noutros tempos era assim...

 

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Imagem aérea do cais do Ginjal, Cacilhas e parte da cidade de Almada

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Armazéns da Família Teotónio Pereira, no Ginjal

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 Carregamento de vinhos, no Ginjal

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 Dos armazéns do Ginjar da família Teotónio Pereira saía vinho, azeite e vinagre

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Toneis de vinho dos armazéns de Teotónio Pereira, no Ginjal

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Carrinha com publicidade ao vinho do Ginjal, em Cabo Verde

Fotos: Arquivo fotográfico Administração Porto Lisboa; Arquivo Centro Arqueologia Almada/ família Teotónio Pereira

 



publicado por Carlos Gomes às 21:17
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Terça-feira, 6 de Junho de 2017
MUSEU BORDALO PINHEIRO PROMOVE CONVERSA SOBRE A LISBOA DE BORDALO

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publicado por Carlos Gomes às 02:48
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Quarta-feira, 31 de Maio de 2017
POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA COMEMORA SÉCULO E MEIO DE EXISTÊNCIA

Constituída por Decreto de 2. De Julho de 1867, do Rei D. Luís I, a Polícia de Segurança Pública comemora 150 anos de existência.

As suas origens remontam aos quadrilheiros criados no século XIV pelo rei D. Fernando, destinados a patrulhar todas as cidades, vilas e lugares do país, prendendo os criminosos e malfeitores a fim de entregá-los às autoridades judiciais, força de ordem pública que vigorou até meados do século XIX. Em 1780, foi criada a Intendência-Geral da Polícia da Corte e do Reino e, em 1867, a Polícia Civil.

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Actualmente, “A Polícia de Segurança Pública, designada por PSP, é uma força de segurança, uniformizada e armada, com natureza de serviço público e dotada de autonomia administrativa” e “tem por missão assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, nos termos da Constituição e da lei”.

Inicialmente formado por dois corpos de polícia independentes entre si – o Corpo de Polícia Civil de Lisboa e o Corpo de Polícia Civil do Porto – eram chefiados por um comissário-geral subordinado aos respectivos governadores civis e, por intermédio destes, ao Ministro do Reino. Em 1893, por decreto do Rei D. Carlos, de 29 de Agosto, a Polícia Civil de Lisboa foi dividida em três secções: a Polícia de Investigação Judiciária e Preventiva, a Polícia de Inspecção Administrativa e a Polícia de Segurança Pública, sendo esta secção a antecessora directa da actual PSP.

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Na sequência da implantação da República em 1910, foram muitos dos seus elementos afastados da corporação em virtude de serem considerados afectos ao regime monárquico, tendo passado a designar-se por “Polícia Cívica”. Em 1918, foi reorganizado através do Decreto nº 4166 de 27 de Abril, passando os vários corpos policiais a ficarem subordinados à Direcção-Geral de Segurança Pública, sem contudo proceder-se à sua fusão. Esta reestruturação incluiu a Polícia de Investigação, a Polícia Administrativa e a Polícia de Emigração.

Em 1922, a Polícia Cívica volta a ser reorganizada através do Decreto nº 8435,d e 21 de Outubro, voltando a Polícia de Segurança a recuperar a sua anterior denominação “Polícia de Segurança Pública”.

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Em 1925, foi extinta a Direcção-Geral da Segurança Pública, passando a Polícia Cívica a ficar subordinada ao Instituto Superior de Segurança Pública para, dois anos depois, aquela voltar a ser restabelecida. Nos anos que se seguem verificam-se várias reestruturações até que, em 1935, foi criado o Comando-Geral da Polícia de Segurança Pública como órgão central da PSP. Em 1999, este passou a designar-se Direcção Nacional.

Como nota curiosa, após o golpe militar do 25 de Abril e com vista a evitar a confusão com a sigla da Polícia de Segurança Pública (PSP), o Partido Socialista (PS) procedeu à alteração da sua anterior denominação Partido Socialista Português (PSP).

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publicado por Carlos Gomes às 13:59
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2017
ALCOCHETE REGRESSA AO TEMPO DE D. MANUEL I

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publicado por Carlos Gomes às 23:30
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Segunda-feira, 22 de Maio de 2017
BENFICA REGRESSA À IDADE MÉDIA

Os lisboetas fizeram uma viagem no tempo e regressaram à Idade Média. Terminou ontem no Parque Silva Porto, vulgarmente conhecido por Mata de Benfica, mais uma edição da Feira Medieval de Benfica.

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Dezenas de figurantes trajados à moda da época animaram uma feira que recriou o ambiente característico da Idade Média onde não faltaram as tavernas e o mercado, a música e danças medievais, as aves de falcoaria e os animais do campo, as bailarinas de danças do ventre e os bobos da corte, tudo rodeado por um cenário pitoresco que incluiu torres altas e com pontes, bandeiras, bandeirolas e fardos de palha.

No mercado podiam-se encontrar especialidades gastronómicas e bebidas típicas, especiarias e até o famoso “sabão macaco”.

A Feira Medieval de Benfica é uma organização da Junta de Freguesia de Benfica, em parceria com a TrasEventos.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 02:51
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Domingo, 21 de Maio de 2017
FONTE LUMINOSA DA ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES FOI INAUGURADA HÁ 69 ANOS

A sua construção iniciou-se há 77 anos!

No próximo ano, passam precisamente 70 anos sobre a data da construção da monumental fonte luminosa da Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa. Este monumento foi erigido em 28 de Maio de 1948 para assinalar o 22º aniversário da Revolução Nacional.

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A imponente fonte é constituída por um conjunto escultórico concebido segundo o projeto dos irmãos Carlos Rebello de Andrade e Guilherme Rebello de Andrade e é decorada com esculturas são da autoria de Maximiano Alves e de Diogo de Macedo e os baixos-relevos (painéis laterais) de Jorge Barradas.

Sobre uma das portas da entrada do lado norte, uma lápide possui as seguintes inscrições: “Presidente da República António Óscar de Fragoso Carmona * Presidente do Conselho António de Oliveira Salazar * Ministro das Obras Públicas e Comunicações Duarte Pacheco * No ano de 1940 erigiu-se esta fonte monumental para comemorar a entrada das águas do Vale do Tejo na Cidade”.

Na entrada sul, outra placa descreve o seguinte: “No dia 28 de maio de 1948, vigésimo segundo aniversário da Revolução Nacional, aberta a primeira exposição de obras públicas, foi inaugurada esta fonte monumental e entregue à Câmara Municipal de Lisboa”. Não obstante, a cerimónia deverá ter ocorrido dois dias após aquela data, visando celebrar o abastecimento regular de água à zona oriental da cidade.

Constituindo uma das mais magníficas obras escultóricas concebidas pelo Estado Novo, é um dos monumentos mais apreciados pelos lisboetas e todos quantos visitam Lisboa, sendo frequentemente cenário de muitos eventos de natureza cultural e sindical, para além de se situar numa das áreas de lazer mais apreciadas pelos alfacinhas.

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publicado por Carlos Gomes às 18:44
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Sábado, 20 de Maio de 2017
SINTRA: AGUALVA REGRESSA AO SÉCULO XVIII

A localidade da Agualva, no concelho de Sintra, regressou este fim-de-semana ao século XVIII, recriando o ambiente pitoresco de uma das mais antigas feiras tradicionais da região saloia.

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Em pleno Largo da República que conserva ainda o antigo coreto e o cruzeiro, a vetusta capelinha e o imponente palácio da Quinta da Fidalga ou de Nossa Senhora do Monte do Carmo, outrora pertencente à família do escritor Matias Aires. De resto, a recriação histórica inclui a presença da família de Matias Aires, incluindo a sua irmã Teresa Margarida da Silva Orta que foi a primeira romancista em língua portuguesa e a primeira escritora do Brasil.

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Alcoviteiras, regateiras, aguadeiros e colarejas dembulam pela feira, com os seus pregões e envolvendo-se nas costumeiras algazarras, onde não faltam os bailaricos, os grupos de gaiteiros e os jogos tradicionais com a tração à corda, jogo do prego, chinquilho e peão.

E, como em recinto de feira saloia não faltam os comes e bebes, as tasquinhas oferecem o leitão de Negrais, o pão com chouriço, doçaria, hortícolas e frutas, artesanato e ofícios tradicionais.

Situada no Largo da República, na Agualva, a Quinta da Fidalga tem estado votada ao abandono e cada vez mais degradada. Abandonada há vários anos, o edifício encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Municipal, trata-se da Quinta de Nossa Senhora do Monte do Carmo, fundada por volta de 1725 por José Ramos da Silva, Provedor da Casa da Moeda e pai do escritor Matias Aires que ali viveu até ao seu falecimento em 1763.

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A Câmara Municipal de Sintra anunciou há cerca de dois anos a sua cedência ao Conservatório de Música de Sintra, no âmbito de um projeto de criação de uma orquestra em cada agrupamento de escolas do concelho. No edifício principal, com três pisos e três dezenas de salas, a autarquia projetava instalar uma escola de música e relacionar-se com outros conservatórios", segundo na altura explicou Basílio Horta à agência Lusa. O autarca estimou então que o Conservatório de Música de Sintra-Associação de Música e Dança invista na recuperação e adaptação do imóvel “mais de dois milhões de euros”. A igreja da quinta ficaria destinada à realização de concertos.

De acordo com o contrato de cedência, com uma duração de 30 anos, na recuperação da quinta, classificada como "imóvel de interesse municipal", os trabalhos deverão ser autorizados e acompanhados pela autarquia, nomeadamente as obras na capela e nas fachadas do edificado, as portas e janelas, o lagar de fuso e a torre”.

O projeto mereceu o aplauso de todas as forças políticas do concelho de Sintra mas até ao momento, a Quinta da Fidalga continua votada ao abandono e a degradar-se.

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publicado por Carlos Gomes às 19:47
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Quarta-feira, 3 de Maio de 2017
SÉRGIO RIBEIRO CELEBROU PROTOCOLO DE DOAÇÃO DE ACERVO DOCUMENTAL E BIBLIOGRÁFICO COM O MUNICÍPIO DE OURÉM

O antigo edifício dos Paços do Concelho foi, no passado dia 30 de abril, palco de um momento especial dedicado à assinatura do protocolo de doação do acervo documental e bibliográfico de Sérgio Ribeiro ao Município de Ourém. Foi muito o público que assistiu à assinatura do protocolo celebrado entre Sérgio Ribeiro e Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, e que teve ainda a oportunidade de assistir a uma excelente atuação do Chorus Auris da AMBO – Academia de Música Banda de Ourém.

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O protocolo em causa determina que Sérgio Ribeiro doa ao Município de Ourém o seu património de livros, documentos e demais material cultural e que a sede material do património a transferir será na antiga Escola Primária do Zambujal, espaço que passará a denominar-se Centro de Documentação Joaquim Ribeiro – Zambujal. Ficou também definido que será criada a “Associação Liga de Amigos do Centro de Documentação Joaquim Ribeiro – Zambujal” que terá como responsabilidade manter uma articulação permanente com a Câmara Municipal na gestão das instalações e na dinamização de iniciativas.

Paulo Fonseca referiu-se a Sérgio Ribeiro como um homem que “além de político, é um homem das letras, artes e pensamento com a capacidade de pôr em causa o que muitas vezes é dado como adquirido”, atitude que “deve servir de inspiração para todo um concelho”. O Presidente congratulou-se com a doação “deste espólio de valor incomensurável e que deve estar ao serviço de todos” e garantiu que o Município saberá preservar o espólio de Sérgio Ribeiro e apresentá-lo às próximas gerações já que “em tempos de globalização temos tendência para esquecer as nossas raízes, mas o melhor que todos temos são as nossas raízes”.

Sérgio Ribeiro mostrou-se emocionado com o momento referindo que “hoje é um dos primeiros dias do resto da minha vida”. Assumiu que apesar de difícil, é uma doação que quer fazer para “tornar público e de acesso a todos o espólio que fui reunindo ao longo da vida”. Manifestou ainda a sua alegria pela denominação que será atribuída à antiga Escola Primária do Zambujal pois “o Centro de Documentação terá o nome do homem mais importante da minha vida”, o seu pai, Joaquim Ribeiro. A finalizar a sua intervenção, Sérgio Ribeiro agradeceu o empenho da Câmara Municipal na concretização deste protocolo e o apoio demonstrado pela família e amigos.

O Centro de Documentação Joaquim Ribeiro – Zambujal reunirá um património de valor inestimável e que abordará diferentes temas, entre os quais, a “Europa e integração europeia”, o “Associativismo oureense”, a “História de Ourém”, “Zambujal e arredores”, “Economia”, “Literatura vária” e “Documentos de intervenção cívica”.

O Doutor Sérgio Ribeiro é formado em Economia. Membro do Comité Central do Partido Comunista Português. Foi também membro da Assembleia Municipal de Ourém. Deputado à Assembleia da República em 1986 e de 1989 a 1990. Consultor Chefe de Missão BIT/OIT em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique. Foi Director Geral do Emprego, deputado ao Parlamento Europeu desde 1990 a 1999, tendo sido Questor de 1994 a 1999. Membro de várias Comissões do Parlamento Europeu e do Inter-Grupo do PE para as Questões de Timor-Leste. Foi também um dos últimos presos políticos do antigo regime, tendo sido libertado após o seu derrube em 25 de Abril de 1974.

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publicado por Carlos Gomes às 13:38
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2017
AMADORA FAZ RECRIAÇÃO HISTÓRICA

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publicado por Carlos Gomes às 03:21
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MAFRA JÁ RECUPEROU O PALÁCIO DOS MARQUESES DE PONTE DE LIMA

Situado em Mafra, o Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima é um edifício austero do século XVII, edificado pelo arquiteto régio Diogo Marques Lucas sobre as fundações do castelo gótico romano e o Paço Medieval outrora ali existente.

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O período de maior fulgor desta casa, onde avultava a biblioteca dos Marqueses, os salões de tetos apainelados e a capela, ornamentada por um retábulo realizado pelo escultor Machado de Castro foi a primeira metade do séc. XVIII.

Sempre que viajava para Mafra, nomeadamente para inspecionar as obras de construção do Palácio Nacional de Mafra, era no Palácio do Marquês de Ponte de Lima que o Rei D. João V. O escritor José Saramago faz referência ao local e a estas ocorrências no seu livro “Memorial do Convento”.

Ali ocorreram episódios importantes da nossa História como a “conspiração de Mafra” contra D. João VI; albergou o General Loison durante a ocupação francesa e serviu de hospital improvisado de prevenção contra a peste bubónica.

O Palácio do Marquês de Ponte de Lima inclui ainda a chamada “Cerca do Marquêz” que constitui actualmente o Parque Desportivo Ministro dos Santos e que possuia outrora uma área mais vasta que foi entretanto ocupada com a construção da ETAR e de vários estabelecimentos de ensino no local. A “Cerca do Marquêz” dispunha de uma extensa área de bosque que incluia ermitérios, estátuas, lagos, fontes e tanques, uma casa de fresco e duas capelas, cujo interior era ornamentado por retábulos saídos das mãos dos célebres escultores de Mafra.

A revista “O Anunciador das Feiras Novas” que se edita anualmente em Ponte de Lima, tem vindo a publicar uma série de artigos acerca dos marqueses de Ponte de Lima e do seu palácio em Mafra.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 03:17
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Terça-feira, 18 de Abril de 2017
OS VIKINGS CHEGARAM AO MUSEU DE MARINHA

A partir de 18 de Abril o Museu de Marinha apresenta ao público, pela primeira vez em Portugal, a mais completa exposição dedicada aos Vikings | Guerreiros do Mar.

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Venha navegar connosco até à era dos Vikings!

Chega agora a vez de Portugal poder visitar no Museu de Marinha a história de um povo que há mais de mil anos, povos vindos do Norte chegaram às margens de uma Europa que não estava preparada para os receber.

A capacidade de se deslocarem em rápidos e versáteis navios e a violência inesperada dos seus ataques constituíam as principais características destes “guerreiros do mar”.

Também nos territórios que mais tarde viriam a ser Portugal, a presença destes “homens do norte” foi uma constante ao longo de mais de 300 anos, entre os séculos IX e XI. Quer na região do Condado Portucalense, quer nos territórios islâmicos mais a sul no Al-Andaluz, como Lisboa e Alcácer do Sal, as incursões vikings deixaram uma marca indelével naquelas sociedades, bem presente no início da nacionalidade.

Composta por mais de 600 peças originais provenientes do Museu Nacional da Dinamarca, esta exposição apresenta-nos os mais variados aspetos relacionados com a história e cultura deste fascinante povo que ficou conhecido como um dos mais temidos de toda a História e que ainda hoje conquista milhares de entusiastas.



publicado por Carlos Gomes às 20:12
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Segunda-feira, 17 de Abril de 2017
O FALAR DOS CANARINOS. UM DIALETO DO ESPANHOL MUITO APORTUGUESADO

I - O TEXTO E AS TRADUÇÕES

       Para findar a descrição geral da profunda influência portuguesa no povo canarino, com um exemplo mais aprofundado dos que foram expostos no artigo anterior intitulado: CANÁRIAS: UMA PROFUNDA INFLUÊNCIA PORTUGESA, publicado a terça-feira dia 28 de fevereiro de 2017, temos escolhido a  linguagem, pois sem dúvida, é onde se pode ver com mais clareza o efeito luso. O falar dos canarinos é um dialeto do espanhol de base andaluza e portuguesa, no que se refere à fonologia é muito influenciado pelo dialeto andaluz e, no que toca ao vocabulário, tem um grande aporte lexical da língua portuguesa. Neste artigo publicamos uma estória escrita primeiramente em dialeto canarino, a seguir a tradução em português com regionalismos e, finalmente,  a tradução em espanhol estandardizado da Península Ibérica, com o objeto de conseguir com a comparação do texto dialetal com as traduções, uma melhor apreciação da profunda influência portuguesa na cultura do povo canarino. No próximo artigo publicaremos a análise, fonológico, morfológico, semântico e etimológico do texto da estoria da minha autoria e a bibliografia.

 

       Diz Pedro Hernández Hernández em PSICOLOGIA E VIDA DO ATUAL HOMEM CANARINO, p. 504 da sétima edição (1999) do magnífico livro Natura y Cultura de las Islas Canarias “Natureza e Cultura das Ilhas Canárias”, que: «A pegada portuguesa perdura em muitos elementos culturais (edifícios, instrumentos, etc.), mas é no vocabulário canarino cheio de portuguesismos, onde melhor se pode compreender a influência de aquele país. São muitas as palavras referentes a instrumentos de trabalho, a questões agrícolas e pesqueiras. No aspeto humano o que mais nos chama a atenção é o conjunto de vocábulos referentes a espetos físcos: Petudo (jorobado), gago (tartamudo), cañoto (zurdo), jeito (movimento simples), engoruñarse (encogerse), escarrancharse (despatarrarse), lambuzarse (passar os lábios ou a língua por algo e também implica manchar-se), engajarse (atragantarse)... no aspeto afetivo destaca o vocábulo maguas que exprime o sentimento de amargura ante a imposibilidade de algo. Não saberíamos determinar a razão dessa influência portuguesa em tais aspetos. O que sim podemos dizer é que um povo, como o português, que chega introduzir termos de expressão corporal e afetiva em outro, como o canarino, é que a sua influência e tão importante, como para pensar que tem contribuído decisivamente na formação da essência íntima de esse povo canarino.». O autor destaca a negrito os portuguesismos do dialeto canarino e dentro de parênteses curvos põe o termo correspondente em espanhol estandardizado, assim temos: jorobado “corcunda”, cañoto “canhoto”, engoruñarseengrunhar-se (regionalismo) encolher-se”, escarrancharse “escarranchar-se”, lambuzarse “lambuzar-se” e engajarse “engasgar-se”.

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       Capa do livro: Natureza e Cultura das Ilhas Canárias, obra de vários autores com a coordenação de Pedro Hernández Hernández, que essencial para conhecer as Ilhas Afortunadas e o povo que as habita.

 

       Nós, como no blogue não é possível utilizar diferentes cores para indicar os portuguesismos, os canarismos, os guanchismos, os hispano-americanismos, os anglicismos e os galicismos, optamos por indicar os portuguesismos a negrito, sublinhar os canarismos, escrever os guanchismos em itálico, «pôr os hispano-americanismos entre aspas», (inserir os anglicimos dentro de parênteses curvos) e incluir /os galicismos dentro de barras/.

 

       Em seguida, transcrevemos o texto da pequena estória da minha autoria, onde se corrobora as palavras de Pedro Hernández Hernandez e, os leitores comprovarão, que da profunda influência portuguesa que temos e descrevemos, não falamos com excesso, é toda uma certeza.

 

EM DIALETO CANARINO

 

El día que cogimos las «papas»

 

       Las andoriñas volaron bajo aberruntando la semana morriñenta que tuvimos. Acabó la morriña cuando se vio el arco de la vieja y, después de cortar las ramas de las «papas», hoy peguemos a coger las (autodates), las (chineguas), las rosadas y las terrentas, yo espero que no estén aguachentas, no haigan muchas bichadas ni hallarlas desaboridas. Estaba preparando el almuerzo con mi hijo pequeño Rayco y como es desinquieto, le di /creyones/ y hojas para entretenerlo, pues cuando él está pintando no le da por reinar ni acaba amulado. Oí que me llamaban y tuve que ir para abrir la puerta del patio porque estaba cerrada con fechillo y empenada de la lluvia. Era mi prima Lala y comadre, porque es la madrina de Rayco, trajo un (táper) con beletén, una de sus cabras parió cuatro baifos, un balayo atestibado con naranjas de sus naranjeros, piñas de millo con frondosas fajinas y greñas y un bubango grande y cumplido, a su ahijado le dio un chupete, una chocolatina y un machango de los que ella hace, con la baña que tiene se escarranchó en el sillón fofo para darle a la taramela.

       -¡Parece que vienes jariada!-Insinué yo.

       -¡Me duelen los ñoños porque esta noche va a llover!-Manifestó ella.

       -¡En las verijas de alguna!- Consideré yo y ella sonrió.

       Entró mi hijo Zebenzui y mi prima como tiene el costumbre de golifiar, se expresó y preguntó como ella hace siempre.

       -¡Hola mi niño!, ¡Siempre te veo de relance!, ¡Qué alto estás y flaco como un cangallo!

       -¿Por qué vienes enguruñado que pareces un petudo?, ¿Qué te pasó en la pata que estás cojo?

       -¡Con el pelo cortado rente parece que estás enfermo!

       Zebenzui le respondió entodavía fañoso.

       - Fui de fogalera pa Tacoronte, como a las tantas de la noche no hay «guagua» y no tenía (moni) pa coger un taxi, vine a pata en manga camisa sin (pulóver), chamarra ni anorak, con el chubasco que se dio me enchumbé y con el pelete me tullí y pillé un resfriado. Al día siguiente fui de tenderete a la romería de Guamasa, onde (trinqué) vino y cogí una torta, con la tontura, no me di cuenta y pisé una bosta, antes del partigazo, intenté apoyarme y me di un jeito en la barriga de la pierna, llegué con el totizo al suelo, me hice un totufo y acabé embostado. ¡Estoy como si me hubiesen dado una jarca palos!

       -¡Ay, fuerte tolete estás! ¡Eso te pasa por novelero e irte de trulenque!- Opinó mi prima.

       -¡Fos! ¡A alguien le jieden los zapatos a mierda!-Expresé con repugnancia y rápidamente para evitar que mi hijo repondiera a la opinión de mi prima, porque ella siempre aprovecha para fincharlo, sabe que a él no le gusta que le digan nada.  

       -¡Yo tengo las lonas limpias! -Afirmó mi prima.

       -¡Son los míos! Es porque pisé una bosta cuando entré en el camino sin darme cuenta.-Explicó Zebenzui.

       -¡Pues estrenaste los chazos que te puso el zapatero en las botas!- Le dije sonriendo a mi hijo.

       Zebenzui vino a coger un fonil para llenar las garrafas de vino, en la huerta los que estaban apañando las «papas» no podían estar sin el (trinque) y ya se habían jilvanado dos garrafas, pero con el solajero les daba secura y tenían que matar la sede. Agarró el de plástico que estaba en el escanillo de la gaveta, porque el de chapa estaba ferrugiento y jurado. Le dije que no mesturara el vino que se vira y tapara bien el garrafón, que cogiera el rolón para las gallinas, la comida del cochino, pasara por el goro y vaciara el balde en la pileta hasta el fondaje, tuviera cuidado con el entullo de las obras y las liñas de la ropa, porque está tan espigado y es un espicho que igual ni las ve y se pega un chuchazo.

       Cuando Lala dijo que se iba, la convidé a yantar porque estaba esmagada, pero no quiso.

       -¡Échate una «papita», mujer y coge un fisco gofio de la bimba que está amasado con plátanos y «guarapo», para que no te quedes con la magua!- Le sugerí.

       -¿Qué hiciste de conduto? Me preguntó mi prima.

       -¡Tollos! Le respondí.

       Se comió un puñito gofio y una «papa» borralla con un cachito tollo, como el mojo colorado estaba picón, soltó un espirrido porque se irritó la garganta, se quemó los bezos y empezó a resoplar y abanarse con la mano, también estaba algo engajada, pensé que se iba a quedar callada, le ofrecí un tanganazo vino y no quiso, bebió agua de la talla y después de arrotar siguió alegando. De repente, le cayó un perenquén del techo encima los senos, se levantó y pegó a correr de un lado pa otro disparatada y sacudiéndose, se trompezó con una silla y del estampido que le dio a la repisa se fue de varetas, cayó al suelo el gánigo que me regaló mi hija Guacimara por el día de las madres y se hizo gofio.

       Al final, con el susto Lala salió como un foguete, vi que el chiquillo se estaba alongando por la ventana y creí que era para ver un folelé que estaba aposado en la tabaiba, pero cuando lo cogí todo rañoso y  lambuciado, volvió a alongarse y abrió la cañota, del matapiojos le saltó al jurabollos y dijo dulcemente:

       -¡Sarantontón, sarantontón, abre tus alitas y vete con Dios!-

       Oí el barullo del rancho que venía a comer, miré pal suelo y estaba todo sorroballado de chocolate, lleno de pelujas porque Rayco le arrancó los pelos al machango y lleno de cachitos de gánigo, papeles y /creyones/ por todos los lados, un patiñero.

 

       A seguir a tradução em português com regionalismos assinalados com asteriscos, porque nós gostamos de respeitar a imensa variedade dialetal da formosa língua portuguesa, para nós todas as variantes têm o mesmo valor que o português europeu e o português brasileiro. Diz-me como falas e dir-te-ei de onde és, a pátria do homem é a sua fala e a riqueza de uma língua é a sua diversidade. Obviamente, o canarino não é um dialeto da língua portuguesa, mas há pessoas que afirmam que é um dialeto misto, das duas línguas nacionais, oficiais ou principais da Península Ibérica, outros dizem que é um crioulo como o papiamento, nós declaramos com firmeza que é um dialeto do espanhol muito aportuguesado, porque utiliza uma grande quantidade de termos, expressões e algumas construções gramaticais da língua portuguesa, mas a sua estrutura é espanhola e vários dos empréstimos lusos incorporados no seu vocabulário foram espanholizados. Por esta razão, os lusitanismos da nossa fala que têm a sua origem em palavras portuguesas ou tomam outro significado no dialeto canarino que já nada tem a ver com as diferentes aceções de vocábulos de qualquer dialeto da língua portugesa, são substituídos na tradução pelos termos utilizados pelo dialeto padrão da língua portuguesa em Portugal. Os leitores não se devem preocupar, pois na análese do texto da estória que publicaremos no próximo artigo, cada lusismo terá o seu correspondente termo no dialeto padrão da língua portuguesa em Portugal e no espanhol estandardizado da Península Ibérica, por exemplo: talha* é um regionalismo usado em várias províncias portuguesas, mas o significado que lhe damos nas Ilhas Canárias corresponde mais com o de alcarraza no dialeto padrão do português europeu e no espanhol europeu estandardizado pelos meios de comunicação. Por último, na tradução os canarismos, guanchismos, «hipano-americanismos», (anglicismos), e /galicismos/ são traduzidos para o português quando há termo equivalente, no análese também serão analisadas estas palavras.

 

EM PORTUGUÊS COM REGIONALISMOS

 

O dia que apanhamos as «batatas»

 

       As andorinhas voaram baixo aberruntando* a semana morrinhenta que tivemos. Acabou a morrinha quando se viu o arco da velha e, despois de cortar as ramas das «batatas», hoje pegamos a apanhar as (atualizadas), as (Rei Eduardo), as cor-de-rosa e as terrentas, eu espero que não estejam aguacentas, não hajam muitas bichadas nem achá-las insípidas. Estava a preparar o almoço com o meu filho pequeno Rayco e como é desinquieto, di-lhe /craiões/ e folhas para o entreter, pois quando ele está a pintar não lhe dá por reinar* ou acabar amuado. Ouvi que me chamavan, tive de ir para abrir a porta do pátio porque estava fechada com fechinho y empenada pela chuva. Era a minha prima Candelária e comadre, porque é a madrinha de Rayco, ela trouxe um (tupperware) com colostro, uma da suas cabras pariu quatro cabritos, um balaio repleto com laranjas das suas laranjeiras, pinhas* de milho com frondosos folhelhos e barbas e um bogango* grande y comprido, ao seu afilhado deu-lhe um chupa-chupa, una barra de chocolate e um  boneco dos que ela faz, com a banha que ela tem se escarranchou na poltrona fofa para lhe dar à taramela.

       -Parece que tu vens cansada!-Insinuei eu.

       -Doem-me os dedos dos pés porque esta noite vai chover!-Manifestou ela.

       -Nas virilhas dalguma!- Considerei eu e ela sorriu.

       Entrou o meu filho Zebenzui e a minha prima como tem o costume de bisbilhotar, exprimiu-se e preguntou como ela faz sempre.

       -Olá o meu menino!, Sempre te vejo por acaso!, Que alto estás e magro como un cangallo!

       -Porque é que vens engrunhado* que pareces um corcunda?, O que foi o que te aconteceu na pata que estás coxo?

       -Com o cabelo curtado rente parece que estás doente!

       Zebenzui respondeu-lhe ainda fanhoso.

       -Fui de farra para Tacoronte, como às tantas da noite não há «autocarro» e não tinha (dinheiro) para apanhar um taxi, vim à pata* em mangas de camisa sem (suéter), blusão nem anoraque, com o chubasco que caiu me enchumbei e com o frio de rachar, fiquei tolhido e apanhei um resfriado. Ao dia seguinte fui de festa à romaria de Guamasa, onde (bebi) vinho e apanhei uma torta, com a tontura, não percebi e pisei uma bosta, antes da queda de costas, tencionei apoiar-me e produzi-me um jeito na barriga da perna, cheguei com o toutiço ao chão, fiz-me um galo e acabei cheio de bosta. Estou como se me tivesem dado uma tereia!

       -Oh, que grande tolo tu és! ¡Isso acontece-te por borguista e ir-te de borga!- Opinou a minha prima.

       -Fó*! ¡A alguem fedem-lhe os sapatos a merda!-Exprimi com repugnância e rápidamente para evitar que o meu filho respondera à opinião da minha prima, porque ela sempre aproveita para o incomodar, sabe que ele não gosta que lhe digam nada. 

       -Eu tenho as alpercatas limpas! -Afirmou a minha prima.

       -São os meus!, É porque pisei uma bosta quando entrei no caminho sem tomar conta.-Explicou Zebenzui.

       -Pois estreas-te os remendos que te pôs o sapateiro nas botas!- Disse-lhe sorrindo ao meu filho.

       Zebenzui veio apanhar um funil para encher as garrafas de vinho, na horta os que estavam a apanhar as «batatas» não podiam estar sem o (beber) e já se tinham bebido com rapidez duas garrafas, mas com a soalheira dava-lhes secura e tinham de matar a sede. Agarrou o de plástico que estava no escaninho da gaveta, porque o de folha estava ferrugento e furado. Disse-lhe que não misturara o vinho que se envinagra e tapara bem o garrafão, que apanhara o rolão para as galinhas, a comida do porco, passara pelo chiqueiro e esvaziara o balde na pia até a fundagem, tivese quidado com o entulho das obras e as linhas da roupa, porque está tão espigado e é um espicho que igual nem as ve e se dá un golpe com as linhas.

       Quando Candelária disse que se ia, convidei-a para almoçar porque estava esmagada, mas não quis.

       -Come-te uma «batatinha», mulher e apanha um bocadinho de gofio da bola que está amassado com bananas e «mel de palmeira canarina», para que não fiques com mágoa!- Sugeri-lhe.

       -¿Que fiseste de conduto? Preguntou-me a minha prima.

       -Tolhos! Respondi-lhe.

       Comeu-se um punhinho de gofio e uma «batata» borrallo com um bocado de tolho, como o molho vermelho estava picante, soltou um berro porque se irritou a garganta, quemou-se os beiços e começou a bufar e abanar-se com a mão, também estava algo engasgada, achei que ia ficar calada, ofereci-lhe um trago grande de vinho e não quis, bebeu água da talha* e depois de arrotar siguiu a falar. De repente, caiu-lhe uma osga do teto acima dos seios, levantou-se e pegou a correr de um lado para otro atrapalhada e sacudindo-se, tropeçou-se com uma cadeira e do golpe forte que lhe deu à prateleira caiu de bruços, caiu ao chão o gánigo que me regalou a minha filha Guacimara pelo dia da mãe e acabou feito cacos.

       Afinal, com o susto Candelária saiu como um foguete, vi que a criança estava a assomar-se à janela e achei que era para ver uma libélula que estava pousada na tabaiba, mas quando o apanhei tudo ranhoso*  e lambuzado, voltou a assomar-se à janela, abriu a canhota, do mata-piolhos saltou-lhe para o fura-bolos e disse docemente:

       -Joaninha, joaninha, abre as tuas asinhas e vai com Deus!-

       Ouvi o barulho do rancho que vinha almoçar, olhei para o chão e estava tudo besuntado de chocolate, cheio de pelugem porque Rayco arrancou os cabelos ao boneco e de cacos do gánigo, papeis e /craiões/ por todos os lados, um patinheiro*.

 

       Finalmente, a tradução em espanhol europeu estandardizado pelos meios de comunicação, que não é um dialeto padrão e normativo, porque no mundo hispanófono não existem, nem se corresponde com o castelhano. Espanhol e castelhano não são sinónimos, espanhol é a língua oficial dos países hispanofalantes, nos que se encontra Espanha e, castelhano é uma das suas variantes, o dialeto que se fala em Castela.

 

EM ESPAÑOL EUROPEU ESTANDARDIZADO

 

El día que cogimos las «patatas»

 

       Las golondrinas volaron bajo barruntando la semana lloviznosa que tuvimos. Acabó la llovizna cuando se vio el arcoíris y, después de cortar los tallos de las «patatas», hoy empezamos a coger las (actualizadas), las (Rey Eduardo), las rosadas y las terrosas, yo espero que no estén aguanosas, no hayan muchas llenas de bichos ni hallarlas desaboridas. Estaba preparando el almuerzo con mi hijo pequeño Rayco y como es inquieto, le di /crayones/ y hojas para entretenerlo, pues cuando él está pintando no le da por enfurecer ni acaba enfadado. Oí que me llamaban y tuve que ir para abrir la puerta del patio porque estaba cerrada con cerrojo y alabeada de la lluvia. Era mi prima Candelaria y comadre, porque es la madrina de Rayco, trajo un (tupperware) con calostro, una de sus cabras parió cuatro cabritos, un cesto de escasa altura repleto con naranjas de sus naranjos, mazorcas de maiz con frondosas farfollas y barbas y un calabacín canario grande y alargado, a su ahijado le dio un chupachús, una chocolatina y un muñeco de los que ella hace, con la barriga que tiene se despatarró en el sillón blando para darle a la lengua.

       -¡Parece que vienes cansada!-Insinué yo.

       -¡Me duelen los dedos de los pies porque esta noche va a llover!-Manifestó ella.

       -¡En las ingles de alguna!- Consideré yo y ella sonrió.

       Entró mi hijo Zebenzui y mi prima como tiene la costumbre de curiosear, se expresó y preguntó como ella hace siempre.

       -¡Hola chaval!, ¡Siempre te veo de casualidad!, ¡Qué alto estás y flaco como un enfermo!

       -¿Por qué vienes encogido que pareces un jorobado?, ¿Qué te pasó en la pierna que estás cojo?

       -¡Con el pelo cortado al ras parece que estás enfermo!

       Zebenzui le respondió todavía gangoso.

       - Fui de parranda para Tacoronte, como a las tantas de la noche no hay «autobús» y no tenía (dinero) para coger un taxi, vine a pie en mangas de camisa sin (suéter), chaqueta ni anorak, con el chaparrón que cayó me empapé y con el frío intenso me pasmé y pillé un resfriado. Al día siguiente fui de fiesta a la romería de Guamasa, donde (bebí) vino y cogí una borrachera, con el desvanecimiento, no me di cuenta y pisé una boñiga, antes del costalazo, intenté apoyarme y me hice un esguince en la pantorrilla, llegué con la nuca al suelo, me hice un chichón y acabé emboñigado. ¡Estoy como si me hubiesen dado una paliza!

       -¡Ay, tremendo torpe estás! ¡Eso te pasa por juerguista e irte de jarana!- Opinó mi prima.

       -¡Qué asco! ¡A alguien le hieden los zapatos a mierda!-Expresé con repugnancia y rápidamente para evitar que mi hijo respondiera a la opinión de mi prima, porque ella siempre aprovecha para molestarlo, sabe que a él no le gusta que le digan nada. 

       -¡Yo tengo las alpargatas limpias! -Afirmó mi prima.

       -¡Son los míos! Es porque pisé una boñiga cuando entré en el camino sin darme cuenta.-Explicó Zebenzui.

       -¡Pues estrenaste los parches que te puso el zapatero en las botas!- Le dije sonriendo a mi hijo.

       Zebenzui vino a coger un embudo para llenar las garrafas de vino, en la huerta los que estaban recogiendo las «patatas» no podían estar sin el (beber) y ya se habían bebido con rapidez dos garrafas, pero con la soleada les daba sequedad y tenían que saciar la sed. Cogió el de plástico que estaba en la casilla del cajón, porque el metálico estaba oxidado y agujereado. Le dije que no mezclara el vino que se avinagra y tapara bien la garrafa grande, que cogiera la harina de millo para las gallinas, la comida del cerdo, pasara por el chiquero y vaciara el cubo en la pila hasta el fondo, tuviera cuidado con el escombro de las obras y las cuerdas de la ropa, porque está tan alto y es un flacucho que igual ni las ve y se pega un latigazo.

       Cuando Candelaria dijo que se iba, la invité a almorzar porque estaba hambrienta, pero no quiso.

       -¡Cómete una «patatita», mujer y coge un poco de gofio de la pella que está amasado con plátanos y «miel de palma», para que no te quedes con el desconsuelo!- Le sugerí.

       -¿Qué hiciste de acompañamiento? Me preguntó mi prima.

       -¡Tollos! Le respondí.

       Se comió un puñito de gofio y una «patata» rescoldo con un trocito de tollo, como la salsa roja estaba picante, soltó un berrido porque se irritó la garganta, se quemó los labios y empezó a resoplar y abanicarse con la mano, también estaba algo atragantada, pensé que se iba a quedar callada, le ofrecí un trago grande de vino y no quiso, bebió agua de la alcarraza y después de eructar siguió hablando. De repente, le cayó una salamanquesa del techo encima de los senos, se levantó y empezó a correr de un lado para el otro trastornada y sacudiéndose, se tropezó con una silla y del golpe fuerte que le dio a la repisa cayó de bruces y tiró al suelo el gánigo que me regaló mi hija Guacimara por el día de las madres que acabó hecho añicos.

       Al final, con el susto Candelaria salió como una flecha, vi que el niño se estaba asomando por la ventana y creí que era para ver una libélula que estaba posada en la tabaiba, pero cuando lo cogí todo sucio y pringado, volvió a asomarse y abrió la zurda, del pulgar le saltó al índice y dijo dulcemente:

       -¡Mariquita, mariquita, abre tus alitas y vete con Dios!-

       Oí el alboroto de la familia que venía a almorzar, miré para el suelo y estaba todo restregado de chocolate, lleno de pelusas porque Rayco le arrancó los pelos al muñeco y lleno de trocitos del gánigo, papeles y /crayones/ por todos los lados, un piso sucio.

 

Jesús Acosta

 

ACGEIA



publicado por Carlos Gomes às 18:32
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Domingo, 16 de Abril de 2017
CASCAIS LEVA O 25 DE ABRIL AOS MAIS JOVENS

No mês em que se celebra o 43.º Aniversário do 25 de Abril - a Revolução dos Cravos

Portugal por Miúdos não perde a oportunidade para explicar aos mais novos um pouco mais da História de Portugal.

DIA 29 de ABRIL venham divertir-se com a nossa História e venham celebrar a Liberdade. 

Portugal por Miúdos, de José Jorge Letria

Centro Cultural de Cascais 

SÁBADO, 29 ABRIL, 16h

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publicado por Carlos Gomes às 17:06
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Sábado, 8 de Abril de 2017
S. DOMINGOS DE RANA REGRESSA À IDADE MÉDIA

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publicado por Carlos Gomes às 20:05
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Terça-feira, 4 de Abril de 2017
DEVOLUÇÃO DE OLIVENÇA A PORTUGAL ESTÁ NA ORDEM DO DIA!

A reclamação por parte de Espanha do território britânico de Gibraltar veio abrir uma janela de oportunidade que o Estado Português deve aproveitar para, de forma diplomática, exigir do país vizinho o cumprimento do seu compromisso assumido no Congresso de Viena realizado em 1815, obrigando-se a devolver a Portugal o território de Olivença e, desse modo, resolver de uma vez por todas o litígio fronteiriço que se mantém há mais de dois séculos.

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Com efeito, a decisão de saída da União Europeia por parte do Reino Unido – o nosso mais antigo aliado! – veio reavivar a Espanha a antiga esperança de obter a soberania sobre o território de Gibraltar, vulgarmente designado por “Rochedo”. Isto, apesar de em 1713, aquando da celebração do Tratado de Utrech, ter a Espanha cedido à Inglaterra “…a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes (…) para sempre, sem qualquer excepção ou impedimento”, como forma de parte de pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola no âmbito de um sistema de compensações acordado como forma de Filipe de Anjou ser aceite pelos países beligerantes como rei de Espanha.

Ao contrário do que se verifica com Gibraltar que é pela Organização das Nações Unidas reconhecida como uma colónia e, como tal, é devido aos seus habitantes o direito à autodeterminação, Olivença constitui territorialmente parte integrante de Portugal, consagrado na alínea 1 do Artigo 5º da Constituição da República Portuguesa, o qual reza: “Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira”.

O Tratado de Alcanizes celebrado em 1297 por D. Dinis. Rei de Portugal, com os soberanos dos reinos de Leão e Castela estabeleceu Olivença como parte integrante de Portugal. Em 1801, o Tratado de Badajoz que nem sequer contemplava a anexação da localidade de Vila Real por esta fazer parte do termo de Juromenha e não de Olivença, foi denunciado por Portugal por Espanha não ter cumprido a sua parte do acordo em virtude de ter invadido o nosso país, contrariando as disposições do Tratado. Por tudo isto e muito mais, a Espanha não possui a menor legitimidade para manter a ocupação do território de Olivença, município de Tálega incluído.

Com uma área de 430,1 quilómetros quadrados – correspondendo aproximadamente ao triplo das áreas dos concelhos de Lisboa e Porto no seu conjunto – Olivença é reclamada pelo Estado Português, o que justifica o facto de não ter sido até ao momento delimitada a fronteira desde a confluência da Ribeira do Caia com o rio Guadiana até à confluência da Ribeira dos Cuncos com o rio Guadiana.

À semelhança de Portugal em virtude da sua localização estratégica como porta de entrada para o continente, Gibraltar possui elevado interesse para o Reino Unido também como garantia de passagem par o Mar Mediterrâneo. Não foi em vão que em 1940, a Alemanha nazi chegou a planear a ocupação militar de Gibraltar (Operação Félix) e, com o apoio do exército espanhol, a invasão militar de Portugal (Operação Isabella) por parte de três divisões alemãs, tendo por objectivo principal o ataque aos portos de Lisboa e Setúbal a fim de impedir a sua utilização por parte das forças inglesas. Uma cumplicidade, aliás, que nos remete a memória para o Tratado de Fontainebleau de 1807, estabecido em segredo entre França e Espanha e que definiu a ocupação e partilha de Portugal.

A questão agora levantada pelo país vizinho, a pretexto da saída do Reino Unido da União Europeia, com a exigência da entrega de Gibraltar, vem desencadear um efeito de dominó relativamente ao status quo de vários territórios sob domínio de Espanha, a saber Ceuta e Melila, as Canárias e, por maioria de razão, o território de Olivença, de jure parte integrante de Portugal. A reclamação do Estado Português em relação a Olivença é legítima e, do Minho aos Açores, deve unir todos os portugueses – patriotas! – independentemente dos seus credos religiosos ou convicções partidária. Respeitemos os direitos dos seus habitantes independentemente das suas origens e a dualidade cultural que caracteriza o seu território com vista a uma transição civilizada da sua soberania, mas não abdiquemos da justiça que por direito é devida a Portugal!

Carlos Gomes

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publicado por Carlos Gomes às 23:06
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BIBLIOTECA CENTRAL DE MARINHA INAUGURA AMANHÃ EXPOSIÇÃO SOBRE A ESCRAVATURA

Escravatura: Tráfico, Consciencialização e Combate

No âmbito do evento Lisboa, Capital da Cultura Ibero-americana 2017, a Biblioteca Central de Marinha (BCM) apresenta a exposição denominada “Escravatura: Tráfico, Consciencialização e Combate”.

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Esta mostra vai ser inaugurada no próximo dia 5 de abril, no Torreão Central da Ex Fábrica Nacional de Cordoaria - Arquivo Histórico da Marinha. As visitas são gratuitas.

O tráfico escravo aceite e regulado pelo Governo, como atesta um passaporte que autoriza “o tráfico da escravatura nos portos do norte de África”, vai, aos poucos, encontrar resistência como mostra a diversa legislação em exibição, da qual o Estatutos da Sociedade Portugueza contra a Escravatura é exemplo. Relatórios de apreensões de navios negreiros, atestam a luta que era travada no mar, enquanto em terra, já no século XVI na sua Arte da Guerra do Mar, o padre Francisco Oliveira critica esta atividade. Sá da Bandeira, figura em destaque nesta mostra, empreendeu esforços incessantes para abolição de uma prática que lhe sobreviveu, como mostra uma série de fotografias de um relatório de 1902.

A exposição vai estar patente até dia 23 de junho no Arquivo Histórico (Junqueira), para depois transitar para as instalações da Biblioteca (Jerónimos), onde pode ser visitada entre os dia 28 de junho e 29 de setembro.

As visitas podem ser efetuadas entre as 10H00-12H00 e as 14H00-17H00, dos dias uteis.



publicado por Carlos Gomes às 16:26
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Sábado, 1 de Abril de 2017
CLUBE FUTEBOL BENFICA É O DECANO DO FUTEBOL LISBOETA

Fundado no longínquo ano de 1895 sob a denominação Grupo Foot-ball Benfica, o Clube Futebol Benfica é o mais antigo clube da modalidade em Lisboa, a assinalar neste momento 122 anos de existência.

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Em 1933, por imposição da Constituição da República Portuguesa que o Estado Novo acabara de aprovar, foi a sua denominação alterada para Clube Futebol Benfica, designação que mantém até à actualidade.

Carinhosamente apelidado de “Fofó”, o Clube Futebol Benfica possui um palmarés invejável, tendo ao longo da sua existência conquistado importantes títulos nas mais diversas modalidades mas com especiel incidência no hóquei em patins e no hóquei em campo. Mas a colectividade dispõe de mais de um milhar de atletas distribuídos por várias modalidades, entre as quais o futebol, futebol feminino, futebol de praia, atletismo, ginástica, karaté, patinagem artística, capoeira e tai-chi, para além das anteriormente mencionadas. O “Fófó” é também a colectividade organizadora da marcha popular de Benfica.

O seu estádio, situado no bairro de Santa Cruz de Benfica, ostenta o nome de Francisco Lázaro em homenagem ao atleta que em Estocolmo, no âmbito dos Jogos Olímpicos de 1912, sucumbiu durante a prova da maratona.

Apesar da grandiosidade do seu vizinho Sport Lisboa e Benfica, o Clube Futebol Benfica é porventura o mais acarinhado pelos habitantes daquela zona de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 22:54
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Quinta-feira, 30 de Março de 2017
AMADORA REGRESSA AO SÉCULO XVIII

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publicado por Carlos Gomes às 08:45
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Sexta-feira, 24 de Março de 2017
PORTUGAL COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

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publicado por Carlos Gomes às 22:27
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Terça-feira, 21 de Março de 2017
MOITA PRESERVA MEMÓRIA DA TRADIÇÃO TÊXTIL NO CONCELHO

Livro e exposição:Câmara da Moita divulga história da indústria do vestuário no concelho

Foi com sala cheia e perante um grande interesse da assistência, composta por muitas ex-operárias das fábricas de têxteis, que a Câmara Municipal recordou a indústria do vestuário no concelho da Moita, no dia 18 de março, na antiga Fábrica Guston, em Alhos Vedros, e apresentou o trabalho de investigação “A Mulheres e o Trabalho: A Indústria de Vestuário no Concelho da Moita” que resultou num livro, num documentário e numa exposição.

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“Foi nosso objetivo trazer aos dias de hoje uma realidade ainda muito presente: o que era Alhos Vedros à hora de almoço, o mar de gente que se espalhava pelas ruas, o dia-a-dia feito em torno das fábricas. Não conseguimos entender o que somos hoje sem perceber exatamente porque chegámos aqui”, afirmou o presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, na ocasião, lembrando ainda o encerramento das fábricas e as lutas que foram levadas a cabo. “Esta iniciativa é fundamentalmente uma homenagem da Câmara Municipal àqueles que lutaram pela Liberdade, pelos direitos e por uma sociedade mais justa para si e para as suas famílias. São vocês que nos inspiram”, concluiu Rui Garcia.

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Luis Leitão, coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN, procedeu à apresentação do livro “A Mulheres e o Trabalho: A Indústria de Vestuário no Concelho da Moita” que coloca em foco as operárias das fábricas de vestuário e confeções, na sua esmagadora maioria, mulheres, as suas recordações, episódios de vida, histórias de luta e resistência, os episódios de exploração que se viviam nas fábricas, o seu encerramento, o fim da indústria do vestuário, os despedimentos, a camaradagem e a solidariedade. O coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN salientou “o papel destas mulheres, trabalhadoras da indústria têxtil, nas conquistas que são hoje uma realidade, como as 40 horas de trabalho”, e destacou ainda esta obra pelo “contributo que dá à história do movimento sindical no nosso distrito”.

Imagens da Memória

Na mesma iniciativa, foi também dado a conhecer o projeto “Imagens da Memória”, um espaço na Internet criado pela Câmara Municipal da Moita para partilha de memórias comuns na rede social facebook. Este grupo no facebook, que conta já com mais de 150 participantes, pretende ir ao encontro da história de um património coletivo e proporcionar partilhas, valorizando o diálogo. “Começámos pela indústria do vestuário, mas pretendemos abranger outras atividades e temas, como a cortiça, as festividades. Aceitem o nosso desafio e o nosso convite e adiram ao Imagens da Memória”, apelou Vitor Mendes, técnico e investigador da Câmara Municipal, na apresentação do projeto.

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Seguiu-se a assinatura do protocolo de custódia do acervo documental que constitui o fundo arquivístico do antigo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Corticeira do Sul, celebrado entre o Município da Moita, a União dos Sindicatos de Setúbal e o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de cerâmica, cimentos e similares, construção, madeiras, mármores e cortiça do Sul e Regiões Autónomas (STCCMCS). Este acervo, entregue à guarda da Câmara Municipal da Moita, é composto por documentos originais de grande relevância histórica. A Câmara Municipal procederá ao tratamento arquivístico, preservação e posterior divulgação deste acervo documental.

A iniciativa terminou com a abertura da exposição “A Mulheres e o Trabalho: A Indústria de Vestuário no Concelho da Moita”, no Moinho de Maré de Alhos Vedros. Esta exposição pode ser visitada até ao final do mês de abril, de quinta-feira a domingo, das 14:30h às 18:00h, e nos meses de maio e junho (até 18 de junho), de quinta-feira a domingo, das 15:00h às 19:00h.

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publicado por Carlos Gomes às 21:52
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Terça-feira, 14 de Março de 2017
MUNICÍPIO DA MOITA RECONSTITUI HISTÓRIA DA INDÚSTRIA DO VESTUÁRIO DO CONCELHO

“A Mulheres e o Trabalho: A Indústria do Vestuário no Concelho da Moita” é o tema do mais recente trabalho de investigação efetuado pela Câmara Municipal da Moita, com o intuito de contribuir para a divulgação da história local. Deste trabalho, resultou a criação de um livro e de uma exposição que vão ser apresentados no dia 18 de março, pelas 15:00h, na antiga Fábrica Guston, em Alhos Vedros. A exposição vai ser inaugurada no mesmo dia, pelas 17:30h, no Moinho de Maré de Alhos Vedros.

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As operárias das fábricas de vestuário e confeções, na sua esmagadora maioria, mulheres, as suas recordações, episódios de vida, histórias de luta e resistência, os episódios de exploração que se viviam nas fábricas, o seu encerramento, o fim da indústria do vestuário, os despedimentos, a camaradagem e a solidariedade, protagonizam este trabalho.

Na mesma ocasião, vai ser também apresentado o projeto “Imagens da Memória”, um espaço na Internet para partilha de memórias comuns na rede social facebook, que é também um ponto de encontro para todas as operárias fabris. Este grupo no facebook pretende ir ao encontro da história de um património coletivo e proporcionar partilhas, valorizando o diálogo.



publicado por Carlos Gomes às 19:48
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A GALIZA: A NACIONALIDADE HISTÓRICA QUE MADRID DESCONSTRÓI

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Por José Manuel Barbosa

Em 1916 nascem as Irmandades da Fala, primeira organização político-cultural da Galiza que definem e reconhecem o País como Nação e como “Célula de Universalidade”. Posteriormente o movimento galeguista com o seu árduo labor político e cultural conseguem para a Galiza o reconhecimento pela Sociedade de Nações, antecessora da ONU, da sua condição de Nação em 16-18 de setembro de 1933 em Berna. O político galego Plácido Castro achegou informação e documentação ao Congresso de Nacionalidades Europeias para que este organismo dependente da SdN considerasse a existência duma Nação no noroeste da península Ibérica manifestada num vida coletiva com umas caraterísticas distintivas e originais que a identificam historicamente e no presente como tal. O CNE reconheceu e determinou seguindo a legislação que adequação a direito era plena o que manifestava o direito a uma administração nacional própria e ao seu livre desenvolvimento como Nação com direito a ser assim reconhecida internacionalmente. Foi com isso que a Galiza é reconhecida legalmente como Nacionalidade em épocas contemporâneas por uma organização de reconhecido prestígio e autoridade internacional com o direito a dispor da sua vida e do seu futuro.

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Guerreiro Galaico

 

 

Poucos anos depois, em 1936, a Galiza vota por maioria de 99’24% de votos afirmativos contra o 0’76% de votos negativos e um 0’98 de votos nulos o seu primeiro Estatuto de Autonomia após ser-lhe negada a sua condição de Reino em 1833. O total de galegos com direito a voto em junho de 1936 foi de 1.343.135 dos quais votaram 1.000.963 e um total de 993.351 manifestaram a sua vontade de auto-governo materializado por meio dum Estatuto com competências em matérias legislativas, judiciárias, económicas com uma fazenda própria com capacidade impositiva e para arrecadar tributos, reconhecimento do seu direito histórico e dum governo com capacidade executiva. Infelizmente um mês depois, o golpe de Estado do General Franco aborta toda tentativa autonomista e de reconhecimento dum auto-governo para a Galiza. Esta “Longa Noite de Pedra” em palavras do poeta Celso Emílio Ferreiro dura até 1975, ano em que morre o ditador e se começa novamente a elaboração dum novo Estatuto. O segundo. Este foi elaborado e votado em dezembro de 1980 entrando em vigor em abril de 1981.

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Cozido

 

No segundo Estatuto acrescentam-se as competências reconhecidas em 1936 para além de lhe serem reconhecida a condição de Nacionalidade no seu artigo primeiro:

  1. Galiza, nacionalidade histórica, constitui-se em Comunidade Autónoma para aceder ao seu autogoverno, de conformidade coa Constituição Espanhola e com o presente Estatuto, que é a sua norma institucional básica.

Isto posiciona à Galiza num contexto ótimo para ser reconhecida internacionalmente com todas as dignidades. Se a isto acrescentamos que o Reino da Espanha está incluído dentro do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos os quais fazem parte do Sistema dos Direitos Humanos da atual Organização das Nações Unidas (ONU) no qual se reconhece no seu artigo primeiro o seguinte:

PRIMEIRA PARTE

Artigo 1.º

  1. Todos os povos têm o direito a dispor deles mesmos. Em virtude deste direito, ELES DETERMINAM LIVREMENTE O SEU ESTATUTO POLÍTICO E DEDICAM-SE LIVREMENTE AO SEU DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO, SOCIAL E CULTURAL.
  2. Para atingir os seus fins, todos os povos podem dispor livremente das suas riquezas e dos seus recursos naturais, sem prejuízo de quaisquer obrigações que decorrem da cooperação económica internacional, fundada sobre o princípio do interesse mútuo e do direito internacional. Em nenhum caso pode um povo ser privado dos seus meios de subsistência.
  3. Os Estados Partes no presente Pacto, incluindo aqueles que têm a responsabilidade de administrar territórios não autónomos e territórios sob tutela, são chamados a promover a realização do direito dos povos a disporem de si mesmos e a respeitar esse direito, conforme às disposições da Carta das Nações Unidas.

Igualmente no Pacto internacional de Direitos económicos, sociais e culturais aprovados pela Assembleia Geral da ONU em 1966 no seu artigo 1.1 diz (1):

Artigo 1.1

PARTE I

Artigo 1º

  • 1. Todos os povos têm o direito à autodeterminação. Em virtude desse direito, determinam livremente seu estatuto político e asseguram livremente seu desenvolvimento económico, social e cultural
  • 3. Os Estados Membros no presente Pacto, inclusive aqueles que tenham a responsabilidade de administrar territórios não autónomos e territórios sob tutela, deverão promover o exercício do direito à autodeterminação e respeitar esse direito, em conformidade com as disposições da Carta das Nações Unidas.

Por outra parte a Constituição espanhola no seu Capítulo II: Sobre os tratados Internacionais diz (2):

CAPÍTULO III. DE LOS TRATADOS INTERNACIONALES.

Artículo 93.

Mediante Ley orgánica se podrá autorizar la celebración de Tratados por los que se atribuya a una organización o institución internacional el ejercicio de competencias derivadas de la Constitución. Corresponde a las Cortes Generales o al Gobierno, según los casos, la garantía del cumplimiento de estos Tratados y de las resoluciones emanadas de los organismos internacionales o supranacionales titulares de la cesión.

Artículo 94.

  1. La prestación del consentimiento del Estado para obligarse por medio de Tratados o convenios requerirá la previa autorización de las Cortes Generales, en los siguientes casos:
  2. Tratados de carácter político.

b.Tratados o convenios de carácter militar.

c.Tratados o convenios que afecten a la integridad territorial del Estado o a los derechos y deberes fundamentales establecidos en el Titulo primero.

d.Tratados o convenios que impliquen obligaciones financieras para la Hacienda Pública.

e.Tratados o convenios que supongan modificación o derogación de alguna Ley o exijan medidas legislativas para su ejecución.

  1. El Congreso y el Senado serán inmediatamente informados de la conclusión de los restantes Tratados o convenios.

Artículo 96.1. Los tratados internacionales válidamente celebrados, una vez publicados oficialmente en España, FORMARÁN PARTE DEL ORDENAMIENTO INTERNO. SUS DISPOSICIONES SÓLO PODRÁN SER DEROGADAS, MODIFICADAS O SUSPENDIDAS EN LA FORMA PREVISTA EN LOS PROPRIOS TRATADOS O DE ACUERDO CON LAS NORMAS GENERALES DEL DERECHO INTERNACIONAL.

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Trasno-Mitologia Galego-Portuguesa

 

Conclusão:

1- A Espanha está na ONU e aceita o ordenamento jurídico internacional.

2- A Espanha assinou o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos incluído dentro do Sistema dos Direitos Humanos da ONU. A Espanha assinou igualmente o Pacto internacional de Direitos económicos, sociais e culturais. Ambos tratados entraram em vigor em 19 de Dezembro de 1966.

3- A Constituição espanhola garante que a legislação internacional, nomeadamente a emanada da ONU à qual pertence de pleno direito, faz parte do seu ordenamento jurídico e portanto RECONHECE INDIRETAMENTE no seu artigo 96 o direito de AUTODETERMINAÇÃO dos povos ao serem estes tratados anteriormente citados (Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e Pacto internacional de Direitos económicos, sociais e culturais) parte da legislação internacional à qual se vincula o Reino da Espanha, só podendo renunciar a ela derrogando-a, modificando-a ou suspendendo-a nas formas previstas pelos próprios tratados ou de acordo com as normas internacionais.

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Mazzini

 

4- Se a Galiza (ou quaisquer outros territórios do Reino da Espanha) optar por exercer o seu direito de autodeterminação estaria de acordo com a legislação internacional que a Espanha aceita. Se o Estado ao que à Galiza pertence optasse por impedir, limitar ou obstaculizar esse direito, seria o Reino da Espanha o que estaria fazendo incumprimento a sua própria legislação e a legislação internacional dentro da qual se incluiu voluntariamente quando aceitou e assinou toda a legalidade emanada da ONU à qual pertence desde.

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Meia Verdade

 

5- Se quaisquer outro Estado manifestar o seu apoio ao proceder do Reino da Espanha no que diz respeito a este assunto, estaria igualmente contrariando à legalidade internacional, sobre tudo se este Estado tiver assinado igualmente os mesmos tratados dos que falamos

(1) http://www.oas.org/dil/port/1966%20Pacto%20Internacional%20sobre%20Direitos%20Civis%20e%20Pol%C3%ADticos.pdf (2) https://www.boe.es/legislacion/documentos/ConstitucionCASTELLANO.pdf

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Paisagem Granítica

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Fichte



publicado por Carlos Gomes às 16:44
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GALIZA E PORTUGAL: CABEÇA E CORAÇÃO DUM SER ÚNICO

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Por José Manuel Barbosa

A definição de Nação tem dado muitas páginas nos livros de teoria política e mesmo nos livros de antropologia. É por isso por que há duas formas de perceber a ideia de Nação: a política que nos descobre um conceito de Nação próximo a ideia de Estado, daí a noção de Estado-Nação e vinculada à vontade; e a cultural, que nos leva a Nação constituída por um conjunto de pessoas com uma língua, uma tradição, uns usos culturais e hábitos psicológicos comuns, uns costumes manifestados na forma de perceber a vida tanto no laboral como no festivo, nas crenças ou na herança e numa história que une aos seus nacionais num determinado território reconhecido como próprio. Estas duas formas de perceber o que é uma Nação podemos identificá-las como da escola francesa, a primeira, e a escola alemã a segunda. Na primeira é a vontade dos indivíduos de construir a Nação que se comprometem numas instituições comuns que regulam a sua convivência. Esta vontade surge da sua livre eleição à hora de se constituírem ou bem pela sua separação duma entidade estatal já existente enquanto a segunda é o conceito de Nação objetiva baseada numa realidade viva localizada acima dos indivíduos e das vontades cuja identidade está sustentada em traços externos herdados duns antepassados comuns. Dessa realidade não é possível evadir-se por meio da vontade.

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Delegação galega

 

Se tomamos a primeira como referência, diremos que Portugal é uma Nação porque a vontade fez que fosse independente da Galiza medieval, porque os portugueses assim o quiseram durante mais de oitocentos anos desde a sua independência levada a cabo por Afonso Henriques. Da mesma maneira, a Galiza faria parte duma entidade político-administrativa superior denominada Reino da Espanha e à qual adere por inércia histórica.

Mas se tivermos em conta o segundo conceito, a Galiza e Portugal fariam parte duma mesma Naçao segundo os critérios de Fichte. Segundo eles tanto galegos como portugueses participam de uma série de elementos identitários comuns que os unem por cima de quaisquer diferenças políticas ou individuais. Podemos dar-lhe um repasse:

* A Língua

A identidade da língua, considerada como uma única língua comum a galegos e portugueses pode vir identificada tanto do ponto de vista estritamente linguística como do ponto de vista político.

Se for a linguística a que determinasse a unidade da língua não teríamos ninguém que acreditasse na existência de duas línguas no ocidente peninsular ibérica. Tudo o que for identificado como diferença seria localizado como uma variação dialetal e/ou regional. Galegos e portugueses temos uma mesma língua sem qualquer dúvida e não há cientista que tenha a categoria para o negar. Rodrigues Lapa, Eugen Coseriu, Carolina Michäelis de Vasconcelos, Joan Coromines e todos os grandes vultos da filologia e da linguística reconheceram a realidade duma e única língua galega em origem e mas conhecida internacionalmente com o nome de português.

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Irmandades da Fala

 

Há quem pense que nas últimas décadas a vontade dos galegos e das suas instituições é a de reconhecer a sua variante como uma língua “irmá pero diferente” da portuguesa mas essa vontade surge da necessidade de Madrid de desidentificar e separar ambas as variantes para favorecer a assimilação do chamado galego dentro do castelhano como um patois ou crioulo que pela sua debilidade e falta de prestígio não possa concorrer com a língua de imposição. E como já vimos que a vontade não é uma forma de conceber a Nação cultural mas o Estado-Nação, não devemos considerá-la. Ainda assim é de reconhecer que mesmo alguns dos personagens políticos mais importantes da separação linguística galego-portuguesa como o próprio Manuel Fraga Iribarne, Presidente da Galiza entre 1990 e 2005 reconheciam e falavam duma língua comum:

“É um encontro a que nos chama a pertença geográfica a um mesmo espaço físico, a herança cultural de uma língua comum e um património cultural multissecular,….” (Fraga Iribarne: 1991)

A pesar disto ser assim, o velho político franquista dizia o mesmo pelas mesmas épocas mas para um público diferente:

“É un encontro a que nos chama a pertenza xeográfica a un mesmo espazo físico, a herdanza cultural de línguas com raices comuns e un património cultural multisecular,...” (Fraga Iribarne: 1992)

A dia de hoje, o próprio e atual Presidente da “Xunta de Galicia” Alberto Nuñez Feijóo/Alberte Nunes Feijó manifesta o mesmo critério de unidade linguística galego-portuguesa nas Tv espanholas uma vez o movimento reintegracionista tem a suficiente força social como para pôr as cousas no seu lugar (1)

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Plácido Castro

 

* Hábitos psicológicos e forma de perceber a vida

Quando de um galego se diz que numa escada não se sabe se é que sobe ou é que baixa, é um castelhano que o diz. Um galego sempre sabe se sobre ou se baixa mas um castelhano desde fora nunca é que o sabe. Isto não tem maior transcendência se não fosse que a indefinição é um elemento identificativo de galegos mas também de portugueses; a ambiguidade, a diplomacia, a forma de dizer as cousas indiretas, as meias verdades, a “retranca”, esse humor no que nunca se diz o que se quer destacar mas que sempre fica evidente para as mentes inteligentes nada abundantes no centro peninsular… É aquela história na que uma pessoa lhe faz uma pergunta comprometida ao galego e este responde:

“Por uma parte, tu já vês, por outra….que queres que che diga mas o certo é que… quem sabe?”

Falamos igualmente do acordo e do trasacordo, essas variações de rumo que aplicamos quando a necessidade o requer perante uma decisão que temos de tomar mas que não temos toda a segurança. É o um “se por acaso...”, “Se calhar...”, “Nunca se sabe...”. Os nossos refrões fazem-nos visualizar essa caraterística psicológica:

“Deus é bom e o demo não é mau”

“Porque a Deus apreces, o demo não desprezes”

Mas sobre todos os elementos do nosso carater comum está a saudade, cantada por poetas e descrita por filósofos. É uma forma de perceber a vida galega e portuguesa por excelência mas que inclui uma visao da vida romântica, lírica, poética e profundamente artística. Por isso é que a poesia lírica medieval faz parte da nossa identidade mais profunda.

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Reconhecimento de Plácido Castro da Galiza como Nação

 

* As crenças, as tradições, usos culturais e costumes

Com certeza que se falo da submissão ao sobrenatural, à religiosidade profunda manifestada num conceito do transcendente que ultrapassa os sentidos e a razao, estou a falar da forma de ser dos portugueses. Mas também falo dos galegos que na sua festa da sua virgem, da sua santa ou santo, da sua romaria ao seu santuário, da festa da sua aldeia na que celebramos que esta divindade pré-cristão transformada em tal ou qual virgem nos faz comer a todos em família ou em comunidade. É a comida na que há que comer basicamente porco ou vitela como forma de manifestar a alegria comum.

Em Castela e em Andaluzia têm por costume beber vinho e bailar mas não não bebemos nem bailamos enquanto não tenhamos a barriga cheia. Só isso, prémio ao nosso trabalho do dia-a-dia, é o que nos põe contentes perante os demais: comer, e comer comida forte, hipo-calórica, poderosa, que mantém corpos que devem ser fortes porque historicamente é a terra a quem lhe devemos o esforço para que ela nos dê frutos. Para além disso, as filhós, as rabanadas ou torradas, os roscões ou pães de ló, as sopas de cavalo cansado, os cozidos, o polvo, o caldo, todo tipo de enchidos, presuntos, broas, pães de centeio, papas, etc…são as formas dos nossos alimentos que reconhecemos em ambas as beiras da raia…

Por outra parte, a cultura histórica também vincula com as crenças de galegos e portugueses de hoje. Somos a terra do granito que suportou antas, mamoas, pedras escritas, montes sagrados onde habitam ainda hoje as divindades esquecidas que um dia estavam nas nossas vidas e hoje dormem até que decidam acordar. Mouros, princesas com pés de cabra, cobras que acabam sendo princesas, seres feéricos de todo tipo e tamanho, seres mitológicos que vivem nos contos infantis mas também nas nossas vidas quotidianas, o não varrer para fora, o arco-íris que é o arco-da-velha porque a velha é a Terra que nos deu vida e é a matriz de todo, as nossas festas que cobrem todo o panorama festivo céltico: Magusto/Samhain, festa dos mortos onde estes vêm comer à nossas mesas, Ciclo de Natal/Solstício de inverno, quando celebramos o nascimento da luz; Carnaval e Candelária/Imbolc quando casam os passarinhos mas também crítica ao poder; Máias ou Máios/Beltaine quando com lume queimamos o boneco verde e chega o verão; São João/Solstício de verão quando celebramos o triunfo da luz por meio do fogo purificador….. As bruxas e meigas, o Além, a morte, os que veem o futuro, Todo isso e muito mais somos os galegos e os portugueses e não nos reconhecemos como unidade porque desde há bem poucos anos o direito ao ensino faz que sejam os Estados-Nação os que transmitam a cultura e a educação mas essa não é natural mas artificial qual comida de lata ou hambúrguer de McDonals. Esse direito não é o mau, que é um direito, mas é o Estado que desrespeita os povos e as suas raízes o que não é o adequado para nos transmitir os conhecimentos do passado. Aos galegos dizem-nos que somos espanhóis que traduzido à linguagem madrilena é como dizer que somos castelhanos e portanto temos uma visão distorcida de nós próprios; aos portugueses diz-se que os galegos são mais uns espanhóis que falam castelhano e portanto uns maus irmãos não escolhidos mas não uns amigos que podemos escolher…. A distorção acrescenta-se aos olhos dos outros nós-próprios. E por isso chegamos à conclusão de que já não somos o mesmo povo, mas dous povos de costas viradas cujos problemas não devemos nem queremos partilhar.

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* Um território comum

Sobre o espaço comum que partilhamos sabemos que a nossa cultura nasceu no País do granito, nas terras rochosas do noroeste, terras verdes de prados e florestas onde o chamado Maciço Galaico-Duriente se apresenta como uma continuação do Cordal Cantábrico. É na Serra do Aire onde estas terras célticas deixas lugar às terras do sul estremenho, alentejano e algarvio que por tradição humana está mais vinculada ao mundo sulista do que ao mundo galaico nortenho mas que a história quis que se cristianizassem e se galaiquizassem. É o Portugal sulista que embora conservar um ar e uma tradição meridional e andaluzi o seu espírito é plenamente português. Mas isto é uma visão que temos de hoje porque em épocas anteriores ao Islão peninsular essas terras eram as que viram nascer o Vaso Campaniforme, o que viu nascer o megalitismo que tanta identidade nos dá aos galegos. Foram aliás, as terras da expansão sueva cujo Reino foi conhecido e reconhecido como o primeiro “Gallaeciense Regnum”. Todo isto conforma essa faixa marítima ocidental que vai dar a esse mar imenso e promissor chamado Atlântico, o Mar da Atlântida, o qual lhe deu viabilidade a Portugal

como Nação e ajudou na expansão da nossa língua e da nossa cultura. Castelão, o nosso grande Daniel Castelão, disse uma vez no seu Sempre em Galiza, que Portugal encheu o mundo de nomes galegos….e assim foi, com certeza, ou pelo menos assim o vemos muitos galegos. E é esse mar o que dá tamanho de País grande a Portugal cujo espaço terrestre é um, mas o seu espaço marítimo sempre foi muito mais.

À Galiza esse mar também lhe deu expansão mas não territorial embora sim económica. É o mar das nossas riquezas e das nossas belezas, de ondas selvagens e de profundezas misteriosas que converteu à Galiza quando aqui se podia pescar, na terceira grande potência pesqueira do mundo. É o mar da Galiza marinheira, tão importante para a nossa realidade identitária como pode ser para Portugal.

* Uma História comum

Neste tema já há pouca discrepância. Desde que os galaicos entram na História, os portugueses entram como galaicos num princípio, embora os lusitanos existam como uma prolongação dos primeiros ou vice-versa. Se considerarmos que o Portugal de hoje é um Estado galaico, e não lusitano por ter sido do norte galaico donde partiu a origem do país, a língua, a estrutura e organização territorial, a legalidade e todo o demais, teremos que partilhamos historicamente tudo: a Kalláikia celtica, a Gallaecia pré-romana, o Reino da Galiza medieval mal identificado e mal chamado de Reino de Astúrias, a continuação do Reino da Galiza também mal identificado e mal chamado de Reino de Leão… tudo, até que nasceu o conceito de Nação que se diz defendeu o nacionalismo francês e também Giuseppe Mazzini mas que já no século XII Afonso Henriques se viu na obriga de exercer para defender o seu direito a governar o seu novo Reino, assim reconhecido pelo Papa. Nasceu Portugal dum retalho da Galiza e nasceu como um ato de vontade política mas não como uma diferenciação étnica. Tal é assim que Agostinho da Silva, ideólogo da Lusofonia disse que “os portugueses são uns galegos aperfeiçoados”. Se é assim é que os galegos somos uns portugueses distorcidos por Castela mas não deixamos de ser mais uns portugueses descarrilados que precisamos nos encontrarmos com o resto da nossa gente para nos vermos onde devemos estar: juntos.

Poderíamos continuar narrando e debulhando esta nossa realidade comum, mas veja o leitor que se fizermos pormenorizadamente este trabalho de identificação galaico-portuguesa não chegaria um simples artigo para falarmos do tema. Um livro completo falando de cada um dos pormenores aqui narrados seria muito interessante e muito laborioso mas completamente útil para o nosso reconhecimento e a boa fé que totalmente certeiro na nossa auto-identificação não como dous povos mas como um só.

Como pode comprovar o leitor, a nossa vontade não é tanto narrar esta realidade assumida e conhecida por toda mente bem pensante quanto comunicar a necessidade de nos implicarmos no ser comum. Nao pode haver português que ignore a Galiza, a sua realidade e a sua problemática como também não pode haver galego que ignore a de Portugal.

Bibliografia:

Fraga Iribarne, M: A Galiza e Portugal no Marco Europeu. Ed. Xunta de Galiza. 1991. Pag. 7 Tirado da Comunicao de Manuel Fraga Iribarne à Academia da História de Portugal com motivo da sua receçao como Académico de Mérito. Lisboa 25 de Janeiro de 1991

Fraga Iribarne, M: Jornal do Arco Atlântico. 23 de Outubro de 1992. nº 1 Página 3

(1) https://www.youtube.com/watch?v=XN2byTJHfV4

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Segunda-feira, 13 de Março de 2017
GUNGUNHANA CHEGA A LISBOA HÁ 121 ANOS

Passa precisamente 121 anos desde a chegada a Lisboa de Gungunhana, o último imperador de Gaza, actual Moçambique. Foi o último monarca da dinastia Jamine, de origem zulu, tendo reinado entre 1884 e 1895 um território com cerca de 90 mil quilómetros quadrados e mais de milhão e meio de habitantes. O envolvimento nas disputas entre as potências europeias nos territórios africanos e a sua crescente hostilização à presença portuguesa acabaria por ditar a sua prisão às mãos de Mouzinho de Albuquerque.

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Chega a Lisboa na manhã de 13 de Março de 1896, a bordo do navio “África”. À sua chegada, uma multidão curiosa apinha-se junto ao cais na tentativa de ver o Leão de Gaza, como era cognominado. O Diário de Notícias do dia seguinte fez o relato:

Quando entramos nos alojamentos estavam todos os pretos deitados e o Gungunhana, que ocupava uma extremidade da tarimba, tinha o rosto coberto. Alguém lhe descobriu a cara e o preto despertou, olhando para todos com olhos desconfiados. Pouco depois, como os jornalistas e outras pessoas admitidas a bordo eram cada vez em maior número e o espaço faltasse, foi ordenado que subisse a pretalhada para a tolda, onde se faria a sua exibição.

Ngungunhane está exausto e horrorizado. Desde a captura em Chaimite que receia o fuzilamento. Chora, implora, treme, esconde o rosto com as mãos, oferece tudo o que já não tem para obter a libertação, dinheiro, gado, ouro, marfim, escravos, terras. Aos que o rodeiam pergunta sem cessar: Digam-me o que querem de mim. Vou morrer? Para que lhes sirvo eu? Deixem-me regressar que morro se não vejo as minhas terras!, traduz o intérprete.

António Enes, que havia pouco tinha chegado a Lisboa, chega a bordo da fragata Trafaria. Embarca, sendo recebido pelo comandante do África, António Sérgio de Sousa. Mandam então subir os prisioneiros, que lhe são apresentados e que vêm pela primeira vez Lisboa. Quando lhe apontam o Palácio da Ajuda pede a António Enes para ser recebido pelo rei D. Carlos. Quer implorar perdão, jurar fidelidade ao monarca a quem anos atrás enviara duas embaixadas, então recebidas com pompa.

Às três e meia da tarde os prisioneiros desembarcam no Arsenal. Há cada vez mais gente a desfrutar o espectáculo. O ar altivo, as roupas e os enfeites das mulheres despertam a curiosidade: Quase todas altas e mais cor de castanha que pretas (…) carapinha bem penteada (…) feições finas, bonitas mesmo, admira-se a imprensa.

No interior do Arsenal, Godide torna-se objecto de curiosidade particularmente das esposas dos funcionários. É jovem, alto, fala português, não está assustado como o pai. Quando consta que sabe assinar o nome, as damas assediam-no para obter o autógrafo do bem disposto prisioneiro.

Ao fim da tarde o grupo é metido em seis carruagens abertas, escoltadas por 30 praças de cavalaria, com destino ao Forte de Monsanto. Nas três primeiras iam as 10 mulheres, na quarta o cozinheiro Gó, a quinta levava as bagagens, as quais se resumiam a algumas trouxas e às esteiras onde habitualmente dormiam. A carruagem com os quatro prisioneiros mais importantes (Ngungunhane, Godide, Matibejane e Molungo) fechava o cortejo.

Nas ruas da baixa lisboeta por onde passam, e no longo percurso até Monsanto, foi tal afluência de povo que, nalguns locais, o cortejo dificilmente avançava. Os ditos e as humilhações que os prisioneiros sofreram foram de tal monta que nos dias seguintes a imprensa protestou pela passividade da polícia.”

Fotos: José Chaves Cruz /AML

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publicado por Carlos Gomes às 10:30
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Segunda-feira, 6 de Março de 2017
MUSEU BORDALO PINHEIRO CONTA A HISTÓRIA DA ARTE MUNDIAL ATRAVÉS DA CARICATURA

Pense bem: já imaginou o tecto de uma biblioteca com a representação de 1.695 personalidades da História da Arte Mundial?

Foi o que o caricaturista Rui Pimentel fez para a sua casa e que agora apresenta aqui no Museu Bordalo Pinheiro, na exposição Uma História da Arte Mundial.

Irene Flunser Pimentel, historiadora, Osvaldo Macedo de Sousa, historiador do humor e o próprio Rui Pimentel vão sentar-se a conversar sobre esta exposição e a interpretar a razão de ser desta escolha tão pessoal e a forma como as personagens foram representadas.

Caricatura, História e Iconografia são assim os temas que vão iniciar a conversa, que se adivinha animada !

Na próxima 2a feira, dia 6 de Março, às 18.30

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publicado por Carlos Gomes às 00:27
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017
SAPADORES BOMBEIROS DE LISBOA MOSTRAM AS SUAS RELÍQUIAS

O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa expõe na Praça Central do Centro Comercial Colombo as primeiras viaturas motorizadas e centenárias do socorro em Lisboa. Paralelamente, a Banda de Música do Regimento de Sapadores Bombeiros presenteou ontem os visitantes com a sua atuação.

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As origens do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa remontam ao século XIV, altura em que, a pedido da Câmara Municipal de Lisboa, o Rei D. João I ordenou através de Decreto a criação do mais antigo corpo de bombeiros existente em Portugal, constituído em 25 de Agosto de 1395.

Sujeito a sucessivas reformas e reestruturações, em 1852 passou a designar-se Corpo de Bombeiros Municipais, altura em que foi promulgado um regulamento que estabelecia de forma detalhada as medidas de prevenção e combate a incêndios na cidade de Lisboa. Em 1901, o Corpo de Bombeiros Municipais passa para a tutela do Estado, deixando de depender do Município de Lisboa. Em 1925, regressa à tutela do município, sob a designação de Corpo Municipal de Salvação Pública até que, em 1930, passa a designar-se por Batalhão de Sapadores Bombeiros e, em 1988, transforma-se em Regimento de Sapadores Bombeiros.

O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, único em Portugal com este escalão, possui mais de 700 efetivos e depende diretamente do presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 22:27
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MUSEU NACIONAL DOS COCHES É A JÓIA DA COROA DOS MUSEUS PORTUGUESES

Com mais de um século de existência, o Museu Nacional dos Coches é um exemplar único pela sua temática e o elevado número de exemplares que constituem a sua valiosa colecção.

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Por iniciativa da Rainha D. Amélia d’Orleães e Bragança, foi em 23 de Maio de 1923 inaugurado o Museu dos Coches Reais, o primeiro do género em todo o mundo. O salão do antigo Picadeiro Real, no Palácio de Belém, foi o local escolhido para albergar o museu.

Apesar do esplendor do local, este revelou-se desde o início insuficiente para receber e expor as carruagens que se encontravam guardadas noutros palácios, nomeadamente no Paço Ducal de Vila Viçosa. Por essa razão, em 1906, a rainha encomendou um novo projecto para ampliar o museu.

Entretanto, ocorre a revolução do 5 de Outubro que colocou fim ao regime monárquico. Porém, ao contrário do que sucedeu em França, as carruagens não foram objecto de vandalismo e destruição, pelo que puderam ser conservadas no museu que apenas mudou a denominação. Mais ainda, aumentou a sua colecção com a incorporação de coches e berlindas que pertenciam à Casa Real e outras provenientes dos bens da Igreja.

Após várias décadas de discussão, o Museu Nacional dos Coches passou a dispor de modernas e novas instalações, mais adequadas à sua função, com melhores condições de circulação dos visitantes e diversos equipamentos considerados indispensáveis a um novo museu. No antigo Picadeiro Real permanece um núcleo expositivo com coches e berlindas, acessórios de cavalaria e a galeria de pintura da Família Real, o qual também pode ser visitado pelo público.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 11:39
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A ASCENDÊNCIA PORTUGUESA DOS CANARINOS

Apesar de pouco conhecidas, são muitas as afinidades entre os portugueses e os canarinos, tal como são históricas as ligações entre Portugal e as Canárias. São precisamente tais afinidades e ligações históricas que, graças à gentileza do sr. Jesús Sebastián Acosta Pacheco, a quem desde já endereçamos os nossos agradecimentos, o BLOGUE DE LISBOA vai dar a conhecer aos seus leitores, publicando diversos artigos de sua autoria.

Texto: Jesús Acosta

Fotos: Naim Acosta

Os Arquipélagos das Ilhas Canárias, dos Açores, da Madeira, das Ilhas Selvagens e de Cabo Verde, constituem a região biogeográfica da Macaronésia, mas as “Ilhas Afortunadas”, não só estão vinculadas no que respeita à natureza e geografia, também à história, cultura e património, mas há uma diferença entre os Açores, a Madeira e Cabo Verde com as Canárias, os três primeiros arquipélagos com maior conexão a Portugal, estavam desabitados e foram descobertos e povoados pelos portugueses, as Ilhas Canárias estavam habitadas pelo povo guanche. Os guanches, eram as únicas pessoas nativas que viviam na região da Macaronésia antes da chegada dos europeus, originários do Norte da África com civilização neolítica e língua da família linguística berbere e escrita com carateres tifinagues. Por tanto, as Ilhas Canárias foram conquistadas pelos castelhanos, mas na conquista e colonização, os portugueses tomaram parte, no caso da ilha de Tenerife, a maior do arquipélago canarino e de toda a Macaronésia, foi colonizada na mesma proporção por portugueses e espanhóis (principalmente andaluzes), segundo os historiadores Elías Serra Ràfols e Leopoldo de la Rosa Olivera.

Gaspar Frutuoso, foi um historiador, sacerdote e humanista açoriano, natural da cidade de Ponta Delgada na ilha de São Miguel, destacou-se pela autoria da obra Saudades da Terra, uma detalhada descrição histórica e geográfica dos arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias, este grande cronista insulano, na descrição das Ilhas Canárias que faz no livro primeiro das Saudades da Terra, no capítulo décimo terceiro «De algumas cousas de ilha chamada Tenerife» diz: «[...] e daí a duas léguas está Icode dos Vinhos, que também é vila de duzentos vizinhos, quasi todos portugueses ricos de vinhos, lavouras e criações.[...]», posteriormente, Leonardo Torriani, um engenheiro militar e arquiteto italiano radicado em Portugal que foi enviado pelo rei Felipe II  de Espanha e I de Portugal em 1587, com a missão de analisar e fortalecer a fortificação das ilhas, e no valiossísimo códice que nos deixou: Descrição e história do Reino das Ilhas Canárias, antes ditas Afortunadas, com o parecer das suas fortificações, que se encontra na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, quando descreve a ilha de Tenerife expõe: «[...] A maior parte da gente é portuguesa, a qual, superando as demais nações espanholas na indústria da agricultura, tem dado a esta ilha maior fertilidade e riqueza232». Página 136 do estudo e tradução da obra de Torriani primeira versão em português da autoria de José Manuel Azevedo e Silva publicado pela Edições Cosmos em Lisboa no ano 1999 e, na nota 232 deste autor, podemos ler: «Conhecedor da realidade das Canárias, onde permaneceu durante alguns anos, Torriani constatou que a maior parte da gente da ilha de Tenerife era portuguesa, à qual atribuiu um maior desenvolvimento económico em relação às outras ilhas. A apreciação lisonjeira que faz à gente portuguesa que, segundo afirma, supera as demais nações espanholas na agricultura, deve estar relacionada com a rica produção de açúcar e de vinho de Tenerife (de longe maior que nas outras ilhas), pelo que é de supor tratar-se da presença de emigrantes madeirenses, bom conhecedores daquelas culturas.». Quando Torriani fala da cidade de Santa Cruz da Palma narra: «[...] As casas são brancas, feitas à portuguesa326, pequenas por dentro e, em geral, sem poços nem pátios, com tudo isto, são mais altas e alegres que as das outras ilhas. Esta ilha é habitada por portugueses, castelhanos, flamengos, franceses e alguns genoveses. [...]». Página 191 e na nota do estudioso e tradutor pode-se ler: «De notar a influência portuguesa no modelo de construção das casas da cidade. Se, como se vê a seguir, os portugueses compartilhavam a cidade com castelhanos, flamengos, franceses e genoveses, possivelmente os mestres construtores eram portugueses. E não será por acaso que Torriani os cita em primeiro lugar». Prova desta presença portuguesa é o livro 1º de visitas da igreja do povo de Boavista do Norte em Tenerife (até a primeira metade do século XVI) e o livro da igreja de Garafía na ilha da Palma no século XVII, escritos em português.

No repartimento das terras conquistadas, os portugueses que colaboraram com o conquistador às ordens da Coroa de Castela, receberam terras através das “datas” e, os que chegaram como colonizadores à nova terra, alguns deles judeus portugueses que optaram pelo desterro imposto pelo édito real assinado em 1496 pelo Rei Dom Manuel I e, outros judeus portugueses conversos ou cristãos-novos, na sua maioria lavradores e artesãos, vieram com o estabelecimento da indústria da cana-de-açúcar e a plantação de videiras para a produção de vinho, além disso, introduziram em princípios do século XVII o cultivo do milho. Junto dos colonos madeirenses chegados às ilhas, retornaram os guanches libertos que os portugueses capturaram e levaram como escravos para a ilha da Madeira, com a finalidade de fornecer mão-de-obra para o penoso trabalho nos canaviais, libertaram e expulsaram ou devolveram aos guanches escravizados à sua terra natal, porque os madeirenses donos das plantações de cana-de-açúcar não os conseguiram submeter. Os guanches que voltaram às suas ilhas já eram grandes mestres da elaboração do açúcar, cristianizados e tinham apelidos portugueses.

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Como referem os historiadores, em algumas cidades e vilas os portugueses eram maioritários e, até mesmo, foram os seus fundadores e construtores dos seus monumentos mais importantes. Pomos como exemplo a Cidade de Tacoronte fundada em 23 de outubro de 1497 por Dom Sebastião Machado oriundo de Guimarães, que conservou o nome aborígene do Menceyato (reino guanche) para a nova cidade que está geminada com o berço da nação portuguesa e Património da Humanidade desde o dia 26 de outubro de 1997. O ex-convento de Santo Agostinho e Igreja do Santíssimo Cristo das Dores e Agonia, mais conhecido popularmente como Cristo de Tacoronte, foi edificado em 1662 pelo Capitão Dom Diogo Pereira de Castro natural de Barcelos e o seu sobrinho Tomás Pereira de Castro-Ayala e este, foi o que trouxe a milagrosa imagem do Santíssimo Cristo, segunda advocação de Cristo mais venerada nas Ilhas Canárias trás o Santíssimo Cristo da Lagoa. Nesta muito bonita e encantadora cidade do norte de Tenerife de bons vinhos e, onde há muitos munícipes com o apelido Dorta, morou os primeiros anos da sua vida o famoso pintor surrealista Óscar Domínguez, no filme, Óscar. Una pasión surrealista inspirado na biografia deste insigne tinerfenho, o ator português Joaquim de Almeida veste a pele do pintor. É filha ilustre desta cidade a escritora Maria Rosa Alonso, estudiosa e investigadora do Mencey (Rei) guanche que os Reis Católicos entregaram como presente ao Doge de Veneza e, que este dirigente, expôs como exemplar exótico na sua corte.

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Na primeira foto podemos ver o monumento dedicado a D. Sebastião Machado e a frontaria e torre da igreja da Santa Catarina de Alexandria padroerira da cidade de Tacoronte. Na Segunda Foto a placa do monumento que diz: A CIDADE DE TACORONTE / A / SEBASTIÃO MACHADO / NATURAL DE GUIMARÃES PORTUGAL / CRIADOR DO PRIMITIVO / NÚCLEO POPULACIONAL  / 1497 - 1997  / CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA e, após do texto, os brasões dos concelhos de Guimarães e Tacoronte.

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Na primeira foto temos a bela frontaria em cantaria, obra de Domingo Rodríguez Rivero e tem sobre da porta central e principal o brasão dos Pereira de Castro. Na segunda fotografia a imagem milagrosa do Santíssimo Cristo de Tacoronte, Padroeiro da Cidade de Tacoronte, escultura que se lhe atribui a Domingo de La Rioja.

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Há historiadores, estudiosos e investigadores que têm manifestado que o povo canarino é mestiço, porque descende de grupos étnicos diferentes, que é uma mistura: um 30% de guanches, um 30% de andaluzes e um 30% de portugueses, o 10% restante e formado por outros espanhóis e europeus na sua maioria flamengos, genoveses, franceses e ingleses. Os outros arquipélagos da Macaronésia não têm esta singularidade e, o caso de Cabo Verde, é diferente aos demais. É evidente a ascêndencia portuguesa dos canarinos, pelo que não é um erro, dizer que são descendentes longínquos de portugueses. O melhor testemunho da presença portuguesa nas Ilhas Canárias, na sua conquista e na sua colonização, não são somente as “datas”, também os mais de cem apelidos ou sobrenomes portugueses que existem nas Canárias, há canarinos que não têm apelidos portugueses, mas podem ter os seus pais, os seus avós ou os seus antepassados. A seguir alguns deles em português e a correspondente forma castelhanizada.

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

Aleixo

Alejo

Falção

Falcón

Medeiros

Mederos

Belchior

Melchior

Farinha

Fariña

Monteiro

Montero

Chaves

Chávez

Galvão

Galbán

Pereira

Perera

Coelho

Coello

Godinho

Godiño

Ramalho

Ramallo

Correia

Correa

Horta

Dorta

Soares

Suárez

Curvelo

Curbelo

Lemos

Lemus

Sousa

Sosa

da Costa

Acosta

Maia

Maya

Teixeira

Tejera

Eanes

nez

Marreiro

Marrero

Vieira

Viera

Alguns apelidos não mudaram: Afonso, Aguiar, Barroso, Camacho, Lemes, Machado, Pacheco, Pestana, Queirós, Rabelo, Toste, mais outros. Há alguns que têm as duas formas Ferreira /Ferrera e outros três: Vieira / Viera / Vera.

Portugal reconheceu a soberania castelhana das ilhas Canárias, quando o Rei Alfonso V de Portugal em 8 de setembro de 1479 ratificou o Tratado das Alcáçovas, também conhecido como Paz de Alcáçovas,  assinado na vila portuguesa de Alcáçovas, no Alentejo, em 4 de setembro de 1479. Com a ratificação dos Reis Católicos em 6 de março de 1480, na cidade de Toledo, pelo que também ficou denominado como Tratado das Alcáçovas-Toledo, Portugal abandonou definitivamente as suas pretenções de domínio sobre as célebres “Ilhas Afortunadas”. O arquipélago canarino ficou na posse da Coroa de Castela e não é a Galiza, que junto do Condado Portucalense, é o berço da cultura galaico-portuguesa, mas depois dos hermisendeños, alamedillenses, xalimegus, cedilleros, ferrereños, oliventinos mais outros povos arraianos é, o povo integrado no atual Reino de Espanha, que mais raizes galaico-portuguesas tem.  

Queremeos agradecer ao Exmo. Sr. D. Carlos Gomes o seu convite para escrever no seu maravilhoso blogue. Tudo começou quando contactamos con ele para lhe perguntar o nome das coleira com campaínhas que levam no pescoço os bois e vacas nas nossas romarias e benções de gado que são semelhantes às que temos visto no Minho. Uma breve explicação complementar da influência portuguesa nas Ilhas Canárias que fizemos à pergunta, despertou o seu interesse e disse: «O BLOGUE DO MINHO (e o BLOGUE DE LISBOA) encontram-se à sua disposição e será com o maior prazer que acolherá a colaboração que quiser dispensar». Como ele também tenciona partilhar o artigo nas páginas do facebook dedicadas ao folclore português, incluindo a Federação do Folclore Português, decidimos escrever acerca dos Aires de Lima, um género da música folclórica das Ilhas Canárias típico das descamisadas canarinas, esfolhas no Minho, que trouxeram os minhotos no século XVII com o cultivo do milho, mas achamos que era conveniente fazer antes uma apresentação e introdução com este artigo e o seguinte que fala da profunda influência portuguesa no povo canarino, pois será mais fácil para os leitores e seguidores deste ótimo blogue, compreenderem a razão pela que nas Canárias há uma canção tradicional que tem a sua origem no Minho. É uma dívida que temos pela ajuda recebida e a grande gentileza.

Aproveitamos este artigo, para exprimir públicamente o nosso mais muito obrigado a três grandes portugueses que amam a sua maravilhosa terra e contribuem à proteção, preservação e difusão do seu precioso património. Ao Exmo. Sr. D. Rui Barbosa, “A man and his Dream” que com o seu sonho e magnísifico blogue Carris, temos uma preciosa informação do PNPG (Parque Nacional Peneda-Gerês), agradecemos imensamente a sua ajuda para poder indicar nos planos os hidrónimos, orónimos e o património etnográgico do PNPG. Ao Exmo. Sr. D. Manuel de Azevedo Antunes, grande amigo e a maior autoridade em relação a Vilarinho da Furna, com ele a sua aldeia natal, lamentavelmente afundada, nunca morirá. Finalmente, ao Exmo. Sr. D. Paulo Lima, o homem dos portugueses na UNESCO, graças ao seu precioso trabalho e de outras pessoas o Fado, a música e canção mais bela do mundo, o cante alentejano e a arte chocalheira é Parimónio Mundial.

Este artigo foi escrito por Jesús Acosta Vice-Presidente da ACGEIA: ASSOCIAÇÃO CULTURAL: GRUPO DE ESTUDO E INVESTIGAÇÃO ACHBINICO e as fotografias realizadas por Naim Aléix Acosta Febles.

A ACGEIA, tem entre os seus fins estatutários, o estudo e investigação da língua e literatura portuguesa e outras línguas e dialetos de família linguística galaico-portuguesa, a ascendência portuguesa dos canarinos, a influência portuguesa no povo canarino, a natureza, geografia, história, cultura e patrimonio de Portugal porque é o país de onde vieram os colonizadores que juntos dos guanches, andaluzes e outros espanhóis e europeus contribuíram notavelmente à fundação do povo canarino. Finalmente, esta Associação estuda e investiga a vida e obra de São José de Anchieta, que nasceu em 19 de março de 1534 na cidade de São Cristóvão da Lagoa, foi o Apóstolo do Brasil e a maior contribuição do povo canarino ao Mundo Lusófono. A ACGEIA tem a sua sede estatutária no berço do São José de Anchieta, cidade fundada em 1497 por Alonso Fernández de Lugo, o fidalgo e conquistador castelhano-andaluz, responsável da incorporação definitiva das Ilhas Canárias à Coroa de Castela no século XV.  Esta belíssima e fascinante cidade foi classificada Património da Humanidade em 2 de dezembro de 1999 pela UNESCO, é sede da diocese de Tenerife, da Universidade da Lagoa, recebe aos turistas pelo Aeroporto de Tenerife-Norte e, como Braga, é chuvosa, húmida, monumental e tem a Semana Santa mais solene das Ilhas Canárias.



publicado por Carlos Gomes às 01:27
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017
JORNAL DA ECONOMIA DO MAR APOIA PROPOSTA DO BLOGUE DE LISBOA

O JORNAL DA ECONOMIA DO MAR publicou em http://www.jornaldaeconomiadomar.com/nome-atribuir-ao-novo-aeroporto-devera-almirante-gago-coutinho/ um post no qual dá apoio à proposta do BLOGUE DE LISBOA no sentido da atribuição do nome do Almirante Gago Coutinho ao novo aeroporto a ser construído no Montijo.

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POLÍTICA & ESTRATÉGIA

Nome a atribuir ao novo aeroporto deverá ser Almirante Gago Coutinho

Com a devida vénia, fazemos nossa também a proposta de Carlos Gomes, no Blogue de Lisboa, de atribuição do nome Almirante Gago Coutinho ao novo aeroporto a ser construído no Montijo.

Por o Jornal da Economia do Mar concordar inteiramente com a oportuna proposta, colocada no nosso Facebook, aqui reproduzimos quanto escrito no Blogue de Lisboa, sem mais:

«Passam dentro de 2 anos simultaneamente 150 anos sobre a data de nascimento e 60 anos sobre a data de falecimento do grande geógrafo, navegador e historiador que foi o Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, pioneiro da aviação que se tornou herói nacional ao efectuar em 1922, juntamente com Sacadura Cabral, a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do hidroavião Lusitânia. Com efeito, Gago Coutinho nasceu em 17 de Fevereiro de 1869 e faleceu em Lisboa 18 de Fevereiro de 1959.

Apesar da sua actividade notável como militar, geógrafo e investigador da náutica dos descobrimentos, foi sobretudo o seu estudo científico na navegação aérea e astronómica e a primeira travessia aérea do Atlântico Sul que o celebrizaram. A ele se deve a resolução do problema da medição da altura de um astro sem horizonte de mar disponível, o que levou à concepção do primeiro sextante com horizonte artificial destinado a ser utilizado a bordo das aeronaves.

Pelo seu valioso contributo para a navegação aérea, será da mais elementar justiça a homenagem que lhe é devida com a atribuição do seu nome ao futuro aeroporto que vai ser construído na margem sul do rio Tejo.»



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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017
BLOGUE DE LISBOA PROPÕE O NOME DO ALMIRANTE GAGO COUTINHO AO AEROPORTO QUE VAI SER CONSTRUÍDO NO MONTIJO

Passam dentro de 2 anos simultaneamente 150 anos sobre a data de nascimento e 60 anos sobre a data de falecimento do grande geógrafo, navegador e historiador que foi o Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, pioneiro da aviação que se tornou herói nacional ao efetuar em 1922, juntamente com Sacadura Cabral, a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do hidrovião Lusitânia. Com efeito, Gago Coutinho nasceu em 17 de Fevereiro de 1869 e faleceu em Lisboa 18 de Fevereiro de 1959.

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Apesar da sua atividade notável como militar, geógrafo e investigador da náutica dos descobrimentos, foi sobretudo o seu estudo científico na navegação aérea e astronómica e a primeira travessia aérea do Atlântico Sul que o celebrizaram. A ele se deve a resolução do problema da medição da altura de um astro sem horizonte de mar disponível, o que levou à concepção do primeiro sextante com horizonte artificial destinado a ser utilizado a bordo das aeronaves.

Pelo seu valioso contributo para a navegação aérea, será da mais elementar justiça a homenagem que lhe é devida com a atribuição do seu nome ao futuro aeroporto que vai ser construído na margem sul do rio Tejo.



publicado por Carlos Gomes às 21:27
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2017
FOI D. GARCIA II O PRIMEIRO REI DE PORTUGAL?

Passam 940 anos sobre a data da histórica Batalha de Pedroso, travada entre o Rei D. Garcia II e D Nuno Mendes, o último e o Conde de Portucale descendente da família de Vímara Peres. O confronto foi travado mais precisamente em 18 de Janeiro de 1071, perto de Tibães, entre Braga e o rio Cávado.

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Filho de Fernando I de Leão, coube a D. Garcia II por herança o Reino da Galiza cujos domínios se estendiam até Lisboa, tendo aos seus irmãos Sancho II e Afonso VI recaído respetivamente os territórios de Castela e de Leão.

Incorporava o Reino da Galiza o Condado da Galiza e o Condado Portucalense que, não obstante, manteve sempre um elevado grau de autonomia. A sua denominação destinava-se a diferenciar daquele, tomando o nome da cidade do Porto que foi a sua primeira capital.

Cresciam já por essa época no Condado Portucalense aspirações separatistas que, encabeçadas pelo Conde de Portucale, Nuno Mendes, viriam a culminar na Batalha de Pedroso onde foi derrotado e perdeu a vida, travando por algumas décadas a desejada independência de Portugal.

Por seu turno, passou D. Garcia II a titular-se GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE ou seja, Rei da Galiza e de Portugal. A ele se deve nomeadamente a restauração das sedes de Braga e Tui.

Porém, o seu reinado teve existência efémera em virtude dor irmãos de D. Garcia terem formado uma coligação para lhe usurparem o poder, no que vieram a ter sucesso, tendo-o encarcerado até à sua morte, no castelo de Vermoim, em 22 de Março de 1090.

Cumprindo o seu desejo, D. Garcia foi sepultado acorrentado tal como vivera os últimos anos de sua vida. E, na lápide do seu sepulcro, foi de igual modo representado, ao qual se junta a seguinte inscrição em latim:

R. DOMINUS GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE. FILIUS REGIS MAGNI FERDINANDI. HIC INGENIO CAPTUS A FRATRE SUO IN VINCULIS. OBIIT ERA MCXXVIII XIº KAL. APRIL.

Cujos dizeres podem ser traduzidos para o Português moderno da seguinte forma:

Aqui jaz o rei Garcia de Portugal e Galiza, filho do grande rei Fernando, que foi capturado pelo seu irmão com engano. Morreu preso a 22 de março de 1090.

Porém, a saga dos dois irmãos do Rei Garcia não se ficou por aqui e no ano seguinte, Sancho II expulsou Afonso VI, juntando os três reinos – Castela, Leão e Galiza e Portugal. Sancho II acabou assassinado e Afonso VI tomou a coroa de Leão, a qual abrangia os três reinos. A História prossegue a sua marcha imparável e foi necessário esperar cerca de setenta anos para que Portugal se tornasse um reino independente.



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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017
CASA DE GÓIS EM LISBOA APRESENTA O LIVRO "COMENDADORES DE GÓIS"

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publicado por Carlos Gomes às 10:17
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2017
LISBOA RECORDA ZECA AFONSO

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publicado por Carlos Gomes às 13:28
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Domingo, 18 de Dezembro de 2016
OBRAS NO CAMPO DAS CEBOLAS COLOCAM A DESCOBERRTO A RIBEIRA VELHA

O cais e o barco revelados pelas obras no Campo das Cebolas

Desde setembro, já foram retirados 900 contentores de achados, a maior parte material de construção, mas também cerâmica e material do século XVI. Mas o que mais chama a atenção é um antigo cais e um barco.

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Um cais pombalino, cerâmica e duas embarcações são alguns dos achados arqueológicos que preenchem os 900 contentores retirados da obra do Campo das Cebolas, em Lisboa, trabalhos que os cidadãos podem acompanhar em visitas uma vez por semana.

As visitas decorrem à sexta-feira de manhã, em grupos de não mais de 15 pessoas que são convidadas a conhecer mais sobre o local que já foi um antigo cais pombalino e que está escondido atrás dos taipais da obra a cargo da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL).

Sara Pardal foi uma das curiosas que aproveitou a última visita de 2016, na sexta-feira passada. O que chamou mais a atenção da bióloga, de 32 anos, foi a embarcação regional que, apesar de "já estar um bocado a desfazer-se", torna "engraçado ver como as coisas ainda se mantêm mais ou menos no mesmo sítio".

O namorado, Pedro Geraldes, revelou que a curiosidade para fazer esta visita foi despertada por uma notícia, e teve como objetivo "ver aspetos da Lisboa antiga que se estão a descobrir na escavação".

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Quanto a preferências, o lisboeta afirmou ter gostado "de tudo um pouco, a maneira como a obra está a ser feita, a preservação das estruturas e o estudo".

Cláudia Manso é a diretora-geral da escavação do Campo das Cebolas, que junta uma equipa de arqueologia de 60 pessoas, entre arqueólogos e mão-de-obra de apoio.

Desde setembro, quando começaram as escavações, já foram retirados 900 contentores de achados, a maior parte material de construção (telhas, tijolos e tijoleira), cerâmica comum, vidrada e esmaltada, e também porcelana oriental e italiana.

A escavação desvendou, ainda, material do século XVI, como pentes de madeira, bijuteria, sapatos, contas, e até alfinetes e moedas de ouro, encontrados através de um processo de crivagem com jato de água, que limpa as peças.

Mas, o que mais prende a vista dos visitantes é a estrutura do antigo cais, construído após o terramoto de 1755, com três escadarias, e uma embarcação de 17 metros de comprimento e três de largura.

Datado do início do século XIX, o barco regional de transporte mercadorias alimentares e cortiça no rio Tejo, foi encontrada praticamente completa e "acostada a uma estrutura portuária de madeira", disse a responsável à Lusa durante a visita.

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Cláudia Manso referiu, ainda, que foi o lodo do aterro que permitiu a conservação do barco que os arqueólogos acreditam ter sido abandonado no local, e que era usado para encaminhar as águas do saneamento, que o atravessavam em direção ao rio.

Esta é já o segundo barco encontrado no local (o primeiro, em pior estado, foi entretanto retirado), que servia para consolidação do aterro, o que provocou alguma surpresa, uma vez que "é incomum encontrá-los em contexto de escavação arqueológica", salientou.

A escavação revelou, também, "estruturas relacionadas com o edifício da alfândega velha, construído no final do século XIX", e que "existiu aqui até meados do século XX, quando foi demolido", continuou a diretora.

Para aquele local está prevista a criação de uma praça, um parque de estacionamento e equipamentos lúdicos. A EMEL aponta a conclusão da obra para o "primeiro semestre de 2017".

"Agora sim, estamos efetivamente a iniciar a estrutura do parque", vincou a diretora da Área de Desenvolvimento e Infraestrutura da EMEL à Lusa, explicando que já existe uma zona "ao nível de fundo do parque", o que possibilita "iniciar a estrutura" do estacionamento subterrâneo.

Dado o tamanho do espólio encontrado, a EMEL revê "constantemente a possibilidade de integrar essas realidades naquilo que vai ser o futuro Campo das Cebolas".

Um desses exemplos foram as pedras que serão integradas no pavimento da praça, "substituindo umas outras lajetas que estavam previstas para esta área, possibilitando dar uma continuidade a estes achados arqueológicos e mantê-los no local", sublinhou Rita Gonçalves.

Texto e fotos: http://www.dn.pt/

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publicado por Carlos Gomes às 10:04
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: LISTA “A” DEFENDE CRIAÇÃO DE CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO NACIONAL DA HISTÓRIA LOCAL, FOLCLORE E ETNOGRAFIA

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publicado por Carlos Gomes às 00:12
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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: LISTA “A” DEFENDE CRIAÇÃO DE CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO NACIONAL DA HISTÓRIA LOCAL, FOLCLORE E ETNOGRAFIA

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publicado por Carlos Gomes às 00:09
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016
BLOGUE DE LISBOA SAÚDA AS INDIVIDUALIDADES NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Registamos o momento em que o sr. Manuel Santos, colaborador do BLOGUE DE LISBOA, saudou o Presidente do Movimento 1º de Dezembro, Dr. José Ribeiro e Castro e SAR D. Duarte de Bragança, no encerramento das comemorações que hoje tiveram lugar em Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 21:47
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PORTUGUESES REAFIRMAM VONTADE DE CONTINUAREM A SER UM PAÍS SOBERANO E INDEPENDENTE

Cerca de 34 entidades, integrando 2 grupos de percussão, 1 banda nacional militar e 30 bandas filarmónicas civis desfilaram esta tarde na avenida da liberdade, em Lisboa, evocando a data histórica da Restauração da Independência Nacional em 1640.

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O desfile teve início junto ao monumento aos Mortos da Primeira Grande Guerra e desceu rumo à Praça dos Restauradores onde teve lugar uma interpretação conjunta final das Bandas participantes, sob a direção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, foram interpretadas diversas marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento coletivo contou também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e do Hino Nacional.

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O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. Um evento desta grandiosidade foi possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa contou também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

Coube ao Dr. José Ribeiro e Castro, na qualidade de Presidente do Movimento 1º de Dezembro, proferir as palavras solenes que antecederam o encerramento oficial das comemorações.

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publicado por Carlos Gomes às 21:18
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016
COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO TRAZEM A LISBOA PERTO DE 30 BANDAS FILARMÓNICAS DE TODO O PAÍS

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

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publicado por Carlos Gomes às 22:16
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016
AMIGOS DE OLIVENÇA APELAM À RESOLUÇÃO DO LITÍGIO FRONTEIRIÇO ENTRE PORTUGAL E ESPANHA

Por ocasião da visita a Portugal do Chefe de Estado de Espanha, Sua Majestade o Rei Filipe VI, o Grupo dos Amigos de Olivença, torna público o seguinte:

A Questão de Olivença, inquestionavelmente presente na realidade política luso-espanhola, continua por resolver, uma vez que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português. Aliás, o Governo português, conforme o comando constitucional, tem reafirmado publicamente que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português».

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O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento. Se o confronto se evidencia em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral terão causa na persistência da Questão de Olivença.

Porque uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos e ressentimentos, sendo escusada, inadmissível e insustentável a tentativa de esconder a existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que ela traz ao relacionamento peninsular, impõe-se que a mesma seja inscrita — com natural frontalidade e sem subterfúgios — na agenda diplomática luso-espanhola.

Nas circunstâncias actuais, em que se procura aprofundar essa visão de amizade fraterna entre os dois povos, assente numa amizade antiga e por conseguinte experimentada, exigente e desafiadora, e integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, com salutar aproximação e colaboração em vastas áreas, são propícias a que ambos os Estados assumam que é chegado o momento de discutir, de forma adequada, a Questão de Olivença e de dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.

O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 78 anos de esforços pela retrocessão do território, lança um desafio aos Governantes dos dois Estados para que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.

O Grupo dos Amigos de Olivença, na véspera do 1º de Dezembro, dia em que se assinala a Restauração da Independência Nacional, obra do glorioso e unânime esforço colectivo do povo português, fazendo seus os anseios de tantos e tantos portugueses, apela ao Governo de Portugal para que, resolutamente, leve por diante a sustentação dos direitos de Portugal.

O Grupo dos Amigos de Olivença, apela a todos os cidadãos para que, no pleno exercício dos seus direitos, manifestem o seu apoio à defesa de Olivença Portuguesa.

OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA!

VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!

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publicado por Carlos Gomes às 10:46
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Domingo, 27 de Novembro de 2016
COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO TRAZEM A LISBOA PERTO DE 30 BANDAS DILARMÓNICAS DE TODO O PAÍS

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional



publicado por Carlos Gomes às 19:37
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Terça-feira, 22 de Novembro de 2016
CASA DE GOA EVOCA S. FRANCISCO XAVIER

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publicado por Carlos Gomes às 22:40
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Sábado, 19 de Novembro de 2016
COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO TRAZEM A LISBOA PERTO DE 30 BANDAS FILARMÓNICAS DE TODO O PAÍS

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.



publicado por Carlos Gomes às 19:08
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Domingo, 13 de Novembro de 2016
COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO TRAZEM A LISBOA PERTO DE 30 BANDAS DILARMÓNICAS DE TODO O PAÍS

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.



publicado por Carlos Gomes às 00:35
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2016
MONDIM DE BASTO: BOMBOS DE ATEI VOLTAM A RUFAR EM LISBOA

Três anos decorridos desde a sua última participação nas comemorações em Lisboa do 1º de Dezembro de 1640, eis que o Grupo de Bombos de Atei, de Mondim de Basto, volta a descer à capital para mais uma estrondosa arruada.

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A sua atuação impressionou o numeroso público que então assistia às comemorações, sobretudo na Praça dos Restauradores. De novo, eles vão seguramente abrilhantar as festas deste ano, fazendo estremecer a cidade com o rufar dos seus bombos.

Entretanto, em jeito de convite, deixamos aqui algumas imagens da sua atuação nas comemorações de 2013.

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publicado por Carlos Gomes às 00:30
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2016
COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO TRAZEM A LISBOA PERTO DE 30 BANDAS FILARMÓNICAS DE TODO O PAÍS

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.



publicado por Carlos Gomes às 23:40
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BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

Já está definido o elenco de grupo e bandas que participarão no próximo Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas 1º de Dezembro.

Estimamos um total de 1.700 músicos, nos 34 grupos que desfilarão, no próximo dia 1 de Dezembro, na Avenida da Liberdade e Praça dos Restauradores:

- 2 grupos de percussão, do Seixal e de Mondim de Basto;

- a Banda do Exército;

- 31 bandas filarmónicas dos seguintes municípios: Lisboa, Madalena do Pico, Santa Maria da Feira, Moura, Amares, Vila Nova de Famalicão, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Castelo Branco, Covilhã, Oleiros, Vila Velha de Ródão, Figueira da Foz, Oliveira do Hospital, Évora, Tavira, Seia, Alcobaça, Pedrógão-Grande, Alenquer, Mafra, Gavião, Portalegre, Valongo, Mação, Tomar, Almada, Viana do Castelo, Santa Comba Dão e Sernancelhe.

Iremos divulgando, aqui, detalhes do programa.

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publicado por Carlos Gomes às 14:41
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