Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Domingo, 15 de Outubro de 2017
RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS TRANSMITE EM DIFERIDO PALESTRA QUE O DR DANIEL CAFÉ VAI PROFERIR EM LOURES A CONVITE DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

A Rádio do Folclore Português (RFP) vai transmitir em diferido, on-line, a palestra que o Presidente da Federação do Folclore Português, Dr. Daniel Café, vai proferir em Loures no próximo dia 21 de Outubro, a partir das 15 horas, subordinada ao tema “40 Anos da Federação do Folclore Português: O Presente, o Passado e o Futuro do Movimento do Folclore Nacional”.

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A iniciativa é do Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures, devendo ter lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde habitualmente se reúne a Assembleia Municipal de Loures. Na impossibilidade de muitos membros de grupos de folclore espalhados pelo país e também no estrangeiro poderem estar presentes, a Rádio do Folclore Português presta mais um valioso serviço levando a todos uma conferência que decerto será do maior interesse. Quem puder estar presente, terá a oportunidade de participar de forma mais activa no debate que se seguirá à palestra propriamente dita.

A Rádio do Folclore Português pode ser sintonizada on-line através dos endereços www.rfpfolclore.com e https://www.radios.com.br/aovivo/radio-do-folclore-portugues/32075, podendo ainda ser descarregado para android em https://tunein.com/radio/Rdio-do-Folclore-Portugus-s208888/ e http://www.radioonline.com.pt/regiao/centro/#radio-do-folclore-portugues

Clique e descarregue 

App para android

Sintonize e acompanhe a conferência na Rádio do Folclore Português, uma estação na internet ao serviço do nosso folclore!

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publicado por Carlos Gomes às 20:10
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Terça-feira, 10 de Outubro de 2017
TECNOLOGIA EM DESTAQUE NA 999º EDIÇÃO DA REVISTA DE MARINHA

Quase a atingir as 1000 edições, a Revista de Marinha lança um número obrigatório para quem se interessa pela tecnologia marítima.

Já está disponível a nova edição da Revista de Marinha, o número 999, referente aos meses de Setembro e Outubro, intitulada Ambiente, Ciência e Tecnologia. Nesta edição o destaque vai para artigos de fundo como temas tão diversos como a utilização do Gás Natural como uma opção válida de combustível para a Marinha, o papel do sistema Copernicus na monitorização marítima e a maior exploração de microalgas da Europa, que chegou agora a Portugal.

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Destaque também para a celebração do tricentenário da batalha de Matapão, o Museu Marítimo Helénico, a Kayak Party no Tejo e ainda os novos catamarans de alta velocidade que interligam as ilhas dos Açores, bem como crónicas sobre mergulho, modelismo, desportos náuticos e outros assuntos.

Sempre com o olhar posto na actualidade náutica e marítima portuguesa, a revista traz aos seus leitores relances do passado e espreitadelas ao futuro, sendo uma compra obrigatória, não só para os afiliados das forças Armadas, mas por todos aqueles que se interessam pela temática, seja por motivos profissionais ou apenas por curiosidade.

A Revista da Marinha é bimestral e cada edição tem o custo de 4,5€, podendo assinar as suas seis edições anuais por 22,5€, através de assinaturas@revistadamarinha.com



publicado por Carlos Gomes às 10:57
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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017
QUEM SEMEIA VENTOS COLHE TEMPESTADES

Os portugueses são um povo pacífico dotado de uma excepcional qualidade de se relacionar com todos os povos, por mais diversas que sejam as suas culturas, incluindo as suas crenças religiosas. De igual modo, Portugal é internacionalmente reconhecido como um país seguro que prima pelo bom acolhimento.

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Trata-se de um perfil que pode ser comprovado pela própria História, desde a fundação da nacionalidade e os Descobrimentos até a épocas mais recentes como a que, sob a tensão da guerra mundial e a incerteza acerca de quem sairia vitorioso do conflito, não impediu Portugal de acolher milhares de judeus após terem atravessado a Espanha franquista e germanófila e passado a fronteira portuguesa fortemente vigiada pela polícia política.

Não obstante, desde há algum tempo a esta parte, vimos constatando a forma sistemática e persistente como alguns políticos e órgãos de comunicação social vêm incitando ao ódio, insistindo na acusação de racismo e xenofobia aos portugueses, de forma generalizada. Trata-se, verdadeiramente, de um insulto vindo precisamente da parte de quem, de igual modo, sempre se pautou por atitudes anti-semitas, revelando neste caso também uma mentalidade racista e xenófoba ao procurar pescar nas águas turvas dos conflitos raciais, tal como o fizeram os nazis no decurso da segunda guerra mundial.

Mais tarde ou mais cêdo, os políticos e jornalistas que assim vêm procedendo, incitando o ódio numa sociedade pacífica como aquela em que vivemos, acabarão por colher os frutos da semente que estão lançando à terra – Quem semeia ventos acabará por colher tempestades!



publicado por Carlos Gomes às 16:54
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2017
BLOGUE DE LISBOA VISITA FEIRA INTERNACIONAL DE ARTESANATO E CONFRATERNIZA COM OUTROS BLOGGERS

Por gentileza da organização da Feira Internacional de Artesanato (FIA), teve hoje lugar um almoço convívio entre vários bloggers parceiros da FIA na sua divulgação. O BLOGUE DE LISBOA e o BLOGUE DO MINHO, de administração comum, fizeram-se representar pelo seu colaborador fotográfico, sr. Manuel Santos.

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O encontro teve lugar no restaurante dos Açores e foi seguido de uma visita aos vários pavilhões do certame, tendo constituído uma excelente oportunidade para apreciar o melhor das artes, saberes e sabores nacionais e estrangeiros.

Durante nove dias consecutivos, a FIL é um espaço de articulação entre profissionais, apreciadores e colecionadores dos ofícios artesanais, artes e design, agentes das áreas da gastronomia tradicional, posicionando o artesanato como expoente máximo de cada cultura.

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publicado por Carlos Gomes às 22:18
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Quinta-feira, 8 de Junho de 2017
REVISTA DE MARINHA DESTACA NÁUTICA DE RECREIO

Revista de Marinha – edição 997 – Náutica de Recreio

Em contagem decrescente para a sua 1000ª edição, a Revista de Marinha lança o nº997, referente aos meses de Maio e Junho de 2017.

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Esta edição, intitulada Náutica de Recreio, tem especial foco nos desportos náuticos, como a Vela, o Remo e o Surf, com destaque para uma entrevista com o surfista português Nic Von Rupp, que compete actualmente com a elite mundial.

A revista conta também com variados artigos, como a celebração dos 125 anos do Instituto de Socorros a Náufragos, criado com o patrocínio da Rainha D. Amélia, o Sines Tall Ships Festival, a Volvo Ocean Race e Boatyard Lisboa. Pode também ser lida nesta edição, a crónica de Rui Castilho sobre a sua volta ao Mundo no Veleiro Allegro.

Destaque ainda para artigos sobre o mergulho e a fotografia subaquática, para os curiosos e um importante artigo sobre os cuidados a ter com vítimas de hipotermia em contexto SAR (Search and Rescue), de leitura obrigatória para os apaixonados pelo mar.

Sempre com o olhar posto na actualidade náutica e marítima portuguesa, a revista traz aos seus leitores relances do passado e espreitadelas ao futuro, de interesse, não só para os afiliados das forças armadas, mas também para todos aqueles que se interessam pela temática do mar.

A Revista da Marinha é bimestral e cada edição tem o custo de 4,5€, podendo assinar as suas 6 edições anuais por 22,5€, através de assinaturas@revistadamarinha.com.



publicado por Carlos Gomes às 14:50
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Segunda-feira, 8 de Maio de 2017
REVISTA DE MARINHA PROMOVE 3ª EDIÇÃO DE “ENCONTROS DO MAR”

11 DE MAIO NA FIGUEIRA DA FOZ

A Revista de Marinha, a mais antiga e prestigiada revista nacional dedicada aos assuntos do mar, vai promover mais um evento da iniciativa “Encontros do Mar”, esta quinta-feira, dia 11 de Maio, no Auditório do Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz.

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Os “Encontros do Mar” da Revista de Marinha têm como objetivo motivar e informar as empresas e as forças vivas da comunidade sobre as oportunidades que o Mar suscita, direta e indiretamente, à economia local. Depois da Ericeira e Nazaré terem recebido esta ação, com casas cheias, o evento chega agora à Figueira da Foz, um dos concelhos nacionais com maior ligação ao mar.

Realizados com o apoio da Câmara Municipal da Nazaré e do Centro de Estudos do Mar e Navegações (CEMAR), os "Encontros do Mar" da Revista da Marinha terão lugar no dia 11 de Maio, a partir das 14 horas, no Auditório do Centro de Artes e Espetáculos e salões anexos. O evento está organizado em quatro painéis, onde serão discutidos os seguintes temas:

14h35: Painel I - Portugal e o Mar

15h10: Painel II - Atividades do Cluster do Mar (Construção e Reparação Naval)

17h00: Painel III - Desportos Náuticos (Remo, Vela, Surf)

17h30: Painel IV - Atividades Marítimas, Investimento & Financiamento

Entre os oradores encontram-se nomes como Alexandre Fonseca, Fernando Carvalho Rodrigues, Victor Gonçalves de Brito, João Pedro Braga da Cruz, Rute Costa, António Miguel Amaral, Eurico Gonçalves e Miguel Marques, sendo os painéis moderados por Eduardo de Almeida Faria e Orlando Themes de Oliveira.

Também nos salões anexos, a partir das 18h00, será possível visitar a área de exposição de empresas locais e nacionais ligadas ao tema, e – cortesia da Docapesca – a partir das 18h00 terá lugar uma degustação de produtos do mar.

Encontros do Mar da Revista da Marinha

11 de Maio de 2017, a partir das 14h00

Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz

Entrada Livre

Revista de Marinha online em

http://www.revistademarinha.com/
https://www.facebook.com/revistademarinha/



publicado por Carlos Gomes às 09:12
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2017
RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ESTÁ SEMPRE NA VANGUARDA

A Rádio do Folclore Português, a única em Portugal exclusivamente dedicada ao folclore e etnografia do povo português, registada na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), vai oferecer a todos os ouvintes mais uma ferramenta para que a sua audição se torne mais acessível.

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A partir do próximo dia 12 de Abril, os ouvintes já podem sintonizar a sua programação através do Google Play, baixar a aplicação RFP App, instalar no seu Android e ter a RFP sempre na sua companhia, em qualquer parte do mundo onde se encontrem.

O BLOGUE DE LISBOA convida os seus leitores a acompanharem a programação da Rádio do Folclore Português porque é um espectáculo!



publicado por Carlos Gomes às 17:45
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Sexta-feira, 3 de Março de 2017
REVISTA DE MARINHA PROMOVE 2ª EDIÇÃO DE “ENCONTROS DO MAR”

06 DE MARÇO NA NAZARÉ

A Revista de Marinha, a mais antiga e prestigiada revista nacional dedicada aos assuntos do mar, vai promover a segunda edição da iniciativa “Encontros do Mar” na Nazaré, na próxima 2ª feira, dia 6 de Março, no Auditório da Biblioteca Municipal.

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Os “Encontros do Mar” da Revista de Marinha têm como objetivo motivar e informar as empresas e as forças vivas da comunidade onde se realizam sobre as oportunidades que o Mar suscita, direta e indiretamente, à economia local. A primeira edição teve lugar na Ericeira e a segunda será acolhida pela Nazaré, uma das localidades nacionais mais reconhecidas internacionalmente pela sua ligação ao Mar.

Realizados com o apoio da Câmara Municipal da Nazaré, da Náutica Global, do Clube do Mar e da Docapesca, os “Encontros do Mar” da Revista de Marinha terão lugar no dia 6 de Março, entre as 14h00 e as 18h00, no Auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré, onde se poderão assistir, entre outros temas de discussão, aos seguintes painéis:

15h00: A Nazaré e o Mar

15h20: A Pesca, a comercialização e segurança

16h50: O Surf na Nazaré

17h20: Atividades Marítimas – Investimentos e Financiamento

Como oradores, a iniciativa irá receber Alexandre Fonseca, Orlando Themes de Oliveira, João Delgado, José Poças Esteves, José Velho Gouveia, Sérgio Faias, Rui Vaz, Eduardo Almeida Faria, João Vitorino, João de Macedo e Miguel Marques.

A partir das 18h00, os participantes poderão experimentar uma degustação de aperitivos de peixe regional e assistir à apresentação aberta “As empresas, os produtos e os serviços” que decorrerá na sala ao lado do auditório da Biblioteca Municipal.

Encontros do Mar da Revista de Marinha

2ª Edição - 06 de Março de 2017

Auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré

Entrada Livre

Revista de Marinha online em

http://www.revistademarinha.com/
https://www.facebook.com/revistademarinha/



publicado por Carlos Gomes às 15:43
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017
JORNAL DA ECONOMIA DO MAR APOIA PROPOSTA DO BLOGUE DE LISBOA

O JORNAL DA ECONOMIA DO MAR publicou em http://www.jornaldaeconomiadomar.com/nome-atribuir-ao-novo-aeroporto-devera-almirante-gago-coutinho/ um post no qual dá apoio à proposta do BLOGUE DE LISBOA no sentido da atribuição do nome do Almirante Gago Coutinho ao novo aeroporto a ser construído no Montijo.

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POLÍTICA & ESTRATÉGIA

Nome a atribuir ao novo aeroporto deverá ser Almirante Gago Coutinho

Com a devida vénia, fazemos nossa também a proposta de Carlos Gomes, no Blogue de Lisboa, de atribuição do nome Almirante Gago Coutinho ao novo aeroporto a ser construído no Montijo.

Por o Jornal da Economia do Mar concordar inteiramente com a oportuna proposta, colocada no nosso Facebook, aqui reproduzimos quanto escrito no Blogue de Lisboa, sem mais:

«Passam dentro de 2 anos simultaneamente 150 anos sobre a data de nascimento e 60 anos sobre a data de falecimento do grande geógrafo, navegador e historiador que foi o Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, pioneiro da aviação que se tornou herói nacional ao efectuar em 1922, juntamente com Sacadura Cabral, a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do hidroavião Lusitânia. Com efeito, Gago Coutinho nasceu em 17 de Fevereiro de 1869 e faleceu em Lisboa 18 de Fevereiro de 1959.

Apesar da sua actividade notável como militar, geógrafo e investigador da náutica dos descobrimentos, foi sobretudo o seu estudo científico na navegação aérea e astronómica e a primeira travessia aérea do Atlântico Sul que o celebrizaram. A ele se deve a resolução do problema da medição da altura de um astro sem horizonte de mar disponível, o que levou à concepção do primeiro sextante com horizonte artificial destinado a ser utilizado a bordo das aeronaves.

Pelo seu valioso contributo para a navegação aérea, será da mais elementar justiça a homenagem que lhe é devida com a atribuição do seu nome ao futuro aeroporto que vai ser construído na margem sul do rio Tejo.»



publicado por Carlos Gomes às 14:56
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017
REVISTA DE MARINHA LANÇA PRIMEIRA EDIÇÃO DE 2017

A Mais Antiga Revista Nacional Sobre Assuntos do Mar

A Revista de Marinha, a mais antiga e prestigiada revista nacional dedicada aos assuntos do mar, lança a sua 995ª edição, onde aborda vários temas náuticos, desde o desporto à segurança marítima, revisitando momentos históricos e noticiando a atualidade nacional, sem deixar de parte os grandes feitos dos nossos “Homens do Mar”, sejam eles desportistas ou militares.

Sempre com o olhar posto na atualidade náutica e marítima portuguesa, a Revista de Marinha traz aos seus leitores relances do passado e um vislumbre do futuro, não só para os afiliados das Forças Armadas, mas por todos aqueles que se interessam pela temática, seja por motivos profissionais ou apenas por paixão ou curiosidade.

Todas as edições, a Revista de Marinha cobre os mais diversos temas dentro do universo marítimo, como artigos e crónicas de temáticas tão diversas como a história náutica, a atualidade marítima, economia do mar, estratégia, geopolítica e um olhar sobre a Marinha de Guerra Portuguesa, explorando as características dos navios portugueses e os últimos avanços da tecnologia militar marinha.

Neste número, com a Marinha de Guerra como tema de capa, poderá ainda encontrar um artigo sobre o novo passadiço flutuante no Rio Tâmega; um resumo das grandes conquistas nacionais em desportos náuticos, durante 2016; artigos sobre a primeira edição de “Encontros do Mar”, que teve lugar na Ericeira; reportagens sobre o prémio “Busca & Salvamento” recebido pela nossa Marinha e sobre a atuação da Polícia Marítima Portuguesa que permitiu salvar vidas na Grécia.

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Revista de Marinha

Periodicidade: Bimestral

Pvp: 4,5€

Assinatura anual: 22,5€

Assinaturas e mais informações: assinaturas@revistademarinha.com

Revista de Marinha online em http://www.revistademarinha.com/

https://www.facebook.com/revistademarinha/



publicado por Carlos Gomes às 18:48
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017
MUSEU BORDALO PINHEIRO ORGANIZA TERTÚLIA SOBRE LIBERDADE DE IMPRENSA

O Museu Bordalo Pinheiro vai assinalar os 112 anos da morte de Rafael Bordalo Pinheiro com Paulo Jorge Fernandes (professor na Univ. Nova / FCSH, Departamento de História) que vai fazer uma reflexão sobre Liberdade de Imprensa: Censura e Caricatura no Tempo de Bordalo Pinheiro. A sessão ocorre amanhã, quarta-feira, dia 25 de Janeiro, às 19 horas.

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publicado por Carlos Gomes às 18:24
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016
“MARÉ CHEIA” DE JANEIRO BRINDA AO ANO NOVO NA MOITA

A Maré Cheia - Agenda de Eventos no Concelho da Moita do mês de janeiro dá as boas vindas ao novo ano e já está disponível para consulta em formato digital, em www.cm-moita.pt, e, em papel, nos postos de distribuição habituais.

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Já conhece os novos Balções do Munícipe? Nas páginas do “À Lupa”, fique a saber um pouco mais sobre estes espaços de atendimento ao munícipe, em Alhos Vedros, Baixa da Banheira, Moita e Vale da Amoreira, que abriram ao público na data em que se assinalaram os 40 anos sobre a realização das primeiras eleições para as autarquias locais, 12 de dezembro.

No “Vai Acontecer…” dá-se conta de todas as iniciativas, nas mais diversas áreas – música, cinema, teatro, desporto, atividades para crianças, exposições e feiras e festas – marcadas para todo o mês de janeiro.

Se numa das suas resoluções de ano novo está adotar um amigo de quatro patas, não deixe de visitar a “Quinta do Mião” – Centro Intermunicipal de Recolha de Animais Errantes da Moita e Barreiro. Conheça a “Quinta do Mião” e os seus habitantes, na rubrica “Aqui Tão Perto”.

A Maré Cheia desafia-vos a brindar ao Ano Novo, na sua página “Sabores & Saberes”, propondo dois cocktails, com e sem álcool, da autoria de Nuno Carreira, um dos 10 finalistas do Concurso Barman do Ano 2016. Experimente os Cocktails “Maré Cheia” e “Boa Viagem” e Bom Ano Novo!

Se pretende receber a Maré Cheia em sua casa, todos os meses, contacte o Gabinete de Informação e Relações Públicas da Câmara Municipal da Moita, através do e-mail: informacao-rpublicas@mail.cm-moita.pt ou do telefone 212806715.



publicado por Carlos Gomes às 11:50
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2016
ELEIÇÕES NA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ENTREVISTA DANIEL CAFÉ

Na próxima Sexta-feira, dia 11 de Novembro às 21h, Sérgio da Fonseca entrevista Daniel Calado Café, no Programa “Conversas ao Serão”.

Daniel Calado Café é Vice-Presidente da Federação do Folclore Português e encabeça a única lista que até ao momento foi apresentada como candidata aos corpos diretivos daquela entidade.

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publicado por Carlos Gomes às 20:47
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2016
RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ENTREVISTA PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS

A Rádio do Folclore Português (RFP) vai no próximo dia 10 de Novembro, a partir das 21 horas, entrevistar o sr. Fernando Ferreira da Silva, Presidente da Federação do Folclore Português.

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Trata-se de mais uma edição do Programa “Conversas ao Serão”, revelando-se de grande oportunidade e interesse dado o aproximar das eleições para os órgãos sociais daquela entidade que, aliás, estão a gerar grande controvérsia em torno da alegada apresentação de várias listas candidatas.

A polémica tem vindo a atingir níveis jamais imaginados em relação àquela instituição que não se afiguram favoráveis ao movimento associativo do folclore português. E, atendendo às afirmações bastante contundentes proferidas recentemente em Carta Aberta pelo Presidente da Federação do Folclore Português, a qual tivemos oportunidade de divulgar, esta entrevista está a despertar enorme curiosidade e interesse.



publicado por Carlos Gomes às 14:18
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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016
MOITA REALIZA QUINZENA DA EDUCAÇÃO

Maré Cheia de outubro destaca Quinzena da Educação

A Agenda de Eventos no Concelho da Moita - “Maré Cheia”, de outubro, destaca o arranque do novo ano letivo e a realização da Quinzena da Educação que irá decorrer entre 7 e 23 de outubro, um pouco por todo o concelho, dando, desta forma, as boas vindas a toda a comunidade educativa.

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Esta edição, que pode consultar em www.cm-moita.pt, em suporte digital, ou nos locais habituais, em papel, sugere, no “Vai Acontecer…”, muitas outras atividades para ver, fazer ou ouvir em outubro. Nos dias em que prefere ficar em casa, opte por uma das sugestões das “Cumplicidades” que destaca um livro, um projeto musical, um site e um filme.

A rubrica “Aqui Tão Perto” dá-lhe a conhecer o Centro de Experimentação Artística, no Vale da Amoreira, um equipamento cultural com características únicas, que vai estar de portas abertas nos dias 7 e 8 de outubro, dando a todos a oportunidade de conhecer o que por lá se faz. O Restaurante “O STOP”, na Baixa da Banheira, uma casa com 30 anos, que recebeu recentemente a Medalha de Mérito Económico e Social, no Dia do Município, está em destaque nos “Sabores & Saberes”.

Se pretende receber a Maré Cheia, todos os meses, em sua casa, contacte o Gabinete de Informação e Relações Públicas da Câmara Municipal da Moita, através do e-mail informacao-rpublicas@mail.cm-moita.pt ou do telefone 212806715.



publicado por Carlos Gomes às 10:27
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2016
QUEM TE MANDA A TI, SAPATEIRO, TOCAR RABECÃO?

Desde há algum tempo a esta parte, têm surgido na internet e nas redes de televisão por cabo algumas supostas rádios e televisões que se apresentam como divulgadoras do folclore do povo português.

Na maior parte dos casos, quem as sintoniza pouco mais capta do que ruído, emissões de gosto duvidoso que nada têm a ver com o folclore e que apenas contribuem para embrutecer os ouvintes que insistem em escutar esses sites. E, quando efetivamente transmitem algo relacionado com o folclore, fazem-no com tal falta de qualidade técnica e de apresentação que, melhor serviço prestaria, se as mesmas mantivessem-se silenciadas…

Trata-se meramente da utilização das novas tecnologias sem qualquer preocupação de índole cultural, ocupando nomeadamente espaço na internet, não raras as vezes com propósitos comerciais mais ou menos declarados. E, apesar das potencialidades das redes sociais, o seu auditório raramente ultrapassa uma dezena de amigos que se entretêm a contar entre si algumas anedotas mais ou menos brejeiras.

Não obstante, alguns grupos folclóricos inserem os respetivos logótipos na sua propaganda como se de um interessante patrocinador se tratasse… isto é, como quem diz, com papas e bolos se enganam os tolos!



publicado por Carlos Gomes às 00:24
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2016
O REGRESSO DO DUELO... À BOFETADA!

Até aos começos do século passado, desafiar alguém para um duelo constituía prática bastante usual em Portugal para resolver desentendimentos que colocavam em causa a honra pessoal. Tratava-se de um velho costume cujas origens se perdem nos tempos e que envolviam indivíduos ou mesmo comunidades inteiras ou mesmo entre nações.

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O duelo obedecia geralmente a determinadas regras que incluíam a escolha das armas, do juiz e dos padrinhos, realizando-se habitualmente num local a fim de escapar ao controlo das autoridades, determinando geralmente a morte do perdedor por propositada falta de assistência em virtude de se tratar de uma questão de honra.

Entre os muitos duelos que se realizaram em Portugal, alguns deles mencionados em obras literárias por escritores como Eça de Queirós, ficou célebre o duelo ocorrido em 14 de Julho de 1908, na Estrada da Ameixoeira, entre Afonso Costa e o Conde de Penha Garcia, José Capelo Franco Frazão, escritor e político que foi membro do Partido Progressista. O referido duelo ficou registado através da fotografia graças a Joshua Benoliel, uma das quais se publica junto. A fotografia pertence atualmente ao Arquivo Municipal de Lisboa.

Apesar da sua proibição e de aparentemente terem desaparecido dos nossos costumes, eis que tais práticas ressurgem, embora com recurso a novos métodos de combate: a bofetada!

O Ministro da Cultura promete a dois jornalistas do “Público” nada menos do que “um par de bofetadas… nestes precisos termos:

“Em 1999 prometi-lhe publicamente um par de bofetadas. Foi uma promessa que ainda não pude cumprir. Não me cruzei com a personagem, Augusto M. Seabra, ao longo de todos estes anos. Mas continuo a esperar ter essa sorte. Lá chegará o dia. Ele tinha, então, bolçado sobre mim umas aleivosias e calúnias. Agora volta a bolçar, no "Publico". É estória de "tempo velho" na cultura. Uma amiga escreveu: "vale o que vale, isto é: nada vale, pois o combustível que o faz escrever é o azedume, o álcool e a consequente degradação cerebral. Eis o verdadeiro vampiro, pois alimenta-se do trabalho (para ele sempre mau) dos outros."

Estou a ver que tenho de o procurar, a ele e já agora ao Vasco Pulido Valente, para as salutares bofetadas. Só lhes podem fazer bem. A mim também.”



publicado por Carlos Gomes às 11:07
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Terça-feira, 8 de Março de 2016
MUSEU BORDALO PINHEIRO DEDICA CONFERÊNCIA À IMPRENSA HUMORÍSTICA E REPUBLICANA

A terceira tertúlia do ciclo sobre as diversas facetas da obra do modernista Luís Filipe, dedicada à Imprensa humorística e República, é já amanhã. Nessa ocasião também será apresentado o livro "Luís Filipe e A Farsa da Vida", da lavra de João Alpuim Botelho, Mariana Caldas de Almeida e Pedro Bebiano Branco - três elementos que pertencem ao Museu Bordalo Pinheiro.

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publicado por Carlos Gomes às 10:55
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Segunda-feira, 7 de Março de 2016
PÁGINAS DA HISTÓRIA DO REGIONALISMO: CASA DO CONCELHO DE OVAR FOI FUNDADA EM 1952

Recordando a “Casa do Concelho de Ovar em Lisboa”

Lisboa, como todas as grandes cidades cosmopolitas, acolhe dentro dos seus muros pessoas oriundas de localidades nacionais e estrangeiras que, para poderem confraternizar mais assiduamente com os seus conterrâneos, fundam colectividades.

Na capital existiam, em 1950, entre outras, as “Casas de Arganil”, das “Beiras”, do “Alentejo”. Talvez por isso, José Augusto da Cunha Lima insistiu, desde então, numa campanha, a que o extinto semanário “Notícias de Ovar” deu cobertura, para que fosse fundada a “Casa do Concelho de Ovar em Lisboa”.

Teve lugar em 19 de Junho de 1952 uma primeira reunião de ilustres ovarenses que aderiram a esta causa, tendo sido ali constituída uma comissão organizadora, formada pelos seguintes bairristas vareiros: Afonso Pereira de Carvalho, António Pinho Branco, Armando Oliveira Soares, Artur de Oliveira Faneco, Francisco de Oliveira Faneco, José André Redes, José Augusto da Cunha Lima, Manuel de Oliveira Ventura e Pelágio José Ramos.

Assim se fundava, em Junho de 1952, a “Casa do Concelho de Ovar em Lisboa”. As primeiras reuniões foram realizadas ao ar livre, beneficiando do arvoredo amigo de uma esplanada da Avenida da Liberdade. Posteriormente, realizaram-se na federação da Sociedade de Recreio, à Rua da Palma, onde reuniu a primeira Assembleia Geral, para aprovar os seus Estatutos. A Secretaria ficou instalada na casa de João André Boturão e, depois, na de Artur de Oliveira Faneco.

Num dos passeios fluviais a Vila Franca de Xira

A primeira sede situou-se no 3.º andar do prédio n.º 54 da Avenida da Liberdade. Mais tarde, a 15 de Março de 1959, em sessão solene presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Ovar dessa época, foi inaugurada uma nova sede na Calçada dos Santos, nº 37, 1º andar, junto à Igreja de Santos-o-Velho e aos jardins da embaixada de França, no coração da Madragoa, onde residiram e ainda residem tantos conterrâneos nossos, muitos deles lá registados pelos baptismo ou matrimónio naquele vetusto templo, em diversas gerações.

Em Dezembro de 1953 a Casa tinha 526 sócios. Em 18 de Junho de 1955 cantou-se pela 1.ª vez o hino da colectividade, com música do Dr. Elísio de Matos e letra do Dr. António Rasgado Rodrigues: ‘Nos quatro cantos do mundo, / Gente de Ovar se perdeu; / e o seu amor vagabundo, / Jamais a Pátria esqueceu’. Foi ensaiado pelo Dr. Elísio de Matos, na sua própria casa, a um grupo coral de homens e senhoras membros da Agremiação, grupo esse que viria a actuar na sede própria, na Avenida da Liberdade, então sob regência do Sr. Covas.

Exercerem a presidência da direcção da “Casa do Concelho de Ovar em Lisboa”:

1 - Dr. Albino Borges de Pinho (1953-1957)

2 - Mário André Boturão (1959-1962)

3 - José Augusto da Cunha Lima (1963-1966)

4 - Salviano Zagalo de Lima (1967-1970)

5 - José Augusto da Cunha Lima (1971-1972, pela 2.ª vez)

Nos primeiros anos após a sua fundação, tendo como presidente o Dr. Albino Borges de Pinho, a Casa atingiu o período mais brilhante da sua existência, organizando grandes eventos, entre os quais as visitas a Ovar da Imprensa Diária (em 27 e 28 de Junho de 1953), do Núncio Apostólico D. Fernando Cento (6 de Junho de 1954), dos conferencistas Dr. António Luís Gomes (20 de Março de 1954), do escritor do jornal “O Século” Adelino Mendes (12 de Maio 1956), o Encontro (Setembro de 1953), e o Comboio da Saudade…

Visita do Cardeal Cento a Ovar (Chegada à Igreja Matriz)

Pela Páscoa, a Direcção comprava à Sr.ª Teresa da Olaria, fabricante de roscas doces, grande quantidade dessa especialidade vareira para ser distribuída pelos vareirinhos mais necessitados da capital, e nas festas natalícias fornecia géneros alimentícios aos ovarenses lisboetas mais carenciados. Anualmente, no Verão, organizava um passeio fluvial pelo rio Tejo, até Vila Franca de Xira, para sócios e seus familiares, juntando dessa maneira muita gente de Ovar, que dançava e cantava as cantigas da sua terra, numa alegre confraternização que durava enquanto o sol não se escondia.

Na Páscoa, distribuindo as roscas da Sr.ª Teresa da Olaria

A sede, na Avenida da Liberdade, foi algumas vezes visitada pela nossa conterrânea Maria Albertina, grande nome do fado e do teatro, que gostava de conversar com as pessoas mais idosas, recordando, com elas, os tempos antigos da sua infância…

grupo coral da casa do concelho de ovar em lisboa

Grupo Coral da Casa da Comarca de Ovar em visita ao Estádio Nacional

Quando o Orfeão de Ovar se deslocou a Lisboa para apresentar, no Parque Mayer, em 16, 17 e 18 de Junho de 1956, a Revista “Aqui Ovar!”, a Casa do Concelho alugou um coche puxado por cavalos, que percorreu as ruas mais importantes da capital com uma tripulação de quatro jovens vestidas à varina, fazendo reclamo ao espectáculo. Ao apreciarem as nossas beldades vareiras, as pessoas de Lisboa dirigiam-lhes piropos, como este: – Se a Revista for tão bonita como as varinas do coche, vale a pena ir vê-la ao Teatro Variedades!...

Em 1955, por iniciativa de Elias Rodrigues Abade, funcionou nas instalações do Centro Vidreiro (antiga fábrica da Varina), ao sul da Praia do Furadouro, uma Colónia Balnear Infantil da Casa do Concelho de Ovar em Lisboa. Mais tarde, em 21 de Junho de 1958, nas comemorações do 6.º aniversário da colectividade, o Dr. João de Araújo Correia proferiu na sede da Casa do Concelho, na Avenida da Liberdade, uma brilhante conferência intitulada “Há Sal na Régua”, que encantou a todos presentes, e cujo texto está totalmente transcrito no “Boletim da Casa do Concelho de Ovar” de Julho de 1958, sendo publicado em separata, merecendo que se faça uma nova edição, para ser mais divulgado na nossa terra!...

A 27 de Janeiro de 1973, a Assembleia Geral da “Casa do Concelho de Ovar em Lisboa”, na sequência duma crise de dirigentes e do desinteresse da maior parte dos sócios, decidiu dissolver aquela Associação, que durou pouco mais de 20 anos.

Foram presidentes da Assembleia Geral da Casa do Concelho de Ovar em Lisboa:

1 - Major Manuel Gomes Duarte Pereira Coentro (1953-1954)

2 - Dr. Luís Valente da Silva (1955-1956), que faleceu Juiz Desembargador.

3 - António Coentro de Pinho (1957-1973)

A Casa acabou, como dizia o Sr. António Coentro de Pinho no “Notícias de Ovar” de 18/02/1988, “por terem falecido ou desistido muitas das suas dedicações, por falta de saúde de uns e cansaço de outros, e o desinteresse acentuou-se e a Casa do Concelho extinguiu-se, quase sem se saber como e porquê!...”

Eu diria que o principal porquê da extinção da Casa foi, precisamente, o falecimento das dedicações vareiras, daqueles que emigraram para Lisboa na primeira metade do século XX, porque actualmente já quase só existem na capital vareiros de 2.ª, 3.ª e 4.ª geração, os quais, embora tenham raízes ovarenses, já não manifestam por Ovar aquele acrisolado amor que os seus progenitores profundamente sentiram…Jornal “João Semana”, de 15 de Dezembro de 2006 / Texto: João de Oliveira Neves



publicado por Carlos Gomes às 21:53
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2016
DIA MUNDIAL DA RÁDIO CELEBRA-SE HOJE E O BLOGUE DE LISBOA ELEGE A RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS PARA ASSINALAR A EFEMÉRIDE

Celebra-se hoje, dia 13 de fevereiro, o Dia Mundial da Rádio. A data foi em 2011 declarada pela UNESCO em virtude de ter sido neste dia, no longínquo ano de 1946, que a United Nations Radio emitiu pela primeira vez um programa radiofónico para seis países em simultâneo. Este ano, a data será celebrada em alusão ao seu papel em situações de desastres e emergência social.

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Desde o seu aparecimento, a radiofonia acompanhou os grandes acontecimentos mundiais e prestou valioso auxílio às populações em situações de guerra e catástrofes. Com o aparecimento das novas tecnologias soube adaptar-se e continua a cumprir a missão que lhe é destinada. Mais ainda, tornou-se um meio ao alcance das comunidades locais para dar conhecer o seu património histórico e cultural, mormente o folclore e a etnografia das suas gentes.

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E, porque hoje é o Dia Mundial da Rádio, elegemos a Rádio do Folclore Português como um dos melhores veículos de divulgação da nossa cultura tradicional.

A emitir há 11 anos através da Internet no endereço www.rfpfolclore.com, a Rádio do Folclore Português tem sido a voz da cultura e das tradições portuguesas a transmitir via Internet para todo o mundo.

Esta estação radiofónica entra-se licenciada pela Sociedade Portuguesa de Autores e mantém padrões de qualidade invulgares, sobretudo quando comparadas com outras iniciativas do género no Internet e até nas ondas hertzianas no panorama das rádios locais.

A Rádio do Folclore Português (RFP) surgiu em Abril de 2005, para combater uma lacuna na radiodifusão da música folclórica e da etnografia em geral

Assim, difunde e divulga a música tradicional portuguesa e música folclórica. A etnografia e folclore são temas de aprofundamento nomeadamente através da realização de entrevistas a dirigentes de agrupamentos folclóricos.

A RFP é uma estação radiofónica temática na internet sediada em Coimbra, com estúdios também em Vila Nova de Gaia, Castelo Branco e nos Estados Unidos da América, a transmitir via internet.

A sua programação tem por base a música tradicional e folclórica e a informação sobre esta área temática. A sua filosofia é que tudo tem o seu tempo, e que no global há tempo para tudo. É isso que pretendem mostrar ao ouvinte.

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publicado por Carlos Gomes às 00:33
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Sábado, 3 de Outubro de 2015
MORREU JOSÉ VILHENA, UM DOS MAIORES CARICATURISTAS PORTUGUESES DO SÉCULO XX

Faleceu hoje aos 88 anos de idade o famoso caricaturista, pintor, escritor e humorista José Vilhena. Portugal acaba de perder um dos seus mais notáveis cartoonistas e um dos maiores editores de imprensa satírica.

Ficou célebre pela sua crítica mordaz através da revista “Gaiola Aberta” que, desde o 25 de abril de 1974, publicou durante largos anos, satirizando a sociedade da época, valendo-lhe a perseguição e vários processos em tribunal, alguns dos quais movidos por personalidades estrangeiras como a princesa Carolina, do Mónaco.

Mas não foi apenas após a instauração da democracia que José Vilhena conheceu a perseguição em consequência da publicação dos seus desenhos e textos humorísticos. Ele viu os seus livros serem proibidos pelo anterior regime, por indicação da própria Direcção-Geral de Segurança (DGS), levando-o por três vezes à prisão. Não obstante, nessa época publicou cerca de 70 livros, os quais acabavam por ser vendidos clandestinamente.

José Vilhena colaborou ainda com diversas publicações como o “Diário de Lisboa”, “Cara Alegre”, “O Mundo que Ri” do qual foi um dos seus fundadores. Para além da já citada “Gaiola Aberta”, editou também as revistas humorísticas “O Fala Barato”, “O Cavaco” e, mais recentemente, “O Moralista”.

José Alfredo de Vilhena Rodrigues nasceu em Figueira de Castelo Rodrigo. Frequentou arquitetura na Escola de Belas-Artes do Porto e veio mais tarde a fixar-se em Lisboa onde se notabilizou pela sua veia humorística e satírica. Convém sublinhar que a Imprensa em Portugal tem sido particularmente pobre no que respeita à edição de jornais satíricos, quer por falta de talentos como ainda pela notória dificuldade que as figuras públicas sentem em lidar com a crítica, sobretudo quando esta é condimentada com o riso. A decadência do teatro de revista à portuguesa e o desinteresse pela recuperação do Parque Mayer, em Lisboa, são disso um evidente exemplo.



publicado por Carlos Gomes às 19:24
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015
GASTRONOMIA É A NONA ARTE

O sonho sempre comanda a vida, dando-nos as coordenadas para a execução. É o mote, a lembrança para os dias difíceis, o estímulo perante as contrariedades, a convicção perante a incerteza.Sempre foi assim e sempre será. Também connosco foi assim, toda a equipe dos Órgãos Sociais da FPCG acreditou que seria possível fazer mais e melhor, acreditou no sonho. 

E, porque acreditámos, o Dia Nacional da Gastronomia está instituído. Graças à persistência da FPCG foi aprovado, por unanimidade, na Assembleia da República o Diploma 1453 sendo que este, na essência das palavras e do espírito do texto, é também o resultado do contributo positivo da nossa instituição. Podemos, por isso, afirmar que está concretizado o nosso objectivo demonstrando, por um lado, a força das confrarias e, por outro lado, a convicção da relevância económica e cultural da gastronomia. 

Ao longo deste processo que se iniciou há cerca de um ano aquando de uma visita ao Senhor Ministro Adjunto, Dr Poiares Maduro, tivemos sempre presente a convicção da grande validade da nossa proposta e de como a FPCG poderia também marcar Portugal. A verdade é que, cada vez mais, a sociedade e as instituições públicas contam com o associativismo que marca o movimento das confrarias para o desenvolvimento dos territórios. E as confrarias têm sabido dar uma resposta muito coerente aos desafios que lhe são lançados. Não se trata apenas de divulgar os produtos e as localidades, trata-se de dinamizar a economia local fomentado a produção tradicional, qualificando os produtos, inventariando e caracterizando o que de melhor se faz pelas suas terras. Não é apenas dizer que o produto existe, é dizer como nasceu, onde nasceu, como evoluiu e como marcou a cultura e a identidade do povo. Não é referir somente que é bom, é mostrar que é bom e porque é que bom através de certames onde a qualidade é exibida como selo de garantia. 

O Prémio "Boas Práticas para a Valorização da Gastronomia" mostrou toda a pujança do trabalho das confrarias. Atribuído à Confraria do Cabrito e da Serra do Caramulo como o coroar de um bom trabalho efectuado em prol da comunidade, este prémio permitiu tomar consciência do grande esforço que é desenvolvido pelas confrarias. As candidaturas apresentadas mostraram isso mesmo, sendo que o júri demonstrou-se impressionado pelo trabalho "silencioso" mas muito profícuo. 

Apesar de concretizado o estabelecido em plano de actividades apresentado em Assembleia Geral, poderemos dizer que os desafios começam agora. Sabemos que, neste momento, a Assembleia da República, as instituições públicas e privadas e a sociedade em geral espera ainda mais da FPCG e das confrarias. É preciso cumprir o Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa no espírito que foi proposto pela FPCG, como um dia de mobilização e integração de toda a sociedade na celebração da gastronomia. Na economia, na educação, na cultura, na história, na saúde, no turismo, na restauração, enfim, na sociedade, é preciso lembrar a importância da gastronomia.

Por isso, regressamos ao sonho entendido como a linha do horizonte que conduz a nossa acção. Por isso, pedimos a vossa acção e participação. 

No entanto, por ora, é tempo de férias, é tempo de usufruir das conquistas conseguidas, é tempo de olhar para trás e pensar nos amigos que conquistámos e nos vínculos que criamos pois que confrarias são, antes de mais, fraternidade e espaço de amizade. Estou certa que é essa, verdadeiramente, a nossa força. 

Assim e porque o tempo de férias e de maior disponibilidade para leituras, apresentamos a "NONA ARTE", nesta edição comemoramos a aprovação do Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa com um caderno especial sobre o tema.
Para leitura on-line aceder ao link:

http://issuu.com/fpcg/docs/nonaarte_jun2015



publicado por Carlos Gomes às 15:04
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2015
PROJETO DE LEI AMEAÇA LIBERDADE DE INFORMAÇÃO

Diretores de jornais, rádios e televisões estão unidos contra novo projeto de lei (do PSD e do CDS-PP) que regula atividade dos jornalistas em tempo de campanha eleitoral. Os responsáveis editoriais dos principais meios de comunicação social do país afirmam que liberdade de informação “está ameaçada” e fazem, agora, um comunicado conjunto que apresentamos, na íntegra, aqui em baixo.

  1. O PSD e o CDS acabam de anunciar terem concluído um novo projeto de diploma para regular a atividade dos jornalistas e dos órgãos de comunicação social durante o período eleitoral.

Uma leitura do documento permite concluir que a liberdade de informação em Portugal está mais uma vez ameaçada.

  1. Quarenta anos volvidos sobre a lei anacrónica em vigor, o novo projeto volta a impedir e a condicionar a liberdade editorial invocando princípios de igualdade que remetem para lógicas de «régua e esquadro», como se de tempo de antena partidário se tratasse.
  2. Mesmo quando o legislador concede que os órgãos de comunicação social têm liberdade editorial, direito inscrito na Constituição da República Portuguesa, acaba por sacrificá-la repetidamente.
  3. Os diretores de informação subscritores registam e saúdam a eliminação de alguns pontos absurdos do anterior projeto de lei, como a apresentação, para controlo prévio, dos planos de trabalho dos jornalistas.
  4. Consideram, contudo, que esta nova proposta está ainda longe de garantir aos cidadãos a existência de um jornalismo livre e independente de restrições políticas e administrativas inadmissíveis em democracia. Constatam que se mantém um receio injustificado do poder político quanto ao exercício livre da atividade jornalística, próprio de outros tempos.
  5. Este novo projeto mantém a tentação de impor um freio às redações.
  6. Continua a confundir  jornalismo e tempo de antena, entre jornalismo e propaganda política, tentando subordinar o primeiro à segunda.
  7. Em termos concretos, este projeto representa mesmo um retrocesso em relação à atual lei, de 1975, anterior à Constituição:

8.1. Aparenta defender a liberdade editorial nos seus primeiros artigos, ao evocá-la como princípio orientador, mas nega-a sistematicamente ao impor comportamentos específicos aos jornalistas.

8.2. Determina limitações à liberdade editorial logo no período de pré-campanha, imposição sem precedentes em sede legislativa.

8.2.1. Obriga os meios que fizerem debates, seja na televisão ou na internet, na rádio ou na imprensa, a incluir todas as forças com representação parlamentar. Esta obrigatoriedade constitui uma interferência abusiva do poder político nos critérios editoriais e condiciona gravemente a liberdade de informação.

8.3. Se a lei em vigor causa confusão na sua interpretação, mesmo dentro da própria Comissão Nacional de Eleições (CNE) e entre tribunais, o atual projeto agrava esse risco de incerteza. Estando matéria jornalística em causa, é o que acontece quando o projeto recorre a expressões como “diversos fatores que para o efeito têm de se considerar” para dar conteúdo a termos que são já de si indeterminados, como “igualdade de oportunidades” e “tratamento não discriminatório”.

8.4. Esta iniciativa legislativa atribui à CNE um amplo poder de interpretação e de tutela do trabalho jornalístico, sem que existam regras claras para todos. Recorrendo ao histórico das decisões da CNE, é fácil concluir que continuará a vigorar a interpretação de que, no final do processo, deve existir igualdade formal absoluta na cobertura jornalística de todas as candidaturas. E que a incerteza nas redações se irá manter, uma vez que aquele objetivo é, de facto, impossível de cumprir.

8.5. O atual projeto não resolve o problema da dupla fiscalização, simultânea e paralela, da atividade dos órgãos de comunicação social: a da CNE e a da ERC. Esta situação levará à repetição de decisões contraditórias como já se verificou no passado. Em 2011, por exemplo, as televisões acordaram um modelo de debates que não mereceu oposição da ERC, mas que foi sancionado, com aplicação de coimas, pela CNE e em sede judicial.

8.6. Mesmo no que se refere à utilização da internet, o projeto faz questão de reconhecer «plena liberdade» a cidadãos, candidatos, candidaturas, mandatários, partidos políticos, coligações e grupos de cidadãos, todos menos os órgãos de comunicação social, submetidos a regras estritas.

8.7. O projeto aumenta o valor das coimas para níveis incomportáveis para a maioria dos órgãos de comunicação social, com a agravante desse incumprimento resultar da alegada inobservância de regras confusas e indeterminadas, resultantes da interpretação subjetiva de uma entidade com um poder discricionário de amplitude inaceitável.

  1. O legislador não se deve atribuir o direito, a si próprio e em causa própria, de se substituir aos jornalistas na decisão do que é publicado ou difundido.
  2. A atividade jornalística obedece a princípios éticos e deontológicos rigorosos, às leis de Impresa, Rádio e Televisão, Estatuto do Jornalista, além de legislação internacional e demais legislação aplicáveis. Nova produção legislativa não deve ignorar o amplo escrutínio a que o jornalismo é já submetido, sem esquecer o exercido pelos próprios cidadãos.
  3. Por tudo isto, os diretores editoriais dos órgãos de comunicação social nacionais reafirmam a sua disponibilidade para contribuir para um quadro legal equilibrado, democrático e plural, onde o princípio basilar da liberdade de Imprensa seja efetivamente salvaguardado.
  4. Os diretores editoriais esperam que o legislador crie as condições necessárias a uma cobertura jornalística condicionada apenas, e exclusivamente, pela liberdade de Informação. De outro modo, quaisquer condicionamentos apenas prejudicarão o direito dos cidadãos a serem informados em liberdade.

Afonso Camões, Diretor do Jornal de Notícias

Alcides Vieira, Diretor de Informação da SIC

André Macedo, Diretor do Diário de Notícias

António José Teixeira, Diretor da SIC Notícias

Bárbara Reis, Diretora do Público

David Dinis, Diretor do Observador

Fernando Paula Brito, Diretor de Informação da Lusa

Graça Franco, Diretora de Informação da Rádio Renascença

Helena Garrido, Diretora do Jornal de Negócios

João Paulo Baltazar, Diretor de Informação da Antena 1

José Alberto Carvalho, Presidente do Comité Editorial da TVI

José António Lima, Diretor-adjunto do Sol

Luis Rosa, Diretor do I

Octávio Ribeiro, Diretor do Correio da Manhã

Paulo Baldaia, Diretor da TSF

Paulo Dentinho, Diretor de Informação da RTP

Pedro Camacho, Diretor da Visão

Raúl Vaz, Diretor do Diário Económico

Ricardo Costa, Diretor do Expresso

Rui Hortelão, Diretor da Sábado

Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 23:31
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Quinta-feira, 22 de Maio de 2014
OS MINHOTOS EM LISBOA E AS MARCHAS POPULARES DOS BAIRROS ALFACINHAS

BLOGUE DE LISBOA recupera entrevista concedida pelo poeta Silva Nunes ao jornal “O Povo do Lima”, em 1992.

O poeta Silva Nunes foi uma das figuras incontornáveis da cultura alfacinha e das marchas populares. Durante décadas a fio, escreveu as letras para a maior parte das marchas dos bairros lisboetas. Parafraseando outro poeta, Silva Nunes é o poeta que canta Lisboa sempre que Lisboa canta.

Em 1992, concedeu-nos uma entrevista que então publicámos no extinto jornal “O Povo do Lima”, na qual abordámos aspetos relacionados com a presença da comunidade minhota em Lisboa e as marchas populares dos bairros lisboetas. Cinco anos decorridos, graças á sua intervenção, a marcha de Campo de Ourique desfilava na avenida da Liberdade, envergando trajes do Minho e entoando as letras do poeta Silva Nunes, com composição musical de Mário dos Santos Gualdino.

O BLOGUE DE LISBOA recupera a entrevista então feita ao poeta Silva Nunes.

- A seu ver, qual o bairro de Lisboa onde se registam de forma mais acentuada os efeitos desta migração? Porquê?

- Tal como acontece com o algarvio, o beirão e o alentejano, o minhoto nunca formou, em lisboa, uma verdadeira comunidade bairrista, isto é, no estilo do podo ovarino que se radicou na Madragoa. No entanto, por experiência própria, sabemos que o minhoto nunca deixou adormecer em si o orgulho que o prende à beleza inesquecível do mais lindo recanto de Portugal, que é a sua província: os exemplos são muitos. Enumerá-los, para quê?... Basta conviver durante alguns dias, para ver como o seu sentimento se funde na alegria de um bairrismo salutar.

- Qual a marcha de Lisboa que mais representa os tipos característicos do carvoeiro, do taberneiro e outros que tenham a ver com as gentes do Minho?

- A marcha de Alcântara apresentou, por mais de uma vez, o tema de descarregadores de sal e carvão, pelo facto das “fragatas” e dos “varinos”, de Alcochete, procederem às suas descargas na “Doca do Pinho”, ali, a dois passos. Entre o pessoal descarregador viam-se mulheres naturais do Minho que, além da descarga do carvão, também vendiam peixe pela cidade, como as chamadas varinas da Madragoa ou de Alfama.

A propósito, apetece-nos dizer que os minhotos, tal como qualquer alfacinha, habituaram-se a gostar dos bairros típicos da Capital onde vivem, sem esquecer as suas origens. Por isso, em noite de Santo António, cantam nos bailaricos, queimam alcachofras e percorrem a cidade de cravo vermelho e vaso de manjerico.

Nos anos 60, encontrámos uma linda jovem, de Santa Cruz do Lima, que erguendo o arco da frente, cantava com alegria bairrista, a canção que fora êxito na voz de Beatriz Costa:

            “A Marcha da Mouraria

            Tem o seu quê de bairrista.

            Certos laivos de alegria,

            É a mais boémia,

            É a mais fadista.”

- Pensa que, à semelhança do que sucede com a Madragoa, em relação á comunidade ovarense que ali reside, existe a possibilidade de “influenciar” positivamente a marcha de um dos bairros de Lisboa com as figuras e os usos próprios da nossa comunidade, que aliás, já fazem parte da história da cidade?

- Rememorando os temas apresentados pelas marchas populares, verificamos que o Bairro Alto se reporta aos espadachins da estalagem do Leandro e aos de Sebastião José de Carvalho e Melo (marquês de Pombal); Carnide respira ar campestre do século XIX e revive a sua “Feira da Ladra”; Alfama, envolve-se nos mares das Descobertas com a marinhagem do Gama; São Vicente contínua aristocrata, legitimista e escolar, etc. etc. Só a Madragoa, como disse Norberto de Araújo, “é uma colónia ovarina que se transplantou à Capital e se aclimatou no único bairro que tem Lisboa por raiz da sua dinastia”.

Baseada nesta realidade, a sua marcha conserva as origens que transpira a Ovar, à Ria, à Murtosa e ao São paio da Torreira.

Através dos tempos, reconhecemos que o minhoto faz parte de um povo de características próprias e inconfundíveis. Talvez por isso é diferente na maneira de se sentir feliz e de estar na vida.

Nas suas alegres reuniões e festas de convívio, não deixa de transmitir, aos filhos, as tradições das suas origens que enriquecem bastante a cultura popular de uma cidade cosmopolita, como é Lisboa.

- Como autoridade que é pelo que de muito conhece da história, dos usos e costumes das gentes de Lisboa, quais a seu ver os vestígios mais importantes da presença minhota na capital quer ao nível social quer ainda cultural?

- Apraz-me concluir que o povo minhoto, quer seja originário de Ponte de Lima ou de qualquer das cinquenta freguesias do concelho, é, por índole, trabalhador, honesto e inteligente.

Os homens e as mulheres que, no desabrochar da vida, emigraram para Lisboa, exerceram sempre as mais diversificadas profissões desde a indústria hoteleira ao sector do ensino, integrando-se naturalmente no ambiente social e cultural da cidade das ete colinas, criando e fortalecendo, ao longo dos anos, relações de amizade e de respeito.

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publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2014
RUA DA MISERICÓRDIA: DO JORNAL “O MUNDO” À ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL

O prédio em estilo “Arte Nova”, dos finais do século XIX, onde atualmente funciona a Associação 25 de Abril, tem a sua história intimamente ligada a grandes acontecimentos da nossa História contemporânea. Situado na rua da Misericórdia, esta artéria lisboeta designava-se inicialmente por rua de São Roque, tendo mais tarde passado a denominar-se por rua do Mundo, em homenagem ao jornal que naquele edifício se encontrava instalado.

Com efeito, o jornal “O Mundo” começou a editar-se em 16 de setembro de 1900 e tinha a redação na rua das Gáveas, 91, 1º. O edifício sofreu entretanto profundas obras de remodelação, custeadas pelo comerciante Luís Grandella, transferindo a partir de então a entrada para a rua de São Roque, beneficiando de uma imponente fachada na qual exibia um globo terrestre, em pedra, símbolo do próprio jornal.

Após o estabelecimento do Estado Novo, o edifício veio a ser adquirido pelo “Diário da Manhã”, órgão da União Nacional e aquela artéria veio a mudar de nome para a sua atual denominação ou seja, rua da Misericórdia. Entretanto, com as alterações verificadas no seio do próprio regime, nomeadamente a mudança da designação da União nacional para Acção Nacional Popular, também ao título do “Diário da Manhã” sucedeu o jornal “A Época” que ali teve as suas instalações, tanto a Redação como a tipografia, até ao 25 de abril de 1974. O equipamento deste jornal foi a leilão nos finais da década de setenta do século passado, tendo-se mais tarde ali instalado a Associação 25 de Abril.

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa; Carlos Gomes

A foto mostra a Redação do jornal “O Mundo”, nos começos do século XX. (Fotógrafo não identificado)

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A foto data de novembro de 1915 e mostra a fachada do jornal “O Mundo”, por ocasião do funeral do diretor do jornal França Borges. (Foto de Joshua Benoliel)



publicado por Carlos Gomes às 00:02
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