Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Terça-feira, 3 de Junho de 2014
O FOLCLORE E AS MARCHAS POPULARES

- O Estado Novo e as tradições são-joaninas

A celebração do Solstício de Verão que ocorre no dia 21 de Junho marca as tradições são-joaninas – ou juninas – que levam o povo a festejar os chamados “santos populares”. Nas regiões mais a norte, os festejos são predominantemente dedicados a São João enquanto as comunidades piscatórias, por afinidade de ofício, celebram a São Pedro. Em Lisboa, terra onde nasceu Fernando de Bulhões que haveria de ficar consagrado como Santo António, a devoção popular adquiriu tal dimensão que S. Vicente, padroeiro da cidade, acabou por ser remetido ao esquecimento.

Madragoa1968

As marchas populares de Lisboa, tal como atualmente as conhecemos, datam a sua origem de 1932, altura em que desfilaram na avenida da Liberdade os primeiros “ranchos” como então se diziam. Porém, pelo menos desde o século XVIII que as mesmas se realizavam, inserindo-se nas tradições são-joaninas que têm lugar um pouco por todo o país, com as suas características fogueiras e festões, manjericos e alho-porro. À semelhança de outras festividades que ocorrem noutras épocas do ano, a escolha do dia 24 para celebrar o S. João é devido ao calendário juliano.

As marchas populares foram naturalmente influenciadas pelas quadrilhas que geralmente tinham lugar por ocasião dos festejos a Santo António e que se formavam de pequenos grupos constituídos por cerca de quarenta participantes que percorriam as ruas da cidade e se detinham em frente aos palácios aristocráticos ou de outras famílias abastadas onde, ao som do apito do marcador, se exibiam de forma ruidosa e sem grandes preocupações em relação à coreografia. Este ritual que também nos remete para a “marche aux flambeaux” ou seja, a marcha dos archotes que ocorria em França, foi levado pelos portugueses para o Brasil onde, sobretudo nas regiões do nordeste, se popularizou e veio a misturar com as danças brasileiras já existentes à época

São precisamente as quadrilhas que, de um modo geral, com as modificações que lhe foram introduzidas, acabariam por dar a forma às marchas populares e aos próprios corsos carnavalescos que antecedem a chegada da Primavera. Caracterizada originalmente como uma dança a quatro pares, a quadrilha constituiu uma adaptação da countrydance inglesa, impropriamente traduzida para o francês como “contredance” e, finalmente, vertida para a Língua portuguesa como “contradança”.

No entanto, tais celebrações possuem origens bem mais remotas e perdem-se nos confins dos tempos. Desde sempre, o Homem procurou celebrar através do rito a ação criadora dos deuses, constituindo um ritual mágico destinado a perpetuar o gesto primordial da sua criação. Desse modo, ao celebrar a chegada do Verão por altura do solstício, o Homem assegurava que o ciclo da Natureza jamais seria interrompido, dando continuidade à vida num perpétuo ciclo de constante renascimento. E, à semelhança do que sucedia com a generalidade das celebrações pagãs, esta constitui a essência das festividades solsticiais que entretanto foram cristianizadas e, nesse contexto, dedicadas a São João Baptista.

Conta uma velha lenda cristã que, por comum acordo das primas Maria e Isabel, esta terá acendido uma enorme fogueira sobre um monte para avisar Maria do nascimento de São João Baptista e, desse modo, obter a sua ajuda por ocasião do parto. E, assim, pode a tradicional fogueira que os povos pagãos da Europa acendiam nomeadamente por ocasião do solstício de Verão ser assimilada pela nova religião então emergente. Na realidade, era também habitual acender fogueiras por altura da Páscoa e do Natal, tendo dado origem ao madeiro que se queima no largo da aldeia e ao círio pascal, bem assim às numerosas representações feitas nomeadamente na doçaria tradicional.

É ainda nas fogueiras de São João que têm origem as exuberantes exibições de fogo-de-artifício e os balões iluminados com que se enfeitam as ruas dos bairros e se penduram nos arcos festivos que são levados pelos marchantes que desfilam na noite de Santo António. Era ainda usual, na noite de São João, atarem-se aos balões, antes de os elevarem nos céus, pequenos papéis contendo desejos e pedidos, à semelhança das quadras feitas a Santo António que se colocam sobre os vasos de manjericos, tradição que remete para rituais ancestrais ligados à fertilidade e à vida. Estes festejos celebram-se também em diversos países europeus e, por influência da cultura portuguesa, no nordeste brasileiro onde tem lugar o casamento fictício no baile da quadrilha. Entre nós, este costume veio em 1958 a dar origem aos chamados “casamentos de Santo António”.

De um modo geral, pelo simbolismo que as caracterizam e a coreografia a que estão associadas, as festas solsticiais estão ligadas às chamadas “danças de roda” representadas desde a mais remota antiguidade. Perfilando-se geralmente em torno da fogueira ou do mastro de São João, a mocidade dá as mãos, canta e dança em seu redor, num ritual que denuncia o seu misticismo primordial. Esta constitui, aliás, uma das tradições mais arreigadas entre os povos germânicos e, sobretudo, na Suécia onde chega a ser considerada a sua maior festa nacional. O hábito de inicialmente nele se suspenderem coroas ou ramos de flores veio a dar origem a outros divertimentos como o pau ensebado no cimo do qual é colocado uma folha de bacalhau para premiar aquele que o consiga alcançar.

À semelhança do que se verificou com outras manifestações da nossa cultura tradicional, também os festejos são-joaninos da cidade de Lisboa registaram a intervenção dos teóricos do Estado Novo e vieram a adquirir formas estilizadas, mais de acordo com o género da revista à portuguesa que já então animava os teatros do Parque Mayer. Foi então que, sob a batuta de Leitão de Barros e Norberto de Araújo, passou em Lisboa a realizar-se o concurso das denominadas “marchas populares”. Envergando o traje à vianesa, o bairro de Campo de Ourique foi o vencedor da primeira edição, facto que o levou a repetir o tema em 1997.

Organizados pelas coletividades de cultura e recreio, as “marchas populares” passaram a escolher preferencialmente temas relacionados com os aspetos pitorescos e a História dos seus bairros, dando ênfase a uma vivência predominantemente urbana e associada ao ambiente boémio e fadista. Nalguns casos, porém, era dado um particular realce ao elemento etnográfico como sucedia com as tradições saloias dos bairros de Benfica e Olivais ou então, ao carácter peculiar da colónia ovarina que habita o pitoresco bairro da Madragoa. Em relação à coreografia e à indumentária, caracterizam-se invariavelmente pela fantasia e a teatralidade, não revelando em qualquer dos casos quaisquer preocupações de natureza folclórica e etnográfica, pelo menos na sua perspetiva museológica ou seja, de preservação da sua autenticidade.

Possuindo as suas raízes mais próximas nas tradições joaninas, as “marchas populares” depressa obtiveram a adesão popular. Em 1936, quatro anos após o primeiro desfile organizado em Lisboa, saíram à rua na cidade de Setúbal para, com o decorrer dos anos, iniciativas semelhantes se estenderem a todo o país

Em Lisboa, a “marcha popular” é constituída por vinte e quatro pares de marchantes a que se juntam quatro aguadeiros e um “cavalinho” composto por oito elementos, tocando um clarinete, um saxofone alto, dois trompetes, um trombone, um bombardino, um contrabaixo e uma caixa. Para além daqueles, podem ainda ser incorporados o porta-estandarte, duas crianças como mascotes, um par de padrinhos e dois ensaiadores. Todas as marchas devem incluir o festão e o balão ou o manjerico e exibir o “Trono de Santo António” ou o “Arraial”.

Constituindo o folclore o saber do povo, é este que cria a sua própria festa e constrói o saber à maneira do seu carácter, à sua feição e modo de entender o mundo que o rodeia, adaptando-o sempre a novas realidades. Embora influenciado através da intervenção feita em determinadas épocas históricas, a criação popular não cristaliza porquanto o povo ainda não constitui um objeto fossilizado – ela renasce sempre que reacende a fogueira de São João!

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

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Segunda-feira, 2 de Junho de 2014
DELFIM GUIMARÃES: AOS SOLDADOS SEM NOME

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Lira de Bernardim, ó musa de Junqueiro,

Ó estro de Camões, famoso, iluminado,

Bafejai com ternura a mente d’um troveiro;

Fazei-me conceber um poema apaixonado,

Um hino triunfal, vibrante e justiceiro!

 

Emprestai-me o fulgor das jóias diamantinas,

O gracioso matiz das sedas faustosas,

E o timbre de cristal das rimas peregrinas

D’aquelas produções gentis e harmoniosas,

Que logram alcançar o nome de divinas!

 

Acendei no meu peito um fogo refulgente,

Minh’alma transformai n’uma viva cratera,

E o meu sangue exauri, em lava incandescente!

Não me importa morrer; porém morrer quisera

Legando ao meu país uma canção veemente…

 

Que importava morrer, se atingisse a ventura

De um cântico entoar, filigranado e santo,

Cheio de inspiração, de graça e de frescura?!

Alma de Portugal, segreda-me esse canto,

E dá-me, n’um rincão, modesta sepultura!

(…)

Fanfarras, desferi brilhantes sinfonias,

Tangei, sinos! Tangei álacres melodias,

Repiques festivais!

Bandeiras, flutuai ao vento, esplendorosas,

Fazendo rebrilhar as Quinas gloriosas,

As Quinas imortais!...

 

Delfim Guimarães, 27 de Março de 1921

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Domingo, 1 de Junho de 2014
CASA DO MINHO REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE EM LISBOA SOB O SIGNO DO DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

A alegria e o colorido dos ranchos folclóricos de várias regiões do país desceram hoje à capital, deslumbrando lisboetas e turistas que se passeavam pela zona histórica de Belém. No jardim Vasco da Gama, as centenas de pessoas que ali afluíram tiveram a oportunidade de apreciar a riqueza e variedade dos usos e costumes das nossas gentes e a beleza dos trajes tradicionais.

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Uma vez mais, a casa do Minho em Lisboa levou a efeito o seu festival de folclore, o qual contou com a participação de cinco grupos folclóricos, incluindo o anfitrião, o Rancho Folclórico da Casa do Minho. Da região de Entre-o-Douro-e-Minho vieram o Grupo Etnográfico das Aves – Santo Tirso e o Rancho das Lavradeiras da Trofa. Em representação da Beira Litoral esteve o Rancho Folclórico de Penacova e, em representação da Estremadura, o Rancho Folclórico das Praias do Sado – Setúbal.

A edição deste ano do festival ocorreu sob o signo do Dia Mundial da Criança, tendo-se o espetáculo iniciado com a evocação das suas brincadeiras de outrora e a representação de uma dança tradicional marcadamente infantil.

O festival de folclore da Casa do Minho encerrou em apoteose, com a magnífica reconstituição de uma feira e romaria magnificamente executada pelo Rancho das Lavradeiras da Trofa que despertou um grande entusiasmo do público.

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publicado por Carlos Gomes às 21:14
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CASAS REGIONAIS FAZEM FESTA EM LISBOA

Cerca de duas dezenas de casas regionais e outras coletividades de desporto, cultura e recreio juntaram-se este fim-de-semana na Alameda D. Afonso Henriques para festejar o Dia Nacional das Coletividades. Tendo como cenário a monumental fonte luminosa, diversos grupos folclóricos representativos das mais diversas regiões do país desfilaram pelo palco ali instalado, dando a conhecer aos lisboetas as tradições das suas terras de origem.

Num dos passeios laterais da Alameda D. Afonso Henriques perfilam-se os pavilhões das diversas coletividades e casas regionais, pontificando entre outros os concelhos de Arganil, Tomar, Alvaiázere, Tábua, Covilhã, Arcos de Valdevez, Valença, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira, Castro d’Aire e Ponte de Lima. Nas imagens, registamos a atuação do Rancho Folclórico Dançar é Viver, um agrupamento folclórico minhoto sediado na Amadora.

O evento, denominado “Festa das Coletividades e casas Regionais em Lisboa”, foi organizado pela Federação das Coletividades do Distrito de Lisboa, a Associação das Casas Regionais em Lisboa (ACRL) e a Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa e contou com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e das juntas de freguesia do Areeiro, Arroios e Penha de França.

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publicado por Carlos Gomes às 02:53
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MINHOTOS EM LOURES INTERNACIONALIZAM ENCONTRO DE CULTURAS

Mais de um milhar de pessoas afluiu ontem ao Parque da Cidade, em Loures, para assistir e participar num grandioso festival de folclore organizado pelo Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares “Verde Minho”, um agrupamento constituído por minhotos e sediado naquele concelho dos arredores de Lisboa. Trata-se do “Encontro de Culturas” que já regista mais de vinte edições e este ano teve a particularidade de contar com a participação doGrupo de Danças e Cantares de Aldava, proveniente de Cáceres, na Comunidade Autónoma da Extremadura de Espanha, o que pela primeira vez confere ao evento um caráter internacional.

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Além do grupo organizador e do referido agrupamento oriundo da Extremadura espanhola, o evento contou ainda com a participação do Grupo de Bombos Os Zés Pereiras Amarantinos, Escola de Concertina “Filipe Oliveira” e a Concertina de “Daniel Sousa”, o Rancho Etnográfico de São Miguel de Entre Ambos-os-Rios, Grupo Etnofolclórico Renascer de Areosa e do Grupo de Folclore Terras da Nóbrega. A apresentação esteve a cargo do Eng. José Brito.

Tendo como cenário a réplica das ruínas de São Paulo, e que constituiu a fachada do Pavilhão de Macau na Expo’98, a festa incluiu a exposição e venda de artesanato e iguarias da gastronomia tradicional em espaços apropriados para o efeito e culminou com uma imponente sessão de fogo-de-artifício, tendo sido visitado pelo Presidente da Câmara Municipal de Loures, Dr. Bernardino Soares e outros autarcas daquele concelho.

O Grupo Folclórico e Etnográfico “Verde Minho” encontra-se sediado na localidade de A-das-Lebres, no concelho de Loures, e é uma associação cultural constituída por minhotos e amigos que vivem na região de Lisboa que procuram manter as suas raízes culturais e as tradições da sua região de origem. Loures, terra de tradições saloias, reviveu uma vez mais a alegria e a exuberância de um arraial à moda do Minho, montado pelas gentes minhotas que ali vivem e trabalham.

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publicado por Carlos Gomes às 01:20
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ROMARIA AO SENHOR DA SERRA, EM BELAS, FOI UMA DAS MAIS CONCORRIDAS DO CONCELHO DE SINTRA

Nos finais do século XIX e começos do século XX, a romaria ao Senhor da Serra que se realizava na localidade de Belas, no concelho de Sintra, foi uma das mais afamadas e concorridas que então ocorriam nos arredores de Lisboa.

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As festas tinham lugar na magnífica herdade do antigo Paço Real de Belas, a poucos quilómetros de Queluz, o qual integra uma capela do Senhor da Serra e a Via-sacra, constituindo estes os principais motivos de atração dos romeiros. A região é abundante em monumentos megalíticos, existindo no local um dólmen sobre cuja tampa se encontrava derrubada, tinham por costume os romeiros escorregar sobre ela, tradição que sugeria a sobrevivência de ritos ancestrais ligados à fertilidade.

Terminada a romaria, os festeiros regressavam como podiam: de carroça e a pé ou de comboio, que o tinham de apanhar na gare de Queluz. Em 1873, foi inaugurada a linha de Sintra ou, para ser mais rigoroso, a linha do Oeste que, a partir da localidade do Cacém, dispunha do ramal de Sintra. No trajeto, por estrada, de retorno a Lisboa, muitos faziam uma paragem para cear na Quinta do Caliça ou no Pedro dos Coelhos, tendo este sido celebrizado no romance “Os Maias”, de Eça de Queirós.

O Paço Real de Queluz, também conhecido por “Quinta do Marquês”, remonta ao século XIV e teve origem numa propriedade pertencente ao cavaleiro Gonçalo Anes Correia. Ao longo dos tempos, mudou sucessivamente de dono, tendo inclusivamente pertencido a Diogo Lopes de Pacheco, um dos assassinos de Inês de Castro, razão pela qual foi expropriada por D. Pedro e aí construído o palácio onde também residiu.

À semelhança do que se verificou com outras festividades populares que envolviam uma componente religiosa, a Romaria ao Senhor da Serra veio a entrar em declínio e finalmente a desaparecer em consequência do ambiente político marcadamente anticlerical e mesmo antirreligioso que se seguiu. De notar que as fotos datam de 1907, escassos três anos antes da implantação do regime republicano em Portugal.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

Romeiro ao Senhor da Serra, em Belas

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A imagem mostra os romeiros escorregando na “Pedra Alta” que constitui a tampa de um dólmen

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A romaria ao Senhor da Serra constituía um momento de diversão dos alfacinhas

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Romaria do Senhor da Serra, em Belas, nos começos do século XX

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Na romaria misturavam-se os tipos populares saloios e os burgueses citadinos

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A romaria era bastante apreciada pelos saloios da região de Sintra. Atente-se aos trajes

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As fotos datam de 1907 e constituem um documento acerca dos hábitos da época

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O regresso da romaria era frequentemente feito de carroça, pelo menos até à gare de Queluz.



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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