Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Quinta-feira, 31 de Outubro de 2019
TOMARENSES CONFRATERNIZAM EM LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 17:48
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METROPOLITANO DE LISBOA ASSOCIA-SE AO ANO INTERNACIONAL DA TABELA PERIÓDICA

Celebrações dos 150 anos da tabela periódica | 31 Outubro 2019 | O efeito luminescente

No âmbito do Ano Internacional da Tabela Periódica, assim designado pela UNESCO, o Metropolitano de Lisboa iniciou, no passado mês de março, um ciclo de várias iniciativas, que se prolongam ao longo de 2019, em parceria com o Departamento de Engenharia Química e do Núcleo de Estudantes de Engenharia Química, do Instituto Superior Técnico. Estas dinâmicas visam promover a tabela periódica junto dos clientes do Metropolitano de Lisboa e público em geral.

Realiza-se hoje, dia 31 de outubro, às 17h00 na estação Alameda da linha Vermelha, a nona ação proposta pelo Departamento de Engenharia Química do IST, dedicada aos elementos luminescentes. Esta atividade pretende dar a conhecer os elementos luminescentes que encontramos na tabela periódica, elementos estes que têm a propriedade de emitir luz após um estímulo de luz ou de uma reação química.

Os clientes poderão observar:

  • a reação de quimiluminescência com emissão de luz de várias cores;
  • os compostos que brilham sobre a lâmpada de Ultra-violeta (fluorescência);
  • os documentos e papel moeda sob a lâmpada UV;
  • e escrever com luz (fosforescência) e objetos que emitem luz.

Podem ainda responder a um breve questionário para testar os seus conhecimentos sobre os elementos da tabela periódica. Serão distribuídos crachás, pulseiras luminosas e folhetos informativos relacionados com o tema. Estará igualmente disponível na estação Alameda um Photobooth, para quem quiser tirar uma foto e partilhar nas redes sociais.

A última ação deste ciclo, no âmbito das comemorações dos 150 anos da Tabela Periódica, está prevista para a estação Cais do Sodré com a formação de uma tabela Periódica humana:

  • 20 de novembro “O último elemento” (estação Cais do Sodré)

O Metropolitano de Lisboa reafirma o seu esforço no sentido de continuar a promover a mobilidade sustentável numa ótica de plena acessibilidade, seguindo os melhores padrões de qualidade, segurança e eficácia económica, social e ambiental, através da aposta em novas formas de fidelização e de captação de novos clientes.


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publicado por Carlos Gomes às 10:19
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Domingo, 27 de Outubro de 2019
PROGRAMA DE GOVERNO ACOLHE PRIORIDADES IDENTIFICADAS PELO PAN
  • Encerramento ou reconversão das centrais termoelétricas a carvão do Pego até 2021 e Sines até 2023
  • Aumento do ordenado mínimo nacional
  • Elevar a idade mínima para espetáculos tauromáquicos
  • Fim do plástico de uso único até ao final do ano
  • Maior investimento na prevenção e nos cuidados de saúde primária
  • Recuperação de um modelo de gestão democrática nas escolas e ensino inclusivo, diverso e flexível

Programa com omissões significativas como o combate à corrupção; reforço dos meios afetos à PJ e MP; monitorização da aplicação da lei de bases de habitação, reforma dos sistema eleitoral e poder local e proteção animal.

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O programa do Governo tem alguns pontos que se cruzam com o programa do PAN, Pessoas – Animais – Natureza, o que significa que existe convergência para fazer avançar algumas matérias relevantes para o país, no entanto, existem lacunas significativas em áreas chave.

O programa apresentado inclui algumas das principais reivindicações do PAN nomeadamente, o encerramento ou reconversão das centrais termoelétricas a carvão do Pego até 2021 e Sines até 2023; o aumento do ordenado mínimo nacional, que o PAN considera que ainda assim deve ir além do valor proposto pelo Governo, pelo que tudo fará para até ao final desta legislatura atingirmos o valor de € 800,00, sem prejuízo da necessidade de ouvir as pequenas e médias empresas e negociar essa progressão em sede de concertação social. Congratula-se o Governo por ter tornado consequente a medida proposta pelo PAN no seu programa eleitoral de “Elevar a idade mínima para espetáculos tauromáquicos” indo ao encontro das recomendações do Comité dos Direitos das Criança da ONU que instou Portugal a afastar as crianças e jovens da violência da tauromaquia. A inclusão do fim do plástico de uso único até ao final do ano, antecipando em um ano a aplicação da diretiva europeia, o que significa deixar de utilizar plásticos, como por exemplo pratos, copos ou talheres de plástico, palhinhas ou cotonetes, foi outra das medidas propostas pelo PAN tal como o abandono da reforma do sistema eleitoral, nos moldes propostos pelo PS. O PAN reporta como positivo o compromisso do Governo de manter a CRESAP, mas entende que fica a faltar ainda garantir a sua verdadeira autonomia e um papel mais preponderante no recrutamento.

Na educação o programa de Governo manifesta abertura para a recuperação de um modelo de gestão democrática nas escolas, à educação inclusiva no ensino superior, a tornar o ensino superior mais diverso e flexível, permitindo às instituições de ensino superior definirem outros critérios de acesso e contempla a redução da dimensão dos quadros de zona pedagógica proposta pelo PAN. Na saúde existe a promessa de um maior investimento na prevenção e nos cuidados de saúde primários prioridades identificadas pelo PAN.

Mas apesar de se reconhecer como positiva esta aproximação ainda há um caminho importante a fazer, designadamente em matérias fundamentais como o combate à corrupção; o reforço dos meios afetos à PJ e MP; continua a ser necessária uma real monitorização da aplicação da lei de bases de habitação e do arrendamento acessível com vista a acompanhar as efetivas necessidades das famílias, dos estudantes, dos jovens, dos idosos e das pessoas em situação de sem abrigo, assumindo, efetivamente, a habitação como o 1º direito.

Em matéria de proteção animal o programa do Governo continua aquém do que é necessário fazer, para além da abolição da tauromaquia, é necessário conferir uma maior proteção aos animais, seja através da alteração do Código Penal, alargando o crime de maus tratos e abandono a outros animais para além dos animais de companhia, seja na redução do IVA aplicável à prestação dos serviços médico-veterinários (para a taxa reduzida) e  da aquisição de produtos destinados à alimentação (para a taxa intermédia).

O combate ao tráfico de seres humanos e à violência doméstica faz-se também com mais e melhores respostas de equipamentos de emergência e de transição que ainda não estão assegurados. São necessários incentivos concretos à produção energética nas comunidades, nos condomínios, nas casas próprias. Falta um compromisso do Governo para pressionar Espanha para encerrar a central Nuclear de Almaraz. Em matéria de conservação da natureza é necessário reconhecer as 61 Zonas Especiais de Conservação conforme Diretiva Europeias e acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia, o que não verificamos no programa de Governo. Na educação e saúde há que caminhar para a valorização de todos os profissionais, garantindo as condições de trabalho e a resposta às necessidades efetivas permanentes.

“Continuaremos a trabalhar no sentido de fazer avançar estas e outras propostas e de contribuir para a estabilidade governativa. A discussão do Orçamento do Estado será um momento importante para fazer avançar várias das propostas do PAN que permanecem sem resposta por parte do Governo”, conclui Inês de Sousa Real, Deputada do PAN.



publicado por Carlos Gomes às 16:17
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Sábado, 26 de Outubro de 2019
CASA DO CONCELHO DE TOMAR JUNTA TOMARENSES EM LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 15:54
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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
PAN QUER PORTUGAL A SEGUIR O EXEMPLO ESPANHOL E A RESTRINGIR A COLHEITA MECANIZADA DE AZEITONAS
  • Espanha determina suspensão da colheita mecanizada de azeitonas, entre o pôr-do-sol e o amanhecer até ao dia 1 de maio de 2019
  • É necessária uma avaliação independente do impacto ambiental que esta atividade exerce sobre a avifauna
  • Em resposta a pergunta do PAN o Governo comprometeu-se com realização de estudo e regulamentação da atividade que ainda não avançaram
  • PAN apresenta requerimento ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural que quer medida vinculativa em Portugal

Em Espanha, por intermédio da Junta da Andaluzia, a Consejeria de Agricultura, Ganaderia, Pesca de Desarrollo Sostenible publicou a 15 de Outubro de 2019, com base no princípio da prevenção, uma decisão vinculativa  onde determina a suspensão da colheita mecanizada de azeitonas, entre o pôr-do-sol e o amanhecer até ao dia 1 de Maio de 2019, até que  seja elaborada uma avaliação independente do impacto ambiental que esta atividade exerce sobre a avifauna.

Em pergunta parlamentar n.º 1001/XIII/4ª, o PAN, Pessoas-Animais-Natureza, questionou o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural relativamente às ações que pretendia adotar para a prevenção e minimização do impacto desta atividade. Como resposta, em fevereiro de 2019, o MAFDR informou que através do ICNF, “determinou a realização de um estudo e o acompanhamento desta situação, para avaliar potenciais impactes associados a esta prática de colheita” e que o estudo irá identificar a eventual necessidade de regulamentar a atividade “com vista a minorar o impacto desta prática na biodiversidade”.

No entanto, com o aproximar da nova época da colheita de azeitona, não foi divulgado o estudo nem foi regulamentada a atividade o que resultará, certamente em impactos negativos na biodiversidade, tal como aconteceu na época passada.

O PAN avançou agora para um requerimento ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural que quer a suspensão da colheita mecanizada de azeitonas, na época de 2019/2020, entre o pôr-do-sol e o amanhecer, com base no princípio da prevenção.

A reconversão do método de cultivo tradicional dos olivais para intensivo e superintensivo alterou o método de colheita da azeitona, sendo que para otimizar a produção tem vindo a ser adotada, neste tipo de olivais, a colheita mecanizada em modo contínuo, ou seja, durante todo o dia e noite.

Tanto na Andaluzia como no Sul de Portugal, foram detetados casos de grande mortalidade na população de aves migratórias no decorrer da atividade das últimas colheitas noturnas de azeitona em olivais intensivos e superintensivos.

Segundo declarações do presidente do ICNF à comunicação social, através de ações de fiscalização efetuadas a 25 cargas de azeitonas colhidas em 75 hectares, verificou-se a mortalidade de 480 aves, representando uma média de 6,4 aves mortas por hectare. Extrapolando-se este valor para os 15 mil hectares de olival intensivo existentes, esta atividade representa a morte de 96 mil aves migratórias anualmente.



publicado por Carlos Gomes às 11:04
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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019
METRO DE LISBOA ASSINALA ANO INTERNACIONAL DA TABELA PERIÓDICA

Metropolitano de Lisboa associa-se ao Ano Internacional da Tabela Periódica. Celebrações dos 150 anos da tabela periódica | 17 outubro 2019

No âmbito do Ano Internacional da Tabela Periódica, assim designado pela UNESCO, o Metropolitano de Lisboa, desde o passado mês de março, tem apoiado um ciclo de várias iniciativas, que se irão estender até ao final do ano, em parceria com o Departamento de Engenharia Química e do Núcleo de Estudantes de Engenharia Química, do Instituto Superior Técnico.

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Estas dinâmicas visam promover a tabela periódica junto dos clientes do Metropolitano de Lisboa e do público em geral. Nesse âmbito, amanhã, dia 17 de outubro, realiza-se a oitava ação proposta pelo Departamento de Engenharia Química do IST, desta vez sob o tema “elemento Nitrogénio ”.

Quem passar pela estação Alameda da Linha Vermelha às 17 horas do dia 17 de outubro, poderá, através de várias atividades, conhecer melhor o elemento nitrogénio, onde o encontrar e as suas aplicações, nomeadamente na preparação de gelado.

Os clientes serão convidados a provar gelado preparado no momento. O nitrogénio líquido tem uma temperatura muito baixa, congelando rapidamente o iogurte e leite condensado usado na preparação do gelado.Com a subida da temperatura formam-se espontaneamente vapores de azoto que se evaporam completamente antes de ser servido.

Os clientes serão também convidados a “participar” num jogo de futebol e outras experiências com nitrogénio líquido. Podem ainda responder a um breve questionário que irá testar de uma forma leve e divertida os seus conhecimentos sobre os elementos da tabela periódica, ou escrever o seu nome utilizando os elementos químicos

Estará igualmente disponível na estação Alameda um Photobooth, para quem quiser tirar uma foto e partilhar nas redes sociais.

Serão distribuídos brindes e folhetos informativos relacionados com o tema.

Ainda no âmbito das comemorações dos 150 anos da Tabela Periódica, estão previstas mais atividades nas estações de metro, a ter lugar nos seguintes dias:

ü  31 de outubro “Os luminescentes” (estação Alameda)

ü  20 de novembro “O último elemento” (estação Cais do Sodré)

O Metropolitano de Lisboa reafirma o seu esforço no sentido de continuar a promover a mobilidade sustentável numa ótica de plena acessibilidade, seguindo os melhores padrões de qualidade, segurança e eficácia económica, social e ambiental, através da aposta em novas formas de fidelização e de captação de novos clientes.


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publicado por Carlos Gomes às 15:57
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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2019
METRO CELEBRA DIA MUNDIAL DO ANIMAL COM VÁRIAS ATIVIDADES NA ESTAÇÃO JARDIM ZOOLÓGICO

Ação pretende sensibilizar os indivíduos para a importância dos animais no meio ambiente

O Metropolitano de Lisboa associa-se ao Pavilhão do Conhecimento para assinalar o Dia Mundial do Animal, que se assinala hoje, dia 4 de outubro, promovendo uma ação com o objetivo de sensibilizar as pessoas para a importância dos animais no meio ambiente.

Esta sexta-feira, entre as 16h30 e as 18h, o átrio sul da estação de metro Jardim Zoológico (acesso à estação dos comboios) estará repleta de atividades propostas pelo Pavilhão do Conhecimento.

As atividades, gratuitas, são dirigidas a todos os clientes que tenham curiosidade em saber mais sobre o mundo animal e a sua envolvência com o meio ambiente. Estarão presentes na estação três promotores a interagir com as pessoas presentes, convidando-as realizar pequenas experiências ou partilhando conhecimentos relacionados com os animais e o meio ambiente, de acordo com as seguintes rúbricas:

  • Quem se alimenta do quê? (Selecção do alimento)

As adaptações dos bicos dos tentilhões são dos temas mais abordados na evolução. Venha competir pelo seu alimento! Será que consegue sobreviver?

  • Estou bem escondido?

Na Natureza, presas e predadores estão sempre dependentes uns dos outros. Mas será que as pequenas variações de cor ou tamanho, por exemplo, causam diferenças na população a longo prazo? Será que ajudam a camuflar?

  • Pelucia Diversus

O Homem tem por hábito catalogar e classificar tudo o que o rodeia. Vamos descobrir a importância na Taxonomia no Reino Animal e ver como o podemos fazer com os nossos peluches e perceber a hierarquia que vem desde o tempo de Lineu.

  • Minhocas na cabeça

Minhoca ou lagarta, quem é quem? Chegou o momento de conhecer melhor as minhocas e o seu estilo de vida, curiosidades e importância no meio ambiente. Para tal, serão feitas diversas observações e experiências que permitirão identificá-las e descobrir como reagem à luz, se têm pernas, olhos ou até nariz!

Esta iniciativa de sensibilização insere-se no projeto “Dinamização das estações”, através do qual o Metropolitano de Lisboa tem vindo a desenvolver ações diversificadas de cariz cultural, ou de responsabilidade social, com a preocupação de estabelecer uma maior proximidade com os seus clientes, mas também ajudar a divulgar o património cultural e recreativo existente.



publicado por Carlos Gomes às 10:12
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Quinta-feira, 3 de Outubro de 2019
O QUE DISSE ANDRÉ SILVA, DEPUTADO DO PAN, NO JANTAR DE CAMPANHA DESTA NOITE?

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Amanhã encerra-se um ciclo político que para o PAN foi o da afirmação. No domingo iniciaremos o período da consolidação.

Não querendo trazer para o PAN maiores virtudes do que aquelas que podemos efetivamente reclamar, posso hoje afirmar de consciência tranquila que cumprimos e superámos aquilo a que nos comprometemos com os portugueses e as portuguesas há 4 anos: dar voz aos que nunca eram ouvidos, trazer visibilidade a preocupações sociais que eram menosprezadas ou ridicularizadas, expor os interesses de algumas indústrias fortemente apoiadas pelos partidos incumbentes, colocar o ambiente no centro do debate político e social.

Mas acima de tudo a difícil entrada do PAN no parlamento veio confirmar que todos podemos fazer a diferença! Seja qual for a nossa condição à nascença, nacionalidade, religião, género, orientação sexual, condição económica ou orientação ideológica, todos podemos contribuir para a concretização de sonhos que nos dizem ser impossíveis!

Para o PAN não há aspirações impossíveis, estamos no sistema político-partidário para procurar soluções para os velhos problemas e para os desafios do século XXI. Não temos as respostas todas e ainda temos muito por onde crescer e evoluir, mas catapultámos para o centro do debate social, político e económico, o potencial de concretizarmos, enquanto sociedade, uma transição para um futuro sustentável e justo.

Com apenas um deputado e um minuto para falar, tivemos, nos últimos quatro anos, a nossa acção política profundamente limitada. Mas tal não nos impediu, muito pelo contrário, de honrar o compromisso que assumimos com as pessoas: o de trabalhar todos os dias com rigor e sempre na procura de consensos que se traduzissem em melhorias para o país. Foi, de resto, essa postura construtiva que permitiu colocar intérpretes de LGP nas urgências dos hospitais, regular a publicidade de alimentos para crianças, contratar mais nutricionistas e psicólogos para o SNS, a distribuição de fruta no pré-escolar público, o fim do uso de louça descartável de plástico, a implementação da tara recuperável para garrafas de plástico, a interdição do abate de animais de companhia como meio de controlo populacional ou o fim da utilização de animais selvagens nos circos.

Mas está quase tudo por fazer. Fizemos o que nos deixaram. Fizemos o que pudemos com a força que tínhamos.

O programa que apresentamos a estas eleições legislativas reflete, justamente, a magnitude do desafio que temos pela frente mas também a confiança necessária para o encarar. Mas, mais importante, aponta um caminho que, podendo não ser o mais popular nem o mais desejado, é o necessário.

É um documento que tem em vista o ano de 2030, data apontada pelos cientistas climáticos como o ponto de não retorno.

Um programa que não se esgota na emergência climática e que prioriza a dignidade do ser humano e as respostas que se exigem à sua realização e autodeterminação; um programa que faz uma aposta firme no empoderamento das pessoas através da Educação e da Cultura enquanto ferramentas centrais na construção de uma sociedade mais empática e consciente; que dignifica e protege todos, do indivíduo aos ecossistemas, com políticas responsáveis para a sustentabilidade, a acessibilidade e de justiça intergeracional em áreas tão importantes como a Saúde, a Habitação, o Emprego ou a Justiça.

Este é um programa realista, que rasga a indiferença e não cede ao imediatismo.

Os partidos incumbentes não têm sido capazes de ler o momento em que vivemos e mostram-se incapazes para oferecer as respostas aos desafios do nosso tempo.

O problema não se resume, como todos nos querem fazer acreditar, em ser-se de esquerda ou de direita, o problema é não ter soluções e respostas eficientes para os reais problemas da sociedade do século XXI.

Vejamos como a ideologia se traduz em políticas insuficientes, e castra a evolução por não permitir alcançar as melhores respostas para um determinado problema num dado momento. Aquilo que ontem se afigurava como uma solução, hoje pode deixar de sê-lo, porque a sociedade está em constante mutação e o grande desafio da política é acompanhar o seu ritmo. A ideologia desilude por não acompanhar uma sociedade em permanente movimento.

Portugal poderia estar mais à frente não fosse a força do travão do conservadorismo ideológico de PSD, CDS e PCP.

[CDS] Imagine-se, o CDS, um partido presidido por uma mulher que defende a condenação das mulheres que decidem interromper a gravidez por entenderem não ter condições de a suportar, no âmbito do direito que têm sobre o seu corpo e a direcção da sua vida. O CDS é um partido que assim ataca e humilha as mulheres do nosso país.

É o mesmo partido que nega ver reconhecidos direitos humanos fundamentais a pessoas com identidade de género ou orientação sexual que não encaixam nos seus critérios marialvas. Para quem tanto enfatiza a família, querem proibi-la, negando e violando direitos elementares. Isto sim, é um insidioso ataque às pessoas e aos valores de uma sociedade do século XXI. O CDS é um dos partidos mais perigosos e extremistas, ao representar a homofobia, a transfobia e o incitamento ao ódio, através de uma linguagem carregada de intolerância.

O CDS parou no tempo, naquele tempo em que infligir sofrimento era um exercício de afirmação e uma demostração de virilidade. Aliás, a líder do CDS compara a tourada a um bailado. A nossa sorte é o CDS não ter parado no tempo em que os homens eram atirados aos leões.

A violência das políticas do CDS entrou inclusivamente dentro da casa das pessoas. A lei das rendas, em bom rigor a liberalização dos despejos, ainda hoje continua a afectar muitas pessoas em especial as mais idosas e as menos favorecidas. A Drª Assunção Cristas diz que põe as pessoas no centro das preocupações, mas acaba por metê-las no meio da rua. E é o PAN que não defende as pessoas…

[PSD] Lei das rendas que, recorde-se, foi aprovada num governo do PSD.

Um partido conhecido por ter no seu hino a palavra liberdade é o mesmo partido que hoje em dia quer criminalizar os jornalistas por exercerem a sua profissão.

O PAN, aquele partido que é frequentemente acusado de não saber do que fala, ao ver Rui Rio a querer matar o mensageiro, dá por si a pensar: será que vão dizer de Rui Rio o que dizem do PAN?

Isto é: ou não sabe do que fala ou não sabe o que é a democracia. É que não há democracia sem jornalismo. E o que defende Rui Rio é um feroz ataque a um dos pilares essenciais do jornalismo que é o direito a preservar o anonimato da fonte. Rui Rio prefere assim atirar no mensageiro em vez de resolver o problema que a mensagem traz: a corrupção sistémica.

Mas se a visão de liberdade do PSD é questionável, o seu conceito de seriedade é verdadeiramente fantasmagórico. E neste campeonato até consegue fazer a dobradinha: todos se lembram ainda das presenças fantasma atingindo inclusive o secretário geral do PSD, mais conhecido entre nós, ambientalistas, pelo vendedor do Tua, e agora, em plena campanha eleitoral, o país é contemplado com um caso que fere profundamente a credibilidade da casa da democracia, a Assembleia da República, o episódio da falsificação das assinaturas, conhecido por assinaturas fantasma.

Assistimos a mais um pontapé na democracia e é com este tipo de comportamentos que os cidadãos se afastam dos partidos e da política.

Se houvessem sondagens sobre a intenção dos partidos em enganar os portugueses, certamente que o PSD estaria numa melhor posição do que aquela em que se encontra. Vejamos mais um exemplo: um partido que apregoa frescura e juventude na política, tanto que, ineditamente, o seu candidato a primeiro ministro nem é cabeça de lista para priorizar um jovem, depois mostra pelo seu programa que não tem respostas para as principais preocupações dos mais jovens.

Basta constatar a total falta de visão do PSD em matéria de combate às alterações climáticas: um deserto. Alguém que diga ao Dr. Rui Rio que o principal desafio das nossas vidas não se resolve a mudar a caldeira.

[PCP] Mas se Rui Rio ainda muda caldeira, o PCP não muda nada. Em matéria ambiental é uma verdadeira desilusão. O PCP, tal como Trump, não reconhece valor ao Acordo de Paris.

Mas reconhece valor ao regime chinês, essa democracia de partido único, onde não existe liberdade de imprensa ou religiosa, que viola diariamente os direitos humanos fundamentais, sobejamente conhecido por caçar opositores políticos.

Felizmente o PCP não caça opositores políticos, mas apoia o baronato da caça, matilheiros, monteiros, criadeiros e demais agressores da vida animal.

E dou por mim a pensar que o PCP parece o irmão gémeo do CDS de quem foi separado à nascença…e o PAN é que tem problemas com a ideologia.

[BE] E por falar em ideologia, há quem diga, como Catarina Martins, que não se ser de esquerda nem de direita, isso não existe. E o PAN olha para o Bloco e conclui que o que existe é acumular ser-se de esquerda e de direita, não tivesse o Bloco suportado a política económica de Mário Centeno, o governante mais popular no eleitorado da direita e que até Rui Rio gostaria de ter como ministro. 

Assim, imagino que será fácil para o partido socialista levar o Bloco de Esquerda para o governo, um partido tão ideologicamente marcado à esquerda mas com ginástica suficiente para correr na pista da direita.

[PS] Já o PAN não precisa de se auto catalogar à esquerda ou à direita para saber o que quer e o que não quer. O nosso caminho é firme na rejeição das desigualdades e injustiças sociais, do esgotamento dos ecossistemas, e do utilitarismo das outras formas de vida.

O PAN nunca aceitará viabilizar um governo do partido socialista que quer explorar petróleo no nosso país, um governo que assine contratos para a construção de aeroportos antes de fazer avaliações de impacto ambiental; um governo que não compense aqueles que trabalham à noite ou por turnos; que continue a não apresentar medidas sérias de combate à corrupção; um partido que tem vergonha da agricultura biológica e que em matéria de Saúde continua a não ter políticas de prevenção da doença em detrimento das indústrias da saúde.

[Fecho. Agradecimentos]

Companheiras e companheiros, resta-nos pouco mais de 24 horas de uma campanha que se revelou intensa e desafiante mas também recompensadora. Uma campanha que quisemos fazer diferente, sem alimentar casos, pessoais ou judiciais, dando visibilidade a problemas ou a projectos que merecem ser divulgados.

É o culminar de uma legislatura e de meses de imenso trabalho que, à parte de nos convidar a melhorar no futuro, só nos pode orgulhar no presente. Mesmo sem os meios técnicos e humanos dos outros partidos, não deixámos de percorrer o país e o que vimos e sentimos foi de tal modo impactante que só podemos estar optimistas para o futuro.

Quero, a este tempo, manifestar o meu enorme agradecimento a todos os que se envolveram nesta campanha e que têm dedicado, quantas vezes com sacrifício pessoal, o seu tempo ao nosso movimento.

Muito, muito obrigado! E quero também agradecer aos nossos filiados e simpatizantes, cuja participação é cada vez mais reveladora da vitalidade do nosso partido. Todos e cada um de vocês, aqui e em todo o país, foram determinantes para que chegássemos aqui hoje com reais possibilidades de ver a nossa posição reforçada no sistema democrático português.

Quero, pois, apelar, para que não permitam, nem por uma vez, nem mesmo por um segundo, que as críticas que nos fazem vos façam desacreditar das vossas motivações e da nobreza da nossa luta.

Não contamos com a simpatia de tantos sectores influentes da sociedade, fomos o partido que mais sofreu campanhas de bullying e desinformação mediática sobre as nossas propostas, mas no domingo vamos mostrar que contamos com aquilo que realmente importa em política: a confiança das eleitoras e dos eleitores. Quando todos, da esquerda à direita, batem no PAN, é bom sinal, é sinal que estamos a fazer algo de positivo.

E no domingo queremos uma vez mais ser a surpresa das eleições e fazer história em Portugal, a história da transição e da mudança de paradigma na forma como nos relacionamos com os outros e com o planeta.

 “Ainda vamos a tempo!”. VIVA O PAN!



publicado por Carlos Gomes às 21:38
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