Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Quarta-feira, 1 de Novembro de 2017
GRUPO DE AMIGOS DE OLIVENÇA RECLAMA DEVOLUÇÃO DO TERRITÓRIO PORTUGUÊS SOB OCUPAÇÃO DE ESPANHA

O Grupo dos Amigos de Olivença tem constatado que, a propósito da actual « crise independentista da Catalunha », o Estado Espanhol tem alicerçado a sua posição na defesa intransigente da integridade territorial dos Estados e da necessidade de respeitar os tratados que regem o relacionamento dos Estados na Europa.

Olivença

Também, a este propósito, o Estado Português por intermédio do Sr. Presidente da República, Sr. Primeiro Ministro e Sr Ministro dos Negócios Estrangeiros, tem se manifestado publicamente, pela defesa intransigente da legalidade interna espanhola, pelo respeito pela integridade territorial dos Estados e pela Lei Internacional.

Nesse sentido, o Grupo dos Amigos de Olivença relembra a existência da « questão de Olivença», território que o Estado Português considera juridicamente português mas ocupado ilegalmente por Espanha, que se recusa a cumprir o tratado de Viena de 1815, por ela assinado, e faz um apelo à opinião pública para que se pressione estes importantes órgãos do Estado Português a pôr em prática os princípios acima defendidos e levantar esta questão junto de Espanha, de maneira a dar cumprimento ao seu compromisso de restituição de Olivença a Portugal.



publicado por Carlos Gomes às 15:43
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
SERÁ QUE A DEVOLUÇÃO DO TERRITÓRIO DE OLIVENÇA A PORTUGAL TAMBÉM É ILEGAL FACE À CONSTITUIÇÃO ESPANHOLA?

O governo de Madrid impede o povo catalão não possui o direito de decidir o seu destino político através de referendo alegando que este instrumento democrático é inconstitucional. Será que a constituição espanhola também impede a Espanha de restituir a Portugal o território que mantém ilegitimamente ocupado há mais de dois séculos, apesar dos compromissos que assumiu nesse sentido?

Olivença (48)

Em 20 de Janeiro de 1801, Espanha, cínica e manhosamente concertada com a França Napoleónica, sem qualquer pretexto ou motivo válido, declara guerra a Portugal e, em 20 de Maio, invade o nosso território, ocupando grande parte do Alto-Alentejo, na torpe e aleivosa «Guerra das Laranjas». Comandadas pelo «Generalíssimo» Manuel Godoy, favorito da rainha, as tropas espanholas cercam e tomam Olivença.

Ao assinar em 1817, o Tratado de Viena, a Espanha concordava e comprometia-se a devolver o território português de Olivença. Referia o artigo 105.º dor eferido Tratado o seguinte: “As Potências, reconhecendo a justiça da reclamações formuladas por Sua Alteza, o Príncipe Regente de Portugal e do Brasil, sobre a vila de Olivença e os outros territórios cedidos à Espanha pelo tratado de Badajoz de 1801, e considerando a restituição destes objectos como uma das medidas adequadas a assegurar entre os dois Reinos da Península aquela boa harmonia, completa e estável, cuja conservação em todas as partes da Europa tem sido o fim constante das suas negociações, formalmente se obrigam a empregar por meios conciliatórios os seus mais eficazes esforços a fim de que se efectua a retrocessão dos ditos territórios a favor de Portugal. E as Potências reconhecem, tanto quanto depende de cada uma delas, que este ajuste deve ter lugar o mais brevemente possível”.

Não obstante, a Espanha até ao momento nunca honrou a sua palavra, quaisquer que fossem os regimes políticos que ali tiveram vigência, o que nunca os coibiu de cinicamente nos tratar por “hermanos”…

Em 1864, Portugal e Espanha trataram de proceder à delimitação da sua fronteira comum. Perante a recusa do Estado Português em reconhecer a soberania espanhola sobre o território de Olivença, a Comissão Internacional de Limites Luso-Espanhola interrompeu os seus trabalhos na zona da desembocadura do rio Caia, tendo os mesmos apenas sido retomados em 1926, a partir da desembocadura da ribeira dos Cuncos no rio Guadiana, portanto a sul de Olivença.

O Estado Português jamais reconheceu a ocupação do território de Olivença por parte de Espanha, razão pela qual se mantém por colocar os marcos fronteiriços naquele local. Tratando-se de um território de jure pertencente a Portugal nem sequer se coloca juridicamente a questão da autodeterminação – o que se coloca é, do ponto de vista moral, a ocupação em si mesma, ao arrepio do direito internacional, contra os compromissos que assumiu que leva a descredibilizar a palavras dos seus governantes e os protestos de amizade em relação ao povo português. Ou será que a devolução do território que não legalmente não lhe pertence também é inconstitucional face à nova Lei em Espanha?

Carlos Gomes



publicado por Carlos Gomes às 19:23
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Domingo, 4 de Junho de 2017
OLIVENÇA COMEMORA DIA DE PORTUGAL

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Celebrações do Dia de Portugal, com programa cívico, cultural, de intercâmbio, musical e religioso.

PROGRAMA

SALÃO NOBRE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

11:30 – Receção / Identificação dos Convidados

CONVENTO DE SÃO JOÃO DE DEUS

12:00 – Apresentação da celebração do 'Dia de Portugal'

Eduardo Naharro-Macías Machado - Aula de Língua e Cultura Portuguesa/U.P. Olivença

12:05 – CERIMÓNIA DE ABERTURA

Manuel José González Andrade - Presidente da Câmara Municipal de Olivença

Hélder de Oliveira - Administrador Executivo da Fundação Portugal-África

Laura Vidal - Presidente da Conexão Lusófona 
José Ribeiro e Castro - Coord. do Movimento 2014 - 800 anos da Língua Portuguesa

Montaña Hernández Martínez - Diretora do Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças da Junta de Extremadura

12:45 – TEATRO: Alunos de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade Popular de Olivença

13:15 – Novos horizontes da geminação do Município de Olivença e do Município de Leiria

Manuel José González Andrade - Presidente da Câmara Municipal de Olivença

Raul Miguel de Castro - Presidente da Câmara Municipal de Leiria

Modera / Presenta: Servando Rodríguez Franco -Turismo de Olivença

13:45 – MÚSICA: Atuação dos Alunos da Escola de Música da Câmara Municipal de Olivença

14:00 – Almoço

CONVENTO DE SÃO JOÃO DE DEUS

17:00 – Concerto: 'ALMA DE COIMBRA'

18:00 – Visita guiada dos convidados à Cidade de Olivença

IGREJA DA MADALENA

19:00 – Missa em Português

[Evento organizado pela Câmara Municipal de Olivença (Ayuntamiento de Olivenza) e Universidade Popular de Olivença - Aula de Língua e Cultura Portuguesa.]

 



publicado por Carlos Gomes às 11:21
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Terça-feira, 30 de Maio de 2017
OLIVENÇA COMEMORA DIA DE PORTUGAL

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Celebrações do Dia de Portugal, com programa cívico, cultural, de intercâmbio, musical e religioso.

PROGRAMA

SALÃO NOBRE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

11:30 – Receção / Identificação dos Convidados

CONVENTO DE SÃO JOÃO DE DEUS

12:00 – Apresentação da celebração do 'Dia de Portugal'

Eduardo Naharro-Macías Machado - Aula de Língua e Cultura Portuguesa/U.P. Olivença

12:05 – CERIMÓNIA DE ABERTURA

Manuel José González Andrade - Presidente da Câmara Municipal de Olivença

Hélder de Oliveira - Administrador Executivo da Fundação Portugal-África

Laura Vidal - Presidente da Conexão Lusófona 
José Ribeiro e Castro - Coord. do Movimento 2014 - 800 anos da Língua Portuguesa

Montaña Hernández Martínez - Diretora do Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças da Junta de Extremadura

12:45 – TEATRO: Alunos de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade Popular de Olivença

13:15 – Novos horizontes da geminação do Município de Olivença e do Município de Leiria

Manuel José González Andrade - Presidente da Câmara Municipal de Olivença

Raul Miguel de Castro - Presidente da Câmara Municipal de Leiria

Modera / Presenta: Servando Rodríguez Franco -Turismo de Olivença

13:45 – MÚSICA: Atuação dos Alunos da Escola de Música da Câmara Municipal de Olivença

14:00 – Almoço

CONVENTO DE SÃO JOÃO DE DEUS

17:00 – Concerto: 'ALMA DE COIMBRA'

18:00 – Visita guiada dos convidados à Cidade de Olivença

IGREJA DA MADALENA

19:00 – Missa em Português

[Evento organizado pela Câmara Municipal de Olivença (Ayuntamiento de Olivenza) e Universidade Popular de Olivença - Aula de Língua e Cultura Portuguesa.]



publicado por Carlos Gomes às 21:58
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Terça-feira, 4 de Abril de 2017
DEVOLUÇÃO DE OLIVENÇA A PORTUGAL ESTÁ NA ORDEM DO DIA!

A reclamação por parte de Espanha do território britânico de Gibraltar veio abrir uma janela de oportunidade que o Estado Português deve aproveitar para, de forma diplomática, exigir do país vizinho o cumprimento do seu compromisso assumido no Congresso de Viena realizado em 1815, obrigando-se a devolver a Portugal o território de Olivença e, desse modo, resolver de uma vez por todas o litígio fronteiriço que se mantém há mais de dois séculos.

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Com efeito, a decisão de saída da União Europeia por parte do Reino Unido – o nosso mais antigo aliado! – veio reavivar a Espanha a antiga esperança de obter a soberania sobre o território de Gibraltar, vulgarmente designado por “Rochedo”. Isto, apesar de em 1713, aquando da celebração do Tratado de Utrech, ter a Espanha cedido à Inglaterra “…a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes (…) para sempre, sem qualquer excepção ou impedimento”, como forma de parte de pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola no âmbito de um sistema de compensações acordado como forma de Filipe de Anjou ser aceite pelos países beligerantes como rei de Espanha.

Ao contrário do que se verifica com Gibraltar que é pela Organização das Nações Unidas reconhecida como uma colónia e, como tal, é devido aos seus habitantes o direito à autodeterminação, Olivença constitui territorialmente parte integrante de Portugal, consagrado na alínea 1 do Artigo 5º da Constituição da República Portuguesa, o qual reza: “Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira”.

O Tratado de Alcanizes celebrado em 1297 por D. Dinis. Rei de Portugal, com os soberanos dos reinos de Leão e Castela estabeleceu Olivença como parte integrante de Portugal. Em 1801, o Tratado de Badajoz que nem sequer contemplava a anexação da localidade de Vila Real por esta fazer parte do termo de Juromenha e não de Olivença, foi denunciado por Portugal por Espanha não ter cumprido a sua parte do acordo em virtude de ter invadido o nosso país, contrariando as disposições do Tratado. Por tudo isto e muito mais, a Espanha não possui a menor legitimidade para manter a ocupação do território de Olivença, município de Tálega incluído.

Com uma área de 430,1 quilómetros quadrados – correspondendo aproximadamente ao triplo das áreas dos concelhos de Lisboa e Porto no seu conjunto – Olivença é reclamada pelo Estado Português, o que justifica o facto de não ter sido até ao momento delimitada a fronteira desde a confluência da Ribeira do Caia com o rio Guadiana até à confluência da Ribeira dos Cuncos com o rio Guadiana.

À semelhança de Portugal em virtude da sua localização estratégica como porta de entrada para o continente, Gibraltar possui elevado interesse para o Reino Unido também como garantia de passagem par o Mar Mediterrâneo. Não foi em vão que em 1940, a Alemanha nazi chegou a planear a ocupação militar de Gibraltar (Operação Félix) e, com o apoio do exército espanhol, a invasão militar de Portugal (Operação Isabella) por parte de três divisões alemãs, tendo por objectivo principal o ataque aos portos de Lisboa e Setúbal a fim de impedir a sua utilização por parte das forças inglesas. Uma cumplicidade, aliás, que nos remete a memória para o Tratado de Fontainebleau de 1807, estabecido em segredo entre França e Espanha e que definiu a ocupação e partilha de Portugal.

A questão agora levantada pelo país vizinho, a pretexto da saída do Reino Unido da União Europeia, com a exigência da entrega de Gibraltar, vem desencadear um efeito de dominó relativamente ao status quo de vários territórios sob domínio de Espanha, a saber Ceuta e Melila, as Canárias e, por maioria de razão, o território de Olivença, de jure parte integrante de Portugal. A reclamação do Estado Português em relação a Olivença é legítima e, do Minho aos Açores, deve unir todos os portugueses – patriotas! – independentemente dos seus credos religiosos ou convicções partidária. Respeitemos os direitos dos seus habitantes independentemente das suas origens e a dualidade cultural que caracteriza o seu território com vista a uma transição civilizada da sua soberania, mas não abdiquemos da justiça que por direito é devida a Portugal!

Carlos Gomes

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publicado por Carlos Gomes às 23:06
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016
AMIGOS DE OLIVENÇA APELAM À RESOLUÇÃO DO LITÍGIO FRONTEIRIÇO ENTRE PORTUGAL E ESPANHA

Por ocasião da visita a Portugal do Chefe de Estado de Espanha, Sua Majestade o Rei Filipe VI, o Grupo dos Amigos de Olivença, torna público o seguinte:

A Questão de Olivença, inquestionavelmente presente na realidade política luso-espanhola, continua por resolver, uma vez que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português. Aliás, o Governo português, conforme o comando constitucional, tem reafirmado publicamente que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português».

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O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento. Se o confronto se evidencia em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral terão causa na persistência da Questão de Olivença.

Porque uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos e ressentimentos, sendo escusada, inadmissível e insustentável a tentativa de esconder a existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que ela traz ao relacionamento peninsular, impõe-se que a mesma seja inscrita — com natural frontalidade e sem subterfúgios — na agenda diplomática luso-espanhola.

Nas circunstâncias actuais, em que se procura aprofundar essa visão de amizade fraterna entre os dois povos, assente numa amizade antiga e por conseguinte experimentada, exigente e desafiadora, e integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, com salutar aproximação e colaboração em vastas áreas, são propícias a que ambos os Estados assumam que é chegado o momento de discutir, de forma adequada, a Questão de Olivença e de dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.

O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 78 anos de esforços pela retrocessão do território, lança um desafio aos Governantes dos dois Estados para que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.

O Grupo dos Amigos de Olivença, na véspera do 1º de Dezembro, dia em que se assinala a Restauração da Independência Nacional, obra do glorioso e unânime esforço colectivo do povo português, fazendo seus os anseios de tantos e tantos portugueses, apela ao Governo de Portugal para que, resolutamente, leve por diante a sustentação dos direitos de Portugal.

O Grupo dos Amigos de Olivença, apela a todos os cidadãos para que, no pleno exercício dos seus direitos, manifestem o seu apoio à defesa de Olivença Portuguesa.

OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA!

VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!

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publicado por Carlos Gomes às 10:46
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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2016
QUANDO VISITA OFICIALMENTE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA O TERRITÓRIO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA?

À semelhança do que se verificou com as recentes celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, estas comemorações deverão ocorrer no futuro junto das comunidades portuguesas radicadas noutros países. Existe, porém, um território que, não obstante pertencer de jure a Portugal, encontra-se desde há mais de dois séculos sob administração de Espanha – trata-se do concelho de Olivença, Tálega incluída – que até ao momento não recebeu a visita oficial do Presidente da República.

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Apesar do tempo já percorrido desde a ridícula “guerra das laranjas” e das gerações que entretanto se sucederam ao longo de mais de duzentos anos, os oliventinos de origem portuguesa guardam com nostalgia a sua identidade como podem na esperança de que um dia a terra que os viu nascer regresse à Pátria a que verdadeiramente pertence: Portugal. A comprovar tal sentimento patriótico, basta referir o grande número de pedidos de atribuição da nacionalidade portuguesa que ultimamente se vem verificando, pese embora as alterações demográficas que se registaram ao longo do tempo.

Com uma área superior a 430 quilómetros quadrados – correspondendo ao triplo da área das cidades de Lisboa e Porto juntas! – Olivença faz parte de Portugal desde a celebração do tratado de Alcanizes celebrado em 1297.

À altura da ocupação, integravam o concelho de Olivença as freguesias de Santa Maria do Castelo, Santa Maria Madalena, São Jorge da Lor, São Domingos de Gusmão e Tálega. Vila Real, entretanto anexada a Olivença, fazia até então parte do concelho de Juromenha, localidade que agora integra o município do Alandroal.

O território português de Olivença, situado na margem esquerda do rio Guadiana, permanece ocupado por Espanha desde 1801. Em 1817, ao abrigo do Tratado de Viena, Espanha reconheceu a soberania portuguesa e comprometeu-se a devolver o território à soberania portuguesa, compromisso que nunca honrou até ao momento.

O Estado Português não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença, razão pela qual falta ainda demarcar a fronteira entre os dois países entre entre as confluências do Guadiana com o rio Caia (a norte) e a ribeira de Cuncos (a sul), não estando colocados os marcos fronteiriços entre o 801 e o 900, na zona adjacente ao território histórico de Olivença.

Não faltam as razões que fundamentem do ponto de vista jurídico a reclamação de Portugal relativamente a Olivença nem tão pouco os argumentos de ordem moral que lhe assistem: a Espanha deve honrar os seus compromissos e respeitar um país cujo relacionamento sempre se pautou pela amizade e boa vizinhança. E, em nome de Portugal, o Presidente da República jamais se deveria inibir a efetuar uma visita oficial a Olivença e ali celebrar o Dia de Portugal, levando aos oliventinos – Portugueses de Olivença! – uma palavra de afeto e esperança!

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publicado por Carlos Gomes às 19:04
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Terça-feira, 7 de Junho de 2016
OLIVENÇA COMEMORA DIA DE PORTUGAL

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publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Sábado, 21 de Maio de 2016
OLIVENÇA É TERRITÓRIO PORTUGUÊS ILEGALMENTE OCUPADO POR ESPANHA

Em 20 de Maio de 1801 Olivença foi tomada pelas tropas do exército espanhol. Desde lá, A NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA encontra-se, sequestrada pelo país vizinho.

Ocupação contestada desde que regressou a paz à Europa após a tempestade napoleónica, e que, como recordava recentemente um jornal britânico, constitui um dos últimos litígios fronteiriços pendentes na actual Europa Comunitária.

Percebendo a delicadeza que a Questão de Olivença apresenta no relacionamento peninsular, o Grupo dos Amigos de Olivença entende que só a assunção frontal, pública e desinibida do diferendo pelo Estado português, colocando-a na ordem do dia e inserindo-a na agenda diplomática luso-espanhola, permitirá ultrapassa-la a contento dos interesses nacionais.

Esta é uma data de contradições na Histórica de Portugal. Também hoje se assinala a data em que se formou o Estado independente de Timor-Leste. Tal como Timor Lorosae afastou o ocupante estrangeiro e iniciou a construção do seu próprio Estado, reservando à língua portuguesa uma particular importância, também Olivença há-de obter Justiça, resgatando a sua Identidade, a sua História e a sua Liberdade, reencontrando-se com a Cultura e a Língua de Camões!

Por estas razões, e confiando que as Autoridades nacionais saibam tomar as medidas necessárias à defesa do Direito, da dignidade e dos interesses nacionais, o Grupo dos Amigos de Olivença exorta os portugueses, detentores da Soberania, a sustentarem com veemência a devolução do território oliventino.

Contra o silêncio e a indignidade, um passo por Olivença

Lisboa, 20 de Maio de 2015.

A Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença

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publicado por Carlos Gomes às 21:27
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2015
OLIVENÇA PARTICIPA NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 00:03
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
FEIRA DO LIVRO FOI INICIADA EM LISBOA PELO OLIVENTINO VENTURA LEDESMA ABRANTES

Ventura Ledesma Abrantes – Um Português de Olivença

Ventura Ledesma Abrantes não nasceu em Lisboa, mas foi na capital portuguesa que desenvolveu a sua actividade criadora. Nela estabeleceu laços de amizade, se instalou como comerciante (mais concretamente como Livreiro e Editor), e, como veremos, foi escritor e polemista.

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Nasceu a 13 de Maio de 1883, em Olivença, numa casa ao lado da Porta do Calvário, e faleceu em 12 de Junho de 1956, no Estoril. Não foi um homem "acomodado", antes pelo contrário, foi um lutador. A sua juventude foi atormentada por alguns percalços. Filho de um barbeiro de Olivença, pro-português, membro activo de um grupo que, localmente, lutava pela reintegração de Olivença em Portugal e pela manutenção da Cultura lusitana (História, Língua, Tradições) naquela cidade, acompanhou o seu pai no exílio. Na verdade, o pai de Ventura, atingido por represálias, e por vários anátemas, por parte das autoridades espanholas, veio com a família para Lisboa, por volta de 1903. Para além da família de Ventura Ledesma Abrantes, militavam então em Olivença, a favor de Portugal, entre outros, homens como Manuel Gonçalves Verão, Firmino Martins Rui, e Manuel Justo Gonçalves. Destes homens quase não se fala hoje. Mas de Ventura diz-se, ainda hoje em Olivença, que fugiu para Portugal por causa de um crime... ninguém especificando que esse "crime" foi simplesmente ser favorável a Portugal... mesmo porque ninguém é disso informado...

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2) Um homem de (muita) cultura

Ventura Ledesma Abrantes, livre das pressões a que fora sujeito na sua terra, lançou-se em inúmeras actividades, normalmente de carácter cultural. Era um homem irrequieto, um diletante, um entusiasta. Vemos Ledesma Abrantes, em 1911-1912, associado à criação da Universidade Livre de Lisboa (obra, fundamentalmente, de Reinaldo Ferreira). Depois, encontramo-lo na Lutuosa Nacional, com sede no Porto. A ele se deve a abertura, em 1931, da primeira Feira do Livro de Lisboa com carácter oficial. ( houve uma edição em 1930, mas oriunda de iniciativas privadas ). Ele mesmo era o Presidente da Associação de Classe dos Livreiros de Portugal, embrião, após várias metamorfoses da actual A.P.E.L. ( Associação Portuguesa de Editores e Livreiros ). Ventura Ledesma Abrantes tinha uma livraria, que era também uma Casa Editora, na Rua do Alecrim (n.º 80 e 82), que fechou as suas portas dois anos antes da sua morte.

Não se limitava a vender livros. Foi membro activo de uma das mais notáveis tertúlias do Chiado, mais concretamente daquela de que foram também membros Teófilo Braga, Egas Moniz e António Sardinha.

Não foi por acaso, portanto, que Ventura Ledesma Abrantes editou livros importantes, como a "Vida Sexual - Fisiologia e Patologia”, de Egas Moniz ( livro que mais ninguém quis editar por se considerar o tema imoral... ) , "In Memoriam", de Camilo Castelo Branco, "Vida e Obra de Júlio Dinis", de Egas Moniz também, "Como Perdemos Olivença", de Queirós Veloso. Usou o pseudónimo de João Coelho para responder em polémica à obra "Palavras Cínicas", de A. Forjaz de Sampaio (1884-1949), "diálogo" que ficou célebre na época.

Foi membro da então selectiva Sociedade de Geografia de Lisboa e ainda da Associação de Arqueólogos Portugueses. Escrevia fluentemente, e colaborou em vários jornais e revistas de Lisboa e do Porto. Distinguido várias vezes, foi condecorado com a Ordem Militar de Cristo. Porque era logicamente um entusiasta por Olivença, acabou por, ao cabo de muitos anos de trabalho independente, ser obrigado a procurar emprego, por ter gasto tudo o que amealhara em livros e folhetos, fomentando organizações, custeando em Lisboa o estudo de muitos oliventinos, ajudando-os como pode durante a Guerra de 1936-39, etc.

3) Uma organização mal compreendida

Em 15 de Agosto de 1938, fundou, com o então tenente Humberto Delgado, com Amadeu Rodrigues Pires, e Francisco Sousa Lamy, a Sociedade Pró -Olivença, embrião do futuro Grupo dos Amigos de Olivença, nome que teve a partir da sua semi-legalização, em 21 de Novembro de 1945. Esta organização, ao longo da sua História, conheceu várias vicissitudes e direcções/orientações. Foi, principalmente, denegrida, ignorada... e quase proibida. A sua legalização só foi completada depois do 25 de Abril de 1974, pois os seus estatutos ficaram "suspensos" ! Curiosamente, Ventura Ledesma Abrantes veio a abandonar o grupo logo pouco depois de 1945. Convém referir que, ao contrário do que muita gente diz nos nossos dias, Salazar não gostou da Associação que, pela sua linguagem obrigatoriamente anticolonialista, punha em causa a própria orientação da política portuguesa de então. A denúncia de uma situação que tinha tudo de colonial, com repressão cultural e linguística, passando por acções de dispersão de populações, ameaças, e até prisões (uma discreta "limpeza étnica", ao fim e ao cabo), levou Salazar a criar uma atmosfera de isolamento em torno do grupo, presumindo-se que por isso nunca permitiu a aprovação dos estatutos. A organização era tolerada, mas com frieza. O Ministro da Defesa, Santos Costa, foi mais longe, ameaçando passar compulsivamente à Reserva Militar qualquer membro das forças armadas que se ligasse aos Amigos de Olivença. Os diplomatas franquistas em Lisboa conotavam o Grupo como sendo de Oposição ao Regime, principalmente depois que o M.U.D., em 1945, apoiou as suas reivindicações. Na verdade, pelos Amigos de Olivença passaram muitos intelectuais e homens de acção, muitos deles oposicionistas: Queirós Veloso, Ramos e Costa, Paulo Caratão Soromenho, Humberto Delgado, Matos Sequeira, Sidónio Muralha, Veiga de Macedo, João Pereira da Rosa, Tomé Feteira, Mascarenhas Barreto, Hernâni Cidade (seu Presidente até 1975), e outros. É só por uma cruel ironia da História que análises pouco cuidadas (e preconceituosas) insistam em identificar os "Amigos de Olivença" com extremismos vários, principalmente de Direita, apoiando-se somente em alguns episódios (que os houve !) menos felizes ou menos claros.

4) luta por uma cidadania

Como é de calcular, Ventura Ledesma Abrantes fez parte do Conselho Regional da Casa do Alentejo durante muitos anos consecutivos. Na década de 1930, foi nomeado representante de Portugal nas Exposições Livreiras de Sevilha, Barcelona, e Florença. Uma grande luta que travou foi a de conseguir a Nacionalidade Portuguesa de forma natural, e nunca como "espanhol naturalizado". Após uma polémica legal com o Poder do Estado Novo que, confrontado com pareceres jurídicos favoráveis à pretensão de Ventura Ledesma Abrantes, procurava sempre eximir-se ao cumprimento da Lei e à concessão da referida nacionalidade, um aliado surpreendente resolveu a questão: Cavaleiro Ferreira, Ministro da Justiça entre 1944 e 1954. Foi promulgada legislação, mais ou menos ainda em vigor, que dava aos oliventinos o direito de cidadania portuguesa, com a averbação no Bilhete de Identidade da expressão "nascido em Olivença, Portugal. Tal preceito era, mesmo assim, um tanto dúbio, pois empurrava a decisão final para o ministro da Justiça. Vale a pena citar a Lei ( Artigo 117, L. 37 666, 19 de Dezembro de 1949): " Fora dos casos de naturalização, é da competência do Ministro da Justiça decidir as questões relativas à legalidade da aquisição, perda ou reaquisição da nacionalidade portuguesa ou esclarecer as dúvidas que a esse respeito se suscitarem; # único. Das decisões do Ministro cabe recurso para o Supremo Tribunal Administrativo, nos termos da lei geral." Diz-se que Salazar, mesmo assim, ainda hesitou em colocar a sua assinatura. Estranha forma de ser nacionalista, na verdade...

5) O escritor Ventura Ledesma Abrantes

Mas...Ventura Ledesma Abrantes foi principalmente um escritor. A sua Bibliografia, extensíssima, é quase toda dedicada a Olivença. Lidava com facilidade surpreendente com a língua (portuguesa) materna, de uma forma quase apaixonada. A lista dos seus livros, mais ou menos completa, porque há obras menores, é a seguinte: "Saudades da Terra das Oliveiras"(1932); "Olivença a Gloriosa"(1933); "De Olivença a Marvão"(1934; este livro valeu-lhe uma homenagem da Câmara Municipal de Marvão); "A Santa Casa da Misericórdia da Vila de Olivença"(1940); "A Não Esquecida"(1943); "A Noite do Menino nas Terras de D. João II "(1943); "A Defesa da Porta do Calvário da Vila de Olivença"(1944); "Olivença, a Sombra da Saudade"(1949); "Anais da Velha Vila de Olivença"(1951); "Crónica Histórica e Bibliográfica da Vila de Olivença"(1946); "O Património da Sereníssima Casa de Bragança em Olivença"(1954). A última obra atrás referida de Ventura Ledesma Abrantes é, digamos assim, a sua grande "conclusão"... mesmo porque faleceu dois anos depois. Mas é mais porque se trata de uma gigantesca e completíssima monografia, com mais de 500 páginas, uma das melhores existentes em língua portuguesa, e que talvez não fosse má idéia reeditar. É visível que Ventura Ledesma Abrantes compreendeu que o franquismo ia destruir mais profunda e radicalmente do que até então sucedera as raízes e a vivência lusitanas em Olivença, pelo que o seu livro descreve o maior número possível de aspectos, História, e características, mesmo as menos visíveis, da Cidade, para que não se pudesse negar uma realidade que talvez fosse deixar de existir.

6) O reconhecimento de uma obra

Ventura Ledesma Abrantes morreu mais ou menos ignorado. O Estado Novo, no qual, devido ao seu nacionalismo, depositara decerto esperanças para a recuperação de Olivença para a soberania portuguesa, decerto o desiludiu. A sua obra, ainda que propalada, era-o discretamente, pois constituía um embaraço diplomático constante, tanto ou mais do que a sua actividade frenética de publicista, orador, homem de acção. Ledesma Abrantes era um Romântico. Acreditava na "pureza" do povo, e, republicano, preferia cidadãos a súbditos. Tendia para correntes conservadoras, mas foi, acima de tudo, um inconformado. Acreditou na sinceridade das intenções de muita gente, e foi quase sempre iludido. Postumamente, um anátema parece continuar a persegui-lo. O seu nome foi quase esquecido em Portugal e na cidade de Lisboa que ele tanto amou. Em Olivença, mesmo após a Restauração da Democracia em Espanha em 1975, o seu nome é pouco citado, e é-o ainda depreciativamente. No excelente Museu Municipal de Olivença estava exposto um painel de azulejos oriundo da sua casa no Estoril, desaparecido em 2003. Rezava assim:

Escuta

Nesta casa vive a ventura e a esperança

da História pátria! Não perturbes a sua paz!

 

Se és meu amigo - Deus te guie!

Se és português - Deus te guarde!

Se és alentejano - Deus te salve!

Mas se és de Olivença!

 

Entra, meu irmão - esta casa é sempre tua!

 

Aqui vive-se junto ao céu!

a alma alimenta-se da imponderável fé!

o coração sonha e adormece

olhando o mar...

É a saudade lusíada do passado!

É o culto da pátria, que só Deus mantém inalteravelmente!

É Portugal, aquecendo o peito ao fogo dos cânticos de Camões

é o pensamento místico da ama

é a fé do patrono Nun'Álvares!

Laus deos

Casal Oliventino

Olivença-Portugal

Só após uma luta de quatro anos o Homem a quem se devem mais conhecimentos sobre a Cultura Oliventina da Primeira Metade do Século XX, cultura inegavelmente portuguesa, e que foi uma figura de intelectual de inegável grandeza em Lisboa, viu o seu nome dado a uma artéria desta cidade, após votação unânime da Câmara Respectiva em 30 de Dezembro de 1997, próximo do Estádio de Alvalade, da Quinta do Lambert, e da Avenida Marechal Craveiro Lopes. Lisboa, que ele tanto amou, e a Cultura Portuguesa, deviam-lhe isso.

A verdade e a justiça prevaleceram sobre o preconceito.

Carlos Luna / http://estrolabio.blogspot.pt/



publicado por Carlos Gomes às 21:31
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OLIVENÇA PARTICIPA NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA



publicado por Carlos Gomes às 21:00
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Sábado, 2 de Maio de 2015
LISBOA COMEMORA DIA DE OLIVENÇA

A Associação oliventina “Além-Guadiana” leva a efeito no próximo dia 30 de maio o Dia de Olivença, em Lisboa.

Trata-se de uma sessão especial que decorre no âmbito da Feira do Livro, durante o horário geral do certame, tendo lugar no Auditório da APEL, entre as 16:00 horas e as 17:50 horas.

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publicado por Carlos Gomes às 11:13
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Sábado, 27 de Dezembro de 2014
OLIVENTINOS QUEREM SER PORTUGUESES – NÃO ESQUECEMOS OLIVENÇA!

Dezenas de habitantes de Olivença obtêm nacionalidade portuguesa

80 habitantes de Olivença, território português de jure sob ocupação de Espanha, adquiriram recentemente a nacionalidade portuguesa, tendo sido entregues mais 90 pedidos junto do Estado português para obter a dupla nacionalidade, anunciou hoje a associação Além Guadiana.

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A associação tem sido a entidade "canalizadora" deste processo, uma vez que tem como missão «divulgar e preservar» naquele território, que considera «singular e bicultural», o património e a cultura portuguesa.

«Além de outros oliventinos que possam ter adquirido a nacionalidade portuguesa por outras vias, há 80 pessoas com dupla nacionalidade. E já estão solicitados mais 90 pedidos para obter a nacionalidade portuguesa», explicou Eduardo Machado, um dos fundadores da Além Guadiana.

De acordo com o responsável, que falava à Lusa à margem da apresentação dos resultados obtidos com esta iniciativa, numa unidade hoteleira em Olivença, «muitos destes novos pedidos» que estão em curso são de descendentes de oliventinos (naturais de Olivença, historicamente disputada entre Portugal e Espanha) que já adquiriram a nacionalidade portuguesa.

Os cidadãos que já obtiveram a dupla nacionalidade possuem ascendência portuguesa, sendo a associação um «veículo» que contribui para que todo o processo seja concluído com sucesso.

Aliás, uma das atividades «mais importantes» da associação, formada em 2008, tem sido o acompanhamento do processo de adquisição da nacionalidade portuguesa para os oliventinos que o desejarem. «Nós fomos uns meros canalizadores desta vontade popular», sublinhou.

Eduardo Machado explicou que o processo burocrático junto do Estado português «não é complicado», apesar de longo.

Em Olivença fala-se português desde a Idade Média, embora o seu uso se encontre hoje reduzido às camadas mais idosas, quando estão em «ambiente familiar». A presença portuguesa em Olivença é evidente em vários locais, sendo um dos maiores exemplos a igreja de Santa Maria da Madalena, o único espaço religioso espanhol de estilo manuelino.

O templo, obra da arquitetura portuguesa do século XVI, rico na talha dourada, na azulejaria e nos elementos marítimos, é visitado diariamente por centenas de turistas. Olivença está localizada na margem esquerda do rio Guadiana, a 23 quilómetros da cidade portuguesa de Elvas e a 24 quilómetros de Badajoz (Espanha).

Fonte: Lusa

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publicado por Carlos Gomes às 10:25
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