Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Domingo, 4 de Junho de 2017
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA VAI DESTRUIR O QUE RESTA DOS BRASÕES FLORAIS DA PRAÇA DO IMPÉRIO EM BELÉM

Porque não se convoca um referendo em Lisboa sobre os brasões florais?

A Câmara Municipal de Lisboa vai dentro em breve proceber à remoção definitiva dos 30 brasões florais que representam as armas das cidades capitais de distrito do país e ainda os antigos territórios ultramarinos, incluindo o relógio de sol, na Praça do Império, na zona hisórica de Belém.

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Trata-se de uma decisão com base no argumento segundo o qual “Não faz sentido estarmos a gastar dinheiro a recuperar símbolos que já não existem”, o que pelos vistos também parece justificar a completa degradação e abandono da Praça Afonso de Albuquerque, mesmo defronte da Presidência da República, e ainda os jardins do Palácio das Necessidades e o Miradouro do Jardim da Estrela. Na realidade, apenas movida por complexos ideológicos...

Para além da maioria que governa a autarquia, também a oposição parece ter capitulado e, dessa forma, tornar-se conivente com esta decisão arbitrária do município lisboeta. Por mais democrática que seja, a simples eleição dos autarcas não lhes confere legitimidade para governarem a cidade de forma totalitária.

A Assembleia Municipal e a Câmara Municipal de Lisboa foram eleitos pelos munícipes de Lisboa mas os lisboetas não os mandataram para imporem tudo o que  lhes vier à cabeça.

Porque não consultam os lisboetas acerca da sua vontade? Convoque-se um referendo a fim de saber o que pensam os munícipes acerca dos brasões florais da Praça do Império! Mas, de uma vez por todas, acabemos com a ditadura!

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publicado por Carlos Gomes às 21:38
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Terça-feira, 13 de Setembro de 2016
CIDADÃOS PROTESTAM CONTRA A DESTRUIÇÃO DOS BRASÕES FLORAIS DA PRAÇA DO IMPÉRIO EM BELÉM

Está a correr um abaixo-assinado na internet promovido por um grupo de cidadãos entre os quais se contam muitas personalidades conhecidas ligadas à cultura, insurgindo-se contra a intenção da Câmara Municipal de Lisboa em destruir os brasões florais da Praça do Império, em Lisboa.

O abaixo-assinado é dirigido à Assembleia Municipal de Lisboa e encontra-se no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=pt82251

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Preservar a Praça do Império é defender a Portugalidade

Para: Assembleia Municipal de Lisboa

A Nova Portugalidade, grupo de cidadãos que visa o estudo, promoção e defesa do património material e espiritual da Portugalidade, lastima a decisão, anunciada ontem por diversos órgãos de comunicação social, de remover da Praça do Império o conjunto de brasões florais que presentemente a adornam. A Câmara Municipal de Lisboa, iniciadora do processo, fá-lo precipitadamente, pois não podemos – não no-lo permitiria a fé que temos nessa alta instituição - crer que o faça por preconceito ideológico e em atentado à nossa memória colectiva. Parece claro, contudo, que a decisão obedece à visão, aliás conhecida e insistentemente difundida, de importantes responsáveis camarários para o local. Ora, os canteiros alusivos às antigas províncias portuguesas do ultramar não são marca de anacronismo, mas dessa história que a Praça evoca e deve celebrar. 
Os canteiros floridos da Praça do Império são, pese embora o desprezo que lhes parecem votar alguns espíritos menos avisados, um símbolo vivo, actual, da viva e actual globalização portuguesa. Representam-se ali, com os seus brasões de armas, os pedaços de Portugalidade que mais longamente se mantiveram ligados entre si; hoje, o jardim é testemunho forte de uma aventura colectiva que marcou o nosso passado e pode bem determinar o nosso futuro. Como atestado pelas impressivas manifestações de carinho com que os povos da Portugalidade nos brindaram aquando do Euro 2016, o mundo português é bem mais que um slogan: o largo espaço que os portugueses descobriram, habitaram e abraçaram é uno no sentimento que lhe é comum, fecundo nos benefícios que promete e sólido como fórum alternativo de afirmação do Estado português. É hoje tão actual como em 1500. 
Não pode existir argumento financeiro, estético ou histórico que concorra para a destruição de algo tão belo e pleno de significado. Se avançar com o projecto de requalificação agora aprovado para a Praça do Império, a CML cometerá um crime contra Lisboa, o património nacional e a profunda amizade que mantemos com os povos da Portugalidade. Mais, tratar-se-ia de um crime contra a História e, portanto, contra o próprio país. O povo português, residente ou não em Lisboa, não pode permitir semelhante barbaridade. A Câmara Municipal de Lisboa, crêem os signatários, também não. A Praça do Império, com tudo o que nela sugere a grandeza passada e potencial futuro do país, não pode ser devorada pela falsa religião do progresso. 
Pela memória, 
Rafael Pinto Borges, Fundador da Nova Portugalidade 
Abel Matos Santos, Psicólogo clínico 
Ana Cristina Pinto, Escritora 
António Carvalho Capela, Economista 
Alexandre Franco de Sá, Professor Universitário 
Aline Gallasch-Hall de Beuvink, Professora universitária e historiadora 
Benigno Guterres, Estudante timorense residente em Lisboa 
Carlos Fino, Jornalista 
Eurico Barros, Crítico de cinema 
Fernando Ribeiro Rosa, presidente da Junta de Belém 
Filipe Anacoreta Correia, Jurista e deputado do CDS – Partido Popular 
Francisco Quelhas Lima, presidente da AE da Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto 
Hugo Dantas, Jurista 
Isabel Santiago Henriques, Fotógrafa e assistente de realização 
Jaime Nogueira Pinto, jurista, professor universitário, escritor 
Joaquim Magalhães de Castro, Fotógrafo e escritor 
José António Rodrigues Pereira, Oficial superior na situação de Reforma, investigador de história marítima 
João Borges, Designer e museógrafo 
Luís Bonifácio, Engenheiro 
Luís Farinha Franco, Assessor do Ministério da Cultura, heraldista 
Mamede Broa Fernandes, Estudante 
Manuel Azevedo Graça, Historiador da Arte 
Manuel Ribeiro de Faria, Oficial Superior na Reserva, ex-director do Museu Militar 
Marcelo Mendes Pinto, Arqueólogo e investigador 
Maria do Guadalupe Mègre Pinto Teixeira, Jurista, quadro superior dirigente da ONU 
Mário Cunha Reis, Engenheiro 
Pe. Mário Tavares de Oliveira 
Miguel Castelo-Branco, Assessor do Ministério da Cultura, investigador 
Nuno Canas Mendes, Professor universitário 
Nuno da Motta Veiga C. Alves, Arquitecto 
Pedro Pestana Bastos, Jurista 
Pedro Quartin Graça, Jurista e ex-deputado independente eleito pelo PSD 
Pedro Sanchez, Arquitecto 
Raul Almeida, Gestor, politólogo e ex-deputado do CDS - Partido Popular 
Rui Brito Fonseca, Professor universitário, investigador, consultor 
Vasco Silva, Editor 

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publicado por Carlos Gomes às 23:46
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2015
MIRADOURO DO JARDIM DA ESTRELA ESTÁ A DESMORONAR-SE

O acesso está “temporariamente interditado” há mais de seis anos e a Câmara Municipal de Lisboa não intervém

O miradouro do Jardim da Estrela, em Lisboa, está a desmoronar-se. Os guarda-corpos estão a desconjuntar-se, os blocos de pedra desprendem-se e o próprio aterro ameaça ruir.

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O acesso ao miradouro do jardim da Estrela encontra-se interditado ao público desde 2009. As obras de recuperação do local tardam a realizar-se e os caminhos que conduzem ao miradouro apenas se encontram barrados com uma simples corda.

Apesar de ter sido suprimida a vista panorâmica que outrora dali de disfrutava em virtude da construção de um edifício na rua de S. Bernardo, este miradouro constitui uma referência turística da cidade, encontrando-se inclusivamente referenciado na placa que a autarquia colocou á entrada do jardim.

O estado de abandono é total mas a situação exige a intervenção urgente a fim de proceder à consolidação do local e evitar que a sua derrocada iminente venha a causar estragos ainda maiores.

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publicado por Carlos Gomes às 20:43
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Terça-feira, 30 de Setembro de 2014
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE BELÉM APROVA MOÇÃO EM DEFESA DOS BRASÕES FLORAIS DOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

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A Assembleia de Freguesia aprovou a Moção de Defesa dos Brasões Florais da Praça do Império, apoiada em 3684 assinaturas de duas petições públicas que se realizaram.

Votação:

A Favor: PSD e CDS

Contra: PS

Abstenção: PCP

Entretanto, a Moção vai ser remetida para a Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa.



publicado por Carlos Gomes às 23:41
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ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE BELÉM VOTA MOÇÃO PELA DEFESA DOS BRASÕES FLORAIS DOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

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Hoje, 30 de Setembro de 2014, irá ser apresentada uma moção à Assembleia de Freguesia de Belém em Defesa dos Brasões Florais dos Jardins da Praça do Império.

Esta Moção terá como suporte duas Petições Públicas lançadas recentemente e que contam com perto de 4.000 assinaturas.

A defesa da manutenção do desenho do jardim e, consequentemente, dos Brasões que foram abandonados pela Câmara Municipal de Lisboa e que agora querem ser destruídos e substituídos por motivos revisionistas da nossa história colectiva, será a pedra de toque desta Moção.

Contaremos com muitas pessoas na assistência, visto ser este um tema que tem, unanimemente - à excepção do Senhor Vereador Sá Fernandes - mobilizado a sociedade.

Convidamos todos a estarem presentes.

A Junta de Freguesia

30 de Setembro de 2014



publicado por Carlos Gomes às 18:26
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Domingo, 7 de Setembro de 2014
ESTATUÁRIA DO JARDIM DA ESTRELA ENCONTRA-SE VANDALIZADA

À semelhança do que sucede um pouco por todos os jardins e parques de Lisboa, a estatuária que se encontra no jardim da Estrela encontra-se vandalizada como as imagens documentam.

O jardim da Estrela beneficia de policiamento e dispõe de funcionários e horário de abertura e encerramento. Não obstante, o vandalismo neste local é uma constante.



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2014
EM 1966, FOTÓGRAFO NUNES GARCIA REGISTOU OS BRASÕES FLORAIS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

As imagens datam de 1966 e registam os brasões florais dos jardins históricos da Praça do Império. As fotos são da autoria de Nunes Garcia e pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 09:40
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014
EM 1961, CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA INAUGUROU OS BRASÕES FLORAIS NOS JARDINS HISTÓRIOS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

Os brasões florais dos jardins da Praça do Império que agora o Município de Lisboa pretende destruir, foram inaugurados pela Câmara Municipal de Lisboa em 1961.

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As imagens registam o momento em que o então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Vitorino França Borges, acompanhado da vereação e outras entidades, procedeu à inauguração da exposição dos escudos das capitais dos distritos executados em mosaicultura.

Nas fotos, distinguem-se a Conservadora Chefe dos Museus Municipais de Lisboa, Julieta Ferrão; o Diretor de Serviços de Abastecimento da Câmara Municipal de Lisboa, Julieta Ferrão e o Vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Aníbal David.

Algumas imagens registam também o momento em que o Presidente da autarquia agradece aos jardineiros municipais.

As fotos são da autoria de Armando Serôdio e pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 10:46
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Domingo, 31 de Agosto de 2014
EM 1971, MUNICÍPIO DE LISBOA CUIDAVA COM ZELO OS JARDINS HISTÓRICOS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

As fotos datam de 1971 e mostram a extraordinária beleza dos jardins históricos da Praça do Império e a forma como eram zelosamente cuidados pelos jardineiros ao serviço da Câmara Municipal de Lisboa.

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Uma das imagens regista o aspeto magnífico do relógio de sol ali existente, atualmente irreconhecível devido ao desmazelo dos serviços camarários e, a avaliar pelas declarações feitas pelo vereador responsável pelo pelouro das zonas verdes, um alvo a abater por considerar desatualizado…

As fotos são da autoria de Joaquim Pereira Silvestre e pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa

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publicado por Carlos Gomes às 13:25
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EM 1973, ARQUIVISTAS AMERICANOS CONTEMPLAM OS BRASÕES DA PRAÇA DO IMPÉRIO

A foto data de 1973 e mostra um grupo de elementos da Sociedade de Arquivistas Americanos admirando os brasões da Praça do Império, por ocasião da visita que efetuaram à Câmara Municipal de Lisboa.

A foto, de autor não identificado, pertence ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 13:11
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DUAS PETIÇÕES PÚBLICAS EM DEFESA DOS BRASÕES FLORAIS DA PRAÇA DO IMPÉRIO SOMAM JÁ CERCA DE 3.000 ASSINATURAS!

São duas as petições que estão a correr na internet. Uma delas, promovida pela Junta de Freguesia de Belém, reúne mais de 1.500 assinaturas e a outra, iniciativa da Associação de Defesa do Património de Lisboa conta com perto de 1.500 assinaturas.

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A petição lançada pela Junta de Freguesia de Belém encontram no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=BrasoesPracaImperio enquanto a promovida pela Associação de Defesa do Património de Lisboa está em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT74604

Entretanto, multiplicam-se os artigos de opinião na comunicação social, na blogosfera e redes sociais. Cidadãos de todos os quadrantes sociais e políticos têm vindo unanimemente a manifestar-se a favor da preservação do nosso património, concretamente dos brasões florais dos jardins da Praça do Império.

A Câmara Municipal de Lisboa deve repensar a sua decisão, proceder à recuperação do património e respeitar as leis que determinam as áreas que devido ao seu interesse cultural se encontram sob proteção. Os portugueses em geral e os lisboetas em particular exigem a recuperação e preservação dos brasões florais dos jardins da Praça do Império!



publicado por Carlos Gomes às 09:06
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Sábado, 30 de Agosto de 2014
EM BELÉM, O MUNICÍPIO DE LISBOA QUER DESTRUIR OS BRASÕES… E, NO JARDIM DA ESTRELA, AGUARDARÁ A DERROCADA DEFINITIVA DO MIRADOURO?

O miradouro do Jardim da Estrela, em Lisboa, há 5 anos a aguardar obras de recuperação, ameaça derrocada a todo o instante.

O acesso ao miradouro do jardim da Estrela encontra-se interditado ao público desde 2009. Na origem da decisão encontra-se o risco de desmoronamento das terras e dos blocos de pedra que constituem os guarda-corpos do percurso.

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As obras de recuperação do local tardam a realizar-se e os caminhos que conduzem ao miradouro apenas se encontram barrados com uma simples corda.

Depois de, há alguns anos, a autarquia ter autorizado a construção de um edifício de vários pisos na rua de São Bernardo que veio a eliminar por completo a vista panorâmica que se usufruía daquele miradouro, agora o local permanece em estado de completo abandono à espera que uma derrocada destrua de vez o local que foi outrora um dos mais frequentados do jardim. Refira-se que existiu no local uma biblioteca pública com esplanada.

Na entrada principal do jardim da Estrela, uma placa informa os visitantes da existência do miradouro que, aliás, constitui uma das referências turísticas da cidade de Lisboa. Resta saber quanto mais tempo será necessário para se proceder à sua recuperação.

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publicado por Carlos Gomes às 11:29
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JARDINS HISTÓRICOS DE BELÉM SÃO CARTAZ TURÍSTICO DE LISBOA

Os jardins históricos de Belém, situados na Praça do Império e na Praça Afonso de Albuquerque, constituem um verdadeiro cartaz turístico da cidade de Lisboa. Edificados em 1940 aquando da exposição do Mundo Português, os jardins da Praça do Império são um dos locais mais visitados por turistas nacionais e estrangeiros.

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A fonte luminosa e, sobretudo, os seus arranjos florais, incluindo o relógio de sol e os brasões dos distritos de Portugal e dos antigos territórios ultramarinos, foram também durante várias décadas um verdadeiro testemunho do talento artístico dos jardineiros lisboetas.

Os postais ilustrados da época, aliás bastante procurados por colecionadores, documentam a beleza magnífica dos jardins que agora o Município de Lisboa quer ver destruídos, pese embora encontrarem-se em área protegida que inclui o mosteiro dos Jerónimos.

Apesar da degradação e abandono a que têm sido votados, tornando irreconhecíveis os trabalhos florais ali existentes, os jardins da Praça do Império continuam a atrair os visitantes e, consequentemente, a contribuir para a dinamização do comércio local e a obtenção de receitas provenientes do turismo. Não obstante o argumento financeiro, estes jardins constituem uma imagem de marca da cidade de Lisboa!

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publicado por Carlos Gomes às 10:04
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014
EM BELÉM, O MUNICÍPIO DE LISBOA QUER DESTRUIR OS BRASÕES DOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO… E, O QUE PRETENDERÁ COM O ABANDONO DOS JARDINS DA PRAÇA AFONSO DE ALBUQUERQUE?

Esculturas partidas e vandalizadas e pavimentos degradados são o retrato do abandono deste jardim situado defronte do Palácio de Belém

O Jardim Afonso de Albuquerque situa-se defronte do Palácio de Belém onde se encontra instalada a Presidência da República. Não obstante, aquele espaço parece encontrar-se ao abandono, a avaliar pelo estado em que se encontra o pavimento e as esculturas que constituem motivos de ornamentação.

Estátuas danificadas e sujas com pichagens e a degradação dos arruamentos são alguns dos aspetos que dão uma ideia de abandono do local. E, nem o monumento a Afonso de Albuquerque escapa uma vez que apresenta na base do pedestal alguns motivos escultóricos seriamente danificados.

Situado na Praça Afonso de Albuquerque, em Belém, o jardim, apresenta uma planta quadrangular e simétrica com cerca de 1,6 há, prolongando-se até à avenida da Índia, encontrando-se integrado numa área dedicada aos Descobrimentos Portugueses. Respeitando a simetria, apresenta diversos tabuleiros de relva e quatro lagos artificiais situados nos cantos do jardim, ornamentados com motivos escultóricos, erguendo-se ao centro a estátua de Afonso de Albuquerque.

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publicado por Carlos Gomes às 08:34
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EM BELÉM, O MUNICÍPIO DE LISBOA QUER DESTRUIR OS BRASÕES… E, NA TAPADA DAS NECESSIDADES, O QUE PRETENDE COM O SEU ABANDONO?

TAPADA DAS NECESSIDADES REGISTA DEGRADAÇÃO E ABANDONO

Câmara Municipal de Lisboa anunciou a realização de obras de requalificação em 2010 mas ainda não as efetuou

Equipamentos degradados e ao abandono, esculturas danificadas, vidros partidos, grafitis, arruamentos em mau estado, lixo e pessoas dormindo estendidas nos bancos do jardim fazem parte do cenário que a Tapada das Necessidades proporciona atualmente a quem visita este espaço magnífico de Lisboa.

Lisboa - Tapada Necessidades (42)

Não obstante, à entrada do jardim, um enorme painel publicitário da Câmara Municipal de Lisboa que reflete idêntico estado de abandono e esquecimento, anuncia o início de “Obras de Conservação da Tapada das Necessidades” para abril de 2010 e a sua conclusão para agosto do mesmo ano.

Constituindo parte integrante do Palácio das Necessidades, o jardim vulgarmente designado por Tapada das Necessidades era o local predileto de muitos monarcas para a realização de piqueniques, de entre os quais avultava o rei D. João V.

Para além de constituir uma magnífica zona de lazer dos lisboetas, a Tapada das Necessidades constitui um património que deveria manter-se cuidado e preservado. Aguardemos que a autarquia lisboeta recorde que tinha planeado a sua requalificação e venha a concretizá-la!

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Lisboa - Tapada Necessidades (12)

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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2014
ASSOCIAÇÃO DE DEFESA DO PATRIMÓNIO REALIZA AÇÃO SIMBÓLICA A FAVOR DA PRESERVAÇÃO DOS BRASÕES DO JARDIM DA PRAÇA DO IMPÉRIO

Em causa está o estado de abandono em que se encontram os jardins históricos de Belém e a intenção do município lisboeta em retirar os brasões dos jardins da Praça do Império

A Associação de Defesa do Património de Lisboa levou hoje a efeito em Belém uma manifestação simbólica de a favor da preservação dos brasões no jardim da Praça do Império.

AssociaçãoDefesaPatrimonioLX-Belem 004

Munidos de ferramentas e outros utensílios de jardinagem, um grupo de pessoas procedeu à limpeza das ervas daninhas que cobriam por completo um dos símbolos existentes ali existentes, concretamente uma cruz da Ordem de Avis, a qual encontrava-se irreconhecível.

A ação que teve a cobertura jornalista de vários órgãos de comunicação social, foi dirigida pela Presidente da Associação de Defesa do Património de Lisboa, Drª Aline Beuvink, e contou com a presença nomeadamente do Presidente da Junta de Freguesia de Belém, Dr. Fernando Ribeiro Rosa, e do fadista Gonçalo da Câmara Pereira.

Na ocasião, foi salientado pelos promotores da iniciativa que esta ação visa simplesmente defender a História e o Património que nos foi legado, não devendo em circunstância alguma ser confundida com motivações de ordem ideológica, respeitando-se a opinião de todas as pessoas.

Esta constituiu a primeira manifestação de caráter cívico realizada em defesa deste património, prevendo-se que outras venham em breve a suceder-se promovidas por outras entidades ligadas à defesa do património cultural da nossa cidade.

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publicado por Carlos Gomes às 21:08
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O QUE É FEITO DO RELÓGIO DE SOL EXISTENTE NOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO?

A fotografia é de Artur Inácio Bastos e retrata o Relógio de Sol que existe nos jardins da Praça do Império, em Lisboa, e que atualmente se encontra irreconhecível por incúria do Município de Lisboa. A foto pertence ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 14:03
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O QUE É FEITO DO ESCUDO NACIONAL EXISTENTE NOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO?

A fotografia é de Artur Inácio Bastos e retrata o escudo nacional feito em flores, nos jardins da Praça do Império, em Lisboa, e que atualmente se encontra irreconhecível por incúria do Município de Lisboa. A foto pertence ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 09:13
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2014
MUNICÍPIO DE LISBOA QUER DESTRUIR OS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

Existe na Câmara Municipal de Lisboa um plano para apagar os brasões nos espaços ajardinados

Na sequência do artigo que ontem aqui publicámos referente ao estado de abandono a que estão votados os jardins da Praça do Império, na zona histórica de Belém, recebemos via facebook a informação da Junta de Freguesia de Belém denunciando a intenção por parte da Câmara Municipal de Lisboa em destruir os brasões existentes nos espaços ajardinados e que constituíram sempre uma magnífica obra de arte da jardinagem na nossa cidade.

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Transcrevemos a informação colocada junto da notícia que foi partilhada pela própria Junta de Freguesia de Belém: “Infelizmente este é um caso triste na nossa Freguesia. E que estamos a tentar sensibilizar a CML para que altere esta situação. A resposta que temos tido é que, inclusivamente, planeiam destruir os brasões ali existentes! O que somos frontalmente contra!!”

“Esta situação, que nos arrepia, tem de ser combatida de todas as formas. Existem planos na CML para pura e simplesmente apagar a história que está esculturalmente marcada na Praça do Império, destruindo os brasões que ali se encontram, feitos em flores e arbustos.

O espaço tem sido paulatinamente abandonado de forma a justificar a "inviabilidade" da sua recuperação e assim justificar a sua destruição.

A Junta de Freguesia de Belém é frontalmente contra a destruição do jardim! A história não se apaga! Belém e a Cidade de Lisboa ficariam irremediavelmente mais pobres!”

A intenção da Câmara Municipal de Lisboa constitui um verdadeiro atentado ao património da cidade que deve merecer o repúdio por parte de todos os cidadãos!

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publicado por Carlos Gomes às 11:54
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2014
MUNICÍPIO DE LISBOA ABANDONA JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO, EM BELÉM

Os jardins da Praça do Império, na zona histórica de Belém, encontram-se ao mais completo abandono. Situados numa das zonas mais monumentais e turísticas de lisboa, o jardim da praça do Império foi construído em 1940, por ocasião da Exposição do Mundo Português, no local onde outrora se encontrava a praia do Restelo.

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Trata-se de uma extensa área ajardinada, compreendendo uma dimensão de 3,3 há, entre a avenida da Índia e a rua de Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos e ao Centro Cultural de Belém, tendo ao centro uma magnífica fonte luminosa que constituiu durante muitas décadas uma das grandes atrações dos lisboetas.

Os jardins da Praça do Império apresentavam outrora magníficos trabalhos florais reproduzindo os brasões de várias regiões do país, diversos símbolos e ainda um relógio de sol cujo ponteiro é constituído pelo ferro de uma âncora. Com arbustos ricamente ornamentados com os mais diversos motivos florais das cores mais variadas, aquele espaço constitui desde sempre um dos ex-líbris da cidade de Lisboa e ainda um autêntico diploma a certificar o talento artístico dos jardineiros lisboetas.

Atualmente, os motivos florais já desapareceram e todo o trabalho de jardinagem se encontra num estado de total degradação, dando ao visitante uma imagem de total decadência de um dos espaços mais emblemáticos de Lisboa e que em nada dignifica a capital do país. Os brasões já perderam a sua forma original e desapareceram, as ervas infestam por entre os arbustos e nem aquilo que outrora foi o relógio de sol se assemelha seja ao que for…

Não sabemos se o Município de Lisboa ainda dispõe de jardineiros entendidos na arte da jardinagem mas torna-se necessário que se providencie a recuperação tão rápida quanto possível dos jardins da Praça do Império, em Belém!

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publicado por Carlos Gomes às 22:00
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2014
TAPADA DAS NECESSIDADES EM LISBOA REGISTA DEGRADAÇÃO E ABANDONO

Câmara Municipal de Lisboa anunciou a realização de obras de requalificação em 2010 mas ainda não as efetuou

Equipamentos degradados e ao abandono, esculturas danificadas, vidros partidos, grafitis, arruamentos em mau estado, lixo e pessoas dormindo estendidas nos bancos do jardim fazem parte do cenário que a Tapada das Necessidades proporciona atualmente a quem visita este espaço magnífico de Lisboa.

Lisboa - Tapada Necessidades (42)

Não obstante, à entrada do jardim, um enorme painel publicitário da Câmara Municipal de Lisboa que reflete idêntico estado de abandono e esquecimento, anuncia o início de “Obras de Conservação da Tapada das Necessidades” para abril de 2010 e a sua conclusão para agosto do mesmo ano.

Constituindo parte integrante do Palácio das Necessidades, o jardim vulgarmente designado por Tapada das Necessidades era o local predileto de muitos monarcas para a realização de piqueniques, de entre os quais avultava o rei D. João V.

Para além de constituir uma magnífica zona de lazer dos lisboetas, a Tapada das Necessidades constitui um património que deveria manter-se cuidado e preservado. Aguardemos que a autarquia lisboeta recorde que tinha planeado a sua requalificação e venha a concretizá-la!

Lisboa - Tapada Necessidades (18)

Lisboa - Tapada Necessidades (52)

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publicado por Carlos Gomes às 19:09
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