Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Domingo, 26 de Março de 2017
POLÍCIA MARÍTIMA PROTEGE PORTUGAL NO MAR

O Dia do Livro Português foi criado pela Sociedade Portuguesa de Autores, para destacar a importância do livro e da língua portuguesa ao nível mundial. Foi definido o dia 26 de março, por ter sido neste dia que, em 1487, foi impresso o primeiro livro em Portugal, o “Pentateuco”, escrito em hebraico.

Associando-se a este dia, a AMN lançou no passado dia 20 de março, o livro “Polícia Marítima – Proteger Portugal no mar”. Com este livro pretende a Autoridade Marítima Nacional assinalar o passado histórico e as atividades da Polícia Marítima ao longo dos tempos, registando o seu valioso contributo ao serviço dos portugueses e do País.

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Sábado, 25 de Março de 2017
BRUNO REBELO APRESENTA EM SANTA IRIA DA AZÓIA LIVRO SOBRE UNIVERSIDADES SENIORES

No próximo dia 27 de Março, o Dr Bruno Rebelo vai apresentar o seu livro "Universidades Seniores: Uma visão sobre o Envelhecimento Ativo”, na Casa da Cultura de Santa Iria de Azóia, a partir das 15h00.

O evento é aberto ao público e vai ter a atuação de um Grupo de música tradicional portuguesa da Academia Sénior.

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publicado por Carlos Gomes às 22:45
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017
CASA DE GÓIS EM LISBOA APRESENTA O LIVRO "COMENDADORES DE GÓIS"

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publicado por Carlos Gomes às 10:17
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Domingo, 8 de Maio de 2016
“A PENA E A LANÇA” – UM LIVRO DA AUTORIA DO VICE-ALMIRANTE ANTÓNIO SILVA RIBEIRO ATRAVÉS DO QUAL SE REALÇA A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA E DA LITERATURA NA CELEBRAÇÃO DOS GRANDES FEITOS MILITARES

Inspirado no Canto V d’Os Lusíadas, o livro “A Pena e a Lança” da autoria do Vice-almirante António Silva Ribeiro é um “Ensaio sobre o pouco conhecimento e a rara celebração dos feitos militares e dos heróis nacionais”. Trata-se de uma edição de autor e é dedicada ao Professor Doutor Adriano Moreira por “no Instituto Superior naval de Guerra (ISNG), no ano lectivo de 1989-1990, ter despertado em mim o gosto pelo estudo das Humanidades”.

Fundamentando os argumentos em acontecimentos históricos da antiguidade clássica ou mais modernamente nos feitos dos portugueses celebrados através do poema épico de Os Lusíadas, constitui esta obra um estudo da maior atualidade e pertinência porquanto procura realçar a importância da História e da Literatura na celebração dos grandes feitos bélicos protagonizados pelos portugueses. E, a comprovar a validade da sua tese, dá como exemplo a forma como passaram despercebidas as comemorações recentes do 6º Centenário da tomada de Ceuta, empreendimento no entanto considerado a todos os títulos notável.

Em forma de justificação, o autor recorre ao insigne poeta Luís Vaz de Camões quando este afirma através dos seus versos “Enfim não houve forte Capitão / Que não fosse também douto e ciente”, para concluir que “não basta ser um militar valoroso, capaz de cometer façanhas bélicas invulgares”, mas que “os líderes militares precisam de ter, igualmente, instrução e sabedoria para transmitirem essas ações através da escrita, como fazem os heróis dos outros países, a quem não falta eloquência. Em sua opinião, Portugal produz gente de enorme heroísmo e grande valia bélica, mas, por ser rude e inculta, dificilmente dai da penumbra da História”.

O Vice-almirante António Silva Ribeira é natural do concelho de Pombal e possui vasta obra publicada de entre a qual salientamos “A Hidrografia nos Descobrimentos Portugueses” e a “Cartografia Naútica Portuguesa dos Séculos XV a XVII”. É um académico especializado nas áreas de Estratégia, Ciência Politica e História, lecionando e supervisionando investigações em algumas das principais Universidades e Centros de Investigação de Portugal. Tem uma extensa obra publicada, e é orador habitual em conferências sobre Assuntos Militares e Políticos, Relações Internacionais e Estratégia.

É professor catedrático convidado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, professor militar da Escola Naval e professor coordenador do Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração. O seu principal tema de investigação é o planeamento estratégico, embora se interesse por estratégia marítima, estratégia militar, política internacional, sociologia militar, história militar, história marítima e história da hidrografia.

O Vice-almirante Silva Ribeiro é membro do Grupo de Estudos e Reflexão Estratégica de Marinha, da Academia de Marinha, do Centro de Estudos do Mar, da Liga dos Combatentes, do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, do Centro Português de Geopolítica, da Comissão Portuguesa de História Militar, da Revista Militar, da Revista Nação e Defesa, da Revista Segurança e Defesa, do Clube Militar Naval, do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada, do Grupo de Amigos de Olivença, da Revista de Relações Internacionais e da Revista de Ciências Militares.

Foto: Revista da Armada



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Domingo, 1 de Maio de 2016
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO APRESENTA EM LISBOA OBRA SOBRE A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA DA AUTORIA DO ESCRITOR DANIEL BASTOS

Lisboa recebeu apresentação do livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”

Foi ontem apresentada em Lisboa a obra Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

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O livro, concebido e realizado pelo historiador minhoto Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960, foi apresentado na FNAC do Chiado, numa sessão muito participada e que esteve a cargo do professor universitário e ex-secretário-geral socialista, António José Seguro.

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Com chancela da Editora Converso, o livro traduzido para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, e prefaciado pelo multipremiado ensaísta Eduardo Lourenço, reúne memórias, testemunhos e mais de centena e meia de fotografias originais da maior importância para a história portuguesa do último meio século. 

No decurso da sessão, António José Seguro, que enalteceu as qualidades humanas e intelectuais do historiador e escritor Daniel Bastos, qualificou a obra como sendo um relevante contributo para a história e memória da emigração portuguesa da segunda metade do séc. XX.

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A sessão de apresentação em Lisboa incluiu a inauguração de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que estará durante os próximos três meses patente ao público no Fórum da FNAC - Chiado.

Refira-se que no dia 12 maio (quinta-feira), às 18h30, o livro será apresentado no Consulado de Portugal em Paris, numa sessão aberta à numerosa comunidade portuguesa radicada na capital francesa, e que contará com a presença do fotógrafo que seguiu durante trinta anos a vida dos portugueses em França.

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Sábado, 30 de Abril de 2016
ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTA HOJE EM LISBOA O LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

Apresentação do livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores” na capital portuguesa

É hoje apresentado em Lisboa a obra “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

Gérald Bloncourt ladeado pelo historiador Daniel

O livro, concebido pelo escritor e historiador Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960, é apresentada às 17h00 na FNAC do Chiado.

A apresentação do livro com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue traduzida para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, que conta com prefácio do multipremiado pensador Eduardo Lourenço, estará a cargo do professor universitário e ex-secretário-geral socialista, António José Seguro.

Capa do Livro

Além das fotografias históricas que Gérald Bloncourt captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos bidonvilles dos arredores de Paris, a obra reúne igualmente memórias, testemunhos e imagens originais que o fotógrafo francês de origem haitiana realizou durante a sua primeira viagem a Portugal na década de 1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves, assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes portugueses além Pirenéus, e as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa.

Segundo Daniel Bastos, investigador da nova geração de historiadores portugueses com um percurso literário alicerçado junto das comunidades portuguesas, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, composto por um conjunto de centena e meia de imagens da maior importância para a história portuguesa do último meio século, é “um convite a uma viagem de redescoberta de um país e de um povo entre os povos”.

Refira-se que a obra é patrocinada por duas dezenas de empresas representativas do tecido socioeconómico luso-francês, e que a sessão de apresentação em Lisboa incluirá a abertura de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que está a circular pelos diversos espaços da FNAC no território nacional.

Ainda no último Festival das Migrações, das Culturas e da Cidadania, um dos eventos culturais e literários de referência no panorama europeu, que decorre anualmente em Março no Luxemburgo, o livro foi uma das obras em destaque e alvo dos mais rasgados elogios das comunidades portuguesas.

Contra-capa do Livro



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Terça-feira, 26 de Abril de 2016
CASCAIS RECUPERA MEMÓRIA DOS EXÍLIOS



publicado por Carlos Gomes às 18:56
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Sábado, 23 de Abril de 2016
ESCRITOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM LISBOA LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

Apresentação do livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores” na capital portuguesa

No próximo dia 30 de abril (sábado), é apresentada em Lisboa a obra Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

Gérald Bloncourt ladeado pelo historiador Daniel

O livro, concebido pelo escritor e historiador Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960, é apresentada às 17h00 na FNAC do Chiado.

A apresentação do livro com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue traduzida para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, que conta com prefácio do multipremiado pensador Eduardo Lourenço, estará a cargo do professor universitário e ex-secretário-geral socialista, António José Seguro.

Capa do Livro

Além das fotografias históricas que Gérald Bloncourt captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos bidonvilles dos arredores de Paris, a obra reúne igualmente memórias, testemunhos e imagens originais que o fotógrafo francês de origem haitiana realizou durante a sua primeira viagem a Portugal na década de 1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves, assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes portugueses além Pirenéus, e as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa.

Segundo Daniel Bastos, investigador da nova geração de historiadores portugueses com um percurso literário alicerçado junto das comunidades portuguesas, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, composto por um conjunto de centena e meia de imagens da maior importância para a história portuguesa do último meio século, é “um convite a uma viagem de redescoberta de um país e de um povo entre os povos”.

Refira-se que a obra é patrocinada por duas dezenas de empresas representativas do tecido socioeconómico luso-francês, e que a sessão de apresentação em Lisboa incluirá a abertura de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que está a circular pelos diversos espaços da FNAC no território nacional.

Ainda no último Festival das Migrações, das Culturas e da Cidadania, um dos eventos culturais e literários de referência no panorama europeu, que decorre anualmente em Março no Luxemburgo, o livro foi uma das obras em destaque e alvo dos mais rasgados elogios das comunidades portuguesas.

Contra-capa do Livro



publicado por Carlos Gomes às 16:11
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Quarta-feira, 2 de Março de 2016
JOAO PAULO II E A INTEGRAÇÃO POLACA NA EUROPA UNIDA

A adesão da Polónia à União Europeia, passando pelo papel e perspectiva da Igreja em todo o processo, é esmiuçada em “João Paulo II e a integração polaca na Europa Unida”. A Santa Sé, liderada por João Paulo II, encarava a União Europeia como um possível campo para a evangelização, indo ao encontro do ideal de união baseada nos valores cristãos. O Papa apoiava a integração dos povos de Leste com os outros países do continente numa “família baseada historicamente nos valores cristãos”.

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A Santa Sé, liderada por João Paulo II, olhava para a União Europeia como uma espécie de novo campo para a evangelização das nações, principal objectivo da Igreja Católica, mas também como uma missão contemporânea de unir o continente, orientando países não democráticos para a integração numa Europa, baseada nos valores cristãos. Desta forma o Papa da Polónia realizava na sua política a ideia dos publicistas polacos Jerzy Giedroyc e Juliusz Mieroszewski, de retirar o seu país da zona dos interesses russos em direcção à civilização europeia, baseada nas raízes católicas e também de incentivar a independência dos povos que viviam entre a Polónia e a Rússia. O caso polaco foi contagioso e ocorreu em outros países da Europa Central e de Leste de forma semelhante: a ditadura, o colapso do regime, a transição para a democracia e por fim, a entrada na União Europeia. Mas o caso polaco teve também as suas especificidades, sendo uma delas o envolvimento da Igreja Católica nos processos de transição, já que em nenhum dos países da Europa Central e de Leste o elemento religioso foi tão importante. João Paulo II, homem do bloco soviético, avançava nas suas obras e durante as visitas papais na Europa de Leste com a ideia de liberdade do ser humano, sublinhando a necessidade de respeito pelos direitos humanos por parte das autoridades comunistas e apoiando logo depois da queda das ditaduras comunistas as identidades dos povos do território da União Soviética e dos países satélites – na Lituânia, Ucrânia, Bielorrússia e Polónia, tal como na Checoslováquia e mais tarde, desde 1992, na República Checa e na Eslováquia. E apesar de existir uma grande secularização na Europa Ocidental, João Paulo II apoiava a integração dos povos de Leste com os outros países do continente numa “família baseada historicamente nos valores cristãos”.

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publicado por Carlos Gomes às 22:54
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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2015
CONFRARIA DE SANTA LUZIA EM VIANA DO CASTELO APRESENTA O LIVRO “SANTA LUZIA OLHARES PLURAIS” NA POUSADA DE SANTA LUZIA

No próximo dia 12 de dezembro, sábado, pelas 17 horas, a Confraria de Santa Luzia vai apresentar o livro Santa Luzia Olhares Plurais, na Pousada de Santa Luzia.

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Este livro, coordenado pelo museólogo Dr. João Alpuim Botelho, responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, em parceria com Tiago Castro, aborda as diferentes dimensões pelas quais podemos "olhar" Santa Luzia: o monte, o templo, a citânia, a pousada, a paisagem, a história ou as vidas de quem o habita, em textos assinados por especialistas de cada área.

Assim, com apresentação de D. Anacleto Oliveira, Bispo de Viana do Castelo, ficaremos a perceber melhora importância de Santa Luzia com os Olhares Plurais do geógrafo Álvaro Domingues, dos arquitetos Marta Prista, Lurdes Carreira e Tiago Ferreira de Castro, dos historiadores António Maranhão Peixoto, Isabel Marques e Ana Marques, da arqueóloga Sílvia Loureiro Mendes, do antropólogo Álvaro Campelo, do doutorado em Turismo Vítor Ambrósio, do geólogo Ricardo Carvalhido, do biólogo Pedro Gomes e do jornalista Jorge Montez.

O livro é ilustrado com uma ampla recolha de imagens e com desenhos de Eduardo Salavisa. A apresentação será fita por Lurdes Rufino, coordenadora do Mosteiro de Tibães.



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Sábado, 5 de Dezembro de 2015
LIVRO “GÉRALD BLONCOURT – O OLHAR DE COMPROMISSO COM OS FILHOS DOS GRANDES DESCOBRIDORES” LANÇADO EM PORTUGAL

Teve ontem lançamento em Fafe o livro Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

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A obra, concebida e realizada pelo historiador português Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos 60, foi apresentada em Fafe, cidade que alberga o Museu das Migrações e das Comunidades, numa sessão que encheu por completo o auditório da Biblioteca Municipal e que esteve a cargo da conhecida socióloga das migrações Maria Beatriz Rocha – Trindade.

Além das imagens históricas que o fotógrafo de 89 anos captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos bidonvilles de Paris, que já integraram várias exposições em Portugal e França, a obra traduzida para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, e prefaciada pelo consagrado ensaísta e pensador Eduardo Lourenço, reúne memórias, testemunhos e mais de centena e meia de fotografias originais da maior importância para a história portuguesa do último meio século.

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Impossibilitado de estar presente na sessão de lançamento, o fotógrafo francês, cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra francesa, a mais alta distinção civil de França, enviou uma mensagem afirmando: “as fotografias do livro do meu amigo Daniel Bastos são testemunho da aventura extraordinária que passei ao lado dos emigrantes portugueses que partiram para França entre 1954 e 1974. Agradeço ao Daniel Bastos, ao Paulo Teixeira, ao Eduardo Lourenço, à Conceição Tina, à Maria Beatriz Rocha-Trindade, e a todos que apoiaram este livro de registo de momentos inesquecíveis de dignidade e fraternidade com os filhos dos grandes descobridores”.

No decurso da sessão, Maria Beatriz Rocha – Trindade, autora de uma vasta bibliografia internacional sobre matérias relacionadas com as migrações, afirmou que embora sendo um olhar retrospetivo sobre o fenómeno da emigração portuguesa, a obra mantém plena atualidade e pertinência perante o drama dos migrantes e refugiados que comove a Europa.

Refira-se que a obra é patrocinada por duas dezenas de empresas representativas do tecido socioeconómico luso-francês. Como o Hipermercado E.Leclerc, rede de hipermercados de origem francesa que irá comercializar a obra em várias superfícies comerciais em Portugal, estando agendado para 12 de dezembro (sábado) a apresentação do livro no E.Leclerc de Chaves, distrito de Vila Real.

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O livro será também comercializado pela cadeia de lojas FNAC, estando agendado para 19 dezembro (sábado) às 21h00 a apresentação da obra na FNAC em Guimarães, e no dia 22 de janeiro (sábado) às 21h30 na FNAC em Braga, sessão que assinalará a inauguração de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal e que circulará de três em três por todos os espaços culturais da FNAC no território nacional.

No início de 2016 estão agendadas várias sessões de apresentação da obra junto das comunidades portuguesas residentes no estrangeiro, em particular da numerosa comunidade portuguesa radicada em Paris, uma sessão carregada de grande simbolismo que contará com a presença do fotógrafo que durante mais de vinte anos escreveu com luz a vida dos portugueses em França e em Portugal.

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publicado por Carlos Gomes às 22:10
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2015
ESCRITOR JOSÉ LUÍS PEIXOTO APRESENTA NOVO LIVRO NA BIBLIOTECA DA MOITA

O livro “Em Teu Ventre”, de José Luís Peixoto, vai ser apresentado na Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, no dia 10 de dezembro, pelas 21:30h, com a presença do autor, em mais uma edição do “Leituras às Quintas”.

Numa perspetiva inteiramente nova, “Em Teu Ventre” apresenta o retrato de um dos episódios mais marcantes do século XX português: as aparições de Nossa Senhora a três crianças, entre maio e outubro de 1917. Através de uma narrativa que cruza a rigorosa dimensão histórica com a riqueza de personagens surpreendentes, esta é também uma reflexão acerca de Portugal e de alguns dos seus traços mais subtis e profundos. A partir das mães presentes nesta história, a questão da maternidade é apresentada em múltiplas dimensões, nomeadamente na constatação da importância única que estas ocupam na vida dos filhos.



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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015
ESCRITORA SANDRA JORDÃO APRESENTA EM OURÉM LIVRO PARA CRIANÇAS

Escritora é natural do Montijo

A Folheto Edições apresenta o livro infantil “O LAR DOS CACHORRINHOS”, da autoria de Sandra Jordão, em sessão que terá lugar na Biblioteca Municipal de Ourém, no dia 31 de Outubro de 2015 (sábado), pelas 17:30 horas. A apresentação do livro será da responsabilidade de Adélio Amaro e haverá um momento de conto com Sandra Jordão que dá vida às histórias que habitam em si, partilhando-as com as crianças, leitores entusiastas, vibrantes e sonhadores.

Sandra Jordão

Sandra Jordão é natural do Montijo e reside em Leiria há 26 anos. É mãe de três “Potinhos de Ouro”. Acumula atividade profissional como escriturária há 23 anos numa empresa local, mas o seu grande sonho é dar vida às histórias que habitam em si desde que aprendeu a escrever e a ler, partilhando-as com alegria e paixão com as crianças, na certeza que são leitores entusiastas, vibrantes e sonhadores.

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Na busca deste sonho já publicou dois livros infantis em edição de autor. Em 2012 “A Bruxinha Despenteada” com uma mini versão em Inglês e em 2013 “Cassilda, a Bailarina”, tendo este último sido coreografado por uma Escola de Dança e apresentado ao público no Teatro José Lúcio da Silva, em Julho de 2013. Também, no dia Mundial da Dança dos anos de 2013 e 2015, subiram ao mesmo palco os pequenos grandes bailarinos que coreografaram outras duas histórias de sua autoria: “A boneca de trapos e a boneca de porcelana” e “A pequena, grande bailarina”.

Em 2015, em parceria com a CRID Leiria, e por esta área ser de especial interesse para si, publicou “A Bruxinha Despenteada” em Braille, tendo oferecido os livros às Acapo do nosso país, à Biblioteca José Saraiva, à Biblioteca Municipal de Montijo, à Fundação Champalimaud, à APPDM e ao Centro Helen Keller e Agrupamento de Escolas do Algarve, para que as crianças invisuais possam sentir a bruxinha e sonhar com ela. Neste contexto, participou recentemente no “Concurso Internacional Onkyo Braille”, tendo o seu texto sido um dos escolhidos para representar o nosso país.



publicado por Carlos Gomes às 18:19
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2015
“CORAIS ALENTEJANOS”: UMA OBRA DE REFERÊNCIA NO ESTUDO DO CANTE ALENTEJANO

Esta obra inclui o levantamento dos grupos corais alentejanos na região de Lisboa

“Corais Alentejanos é um livro de José Francisco Pereira, publicado em 1997 pelas Edições Margem, que constitui um trabalho de recolha e reflexão sobre a problemática do “cante” alentejano, o qual serviu de suporte e motor do Congresso de “Cante Alentejano” que se realizou naquele ano, na cidade de Beja.

Para além de um exaustivo levantamento de todos os grupos corais existentes em Portugal, incluindo na região de Lisboa, esta obra tem o mérito de analisar diversos aspetos relacionados com a etnografia, mormente o traje e as próprias cantigas, no contexto social e cultural da região em que se insere, as suas referências, à fauna, à flora, às emoções e à solidão.

Mas, surpreenda-se o leitor, persuadido de que no Baixo Alentejo apenas se cantava, porque o autor garante que “em certas aldeias do próprio concelho de Beja: salvada, Quintos, Baleizão e outras, por exemplo, o Povo preferia “balhar” e cantar uma noite inteira de viva voz e a plenos pulmões que servir-se da rádio ou de algum, moderno, “jazz”, a que não acha graça nenhuma, naturalmente por estar fora de seus usos e de seu meio. Antes preferia uma gaita de beiços que outros quaisquer instrumentos músicos.”

O autor deste livro, José Francisco Pereira, nasceu em Montoito, no concelho do Redondo, e foi dirigente da Casa do Alentejo, em Lisboa.

Numa altura em que a classificação pela UNESCO do Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade, contribuiu notavelmente para a sua divulgação e reconhecimento, a leitura deste livro adquire particular interesse e oportunidade para todos quantos apreciam a nossa cultura popular.



publicado por Carlos Gomes às 00:31
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2015
HISTORIADOR JOÃO ALPUIM BOTELHO PUBLICA A OBRA “AZULEJOS DA MISERICÓRDIA DE VIANA DO CASTELO”

João Alpuim Botelho é atualmente responsável pelo Museu Bordallo Pinheiro, em Lisboa

“Azulejos da Igreja da Misericórdia de Viana do Castelo. Representação das obras da Misericórdia” é o título do mais recente livro publicado pelo historiador João Alpuim Botelho, dando-nos a conhecer o magnífico património azulejar da autoria de Policarpo de Oliveira Bernardes, um dos maiores azulejistas do século XVIII. Editado pela Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, ricamente ilustrado com fotografia de Rui Carvalho e Carlos Valencia Maya e excelente grafismo de Rui Carvalho, a obra foi impressa na Gráfica Casa dos Rapazes, em Viana do Castelo.

Na Nota Introdutória, assinada por Manuel Gomes Afonso, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, refere-se o seguinte: “Em boa hora beneficiou esta igreja de obras de conservação e restauro. Ao conjunto azulejar de Policarpo de Oliveira, cuja assinatura deixou gravada num dos azulejos, foi dedicado especial cuidado. O mérito deste trabalho de recuperação, um decisivo contributo para salvaguarda e preservação de um património de que nos podemos orgulhar, tem merecido o devido reconhecimento e a atestá-lo, ainda recentemente, a atribuição do Prémio SOS Azulejo com que foi distinguido pelo Museu da Polícia Judiciária. Por isso, é de inegável oportunidade e a todos os títulos bem-vinda a edição desta obra do Dr. João Alpuim Botelho, profundo conhecedor do património da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo.

Neste trabalho o autor, com o conhecido rigor, mestria e precisão que incute aos seus estudos, conduz-nos a conhecer as principais características e particularidades dos vários painéis, permitindo-nos um diferente olhar e um mais aprofundado conhecimento de todo o conjunto que a Igreja nos oferece”.

Através deste livro, o autor dá-nos a conhecer o magnífico património azulejar barroco da Igreja da Misericórdia de entre o qual se destacam as catorze obras de Misericórdia situadas no corpo da igreja, mas também a representação da vida de Maria e de Jesus Cristo, na Capela-mor, com finalidade catequética de, através da imagem e das referências bíblicas inscritas nas respetivas cartelas, lembrar aos irmãos e a todos quantos frequentavam aquele espaço a própria missão a que a se propunha a Irmandade.

De planta transversal composta por nave única e capela-mor, da mesma altura e largura, a igreja é rasgada por janelas e portal de arco de volta perfeita encimado por frontão interrompido pela imagem da Virgem, refletindo do ponto de vista arquitetónico o período de transição do maneirismo para o barroco.

Apresentando o interior uma extraordinária riqueza decorativa, o vasto conjunto azulejar monocromático azul que reveste as paredes da igreja apresenta-se perfeitamente combinado com a talha dourada e as pinturas do teto da nave, traduzindo-se num património integrado bem caraterístico do período do barroco.

João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989) e Mestre em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007), foi responsável por dois museus certificados pela Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Artes Decorativas e o Museu do Traje. Desde 2013, encontra-se ligado à Câmara Municipal de Lisboa, sendo responsável pelo Museu Bordallo Pinheiro.

Trabalhou desde 1991 na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

Foto da Igreja: http://olharvianadocastelo.blogspot.pt/



publicado por Carlos Gomes às 21:21
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Domingo, 21 de Junho de 2015
MANUEL ANTUNES PUBLICA “A DINÂMICA DA POPULAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE MOÇAMBIQUE”

O Prof. Dr. Manuel Antunes, docente da Universidade Lusófona, acaba de publicar o livro “A Dinâmica da População no Desenvolvimento de Moçambique” que constitui um estudo, a partir de vários indicadores e com referência a várias doutrinas, acerca da importância do fator demográfico no desenvolvimento daquele país lusófono em comparação com outros países da região e do mundo.

O livro é edição do Centro de Pesquisa e Estudos Sociais da Universidade Lusófona e está disponível, para aquisição, no site Amazon, em: http://www.amazon.com/dp/1495447820

Podem ainda serem encontrados outros livros do mesmo autor em: http://www.amazon.com/s/ref=nb_sb_noss_1?url=search-alias%3Daps&field-keywords=manuel+de+azevedo+antunes

Natural do concelho de Terras de Bouro, ao Prof. Dr. Manuel Antunes se deve a preservação da memória da terra e das gentes de Vilarinho da Furna e a respetiva divulgação, nomeadamente através do Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna e das conferências e trabalhos que tem publicado a respeito deste tema.



publicado por Carlos Gomes às 09:05
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Sábado, 20 de Junho de 2015
ESCRITOR MINHOTO DANIEL BASTOS APRESENTA EM LISBOA O LIVRO DE POESIA “TERRA”

O escritor minhoto Daniel Bastos apresentou hoje no magnífico espaço da Livraria Ferin, em Lisboa, o seu livro de poesia “Terra”. A sessão incluiu ainda uma prova de vinho verde do concelho de Fafe, promovida pelos Vinhos Norte, considerado um dos maiores produtores de vinho verde.

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A apresentação da obra coube à poetisa Maria Melo, Diretora da Associação Portuguesa de Poetas, que realçou as qualidades de Daniel Bastos, o qual não deixa de as transpirar na sua própria obra, a empatia com aqueles que sofrem, tendo sempre presente a sua ligação à terra, justificando o seu título, qual cordão umbilical que jamais foi cortado entre si e a terra que o viu nascer – Fafe e a sua freguesia de Cepães!

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Mas, quem melhor do que o poeta João Ricardo Lopes, autor do posfácio, para caraterizar este livro de poemas de Daniel Bastos: “Com este volume de vinte e sete poemas a que chamou Terra, estreia-se Daniel Bastos na poesia, domínio não tão distante nem tão incompatível, como se poderia supor, com a sua área de formação: a ciência histórica. Clio e Érato, respetivamente, musas da História e da Poesia Lírica, convivem nestas páginas com a maior desenvoltura, criando várias linhas temáticas contíguas, que poderíamos, grosso modo, sintetizar assim: poemas de cariz ontológico, poemas de cariz sociológico, poemas meta poéticos e poemas eroto-oníricos.”

O livro “Terra” do poeta Daniel Bastos constitui uma edição bilingue – em português e francês – a pensar sobretudos nos portugueses de segunda e terceira geração para quem o contato com a língua materna dos seus pais já não constitui um hábito, registando-se frequentemente a perda do seu domínio. É que Fafe foi desde sempre terra que viu os seus naturais partirem, antes para o Brasil e, nos tempos mais recentes, para os países europeus sobretudo francófonos.

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Com magnífica encadernação em capa dura e a dourado e excelente apresentação gráfica para a qual concorre as ilustrações de Orlando Pompeu, conceituado artista plástico também de Fafe mas com obra espalhada por numerosos países, nomeadamente na Europa, Brasil, Estados Unidos da América, Japão e Dubai, o livro de poemas de Daniel Bastos é prefaciado pelo poeta e pintor francês de origem haitiana Gérald Bloncourt, muito estimado em Portugal e sobretudo pela comunidade portuguesa em França pelo seu inestimável trabalho fotográfico que, nas décadas de cinquenta e sessenta do século passado, retrataram e denunciaram as condições de vida miseráveis dos nossos emigrantes, contribuindo desse modo para uma mudança de atitude das autoridades francesas e, consequentemente, a melhoria da situação dos nossos compatriotas.

Esta sessão cultural ocorreu numa excelente sala da Livraria Ferin, uma casa livreira de referência no universo livreiro da capital lisboeta, tendo surgido na sequência de uma série de apresentações oficiais do livro no espaço francófono europeu, designadamente em Paris, Bruxelas e Genebra. Atendendo à importância da comunidade minhota radicada na região de Lisboa, o escritor fafense Daniel Bastos jamais poderia prescindir de um contato direto com os fafenses na capital.

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Sábado, 13 de Junho de 2015
ESCRITOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM LISBOA LIVRO DE POESIA “TERRA”

O escritor minhoto Daniel Bastos apresenta em Lisboa o seu último livro de poesia “Terra”. A sessão vai ter lugar no próximo dia 20 de junho, às 16h00, na Livraria Ferin.

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A apresentação do livro, uma edição bilingue em Português e Francês, que conta com ilustrações do artista plástico Orlando Pompeu, cuja obra consta de variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Japão e Dubai, e prefácio do fotógrafo, poeta e pintor francês Gérald Bloncourt, será realizada por Maria Melo, Diretora da Associação Portuguesa de Poetas.

Os poemas do escritor e historiador natural de Fafe são marcados por um sentimento telúrico que se revela no apego à terra e na busca do sentido para a vida. Segundo Gérald Bloncourt, recentemente condecorado cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra francesa, o livro de estreia do autor minhoto no campo da poesia, perscruta as profundezas da humanidade e os desenhos de Orlando Pompeu, concebidos a partir dos poemas, criam uma simbiose entre a linguagem artística da poesia e pintura.

Refira-se que esta sessão cultural na Livraria Ferin, uma casa livreira de excelência com alma lisboeta, surge depois um conjunto de apresentações oficiais do livro no espaço francófono europeu, designadamente em Paris, Bruxelas e Genebra, e que a mesma incluirá uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde.



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Sexta-feira, 22 de Maio de 2015
OLIVENÇA PARTICIPA NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA



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Sexta-feira, 15 de Maio de 2015
VALTER AZEVEDO APRESENTA “DIÁRIO DE COZINHA” NO MUSEU BORDALO PINHEIRO EM LISBOA

Valter Cruz Azevedo apresenta o seu livro “Diário de Cozinha” no Museu Bordalo Pinheiro, amanhã, às 16 horas. Esta apresentação insere-se na exposição “Bordalo à Mesa” e Valter Azevedo fará um swow cooking sobre sorvete de limão.

Valter Cruz é natural de Carreço, em Viana do Castelo e, como ele próprio afirma, no campo da gastronomia é um admirador confesso do chef Avillez, apreciando todos os seus livros e programas de culinária.



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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
OLIVENÇA PARTICIPA NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 21:00
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Sábado, 2 de Maio de 2015
LISBOA COMEMORA DIA DE OLIVENÇA

A Associação oliventina “Além-Guadiana” leva a efeito no próximo dia 30 de maio o Dia de Olivença, em Lisboa.

Trata-se de uma sessão especial que decorre no âmbito da Feira do Livro, durante o horário geral do certame, tendo lugar no Auditório da APEL, entre as 16:00 horas e as 17:50 horas.

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publicado por Carlos Gomes às 11:13
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Sábado, 18 de Abril de 2015
MOITA APRESENTA LITERATURA SOBRE GASTRONOMIA AO SOM DA VIOLA CAMPANIÇA

10º aniversário da Biblioteca da Baixa da Banheira: Apresentação do livro “Comeres com Poemas para Viver um Grande Amor” acompanhada por Grupo de Violas Campaniças

A iniciativa “Leitura às Quintas”, no dia 23 de abril, pelas 21:30h, na Galeria de Exposições do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, está inserida nas comemorações do 10º aniversário da Biblioteca Municipal da Baixa da Banheira e conta com a apresentação do livro “Comeres com Poemas para Viver um Grande Amor” de António Murteira e a participação do Grupo de Violas Campaniças “Moços D’Uma Cana”, de Castro Verde.

MURTEIRA Livro Comeres com Poemas... António Murt

“Poderão ser pequenas coisas aquelas sobre as quais escrevo neste livro. As estórias que conto. As viagens, os lugares, os amigos de que falo. Os pensamentos que penso. Os oitenta comeres que vos apresento. Contudo, como referiu Saramago, «só se nos detivermos a pensar nas pequenas coisas, chegaremos a compreender as grandes».

No verão, na casa do pinhal, frente ao Atlântico, e, depois, em Évora, cidade duas vezes milenar, onde podemos ilusionar os espaços percorridos pelos homens do Paleolítico e do Neolítico, os sons da marcha das legiões romanas fundadoras, da cavalaria árabe e berbere conquistadora ou das ordens da cristandade reconquistadoras, frente a frente comigo mesmo, quero pensar as ´pequenas´ coisas. Quero reinterpretar estórias e viagens e projetá-las no pensamento, interrogá-las, para compreender os acontecimentos do tempo presente. (…).”

A entrada é gratuita. Participe!



publicado por Carlos Gomes às 20:02
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Segunda-feira, 16 de Março de 2015
A VIDA DOS EMIGRANTES PORTUGUESES NA ARGENTINA DEU UM LIVRO

Algarvios, muitos, minhotos e serranos cons-truíram, na primeira metade do século XX, uma nova vida num país que estava, também ele, a ser ainda construído. De Buenos Aires à Patagónia. Em Portugal Querido, podemos ler histórias como a de Yudith, que atravessou o oceano sem saber como era o pai que a esperava no outro lado do Atlântico.

O livro foi uma empreitada familiar

Vivíamos em São Brás de Alportel… e o meu pai levava-me a passear todos os dias quando chegava do trabalho. Eu era a filha mais velha de três irmãos e de um ainda por nascer… De um dia para o outro, deixei de ver o meu pai e com quatro anos — e ele apenas com 23 — não podia entender o que tinha acontecido, nem para onde tinha ido. Ao ficarmos sozinhos, fomos viver para o campo, no sítio Dos Machados, com a minha mãe Gertrudes, grávida de oito meses. Ela teve de ir trabalhar, pelo que eu e os meus irmãos ficávamos sozinhos, quase todo o dia. Começaram a chegar as primeiras cartas. O meu pai pedia que o filho, se fosse varão, se chamasse Abel. Os dias passavam e eu só via cartas. Numa delas, ele dizia: ‘Yudith, neste momento, olhando as estrelas, vejo nelas o brilho dos teus olhos’, palavras que me ficaram gravadas na memória, apesar da minha tenra idade.”

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Os irmãos Victor, Andrea e Mário Lopes

Yudith Rosa Viegas recorda, assim, a partida do pai para a Argentina, em 1926. O reencontro só aconteceria “13 longos anos” mais tarde, quando, em vésperas do início da II Guerra Mundial, embarcou com a mãe e os dois irmãos (o bebé mais novo, uma menina que não pôde chamar-se Abel, morreu com apenas oito meses) “num barco inglês” a caminho de Buenos Aires.

O destino desta família algarvia e de muitas outras famílias portuguesas foi recolhido por Mário dos Santos Lopes, jornalista e professor, também ele filho de algarvios que emigraram para a Argentina, e que lançou, naquele país, o livro Portugal Querido. A edição de autor, de cinco mil exemplares, já está a ser revista e ampliada, com novas histórias de uma emigração muito particular.

Mário dos Santos Lopes, 55 anos, recusa arcar sozinho com a responsabilidade do livro. Até porque, explica à Revista 2, quem insistiu para que ele avançasse com o projecto foi o irmão, Victor, que abriu uma pousada portuguesa, a Pousada São Brás, em Córdoba. “Estava de férias em Villa General Belgrano, Córdoba, e, durante uma conversa, o meu irmão Victor disse que gostaria de publicar um livro em homenagem aos imigrantes. Disse-lhe que sim, que o faria, mas na realidade não sabia como nem em quanto tempo. Nessa mesma noite, comecei a procurar contactos de luso-descendentes no Facebook e na Internet, sem saber onde chegaríamos. A ideia original era termos um livro de cem páginas, algo muito pequeno”, explica, através de email, o jornalista que vive em Puerto Deseado, Santa Cruz, na Patagónia argentina.

A tarefa assemelhou-se “às obras de Santa Engrácia”, lê-se na introdução de Portugal Querido, e só ficaria pronta ao fim de cinco anos de busca e escrita, tornando-se uma verdadeira empreitada familiar. Victor foi “o criador e impulsionador da ideia”, Andrea, a irmã mais nova, “traduziu, corrigiu e deu bons conselhos”. Juan Benjamín Lopes, filho de Mário, “desgravou os áudios”. Pablo Molina e Ana Laura Lopes, genro e filha, “puseram o coração e o profissionalismo na artística capa do livro”. O resultado foi uma obra de 254 páginas com muitas histórias de emigrantes, algumas referências históricas da passagem portuguesa pela Argentina, umas curtas histórias e participações de emigrantes lusos noutros países, vários textos sobre os clubes e associações dedicadas à cultura nacional e relatos de cantoras argentinas que se apaixonaram pelo fado. O fio condutor do livro é, contudo, a compilação das memórias das famílias que, deixando Portugal, encontraram um novo lar na Argentina.

Docas de Buenos Aires em Outubro de 1921 — a emigração portuguesa ajudou na construção do país

Yudith e a família saíram de Lisboa 16 de Agosto de 1939. Quando terminou a travessia de 18 dias, rebentava a guerra na Europa. Do outro lado do Atlântico, estava o pai. “Eu tinha 17 anos e encontrei-me com um pai de apenas 36, que quase já não conhecia.”

Dois anos antes de o pai de Yudith deixar São Brás de Alportel, o avô de Lídia Dias Sancho empreendia a mesma viagem. Em 1924, “já casado e com uma filha”, Francisco Viegas Valaga, deixava a terra e a família para trás e rumava à Argentina. “Esteve por aqui, andou pelo Brasil, Uruguai e ao fim de alguns anos regressou a Portugal. Voltou à Argentina, deixando a minha avó grávida da minha mãe”, conta a neta em Portugal Querido.

Francisco haveria de regressar a São Brás de Alportel, engravidando de novo a mulher, e passariam muitos anos antes que ele enviasse a carta de chamada para a família. Por essa altura, a filha mais velha já estava casada, a do meio (mãe de Lídia) e a mais nova estavam noivas. “[Só] A minha mãe, que era muito chegada à minha avó, veio com ela. Vieram de barco num mês de Junho dos anos 50, sem conhecer ninguém, nem sequer o meu avô. A minha mãe só o vira em pequena e a minha avó dizia que não imaginava como poderia estar. Chegaram a Buenos Aires e pensaram que ele estaria lá, mas esperava-as um senhor português que tinha uma agência de viagens e se encarregava de receber os imigrantes. Partiram para o Sul num autocarro. Convido-os a imaginar o tempo nesta época do ano, no Sul: frio, gelo, vento, etc… Ao fim de três dias, chegaram a Comodoro Rivadavia, de noite, e novamente sem conhecer ninguém. Ali estava o avô Francisco, esperando-as. Levou-as para uma casa que tinha alugado no quilómetro 8, que se chama Restinga. Era de noite e não conseguiram ver nada. No dia seguinte, a minha mãe levantou-se, foi à janela e, quando viu onde estava, queria morrer. Era horrível, chorou muito. A minha avó não se levantou durante três dias e desde essa altura foi sempre uma mulher doente.”

A família acabava de se instalar na Patagónia, uma das regiões do país que receberam muitos algarvios, nas primeiras décadas do século XX e também durante os anos 1950. Patagónia, Buenos Aires e a região agrícola e de criação de gado à volta da capital argentina são, aliás, os três grandes pontos de fixação de portugueses, como refere o investigador Marcelo Borges (também ele um argentino filho de portugueses), no artigo “Portuguese Migration in Argentina: Transatlantic Networks and Local Experiences”, publicado em 2006, na revista académica Portuguese Studies Review, editada pela Trent University (Canadá). Além de vários artigos sobre a emigração portuguesa para a Argentina, o professor de História da Universidade de Dickinson, na Pensilvânia (EUA), que trabalha esta área há cerca de 20 anos, também escreveu um livro sobre o tema, Chains of Gold. “É pena que o livro Chains of Gold ainda não tenha sido traduzido para o português (e o espanhol!), mas não perco as esperanças”, disse, por email, à Revista 2.

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Patagónia em 1916

A emigração para a Argentina que Marcelo Borges descobriu ao longo dos anos de estudo mostra um fluxo de pessoas oriundas de espaços muito localizados, que partem para os mesmos sítios onde já estão os pais, tios ou primos, pelo que a fixação dos portugueses acaba também por ficar concentrada em locais muito específicos. O Algarve, zona em que as migrações temporárias para destinos como Marrocos ou o Sul de Espanha já eram um hábito enraizado nos habitantes, torna-se, no início do século XX, um dos principais fornecedores de emigrantes para a Argentina. Em Chains of Gold, o investigador explica: “Os algarvios começaram a participar nas migrações através do Atlântico mais tarde do que os migrantes do norte de Portugal [...] e com características distintas destes. Desde o final do século XIX até aos anos de 1950, enquanto o resto dos Portugueses emigrava sobretudo para o Brasil, a maior parte dos algarvios escolhia a Argentina”, escreve. Porquê? Um dos factores destacados por Marcelo Borges é a rede de informação “muito detalhada” que existia no Algarve sobre as possibilidades de trabalho “nas Américas”. “Havia uma visão em geral optimista sobre a Argentina como um país de imigração e mercado de trabalho entre os migrantes algarvios e uma imagem não tão positiva dos outros destinos. Nos jornais algarvios, podia-se encontrar, com regularidade, relatórios sobre a sólida situação económica da Argentina, as suas colheitas que batiam recordes, o crescimento das suas cidades, e notícias sobre as actividades da comunidade Portuguesa, na qual os algarvios tinham preponderância. Por outro lado, as notícias do Brasil falavam, geralmente, da falta de trabalho, das condições difíceis e do desapontamento dos migrantes que para lá se aventuravam.”

O investigador, que está, actualmente, envolvido num projecto relacionado com a recolha e análise das cartas de chamada destes emigrantes, distingue duas grandes fases da partida portuguesa para a Argentina — a primeira estendendo-se do século XVII até meados do século XIX e a segunda “coincidente com as migrações em massa do final do século XIX e o início do século XX”. É nesta emigração, que atingiu “o seu ponto mais alto durante as décadas de 10 e 20”, que se encontram muitos dos casos recolhidos e relatados por Mário dos Santos Lopes. Como a história que conta Fernando Rocca.

“A minha avó chamava-se Generosa Madeira. Nasceu no Algarve, em São Brás de Alportel, em 1910. Dos três irmãos (Maria e José Manuel), era a do meio. A sua mãe morreu de febre amarela quando ela tinha oito anos e os três irmãos ficaram ao cuidado do pai, que pouco depois veio para a Argentina e de quem não souberam mais nada durante muito, muito tempo”, relata, em Portugal Querido, Fernando Rocca.

Entregues aos cuidados de uma tia “surda e desconfiada”, os três irmãos crescem sem pais. Maria casa-se, tem uma filha e decide partir com o marido para a Argentina. Fernando conta que ainda guarda a última foto que os três irmãos tiraram em Portugal, antes da partida. “A expressão de pena da minha avó é notável; não era uma mulher teatral e não tinha filtros, nem para rir, nem para chorar”, descreve. Na Argentina, o marido de Maria torna-se amigo de um português, a quem ela confessa ter deixado uma irmã em Portugal. “O meu avô veste um fato meio sem jeito, tira uma fotografia e envia-a, jurando amor. Generosa, sem mais exigências, embarca com o seu irmão mais novo, apresenta-se a este senhor Manuel de Brito e encara a vida com ele. Lava roupa para os companheiros de trabalho do meu avô na refinaria de Restinga.”

As histórias de famílias oriundas do Algarve repetem-se ao longo do livro, sustentando, empiricamente, o que Marcelo Borges escrevera no artigo da Portuguese Studies Review: “Os migrantes algarvios permaneceram o maior grupo entre os portugueses na Argentina do final do século XIX até ao declínio da segunda fase da migração portuguesa no final dos anos 50, seguidos dos migrantes do interior norte, do distrito da Guarda, na região da Beira Alta.” Pequenas bolsas de oriundos de Leiria e do Minho juntaram-se, também, a estes grupos maiores.

No Algarve, além da informação detalhada que já foi referida, instalaram-se verdadeiras “redes” que facilitavam a emigração para a Argentina e que contavam com angariadores de trabalhadores, agências com informação muito precisa sobre o tipo de trabalho que era preciso em determinada região, em determinada altura (e que também informavam os algarvios de que, por exemplo, “os pescadores não eram bem vistos pelas autoridades brasileiras”, afastando-os deste destino, nos finais dos anos 20), e o nada negligenciável factor familiar. As experiências anteriores de familiares ou amigos da terra que tinham partido alguns anos antes tiveram também grande influência na escolha daqueles que partiriam mais tarde. Marcelo Borges fala mesmo de uma “migração com padrões microrregionais”, que lhe permite dizer, por exemplo, “a maioria dos migrantes da paróquia de São Brás de Alportel partiu para Buenos Aires e mais tarde para a cidade de Comodoro Rivadavia, na Patagónia [...]. A distribuição das migrações por destino a um nível de paróquia mostra a importância das redes sociais na formação destes fluxos. As redes assentavam na cooperação de membros da família e de amigos da aldeia, e eram influenciadas por outros factores, como as actividades a que se dedicavam”, explica em Chains of Gold.

Tudo isto fez com que, “longe de se espalharem pelo país, a maioria dos migrantes portugueses concentraram-se em vilas e cidades específicas”, explica Marcelo Borges, no artigo já referido. E exemplifica: “Há muitos casos de concentração regional e a formação de comunidades imigrantes distintas entre os portugueses na Argentina. Por exemplo, os provenientes da Guarda eram produtores de vegetais nas imediações de Buenos Aires, bem como trabalhadores braçais e agricultores nas zonas rurais de Salliqueló e Casbas (em Buenos Aires oeste); os de Leiria trabalhavam nas indústrias mineiras e de cimento, em Olavarría (nas colinas centrais de Buenos Aires); os de Viana do Castelo e Braga tornaram-se fabricantes de tijolos nos subúrbios da capital; os do Algarve trabalhavam como produtores de flores e vegetais em torno de Buenos Aires e na capital provincial de La Plata, e como trabalhadores na indústria do petróleo na Patagónia Central.”

A história que Alejandra Inés Marques conta no livro, sobre o avô, é o exemplo de como funcionavam as redes familiares. Viriato Marques nasceu a 20 de Junho de 1903 em Vale de Igreja, freguesia de Paranhos, Seia. O bebé nasce em Seia porque a mãe, que emigrara para o Brasil com o marido, decide voltar a casa, “para que o seu primogénito nasça em Portugal”, conta Alejandra.

Viriato perde os pais e depois de uma infância e adolescência duras, sem ir à escola e trabalhando como pastor, chega a Buenos Aires a 10 de Fevereiro de 1923. “Não chega ali por acaso, mas porque dois dos seus primos, Manuel e António, filhos de Bernardo Marques, já haviam emigrado para a Argentina e estavam instalados em Comodoro Rivadavia, província de Chubut. Manuel foi quem o reclamou a Portugal”, conta.

Em busca de uma vida melhor, os portugueses partiam para a Argentina com a intenção de ganhar dinheiro e regressar a casa. Alguns voltaram a Portugal, mais do que uma vez, mas, no Portugal Querido de Mário dos Santos Lopes, são poucos os que ficam na terra onde nasceram. A maioria acaba por regressar à Argentina, chamando, mais tarde, a família e fixando-se definitivamente do outro lado do Atlântico. Foi assim com José Correia da Silva, também de Paranhos, em Seia.

Com 17 anos, “corria o ano de 1922”, José recebe uma carta de chamada do pai, que já emigrara para a Argentina e arranjara trabalho para o filho “levando verduras para o mercado Abasto, em Buenos Aires”. O neto, José António de Albuquerque, explica o que aconteceu depois: “Anos mais tarde, em 1937, José, com 32 anos, regressa a Portugal. Tinha saudades dos costumes, das pessoas, dos afectos — saudades… — e nesse regresso conheceu uma bonita mulher. Maria, de 22 anos, órfã, trabalhava como criada de uma família.”

Ao fim de apenas 18 dias de namoro, José e Maria casaram-se e, meses depois, ele regressava à Argentina, deixando a mulher grávida. “José trabalhou e trabalhou até poder mandar uma carta de chamada para a sua Maria, que veio com a filha de dois, que José só conheceu quando chegou a Buenos Aires.”

O regresso a Portugal para casar era normal, mas mais normal ainda eram os casamentos por procuração, como aconteceu com os pais de Cecília Madeira (ele deixou a noiva em Portugal e só a veria sete anos depois, já casados por procuração) ou com os avós de Gisele Sousa Dias, a quem o pai, Fernando Sousa Dias, contou: “A minha mãe tinha 29 anos quando se casou e o meu pai 17 anos mais do que ela. O meu pai recebeu uma mulher que não conhecia porque ela era portuguesa e a sua cultura dizia que esse era um requisito indispensável.” E, depois, também havia os casos em que os homens que partiam à frente acabavam por constituir novas famílias. E aqueles para quem a Argentina foi um gosto adquirido a custo, a quem as saudades de Portugal atormentavam. Ana Maria Borges Diniz conta o quanto custou ao pai nacionalizar-se argentino, para poder exercer um emprego no Estado. “Para ele, foi muito traumático renunciar à cidadania portuguesa, porque, apesar de ter emigrado muito jovem, nunca perdera o sotaque e os costumes da sua terra [Vila Franca da Beira, em Oliveira do Hospital]. Ele foi um daqueles portugueses que deixaram a alma na sua aldeia natal… Falava de Portugal e acendia-se-lhe o coração. Todas as histórias que ouvíamos na infância decorriam ali e, na nossa imaginação, Portugal era o país das maravilhas”, descreve no livro de Mário dos Santos 

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Vista aérea de Buenos Aires em 1930

Mário diz que a construção desta obra o ajudou a perceber melhor os homens e mulheres que deixaram Portugal para criar uma nova vida na Argentina. “Quando se começa um livro, como autor ou como leitor, nunca sabemos exactamente quem seremos ao terminá-lo. É como quem comete um delito: deixa-se algo e leva-se algo. Eu ganhei uma enorme riqueza ao conhecer experiências muito diversas, a dor suprema do desenraizamento somado à falta de comunicação com a família que ficava para trás, tão longe, e a sensação de que não regressariam mais a casa. Valorizei, e sei que o mesmo aconteceu com os leitores, o sacrifício e a resignação do imigrante que vive nos piores lugares, aceita os piores empregos, a tentar passar despercebido para não ser marginalizado ou maltratado, apesar de a Argentina ter sido um país de portas abertas para todo o mundo”, refere.

A mãe, Maria Luiza, foi a primeira leitora de Portugal Querido. “Ela emocionou-se, riu-se e voltou a lê-lo. Se ela o aprovou, metade do que queríamos alcançar está cumprido. Agora temos de esperar que os pais, avós, filhos e netos de outros imigrantes o leiam. Eles serão os nossos melhores juízes.” O jornalista, que dirige o semanário El Orden e conduz o programa de rádio Deseado Revista, diz que gostaria de ver a obra traduzida para português, mas que isso só se tornará realidade se alguém o quiser editar, já que não pode arcar com os custos de uma edição de autor além-fronteiras.

Nessa caso, também em português se poderia conhecer a história do homem que escalou, em 1936, o monte Tronador, e foi recebido, no regresso, com uma banda de música e uma bandeira argentina, apesar de ser português; do sapateiro Joaquim, agraciado pelo município de Comodoro, como homem “admirado” pelos seus pares; do português do Tigre, que tinha um barco onde nunca navegou e que serviu de inspiração a um fado; de Amândio, “o titã português”, estrela dos espectáculos de luta livre, nos anos 70; ou do próprio Mário e dos seus pais e irmãos.

O autor conta que a sua infância “teve aromas a ‘feijão careto’, filhós e rabanadas, saborosas e irrepetíveis rabanadas que não apareciam à mesa muitas vezes, e que seguramente por isso eram duplamente saborosas”. Mário recorda-se de ouvir o pai cantar Lisboa não sejas francesa, tu és portuguesa, tu és só para nós, misturada com músicas argentinas, e de a mãe lhe ensinar o Pai Nosso em português, enquanto ele crescia aprendendo os nomes das coisas em duas línguas. Na família Lopes, repetiu-se a história de outros portugueses. António, o pai de Mário, Victor e Andrea, regressou a Portugal depois de uma incursão na Argentina, com o sonho de permanecer na sua terra natal, mas acabaria por emigrar de novo, por não conseguir cá condições suficientes para viver como queria. Mas o regresso temporário a casa permitiu-lhe conhecer Maria Luiza e casar-se. Os dois estiveram separados um ano, antes de a mãe de Mário se juntar ao marido, em Buenos Aires.

Na Argentina, os pratos tradicionais, os clubes onde se reproduziam (e reproduzem) “corridinhos” e “viras minhotos” e os programas de rádio dedicados ao fado ajudam ainda a matar saudades de casa aos cerca de 17 mil cidadãos portugueses que estão inscritos na Embaixada Portuguesa, em Buenos Aires. O livro Português Querido é mais um passo nessa ponte entre os dois países. Para que não se percam as histórias de todos os que, um dia, escolheram a distante Argentina para começar uma nova vida. Uma e outra vez.

Fonte: http://www.publico.pt/

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A prospeção de petróleo em Comodoro Rivadavia, na Patagónia, atraiu muitos emigrantes



publicado por Carlos Gomes às 09:07
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015
ESCRITORA LÉA FERREIRA PUBLICA ROMANCE “ESTRANGEIRA A MIM MESMA”

A escritora Léa ferreira acaba de publicar o romance Estrangeira a mim mesma. O romance trata da história de Sophie Pereira, Nascida em França de pais portugueses emigrados nos anos 70, e que é uma jovem em busca de si mesma. Ao longo do romance, acompanhamos o seu dia-a-dia, o seu novo início em que vai ser confrontada com o seu passado e a sua dificuldade em lidar com as suas origens. É com uma pitada de humorismo que vamos assistindo às suas interrogações e ao desenvolvimento das suas relações.

A sua história entrelaça-se com lembranças de familiares que emigraram nos anos 70 e explicita o que vivem os luso-descendentes dessa geração, como também trata da dura realidade dos jovens portugueses que, também hoje, são constrangidos a emigrar por causa da crise económica destes últimos anos. 

Excerto:

            “Não me apresentei. Chamo-me Sophie da Silva Pereira e tenho uma vida, como dizer, em filigrana. Já um nome estrangeiro e um apelido lusitano anunciam um entrançado de culturas. 

            Já que começámos a falar das várias personagens, diria que podemos ir adiante com as várias categorias da narrativa para que fique despachado, pois nunca suportei as análises de texto. 

            Quando. Tenho bem pouco a dizer. Sou filha do mau gosto dos anos 80. Relembro os penteados volumosos, as camisolas grossas e largas, a Mercedes com que fazíamos a viagem de Paris a Portugal no calor dos primeiros dias de agosto. Tínhamos uma modelo 240D, cor de laranja dúbio com, obviamente, os tampões das rodas da mesma cor. O seu interior era em couro e podem, por isso, imaginar como era voltar para dentro do carro depois de uma paragem para comer o farnel em pleno deserto castelhano ao início da tarde. Fui adolescente nos fluorescentes e eletrónicos anos 90. Tive de assistir à proliferação das americanices televisivas que procriaram Dylans e Kellys por todo o lado e os famosos Kevins, particularmente apreciados pelas famílias portuguesas. Adulta, eis-me aqui, neste início de terceiro milénio em que o mundo é um mercado e em que a vida de cada um depende das cotações da bolsa e das intrigas dos economistas, já para não falar das indústrias alimentares e farmacêuticas. 

            Onde. Algures pelo mundo. Pelo mundo que é do meu conhecimento direto, isto é, a Europa ocidental. Encontro-me no sul da França. Mas fiquem já a saber que este dado é irrelevante. Estou aqui como poderia estar em Tuvalu ou nas ilhas Malvinas ou Quirimbas. Pouco importa. Não estou no meu país, estou longe das minhas origens, da minha cultura. Já nasci afastada, estou fora e com certeza hei de morrer apartada. É esta a verdade. Considero, neste caso, que para onde a sorte me levou não tem importância. Não o desejei, não o escolhi. Apenas o sofri e deixei-me levar. Por isso, onde estou? Não no meu país. Gostaria de poder dizer que onde me encontro é nenhures. Não sei porquê, gosto deste advérbio, é bem português. Mas, infelizmente, estou algures e nesse algures não tenho raízes. 

            Como, é que não sei explicar. Como é que chegamos a este ponto? Como é que tudo isto vai acabar? A ação é algo difícil de definir. Não há linearidade. Há apenas uma história que se encaixa num presente, um passado que se alterna com a minha vida, um futuro que se encadeia com o que sou.”

Sobre a autora

Léa Ferreira nasceu em França de pais portugueses. Cresceu na região parisiense, mas prosseguiu os estudos universitários em Portugal onde se licenciou em Português-Francês. Desde muito jovem escreve contos e romances que foi partilhando com amigos e professores. Perante a oportunidade oferecida pelas plataformas de auto-publicação, decidiu lançar o seu primeiro romance Estrangeira a mim mesma. Desde 2007 ensina Língua Portuguesa na Universidade de Pádua em Itália em colaboração com o Camões.

Sobre o livro

Título: Estrangeira a mim mesma

Autor: Léa Ferreira

Língua: português

Lojas online onde o livro está disponível em formato digital: Amazon e Kobobooks



publicado por Carlos Gomes às 23:14
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015
MOITA RECORDA ANGOLA COM APRESENTAÇÃO DE LIVRO SOBRE MALANJE

Na Biblioteca do Vale da Amoreira. Recordar Angola com livro “Malanje – O Tempo e a Memória”

No dia 24 de janeiro, pelas 16:00h, a Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira vai ser palco para a apresentação do livro “Malanje – O Tempo e a Memória”, com a presença dos autores Lito Martin, Tomás Coelho e Filomena Barata.

A primeira edição contou apenas com 500 exemplares, mas despertou um enorme interesse junto da comunidade angolana e não só. Por isso, esta obra histórico-fotográfica sobre as gentes, a cidade e a província de Malanje/Angola, desde os seus primórdios (1842) até à data da Independência de Angola (1975), volta a ser editado.

O livro conta com 850 fotografias, a cores e a preto e branco, que mostram a cidade no início do século XX até 1975, numa edição de luxo com 370 páginas.

O valor conseguido com a venda desta obra reverte para a Casa do Gaiato de Malanje.



publicado por Carlos Gomes às 11:19
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2014
INSTITUTO HIDROGRÁFICO PUBLICA LIVRO SOBRE O CONVENTO DAS TRINAS DO MOCAMBO

O Instituto Hidrográfico acaba de publicar a obra “O Convento das Trinas do Mocambo. Da Capela de Nossa Senhora da Soledade a sede do Instituto Hidrográfico”. Esta publicação resulta da mostra Fotográfica “Um Lugar de Memória. Convento das Trinas do Mocambo” que o Instituto Hidrográfico levou a efeito no passado mês de abril, no âmbito das comemorações oficiais do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Conforme é referido no próprio livro, com esta iniciativa “procura-se preservar a memória histórica de um património cultural e arquitetónico que se encontra à guarda do Instituto Hidrográfico, dando-o a conhecer através de um conjunto de gravuras, postais, mapas e fotografia com devido interesse documental que tem vindo a ser recolhidas, divulgação que complementa as visitas culturais que habitualmente se realizam a este espaço que constitui um Lugar de Memória da cidade de Lisboa”

O Convento das Trinas do Mocambo teve a sua origem num aglomerado de casas que, em 1657, foi pelo casal flamengo Cornélio Wandali e Martha de Bóz legado por disposição testamentária à Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade do Resgate dos Cativos. Reza o referido testamento que …as casas que tinha no Mocambo e a ermida que lhe tinha acrescentado fossem pera se acomodar alli um mosteyro de freyras da Ordem da Sanctíssima Trindade, e pêra fabrica do dito convento e sustento das Religiosas deyxava seos bens.

O termo Mocambo constitui um antigo topónimo que nos remete para a época em que, naquele sítio, existiu uma pequena póvoa de casebres habitados por população de origem africana, o qual viria no século XIX a dar origem a bairro típico da Madragoa habitado por gente varina, assim apelidada por ser oriunda de Ovar.

A Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade do Resgate dos Cativos foi criada em 1198, por S. João da Mata e S. Félix de Valois. Esta congregação, com o propósito de angariar dinheiro para proceder ao resgate dos fiéis cristãos que, uma vez capturados, entravam nas redes árabes do tráfico de escravos, estabeleceu-se em Portugal por volta do início do século XIII, sabendo-se que já em 1219 existia um convento trinitário em Santarém.

Ao Convento das Trinas do Mocambo pertenceram também os casais da Boavista e de Buenos-Ayres os quais, na sequência do terramoto de 1755, por “aforamentos de chãos de terras”, deram origem ao atual bairro da Lapa.

A partir de 1878, passaram a habitar o edifício as religiosas da Ordem das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, aqui tendo permanecido até à implantação da República, altura em que a congregação foi extinta e muitas religiosas foram forçadas a abandonar o país. Nele viveu Maria Clara do Menino Jesus, fundadora desta Ordem, recentemente beatificada.

Desde 1910, o antigo Convento das Trinas teve as mais diversas utilizações, tendo sido sujeito a numerosas alterações e em risco de completa ruína. Em 1969, um violento incêndio ocorrido nas instalações do Ministério da Marinha, situadas na rua do Arsenal e Largo do Corpo Santo, desalojou o Instituto Hidrográfico, tendo-se a partir de então este órgão da Marinha Portuguesa instalado no edifício do antigo Convento das Trinas do Mocambo, constituindo sua preocupação a preservação do património histórico e artístico que se encontra à sua guarda.

Classificado desde 1943 como Imóvel de Interesse Público, o antigo Convento das Trinas do Mocambo reúne um valioso espólio artístico, nomeadamente painéis azulejares dos séculos XVIII e XIX, conservando ainda magníficos espaços conventuais dignos de visita.

O antigo Convento das Trinas do Mocambo encontra-se aberto a visitas de grupos, mediante marcação prévia através do tel: 210 943 287 ou por e-mail:rp@hidrografico.pt. A entrada é gratuita.

O livro “O Convento das Trinas do Mocambo. Da Capela de Nossa Senhora da Soledade a sede do Instituto Hidrográfico” pode ser adquirido na Loja do Navegante, um espaço aberto ao público nas suas instalações.



publicado por Carlos Gomes às 21:16
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2014
AMADORA INAUGURA FEIRA DO LIVRO

A Presidente da Câmara Municipal da Amadora, Drª Carla Tavares, procedeu hoje à inauguração da 34.ª Feira do Livro da Amadora e a 30.ª edição da Feirarte, iniciativas integradas nas comemorações do 35.º Aniversário do Município da Amadora. A abertura contou ainda com a animada atuação do Grupo Shara Nan Khara, um conjunto oriundo de Torres Vedras, formado por quatro elementos que, de forma exímia e bastante animada interpretam música medieval.

A Feira do Livro conta este ano com a participação de mais de 80 editoras. Paralelamente, decorre a Feirarte. Certame organizado pelo Centro Cultural Roque Gameiro e que inclui artesanato e gastronomia e que, de 5 a 21 de setembro, vai animar o Parque Delfim Guimarães, em pelo coração da cidade. São 60 pavilhões e mais de sete dezenas de artesãos vindos de todo o país e do Senegal, Equador, Tailândia, India, Nepal e Perú.

5 a 21 de setembro

Parque Delfim Guimarães

Horário de Abertura:

2.ª a 6.ª feira às 12h00 | Sábados, domingos e feriado às 14h00

Horário de encerramento:

2.ª a 5.ª feira e feriado às 20h00 | 6.ª feira, sábados, domingo e véspera de feriado às 21h00

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publicado por Carlos Gomes às 21:26
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Segunda-feira, 28 de Julho de 2014
JORGE MONTEZ APRESENTA LIVRO “DO CABO DA ROCA A VLADIVOSTOK”

Lançamento de "Do Cabo da Roca a Vladivostok" de Jorge Montez

Amanhã, 3ª feira, às 7 horas da tarde, vai ser apresentado o livro "Do Cabo da Roca a Vladivostok", de Jorge Montez. A apresentação terá lugar na livraria / bar Desassossego, na Rua de S. Bento, nº 34, em Lisboa.

convite_lançamento Do-Cabo-da-Roca

O Jorge Montez  andou durante um ano a viajar,escrever e fotografar entre a ponta mais ocidental da Europa à mais Oriental da Ásia. Da viagem resultou este livro que vai ser apresentado em Lisboa pelo Ricardo Jorge Pinto.

Durante a viagem ele manteve um blogue na TSF e vai mantendo outro, o Tanto Mundo:

http://www.tantomundo.com/

http://www.tsf.pt/blogs/viagemdecomboio/archive/tags/Vladivostok/default.aspx

Jorge Montez já anda por este mundo há meia centena de anos e apenas tem uma certeza: gosta de contar histórias.

Nasceu e fez-se jornalista em Lisboa, mas quando o século ainda era outro decidiu mudar-se de armas e bagagens para Viana do Castelo e por cá foi ficando. Se algo o define é o gosto pelo desconhecido. Nunca fez da mudança um problema e onde se sente bem é na estrada.

Viveu três meses em Sarajevo quando os Balcãs estavam a aprender os primeiros passos da paz, ouviu o som mais íntimo da terra na erupção da Ilha do Fogo e passou o último ano pelos caminhos do Oriente.

Fez outras coisas na vida, sempre ligado à comunicação, mas os jornais sempre foram o seu maior amor. Entre outros, trabalhou ou escreveu para o Diário Popular, A Capital, Diário Económico e Expresso. É editor do blogue sobre tecnologia TecheNet.com e passou pelas rádios Telefonia de Lisboa, Voz da Planície e Geice. No último ano, publicou diariamente na TSF as crónicas da viagem que o levou do Cabo da Roca a Vladivostok.

Já foi redator e editor mas é a reportagem que o faz respirar. No último ano abraçou o jornalismo em viagem e das suas aventuras vai dando conta no blogue Tanto Mundo.

É licenciado em Ciências da Comunicação mas fez o curso quando já tinha idade para ter juízo.



publicado por Carlos Gomes às 17:25
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2014
“CARTOGRAFIA NÁUTICA PORTUGUESA DOS SÉCULOS XV A XVII”: UMA OBRA INDISPENSÁVEL PARA O CONHECIMENTO DA CARTOGRAFIA NA HISTÓRIA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

“Cartografia Náutica Portuguesa dos Séculos XV a XVII” é uma obra da autoria do Vice-almirante António Silva Ribeiro, editada pelo Instituto Hidrográfico, que reputamos fundamental para a compreensão da importância que tiveram as ciências náuticas nos Descobrimentos e Navegações dos Portugueses.

Desde a génese da carta náutica às inovações cartográficas com a introdução das escalas de latitudes, o emprego da flor-de-lis para indicar o Norte nas rosas-dos-ventos e a graduação das longitudes, passando pela agulha magnética e a carta-portulano, a navegação astronómica, a introdução das sondas hidrográficas e a importância da cartografia náutica na expansão marítima dos portugueses, este livro descreve-nos os contributos dos portugueses no avanço das ciências e técnicas do mar, mormente na representação do mundo através da cartografia, na senda do que outrora fizeram os geógrafos gregos, romanos e árabes e, num tempo ainda mais remoto, babilónios e assírios há mais de seis mil anos.

Pese embora seja frequentemente qualificado de “aventura”, a epopeia dos Descobrimentos marítimos foi porventura o projeto melhor concebido e planeado alguma vez realizado pelos portugueses. E, a atenção que foi dada à cartografia náutica e ciências com ela relacionadas, associados ao processo de recolha e preservação da informação, são bem demonstrativas da sua elevada importância na política de expansão que Portugal então empreendeu.

Com excelente aspeto gráfico, o livro inclui bastantes ilustrações que completam a informação e enriquecem a publicação também do ponto de vista artístico, fazendo dele uma obra indispensável para todos quantos se interessam pela História dos Descobrimentos Portugueses e a sua relação com as ciências e técnicas do mar.

Vice-almirante António Silva Ribeiro, o autor da obra

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publicado por Carlos Gomes às 15:45
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“O PALÁCIO REAL DO ALFEITE “: UMA OBRA QUE REALÇA O VALOR DO PATRIMÓNIO HISTÓRICO Á GUARDA DA MARINHA PORTUGUESA

Situado na margem sul do rio Tejo, no concelho de Almada, a Quinta e o Palácio Real do Alfeite constituem um património de interesse histórico, cultural, artístico, arquitetónico e paisagístico que se encontram desde os começos do século XX à guarda da Marinha Portuguesa.

Utilizada desde meados do século XVIII como residência de Verão da Família Real Portuguesa, ali se encontra instalada a Base Naval de Lisboa, incluindo a Escola Naval, a Escola de Tecnologias Navais, o Arsenal do Alfeite e o Corpo de Fuzileiros. A escolha do local para o efeito deveu-se à necessidade de concentrar meios logísticos que no passado encontravam-se dispersos e ainda afastar os marinheiros da permanente agitação política em Lisboa.

“O Palácio Real do Alfeite” é uma obra da autoria da historiadora Susana Quaresma e Pereira, editada pela Comissão Cultural de Marinha, que reconstitui de forma magnífica o percurso histórico daquele conjunto patrimonial, desde o Almoxarifado do Alfeite às campanhas de obras de conservação e restauro levadas a efeito durante o século XX, descrevendo o seu recheio artístico onde se inclui a Capela de Nossa Senhora do Mar. O livro inclui ainda notas biográficas de Mateus Vicente de Oliveira e Possidónio da Silva, arquitetos do Palácio Real do Alfeite, além de abundante documentação e ilustração fotográfica que valorizam a obra e completam a informação.

Com excelente apresentação gráfica e uma encadernação de qualidade, o livro “O Palácio Real do Alfeite” é uma obra de leitura indispensável para todos quantos se interessam pelo nosso património histórico e artístico, com especial relevância para a região de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 12:42
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Sábado, 7 de Junho de 2014
ASAS DE PORTUGAL – UM POEMA DE DELFIM GUIMARÃES

“Asas de Portugal” é o título de um poema de cariz patriótico da autoria do escritor e poeta Delfim Guimarães, publicado em 1922, por ocasião da primeira travessia aérea do Atlântico Sul levada a cabo por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, no contexto das comemorações do primeiro centenário da independência do Brasil.

O poema foi escrito na Amadora, terra com grandes tradições aeronáuticas, e editado pela Livraria Editora Guimarães & Cª, editora fundada pelo próprio autor.

Com vasta obra literária, o escritor Delfim Guimarães nasceu no Porto em 4 de agosto de 1872, encontrando-se também ligado a Ponte de Lima, terra à qual dedicou a maioria dos seus versos e ainda á cidade da Amadora onde viveu e veio a falecer em 6 de julho de 1933.

O livro cuja imagem reproduz foi pelo autor oferecido à Redação do jornal Diário de Notícias.



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Segunda-feira, 2 de Junho de 2014
DELFIM GUIMARÃES: AOS SOLDADOS SEM NOME

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Lira de Bernardim, ó musa de Junqueiro,

Ó estro de Camões, famoso, iluminado,

Bafejai com ternura a mente d’um troveiro;

Fazei-me conceber um poema apaixonado,

Um hino triunfal, vibrante e justiceiro!

 

Emprestai-me o fulgor das jóias diamantinas,

O gracioso matiz das sedas faustosas,

E o timbre de cristal das rimas peregrinas

D’aquelas produções gentis e harmoniosas,

Que logram alcançar o nome de divinas!

 

Acendei no meu peito um fogo refulgente,

Minh’alma transformai n’uma viva cratera,

E o meu sangue exauri, em lava incandescente!

Não me importa morrer; porém morrer quisera

Legando ao meu país uma canção veemente…

 

Que importava morrer, se atingisse a ventura

De um cântico entoar, filigranado e santo,

Cheio de inspiração, de graça e de frescura?!

Alma de Portugal, segreda-me esse canto,

E dá-me, n’um rincão, modesta sepultura!

(…)

Fanfarras, desferi brilhantes sinfonias,

Tangei, sinos! Tangei álacres melodias,

Repiques festivais!

Bandeiras, flutuai ao vento, esplendorosas,

Fazendo rebrilhar as Quinas gloriosas,

As Quinas imortais!...

 

Delfim Guimarães, 27 de Março de 1921

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Domingo, 25 de Maio de 2014
LIVRO “FAFE – HISTÓRIA, MEMÓRIA E PATRIMÓNIO” APRESENTADO EM LISBOA

O historiador Elísio Summavielle que foi Secretário de Estado da Cultura do anterior governo apresentou ontem em Lisboa o livro “Fafe – História, Memória e Património” da autoria do historiador Daniel Bastos e do fotógrafo José Pedro Fernandes, com tradução de Paulo Teixeira. O evento teve lugar na Livraria FNAC do Chiado e contou com a presença de muitos fafenses, muitos dos quais radicados na região de Lisboa e ainda uma expressiva representação da Universidade Sénior de Fafe.

Livro Fafe 2014-05-24

A obra, de excelente aspeto gráfico, em papel couché, com capa dura e impressão a verniz local, de 300 páginas com chancela da Editora CONVERSO, em edição trilingue (Português, Francês e Inglês), conta com prefácio do fotógrafo francês Gérald Bloncourt, reputado poeta, pintor e fotógrafo da emigração portuguesa.

Com raízes em Fafe, Elísio Summavielle fez uma descrição da obra atravessando diversos períodos da história local e entroncando-a com a sua historia familiar, realçando a importância da preservação do património, lembrando que se trata de um investimento invisível cuja realização não proporciona inaugurações oficiais, razão pela qual nem sempre merece a atenção que devia por parte dos organismos oficiais.

Segundo Gérald Bloncourt, que assina o prefácio do livro, e que em 2009 doou ao Museu das Migrações e das Comunidades - Município de Fafe uma coleção de 104 fotografias sobre a vida dos emigrantes portugueses em França nas décadas de 50 e 60, o livro propõe aos leitores um olhar do passado no presente redescobre “locais por onde circulei nos anos sessenta. Mas esta obra é tão rica (textos e fotos) que acabei por descobrir muitas outras coisas que ignorava. Passei ao lado de tantos edifícios e de tantas paisagens que nem fazia ideia! Os dados históricos permitiram-me apreender melhor esta grande civilização. Era pois necessário e urgente que este livro fosse publicado para gravar na memória tudo o que tinha acontecido”.

Esta obra conta com o patrocínio de uma dezena de empresas representativas do tecido socioeconómico do concelho de Fafe, o que torna o preço da obra bastante acessível ao público apesar dos custos inerentes a uma publicação com a qualidade que esta apresenta.

Livro Fafe 2014-05-24 (9)

Livro Fafe 2014-05-24 (7)

Livro Fafe 2014-05-24 (10)

Capa do Livro



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DELFIM GUIMARÃES: O POETA DA AMADORA

“Delfim Guimarães. O Poeta da Amadora” é o título da melhor biografia até ao momento produzida acerca da vida e obra do poeta e escritor Delfim Guimarães. Da autoria de Lopes Vieira, o livro é uma edição da Câmara Municipal da Amadora, publicado em 1989 e encontra-se atualmente esgotado. A passagem recente dos 140 anos sobre a data do seu nascimento justificaria seguramente uma segunda edição desta obra.

Delfim Guimaraes

Neste livro, o autor traça de forma admirável o perfil do escritor Delfim Guimarães, acrescentando à sua biografia a sua obra literária e a sua intervenção cívica, não apenas no domínio profissional como ainda como cidadão interventivo na sua época que deixou uma obra cujos frutos continuam a ser colhidos pelas atuais gerações. Referimo-nos principalmente à sua ação política e cívica naquela localidade que viria a ser o atual Concelho da Amadora, nomeadamente através da criação da Liga de Melhoramentos que, entre outras iniciativas, foi responsável pela fundação das Escolas Alexandre Herculano.

Lopes Vieira convida-nos a uma digressão através da obra literária do escritor Delfim Guimarães, apresentando-nos muitos dos seus poemas, grande parte dos quais dedicados ao Ponte de Lima, terra a que dedicou os seus versos.

Delfim Guimarães encontra-se também ligado a Lisboa, terra onde trabalhou e criou a Guimarães Editores.



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Sexta-feira, 23 de Maio de 2014
OEIRAS TEM MACANITAS EM TERCENA

A escassa distância de Lisboa, a velha fábrica da pólvora de Barcarena viu surgir à sua volta, nos começos do século passado, uma população de gente jovem à procura de trabalho nos campos férteis que estendem desde a encosta de São Marcos até Barcarena e Porto Salvo. As moças eram conhecidas por “macanitas” que, em 1990, deram o nome a um agrupamento folclórico – o Rancho Folclórico “As Macanitas” de Tercena.

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Vieram sobretudo da região do Oeste e, como nos elucida Fernando Silva no seu livro “As Macanitas”, os “casais mais importantes eram os de Cabanas, S, Miguel da Serra, Álvaro da Pinta e Sobreiro, em Barcarena, Manuel Roque em Tercena, Casal do Cotão e do Chouriço em São Marcos, Vaz Meirinho, Barroca em Queluz de Baixo e tantos outros que recebiam pessoal em menor escala”.

Distantes vão os tempos em que, procurando dar os primeiros passos, os componentes do Rancho Folclórico “As Macanitas” de Tercena trajavam todos de forma idêntica. Mas, o estudo aturado das tradições locais aliado à modéstia de quem procura melhor o seu trabalho transformaram este grupo folclórico num digno representante dos usos e costumes das gentes que, vindas de outras paragens, um dia se fixaram nas áreas rurais do concelho de Oeiras transportando consigo modos de ser que eram até então estranhos à região – as macanitas!

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As Macanitas de Tercena desfilando em Lisboa há precisamente 20 anos



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Sexta-feira, 18 de Abril de 2014
AOS SOLDADOS SEM NOME – UM POEMA DE DELFIM GUIMARÃES

“Aos Soldados Sem Nome” é o título de um poema de cariz patriótico da autoria do escritor e poeta Delfim Guimarães, publicado em 1921 pela Livraria Editora Guimarães & Cª, editora fundada em Lisboa pelo próprio autor.

Com vasta obra literária, o escritor Delfim Guimarães nasceu no Porto em 4 de agosto de 1872, encontrando-se também ligado a Ponte de Lima, terra à qual dedicou a maioria dos seus versos e ainda á cidade da Amadora onde viveu e veio a falecer em 6 de julho de 1933.

O livro cuja imagem reproduz foi pelo autor oferecido a Rocha Martins, famoso jornalista, historiador e ativista político, na dedicatória tratado como “ilustre camarada”.



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LIVRO SOBRE A HISTÓRIA, PATRIMÓNIO E MEMÓRIA DE FAFE VAI SER APRESENTADO EM LISBOA NO PRÓXIMO DIA 24 DE MAIO

Apresentação do livro “Fafe – História, Memória e Património” na livraria da FNAC do Chiado, em Lisboa, realiza-se em 6 de abril

No próximo dia 6 de abril (domingo), o historiador Daniel Bastos, o fotógrafo José Pedro Fernandes, e o tradutor Paulo Teixeira, apresentam às 18h00, na Livraria FNAC de Santa Catarina, no Porto, o livro Fafe– História, Memória e Património.

Capa do Livro

A obra de 300 páginas com chancela da Editora CONVERSO, em edição trilingue (Português, Francês e Inglês), conta com prefácio do fotógrafo francês Gérald Bloncourt, reputado poeta, pintor e fotógrafo da emigração portuguesa que fará a apresentação da obra.

Patrocinado por uma dezena de empresas representativas do tecido socioeconómico local, o livro, que transmite uma imagem global e fundamentada da evolução do território concelhio das origens à atualidade através de um enquadramento histórico assente numa centena de fotografias originais a preto e branco, constitui um autêntico cartão-de-visita para todos que queiram conhecer e visitar a “Sala de Visitas do Minho”.

Segundo Gérald Bloncourt, que assina o prefácio do livro, e que em 2009 doou ao Museu das Migrações e das Comunidades - Município de Fafe uma coleção de 104 fotografias sobre a vida dos emigrantes portugueses em França nas décadas de 50 e 60, o livro propondo aos leitores um olhar do passado no presente redescobre “locais por onde circulei nos anos sessenta. Mas esta obra é tão rica (textos e fotos) que acabei por descobrir muitas outras coisas que ignorava. Passei ao lado de tantos edifícios e de tantas paisagens que nem fazia ideia! Os dados históricos permitiram-me apreender melhor esta grande civilização. Era pois necessário e urgente que este livro fosse publicado para gravar na memória tudo o que tinha acontecido”.

Refira-se que após o lançamento dos livros “Fafe – Estudos de História Contemporânea”, e “Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 Anos ao Serviço da Comunidade”, esta é a terceira vez consecutiva que o historiador Daniel Bastos apresenta obras de sua autoria junto da comunidade emigrante em Paris, em particular a de Fafe, que constitui um importante elo de ligação aos trabalhos do investigador minhoto.



publicado por Carlos Gomes às 18:33
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