Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2016
FESTA DO AVANTE REALIZA CONCURSO DE BANDAS


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publicado por Carlos Gomes às 22:25
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LISBOA PREPARA-SE PARA RECEBER FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA

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publicado por Carlos Gomes às 21:32
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AMADORA FESTEJA BODAS DE PRATA DO RANCHO FOLCLÓRICO DANÇAR É VIVER

O Rancho Folclórico Dançar é Viver, sediado na Freguesia da Encosta do Sol, no Concelho da Amadora, assinalou no passado dia 12 de Janeiro, 25 anos de existência a promover os usos e costumes das gentes do Minho.

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As comemorações das suas Bodas de Prata vão decorrer no próximo dia 6 de Fevereiro, nos Recreios da Amadora, contando com a participação do Grupo de folclore das Terras da Nóbrega que apadrinha o evento e do Duo Clave de Sol.

O Duo Clave de Sol é um grupo de música clássica constituído por um duo de violino e flauta transversal, também sediado na cidade da Amadora e com o qual o Rancho Folclórico Dançar é Viver mantém uma relação de amizade de longa data.

As comemorações iniciam-se com uma cerimónia solene com entrega de lembranças, seguida de atuação dos vários grupos presentes, incluindo o aniversariante, culminando com a partilha do bolo de aniversário e o respetivo Porto de Honra.

O BLOGUE DE LISBOA deseja ao Rancho Folclórico Dançar é Viver um feliz aniversário e os maiores êxitos na sua representação das nossas mais genuínas tradições.



publicado por Carlos Gomes às 19:16
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RIO DE MOURO REALIZA ENTERRO DO BACALHAU



publicado por Carlos Gomes às 19:11
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FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES: SOLUÇÕES FÁCEIS MARCAM PONTOS NO FUTURO

Por: Benedita Miranda, diretora-geral da Sitel Portugal

Tendo em conta o atual intercâmbio de produtos e serviços, em todos e quaisquer setores de atividade, o serviço de apoio ao cliente é cada vez mais um fator diferenciador. Por vezes é o único ponto de contacto com o cliente e pode, inclusive, gerar vantagens competitivas para o negócio. O peso do serviço de apoio ao cliente é tão elevado que pode determinar a fidelidade dos clientes, levando-os mesmo a que se tornem embaixadores da marca.

Até agora acreditava-se que a satisfação dos clientes era uma garantia da sua fidelização e de um consequente bom desempenho em termos de facturação. Com esta ideia em mente, surgiu a tendência de promover diferentes programas de fidelização e “ofertas extra”, que supostamente contribuiriam para aumentar e manter a fidelização do cliente. O problema surge quando alguma coisa corre mal com um produto ou serviço, ou quando um problema precisa de resolução. Atualmente, os clientes procuram aconselhamento em websites ou fóruns, pegam no telefone ou enviam e-mails e é desta forma que têm a sua primeira experiência com o serviço de apoio ao cliente. São estas experiências que geralmente determinam se os clientes mudam de fornecedor, ou se recomendam o produto ou serviço.

Neste sentido, os fornecedores do serviço de apoio ao cliente e os seus clientes têm grandes expetativas e objetivos em termos de KPIs (Key Performance Indicator), no que diz respeito à qualidade deste tipo de serviços. O grau de satisfação do cliente é medido através do valor NPS – Net Promoter Score – que mede a disposição do cliente para recomendar um produto ou serviço numa escala de 1 a 10. Este ranking cria uma diferenciação consoante as respostas obtidas, que pode variar entre: os defensores (10-9), os passivos (8-7) e os críticos (6-0). Estudos recentes sugerem que o esforço para satisfazer os clientes muitas vezes não tem qualquer relação com os custos envolvidos. Um artigo de Harvard Business Review (HBR)* faz referência a este tema e leva as empresas repensar as suas estratégias atuais. Os autores levantam a questão: De que serviços necessitam realmente os clientes? Em que é que os fornecedores devem investir para o conseguir? A resposta dos experts é clara: “Parem de querer satisfazer os clientes”. Pesquisas posteriores realizadas pela Dixon fornecem os principais factos e números. Um inquérito a mais de 125.000 clientes, mais de 5.000 funcionários e mais de 100 empresas mostra-nos que a “satisfação” do cliente apenas é conseguida em 16% dos casos. Tentar fazer parte desta percentagem, raramente alcançada, aumenta os custos de operação até 20%. Reduzir o esforço do cliente (Customer Effort Score) é a maneira mais eficaz para vencer a batalha competitiva pela fidelização do cliente, sem por em causa as margens do negócio.

Optar por não querer estar continuamente a satisfazer o cliente, parece contradizer a ideia de que é fundamental prestar um excelente serviço de apoio ao cliente, no entanto estes novos conceitos abrem as portas a algo novo que é do interesse de todas as empresas. A nova estratégia de medir a qualidade, muda radicalmente a nossa indústria e é um fator chave no que toca à melhoraria das experiências com o serviço de apoio ao cliente, que é frequentemente visto como maçador. O que aconteceu exatamente para gerar este sentimento?

O CES não mede a disposição para recomendar como indicador da Satisfação do Cliente (NPS), mas sim o esforço real (ou percebido) dos clientes para alcançarem a solução para o problema. Por conseguinte, este valor mostra que quanto maior for a facilidade na resolução de problemas do cliente, maior é a sua fidelização e disposição para recomendar o produto ou serviço.

O mais interessante é que a capacidade de previsão de fidelização (em termos de comportamento de nova compra e aumento de vendas) é reportada como substancialmente mais elevada no CES, comparativamente com os valores de medição como o NPS ou CSAT (Customer Satisfaction).

Compreender o Customer Effort

O Customer Effort é a quantidade de trabalho (ou esforço) percebido que o cliente tem de exercer para receber o serviço ou a resolução desejada. Isto pode incluir o tempo do atendimento e o número de vezes que o cliente é transferido. Este esforço não é só um incómodo para o cliente, mas também potencia a perda da fidelização. Alguns dos fatores que contribuem para aumentar o esforço do cliente incluem:

Contactos Múltiplos: os clientes pretendem uma interação “one and done” relativamente ao apoio técnico ou atendimento. Se o cliente necessitar de o consultar novamente, o seu esforço sobe.

Problema nos canais: clientes que interagem através de self-service, muitas vezes não querem ser transferidos para o telefone. Os que ligam para o centro muitas vezes preferem um serviço de voz, por isso não se deve responder com um e-mail. Sempre que se força um cliente a trocar de canais, a sua experiência aumenta o Customer Effort.

Repetição de Informação: interações pelo telefone começam geralmente com os clientes a fornecer informação a um IVR – e não esperam ser questionados de novo por uma máquina ou pessoa. Quando isto acontece mais do que uma vez, o esforço do cliente aumenta e a fidelização diminui.

Ausência de compreensão: os clientes esperam ser levados a sério. Consequentemente, o tom de voz dos funcionários, a escolha do idioma, assim como a compreensão emocional e técnica de que o cliente necessita devem ser adequados.

Olhando para estes fatores, verifica-se rapidamente que os incentivos aos clientes, por exemplo, ofertas adicionais não solicitadas como compensação pelos atrasos, etc., não satisfazem as suas necessidades porque o que procuram é uma solução rápida e fácil e não uma compensação por longos tempos de espera. Tendo em conta que o CES mede o tempo da resolução dos problemas dos clientes, uma pontuação baixa do Customer Effort mostra que os clientes tiveram que fazer apenas um pequeno esforço para conseguir a solução ao seu problema. No geral, este segue o lema arquitetónico de que “menos é mais”.

*Matthew Dixon, Karen Freeman, Nicolas Toman, Harvard Business Review (HBR)



publicado por Carlos Gomes às 18:54
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PARTIDO "OS VERDES" CONTESTA AUMENTOS DOS ADMINISTRADORES DA AUTORIDADE NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL

A Deputada de Os Verdes, Heloísa Apolónia, fez hoje na Assembleia da República uma declaração política sobre os intoleráveis aumentos salariais superiores a 150% dos administradores da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) e exigiu explicações políticas urgentes sobre esta matéria.

Na sua intervenção, a deputada ecologista referiu ainda o Orçamento de Estado para 2016 e a inaceitável pressão exercida pela Comissão Europeia, sobre o nosso país, quanto a este assunto.

A intervenção de Heloísa Apolónia pode ser vista em: https://youtu.be/zd7_kvQsdQM



publicado por Carlos Gomes às 18:48
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MINHOTOS "OCUPAM" TEATRO NACIONAL D. MARIA II

Comédias do Minho ocupam Teatro Nacional D. Maria II dias 4 e 21 de fevereiro

A estreia de “Os doze pares de França”, com encenação de João Pedro Vaz, marca o arranque da ‘Ocupação Minhota’ pelas Comédias do Minho no Teatro Nacional D. Maria II, entre 4 e 21 de fevereiro, cuja apresentação decorre esta quinta-feira, às 18h00, no seu Salão Nobre.

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Vitor Paulo Pereira, na qualidade de presidente da Direção das Comédias do Minho, dará a conhecer os propósitos da ‘Ocupação Minhota’, que leva ao D. Maria II uma reflexão sobre todo um território, em registo de grande profanidade.

Recorde-se que as Comédias do Minho surgiram em 2003, envolvendo os cinco municípios do vale do Minho: Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, pelo que esta ‘Ocupação Minhota’ faz do D. Maria II o sexto concelho das Comédias do Minho em 2016, palco para mais uma celebração de um novo entrudo minhoto, através de um auto popular, teatro para crianças e jovens, uma exposição, um documentário e jornadas de trabalho e paladar, regadas por alguns dos melhores vinhos do mundo.

A festa minhota começa também com a inauguração da exposição Mutantes e a apresentação pública da Programação 2016, com intervenções de Miguel Honrado, Presidente do Conselho de Administração TNDM II, Tiago Rodrigues, Diretor Artístico TNDM II, João Pedro Vaz, Diretor Artístico CdM, José Teixeira, Administrador da VentoMinho (Mecenas CdM) e Vítor Paulo Pereira, Presidente do Município de Paredes de Coura e da Direção CdM.



publicado por Carlos Gomes às 18:17
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RIO DE MOURO FESTEJA O CARNAVAL



publicado por Carlos Gomes às 13:37
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MARTA CHASQUEIRA APRESENTA TOUR "IDENTIDADE F"

Marta Chasqueira apresenta tour "Identidade F" após o êxito da estreia no Auditório Fernando Lopes-Graça

No passado fim-de-semana o auditório Fernando Lopes-Graça em Almada esgotou por 2 vezes para acolher os espetáculos “Sola” e "Identidade F" da bailarina de Flamenco Marta Chasqueira.

Surgem manifestações como: “Marta Chasqueira: Um furação português que deixou Almada rendida ao Flamenco”.

Após a calorosa entrada em 2016 o espetáculo “Identidade F”, o qual junta o Fado Tradicional ao baile Flamenco contemporâneo segue a sua tour por Pombal (27 Fev), Sobral de Monte Agraço (5 Março) e Torres Vedras (30 Março).

O elenco Fadista de luxo é formado por Miguel Ramos, Joana Melo, Diana Vilarinho, entre outros, que com o toque próprio se fundem com o baile flamenco numa fusão única e envolvente.



publicado por Carlos Gomes às 10:21
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016
MUSEU BORDALO PINHEIRO PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE “O MODERNISMO E O FOLCLORE”



publicado por Carlos Gomes às 22:11
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MUSEU BORDALO PINHEIRO EM LISBOA MOSTRA A ALEGRIA E CORES DO MINHO

Viana do Castelo é um festival de cores e movimento, onde o folclore vianense é rei e, neste caso concreto, a festa maior da cidade: a Romaria d'Agonia.

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Para aguçar o apetite, mostramos um cartaz em exposição alusivo às Festas da Cidade de Viana do Castelo, em 1934.

Não espere por Agosto para entrar no espírito.

Visite o Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, e deixe-se contagiar pela linguagem modernista de Luís Filipe.

Vai ver que vale a pena!

O vianense João Alpuim Botelho, anterior diretor do Museu do Traje em Viana do Castelo, é atualmente o responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa.



publicado por Carlos Gomes às 20:11
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“WEB SUMMIT”: MAIOR EVENTO DE EMPREENDEDORISMO REALIZA-SE EM LISBOA

´Web Summit´ realiza-se em Lisboa, no mês de Novembro: CEO do maior evento de empreendedorismo e tecnologia da Europa visitou Startup Braga

Paddy Cosgrave, CEO da Web Summit, esteve hoje, dia 2 de Fevereiro, na Startup Braga, numa acção promovida pelas entidades dinamizadoras daquele que é o maior evento europeu para startups e que se irá realizar em Lisboa nos anos de 2016, 2017 e 2018.

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Criada em 2010, em Dublin, a Web Summit tornou-se rapidamente no maior evento de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa. Para a edição de 2016 espera-se que participem cerca de 40 mil pessoas estejam em Lisboa para participar na conferência.

Na ocasião, para além de conhecer as instalações, Paddy Cosgrave teve ainda a oportunidade de perceber mais detalhadamente o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelas empresas que estão ligadas ao universo da Startup Braga.

Segundo Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, esta é uma oportunidade para as empresas se darem a conhecer a um representante de uma das principais organizações mundiais na área do empreendedorismo. “O Web Summit é um palco onde todos desejem estar e o facto de se realizar em Lisboa funciona como factor de motivação extra para os empreendedores que estão aqui a trabalhar e que dispõem de uma fantástica ocasião para dar a conhecer os seus produtos”, referiu.

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De acordo com Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, a visita de Paddy Cosgrave, realizada com vários meses de antecedência da realização da Web Summit, permite às empresas poderem tirar o maior proveito possível da conferência que vai colocar Portugal no mapa do empreendedorismo a nível global. “Braga é um dos grandes motores do empreendedorismo no país e a Web Summit vai-nos permitir mostrar a nossa tecnologia e dar visibilidade às nossas empresas”, afirmou, sublinhando ainda que a Startup Braga está disponível para acolher eventos de preparação para a Web Summit.

Já Paddy Cosgrave mostrou-se ´impressionado´ com o ecossistema das startups em Braga. “Este é um local magnífico para as empresas crescerem e é um excelente exemplo de um trabalho de muita qualidade desenvolvido fora de Lisboa. O Web Summit irá certamente mostrar uma diferente faceta de Portugal, ligada às componentes da tecnologia e do empreendedorismo, que através dos media terá impacto internacional. Esse é, entre outros, um dos maiores benefícios da realização do evento no país”, disse.

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publicado por Carlos Gomes às 19:39
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PARTIDO “OS VERDES” LEVA AO PARLAMENTO DEBATE SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA

Princípio da não privatização da água em discussão no Parlamento por iniciativa dos Verdes

Por iniciativa dos Verdes, que agendou para discussão o seu Projeto de Lei 15/XIII/1, o Parlamento discute na próxima sexta-feira, dia 5 de fevereiro, o tema da privatização da água. A iniciativa legislativa do PEV visa a proibição da entrega a entidades privadas das atividades de captação, tratamento e distribuição de água para consumo público, e das atividades de recolha, tratamento e rejeição de águas residuais, estabelecendo-se o princípio da não privatização da água.

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Na passada legislatura, o Governo PSD/CDS avançou com uma reestruturação do setor da água que visou a fusão de sistemas, o aumento generalizado das tarifas e o afastamento da dimensão interventiva das autarquias e avançou-se com a privatização da EGF, uma empresa lucrativa da holding Águas de Portugal. A própria privatização da Águas de Portugal não foi posta de parte pelo anterior Governo e a porta ficou aberta para quem no futuro o pretender fazer.

Face à importância que tem este recurso essencial à vida, importa garantir que a privatização do setor da água não fica ao sabor das vontades de cada Governo, mas sim assumir a não privatização deste setor como um compromisso nacional e é essa a proposta de Os Verdes por via Projeto de Lei 15/XIII/1 apresentado – estabelecer o princípio da não privatização da água na legislação portuguesa, por forma a salvaguardar os direitos das gerações presentes e também das futuras.

O Projeto de Lei de Os Verdes será discutido na Assembleia da República na próxima sexta-feira, dia 5 de fevereiro, a partir das 10.00h.



publicado por Carlos Gomes às 18:31
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2016
CHINESES EM LISBOA FESTEJAM ANO NOVO CHINÊS

A comunidade chinesa radicada em Portugal celebrou anteontem em Lisboa a chegada do Novo Ano Chinês. De acordo com o Zodíaco Chinês, este será o ano do macaco. Com muitos séculos de existência, inúmeros mitos e tradições associadas, esta é considerada a mais importante festividade do seu calendário lunar, celebrando a Festa da Primavera.

O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

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Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

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A sua integração na sociedade portuguesa tem constituído um sucesso assinalável a que não é certamente alheia o conhecimento mútuo resultante de um convívio secular entre portugueses e chineses. Aliás, registe-se a forma fluente com que muitos chineses já comunicam na língua de Luís de Camões, o poeta que segundo a lenda terá escrito “Os Lusíadas” na famosa gruta de Patane, em Macau.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 23:09
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MINHOTOS JUNTAM-SE EM LISBOA A TOCAR CONCERTINA

Centenas de minhotos afluíram ontem ao salão de festas do Vale Fundão para assistir e participar num grande encontro de tocadores de concertina, numa iniciativa organizada pela Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, em Lisboa.

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O Salão de Festas de Vale Fundão, situado na freguesia de Marvila, foi pequeno para acolher o numeroso público que ali acorreu. Mas, ao som das alegres rapsódias do nosso folclore, os tocadores de concertina mostraram o seu talento e como se canta ao desafio.

A festa foi minhota e com tal, reuniu tocadores oriundos das mais diversas localidades do Minho, a maior parte dos quais a residir em Lisboa. E, à boa maneira minhota, as nossas gentes divertiram-se e conviveram ao toque da concertina.

Fotos: Bruno Gonçalves

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publicado por Carlos Gomes às 22:25
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TELMO PIRES APRESENTA O SEU DISCO NO MUSEU DO FADO


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publicado por Carlos Gomes às 21:10
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MURAL SONORO É PROJETO RAPORTUGAL 1986-1999

O Projecto «RAPortugal 1986 - 1999» candidato em 2015 aos apoios pontuais da Direcção Geral das Artes (DGArtes) pela Associação Mural Sonoro esteve entre os mais bem avaliados e foi seleccionado mesmo nos últimos dias do ano para apoiar em 2016. Da equipa central fazem parte Soraia Simões (Direcção de Investigação e Coordenação Geral), Carlos Gomes (Direcção de Produção e Direcção Artística) e Makkas (Rapper, ex integrante do grupo Black Company, Direcção Musical e Direcção Pedagógica).

Entre as suas parcerias, o projecto conta com a do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, da Transibéria, mas também, entre outros, com as da Câmara de Almada, do Festival Temps D'Images e da Associação Moinho da Juventude. Trata-se de um projecto de criação e investigação que incide sobre a prática do rap e o impacto da cultura hip-hop no período descrito na sociedade portuguesa, com 3 eixos de intervenção e apresentação finais. Será apresentado no próximo ano.

O projecto RAPortugal 1986 - 1999 é simultaneamente um projecto de investigação, de documentação, de formação, de intervenção social e de criação artística. Alicerça-se no estudo e investigação sobre o primeiro período bem definido da história do RAP em Portugal, entre 1986 e 1999, da iniciativa de Soraia Simões na sequência do trabalho que tem vindo a desenvolver no projecto Mural Sonoro e desde Fevereiro de 2015 no âmbito da sua integração como investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

O projecto concretiza-se em várias frentes, destacamos as principais:

Um e-book.  Que relacionará testemunhos de sujeitos desta história em Portugal com a história social e cultural do país, devidamente contextualizado como parte integrante do património musical, sonoro e cultural português e dos movimentos sociais que transformaram a sociedade portuguesa (coorden. textos e de investigação: Soraia Simões).

- O registo audiovisual dos testemunhos. Peça fundamental da comunicação do projecto, a disponibilizar como registo sonoro através do Europeana Sounds e do Mural Sonoro e na sua versão vídeo no site da Transiberia (coords: Soraia Simões, Makkas. Realização Doc final: Carlos Gomes)

- Um workshop. Para um grupo de 12 jovens entre os 15 e os 20 anos.

Terminará com uma apresentação pública de resultados. A selecção será feita a partir de carta de motivação e/ou envio de registo sonoro, sendo o único critério de selecção os materiais apresentados. Makkas, um dos percursores da prática, profundamente conhecedor das suas fontes primárias, das suas influências, das suas causas, das suas ânsias, das suas técnicas e das suas diversas expressões artísticas, será o orientador, com o apoio de Soraia Simões, Carlos Gomes e outros convidados.

- Um ciclo de debates (coorden. Soraia Simões). Estes debates, procurarão dar a conhecer a música que se fez na época e o contexto social e político em que a mesma eclodiu. Congregarão intervenientes de várias áreas disciplinares no campo das ciências sociais e humanas e protagonistas directos deste expressivo movimento, no período abordado.

- A edição de um CD/colectânea que reunirá os principais protagonistas que fizeram parte da primeira colectânea, neste domínio, editada em Portugal no ano 1994 (Direcção de Prod: Carlos Gomes).

- Um concerto. A partir da reunião do grupo Black Company.

 Soraia Simões, é presidente de Direcção da Associação Mural Sonoro, projecto de arquivo e documentação musical, e investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Mestranda em História Contemporânea, a desenvolver a dissertação "Que há-de ser de nós?: o percurso musical de Ivan Lins entre o Brasil e Portugal de 1981 a 1993". É pós-graduada em Estudos de Música Popular pelo Departamento de Ciências Musicais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e autora do livro Passado-Presente. Uma Viagem ao Universo de Paulo de Carvalho (public. Chiado Editora, Outubro de 2012). Recebeu o Prémio Megafone/Sociedade Portuguesa de Autores em 2014.

É a consultora musical do projecto que faz parte dos conteúdos especiais da RTP «Extrema-Esquerda: Porque não Fizemos a Revolução?» estreado no 25 de Novembro de 2015 e Coordenadora geral e de investigação no projecto «RAPortugal: 1986 - 1999» (projecto financiado pela Direcção Geral das Artes).


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publicado por Carlos Gomes às 21:05
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PARTIDO PAN PEDE QUADRO LEGISLATIVO MAIS ESTÁVEL PARA AS JUNTAS DE FREGUESIA

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza, acaba de dar entrada de um Projeto de Lei que pede uma melhoria das condições de trabalho e de retribuição dos presidentes das Juntas de Freguesia e vogais.

A experiência tem demonstrado que o aumento da complexidade das atribuições das juntas de freguesia, bem como o aumento da exigência que recai sobre os membros do órgão executivo, nomeadamente pela transferência para as juntas de freguesia de atribuições dos Municípios, colocam em causa a capacidade de gestão e autonomia, essenciais numa entidade tão próxima dos cidadãos como a junta de freguesia.

O PAN considera que ainda muito há a fazer a nível local. Nesse sentido, a presente iniciativa tem como intuito contribuir para uma melhoria do modo de funcionamento das juntas de freguesia, criando condições mais estáveis aos seus membros, para que possam exercer o seu mandato e cumprir, sem quaisquer condicionalismos, com as atribuições do órgão que representam.

A exigência colocada hoje sobre os autarcas, quer do ponto de vista da proximidade, quer do ponto de vista do volume e dimensão das atribuições e responsabilidades não é compatível com o atual regime de permanência, previsto no artigo 27.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro.

É necessário criar um regime que permita aos eleitos o exercício pleno de funções, contribuindo para uma maior aproximação do poder local aos cidadãos por se permitir, em mais situações, o exercício a tempo inteiro de funções pelo Presidente da Junta (que em grande parte dos casos apenas se fazia em tempo parcial), bem como de outros membros do executivo, dependendo da dimensão da freguesia em causa.

“Tal solução reforçará os princípios da proximidade e da participação dos cidadãos na vida política, bem como permitirá uma maior responsabilização do titular do cargo que passa a exercer as suas funções a tempo inteiro”, recorda o Deputado do PAN André Silva.



publicado por Carlos Gomes às 18:54
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PARTIDO “OS VERDES” QUER ALTERAR CÓDIGO DA PUBLICIDADE PARA PROTEGER CRIANÇAS E JOVENS

Verdes querem alteração ao Código da Publicidade com vista a regular publicidade a produtos alimentares

Os Verdes entregaram no Parlamento um Projeto de Lei que visa regular a publicidade a produtos alimentares, dirigida a crianças e jovens, alterando o Código da Publicidade.

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Vários estudos assinalam o crescimento da obesidade infantil, pré-adolescente e adolescente para números chocantes. Sabe-se, também, que a alimentação e a aprendizagem alimentar das crianças é determinante na saúde e na prevenção da obesidade.

Para o PEV, é inegável o papel cada vez mais preponderante que os meios de multimédia (televisão e internet) desempenham enquanto transmissores de informação e de conteúdos às crianças e jovens, com um poder e eficácia na influência de comportamentos, sendo que os spots e filmes publicitários que apelam ao consumo de alimentos pobres em nutrientes e muito ricos em gordura, açúcar, sal e aditivos químicos, constituem parte de um problema mais vasto que é o da falta de educação para uma alimentação saudável.

O reconhecimento, por um lado, de que os hábitos alimentares errados constituem parte destacada no deflagrar de doenças como a obesidade na infância e juventude e, por outro, que a publicidade dirigida a crianças e jovens visando produtos alimentares leva muitas vezes a práticas alimentares erradas, justificaram que o PEV apresentasse em 2006 um Projeto de Lei que abordava esta questão.

Hoje, dez anos depois, as mesmas razões continuam válidas, o que significa que pouco se adiantou nesta matéria. No decurso destes 10 anos os Verdes reapresentaram a referida iniciativa legislativa. Na passada legislatura os projetos apresentados sobre esta matéria geraram um debate mais aprofundado, mas acabaram por caducar não chegando ao seu termo. Assim sendo, o PEV reapresenta o seu Projeto de Lei e manifesta o seu empenhamento para que deste processo legislativo resulte legislação que proteja as nossas crianças e jovens da desinformação e das influências que geram péssimos comportamentos alimentares.

O Projeto de Lei de Os Verdes será discutido na Assembleia da República na próxima sexta-feira, dia 5 de fevereiro, a partir das 10.00h.



publicado por Carlos Gomes às 18:16
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PARTIDO PAN PROVE DEBATE SOBRE APLICAÇÃO DO RENDIMENTO BÁSICO INCONDICIONAL



publicado por Carlos Gomes às 17:56
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REI D. CARLOS FOI ASSASSINADO HÁ 108 ANOS

Passa hoje precisamente 108 anos sobre a data em que o Rei D. Carlos e o Príncipe real D. Luís Filipe foram assassinados no Terreiro do Paço. O atentado fazia parte de um plano mais vasto executado pela Carbonária destinado a derrubar o regime político. Mas a inconfidência de um dos conspiradores, o golpe foi abortado, levando à captura de perto de mais de uma centena de revoltosos, naquilo que ficou conhecido como o “Golpe do Elevador da Biblioteca”. O golpe viria a ser concretizado, com êxito, dois anos mais tarde, em 5 de outubro de 1910.

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Nascido em Lisboa, no Palácio da Ajuda, a 28 de setembro de 1863, o Rei D. Carlos I foi o pioneiro da Oceanografia em Portugal. Ele é, pois, a agulha que norteia todos quantos se dedicam ao estudo e investigação na área das ciências do mar.

A História dos povos não é obra do acaso. Portugal, nação de marinheiros, quatro séculos decorridos das grandes navegações quinhentistas, regressa de novo ao mar, desta feita partindo à descoberta das profundezas do oceano. E, tal como no passado, jamais os portugueses poderiam ter outro timoneiro que não fosse o seu próprio Rei!

Desde 1889 até ao seu falecimento, D. Carlos I foi Rei de Portugal. Foi também diplomata, pintor, aguarelista e desportista. Mas é, sobretudo, como homem de ciência que emerge em toda a sua grandeza. A ele deve Portugal o grande contributo para o lançamento das bases da oceanografia portuguesa ao impulsionar de forma sistemática o estudo e investigação científica do mar.

O Rei D. Carlos I era um espírito atento e aberto às ideias do tempo e às realizações da ciência. Acolhia sempre com grande interesse as novidades do progresso, vendo nelas as vantagens que proporcionavam para o quotidiano. Com o aparecimento da luz elétrica, fez planos para a eletrificação da iluminação pública das ruas de Lisboa e procedeu à sua instalação no Palácio das Necessidades.

Como português, sentiu naturalmente o apelo do mar que se transformou numa verdadeira paixão. O seu interesse pela oceanografia herdou-o provavelmente de seu pai, o Rei D. Luís I que também foi um importante patrocinador de diversos projetos científicos nesta área. Porém, as profundas transformações sociais que então o país registava, deverão ter sido decisivas para a sua entrega empenhada à investigação do mar.

Mas, também como pintor, D. Carlos I encontra-se entre os maiores vultos do seu tempo no que se refere à pintura naturalista. Porém, não cultivou a arte pela arte. Antes a colocou ao serviço da ciência. As suas aguarelas representam objetos realistas num cenário natural, documentando o que via procurando retratar a natureza com a maior exatidão possível, descrevendo na tela as cores e a luminosidade. É isso que explica o fato dos seus diários e relatórios serem simultaneamente obras de arte repletas de aguarelas e despertarem idêntico interesse também entre os estudiosos e apreciadores de arte.

A partir da segunda metade do século XIX, Portugal recuperava de um certo atraso económico devido às guerras liberais e à Patuleia. Os governos de Fontes Pereira de Melo imprimiram ao país um período de grande desenvolvimento, industrialização e fomento de obras públicas. A população quase duplicou, passando a concentrar-se sobretudo nas grandes cidades. Havia, pois, que providenciar o acesso a novos recursos alimentares para uma população cada vez mais numerosa. E, uma vez mais, qual viveiro aparentemente inesgotável, o mar apresentava-se como o nosso desígnio.

Mas não era apenas o fomento das pescas que movia o Rei D. Carlos I. O conhecimento do mar podia fornecer respostas para inúmeras preocupações de ordem científica que então interessavam os investigadores. As questões relacionadas com a origem da vida e a evolução das espécies, a existência provável de vida e de fosseis vivos nas profundidades abissais, as relações entre os fosseis de animais invertebrados e a fauna então existente encontram-se entre as preocupações que então despertavam o interesse dos cientistas na Europa e nos Estados Unidos da América.

Havia ainda mais: o estudo do oceano poderia proporcionar um conhecimento mais exato da agitação marítima e outros aspetos relacionados com as condições do mar, de modo a possibilitar uma navegação mais segura e o salvamento de náufragos.

A visão do Rei D. Carlos I não podia ser mais acertada e atual. O mar não é somente um viveiro de recursos piscícolas como guarda ainda no seu ventre enormes riquezas, matérias-primas e fontes de energia que fazem falta aos países mais industrializados. Não admira, pois, que decorrido pouco mais de um século desde a realização das campanhas oceanográficas dirigidas por D. Carlos I, os portugueses se façam uma vez mais ao mar, desta feita para desvendar os segredos da Plataforma Continental e, das suas entranhas, resgatar as imensas riquezas que lá se escondem.

Durante milhares de anos, o mar era apenas encarado como um espaço onde se desenvolviam as rotas comerciais e um palco onde se travavam grandiosas batalhas navais com vista a proteger os navios mercantes e assegurar o seu domínio. Apesar do enorme avanço das ciências náuticas, sobretudo à época dos Descobrimentos Portugueses, o mar continuava a ser um completo desconhecido.

Carlos I patrocinou, organizou e dirigiu então a realização de campanhas oceanográficas, nas quais ele próprio participou. Desse trabalho de investigação procurou tirar o melhor partido do desenvolvimento técnico e científico que já então se verificava no domínio da oceanografia.

Ao iniciar a publicação dos resultados preliminares do seu primeiro cruzeiro, o Rei D. Carlos I deixou as seguintes e elucidativas palavras: «As numerosas investigações oceanographicas, que as nações estrangeiras têem realizado n’estes últimos annos, com tão profícuos resultados, a importancia que esta ordem de estudos tem para a industria da pesca, uma das principaes do nosso paiz, e a excepcional variedade de condições bathymetricas, que apresenta o mar que banha as nossas costas, sugeriram-nos no anno findo a idéa de explorar scientificamente o nosso mar, e o dar a conhecer, por meio de um estudo regular, não só a fauna do nosso plan’alto continental, mas também a dos abysmos, que, exemplo quasi unico na Europa, se encontram em certos pontos, a poucas milhas da costa.»

Entre 1896 e 1907, D. Carlos I reuniu à sua volta uma equipa de cientistas que estudaram a fauna marinha na costa portuguesa. Sob a sua sábia orientação, realizaram levantamentos hidrográficos que levaram ao reconhecimento de profundos vales submarinos próximo do Cabo Espichel. Efetuaram colheitas de plâncton. Realizaram ensaios com flutuadores para o estudo das correntes de superfície e procederam ao inventário metódico de aves e espécies piscícolas.

Os estudos efetuados abrangeram domínios tão diversos como a hidrografia e o estudo das correntes oceânicas, colheita de sedimentos e medição de temperaturas, a captura de espécies marinhas e ornitológicas. Analisaram-se as correntes e a topografia dos fundos oceânicos.

O objetivo principal era o conhecimento exaustivo da fauna marítima, especialmente aquela que apresentava maior valor económico para a pesca. Esperava-se também, por via do estudo das espécies, desenvolver métodos mais eficazes de captura do pescado.

Uma vez que não era viável instalar todos os aparelhos a bordo com vista ao tratamento das espécies recolhidas e de outras amostras, D. Carlos I criou em Cascais o Laboratório de Biologia Marítima, devidamente equipado com aquários e dotado de água corrente do mar, para apoio às suas pesquisas.

À medida que o trabalho se desenvolvia e os meios navais disponíveis se tornavam mais limitados, D. Carlos I promovia a substituição do próprio iate por outro que, possuindo maiores dimensões, dispusesse de capacidade para ser utilizado nas missões. Os investigadores puderam, desse modo, contar sucessivamente com a utilização de quatro navios aos quais foi sempre atribuído o nome da sua própria esposa, a Rainha D. Amélia de Orleães e Bragança.

Como sábio que era, o Rei D. Carlos I tinha a plena consciência da necessidade de dotar a investigação científica dos meios necessários ao seu desenvolvimento, sem os quais o país não poderia alcançar os resultados esperados.

Entre 1896 e 1907, realizaram-se 12 campanhas oceanográficas a bordo dos iates “Amélia”. Fizeram-se ensaios com flutuadores para o estudo das correntes de superfície. Efetuaram-se colheitas de plâncton. Inventariou-se a fauna e alguns dos biótipos mais característicos da Baía de Cascais, das zonas lodosas da costa, da foz do rio Tejo e dos vales submarinos do Cabo Espichel. Estudou-se os problemas relacionados com a pesca do atum no Algarve. Promoveu-se o inventário e a classificação das espécies que povoam os mares portugueses.

Em resultado das suas pesquisas, D. Carlos I reuniu uma coleção zoológica de incalculável valor histórico e científico que tem vindo a servir de base à realização de diversos estudos, nomeadamente sobre peixes e crustáceos. As suas mostras marcaram presença em muitos salões internacionais, com os exemplares mais curiosos e raros da nossa fauna marinha. De novo, os cientistas e marinheiros portugueses deslumbraram o mundo com as suas descobertas!

A sua coleção inclui também os instrumentos utilizados nas suas campanhas oceanográficas, numerosas aguarelas de sua autoria e vasta documentação e bibliografia relacionada com a atividade científica que empreendeu.

O Rei D. Carlos I guardava este precioso acervo no Palácio das Necessidades. Tencionava aí criar um Museu Oceanográfico cuja grandiosidade seguramente em nada ficaria a dever ao Museu Oceanográfico do Mónaco, criado pelo Príncipe Alberto I, com quem partilhou o interesse pela oceanografia.

Mas os tempos eram já conturbados e nem sempre as ambições políticas levam em consideração o interesse nacional. Nesses anos longínquos do início do século XX, enquanto o Rei D. Carlos I trabalhava com afinco para dotar o país de meios científicos que permitissem suprir as dificuldades, a situação política deteriorava-se. E, com ela, o país mergulhava numa grave crise económica.

Procurando retirar o país da situação em que se encontrava, o Rei acabaria por ser atingido no fogo cruzado do ódio e lutas partidárias. O regicídio veio interromper de forma abrupta a obra que D. Carlos I vinha realizando.

Após a sua morte, as coleções que o soberano reuniu ficaram à guarda da Liga Naval Portuguesa que, no Museu de Marinha, criou a Secção Oceanográfica D. Carlos I. Encontrava-se então instalado no Palácio do Calhariz, em Lisboa, pertencente aos Duques de Palmela.

Em 1929, foi extinta a Liga Naval Portuguesa e as coleções transitaram para o Museu Condes de Castro Guimarães, em Cascais. E, só em 1935, foram doadas ao Aquário Vasco da Gama-Estação de Biologia Marítima. Na mesma altura, foi também oferecida ao Aquário Vasco da Gama a Biblioteca Científica do Rei D. Carlos I.

Pelo caminho, muitos foram os exemplares e outras peças de elevado interesse que se perderam ou se degradaram. Deveu-se este atribulado percurso à instabilidade vivida em Portugal nas primeiras décadas do século XX. Apesar de tudo, chegou até aos nossos dias um legado de incalculável valor histórico e científico, estreitamente ligado ao nascimento da moderna oceanografia em Portugal.

Carlos I deixou-nos também obra publicada cujo mérito científico é unanimemente reconhecido. São exemplo:

“Yacht Amélia. Campanha oceanográfica de 1896”, publicado em 1897;

“Pescas marítimas, I - A pesca do atum no Algarve em 1898. Resultados das Investigações scientificas feitas a bordo do yacht “Amélia” e sob a direcção de D. Carlos de Bragança”, publicado em 1899;

Ichthyologia. II - Esqualos obtidos nas costas de Portugal durante as campanhas de 1896 a 1903. Resultados das Investigações scientificas feitas a bordo do yacht “Amélia” e sob a direcção de D. Carlos de Bragança, publicado em 1904.

Para além do seu exemplo pioneiro e dos estudos que nos legou, D. Carlos I deixou-nos ainda as ferramentas com que se prosseguiram os trabalhos de investigação por si iniciados. Foi a bordo do iate “Amélia”, entretanto rebatizado com o nome “5 de Outubro”, que a partir de 1913, foram retomados os cruzeiros oceanográficos com vista à realização de estudos no âmbito da cartografia e dos sedimentos. E, em 1923, sob a orientação técnica do Dr. Magalhães Ramalho, da Estação de Biologia Marítima de Lisboa, efetuou-se o reconhecimento geral e sistemático das condições oceanográficas ao largo da costa de Portugal.

Por fim, o Rei D. Carlos I legou-nos a perceção da pluridisciplinaridade e interdisciplinaridade das ciências e técnicas do mar. E, acima de tudo, uma enorme paixão pelo mar!

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