Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Domingo, 4 de Fevereiro de 2018
LOURES FOI HOJE A CAPITAL DA GASTRONOMIA MINHOTA: CENTENAS DE PESSOAS AFLUÍRAM À CANTINA MUNICIPAL PARA DEGUSTAR O ARROZ DE SARRABULHO COM ROJÕES À MODA DE PONTE DE LIMA

O arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima e a alheira de galo fizeram hoje em Loures as delícias dos melhores apreciadores da cozinha tradicional minhota. Tratou-se de uma grandiosa jornada gastronómica levada a cabo pelo Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com a Confraria do Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima e alguns dos mais conceituados Restaurantes de Ponte de Lima – o Restaurante Casa de S. Sebastião, Fátima Amorim, Restaurante “Sonho do Capitão” e Solar do Taberneiro – sob a experiente batuta do Chefe Paulo Santos, da Casa de S. Sebastião, na freguesia limiana de S. Pedro de Arcos.

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O evento teve lugar no refeitório da Câmara Municipal de Loures e contou com a presença do Comendador Adelino Tito de Morais em representação da Confraria do Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima, do Presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, de autarcas do concelho de Loures em representação do Presidente da edilidade, Dr. Bernardino Soares e do Presidente da Confederação das Colectividades de Cultura, Desporto e Recreio, Dr. Augusto Flor.

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O repasto foi um manjar digno de deuses que surpreendeu muitos convivas que, pela primeira vez, tiveram oportunidade de apreciar o magnífico paladar da alheira de galo e do arroz de sarrabulho à moda de Ponte de Lima. Tudo isto bem regado com os magníficos vinhos verdes da região, desde os brancos até ao vinhão e demais tintos. E, como sobremesa, jamais poderia faltar o delicioso leite creme tão característico de Ponte de Lima.

Entre as várias organizações que aderiram ao evento e se renderam aos encantos da gastronomia da nossa região, contamos os membros da Confraria do Arinto de Bucelas, do Rancho Folclórico de Lousa e de outras instituições que estiveram bem representadas.

A registar ainda a participação de um número apreciável de sócios e dirigentes da Casa do Concelho de Ponte de Lima, incluindo o seu presidente da Direcção e a presidente da Assembleia Geral, curiosamente numa ocasião em que aquela instituição regionalista celebra 31 anos de existência com referência ao dia 2 de Fevereiro.

O Grupo Folclórico Verde Minho animou a festa, devidamente trajado e privilegiando os cantares típicos do concelho de Ponte de Lima.

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E, como não existe uma boa mesa sem cardápio, transcrevemos o texto que o mesmo apresenta:

“O porco foi desde sempre uma das principais fontes de rendimento do camponês. Relativamente fácil de alimentar, ele aproveita quase tudo do que sobra à mesa do lavrador juntamente com aquilo que o campo oferece. E, depois de abatido, era mantido na salgadeira durante o ano inteiro. Dava os enchidos que iam ao fumeiro, o toucinho que dava sabor ao caldo e, entre muitos outros aproveitamentos, o sangue que se juntava ao caldo de farinha de milho – as papas de sarrabulho. Não é sem motivo porque é no imaginário popular o porco frequentemente associado ao mealheiro!

Porém, sempre atentos aos requintes dos melhores paladares, os limianos passaram a confeccioná-lo com arroz e o resultado foi a criação de uma das mais ricas especialidades da cozinha tradicional minhota – um autêntico manjar próprio dos deuses! – o afamado Arroz de Sarrabulho com rojões à Moda de Ponte de Lima.

Exímios na arte da culinária, aos limianos devemos de igual modo mais uma rica especialidade da nossa gastronomia: a alheira de galo.

A sabedoria popular manifesta-se em todos os aspectos da vida humana a uma época em que tudo era feito de forma artesanal, portanto ainda sem a interferência das técnicas industriais e a padronização de hábitos, saberes e paladares. Ela jamais se limita às formas de trajar, cantar e dançar. É precisamente esse o entendimento do Grupo Folclórico Verde Minho e a razão pela qual decidiu realizar este evento com a finalidade de divulgar o que de melhor vai à mesa das gentes de Ponte de Lima.”

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publicado por Carlos Gomes às 20:08
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MINHOTOS EM LOURES TEMPERAM ARROZ DE SARRABULHO AO SOM DA CONCERTINA

Grupo Folclórico Verde Minho vai animar o convívio em torno do Almoço do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima que hoje se realiza no refeitório da Câmara Municipal de Loures. À volta da melhor gastronomia minhota não podia faltar a alegria contagiante do toque da concertina e das mais belas rapsódias do nosso folclore.

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Chegados ontem de Ponte de Lima, os exímios cozinheiros limianos já temperaram as carnes que hoje vão confeccionar a fim de serem degustadas por mais de duas centenas de convivas.

Daqui a instantes, o arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima e a alheira de galo vão fazer as delícias dos melhores apreciadores da cozinha tradicional minhota. Trata-se de uma jornada gastronómica levada a cabo pelo Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com os Restaurantes de Sarrabulho em Ponte de Lima.



publicado por Carlos Gomes às 02:13
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MINHOTOS EM LISBOA PARTICIPAM NA FESTA DA COMUNIDADE CHINESA QUE CELEBRA A ENTRADA DO ANO NOVO CHINÊS

Grupo Folclórico Verde Minho desfila em Lisboa no Cortejo do Ano Novo Chinês e sobe ao palco dos festejos no Largo do Martim Moniz. Em Julho, Comunidade Chinesa participa no FolkLoures’18

O Grupo Folclórico Verde Minho vai desfilar no cortejo alusivo às festas do Ano Novo Chinês que se realiza em Lisboa, a partir das 10h30 do próximo dia 10 de Fevereiro, desde a Alameda D. Afonso Henriques até ao Largo do Martim Moniz. Da parte de tarde, sobe ao palco dos festejos que vão ter lugar no Martim Moniz para exibir os trajes, as danças e cantares do Minho.

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O vermelho vai constituir a cor predominante quer nos trajes tradicionais chineses como ainda nos trajes à vianesa que os minhotos vão exibir em virtude de se tratar da cor  da fortuna, da alegria e da felicidade, sendo que a sua influência é tão forte na cultura chinesa que até as noivas costumam usar o vermelho.

As celebrações em Portugal do Ano Novo Chinês antecipam-se quase uma semana uma vez que, na realidade, o primeiro dia do calendário chinês recai este ano a 16 de Fevereiro, sendo o Cão o animal do zodíaco cuja energia vai prevalecer ao longo deste ano, juntamente com a Terra.

O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

Por sua vez, a comunidade chinesa radicada em Portugal vai participar na próxima edição do FolkLoures – Encontro de Culturas, mais concretamente no festival intercultural que terá lugar no dia 7 de Julho de 2018. Junto à réplica das ruínas da Igreja de São Paulo, em Macau, o grupoPensamento Oriental - Promoção da Cultura Chinesa” vai apresentar a Dança de Tibete, “Capriccio de Kumara”.

Este intercâmbio entre a comunidade chinesa e as gentes do Minho radicadas na região de Lisboa através do Grupo Folclórico Verde Minho e do Pensamento Oriental - Promoção da Cultura Chinesa” constitui um gesto que valoriza a amizade luso-chinesa e contribuiu para a paz e amizade entre os povos.

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publicado por Carlos Gomes às 01:40
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JORNAL "FOLCLORE" DIVULGA ALMOÇO DO SARRABULHO EM LOURES

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publicado por Carlos Gomes às 00:29
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Sábado, 3 de Fevereiro de 2018
LOURES RECEBE AMANHÃ GRANDE ALMOÇO DO ARROZ DE SARRABULHO COM ROJÕES À MODA DE PONTE DE LIMA

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publicado por Carlos Gomes às 08:26
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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2018
PONTE DE LIMA LEVA A LOURES NO PRÓXIMO DOMINGO A ALHEIRA DE GALO E O ARROZ DE SARRABULHO À MODA DE PONTE DE LIMA

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com os Restaurantes do Sarrabulho em Ponte de Lima

O arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima e a alheira de galo vão fazer as delícias dos melhores apreciadores da cozinha tradicional minhota. Trata-se de uma jornada gastronómica levada a cabo pelo Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com os Restaurantes de Sarrabulho em Ponte de Lima e vai ter lugar no próximo dia 4 de Fevereiro, no refeitório da Câmara Municipal de Loures.

De Ponte de Lima virão restaurantes e cozinheiros – Restaurante Casa de S. Sebastião, Fátima Amorim, Restaurante “Sonho do Capitão” e Solar do Taberneiro – e consigo trazem as carnes já temperadas, as tripas e as belouras, a chouriça de cebolada e, como não podia deixar de ser, o melhor verdasco da região. Os participantes vão ainda ter oportunidade de apreciar a alheira de galo, um dos mais recentes requintes da cozinha limiana.

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O arroz de sarrabulho é uma das mais ricas especialidades da cozinha portuguesa em geral e minhota em particular. Um autêntico manjar próprio dos deuses!

Ao invés das papas de sarrabulho que são feitas à base de farinha de milho, aqui impera o arroz como a própria designação indica.

Desde a perna do porco às belouras, do chouriço verde às farinhotas e outros aromas e delícias de fazer crescer àgua na boca, o porco compromete-se na elaboração deste magnífico prato. As carnes são temperadas com louro, cravinho e noz-moscada, sal e pimenta e, no final, com os cominhos que lhe conferem um paladar muito peculiar e único. As carnes, depois de cozinhadas e desfiadas, juntam-se ao arroz e vão de imediato à mesa.

Por sua vez, a alheira de galo, especialidade produzida pela Minho Fumeiro, situada na Correlhã, no concelho de Ponte de Lima, e já galardoada com a medalha de ouro no concurso da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, é justamente considerada a “melhor das melhores” alheiras do país.

Com baixo teor de sal e calorias, contendo apenas 13 gramas de gordura e 14 gramas de proteína, a sua confecção possui alguns segredos que vão do pão amolecido no caldo da cozedura das carnes de galo até aos temperos.

E porque onde há Minho há alegria e tradição, lá estará o Grupo Folclórico Verde Minho para animar o evento com as mais alegres rapsódias do folclore do Alto Minho.

Por sua vez, entendendo que o folclore ou seja, a sabedoria popular não se restringe ao canto e à dança mas abrange todos os aspectos da vida social, incluindo nela a própria gastronomia, o Grupo Folclórico Verde Minho juntou esforços com os restaurantes do Sarrabulho de Ponte de Lima para em Loures – às portas da capital do país! – dar a conhecer a Alheira de Galo e o Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima.

- Venham, pois, provar o nosso património!

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publicado por Carlos Gomes às 15:56
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MINHOTOS EM LISBOA PARTICIPAM NOS FESTEJOS DO ANO NOVO CHINÊS

Grupo Folclórico Verde Minho desfila em Lisboa no Cortejo do Ano Novo Chinês e sobe ao palco dos festejos no Largo do Martim Moniz. Em Julho, Comunidade Chinesa participa no FolkLoures’18

O Grupo Folclórico Verde Minho vai desfilar no cortejo alusivo às festas do Ano Novo Chinês que se realiza em Lisboa, a partir das 10h30 do próximo dia 10 de Fevereiro, desde a Alameda D. Afonso Henriques até ao Largo do Martim Moniz. Da parte de tarde, sobe ao palco dos festejos que vão ter lugar no Martim Moniz para exibir os trajes, as danças e cantares do Minho.

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O vermelho vai constituir a cor predominante quer nos trajes tradicionais chineses como ainda nos trajes à vianesa que os minhotos vão exibir em virtude de se tratar da cor  da fortuna, da alegria e da felicidade, sendo que a sua influência é tão forte na cultura chinesa que até as noivas costumam usar o vermelho.

As celebrações em Portugal do Ano Novo Chinês antecipam-se quase uma semana uma vez que, na realidade, o primeiro dia do calendário chinês recai este ano a 16 de Fevereiro, sendo o Cão o animal do zodíaco cuja energia vai prevalecer ao longo deste ano, juntamente com a Terra.

O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

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Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

Por sua vez, a comunidade chinesa radicada em Portugal vai participar na próxima edição do FolkLoures – Encontro de Culturas, mais concretamente no festival intercultural que terá lugar no dia 7 de Julho de 2018. Junto à réplica das ruínas da Igreja de São Paulo, em Macau, o grupo “Pensamento Oriental - Promoção da Cultura Chinesa” vai apresentar a Dança de Tibete, “Capriccio de Kumara”.

Este intercâmbio entre a comunidade chinesa e as gentes do Minho radicadas na região de Lisboa através do Grupo Folclórico Verde Minho e do Pensamento Oriental - Promoção da Cultura Chinesa” constitui um gesto que valoriza a amizade luso-chinesa e contribuiu para a paz e amizade entre os povos.

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publicado por Carlos Gomes às 15:07
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Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2018
VAI HAVER SARRABULHO EM LOURES... À MODA DE PONTE DE LIMA!

SarrabulhoLoures



publicado por Carlos Gomes às 18:37
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Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2018
GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO LEVA A LOURES ALHEIRA DE GALO E ARROZ DE SARRABULHO À MODA DE PONTE DE LIMA

AlheiraLoures



publicado por Carlos Gomes às 10:35
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2018
ALMOÇO DO ARROZ DE SARRABULHO À MODA DE PONTE DE LIMA A REALIZAR-SE EM LOURES JÁ TEM LOTAÇÃO ESGOTADA

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com os Restaurantes do Sarrabulho em Ponte de Lima conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures e da Confraria do Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima

A organização do Almoço de Sarrabulho com rojões à Moda de Ponte de Lima já cancelou as inscrições em virtude da lotação da sala se encontrar completamente esgotada com mais de duas centenas de pessoas inscritas.

AlheiraLoures

Conforme tem sido anunciado, o evento vai ter lugar em Loures, no próximo dia 4 de Fevereiro, no refeitório da Câmara Municipal de Loures. O arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima e a alheira de galo vão fazer as delícias dos melhores apreciadores da cozinha tradicional minhota. O arroz de sarrabulho é uma das mais ricas especialidades da cozinha portuguesa em geral e minhota em particular. Um autêntico manjar próprio dos deuses!

Ao invés das papas de sarrabulho que são feitas à base de farinha de milho, aqui impera o arroz como a própria designação indica.

Desde a perna do porco às belouras, do chouriço verde às farinhotas e outros aromas e delícias de fazer crescer àgua na boca, o porco compromete-se na elaboração deste magnífico prato. As carnes são temperadas com louro, cravinho e noz-moscada, sal e pimenta e, no final, com os cominhos que lhe conferem um paladar muito peculiar e único. As carnes, depois de cozinhadas e desfiadas, juntam-se ao arroz e vão de imediato à mesa.

Por sua vez, a alheira de galo, especialidade produzida pela Minho Fumeiro, situada na Correlhã, no concelho de Ponte de Lima, e já galardoada com a medalha de ouro no concurso da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, é justamente considerada a “melhor das melhores” alheiras do país.

Com baixo teor de sal e calorias, contendo apenas 13 gramas de gordura e 14 gramas de proteína, a sua confecção possui alguns segredos que vão do pão amolecido no caldo da cozedura das carnes de galo até aos temperos.

E porque onde há Minho há alegria e tradição, lá estará o Grupo Folclórico Verde Minho para animar o evento com as mais alegres rapsódias do folclore do Alto Minho.

Por sua vez, entendendo que o folclore ou seja, a sabedoria popular não se restringe ao canto e à dança mas abrange todos os aspectos da vida social, incluindo nela a própria gastronomia, o Grupo Folclórico Verde Minho juntou esforços com o melhor da restauração limiana para em Loures – às portas da capital do país! – dar a conhecer a Alheira de Galo e o Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima.

- Venham, pois, provar o nosso património!

SarrabulhoLoures



publicado por Carlos Gomes às 21:43
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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2018
QUAL A GARANTIA DE IMPARCIALIDADE NA AVALIAÇÃO TÉCNICA DOS GRUPOS FOLCLÓRICOS QUANDO OS CONSELHEIROS TÉCNICOS INTEGRAM RANCHOS SEDIADOS NA MESMA REGIÃO?

Vai no próximo dia 18 de Fevereiro ter lugar em Lisboa a avaliação técnica dos ranchos folclóricos do Alto Minho ali sediados a fim de se proceder à admissão de sócios efectivos da Federação do Folclore Português.

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Espera-se que nessas reuniões seja feita uma avaliação justa e rigorosa que dignifique o movimento folclórico, seleccionando os melhores e deixando a porta aberta a que outros venham no futuro a atingir o patamar que lhes é exigido.

Importa ajudar sempre que tal é solicitado e jamais humilhar quem quer que seja, mesmo que não satisfaça os requisitos suficientes para ser admitido como membro efectivo da Federação do Folclore Português.

Assiste-se, porém, a um certo mal-estar e desconfiança em relação aos resultados da avaliação que vai ser feita, apontando-se o facto de um dos membros do Conselho Técnico Regional fazer parte de um dos grupos folclóricos que vai ser avaliado, em relação ao qual não se conhecem quaisquer críticas. Não obstante, o mal-estar é praticamente generalizado mas produzido em surdina, porventura com receio a represálias…

Este sentimento de desconfiança que coloca em causa a imparcialidade da avaliação teve recentemente novos contornos com a difusão propositada junto de vários elementos do CTR de fotos “assassinas” de um dos grupos folclóricos que vai ser sujeito a avaliação, procurando-se claramente influenciar à priori a decisão do próprio CTR.

Não se pretende de algum modo escamotear os erros técnicos seja de que grupo folclórico for. Mas devemos reconhecer que certas atitudes colocam em causa a imparcialidade do “júri” e a credibilidade do próprio Conselho Técnico Regional junto dos ranchos folclóricos… e isso em nada dignificará o associativismo folclórico!

Carlos Gomes



publicado por Carlos Gomes às 21:39
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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS PREPARA PEREGRINAÇÃO AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

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publicado por Carlos Gomes às 20:55
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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018
ONDE VAI REALIZAR-SE EM LOURES O ALMOÇO DE ARROZ DE SARRABULHO COM ROJÕES À MODA DE PONTE DE LIMA?

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com os Restaurantes do Sarrabulho em Ponte de Lima conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures e da Confraria do Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima

Muitos são os minhotos radicados na região de Lisboa que no próximo dia 4 de Fevereiro vão afluir a Loures a fim de participar no almoço de arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima. A iniciativa vai decorrer nas magníficas instalações do refeitório da Câmara Municipal de Loures, situadas bem no centro daquela cidade dos arredores da capital. Mas, afinal, onde fica exactamente o referido refeitório da Câmara Municipal de Loures?

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Em pleno coração da cidade, situa-se o edifício dos Paços do Concelho, tendo defronte um pequeno espaço ajardinado com um monumento dedicado aos combatentes da primeira grande guerra. Por detrás do edifício, situa-se o Posto da PSP, o Cine-Teatro e o refeitório da Câmara Municipal de Loures. Trata-se da rua Frederico Tarré, nº 3. A imagem que publicamos indica a localização exacta.

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De Ponte de Lima virão restaurantes e cozinheiros – Restaurante Casa de S. Sebastião, Fátima Amorim, Restaurante “Sonho do Capitão” e Solar do Taberneiro – e consigo trazem as carnes já temperadas, as tripas e as belouras, a chouriça de cebolada e, como não podia deixar de ser, o melhor verdasco da região. Os participantes vão ainda ter oportunidade de apreciar a alheira de galo, um dos mais recentes requintes da cozinha limiana.

A iniciativa está a registar elevada adesão, devendo a lotação ficar esgotada muito em breve.

Foram convidadas várias personalidades ligadas a Loures e a Ponte de Lima. E, a Casa do Concelho de Ponte de Lima vai fazer-se representar pelos Presidente da Direcção e da Assembleia Geral, convite plenamente justificado por se tratar do prato por excelência mais representativo da cozinha tradicional limiana. De resto, muitos pontelimenses já asseguraram a sua presença.

Também os Confrades que representarão a Confraria do Arinto de Bucelas vão apresentar-se nesta grandiosa jornada gastronómica envergando capa, chapéu e tambuladeira. A título de curiosidade, lembramos que também Teotónio Gonçalves, responsável pelo Grupo Folclórico Verde Minho que animará o evento, é de igual modo Confrade do Arinto de Bucelas.

E, porque onde há Minho existe alegria e tradição, lá estará o Grupo Folclórico Verde Minho para animar o evento com as mais alegres rapsódias do folclore do Alto Minho.

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O arroz de sarrabulho é uma das mais ricas especialidades da cozinha portuguesa em geral e minhota em particular. Um autêntico manjar próprio dos deuses!

Ao invés das papas de sarrabulho que são feitas à base de farinha de milho, aqui impera o arroz como a própria designação indica.

Desde a perna do porco às belouras, do chouriço verde às farinhotas e outros aromas e delícias de fazer crescer àgua na boca, o porco compromete-se na elaboração deste magnífico prato. As carnes são temperadas com louro, cravinho e noz-moscada, sal e pimenta e, no final, com os cominhos que lhe conferem um paladar muito peculiar e único. As carnes, depois de cozinhadas e desfiadas, juntam-se ao arroz e vão de imediato à mesa.

Por sua vez, a alheira de galo, especialidade produzida pela Minho Fumeiro, situada na Correlhã, no concelho de Ponte de Lima, e já galardoada com a medalha de ouro no concurso da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, é justamente considerada a “melhor das melhores” alheiras do país.

Com baixo teor de sal e calorias, contendo apenas 13 gramas de gordura e 14 gramas de proteína, a sua confecção possui alguns segredos que vão do pão amolecido no caldo da cozedura das carnes de galo até aos temperos.

E porque onde há Minho há alegria e tradição, lá estará o Grupo Folclórico Verde Minho para animar o evento com as mais alegres rapsódias do folclore do Alto Minho.

Por sua vez, entendendo que o folclore ou seja, a sabedoria popular não se restringe ao canto e à dança mas abrange todos os aspectos da vida social, incluindo nela a própria gastronomia, o Grupo Folclórico Verde Minho juntou esforços com o melhor da restauração limiana para em Loures – às portas da capital do país! – dar a conhecer a Alheira de Galo e o Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima.

- Venha provar o nosso património!

AlheiraLoures



publicado por Carlos Gomes às 22:14
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Domingo, 21 de Janeiro de 2018
MERCADO DE ALGÉS RECEBE FOLCLORE MINHOTO

Grupo Folclórico Verde Minho alegrou a 3ª edição do evento “Os Sabores de Portugal”

O Grupo Folclórico Verde Minho levou ontem ao Mercado de Algés, no concelho de Oeiras, a alegria e o folclore das gentes minhotas, tendo constituído a principal atração da 3ª edição do evento “Os Sabores de Portugal”.

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Sob a divisa “Mercado de Algés: Comer, Beber, Amar e (Re)viver”, o Mercado de Algés leva a efeito até ao próximo dia 11 de Fevereiro receber a 3ª edição de “Os Sabores de Portugal”.

Este evento propõe dar a conhecer a riqueza gastronómico-cultural do nosso país com o tema “Saberes e Tradições”. Como destino, Norte, Sul, Centro e Ilhas serão o ponto de partida de cada semana que se irá desenrolar com inúmeras atividades todos os dias.

Durante um mês, os visitantes poderão assistir a workshops e mostras de artesanato, sessões de showcooking com convidados célebres, jogos tradicionais, noites de stand-upcomedy, exposições de pintura, escultura e fotografia, provas de chá, café e vinho nacionais, criação de cocktails de autor, pratos regionais, apresentação de casos de sucesso e tantas outras atividades.

Organizado e promovido pelo Mercado de Algés, o evento terá uma forte aposta na comunicação, no sentido de captar todo o seu potencial e dinamizar o número de visitantes.

Fotos: Teotónio Gonçalves

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publicado por Carlos Gomes às 12:25
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Sábado, 20 de Janeiro de 2018
REVISTA “LOURES – ODIVELAS – MAGAZINE” DESTACA CÂNTICOS TRADICIONAIS AO MENINO JESUS LEVADO A EFEITO EM LOURES POR INICIATIVA DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

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publicado por Carlos Gomes às 17:17
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018
“OS SABORES DE PORTUGAL” LEVAM GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO A DANÇAR NO MERCADO DE ALGÉS

O Grupo Folclórico Verde Minho vai no próximo sábado, dia 20 de janeiro, às 13 horas, participar na 3ª edição do evento “Os Sabores de Portugal”, organizado pelo Mercado de Algés.

Sob a divisa “Mercado de Algés: Comer, Beber, Amar e (Re)viver”, o Mercado de Algés vai a partir de amanhã e até ao próximo dia 11 de Fevereiro, receber a 3ª edição de “Os Sabores de Portugal”.

Este evento propõe dar a conhecer a riqueza gastronómico-cultural do nosso país com o tema “Saberes e Tradições”. Como destino, Norte, Sul, Centro e Ilhas serão o ponto de partida de cada semana que se irá desenrolar com inúmeras atividades todos os dias.

Durante um mês, os visitantes poderão assistir a workshops e mostras de artesanato, sessões de showcooking com convidados célebres, jogos tradicionais, noites de stand-upcomedy, exposições de pintura, escultura e fotografia, provas de chá, café e vinho nacionais, criação de cocktails de autor, pratos regionais, apresentação de casos de sucesso e tantas outras atividades.

Organizado e promovido pelo Mercado de Algés, o evento terá uma forte aposta na comunicação, no sentido de captar todo o seu potencial e dinamizar o número de visitantes.

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publicado por Carlos Gomes às 09:31
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Sábado, 13 de Janeiro de 2018
GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO: A DANÇAR É QUE OS MINHOTOS SE ENTENDEM!

Ainda a procissão vai no adro e já o Grupo Folclórico Verde Minho, sediado em oures, possui uma agenda bastante preenchida para todo o ano de 2018. Para além das numerosas iniciativas que organiza das quais o FolkLoures constitui a mais saliente, o “Verde Minho” tem calendarizadas uma série de actuações, às quais ainda se virão acrescentar o estabelecimento de outras contratações e permutas que o levarão as mais diversos pontos do país e, naturalmente, à nossa região no auge das festas que coincidirá com as férias dos seus componentes.

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As iniciativas já calendarizadas por parte do Grupo Folclórico Verde Minho são as seguintes:

20 de Janeiro – 13h00, no Mercado de Algés, no âmbito do evento “Sabores de Portugal”

21 de Janeiro – 15h00, no 13º Encontro de Concertinas da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, a ter lugar em Marvila, no concelho de Lisboa

4 de Fevereiro – 11h00, na Jornada Gastronómica da Alheira de Galo e do Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima, a ter lugar em Loures, no refeitório da Câmara Municipal de Loures

10 e 11 de Fevereiro – Comemorações do Ano Novo Chinês. Participação no desfile às 10h30 e actuação em palco

17 Fevereiro – Rusgas a serem organizadas em Alfragide, concelho da Amadora, pelo Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega (a confirmar)

18 de Fevereiro – No âmbito da visita técnica do Conselhor Técnico Regional do Alto Minho, na Freguesia da Mina, no Concelho da Amadora, a ter lugar na Rua dos Bombeiros Voluntários

24 de Março – Conferência de Rui Aguilar Cerqueira subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques”, a ter lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, em Loures

9 de Junho – Actuação no jardim público da Lousa, ás 19h00h

30 de Junho – Às 15h00, Conferência pelo Prof. Doutor. Manuel Antunes, subordinada ao tema “ Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada”

7 de Julho – FolkLoures’18

29 de Setembro – Barrenta. Encontro de Tocadores de Concertina

13 de Outubro – Desfolhada e Encontro de Tocadores em Concertina, a partir das 14h00, no Grupo União Lebrense

20 de Outubro – Conferência a ser proferida pelo Dr. Augusto Flor, Presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, subordinada ao tema “Rodopiando entre a Tradição e a Inovação – O Folclore comoCausa”

15 Dezembro – Almoço do Grupo Folclórico Verde Minho

16 Dezembro – A partir das 15h00, Cantares ao Menino Jesus a ter lugar na Igreja Matriz de Loures

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publicado por Carlos Gomes às 18:20
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“OS SABORES DE PORTUGAL”: MINHOTOS DANÇAM NO MERCADO DE ALGÉS

O Grupo Folclórico Verde Minho vai no próximo dia 20 de janeiro, às 13 horas, participar na 3ª edição do evento “Os Sabores de Portugal”, organizado pelo Mercado de Algés.

Sob a divisa “Mercado de Algés: Comer, Beber, Amar e (Re)viver”, o Mercado de Algés vai a partir de amanhã e até ao próximo dia 11 de Fevereiro, receber a 3ª edição de “Os Sabores de Portugal”.

Este evento propõe dar a conhecer a riqueza gastronómico-cultural do nosso país com o tema “Saberes e Tradições”. Como destino, Norte, Sul, Centro e Ilhas serão o ponto de partida de cada semana que se irá desenrolar com inúmeras atividades todos os dias.

Durante um mês, os visitantes poderão assistir a workshops e mostras de artesanato, sessões de showcooking com convidados célebres, jogos tradicionais, noites de stand-upcomedy, exposições de pintura, escultura e fotografia, provas de chá, café e vinho nacionais, criação de cocktails de autor, pratos regionais, apresentação de casos de sucesso e tantas outras atividades.

Organizado e promovido pelo Mercado de Algés, o evento terá uma forte aposta na comunicação, no sentido de captar todo o seu potencial e dinamizar o número de visitantes.

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publicado por Carlos Gomes às 13:35
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018
CONSELHO TÉCNICO REGIONAL DO ALTO MINHO DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS DESLOCA-SE A LISBOA PARA AVALIAR GRUPOS MINHOTOS E ESTABELECER LIGAÇÃO COM CASAS REGIONAIS

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publicado por Carlos Gomes às 14:22
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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2018
PORQUE FUMAM AS CRIANÇAS NA FESTA DOS RAPAZES EM MIRANDELA?

Existem tradições que chegadas aos nossos dias e, sobretudo no contexto social e cultural em que vivemos, afiguram-se-nos profundamente estranhas e por vezes até repudiáveis. Trata-se de antigos usos e costumes que foram com o tempo adquirindo novas formas, mas que não deixaram, porém, de representar resquícios da antiga religiosidade pagã e de normas de comportamento social.

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Desde sempre, a burguesia foi avessa a certas formas de celebração populares tidas como mais rudes e que tinham origem nos meios rurais e eram trazidos para o espaço urbano como sucedia com os corsos carnavalescos e o típico xe-xé cujas tiradas constituíam uma autêntica crítica social que não raras as vezes punha a nu os podres e a hipocrisia de importantes figuras da sociedade. Assim, na cidade, os festejos do carnaval retiraram-se para as casas particulares – ou para o interior das agremiações recreativas, vulgo colectividades, nos ambientes mais populares habitualmente situados nas vilas e bairros operários.

Idêntico horror verifica-se em relação a formas de divertimento popular originário dos meios rurais como sucede com jogos e práticas que envolvem a participação de animais, nem sempre brutalizadas como sucede com as que implicam o sofrimento animal, absolutamente repudiável à luz dos novos valores civilizacionais.

Todas estas mudanças culturais mais não reflectem do que a alteração dos valores culturais e os padrões morais impostos a partir do Romantismo por uma nova classe social – a burguesia – que acabou por tomar o poder político e estabelecer uma nova ordem social.

Entre tais práticas que causam uma profunda estranheza encontra-se a curiosa tradição mantida em dia de Reis, na aldeia de Vale de Salgueiro, no concelho de Mirandela, por ocasião da Festa dos Rapazes em Honra de Santo Estêvão, que consiste na permissão por parte dos pais em deixarem as crianças fumar e andarem pelas ruas com maços de tabaco durante os dois dias da festa.

Este costume inscreve-se nos antigos ritos de iniciação que ainda actualmente se observam nas sociedades mais primitivas e que ao longo dos tempos foram adquirindo diferentes formas de representação consoante a evolução da sociedade, as mudanças religiosas e a alteração dos padrões mentais. Tal como o consumo de cigarros constitui um hábito relativamente recente e, portanto, uma influência moderna sobre costumes antiquíssimos, outras práticas também denunciam semelhantes origens como sucede com a “noite de núpcias” e o correspondente afastamento da comunidade, a “ida às sortes” e o seu ritual na taberna da aldeia ou ainda, na sua forma mais cristianizada, a “comunhão solene” a culminar alguns anos de preparação através da catequese cristã.

Por essa ocasião, nesta região de Trás-os-Montes, o povo tem por costume dançar a murinheira ao ritmo dos bombos e som das gaitas-de-foles, uma dança originária da cultura celta que também é executada na Galiza.

A figura do Rei – alusiva aos Reis Magos – organizando a festa e percorrendo as casas da aldeia a recolher os donativos, constitui já um traço da influência do Cristianismo a modificar uma ancestral prática pagã.

Mais do que julgar, compete ao etnólogo – tal como ao historiador – compreender a evolução das culturas e das mentalidades, colocando de lado preconceitos ideológicos que mais não correspondem a uma moral vigente numa determinada época de acordo com um modelo de sociedade.

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O Xé-xé era a figura mais típica do carnaval no século XIX e que entretanto desapareceu

Fotos: http://www.sabado.pt/ / Arquivo Municipal de Lisboa

Carlos Gomes



publicado por Carlos Gomes às 13:20
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Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2018
ACTUAL DIRECÇÃO DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS COMPLETA PRIMEIRO ANO DE MANDATO

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publicado por Carlos Gomes às 01:16
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2018
GRUPO DE FOLCLORE DAS TERRAS DA NÓBREGA DESEJA BOM ANO AOS LEITORES DO BLOGUE DE LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 18:41
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Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2018
ARGANILENSES EM LISBOA CANTAM OS REIS NA IGREJA DE SANTA CATARINA

O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, conjuntamente com a Junta de Freguesia de Santa Catarina, levou ontem a efeito em Lisboa a segunda edição “Do Natal aos Reis”, um Encontro de Cantares do Ciclo Natalício que começa já a ser uma referência cultural na capital.

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À semelhança do ano anterior, a Igreja de Santa Catarina foi o local escolhido para a realização do espectáculo e dificilmente poderia ser melhor. Ricamente ornamentada a talha dourada, a Igreja de Santa Catarina foi mandada construir no século XVI por D. Catarina de Áustria, esposa do rei D. João III. Integrava o antigo Convento dos Paulistas onde actualmente se encontra instalado o Comando Territorial de Lisboa da GNR. Bastante danificada pelo terramoto de 1755, foi reconstruída dois anos depois. Em 1835, um incêndio voltou a destruir uma parte considerável do edifício. A partir desse ano, a Igreja do Convento dos Paulistas passa a servir como igreja da paróquia sob o orago de Santa Catarina.

Para além do anfitrião – o Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa – a iniciativa contou ainda com a participação do Rancho Folclórico e Etnográfico de Eira Pedrinha – Condeixa-a-Nova e do Grupo de Danças e Cantares Regionais do Orfeão da Feira.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 10:54
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MINHOTOS DANÇAM EM LISBOA E CANTAM OS REIS

Os minhotos dançaram ontem o vira e a chula de Viana tendo como cenário o magnífico portão sul do Mosteiro dos Jerónimos com o seu deslumbrante rendilhado manuelino.

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O Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho andou ontem pela zona monumental de Belém e, para gáudio de muitas pessoas que escolheram o domingo para passear naquela zona de Lisboa, sobretudo números turistas estrangeiros, ofereceu algumas danças do nosso folclore. Foi a sua primeira actuação no ano que agora se inicia.

Como já é tradição, este grupo folclórico percorre alguns pontos da cidade a cantar os reis e a pedir alvíssaras. E, com a baixa temperatura que ontem se fez sentir, cantaram e dançaram com mais ânimo para espalhar o frio e aquecer os corações!

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publicado por Carlos Gomes às 10:16
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Sábado, 6 de Janeiro de 2018
MINHOTOS EM LISBOA FESTEJAM ANO NOVO CHINÊS

Grupo Folclórico Verde Minho desfila em Lisboa no Cortejo do Ano Novo Chinês. Comunidade Chinesa participa no FolkLoures’18

O Grupo Folclórico Verde Minho vai desfilar no cortejo alusivo às festas do Ano Novo Chinês que se realiza em Lisboa, a partir das 10h30 do próximo dia 10 de Fevereiro, desde a Alameda D. Afonso Henriques até ao Largo do Martim Moniz.

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O vermelho vai constituir a cor predominante quer nos trajes tradicionais chineses como ainda nos trajes à vianesa que os minhotos vão exibir em virtude de se tratar da cor  da fortuna, da alegria e da felicidade, sendo que a sua influência é tão forte na cultura chinesa que até as noivas costumam usar o vermelho.

As celebrações em Portugal do Ano Novo Chinês antecipam-se quase uma semana uma vez que, na realidade, o primeiro dia do calendário chinês recai este ano a 16 de Fevereiro, sendo o Cão o animal do zodíaco cuja energia vai prevalecer ao longo deste ano, juntamente com a Terra.

O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

Por sua vez, a comunidade chinesa radicada em Portugal vai participar na próxima edição do FolkLoures – Encontro de Culturas, mais concretamente no festival intercultural que terá lugar no dia 7 de Julho de 2018. Junto à réplica das ruínas da Igreja de São Paulo, em Macau, o grupoPensamento Oriental - Promoção da Cultura Chinesa” vai apresentar a Dança de Tibete, “Capriccio de Kumara”.

Este intercâmbio entre a comunidade chinesa e as gentes do Minho radicadas na região de Lisboa, através do Grupo Folclórico Verde Minho e do Pensamento Oriental - Promoção da Cultura Chinesa”, constitui um gesto que valoriza a amizade luso-chinesa e contribui para a paz e amizade entre os povos.

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publicado por Carlos Gomes às 11:07
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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2018
AUGUSTO FLOR, PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS COLETIVIDADES DE CULTURA, RECREIO E DESPORTO, VAI A LOURES FALAR SOBRE FOLCLORE E ASSOCIATIVISMO POPULAR

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho

“Rodopiando entre a tradição e a inovação – o Folclore como causa” é o tema que o Dr. Augusto Flor, Presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto vai proferir em Loures no próximo dia 20 de Outubro, pelas 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde habitualmente se reúne a Assembleia Municipal. A iniciativa é do Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

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O Dr. Augusto Flor é licenciado em Antropologia pelo ISCTE, possui o Curso de Especialista da Escola Militar de Eletromecânica (EMEL) e o Curso de Montador Eletricista na Escola Industrial Emídio Navarro.

É dirigente associativo voluntário desde 1970, tendo em 2012 sido nomeado pelo Secretário de Estado do Desporto e Juventude para Embaixador para a Ética no Desporto- Em 2011, foi nomeado Comissário Nacional para o Ano Europeu do Voluntariado. Em 2007, desempenhou funções de Presidente da Assembleia-geral da Confederação do Desporto de Portugal, sendo desde essa data, Presidente da Direção da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto.

É membro do Partido Comunista Português e, nesse âmbito, detém responsabilidades nas áreas do Movimento Associativo Popular, coordenação de atos eleitorais e referendos, bem como das áreas do Desporto, Teatro, Animação e Exposições de Ciência e Tecnologia da Festa do Avante. Entre 1993 e 1997, foi deputado na Assembleia Municipal de Sesimbra e entre 2003 e 2007 – Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República.

Entretanto, o Grupo Folclórico Verde Minho promove no próximo dia 24 de Março uma conferência subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques” a ser proferida por Rui Aguilar Cerqueira. E, no dia 30 de Junho, o Prof. Doutor Manuel Antunes dissertará sobre “Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada”. Ambas as conferências terão lugar no mesmo local, em Loures.



publicado por Carlos Gomes às 18:36
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Segunda-feira, 1 de Janeiro de 2018
QUATRO MIL ANOS DE TRADIÇÃO INDO-EUROPEIA

Em Terra de Miranda, nos confins de Trás-os-Montes, resiste uma velha tradição cujos traços se perdem na noite dos tempos, reminiscência, talvez, das danças rituais guerreiras indo-europeias presentes em todas as comunidades agro-pastoris a partir da Idade do Ferro e da qual dão conta sucessivos testemunhos de Plínio, Estrabão e Tácito. Os antropólogos encontram similitudes entre os Pauliteiros e as danças que os mancebos da Grécia Antiga, da Roma republicana e da Germânia primitiva executavam por ocasião das festividades religiosas em honra dos deuses protectores dos guerreiros. Tais rituais subsistiram um pouco por toda a Europa até ao advento da era industrial - na Suíça, no sul de França, no País Basco - mas desapareceram assim que as sociedades camponesas entraram em colapso.

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A coreografia insere movimentos que lembram o adestramento militar - o ataque, a defesa, a agilidade - bem como a unidade ritmada. Nas mãos dos dançarinos, dois paus substituindo a espada e o punhal, simulam a luta corpo-a-corpo em que a espada interceptava e detinha a estocada, e o punhal assestava o golpe mortal no inimigo. O saio branco substitui a túnica, o colete lembra o peitoral em couro ou bronze e o chapéu com fitas coloridas evoca o capacete emplumado. As danças são ritmadas por tambores, acompanhados por gaitas-de-foles e adufes, instrumentos antiquíssimos entrados na Península Ibérica por volta do primeiro milénio a.C e já comuns entre os Celtiberos. As castanholas surgem no fim do combate e são executadas pelos bailadeiros-guerreiros como representação da alegria da vitória.

Graças ao empenho das associações defensoras da identidade cultural dos povos de Miranda, os Pauliteiros são hoje um dos florões do folclore português, actuando um pouco por todo o mundo como embaixadores de um povo orgulhoso da sua exclusividade.

Fonte: MCB / https://www.facebook.com/pg/novaportugalidade/about/?ref=page_internal



publicado por Carlos Gomes às 17:21
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Domingo, 31 de Dezembro de 2017
ATLETA DO SPORT LISBOA E BENFICA VENCE CORRIDA DE S. SILVESTRE DA AMADORA

Beleza minhota encanta a festa do desporto

Terminou há instantes mais uma edição da prestigiada Corrida de S. Silvestre da Amadora, por sinal a mais antiga do nosso país. Posicionadas na meta de chegada como já vem sendo tradição desde há várias décadas, a beleza das jovens minhotas do Grupo Folclórico Dançar é Viver, rigorosamente trajadas à vianesa, conferiu à festa um especial brilho e encanto.

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Ao longo das artérias desta cidade dos arredores da capital, milhares de pessoas apinhavam-se para assistir à passagem dos atletas, apoiando os seus ídolos e incentivando-os a prosseguir no seu esforço.

O atleta do Sport Lisboa e Benfica voltou este ano, pela terceira vez consecutiva, a alcançar a vitória ao cortar a meta com apenas 30.10 segundos, logo seguido de Lucínio Pimentel, do Sporting Clube de Portugal e de Eduardo Mbengani, tam ele do Sport Lisboa e Benfica. Na quarta posição ficou André Costa, do Clube de Praças da Armada, seguindo-se-lhe Andrelino Furtado (SCP), Hugo Almeida (SC Braga) e, em sétimo lugar, o amadorense Hugo Correia (SCP).

Iniciada em 1975, com a denominação de "1º Grande Prémio da Amadora", a São Silvestre da Amadora começou a transformar-se no ano seguinte, quando foi para a estrada a primeira edição.

Para o baptismo, nada mais significativo do que a presença de Carlos Lopes que, ainda em 1976, conquistou a medalha de prata na final dos 10.000 metros dos Jogos Olímpicos de Montreal (Canadá). A primeira São Silvestre da Amadora teve a participação de 156 atletas, representando alguns clubes de nomeada como o Sporting e o Benfica. Em 2017, celebra a 43ª edição, sendo a corrida de São Silvestre mais antiga de Portugal Continental. Realiza-se no último dia do ano, pelas 18h00.

Fotos: Miguel Quesada

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publicado por Carlos Gomes às 21:54
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ARGANILENSES EM LISBOA ORGANIZAM ENCONTRO DE CANTARES DO CICLO NATALÍCIO

O Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, juntamente com a Junta de Freguesia da Misericórdia, levarão a cabo a 2ª edição do evento ‘DO NATAL AOS REIS’, que consiste num Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, do qual farão parte 3 grupos folclóricos, que exibirão cantares tradicionais da época.

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O evento terá o seguinte horário:

16h00m – Abertura do espetáculo com sessão solene

16h15m – Atuação dos Grupos de Folclore:

  1. Rancho Folclórico e Etnográfico de Eira Pedrinha
  2. Condeixa-a- Nova | Beira Litoral Mondego
  3. Grupo de Danças e Cantares Regionais do Orfeão da Feira
  4. Santa Maria da Feira | Douro Litoral Sul
  5. Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa
  6. Arganil | BeiraSerra

Deste modo singelo, convidamos todos os sócios, amigos, conterrâneos e conhecidos a estarem presentes nesta festividade, para deste modo engrandecê-la e fazer parte dela; só com a união e colaboração de todos é que o movimento folclórico ganha força para continuar vivo! Venha conviver, divertir-se e conhecer um pouco mais das tradições deste belo país “à beira-mar plantado”.



publicado por Carlos Gomes às 11:22
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Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2017
VISEU PREPARA "REVÉILLON" PARA SE DECLARAR "CIDADE EUROPEIA DO FOLCLORE"

Viseu vai declarar-se "Cidade Europeia do Folclore" na passagem do ano

O município de Viseu vai declarar-se "Cidade Europeia do Folclore" na passagem de ano, num espetáculo com música folk, folclore e fogo de artifício junto ao centro histórico, foi esta quarta-feira anunciado.

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Com palco na Praça da Feira de São Mateus, o espetáculo de fim de ano será marcado por um espetáculo de fogo-de-artifício e atuação da "banca-ícone do folk nacional Oquestrada, dj Moullinex e o melhor do folclore local".

Em comunicado, a autarquia beirã explica que o réveillon vai ser aproveitado para promover Viseu como "Cidade Europeia do Folclore" em 2018, decorrente de ser a organizadora do festival Europeade, que se vai realizar entre 25 e 29 de julho.

O espetáculo de fogo de artifício que vai assinalar a entrada em 2018 terá como cenário o centro histórico, tendo como banda sonora temas de grandes autores nacionais que "reinterpretaram as raízes da música popular portuguesa, como Oquestrada, Virgem Suta, Deolinda, Miguel Araújo ou Os Azeitonas".

No recinto, a Câmara de Viseu vai ainda instalar uma praça de "tasquinhas" e bares para garantir uma oferta variada de petiscos e bebidas, além de garantir transporte entre a ligação da rotunda do Campo de Viriato ao Rossio e ao Centro Histórico, das 20h00 às 04h00.

Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/



publicado por Carlos Gomes às 20:44
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Terça-feira, 26 de Dezembro de 2017
MINHOTOS LEVAM A LOURES CANTARES DAS JANEIRAS

Grupo Folclórico Verde Minho mantém a tradição!

O Grupo Folclórico Verde Minho vai a partir do próximo dia 1 de Janeiro levar os tradicionais cantares das janeiras aos minhotos radicados em Loures e na região de Lisboa em geral. Levam consigo a concertina e o cavaquinho, o bombo e os ferrinhos e, como manda a tradição, pedem alvíssaras ao dono da casa. Irompem pelos restaurantes de gerência minhota, surpreendem os clientes e animam o ambiente que se torna festivo para gáudio dos presentes. São as gentes minhotas que levam consigo os seus costumes para onde quer que migrem.

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Chegou o Janeiro e com ele as janeiras. Pelos caminhos das aldeias seguem os reiseiros com as suas violas e bandolins, harmónios e cavaquinhos, indo de porta em porta cantar os reis e pedir alvíssaras. No Minho cantam os Reis Velhos e os Reis Galegos. As portas abrem-se para os receber e o anfitrião é presenteado com descantes como o menino o foi pelos reis magos com oiro, incenso e mirra no dia do seu nascimento. Após escutar com atenção os versos que lhe foram dedicados, o dono da casa convida-os a entrar e recebe-os com algumas iguarias que retira do fumeiro. Se quem recebe é generoso pode festa durar até às tantas. Contudo, se a espórtula é fraca e o acolhimento pouco amistoso, os reiseiros lançam-lhe à despedida algumas quadras satíricas em lugar dos habituais agradecimentos.

Nalgumas localidades como sucedia nas terras da Maia onde os costumes são semelhantes, o povo erguia no adro da igreja um palanque onde era representado um auto que, regra geral, se dividia em três actos ao longo dos quais se narrava a história do nascimento do messias, desde a perseguição movida por Herodes – que morreu 4 anos antes do nascimento de Cristo! – até à adoração do menino pelos pastores e pelos reis magos. As gentes maiatas por exemplo, iniciavam os ensaios das reisadas ou embrechados como também eram designadas, logo após as colheitas e a representação das diferentes personagens era quase sempre feita pelos mesmos que haviam representado no ano anterior ou então era o seu desempenho passado para outra pessoa da mesma família, sucedendo não raras as vezes que os membros de uma determinada família passavam a ser conhecidos pelo  nome das personagens que invariavelmente representavam.

O costume de cantar os “reis” ou as “janeiras” prende-se com a tradição cristã do nascimento do menino Jesus e das oferendas feitas pelos reis magos quando estes se dirigiram à gruta de Belém. Não obstante e à semelhança do que sucede com as demais festividades de índole cristã, também esta possui raízes bem mais profundas que remontam ao paganismo primitivo e que se relacionam com as festividades solsticiais que ocorriam precisamente na mesma altura a que foi atribuído o nascimento de Jesus, embora sem provas que fundamentem tal acontecimento. É, com efeito, o começo do ano solar ou seja, os primeiros dias que se seguem ao "nascimento do sol" e os raios solares crescem de novo, passando o seu tempo de duração a aumentar de dia para dia, reiniciando-se o percurso que leva invariavelmente ao renascimento da natureza e dos vegetais com o entrudus da Primavera. A civilização cristã assimilou tais costumes antiquíssimos conferindo-lhes uma nova interpretação mais consentânea com os seus ensinamentos bíblicos. Por outras palavras, cristianizou velhas usanças pagãs.

Entre os romanos, Jano era celebrado como o deus dos portões e dos começos, do céu luminoso e das origens e, por conseguinte, o princípio de toda a existência, razão pela qual o seu nome era inicialmente invocado mesmo antes do próprio nome de Júpiter. Em virtude disso, foi o seu nome atribuído ao mês que passou a designar-se por Janeiro e que se segue ao solstício do inverno após ter passado a primeiro mês do calendário romano com a reforma introduzida por Numa Pompílio. Ora, a designação de janeiras ou janeiradas pela qual passaram a ficar conhecidas as reisadas apenas se deve ao facto das mesmas ocorrerem no primeiro dia do ano, não obstante o costume as prolongar até ao dia de reis ou "Adoração dos Reis Magos" que em Portugal se celebra no dia 7 de Janeiro.

Mas, sob uma forma mais ou menos cristianizada, o costume permanece e chega até nós graças à tradição, atravessando gerações e sofrendo as influências de cada época. E, o que se afigura mais notável, numa altura em que a toda a actividade humana é retirada a sacralidade que caracterizava as sociedades antigas, a espiritualidade cede o lugar aos bens materiais e outras ilusões terrenas, eis que o Homem faz renascer de novo as suas velhas tradições e estas regressam cada vez com maior brilho e fulgor. É que, sob pena de um retorno à condição animal, o ser humano jamais pode abdicar da sua essência da qual faz parte integrante a sua própria dimensão espiritual.

Uma vez terminadas as reisadas, é tempo de semear o centeio e o tomate, a cenoura e o feijão, preparar as terras para as culturas do inverno e covais para novas plantações, proceder à transfega dos vinhos e adubar as terras.

Em breve chegará o entrudus e com ele o folguedo que se destina a preparar a serração da velha e a entrada da Primavera. Até lá, cantemos os reis e revivamos as nossas tradições para que estas continuem a ser o que sempre foram!



publicado por Carlos Gomes às 14:32
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Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2017
RANCHO FOLCLÓRICO DA RIBEIRA DE CELAVISA DESEJA BOAS FESTAS AOS LEITORES DO BLOGUE DE LISBOA

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“Natal é a ternura do passado, o valor do presente e a esperança de um futuro melhor. É comungar com as pessoas que amamos a fartura e o amor que nos foi dado pelo sacrifício de um homem que nasceu menino e subiu aos céus para sentar-se ao lado do Criador. É o desejo mais sincero de que cada coração se encha com bênçãos ricas e eternas e que cada caminho nos leve à paz. Boas festas para todos!



publicado por Carlos Gomes às 20:40
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RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

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publicado por Carlos Gomes às 17:48
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Sábado, 23 de Dezembro de 2017
LOURES VIRA MINHO

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO É UM LÍDIMO EMBAIXADOR DO FOLCLORE E DO MINHO NA CIDADE DE LOURES

O Grupo Folclórico Verde Minho prepara-se para entrar no ano 2018 com a maior pujança e entusiasmo na promoção do folclore e das tradições minhotas em geral. Para além das iniciativas que tem vindo a divulgar, aquele grupo folclórico minhoto prepara para breve algumas surpresas que decerto vão entusiasmar a comunidade minhota radicada na região de Lisboa. Refira-se que o “Verde Minho” têm nos últimos tempo vindo a desdobrar-se em iniviativas diversificadas, sendo de salientar o novo formato do Encontro de Cultura que anualmente realiza na cidade de Loures, agora com a marca FolkLoures.

No próximo dia 4 de Fevereiro, vai ter lugar em Loures uma grandiosa jornada gastronómica – o Almoço do Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima e a Alheira de Galo – a ser confeccionada pelos mais prestigiados restaurantes de Ponte de Lima. A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures que colocará à disposição as cozinhas e refeitórios da autarquia.

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No dia 24 de Março, o arcuense Rui Aguilar Cerqueira fará uma conferência subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques”. A iniciativa decorrerá no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures.

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No dia 30 de Junho, também no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, o Prof. Doutor Manuel Antunes proferirá uma conferência subordinada ao tema “Vilarinho das Furnas: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada”. A iniciativa insere-se no âmbito da próxima edição do FolkLoures e deverá ser apoiada pela projecção de interessantes imagens que retatam os usos e costumes das gentes de Vilarinho das Furnas, antes da aldeia ter ficado submersa nas águas da albufeira da barragem.

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Outras conferências encontram-se já asseguradas e em fase de agendamento, como se verifica com a que vai ser proferida pelo Dr. Augusto Flor, Presidente da Direcção da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto.

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Entretanto, de 30 de Junho a 7 de Julho, decorre em Loures mais uma edição do “FolkLoures – Encontro de Culturas” que incluirá exposições, feira de produtos tradicionais, conferências e um festival de folclore e recriação de tradições populares.

Para o próximo ano está prevista a participação do Rancho Folclórico do Grupo Desportivo de Lousa em representação da região saloia de Loures; do Grupo de Danças e Cantares do Alto do Moinho representando o Douro Litoral; o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia – Minho, o Grupo Folclórico de Penafiel – Entre-o-Douro-e-Minho; o Grupo Cultural e Etnográfico “Os Camponeses de Pias” – Serpa que traz o cante alentejano da margem esquerda do rio Guadiana e, naturalmente, o anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Como representação internacional e das comunidades imigrantes em Portugal, o FolkLoures’18 vai contar com a participação do agrupamento “Pensamento Oriental – Promoção da Cultura Chinesa” o qual, junto à réplica das ruínas da Igreja de São Paulo, em Macau, executará “Capriccio de Kumara”, uma dança tradicional do Tibete da etnia Zang (Tibete), o que representa as tradições, os costumes através de movimentos livres e de grande amplitude.

A anunciar a festa, vão rufar os bombos do grupo “Os Arrufarte” e “Pifaradas e Gaitadas” de Unhais da Serra, concelho da Covilhã. E muitas mais surpresas aguardarão a ocasião mais propícia para serem divulgadas!...

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O MINHO É VERDE – FOLCLORE É “VERDE MINHO”!

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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publicado por Carlos Gomes às 19:26
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Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
JÁ ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O ALMOÇO DA ALHEIRA DE GALO E DO ARROZ DE SARRABULHO À MODA DE PONTE DE LIMA QUE VAI REALIZAR-SE EM LOURES – AS INSCRIÇÕES SÃO LIMITADAS!

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com os Restaurantes do Sarrabulho em Ponte de Lima. Os ingteressados poderão começar já a inscrever-se através do número de telemóvel 964 006 657 (Teotónio Gonçalves)

O arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima e a alheira de galo vão fazer as delícias dos melhores apreciadores da cozinha tradicional minhota. Trata-se de uma jornada gastronómica levada a cabo pelo Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com os Restaurantes de Sarrabulho em Ponte de Lima e vai ter lugar no próximo dia 4 de Fevereiro, no refeitório da Câmara Municipal de Loures.

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O arroz de sarrabulho é uma das mais ricas especialidades da cozinha portuguesa em geral e minhota em particular. Um autêntico manjar próprio dos deuses!

Ao invés das papas de sarrabulho que são feitas à base de farinha de milho, aqui impera o arroz como a própria designação indica.

Desde a perna do porco às belouras, do chouriço verde às farinhotas e outros aromas e delícias de fazer crescer àgua na boca, o porco compromete-se na elaboração deste magnífico prato. As carnes são temperadas com louro, cravinho e noz-moscada, sal e pimenta e, no final, com os cominhos que lhe conferem um paladar muito peculiar e único. As carnes, depois de cozinhadas e desfiadas, juntam-se ao arroz e vão de imediato à mesa.

Por sua vez, a alheira de galo, especialidade produzida pela Minho Fumeiro, situada na Correlhã, no concelho de Ponte de Lima, e já galardoada com a medalha de ouro no concurso da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, é justamente considerada a “melhor das melhores” alheiras do país.

Com baixo teor de sal e calorias, contendo apenas 13 gramas de gordura e 14 gramas de proteína, a sua confecção possui alguns segredos que vão do pão amolecido no caldo da cozedura das carnes de galo até aos temperos.

E porque onde há Minho há alegria e tradição, lá estará o Grupo Folclórico Verde Minho para animar o evento com as mais alegres rapsódias do folclore do Alto Minho.

Por sua vez, entendendo que o folclore ou seja, a sabedoria popular não se restringe ao canto e à dança mas abrange todos os aspectos da vida social, incluindo nela a própria gastronomia, o Grupo Folclórico Verde Minho juntou esforços com o melhor da restauração limiana para em Loures – às portas da capital do país! – dar a conhecer a Alheira de Galo e o Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima.

- Venham, pois, provar o nosso património!

AlheiraLoures



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Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
GRUPO DANÇAS E CANTARES ALTO DO MOINHO DESEJA BOAS FESTAS AOS LEITORES DO BLOGUE DE LISBOA

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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO DESEJA BOAS FESTAS AOS LEITORES DO BLOGUE DE LISBOA

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Domingo, 10 de Dezembro de 2017
ALMOÇO DE NATAL JUNTA EM LOURES COMPONENTES DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

Terminou há instantes ao som das concertinas o Almoço de Natal do Grupo Folclórico Verde Minho. Tratou-se de momento de confraternização a contribuir para o reforço da amizade entre os seus componentes e a coesão do próprio grupo, condição indispensável para vencer os novos desafios que se lhe colocam e os ambiciosos objectivos a que se propõe alcançar.

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Agora, mais do que nunca, a união e o esforço de todos é indispensável ao sucesso do Grupo Folclórico Verde Minho. As iniciativas multiplicam-se e são cada vez mais diversificadas. Cresce o reconhecimento nomeadamente por parte de pessoas e entidades ligadas à cultura da nossa região. Importa, pois, reservar alguns momentos de convívio fora das luzes da ribalta. O almoço juntou a família “Verde Minho” e, à boa maneira minhota, não faltaram as concertinas a animar o bailarico.

Fotos: Teotónio Gonçalves

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Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2017
RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

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publicado por Carlos Gomes às 19:24
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Sábado, 25 de Novembro de 2017
LOURES VIRA CAPITAL DO FOLCLORE

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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
MINHOTOS RUMAM A LOURES PARA CANTAR AO MENINO JESUS

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PONTE DE LIMA LEVA A LOURES ALHEIRA DE GALO E ARROZ DE SARRABULHO À MODA DE PONTE DE LIMA E O GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ANIMA A FESTA

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com os Restaurantes do Sarrabulho em Ponte de Lima

O arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima e a alheira de galo vão fazer as delícias dos melhores apreciadores da cozinha tradicional minhota. Trata-se de uma jornada gastronómica levada a cabo pelo Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com os Restaurantes de Sarrabulho em Ponte de Lima e vai ter lugar no próximo dia 4 de Fevereiro, no refeitório da Câmara Municipal de Loures.

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O arroz de sarrabulho é uma das mais ricas especialidades da cozinha portuguesa em geral e minhota em particular. Um autêntico manjar próprio dos deuses!

Ao invés das papas de sarrabulho que são feitas à base de farinha de milho, aqui impera o arroz como a própria designação indica.

Desde a perna do porco às belouras, do chouriço verde às farinhotas e outros aromas e delícias de fazer crescer àgua na boca, o porco compromete-se na elaboração deste magnífico prato. As carnes são temperadas com louro, cravinho e noz-moscada, sal e pimenta e, no final, com os cominhos que lhe conferem um paladar muito peculiar e único. As carnes, depois de cozinhadas e desfiadas, juntam-se ao arroz e vão de imediato à mesa.

Por sua vez, a alheira de galo, especialidade produzida pela Minho Fumeiro, situada na Correlhã, no concelho de Ponte de Lima, e já galardoada com a medalha de ouro no concurso da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, é justamente considerada a “melhor das melhores” alheiras do país.

Com baixo teor de sal e calorias, contendo apenas 13 gramas de gordura e 14 gramas de proteína, a sua confecção possui alguns segredos que vão do pão amolecido no caldo da cozedura das carnes de galo até aos temperos.

E porque onde há Minho há alegria e tradição, lá estará o Grupo Folclórico Verde Minho para animar o evento com as mais alegres rapsódias do folclore do Alto Minho.

Por sua vez, entendendo que o folclore ou seja, a sabedoria popular não se restringe ao canto e à dança mas abrange todos os aspectos da vida social, incluindo nela a própria gastronomia, o Grupo Folclórico Verde Minho juntou esforços com o melhor da restauração limiana para em Loures – às portas da capital do país! – dar a conhecer a Alheira de Galo e o Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima.

- Venham, pois, provar o nosso património!

AlheiraLoures



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RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo componenente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

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Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

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Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

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Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

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Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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publicado por Carlos Gomes às 19:35
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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
FOLCLORISTAS EM OEIRAS DEBATEM "O TRAJE DE ANTANHO"

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publicado por Carlos Gomes às 23:20
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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS REALIZA ENCONTRO NACIONAL DE CONSELHEIROS TÉCNICOS

Com organização da Federação do Folclore Português, realiza-se nos dias 1 e 2 de dezembro, no Cine Teatro João Verde, reunindo mais de uma centena de participantes. Previsto espetáculo "Tradições do Alto Minho" que decorrerá no dia 1 de dezembro, sexta-feira, pelas 17h00.

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A Federação do Folclore Português, instituição formada em 1977 que pugna pela salvaguarda do património folclórico português, irá reunir a sua equipa de conselheiros técnicos em Monção, nos dias 1 e 2 de dezembro, sexta-feira e sábado, no Cine Teatro João Verde.

Este encontro tem como principal objetivo cimentar conhecimentos, trocar experiências e formar pedagogicamente aqueles que diariamente estão no terreno a aconselhar os grupos etnográficos de Portugal continental, Insular e das comunidades portuguesas.

Reunindo mais de uma centena de participantes, os temas a abordar neste encontro vão incidir sobre as questões da representatividade, do ciclo avaliativo a desenvolver ao longo do atual mandato e da análise do inquérito de satisfação aplicado aos associados.

Deste seminário, espera-se que saiam diretrizes precisas e renovadas sobre o futuro do movimento, relevando a vertente do estudo e da salvaguarda do património, de modo a que a sua aplicação no dia-a-dia dos grupos seja mais aprofundada e refletida.

Aproveitando o Encontro Nacional de Conselheiros Técnicos, os grupos do Alto Minho reúnem-se num trabalho de representação sobre as "Tradições do Alto Minho", criando um espetáculo que envolverá temáticas como as brincadeiras de criança, a apanha do sargaço, as feiras, as malhadas, os serões, as espadeladas e até um enterro.

O espetáculo realiza-se no dia 1 de dezembro, sexta-feira, pelas 17h00, no Cine Teatro João Verde, prometendo ser um final de tarde rico em tradição. A entrada tem o valor de 3,50 €, podendo ser adquirida na Loja Interativa de Turismo ou, uma hora antes, no local do espetáculo.

Participam os seguintes agrupamentos: Grupo Folclórico das Lavradeiras de São Pedro de Merufe; Grupo Folclórico Estrelas dos Vales; Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo; Grupo Folclórico de Castelo do Neiva; Rancho Folclórico da Correlhã; Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela; e Grupo de Danças e Cantares de Carreço.

A Federação do Folclore Português agradece o empenho e colaboração de todas as instituições que apoiam a realização do espetáculo e do encontro.



publicado por Carlos Gomes às 19:29
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Domingo, 19 de Novembro de 2017
GRUPOS FOLCLÓRICOS DEBATEM EM OEIRAS O TRAJO DE ANTANHO

A troca de experiências e conhecimentos é atualmente fundamental para prosseguir o trabalho de melhoria progressiva dos grupos folclóricos.

Com este objetivo decorrerá, no próximo dia 25 de Novembro, o Colóquio “Memórias do Povo”, subordinado ao tema "Trajes de Antanho", organizado pelo Grupo Cultural de Vila Fria, na sua sede sita na Rua Carlos Paião, nº 23, em Vila Fria (Oeiras), no qual gostaríamos de contar com a vossa presença.

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Para tal, propomos o preenchimento da ficha de inscrição em: https://goo.gl/forms/BONxSpgfxRHwWFhd2

PROGRAMA

15:00h – Sessão de Abertura

15:30h – Iº Painel

Mediador: Joaquim Pinto (Presidente da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa)

Xaile - Memória dos afetos - Carlos Alves Cardoso

(Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria)

O Campino no Concelho da Golegã - Carlos Santana

(Rancho Folclórico da Golegã)

Do trajar e do vestir do Alto Minho Interior - José Artur Brito

(Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega)

16:30h – Intervalo

16:45h – 2º Painel

Gentes do Mar - Ricardo Gomes

(Rancho Folclórico de Geraldes)

O Traje, a Recolha, os Erros - Virgílio Reis

(Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage)

17:30h – Debate

18:00h – Sessão de Encerramento



publicado por Carlos Gomes às 20:43
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CASTANHAS E MINHO JUNTA MINHOTOS EM QUEIJAS

Minhotos em Oeiras festejam o São Martinho a dançar. A tarde soalheira era convidativa e o programa não podia ser melhor.

“Castanhas e Minho” é uma festa minhota que o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega realiza anualmente às portas de Lisboa, mais precisamente no Salão de Festas dos Bombeiros Voluntários de Linda-a-Pastora, na localidade de Queijas, concelho de Oeiras.

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Parafraseando o poeta, “as castanhas estalavam cinzentas, na brasa” e, no palco, perante uma assistência animada que enchia por completo o salão de festas, os grupos folclóricos minhotos mostravam como se canta e dança na nossa região, quer no Alto como no Baixo Minho.

A abrir o espectáculo, actuou o anfitrião Grupo Folclórico das Terras da Nóbrega, a que se seguiu o Grupo Folclórico de São João Baptista de Nogueira, de Braga; e o Grupo Folclórico de Cuide de Vila Verde, de Ponte da Barca, que encerrou ao ritmo que é peculiar das gentes do interior serrano do Alto Minho.

Para o ano que vem regressará mais uma edição do “Castanhas e Vinho” – São Martinho compromete-se com a meteorologia e o Grupo Folclórico das Terras da Nóbrega em proporcionar aos minhotos mais uma agradável jornada de convívio bem ao gosto das nossas gentes!

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publicado por Carlos Gomes às 19:29
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Segunda-feira, 13 de Novembro de 2017
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS REÚNE EM MONÇÃO ENCONTRO NACIONAL DE CONSELHEIROS TÉCNICOS

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publicado por Carlos Gomes às 14:00
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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2017
GRUPO DE FOLCLORE DAS TERRAS DA NÓBREGA FESTEJA O SÃO MARTINHO

Diz o Povo sabiamente que "em tempos de São Martinho, lume, castanhas e vinho". O Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega (GFTN), despretensiosamente sugere uma alteração a este adágio para: em tempos de São Martinho, lume, "Castanhas & Minho"!

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Trata-se da IV Tarde de Folclore Minhoto, organizada pelo GFTN que trará as tradições outonais minhotas, as castanhas ao borralho, as concertinas e as canas-verdes, o vinho doce e a água-pé ao Salão de Festas dos Bombeiros Voluntários de Linda-a-Pastora em Queijas (Oeiras).

Este ano, além do anfitrião Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega teremos o Grupo Folclórico de São João Baptista de Nogueira (Braga - Baixo Minho Cávado) e o Grupo Folclórico de Cuide de Vila Verde (Ponte da Barca - Alto Minho Interior).

"Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-emos pelo São Martinho". Não nos assustemos com as intempéries e sejam nossos convidados entre castanhas assadas, uma malga de verde e um vira minhoto! Seria para nós um prazer e uma honra poder receber Vossas Excelências neste nosso último evento do ano.



publicado por Carlos Gomes às 10:26
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Quarta-feira, 8 de Novembro de 2017
COMUNICADO DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS

Solidariedade com o movimento associativo folclórico nacional

No ano em curso, mas especialmente nos meses de junho e de outubro, Portugal foi assolado por uma autêntica catástrofe a nível de incêndios florestais e urbanos, designadamente nas regiões centro e norte do país.

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Pelas mais diversas razões, não conseguiram as instituições envolvidas na proteção civil e no ataque aos incêndios proceder à sua extinção a tempo de impedir a perda de mais de cem vidas humanas e de tão elevado património natural e urbano. Perante tal catástrofe, o país ficou mais pobre e mais vulnerável.

A memória das pessoas que perderam a sua vida nestes incêndios, ou em sua consequência, impõe à sociedade portuguesa e, sobretudo, às entidades oficiais que têm entre as suas principais atribuições a defesa e a salvaguarda de vidas e bens, que no futuro não possam repetir-se tragédias de tal dimensão. Se não se tivesse “poupado” na prevenção, certamente que não se teria assistido à impotência de meios e de recursos para debelar tão vasta calamidade, e nem seria agora necessário despender verbas tão avultadas como as que serão mobilizadas para apoiar as vítimas desta tragédia.

Que, ao menos, saibamos aprender a lição, posto que o preço, sobretudo a nível humano, foi tão elevado!

Entre as vítimas e os lesados desta incomensurável catástrofe encontram-se alguns folcloristas e até alguns grupos de folclore, cujo património, adquirido com tanto empenho e com tanto esforço, foi pasto das chamas. Por isso, a Federação do Folclore Português entende dever expressar aos Grupos e Ranchos de Folclore prejudicados por estes incêndios uma palavra de muita solidariedade e de muito carinho, pugnando para que, qual Fénix renascida das cinzas, possam encontrar força e ânimo para prosseguir no seu tão notável labor em prol da salvaguarda e valorização da cultura tradicional portuguesa.

Os nossos respeitosos cumprimentos.

A Direção da Federação do Folclore Português



publicado por Carlos Gomes às 00:27
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