Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Terça-feira, 25 de Abril de 2017
ABRIL EM LISBOA DESFILA NA LIBERDADE

Dezenas de milhares de pessoas desfilaram hoje em Lisboa, na avenida da Liberdade, no âmbito das comemorações do 43º aniversário da revolução do 25 de Abril de 1974.

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Tratou-se uma vez mais de uma jornada de todas as liberdades, que acolhe todas as causas, as mais diversas correntes políticas desde as mais representativas às de expressão menos relevante, associações políticas, culturais, desportivas e autarquias locais.

De comum, todos partilhavam a esperança no fim da política de austeridade e na reposição de antigas liberdades e dos direitos sociais retirados durante a última legislatura. Uma esperança que, tal como se anunciava numa faixa exibida pela Juventude Socialista durante o desfile, pretende levar o 25 de Abril à Europa!

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publicado por Carlos Gomes às 21:05
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DEPUTADO DO PAN, ANDRÉ SILVA, INTERVÉM NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL

Sessão Comemorativa do XLIII Aniversário do 25 de Abril

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Sr. Presidente da República, Sr. Presidente da Assembleia da República, Sr. Primeiro Ministro, Srs. Presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, do Tribunal Constitucional e demais Tribunais Superiores, Srs. Membros do Governo, ilustres representantes do corpo diplomático, altas autoridades civis e militares, distintas e distintos convidados, Sras. e Srs. Deputados

Dizia Maria de Lourdes Pintasilgo que “a sociedade em trânsito não é uma sociedade fechada sobre si própria. Escoa-se de um tempo já vivido para se alongar, adentrando-se, num tempo ainda desconhecido.” Atrevo-me a acrescentar que uma sociedade em trânsito é sempre uma sociedade em movimento, uma sociedade com pensamento crítico, consciente do momento civilizacional em que se encontra.

E o nosso momento civilizacional é o da actualidade.

Esta requer que alonguemos os valores de Abril neste adentrar num tempo que entendemos ter que ser necessariamente de interdependência, de responsabilidade, de boa governança, de empatia, de igualdade, de felicidade, de prosperidade sustentável. A sociedade, por sua vez, espera da actualidade governativa a persecução de políticas públicas e sociais justas, igualitárias e humanistas, o reforço da pluralidade política, a criação de pontes de diálogo e entendimento, a promoção e legitimação da participação cívica, a defesa de uma consciência social e política livre, informada e capacitada para construir um futuro em que todas e todos possamos ter o direito a partilhar um Planeta que é reflexo dessa mesma esperança.

Estaremos nós a cumprir esse desígnio?

Por vezes, é-nos difícil acreditar. Vivemos tempos conturbados, nos quais a balança mundial parece estar tendenciosamente desequilibrada para o lado da xenofobia, da homofobia, da misoginia, do nacionalismo, do racismo, do especismo. Na Europa, na nossa Europa, os movimentos radicalizados crescem a passos largos. Um pouco por todo o mundo, fechamos fronteiras, erguemos muros, reinstalamos regimes ditatoriais, alienamos, exploramos e retiramos direitos, alimentamos guerras, subjugamos comunidades e populações de um modo desenfreado. Um pouco por todo o mundo, e Portugal não tem sido excepção, subjugamos os valores ambientais e o bem comum à ditadura dos agentes económicos.

Estamos convictos de que a reafirmação dos valores de Abril nos permitirá contribuir para o reequilíbrio desta balança. Estamos convictos de que precisamos de retirar os valores de Abril desta lógica meramente discursiva e de os transpor para o nosso século XXI, assumindo com orgulho que neste 43º aniversário ainda há espaço para Democratizar. A estrutura base das actuais democracias ocidentais está abalada e desactualizada: não acompanha as necessidades dos cidadãos, nem tampouco lhes propõe modelos exequíveis de governação mais transparentes, participativos e descentralizados. A volatilidade dos nossos sistemas democráticos está também ligada à participação, ou falta dela, no dia-a-dia político e social das democracias ocidentais. A política da maioria absoluta, do privilégio, das elites instaladas e dos sectores intocáveis tem que desaparecer.

Não nos iludamos. Nas palavras de Boaventura de Sousa Santos, “Democratizar é uma tarefa que está muito para além do Estado e do sistema político. Democratizar é um processo sem fim. Democratizar é desmercantilizar a vida, descolonizar as relações sociais, despatriarcalizar a nossa sociedade.” Grande parte desse trabalho está nas mãos daqueles e daquelas que hoje se sentam nesta Assembleia da República em celebração de uma Democracia ainda – e sempre – por concretizar. Sinto-me honrado por fazer parte de um movimento político e cívico a quem está a ser dada a oportunidade de contribuir para essa realidade. Sei que este sentimento transborda as portas desta Sala e que é partilhado por cada vez mais cidadãs e cidadãos que, no que fazem e dentro das suas capacidades de acção, são dotados de um poder transformador incrível e infindável.

O PAN valoriza esse sentido de missão e de tudo fará para o potenciar no cumprimento de um desígnio que é de todos: o de vivermos em felicidade e harmonia. Obrigado.



publicado por Carlos Gomes às 09:44
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Sábado, 22 de Abril de 2017
RIO DE MOURO ASSINALA 25 DE ABRIL

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publicado por Carlos Gomes às 14:18
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Segunda-feira, 17 de Abril de 2017
AMADORA COMEMORA 25 DE ABRIL

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publicado por Carlos Gomes às 20:47
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Domingo, 16 de Abril de 2017
CASCAIS LEVA O 25 DE ABRIL AOS MAIS JOVENS

No mês em que se celebra o 43.º Aniversário do 25 de Abril - a Revolução dos Cravos

Portugal por Miúdos não perde a oportunidade para explicar aos mais novos um pouco mais da História de Portugal.

DIA 29 de ABRIL venham divertir-se com a nossa História e venham celebrar a Liberdade. 

Portugal por Miúdos, de José Jorge Letria

Centro Cultural de Cascais 

SÁBADO, 29 ABRIL, 16h

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publicado por Carlos Gomes às 17:06
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2017
MOITA COMEMORA 25 DE ABRIL

25 de Abril no concelho da Moita: Jorge Palma e Sérgio Godinho protagonizam espetáculo comemorativo

No mês em que se comemoram 43 anos de Liberdade e Democracia, a Câmara Municipal da Moita, as Juntas de Freguesia e o Movimento Associativo prepararam um vasto programa de iniciativas, que decorre entre 8 de abril e 1 de maio. O espetáculo comemorativo do 25 de Abril estará a cargo de Jorge Palma e Sérgio Godinho que sobem ao palco do Largo das Festas, em Alhos Vedros, no dia 24, pelas 21:30h, para apresentarem o seu espetáculo “Juntos”.

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Jorge Palma e Sérgio Godinho, dois amigos de longa data, juntam-se para interpretar músicas de ambos a duas vozes. A primeira parte deste espetáculo é da responsabilidade de Valu, uma artista que se inspira nos cantores de intervenção e que é, segundo a própria, uma “pessoa de 77 com espírito de 74 e os olhos postos na contemporaneidade”.

A Galeria de Exposições do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo vai receber, de 5 a 15 de abril, uma exposição de ilustração de Pedro Penilo, intitulada “Imagens para Anos Recentes”. Trata-se de uma seleção de gravuras de ilustração política, produzidas nos últimos anos para o jornal “Le Monde Diplomatique”.

O Graffiti é considerado uma das mais nobres artes urbanas e os seus dias de marginalização já passaram. No Centro de Experimentação Artística, no Vale da Amoreira, decorre, nos dias 11 e 12 de abril, um workshop de graffiti, aberto à participação de toda a população. Aqui, vai aprender-se um pouco da história, dos estilos e da própria linguagem do graffiti. Segue-se o desenho e construção de letras e as técnicas de pintura a spray, para, no final, todos os participantes construírem um painel coletivo.

Como em anos anteriores, a Piscina Municipal de Alhos Vedros abre as suas portas durante 25 horas consecutivas para mais um 25 Horas a Nadar. Das 18:00h de dia 24 às 19:00h de dia 25, vão decorrer diversas atividades desportivas, como campeonatos e torneios, aulas de hidroginástica e natação livre. Haverá ainda demonstrações das atividades promovidas na Piscina Municipal durante o ano letivo.

No dia 25 de abril, a Câmara Municipal organiza o grande Desfile da Liberdade na vila da Moita, em que participam Autarquias, Movimento Associativo do concelho e população em geral. A concentração para o Desfile está marcada para as 10:00h, no Largo do Mercado e Rua Dr. Alexandre Sequeira.

            Consulte a programação completa das comemorações do 25 de Abril no concelho da Moita em www.cm-moita.pt.

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publicado por Carlos Gomes às 17:57
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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016
REVOLUCIONÁRIOS DA REPÚBLICA DERAM FESTIM NA ROTUNDA

Passam hoje precisamente 106 anos desde a implantação da República em Portugal. Após uma série de escaramuças em diversos pontos da cidade e alguns tiros travados entre um punhado de soldados e meia centena de carbonários entrincheirados na Rotunda e as tropas monárquicas estacionadas no Rossio, o novo regime foi aclamado da varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa.

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A imagem mostra o reduzido número de militares e civis que permaneceram no acampamento da Rotunda nos dias da Revolução.

 

Pelo meio, registaram-se numerosos incidentes e equívocos, de entre os quais se salienta a tentativa do embaixador alemão negociar com ambas as forças em confronto, a retirada em segurança do pessoal diplomático, atitude que ao ser avistada uma bandeira branca subindo o que é agora a avenida da Liberdade, foi confundida como uma rendição, o que acabaria precipitando o desfecho dos acontecimentos.

Já em 1640, perante a hesitação do Duque de Bragança em deixar-se aclamar rei pelos conspiradores que restauraram a independência de Portugal face ao domínio espanhol, colocara-se a hipótese de se implantar o regime republicano no nosso país. Porém, foi no Porto, em 31 de Janeiro de 1891, que ocorreu o primeiro movimento revolucionário destinado a implantar o regime republicano, tentativa que resultou em fracasso. O mesmo veio a verificar-se com nova tentativa ocorrida em 28 de Janeiro de 1908, do qual resultou o assassinato do rei do Rei D. Carlos, quatro dias após falhado o golpe.

Nas vésperas do dia aprazado para o desencadear da revolução, afluíram a Lisboa “primos” provenientes dos mais diversos pontos do país para participarem no levantamento. Cortaram as comunicações e as linhas férreas para impedir que as unidades militares na província fossem em socorro das forças leiais à monarquia. No dia 4 de Outubro, algumas localidades como Loures e Aldeia Galega, actual Montijo, proclamaram a República como manobra de diversão. Ainda assim, a revolta republicana foi dada como perdida, tendo inclusive levado ao suicídio de um dos seus principais chefes, o Almirante Cândido dos Reis.

Valeu à República um punhado de soldados e meia centena de carbonários que se entrincheiraram às ordens do Comissário Naval Machado dos Santos. Os políticos aguardavam nos Banhos de São Paulo o sucesso dos acontecimentos para então dirigirem-se aos Paços do Concelho e aí proclamarem a implantação do novo regime que os haveria de alcandorar ao poder.

Uma vez alcançado cessadas as hostilidades, os mais ardorosos combatentes travaram-se de novas e mais suculentas batalhas, atacando alvos mais comestíveis e nutritivos. O acampamento da Rotunda manteve-se por mais cinco dias que foram preenchidos com a realização de um autêntico festim que, a avaliar pelas quantidades de alimentos digeridos, reuniu largas centenas de comensais que, não tendo embora participado directamente nos combates, não quiseram deixar os seus créditos de bravura por mãos alheias.

Desse extraordinário sucesso dá-nos conta a insuspeita revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 7 de novembro de 1910, sob o curioso título “Subsídios photographicos para a História da Revolução”:

O reducto da Avenida, que foi o verdadeiro baluarte da republica, offereceu aspectos deveras curiosos, mesmo depois de passados os combates. Durante os dias que os soldados e os civis ali se encontraram foi montado um serviço regular de subsistências, confeccionando-se em improvisadas cosinhas, rancho de que partilharam todos os que lá se tinham juntado nos dias da revolta. Na manhã do dia seis foram cozinhadas no acampamento duas mil pescadas em nove fogões de campanha e desde que se estabeleceu o serviço regular até ao dia 10, em que se retiraram os militares e paisanos, consumiu-se dez mil kilos de carne de vacca e quarenta mil kilos de pão, não sendo possível averiguar o numero de pessoas que foram alimentadas durante esse tempo na rotunda que se tornou um logar histórico”.- Não mencionou o cronista quantos litros de vinho regaram tão lauto repasto!

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A confecção do rancho no acampamento da Rotunda. O corneteiro, ao centro, aguardando ordens para tocar para o rancho…

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Os cestos com as duas mil pescadas. Um aspecto da confraternização. À esquerda vê-se um militar agarrado à sua namorada.



publicado por Carlos Gomes às 09:48
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Sábado, 28 de Maio de 2016
HÁ 90 ANOS, TEVE INÍCIO EM BRAGA A REVOLUÇÃO NACIONAL QUE DERRUBOU A PRIMEIRA REPÚBLICA E ABRIU CAMINHO À INSTAURAÇÃO DO ESTADO NOVO

Passam precisamente 90 anos sobre a data em que um levantamento militar, então denominado por Revolução Nacional, derrubou o regime instaurado dezasseis anos antes e que, ao longo da sua curta existência, se caraterizou por uma grande instabilidade política e uma profunda crise económica.

Entre os protagonistas do movimento que em 1926 instaurou a ditadura militar contavam-se muitos republicanos que antes haviam participado na implantação da República, em 1910 e que apostavam agora na regeneração do próprio regime. Pese embora as semelhanças entre a situação vivida à época e as atuais circunstâncias não constituam mais do que meras coincidências, os acontecimentos que então se viveram não devem deixar de constituir um motivo de reflexão.

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As tropas sublevadas acamparam às portas de Lisboa. Foto: Fundação Mário Soares

“Em 28 de Maio de 1926 ocorre um levantamento militar no norte de Portugal, com o objectivo de tentar repor a ordem no país, que durante os últimos dois anos (desde 1924) está continuamente à beira da guerra civil.

Com um movimento sindicalista completamente controlado por sectores da esquerda anarquista, que provoca incidentes violentos, criam-se condições para a instalação de um regime de terror, em que os assassinatos e os atentados terroristas se sucedem todas as semanas.

A instabilidade política atinge uma situação de pré guerra-civil com confrontos entre unidades militares e com a sublevação de unidades do exército, nomeadamente da aviação do exército (na altura não havia Força Aérea).

A instabilidade generalizada atinge um ponto de ruptura e leva alguns dos principais comandos militares a uma revolta.

A revolução propriamente dita tem origem em Braga, a capital da província do Minho, uma das regiões mais povoadas de Portugal. O comando das operações é assumido pelo General Gomes da Costa, que chega à cidade na noite do dia 27.

A 28 de Maio, uma Sexta-feira é proclamado o movimento militar e inicia-se a movimentação de forças desde Braga para Lisboa. Ao longo do dia seguinte, Sábado, 29 de Maio, unidades militares de todo o país declaram o seu apoio aos militares golpistas, enquanto que em Lisboa a chefia da polícia também adere ao golpe.

Gomes da Costa comanda em Braga as forças do Regimento de Infantaria nº 8.

No entanto, opõem-se-lhe as forças comandadas desde o Porto pelo comandante da III Divisão do exército, Gen. Adalberto Sousa Dias, que manda as suas tropas avançar em direcção a Braga e assumir posições defensivas em Famalicão, a meio caminho entre o Porto e a cidade revoltosa.

Mas no dia seguinte, 29 de Maio, são anunciadas adesões ao golpe por parte de divisões militares com base em Vila Real, Viseu, Coimbra, Tomar e Évora (4ª Divisão), isolando as forças do Porto.

No Domingo, 30 de Maio o comandante da III Divisão anuncia que as suas forças também aderem ao golpe, deixando assim o caminho livre para as tropas de Gomes da Costa que marcham pelo Porto sem oposição.

O governo em Lisboa, verificando não ter qualquer capacidade para controlar a situação, apresenta a demissão ao Presidente da República Bernardino Machado.

Na Segunda-feira dia 31, o poder está formalmente nas mãos de Mendes Cabeçadas, com a resignação oficial de Bernardino Machado, embora nesse mesmo dia ainda ocorra a última sessão da Câmara dos Deputados e do Senado. O palácio de S. Bento, será encerrado na tarde dessa Segunda-feira pela GNR, e só voltará a receber deputados eleitos, 49 anos depois, em 1975.

Na Terça-feira, dia 1 de Junho, quatro dias depois de a coluna de tropas revoltosas ter saído de Braga, encontra-se em Coimbra, onde o líder da revolta militar declara a formação de um triunvirato governativo ao qual presidirá e que será também constituído por Mendes Cabeçadas e Armando Ochoa.

O movimento militar, transforma-se então numa autêntica revolução com a adesão de inúmeros sectores da sociedade portuguesa, desejosos de acabar com o clima de terror e violência que se tinha instalado no país.

No dia 3 de Junho, Quinta-feira, as tropas de Gomes da Costa chegam a Sacavém, e a situação aparece confusa, pois não há exactamente a certeza de quem deverá formar parte do novo governo. Entre as novas figuras, surge a do crucial Ministro das Finanças, um professor de Coimbra, que mais tarde assumirá a chefia do Governo, Oliveira Salazar.

No dia seguinte, Sexta-feira, 4 de Junho, o comando é transferido para a Amadora, onde chegam também forças da 4ª Divisão vindas de Évora.

No dia 7 de Junho de 1926, as várias colunas militares que entretanto se formaram efectuam uma parada militar em Lisboa que serve também como afirmação de força, na qual participam 15.000 homens.

A revolução implantou um regime militar que duraria formalmente até 1933, sendo seguido pela aprovação de uma nova Constituição e pela institucionalização do «Estado Novo», um regime autocrático em parte inspirado no movimento fascista italiano que tinha acabado de despontar em Itália, mas controlado pelos sectores católicos conservadores portugueses.

O regime implantado com a revolução de 28 de Maio, conseguiu recuperar da situação económica absolutamente caótica a que a chamada «República Laica» o tinha feito chegar após o golpe de 5 de Outubro de 1910.

No entanto, embora tivesse recuperado a economia do país, o regime implantado em 28 de Maio de 1926, entrou por sua vez (após o final da II Guerra) num lento processo de apodrecimento que acabaria por conduzir a um outro movimento de contornos idênticos, também dirigido pelos militares em 25 de Abril de 1974, que como o movimento de 28 de Maio, triunfaria por causa do enorme apoio que teve nas ruas.”

Fonte: http://www.areamilitar.net

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publicado por Carlos Gomes às 00:39
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Segunda-feira, 25 de Abril de 2016
25 DE ABRIL DESFILA AO RITMO DO SAMBA

O desfile comemorativo do 25 de abril ficou este ano marcado pela participação e centenas de cidadãos brasileiros que vivem em Portugal contra o alegado golpe no Brasil materializado pela destituição de Dilma Rousseff do cargo de Presidente da República.

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Ao ritmo do samba executado com instrumentos tradicionais, os brasileiros emprestaram este ano um colorido muito peculiar ao desfile, ao mesmo tempo que realizavam o seu protesto, despertando a curiosidade e atenção do público que assistia à sua passagem, apesar de seguir mesmo no fim da manifestação.

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Outra presença que não passou despercebida foi a de um grupo de cidadãos angolanos reclamando em relação às condenações recentemente verificadas naquele país lusófono.

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À semelhança de anos anteriores, as comemorações populares do 25 de abril foi uma vez mais o palco de muitas e variadas lutas e reivindicações, desde os aumentos salariais e a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais a aplicar indistintamente no setor público e no privado até às reclamações de maior financiamento para a cultura, a integração dos imigrantes e a igualdade nos direitos parentais ou simplesmente a afirmação de posições ideológicas dos mais diversos grupos políticos.

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À exceção do que se verificou em 2014, ano em que se comemorou o 40º aniversário do 25 de abril de 1974, num contexto de especial exaltação popular contra as medidas gravosas impostas pelo anterior governo, o desfile popular do tem vindo a registar cada vez menor adesão, fruto naturalmente do desencanto relativamente ao sistema partidário e à emigração forçada de muitos jovens. Em contrapartida, tem vindo a contar com a adesão de um número cada vez maior de imigrantes que procuram exigir por este meio a sua legalização.

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publicado por Carlos Gomes às 20:51
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DEPUTADO JUSÉ LUÍS FERREIRA (PEV) INTERVÉM NA SESSÃO SOLENE DAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Intervenção do Deputado José Luis Ferreira (PEV) na Sessão solene do 25 de Abril – 25 de Abril de 2016

Sr. Presidente da República

Sr. Presidente da Assembleia da República

Sr. Primeiro-ministro e demais membros do Governo

Sr. Presidente do Supremo Tribunal de Justiça

Sr. Presidente do Tribunal Constitucional

Senhoras e Senhores Deputados

Valorosos Capitães de Abril

Senhoras e Senhores Convidados

25 de Abril, um dia feito de tantos dias e de tanto anos.

Tantos dias e tantos anos que foram precisos para chegar a esse abril, a esse 25.

Dias e anos de fome e perseguição, mas ainda assim, de resistência.

Dias e anos de censura e de silêncios decretados, mas ainda assim de esperança.

Dias e anos de exilio e de guerra e de destinos contrariados e tantas vezes sem regresso, mas ainda assim de sonhos e utopias.

De desejos de justiça, ainda que vigiados.

De sedes coletivas das liberdades e de paz, ainda que contidas.

De vontades de transformar, ainda que controladas.

Mas era afinal uma vontade grande que ali estava. Que aqui morava, neste jardim à beira mar plantado.

Uma vontade grande, muito grande, silenciada, porque havia sempre alguém à espreita.

Uma vontade escondida, guardada, protegida, num bolso vazio, numa algibeira rota, nuns pés descalços, nos olhos de uma criança com fome que trabalhava de sol a sol numa qualquer fábrica de um dos patrões do País, para ajudar o seu pai a pagar a renda da vida ao senhorio, o fascismo, mas que multiplicava o sofrimento da mãe que preferia vê-lo na escola e receava que tivesse o mesmo destino do irmão: a guerra colonial.

Uma vontade sentida num sentido abraço de dois amigos que se encontram numa qualquer esquina do exilio ou num brinde a dias melhores de camaradas que desgraçadamente o destino juntou no cruzamento das balas de guerras estranhas à sua vontade e aos seus interesses.

25 de Abril, um dia construído de tanto outros dias, de tanto outros anos que foram precisos para lá chegar.

Mas chegamos.

Chegamos a Abril e a Maio e ao resto do nosso futuro, com essa vontade e essa força e esse cheiro a cravos e esse desejo de ser pessoa, de ser cidadão livre e com direitos e de viver num país mais justo, onde a premissa maior seja a distribuição por todos da riqueza produzida e os recursos naturais por todos sustentavelmente partilhados.

E é essa vontade coletiva de construir um futuro para todos, em democracia e com justiça social, que importa prosseguir.

Um futuro que olhe para o ambiente e a qualidade de vida como direitos fundamentais de todos, condição de bem-estar, de equilíbrio e saúde e não como meras mercadorias para engordar os lucros de uns poucos.

Uma democracia que faça frente à crise ecológica que vivemos e que está a comprometer o ambiente e a própria sustentabilidade do futuro.

Uma crise sentida ao nível da desumanização das cidades.

Na destruição da floresta e do mundo rural.

No desordenamento do território.

Na desertificação e na erosão dos solos.

Na contaminação da água.

No desaparecimento das espécies.

Na perda de diversidade.

Nas violações consentidas das regras ambientais.

No desperdício energético.

Na segurança e na soberania alimentar.

No aumento das emissões de gases com efeito de estufa.

No aquecimento global.

Nas alterações climáticas.

Um futuro capaz de devolver aos cidadãos a confiança na democracia e nas instituições que sobre si próprias acabam por se fechar sem conseguirem interpretar os sinais de descontentamento e revolta que estão a gerar.

Uma democracia que não se limite a lamentar a pobreza e chorar as injustiças, mas que as procure contrariar.

Que não se baste com a consagração de direitos, mas que lhes dê vida, que os ponha a andar, que seja capaz de os materializar.

É este o desafio que temos pela frente e é esse o nosso compromisso. Com Abril, com as pessoas, com o povo e com o país.

È certo que ao longo da nossa história democrática, já estivemos mais perto de Abril, mas hoje, e neste Abril, podemos dizer que também já estivemos mais longe.

Na verdade, este Abril, este hoje, é um hoje de regresso. Este Abril é também um Abril de regresso. Pode ser tímido, mas não deixa de ser um regresso.

Um regresso desde logo á normalidade constitucional.

A Constituição voltou a ser respeitada.

Orçamentos de Estado inconstitucionais são coisa do passado.

Um regresso à normalidade democrática.

As ingerências na autonomia do poder local já lá vão.

Um regresso ao respeito pelas pessoas.

Hoje em vez de discutirmos quanto se corta em salários, reformas e apoios socias, discutimos quanto se devolve às famílias.

Em vez de discutirmos quantos feriados se removem do calendário, discutimos quantos se repõem.

Em vez de discutirmos qual vai ser o aumento das taxas moderadoras, discutimos qual vai ser o universo das pessoas isentas desse encargo.

Mas é também o regresso da afirmação da nossa soberania.

O Programa de Estabilidade que viajava na “carroça telecomandada” para receber o ámen da Europa antes de ser discutido entre nós, passou a ser discutido no sítio certo antes de ser enviado à Europa.

E finalmente outro regresso que certamente confirma todos os regressos que acabei de referir: o regresso dos militares de Abril á casa da Democracia.

Saúdo assim, em nome do Partido Ecologista Os Verdes, não só os corajosos Capitães de Abril, mas também o seu desejado regresso à Assembleia da República.

Como vemos são já alguns regressos, mas é preciso mais, muito mais.

É preciso combater o desemprego e a precariedade laboral.

Repor o princípio do tratamento mais favorável para quem trabalha e promover a contratação coletiva.

Combater as assimetrias regionais e a desertificação.

Trabalhar para uma mobilidade sustentável.

Investir na ferrovia.

Reforçar os serviços públicos.

Abrir tribunais encerrados e trazer de volta as freguesias extintas.

Mais justiça fiscal e taxar as operações financeiras realizadas em offshores.

É preciso investimento público de qualidade para por a economia a mexer, para por o país a produzir, a criar riqueza para podermos dar resposta às necessidades dos portugueses e aos compromissos internacionais.

E se há 42 anos os portugueses foram capaz de dar a volta ao destino, se foram capazes de fazer uma revolução para enterrar o fascismo, também serão capazes de se libertar dos atuais constrangimentos ao nosso desenvolvimento, desde logo do tratado orçamental e da divida cuja renegociação se continua a impor, como condição indispensável para o seu pagamento e para o desenvolvimento do País.

Para terminar, e porque a nossa Constituição faz 40 anos, uma referência à Lei fundamental do País, ao texto que deu expressão positiva ao sonho de Abril e que tão mal tratada foi nos últimos 4 anos.

Apesar das várias revisões, a nossa Constituição continua a conter elevados níveis de proteção de justiça social. E se dúvidas houvesse bastaria atender à importância que a Constituição teve para travar uma parte do neoliberalismo que tivemos de suportar nos últimos 4 anos.

De facto, se a regressão social não foi pior e se as desigualdades sociais não foram ainda mais acentuadas, não foi porque o Governo PSD-CDS o não desejasse, mas porque a Constituição o impediu.

No seu conteúdo consagram-se os direitos e as liberdades fundamentais dos cidadãos, os direitos sociais como o ambiente e a qualidade de vida.

Nos princípios fundamentais da organização económica, a Constituição faz saber que o poder económico está subordinado ao poder político democrático.

Consagra o princípio do Estado de Direito Democrático e indica-nos um caminho: a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

É esse o compromisso dos Verdes, continuar a lutar por esse caminho sugerido pela Constituição.

E se a nova configuração parlamentar permitiu dizer adeus às inevitabilidades, seria até irresponsável da nossa parte não contribuir para os regressos que nos permitem aproximar de Abril.

Falta ainda muito, é verdade, mas muito foi já construído neste caminho que Os Verdes se orgulham de ajudar a desbravar.

Viva o 25 de Abri



publicado por Carlos Gomes às 12:19
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Sábado, 23 de Abril de 2016
SINTRA: MASSAMÁ E MONTE ABRÃAO FESTEJAM 25 DE ABRIL

Desde ontem, o Parque Urbano Felício Loureiro, junto ao Palácio Nacional de Queluz está a registar muita animação. Trata-se das comemorações do 42º aniversário do 25 de abril e conta com música, gastronomia, artesanato e divertimentos infantis.

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A iniciativa é da União das Freguesias de Massamá e Monte Abrãao e decorre até à próxima segunda-feira.

Participam neste evento numerosas entidades e associações culturais da localidade num palco propositadamente instalado no local. O referido parque urbano constitui um sítio aprazível que convida os munícipes a um momento de lazer e diversão.

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Sexta-feira, 22 de Abril de 2016
RIO DE MOURO CANTA ABRIL



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Sábado, 16 de Abril de 2016
MARVILA COMEMORA O 25 DE ABRIL



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Quarta-feira, 13 de Abril de 2016
RIO DE MOURO COMEMORA 25 DE ABRIL



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Terça-feira, 12 de Abril de 2016
A LIBERDADE ESTÁ A PASSAR POR ALHOS VEDROS



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Quinta-feira, 31 de Março de 2016
MOITA COMEMORA O 25 DE ABRIL

Comemorações do 25 de Abril no concelho da Moita: Raquel Tavares protagoniza espetáculo comemorativo

Têm início, a 2 de abril, as Comemorações do 42º Aniversário do 25 de Abril no concelho da Moita. Câmara Municipal da Moita, Juntas de Freguesia e Movimento Associativo voltam a preparar um programa conjunto de iniciativas que vai decorrer até 1 de maio, um pouco por todo o concelho, convidando, desta forma, a população a sair à rua, para recordar e comemorar a data histórica em que a Liberdade foi devolvida ao povo português e iniciado o processo que viria a terminar com a implantação do regime democrático e com a entrada em vigor da nova Constituição da República Portuguesa, a 25 de Abril de 1976.

Do programa comemorativo, destaca-se o ”25 Horas a Nadar” que decorre na Piscina Municipal, em Alhos Vedros, a partir das 17:00h do dia 24 de abril. Esta “maratona” desportiva aquática só termina 25 horas depois, às 18:00h do dia 25 de abril. Torneio de polo aquático, torneio de rugby subaquático, hidroginástica, provas de natação, Pais e Filhos e também natação livre são algumas das atividades previstas durante estas “25 Horas a Nadar”. Informe-se na Piscina como participar (email: piscinamunicipal@mail.cm-moita.pt ou T: 212025140). A entrada é gratuita.

Para o dia 24 de abril, pelas 22:30h, está agendado o espetáculo comemorativo com Raquel Tavares, na Praça da República, na Moita. Raquel Tavares é uma das mais importantes vozes do fado contemporâneo. É no Fado que está enraizada a sua identidade e a comunicação social e o público português são os primeiros a reconhecer-lhe esse prestígio.

É já tradição no concelho da Moita que, no dia 25 de abril, a população, o Movimento Associativo e os representantes das autarquias saiam à rua para participar no Desfile da Liberdade. Várias centenas de pessoas, entre autarcas, clubes e coletividades e população em geral saem à rua no dia 25, a partir das 10:30h, para evocar os valores de Abril. Esta é uma manifestação popular que se realiza, ano após ano, com renovado entusiasmo, iniciando-se no Largo do Mercado e culminando na Praça da República, com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal, seguida da emblemática “Grândola, Vila Morena” e da solta de pombos.

Consulte o programa completo das comemorações do 42º aniversário do 25 de Abril em www.cm-moita.pt.



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Sábado, 25 de Abril de 2015
PORTUGUESES E IMIGRANTES DESCEM A AVENIDA DA LIBERDADE PARA COMEMORAR A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

Milhares de pessoas desceram uma vez mais a avenida da Liberdade para comemorar o 41º aniversário da revolução do 25 de abril de 1974. Partidos políticos, centrais sindicais, autarquias locais, associações culturais e cívicas mobilizaram cidadãos das mais diferentes sensibilidades políticas, partilhando em comum os ideais de liberdade, democracia e justiça social.

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Sob a égide da Casa do Alentejo, foram vários os grupos de cante que fizeram ouvir a expressão musical das gentes alentejanas, agora reconhecido como Património Imaterial da Humanidade.

De salientar ainda, a presença muitos imigrantes das mais diversas proveniências, reclamando direitos que dizem ainda não verem reconhecidos.

Não obstante a elevada mobilização popular, é bastante visível o desencanto e um certo desânimo por parte de muitos portugueses, cada vez mais descrentes no atual sistema político.

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2015
MOITA COMEMORA O 25 DE ABRIL

Comemorações do 25 de Abril no concelho da Moita

“Construir Abril Sempre” é o mote deste ano das comemorações do 25 de Abril no concelho da Moita.

Câmara Municipal da Moita, Juntas de Freguesia e Movimento Associativo voltam a preparar um programa conjunto de iniciativas que vai decorrer até 2 de maio, um pouco por todo o concelho, convidando, desta forma, a população a sair à rua, a participar e a evocar os valores de Abril.

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Do programa comemorativo, destacamos, a partir das 19:00h do dia 24 até às 20:00h do dia 25 de abril, a iniciativa “25 Horas a Nadar”, na Piscina Municipal, em Alhos Vedros. Durante estas 25 horas ininterruptas, a piscina vai estar de portas abertas com diferentes iniciativas, como polo aquático, torneio de rugby subaquático, natação livre, hidrobykes, atividades dos 9 aos 14 anos, atividades para pais e filhos, entre outras.

Para o dia 24 de abril, pelas 22:30h, está agendado o espetáculo comemorativo com os HMB, no Largo dos Cravos, no Vale da Amoreira. Juntos desde 2007, os HMB viram o seu álbum de estreia chegar aos lugares cimeiros do top nacional em 2012. Os singles “Dia D” e “Não Me Deixes Partir” estiveram no primeiro lugar do top da Rádio Comercial, durante mais de 12 semanas.

HBM

Depois da apresentação, no início deste ano, do tema “Talvez”, os HMB têm estado a promover o novo single “Feeling”. Esta música é um boogie à moda dos Earth Wind & Fire e Michael Jackson que celebra a dança como direito universal: "quem dança seus males espanta".

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É já tradição no concelho da Moita que, no dia 25 de abril, a população, o movimento associativo e os representantes das autarquias saiam à rua para participar no Desfile da Liberdade. O percurso inicia-se às 10:30h, na Rua Alexandre Sequeira, passa pela Avenida Dr. Teófilo Braga, Envolvente à Praça de Toiros e culmina na Praça da República, com a habitual intervenção do Presidente da Câmara da Moita, a solta de pombos e a música “Grândola, Vila Morena”.

José Afonso

Para assinalar também o 10º aniversário do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, no dia 25 de abril, pelas 21:30h, o auditório recebe o espetáculo “José Afonso: De Ouvido e Coração”. Este concerto conta com Amílcar Vasques-Dias ao piano, Luís Pacheco Cunha, no violino, e Esther Merino, como “cantora” de flamenco. A entrada é gratuita.O programa concelhio das comemorações dos 40 Anos do 25 de Abril está disponível para consulta em www.cm-moita.pt.

Participe!



publicado por Carlos Gomes às 13:39
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Terça-feira, 31 de Março de 2015
MOITA EXPÕE FOTOGRAFIAS DE EDUARDO GAGEIRO

“Eduardo Gageiro – 40 Fotos nos 40 Anos do 25 de Abril” para ver na Biblioteca da Moita

Entre 7 de abril e 9 de maio, a Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, vai receber a exposição “Eduardo Gageiro – 40 Fotos nos 40 Anos do 25 de Abril”, cedida pela Associação de Municípios da Região de Setúbal.

Eduardo Gageiro é um dos mais conceituados fotógrafos portugueses que, como poucos, captou o pulsar da Revolução de Abril, o festejar da Liberdade, o fim da guerra colonial, a consagração de direitos essenciais dos cidadãos e as transformações socioeconómicas no nosso país.

A exposição inclui esses momentos que conseguiu capturar com a sua máquina, imagens a preto e branco cheias de história e significado.

Esta mostra fotográfica pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 10:00h às 19:00h.

A entrada é gratuita.

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publicado por Carlos Gomes às 16:50
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2014
POVO DE LISBOA AFLUIU AO LARGO DO CARMO PARA CELEBRAR O 25 DE ABRIL

O Largo do Carmo e as ruas que lhe dão acesso encontravam-se hoje de manhã apinhadas de gente, porventura mais gente ainda do que aquela que há quarenta anos ali se concentrou para apoiar os militares no cerco ao Convento do Carmo onde então se havia refugiado o Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Marcello Caetano. A explicação é simples e, parafraseando o próprio Capitão Salgueiro maia, encontra-se no estado a que o país chegou.

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Em nome da Associação 25 de abril, Vasco Lourenço usou da palavra para lembrar que “a situação atual é inaceitável”, acrescentando que “em nome da pátria, há que mudar urgentemente de caminho, ou este governo tem de ser apeado”. Bastante aplaudido pelo povo, disse ainda que “Chegou o momento de dizer Basta!” e que “é preciso repensar a nossa pertença ao euro e à União Europeia”.

A propósito da ausência dos capitães de abril nas cerimônias oficiais que tiveram lugar na Assembleia da Republica, Vasco Lourenço foi perentório ao referir que “os detentores do poder assumem-se cada vez mais como os herdeiros dos derrotados do 25 de Abril”.

A comemoração no largo do Carmo serviu ainda para homenagear o Capitão Salgueiro Maia e os demais militares já falecidos, tendo no local sido depositada uma coroa de flores.

As celebrações prosseguiram na rua António Maria Cardoso, junto à sede da extinta Direcção-Geral de Segurança, vulgo PIDE/DGS, com a homenagem às vítimas mortais que ali ocorreram no 25 de abril de 1974.

Durante a tarde, o habitual desfile comemorativo contou com a participação de um número maior de pessoas em relação ao que tem sido habitual nos últimos anos, caraterizado por um constante declínio da participação popular.

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publicado por Carlos Gomes às 22:17
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25 DE ABRIL: HÁ 40 ANOS FOI ASSIM…

Passam precisamente quarenta anos desde o dia em que, um movimento militar constituído predominantemente por capitães do Exército Português, derrubou o regime do Estado Novo, abrindo caminho a um processo de transição política que só viria a ficar clarificado com a aprovação em 1976 da atual da Constituição da República Portuguesa. Com efeito, foi instaurado uma democracia representativa, semipresidencialista, conferindo aos partidos políticos a exclusividade da organização e da expressão da vontade popular.

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Quatro décadas decorridas, circunstâncias de vária ordem de âmbito interno e externo, alteraram profundamente a sociedade portuguesa, esgotando por completo o atual modelo político ao ponto de o colocar numa situação de fim de regime. As instituições políticas encontram-se descredibilizadas e os índices de abstenção chegam a ultrapassar metade do eleitorado. A própria integração do país na União Europeia e a participação na moeda única não reúne o consenso dos portugueses que, aliás, jamais foram chamados a manifestar a sua opinião.

As imagens remetem-nos para um tempo histórico que não corresponde mais à realidade em que vivemos. Os lisboetas viveram então momentos inesquecíveis que recordam com nostalgia. Mas, perante a encruzilhada em que vivemos, a roda da História não se detém!

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Quinta-feira, 24 de Abril de 2014
AS FORÇAS ARMADAS ESTÃO AO SERVIÇO DO POVO PORTUGUÊS!

- Artigo 275.º da Constituição da República Portuguesa

No âmbito das comemorações do 40º aniversário do 25 de abril de 1974, encontra-se patente ao público uma exposição de meios e equipamentos da Marinha, Exército e Força Aérea, no Terreiro do Paço e junto á Estação Fluvial Sul-Sueste, em Lisboa, entre os dias 24 e 26 e de abril.

Para além da exposição de Sistemas de armas e equipamentos militares, terá lugar amanhã, dia 25 de abril, um concerto da Banda da Armada, uma atuação de equipas cinotécnicas do Exército e um concerto da Orquestra Ligeira do Exército. Os chefes dos vários ramos militares e o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Pina Monteiro, vão marcar presença na exposição.

Uma cozinha de campanha, uma piscina para “batismo de mergulho”, uma torre de escalada, uma tenda `airsoft´, uma viatura de combate a incêndios, um planador, um helicóptero e uma viatura blindada PANDUR são algumas das “atrações” da exposição que o Estado-Maior General das Forças Armadas decidiu organizar para comemorar os 40 anos do 25 de Abril.

A exposição pretende também trazer à memória coletiva alguns dos meios que estavam em operação em 1974 como um helicóptero Allouete III usado na Guerra Colonial para transporte de pessoal, uma lancha dos fuzileiros e uma `chaimite´.

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CAPITÃES DE ABRIL REGRESSAM AO CARMO

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
STENCIL INVADE PAREDES DE LISBOA

A técnica do stencil tem nos últimos tempos vindo a ser bastante utilizada para difundir mensagens utilizando como suporte as paredes dos edifícios em Lisboa. Trata-se de uma forma de grafiti de aplicação rápida e simples, com recurso a uma prancha de cartão ou linóleo, através do qual é aplicada a tinta reproduzindo uma imagem ou texto.

Através do corte ou perfuração feito na prancha, a tinta é aplicada por meio de pincel ou spray, preenchendo o espaço vazio da prancha. Esta técnica, muito usual nas paredes de Lisboa, tem vindo a substituir as antigas pichagens caraterísticas dos métodos de propaganda ao tempo do anterior regime. Registamos, por meio desta técnica, a convocação de uma concentração no Largo do Carmo, a ter lugar amanhã, no âmbito das comemorações do 40º aniversário do 25 de abril.



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Domingo, 20 de Abril de 2014
VEM AÍ O 25 DE ABRIL E O 28 DE MAIO!

Assinala-se dentro de dias o 40º aniversário do golpe militar que derrubou o Estado Novo e abriu caminho ao atual regime político. Um mês depois, mais precisamente a 28 de maio, passam 88 anos desde o levantamento militar que, partindo de Braga, colocou termo à Primeira República que ao longo de dezasseis anos mergulhara o paísnuma profunda crise económica, financeira e política.

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Tratou-se da chamada Revolução Nacional que, com enorme adesão popular, instaurou uma ditadura militar que veio abrir caminho ao estabelecimento do Estado Novo. Então, o General Gomes da Costa, considerado um dos mais prestigiados heróis da guerra, revoltou-se em Braga, sublevando o regimento de Infantaria n.º 8, onde se instalou sem qualquer resistência, iniciando a marcha sobre Lisboa.

Quatro décadas decorridas desde o derrube do Estado Novo, Portugal encontra-se numa encruzilhada política e corre o risco de não sobreviver como nação soberana pelo que, tais efemérides devem constituir sobretudo uma oportunidade de reflexão, extraindo da História os ensinamos que nos deverão guiar no futuro.

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Sexta-feira, 18 de Abril de 2014
CAPITÃES DE ABRIL REGRESSAM AO CARMO

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CONGRESSO FAZ BALANÇO DE 40 ANOS DO 25 DE ABRIL



publicado por Carlos Gomes às 18:46
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EDUARDO GAGEIRO FOI O FOTÓGRAFO DA REVOLUÇÃO

Há quarenta anos, mal o sol despontava no horizonte, o fotógrafo Eduardo Gageiro acompanhou as operações militares que levaram ao derrube do anterior regime político. Ele próprio o descreve quando afirma “Fui avisado e avancei”, lembrando que o capitão Salgueiro Maia o autorizou a segui-lo “com risco de vida”.

“O 25 de Abril foi uma esperança. Foi o dia mais feliz da minha vida. Senti que as pessoas iriam ter uma vida melhor, falar livremente. Mas é triste porque aquele dia magnífico foi uma esperança que não se concretizou. Muitas pessoas continuam a viver mesmo muito mal. Outros enriquecem e vivem no luxo. Deixou de haver vergonha", lamenta.

Eduardo Gageiro anda sempre com a máquina fotográfica, uma companhia permanente que hoje, como antes, "continua a ser um instrumento de denúncia e de protesto".

Chegou a ser preso pela PIDE, a polícia política da ditadura de Salazar, por exibir no estrangeiro "imagens dos humildes e da miséria do país", recordou.

"Ainda hoje penso que esta profissão (fotojornalismo) é muito nobre e pode ajudar as pessoas. O que está aqui [na exposição] foi feito com o coração e é o meu contributo", disse, manifestando um agradecimento aos habitantes de Sacavém, onde nasceu, em 1935.

Foi na antiga fábrica de cerâmica local que Gageiro começou a trabalhar, ainda muito jovem, e foi nessa altura que lhe despertou a paixão pela fotografia, captando imagens dos funcionários.

Como fotojornalista iniciou atividade no "Diário Ilustrado", e também colaborou com o "Diário de Notícias" e o "Século Ilustrado". Recebeu mais de 300 prémios de todo o mundo, incluindo o 2º lugar na categoria Retratos do World Press Photo. Em 2004, foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique.

Eduardo Gageiro nasceu em Sacavém, em 1935, tendo começado a sua atividade como repórter fotográfico em 1957 no Diário Ilustrado.

No momento em que se assinala o 40º aniversário do 25 de abril de 1974, é da mais elementar justiça lembrar aqui aquele a quem devemos porventura os melhores registos fotográficos do acontecimento histórico, publicando inclusive uma foto de nossa autoria.

Fonte: http://rr.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 17:43
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