Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores
Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2020
SATISFAÇÃO DOS CLIENTES DO METRO AUMENTA EM 2019

Clientes estão mais satisfeitos e recomendam o Metro

Segundo um estudo realizado em outubro de 2019, tendo em vista a melhoria da qualidade do serviço prestado, os clientes do Metropolitano de Lisboa aumentaram o índice de satisfação e recomendação.

O atual resultado do estudo do Índice de Satisfação do Cliente (ISC) realizado ao Metropolitano de Lisboa foi de 7,35 contra 7,11 do estudo de 2018, numa escala de 0 a 10 pontos.

O estudo demonstra uma evolução positiva de 2,51%  face à média dos últimos seis estudos anteriores (7,17) e de 3,38% face ao período homólogo.

As linhas Verde e Azul são as que têm os clientes mais satisfeitos. Verificou-se, igualmente, um aumento da satisfação nos clientes da hora de ponta da manhã.  

Todas estas componentes de serviço sofreram um aumento significativo de pontuação relativamente a 2018, à exceção da segurança:

Informação disponibilizada - 7.70 pontos

Acessibilidade - 7.55 pontos

Conforto - 7.27 pontos

Apoio ao cliente - 7.26 pontos

Tempo -  7.13 pontos

Oferta de serviço -  7.10 pontos

Segurança -  7.02 pontos

lealdade apresenta uma pontuação de 8.67 pontos. Com a classificação de 7.38 pontos posiciona-se a expectativa de qualidade que também revela um aumento significativo relativamente  a 2018. 

Com 6.99 pontos encontra-se a imagem que os clientes têm acerca do Metro, quando questionados sobre se o serviço está próximo daquilo que consideram o ideal. Também a forma como o Metropolitano de Lisboa se preocupa com os seus clientes é pontuada por estes com 7.08 pontos.

As sugestões de melhoria diminuíram em 2019, face ao aumento da qualidade do serviço prestado. 29% dos clientes fazem sugestões de melhoria. Destas sugestões de melhoria 52% das mesmas são relativas a comboios.

No Top 5 de sugestões de melhoria, encontra-se a maior frequência de comboios e redução dos tempos de espera, com 21% e 20% respetivamente. Em terceiro lugar classifica-se, com 16%, a necessidade de uma maior vigilância nas estações, e a redução de avarias posiciona-se em 4º lugar, com uma percentagem de apenas 11%. Em último lugar, e com 9%, encontra-se a sugestão de melhor funcionamento das escadas mecânicas. 

Os clientes estão, assim, satisfeitos com a maioria dos atributos avaliados, são leais ao Metropolitano de Lisboa, continuam a querer utilizar este operador de transporte e recomendam-no.

Dados adicionais sobre o ISC:

Realização dos inquéritos: 30 de Setembro a 27 de Outubro de 2019;

Clientes do Metropolitano de Lisboa, de ambos os sexos com 15 ou mais anos;

Amostra: 4105 entrevistas efetivas;

Os clientes foram selecionados de modo aleatório, sendo abordados nas zonas de átrio, corredores e cais;

Os inquéritos decorreram em dias de semana e ao fim de semana;

49% dos clientes entrevistados são clientes frequentes (11 ou mais por semana),  30% são clientes regulares (5 a 10 viagens por semana) e 21% são clientes ocasionais

49% dos clientes entrevistados utilizam o Lisboa Viva com o passe Navegante, 4% utiliza o Viva Viagem carregado com o Bilhete Simples, 24 horas ou Zapping e 2%  utiliza outros títulos de transporte.

 Estudo realizado pela A.C. Nielson Portugal


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publicado por Carlos Gomes às 13:05
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Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020
PAN APRESENTA 233 MEDIDAS DE MELHORIA DA PROPOSTA DE ORÇAMENTO DO ESTADO 2020

O Grupo Parlamentar do Pan (Pessoas-Animais-Natureza) deu entrada desde 13 de janeiro a 233 propostas de alteração à versão de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo para 2020 (OE 2020). O prazo para a entrega de propostas de alteração termina hoje às 18h00, seguindo-se a discussão e a votação na Especialidades das propostas apresentadas, até 6 de fevereiro, dia em que tem lugar o no debate final na especialidade em sessão plenária o encerramento e a votação global final.

O PAN apresentou desde o início do processo de discussão da proposta de OE 2020 uma atitude construtiva, dialogante e responsável. Proposta esta que desde logo considerámos estar longe ser o melhor orçamento para o País, por não dar resposta, no nosso entender a necessidades que entendemos ser fundamentais para a boa qualidade da vida das pessoas”, afirma a líder parlamentar do PAN, Inês de Sousa Real.

De entre as várias medidas apresentadas, tendo sempre em mente a importância de terem um impacto responsável nas contas públicas, ou seja, procurando obter receitas por via da taxação de atividades poluentes ou com cariz ambientalmente perverso de modo a promover o alívio da carga fiscal sobre o trabalho, destacam-se, nomeadamente:

- nas áreas do Ambiente e Energia: a eliminação da isenção do ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) em setores como os transportes aéreo e marítimo; e a introdução de uma taxa de carbono sobre a produção pecuária, representando um impacto positivo na receita da ordem dos 200 milhões de euros. O encaixe desta receita permitirá uma revisão dos escalões do IRS, como propõe o PAN. Foram feitas também propostas com vista à promoção da eficiência energética, nomeadamente de fixação de um nível mínimo de certificação energética para os estabelecimentos turísticos;

- na área da Habitação, destacamos de entre outras proposta de eliminação dos vistos ‘gold’;

- na área da justiça, apresentámos um pacote de alterações com vista ao reforço dos meios, como sejam com vista à valorização dos profissionais, melhoria das condições de trabalho, garantia do acesso à justiça (mediante a alteração, por exemplo, do regime de taxas) e ao combate à corrupção;

- no campo da Administração Interna, propomos um conjunto de medidas que, a serem acolhidas, representará um investimento na ordem dos 100 milhões de euros, as quais incluem reforço dos meios das forças de segurança, incluindo da Polícia Judiciária;

- na área social e proteção de direitos, avançámos com várias medidas com vista a aumentar os apoios a vítimas de violência doméstica e a combater o tráfico de seres humanos;

- na área da saúde, foram várias as medidas propostas com vista, por exemplo, à promoção de uma maior aposta no investimento na prevenção e na saúde mental, na valorização das carreiras dos profissionais de saúde, mas também medidas na área do foro oncológico, como seja, a implementação de uma licença para pais com reforçar os direitos dos pais com filhos menores com doença oncológica ou deficiência, que seria gozada por ambos, com financiamento a 100%;

- no campo da educação e da inclusão, foram propostas medidas concernentes à promoção da empregabilidade das pessoas portadoras de deficiência; criação da figura do orçamento participativo escolar, entre outras;

- em matéria de bem-estar animal, foram feitas propostas relativas à utilização de animais no circo e de alterações às taxas de IVA da alimentação para animais e cuidados médico-veterinários.

Para consultar a listagem de propostas de alteração, por área, consultar:

https://drive.google.com/open?id=1SYV-0xleuyGgKwW3sL2SUx66UlQ3BI6a



publicado por Carlos Gomes às 20:01
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INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO ALERTA PARA O PERIGO QUE OS IS INCÊNDIOS PODEM RESULTAR PARA A QUALIDADE DA ÁGUA EM LISBOA

Investigação da Universidade de Aveiro: Incêndios podem afetar qualidade da água em Lisboa

A qualidade de uma das maiores fontes de abastecimento de água da Área Metropolitana de Lisboa pode estar seriamente comprometida. O alerta é de uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro (UA) que aponta como culpados os incêndios que, em 2017, devastaram boa parte da bacia hidrográfica do rio Zêzere e cujas águas alimentam a barragem de Castelo de Bode. 

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As investigadoras Diana Vieira e Marta Basso

 

No verão desse ano, cerca de 30 por cento da bacia hidrográfica do rio Zêzere que alimenta a barragem de Castelo de Bode, e cuja água mata a sede a milhões de habitantes de Lisboa e arredores, foi devastada por vários incêndios, elevando assim o risco de degradação da qualidade da água por causa da rápida e descontrolada erosão dos terrenos e consequente incorporação nas águas de sedimentos e nutrientes destas áreas ardidas.

“O aumento da concentração de sedimentos e nutrientes poderá levar ao chamado algae bloom, que corresponde a uma rápida acumulação de algas na barragem, processo vulgarmente denominado de eutrofização”, aponta Diana Vieira, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), uma das unidades de investigação da UA.

O alerta das cientistas do CESAM Diana Vieira e Marta Basso tem como base o trabalho de simulação hidrológica realizado em colaboração com Tiago Ramos e Marcos Mateus, ambos da Universidade de Lisboa. Este trabalho de previsão da qualidade da água, da erosão pluvial e do comportamento das águas subterrâneas teve como base a simulação hidrológica da bacia hidrográfica com a ferramenta SWAT (Soil Water Assessment Tool) para os quatro anos que seguiram o incêndio (2018-2021).

“As simulações demonstraram um aumento substancial na resposta hidrológica e erosiva, assim como um aumento na concentração de nutrientes, representando um potencial risco de eutrofização, deficiência de oxigénio e redução da biodiversidade”, diz Diana Vieira.

Normalmente, explica Diana Vieira, “estes impactos só se sentem nos custos de tratamento de água, que pode aumentar, ou em episódios de interrupção de distribuição”. Mas ao nível dos habitats aquáticos “esses impactos também podem ser verificados especialmente em peixes e comunidades de invertebrados”.

Para minorar os danos da qualidade da água dos lisboetas, aconselha a investigadora, “podem ser aplicados tratamentos de mitigação dos efeitos dos incêndios em áreas da bacia hidrográfica que sejam mais sensíveis à erosão do solo”. Esses tratamentos “podem ser executados com técnicas testadas e aplicadas em todo o mundo, inclusive em Portugal, como a aplicação do mulching”, que consiste na distribuição pelos solos consumidos pelo fogo de uma camada de restos florestais triturados de forma a diminuir a erosão.



publicado por Carlos Gomes às 13:34
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PORTO DE LISBOA MAIS VERDE

O Terminal Multiusos do Poço do Bispo, concessionado ao Grupo ETE, ficou mais sustentável com toda a iluminação substituída para LED

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O Porto de Lisboa começou o ano mais sustentável e ecoeficiente, de acordo com os desafios da agenda ambientar de Lisboa Capital Verde 2020.  Isso deve-se ao facto do Terminal Multiusos do Poço do Bispo (TMPB), concessionado ao GRUPO ETE, ter beneficiado de um investimento de 25.000 € para substituição de toda a sua iluminação para LEDs.

Uma iniciativa do Grupo ETE que resultou na substituição de 28 unidades lâmpadas LED, processo que se realizou em 2019.

Esta iniciativa do Grupo ETE, que o Porto de Lisboa assinala, vai ter um impacto positivo na poupança de energia do terminal, estimado em 7.500 €/ano e redução das emissões de 13 426 kg CO2/ano.

Tão importante como este ganho de eficiência energética e ambiental, o TMPB beneficiou igualmente do aumento da visibilidade nas operações portuárias noturnas, muito frequentes, e das melhorias de segurança do cais e pessoas que nele habitualmente trabalham.

Recorde-se que o Grupo ETE, para promoção da sustentabilidade do sector e em garantir uma maior aproximação e conciliação com o espaço urbano em redor, tem vindo a pôr em prática outras medidas como esta, com a preocupação em dar resposta clara e eficaz aos desafios ambientais que envolvem, diariamente, a sua atividade.

Sobre o TMPB – Terminal Multiusos do Poço do Bispo, Porto de Lisboa

Operado pela ETE - Empresa de Tráfego e Estiva, SA

Terminal Multiusos para carga geral, contentores, granéis sólidos e líquidos

Movimentação: 750 mil tons/ano

420 m cais acostável

25.000 m2 terrapleno e 10.000 m2 armazenagem coberta

Duas gruas com capacidade até 64 toneladas e acesso ferroviário



publicado por Carlos Gomes às 11:41
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020
PAN PEDE DEMISSÃO DO PRESIDENTE DA AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE

REAÇÃO DO PAN À DECLARAÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL FAVORÁVEL CONDICIONADA AO PROJETO DE CONSTRUÇÃO DO AEROPORTO DO MONTIJO

No seguimento do anúncio de parecer favorável condicionado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao Aeroporto Complementar do Montijo, o PAN considera que o atual Conselho Diretivo da APA não tem condições para continuar no exercício de funções, razão pela qual pede a demissão do presidente e da Direção.

A decisão da APA confirma aquilo para o qual o PAN tem há muito vindo a alertar: que não existe em Portugal uma entidade verdadeiramente independente capaz de assegurar a salvaguarda dos valores ambientais. Na verdade, a APA tem funcionado como a ‘lavandaria da imagem dos sucessivos governos’ e uma ‘debulhadora’ dos ecossistemas e dos valores naturais.

De resto, esta decisão só pode mesmo surpreender quem já não se lembra do facto do memorando entre o Governo e a ANA ter sido assinado sem estar concluído o Estudo de Impacte Ambiental ou quem considere normal que o Governo, perante as evidências científicas que dão conta da subida do nível do mar, opte por construir um aeroporto em pleno estuário do Tejo.

É justamente por discordar da opção do Governo e por ter fundadas reservas sobre as conclusões que possibilitaram a Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada, que o PAN dará entrada de duas iniciativas legislativas. Pretendemos, deste modo, apresentar uma iniciativa, tendente a alterar o diploma que estabelece o Regime Jurídico de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), para que sejam revistas as condições em que os procedimentos de AIA são apreciados - por exemplo, não faz sentido para o PAN que sejam os proponentes dos próprios projetos a desenvolver os Estudos de Impacte Ambiental.  O PAN quer ver ainda revistos os atuais critérios de nomeação e de exercício de mandatos de altos cargos públicos, de forma a que, entre outros aspetos, fiquem devidamente ressalvados o exercício transparente e independente dos mandatos e a sua não perpetuação no tempo. O PAN contrariará também qualquer norma inscrita na proposta de Orçamento do Estado de 2020 que se destine à viabilização deste projeto.



publicado por Carlos Gomes às 20:22
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Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2020
PAN PEDE ESCLARECIMENTOS SOBRE MORTE DE ANIMAIS NO SADO

Um mês depois de terem iniciado as dragagens no rio Sado, o Grupo Parlamentar do PAN – Pessoas – Animais – Natureza endereçou um Requerimento ao Governo para solicitar os resultados da monitorização a que o processo está obrigado. O pedido surge também na sequência de nos últimos dias terem sido denunciados por associações locais diversas mortes de animais no rio Sado.

Em causa estão a morte de cetáceos (golfinhos) e aves, entre as quais gaivotas, estas encontradas numa área muito próxima da restinga, local onde estão a ser depositados os sedimentos provenientes das dragagens. No seguimento desses acontecimentos, o PAN questionou também o Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que tutela a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), sobre as circunstâncias da morte destes animais, os números exatos de animais mortos, quem os recolheu e se estão a ser analisadas as verdadeiras causas destas ocorrências.

Para além destas situações, o PAN tem sido alertado por diversas associações ambientalistas para a alteração na coloração da água do rio, que poderá ser consequência do aumento de sedimentos em suspensão, os quais poderão afetar grandemente a qualidade da água do rio. Recorde-se que o rio Sado foi exposto durante décadas a emissões de poluentes provenientes das diversas atividades industriais pesadas localizadas junto ao estuário e da agricultura, os quais podem estar presentes nos sedimentos que até às dragagens se encontravam depositados no fundo do rio e que agora poderão voltar à cadeia alimentar através do consumo pelas espécies marinhas com impactos no ecossistema e na saúde pública.

Importa indagar se APA tem de facto acompanhado as dragagens e se têm sido feitas ações de fiscalização para garantir a implementação das medidas de mitigação. É fundamental que sejam públicos os resultados, por exemplo, da monitorização da qualidade da água e dos contaminantes nos sedimentos”, afirma Cristina Rodrigues, deputada do grupo parlamentar do PAN.

Do ICNF, o PAN pretende também saber se entre os cetáceos encontrados sem vida se encontram golfinhos-roazes pertencentes à comunidade residente do Estuário do Sado, bem como que dados existem relativos ao arrojamento de cetáceos na região de Setúbal e Grândola e se existe a intenção concreta de se criar uma rede nacional que permita recolher e analisar estes números.

As dragagens integram-se no projeto de melhoria da acessibilidade da via marítima e aumentar a capacidade do porto para receber contentores da Administração do Porto de Setúbal e Sesimbra. Ao todo serão movimentados 6 500 000 m3 de areia, um número nove vezes superior à quantidade de sedimentos removida nas dragagens de manutenção que o canal sofreu regularmente entre 2010 e 2015, nas dragagens de manutenção. A operação coloca em elevado risco ambiental para o estuário do Sado e a proteção dos ecossistemas, uma vez que a localização das dragagens se encontra nas imediações da Reserva Natural do Estuário do Sado e do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, zonas protegidas pelas Diretivas Comunitárias Habitats e Aves.



publicado por Carlos Gomes às 10:14
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020
JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO JUNTA TOMARENSES EM LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 22:08
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Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2020
METRO RENOVA BANCOS DAS CARRUAGENS DE TODA A FROTA

O Metropolitano de Lisboa E.P.E., vai proceder à renovação dos interiores de toda a sua frota de material circulante, com a substituição gradual dos atuais bancos com forro de tecido, por outros bancos, semelhantes aos atuais, mas com novo revestimento.

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Coincidindo com “2020 - Lisboa Capital Verde da União Europeia”, os novos bancos serão revestidos com um produto que é de origem nacional, com custo inferior, mais fácil de manter e amigo do ambiente, a cortiça. O novo material dos assentos e costas, que vai substituir o atual tecido, é formado por um compósito de cortiça, sendo mais percetível a sua textura e a sua cor natural.

O Metro já disponibiliza, desde 2013, em seis carruagens, com cerca de 200 bancos de cortiça a título experimental.

A durabilidade prevista para os novos bancos com revestimento de cortiça é estimada em 15 anos, sendo maior do que a atual, com revestimento em tecido, garantindo melhores condições de utilização pelos clientes do Metropolitano de Lisboa.

Com os novos bancos, mais ergonómicos e resistentes, as carruagens do Metro vão receber este material natural, que é nacional e amigo do ambiente, cumprindo os requisitos de emissão de fumos e gases tóxicos, conferindo ao interior das carruagens um aspeto rejuvenescido e totalmente modernizado.

Os assentos e as costas dos bancos foram dimensionados para uma total resistência na sua utilização diária, sendo, pelas propriedades dos materiais escolhidos, de fácil limpeza.

A substituição de todas as carruagens da frota do Metropolitano de Lisboa vai ser realizada com recurso a meios internos da empresa, iniciando-se, agora, este projeto com a primeira unidade tripla, completamente renovada nas oficinas do Metropolitano de Lisboa.

A substituição de todas as carruagens da frota do Metropolitano de Lisboa vai prolongar-se por todo o ano de 2020, com duas novas unidades triplas a serem equipadas semanalmente com os novos bancos revestidos a cortiça.


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publicado por Carlos Gomes às 13:36
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Terça-feira, 7 de Janeiro de 2020
EURODEPUTADO DO PAN QUESTIONA COMISSÃO EUROPEIA SOBRE DRAGAGENS NO RIO SADO
  • Comissão Europeia questionada sobre violação da Diretiva das Aves 79/409, a Diretiva dos Habitats 92/43, o artigo 4º da Diretiva 2001/42/CE
  • Dragagens comprometem o estado de conservação da comunidade residente de golfinhos-roazes, cujo número de exemplares é dos mais baixos das últimas décadas
  • Projeto para o Porto de Setúbal contraria não só a política de conservação da natureza numa área classificada, mas também de combate às Alterações Climáticas
  • Rejeitada iniciativa legislativa do PAN pelo fim das dragagens na Assembleia da República

No seguimento das várias iniciavas desenvolvidas pelo PAN – Pessoas-Animais-Natureza – pelo fim das dragagens no rio Sado, o eurodeputado Francisco Guerreiro questionou a Comissão Europeia sobre a legalidade destas práticas.

Com vista a proceder a um aprofundamento das cotas de serviço dos canais e bacia de rotação, o Porto de Setúbal está a realizar dragagens nos bancos de areia do rio Sado. Contudo, a localização destas dragagens está na imediação da Reserva Natural do Estuário do Sado (Sítio Natura 2000) e do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha.

O Estudo de Impacte Ambiental realizado apontou alarmantes consequências para os biótopos aquáticos presentes e para as diferentes espécies (tais como os golfinhos-roazes) e denunciou, ainda, que existem lacunas técnicas de conhecimento quanto aos efeitos da obra no ecossistema. Não obstante, a Agência Portuguesa do Ambiente, na qualidade de Autoridade Nacional de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), emitiu um parecer favorável à obra.

As dragagens no Sado estão, no entanto, a ser fortemente contestadas por associações cívicas e de defesa do ambiente, operadores turísticos, representantes de atividades ligadas à pesca e de exploração de ostras, bem como pela população em geral.

Em Sines existe um porto alternativo (Atlântico de Sines), que tem capacidade para rececionar até 10 milhões de contentores/ano - potencial que não é explorado – e que não se encontra localizado numa zona protegida, o qual poderia constituir uma alternativa à alteração que se pretende operar no Porto de Setúbal

Não obstante, no passado dia 20 de dezembro de 2019, o Parlamento rejeitou a iniciativa do PAN que recomendava ao Governo a revogação da autorização concedida à Administração do Porto de Setúbal para avançar com as dragagens no Sado.

Nesse seguimento, o eurodeputado do PAN Francisco Guerreiro apresentou as seguintes questões sobre as dragagens no rio Sado à Comissão Europeia:

  • Dadas as evidências, concordará a Comissão que as dragagens causariam danos irreparáveis e incompensáveis no ecossistema?
  • Concordará que Portugal, ao realizar tal obra, estará a violar a Diretiva das Aves 79/409, a Diretiva dos Habitats 92/43, o artigo 4º da Diretiva 2001/42/CE e ameaçar o equilíbrio natural dos ecossistemas presentes?
  • Concordará que Portugal deve proibir as dragagens no rio Sado?

"O Parlamento e o Governo não têm coragem para terminar de vez com as Dragagens no Rio Sado. Portugal não pode afirmar-se na vanguarda no combate à Crise Climática quando se encontra a fomentar projetos que destroem um dos maiores sumidouros naturais do país. É imprescindível a manutenção e proteção destes habitats se querermos realmente ultrapassar a maior crise dos nossos tempos. A Comissão Europeia deve pronunciar-se sobre esta matéria", afirma Francisco Guerreiro, Eurodeputado do PAN.



publicado por Carlos Gomes às 14:02
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Sábado, 4 de Janeiro de 2020
METRO AMPLIA ESTAÇÃO DE ARROIOS

Consignação da empreitada de Arroios ocorrerá em janeiro. Prazo de execução da obra é de 18 meses

O Metropolitano de Lisboa rececionou no passado dia 30 de dezembro a Declaração de conformidade do Tribunal de Contas relativa à “Empreitada de Ampliação e Reformulação da estação de Arroios, da Linha Verde do Metropolitano de Lisboa, EPE”.

A próxima fase será a assinatura do auto de consignação, que se ocorrerá ainda no corrente mês. Trata-se de um procedimento que dará início formal à obra nos termos legais aplicáveis, estando previsto que as mesmas tenham uma duração de 18 meses, após a data da consignação.

O Metropolitano de Lisboa aprovou a 05 de setembro de 2019 a adjudicação do concurso limitado por prévia qualificação para a celebração do contrato de execução da empreitada de Ampliação e Reformulação da Estação Arroios, da Linha Verde do Metropolitano de Lisboa, E.P.E., cuja assinatura deste contrato ocorreu, decorridos os prazos legais e a tramitação subsequente, ainda no referido mês de setembro.

 A presente empreitada foi adjudicada ao Concorrente DOMINGOS DA SILVA TEIXEIRA, S.A. / EFACEC ENGENHARIA E SISTEMAS, S.A. / DTE INSTALAÇÕES ESPECIAIS S.A. / CARI CONSTRUTORES S.A. (DST/DTE/CARI/EFACEC – ARROIOS, ACE), pelo preço contratual de € 6.670.796,97 (seis milhões seiscentos e setenta mil setecentos e noventa e seis euros e noventa e sete cêntimos), acrescido de IVA à taxa legal em vigor.

Após a conclusão da fase de concurso, o procedimento foi remetido, no passado dia 08 de novembro de 2019, para visto prévio do Tribunal de Contas, cuja Declaração de Conformidade foi proferida em 27 de dezembro de 2019 e enviada ao Metropolitano de Lisboa no dia 30 desse mesmo mês.

Os trabalhos de reabilitação da estação Arroios visam ampliar o cais da estação de 70 para 105 metros de forma a receber composições de seis carruagens, à reformulação dos átrios, incluindo a reorganização dos espaços de apoio à exploração e a introdução de elevadores para acesso a pessoas de mobilidade condicionada, garantindo assim a prestação do serviço público de transporte, nas condições de exploração e segurança para, assim, melhorar a qualidade e a velocidade de serviço na sua rede, para benefício dos mais de 600 mil clientes que diariamente utilizam o Metro de Lisboa.

Recorde-se que a obra de remodelação e ampliação da estação Arroios da linha Verde do Metropolitano de Lisboa teve início em julho de 2017, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2019.

Por motivos de incumprimentos contratuais do Empreiteiro e tendo em conta, igualmente, o interesse público subjacente à execução dessa empreitada, o Metropolitano de Lisboa viu-se obrigado, em janeiro de 2019, a rescindir o contrato respetivo, tendo o novo concurso que já foi adjudicado e cuja consignação irá ser efetuada até final do corrente mês, sido lançado em fevereiro de 2019.

 O Metropolitano de Lisboa continuará a desenvolver todos os esforços no sentido de garantir a conclusão das obras de ampliação e remodelação da estação de Arroios no prazo previsto.


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publicado por Carlos Gomes às 16:01
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