Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Terça-feira, 18 de Julho de 2017
ESCRITOR FRANCISCO GOIANA DA SILVA APRESENTA O LIVRO "A MATILDE ESTÁ CARECA"

Global Shapers de Lisboa associam-se ao lançamento do livro “A Matilde está careca” para apoiar Operação Nariz Vermelho

  • Francisco Goiana da Silva, atual líder dos Global Shapers de Lisboa, é um dos autores do livro “A Matilde está careca”, com prefácio do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde;
  • Lançamento do livro no IPO de Lisboa e na FNAC Colombo e 75% das receitas das vendas revertem para a Operação Nariz Vermelho.

Francisco Goiana da Silva, líder do Global Shapers Lisbon Hub, lança amanhã “A Matilde está careca”. O livro, que pretende apoiar a Operação Nariz Vermelho, tem como objetivo dar força às crianças internadas com cancro e explicar às restantes o que é esta doença cada vez mais presente na sociedade atual.

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Com prefácio do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Ferreira Araújo, e comentários do Neuropediatra Nuno Lobo Antunes e do Psicólogo Eduardo Sá, o lançamento do livro decorrerá amanhã no IPO de Lisboa e na FNAC Colombo, sendo que a totalidade das receitas referentes aos direitos dos autores reverterão para a Operação Nariz Vermelho (25% P.V.P).

À venda este mês em várias livrarias, o livro “A Matilde está careca” será lançado amanhã em dois eventos diferentes que terão as presenças do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Ferreira Araújo, do presidente do Conselho de Administração do IPO de Lisboa, Francisco Ventura Ramos, do psiquiatra Daniel Sampaio, do psicólogo Eduardo Sá, dos autores do livro, do representante da Operação Nariz Vermelho, Mark Mekelburg, entre outros.

Cerimónia de Lançamento no IPO de Lisboa:

Dia/Hora: 19 de julho, às 11H00

Local: Hospital de Dia do Serviço de Pediatria do IPO de Lisboa

Convidados: Secretário de Estado Adjunto e da Saúde; Conselho de Administração do IPO; Autores do livro; Doutores Palhaços; Global Shapers

Atividade: Leitura do livro em formato gigante pelo Secretário de Estado e distribuição de cópias do livro às crianças internadas pelos Doutores Palhaços

Cerimónia de Lançamento na FNAC Colombo:

Dia/Hora: 19 de julho, às 18H30

Local: FNAC do Centro Comercial Colombo

Convidados: Daniel Sampaio; Eduardo Sá; Mark Mekelburg; Autores do livro; Alda Matos (mãe da Matilde)

Atividade: Mesa redonda de discussão e comentários ao livro e sessão de autógrafos pelos autores no final.

O livro é um projeto apoiado pelo Global Shapers Lisbon Hub, comunidade de jovens talentosos portugueses com menos de 30 anos e das mais variadas áreas, dedicados a contribuir para a solução de problemas atuais e futuros do país nas suas áreas de atuação.

Francisco Goiana da Silva é o curador desta comunidade que conta com nomes como os de Afonso Reis Cabral (escritor), Alexandre Farto (escultor conhecido por Vhils), Rui Maria Pêgo (apresentador), Inês Relvas (vice-curadora e consultora na Boston Consulting Group), Cristina Fonseca (empreendedora), Miguel Santo Amaro (co-fundador da Uniplaces), Miguel Nunes (Ator), Afonso Mendonça Reis (empreendedor social), entre outros.

Sobre o Global Shapers Lisbon Hub

O Global Shapers Lisbon Hub foi criado em 2013, por iniciativa de Stephan Morais, Young Global Leaders português, indigitado para o efeito pelo Fundador do Fórum Económico Mundial. Na qualidade de Curador Fundador do Hub de Lisboa, Stephan Morais definiu como objetivo primordial o recrutamento de jovens líderes de diferentes áreas da sociedade Portuguesa.

Os primeiros cinco Global Shapers portugueses foram: Cristina Fonseca, Inês Santos Silva, Francisco Goiana da Silva, Miguel Santo Amaro e Afonso Reis. Três anos após a fundação do Global Shapers Lisbon Hub, a equipa constituída por Francisco Goiana da Silva (Curador) e Inês Relvas (Vice-Curadora) assume a liderança do grupo de Lisboa.

Os Global Shapers de Lisboa são 27 jovens talentosos plena e humildemente dedicados a contribuir para a solução de problemas dentro da sua comunidade e região. Este grupo conta com empreendedores, empreendedores sociais, cientistas, docentes universitários, artistas e atletas.

Definem-se como meritocráticos, dinâmicos, trabalhadores, colaborativos, humildes e aventureiros e encaram o Hub de Lisboa como um lugar seguro para experimentar, criar e projetar o que ainda está para acontecer, em colaboração com outras partes interessadas como o sector público, a sociedade civil e o sector privado. Os Global Shapers portugueses querem ser uma força positiva na sociedade, para inspirar outros jovens a participarem e envolverem-se com as suas comunidades.

Além de contar com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e de ter assegurado uma parceria com o Alto Comissariado para as Migrações, a nova liderança pretende implementar vários projetos.

Para mais informações, aceda a https://www.globalshapers.org/hubs/lisbon

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publicado por Carlos Gomes às 22:41
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Terça-feira, 23 de Maio de 2017
MOITA: BRUNO VIEIRA APRESENTA NOVO ROMANCE NA BIBLIOTECA DO VALE DA AMOREIRA

O novo romance de Bruno Vieira Amaral, “Hoje Estarás Comigo no Paraíso”, vai ser apresentado na Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira, no dia 26 de maio, pelas 21:30h.

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“Hoje Estarás Comigo no Paraíso” é uma mistura de autobiografia com ficção, em que o autor nos transporta aos anos 80 e à investigação do homicídio do seu primo João Jorge. Com esta obra, o autor vai “rever” a sua infância, a sua família, o bairro e as suas personagens, Angola antes da Independência e nos anos que se lhe seguiram, ao mesmo tempo que conduz o leitor na investigação deste crime.

Bruno Vieira Amaral, crítico literário, tradutor e escritor, é formado em História Moderna e Contemporânea. Nasceu em 1978, cresceu e estudou no Vale da Amoreira. “Tive um percurso normal, sempre no Bairro Fundo Fomento, um percurso igual ao de tantos outros, mas os locais onde crescemos marcam-nos sempre, independentemente de onde seja. É aí que conhecemos o mundo. Para mim, este local confunde-se comigo, com o que eu sou”, disse. Autor do premiado romance “As Primeiras Coisas” (2013), é ainda autor do blog Circo de Lama e do “Guia Para 50 Personagens de Ficção Portuguesa”. Em 2015, foi vencedor do Prémio José Saramago pelo seu romance de estreia “As Primeiras Coisas”.

A Câmara Municipal da Moita atribuiu a Bruno Vieira Amaral, no ano de 2016, a Medalha de Mérito Artístico e Cultural, pelo seu notável percurso literário.

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publicado por Carlos Gomes às 18:40
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2017
GLOBAL SHAPER AFONSO REIS CABRAL VENCE PRÉMIO EUROPA
  • Jovem escritor foi distinguido com o ‘Prémio Europa – David Mourão-Ferreira’ na categoria Promessa, que premeia obras de uma personalidade emergente no campo artístico;

O Global Shaper Afonso Reis Cabral acaba de vencer o ‘Prémio Europa – David Mourão-Ferreira’. O jovem escritor foi distinguido na categoria Promessa, que premeia obras de uma personalidade emergente no campo artístico.

O anúncio foi feito hoje pelo júri do ‘Prémio Europa David Mourão-Ferreira’, presidido por Eduardo Lourenço, que anunciou os vencedores da edição de 2016. Esta é a 6ª edição dos prémios, lançados em 2006 e atribuídos de dois em dois anos, cuja cerimónia de entrega terá lugar em Itália, na Aula Magna da Universidade de Bari 'Aldo Moro', em data ainda a definir.

Este galardão, atribuído pelo Centro Studi Lusofoni - Cátedra David Mourão-Ferreira da Universidade de Bari 'Aldo Moro' e do Camões, I.P., foi criado em homenagem ao consagrado autor de “Um amor feliz” (1927-1996) com o objetivo de contribuir para a divulgação da língua e da cultura portuguesas nos países da União Europeia e do Mediterrâneo.

Recorde-se que Afonso Reis Cabral já tinha ganho, em 2014, o Prémio Leya com o romance “O meu Irmão”. O jovem escritor faz parte do Global Shapers Lisbon Hub, uma comunidade de 27 jovens talentosos dedicados a contribuir para a solução de problemas dentro da sua comunidade e região. Este grupo conta com empreendedores, empreendedores sociais, cientistas, docentes universitários, artistas e atletas das mais variadas áreas e sectores



publicado por Carlos Gomes às 10:47
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Quinta-feira, 23 de Março de 2017
LITERATURA JUNTA EM PONTEVEDRA ESCRITORES PORTUGUESES E GALEGOS

As literaturas galega e portuguesa nas Conversas Nortear

Favorecer o diálogo e o conhecimento entre as duas através dos seus escritores

Os escritores Valter Hugo Mãe e Inma López Silva vão participar, no próximo dia 29 de março de 2017, pelas 18h30, na quinta sessão da iniciativa «Conversas Nortear», a realizar na Escola de Idiomas de Pontevedra, na Galicia. Lara Dopazo Ruibal, vencedora da 1ª edição do Prémio Literário Nortear será a moderadora deste encontro.

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As «Conversas Nortear» são uma iniciativa conjunta da Direção Regional de Cultura do Norte, da Xunta da Galicia e do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Euroregião Galicia-Norte de Portugal, no âmbito do Memorando de Entendimento celebrado entre as três entidades.

Estas conversas têm como objetivo promover o conhecimento e a circulação de diferentes expressões culturais existentes nos territórios envolvidos, a partir de dinâmicas e redes de colaboração capazes entre as duas regiões.

Sobre os autores convidados

Valter hugo mãe

Um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em vários países, tendo recebido inúmeros prémios, entre eles o Prémio Literário José Saramago e o Grande Prémio Portugal Telecom Melhor Livro do Ano e Prémio Portugal Telecom Melhor Romance do Ano.

INMA LÓPEZ SILVA

Escritora e crítica teatral. Actualmente é profesora na Escola Superior de Arte Dramática de Galicia. É membro dos consellos de redacción das máis importantes revistas de teatro e de análise político e cultural. Ten publicado obras sobre o teatro galego e novelas e ensaios que teñen recibido diferentes premioscomo o Xerais, o Murguía e o Blanco Amor.



publicado por Carlos Gomes às 08:58
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016
BICHO DO MATO – “A VINGANÇA DO BICHO DO MATO”, ÁLBUM EDITADO A 7 DE OUTUBRO, VAI PASSAR PELAS FNAC’S DE NORTE A SUL DO PAÍS

Bicho do Mato -  “A Vingança do Bicho do Mato”

A(s) História(s):

Se La Fontaine vivesse em Évora no Séc. XXI e, em vez de pena e papel, usasse guitarras clássicas, violas campaniças e bateria, poderia ter escrito – se não sobre o leão e o rato, o menino e a mula ou a lebre e a tartaruga – sobre outros animais bem mais actuais: as novas galinhas dos ovos de ouro, as vacas sagradas de agora, os patos psicopatas, as toupeiras que rastejam na lama e as doninhas perfumadas.

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Se o ainda mais longínquo Ésopo dissertava na Grécia Antiga sobre as diferenças entre a cigarra e a formiga, os Bicho do Mato – que ainda assim são cigarras pela música e formigas pelo seu trabalho - escrevem sobre outros insectos e afins, cantando sobre aranhas coxas, moscas sem asas, libelinhas e um raro escorpião amável. E o nosso Bocage – também célebre pelo seu poema satírico “O Corvo e a Raposa”, bem como outras fábulas em verso do mesmo calibre – talvez se revisse nas raposas matreiras do Portugal de agora e nas ratoeiras que fintamos no nosso dia-dia.

O Disco:

“A Vingança do Bicho do Mato” é o primeiro álbum da banda eborense Bicho do Mato, que tem quatro pés: Daniel Catarino (voz, guitarras, baixo, coros, latapau e sonoplastia), Tó Zé Bexiga (viola campaniça, guitarra acústica, teclados e coros), Zé Peps (guitarra acústica, guitarra slide, ukulelé, bandolim e coros) e Daniel Meliço (bateria cocktail), que durante a gravação contaram com a colaboração de Ana Miró (voz e coros) e Pedro Pinto (coros e "trompete de boca"). E as canções que cantam – que toda a gente poderá começar a ouvir no início de Outubro – são fábulas adaptadas à realidade humana, política, social e cultural da primeira metade da segunda década deste século, em Portugal e no Mundo. E estas fábulas encerram uma moral? Talvez sim, talvez não… O melhor mesmo é perguntar-lhes.

A Música:

A música dos Bicho do Mato, essa, não é nenhum bicho de sete cabeças. Mas se acaso as tivesse, seis delas poderiam responder por nomes estrangeiros: Acid Blues, Psychedelic Rock, Grunge, Alt.Country, Heavy-Metal e Garage. Mas a sétima e maior – ou a primeira e a mais pequena, vá-se lá contabilizar – responde pela singela designação de Música Tradicional Portuguesa. Porque, se muitas vezes, é a enciclopédia (incompleta) do imenso universo do rock anglo-saxónico que se ouve, por outras vezes – muitas – é o assomo da nossa tradição musical rural que se ouve aqui e ali e mostra todo o seu esplendor. Seja num tema em que à voz se junta apenas uma viola campaniça, seja noutras ocasiões em que a mesma campaniça, o ukulele-irmão-do-cavaquinho ou o bandolim se intrometem decisivamente no meio dos seus primos eléctricos.

O Padrinho:

Nada disto acontece por acaso. Como também não foi certamente por acaso que o Bicho do Mato nasceu em 2011, quando o realizador e recolector de muitas das nossas músicas Tiago Pereira desafia o músico Tó Zé Bexiga – já seu conhecido de outro grupo que junta os róques à tradição, Uxu Kalhus – a reunir outros músicos de Évora e a gravar alguns temas originais para A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria. Tó Zé (Uxu Kalhus, NMB – No Mazurka Band, Ocarina, Bonecos & Campaniça) chamou à liça Zé Peps (Prós & Contras, Gasgânia, Hands on Approach, Pucarinho, Aqui Há Baile), Daniel Catarino (Uaninauei, O Rijo, Cajado, Long Desert Cowboy, Oceansea e em nome próprio) e Daniel Meliço (Pucarinho, Bandex), e a partir daí, dezenas de canções começaram a jorrar nos ensaios e nos trabalhos de casa… Mas, para já, são treze as que podemos ouvir neste disco.

A Vingança:

O primeiro álbum dos Bicho do Mato, “A Vingança do Bicho do Mato”, é editado a 7 de Outubro pela AVM – Alain Vachier Music Editions, em parceria com a Capote Música.

As Fábulas:

1 – Mãos de Aranha Coxa

2 – A Galinha dos Ovos de Ouro

3 - Vaca Sagrada de Tetas Espremidas

4 – Mosca Sem Asa

5 - Pato Psicopata

6 – Os Ossos no Portão da Cova do Cão

7 – Libelinha

8 – A Toupeira

9 – Doninha Perfumada

10 – Raposa Matreira

11 – A Ratoeira

12 – Escorpião Amável

13 – A Vingança do Bicho do Mato



publicado por Carlos Gomes às 15:14
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016
LISBOA RECEBE ENCONTROS CAMILIANOS

Casa de Camilo assinala 150 anos de “A Queda dum Anjo” com edição em Mirandês

Encontros Camilianos de São Miguel de Seide realizam-se a 7, 8, 15 e 18 de outubro, em Vila Nova de Famalicão, Caçarelhos em Vimioso, Miranda do Douro e Lisboa.

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Cento e cinquenta anos depois do lançamento da primeira edição de “A Queda dum Anjo” de Camilo Castelo Branco, a obra foi traduzida em língua mirandesa, por Alfredo Cameirão, e vai ser apresentada na Biblioteca da Assembleia da República. É esta a grande homenagem da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Casa de Camilo a “Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, morgado da Agra de Freimas, nascido em 1815, na aldeia de Caçarelhos, termo de Miranda”, o herói deste romance satírico de Camilo.

A iniciativa insere-se no programa da 3.ª edição dos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide, que vai realizar-se a 7, 8, 15 e 18 de outubro, em Vila Nova de Famalicão, Caçarelhos em Vimioso, Miranda do Douro e Lisboa.

Considerada a mais atual e moderna obra de Camilo Castelo Branco, “A Queda dum Anjo” descreve de maneira caricatural a vida social e política portuguesa, através de uma parábola humorística na qual o protagonista, Calisto, um fidalgo austero e conservador, encarna de maneira satírica o povo português. Ao ser eleito deputado, Calisto vai para Lisboa, onde se deixa corromper pelo luxo e pelo prazer que imperam na capital.

“A Queda dum Anjo” dá assim o mote para mais uma edição dos Encontros Camilianos, que este ano se estendem ao longo de quatro dias, e em quatro localidades.

Do vasto e diversificado programa destaque ainda para a entrega do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco à escritora Teresa Veiga e para a apresentação das obras “As Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado e Coração, Cabeça e Estômago”, da editora Glaciar, por João Paulo Braga, Jorge Reis Sá e Sérgio Guimarães de Sousa.

A abertura dos encontros ficará também marcada pela apresentação do carimbo do dia dos CTT, evocativo dos 150 anos da primeira edição de “A Queda de um Anjo”.

Ao todo, a iniciativa conta com quatro painéis e cerca de dez temas a debate. No dia 15 de outubro, será realizada uma visita a Caçarelhos e Miranda do Douro, cenários do romance camiliano, onde será apresentada a obra em mirandês. No dia 18, os participantes dos Encontros Camilianos serão convidados para uma visita a Lisboa, onde para além de um roteiro camiliano, se realizará uma mesa redonda com Francisco José Viegas e Pedro Mexia sob o tema “A atualidade d’A Queda dum Anjo, de Camilo Castelo Branco”. Depois de uma visita ao Palácio de Belém, a versão da obra em mirandês será apresentada na Biblioteca da Assembleia da República.

Uma peça de teatro, uma exposição e uma feira do livro camiliano encerram o programa.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha “esta 3.ª edição dos Encontros Camilianos apresentam um programa bastante atrativo e ambicioso, perseguindo o objetivo de promover o debate e a reflexão interdisciplinar em torno das temáticas camilianas, contribuindo, assim, para a melhor divulgação da vida e da obra de Camilo Castelo Branco e para sedimentar a sua política de intervenção cultural e científica a favor da Língua e da Cultura portuguesas.”

De referir ainda que parte científica do programa conta com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros na temática camiliana, que se debruçarão sobre a obra do romancista, e particularmente sobre A Queda dum Anjo, numa variedade de perspetivas por ela suscitada.



publicado por Carlos Gomes às 13:13
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Domingo, 8 de Maio de 2016
“A PENA E A LANÇA” – UM LIVRO DA AUTORIA DO VICE-ALMIRANTE ANTÓNIO SILVA RIBEIRO ATRAVÉS DO QUAL SE REALÇA A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA E DA LITERATURA NA CELEBRAÇÃO DOS GRANDES FEITOS MILITARES

Inspirado no Canto V d’Os Lusíadas, o livro “A Pena e a Lança” da autoria do Vice-almirante António Silva Ribeiro é um “Ensaio sobre o pouco conhecimento e a rara celebração dos feitos militares e dos heróis nacionais”. Trata-se de uma edição de autor e é dedicada ao Professor Doutor Adriano Moreira por “no Instituto Superior naval de Guerra (ISNG), no ano lectivo de 1989-1990, ter despertado em mim o gosto pelo estudo das Humanidades”.

Fundamentando os argumentos em acontecimentos históricos da antiguidade clássica ou mais modernamente nos feitos dos portugueses celebrados através do poema épico de Os Lusíadas, constitui esta obra um estudo da maior atualidade e pertinência porquanto procura realçar a importância da História e da Literatura na celebração dos grandes feitos bélicos protagonizados pelos portugueses. E, a comprovar a validade da sua tese, dá como exemplo a forma como passaram despercebidas as comemorações recentes do 6º Centenário da tomada de Ceuta, empreendimento no entanto considerado a todos os títulos notável.

Em forma de justificação, o autor recorre ao insigne poeta Luís Vaz de Camões quando este afirma através dos seus versos “Enfim não houve forte Capitão / Que não fosse também douto e ciente”, para concluir que “não basta ser um militar valoroso, capaz de cometer façanhas bélicas invulgares”, mas que “os líderes militares precisam de ter, igualmente, instrução e sabedoria para transmitirem essas ações através da escrita, como fazem os heróis dos outros países, a quem não falta eloquência. Em sua opinião, Portugal produz gente de enorme heroísmo e grande valia bélica, mas, por ser rude e inculta, dificilmente dai da penumbra da História”.

O Vice-almirante António Silva Ribeira é natural do concelho de Pombal e possui vasta obra publicada de entre a qual salientamos “A Hidrografia nos Descobrimentos Portugueses” e a “Cartografia Naútica Portuguesa dos Séculos XV a XVII”. É um académico especializado nas áreas de Estratégia, Ciência Politica e História, lecionando e supervisionando investigações em algumas das principais Universidades e Centros de Investigação de Portugal. Tem uma extensa obra publicada, e é orador habitual em conferências sobre Assuntos Militares e Políticos, Relações Internacionais e Estratégia.

É professor catedrático convidado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, professor militar da Escola Naval e professor coordenador do Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração. O seu principal tema de investigação é o planeamento estratégico, embora se interesse por estratégia marítima, estratégia militar, política internacional, sociologia militar, história militar, história marítima e história da hidrografia.

O Vice-almirante Silva Ribeiro é membro do Grupo de Estudos e Reflexão Estratégica de Marinha, da Academia de Marinha, do Centro de Estudos do Mar, da Liga dos Combatentes, do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, do Centro Português de Geopolítica, da Comissão Portuguesa de História Militar, da Revista Militar, da Revista Nação e Defesa, da Revista Segurança e Defesa, do Clube Militar Naval, do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada, do Grupo de Amigos de Olivença, da Revista de Relações Internacionais e da Revista de Ciências Militares.

Foto: Revista da Armada



publicado por Carlos Gomes às 17:51
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Terça-feira, 26 de Abril de 2016
"MEMORIAL DO CONVENTO" DE JOSÉ SARAMAGO SOBE AO PALCO NO CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL EM SINTRA

A ÉTER – Produção Cultural apresenta no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra, dia 6 de Maio, às 22 horas o espectáculo de Teatro "Memorial do Convento", em cena há 9 anos, visto por mais de 200 mil pessoas de todo o país.

Gratuito para o Público do espectáculo a ÉTER em parceria com a ÚNICA-Mixing Cultures oferecem a Instalação Multimédia “CABAÇA”, no MU.SA – Museu das Artes de Sintra, uma experiência interactiva baseada na atmosfera característica da Guiné-Bissau e da sua diversidade cultural em forma de som, vídeo, luz.

MEMORIAL DO CONVENTO

Teatro

“O homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre, um dia voará. (...) Baltasar, tu és Sete-Sóis porque vês às claras e tu, Blimunda, serás Sete-Luas porque vês às escuras.”

Unidos por um amor maravilhoso, Blimunda e Baltasar reúnem-se a Padre Bartolomeu de Gusmão e ao seu sonho de voar. A Passarola, máquina voadora, misto de barco e de pássaro, nasce do saber científico de Padre Bartolomeu, da força de trabalho de Baltasar e dos poderes de Blimunda recolhendo as vontades humanas (“as nuvens fechadas”) que alimentarão a máquina e a farão voar. A história encantada, que revolucionou a literatura portuguesa, do nascimento de um convento no século XVIII. Na presente adaptação dramatúrgica, a relação dinâmica entre os cinco atores, a música original, a luz e os espaços cénicos dão vida a dezassete personagens e a momentos essenciais de Memorial do Convento.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

TEXTO

José Saramago

ADAPTAÇÃO DRAMATÚRGICA

Filomena Oliveira e Miguel Real

ENCENAÇÃO

Filomena Oliveira

ORGÂNICA SONORA E MÚSICA ORIGINAL

David Martins

VOZ Andreia João | Piano Sandra Nunes

INTERPRETAÇÃO

Leonor Cabral | Pedro Oliveira | Rogério Jacques Hugo Bettencourt | João de Brito DESENHO E OPERAÇÃO LUZ

Carlos Arroja

OPERAÇÃO SOM

David Martins

LEGENDAGEM

José Ricardo

CRIAÇÃO E ADAPTAÇÃO DO ESPAÇO CÉNICO

Carlos Arroja | Vitor Fernandez

GUARDA-ROUPA E ADEREÇOS

Éter | Câmara dos Ofícios

FOTOGRAFIA

André Rabaça | Edgar d’Oliveira | Filipa Vieira

ASSISTENTE DE PRODUÇÃO

Cláudia Faria | Inês Oliveira Martins

PRODUÇÃO

ÉTER-Produção Cultural

CABAÇA

Instalação Multimédia Interactiva

Uma experiência interactiva baseada na atmosfera característica da Guiné-Bissau e da sua diversidade cultural em forma de som, vídeo, luz e cenografia. “Cabaça” pretende revelar o mais belo da Guiné-Bissau, chamando ao mesmo tempo a atenção para os problemas patentes em países em vias de desenvolvimento, sensibilizando o visitante a actuar no seio da sociedade para uma maior harmonia na humanidade.

Concepção Instalação: José Ricardo | David Martins.

Apoie 10 jardins de infância na Guiné-Bissau entregando brinquedos, materiais escolares ou paracetamol na bilheteira do espectáculo. Uma acção ÚNICA - Mixing Cultures.

Dia 6 de Maio

21h - MU.SA - Museu das Artes de Sintra - INSTALAÇÃO MULTIMÉDIA

22h Centro Cultural Olga Cadaval TEATRO

Bilhetes à Venda na TicketLine e no Local (info e reservas) 219 107 110



publicado por Carlos Gomes às 14:43
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016
MOITA EVOCA AMÁLIA RODRIGUES

“Amália – Gosto de Ser Quem Sou”: Leituras às Quintas na Biblioteca da Baixa da Banheira

O “Leituras às Quintas” deste mês de fevereiro está marcado para o dia 25, pelas 21:30h, na Biblioteca Municipal da Baixa da Banheira, e vai ser dedicado à diva do Fado, atriz e poetisa Amália Rodrigues. Esta é também uma forma de assinalar o Dia Internacional da Língua Materna, recordando uma personalidade que propagou a cultura e a língua portuguesa pelo mundo.

Amália

A atriz Irene Cruz, Maria Estrela Carvas, secretária e amiga de Amália Rodrigues, e Maria Eduarda Rosa, professora universitária de literatura, juntam-se neste serão, para o qual está também convidado, e onde não vão faltar vários momentos de fado.



publicado por Carlos Gomes às 21:05
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Sábado, 26 de Dezembro de 2015
“COELHO À PEDRO DOS COELHOS" É O EX-LÍBRIS GASTRONÓMICO DO CONCELHO DA AMADORA

“O maestro desembaraçou-se do seu grande Cache-nez. Depois, encalmado, despiu o paletó e declarou-se morto de fome. Felizmente estavam chegando à Porcalhota. O seu vivo desejo seria comer o famoso coelho guisado...” – in “Os Maias”, de Eça de Queirós

Quem vive ou por algum motivo passeou pelas ruas da cidade da Amadora já deve porventura ter reparado que as fachadas de alguns prédios exibem a imagem de um coelho reproduzido em painel de azulejos ou em baixo-relevo. Deve-se tal iconografia a uma especialidade gastronómica que conferiu fama à vetusta localidade da Porcalhota: o “Coelho à Pedro dos Coelhos”.

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Era outrora costume os lisboetas deslocarem-se para as hortas, o mesmo é dizer que tinham por hábito frequentarem os retiros e casas de pasto dos arredores da cidade e as festas e romarias da região saloia, motivo pela qual foram alcunhados de alfacinhas. Os mais endinheirados procuravam o remanso que a Amadora então proporcionava ou o bucolismo romântico da vila de Sintra. O trajeto fazia-se habitualmente pela A-da-Maia ou seja, a localidade de Benfica extramuros, com passagem pelas Portas de Benfica e seguindo pela Venda Nova até à Porcalhota, topónimo que nos remete para a filha do fidalgo Vasco Porcalho que aqui viveu no século XIV.

Precisamente nessa localidade existiu, até aos começos do século passado, um restaurante que ficou célebre pela forma como confecionava e servia os clientes o coelho guisado, sucedendo que muitos se deslocavam propositadamente de longe para se deliciarem com tão afamada iguaria. Era a “casa de pasto” de Pedro Franco, o qual haveria de ficar para sempre conhecido como Pedro dos Coelhos.

As chamadas “casas de pasto” eram estabelecimentos geralmente situados próximos de locais onde se realizavam as feiras, servindo para darem a forragem aos animais enquanto os seus donos iam mercadejar, razão pela qual muitas ainda conservam as argolas de ferro com que prendiam os animais. Com o decorrer do tempo, passaram a servir para dar o “pasto” também aos donos dos próprios animais…

A fama do Pedro dos Coelhos foi de tal ordem que o próprio escritor Eça de Queirós o consagrou na sua obra “Os Maias”. Por seu turno, escreveu o jornalista Júlio César Machado no Diário de Notícias que “Há tanto tempo que aquela casa amanha os coelhos com proveito e glória que, em o dono da locanda indo chamá-los ao pátio, já eles vão por si mesmo formar em linha e oferecer as orelhas para levar o piparote e morrer. Lê-se na parede “Antiga casa do belo petisco do coelho”.

Acerca de Pedro Franco, o jornal Notícias da Amadora, na sua edição de 27 de Junho de 1959, descreveu-o da seguinte forma: “…Pedro Franco, figura austera e de respeito, cioso das suas suissas fartas, amigo do seu amigo, além de ter sido o mais hábil cozinheiro da Porcalhota e arredores, foi também regedor nesta terra que ele muito estimou.”

O prédio onde se situava a famosa “Casa de Pasto” de Pedro Franco há muito tempo que foi demolido. Contudo, a cidade da Amadora consagrou o seu nome na toponímia e alguns dos seus moradores inscreveram o famoso láparo na iconografia local, exibindo a sua imagem na frontaria dos prédios. Resta-nos a receita original do “Coelho à Pedro dos Coelhos”, magnificamente conservada e divulgada nomeadamente pela própria Câmara Municipal da Amadora, cuja especialidade bem pode voltar a ser o ex-líbris gastronómico do concelho da Amadora.

Receita Original do "Coelho à Pedro dos Coelhos":

“Depois de morto o animal, esfola-se, recolhendo o sangue para uma tigelinha com vinagre, por forma a não coalhar, tendo, no entanto, o cuidado de o não sangrar totalmente. Deste modo a carne do coelho não fica branca e sem gosto.

Parte-se em seguida em pedacinhos, aproveitando os miúdos e a cabeça, da qual se retiram os olhos.

Em seguida deita-se num tacho de barro um pouco de banha, e vários dentes de alho picados. Junta-se também cebola picada a alourar.

Adiciona-se, então, os pedaços de coelho e muito tomate, salsa picada, sal e pimenta, e por fim um fio de azeite.

Em lume brando coze-se o coelho.

Depois de cozido, junta-se, nesta altura, o sangue e o vinagre que no princípio foi guardado na tigelinha, e um pouco de água, levando a lume brando por pouco tempo.

Num outro tacho de barro, com a água da cozedura faz-se o arroz.

Serve-se separado.”

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publicado por Carlos Gomes às 18:27
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2015
ESCRITOR JOSÉ LUÍS PEIXOTO APRESENTA NOVO LIVRO NA BIBLIOTECA DA MOITA

O livro “Em Teu Ventre”, de José Luís Peixoto, vai ser apresentado na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, no dia 10 de dezembro, pelas 21:30h, com a presença do autor, em mais uma edição do “Leituras às Quintas”.

Numa perspetiva inteiramente nova, “Em Teu Ventre” apresenta o retrato de um dos episódios mais marcantes do século XX português: as aparições de Nossa Senhora a três crianças, entre maio e outubro de 1917. Através de uma narrativa que cruza a rigorosa dimensão histórica com a riqueza de personagens surpreendentes, esta é também uma reflexão acerca de Portugal e de alguns dos seus traços mais subtis e profundos. A partir das mães presentes nesta história, a questão da maternidade é apresentada em múltiplas dimensões, nomeadamente na constatação da importância única que estas ocupam na vida dos filhos.



publicado por Carlos Gomes às 20:03
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2015
MUSEU BORDALO PINHEIRO EVOCA CENTENÁRIO DA MORTE DE RAMALHO ORTIGÃO

No ano em que se comemora o centenário da morte de Ramalho Ortigão, vamos celebrar a amizade entre Ramalho e Bordalo. E para isso nada melhor que o dia de aniversário de Ramalho Ortigão: dia 24 de Novembro.

De facto os dois colaboraram em diversos projectos, e muitos dos desenhos de Bordalo eram acompanhados de textos de Ramalho. São exemplos desta colaboração o jornal António Maria e Álbum da Glórias, onde Ramalho assinava muitas vezes como “João Ribaixo”.

No Álbum das Glórias Bordalo quis mesmo homenagear Ramalho Ortigão representando-o numa das páginas, consagrando-o assim como uma das principais figuras da cultura portuguesa do final do século XIX. Nesse mesmoÁlbum das Glórias Ramalho escreveu o texto da figura de Zé Povinho,

Ramalho Ortigão acompanhou também o trabalho de Bordalo na Fábrica de Faiança da Caldas da Rainha, colaborando para o seu sucesso.

Para ficarmos a conhecer mais desta amizade, convidámos Maria João Ortigão, professora na Faculdade de Belas Artes / UL e familiar de Ramalho Ortigão e  Alice Nogueira Alves, também professora na Faculdade de Belas Artes / UL e autora do livro Ramalho Ortigão e o Culto dos Monumentos Nacionais no Século XIX para uma conversa no Museu, no dia 24 de Novembro (data de aniversário de Ramalho Ortigão) a partir das 19 horas.

Nesta ocasião será também apresentada a peça Santo António que Bordalo Pinheiro fez em 1901 para Berta Ramalho Ortigão, filha do escritor e que o Museu Bordalo Pinheiro / CML adquiriu recentemente.



publicado por Carlos Gomes às 22:15
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015
ESCRITORA SANDRA JORDÃO APRESENTA EM OURÉM LIVRO PARA CRIANÇAS

Escritora é natural do Montijo

A Folheto Edições apresenta o livro infantil “O LAR DOS CACHORRINHOS”, da autoria de Sandra Jordão, em sessão que terá lugar na Biblioteca Municipal de Ourém, no dia 31 de Outubro de 2015 (sábado), pelas 17:30 horas. A apresentação do livro será da responsabilidade de Adélio Amaro e haverá um momento de conto com Sandra Jordão que dá vida às histórias que habitam em si, partilhando-as com as crianças, leitores entusiastas, vibrantes e sonhadores.

Sandra Jordão

Sandra Jordão é natural do Montijo e reside em Leiria há 26 anos. É mãe de três “Potinhos de Ouro”. Acumula atividade profissional como escriturária há 23 anos numa empresa local, mas o seu grande sonho é dar vida às histórias que habitam em si desde que aprendeu a escrever e a ler, partilhando-as com alegria e paixão com as crianças, na certeza que são leitores entusiastas, vibrantes e sonhadores.

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Na busca deste sonho já publicou dois livros infantis em edição de autor. Em 2012 “A Bruxinha Despenteada” com uma mini versão em Inglês e em 2013 “Cassilda, a Bailarina”, tendo este último sido coreografado por uma Escola de Dança e apresentado ao público no Teatro José Lúcio da Silva, em Julho de 2013. Também, no dia Mundial da Dança dos anos de 2013 e 2015, subiram ao mesmo palco os pequenos grandes bailarinos que coreografaram outras duas histórias de sua autoria: “A boneca de trapos e a boneca de porcelana” e “A pequena, grande bailarina”.

Em 2015, em parceria com a CRID Leiria, e por esta área ser de especial interesse para si, publicou “A Bruxinha Despenteada” em Braille, tendo oferecido os livros às Acapo do nosso país, à Biblioteca José Saraiva, à Biblioteca Municipal de Montijo, à Fundação Champalimaud, à APPDM e ao Centro Helen Keller e Agrupamento de Escolas do Algarve, para que as crianças invisuais possam sentir a bruxinha e sonhar com ela. Neste contexto, participou recentemente no “Concurso Internacional Onkyo Braille”, tendo o seu texto sido um dos escolhidos para representar o nosso país.



publicado por Carlos Gomes às 18:19
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2015
JOÃO PERRE VIANA APRESENTA PROJETO LITERÁRIO SOBRE A POETISA GALEGA ROSALÍA DE CASTRO

Autor do projeto é natural de Lisboa

João Perre Viana é o autor do livro Rosalía de Castro, um projecto literário que nasceu nas redes sociais, foi editado via uma campanha de crowdfunding e totalmente desenvolvido como edição de autor, conseguindo em pouco tempo alcançar mais de 20.000 leitores em quatro idiomas diferentes. O livro acaba de ser apresentado nas livrarias da FNAC em Braga e Guimarães, tendo também sido descrita a forma como o projeto se desenvolveu.

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Rosalía de Castro é um projecto literário que se desenvolveu de forma orgânica e inovadora, tanto pelas pessoas involvidas no seu lançamento como na forma de o fazer.

A história nasceu nas redes sociais através de um blog onde ao longo de várias semanas os primeiros capítulos do livro foram partilhados de forma gratuita. O leitor acabou por interagir com a história tornando-se parte da mesma, tendo sido por exemplo responsável pela escolha da capa ou do local do evento para o lançamento do livro :

https://bookrosaliadecastro.wordpress.com

As redes socias, nomedamente o Facebook, Linkedin, Pinterest, Spotify e Google+ ajudaram em poucos meses a alcançar uma plataforma de mais de 15 mil leitores online só no idioma Português, o que permitiu validar o interesse dos leitores pela obra e assim criar as bases para um lançamento no formato físico:

https://www.facebook.com/bookrosaliadecastro 

Seguindo uma linha independente o projecto foi financiado na totalidade pelos próprios leitores através de uma campanha de crowdfunding, um feito inédito para um autor português no Indiegogo :

https://www.indiegogo.com/projects/rosalia-de-castro-o-livro/x/4948564

O livro está disponível desde Julho para venda nas lojas Fnac e em algumas livrarias independentes.

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O enredo baseia-se numa parábola sobre os encontros e desencontros na vida de quatro pessoas. Nascidas em quatro países diferentes acabam por cruzar-se na busca que cada um faz na procura da felicidade.

As notas de rodapé que salpicam cada capítulo ajudam-nos a viver duas histórias paralelas, a que está escrita e aquela que o leitor fará por sua iniciativa.

Ao longo dos anos iremos acompanhar a vida de três mulheres.
Àgnes Szement, nascida em Budapeste, com uma ambição que poderá não encontrar limites na dimensão do nosso mundo.

Monika Lavova, viveu parte da sua vida em Praga, nasceu na antiga Checoslováquia, um país que já não existe, tal como as certezas com que cresceu.

Maria Cortez, uma galega misteriosa, tal como muitas das suas conterrâneas, sonha com uma vida diferente em Paris.

Na ponta de cada história, um mesmo homem, José Costa Terra.

Deixe-se guiar pelos espaços, sons e desafios de um caminho que se vai estreitando até uma longa noite na Veneza do norte.

Rosalía de Castro, uma ponte no tempo.

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O autor, João Perre Viana nasceu a 10 de Agosto de 1972 em Lisboa. Formou-se em Direito em Portugal e mais tarde fez um MBA na Bélgica, estando há mais de 20 anos dedicado à gestão e criação de empresas.

A sua vida profissional levou-o a trabalhar em diferentes países e culturas tendo mantido em paralelo a atividade de docente. Atualmente é professor convidado em diversas universidades onde leciona disciplinas nas áreas de empreendedorismo e da comunicação de marca.

Durante a adolescência leu vorazmente tendo começado a escrever de forma apaixonada as histórias e os relatos dos diferentes locais por onde tem vivido e trabalhado.

Ao atravessar a fronteira dos 40, prometeu a si mesmo que iria dedicar mais tempo à literatura. Rosalía de Castro e a primeira das histórias que sonham transformar-se em livro que tem para contar.

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publicado por Carlos Gomes às 13:30
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2015
BIBLIOTECA DA MOITA VAI À PRAIA DO ROSÁRIO

A partir de 20 de junho e até 30 de agosto, a Biblioteca Estival regressa à Praia Fluvial do Rosário. Com esta iniciativa, a Câmara Municipal da Moita pretende fomentar o gosto pelo livro e pela leitura e, simultaneamente, atrair novos leitores para as bibliotecas municipais.

Praia do Rosário

Este posto de leitura, que funciona de terça a sexta-feira, entre as 10:00h e as 13:00h ou das 14:00h às 18:00h, e aos fins-de-semana e feriados, das 10:00h às 14:00h ou das 14:00h às 19:00h, conforme as marés, coloca ao dispor dos veraneantes a possibilidade de consultar livros, revistas e jornais na praia. A Biblioteca Estival também dinamiza jogos de mesa, como xadrez, damas, dominó, entre outros.

Passa por lá e coloque as suas leituras em dia!



publicado por Carlos Gomes às 13:36
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2015
MOITA DÁ FORMAÇÃO PARA A LEITURA NA ESCOLA

“Educação Literária e Formação de Leitores na Escola” na Biblioteca da Moita

“Educação Literária e Formação de Leitores na Escola” é o tema da Ação de Formação agendada para o dia 1 de junho, entre as 14:00h e as 18:00h, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, protagonizada pelo professor José António Gomes.

Ação de Formação com José António Gomes

Esta ação é dirigida a professores de vários níveis de ensino, educadores de infância, animadores, técnicos de biblioteca, bibliotecários e todos os interessados pela leitura, e tem entrada gratuita, mediante inscrição prévia na biblioteca (T: 210817040).

João Pedro Mésseder é o nome literário de José António Gomes, Professor Coordenador, doutorado em literatura, na Escola Superior de Educação do Porto, onde tem trabalhado na formação de professores. É também investigador do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, do Centro de Investigação e Inovação em Educação da ESE do Porto e da Rede Temática “As Literaturas Infantis e Juvenis do Marco Ibérico e Ibero-americano”.

Publicou estudos sobre literatura portuguesa e literatura para a infância e a juventude e sobre educação literária e formação de leitores e, com o seu nome literário, cerca de trinta obras de criação. Entre outras distinções, ganhou os prémios M.ª Amália Vaz de Carvalho, de poesia, pelo livro “Fissura” (Caminho, 2000), e Bissaya Barreto de Literatura para a Infância, com a obra “Pequeno Livro das Coisas” (Caminho, 2012). É autor de vários outros livros, de poemas e de narrativas, para crianças, jovens e adultos, como “Romance do 25 de Abril” (Caminho, 2007). Os seus últimos livros editados são “Tudo É Sempre Outra Coisa” (Caminho, 2014), e a nova edição (3.ª, revista e com novo design) de “Versos com Reversos” (Caminho, 1998; 2015),

No dia 2 de junho, o professor José António Gomes, mas “na pele” do escritor João Pedro Mésseder, vai estar na Biblioteca Escolar EB 2, 3 D. Pedro II, no âmbito da iniciativa “Escolas a Ler”.



publicado por Carlos Gomes às 14:22
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2015
BIBLIOTECA DA MOITA EVOCA LOPES GRAÇA

18º aniversário da Biblioteca Municipal da Moita

“Leitura às Quintas” dedicada a Lopes Graça

O projeto “Leitura às Quintas” do mês de maio, agendado para o dia 14, pelas 21:00h, está inserido no programa comemorativo do 18º aniversário da Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita.

No átrio da Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, pode apreciar a exposição “Considerações sobre Lopes Graça nos 20 Anos do seu Desaparecimento Físico”, cedida pela Associação Lopes Graça.

Já no auditório Lopes Graça, segue-se a apresentação do CD/Livro “Canções do 25 de Abril – 13 Canções Heroicas de Lopes Graça”, pelo escritor Domingos Lobo.

O músico e professor Alexandre Branco irá lançar a Coletânea de 267 Canções Regionais Portuguesas.

A terminar esta noite de Leituras às Quintas, realiza-se uma Palestra sobre Lopes Graça, pelo pianista José Eduardo Martins, seguida de um concerto pelo Coro Lopes Graça, da Academia de Amadores de Música, com a participação do Grupo Coral Alius Vetus.

A entrada é livre. Participe!



publicado por Carlos Gomes às 12:40
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Quinta-feira, 23 de Abril de 2015
FILIPE AVILLEZ APRESENTA NO CONVENTO DOS CARDAES O LIVRO “QUE FAZES AÍ FECHADA?”



publicado por Carlos Gomes às 19:28
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2015
CASA DE PONTE DE LIMA EM LISBOA APRESENTA A OBRA “A BRUXA DE GRADE” DE PAULA TEIXEIRA DE QUEIRÓZ

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publicado por Carlos Gomes às 20:46
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2015
MOITA APRESENTA LITERATURA E MÚSICA CABOVERDIANA

Na Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira: “Leitura às Quintas”: Apresentação do romance “Luna – A Noite de Todos os Dias”

No dia 9 de abril, pelas 21:30h, e no âmbito do projeto municipal “Leitura às Quintas”, a Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira vai ser palco para a apresentação do romance “Luna – A Noite de Todos os Dias”, de Carlota de Barros, poetisa cabo-verdiana.

Esta apresentação será enriquecida com um recital poético-musical por membros da Fundação João Lopes, de Cabo Verde, e também com a participação especial da cantora cabo-verdiana Celina Pereira.

A entrada é gratuita.

Biblioteca do Vale da Amoreira



publicado por Carlos Gomes às 18:28
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Segunda-feira, 9 de Março de 2015
MOITA REALIZA ATELIÊS PARA CRIANÇAS E JOVENS

Na Biblioteca Municipal da Baixa da Banheira – Moita

“Ateliês aos Sábados” para crianças e jovens

Nos sábados, dias 14, 21 e 28 de março, a partir das 15:30h, a Biblioteca Municipal da Baixa da Banheira vai dinamizar três ateliês diferentes: Ateliê de Construção do Livro/Objeto, Ateliê de Escrita Criativa, com a autora Paula Farinhas, e Ateliê de Escrita e Ilustração.

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Nestes ateliês, dirigidos a crianças e jovens entre os 6 e os 12 anos, os participantes vão construir um livro/objeto, despertando, desta forma, o gosto pela escrita, e também aliar a escrita ao desenho. Os mais pequenos vão construir um livro de imagens.

Para participar, basta efetuar a inscrição gratuita, através do T: 210888902 / 210888914210. A lotação está limitada a 20 participantes.



publicado por Carlos Gomes às 11:27
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2015
BIBLIOTECA MUNICIPAL DA MOITA APRESENTA LIVRO DE KALAF ÂNGELO

Leitura às Quintas: apresentação do livro: “O Angolano que Comprou Lisboa (Por Metade do Preço)”

No âmbito do projeto “Leituras às Quintas”, no dia 26 de fevereiro, pelas 21:00h, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, vai ser apresentado o livro “O Angolano que Comprou Lisboa (Por Metade do Preço)”, de Kalaf Ângelo (que agora assina Epalanga, em homenagem ao seu avô materno que queria ser escritor), músico dos Buraka Som Sistema.

Três anos depois do lançamento do seu livro “Estórias de Amor para Meninos de Cor”, Kalaf junta nesta obra mais de cinquenta crónicas, algumas originais, outras publicadas no Público e outras na Rede Angola. Aqui, Kalaf discute a sua vida como “lisboeta angolano”, com as suas influências africanas e cultura de miscigenação, a “vaidade angolana que já se tornou monumento de fama internacional” e as marcas que Angola lhe deixou.

A aventura poética de Kalaf teve início em finais dos anos 90, em Lisboa, numa altura em que a cidade ensaiava novas linguagens rítmicas, buscando novos caminhos para a música urbana feita em português. Neste percurso, cruzou-se com os pioneiros do movimento de música eletrónica, contou estórias e gravou dois «disco-falados» que lhe valeram o título de Poeta-Cantor, A Fuga... e Strategies And Survival. Com o produtor João «Branko» Barbosa, crente de que era possível exportar Lisboa para mundo, fundou a Enchufada, núcleo de produção musical, editora independente e incubadora de ideias como Buraka Som Sistema. Em 2011, é editado, pela Caminho, o seu primeiro livro de crónicas, Estórias de Amor para Meninos de Cor.

Sinopse:           

“Reparem, a seguir a Luanda, o lugar onde todas as idiossincrasias deste povo ganham maior visibilidade é Lisboa. Daí, mesmo que eu quisesse, é impossível ficar imune a essa banga, basta alguém identificar-me o sotaque (ou a ausência dele). A verdade é que a vaidade angolana já se tornou monumento de fama internacional. Uma atração turística ambulante, que onde quer que estejam angolanos, uma multidão de curiosos aparece para tirar fotografias, entregar currículos ou propor negócio, como me aconteceu recentemente. Quando terminava o meu almoço, sai da cozinha o proprietário e propõe-me que lhe compre o restaurante, com todo o recheio, licenças, cozinheiros e empregados de mesa incluídos. E eu, do alto da minha vaidade, tão afetado pela crise financeira em Portugal quanto o pobre senhor, lanço-lhe a pergunta: Quanto é que custa?”



publicado por Carlos Gomes às 12:17
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015
ESCRITORA LÉA FERREIRA PUBLICA ROMANCE “ESTRANGEIRA A MIM MESMA”

A escritora Léa ferreira acaba de publicar o romance Estrangeira a mim mesma. O romance trata da história de Sophie Pereira, Nascida em França de pais portugueses emigrados nos anos 70, e que é uma jovem em busca de si mesma. Ao longo do romance, acompanhamos o seu dia-a-dia, o seu novo início em que vai ser confrontada com o seu passado e a sua dificuldade em lidar com as suas origens. É com uma pitada de humorismo que vamos assistindo às suas interrogações e ao desenvolvimento das suas relações.

A sua história entrelaça-se com lembranças de familiares que emigraram nos anos 70 e explicita o que vivem os luso-descendentes dessa geração, como também trata da dura realidade dos jovens portugueses que, também hoje, são constrangidos a emigrar por causa da crise económica destes últimos anos. 

Excerto:

            “Não me apresentei. Chamo-me Sophie da Silva Pereira e tenho uma vida, como dizer, em filigrana. Já um nome estrangeiro e um apelido lusitano anunciam um entrançado de culturas. 

            Já que começámos a falar das várias personagens, diria que podemos ir adiante com as várias categorias da narrativa para que fique despachado, pois nunca suportei as análises de texto. 

            Quando. Tenho bem pouco a dizer. Sou filha do mau gosto dos anos 80. Relembro os penteados volumosos, as camisolas grossas e largas, a Mercedes com que fazíamos a viagem de Paris a Portugal no calor dos primeiros dias de agosto. Tínhamos uma modelo 240D, cor de laranja dúbio com, obviamente, os tampões das rodas da mesma cor. O seu interior era em couro e podem, por isso, imaginar como era voltar para dentro do carro depois de uma paragem para comer o farnel em pleno deserto castelhano ao início da tarde. Fui adolescente nos fluorescentes e eletrónicos anos 90. Tive de assistir à proliferação das americanices televisivas que procriaram Dylans e Kellys por todo o lado e os famosos Kevins, particularmente apreciados pelas famílias portuguesas. Adulta, eis-me aqui, neste início de terceiro milénio em que o mundo é um mercado e em que a vida de cada um depende das cotações da bolsa e das intrigas dos economistas, já para não falar das indústrias alimentares e farmacêuticas. 

            Onde. Algures pelo mundo. Pelo mundo que é do meu conhecimento direto, isto é, a Europa ocidental. Encontro-me no sul da França. Mas fiquem já a saber que este dado é irrelevante. Estou aqui como poderia estar em Tuvalu ou nas ilhas Malvinas ou Quirimbas. Pouco importa. Não estou no meu país, estou longe das minhas origens, da minha cultura. Já nasci afastada, estou fora e com certeza hei de morrer apartada. É esta a verdade. Considero, neste caso, que para onde a sorte me levou não tem importância. Não o desejei, não o escolhi. Apenas o sofri e deixei-me levar. Por isso, onde estou? Não no meu país. Gostaria de poder dizer que onde me encontro é nenhures. Não sei porquê, gosto deste advérbio, é bem português. Mas, infelizmente, estou algures e nesse algures não tenho raízes. 

            Como, é que não sei explicar. Como é que chegamos a este ponto? Como é que tudo isto vai acabar? A ação é algo difícil de definir. Não há linearidade. Há apenas uma história que se encaixa num presente, um passado que se alterna com a minha vida, um futuro que se encadeia com o que sou.”

Sobre a autora

Léa Ferreira nasceu em França de pais portugueses. Cresceu na região parisiense, mas prosseguiu os estudos universitários em Portugal onde se licenciou em Português-Francês. Desde muito jovem escreve contos e romances que foi partilhando com amigos e professores. Perante a oportunidade oferecida pelas plataformas de auto-publicação, decidiu lançar o seu primeiro romance Estrangeira a mim mesma. Desde 2007 ensina Língua Portuguesa na Universidade de Pádua em Itália em colaboração com o Camões.

Sobre o livro

Título: Estrangeira a mim mesma

Autor: Léa Ferreira

Língua: português

Lojas online onde o livro está disponível em formato digital: Amazon e Kobobooks



publicado por Carlos Gomes às 23:14
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015
MOITA RECORDA ANGOLA COM APRESENTAÇÃO DE LIVRO SOBRE MALANJE

Na Biblioteca do Vale da Amoreira. Recordar Angola com livro “Malanje – O Tempo e a Memória”

No dia 24 de janeiro, pelas 16:00h, a Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira vai ser palco para a apresentação do livro “Malanje – O Tempo e a Memória”, com a presença dos autores Lito Martin, Tomás Coelho e Filomena Barata.

A primeira edição contou apenas com 500 exemplares, mas despertou um enorme interesse junto da comunidade angolana e não só. Por isso, esta obra histórico-fotográfica sobre as gentes, a cidade e a província de Malanje/Angola, desde os seus primórdios (1842) até à data da Independência de Angola (1975), volta a ser editado.

O livro conta com 850 fotografias, a cores e a preto e branco, que mostram a cidade no início do século XX até 1975, numa edição de luxo com 370 páginas.

O valor conseguido com a venda desta obra reverte para a Casa do Gaiato de Malanje.



publicado por Carlos Gomes às 11:19
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2015
ESCRITORA HELENA SOFIA POEIRAS APRESENTA NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DA MOITA O LIVRO “O REINO ENCANTADO DA AMIZADE”

Apresentação de livro para os mais pequenos

“O Reino Encantado da Amizade” é o título do livro infantil de Helena Sofia Poeiras Maneta que vai ser apresentado publicamente no dia 24 de janeiro, pelas 15:30h, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita.

O Reino Encantado da Amizade

Este livro é composto por um conjunto de contos infantis, em que os meninos brincam, os animais e os brinquedos falam e as fadas limpam o lixo que os humanos deixam irresponsavelmente para trás. Aqui, sucedem-se as peripécias de personagens encantadoras, como a boneca Carolina, a fada Floriana, o cão Nani, o ouriço-cacheiro Pirolito e o coelho Nocas, num enredo que fascina todas as crianças.

Helena Sofia Poeiras Maneta nasceu em Alhos Vedros e reside atualmente no Barreiro.



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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014
MIGUEL BOIM APRESENTA EM SINTRA O LIVRO "SINTRA LENDÁRIA"

Entrada Livre

Sexta-feira, 19 de Dezembro

21h30

Indicações para a Casa do Fauno:

Seguir até à Quinta da Regaleira; entrar para a rua do parque de estacionamento, que se encontra à frente de um antigo palácio abandonado (em estilo mourisco); seguir pela rua sem saída (Rua Trindade Coelho); após 400 metros encontrará à esquerda o portão da Quinta dos Lobos, onde se localiza a Casa do Fauno.



publicado por Carlos Gomes às 08:51
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2014
SÓNIA LOURO APRESENTA O SEU NOVO LIVRO “FERNANDO PESSOA – O ROMANCE” NA BIBLIOTECA DA MOITA

No dia 6 de dezembro, pelas 21:30h, Sónia Louro vai estar na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, para apresentar o seu mais recente livro, “Fernando Pessoa – O Romance”.

Sónia Louro nasceu em 1976, em França, e reside no concelho da Moita desde os 9 anos. Bióloga de formação, desde cedo mostrou a sua paixão pelas ciências e pela literatura e, no seu currículo como escritora, conta já com obras bem conhecidas, como “Viriato, o Filho Rebelde”, “A Vida Secreta de Dom Sebastião”, o “Cônsul Desobediente”, “A Verdadeira Peregrinação” e “Amália”.

“Fernando Pessoa” é o primeiro romance biográfico do poeta que foi muitos poetas. Órfão de pai aos cinco anos de idade, cedo perde a atenção da mãe quando esta volta a casar. Forçado a partir para a distante África do Sul, onde o nascimento de irmãos o isolam ainda mais, refugia-se em si mesmo e aí cria novos mundos. No fim da adolescência, regressa a Lisboa, na vã tentativa de resgatar os poucos momentos da vida em que fora feliz. Aí conhece personalidades do mundo das artes e da literatura, como Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro ou Adolfo Casais Monteiro. É um dos fundadores da Orpheu, uma revista artística que foi recebida com escândalo pela crítica.

Correspondente comercial, inventor, tradutor, editor, publicitário e astrólogo, Fernando Pessoa procurou várias formas de ganhar a vida. E até o amor lhe bateu à porta quando conheceu Ophélia Queiroz.

“Fernando Pessoa – O Romance” é fruto de uma pesquisa meticulosa e uma verdadeira homenagem ao maior poeta da língua portuguesa. Entrada livre.



publicado por Carlos Gomes às 15:58
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014
ESCRITOR JOSÉ LUÍS PEIXOTO APRSENTA O LIVRO “GALVEIAS” NO CONCELHO DA MOITA

No Fórum Cultural – Baixa da Banheira: José Luís Peixoto apresenta livro “Galveias”

O escritor José Luís Peixoto vai estar no concelho da Moita, no dia 4 de dezembro, para apresentar o seu mais recente livro, “Galveias”. Este encontro, inserido na iniciativa “Leituras à Quinta” está marcado para as 21:00h, no auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, e vai contar também com a participação do Grupo Coral Alentejano “O Sobreiro”.

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“Galveias” é uma homenagem de José Luís Peixoto à localidade alentejana que o viu nascer há 40 anos, no concelho de Ponte de Sor, Portalegre, e pretende defender, segundo o autor “a realidade do interior de Portugal, onde há problemas bastante graves”.

José Luís Peixoto é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (inglês e alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Antes de se dedicar profissionalmente à escrita, em 2000, trabalhou como professor, em Cabo Verde e em várias cidades de Portugal.

José Luís Peixoto acumula vários prémios literários, destacando-se, em 2001, o Prémio Literário José Saramago, com o seu romance "Nenhum Olhar". Os seus romances estão traduzidos em 20 idiomas e distribuídos em mais de 60 países, tendo a chancela de algumas das editoras mais prestigiadas do mundo.



publicado por Carlos Gomes às 19:08
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2014
BAIXA DA BANHEIRA APRESENTA “LIVROS DE ABRIL”

40 anos do 25 de Abril: Livros de “Abril” apresentados na Biblioteca da Baixa da Banheira

“Conquistas da Revolução” e “Vasco, Nome de Abril” são os dois livros que vão ser apresentados, no dia 8 de novembro, pelas 16:00h, na Biblioteca Municipal da Baixa da Banheira.

A apresentação destas obras vai estar a cargo do Coronel Batista Alves e de Nuno Lopes, membros da Direção da Associação Conquistas da Revolução.



publicado por Carlos Gomes às 20:02
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014
ESCRITOR JOEL GOMES APRESENTA NA MOITA NOVO ROMANCE

Livro “A Imagem” apresentado na Biblioteca da Moita No dia 25 de outubro, pelas 21:30h, vai ser apresentado, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, o livro “A Imagem”, com a presença do autor, Joel A. Gomes.

Sete anos depois dos eventos de "Um Cappuccino Vermelho", o primeiro romance de Joel G. Gomes, o escritor que vive na Moita apresenta "A Imagem", o segundo volume da série INTERSECÇÃO. "A Imagem" desvenda o que aconteceu a Ricardo Neves e João Dias Martins. É uma nova história num universo já conhecido. Poderá parecer familiar, porém nada se repete, tudo é novo.

Sinopse:

Há seis anos que Lucas vive numa fuga constante devido a um segredo do seu passado. Quando chegou à vila da Moita julgou ter encontrado um sítio onde recomeçar a sua vida, mas em vez disso descobriu um novo nível para o seu pesadelo.

Alguém conhece o segredo de Lucas e está a usar isso como forma de obrigá-lo a ser cúmplice de crimes cada vez mais horrendos.

Preso numa espiral de violência e dor, o pesadelo de Lucas parece destinado a não ter fim. Até ao dia em que se depara com uma estranha imagem que o força a olhar para si mesmo e a enfrentar de vez o seu medo.

Começa então uma jornada de redenção e descoberta que o levará a encontrar segredos do seu passado que ele próprio desconhece. Forjando novas alianças, Lucas acredita estar à altura da ameaça que paira no horizonte, mas será ele capaz de fazer o sacrifício necessário para vencer?



publicado por Carlos Gomes às 12:21
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2014
MUNICÍPIO DA MOITA PROMOVE QUINZENA DA EDUCAÇÃO

Encontro “Maré de Palavras – Animar a Leitura Promovendo o Livro”

No âmbito da Quinzena da Educação, nos dias 17 e 18 de outubro, a Câmara Municipal da Moita vai promover, na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, a Ação de Formação/ Encontro “Maré de Palavras – Animar a Leitura Promovendo o Livro”, como forma de refletir sobre a importância da animação do livro e da leitura, partilhando experiências.

Biblioteca da Moita

Este encontro tem uma vertente teórica, que permitirá uma reflexão sobre vários aspetos do tema, e também uma componente prática, onde serão divulgados vários projetos nesta área.

São vários os convidados para participar nestes dois dias de “Maré de Palavras”, nomeadamente, desde escritores, passando por professores, humoristas, associações artísticas, até contadores de histórias, entre outros. Do programa destacamos, no dia 17, as conferências – “A Animação da Leitura e a Formação de Leitores”, “As Bibliotecas Públicas e a Crise: Difícil Transição para o Século XXI”, “A Animação e a Promoção da Leitura nas Bibliotecas Municipais da Moita” e “A Animação e a Promoção da Leitura nas Bibliotecas Escolares da Moita” –, no dia 18, as Oficinas – “A Leitura em Voz Alta”, “Ler é Mais que Ler Palavras” e Workshop de Escrita Criativa –, no dia 18, as Mesas Redondas – “Promover para Dar a Ler” e “As Bibliotecas são as Casas onde Moram as Histórias” – e várias Histórias e Contos, em ambos os dias.

Este encontro é dirigida a docentes, animadores socioculturais, bibliotecários, técnicos de biblioteca e outros profissionais que desenvolvam trabalho nesta área, sendo obrigatória a inscrição através do email: bmbjcaraca@mail.cm-moita.pt. Para o público em geral, a Câmara Municipal preparou uma “Maré de Contos”, uma “Maré de Danças” e uma Maré de Livros”, no dia 18 de outubro, a partir das 21:00h, com vários convidados, dos quais destacamos Jorge Serafim, Rodolfo Castro e António Fontinha.

Consulte também o programa completo em www.cm-moita.pt.

Programa Completo:

17 de outubro – sexta-feira

9:30h Receção aos participantes

9:45h Abertura – Rui Garcia (Presidente CMMoita) e Joaquim Raminhos (Diretor do Centro Formação das Escolas de Barreiro Moita)

10:00h Conferência: A Animação da Leitura e a Formação de Leitores

Glória Bastos (Universidade Aberta)

Moderação Maria Ana Judas (CMMoita)

10:45h Intervalo

11:00h As Bibliotecas Públicas e a Crise: A Difícil Transição para o Século XXI

Vera Oliveira (Direção Geral do Livro Arquivos e Bibliotecas)

Moderação Lurdes Cavaquinho (CMMoita)

11:45h A Animação e a Promoção da Leitura nas Bibliotecas Municipais da Moita

Maria João Silva (CMMoita)

12:10h Debate

13:00h Almoço

Tarde

14:30h / 15:30h MARÉ DE HISTÓRIAS

Alexandra, Jacinto, Rosa Ribeiro (BM Vale da Amoreira)

Henriques Guerreiro, Contador local

António Mota (BM Loures);

Destinatários: Escolas

Poesia à La Carte na Entrada da Biblioteca, pela Andante Associação Artística

15:30h/16:30h A Animação e a Promoção da Leitura nas Bibliotecas Escolares da Moita

Agrupamento de Escolas da Moita

Agrupamento de Escolas D. João I

Agrupamento de Escolas Mouzinho da Silveira

Agrupamento de Escolas Fragata do Tejo

Moderação Margarida Chaves (Rede Bibliotecas Escolares)

16:30h Debate

18 de outubro sábado

9:00h MARÉ DE OFICINAS

A Leitura em Voz Alta, pela Andante

Ler é Mais que Ler Palavras, Dora Batalim

Workshop de Escrita Criativa, Margarida Fonseca Santos

13:00h Almoço

Tarde

14:30h Mesa Redonda Promover para Dar a LER

Cristina Paiva, atriz

Jorge Serafim, contador de histórias

Moderação Bruno Vieira do Amaral, escritor e critico literário

15:15h Mesa Redonda As Bibliotecas são as Casas onde Moram as Histórias - As Histórias são as Casas onde Moram as Palavras

Luísa Ducla Soares, escritora

António Torrado, escritor

Margarida Fonseca Santos, escritora

Bernardo Santos, Gestor de Marca do Grupo Leya

Moderação Fernando Pinto do Amaral, (Plano Nacional de Leitura)

16:15h Debate

17:00h Encerramento Vice-Presidente da CMMoita

21:00h MARÉ DE CONTOS – Aberto à comunidade

Atuação Musical com o Grupo Finisterra

Anabela, Maria João e Célia, BMMoita

Ana Josefa Cardoso, Contadora local

António Fontinha

Atuação Musical com o Grupo Finisterra

Rodolfo Castro

Jorge Serafim

Ângelo Torres e José Galissa

MARÉ DE DANÇAS

Vamos Bailar com o Sr. Custódio

Cacau com Letras e Palavras

MARÉ DE LIVROS

Feira do Livro

Mostra de Livros e Leituras

Livreiros Presentes: LEYA, PRODIDACTICO

MARÉ DE EXPOSIÇÕES

- Escolas a Ler com a Biblioteca Municipal – Trabalhos das Bibliotecas Escolares

13 a 25 de outubro

Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça

- A sorte e o Engenho – Exposição de Ilustração de Cristina Salvador

14 a 25 de outubro

Fórum Cultural José Manuel Figueiredo

- Moinho de Maré de Alhos Vedros - Visitas ao Moinho e à Exposição “Alhos Vedros no séc. XVI”

De setembro a maio



publicado por Carlos Gomes às 20:05
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2014
SOPHIA DE MELLO BREYNER É HOJE TRASLADADA PARA O PANTEÃO NACIONAL

O Panteão Nacional recebe hoje os restos mortais da poetisa Sophia de Mello Breyner. A cerimónia inclui um cortejo solene que partirá do cemitério de Carnide e percorrerá as ruas de Lisboa, rumo à Igreja de Santa Engrácia.

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Às 17h30, o Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente celebrará missa na capela do Rato, restrita aos familiares, a que se seguirá o cortejo com passagem pela Assembleia da República, seguindo em direção à Praça do Comércio e dali em direção ao Panteão Nacional, pela Sé Catedral de Lisboa.

Caberá a José Manuel dos Santos, da Academia Nacional de Belas Artes, proceder ao elogio fúnebre, seguindo-se as intervenções do Presidente da República e da Presidente da Assembleia da República.

Na escadaria do Panteão Nacional terão lugar atuações da Companhia Nacional de Bailado e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, e a difusão de uma gravação de 1957, de uma leitura de poemas por Sophia de Mello Breyner Andresen.

Após a assinatura do Termo de Sepultura pelo Presidente da República, pela presidente da Assembleia da República e pelo primeiro-ministro, pelas 20:00 a urna é transportada para o interior do Panteão Nacional, onde ficará depositada numa arca tumular na sala onde se encontram os túmulos do general Humberto Delgado e do escritor Aquilino Ribeiro.

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A criação do Panteão Nacional em Portugal é uma ideia do ministro Passos Manuel que remonta a 1836, altura que decreta a sua edificação com o objetivo de consagrar um espaço à memória coletiva dos que se sacrificaram na Revolução de 1820 pela causa do liberalismo e ainda os grandes vultos da Pátria que o tempo os condenava ao esquecimento como o poeta Luís de Camões.

Sem local definido à partida, serviram o Mosteiro dos Jerónimos e o Mosteiro de São Vicente de Fora durante muito tempo como panteão, permanecendo aliás neste último o panteão dos cardeais de Lisboa e o panteão da Dinastia de Bragança. A escolha da Igreja de Santa Engrácia só veio a ser decidida mais tarde, fato a que não é estranha a demora da conclusão das obras.

O atual templo que alberga o Panteão Nacional foi construído no preciso local onde primitivamente existiu um templo de meados do século XII e, em 1568, a Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, mandou erguer uma igreja para receber o relicário da virgem mártir Engrácia de Saragoça, daí derivando a sua atual designação. O começo das obras de construção da atual igreja teve lugar em 1682 e prolongaram-se indefinidamente, apenas ficando concluídas em 1966, tendo o seu arrastamento no tempo dado origem à expressão popular “obras de Santa Engrácia” que serve para designar as obras que não possuem fim à vista.

Almeida Garrett, Amália Rodrigues, Aquilino Ribeiro, Guerra Junqueiro, Humberto Delgado, João de Deus, Manuel de Arriaga, Óscar Carmona, Sidónio Pais e Teófilo Braga são as personalidades que se encontram sepultadas no Panteão Nacional que hoje recebe a poetisa Sophia de Mello Breyner.

PanteaoNacional_01

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publicado por Carlos Gomes às 12:14
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Domingo, 25 de Maio de 2014
DELFIM GUIMARÃES: O POETA DA AMADORA

“Delfim Guimarães. O Poeta da Amadora” é o título da melhor biografia até ao momento produzida acerca da vida e obra do poeta e escritor Delfim Guimarães. Da autoria de Lopes Vieira, o livro é uma edição da Câmara Municipal da Amadora, publicado em 1989 e encontra-se atualmente esgotado. A passagem recente dos 140 anos sobre a data do seu nascimento justificaria seguramente uma segunda edição desta obra.

Delfim Guimaraes

Neste livro, o autor traça de forma admirável o perfil do escritor Delfim Guimarães, acrescentando à sua biografia a sua obra literária e a sua intervenção cívica, não apenas no domínio profissional como ainda como cidadão interventivo na sua época que deixou uma obra cujos frutos continuam a ser colhidos pelas atuais gerações. Referimo-nos principalmente à sua ação política e cívica naquela localidade que viria a ser o atual Concelho da Amadora, nomeadamente através da criação da Liga de Melhoramentos que, entre outras iniciativas, foi responsável pela fundação das Escolas Alexandre Herculano.

Lopes Vieira convida-nos a uma digressão através da obra literária do escritor Delfim Guimarães, apresentando-nos muitos dos seus poemas, grande parte dos quais dedicados ao Ponte de Lima, terra a que dedicou os seus versos.

Delfim Guimarães encontra-se também ligado a Lisboa, terra onde trabalhou e criou a Guimarães Editores.



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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