Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Sexta-feira, 18 de Abril de 2014
JARDIM DA ESTRELA FOI PALCO DE FOLCLORE E ARTESANATO EM MEADOS DO SÉCULO XX

O Jardim da Estrela, oficialmete designado por Jardim Guerra Junqueiro, é um dos mais aprazíveis espaços ajardinados de Lisboa. Recantos bucólicos e alamedas densamente arborizadas que percorrem o seu terreno acidentado, adornado por lagos, cascatas e estatuária diversa, conferem ao local uma harmonia e beleza que o tornam único e sempre bastante apreciado.

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Foi por volta de 1842 que, por iniciativa do ministério presidido por Costa Cabral, surgiu a ideia de construção do Jardim da Estrela, indo ao encontro dos prazeres de uma burguesia que, tendo sido desalojada pelo terramoto de 1755, fixara-se a partir de então distante do centro da cidade, dando origem ao bairro da Lapa onde atualmente se encontram grande número de embaixadas.

Durante as primeiras décadas, o Jardim da Estrela era o local preferido das classes burguesas, frequentado principalmente por senhoras da alta sociedade que, acompanhadas das suas criadas, promoviam festas de caridade e, entre outras atrações, tinham lugar a realização de provas velocipédicas e exibição de fogo-de-artifício. Porém, refletindo de certa forma as mudanças sociais que se operavam na cidade, o Jardim da Estrela passou a partir dos finais do século XIX a ser frequentado por outros extratos da população, adquirindo o ambiente um cunho mais popular, traduzido na alteração dos hábitos e mudança de divertimentos que tinha ao dispor, de que é exemplo o célebre “leão da Estrela” que, em 1871, foi oferecido pelo africanista Paiva Raposo, ou ainda a “montanha russa” que foi à época uma verdadeira atração popular. Em 1936, recebeu o magnífico coreto que originalmente se encontrava na avenida da Liberdade, no qual se realizavam aos domingos atuações de bandas filarmónicas que emprestavam ao local um verdadeiro aspeto festivo.

Em 1959, o Jardim da Estrela serviu ainda para a realização de uma “Feira Popular” e, em junho de 1960, uma “Feira de Beneficência” que incluiu a realização de um espetáculo de folclore no qual participaram, entre outros, o Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo, de Viana do Castelo, e o Grupo Folclórico Gonçalo Sampaio, de Braga.

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publicado por Carlos Gomes às 20:58
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CONCELHO DA MOITA REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE DA REGIÃO CARAMELA



publicado por Carlos Gomes às 20:46
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MUSEU DE ARTE POPULAR: AO POVO PORTUGUÊS ATÉ A ALMA LHE ROUBAM!

A coleção que pertencia ao Museu de Arte Popular foi há alguns anos transferida para o Museu Nacional de Etnologia e não está previsto o seu regresso à origem. O acerco era constituído por cerca de 15 mil peças da mais variada natureza, representando atividades artesanais do povo português, desde objetos de cerâmica a utensílios de trabalho, alfaias agrícolas, carroças, brinquedos e cestaria.

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Questionado no ano passado, no parlamento, pelos deputados da Comissão de Educação, Ciência e Cultura sobre a situação do Museu de Arte Popular, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier afirmou na ocasião que “o destino do museu não será um projeto museológico”, adiantando que o governo “está aberto a propostas dos agentes culturais para criar um projeto”.

Tendo o Museu de Arte Popular sido propositadamente concebido para espaço museológico, na sequência da adaptação de antigos Pavilhões da Vida Popular, integrados no conjunto construído para a Exposição do Mundo Português de 1940, complementado com a realização do Mercado da Primavera, parece-nos que esta seria a função mais adequada a ser atribuída àquele espaço cultural. Tanto mais que é reconhecido “o valor estético e material intrínseco, o génio dos respectivos criadores, o interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, a sua concepção arquitectónica, urbanística e paisagista, e o que nele se reflecte do ponto de vista da memória colectiva”, razão pela qual foi pela Secretaria de Estado da Cultura, através da portaria n.º 263/2012, classificado como monumento de interesse público. Por conseguinte, seria natural a sua reabilitação, incluindo o regresso da sua coleção para usufruto cultural dos seus visitantes.

Porém, não se encontrando nos propósitos dos governantes a sua manutenção como museu, resta-nos aguardar pacientemente para saber qual a ideia bizarra que o governo tem destinada para o espaço do Museu de Arte Popular, dele não se esperando grande coisa sabendo-se de antemão que não será mais um projeto museológico como afirmou o governante e sendo sobejamente conhecida a aversão que o governo nutre pela cultura.

Tratando-se de um museu que mostrava as vivências do povo português, a sua identidade, os seus usos e costumes, não admira o abandono a que sempre foi votado pelos sucessivos governos, tendo inclusive estado prevista a sua demolição. É que, ao povo português, até a alma lhe roubam!

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publicado por Carlos Gomes às 20:30
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FEIRA DE PRODUTOS BIOLÓGICOS REALIZA-SE AOS SÁBADOS NO JARDIM DO PRÍNCIPE REAL

A Feira de Produtos de Agricultura Biológica realiza-se semanalmente, aos sábados, no Jardim França Borges, vulgo Jardim do Príncipe Real, em Lisboa. Trata-se de uma iniciativa da Direção Municipal de Atividades Económicas da Câmara Municipal de Lisboa e realiza-se entre as 9horas e as 15 horas.

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Nesta feira, os lisboetas podem adquirir os mais variados produtos naturais, desde os legumes aos cosméticos, o mel e o vinho. Entre eles, destacamos o magnífico vinho medieval produzido pela Quinta do Montalto, em Ourém, de acordo com as normas de produção biológica e devidamente certificado, produto que tem obtido muitos prémios em diversos certames internacionais realizados em vários países. A tenda da Quinta do Montalto é a quarta a contar da entrada para quem se desloca a partir da Praça do Príncipe Real.

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publicado por Carlos Gomes às 20:17
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CRISTÃOS CAMINHAM PARA A UNIDADE

As igrejas cristãs reuniram-se recentemente para assinar uma declaração de reconhecimento mútuo do batismo, dando assim um importante passo na unidade dos cristãos. A cerimónia teve lugar no passado dia 25 de janeiro, na Catedral Lusitana de São Paulo. Na cerimónia tomaram parte, representantes da Igreja Católica Romana, Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica, Igreja Evangélica Metodista Portuguesa, Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal e Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Constantinopla.

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Os signatários declararam:

“Reconhecer mutuamente a validade do Batismo nelas administrado e tornar público este reconhecimento e, em conjunto, declaram:

1. Aceitar que o Batismo nelas administrado foi instituído por nosso Senhor Jesus Cristo e é, fundamentalmente, uma dádiva gratuita de Deus ao batizando, vinculando-o com a morte e ressurreição de Cristo (Rm 6,3-6), para o perdão dos pecados e para uma vida nova;

2. Ensinar que o Espírito Santo desceu sobre Jesus no seu Batismo e desce também hoje sobre a Igreja, tornando-a comunidade do Espírito Santo que, em testemunho, serviço e comunhão, proclama o seu reino;

3. Aceitar o Batismo como vínculo básico da unidade que nos é dada pela fé no mesmo Senhor;

4. Aceitar o Batismo como processo da nossa consagração para a edificação do Corpo de Cristo, tendo em vista o nosso crescimento «até que cheguemos à unidade da fé e à medida da estatura da plenitude de Cristo» (Ef 4,13);

5. Administrar o Batismo com água e em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, para a remissão dos pecados, de acordo com a intenção e o mandamento de Cristo (Mt 28,18-20);

6. Excluir a possibilidade do rebatismo nos casos de passagem de membros de uma Igreja para outra;

7. Aceitar como válidos os certificados de Batismo emitidos pelas nossas respetivas Igrejas;

8. Esperar que este reconhecimento constitua um passo em frente no caminho da unidade visível do único Corpo de Cristo «para que o mundo creia» (Jo 17,21) e contribua para uma maior comunhão entre todos os batizados.”

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publicado por Carlos Gomes às 18:54
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CAPITÃES DE ABRIL REGRESSAM AO CARMO

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publicado por Carlos Gomes às 18:51
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CONGRESSO FAZ BALANÇO DE 40 ANOS DO 25 DE ABRIL



publicado por Carlos Gomes às 18:46
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PORTUGUESES CONQUISTARAM CEUTA HÁ 600 ANOS

Ceuta mantém os símbolos portugueses, incluindo a bandeiragironada de oito peças de negro e prata que representa a cidade de Lisboa de onde partiu a esquadra

No passado dia 21 de agosto, passaram precisamente 600 anos sobre a data da tomada de Ceuta. A expedição foi comandada pessoalmente pelo próprio rei D. João I que se fez acompanhar dos seus filhos, os príncipes D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique.

O cargo de governador da praça de Ceuta foi então atribuído a D. Pedro de Meneses, neto de D. João Afonso Telo de Meneses que foi o primeiro Conde de Ourém. Conta-se que, tendo-se apresentado ao soberano com um pau a que chamavam de “aleo” que era então usado no “jogo da choca”, um jogo bastante popular semelhante ao hóquei no qual uma pedra fazia as vezes da bola. E, tendo D. João I lhe perguntado se era suficientemente forte para tomar o cargo de governador de Ceuta assegurando a sua defesa, lhe terá respondido: “Senhor, este pau basta-me para defender Ceuta de todos os seus inimigos”.

A título de curiosidade, a cidade de Vila Real de que D. Pedro de Meneses veio a ser feito Conde, ostenta no seu brasão a palavra “Aleu”, tendo a mesma origem numa lenda que descreve uma situação algo semelhante à descrita, também ocorrida com o rei D. João I.

Em 1640, Ceuta não aclamou o rei D. João IV, tendo a partir de 1645 ficado sob soberania espanhola, a qual foi em 1668 reconhecida através do Tratado de Lisboa que colocou fim à guerra da Restauração. Não obstante, decidiu manter os símbolos portugueses, concretamente a bandeira gironada de oito peças de negro e prata, semelhante à da cidade de Lisboa de onde partiu a esquadra que tomou Ceuta e, ao centro, as armas do Reino de Portugal usadas à época.

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publicado por Carlos Gomes às 18:43
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LIVRO SOBRE A HISTÓRIA, PATRIMÓNIO E MEMÓRIA DE FAFE VAI SER APRESENTADO EM LISBOA NO PRÓXIMO DIA 24 DE MAIO

Apresentação do livro “Fafe – História, Memória e Património” na livraria da FNAC do Chiado, em Lisboa, realiza-se em 6 de abril

No próximo dia 6 de abril (domingo), o historiador Daniel Bastos, o fotógrafo José Pedro Fernandes, e o tradutor Paulo Teixeira, apresentam às 18h00, na Livraria FNAC de Santa Catarina, no Porto, o livro Fafe– História, Memória e Património.

Capa do Livro

A obra de 300 páginas com chancela da Editora CONVERSO, em edição trilingue (Português, Francês e Inglês), conta com prefácio do fotógrafo francês Gérald Bloncourt, reputado poeta, pintor e fotógrafo da emigração portuguesa que fará a apresentação da obra.

Patrocinado por uma dezena de empresas representativas do tecido socioeconómico local, o livro, que transmite uma imagem global e fundamentada da evolução do território concelhio das origens à atualidade através de um enquadramento histórico assente numa centena de fotografias originais a preto e branco, constitui um autêntico cartão-de-visita para todos que queiram conhecer e visitar a “Sala de Visitas do Minho”.

Segundo Gérald Bloncourt, que assina o prefácio do livro, e que em 2009 doou ao Museu das Migrações e das Comunidades - Município de Fafe uma coleção de 104 fotografias sobre a vida dos emigrantes portugueses em França nas décadas de 50 e 60, o livro propondo aos leitores um olhar do passado no presente redescobre “locais por onde circulei nos anos sessenta. Mas esta obra é tão rica (textos e fotos) que acabei por descobrir muitas outras coisas que ignorava. Passei ao lado de tantos edifícios e de tantas paisagens que nem fazia ideia! Os dados históricos permitiram-me apreender melhor esta grande civilização. Era pois necessário e urgente que este livro fosse publicado para gravar na memória tudo o que tinha acontecido”.

Refira-se que após o lançamento dos livros “Fafe – Estudos de História Contemporânea”, e “Santa Casa da Misericórdia de Fafe – 150 Anos ao Serviço da Comunidade”, esta é a terceira vez consecutiva que o historiador Daniel Bastos apresenta obras de sua autoria junto da comunidade emigrante em Paris, em particular a de Fafe, que constitui um importante elo de ligação aos trabalhos do investigador minhoto.



publicado por Carlos Gomes às 18:33
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LISBOA RECEBE MAIS UMA EDIÇÃO DO FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA



publicado por Carlos Gomes às 17:54
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EDUARDO GAGEIRO FOI O FOTÓGRAFO DA REVOLUÇÃO

Há quarenta anos, mal o sol despontava no horizonte, o fotógrafo Eduardo Gageiro acompanhou as operações militares que levaram ao derrube do anterior regime político. Ele próprio o descreve quando afirma “Fui avisado e avancei”, lembrando que o capitão Salgueiro Maia o autorizou a segui-lo “com risco de vida”.

“O 25 de Abril foi uma esperança. Foi o dia mais feliz da minha vida. Senti que as pessoas iriam ter uma vida melhor, falar livremente. Mas é triste porque aquele dia magnífico foi uma esperança que não se concretizou. Muitas pessoas continuam a viver mesmo muito mal. Outros enriquecem e vivem no luxo. Deixou de haver vergonha", lamenta.

Eduardo Gageiro anda sempre com a máquina fotográfica, uma companhia permanente que hoje, como antes, "continua a ser um instrumento de denúncia e de protesto".

Chegou a ser preso pela PIDE, a polícia política da ditadura de Salazar, por exibir no estrangeiro "imagens dos humildes e da miséria do país", recordou.

"Ainda hoje penso que esta profissão (fotojornalismo) é muito nobre e pode ajudar as pessoas. O que está aqui [na exposição] foi feito com o coração e é o meu contributo", disse, manifestando um agradecimento aos habitantes de Sacavém, onde nasceu, em 1935.

Foi na antiga fábrica de cerâmica local que Gageiro começou a trabalhar, ainda muito jovem, e foi nessa altura que lhe despertou a paixão pela fotografia, captando imagens dos funcionários.

Como fotojornalista iniciou atividade no "Diário Ilustrado", e também colaborou com o "Diário de Notícias" e o "Século Ilustrado". Recebeu mais de 300 prémios de todo o mundo, incluindo o 2º lugar na categoria Retratos do World Press Photo. Em 2004, foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique.

Eduardo Gageiro nasceu em Sacavém, em 1935, tendo começado a sua atividade como repórter fotográfico em 1957 no Diário Ilustrado.

No momento em que se assinala o 40º aniversário do 25 de abril de 1974, é da mais elementar justiça lembrar aqui aquele a quem devemos porventura os melhores registos fotográficos do acontecimento histórico, publicando inclusive uma foto de nossa autoria.

Fonte: http://rr.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 17:43
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MOSTRA FOTOGRÁFICA APRESENTA “CONVENTO DAS TRINAS DO MOCAMBO”

Exposição está patente ao público até ao final do mês de abril

O Instituto Hidrográfico inaugurou a Mostra Fotográfica “Um Lugar de Memória: Convento das Trinas do Mocambo”. Presidida pelo Capitão-de-mar-e-guerra Ventura Soares na qualidade de Adjunto do Diretor-geral e em sua representação, a cerimónia de inauguração contou com a participação de funcionários militares e civis e ainda outros visitantes do exterior que integraram uma visita guiada ao Convento das Trinas.

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Esta mostra insere-se nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios e pretende dar a conhecer diferentes fases do Convento das Trinas durante a primeira metade do século XX. A exposição é aberta ao público e pode ser visitada nos dias úteis, de 10 a 30 de abril, entre as 10 às 18 horas.

O Instituto Hidrográfico localiza-se na rua das Trinas, 49, na zona da antiga freguesia de Santos-o-Velho.

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publicado por Carlos Gomes às 16:05
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BAIRRO ESTRELA D’OURO EM LISBOA É UM MONUMENTO AO ESPÍRITO TRABALHADOR DA COMUNIDADE GALEGA

O Bairro Estrela D’Ouro cuja construção remonta aos começos do século XX, é um dos testemunhos exemplares da presença e do espírito empreendedor da comunidade galega em Lisboa. Trata-se de uma antiga vila operária que Agapito Serra Fernandes, um industrial de confeitaria, mandou construir para os seus trabalhadores. Ele próprio residiu no bairro juntamente com os seus familiares.

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Situado em pleno bairro da Graça, próximo de Sapadores e do magnífico miradouro da Senhora do Monte onde se ergue a capela a S. Gens, abrange uma extensa área beneficiando de boa localização, de fácil acesso à zona oriental de Lisboa.

A estrela de cinco pontas constitui a imagem de marca do bairro Estrela d’Ouro, naturalmente um dos símbolos da Galiza em alusão a Compostela, derivando de “campo de estrelas”. Um pouco por toda a parte encontramos a estrela e grandiosos painéis de azulejos que identificam o bairro, o antigo cinema Estrela d’Ouro, a fábrica e outros equipamentos sociais.

Atualmente, este bairro particular está integrado no espaço urbano de Lisboa, fazendo parte do seu património histórico e encontrando-se classificado. Para a comunidade galega radicada na capital, constitui um dos numerosos pontos de referência que possui e que marcam a sua própria existência numa cidade que, afinal de contas, também é a sua cidade.

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publicado por Carlos Gomes às 15:51
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CHINESES CELEBRAM ANO NOVO EM LISBOA

Sob o signo do cavalo, a comunidade chinesa radicada em Portugal celebrou no passado dia 1 de fevereiro o Ano Novo Chinês, contemplando diversos espetáculos de dança, teatro música, folclore, uma exibição de kung fu dos monges de Shao Lin e até uma interpretação de alguns fados bem lisboetas pela magnífica voz de uma jovem cantora chinesa.

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O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

As celebrações do novo ano chinês tiveram o seu início na passada sexta-feira e prolongam-se por uma semana, tendo como palco privilegiado a cidade de Lisboa onde a presença chinesa é mais significativa.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

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publicado por Carlos Gomes às 15:45
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SÓCIOS DO CENTRO NACIONAL DE CULTURA VISITAM CONVENTO DAS TRINAS DO MOCAMBO

Os sócios do Centro Nacional de Cultura visitaram no passado dia 12 de abril o Convento das Trinas do Mocambo, edifício de interesse histórico a patrimonial onde se encontra instalado o Instituto Hidrográfico.

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Acompanhados pelo seu presidente, Professor Dr. Guilherme d’Oliveira Martins, os visitantes foram recebidos no Auditório D. João de Castro pelo Capitão-de-mar-e-guerra Ventura Soares, na qualidade de Adjunto do Diretor-geral, que deu as boas-vindas e procedeu a uma breve apresentação do Instituto Hidrográfico, tendo o Professor Dr. Guilherme d’Oliveira Martins partilhado com todos os presentes os seus conhecimentos acerca da história local e evolução da cidade.

A visita foi guiada por Carlos Gomes e incluiu a mostra fotográfica “Um Lugar de Memória: Convento das Trinas do Mocambo”, inaugurada no âmbito da comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios e que se encontra patente ao público até ao final do mês.

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publicado por Carlos Gomes às 15:40
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MINHOTOS MOSTRAM TRADIÇÕES EM LISBOA

Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho realiza com êxito mais uma edição do Encontro de Tradições Minhotas “Cidade de Lisboa”

As gentes do Minho trouxeram a festa a Lisboa. Numa tarde soalheira, o Parque dos Eucaliptos em Benfica vestiu-se com o colorido do nosso folclore para assistir às mais genuínas tradições minhotas. O Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho levou a efeito mais uma edição do Encontro de Tradições Minhotas “Cidade de Lisboa”, uma iniciativa a que já nos habituou e que leva àquele magnífico parque muitas centenas de lisboetas.

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Na edição deste ano participaram ainda o Rancho Folclórico da Casa do Minho e o BESCLORE – Grupo de Danças e Cantares do Clube GBES, constituído predominantemente por trabalhadores do Banco Espírito Santo. Os grupos participantes apresentaram uma mostra bastante diversificada do folclore de toda a nossa região, de Ponte de Lima a Famalicão, de Braga a Paredes de Coura. De sublinhar a qualidade da representatividade de todos os grupos e o esmero com que todos os seus componentes se apresentaram, inclusivamente antes e após a atuação, dignificando os trajes com que se apresentaram e, consequentemente, a nossa região.

Para além da exibição do folclore propriamente dita, este encontro constituiu ainda um momento de saudável confraternização entre minhotos e amigos que se dedicam à divulgação do folclore, contribuindo para o estreitamente das relações de amizade existentes entre os vários grupos de folclore minhotos sediados em Lisboa.

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Prestes a celebrar 34 anos de existência, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho é considerado o decano dos grupos folclóricos minhotos na região de Lisboa onde, curiosamente, existe mais de uma dezena de agrupamentos folclóricos.

Constituído em 16 de maio de 1980, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho é o mais antigo agrupamento folclórico minhoto sediado em Lisboa. Formado predominantemente por minhotos e seus descendentes radicados na capital, este grupo procura divulgar a cultura tradicional minhota e preservar a identidade sobretudo junto dos mais jovens.

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Ao longo da sua existência, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho tem levado o folclore minhoto a todo o país e ainda a números países como Espanha, França, Alemanha, Polónia, Hungria, Holanda, Marrocos, Brasil, Eslováquia, Lituânia, Turquia, Malta e Japão onde, aliás, participou nas comemorações dos 450 anos da chegada dos Portugueses àquele país.

Este Grupo tem o apoio técnico da Federação do Folclore Português, está também inscrito no INATEL, na Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio e preside atualmente à “Associação do Distrito de Lisboa para Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa”. Encontra-se sediado na Junta de Freguesia de Benfica em Lisboa, cidade onde todos os anos organiza o festival de folclore “Cidade de Lisboa”.

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publicado por Carlos Gomes às 15:19
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RESTOS MORTAIS DE D. NUNO ÀLVARES PEREIRA REPOUSAM NA IGREJA DO SANTO CONDESTÁVEL

Numa das colinas de Lisboa, um pouco acima da Basílica da Estrela e do antigo mosteiro beneditino onde atualmente funciona a Assembleia da República, surgiu nos começos do século XX um bairro de aspeto agradável com ruas ortogonais a que foi dado o nome de Campo de Ourique, estendendo-se desde os Prazeres até São João dos Bem-casados, agora erradamente referenciado como Amoreiras. Constituída como paróquia desde 1934 por decisão do Cardeal Cerejeira, viria em 7 de Fevereiro de 1959 a ser elevada a Freguesia com o nome de Santo Condestável, tendo o seu território sido desmembrado da centenária Freguesia de Santa Isabel.

Em 1946 começou ali a ser construída a Igreja do Santo Condestável destinada a receber as relíquias do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, tendo a mesma sido inaugurada em 14 de Agosto de 1951. Nessa altura, teve lugar um aparatoso cortejo desde o Convento do Carmo para a transladação das relíquias, tendo comparecido à cerimónia numerosas individualidades entre as quais o Presidente do Conselho de Ministros, Professor Dr. Oliveira Salazar, o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Álvaro Salvação Barreto.

Desde então, as relíquias do Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, encontram-se na cripta da Igreja que em Lisboa foi erguida em sua memória.

A igreja apresenta um traçado simples, assentando numa cruz latina com três naves. A traça arquitetónica é da autoria do arquiteto Vasco Morais Palmeiro (Regaleira), tendo seguido o estilo gótico, inspirado na Igreja da Graça, em Santarém, e na Igreja do Convento do Carmo, em Lisboa, ambas do século XV.

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O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira benze a primeira pedra da construção da Igreja do Santo Condestável, em Lisboa.

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Lançamento da primeira pedra para a construção da Igreja do Santo Condestável, em Lisboa.

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A imagem regista o momento em que Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Gonçalves Cerejeira, acompanhado de outros membros do clero, se dirige para o local onde vai ser construída a Igreja do Santo Condestável.

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Um aspeto da cerimónia do lançamento da primeira pedra na qual toma parte o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Gonçalves Cerejeira.

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A cerimónia do lançamento da primeira pedra incluiu missa campal e parada militar.

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As cerimónias revestiram-se de grande solenidade.

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Um aspeto da parada militar no local onde veio a ser erguida a Igreja do Santo Condestável.

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A imagem regista a parada militar que teve lugar aquando da inauguração da Igreja do Santo Condestável.

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A inauguração da Igreja do Santo Condestável contou com a presença de numerosas individualidades entre as quais, distinguem-se na foto, o Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Dr. Oliveira Salazar, o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Álvaro Salvação Barreto.

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A imagem regista o momento em que, na cerimónia de inauguração, eram transportadas as relíquias do Santo Condestável.

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Sobre o pórtico de entrada da Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, apresenta-se um conjunto escultórico da autoria de Leopoldo de Almeida, no qual aparecem, ladeando a figura de D. Nuno, do lado esquerdo, o Anjo de Portugal e, do lado direito, S. Miguel Arcanjo. À entrada, exposta na parede exterior, pode ver-se ainda uma réplica da sua espada.

Fotos: Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa



publicado por Carlos Gomes às 14:15
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