Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015
LISBOA REALIZA COLÓQUIO INTERNACIONAL SOBRE PATRIMÓNIO CONVENTUAL

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PROGRAMA

4 NOVEMBRO, 2015

09.30 Receção dos participantes

10.00 Abertura

SESSÃO 1 Moderador Luís Espinha da Silveira - Departamento de História / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa

10.20 Da cidade sacra à cidade laica. O que nós andámos para aqui chegar...

Raquel Henriques da Silva - Instituto de História da Arte / Departamento de História de Arte / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa

11.00 Permanences, demolitions and destructions of religious complexes in Turin (Italy) between nineteenth and twentieth century: the case of the Visitation convent, former monastery of the Francescane scalze.

Francesco Novelli - Dipartimento di Architettura e Design / Politecnico de Torino

11.25 Pausa para café

11.45 Musealised churches or sanctified museums? Heritagization of Swedish parish churches, between secular and sacred.

Eva Löfgren - Department of Conservation / University of Gothenburg

12.10 Reuse of former convents in Belgian towns (1773-1860).

Reinout Klaarenbeek - Department of Architecture / Faculty of Engineering / University of Leuven

12.35 Debate

13.00 Pausa para almoço

SESSÃO 2 Moderador Catarina Marado - Universidade do Algarve | Centro de Estudos Sociais / Universidade de Coimbra

14.30 O projeto de intervenção no Mosteiro de Nossa Senhora do Desterro.

Pedro Domingos, Pedro Ribeiro e Ricardo Branco (Conferencistas convidados)

15.15 La Desamortización Eclesiástica en la Provincia de Murcia (España). Gestión del Patrimonio, Destino de los Conventos Suprimidos e Incidencia Urbanística.

Joaquín Martínez Pino - Universidad Nacional de Educación a Distancia

15.40 La desamortización y Madrid: hacia un nuevo concepto de ciudad y de património.

María Dolores Antigüedad del Castillo-Olivares - Universidad Nacional de Educación a Distancia

16.05 Pausa para café

16.15 Da construção à desconstrução dos espaços conventuais do perímetro citadino lamecense.

Carla Sofia Queirós - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade / Universidade do Porto

16.40 Cemitérios e(m) cercas conventuais.

Francisco Queiroz - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade / Universidade do Porto

17.05 Debate e encerramento

5 NOVEMBRO, 2015

SESSÃO 3 Moderador Pedro Flor - Instituto de História da Arte / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa | Universidade Aberta de Lisboa

09.30 O Colégio e a Horta dos Jesuítas em Faro: secularização, transformação arquitectónica e renovação urbana.

Catarina Marado (Conferencista convidada) - Universidade do Algarve | Centro de Estudos Sociais / Universidade de Coimbra

10.00 Memoria Digital: Subtis permanências arquitectónicas conventuais.

Ana Gil - Instituto Superior Técnico / Universidade Técnica de Lisboa

10.25 Memórias e vestígios arqueológicos de cinco casas religiosas de Lisboa: Convento de São Francisco, Casa Professa de São Roque, Casa do Espírito Santo da Pedreira, Convento do Santíssimo Sacramento e Mosteiro dos Jerónimos.

Maria de Magalhães Ramalho - Direção Geral do Património Cultural

10.50 Pausa para café

11.20 Historia del desarollo urbano en Alghero Lo Quarter: desde Collegio de Jesuitas a Quarter Militar.

Angela Simula - Scuola di Specializzazione in Beni Archeologici dell'Università degli Studi di Sassari

11.45 Compatibility, limits and loss of memory: from monastery to hotel de charme. Stories of reconversions in Italy.

Carla Bartolozzi - Dipartimento di Architettura e Design / Politecnico de Torino

12.10 El Convento de los Jesuitas y la Plaza de la República de Perpiñán (Francia): evoluciones urbanas, arquitectónicas y funcionales (siglos XVIII-XXI).

Esteban Castañer Muñoz - Université de Perpignan Via Domitia

12.35 Debate

13.00 Pausa para almoço

SESSÃO 4 Moderador José Aguiar - Faculdade de Arquitetura / Universidade de Lisboa

14.30 À procura de casa para o Conservatório de Artes e Ofícios de Lisboa.

Paulo Oliveira Ramos - - Instituto de História da Arte / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade

NOVA de Lisboa | Universidade Aberta de Lisboa

14.55 Do Convento dos Caetanos ao Conservatório Nacional - um novo uso para um velho edifício. Campanhas arquitetónicas e artísticas.

Tiago Borges Lourenço - Instituto de História da Arte / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa

15.20 Cambios funcionales y estructurales en los colegios jesuíticos de Galicia tras la expulsión de 1767.

María Rivo-Vázquez - Universidade de Santiago de Compostela

15.50 Pausa para café

16.15 O complexo monástico de S. Dinis de Odivelas: de mosteiro de clausura a colégio militar, a...?

Giulia Rossi Vairo - Instituto de Estudos Medievais / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa

16.40 De conventos a teatros y cines. Reutilizaciones y derribos de edificios conventuales para espacios escénicos en las ciudades españolas del siglo XIX.

Jesús A. Sánchez-García - Departamento de Historia del Arte / Universidade de Santiago de Compostela

17.05 Debate e encerramento

6 NOVEMBRO, 2015

SESSÃO 5 Moderador Raquel Henriques da Silva - Instituto de História da Arte / Departamento de História de Arte

/ Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade NOVA de Lisboa

09.30 Trinas do Mocambo e Trinas de Campolide: aforamentos urbanos nas cercas conventuais após o Terramoto de 1755.

Edite Alberto - Departamento de Património Cultural / Direção Municipal de Cultura / Câmara Municipal de Lisboa

09.55 Descubriendo un paisaje histórico. El espacio cercado del Monasterio de San Julian de Samos en el siglo XIX.

Estafania López Salas - Universidad de A Coruña

10.20 Lugar do Sagrado. O contributo do Mosteiro Nossa Senhora da Luz no desenvolvimento urbano da cidade de Lisboa e a sua relação com o homem contemporâneo.

Micaela Branco - Faculdade de Arquitetura / Universidade de Lisboa

10.45 Pausa para café

11.00 O “supprimido” Convento da Esperança e os melhoramentos urbanos: notas ao programa Oitocentista.

Elisabete Gama - Departamento de Património Cultural / Direção Municipal de Cultura / Câmara Municipal de Lisboa

11.25 The fall of Monteoliveto: confiscation and transformation of a wide conventual insula in the historic center of Naples, 1799-1936.

Andrea Pane & Giovanna Russo Krauss - Department of Architecture / University of Naples Federico II

11.50 What makes the architectural specificity of religious houses and should be preserved?

Thomas Coomans (Conferencista convidado) - Department of Architecture / Faculty of Engineering / University of Leuven

12.35 Debate e encerramento

15.00 Visitas a antigos conventos - Convento de São Francisco, Convento de São João de Deus, Convento de Santa Marta, Mosteiro de São Bento e Convento de Nossa Senhora da Graça (a confirmar).



publicado por Carlos Gomes às 16:30
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015
JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO REALIZAM-SE EM LISBOA

A AHPEM Aldeias Históricas Património e Memória vai realizar neste final de semana (17 e 18 de Outubro), as Jornadas Europeias do Património "Há Festa na Serra- medronho todos os dias ", de Lisboa a Monchique.



publicado por Carlos Gomes às 08:46
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2015
O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM OS FERIADOS?

Os feriados são os dias em que, por prescrição civil ou religiosa, se suspende o trabalho a fim de comemorar algo que se pretende seja preservado na memória de uma comunidade. A sua manutenção apenas faz sentido na medida em que os mesmos são celebrados.

Desde os tempos mais remotos, o homem celebrava através do rito a ação criadora dos deuses, assegurando assim a sua continuidade. Integram-se nesse conceito os festejos dos ciclos da Natureza, mormente o solstício do inverno e da primavera, o entrudo e a serração da velha. Uma vez cristianizadas muitas das celebrações outrora pagãs e instituídos os feriados religiosos, destinam-se eles a celebrar os principais acontecimentos da vida de Jesus como marcos fundamentais da Fé cristã.

Por seu turno, a sociedade passou de igual modo a assinalar efemérides consideradas importantes na vida das respetivas comunidades, as quais se destinam a preservar a sua memória coletiva ou seja, a comemorar os acontecimentos mais marcantes da História, a exaltar os seus feitos e a venerar os seus heróis e poetas.

Trata-se de uma espécie de religião cívica que possui o seu panteão, os seus símbolos, as suas datas de celebração e uma liturgia própria. Desse modo, os feriados cívicos destinam-se a serem celebrados pela comunidade com vista à preservação da memória e, por conseguinte, da respetiva identidade, seja ela de um município ou da Nação no seu todo!

A necessidade de preservação da memória pressupõe de igual modo o esquecimento. A título de exemplo, a comemoração da implantação da República apenas faz sentido no contexto do regime republicano como forma de garantir a identificação do povo com o significado e os símbolos que lhe estão subjacentes. Por seu turno, a supressão dos feriados cívicos, seja a que pretexto for, visa sempre promover o esquecimento em relação àquilo que os mesmos representam.

A supressão do feriado do dia 1 de dezembro que evoca a data da Restauração da Independência de Portugal em 1640, mais não representa do que a tentativa de fazer os portugueses esquecerem a sua condição de povo livre e soberano, criando as condições com vista a submetê-lo a novos jugos do estrangeiro. É por essa razão que os cidadãos jamais devem deixar de celebrar a sua liberdade, impondo o restabelecimento dos feriados religiosos e civis que foram suprimidos e comemorando o feito heroico dos seus antepassados que nos legaram uma Pátria livre e soberana!



publicado por Carlos Gomes às 22:34
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Sábado, 15 de Agosto de 2015
PAVILHÃO CARLOS LOPES ESTÁ EM RUÍNAS

Câmara Municipal de Lisboa vira as costas ao Pavilhão dos Desportos

Situado em pleno Parque Eduardo VII, em Lisboa, o Pavilhão Carlos Lopes encontra-se em estado de abandono, ameaçando a sua completa ruína. As coberturas do edifício encontram-se em péssimo estado de conservação, o mesmo sucedendo em relação às peças ornamentais, estatuária, painéis de azulejos, cantarias e marcenarias.

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O edifício atingiu um estado tão lastimável que, caso não venha a ser submetido a uma urgente intervenção, a sua recuperação poderá em breve tornar-se inviável, perdendo a cidade um dos seus equipamentos mais emblemáticos

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Ao longo de muitas décadas, o Pavilhão dos Desportos – entretanto rebatizado em 1984 como Pavilhão Carlos Lopes – foi palco de inúmeros acontecimentos políticos, desportivos e culturais, mormente comícios partidários e festivais de folclore.

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O edifício foi idealizado e construído no Brasil para a Grande Exposição Internacional do Rio de janeiro que teve lugar em 1923, tendo uma década depois sido reconstruído em Lisboa para servir de “Palácio das Exposições” da Grande Exposição Industrial Portuguesa e posteriormente adaptado á realização de eventos desportivos.

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Em 2003, o edifício foi encerrado para obras e, em 2008, o município decidiu transformá-lo em Museu Nacional do Desporto. As obras deveriam ser suportadas com as receitas do Casino de Lisboa e o novo edifício deveria incluir serviço de cafetaria, restaurante, loja, desportoódromo, exposições e cinco núcleos museológicos temáticos.

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Incapaz de gerir o seu próprio património, a Câmara Municipal de Lisboa quer agora entregar o pavilhão à Associação de Turismo de Lisboa, obrigando-a a “manter inalteradas as fachadas e a cobertura”, admitindo porém a demolição parcial do edifício.

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Enquanto a autarquia lisboeta não encontra uma solução para o imóvel, poderá suceder que o mesmo venha a perder-se irremediavelmente, tal é o estado de degradação em que se encontra.

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publicado por Carlos Gomes às 22:20
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Sábado, 8 de Agosto de 2015
QUINTA DA FIDALGA NA AGUALVA ESTÁ AO ABANDONO

Situada no Largo da República, na Agualva, a Quinta da Fidalga continua votada ao abandono e cada vez mais degradada. Abandonada há vários anos, o edifício encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Municipal, trata-se da Quinta de Nossa Senhora do Monte do Carmo, fundada por volta de 1725 por José Ramos da Silva, Provedor da Casa da Moeda e pai do escritor Matias Aires que ali viveu até ao seu falecimento em 1763.

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A Câmara Municipal de Sintra anunciou no ano passado a sua cedência ao Conservatório de Música de Sintra, no âmbito de um projeto de criação de uma orquestra em cada agrupamento de escolas do concelho. No edifício principal, com três pisos e três dezenas de salas, a autarquia projetava instalar uma escola de música e relacionar-se com outros conservatórios", segundo na altura explicou Basílio Horta à agência Lusa. O autarca estimou então que o Conservatório de Música de Sintra-Associação de Música e Dança invista na recuperação e adaptação do imóvel “mais de dois milhões de euros”. A igreja da quinta ficaria destinada à realização de concertos.

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De acordo com o contrato de cedência, com uma duração de 30 anos, na recuperação da quinta, classificada como "imóvel de interesse municipal", os trabalhos deverão ser autorizados e acompanhados pela autarquia, nomeadamente as obras na capela e nas fachadas do edificado, as portas e janelas, o lagar de fuso e a torre”.

O projeto mereceu o aplauso de todas as forças políticas do concelho de Sintra mas até ao momento, a Quinta da Fidalga continua votada ao abandono e a degradar-se.

Entretanto, a anterior vereação camarária presidida pelo Dr Fernando Seara procedeu a obras que descaraterizaram o Largo da República, considerado o centro histórico da Agualva, destruindo o coreto e extinguindo a feira que desde o século XVIII ali se realizava todos os anos durante o mês de maio.

Parafraseando a denominação de uma conhecida transportadora da região, aqui vai Sintra!

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publicado por Carlos Gomes às 22:13
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2015
HISTORIADOR JOÃO ALPUIM BOTELHO PUBLICA A OBRA “AZULEJOS DA MISERICÓRDIA DE VIANA DO CASTELO”

João Alpuim Botelho é atualmente responsável pelo Museu Bordallo Pinheiro, em Lisboa

“Azulejos da Igreja da Misericórdia de Viana do Castelo. Representação das obras da Misericórdia” é o título do mais recente livro publicado pelo historiador João Alpuim Botelho, dando-nos a conhecer o magnífico património azulejar da autoria de Policarpo de Oliveira Bernardes, um dos maiores azulejistas do século XVIII. Editado pela Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, ricamente ilustrado com fotografia de Rui Carvalho e Carlos Valencia Maya e excelente grafismo de Rui Carvalho, a obra foi impressa na Gráfica Casa dos Rapazes, em Viana do Castelo.

Na Nota Introdutória, assinada por Manuel Gomes Afonso, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, refere-se o seguinte: “Em boa hora beneficiou esta igreja de obras de conservação e restauro. Ao conjunto azulejar de Policarpo de Oliveira, cuja assinatura deixou gravada num dos azulejos, foi dedicado especial cuidado. O mérito deste trabalho de recuperação, um decisivo contributo para salvaguarda e preservação de um património de que nos podemos orgulhar, tem merecido o devido reconhecimento e a atestá-lo, ainda recentemente, a atribuição do Prémio SOS Azulejo com que foi distinguido pelo Museu da Polícia Judiciária. Por isso, é de inegável oportunidade e a todos os títulos bem-vinda a edição desta obra do Dr. João Alpuim Botelho, profundo conhecedor do património da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo.

Neste trabalho o autor, com o conhecido rigor, mestria e precisão que incute aos seus estudos, conduz-nos a conhecer as principais características e particularidades dos vários painéis, permitindo-nos um diferente olhar e um mais aprofundado conhecimento de todo o conjunto que a Igreja nos oferece”.

Através deste livro, o autor dá-nos a conhecer o magnífico património azulejar barroco da Igreja da Misericórdia de entre o qual se destacam as catorze obras de Misericórdia situadas no corpo da igreja, mas também a representação da vida de Maria e de Jesus Cristo, na Capela-mor, com finalidade catequética de, através da imagem e das referências bíblicas inscritas nas respetivas cartelas, lembrar aos irmãos e a todos quantos frequentavam aquele espaço a própria missão a que a se propunha a Irmandade.

De planta transversal composta por nave única e capela-mor, da mesma altura e largura, a igreja é rasgada por janelas e portal de arco de volta perfeita encimado por frontão interrompido pela imagem da Virgem, refletindo do ponto de vista arquitetónico o período de transição do maneirismo para o barroco.

Apresentando o interior uma extraordinária riqueza decorativa, o vasto conjunto azulejar monocromático azul que reveste as paredes da igreja apresenta-se perfeitamente combinado com a talha dourada e as pinturas do teto da nave, traduzindo-se num património integrado bem caraterístico do período do barroco.

João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989) e Mestre em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007), foi responsável por dois museus certificados pela Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Artes Decorativas e o Museu do Traje. Desde 2013, encontra-se ligado à Câmara Municipal de Lisboa, sendo responsável pelo Museu Bordallo Pinheiro.

Trabalhou desde 1991 na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

Foto da Igreja: http://olharvianadocastelo.blogspot.pt/



publicado por Carlos Gomes às 21:21
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Sábado, 1 de Agosto de 2015
RUÍNAS DO ANTIGO CINEMA PARIS DÃO ESPETÁCULO DEGRADANTE DE LISBOA

- Quando toma a Câmara Municipal de Lisboa posse administrativa do imóvel para efetuar obras coercivas?

Em plena rua Domingos Sequeira, próximo da Basílica da Estrela, o antigo cinema Paris encerrou as suas portas ao público há mais de trinta anos. Desde então, aquele que foi um dos mais emblemáticos cinemas de bairro da capital confere agora um cenário de degradação à cidade que é ilustrada por uma grande faixa negra pendurada na sua fachada onde se lê: “A vergonha não passou por aqui!”.

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Situado junto a um posto de abastecimento de combustível e um infantário, o edifício ameaça derrocada a qualquer instante, colocando em risco a segurança de pessoas e bens. Além disso, constitui um foco de infestação e insalubridade que ameaça a saúde pública, numa área residencial e bastante frequentada por crianças.

A Câmara Municipal de Lisboa intimou já a empresa NCI, Novas Construções Imobiliárias, proprietária do imóvel, a efetuar as obras de reabilitação. Mas, os prazos há muito tempo foram ultrapassados sem que os seus proprietários cumprissem o disposto pela autarquia nem esta toma “posse administrativa do imóvel para executar as obras coercivamente”, conforme consta no edital municipal com data de 12 de setembro de 2014.

Inserido na zona de proteção da Basílica da Estrela, o edifício do antigo cinema Paris consta do Inventário do Património Municipal. Mas, apesar de se situar numa das zonas turísticas de Lisboa que inclui o Palácio de S. Bento no seu roteiro, o estado de ruína em que se encontra não podia oferecer um espetáculo mais degradante a que urge colocar termo!



publicado por Carlos Gomes às 11:08
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2015
MIRADOURO DO JARDIM DA ESTRELA ESTÁ A DESMORONAR-SE

O acesso está “temporariamente interditado” há mais de seis anos e a Câmara Municipal de Lisboa não intervém

O miradouro do Jardim da Estrela, em Lisboa, está a desmoronar-se. Os guarda-corpos estão a desconjuntar-se, os blocos de pedra desprendem-se e o próprio aterro ameaça ruir.

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O acesso ao miradouro do jardim da Estrela encontra-se interditado ao público desde 2009. As obras de recuperação do local tardam a realizar-se e os caminhos que conduzem ao miradouro apenas se encontram barrados com uma simples corda.

Apesar de ter sido suprimida a vista panorâmica que outrora dali de disfrutava em virtude da construção de um edifício na rua de S. Bernardo, este miradouro constitui uma referência turística da cidade, encontrando-se inclusivamente referenciado na placa que a autarquia colocou á entrada do jardim.

O estado de abandono é total mas a situação exige a intervenção urgente a fim de proceder à consolidação do local e evitar que a sua derrocada iminente venha a causar estragos ainda maiores.

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publicado por Carlos Gomes às 20:43
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Terça-feira, 2 de Junho de 2015
MARINHA PORTUGUESA PROMOVE VISITA GUIADA AO ARQUIVO HISTÓRICO

Visita Guiada ao Arquivo Histórico da Marinha

Data(s): 9 de Junho de 2015

Horário(s): 10.30 às 11.30 horas e das 15.00 às 16.00 horas

Tipo de Evento: Visita guiada

Título: Visita guiada ao Arquivo Histórico da Marinha (Biblioteca Central da Marinha – Arquivo Histórico)

Descrição: O Arquivo Histórico da Marinha preserva a memória da Nação em todas as atividades ligadas à Marinha e ao Mar - pessoal, navios, organismos, etc. - em áreas geográficas diversificadas, ao longo dos últimos 300 anos, acervo que faz parte da Memória não só de Portugal, mas também de todos os povos com quem nos relacionamos. Reservas através dos telefones 21 362 76 00 e/ou e-mail arquivo.historico@marinha.pt.

Local de realização: Arquivo Histórico - Edifício da Ex-Fábrica Nacional de Cordoaria - Rua da Junqueira, s/n, Lisboa

Sítio na Internet:

http://biblioteca.marinha.pt/PT/SobreBCM/Paginas/SobreBCM.aspx

http://arquivohistorico.marinha.pt

Organização: Biblioteca Central da Marinha – Arquivo Histórico

Arquivo Histórico da Marinha



publicado por Carlos Gomes às 08:40
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2015
EXPOSIÇÃO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA MOSTRA “DESPORTO, PATRIMÓNIO E MEMÓRIA”



publicado por Carlos Gomes às 23:24
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2015
VAMOS CANDIDATAR A CALÇADA PORTUGUESA A PATRIMÓNIO MUNDIAL DA UNESCO?

A calçada portuguesa constitui uma das mais originais criações do espírito inventivo do povo português, conferindo às nossas vilas e cidades uma decoração magnífica do ponto de vista gráfico que as tornam ímpares a nível mundial. Por conseguinte, o seu eventual reconhecimento por parte da UNESCO como património mundial poderá constituir uma peça importante com vista à sensibilização para a necessidade de conservação desta forma de expressão artística.

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Não existe turista que, ao visitar o nosso país, não tenha experimentado uma sensação de deslumbramento ao contemplar os magníficos trabalhos artísticos produzidos pelos canteiros portugueses que decoram o pavimento das ruas e praças de muitas cidades e vilas de Portugal. Com efeito, a calçada portuguesa constitui uma marca do nosso talento artístico, apenas visível em Portugal ou nos países onde a cultura portuguesa marca a sua presença.

Trata-se de uma arte decorativa surgida em Lisboa em meados do século XIX, idealizada por Eusébio Furtado, à altura Governador de Armas do Castelo de São Jorge, tendo a Praça do Rossio sido um dos primeiros locais a receber esse género de pavimento.

A pedra, branca e preta, que constitui a principal matéria-prima da calçada portuguesa, é arrancada das entranhas do maciço calcário estremenho da serra d’Aire, constituindo simultaneamente uma das fontes de rendimento e de ocupação de mão-de-obra daquela região.

Com o auxílio de um martelo, o calceteiro experimentado ajusta a pedra à forma pretendida para, com o recurso a um molde, produzir no pavimento da calçada as mais diversas formas geométricas e decorativas, alternando as pedras consoante a respetiva cor. Esta arte remete-nos para os magníficos mosaicos com que os romanos decoravam o pavimento das suas casas ou ainda pavimentavam as inúmeras estradas que construíram e chegaram até aos nossos dias, tal é a resistência e durabilidade dos materiais empregues. Por conseguinte, não será exagero afirmar que a calçada portuguesa constitui uma manifestação artística que possui raízes milenares.

Celebrizada por Almeida Garrett n’ “O Arco de Sant’Ana” e Cesário Verde em “Cristalizações”, a sua extraordinária beleza e os motivos decorativos passam-nos frequentemente despercebidos na medida em que nos habituámos a pisar o pavimento revestido com calçada portuguesa que nem damos conta do seu interesse artístico e do trabalho que o mesmo envolveu. De resto, esta arte exige uma especialização sem a qual é fácil de destrinçar a qualidade da obra, razão pela qual a própria Câmara Municipal de Lisboa criou uma Escola de Calceteiros que também dá formação a artistas oriundos dos mais variados pontos do país.

Constituindo a calçada portuguesa uma marca da nossa identidade cultural e tendo a matéria-prima origem em pedreiras do nosso país, é compreensível que muitas vilas e cidades portuguesas exibam os mais magníficos pavimentos artísticos, embelezando-se e divulgando uma das nossas potencialidades.

Existem, pois, motivos mais do que suficientes para que Lisboa candidate a calçada portuguesa a património mundial da UNESCO!



publicado por Carlos Gomes às 13:56
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
PORTUGAL CANDIDATA AZULEJO PORTUGUÊS A PATRIMÓNIO MUNDIAL DA UNESCO

O Secretário de estado da Cultura, Dr. Jorge Xavier Barreto anunciou ontem a candidatura do azulejo português a Património Mundial da UNESCO. A iniciativa teve lugar no Museu do Azulejo, por ocasião da inauguração da Sala D. Manuel.

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De acordo com o gobernante, “os portugueses foram, e são, originais criadores na arte do Azulejo. Esta é, sem dúvida, uma das mais originais criações do espírito inventivo português, que, integrado na Arquitectura, confere uma singularidade aos nossos edifícios, aos nossos Monumentos, às nossas Vilas e Cidades”.

Esta candidatura vai ser preparada pela Direção-Geral do Património Cultural, em parceria com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Comissão Nacional da UNESCO/Ministério dos Negócios Estrangeiros e será certamente muito importante para uma maior sensibilização da sociedade para a necessidade de conservação desta forma de expressão artística.



publicado por Carlos Gomes às 23:09
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Quarta-feira, 4 de Março de 2015
PINTURAS DE ANDRÉ GONÇALVES REGRESSAM AO CONVENTO DAS TRINAS DO MOCAMBO

Inserido no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Instituto Hidrográfico realiza uma Exposição subordinada ao tema “André Gonçalves e o Ciclo dos Santos Trinitários no Convento das Trinas do Mocambo”, através da qual dá a conhecer um conjunto de treze importantes pinturas do barroco português, parte das quais exibindo as magníficas molduras em talha dourada.

As obras são da autoria do pintor André Gonçalves e participavam na decoração da igreja de Nossa Senhora da Soledade do Convento das Trinas do Mocambo, tendo na década de trinta do século passado sido retiradas do seu local de origem e entregues ao Convento de Cristo, em Tomar.

O retorno temporário das referidas obras ao local de origem constitui um acontecimento cultural de elevado significado histórico porquanto a sua retirada para efeitos de salvaguarda ocorreu há cerca de oito décadas, conservando-se apenas com caráter permanente a pintura do teto do coro-baixo representando a coroação da Virgem.

Ainda, no âmbito das referidas comemorações, o historiador Dr. João Miguel Simões profere uma palestra subordinada ao tema da exposição, a qual terá lugar no dia 7 de abril, pelas 11h00, no Auditório Duarte Pacheco Pereira, do Instituto Hidrográfico.

A conferência e a exposição são abertas ao público, podendo esta ser visitada nos dias úteis, de 7 a 30 de abril, entre as 10 às 16 horas. Durante o mês de abril, todas as publicações sobre o Convento das Trinas à venda na Loja do Navegante do Instituto Hidrográfico beneficiam de um desconto de 50%.

Entre os dias 8 e 30 de abril, as visitas guiadas aos espaços conventuais realizar-se-ão diariamente, carecendo apenas de marcação prévia para rp@hidrografico.pt.

Situado na rua das Trinas, junto ao bairro típico da Madragoa, o Convento das Trinas do Mocambo teve a sua origem num aglomerado de casas que, em 1657, foi pelo casal flamengo Cornélio Wandali e Martha de Bóz legado por disposição testamentária à Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade do Resgate dos Cativos. A partir de 1878, passou a ser ocupado pelas religiosas da Ordem das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que aqui permaneceram até à implantação da República.

O Instituto Hidrográfico encontra-se instalado no edifício do antigo Convento das Trinas do Mocambo desde 1969, altura em que foi desalojado das suas antigas instalações na rua do Arsenal na sequência de um violento incêndio ocorrido naquele ano.

Para além da sua missão fundamental que consiste em assegurar atividades relacionadas com as ciências e técnicas do mar, tendo em vista a sua aplicação na área militar, e contribuir para o desenvolvimento do País nas áreas científica e de defesa do ambiente marinho, o Instituto Hidrográfico, órgão da Marinha Portuguesa, preserva e dá a conhecer o património que lhe está confiado, nomeadamente participando nas comemorações oficiais do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.



publicado por Carlos Gomes às 12:06
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Domingo, 26 de Outubro de 2014
QUEM ACODE AO MOSTEIRO DE NOSSA SENHORA DA ANUNCIADA, NA MOURARIA?

Mandado construir pelo Rei D. Manuel I no local onde antes existiu a mesquita maior da Mouraria, extinta em 1496, o Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciada corre o risco de degradação total se entretanto não for intervencionado e dada uma utilização consentânea com as suas caraterísticas.

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Entregue em 1840 ao então Ministério da Guerra que ali instalou a Direção da Arma de Infantaria e o Serviço Histórico-Militar, encontrando-se desocupado desde 2008. Desde então, a sua degradação tem-se acentuado, sendo visíveis painéis de azulejos danificados, pavimentos degradados e tetos apodrecidos com a infiltração de humidades. Os telhados e empenas acumulam musgos e plantas e os claustros revelam o estado de abandono em que o edifício se encontra. Apenas a igreja se conserva em bom estado de conservação, funcionando como Igreja Paroquial do Socorro.

Situado fora da cerca fernandina que defendia a cidade medieval, o Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciada foi inicialmente criado para as religiosas da Terceira Ordem da Regra de São Francisco mas acabou por ser entregue à Ordem dos Pregadores, tendo nele entrado em 1519 as freiras da Ordem de S. Domingos. Em 1542, o Mosteiro foi pelo Rei D. João III entregue à Companhia de Jesus que aí instalou um colégio, o qual se manteve até 1593, altura em que se transferiram para o Convento de Santo Antão-o-Novo onde atualmente se encontra o Hospital de São José.

O Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciada passou a partir de então a ser designado por Mosteiro de Santo Antão-o-Velho e por “Coleginho”, tendo sido posteriormente vendido aos frades da Ordem dos Ermitas de Santo Agostinho que nele também instalaram um colégio.

A desocupação forçada de muitos palácios e conventos na sequência das reestruturações que têm sido levadas a efeito na Administração Pública, sem acautelar a preservação do património edificado que entretanto é deixado ao abandono, está a colocar em risco a sobrevivência do património, encontrando-se nalguns casos mesmo em estado de ruína eminente.

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publicado por Carlos Gomes às 19:17
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Sábado, 25 de Outubro de 2014
TORRE DE BELÉM FOI CONSTRUÍDA HÁ 500 ANOS

Passam precisamente 500 anos sobre a data do início da construção da Torre de Belém, considerado o monumento mais emblemático da cidade de Lisboa e um dos ex-líbris de Portugal.

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Projetado à época do Rei D. João II, a sua construção viria a ser iniciada em 1514, sob o traço do arquiteto Francisco de Arruda, a fim de guarnecer a entrada do rio Tejo com um sistema de fortificações defensivas e proteger a de incursões e pilhagens. As obras estiveram a cargo de Diogo Boitaca que também dirigiu as obras do Mosteiro dos Jerónimos.

Com motivos ornamentais que marcam o estilo manuelino, a sua construção constitui um dos primeiros baluartes para partilharia que sucederam às torres de menagem caraterísticas da Idade Média.

À medida que foi perdendo a sua importância como estrutura defensiva, a Torre de Belém teve várias utilizações como registo aduaneiro, posto de sinalização telegráfico e farol, prisão para presos políticos nos reinados de Filipe II e D. João IV.

Os 500 anos da Torre de Belém constituem uma efeméride que merece uma celebração condigna!



publicado por Carlos Gomes às 20:40
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014
MUNICÍPIO DA MOITA PROMOVE PATRIMÓNIO

Semana do Património: valorizar a identidade do concelho da Moita

A Câmara Municipal da Moita vai dedicar a semana de 17 a 25 de outubro ao Património, uma iniciativa que procura promover, valorizar e divulgar a história, o património, as tradições e a identidade cultural do concelho da Moita, com um programa cultural diversificado que convida a conhecer melhor este concelho ribeirinho.

Semana do Património

Oficina de vela em veleiro Optimist, visitas guiadas ao Sítio das Marinhas e à Exposição Alhos Vedros no Século XVI, passeios fluviais a bordo do varino “O Boa Viagem”, apresentação do livro “A CUF no Barreiro. Realidades, Mitos e Contradições” e o colóquio “O Poder Local: Uma Perspetiva Histórica, são as principais iniciativas que a autarquia propõe nestaSemana do Património, dirigida às diferentes faixas etárias da população e às escolas.

Programa da Semana do Património do Concelho da Moita

17/10/2014

Sexta-feira

10:00h-12:00h

Passeio fluvial a bordo da embarcação tradicional O Boa Viagem

Local de embarque: Cais da Moita

Destinatários: 1 a 2 turmas de 1º ciclo (3º ou 4º ano)

18/10/2014

Sábado

15:00h-18:00h

Oficina de vela em veleiro Optimist

Sítio das Marinhas – Centro de Interpretação Ambiental

Destinatários: Crianças entre os 6 e os 14 anos

20/10/2014

Segunda-feira

9:30h-12:00h

Visita guiada ao Sítio das Marinhas – Centro de Interpretação Ambiental

Sítio das Marinhas – Centro de Interpretação Ambiental

Destinatários: Turmas do pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º Ciclos

21/10/2014

Terça-feira

10:00h

Abertura da exposição “Serviço Público em Liberdade”

Biblioteca do Vale da Amoreira

Destinatários: Público geral

22/10/2014

Quarta-feira

9:30h-12:30h

Visita guiada à exposição “Alhos Vedros no século XVI”

Moinho de Maré de Alhos Vedros

Destinatários: Turmas do Secundário

23/10/2014

Quinta-feira

14:00h-17:00h

Passeio fluvial a bordo da embarcação tradicional “O Boa Viagem”

Local de embarque: Cais da Moita

Destinatários: 1 a 2 turmas de 1º ciclo (3º ou 4º ano)

24/10/2014

Sexta-feira

9:30h-12:00h

Visita guiada à exposição “Alhos Vedros no século XVI”

Moinho de Maré de Alhos Vedros

Destinatários: Turmas do 1.º, 2.º, 3.º Ciclos e Secundário

24/10/2014

Sexta-feira

21:30h-23:00h

Apresentação do livro “A CUF no Barreiro, Realidades, Mitos e Contradições”da autoria de Armando Teixeira, António Ferreira e Carlos Oliveira

Atuação do Grupo Coral Alius Vetus

Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça – Moita

Destinatários: Público geral

25/10/2014

Sábado

9:30h-13:00h

15:00h-18:00h

Colóquio “O Poder Local: Uma Perspetiva Histórica”

Integrado nas Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino Alhos Vedros

Moinho de Maré de Alhos Vedros

Destinatários: Público geral (Sujeito a inscrição gratuita)



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Terça-feira, 30 de Setembro de 2014
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE BELÉM APROVA MOÇÃO EM DEFESA DOS BRASÕES FLORAIS DOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

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A Assembleia de Freguesia aprovou a Moção de Defesa dos Brasões Florais da Praça do Império, apoiada em 3684 assinaturas de duas petições públicas que se realizaram.

Votação:

A Favor: PSD e CDS

Contra: PS

Abstenção: PCP

Entretanto, a Moção vai ser remetida para a Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa.



publicado por Carlos Gomes às 23:41
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ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE BELÉM VOTA MOÇÃO PELA DEFESA DOS BRASÕES FLORAIS DOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

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Hoje, 30 de Setembro de 2014, irá ser apresentada uma moção à Assembleia de Freguesia de Belém em Defesa dos Brasões Florais dos Jardins da Praça do Império.

Esta Moção terá como suporte duas Petições Públicas lançadas recentemente e que contam com perto de 4.000 assinaturas.

A defesa da manutenção do desenho do jardim e, consequentemente, dos Brasões que foram abandonados pela Câmara Municipal de Lisboa e que agora querem ser destruídos e substituídos por motivos revisionistas da nossa história colectiva, será a pedra de toque desta Moção.

Contaremos com muitas pessoas na assistência, visto ser este um tema que tem, unanimemente - à excepção do Senhor Vereador Sá Fernandes - mobilizado a sociedade.

Convidamos todos a estarem presentes.

A Junta de Freguesia

30 de Setembro de 2014



publicado por Carlos Gomes às 18:26
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Domingo, 28 de Setembro de 2014
PORQUE SE EXIBE O ELEVADOR DA BICA NESTE ESTADO?

O elevador da Bica, considerado um dos ex-líbris de Lisboa, circula com o aspeto deplorável que as imagens documentam. É o retrato de uma cidade vandalizada e conspurcada pelas pichagens que invadem as ruas dos seus bairros históricos, sem respeito pelos seus moradores e beneficiando da indiferença das autoridades camarárias.

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O elevador da Bica mostra a degradação e o vandalismo elevado à categoria de arte como se realmente de arte se tratasse – exibe sobretudo o desleixo de uma autarquia que não cuida da sua cidade!

Bastante fotografada pelos turistas que visitam Lisboa, estes levam consigo a imagem de uma antro do submundo marginal em lugar de uma cidade limpa e asseada própria de um país culto e civilizado.

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publicado por Carlos Gomes às 08:52
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2014
INSTITUTO HIDROGRÁFICO PUBLICA LIVRO SOBRE O CONVENTO DAS TRINAS DO MOCAMBO

O Instituto Hidrográfico acaba de publicar a obra “O Convento das Trinas do Mocambo. Da Capela de Nossa Senhora da Soledade a sede do Instituto Hidrográfico”. Esta publicação resulta da mostra Fotográfica “Um Lugar de Memória. Convento das Trinas do Mocambo” que o Instituto Hidrográfico levou a efeito no passado mês de abril, no âmbito das comemorações oficiais do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Conforme é referido no próprio livro, com esta iniciativa “procura-se preservar a memória histórica de um património cultural e arquitetónico que se encontra à guarda do Instituto Hidrográfico, dando-o a conhecer através de um conjunto de gravuras, postais, mapas e fotografia com devido interesse documental que tem vindo a ser recolhidas, divulgação que complementa as visitas culturais que habitualmente se realizam a este espaço que constitui um Lugar de Memória da cidade de Lisboa”

O Convento das Trinas do Mocambo teve a sua origem num aglomerado de casas que, em 1657, foi pelo casal flamengo Cornélio Wandali e Martha de Bóz legado por disposição testamentária à Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade do Resgate dos Cativos. Reza o referido testamento que …as casas que tinha no Mocambo e a ermida que lhe tinha acrescentado fossem pera se acomodar alli um mosteyro de freyras da Ordem da Sanctíssima Trindade, e pêra fabrica do dito convento e sustento das Religiosas deyxava seos bens.

O termo Mocambo constitui um antigo topónimo que nos remete para a época em que, naquele sítio, existiu uma pequena póvoa de casebres habitados por população de origem africana, o qual viria no século XIX a dar origem a bairro típico da Madragoa habitado por gente varina, assim apelidada por ser oriunda de Ovar.

A Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade do Resgate dos Cativos foi criada em 1198, por S. João da Mata e S. Félix de Valois. Esta congregação, com o propósito de angariar dinheiro para proceder ao resgate dos fiéis cristãos que, uma vez capturados, entravam nas redes árabes do tráfico de escravos, estabeleceu-se em Portugal por volta do início do século XIII, sabendo-se que já em 1219 existia um convento trinitário em Santarém.

Ao Convento das Trinas do Mocambo pertenceram também os casais da Boavista e de Buenos-Ayres os quais, na sequência do terramoto de 1755, por “aforamentos de chãos de terras”, deram origem ao atual bairro da Lapa.

A partir de 1878, passaram a habitar o edifício as religiosas da Ordem das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, aqui tendo permanecido até à implantação da República, altura em que a congregação foi extinta e muitas religiosas foram forçadas a abandonar o país. Nele viveu Maria Clara do Menino Jesus, fundadora desta Ordem, recentemente beatificada.

Desde 1910, o antigo Convento das Trinas teve as mais diversas utilizações, tendo sido sujeito a numerosas alterações e em risco de completa ruína. Em 1969, um violento incêndio ocorrido nas instalações do Ministério da Marinha, situadas na rua do Arsenal e Largo do Corpo Santo, desalojou o Instituto Hidrográfico, tendo-se a partir de então este órgão da Marinha Portuguesa instalado no edifício do antigo Convento das Trinas do Mocambo, constituindo sua preocupação a preservação do património histórico e artístico que se encontra à sua guarda.

Classificado desde 1943 como Imóvel de Interesse Público, o antigo Convento das Trinas do Mocambo reúne um valioso espólio artístico, nomeadamente painéis azulejares dos séculos XVIII e XIX, conservando ainda magníficos espaços conventuais dignos de visita.

O antigo Convento das Trinas do Mocambo encontra-se aberto a visitas de grupos, mediante marcação prévia através do tel: 210 943 287 ou por e-mail:rp@hidrografico.pt. A entrada é gratuita.

O livro “O Convento das Trinas do Mocambo. Da Capela de Nossa Senhora da Soledade a sede do Instituto Hidrográfico” pode ser adquirido na Loja do Navegante, um espaço aberto ao público nas suas instalações.



publicado por Carlos Gomes às 21:16
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PORQUE NÃO SE TRANSFORMA O HOSPITAL DE MARINHA NO MUSEU DE SAÚDE MILITAR?

Edifício do Hospital de Marinha: Um Destino Necessário – Museu da Saúde Militar

O Hospital Real da Marinha, criado pelo Alvará do Príncipe Regente D. João de 27 de setembro de 1797. Foi construído de raiz para o efeito no local do antigo Colégio de S. Francisco Xavier (também conhecido como Hospício dos Jesuítas ao Paraíso). Este edifício, na altura bastante moderno, foi projetado pelo arquiteto Francisco Xavier Fabri, e foi inaugurado em 1 de novembro de 1806, mantendo-se em funcionamento sem interrupção quase 206 anos. De acordo com o Artº 7º do Decreto -Lei 187/2012 é considerado extinto, e encerrou definitivamente em Dezembro de 2013.

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O Hospital da Marinha enquanto edifício mais antigo construído de raiz para Hospital, na altura do seu encerramento tem agora o digno e viável futuro que seria tornar-se o "Museu da Saúde Militar". Uma ideia que pode ganhar asas antes que outros destinos lhe reservem... Seria a melhor e necessária utilização deste edifício já que a memória histórica da saúde militar está por fazer em Portugal...

Está, assim, lançado este desafio às diferentes entidades com poder e influência para o concretizar: a começar pelo Presidente da Republica (supremo comandante das Forças Armadas), Governo, Chefias militares e Ordens e outras organizações profissionais!

Entendendo por Saúde Militar o sistema de meios e ações desenvolvidas por um conjunto de profissionais para o desenvolvimento de cuidados de saúde para uma população com as especificidades do contexto militar, mas que não se separa da Saúde em geral, antes a enriquece e qualifica pelo manancial dos contributos duma sensibilidade, acção e experiências específicas desse exercício.

Aliás, a saúde militar está intimamente ligada à própria gênese das organizações e profissões de saúde, como uma sua corrente de influência de origem muito longínqua: desde a estrutura organizada de cuidados aos feridos nas legiões romanas, nas Cruzadas e na idade Média em cuidados de hospedaria e acolhimento em lugares de peregrinação e culto, e assume relevância na expansão quatrocentista, até à memória mais recente da guerra colonial e das missões humanitárias e de paz das Forças Armadas. É ainda reconhecido o papel da saúde militar no desenvolvimento científico e técnico com as positivas implicações para a saúde em geral, na realidade, resultado do esforço de guerra e da necessidade de preservar ao máximo a integridade do combatente e o seu restabelecimento o mais rápido possível em caso de doença ou ferimento.

Também em termos académicos o tema da saúde e das instituições militares tem um amplo campo de desenvolvimento futuro, e referimos a titulo de exemplo (para alem dos trabalhos do Coronel Carlos Vieira Reis e do Almirante Rui de Abreu), a tese de doutoramento do Doutor Augusto Moutinho Borges, apresentada à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa “Reais Hospitais Militares” (Prémio de Defesa Nacional 2007, atribuído pelo Ministério da Defesa Nacional / Comissão Portuguesa de História Militar) onde o autor cruza com a historia das instituições assistenciais militares a historia da arquitetura e da medicina, abrindo caminho a uma investigação histórica mais alargada a que um museu desta natureza, a criar, pode dar e receber fundamental contributo.

É urgente recuperar a história e a memória da ação e das instituições militares, sobretudo quando hoje muitas instituições encerram, se descaracterizam, perdem os nomes dos seus patronos, perdem o seu espírito e a sua identidade, devendo o futuro Museu da Saúde Militar participar na formação da consciência da comunidade que serve, explorando as possibilidades aparentemente infinitas da comunicação moderna, não apenas na valorização do património e acervo material já existente, mas também a participação do museu na discussão de temas militares e da saúde com as diversas interfaces com a sociedade.

Seremos capazes disso?

Rui Pereira Cavaco

(Enfermeiro, ex sargento ajudante no ativo)



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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014
MUNICÍPIO DE LISBOA ABRE AO PÚBLICO GALERIAS ROMANAS DA RUA DA PRATA

Galerias Romanas da Rua da Prata

Visitas organizadas no âmbito das Jornadas Europeias do Património, este ano sob o tema “Património, sempre uma descoberta“

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Entrada pela rua da Conceição junto ao nº 77 | 26, 27 e 28 setembro | 10h00-18h00 (última entrada às 17h30)

Visitas realizadas em grupo, sem marcação | Entrada livre

+info http://bit.ly/1qfyWGn

Fotografias do Arquivo Municipal de Lisboa | Fotografias 2014 | Armindo Ribeiro | CML

PT/AMLSB/JBN/003501, Fotógrafo Joshua Benoliel, 1909

PT/AMLSB/JBN/001241 Autor não identificado, Joshua Benoliel visitando o espaço em 1909

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Domingo, 14 de Setembro de 2014
MARINHA PORTUGUESA DÁ A CONHECER O PATRIMÓNIO À SUA GUARDA

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ITINERÁRIOS CULTURAIS E PATRIMONIAIS

São realizados mensalmente no intuito de divulgar o imenso património da Marinha portuguesa.

Têm início às 10H00, são livres de encargos com excepção de almoço, quando programado e estão destinados a um máximo de 30 pessoas. Inscrições: 2º Tenente Duarte Dias – email: duarte.dias@marinha.pt

13 SET | “Ensino da Navegação”

Visita ao NRP “Sagres” e à Escola Naval

27 SET | “A Marinha e a História de Portugal”

Visita à Fragata “D. Fernando II e Glória”, ao Palácio Real do Alfeite e ao Museu do Fuzileiro.

(Realizado no âmbito das Jornadas Europeias do Património)

25OUT | “Edifícios Históricos da Marinha”

Visita às Instalações Centrais de Marinha e ao Instituto Hidrográfico.

22NOV | “Edifícios Históricos da Marinha”

Visita ao Quartel de Marinheiros em Alcântara e ao Arquivo Histórico.



publicado por Carlos Gomes às 00:07
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Sábado, 13 de Setembro de 2014
PARA QUANDO A RECUPERAÇÃO DAS TERCENAS DO MARQUÊS EM LISBOA?

O bairro onde outrora existiram as Tercenas do Marquês de Pombal, junto à avenida 24 de Julho, perto da Rocha Conde d’Óbidos, continua à espera das anunciadas obras de reabilitação daquele profundamente degradado da cidade de Lisboa. Sucede que, no âmbito do projeto “AfricaCont” que resulta de uma parceria entre o extinto Ministério da Cultura, a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação Calouste Gulbenkian, encontra-se prevista a reabilitação, reconversão e adaptação a equipamento cultural de um conjunto de edifícios existentes neste local, encontrando-se inicialmente previsto para entrar em ação plena em 2012. Sucede que o projeto ainda não saiu do papel e as antigas Tercenas do Marquês continuam no estado deplorável que as imagens documentam.

De acordo com J. A. Fernandes Dias*, responsável pelo projeto, “O centro cultural AFRICA.CONT será um espaço dinâmico e abrangente, do ponto de vista geográfico e político – do norte de África à África do Sul, do Cabo Verde ao Corno de África, e às suas extensões europeias e das Américas, do Médio Oriente e da Ásia do Sul. Mas também pretende considerar grandes constelações culturais, integrando todas as manifestações de África enquanto agente cultural da globalidade contemporânea: música mas também artes visuais, dança e teatro, fotografia, cinema e vídeo, arquitectura, urbanismo e design, literatura e ciências humanas, moda e culinária, incluindo a Internet e a electrónica como veículos e suportes culturais por excelência da contemporaneidade. Temos plena consciência de que vivemos num mundo globalizado, em que os desenvolvimentos culturais africanos estão interligados com as tentativas de repensar o ocidente e as suas produções culturais, fora da tradicional auto-narração hegemónica. Em novas consciências do mundo, e da arte, que não se conformem com uma tolerância baseada em paternalismo, quotas e correção política.”

No sítio onde atualmente existe a avenida 24 de julho foram, até aos finais do século XIX, as chamadas “Tercenas de José António Pereira” ou “Tercenas do Marquês”, assim designadas por se tratar de um local onde se cuidavam das embarcações e havia armazéns para guardar aprestos. Após a construção do aterro, esta área passou a compreender a Travessa José António Pereira e o Beco da Galheta, constituindo provavelmente este último topónimo uma corruptela de calheta que constitui um sítio propício para encalhar os barcos. Este local era portanto, outrora banhado pelas águas do rio Tejo.

A Travessa de José António Pereira recorda-nos um abastado comerciante que foi um grande armador e proprietário de roças em S. Tomé, importador de café e outros géneros, tendo vivido no Palacete Pombal, na rua das Janelas Verdes, onde em meados do século passado funcionou o Colégio Infante Santo.

José António Pereira veio a falecer em 1817 e, por volta de 1950, o palácio foi vendido ao comerciante Joaquim José Fernandes. Este tinha uma filha de nome D. Maria do Carmo Fernandes que era dama honorária da Rainha D. Amélia e casou em 1873 com António de Carvalho Melo e Daun de Albuquerque e Lorena, que veio a ser o 6º Marquês de Pombal, derivando daí a identificação do palácio e do próprio local como “Tercena do Marquês”.

Curiosamente, o brasão que o palácio ostenta está mal produzido uma vez que apresenta uma estrela de cinco pontas quando a heráldica correspondente aos Carvalhos apresenta uma estrela de oito pontas.

Os terraços do palácio foram construídos sobre o aterro e ligados entre si por passagens apoiadas em arcaria sobre as ruelas ali existentes. Num desses arcos existe uma lápide com a inscrição “Joze Antonio Pereira. Abril de 1805”. Na fachada de um armazém existente na avenida 24 de julho, outra lápide menciona” Caes de Joze Antonio Pereira de 1801” 

*J. A. Fernandes Dias, in http://www.oi.acidi.gov.pt/docs/Revista_7/Migracoes7p286p288.pdf

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Torrinha 006

Torrinha (3)



publicado por Carlos Gomes às 17:36
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Domingo, 7 de Setembro de 2014
ESTATUÁRIA DO JARDIM DA ESTRELA ENCONTRA-SE VANDALIZADA

À semelhança do que sucede um pouco por todos os jardins e parques de Lisboa, a estatuária que se encontra no jardim da Estrela encontra-se vandalizada como as imagens documentam.

O jardim da Estrela beneficia de policiamento e dispõe de funcionários e horário de abertura e encerramento. Não obstante, o vandalismo neste local é uma constante.



publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Sábado, 6 de Setembro de 2014
VAI O HOTEL A CONSTRUIR EM FRENTE AO PALÁCIO DE S. BENTO ENTAIPAR O AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES?

Defronte do Palácio de S. Bento, “em plena zona nobre da cidade de Lisboa”, onde outrora se encontrava o arco do Aqueduto das Águas Livres que fazia o abastecimento de água ao Mosteiro, encontra-se um terreno com projeto aprovado para a construção de um hotel. Mesmo ao lado, são visíveis os arcos do aqueduto que corre o risco de ficar “entaipado” com o novo edifício.

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A desmontagem do referido arco do aqueduto que atualmente se encontra na Praça de Espanha fez parte de um plano de remodelação urbanística que incluiu a construção dos jardins e monumental escadaria do palácio e previa o alargamento da rua de S. Bento na continuidade da avenida D. Carlos I. Durante anos, os números pares desta artéria, todos pertencentes ao Município de Lisboa, foram sendo sucessivamente demolidos. Foi o que sucedeu nomeadamente ao Pátio do Gil onde nasceu o historiador Alexandre Herculano.

Porém, esquecido que ficou o projeto de alargamento da rua de S. Bento, passou a recuperar-se edifícios que antes se encontravam em mau estado de conservação e a autorizar novas construções, como a que se refere ao anunciado hotel. Uma saga que reflete a deriva a que a cidade de Lisboa se encontra há várias décadas…

Amadora - FeiraDoLivro 008



publicado por Carlos Gomes às 10:28
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2014
EM 1966, FOTÓGRAFO NUNES GARCIA REGISTOU OS BRASÕES FLORAIS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

As imagens datam de 1966 e registam os brasões florais dos jardins históricos da Praça do Império. As fotos são da autoria de Nunes Garcia e pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 09:40
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014
EM 1961, CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA INAUGUROU OS BRASÕES FLORAIS NOS JARDINS HISTÓRIOS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

Os brasões florais dos jardins da Praça do Império que agora o Município de Lisboa pretende destruir, foram inaugurados pela Câmara Municipal de Lisboa em 1961.

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As imagens registam o momento em que o então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Vitorino França Borges, acompanhado da vereação e outras entidades, procedeu à inauguração da exposição dos escudos das capitais dos distritos executados em mosaicultura.

Nas fotos, distinguem-se a Conservadora Chefe dos Museus Municipais de Lisboa, Julieta Ferrão; o Diretor de Serviços de Abastecimento da Câmara Municipal de Lisboa, Julieta Ferrão e o Vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Aníbal David.

Algumas imagens registam também o momento em que o Presidente da autarquia agradece aos jardineiros municipais.

As fotos são da autoria de Armando Serôdio e pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 10:46
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Domingo, 31 de Agosto de 2014
EM 1971, MUNICÍPIO DE LISBOA CUIDAVA COM ZELO OS JARDINS HISTÓRICOS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

As fotos datam de 1971 e mostram a extraordinária beleza dos jardins históricos da Praça do Império e a forma como eram zelosamente cuidados pelos jardineiros ao serviço da Câmara Municipal de Lisboa.

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Uma das imagens regista o aspeto magnífico do relógio de sol ali existente, atualmente irreconhecível devido ao desmazelo dos serviços camarários e, a avaliar pelas declarações feitas pelo vereador responsável pelo pelouro das zonas verdes, um alvo a abater por considerar desatualizado…

As fotos são da autoria de Joaquim Pereira Silvestre e pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa

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publicado por Carlos Gomes às 13:25
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EM 1973, ARQUIVISTAS AMERICANOS CONTEMPLAM OS BRASÕES DA PRAÇA DO IMPÉRIO

A foto data de 1973 e mostra um grupo de elementos da Sociedade de Arquivistas Americanos admirando os brasões da Praça do Império, por ocasião da visita que efetuaram à Câmara Municipal de Lisboa.

A foto, de autor não identificado, pertence ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 13:11
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DUAS PETIÇÕES PÚBLICAS EM DEFESA DOS BRASÕES FLORAIS DA PRAÇA DO IMPÉRIO SOMAM JÁ CERCA DE 3.000 ASSINATURAS!

São duas as petições que estão a correr na internet. Uma delas, promovida pela Junta de Freguesia de Belém, reúne mais de 1.500 assinaturas e a outra, iniciativa da Associação de Defesa do Património de Lisboa conta com perto de 1.500 assinaturas.

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A petição lançada pela Junta de Freguesia de Belém encontram no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=BrasoesPracaImperio enquanto a promovida pela Associação de Defesa do Património de Lisboa está em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT74604

Entretanto, multiplicam-se os artigos de opinião na comunicação social, na blogosfera e redes sociais. Cidadãos de todos os quadrantes sociais e políticos têm vindo unanimemente a manifestar-se a favor da preservação do nosso património, concretamente dos brasões florais dos jardins da Praça do Império.

A Câmara Municipal de Lisboa deve repensar a sua decisão, proceder à recuperação do património e respeitar as leis que determinam as áreas que devido ao seu interesse cultural se encontram sob proteção. Os portugueses em geral e os lisboetas em particular exigem a recuperação e preservação dos brasões florais dos jardins da Praça do Império!



publicado por Carlos Gomes às 09:06
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Sábado, 30 de Agosto de 2014
EM BELÉM, O MUNICÍPIO DE LISBOA QUER DESTRUIR OS BRASÕES… E, NO JARDIM DA ESTRELA, AGUARDARÁ A DERROCADA DEFINITIVA DO MIRADOURO?

O miradouro do Jardim da Estrela, em Lisboa, há 5 anos a aguardar obras de recuperação, ameaça derrocada a todo o instante.

O acesso ao miradouro do jardim da Estrela encontra-se interditado ao público desde 2009. Na origem da decisão encontra-se o risco de desmoronamento das terras e dos blocos de pedra que constituem os guarda-corpos do percurso.

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As obras de recuperação do local tardam a realizar-se e os caminhos que conduzem ao miradouro apenas se encontram barrados com uma simples corda.

Depois de, há alguns anos, a autarquia ter autorizado a construção de um edifício de vários pisos na rua de São Bernardo que veio a eliminar por completo a vista panorâmica que se usufruía daquele miradouro, agora o local permanece em estado de completo abandono à espera que uma derrocada destrua de vez o local que foi outrora um dos mais frequentados do jardim. Refira-se que existiu no local uma biblioteca pública com esplanada.

Na entrada principal do jardim da Estrela, uma placa informa os visitantes da existência do miradouro que, aliás, constitui uma das referências turísticas da cidade de Lisboa. Resta saber quanto mais tempo será necessário para se proceder à sua recuperação.

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publicado por Carlos Gomes às 11:29
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JARDINS HISTÓRICOS DE BELÉM SÃO CARTAZ TURÍSTICO DE LISBOA

Os jardins históricos de Belém, situados na Praça do Império e na Praça Afonso de Albuquerque, constituem um verdadeiro cartaz turístico da cidade de Lisboa. Edificados em 1940 aquando da exposição do Mundo Português, os jardins da Praça do Império são um dos locais mais visitados por turistas nacionais e estrangeiros.

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A fonte luminosa e, sobretudo, os seus arranjos florais, incluindo o relógio de sol e os brasões dos distritos de Portugal e dos antigos territórios ultramarinos, foram também durante várias décadas um verdadeiro testemunho do talento artístico dos jardineiros lisboetas.

Os postais ilustrados da época, aliás bastante procurados por colecionadores, documentam a beleza magnífica dos jardins que agora o Município de Lisboa quer ver destruídos, pese embora encontrarem-se em área protegida que inclui o mosteiro dos Jerónimos.

Apesar da degradação e abandono a que têm sido votados, tornando irreconhecíveis os trabalhos florais ali existentes, os jardins da Praça do Império continuam a atrair os visitantes e, consequentemente, a contribuir para a dinamização do comércio local e a obtenção de receitas provenientes do turismo. Não obstante o argumento financeiro, estes jardins constituem uma imagem de marca da cidade de Lisboa!

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publicado por Carlos Gomes às 10:04
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014
EM BELÉM, O MUNICÍPIO DE LISBOA QUER DESTRUIR OS BRASÕES DOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO… E, O QUE PRETENDERÁ COM O ABANDONO DOS JARDINS DA PRAÇA AFONSO DE ALBUQUERQUE?

Esculturas partidas e vandalizadas e pavimentos degradados são o retrato do abandono deste jardim situado defronte do Palácio de Belém

O Jardim Afonso de Albuquerque situa-se defronte do Palácio de Belém onde se encontra instalada a Presidência da República. Não obstante, aquele espaço parece encontrar-se ao abandono, a avaliar pelo estado em que se encontra o pavimento e as esculturas que constituem motivos de ornamentação.

Estátuas danificadas e sujas com pichagens e a degradação dos arruamentos são alguns dos aspetos que dão uma ideia de abandono do local. E, nem o monumento a Afonso de Albuquerque escapa uma vez que apresenta na base do pedestal alguns motivos escultóricos seriamente danificados.

Situado na Praça Afonso de Albuquerque, em Belém, o jardim, apresenta uma planta quadrangular e simétrica com cerca de 1,6 há, prolongando-se até à avenida da Índia, encontrando-se integrado numa área dedicada aos Descobrimentos Portugueses. Respeitando a simetria, apresenta diversos tabuleiros de relva e quatro lagos artificiais situados nos cantos do jardim, ornamentados com motivos escultóricos, erguendo-se ao centro a estátua de Afonso de Albuquerque.

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publicado por Carlos Gomes às 08:34
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EM BELÉM, O MUNICÍPIO DE LISBOA QUER DESTRUIR OS BRASÕES… E, NA TAPADA DAS NECESSIDADES, O QUE PRETENDE COM O SEU ABANDONO?

TAPADA DAS NECESSIDADES REGISTA DEGRADAÇÃO E ABANDONO

Câmara Municipal de Lisboa anunciou a realização de obras de requalificação em 2010 mas ainda não as efetuou

Equipamentos degradados e ao abandono, esculturas danificadas, vidros partidos, grafitis, arruamentos em mau estado, lixo e pessoas dormindo estendidas nos bancos do jardim fazem parte do cenário que a Tapada das Necessidades proporciona atualmente a quem visita este espaço magnífico de Lisboa.

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Não obstante, à entrada do jardim, um enorme painel publicitário da Câmara Municipal de Lisboa que reflete idêntico estado de abandono e esquecimento, anuncia o início de “Obras de Conservação da Tapada das Necessidades” para abril de 2010 e a sua conclusão para agosto do mesmo ano.

Constituindo parte integrante do Palácio das Necessidades, o jardim vulgarmente designado por Tapada das Necessidades era o local predileto de muitos monarcas para a realização de piqueniques, de entre os quais avultava o rei D. João V.

Para além de constituir uma magnífica zona de lazer dos lisboetas, a Tapada das Necessidades constitui um património que deveria manter-se cuidado e preservado. Aguardemos que a autarquia lisboeta recorde que tinha planeado a sua requalificação e venha a concretizá-la!

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publicado por Carlos Gomes às 01:02
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2014
ASSOCIAÇÃO DE DEFESA DO PATRIMÓNIO REALIZA AÇÃO SIMBÓLICA A FAVOR DA PRESERVAÇÃO DOS BRASÕES DO JARDIM DA PRAÇA DO IMPÉRIO

Em causa está o estado de abandono em que se encontram os jardins históricos de Belém e a intenção do município lisboeta em retirar os brasões dos jardins da Praça do Império

A Associação de Defesa do Património de Lisboa levou hoje a efeito em Belém uma manifestação simbólica de a favor da preservação dos brasões no jardim da Praça do Império.

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Munidos de ferramentas e outros utensílios de jardinagem, um grupo de pessoas procedeu à limpeza das ervas daninhas que cobriam por completo um dos símbolos existentes ali existentes, concretamente uma cruz da Ordem de Avis, a qual encontrava-se irreconhecível.

A ação que teve a cobertura jornalista de vários órgãos de comunicação social, foi dirigida pela Presidente da Associação de Defesa do Património de Lisboa, Drª Aline Beuvink, e contou com a presença nomeadamente do Presidente da Junta de Freguesia de Belém, Dr. Fernando Ribeiro Rosa, e do fadista Gonçalo da Câmara Pereira.

Na ocasião, foi salientado pelos promotores da iniciativa que esta ação visa simplesmente defender a História e o Património que nos foi legado, não devendo em circunstância alguma ser confundida com motivações de ordem ideológica, respeitando-se a opinião de todas as pessoas.

Esta constituiu a primeira manifestação de caráter cívico realizada em defesa deste património, prevendo-se que outras venham em breve a suceder-se promovidas por outras entidades ligadas à defesa do património cultural da nossa cidade.

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publicado por Carlos Gomes às 21:08
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O QUE É FEITO DO RELÓGIO DE SOL EXISTENTE NOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO?

A fotografia é de Artur Inácio Bastos e retrata o Relógio de Sol que existe nos jardins da Praça do Império, em Lisboa, e que atualmente se encontra irreconhecível por incúria do Município de Lisboa. A foto pertence ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 14:03
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O QUE É FEITO DO ESCUDO NACIONAL EXISTENTE NOS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO?

A fotografia é de Artur Inácio Bastos e retrata o escudo nacional feito em flores, nos jardins da Praça do Império, em Lisboa, e que atualmente se encontra irreconhecível por incúria do Município de Lisboa. A foto pertence ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 09:13
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2014
JUNTA DE FREGUESIA DE BELÉM LANÇA PETIÇÃO PÚBLICA PARA DEFENDER OS JARDINS HISTÓRICOS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

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PETIÇÃO PÚBLICA EM DEFESA DOS JARDINS HISTÓRICOS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

A Junta de Freguesia de Belém tem recebido inúmeras solicitações para actuar relativamente à intenção (já confirmada) da CML de destruir os brasões dos Jardins da Praça do Império, "apagando" alguns dos que fazem parte da histórica colectiva de todos os portugueses.

Este atentado cultura a Belém, a Lisboa e ao País e aos seus mais de 850 anos de história é inaceitáveil.

Assim, a Junta de Freguesia lança umapetição pública que será, em finais de Setembro levada à Assembleia de Freguesia para que esta a subscreva formalmente e seja depois remetida à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal de Lisboa, com o objectivo de travar esta iniciativa e que a mesma seja susbstituída por uma outra que promova a reabilitação integral dos barsões, conforme o seu desenho e forma original.

Haverá igualmente uma cópia da petição para assinar na Junta de Freguesia, para quem não tem acesso à internet.

Pode assinar a petição em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=BrasoesPracaImperi

POR FAVOR ASSINE, CONVIDE A ASSINAR E DIVULGUE!



publicado por Carlos Gomes às 19:23
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2014
MUNICÍPIO DE LISBOA QUER DESTRUIR OS JARDINS DA PRAÇA DO IMPÉRIO

Existe na Câmara Municipal de Lisboa um plano para apagar os brasões nos espaços ajardinados

Na sequência do artigo que ontem aqui publicámos referente ao estado de abandono a que estão votados os jardins da Praça do Império, na zona histórica de Belém, recebemos via facebook a informação da Junta de Freguesia de Belém denunciando a intenção por parte da Câmara Municipal de Lisboa em destruir os brasões existentes nos espaços ajardinados e que constituíram sempre uma magnífica obra de arte da jardinagem na nossa cidade.

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Transcrevemos a informação colocada junto da notícia que foi partilhada pela própria Junta de Freguesia de Belém: “Infelizmente este é um caso triste na nossa Freguesia. E que estamos a tentar sensibilizar a CML para que altere esta situação. A resposta que temos tido é que, inclusivamente, planeiam destruir os brasões ali existentes! O que somos frontalmente contra!!”

“Esta situação, que nos arrepia, tem de ser combatida de todas as formas. Existem planos na CML para pura e simplesmente apagar a história que está esculturalmente marcada na Praça do Império, destruindo os brasões que ali se encontram, feitos em flores e arbustos.

O espaço tem sido paulatinamente abandonado de forma a justificar a "inviabilidade" da sua recuperação e assim justificar a sua destruição.

A Junta de Freguesia de Belém é frontalmente contra a destruição do jardim! A história não se apaga! Belém e a Cidade de Lisboa ficariam irremediavelmente mais pobres!”

A intenção da Câmara Municipal de Lisboa constitui um verdadeiro atentado ao património da cidade que deve merecer o repúdio por parte de todos os cidadãos!

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publicado por Carlos Gomes às 11:54
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014
MOITA E BARREIRO PROMOVEM ROTA DO MANUELINO

Nos concelhos da Moita e Barreiro. Rota pelo património de estilo manuelino

Está marcada para o dia 30 de agosto, pelas 14:30h, mais uma Rota do Manuelino, promovida pela Câmara Municipal da Moita, em conjunto com a Câmara Municipal do Barreiro, no âmbito das Comemorações dos 500 Anos do Foral de Alhos Vedros.

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Os participantes vão ter a oportunidade de descobrir o património de estilo manuelino existente no antigo concelho de Alhos Vedros, que engloba os atuais concelhos da Moita e Barreiro (Moita, Rosário, Alhos Vedros, Palhais e Barreiro). O Portal Manuelino, no Núcleo Antigo da Moita, a Capela de Nossa Srª do Rosário, a Capela de São João Batista, em Alhos Vedros, a Igreja de Nossa Srª da Graça, em Palhais, e o Portal Manuelino da Antiga Ermida de São Sebastião, no Barreiro, são os locais a visitar.

Para participar, basta efetuar a sua inscrição, gratuita, na Câmara Municipal da Moita, através do email:div.cultura.desporto@mail.cm-moita.pt ou dos telefones: 210817044/210817048, ou na Câmara Municipal do Barreiro, no Posto de Turismo, T: 210990837. A concentração está prevista para as 14:30h, em frente ao edifício da Câmara da Moita.



publicado por Carlos Gomes às 17:39
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014
D. NUNO ÁLVARES PEREIRA FUNDOU HÁ 625 ANOS O CONVENTO DO CARMO

Sobranceiro ao Rossio, em Lisboa, ergue-se o Convento do Carmo, assim designado por ter pertencido à Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, vulgo Ordem do Carmo, uma congregação religiosa inspirada na vida eremítica de silêncio e oração do profeta Elias, surgida no século XI, próximo de Haifa, no atual Estado de Israel.

O Convento do Carmo, em Lisboa, foi fundado em 1389 por D. Nuno Álvares Pereira, aliás São Nuno de Santa Maria, nele tendo ingressado em 1423 e na respetiva igreja sido sepultado.

O terramoto, ocorrido em 1 de novembro de 1755, destruiu grande parte do edifício, tendo-se durante o reinado de D. Maria I iniciado a sua reconstrução, tendo sido concluída uma das alas do convento. Porém, em 1834, aquando da extinção das ordens religiosas, os trabalhos foram interrompidos, tendo-se entretanto optado por não se proceder ao prosseguimento das obras de reconstrução, optando-se pela manutenção das ruínas muito ao gosto da época.

Atualmente, as ruínas da igreja albergam o Museu Arqueológico do Carmo enquanto a parte restante do edifício conventual servem de quartel à Guarda Nacional Republicana, palco de muitos acontecimentos históricos, de entre os quais se destaca o cerco levado a efeito pelos militares revoltosos no 25 de abril de 1974 que levou ao derrube do Estado Novo.

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publicado por Carlos Gomes às 13:28
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2014
TAPADA DAS NECESSIDADES EM LISBOA REGISTA DEGRADAÇÃO E ABANDONO

Câmara Municipal de Lisboa anunciou a realização de obras de requalificação em 2010 mas ainda não as efetuou

Equipamentos degradados e ao abandono, esculturas danificadas, vidros partidos, grafitis, arruamentos em mau estado, lixo e pessoas dormindo estendidas nos bancos do jardim fazem parte do cenário que a Tapada das Necessidades proporciona atualmente a quem visita este espaço magnífico de Lisboa.

Lisboa - Tapada Necessidades (42)

Não obstante, à entrada do jardim, um enorme painel publicitário da Câmara Municipal de Lisboa que reflete idêntico estado de abandono e esquecimento, anuncia o início de “Obras de Conservação da Tapada das Necessidades” para abril de 2010 e a sua conclusão para agosto do mesmo ano.

Constituindo parte integrante do Palácio das Necessidades, o jardim vulgarmente designado por Tapada das Necessidades era o local predileto de muitos monarcas para a realização de piqueniques, de entre os quais avultava o rei D. João V.

Para além de constituir uma magnífica zona de lazer dos lisboetas, a Tapada das Necessidades constitui um património que deveria manter-se cuidado e preservado. Aguardemos que a autarquia lisboeta recorde que tinha planeado a sua requalificação e venha a concretizá-la!

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publicado por Carlos Gomes às 19:09
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2014
A CRUZ DA RUA DA ESPERANÇA, NA MADRAGOA

Na parede de um prédio situado na rua da Esperança, a escassas dezenas de metros do extinto convento que deu nome ao local, encontra-se incrustado uma antiga cruz de pedra que poderá ter constituído uma das estações da via-sacra. A aplicação recente de uma película lustrosa realça aquela peça que sempre passou despercebida a quem por ali circula.

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Situado no local onde atualmente se encontra o quartel do Regimento de Sapadores Bombeiros, o extinto Convento da Esperança foi fundado em 1524, sob a invocação de Nossa Senhora da Piedade da Boa Vista, por autorização de bula do papa Clemente VII, para nele viveram religiosas da Ordem das Clarissas que seguiam a regra da Ordem dos Frades Menores. Tratava-se ainda de um local de recolhimento para senhoras da nobreza.

Em virtude da sua proximidade com o sítio do Mocambo, o qual veio a dar origem a bairro da Madragoa, desde sempre habitado por gentes que faziam da atividade piscatória o seu meio de sobrevivência dada a proximidade da praia de Santos, foi ali criada uma irmandade de pilotos e mestres do mar sob a invocação de Nossa Senhora da Esperança, tendo acabado por prevalecer esta denominação que, como se verifica, não corresponde à designação oficial do mosteiro.

O Convento da Esperança foi encerrado em 1888, por falecimento da última freira residente, conforme determinava o decreto de extinção das ordens religiosas promulgado em 1834, por Joaquim António de Aguiar. Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.



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Terça-feira, 22 de Julho de 2014
A ERMIDA DE SANTO AMARO FOI OBRA DA COLÓNIA GALEGA EM LISBOA

Erguida em 1549 numa colina outrora sobranceira ao rio Tejo, a capela de Santo Amaro foi mandada erguer por um grupo de marinheiros galegos em cumprimento de uma promessa feita perante a ameaça de naufrágio à entrada da barra. Santo Amaro é o padroeiro dos galegos que vivem em Portugal.

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Situada ao cimo da calçada de Santo Amaro, trata-se de um templo de estilo Renascentista, de planta centralizada em redor de um átrio semicircular, construído segundo o projeto de Diogo de Torralva, considerado um dos melhores arquitetos do século XVI. O edifício encontra-se desde 16 de julho de 1910 classificado como Monumento Nacional.

São notáveis os painéis de azulejos polícromos tardo-maneiristas alusivos a Santo Amaro que revestem as paredes do átrio, as pinturas a óleo que revestem o teto da sacristia, os três magníficos portões de ferro forjado do século XVII e o conjunto formado pelo adro e o escadório que, na parte superior, sugere a proa de um barco virado ao Tejo.

Todos os anos, por altura do dia 15 de janeiro, ali afluíam os galegos em animada romaria, cantando e bailando xotas e muiñeiras, vendendo rosários de pinhões e divertindo-se até ao romper do dia. A romaria de Santo Amaro foi uma das mais apreciadas e concorridas que então tinham lugar em Lisboa e arredores, tendo a última se realizado em 1911, facto a que não será estranho o ambiente hostil a manifestações religiosas no espaço público vivido à época.

Seguiu-se um longo período de abandono no qual a capela chegou a ser saqueada e a ser utilizada como carvoaria. Em 1927, foi entregue à Irmandade do Santíssimo Sacramento, e no ano seguinte o espaço foi reabilitado para o culto.

A Capela de Santo Amaro encontra-se aberta ao culto no primeiro domingo de cada mês, às 10 horas, para a celebração da Eucaristia dominical.

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Sexta-feira, 18 de Julho de 2014
UNESCO E ENTIDADES GESTORAS DO PATRIMÓNIO MUNDIAL EM PORTUGAL CRIAM REDE NACIONAL

Acordo foi assinado hoje em Coimbra

Parceria foi oficializada esta sexta-feira em Coimbra. Aproximação dos sítios Património Mundial e participação conjunta em projetos de valorização são alguns dos objetivos.

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A assinatura do acordo de cooperação, celebrado esta sexta-feira, 18 de julho, em Coimbra, entre cidades e sítios portugueses classificados pela UNESCO com o estatuto de Património Mundial, permitirá reforçar, entre outros objetivos, a promoção a nível internacional de centros históricos, monumentos e outros locais classificados como Património Mundial, como sucede com a Paisagem Cultural de Sintra, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém.

Partilhar experiências e saberes adquiridos, desenvolvendo competências, informações e resultados ligados à gestão do Património Mundial, é um dos pressupostos que estão subjacentes à criação desta nova organização, promovida pelas entidades gestoras do Património Mundial em Portugal e pela Comissão Nacional da UNESCO.

O acordo de cooperação pretende facilitar a criação de condições para que, nas próximas décadas, as regiões onde se inserem os bens inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO assegurem não só o seu estatuto de Património Mundial, mas também estimulem a economia e mobilizem as suas gentes, no sentido de gerar valor no âmbito desse reconhecimento internacional.

A Rede é constituída pelo Centro Histórico de Guimarães, o Alto Douro Vinhateiro, Centro Histórico de Angra do Heroísmo, Centro Histórico de Évora, Centro Histórico do Porto, Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações, Convento de Cristo em Tomar, Floresta Laurissilva da Madeira, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Paisagem Cultural de Sintra, Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, Sítio de Arte Rupestre Pré-histórica do Vale do Coa e Universidade de Coimbra.



publicado por Carlos Gomes às 19:43
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Quinta-feira, 17 de Julho de 2014
RESERVATÓRIO DA PATRIARCAL É UMA OBRA DE ARQUITETURA QUE MERECE SER VISITADA

No subsolo do Jardim do Príncipe Real, o Reservatório do Príncipe Real é uma magnífica obra de arquitetura que integra o sistema de distribuição de água a Lisboa do Aqueduto das Águas Livres.

Lisboa - Reservatório Patriarcal 031

Com capacidade para armazenar 880 metros cúbicos de água, o reservatório é uma cisterna construída em alvenaria, com planta octogonal. Sobre 31 pilares, com 9,25 metros de altura, assentam as abóbodas sobre o qual existe um lago com repuxo, situado a meio do jardim.

O Reservatório da Patriarcal foi projetado pelo engenheiro francês Mary, em 1856, e construído entre 1860 e 1864. A partir daqui seguem três galerias, uma em direção à rua da Alegria onde se encontra o chafariz, a partir de onde se ligava por sifão ao sistema de Alviela; outra em direção à Galeria do Loreto onde se encontra o jardim de São Pedro de Alcântara e, outra ainda para a rua de São Marçal para abastecimento da zona ocidental da cidade, incluindo o mosteiro de São Bento onde atualmente se encontra a Assembleia da República.

O Reservatório da Patriarcal funcionou até à década de quarenta do século passado. Em 1994, o local foi adaptado a espaço cultural segundo um projeto da autoria do arquiteto Varandas Monteiro.



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Quarta-feira, 16 de Julho de 2014
MADRAGOA RECUPERA LAVADOURO DAS FRANCESINHAS



publicado por Carlos Gomes às 21:58
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MUNICÍPIOS CELEBRAM ACORDO PARA CRIAÇÃO DA REDE DO PATRIMÓNIO MUNDIAL EM PORTUGAL

Cerimónia terá lugar na sexta-feira, de manhã

Acordo de cooperação oficializado sexta-feira em Coimbra. Partilhar experiências e saberes adquiridos, desenvolvendo competências, informações e resultados ligados à gestão do Património Mundial é um dos objetivos para a criação desta rede.

Vai ser celebrado na próxima sexta-feira, 18 de julho, pelas 11 horas, na Sala do Senado da Universidade de Coimbra, um acordo de cooperação para a criação da Rede do Património Mundial em Portugal, promovida pelas entidades gestoras do Património Mundial em Portugal e pela Comissão Nacional da UNESCO.

Este acordo tem por objetivo a promoção da aproximação entre os sítios Património Mundial, através do debate de ideias sobre a gestão e reabilitação do património, do intercâmbio de conhecimentos e da discussão de questões de interesse mútuo, bem como na participação conjunta em projetos e iniciativas que gerem valor nas regiões onde se inserem e difundam o Património Mundial em Portugal e no Mundo.

Esta parceria pretende facilitar a criação de condições para que, nas próximas décadas, as regiões onde se inserem os bens inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO assegurem não só o seu estatuto de Património Mundial, mas também estimulem a economia e mobilizem as suas gentes, no sentido de gerar valor no âmbito desse reconhecimento internacional.

Este acordo de cooperação é constituído pelo Centro Histórico de Guimarães, Alto Douro Vinhateiro, Centro Histórico de Angra do Heroísmo, Centro Histórico de Évora, Centro Histórico do Porto, Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações, Convento de Cristo em Tomar, Floresta Laurissilva da Madeira, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Paisagem Cultural de Sintra, Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, Sítio de Arte Rupestre Pré-histórica do Vale do Coa e Universidade de Coimbra.



publicado por Carlos Gomes às 16:55
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2014
“O PALÁCIO REAL DO ALFEITE “: UMA OBRA QUE REALÇA O VALOR DO PATRIMÓNIO HISTÓRICO Á GUARDA DA MARINHA PORTUGUESA

Situado na margem sul do rio Tejo, no concelho de Almada, a Quinta e o Palácio Real do Alfeite constituem um património de interesse histórico, cultural, artístico, arquitetónico e paisagístico que se encontram desde os começos do século XX à guarda da Marinha Portuguesa.

Utilizada desde meados do século XVIII como residência de Verão da Família Real Portuguesa, ali se encontra instalada a Base Naval de Lisboa, incluindo a Escola Naval, a Escola de Tecnologias Navais, o Arsenal do Alfeite e o Corpo de Fuzileiros. A escolha do local para o efeito deveu-se à necessidade de concentrar meios logísticos que no passado encontravam-se dispersos e ainda afastar os marinheiros da permanente agitação política em Lisboa.

“O Palácio Real do Alfeite” é uma obra da autoria da historiadora Susana Quaresma e Pereira, editada pela Comissão Cultural de Marinha, que reconstitui de forma magnífica o percurso histórico daquele conjunto patrimonial, desde o Almoxarifado do Alfeite às campanhas de obras de conservação e restauro levadas a efeito durante o século XX, descrevendo o seu recheio artístico onde se inclui a Capela de Nossa Senhora do Mar. O livro inclui ainda notas biográficas de Mateus Vicente de Oliveira e Possidónio da Silva, arquitetos do Palácio Real do Alfeite, além de abundante documentação e ilustração fotográfica que valorizam a obra e completam a informação.

Com excelente apresentação gráfica e uma encadernação de qualidade, o livro “O Palácio Real do Alfeite” é uma obra de leitura indispensável para todos quantos se interessam pelo nosso património histórico e artístico, com especial relevância para a região de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 12:42
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