Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Quinta-feira, 15 de Junho de 2017
IV ENCONTRO NACIONAL DE MOLINOLOGIA - MOINHOS2017 REALIZA-SE EM PONTE DE SOR

Ponte de Sor – Centro de Artes e Cultura. 17 de Junho (Sábado)

É já no próximo sábado: Os moinhos voltam a estar no centro das atenções: Dezenas de especialistas, empreendedores, moleiros, investigadores e autarcas de todo o país reúnem-se neste encontro bienal para passar em revista os projectos de reconstrução e revitalização económica e cultural dos moinhos tradicionais portugueses. Temas como a dinamização comunitária, o turismo sustentável, novos mercados e economia verde, tecnologias e engenhos tradicionais, misturam-se com histórias de moleiros contadas na primeira pessoa.

image001moinnh (1).jpg

Moinhos ' 2017

Após o sucesso do III Encontro em Albergaria-a-velha, em 2015, a Etnoideia organiza o IV Encontro Nacional de Molinologia dada a pertinência e urgência do tema na conjuntura atual.

A Câmara Municipal de Ponte de Sor é co-organizadora do encontro, perspectivando-se um programa de bom nível dado o rico património molinológico local e o dinamismo municipal na sua preservação e valorização de que destacamos a recuperação recente do Moinho de Vento de Foros de Arrão.

Porquê o Encontro?

Portugal precisa como nunca de desenvolver o seu interior e de qualificar as suas cidades. Os nossos moinhos são importantes ativos para o desenvolvimento sustentável, qualificação dos territórios, empreendedorismo ao nível das indústrias criativas e do turismo, por exemplo. Mas também para a construção da designada economia verde e para a qualificação ambiental das regiões e requalificação urbana, não esquecendo as importantes funções educativa, de lazer e de interação e coesão social. No entanto, o seu declínio acentuado pela crise e pelo envelhecimento dos detentores dos saberes tradicionais coloca em risco este importante património.

O que buscamos?

Por isso, mais do que nunca, é oportuno convocar a cidadania dos portugueses e as suas instituições autárquicas, associativas e económicas para a sua recuperação e valorização numa perspetiva de criação de riqueza e geração de oportunidades, tendo os jovens como prioridade e a estratégia Portugal 2020, em que os moinhos se integram claramente, como oportunidade de financiamento e ativação de processos de desenvolv-mento comunitário de base local integrando os moinhos tradicionais portugueses nas novas soluções para os territórios.

O IV Encontro Nacional de Molinologia desenvolve-se em duas vertentes. Por um lado, na recolha, aprofundamento e partilha do Saber e do Saber Fazer tradicionais ao nível da Etnotecnologia e da Molinologia Portuguesa. Por ou-tro, na apresentação e reflexão conjunta de projetos de desenvolvimento envolvendo a reabilitação e valorização de moinhos tradicionais em Portugal.



publicado por Carlos Gomes às 17:09
link do post | favorito

Terça-feira, 9 de Maio de 2017
ENCONTRO NACIONAL DE MOLINOLOGIA REALIZA-SE EM PONTE DE SOR

Inscrições abertas. IV Encontro Nacional de Molinologia. 17 e 18 de Junho. Ponte de Sor

A Rede Portuguesa de Moinhos vai realizar em Ponte de Sor, a 17 e 18 de Junho de 2017,  o IV Encontro Nacional de Molinologia que congrega pessoas e instituições de todo o país dada a pertinência e urgência do tema na conjuntura atual.

image001molinol (1).jpg

A Etnoideia e a Câmara Municipal de Ponte de Sor e a Etnoideia são co-organizadoras deste IV Encontro Nacional, que apresenta um programa diversificado dado o rico património molinológico local e o dinamismo municipal na sua preservação e valorização, de que destacamos a recuperação recente do Moinho de Vento e criação do forno comunitário de Foros de Arrão.

O Encontro desenvolve-se em duas vertentes. Por um lado, a recolha, aprofundamento e partilha do Saber e do Saber Fazer tradicionais ao nível da Etnotecnologia e da Molinologia Portuguesa. Por outro, a apresentação e reflexão conjunta de projetos de desenvolvimento envolvendo a reabilitação e valorização de moinhos tradicionais em Portugal.

Depois do sucesso do III Encontro (2015) em Albergaria-a-Velha, em que estiveram presentes cerca de 120 pessoas de todo o país, entre proprietários de moinhos, empreendedores, estudiosos, investigadores, moleiros, associações  e autarquias locais,  espera-se um encontro igualmente vivo e dinâmico demonstrando a vitalidade dos projectos de reabilitação dos moinhos tradicionais portugueses que continua a bom ritmo pelo país.

Secretariado e informações:

Etnoideia

Oeiras Golf & Residence

Rua Sacrovir Moreira, 29

2730-287 Barcarena

A/C Paulo Lopes

Tlf: +351 214 324 358

Tlm: +351 960 120 335

www.moinhosdeportugal.org

Mailto: paulo.lopes@etnoideia.pt



publicado por Carlos Gomes às 21:41
link do post | favorito

Sexta-feira, 31 de Março de 2017
ENCONTRO NACIONAL DE MOLINOLOGIA REALIZA-SE EM PONTE DE SOR

Moinhos ' 2017. III Encontro Nacional de Molinologia. Ponte de Sor

9 de Abril - kickoff (abertura de inscrições)

3 e 4 de Junho - Encontro

Após o sucesso do III Encontro em Albergaria-a-velha, em 2015, a Etnoideia organiza o IV Encontro Nacional de Molinologia dada a pertinência e urgência do tema na conjuntura atual.

molinolopontesor.jpg

A Câmara Municipal de Ponte de Sor é co-organizadora do encontro, perspectivando-se um programa de bom nível dado o rico património molinológico local e o dinamismo municipal na sua preservação e valorização de que destacamos a recuperação recente do Moinho de Vento de Foros de Arrão.

Porquê o Encontro?

Portugal precisa como nunca de desenvolver o seu interior e de qualificar as suas cidades. Os nossos moinhos são importantes ativos para o desenvolvimento sustentável, qualificação dos territórios, empreendedorismo ao nível das indústrias criativas e do turismo, por exemplo. Mas também para a construção da designada economia verde e para a qualificação ambiental das regiões e requalificação urbana, não esquecendo as importantes funções educativa, de lazer e de interação e coesão social. No entanto, o seu declínio acentuado pela crise e pelo envelhecimento dos detentores dos saberes tradicionais coloca em risco este importante património.

O que buscamos?

Por isso, mais do que nunca, é oportuno convocar a cidadania dos portugueses e as suas instituições autárquicas, associativas e económicas para a sua recuperação e valorização numa perspetiva de criação de riqueza e geração de oportunidades, tendo os jovens como prioridade e a estratégia Portugal 2020, em que os moinhos se integram claramente, como oportunidade de financiamento e ativação de processos de desenvolv-mento comunitário de base local integrando os moinhos tradicionais portugueses nas novas soluções para os territórios.

O IV Encontro Nacional de Molinologia desenvolve-se em duas vertentes. Por um lado, na recolha, aprofundamento e partilha do Saber e do Saber Fazer tradicionais ao nível da Etnotecnologia e da Molinologia Portuguesa. Por ou-tro, na apresentação e reflexão conjunta de projetos de desenvolvimento envolvendo a reabilitação e valorização de moinhos tradicionais em Portugal.



publicado por Carlos Gomes às 01:01
link do post | favorito

Quarta-feira, 29 de Março de 2017
REGIÃO DE LISBOA ABRE MOINHOS AO PÚBLICO

17264280_10154446141832666_8890839826989737952_n (1).jpg



publicado por Carlos Gomes às 14:48
link do post | favorito

Sábado, 5 de Novembro de 2016
REDE PORTUGUESA DE MOINHOS REALIZA CURSO INTENSIVO DE MOLINOLOGIA

CURSO INTENSIVO DE MOLINOLOGIA – 25 a 27 de Novembro

Inscrições limitadas até 15 de Novembro (folheto de inscrição e condições em anexo)

A pedido de vários membros da Rede Portuguesa de Moinhos (RPM), vai ser organizado um curso intensivo de molinologia de um só fim-de-semana (25 a 27 de Novembro) no centro do país, rentabilizando custos de deslocações (aconselha-se a partilha de carros e existe estação de comboios a 3 Km do local pelo que o Intercidades é também uma opção) e possibilitando melhor acesso a partir de todos os pontos do país.

Aproveitando a época baixa, a organização reservou as instalações do Solar do Morgadio, em Santa Comba Dão, com condições especiais e em exclusivo para o grupo de formação da RPM, o que permitirá um ambiente familiar e de grande proximidade entre todos os participantes, muitos deles amigos e conhecidos de longa data nestas andanças dos moinhos tradicionais portugueses.

A organização espera que, além de um bom programa de formação em molinologia este seja um fim-de-semana bem passado com uns serões à lareira e uns passeios de pausa pela vasta propriedade do solar ou pelo lago da Agueira na Srª da Ribeira, mesmo ali ao lado.

Não podia faltar a ida ao moinho e desta vez para mexer e aprender a por em funcionamento na Ribeira dos Aldrogãos. O mesmo moinho e padaria de onde virá o pão centeio do pequeno-almoço, misturado com os doces de frutos da quinta e o queijo fresco de cabra feito na aldeia, ou para molhar ao almoço no azeite produzido na quinta e regar a coisa com um Dão de excelência uma vez que estaremos na região demarcada.

Enfim, amigos, moinhos e boa companhia são o que se espera neste fim-de-semana que será certamente memorável…

cmol1 (1).jpg

cmol2 (1).jpg



publicado por Carlos Gomes às 09:32
link do post | favorito

Quinta-feira, 7 de Abril de 2016
PORTUGAL COMEMORA DIA NACIONAL DOS MOINHOS



publicado por Carlos Gomes às 21:52
link do post | favorito

Quarta-feira, 30 de Março de 2016
PORTUGAL COMEMORA DIA NACIONAL DOS MOINHOS



publicado por Carlos Gomes às 02:49
link do post | favorito

Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015
MOINHOS DE SANTANA RECORDAM ATIVIDADE MOAGEIRA DOS ANTIGOS ARRABALDES DE LISBOA

Situados no alto da Ajuda, junto ao parque Florestal de Monsanto, dois moinhos de vento insistem em esbracejar os seus mastros e velas, lembrando a desaparecida atividade moageira dos terrenos que atualmente fazem parte da cidade de Lisboa.

Moinhos de Santana

Com torre circular e capelo de quatro velas triangulares, o Moinho de Santana e o Moinho Velho, ambos conhecidos genericamente por “Moinhos de Santana”, foram construídos em meados do século XVIII para as religiosas irlandesas do Convento do Bom Sucesso, o qual serviu para neles acolher os católicos irlandeses perseguidos pelos protestantes. Este foi, aliás, o primeiro convento de freiras dominicanas a ser erigido em todo o mundo.

Em 1942, a Câmara Municipal de Lisboa adquiriu estes moinhos, tendo em 1964 sido restaurados pela Associação Portuguesa dos Amigos dos Moinhos e, durante largos anos, mantidos em funcionamento com o empenho direto de um moleiro.

Entretanto, o município lisboeta procedeu à requalificação da área envolvente, tendo criado no local um parque recreativo com diversos equipamentos como restaurante, parque de merendas, parque infantil, parque de patinagem, coreto e circuito de manutenção, com amplos relvados, árvores e arbustos, lago e cascata e uma excelente vista panorâmica sobre a cidade e o rio Tejo, constituindo um local aprazível de repouso e lazer para muitos lisboetas.

Ajuda (5)

Ajuda (3)

Ajuda (2)



publicado por Carlos Gomes às 21:45
link do post | favorito

Sexta-feira, 6 de Novembro de 2015
ENCONTRO DE MOLINOLOGIA COMEÇA AMANHÃ EM ALBERGARIA-A-VELHA



publicado por Carlos Gomes às 19:06
link do post | favorito

Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015
ENCONTRO NACIONAL DE MOLINOLOGIA REALIZA-SE NO PRÓXIMO FIM-DE-SEMANA

Moinhos ' 2015 | III Encontro Nacional de Molinologia. Rede Portuguesa de Moinhos. Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha. Dias 7 e 8 de Novembro de 2015.

O III Encontro Nacional de Molinologia realiza-se nos próximos dias 7 e 8 de Novembro de 2015 em Albergaria-a-Velha, contando com o apoio e co-organização da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, no âmbito das comemorações dos 180 anos do Município. É uma iniciativa da Rede Portuguesa de Moinhos, aberta a todas as pessoas e instituições que promovem o conhecimento, preservação e viabilização dos moinhos tradicionais portugueses.

Além da Etnoideia e da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, co-organizadores do encontro e dos Municípios apoiantes de Boticas, Ponte de Sor e Santa Comba Dão, estarão presentes nos dias 7 e 8 cerca de uma centena de representantes de autarquias de todo o país, empresários,  universidades, museus, associações, moleiros e proprietários de moinhos.

Nas sessões de comunicações serão presentes ao encontro 16 comunicações sobre os moinhos tradicionais portugueses, técnicas, saberes e intervenções de salvaguarda e sua dinamização.

No workshop “Já-Viveiro de projectos”, uma iniciativa inovadora direccionada para a acção e empreendedorismo de capitalização dos moinhos e do potencial endógeno dos territórios regionais, o encontro conta com estarão duas dezenas de empreendedores e instituições que irão ser objecto de aprofundamento e desenvolvimento de conceitos, planos de negócio e programas de intervenção, após o encontro até à sua viabilização e execução.

Na visita de dia 8 serão visitados moinhos da região que oferece uma importante diversidade tipológica destes engenhos e alguns projectos de referência como a Aldeia Pedagógica do Milho Antigo em Águeda ou a Rota dos Moinhos em Albergaria-a-Velha. Pelo meio, realizar-se-á um “Piquenique Moleiro” nos Moinhos da Ribeira, animado pelo Rancho Folclórico local,  onde os moleiros de região serão o centro das atenções.



publicado por Carlos Gomes às 10:20
link do post | favorito

Terça-feira, 13 de Outubro de 2015
ENCONTRO NACIONAL DE MOLINOLOGIA REALIZA-SE EM ALBERGARIA-A-VELHA

O III Encontro Nacional de Molinologia realiza-se nos próximos dias 7 e 8 de Novembro de 2015 em Albergaria-a-Velha, contando com o apoio e co-organização da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, no âmbito das comemorações dos 180 anos do Município. É uma iniciativa da Rede Portuguesa de Moinhos, aberta a todas as pessoas e instituições que promovem o conhecimento, preservação e viabilização dos moinhos tradicionais portugueses.

z



publicado por Carlos Gomes às 19:55
link do post | favorito

Quinta-feira, 13 de Agosto de 2015
MOINHO DA PEDRA É EX-LÍBRIS DE MIRA SINTRA

Recuperação do moinho da Pedra é exemplo a seguir em relação ao património local

Fazendo jus ao topónimo, a localidade de Mira Sintra disfruta de uma magnífica vista panorâmica sobre toda a região envolvente, no concelho de Sintra. Situada a norte da Agualva, pode-se a partir dos seus magníficos miradouros avistar-se uma enorme extensão dominada por espaços verdes, desde Meleças até ao oceano Atlântico.

Damaia 008

O bairro de Mira Sintra teve a sua origem na construção de um bairro social, edificado em meados da década de sessenta do século passado pelo então Fundo de Fomento da Habitação, tendo apenas sido habitado a partir de 1975.

Alcandorado no cimo de uma das suas encostas, o moinho da Pedra deve o seu nome ao local onde se encontra, outrora denominado por “Casal da Pedra” onde existia a Quinta dos Lóios. Trata-se de um magnífico exemplar dos moinhos típicos da região saloia, de dois pisos, com a porta e janelas voltadas a sul e mais duas janelas, uma voltada a nordeste e outra a sudeste.

Tendo atingido o estado de ruína, a autarquia local procedeu em 2002 à sua recuperação que incluiu a reprodução do engenho de moagem, investimento que foi orçado em cerca de 150 mil euros. O moinho da Pedra constitui atualmente um dos mais belos exemplares do concelho de Sintra, constituindo atração de muitos visitantes à localidade, além do interesse que o mesmo representa particularmente para os mais jovens.

Damaia 009

A arte de marinheiro e o ofício dos moleiros dos moinhos de vento

Quem já alguma vez teve a felicidade de contactar de alguma forma com o labor do moleiro, num moinho de vento, certamente se apercebeu da extraordinária semelhança de numerosos vocábulos empregues neste ofício relativamente à linguagem das gentes do mar. Com efeito, existem muitos termos que são comuns às duas atividades, em grande medida resultante da identidade de processos utilizados em ambas as atividades.

À semelhança das naus e, em geral, de todas as embarcações à vela, também os moinhos de vento aproveitam a mesma fonte de energia, recorrendo a uma técnica semelhante para assegurarem o seu próprio funcionamento. Tal como o marinheiro, também o moleiro deve saber medir a direção e intensidade do vento e manobrar as velas para dele tirar o máximo rendimento. Para tal, utiliza o cata-vento estrategicamente colocado sobre o capelo do moinho e os búzios atados na extremidade das vergas. Na realidade, o moinho de vento é como um veleiro a navegar em terra firme que requer a sabedoria do seu marinheiro – o moleiro!

Quando os portugueses se fizeram ao mar, a tripulação das naus partiu de terra e era naturalmente constituída por gente que, nas suas lides quotidianas, se dedicava aos mais variados ofícios. Entre ela encontravam-se certamente os moleiros cuja arte foi seguramente determinante para as atividades de manobra uma vez que, à semelhança dos moinhos, as naus e as caravelas navegavam à vela, sendo necessários marinheiros experimentados na arte de marinharia que era, afinal de contas, a arte dos próprios moleiros.

Não admira, pois, que ambas as linguagens se confundam em grande medida. De resto, é bastante sintomática a expressão outrora utilizada pelos navegadores quando, ao constatarem a evolução demasiado lenta da nau, a ela se referiam dizendo que “a nau ia moendo”, numa clara alusão ao ritmo pachorrento com que o moinho procede à moagem do grão.

O estudo dos moinhos é de uma extraordinária riqueza e elevado interesse cultural, sob todas as suas variantes, desde o ponto de vista tecnológico como ainda etnográfico, histórico e linguístico. Refira-se, a título de exemplo, que os construtores de moinhos eram outrora apelidados de engenheiros por se tratarem, na realidade, de construtores de engenhos.

Desde que o Homem sentiu necessidade de recorrer a processos mais eficazes para moer os grãos que utilizava na sua alimentação, ultrapassando a forma primitiva de os esmagar à mão com o emprego de duas pedras, os moinhos acompanharam a evolução do seu conhecimento e refletiram a sua própria organização social. Aproveitando os mais diversos recursos naturais e apresentando-se sob variadas formas, incluindo as azenhas e os moinhos de maré, eles encontram-se presentes nas novas tecnologias para captação da energia eólica ou ainda para bombagem de água como sucede na captação de água dos poços ou na manutenção dos diques da Holanda.

Atendendo ao valor cultural que o estudo dos moinhos representa, junta-se um pequeno dicionário comparado da linguagem utilizada pelos moleiros que trabalham nos moinhos de vento relativamente à empregue no meio náutico

Andadeira –Mó de cima. Corredor.

Bolacho – Diz-se quando a vela tem três voltas em torno da vara.

Braços – Varas, Vergas.

Búzio – Alcatruz. Pequeno objeto de barro, por vezes com a forma de uma cabaça, contendo um só orifício, que se coloca na ponta das vergas das velas dos moinhos de vento e que, com o girar destas, produz uma espécie de assobio que permite ao moleiro calcular a intensidade do vento e a velocidade adquirida pelas velas.

Cabrestante – Sarilho. Dispositivo para fazer rodar o capelo do moinho. – Nos navios, refere-se ao sarilho para manobrar e levantar a âncora e outros pesos.

Cabresto – Corda comprida que segura as varas e que serve para efetuar a amarração das velas no exterior. – Cada um dos cabos que, da ponta do gurupés vem à proa do navio, junto ao couce do beque. O gurupés é o mastro oblíquo situado na proa dos navios.

Calha – Peça que leva o grão da tremonha para o olho da mó. Ligação entre o tegão e o olho da mó. Quelha.

Canoura - Vaso de madeira donde o grão vai caindo para a mó. Moega. Tremonha.

Capelo – Parte superior do moinho que roda em função da direção do vento. Existem, contudo, moinhos que são rodados a partir da base, com a utilização de rodados. – Em linguagem náutica, diz-se da volta da amarra na abita que constitui a peça de madeira ou ferro, existente na proa dos navios, para fixar a amarra da âncora. Esta peça, apresenta-se geralmente de forma retilínea e liga ao “pé de roda” e termina na roda de proa. Nos barcos rabões, embarcações da família dos rabelos durienses, indica a sua extremidade superior. Nos valvoeiros, refere-se à parte superior da caverna.

Carreto – Roda colocada na parte superior do eixo central do moinho e ligado à entrosa.

Corredor – Mó de cima, com raio idêntico ao poiso, mas com altura inferior a esta.

Eixo – Mastro.

Entrosa – Rosa dentada existente no mastro do moinho, com os dentes na lateral engrenando noutra roda dentada.

Frechal – Calha onde assenta a cúpula móvel sobre a torre do moinho.

Forquilha – Vara comprida e com a ferragem em ponta em forma de “V”. – No meio náutico também se designa por forqueta e é constituído por duas hastes de madeira onde os pescadores arrumam o mastro, a verga e a palamenta enquanto pescam. A forquilha de retranca é uma cruzeta de madeira ou de ferro colocada na borda do navio, à popa, a meia-nau, para descanso da retranca.

Mastro – Eixo do moinho de vento. – Numa embarcação designa cada uma das peças altas constituídas por vergônteas de madeira que sustentam as velas.

Meia-ponta – Diz-se quando a vela tem cinco voltas em torno da vara.

Meia-vela – Diz-se quando a vela do moinho tem uma volta em redor da vara.

 – Pedra cilíndrica em forma de anel que serve para moer o grão.

Moageiro – Aquele que produz moagem.

Moagem – Acto ou efeito de moer. Moedura

Moedura – Moagem.

Moega – Canoura. Tremonha.

Moenda – Mó. Acto ou efeito de moer. Maquia que o moleiro retribui em géneros. Moinho. Moenga.

Moenga – Moenda

Moer – acto ou efeito de transformar o grão em farinha – Em linguagem antiga de marinha, “a nau ir moendo” referia-se à evolução demasiado lenta de um navio.

Olho da mó – Parte vazia no centro da mó.

Pano – Diz-se quando a vela do moinho se encontra toda aberta. – Os marinheiros referem “navegar a todo o pano” quando se pretende que o navio obtenha a sua velocidade máxima, aludindo ao completo desfraldar das velas.

Pião – Eixo do moinho de vento. Mastro.

Picadeira – Ferramenta usada para picar a mó a fim de criar novos sulcos. Picão.

Picão – Picadeira.

Poiso – A mó que fica por debaixo, estática.

Ponta – Diz-se quando a vela tem quatro voltas em torno da vara.

Quelha – Calha.

Sarilho – Dispositivo para fazer rodar o capelo. Cabrestante. – Nos navios consiste na máquina onde se enrola o cabo ou cadeia do cabrestante.

Segurelha – Suporte metálico regulável que fixa o corredor ao eixo vertical. Peça onde entra o ferro que segura a mó inferior ou poiso para tornar uniforme o movimento da superior ou andadeira.

Taleiga – Saco pequeno para condução de farinha.

Tegão – Peça por onde o grão passa para moer.

Traquete – Diz-se quando a vela do moinho tem duas voltas em redor da vara. – Nos navios, é a maior vela do mastro da proa.

Tremonha – Canoura. Moega.

Varas – Hastes de madeira de auxílio à amarração. Vergas. – Nos navios, constituem peças longas de madeira colocadas horizontalmente sobre os mastros para nelas se prenderem as velas.

Vela – Pano forte e resistente que se prende aos braços dos moinhos para os fazer girar sob a ação do vento. – Nos navios e embarcações, é o pano que se prende aos mastros para as fazer navegar.

Vela fechada – Diz-se quando a vela tem seis voltas em torno da vara.

Vela latina – Vela de formato triangular geralmente utilizada nos moinhos e nos navios.

Velame – Conjunto das velas de um moinho ou de um navio.

Vergas – Varas de auxílio à amarração. – Na linguagem náutica, existe uma grande variedade de designações, as quais remetem para as velas que nelas envergavam. De sublinhar, aliás, a proveniência do verbo envergar.

Bibliografia: LEITÃO, Humberto; LOPES, J. Vicente. Dicionário da Linguagem de Marinha Antiga e Actual. Edições Culturais de Marinha. Lisboa. 1990.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com

Ourem30JUL11 010



publicado por Carlos Gomes às 11:56
link do post | favorito

Segunda-feira, 6 de Abril de 2015
ESTREMADURA ABRE AS PORTAS AOS MOINHOS



publicado por Carlos Gomes às 00:23
link do post | favorito

Terça-feira, 31 de Março de 2015
ESTREMADURA ABRE AS PORTAS AOS MOINHOS



publicado por Carlos Gomes às 22:22
link do post | favorito

REGIÃO DE LISBOA COMEMORA DIA NACIONAL DOS MOINHOS

MOINHOS ABERTOS - 201507 de Abril (Terça Feira) – Dia Nacional dos Moinhos11 (Sábado) e 12 de Abril (Domingo) – Dia dos Moinhos Abertos

Consulte o programa completo em www.moinhosdeportugal.org

É já a seguir à Páscoa: 327 moinhos de portas abertas em todo o País!

Após o sucesso de 2014 voltamos a assinalar o Dia Nacional dos Moinhos e a organizar, em todos o país, a iniciativa Moinhos Abertos de Portugal nos dias 7, 11 e 12 de Abril (terça, sábado e domingo) de forma a permitir a participação de todos.

2015 é um ANO RECORD!

Esta iniciativa realiza-se já pelo oitavo ano consecutivo e a adesão continua a aumentar.

Este ano participam nos Moinhos Abertos 327 moinhos (mais 47% que em 2014) moinhos em 141 núcleos moageiros de 17 Distritos em 64 Municípios do Continente e Região Autónoma dos Açores.

7 de Abril 2015 - kickoff (pré-inscrições e candidaturas de projectos de reabilitação de moinhos workshop “Já – Viveiro de Projectos”)

Maio a Setembro (desenvolvimento conjunto dos projectos a apresentar no encontro)

7 e 8 de Novembro- Realização Painel Molinologia e Workshop “Já – Viveiro de Projectos”

Após uma década de interregno sobre a realização do II Encontro Nacional e do Simpósio Mundial de Molinologia, a Etnoideia organiza o III Encontro Nacional de Molinologia dada a pertinência e urgência do tema na conjuntura actual.

A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha é co-organizadora, perspectivando-se um programa de bom nível dado o rico património molinológico local e o dinamismo municipal na sua preservação e valorização. Porquê o Encontro?

Portugal precisa como nunca de desenvolver o seu interior e de qualificar as suas cidades. Os nossos moinhos são importantes activos para o desenvolvimento sustentável, qualificação dos territórios, empreendedorismo ao nível das indústrias criativas e do turismo, por exemplo. Mas também para a construção da designada economia verde e para a qualificação ambiental das regiões e requalificação urbana, não esquecendoas importantes funções educativa, de lazer e de interacção e coesão social. No entanto, o seu declínio acentuado pela crise e pelo envelhecimento dos detentores dos saberes tradicionais coloca em risco este importante património.

O que buscamos?

Por isso, mais do que nunca, é oportuno convocar a cidadania dos portugueses e as suas instituições autárquicas, associativas e económicas para a sua recuperação e valorização numa perspectiva de criação de riqueza e geração de oportunidades, tendo os jovens como prioridade e a estratégia Portugal 2020, em que os moinhos se integram claramente, como oportunidade de financiamento e activação de processos de desenvolvimento comunitário de base local integrando os moinhos tradicionais portugueses nas novas soluções para os territórios.

Como faremos para conseguir acção Já?

Deste modo, o III Encontro Nacional de Molinologia desenvolve-se em duas vertentes. Por um lado, na recolha, aprofundamento e partilha do Saber e do Saber Fazer tradicionais ao nível da Etnotecnologia e da Molinologia Portuguesa. Por outro, na reflecção-acção conjunta através do desenvolvimento de projectos viáveis de reabilitação e valorização de moinhos tendo em vista a intervenção imediata e urgente. Esta segunda vertente desenvolve-se´no âmbito do Workshop “Já – Viveiro de Projectos”, através de uma metodologia inovadora em duas fases.

A primeira tem início no Dia Nacional dos Moinhos e pretende-se que os promotores das iniciativas dos Moinhos Abertos e os seus visitantes discutam este tema, debatam perspectivas e tenham ideias que serão propostas pelos mesmos à organização do Encontro.

Depois de seleccionadas as ideias de projecto irão ser trabalhadas (Maio a Setembro) pela Etnoideia em conjunto com os promotores tendo em vista o seu desenvolvimento ao ponto de poderem ser apresentadas pelos promotores no workshop para buscas de projectos e financiamentos onde serão convidados a participar os GAL- Grupos de Acção local / ADL – Associações de Desenvolvimento Local, CCDRs e Municípios respectivos, bem como empresários e potenciais investidores.

O que é o “Dia dos Moinhos Abertos”?

O conceito desta actividade é extremamente simples:

Fazer funcionar em simultâneo e abrir ao público para acesso livre tantos moinhos quantos for possível em todo o país!

Moinhos Abertos é uma iniciativa de alcance nacional e ampla divulgação com o objectivo de chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos.

Esta iniciativa promovida pela Etnoideia tem o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia, cujos membros não pertencentes à Rede Portuguesa são convidados a aderir e colaborar. A TIMS colabora ainda ao nível da divulgação internacional do evento por todo o mundo.

Os Moinho contam com a participação activa de inúmeros proprietários de moinhos, moleiros, entusiastas, investigadores, empresários, autarquias, museus… em todo o território nacional!

Este dia, além de chamar a atenção para os moinhos tradicionais portugueses serve também para identificar problemas e oportunidades, germinar projectos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc) com a participação de activistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas em torno deles.

Mas este dia constitui também uma oportunidade única para aumentar o número de pessoas e instituições que constituem a Rede Portuguesa de Moinhos reforçando a sua implantação e representatividade nacional e, consequentemente, a sua capacidade de acção a favor dos moinhos tradicionais portugueses.



publicado por Carlos Gomes às 17:15
link do post | favorito

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2014
SEIXAL INAUGURA EXPOSIÇÃO SOBRE MOINHOS DE MARÉ



publicado por Carlos Gomes às 14:50
link do post | favorito


mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9


23
24
25
26
27
28

29
30
31


posts recentes

IV ENCONTRO NACIONAL DE M...

ENCONTRO NACIONAL DE MOLI...

ENCONTRO NACIONAL DE MOLI...

REGIÃO DE LISBOA ABRE MOI...

REDE PORTUGUESA DE MOINHO...

PORTUGAL COMEMORA DIA NAC...

PORTUGAL COMEMORA DIA NAC...

MOINHOS DE SANTANA RECORD...

ENCONTRO DE MOLINOLOGIA C...

ENCONTRO NACIONAL DE MOLI...

ENCONTRO NACIONAL DE MOLI...

MOINHO DA PEDRA É EX-LÍBR...

ESTREMADURA ABRE AS PORTA...

ESTREMADURA ABRE AS PORTA...

REGIÃO DE LISBOA COMEMORA...

SEIXAL INAUGURA EXPOSIÇÃO...

arquivos

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

tags

todas as tags

links
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds