Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Quarta-feira, 7 de Junho de 2017
CACILHAS: GINJAL ESTÁ EM RUÍNAS E AMEAÇA DERROCADA

Magnificamente situado fronte de Lisboa, na localidade de Cacilhas, o Ginjal desfruta de uma soberba vista panorâmica sobre o rio Tejo e a deslumbrante cidade das sete colinas, enxergando ao longe o bulício de uma cidade a abarrotar de turistas. Mas, na outra banda, o Ginjal é uma triste recordação de um passado cheio de vida, onde no velho cais se carregavam grandes quantidades de vinho, azeite e vinagre, produzidos na quinta e nos armazéns da família Teotónio Pereira, os quais eram inclusivamente exportados para outros países ou enviados para os antigos territórios ultramarinos.

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A antiga azáfama cedeu o lugar à decadência e à ruína do local a ameçar derrocada. Uma situação que ameaça a segurança de quem ali circula, inclusivamente veículos automóveis, desafiando a sorte e indiferentes ao perigo… e aos avisos existentes no local!

O local é propriedade privada e existem projectos para a reabilitação do local. O Ministério do Ambiente, a Câmara Municipal de Almada e a Administração do Porto de Lisboa já fizeram várias vistorias ao local e concluíram pela necessidade urgente de intervenção nomeadamente nas estruturas do cais. Mas os anos passam e o Ginjal lá permanece, olhando de longe o esplendor da capital e do rio Tejo. Exibindo placas onde se lê “Perigo de derrocada”… a advertir para uma provável tragédia!

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O Cais do Ginjal noutros tempos era assim...

 

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Imagem aérea do cais do Ginjal, Cacilhas e parte da cidade de Almada

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Armazéns da Família Teotónio Pereira, no Ginjal

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 Carregamento de vinhos, no Ginjal

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 Dos armazéns do Ginjar da família Teotónio Pereira saía vinho, azeite e vinagre

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Toneis de vinho dos armazéns de Teotónio Pereira, no Ginjal

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Carrinha com publicidade ao vinho do Ginjal, em Cabo Verde

Fotos: Arquivo fotográfico Administração Porto Lisboa; Arquivo Centro Arqueologia Almada/ família Teotónio Pereira

 



publicado por Carlos Gomes às 21:17
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2017
MAFRA JÁ RECUPEROU O PALÁCIO DOS MARQUESES DE PONTE DE LIMA

Situado em Mafra, o Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima é um edifício austero do século XVII, edificado pelo arquiteto régio Diogo Marques Lucas sobre as fundações do castelo gótico romano e o Paço Medieval outrora ali existente.

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O período de maior fulgor desta casa, onde avultava a biblioteca dos Marqueses, os salões de tetos apainelados e a capela, ornamentada por um retábulo realizado pelo escultor Machado de Castro foi a primeira metade do séc. XVIII.

Sempre que viajava para Mafra, nomeadamente para inspecionar as obras de construção do Palácio Nacional de Mafra, era no Palácio do Marquês de Ponte de Lima que o Rei D. João V. O escritor José Saramago faz referência ao local e a estas ocorrências no seu livro “Memorial do Convento”.

Ali ocorreram episódios importantes da nossa História como a “conspiração de Mafra” contra D. João VI; albergou o General Loison durante a ocupação francesa e serviu de hospital improvisado de prevenção contra a peste bubónica.

O Palácio do Marquês de Ponte de Lima inclui ainda a chamada “Cerca do Marquêz” que constitui actualmente o Parque Desportivo Ministro dos Santos e que possuia outrora uma área mais vasta que foi entretanto ocupada com a construção da ETAR e de vários estabelecimentos de ensino no local. A “Cerca do Marquêz” dispunha de uma extensa área de bosque que incluia ermitérios, estátuas, lagos, fontes e tanques, uma casa de fresco e duas capelas, cujo interior era ornamentado por retábulos saídos das mãos dos célebres escultores de Mafra.

A revista “O Anunciador das Feiras Novas” que se edita anualmente em Ponte de Lima, tem vindo a publicar uma série de artigos acerca dos marqueses de Ponte de Lima e do seu palácio em Mafra.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 03:17
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Terça-feira, 18 de Abril de 2017
OS VIKINGS CHEGARAM AO MUSEU DE MARINHA

A partir de 18 de Abril o Museu de Marinha apresenta ao público, pela primeira vez em Portugal, a mais completa exposição dedicada aos Vikings | Guerreiros do Mar.

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Venha navegar connosco até à era dos Vikings!

Chega agora a vez de Portugal poder visitar no Museu de Marinha a história de um povo que há mais de mil anos, povos vindos do Norte chegaram às margens de uma Europa que não estava preparada para os receber.

A capacidade de se deslocarem em rápidos e versáteis navios e a violência inesperada dos seus ataques constituíam as principais características destes “guerreiros do mar”.

Também nos territórios que mais tarde viriam a ser Portugal, a presença destes “homens do norte” foi uma constante ao longo de mais de 300 anos, entre os séculos IX e XI. Quer na região do Condado Portucalense, quer nos territórios islâmicos mais a sul no Al-Andaluz, como Lisboa e Alcácer do Sal, as incursões vikings deixaram uma marca indelével naquelas sociedades, bem presente no início da nacionalidade.

Composta por mais de 600 peças originais provenientes do Museu Nacional da Dinamarca, esta exposição apresenta-nos os mais variados aspetos relacionados com a história e cultura deste fascinante povo que ficou conhecido como um dos mais temidos de toda a História e que ainda hoje conquista milhares de entusiastas.



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Segunda-feira, 17 de Abril de 2017
PORTO DE LISBOA MOSTRA PAINÉIS DE ALMADA NEGREIROS

A Administração do Porto de Lisboa, S.A oferece uma visita comentada aos painéis do pintor Almada Negreiros e a projeção de filme sobre Porto de Lisboa”

Nesta visita conhecerá a envolvente histórica que antecedeu à construção da Gare e o papel da mesma em períodos tão marcantes como a II Guerra Mundial, a Guerra Colonial ou a Descolonização. No filme poderá ver algumas atividades realizadas no Rio Tejo, bem como imagens das frentes ribeirinhas.

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Sábado, 1 de Abril de 2017
ASSOCIAÇÃO DE TURISMO DE LISBOA RECUPERA PAVILHÃO CARLOS LOPES

Após anos de abandono e degradação, eis que o Pavilhão Carlos Lopes reabriu de cara lavada e totalmente recuperado. Também a área envolvente foi requlificada e agora aquele espaço fica destinado à realização de eventos, sobretudo de carácter cultural, artístico e desportivo promovidos pela Associação de Turismo de Lisboa, como é o caso do evento gastronómico “Peixe em Lisboa” que está neste momento a decorrer.

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Este edifício foi construído em 1922, no Brasil, destinado à Grande Exposição Internacional do Rio de Janeiro. Uma vez terminado aquele certame, regressou a Portugal onde foi reconstruído e aberto de novo ao público em 1932, para acolher a Grande Exposição Industrial Portuguesa, sendo então designado como “Palácio das Exposições”.

Ali tiveram lugar grandes eventos desportivos como o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins que decorreu em 1947. Após o 25 de Abril de 1974, foi um palco privilegiado para a realização de comícios políticos, tendo nomeadamente o Partido Comunista Português ali montado uma grandiosa exposição alusiva ao seu 60º aniversário. Mas também espectáculos culturais como festivais de folclore, sendo a mais recente a Festa de Portugal organizada pela Casa do Concelho de Ponte de Lima, entre 1994 e 1997, já então o pavilhão apresentava graves problemas de segurança.

Vulgarmente conhecido por Pavilhão dos Desportos, veio em 1984 a ser rebaptizado com o nome do atleta Carlos Lopes.

Situado numa elevação frondosa do Parque Eduardo VII com fácil acesso, o edifício exibe magníficos paineis de azulejos azulejares, produzidos em 1922 pela Fábrica de Sacavém, representando quadros históricos como a Batalha de Aljubarrota, o Cruzeiro do Sul, a Batalha de Ourique, Sagres e a Ala dos Namorados.

A realização do festival gastronómico “Peixe em Lisboa” constitui uma excelente oportunidade de visita àquele local, juntando a contemplação da arte pelo prazer da gastronomia.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 10:14
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Quarta-feira, 29 de Março de 2017
ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO MOSTRA PALÁCIO DA EGA

No próximo dia 18 de abril, haverá duas visitas guiadas ao Palácio da Ega, edifício onde funciona o Arquivo Histórico Ultramarino.

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O horário das visitas será às 11h00 e às 15h00.

Destinadas ao público em geral, as visitas são gratuitas, mas exigem marcação prévia. O limite será de 25 pessoas por visita. Cada visita terá a duração aproximada de 1 hora. 
O ponto de encontro é na portaria do Palácio da Ega, Calçada da Boa Hora, nº30, 1300-095 Lisboa

Contactos:

Correio eletrónico ahu@ahu.dglab.gov.pt

Tel. 10h00 – 18h00: Secretariado 210 309 101 Geral 210 309 100. AHU, Palácio da Ega, Calçada da Boa Hora, nº30, 1300-095 Lisboa

Passo a passo no Palácio da Ega: Histórias de uso e sustentabilidade de uma casa nobre do séc. XVII, das quintas à urbanização da Junqueira e ao Arquivo Histórico Ultramarino. Percurso entre a fonte de embrechados, o Salão Pompeia e os azulejos, à varanda sobre o Tejo, atravessando património arquivístico comum de língua portuguesa.



publicado por Carlos Gomes às 20:44
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REGIÃO DE LISBOA ABRE MOINHOS AO PÚBLICO

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publicado por Carlos Gomes às 14:48
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Sexta-feira, 24 de Março de 2017
PORTUGAL COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

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Sexta-feira, 10 de Março de 2017
PORTUGAL COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

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publicado por Carlos Gomes às 11:45
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Quarta-feira, 1 de Março de 2017
PORTUGAL COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

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publicado por Carlos Gomes às 22:01
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017
MUSEU NACIONAL DOS COCHES É A JÓIA DA COROA DOS MUSEUS PORTUGUESES

Com mais de um século de existência, o Museu Nacional dos Coches é um exemplar único pela sua temática e o elevado número de exemplares que constituem a sua valiosa colecção.

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Por iniciativa da Rainha D. Amélia d’Orleães e Bragança, foi em 23 de Maio de 1923 inaugurado o Museu dos Coches Reais, o primeiro do género em todo o mundo. O salão do antigo Picadeiro Real, no Palácio de Belém, foi o local escolhido para albergar o museu.

Apesar do esplendor do local, este revelou-se desde o início insuficiente para receber e expor as carruagens que se encontravam guardadas noutros palácios, nomeadamente no Paço Ducal de Vila Viçosa. Por essa razão, em 1906, a rainha encomendou um novo projecto para ampliar o museu.

Entretanto, ocorre a revolução do 5 de Outubro que colocou fim ao regime monárquico. Porém, ao contrário do que sucedeu em França, as carruagens não foram objecto de vandalismo e destruição, pelo que puderam ser conservadas no museu que apenas mudou a denominação. Mais ainda, aumentou a sua colecção com a incorporação de coches e berlindas que pertenciam à Casa Real e outras provenientes dos bens da Igreja.

Após várias décadas de discussão, o Museu Nacional dos Coches passou a dispor de modernas e novas instalações, mais adequadas à sua função, com melhores condições de circulação dos visitantes e diversos equipamentos considerados indispensáveis a um novo museu. No antigo Picadeiro Real permanece um núcleo expositivo com coches e berlindas, acessórios de cavalaria e a galeria de pintura da Família Real, o qual também pode ser visitado pelo público.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 11:39
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017
PORTUGAL COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

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publicado por Carlos Gomes às 21:53
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017
BAR “PIRATA” FECHOU AS PORTAS – LISBOA PERDE UM DOS SEUS ÍCONES!

O bar “Pirata” acaba de encerrar as suas portas. O seu espaço vai dar lugar a um empreendimento de 46 apartamentos de luxo para alugar a turistas cujas obras deverão arrancar ainda este ano. Lisboa perde assim mais um dos seus ícones, a somar aos muitos estabelecimentos típicos que já fecharam!

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Célebre pelos seus dois famosos aperitivos – o “Pirata” e o “Perna de Pau” – o Bar “Pirata” era um dos mais emblemáticos estabelecimentos da baixa lisboeta, a par das “Ginginhas” do Largo de São Domingos e da rua das Portas de Santo Antão, famosas pelas suas marcas “Eduardinho” e “Espinheira”.

O “Pirata” é uma mistura à base de vinho generoso gaseificado ou seja, misturado com soda. O “Perna de Pau” é a mesma bebida acrescentada de ginginha.

- Vai sendo tempo dos lisboetas repensarem o destino que pretendem dar à sua cidade e, sem repudiar o turismo, preservar o seu património!

Foto: http://www.panoramio.com/



publicado por Carlos Gomes às 21:57
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PORTUGAL COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

Próximo Dia Internacional dos Monumentos e Sítios será assinalado a 18 de Abril de 2017 (Terça-feira)

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios é celebrado a 18 de abril.

A data visa promover os monumentos e sítios históricos e valorizar o património português, ao mesmo tempo que tenta alertar para a necessidade da sua conservação e proteção.

O tema de 2017 é " Património Cultural e Turismo Sustentável".

Neste dia decorrem várias iniciativas para celebrar a data, como visitas e entradas gratuitas nos monumentos. Ao longo da semana que integra este dia, também se realizam comemorações por todo o país, todos os anos com um novo tema.

Monumentos e sítios abertos em Portugal

Neste dia estarão abertos ao público locais como:

  • Serralves
  • Museu do Vinho do Porto
  • Casa do Infante
  • Museu Nacional Soares dos Reis
  • Teatro Nacional São João
  • Museu Bordalo Pinheiro
  • Museu Nacional do Azulejo
  • Padrão dos Descobrimentos
  • Palácio de São Bento
  • Panteão Nacional
  • Museu dos Biscainhos

Pode conhecer todo o programa de atividades do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios por localidade no site da Direção-Geral do Património Cultural.

Monumentos mais visitados em Portugal

  1. Mosteiro dos Jerónimos
  2. Torre de Belém
  3. Mosteiro da Batalha

O Palácio Nacional de Mafra é o palácio mais visitado, enquanto que o Museu Nacional dos Coches é o museu mais visitado em Portugal.

Os estrangeiros representam 85% das entradas nos monumentos nacionais, enquanto que 61% das entradas nos museus e palácios são feitas por portugueses.

Origem da data

A data foi instituída a 18 de Abril de 1982 pelo ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios), uma associação de profissionais da conservação do património, e aprovada pela UNESCO em 1983.



publicado por Carlos Gomes às 14:56
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2017
APESAR DO NEVOEIRO… D. SEBASTIÃO NÃO REGRESSOU!

Hoje foi dia de nevoeiro. Apesar disso, a estátua do rei D. Sebastião ainda não regressou à fachada da estação ferroviária do Rossio.

Destruída por um primata que escalou o local para fazer uma selfie, os lisboetas continuam pacientemente a aguardar que seja feita uma réplica para ali ser colocada. Até lá, o nicho continua vazio a aguardar o regresso de D. Sebastião.

A forma como se consente que indivíduos trepem aos edifícios e monumentos públicos ou façam indiscriminadamente selfies em espaços museológicos tem estado na origem de acidentes irreparáveis, como este e o que sucedeu há algum tempo com a destruição de uma estátua no Museu Nacional de Arte Antiga.

Já vai sendo tempo de acabar com esta indisciplina e falta de sentido cívico que apenas contribui para a destruição do nosso património: não existem receita turística que compense a perda irreparável de obras de arte!

Foto: Manuel Santos



publicado por Carlos Gomes às 22:45
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Terça-feira, 1 de Novembro de 2016
CEMITÉRIOS SÃO GALERIAS DE ARTE FUNERÁRIA E PANTEÃO DE FIGURAS ILUSTRES

Os municípios deveriam organizar roteiros culturais de modo a dar a conhecer a História e a arte que ali se guarda

Desde as suas origens, o Homem procurou sempre superar a sua própria morte, constituindo essa uma das essências de todas as religiões. Através de determinados ritos garantia a viagem eterna para uma nova vida, colocando-se na posição fetal ou levando consigo a moeda com que haveria de pagar a Caronte a travessia para o Hades.

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As antas e dolmens, as lanternas etruscas, as pirâmides egípcias e as técnicas de mumificação não são mais do que expressões de arte funerária de diferentes civilizações de épocas distintas que são atualmente estudadas e conservadas, classificadas como património cultural.

Durante muitos séculos, entre nós, o sepultamento era feito no interior das igrejas ou no terreno adjacente considerado campo santo. Ainda atualmente se conservam em muitos locais as pedras tumulares com as respetivas inscrições e, não raras as vezes, brasões de família. Nalguns casos, porém, uma certa falta de sensibilidade para a necessidade de se preservar o património tem levado à destruição das sepulturas existentes no interior das igrejas e capelas com a realização de obras alegadamente de melhoramento.

Em 1835, passou a ser proibido o enterro dentro das igrejas, decisão que juntamente com outras medidas tomadas pelo governo de Costa Cabral vieram a estar na origem da Revolução da Maria da Fonte.

Durante o século XIX, fortemente marcado pelo Romantismo, a arte funerária regista um grande desenvolvimento que se traduz na construção de grandes jazigos repletos de esculturas e motivos arquitetónicos, o emprego de novos símbolos associados nomeadamente a profissões e a obediências maçónicas, figuras alegóricas, motivos vegetalistas e uma profusão de epitáfios.

Com efeito, a arte funerária reflete a visão do cosmos e a interpretação da vida e da morta feita a partir de um determinado contexto histórico, social e ideológico, revelando a estrutura social e a mentalidade da sociedade em que a mesma foi produzida. Devido ao seu elevado interesse patrimonial e cultural, alguns cemitérios tornaram-se visitas obrigatórias e estão incluídas nos roteiros turísticos como sucede com o cemitério de Pére Lachaise, em Paris, ou o cemitério dos Prazeres, em Lisboa, onde se encontram magníficas obras de arte e em cujos jazigos repousam os restos mortais dos nossos mais ilustres poetas e outras figuras ilustres.

No dia em que muitos lisboetas vão aos cemitérios visitar as sepulturas dos seus entes queridos já falecidos, o BLOGUE DE LISBOA deixa aqui a sugestão para que aquele espaço de meditação seja também visto noutra perspetiva, contemplando as obras de arte, procurando decifrar os símbolos e descobrindo as figuras notáveis que ali repousam, algumas das quais marcaram em suas vidas o desenvolvimento da sociedade local.

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publicado por Carlos Gomes às 10:35
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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016
GOVERNO REABILITA EDIFÍCIOS PÚBLICOS PARA O TURISMO

Programa REVIVE reabilita 30 edifícios públicos para fins turísticos. Conhecidos os primeiros 11 edifícios da lista

O programa REVIVE vai permitir restaurar e reabilitar, com fins turísticos, 30 edifícios públicos, tornando-os acessíveis ao público. Os primeiros 11 imóveis da lista são já conhecidos e são os seguintes: Convento de São Paulo (Elvas), Pavilhão do Parque (Caldas da Rainha), Quinta do Paço de Valverde (Évora), Mosteiro de Santa Clara-a-Nova (Coimbra), Castelo de Vila Nova de Cerveira, Fortaleza de Peniche, Mosteiro de São Salvador de Travanca (Amarante), Mosteiro de Arouca, Paço Real de Caxias (Oeiras), Forte do Guincho (Cascais), Castelo de Portalegre. A recuperação será feita por investidores privados a quem serão concessionados os imóveis.

O projeto REVIVE é uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças. Na prática trata-se da criação de uma bolsa de edifícios históricos a serem concessionados a privados, nacionais e estrangeiros, para investimento através de concurso público. Muitos dos 30 edifícios estão em estado de degradação, classificado como ‘Mau’ pela Direcção-Geral do Património e Cultura (DGPC) e a necessitar de intervenção. Os 19 imóveis ainda não anunciados vão ser divulgados, de forma faseada, até ao final do ano.

A concessão a privados fica sujeita a compromisso de reabilitação, preservação e conservação, sendo que o património continua a pertencer ao Estado. Cada edifício terá o seu caderno de encargos, com o seu próprio calendário.

Pretende-se valorizar o património através da reabilitação e da sustentabilidade dos equipamentos em causa, dando vida a locais subaproveitados ou ao abandono e devolvendo os espaços à fruição pública. Os equipamentos estão em diversos pontos do país, o que ajuda à desconcentração e diferenciação da oferta turística, valorizando todo o território nacional.

O modelo de concessão adotado pelo programa REVIVE retira despesa ao estado e cria riqueza, pela atração de mais turistas e criação de postos de trabalho.

A sessão de apresentação oficial do REVIVE contou com a presença do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, do Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, do Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, do Presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo e do Presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado.

Para informação sobre o Programa:

revive.turismodeportugal.pt

Para mais informações sobre os 11 edifícios já anunciados:

1 – Convento de S. Paulo (também conhecido como antigo Quartel de S. Paulo ou edifício do Tribunal Militar de Elvas), Elvas - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70353

2 - Castelo de Vila Nova de Cerveira - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70700

 3 - Fortaleza de Peniche - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71147

 4 – Mosteiro de S. Salvador de Travanca, Amarante  - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/69880 - fotografias em anexo

 5 - Mosteiro de Arouca - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70519

 6 -  Mosteiro de Santa Clara-a-Nova - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70695

 7 -  Pavilhões do Parque,  Caldas da Rainha - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/4032391

 8 - Paço Real de Caxias, Oeiras - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74866

 9 – Forte do Guincho, Cascais - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74121

 10 – Castelo de Portalegre - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70706

 11 – Quinta do Paço de Valverde, Évora - http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/11152902  - concessão para exploração de hotel de aplicação



publicado por Carlos Gomes às 13:26
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Terça-feira, 13 de Setembro de 2016
CIDADÃOS PROTESTAM CONTRA A DESTRUIÇÃO DOS BRASÕES FLORAIS DA PRAÇA DO IMPÉRIO EM BELÉM

Está a correr um abaixo-assinado na internet promovido por um grupo de cidadãos entre os quais se contam muitas personalidades conhecidas ligadas à cultura, insurgindo-se contra a intenção da Câmara Municipal de Lisboa em destruir os brasões florais da Praça do Império, em Lisboa.

O abaixo-assinado é dirigido à Assembleia Municipal de Lisboa e encontra-se no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=pt82251

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Preservar a Praça do Império é defender a Portugalidade

Para: Assembleia Municipal de Lisboa

A Nova Portugalidade, grupo de cidadãos que visa o estudo, promoção e defesa do património material e espiritual da Portugalidade, lastima a decisão, anunciada ontem por diversos órgãos de comunicação social, de remover da Praça do Império o conjunto de brasões florais que presentemente a adornam. A Câmara Municipal de Lisboa, iniciadora do processo, fá-lo precipitadamente, pois não podemos – não no-lo permitiria a fé que temos nessa alta instituição - crer que o faça por preconceito ideológico e em atentado à nossa memória colectiva. Parece claro, contudo, que a decisão obedece à visão, aliás conhecida e insistentemente difundida, de importantes responsáveis camarários para o local. Ora, os canteiros alusivos às antigas províncias portuguesas do ultramar não são marca de anacronismo, mas dessa história que a Praça evoca e deve celebrar. 
Os canteiros floridos da Praça do Império são, pese embora o desprezo que lhes parecem votar alguns espíritos menos avisados, um símbolo vivo, actual, da viva e actual globalização portuguesa. Representam-se ali, com os seus brasões de armas, os pedaços de Portugalidade que mais longamente se mantiveram ligados entre si; hoje, o jardim é testemunho forte de uma aventura colectiva que marcou o nosso passado e pode bem determinar o nosso futuro. Como atestado pelas impressivas manifestações de carinho com que os povos da Portugalidade nos brindaram aquando do Euro 2016, o mundo português é bem mais que um slogan: o largo espaço que os portugueses descobriram, habitaram e abraçaram é uno no sentimento que lhe é comum, fecundo nos benefícios que promete e sólido como fórum alternativo de afirmação do Estado português. É hoje tão actual como em 1500. 
Não pode existir argumento financeiro, estético ou histórico que concorra para a destruição de algo tão belo e pleno de significado. Se avançar com o projecto de requalificação agora aprovado para a Praça do Império, a CML cometerá um crime contra Lisboa, o património nacional e a profunda amizade que mantemos com os povos da Portugalidade. Mais, tratar-se-ia de um crime contra a História e, portanto, contra o próprio país. O povo português, residente ou não em Lisboa, não pode permitir semelhante barbaridade. A Câmara Municipal de Lisboa, crêem os signatários, também não. A Praça do Império, com tudo o que nela sugere a grandeza passada e potencial futuro do país, não pode ser devorada pela falsa religião do progresso. 
Pela memória, 
Rafael Pinto Borges, Fundador da Nova Portugalidade 
Abel Matos Santos, Psicólogo clínico 
Ana Cristina Pinto, Escritora 
António Carvalho Capela, Economista 
Alexandre Franco de Sá, Professor Universitário 
Aline Gallasch-Hall de Beuvink, Professora universitária e historiadora 
Benigno Guterres, Estudante timorense residente em Lisboa 
Carlos Fino, Jornalista 
Eurico Barros, Crítico de cinema 
Fernando Ribeiro Rosa, presidente da Junta de Belém 
Filipe Anacoreta Correia, Jurista e deputado do CDS – Partido Popular 
Francisco Quelhas Lima, presidente da AE da Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto 
Hugo Dantas, Jurista 
Isabel Santiago Henriques, Fotógrafa e assistente de realização 
Jaime Nogueira Pinto, jurista, professor universitário, escritor 
Joaquim Magalhães de Castro, Fotógrafo e escritor 
José António Rodrigues Pereira, Oficial superior na situação de Reforma, investigador de história marítima 
João Borges, Designer e museógrafo 
Luís Bonifácio, Engenheiro 
Luís Farinha Franco, Assessor do Ministério da Cultura, heraldista 
Mamede Broa Fernandes, Estudante 
Manuel Azevedo Graça, Historiador da Arte 
Manuel Ribeiro de Faria, Oficial Superior na Reserva, ex-director do Museu Militar 
Marcelo Mendes Pinto, Arqueólogo e investigador 
Maria do Guadalupe Mègre Pinto Teixeira, Jurista, quadro superior dirigente da ONU 
Mário Cunha Reis, Engenheiro 
Pe. Mário Tavares de Oliveira 
Miguel Castelo-Branco, Assessor do Ministério da Cultura, investigador 
Nuno Canas Mendes, Professor universitário 
Nuno da Motta Veiga C. Alves, Arquitecto 
Pedro Pestana Bastos, Jurista 
Pedro Quartin Graça, Jurista e ex-deputado independente eleito pelo PSD 
Pedro Sanchez, Arquitecto 
Raul Almeida, Gestor, politólogo e ex-deputado do CDS - Partido Popular 
Rui Brito Fonseca, Professor universitário, investigador, consultor 
Vasco Silva, Editor 

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publicado por Carlos Gomes às 23:46
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2016
PORQUE SE CONSENTE A ESCALADA AOS MONUMENTOS EM LISBOA?

Estátua de D. Sebastião no Rossio foi destruída pela estupidez de uma “selfie”

É frequente assistir-se, inclusivamente nas reportagens televisivas, a bandos de indivíduos a escalarem monumentos e estátuas nas praças de Lisboa, no contexto de manifestações políticas, desportivas ou simplesmente para tirar uma selfie ou seja, um auto-retrato. Não raras as vezes, deixam nos monumentos marcas de vandalismo como inscrições gráficas, sujidades e até amputação e roubo de pedaços das esculturas e outros elementos de adorno.

Foi recentemente notícia a destruição completa da estátua do rei e D. Sebastião, que se encontrava na fachada da estação de comboios do Rossio, em Lisboa. Um indivíduo procurou trepar ao local a fim de tirar uma fotografia… não curando que apenas o peso da obra de arte garante a sua fixação ao local, não se encontrando prevista a ocorrência de trepadores!

O Estado tem vindo a providenciar a instalação de sistemas elétricos com vista a afastar os pombos de modo a evitar a corrosão e sujidade dos monumentos… não garantiu ainda uma forma de impedir que os trepadores façam neles as suas porcarias. Espera-se, ao menos, que o legislador tenha em conta a necessidade de se estabelecer a ordem com vista à preservação do património que a todos pertence!

Foto: Manuel Santos



publicado por Carlos Gomes às 13:17
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Quarta-feira, 20 de Abril de 2016
ARCO DA RUA AUGUSTA GLORIFICA O GÉNIO E O VALOR DOS NOSSOS ANTEPASSADOS

Sobre o arco triunfal da Rua Augusta, a Glória coroa o Génio e o Valor, representados pelas esculturas de Célestin Anatole Calmels, escultor francês que viveu a maior parte da sua vida em Portugal, sendo também da sua autoria entre outras obras de arte, o conjunto escultórico que constitui o frontão dos Paços do Concelho, em Lisboa.

LX - Arco Rua Augusta 046

Num plano inferior, são da autoria do escultor português Víctor Bastos as representações de Nuno Álvares Pereira, Viriato, Vasco da Gama e o Marquês de Pombal. A ladear, à esquerda, o Tejo e à direita, o Douro, os dois rios que outrora delimitavam o território dos lusitanos.

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A inscrição em latim – VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS COCVMENTO PPD – evoca a grandiosidade do Império português e pode ser traduzido da seguinte forma: “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”.

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Remonta a 1759 a ideia da construção do Arco triunfal da Rua Augusta, sendo a sua construção projetada no âmbito da reconstrução da cidade após o terramoto de 1755. Desde há perto de três anos que o Arco da Rua Augusta se encontra aberto à visita do público, sendo o acesso feito por elevador com entrada num edifício que se encontra junto ao monumento, na rua Augusta.

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publicado por Carlos Gomes às 22:19
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2016
CONVENTO DOS CARDAES EM LISBOA É UM EXEMPLAR ÚNICO DO BARROCO PORTUGUÊS QUE MERECE SER VISITADO

Situado ao cimo da rua do Século, próximo do Jardim do Príncipe Real, o Convento dos Cardaes é um dos mais interessantes e mais bem conservados monumentos do período do Barroco existente em Lisboa, digno de visita.

Convento dos Cardaes 006

O Convento foi fundado por D. Luísa de Távora para alojar as religiosas da Ordem das Carmelitas Descalças, tendo a sua própria fundadora ali vivido até à sua morte. As Carmelitas Descalças constituem um ramo da Ordem do Carmo que resulta de uma reforma introduzida por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz ao carisma carmelita.

O Convento dos Cardaes apresenta um aspeto exterior sóbrio e austero mas exibindo esplendor e beleza no seu interior.

Convento dos Cardaes 023

Possui igreja de uma só nave, com altar-mor e dois altares laterais. As paredes são revestidas de pinturas que obedecem às regras da Ordem, da autoria de António Pereira Ravasco e André Gonçalves. O teto representa ao centro a Padroeira rodeada pelas suas litanias.

Dispõe de painéis de azulejos historiados-holandeses, representando cenas da vida de Santa Teresa d’Ávila, e ainda magnífica talha dourada, produzindo um efeito integrado entre as diversas formas de arte como é característico do Barroco português.

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Sem pretender fazer uma descrição exaustiva da História e do património do Convento dos Cardaes, não deixaremos de destacar a preservação da roda e da grade no coro alto que constituem atualmente exemplares raros devido à extinção dos conventos, o que não chegou a ser o caso do Convento dos Cardaes. Os espigões existentes nas grades de ferro simbolizam o afastamento do mundo exterior, não se destinando a provocar ferimentos seja a quem for, conforme se pode verificar pela forma como se encontram colocados para o lado de fora.

Escultura em mármore de Nossa Senhora da Conceição, da autoria de João Antunes, encimando uma das portas de entrada do Convento.

Na porta principal, encontra-se uma escultura em mármore de São José, também da autoria de João Antunes.

Convento dos Cardaes 026

A imagem mostra a grade do coro-alto, ladeado por pinturas e talha dourada

Altar-mor com três colunas com fuste em espiral, decoradas com folhas de acanto formando “volutas” e uvas representando o vinho em alusão ao sangue de Cristo, a Fénix usada para simbolizar a Ressurreição de Jesus.

A famigerada roda cuja função era permitir a entrada e saída de objectos o Convento, servindo portanto de elemento de comunicação com o exterior, mas cujo uso que a sociedade lhe veio a dar com a entrega de crianças aos conventos em momentos de aflição das mães, passou a ser conhecida como "roda dos expostos".



publicado por Carlos Gomes às 16:38
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Terça-feira, 12 de Abril de 2016
MUSEU DO ORIENTE ESTÁ INSTALADO NUM DOS EDIFÍCIOS MAIS EMBLEMÁTICOS DA ARQUITETURA DO ESTADO NOVO

No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, realiza-se no próximo dia 15 de Abril, entre as 19h e as 20h, uma visita guiada ao edifício em que se encontra instalado o Museu do Oriente, na zona de Alcântara, em Lisboa.

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Trata-se de um dos edifícios mais representativos da arquitetura do Estado Novo onde funcionaram os antigos armazéns frigoríficos da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau. Ali existiu antes um ginásio e um ringue de patinagem sob a responsabilidade da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), antecessora do INATEL.



publicado por Carlos Gomes às 10:49
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2016
LISBOA COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS



publicado por Carlos Gomes às 15:37
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GALERIAS ROMANAS ABREM AO PÚBLICO

As galerias romanas de Lisboa abrem ao público nos próximos dias 15, 16 e 17 de Abril, entre as 10h e as 18 horas.

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A marcação é obrigatória. Para se inscrever basta aceder ao link: http://galeriasromanas.cm-lisboa.pt. Para mais informações contacte 218172617-de segunda a sexta, das 10h às 18h

A iniciativa insere-se no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Trata-se de uma excelente oportunidade para visitar as galerias romanas de Lisboa que só abrem ao público em dois momentos no ano.



publicado por Carlos Gomes às 11:00
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Quinta-feira, 31 de Março de 2016
CENTROS HISTÓRICOS CLASSIFICADOS PELA UNESCO ESTÃO ISENTOS DE IMI

- Quem o garante é a Secretaria de Estado das Autarquias Locais

Informação baseia-se no Estatuto dos Benefícios Fiscais, Lei de Bases do Património Cultural e classificação dos bens imóveis de interesse cultural.

O Secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, informou a Câmara Municipal de Guimarães que os moradores dos prédios integrados nos centros históricos incluídos na lista do Património Mundial pela UNESCO beneficiam da isenção da taxa de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis). A informação resulta de uma reunião efetuada em Lisboa com o Presidente do Município, Domingos Bragança, no passado dia 04 de fevereiro, onde foi abordado o tema da divergência da aplicação da isenção.

De acordo com a exposição apresentada pelo titular da Secretaria de Estado das Autarquias Locais, o Centro Histórico de Guimarães «integra a lista dos bens classificados como de interesse nacional sendo, como tal, designado monumento nacional. Os monumentos nacionais não exigem a classificação individualizada dos prédios que os integram para efeitos de isenção de IMI», acrescenta o texto do ofício.  

Além da missiva remetida para a Câmara Municipal de Guimarães, na qual menciona explicitamente não ser «necessária a produção de qualquer alteração legislativa», a informação foi igualmente enviada para o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais para «confirmação deste entendimento e eventual auscultação da Autoridade Tributária».

Interesse público nacional

A alínea n) do nº 1 do artigo 34º do Estatuto dos Benefícios Fiscais determina que estão isentos de imposto municipal sobre imóveis «os prédios classificados como monumentos nacionais e os prédios individualmente classificados como de interesse público ou de interesse municipal, nos termos da legislação em vigor».

Nos termos do disposto no nº 7 do artigo 15º da Lei nº 107/2001, de 08 de setembro, «os bens culturais imóveis incluídos na lista do património mundial integram, para todos os efeitos e na respetiva categoria, a lista dos bens classificados como de interesse nacional», cuja referência está expressa no nº 3 do artigo 3º do Decreto de Lei nº 309/2009: «A designação de ‘monumento nacional’ é atribuída aos bens imóveis classificados como de interesse nacional, sejam eles monumentos, conjuntos ou sítios».



publicado por Carlos Gomes às 23:16
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016
NÚCLEO ARQUEOLÓGICO DA RUA DOS CORREEIROS ESTÁ ABERTO AO PÚBLICO

A Fundação Millennium bcp, adere uma vez mais ao DIMS com a organização de visitas guiadas ao conjunto de estruturas arqueológicas do Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros.

Dia 18 de abril entre as 10h0 e as 23h00

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publicado por Carlos Gomes às 11:50
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Domingo, 20 de Março de 2016
PORTUGAL COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS



publicado por Carlos Gomes às 00:06
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Sábado, 19 de Março de 2016
MUSEU INDUSTRIAL DO LAVRADIO COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

No dia 15 de abril, a Baía do Tejo, SA, com o apoio do Grupo Desportivo Fabril, inaugura uma exposição temporária sobre o Grupo Desportivo da CUF e nos dias 17 e 18, visitas guiadas e livres ao património desportivo do antigo complexo industrial, no Museu Industrial no Lavradio, Barreiro.



publicado por Carlos Gomes às 20:41
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Sexta-feira, 4 de Março de 2016
PORTUGAL COMEMORA DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS



publicado por Carlos Gomes às 13:56
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Domingo, 17 de Janeiro de 2016
CONTRIBUIRÁ O GRAFITI PARA A REABILITAÇÃO DOS BAIRROS HISTÓRICOS DE LISBOA?

O Movimento Os Amigos de São Cristóvão (MASC), produziu em fevereiro de 2012, nas Escadinhas de São Cristóvão, um mural dedicado ao fado, ao bairro e aos seus moradores, amigos e visitantes, uma iniciativa que contou com o apoio de diversas entidades, entre as quais a Junta de Freguesia, a EPUL e a Paróquia de São Cristóvão.

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Trata-se de um interessante conjunto de motivos pitorescos que captam com reconhecida mestria figuras típicas do bairro, desde as vizinhas alcoviteiras ao risonho pároco, sem esquecer nos fadistas e frequentadores da taberna, com homenagem a Maria Severa que viveu no vizinho bairro da Mouraria.

Porém, para quem percorre aquele recanto gracioso do velho bairro alfacinha, não é sem um misto de encanto e desagrado que se detém perante o espetáculo que se lhe oferece: o mural é magnífico e bem-intencionado mas cria no local um cenário próprio de arrabalde degradado onde impera uma espécie de cultura suburbana, própria dos arredores das grandes cidades cosmopolitas.

Coloca-se a questão a saber até que ponto o grafiti contribuirá para a reabilitação dos bairros históricos de Lisboa?

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publicado por Carlos Gomes às 22:31
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016
LÁPIDES ROMANAS DAS PEDRAS NEGRAS DEVEM SER VALORIZADAS E ASSINALADAS NO LOCAL

As lápides romanas que se encontram na parede de um prédio da Travessa do Almada estão classificadas como Monumento Nacional, de acordo com o Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo, n.º 136, de 23 de junho de 1910. No entanto, o local não se encontra valorizado a fim de que as pessoas identifiquem o monumento, sucedendo existir com frequência grafitis e sinalética estranha em redor.

A requalificação do local onde as placas se encontram deveria contemplar a supressão do parqueamento e até a circulação automóvel, devendo o monumento ser assinalado nomeadamente através da colocação de uma placa com legenda descritiva, mais ou menos semelhante à que consta da nota histórico-artística da Direcção-Geral do Património Cultura que a seguir se transcreve.

“Aquando da construção de um prédio pombalino na Travessa do Almada, conhecido justamente como "prédio do Almada", foram descobertas quatro lápides contendo inscrições latinas, duas das quais dedicadas aos deuses romanos Mercúrio e Cíbele. As lápides foram mantidas no local, integradas na fachada lateral do edifício, onde se encontram actualmente. A designação comum das lápides provém da rua com a qual o prédio faz gaveto, a Rua das Pedras Negras. O edifício, apalaçado, foi mandado construir em 1749 por D. João de Almada de Melo, senhor de Souto d' El-Rei, e as inscrições foram descobertas durante a escavação das fundações, a par do que seriam vestígios de um templo Romano dedicado à deusa Cibele. Fazem parte de um grande conjunto de achados arqueológicos da época romana na zona, que incluem as galerias romanas ou criptopórtico da Rua da Prata, e o vizinho Teatro Romano de Lisboa.

A primeira lápide encontra-se incompleta, lendo-se apenas MERCVR.../ CAESA.../ AVGVST.../ C. IVLIVS F. IU.../ PERMISS V. DEC.../ DEDIT. F... , permitindo apenas compreender o nome de Caio Júlio, dedicante, e as invocações do deus Mercúrio e do imperador César Augusto.

A inscrição seguinte é composta pela lápide e por um troço de coluna e pequeno pedestal, e nela se lê DEVM MATR / T. LICINIVS / AMARANTIVS / V. S. L. M, ou Tito Licínio Amarantio por voto dedicou à mãe dos deuses.

A lápide maior, com mais de 2 metros de altura, possui a inscrição L. CAECILIO. L. F. CELERI. RECTO. / QVAEST. PROVINC. BAET. / TRIB. PLEB. PRAETORI. FEL. IVL. / OLISIPO, traduzível como Felicitas Julia Olisipo dedica a Lúcio Cecílio filho de Lúcio Celeri recto questor da província da Bética tribuno do povo e pretor. A inscrição de homenagem do povo de Lisboa ao pretor Lúcio Cecílio, da província da actual Andaluzia, é sobretudo importante por testemunhar que o título de Felicitas Iulia, concedido a Lisboa por César Augusto, se conservou durante as centúrias seguintes.

A última lápide é rematada por um pequeno frontão, e exibe a legenda MATRI DE / VM MAG. IDAE / A FRHYG. T. L. / LYCH CERNO / P. H. R. PERN. IIVI / CASS. ET CASS. STA. / M. AT. ET AP. COSS. GAI, dedicatória de Caio Licínio Cerno, da Lycaonia, na Ásia Menor, à deusa Ida da Frígia, mãe dos deuses, na época dos cônsules Marco Atílio e Afrosiano, e do governador Gaio.

Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P., 24-10-2007”

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publicado por Carlos Gomes às 22:30
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QUEM CONHECE A IGREJA DE NOSSA SENHORA DA OLIVEIRA NA BAIXA POMBALINA DE LISBOA?

Em plena baixa pombalina, existe uma igreja que passa despercebida à maioria dos lisboetas e à generalidade dos turistas que visitam a capital. Trata-se da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e situa-se em plena rua de S. Julião, tendo sido construída em 1762 aproximadamente no mesmo local onde antes existiu outra sob a mesma invocação.

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A igreja original foi erguida 1262, por Pedro Esteves e Clara Fea Geraldes, no reinado de D. Fernando, do lado sul da Igreja de S. Julião. Veio em 1446 a ser adquirida pela Irmandade dos Confeiteiros, sendo constituída como sede e orago da referida irmandade, até ser destruída pelo terramoto de 1755.

A igreja veio a ser reedificada no âmbito do plano de urbanização de Manuel da Maia, encontrando-se atualmente inserida no piso térreo de um caraterístico edifício da baixa pombalina.

LX - Baixa Pombalina 010

Apresenta uma traça arquitetónica semelhante aos prédios envolventes e, de um modo geral, a toda a área mandada reconstruída da baixa lisboeta. A fachada, discreta, é constituída por duas portas, emolduradas em lioz branco sem ornamentos, sendo que a mais elevada surge rematada por frontão simples ligado ao lintel. Na parede exterior, uma pequena lápide em pedra lioz, muito provavelmente recuperada do anterior templo, identifica a igreja, o mesmo sucedendo com o cino e a cruz encimada no edifício.

O seu interior apresenta-se revestido por painéis de azulejos oitocentistas, em estilo rococó, com motivos alusivos ao nascimento de Jesus e a passos da Vida de Maria como o Nascimento de jesus e a “Fuga para o Egito, e imagens originárias da extinta Igreja de S. Julião e da ermida primitiva representando Santo António, S. Marçal e a Senhora da Oliveira. O teto apresenta uma pintura do século XVIII representando a Assunção de Maria. A pia de água-benta apresenta um desgaste provocado pelo uso e o tempo que denunciam ter sido recuperada da anterior igreja.

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publicado por Carlos Gomes às 21:50
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015
CONVENTO DOS CARDAES EM LISBOA É UM EXEMPLAR ÚNICO DO BARROCO PORTUGUÊS QUE MERECE SER VISITADO

Situado ao cimo da rua do Século, próximo do Jardim do Príncipe Real, o Convento dos Cardaes é um dos mais interessantes e mais bem conservados monumentos do período do Barroco existente em Lisboa, digno de visita.

Convento dos Cardaes 006

O Convento foi fundado por D. Luísa de Távora para alojar as religiosas da Ordem das Carmelitas Descalças, tendo a sua própria fundadora ali vivido até à sua morte. As Carmelitas Descalças constituem um ramo da Ordem do Carmo que resulta de uma reforma introduzida por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz ao carisma carmelita.

O Convento dos Cardaes apresenta um aspeto exterior sóbrio e austero mas exibindo esplendor e beleza no seu interior.

Convento dos Cardaes 023

Possui igreja de uma só nave, com altar-mor e dois altares laterais. As paredes são revestidas de pinturas que obedecem às regras da Ordem, da autoria de António Pereira Ravasco e André Gonçalves. O teto representa ao centro a Padroeira rodeada pelas suas litanias.

Dispõe de painéis de azulejos historiados-holandeses, representando cenas da vida de Santa Teresa d’Ávila, e ainda magnífica talha dourada, produzindo um efeito integrado entre as diversas formas de arte como é característico do Barroco português.

Convento dos Cardaes 021

Sem pretender fazer uma descrição exaustiva da História e do património do Convento dos Cardaes, não deixaremos de destacar a preservação da roda e da grade no coro alto que constituem atualmente exemplares raros devido à extinção dos conventos, o que não chegou a ser o caso do Convento dos Cardaes. Os espigões existentes nas grades de ferro simbolizam o afastamento do mundo exterior, não se destinando a provocar ferimentos seja a quem for, conforme se pode verificar pela forma como se encontram colocados para o lado de fora.

Escultura em mármore de Nossa Senhora da Conceição, da autoria de João Antunes, encimando uma das portas de entrada do Convento.

Na porta principal, encontra-se uma escultura em mármore de São José, também da autoria de João Antunes.

Convento dos Cardaes 026

A imagem mostra a grade do coro-alto, ladeado por pinturas e talha dourada

Altar-mor com três colunas com fuste em espiral, decoradas com folhas de acanto formando “volutas” e uvas representando o vinho em alusão ao sangue de Cristo, a Fénix usada para simbolizar a Ressurreição de Jesus.

A famigerada roda cuja função era permitir a entrada e saída de objectos o Convento, servindo portanto de elemento de comunicação com o exterior, mas cujo uso que a sociedade lhe veio a dar com a entrega de crianças aos conventos em momentos de aflição das mães, passou a ser conhecida como "roda dos expostos".



publicado por Carlos Gomes às 19:02
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015
LISBOA REALIZA COLÓQUIO INTERNACIONAL SOBRE PATRIMÓNIO CONVENTUAL

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PROGRAMA

4 NOVEMBRO, 2015

09.30 Receção dos participantes

10.00 Abertura

SESSÃO 1 Moderador Luís Espinha da Silveira - Departamento de História / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa

10.20 Da cidade sacra à cidade laica. O que nós andámos para aqui chegar...

Raquel Henriques da Silva - Instituto de História da Arte / Departamento de História de Arte / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa

11.00 Permanences, demolitions and destructions of religious complexes in Turin (Italy) between nineteenth and twentieth century: the case of the Visitation convent, former monastery of the Francescane scalze.

Francesco Novelli - Dipartimento di Architettura e Design / Politecnico de Torino

11.25 Pausa para café

11.45 Musealised churches or sanctified museums? Heritagization of Swedish parish churches, between secular and sacred.

Eva Löfgren - Department of Conservation / University of Gothenburg

12.10 Reuse of former convents in Belgian towns (1773-1860).

Reinout Klaarenbeek - Department of Architecture / Faculty of Engineering / University of Leuven

12.35 Debate

13.00 Pausa para almoço

SESSÃO 2 Moderador Catarina Marado - Universidade do Algarve | Centro de Estudos Sociais / Universidade de Coimbra

14.30 O projeto de intervenção no Mosteiro de Nossa Senhora do Desterro.

Pedro Domingos, Pedro Ribeiro e Ricardo Branco (Conferencistas convidados)

15.15 La Desamortización Eclesiástica en la Provincia de Murcia (España). Gestión del Patrimonio, Destino de los Conventos Suprimidos e Incidencia Urbanística.

Joaquín Martínez Pino - Universidad Nacional de Educación a Distancia

15.40 La desamortización y Madrid: hacia un nuevo concepto de ciudad y de património.

María Dolores Antigüedad del Castillo-Olivares - Universidad Nacional de Educación a Distancia

16.05 Pausa para café

16.15 Da construção à desconstrução dos espaços conventuais do perímetro citadino lamecense.

Carla Sofia Queirós - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade / Universidade do Porto

16.40 Cemitérios e(m) cercas conventuais.

Francisco Queiroz - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade / Universidade do Porto

17.05 Debate e encerramento

5 NOVEMBRO, 2015

SESSÃO 3 Moderador Pedro Flor - Instituto de História da Arte / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa | Universidade Aberta de Lisboa

09.30 O Colégio e a Horta dos Jesuítas em Faro: secularização, transformação arquitectónica e renovação urbana.

Catarina Marado (Conferencista convidada) - Universidade do Algarve | Centro de Estudos Sociais / Universidade de Coimbra

10.00 Memoria Digital: Subtis permanências arquitectónicas conventuais.

Ana Gil - Instituto Superior Técnico / Universidade Técnica de Lisboa

10.25 Memórias e vestígios arqueológicos de cinco casas religiosas de Lisboa: Convento de São Francisco, Casa Professa de São Roque, Casa do Espírito Santo da Pedreira, Convento do Santíssimo Sacramento e Mosteiro dos Jerónimos.

Maria de Magalhães Ramalho - Direção Geral do Património Cultural

10.50 Pausa para café

11.20 Historia del desarollo urbano en Alghero Lo Quarter: desde Collegio de Jesuitas a Quarter Militar.

Angela Simula - Scuola di Specializzazione in Beni Archeologici dell'Università degli Studi di Sassari

11.45 Compatibility, limits and loss of memory: from monastery to hotel de charme. Stories of reconversions in Italy.

Carla Bartolozzi - Dipartimento di Architettura e Design / Politecnico de Torino

12.10 El Convento de los Jesuitas y la Plaza de la República de Perpiñán (Francia): evoluciones urbanas, arquitectónicas y funcionales (siglos XVIII-XXI).

Esteban Castañer Muñoz - Université de Perpignan Via Domitia

12.35 Debate

13.00 Pausa para almoço

SESSÃO 4 Moderador José Aguiar - Faculdade de Arquitetura / Universidade de Lisboa

14.30 À procura de casa para o Conservatório de Artes e Ofícios de Lisboa.

Paulo Oliveira Ramos - - Instituto de História da Arte / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade

NOVA de Lisboa | Universidade Aberta de Lisboa

14.55 Do Convento dos Caetanos ao Conservatório Nacional - um novo uso para um velho edifício. Campanhas arquitetónicas e artísticas.

Tiago Borges Lourenço - Instituto de História da Arte / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa

15.20 Cambios funcionales y estructurales en los colegios jesuíticos de Galicia tras la expulsión de 1767.

María Rivo-Vázquez - Universidade de Santiago de Compostela

15.50 Pausa para café

16.15 O complexo monástico de S. Dinis de Odivelas: de mosteiro de clausura a colégio militar, a...?

Giulia Rossi Vairo - Instituto de Estudos Medievais / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa

16.40 De conventos a teatros y cines. Reutilizaciones y derribos de edificios conventuales para espacios escénicos en las ciudades españolas del siglo XIX.

Jesús A. Sánchez-García - Departamento de Historia del Arte / Universidade de Santiago de Compostela

17.05 Debate e encerramento

6 NOVEMBRO, 2015

SESSÃO 5 Moderador Raquel Henriques da Silva - Instituto de História da Arte / Departamento de História de Arte

/ Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa

09.30 Trinas do Mocambo e Trinas de Campolide: aforamentos urbanos nas cercas conventuais após o Terramoto de 1755.

Edite Alberto - Departamento de Património Cultural / Direção Municipal de Cultura / Câmara Municipal de Lisboa

09.55 Descubriendo un paisaje histórico. El espacio cercado del Monasterio de San Julian de Samos en el siglo XIX.

Estafania López Salas - Universidad de A Coruña

10.20 Lugar do Sagrado. O contributo do Mosteiro Nossa Senhora da Luz no desenvolvimento urbano da cidade de Lisboa e a sua relação com o homem contemporâneo.

Micaela Branco - Faculdade de Arquitetura / Universidade de Lisboa

10.45 Pausa para café

11.00 O “supprimido” Convento da Esperança e os melhoramentos urbanos: notas ao programa Oitocentista.

Elisabete Gama - Departamento de Património Cultural / Direção Municipal de Cultura / Câmara Municipal de Lisboa

11.25 The fall of Monteoliveto: confiscation and transformation of a wide conventual insula in the historic center of Naples, 1799-1936.

Andrea Pane & Giovanna Russo Krauss - Department of Architecture / University of Naples Federico II

11.50 What makes the architectural specificity of religious houses and should be preserved?

Thomas Coomans (Conferencista convidado) - Department of Architecture / Faculty of Engineering / University of Leuven

12.35 Debate e encerramento

15.00 Visitas a antigos conventos - Convento de São Francisco, Convento de São João de Deus, Convento de Santa Marta, Mosteiro de São Bento e Convento de Nossa Senhora da Graça (a confirmar).



publicado por Carlos Gomes às 16:30
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015
JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO REALIZAM-SE EM LISBOA

A AHPEM Aldeias Históricas Património e Memória vai realizar neste final de semana (17 e 18 de Outubro), as Jornadas Europeias do Património "Há Festa na Serra- medronho todos os dias ", de Lisboa a Monchique.



publicado por Carlos Gomes às 08:46
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2015
O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM OS FERIADOS?

Os feriados são os dias em que, por prescrição civil ou religiosa, se suspende o trabalho a fim de comemorar algo que se pretende seja preservado na memória de uma comunidade. A sua manutenção apenas faz sentido na medida em que os mesmos são celebrados.

Desde os tempos mais remotos, o homem celebrava através do rito a ação criadora dos deuses, assegurando assim a sua continuidade. Integram-se nesse conceito os festejos dos ciclos da Natureza, mormente o solstício do inverno e da primavera, o entrudo e a serração da velha. Uma vez cristianizadas muitas das celebrações outrora pagãs e instituídos os feriados religiosos, destinam-se eles a celebrar os principais acontecimentos da vida de Jesus como marcos fundamentais da Fé cristã.

Por seu turno, a sociedade passou de igual modo a assinalar efemérides consideradas importantes na vida das respetivas comunidades, as quais se destinam a preservar a sua memória coletiva ou seja, a comemorar os acontecimentos mais marcantes da História, a exaltar os seus feitos e a venerar os seus heróis e poetas.

Trata-se de uma espécie de religião cívica que possui o seu panteão, os seus símbolos, as suas datas de celebração e uma liturgia própria. Desse modo, os feriados cívicos destinam-se a serem celebrados pela comunidade com vista à preservação da memória e, por conseguinte, da respetiva identidade, seja ela de um município ou da Nação no seu todo!

A necessidade de preservação da memória pressupõe de igual modo o esquecimento. A título de exemplo, a comemoração da implantação da República apenas faz sentido no contexto do regime republicano como forma de garantir a identificação do povo com o significado e os símbolos que lhe estão subjacentes. Por seu turno, a supressão dos feriados cívicos, seja a que pretexto for, visa sempre promover o esquecimento em relação àquilo que os mesmos representam.

A supressão do feriado do dia 1 de dezembro que evoca a data da Restauração da Independência de Portugal em 1640, mais não representa do que a tentativa de fazer os portugueses esquecerem a sua condição de povo livre e soberano, criando as condições com vista a submetê-lo a novos jugos do estrangeiro. É por essa razão que os cidadãos jamais devem deixar de celebrar a sua liberdade, impondo o restabelecimento dos feriados religiosos e civis que foram suprimidos e comemorando o feito heroico dos seus antepassados que nos legaram uma Pátria livre e soberana!



publicado por Carlos Gomes às 22:34
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Sábado, 15 de Agosto de 2015
PAVILHÃO CARLOS LOPES ESTÁ EM RUÍNAS

Câmara Municipal de Lisboa vira as costas ao Pavilhão dos Desportos

Situado em pleno Parque Eduardo VII, em Lisboa, o Pavilhão Carlos Lopes encontra-se em estado de abandono, ameaçando a sua completa ruína. As coberturas do edifício encontram-se em péssimo estado de conservação, o mesmo sucedendo em relação às peças ornamentais, estatuária, painéis de azulejos, cantarias e marcenarias.

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O edifício atingiu um estado tão lastimável que, caso não venha a ser submetido a uma urgente intervenção, a sua recuperação poderá em breve tornar-se inviável, perdendo a cidade um dos seus equipamentos mais emblemáticos

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Ao longo de muitas décadas, o Pavilhão dos Desportos – entretanto rebatizado em 1984 como Pavilhão Carlos Lopes – foi palco de inúmeros acontecimentos políticos, desportivos e culturais, mormente comícios partidários e festivais de folclore.

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O edifício foi idealizado e construído no Brasil para a Grande Exposição Internacional do Rio de janeiro que teve lugar em 1923, tendo uma década depois sido reconstruído em Lisboa para servir de “Palácio das Exposições” da Grande Exposição Industrial Portuguesa e posteriormente adaptado á realização de eventos desportivos.

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Em 2003, o edifício foi encerrado para obras e, em 2008, o município decidiu transformá-lo em Museu Nacional do Desporto. As obras deveriam ser suportadas com as receitas do Casino de Lisboa e o novo edifício deveria incluir serviço de cafetaria, restaurante, loja, desportoódromo, exposições e cinco núcleos museológicos temáticos.

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Incapaz de gerir o seu próprio património, a Câmara Municipal de Lisboa quer agora entregar o pavilhão à Associação de Turismo de Lisboa, obrigando-a a “manter inalteradas as fachadas e a cobertura”, admitindo porém a demolição parcial do edifício.

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Enquanto a autarquia lisboeta não encontra uma solução para o imóvel, poderá suceder que o mesmo venha a perder-se irremediavelmente, tal é o estado de degradação em que se encontra.

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publicado por Carlos Gomes às 22:20
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Sábado, 8 de Agosto de 2015
QUINTA DA FIDALGA NA AGUALVA ESTÁ AO ABANDONO

Situada no Largo da República, na Agualva, a Quinta da Fidalga continua votada ao abandono e cada vez mais degradada. Abandonada há vários anos, o edifício encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Municipal, trata-se da Quinta de Nossa Senhora do Monte do Carmo, fundada por volta de 1725 por José Ramos da Silva, Provedor da Casa da Moeda e pai do escritor Matias Aires que ali viveu até ao seu falecimento em 1763.

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A Câmara Municipal de Sintra anunciou no ano passado a sua cedência ao Conservatório de Música de Sintra, no âmbito de um projeto de criação de uma orquestra em cada agrupamento de escolas do concelho. No edifício principal, com três pisos e três dezenas de salas, a autarquia projetava instalar uma escola de música e relacionar-se com outros conservatórios", segundo na altura explicou Basílio Horta à agência Lusa. O autarca estimou então que o Conservatório de Música de Sintra-Associação de Música e Dança invista na recuperação e adaptação do imóvel “mais de dois milhões de euros”. A igreja da quinta ficaria destinada à realização de concertos.

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De acordo com o contrato de cedência, com uma duração de 30 anos, na recuperação da quinta, classificada como "imóvel de interesse municipal", os trabalhos deverão ser autorizados e acompanhados pela autarquia, nomeadamente as obras na capela e nas fachadas do edificado, as portas e janelas, o lagar de fuso e a torre”.

O projeto mereceu o aplauso de todas as forças políticas do concelho de Sintra mas até ao momento, a Quinta da Fidalga continua votada ao abandono e a degradar-se.

Entretanto, a anterior vereação camarária presidida pelo Dr Fernando Seara procedeu a obras que descaraterizaram o Largo da República, considerado o centro histórico da Agualva, destruindo o coreto e extinguindo a feira que desde o século XVIII ali se realizava todos os anos durante o mês de maio.

Parafraseando a denominação de uma conhecida transportadora da região, aqui vai Sintra!

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publicado por Carlos Gomes às 22:13
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2015
HISTORIADOR JOÃO ALPUIM BOTELHO PUBLICA A OBRA “AZULEJOS DA MISERICÓRDIA DE VIANA DO CASTELO”

João Alpuim Botelho é atualmente responsável pelo Museu Bordallo Pinheiro, em Lisboa

“Azulejos da Igreja da Misericórdia de Viana do Castelo. Representação das obras da Misericórdia” é o título do mais recente livro publicado pelo historiador João Alpuim Botelho, dando-nos a conhecer o magnífico património azulejar da autoria de Policarpo de Oliveira Bernardes, um dos maiores azulejistas do século XVIII. Editado pela Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, ricamente ilustrado com fotografia de Rui Carvalho e Carlos Valencia Maya e excelente grafismo de Rui Carvalho, a obra foi impressa na Gráfica Casa dos Rapazes, em Viana do Castelo.

Na Nota Introdutória, assinada por Manuel Gomes Afonso, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, refere-se o seguinte: “Em boa hora beneficiou esta igreja de obras de conservação e restauro. Ao conjunto azulejar de Policarpo de Oliveira, cuja assinatura deixou gravada num dos azulejos, foi dedicado especial cuidado. O mérito deste trabalho de recuperação, um decisivo contributo para salvaguarda e preservação de um património de que nos podemos orgulhar, tem merecido o devido reconhecimento e a atestá-lo, ainda recentemente, a atribuição do Prémio SOS Azulejo com que foi distinguido pelo Museu da Polícia Judiciária. Por isso, é de inegável oportunidade e a todos os títulos bem-vinda a edição desta obra do Dr. João Alpuim Botelho, profundo conhecedor do património da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo.

Neste trabalho o autor, com o conhecido rigor, mestria e precisão que incute aos seus estudos, conduz-nos a conhecer as principais características e particularidades dos vários painéis, permitindo-nos um diferente olhar e um mais aprofundado conhecimento de todo o conjunto que a Igreja nos oferece”.

Através deste livro, o autor dá-nos a conhecer o magnífico património azulejar barroco da Igreja da Misericórdia de entre o qual se destacam as catorze obras de Misericórdia situadas no corpo da igreja, mas também a representação da vida de Maria e de Jesus Cristo, na Capela-mor, com finalidade catequética de, através da imagem e das referências bíblicas inscritas nas respetivas cartelas, lembrar aos irmãos e a todos quantos frequentavam aquele espaço a própria missão a que a se propunha a Irmandade.

De planta transversal composta por nave única e capela-mor, da mesma altura e largura, a igreja é rasgada por janelas e portal de arco de volta perfeita encimado por frontão interrompido pela imagem da Virgem, refletindo do ponto de vista arquitetónico o período de transição do maneirismo para o barroco.

Apresentando o interior uma extraordinária riqueza decorativa, o vasto conjunto azulejar monocromático azul que reveste as paredes da igreja apresenta-se perfeitamente combinado com a talha dourada e as pinturas do teto da nave, traduzindo-se num património integrado bem caraterístico do período do barroco.

João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989) e Mestre em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007), foi responsável por dois museus certificados pela Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Artes Decorativas e o Museu do Traje. Desde 2013, encontra-se ligado à Câmara Municipal de Lisboa, sendo responsável pelo Museu Bordallo Pinheiro.

Trabalhou desde 1991 na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

Foto da Igreja: http://olharvianadocastelo.blogspot.pt/



publicado por Carlos Gomes às 21:21
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Sábado, 1 de Agosto de 2015
RUÍNAS DO ANTIGO CINEMA PARIS DÃO ESPETÁCULO DEGRADANTE DE LISBOA

- Quando toma a Câmara Municipal de Lisboa posse administrativa do imóvel para efetuar obras coercivas?

Em plena rua Domingos Sequeira, próximo da Basílica da Estrela, o antigo cinema Paris encerrou as suas portas ao público há mais de trinta anos. Desde então, aquele que foi um dos mais emblemáticos cinemas de bairro da capital confere agora um cenário de degradação à cidade que é ilustrada por uma grande faixa negra pendurada na sua fachada onde se lê: “A vergonha não passou por aqui!”.

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Situado junto a um posto de abastecimento de combustível e um infantário, o edifício ameaça derrocada a qualquer instante, colocando em risco a segurança de pessoas e bens. Além disso, constitui um foco de infestação e insalubridade que ameaça a saúde pública, numa área residencial e bastante frequentada por crianças.

A Câmara Municipal de Lisboa intimou já a empresa NCI, Novas Construções Imobiliárias, proprietária do imóvel, a efetuar as obras de reabilitação. Mas, os prazos há muito tempo foram ultrapassados sem que os seus proprietários cumprissem o disposto pela autarquia nem esta toma “posse administrativa do imóvel para executar as obras coercivamente”, conforme consta no edital municipal com data de 12 de setembro de 2014.

Inserido na zona de proteção da Basílica da Estrela, o edifício do antigo cinema Paris consta do Inventário do Património Municipal. Mas, apesar de se situar numa das zonas turísticas de Lisboa que inclui o Palácio de S. Bento no seu roteiro, o estado de ruína em que se encontra não podia oferecer um espetáculo mais degradante a que urge colocar termo!



publicado por Carlos Gomes às 11:08
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2015
MIRADOURO DO JARDIM DA ESTRELA ESTÁ A DESMORONAR-SE

O acesso está “temporariamente interditado” há mais de seis anos e a Câmara Municipal de Lisboa não intervém

O miradouro do Jardim da Estrela, em Lisboa, está a desmoronar-se. Os guarda-corpos estão a desconjuntar-se, os blocos de pedra desprendem-se e o próprio aterro ameaça ruir.

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O acesso ao miradouro do jardim da Estrela encontra-se interditado ao público desde 2009. As obras de recuperação do local tardam a realizar-se e os caminhos que conduzem ao miradouro apenas se encontram barrados com uma simples corda.

Apesar de ter sido suprimida a vista panorâmica que outrora dali de disfrutava em virtude da construção de um edifício na rua de S. Bernardo, este miradouro constitui uma referência turística da cidade, encontrando-se inclusivamente referenciado na placa que a autarquia colocou á entrada do jardim.

O estado de abandono é total mas a situação exige a intervenção urgente a fim de proceder à consolidação do local e evitar que a sua derrocada iminente venha a causar estragos ainda maiores.

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publicado por Carlos Gomes às 20:43
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Terça-feira, 2 de Junho de 2015
MARINHA PORTUGUESA PROMOVE VISITA GUIADA AO ARQUIVO HISTÓRICO

Visita Guiada ao Arquivo Histórico da Marinha

Data(s): 9 de Junho de 2015

Horário(s): 10.30 às 11.30 horas e das 15.00 às 16.00 horas

Tipo de Evento: Visita guiada

Título: Visita guiada ao Arquivo Histórico da Marinha (Biblioteca Central da Marinha – Arquivo Histórico)

Descrição: O Arquivo Histórico da Marinha preserva a memória da Nação em todas as atividades ligadas à Marinha e ao Mar - pessoal, navios, organismos, etc. - em áreas geográficas diversificadas, ao longo dos últimos 300 anos, acervo que faz parte da Memória não só de Portugal, mas também de todos os povos com quem nos relacionamos. Reservas através dos telefones 21 362 76 00 e/ou e-mail arquivo.historico@marinha.pt.

Local de realização: Arquivo Histórico - Edifício da Ex-Fábrica Nacional de Cordoaria - Rua da Junqueira, s/n, Lisboa

Sítio na Internet:

http://biblioteca.marinha.pt/PT/SobreBCM/Paginas/SobreBCM.aspx

http://arquivohistorico.marinha.pt

Organização: Biblioteca Central da Marinha – Arquivo Histórico

Arquivo Histórico da Marinha



publicado por Carlos Gomes às 08:40
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2015
EXPOSIÇÃO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA MOSTRA “DESPORTO, PATRIMÓNIO E MEMÓRIA”



publicado por Carlos Gomes às 23:24
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2015
VAMOS CANDIDATAR A CALÇADA PORTUGUESA A PATRIMÓNIO MUNDIAL DA UNESCO?

A calçada portuguesa constitui uma das mais originais criações do espírito inventivo do povo português, conferindo às nossas vilas e cidades uma decoração magnífica do ponto de vista gráfico que as tornam ímpares a nível mundial. Por conseguinte, o seu eventual reconhecimento por parte da UNESCO como património mundial poderá constituir uma peça importante com vista à sensibilização para a necessidade de conservação desta forma de expressão artística.

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Não existe turista que, ao visitar o nosso país, não tenha experimentado uma sensação de deslumbramento ao contemplar os magníficos trabalhos artísticos produzidos pelos canteiros portugueses que decoram o pavimento das ruas e praças de muitas cidades e vilas de Portugal. Com efeito, a calçada portuguesa constitui uma marca do nosso talento artístico, apenas visível em Portugal ou nos países onde a cultura portuguesa marca a sua presença.

Trata-se de uma arte decorativa surgida em Lisboa em meados do século XIX, idealizada por Eusébio Furtado, à altura Governador de Armas do Castelo de São Jorge, tendo a Praça do Rossio sido um dos primeiros locais a receber esse género de pavimento.

A pedra, branca e preta, que constitui a principal matéria-prima da calçada portuguesa, é arrancada das entranhas do maciço calcário estremenho da serra d’Aire, constituindo simultaneamente uma das fontes de rendimento e de ocupação de mão-de-obra daquela região.

Com o auxílio de um martelo, o calceteiro experimentado ajusta a pedra à forma pretendida para, com o recurso a um molde, produzir no pavimento da calçada as mais diversas formas geométricas e decorativas, alternando as pedras consoante a respetiva cor. Esta arte remete-nos para os magníficos mosaicos com que os romanos decoravam o pavimento das suas casas ou ainda pavimentavam as inúmeras estradas que construíram e chegaram até aos nossos dias, tal é a resistência e durabilidade dos materiais empregues. Por conseguinte, não será exagero afirmar que a calçada portuguesa constitui uma manifestação artística que possui raízes milenares.

Celebrizada por Almeida Garrett n’ “O Arco de Sant’Ana” e Cesário Verde em “Cristalizações”, a sua extraordinária beleza e os motivos decorativos passam-nos frequentemente despercebidos na medida em que nos habituámos a pisar o pavimento revestido com calçada portuguesa que nem damos conta do seu interesse artístico e do trabalho que o mesmo envolveu. De resto, esta arte exige uma especialização sem a qual é fácil de destrinçar a qualidade da obra, razão pela qual a própria Câmara Municipal de Lisboa criou uma Escola de Calceteiros que também dá formação a artistas oriundos dos mais variados pontos do país.

Constituindo a calçada portuguesa uma marca da nossa identidade cultural e tendo a matéria-prima origem em pedreiras do nosso país, é compreensível que muitas vilas e cidades portuguesas exibam os mais magníficos pavimentos artísticos, embelezando-se e divulgando uma das nossas potencialidades.

Existem, pois, motivos mais do que suficientes para que Lisboa candidate a calçada portuguesa a património mundial da UNESCO!



publicado por Carlos Gomes às 13:56
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
PORTUGAL CANDIDATA AZULEJO PORTUGUÊS A PATRIMÓNIO MUNDIAL DA UNESCO

O Secretário de estado da Cultura, Dr. Jorge Xavier Barreto anunciou ontem a candidatura do azulejo português a Património Mundial da UNESCO. A iniciativa teve lugar no Museu do Azulejo, por ocasião da inauguração da Sala D. Manuel.

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De acordo com o gobernante, “os portugueses foram, e são, originais criadores na arte do Azulejo. Esta é, sem dúvida, uma das mais originais criações do espírito inventivo português, que, integrado na Arquitectura, confere uma singularidade aos nossos edifícios, aos nossos Monumentos, às nossas Vilas e Cidades”.

Esta candidatura vai ser preparada pela Direção-Geral do Património Cultural, em parceria com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Comissão Nacional da UNESCO/Ministério dos Negócios Estrangeiros e será certamente muito importante para uma maior sensibilização da sociedade para a necessidade de conservação desta forma de expressão artística.



publicado por Carlos Gomes às 23:09
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Quarta-feira, 4 de Março de 2015
PINTURAS DE ANDRÉ GONÇALVES REGRESSAM AO CONVENTO DAS TRINAS DO MOCAMBO

Inserido no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Instituto Hidrográfico realiza uma Exposição subordinada ao tema “André Gonçalves e o Ciclo dos Santos Trinitários no Convento das Trinas do Mocambo”, através da qual dá a conhecer um conjunto de treze importantes pinturas do barroco português, parte das quais exibindo as magníficas molduras em talha dourada.

As obras são da autoria do pintor André Gonçalves e participavam na decoração da igreja de Nossa Senhora da Soledade do Convento das Trinas do Mocambo, tendo na década de trinta do século passado sido retiradas do seu local de origem e entregues ao Convento de Cristo, em Tomar.

O retorno temporário das referidas obras ao local de origem constitui um acontecimento cultural de elevado significado histórico porquanto a sua retirada para efeitos de salvaguarda ocorreu há cerca de oito décadas, conservando-se apenas com caráter permanente a pintura do teto do coro-baixo representando a coroação da Virgem.

Ainda, no âmbito das referidas comemorações, o historiador Dr. João Miguel Simões profere uma palestra subordinada ao tema da exposição, a qual terá lugar no dia 7 de abril, pelas 11h00, no Auditório Duarte Pacheco Pereira, do Instituto Hidrográfico.

A conferência e a exposição são abertas ao público, podendo esta ser visitada nos dias úteis, de 7 a 30 de abril, entre as 10 às 16 horas. Durante o mês de abril, todas as publicações sobre o Convento das Trinas à venda na Loja do Navegante do Instituto Hidrográfico beneficiam de um desconto de 50%.

Entre os dias 8 e 30 de abril, as visitas guiadas aos espaços conventuais realizar-se-ão diariamente, carecendo apenas de marcação prévia para rp@hidrografico.pt.

Situado na rua das Trinas, junto ao bairro típico da Madragoa, o Convento das Trinas do Mocambo teve a sua origem num aglomerado de casas que, em 1657, foi pelo casal flamengo Cornélio Wandali e Martha de Bóz legado por disposição testamentária à Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade do Resgate dos Cativos. A partir de 1878, passou a ser ocupado pelas religiosas da Ordem das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que aqui permaneceram até à implantação da República.

O Instituto Hidrográfico encontra-se instalado no edifício do antigo Convento das Trinas do Mocambo desde 1969, altura em que foi desalojado das suas antigas instalações na rua do Arsenal na sequência de um violento incêndio ocorrido naquele ano.

Para além da sua missão fundamental que consiste em assegurar atividades relacionadas com as ciências e técnicas do mar, tendo em vista a sua aplicação na área militar, e contribuir para o desenvolvimento do País nas áreas científica e de defesa do ambiente marinho, o Instituto Hidrográfico, órgão da Marinha Portuguesa, preserva e dá a conhecer o património que lhe está confiado, nomeadamente participando nas comemorações oficiais do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.



publicado por Carlos Gomes às 12:06
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Domingo, 26 de Outubro de 2014
QUEM ACODE AO MOSTEIRO DE NOSSA SENHORA DA ANUNCIADA, NA MOURARIA?

Mandado construir pelo Rei D. Manuel I no local onde antes existiu a mesquita maior da Mouraria, extinta em 1496, o Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciada corre o risco de degradação total se entretanto não for intervencionado e dada uma utilização consentânea com as suas caraterísticas.

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Entregue em 1840 ao então Ministério da Guerra que ali instalou a Direção da Arma de Infantaria e o Serviço Histórico-Militar, encontrando-se desocupado desde 2008. Desde então, a sua degradação tem-se acentuado, sendo visíveis painéis de azulejos danificados, pavimentos degradados e tetos apodrecidos com a infiltração de humidades. Os telhados e empenas acumulam musgos e plantas e os claustros revelam o estado de abandono em que o edifício se encontra. Apenas a igreja se conserva em bom estado de conservação, funcionando como Igreja Paroquial do Socorro.

Situado fora da cerca fernandina que defendia a cidade medieval, o Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciada foi inicialmente criado para as religiosas da Terceira Ordem da Regra de São Francisco mas acabou por ser entregue à Ordem dos Pregadores, tendo nele entrado em 1519 as freiras da Ordem de S. Domingos. Em 1542, o Mosteiro foi pelo Rei D. João III entregue à Companhia de Jesus que aí instalou um colégio, o qual se manteve até 1593, altura em que se transferiram para o Convento de Santo Antão-o-Novo onde atualmente se encontra o Hospital de São José.

O Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciada passou a partir de então a ser designado por Mosteiro de Santo Antão-o-Velho e por “Coleginho”, tendo sido posteriormente vendido aos frades da Ordem dos Ermitas de Santo Agostinho que nele também instalaram um colégio.

A desocupação forçada de muitos palácios e conventos na sequência das reestruturações que têm sido levadas a efeito na Administração Pública, sem acautelar a preservação do património edificado que entretanto é deixado ao abandono, está a colocar em risco a sobrevivência do património, encontrando-se nalguns casos mesmo em estado de ruína eminente.

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publicado por Carlos Gomes às 19:17
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Sábado, 25 de Outubro de 2014
TORRE DE BELÉM FOI CONSTRUÍDA HÁ 500 ANOS

Passam precisamente 500 anos sobre a data do início da construção da Torre de Belém, considerado o monumento mais emblemático da cidade de Lisboa e um dos ex-líbris de Portugal.

Torre de Belém (3)

Projetado à época do Rei D. João II, a sua construção viria a ser iniciada em 1514, sob o traço do arquiteto Francisco de Arruda, a fim de guarnecer a entrada do rio Tejo com um sistema de fortificações defensivas e proteger a de incursões e pilhagens. As obras estiveram a cargo de Diogo Boitaca que também dirigiu as obras do Mosteiro dos Jerónimos.

Com motivos ornamentais que marcam o estilo manuelino, a sua construção constitui um dos primeiros baluartes para partilharia que sucederam às torres de menagem caraterísticas da Idade Média.

À medida que foi perdendo a sua importância como estrutura defensiva, a Torre de Belém teve várias utilizações como registo aduaneiro, posto de sinalização telegráfico e farol, prisão para presos políticos nos reinados de Filipe II e D. João IV.

Os 500 anos da Torre de Belém constituem uma efeméride que merece uma celebração condigna!



publicado por Carlos Gomes às 20:40
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014
MUNICÍPIO DA MOITA PROMOVE PATRIMÓNIO

Semana do Património: valorizar a identidade do concelho da Moita

A Câmara Municipal da Moita vai dedicar a semana de 17 a 25 de outubro ao Património, uma iniciativa que procura promover, valorizar e divulgar a história, o património, as tradições e a identidade cultural do concelho da Moita, com um programa cultural diversificado que convida a conhecer melhor este concelho ribeirinho.

Semana do Património

Oficina de vela em veleiro Optimist, visitas guiadas ao Sítio das Marinhas e à Exposição Alhos Vedros no Século XVI, passeios fluviais a bordo do varino “O Boa Viagem”, apresentação do livro “A CUF no Barreiro. Realidades, Mitos e Contradições” e o colóquio “O Poder Local: Uma Perspetiva Histórica, são as principais iniciativas que a autarquia propõe nestaSemana do Património, dirigida às diferentes faixas etárias da população e às escolas.

Programa da Semana do Património do Concelho da Moita

17/10/2014

Sexta-feira

10:00h-12:00h

Passeio fluvial a bordo da embarcação tradicional O Boa Viagem

Local de embarque: Cais da Moita

Destinatários: 1 a 2 turmas de 1º ciclo (3º ou 4º ano)

18/10/2014

Sábado

15:00h-18:00h

Oficina de vela em veleiro Optimist

Sítio das Marinhas – Centro de Interpretação Ambiental

Destinatários: Crianças entre os 6 e os 14 anos

20/10/2014

Segunda-feira

9:30h-12:00h

Visita guiada ao Sítio das Marinhas – Centro de Interpretação Ambiental

Sítio das Marinhas – Centro de Interpretação Ambiental

Destinatários: Turmas do pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º Ciclos

21/10/2014

Terça-feira

10:00h

Abertura da exposição “Serviço Público em Liberdade”

Biblioteca do Vale da Amoreira

Destinatários: Público geral

22/10/2014

Quarta-feira

9:30h-12:30h

Visita guiada à exposição “Alhos Vedros no século XVI”

Moinho de Maré de Alhos Vedros

Destinatários: Turmas do Secundário

23/10/2014

Quinta-feira

14:00h-17:00h

Passeio fluvial a bordo da embarcação tradicional “O Boa Viagem”

Local de embarque: Cais da Moita

Destinatários: 1 a 2 turmas de 1º ciclo (3º ou 4º ano)

24/10/2014

Sexta-feira

9:30h-12:00h

Visita guiada à exposição “Alhos Vedros no século XVI”

Moinho de Maré de Alhos Vedros

Destinatários: Turmas do 1.º, 2.º, 3.º Ciclos e Secundário

24/10/2014

Sexta-feira

21:30h-23:00h

Apresentação do livro “A CUF no Barreiro, Realidades, Mitos e Contradições”da autoria de Armando Teixeira, António Ferreira e Carlos Oliveira

Atuação do Grupo Coral Alius Vetus

Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça – Moita

Destinatários: Público geral

25/10/2014

Sábado

9:30h-13:00h

15:00h-18:00h

Colóquio “O Poder Local: Uma Perspetiva Histórica”

Integrado nas Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino Alhos Vedros

Moinho de Maré de Alhos Vedros

Destinatários: Público geral (Sujeito a inscrição gratuita)



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Terça-feira, 30 de Setembro de 2014
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE BELÉM APROVA MOÇÃO EM DEFESA DOS BRASÕES FLORAIS DOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

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A Assembleia de Freguesia aprovou a Moção de Defesa dos Brasões Florais da Praça do Império, apoiada em 3684 assinaturas de duas petições públicas que se realizaram.

Votação:

A Favor: PSD e CDS

Contra: PS

Abstenção: PCP

Entretanto, a Moção vai ser remetida para a Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa.



publicado por Carlos Gomes às 23:41
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