Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Segunda-feira, 17 de Abril de 2017
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ORGANIZA PEREGRINAÇÃO NACIONAL A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção



publicado por Carlos Gomes às 20:20
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Domingo, 2 de Abril de 2017
RANCHOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção



publicado por Carlos Gomes às 19:43
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Domingo, 26 de Março de 2017
RANCHOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

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publicado por Carlos Gomes às 16:04
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Sábado, 25 de Março de 2017
RANCHOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção



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RANCHOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção



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PESCADORES PEREGRINAM A FÁTIMA

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Terça-feira, 14 de Março de 2017
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ORGANIZA PEREGRINAÇÃO NACIONAL A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

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- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

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A Direção



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Quarta-feira, 1 de Março de 2017
PESCADORES PEREGRINAM AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

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publicado por Carlos Gomes às 19:35
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017
CASA DE GÓIS EM LISBOA APRESENTA O LIVRO "COMENDADORES DE GÓIS"

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publicado por Carlos Gomes às 10:17
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Domingo, 18 de Dezembro de 2016
MINHOTOS EM LISBOA CANTAM AO MENINO JESUS NA IGREJA DA GRAÇA

Ó meu Menino tão lindo,

Ó meu Menino tão belo,

Vinde, vinde já ao mundo

Que por vossa vinda espero.

 

Ó meu Menino tão lindo,

Vinde, vinde já ao mundo,

Livrar-nos do cativeiro

Deste abismo tão profundo.

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A igreja da Graça em Lisboa ficou hoje quase repleta de público a assistir aos cantares ao menino Jesus, conforme era tradição no Minho. A iniciativa partiu da parceria entre o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho e o Grupo de Danças e Cantares Besclore, aliás Novo Banco. Ao evento associaram-se o Rancho Folclórico da Casa do Minho e o Rancho Folclórico Alegria do Minho, todos eles sediados na região de Lisboa.

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Cumprindo a tradição em ambiente solene e respeitoso, os quatro grupos folclóricos recriaram o ambiente de devoção religiosa que outrora se vivia por esta ocasião, entoando os cantares ao menino Jesus. Em breve seguem-se as Janeiras e as reisadas, tradições do povo português que consiste basicamente na formação espontânea de grupos que vão de porta em porta anunciando o nascimento de Jesus e pedindo alvíssaras, geralmente algo que ficou no fumeiro ou sobrou das festividades natalícias.

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A etnografia passa também pela preservação da cultura tradicional na sua vertente religiosa, conservando os cantares e outros costumes característicos também da época natalícia, não se restringindo pois ao desfiar de uma série de danças e cantares cujo enquadramento nem sempre é devidamente explicado. Os grupos folclóricos que hoje recriaram os cantares ao menino Jesus proporcionaram um magnífico espectáculo cultural, sobretudo a muitos lisboetas e aos turistas estrangeiros que não perderam a oportunidade de assistir de elevado interesse cultural.

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publicado por Carlos Gomes às 21:07
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Sábado, 17 de Dezembro de 2016
MINHOTOS EM LISBOA CANTAM AMANHÃ AO MENINO NA IGREJA DA GRAÇA

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publicado por Carlos Gomes às 17:57
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2016
IGREJA DA GRAÇA EM LISBOA RECEBE CANTARES TRADICIONAIS AO MENINO

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publicado por Carlos Gomes às 20:50
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Domingo, 11 de Dezembro de 2016
IGREJA DA GRAÇA EM LISBOA RECEBE CANTARES TRADICIONAIS AO MENINO

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publicado por Carlos Gomes às 12:10
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2016
ORIGENS E SIGNIFICADO DA COROA DO ADVENTO

A Coroa do Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar o nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família reúne-se à sua volta para rezar e celebrar. Seguindo a sua liturgia, é acesa a vela que corresponde à respectiva semana, entoando cânticos e fazendo leitura de passagens da Bíblia alusivas ao Advento.

As origens desta tradição remontam a antigos ritos colares praticados pelos povos europeus através dos quais celebravam o nascimento do Sol ou seja, o solstício de Dezembro, os quais vieram mais tarde a dar origem às saturnais romanas.

A sua forma circular representava precisamente a divindade solar que ocupava um lugar central em todos os ritos pagãos e está presente nas danças de roda que os povos sempre executaram desde as suas origens mais remotas.

Durante o inverno, os povos faziam fogueiras que, simbolizando a luz e o calor em cujo regresso se depositavam as esperanças, aparecem simbolizadas nas velas que fazem parte dos rituais da nossa fé.

Com efeito, através do rito, os povos antigos celebravam a acção criadora dos Deuses, assegurando dessa forma a ininterrupção do ciclo da vida e da morte num perpétuo renascimento e conferindo ao ritual um cunho de magia.

Porém, a religiosidade pagã ou seja, do camponês, cedeu o lugar ao Cristianismo e a novas formas de espiritualidade. E, desse modo, também a Coroa do Advento adquiriu uma nova simbologia e um novo significado.

Para o cristão, a infinidade do círculo representado na forma circular da Coroa do Advento representa o amor de Deus e a sua eternidade, bem assim como a aliança entre Deus e o Homem.

Os seus ramos verdes simbolizam a Esperança e a Vida na crença da Vida Eterna e da Ressurreição que constitui precisamente aquilo que distingue o verdadeiro cristão.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/



publicado por Carlos Gomes às 20:02
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Sábado, 3 de Dezembro de 2016
IGREJA DA GRAÇA EM LISBOA RECEBE CANTARES TRADICIONAIS AO MENINO

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publicado por Carlos Gomes às 21:03
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Sábado, 5 de Novembro de 2016
FOLCLORISTAS DEBATEM EM ALMARGEM DO BISPO REZAS, MEZINHAS E MEDICINA TRADICIONAL

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publicado por Carlos Gomes às 09:58
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Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016
AS BRUXAS SÃO AS SACERDOTISAS DO PAGANISMO

Quais sacerdotisas dos ritos próprios do culto pagão, as chamadas bruxas desde sempre povoam o nosso imaginário, associado ao mal e representando figuras demoníacas que ao longo dos séculos foram inculcadas nas nossas mentes pela religião Cristã que entre nós viria a impor-se ao paganismo. Tal como a figura de Pã, deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores veio ao longo da Idade Média a ficar associada à do Diabo transfigurado na dama pé-de-cabra.

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Proveniente do latim paganus que significa literalmente camponês ou rústico, o paganismo constitui uma forma de expressão religiosa em íntima comunhão com os fenómenos da natureza e profundamente ligado às necessidades espirituais do indivíduo inserido no mundo rural. Prova evidente dessa realidade constitui as tradições que respeitam aos ritos do inverno e ao culto dos mortos, desde os peditórios de “Pão Por Deus” até à “Serração da Velha”, passando pela celebração do solstício de Inverno e o Entrudos, celebrações quase todas convertidas em celebrações cristãs como o Natal, como se de festividades pagãs não se tratassem a sua origem. O mesmo sucede com outras festividades como o Solstício de Verão, com os seus ritos associados ao fogo e transformados em festividades são-joaninas.

Existem entre nós vestígios de antigos santuários pagãos como a do deus Endovélico na região do Alandroal, registando a própria toponímia a sua ancestral influência como sucede com a serra do Larouco, proveniente do deus Laraucus.

Porém, no ano 312 deu-se a alegada conversão do Imperador Constantino ao Cristianismo e, a partir do ano 392, passou o paganismo a ser proibido no Império Romano e consequentemente reprimido e perseguido, sendo essas medidas agravadas com a pena de morte a partir de 435 para quem praticasse ritos envolvendo o sacrifício de animais. Não obstante, o paganismo continuou a praticar-se, de forma mais ou menos discreta, sobretudo entre as gentes que viviam no campo. E a conversão à nova religião trazida pelos invasores romanos não foi tarefa fácil, deparando-se com maiores dificuldades entre os povos de regiões com maior apego às mais ancestrais tradições como se verificou no Minho e em Trás-os-Montes.

Os antigos templos e santuários pagãos foram destruídos para em seu lugar serem erguidas igrejas, o mesmo sucedendo com as encruzilhadas dos caminhos rurais e outros locais de culto nas aldeias que deram lugar a cruzeiros e a pequenos nichos contendo retábulos com as “alminhas” do Purgatório que passaram espiritualmente a aterrorizar as mentes dos humildes camponeses, até então habituados a uma relação mais sadia com a natureza que os rodeavam. Os sacerdotes pagãos conferiram uma nova roupagem às festas pagãs, procurando por esse meio conferir-lhes um novo sentido.

Mas, ainda assim, a religiosidade pagã sobrevive ao lado da nova fé, traduzida na manutenção de velhas tradições como as máscaras transmontanas e as festas dos caretos, o entrudo e as fogueiras de S. João. E, mesmo no Minho onde aparentemente existe forte religiosidade cristã, o que se verifica realmente é uma verdadeira manifestação de exuberância que caracteriza o minhoto, mais não constituindo a festa cristã do que um pretexto para exteriorizar a sua alegria como uma forma de profunda comunhão com a vida e o meio que o rodeia, iluminada por magníficas girândolas de fogo-de-vistas que revelam o seu apego embora inconsciente a antigas práticas religiosas.

Devemos a tais práticas religiosas pagãs os nossos mais profundos conhecimentos de medicina popular no uso das mais variadas espécies botânicas, o saber da meteorologia baseado na observação constante dos fenómenos naturais e da própria astronomia transmitido de geração em geração através de axiomas, a riqueza da nossa gastronomia e um infinito universo de conhecimentos que fazem parte do rico património do nosso folclore.

Com o decorrer do tempo, as perseguições acentuaram-se, tornando-se mais implacáveis durante a Idade Média e sobretudo no período da Inquisição. As sacerdotisas do paganismo eram perseguidas sob a acusação de bruxaria, sempre associada a práticas identificadas com ritos satânicos e talentos que lhes permitiam voar sentadas em rudimentares vassouras…

Nos tempos que correm, tais feitos mais não passam de fantasias literárias e até antigos rituais ligados ao culto dos mortos foram pela sociedade de consumo transformados em motivos de diversão, tal como no passado foram associados ao mal. Mas, o certo é que as bruxas jamais deixaram de existir e o paganismo parece estar de volta!



publicado por Carlos Gomes às 21:53
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Terça-feira, 18 de Outubro de 2016
ESCOLAS CATÓLICAS SÃO DESAFIADAS A DESENVOLVER PROJETOS ARTÍSTICOS INSPIRADOS NA MENSAGEM DE FÁTIMA

Iniciativa “Pela arte até Maria” envolve instituições de ensino na celebração do Centenário das Aparições

No próximo dia 21 de outubro o Santuário de Fátima recebe a III Peregrinação das Escolas Católicas a Fátima, que integra a sessão cultural “Pela Arte até Maria" desenvolvida no âmbito da celebração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora do Rosário aos pastorinhos na Cova da Iria.

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A dinamização desta iniciativa, aberta a todas as escolas católicas, esteve a cargo de uma Comissão Organizadora constituída por elementos do Santuário de Fátima, do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) e da Associação Portuguesa das Escolas Católicas (APEC). Na sessão cultural, agendada para as 14h00 de 21 de outubro de 2016, no Centro Pastoral de Paulo VI, em Fátima, serão apresentados os quatro trabalhos que foram selecionados de um conjunto de vários que foram apresentados e que se desenvolveram ao longo do ano letivo 2015-2016.

Cada escola católica foi convidada a apresentar um limite de três trabalhos em uma ou mais expressões artísticas ligadas às artes performativas, da música à dança e do teatro à literatura. A moldura temática proposta foi a do sétimo ciclo do Itinerário temático para o Centenário das Aparições, que tem como acontecimento de referência a aparição de outubro de 1917.

Sendo a celebração do Centenário das Aparições de Fátima, antes de mais, um projeto pastoral, que privilegia a vertente espiritual e de reflexão da fé, a Comissão Organizadora entendeu que as escolas católicas pudessem ser locais naturais e privilegiados onde é possível cumprir vários objetivos relacionados com a celebração do Centenário, nomeadamente fomentar a reflexão  sobre a Mensagem de Fátima e as suas implicações para vida cristã e, simultaneamente, apresentar sugestões para viver a espiritualidade de Fátima.

Cada escola foi convidada a integrar estes objetivos e a planear as suas atividades pedagógicas e pastorais tendo em conta a vivência cristã no contexto do fenómeno e da mensagem de Fátima.

Os trabalhos realizados, e que serão apresentados na Cova da Iria, foram desenvolvidos e serão interpretados maioritariamente por alunos tendo alguns deles, no entanto, envolvido outros elementos das comunidades educativas.



publicado por Carlos Gomes às 18:24
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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2016
MESQUITA CENTRAL DE LISBOA REALIZA TERTÚLIAS

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No próximo dia 13 de Outubro, tem início um grupo de jantares tertúlia na Mesquita Central de Lisboa.

Clube de Filosofia Al-Mu'tamid

JANTAR TERTÚLIA

Dia 13 de Outubro (5ª feira) – das 19h00 às 22h30 - Mesquita Central de Lisboa

Debate:

"Citizenship, Dialogue and Peace"

Oradores:

Ismail Serageldin

(Director da Biblioteca de Alexandria, Egipto)

Jorge Sampaio

(Antigo Presidente da República)

Eduardo Lourenço

(Fundação Calouste Gulbenkian)

Apresentação e Moderação:

Joaquim Franco

Mahomed Abed

Paulo Mendes Pinto

Inscrições para este mesmo e-mail

Preço: 12 Euros (Jantar Buffet com um prato vegetariano)

Organização:

Clube de Filosofia Al-Mu'tamid, uma parceria entre:

- Área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona

- Comunidade Islâmica de Lisboa (Comissão Social, Cultural e de Formação)



publicado por Carlos Gomes às 20:18
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Domingo, 2 de Outubro de 2016
AMIGOS DOS CAMINHOS DE FÁTIMA JUNTAM PEREGRINOS EM LISBOA

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publicado por Carlos Gomes às 21:42
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2016
LOURES MANTÉM A TRADIÇÃO DO CÍRIO DA NOSSA SENHORA DO CABO

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publicado por Carlos Gomes às 09:27
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016
PARÓQUIA DE LOURES RECEBE EM FESTA NOSSA SENHORA DO CABO ESPICHEL

A paróquia de Loures vai estar em festa, porque recebe e acolherá durante um ano a imagem de Nossa Senhora do Cabo Espichel, tornando-se, assim, palco de uma das festas católicas mais antigas em Portugal.

Os Festejos decorreram na Igreja Matriz e nas imediações, com Cerimónias Religiosas todos os dias, Vários Espectáculos Musicais, Culturais, Circences e Danças. Onde as tasquinhas, carroceis, exposição automóvel e máquinas agricolas também marcam presença.

Consulte o programa detalhado:

DIA 1

11:00 Abertura do Arraial

13:00 Recepção à Comissão de Honra e aos Anjos das Loas na Igreja Matriz de Loures

14:30 Missa na Igreja de Belas

17:00 Entrega da Imagem de Nossa Senhora do Cabo à Paróquia de Sta. Maria de Loures

18:00 Canto das Loas na Igreja de S. Pedro de Caneças

19:30 Chegada a Montemor, Canto das Loas e Cortejo Automóvel com Motards e Carros Clássicos

20:30 Recepção da Imagem de Nossa Senhora do Cabo junto aos Bombeiros de Loures

Círio para a Igreja Matriz, Presidido pelo Bispo Auxiliar D. Nuno Brás

Cortejo de trens e Cavalaria particular

22:30 Actuação “Orquestr’UP - Sociedade Filarmónica União Pinheirense”

00:00 Fogo de Artificio

DIA 2

08:30 Alvorada e Repique dos Sinos

10:00 Arruada com Fanfarra da “Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Camarate”

11:00 Abertura do Arraial e Exposição de Carros Clássicos

15:00 Missa Solene em Honra de Nossa Senhora do Cabo, Presidida pelo Cardeal Patriarca D. Manuel Clemente

16:00 Procissão Solene pelas Ruas de Loures acompanhada pela “Banda da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Loures” e “Banda Filarmónica da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças”

18:30 Actuação do “Chorus’UP - Sociedade Filarmónica União Pinheirense”

21:30 Actuação do Grupo “Chaparral Band”

23:00 Espectáculo com “Fernando Correia Marques”

DIA 3

08:30 Alvorada e Repique dos Sinos

18:00 Abertura do Arraial

19:00 Recitação de terço e missa pelos Colaboradores e Grupos da Paróquia

21:30 Actuação do Grupo “Contraponto”

DIA 4

08:30 Alvorada e Repique dos Sinos

18:00 Abertura do Arraial

19:00 Recitação de Terço e Missa pelas Crianças

21:30 Actuação da “Banda Nova Onda”

DIA 5

08:30 Alvorada e Repique dos Sinos

11:00 Abertura do Arraial

12:00 Missa pelos Idosos e Doentes

15:00 Encontro de Orquestras: Orquestra Ligeira da Sociedade Recreativa e Musical 1º de Agosto Santa Iriense, Orquestra Ligeira do Clube União Recreativo de São Julião do Tojal

18:00 “Clarinete in Orquestra”

21:00 Concerto com a Banda da “Sociedade Musical e Desportiva de Caneças com Vozes”

22:00 Actuação do “Duo Musical Nuno e Marina”

DIA 6

08:30 Alvorada e Repique dos Sinos

18:00 Abertura do Arraial

19:00 Recitação de Terço e Missa pelos Dirigentes e Associações da Freguesia

21:30 Actuação do “Trio Maravilha”

DIA 7

08:30 Alvorada e Repique dos Sinos

18:00 Abertura do Arraial

19:00 Recitação de Terço e Missa pelos Jovens

21:30 Actuação da “Banda Fora de Série”

DIA 8

08:30 Alvorada e Repique dos Sinos

09:30 Caminhada

11:00 Abertura do Arraial

15:00 Encontro de Folclore: “Rancho Folclórico e Etnográfico do Cabeço de Montachique”, “Rancho Folclórico do Bairro da Fraternidade e Grupo Folclórico” e “Etnográfico Danças e Cantares “Verde Minho”

17:30 Aula Aberta de Zumba – “Dalila Salvador”

19:00 Recitação de Terço e Missa pelas Famílias

21:30 Actuação da “Banda Demais”

23:00 Espectáculo com “TOY”

DIA 9

09:30 Caminhada

11:00 Abertura do Arraial

11:30 Missa

16:00 Tarde de Variedades:

Grupo Coral da Portela Canticorum

Hip Hop – Feel It Crew

Zumba – GimnoFrielas

Danças de Salão – GimnoFrielas

Cavaquinhos - Universidade Sénior de Loures

Grupo Cénico – Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fanhões

Artes Circenses - Gato Ruim

Teatr’UP - Sociedade Filarmónica União Pinheirens



publicado por Carlos Gomes às 22:36
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SINTRENSES DESPEDEM-SE DE NOSSA SENHORA DO CABO ESPICHEL

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publicado por Carlos Gomes às 11:06
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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016
MUÇULMANOS EM PORTUGAL CELEBRAM A FESTA DO SACRIFÍCIO

Hoje é dia de Eid-ul-Adha, a Grande Festa que celebra o episódio narrado no Corão segundo o qual, quando Abraham se preparava para sacrificar seu filho Ismael cumprindo a vontade de Deus, o sacrifício humano acabaria por ser substituído pelo sacrifício de um carneiro. Uma história aliás que possui paralelo na Bíblia Hebraica. Desde então, por esta ocasião festiva, muçulmanos de todo o mundo trocam presentes matam e comem carneiro e repartem com familiares e com os pobres.

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No Largo do Martim Moniz, em Lisboa, milhares de muçulmanos enchem a praça e, ajoelhados sobre os seus tapetes, fazem as suas orações, perante o olhar curioso da gente que passa.

As festividades têm começo 70 dias após o Ramadão e coincidem com a peregrinação a Meca, tendo a duração de 4 dias.

A caminho do local de oração, os fieis devem recitar, no mínimo uma vez depois de cada oração obrigatória, a frase: “Allah é o maior. Allah é o maior. Não há nenhuma divindade a não ser Allah. Allah é o maior. Allah é o maior e a Ele pertence todo o louvor.”

Começa dia 11 de Setembro, no Salah tul Fajr e termina quinta-feira dia 15 de Setembro no Salah tal Assr. Mesmo quando o crente faz sozinho a sua oração, tem que a recitar.

Ontem celebrou-se o Dia de Arafat. Jejuar nesse dia é Sunnah, e recordar Allah constantemente e recitar o seguinte Dua. A melhor das súplicas é a súplica do dia de ‘Arafah, e o melhor que eu e os profetas que me antecederam dissemos foi: “Não há divindade real a não ser Allah, O Único, que não possui sócio. Sua é a soberania, e para Ele são os louvores, Ele tem o poder sobre todas as coisas" (Sahih Attirmidhi 3/184.).

Calcula-se atualmente em cerca de 50 mil, o número de muçulmanos que vivem em Portugal, na sua maioria originários dos antigos territórios ultramarinos da Guiné-Bissau e de Moçambique, aos quais nos últimos anos vieram juntar-se muitos imigrantes sobretudo de origem paquistanesa mas também do Bangladesh, Senegal, Tunísia e Argélia. No que respeita às ramificações do Islão, rondam os 80% de sunitas, 15% de xiitas e 2% de wahabitas, estes últimos considerados mais ortodoxos e tendo na Arábia Saudita a sua maior influência.

Apesar de disporem na capital da chamada Mesquita Central de Lisboa, têm vindo nos últimos anos a serem abertos nos concelhos ao redor de Lisboa, mormente na margem sul do rio Tejo, novas mesquitas e outros locais de culto em virtude de grande parte dos muçulmanos viverem nos bairros da periferia. O mesmo vem sucedendo no Porto e outras cidades do país para onde a crise económica levou muitos imigrantes.

Ao contrário do que sucede com outros países europeus, o respeito pelas diferenças religiosas tem possibilitado uma saudável convivência entre pessoas que partilham diferentes religiões. A comprová-lo, registe-se o facto de jamais ter ocorrido até ao momento qualquer incidente em Portugal originado por motivos religiosos, o que se espera que continue a verificar-se.

Contribuirão em primeiro lugar para esta convivência pacífica, entre outros fatores, a sensatez das próprias pessoas que seguem os diferentes credos religiosos, a começar pelos seus próprios dirigentes. Mas também o caráter que, sobretudo desde as navegações dos Descobrimentos, moldaram os portugueses ao longo de séculos de convivência com outros povos de diferentes culturas.

Quem alguma vez teve a oportunidade de assistir às comemorações que as associações de antigos combatentes no Ultramar levam anualmente a efeito em Lisboa, por ocasião do Dia de Portugal, não foi sem alguma emoção que constatou a presença nas cerimónias de um número significativo de muçulmanos de origem africana, acompanhados das respetivas famílias, exibindo orgulhosamente a boina e outros distintivos que os distinguem como ex-militares que um dia combateram sob a bandeira de Portugal e como portugueses continuam a identificar-se. Os muçulmanos constituem, pois, uma comunidade plenamente integrada, à semelhança do que se verifica com portugueses que perfilham outras crenças religiosas.

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publicado por Carlos Gomes às 09:43
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Domingo, 4 de Setembro de 2016
MADRE TERESA ERA TANTO DE CALCUTÁ COMO SANTO ANTÓNIO ERA DE PÁDUA!

A Igreja Católica acaba de canonizar Madre Teresa de Calcutá. De etnia albanesa, Madre Teresa nasceu em 1910 na cidade de Skopje – atual capital da República da Macedónia – à época sob o domínio do Império Otomano.

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Batizada no século com o nome Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, Madre Teresa foi uma religiosa fundadora das Missionárias da Caridade que desenvolveu importante ação evangelizadora e de caridade na Índia e em numerosos países onde se estabeleceu. Faleceu em 1997, em Calcutá, aos 87 anos de idade, vítima de ataque cardíaco, encontrando-se sepultada naquela cidade.

Não obstante Calcutá ter sido o local onde Madre Teresa viveu e veio a falecer, ela não deixa de ser uma albanesa da Macedónia porque foi precisamente ali que nasceu. Creio que jamais ocorreria a alguém tratá-la como chinesa se porventura aí tivesse falecido…

Vem isto a propósito das origens portuguesas de Santo António, porventura o santo português mais venerado em todo o mundo, mas frequentemente identificado com a cidade italiana de Pádua.

Considerado um dos mais insignes doutores da Igreja, Santo António nasceu em Lisboa onde foi batizado com o nome de Fernando, tendo vivido entre os séculos XII e XIII.

Foi frade no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, pertencente à Ordem dos Regrantes de Santo Agostinho, tendo-se mais tarde tornado franciscano, o que o levou até Itália, tendo em 1221 feito parte do Capítulo Geral da Ordem, em Assis, a convite do fundador, Francisco de Assis, tendo posteriormente seguido para Bolonha e, mais tarde, para Pádua onde veio a falecer com 36 anos de idade segundo alguns biógrafos, ou com 40 anos conforme outros asseveram.

Por conseguinte, Santo António era lisboeta de nascimento e português de nacionalidade porque foi aqui que nasceu e, como tal, deve ser reconhecido como Santo António de Lisboa… e não em Pádua!



publicado por Carlos Gomes às 15:18
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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016
O ZOROASTRISMO E A SUA INFLUÊNCIA NO JUDAÍSMO E NO CRISTIANISMO

O zoroastrismo é a religião monoteísta viva mais antiga (apareceu entre 1550 AEC e 1200 AEC, numa altura em que o judaísmo tinha um caráter muito politeísta) e influenciou muito o islamismo (em especial o xiita), o judaísmo e o cristianismo.

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Dele provém por exemplo o conceito de paraíso (pairidaeza) e influenciou muito a religião judaica, durante o exílio na Mesopotâmia como por exemplo a proibição da adoração de imagens sagradas (todo o texto de Isaías na Bíblia é de raiz zoroastriana),o monoteísmo rigoroso (até então o judaísmo era confusamente politeísta) e o puritanismo austero (a purificação dos judeus apregoada por Esdras ter-se-á dado a partir da Pérsia) uma vez que o zoroastrismo era a religião oficial do império persa, sendo o imperador persa Ciro II visto como o “Messias de Jeová” ou o “ungido de Jeová”. O paradoxo é que o título é concedido a um soberano estrangeiro, que não conhece Jeová (“Embora não me conheças, eu te cinjo”, no Deuteronómio de Isaías).

Adotaram então a crença zoaroastrista da vida após a morte, os conceitos de céu e inferno e do julgamento final e do apocalipse muito diferentes do judaísmo de antes da invasão persa. O princípio dualista do zoroastrismo manifesta-se na doutrina das duas eras, uma era presente (de impiedade) que se opõe a uma era futura (de justiça). Com a invasão alexandrina e o helenismo, o judaísmo absorve novos conceitos: o conceito grego da imortalidade da alma e a ideia da ressurreição corporal do zoroastrismo.

Hoje em dia há duas seitas, geograficamente delimitadas (sem contar com os zoroastristas na diáspora, que devem ser tantos como o total dos que existem no Irão e na Índia, um dos quais era o vocalista dos Queen, Freddie Mercury, um zoroastrista parsi, cujo nome verdadeiro era Farrokh Bulsara. No Irão há 35.000 zoroastristas – segundo o governo iraniano – ou 60.000 segundo as autoridades religiosas zoroástricas.

Os zoroastristas iranianos, (cuja cidade sagrada é Yazd, se bem que haja muitos também em Teerão e Kerman) são mais abertos, aceitam casamentos com não-zoroastristas e tentam ativamente converter outras pessoas. Os zoroastristas indianos, concentrados no no Estado do Gujarate, chamados Parsis (de Persa), são mais fechados, só aceitam casamentos endógenos, porque se consideram uma raça “pura” e desencorajam o proselitismo e a conversão de estranhos. Isto é curioso: o ramo que procura conversões está num país onde 99% da população é muçulmana, na maioria xiitas duodecimanos, religião que não permite a saída para outra religião; o ramo parsi, que não admite a conversão de outros, está na Índia, país onde a conversão para outras religiões é livre, exceto para os muçulmano. Dá Ahura Mazda nozes a quem não tem dentes…

No Irão, além dos muçulmanos de várias confissões (incluindo os bahá’is, ramo divergente do xiismo, considerado herético e proibido mas que mesmo assim tem cerca de 350.000 fiéis), são reconhecidas pelo Estado e protegidas (com direito a um assento no parlamento cada uma, as religiões judaica (com 25.000 praticantes, a maior comunidade judaica num país muçulmanos), cristã (300.000, sendo 200.000 da igreja apostólica arménia, sendo os restantes protestantes e da igreja assíria; também são considerados cristãos, e como tal protegidos pela lei, os gnósticos mandeístas que porém não se reconhecem a si próprios como cristãos e por isso se consideram discriminados pelo governo – que não liga nenhuma às suas queixas e continua a classifica-los como cristãos; note-se uma coisa interessante: considera-se que o conceito de diabo nas igrejas cristãs provém do islamismo iraniano e não do judaísmo) e os zoroastristas.

Nuno Miranda

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publicado por Carlos Gomes às 11:43
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2016
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publicado por Carlos Gomes às 22:00
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2016
O ESTADO PORTUGUÊS (AINDA) É LAICO?

“As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto” – Artigo 41º, alínea 4 da Constituição da República Portuguesa

A insistência por parte da Câmara Municipal de Lisboa – visivelmente maior ainda do que da própria comunidade islâmica – na construção de uma mesquita na área da rua da Palma e da rua do Benformoso, junto à Mouraria e ao Largo do Martim Moniz, está a levantar uma grande celeuma que leva inclusivamente a questionar o princípio da laicidade do Estado português.

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Consagra a Constituição da República Portuguesa o princípio da separação da Igreja e do Estado. Porém, o financiamento público de um projeto que prevê a construção de um templo religioso, ainda que envolvendo obras sociais anexas ao mesmo, configura um tratamento privilegiado de uma religião em relação às demais. No caso em apreço, tal discriminação beneficia a religião islâmica que, em Portugal, representa apenas 0,5% da população.

Não é a liberdade religiosa que está em causa quando se questiona tal favorecimento de uma religião relativamente às demais confissões mas o respeito pela observação do princípio constitucional que garante a laicidade do Estado português.

Naturalmente, não vemos os apóstolos da laicidade agora insurgirem-se contra tal discriminação, porventura porque ela vai contra o Cristianismo em geral e a Igreja Católica em particular, desde sempre eleita como inimiga do progresso e como tal, alvo privilegiado das maiores perseguições desde os tempos da expulsão dos jesuítas.

Procuram que se esqueça que, apesar da indiferença dos tempos modernos, a esmagadora maioria dos portugueses professa o Cristianismo como religião, devendo-se a ele em grande medida a nossa matriz cultural e a construção dos alicerces da nossa civilização. E, mais ainda, os seus princípios nunca foram inibidores por parte de povos que se encontravam sob a bandeira portuguesa de professar diferentes religiões, como foram o caso dos muçulmanos na Guiné-Bissau, Índia Portuguesa e Moçambique.

Mas, chegados ao ponto em que um órgão da administração pública – uma autarquia local – coloca em causa o princípio da isenção relativamente às confissões religiosas, importa determinar que, a ser adotado por parte do Estado português uma religião oficial, essa deverá ser o Cristianismo e não outra qualquer porque é a religião maioritária e aquela que corresponde à nossa própria História e ao nosso padrão civilizacional, como é bem representado na bandeira nacional.

- Portugal (ainda) é dos Portugueses!



publicado por Carlos Gomes às 19:15
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2016
PESCADORES PEREGRINAM A FÁTIMA

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publicado por Carlos Gomes às 23:09
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Domingo, 22 de Maio de 2016
FOLCLORE DESFILA NAS FESTAS DE NOSSA SENHORA DA ROCHA EM LINDA-A-PASTORA

Os minhotos radicados na região de Lisboa levaram consigo as concertinas, o folclore e a alegria até à festa de Nossa Senhora da Rocha, no concelho de Oeiras. No âmbito daquelas festividades, o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega organizou hoje uma Mostra de Folclore que contou também com a participação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Salvaterra de Magos em representação do Ribatejo, do Grupo Etnográfico da Região de Coimbra representando a Beira Litoral, do Grupo Folclórico “Os Saloios” da Póvoa da Galega e do Rancho Folclórico “Flores da Beira” constituído por gente de Lafões que vive no concelho de Oeiras.

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Às portas de Lisboa respira-se ainda o ar campestre de outros tempos, em torno do Santuário de Nossa Senhora da Rocha, trazendo à lembrança o tipicismo de outrora de uma das mais concorridas festas da região saloia.

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Remonta aos começos do século XIX a descoberta por um grupo de crianças de uma gruta natural na serra de Carnaxide e, no seu interior, uma pequena imagem de Nossa Senhora à qual deram o nome de Nossa Senhora da Conceição da Rocha.

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Conta-nos o escritor Thomaz Ribeiro na sua obra “A Rocha, poemeto-prologo do poema inédito O Mensageiro de Fez” que “No dia 28 de maio de 1822, perseguindo um coelho que alli se escondera, entraram na gruta do Jamor percorrendo de rastos a furna por onde elle entrára, sete rapazes que andavam brincando e chapinhando nas margens e nas ilhotas de Jamor. Os seus nomes são: Nicoláo Francisco, Joaquim Nunes, Joaquim Antonio da Silva, Antonio de Carvalho, Diogo, José da Costa e Simão Rodrigues. Os mais novos tinham 11 annos, 15 os mais velhos. Entrando e recuando apavorados, no que levaram longo tempo, conseguiram emfim chegar onde puderam erguer se e respirar. Sondando e apalpando acharam e tomaram nas mãos ossos humanos como poderam verificar quando voltaram ao rio. As familias que ha muito os esperavam em suas cazas não receberam bem os retardatarios e não crêram mesmo na historia phantastica do descobrimento.

No dia seguinte porém começou de levantar-se e avolumar-se nos differentes logares donde eram naturaes os pastoritos, o boato da existencia d’uma gruta desconhecida, e a apresentação dos ossos e a insistencia dos exploradores foi firmando, se não certezas, desejos de apurar a verdade. No dia 30 bastantes pessoas acompanhando os retardatarios da ante-vespera ao rio, abrindo as franças dos salgueiros acharam uma lura na grande rocha que se afundava no Jamor.

Não ousaram porém aventurar-se, os mais prudentes; mandaram entrar os rapazes com ordem de trazerem outros ossos. Era a prova evidente de que elles disseram a verdade. E desde que a conheceram destinaram para o dia 31 procurar com luz que dentro accenderiam, o que podesse achar-se na gruta onde era certo haver estado gente. No dia 31 foram pois, com tochas, para dentro serem accendidas. Entraram na frente os sete moços, lá d'outros acompanhados, e accesa uma tocha, encontraram a pequenina imagem da Virgem”.

À semelhança de outras romarias da região outrora bastante concorridas e da qual destacamos as que na localidade de Belas eram dedicadas ao Senhor da Serra, as festas de Nossa Senhora da Rocha entraram em declínio e deixaram inclusive de realizar-se durante largos anos. Mas, qual Fénix das cinzas renascida, eis que renascem, adquirindo de novo fama e cada vez maior aderência, concorrendo para o seu êxito os minhotos que vivem na região ombreando com as gentes locais, anunciando para o próximo ano mais uma edição desta Mostra de Folclore.

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Domingo, 8 de Maio de 2016
PRESIDENTE DA REPÚBLICA PARTICIPA NA PROCISSÃO DA SENHORA DA SAÚDE EM LISBOA

Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, participou na celebração religiosa

Cumprindo a tradição, a procissão de Nossa Senhora da Saúde percorreu as ruas de Lisboa na zona da Mouraria, seguida por milhares de fiéis. Uma vez mais, as varandas engalanaram-se com coloridas colchas, demonstrando a sincera veneração do povo.

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À sua passagem, os lisboetas curvaram-se respeitosamente, numa profunda manifestação de fé. E, numa zona de Lisboa onde abundam estabelecimentos comerciais que identificam uma presença predominante de chineses e muçulmanos das mais variadas proveniências, viveu-se um ambiente pacífico e respeitoso perante uma celebração religiosa cristã.

A celebração foi antecedida, como habitualmente, pela cerimónia de ‘investidura da venerável imagem’ de Nossa Senhora da Saúde, este ano delegada em Maria Cavaco Silva, antiga primeira-dama, por convite do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A procissão de Nossa Senhora da Saúde, a mais antiga de Lisboa, foi realizada pela primeira vez em 1570 na Mouraria.

A devoção começou quando os artilheiros de São Sebastião, que ocupavam a pequena ermida da Mouraria, fizeram um voto a Nossa Senhora para que terminasse a grande peste em Lisboa.

Além da imagem de Nossa Senhora, a procissão integra andores de Santo António e São Sebastião, bem como a imagem de São Jorge, acompanhados por membros dos três ramos das Forças Armadas e agentes da Policia de Segurança Pública.



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Sábado, 7 de Maio de 2016
PROCISSÃO A NOSSA SENHORA DA SAÚDE PERCORRE AS RUAS DE LISBOA

A procissão mais antiga de Lisboa, dedicada a Nossa Senhora da Saúde, vai voltar este domingo às ruas da capital portuguesa, percorrendo os locais envolventes ao santuário da Mouraria.

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A celebração foi antecedida, como habitualmente, pela cerimónia de ‘investidura da venerável imagem’ de Nossa Senhora da Saúde, este ano delegada em Maria Cavaco Silva, antiga primeira-dama, por convite do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A procissão de Nossa Senhora da Saúde, a mais antiga de Lisboa, foi realizada pela primeira vez em 1570 na Mouraria.

A devoção começou quando os artilheiros de São Sebastião, que ocupavam a pequena ermida da Mouraria, fizeram um voto a Nossa Senhora para que terminasse a grande peste em Lisboa.

Além da imagem de Nossa Senhora, a procissão integra andores de Santo António e São Sebastião, bem como a imagem de São Jorge, acompanhados por membros dos três ramos das Forças Armadas e agentes da Policia de Segurança Pública.

OC / Ecclesia

Fotos: Alberto Carlos Lima; autor não identificado (Arquivo Municipal de Lisboa)

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As imagens remontam aos começos do século passado, podendo ver-se numa das fotos a última bandeira da monarquia.



publicado por Carlos Gomes às 19:16
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publicado por Carlos Gomes às 14:43
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Sábado, 23 de Abril de 2016
HOJE É DIA DE S. JORGE

Hoje é o dia que os cristãos consagram a S. Jorge. De acordo com a tradição, terá sido um soldado romano do exército do Imperador Diocleciano, altura de grandes perseguições aos cristãos, mandado degolar por não ter renunciado à sua fé e, consequentemente, venerado como mártir cristão.

Durante a Idade Média surgiram à sua volta, diversas lendas, uma das quais relata ter existido em Silene, cidade da Líbia, um terrível dragão ao qual o povo oferecia sacrifícios humanos. Tendo em dada altura caído a sorte à filha única do rei, S. Jorge, que acabava de chegar àquela cidade na altura precisa em que a vítima ia ser imolada, prestou-se para a libertar, o que conseguiu. Uma vez derrotado o dragão, rei e povo converteram-se de imediato ao Cristianismo.

Remonta ao século XII a introdução do culto a S. Jorge em Portugal, através dos cruzados que vinham combater nas hostes de D. Afonso Henriques nomeadamente a quando da tomada de Lisboa aos mouros. Porém, a sua invocação em forma de grito de guerra começou contudo durante o reinado de D. Afonso IV e teve como objetivo demarcar-se da invocação de S. Tiago Mata-mouros que era feita pelos exércitos leoneses. Até então, nas suas batalhas de Reconquista contra os mouros, os cavaleiros portugueses também invocavam: Por S. Tiago!

Mas foi sobretudo a partir do reinado de D. João I que este culto veio a adquirir verdadeira dimensão nacional, passando a partir de então a sua imagem a integrar a procissão do Corpo de Deus. Ainda hoje, a sua simbologia é empregue nos meios castrenses, principalmente para representar o exército português.

O culto a S. Jorge adquiriu verdadeira feição popular e nacionalista, conservando-se nos dias que correm algumas manifestações culturais que evocam a lenda de S. Jorge e, por seu intermédio, as lutas travadas pelos portugueses contra o invasor castelhano-leonês, numa reconfiguração da luta entre o Bem e o Mal.

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Nas margens do rio Minho onde as veigas verdejantes da Galiza se alcançam em duas braçadas, as gentes minhotas do concelho de Monção mantêm um velho costume que consiste em celebrar todos os anos, por ocasião dos festejos do Corpo de Deus, o lendário combate travado entre S. Jorge e o Dragão.

A luta tem lugar na Praça de Deu-La-Deu cujo nome consagrado na toponímia local evoca a heroína que com astúcia conseguiu que as forças leonesas levantassem o cerco que impunham àquela praça. Perante uma enorme assistência, a coca - nome pelo qual é aqui designado o dragão! - procura, pesadamente e com grande estardalhaço, escapar à perseguição que lhe é movida por S. Jorge que, envolto numa longa capa vermelha e empunhando alternadamente a lança e a espada, acaba invariavelmente por vencer o temível dragão.

O dragão é representado por um boneco que se move com a ajuda de rodízios, conduzido a partir do exterior por dois homens e transportando no seu bojo outros dois que lhe comandam os movimentos da cabeça. Depois de o guerreiro lhe arrancar os brincos que lhe retiram a força e o poder, a besta é vencida quando S. Jorge o conseguir ferir mortalmente introduzindo-lhe a lança ou a espada na garganta, altura em que de uma bolsa alojada do seu interior escorre uma tinta vermelha que simula o sangue da coca.

- Por S. Jorge!



publicado por Carlos Gomes às 10:32
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2016
CONVENTO DOS CARDAES EM LISBOA É UM EXEMPLAR ÚNICO DO BARROCO PORTUGUÊS QUE MERECE SER VISITADO

Situado ao cimo da rua do Século, próximo do Jardim do Príncipe Real, o Convento dos Cardaes é um dos mais interessantes e mais bem conservados monumentos do período do Barroco existente em Lisboa, digno de visita.

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O Convento foi fundado por D. Luísa de Távora para alojar as religiosas da Ordem das Carmelitas Descalças, tendo a sua própria fundadora ali vivido até à sua morte. As Carmelitas Descalças constituem um ramo da Ordem do Carmo que resulta de uma reforma introduzida por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz ao carisma carmelita.

O Convento dos Cardaes apresenta um aspeto exterior sóbrio e austero mas exibindo esplendor e beleza no seu interior.

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Possui igreja de uma só nave, com altar-mor e dois altares laterais. As paredes são revestidas de pinturas que obedecem às regras da Ordem, da autoria de António Pereira Ravasco e André Gonçalves. O teto representa ao centro a Padroeira rodeada pelas suas litanias.

Dispõe de painéis de azulejos historiados-holandeses, representando cenas da vida de Santa Teresa d’Ávila, e ainda magnífica talha dourada, produzindo um efeito integrado entre as diversas formas de arte como é característico do Barroco português.

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Sem pretender fazer uma descrição exaustiva da História e do património do Convento dos Cardaes, não deixaremos de destacar a preservação da roda e da grade no coro alto que constituem atualmente exemplares raros devido à extinção dos conventos, o que não chegou a ser o caso do Convento dos Cardaes. Os espigões existentes nas grades de ferro simbolizam o afastamento do mundo exterior, não se destinando a provocar ferimentos seja a quem for, conforme se pode verificar pela forma como se encontram colocados para o lado de fora.

Escultura em mármore de Nossa Senhora da Conceição, da autoria de João Antunes, encimando uma das portas de entrada do Convento.

Na porta principal, encontra-se uma escultura em mármore de São José, também da autoria de João Antunes.

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A imagem mostra a grade do coro-alto, ladeado por pinturas e talha dourada

Altar-mor com três colunas com fuste em espiral, decoradas com folhas de acanto formando “volutas” e uvas representando o vinho em alusão ao sangue de Cristo, a Fénix usada para simbolizar a Ressurreição de Jesus.

A famigerada roda cuja função era permitir a entrada e saída de objectos o Convento, servindo portanto de elemento de comunicação com o exterior, mas cujo uso que a sociedade lhe veio a dar com a entrega de crianças aos conventos em momentos de aflição das mães, passou a ser conhecida como "roda dos expostos".



publicado por Carlos Gomes às 16:38
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2016
MOITA PREPARA ROMARIA A CAVALO A NOSSA SENHORA D’AIRES EM VIANA DO ALENTEJO

Apresentado programa da XVI Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo

A XVI edição da Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo parte da Moita rumo a Viana do Alentejo no dia 20 de abril. Este evento, único no país, que decorre entre 20 e 24 de abril e leva a Viana do Alentejo cerca de 600 cavalos, foi apresentado no dia 7 de abril, no Hotel Vila Galé, em Évora. Este ano, o percurso da romaria passará, pela primeira vez, por Rio Frio.

Apresentação Romaria 3

Na apresentação desta XVI edição da Romaria, o presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, referiu que “esta recriação nasceu com o século XXI mas é uma tradição muito antiga dos lavradores da zona da Moita. Tem o seu vínculo na fé, mas um sentido diferente que a presença da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo aqui hoje traduz. Os territórios procuram diferenciar-se por aquilo que os distingue e nós estamos a conseguir afirmar um evento distintivo, o único que se realiza em Portugal com estas características”. “Esperamos que no futuro se afirme como o principal evento equestre do País. Não estaremos muito longe de o conseguir”, salientou o autarca.

A apresentação da XVI Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo contou ainda com a presença do presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Ceia da Silva, do presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Bernardino Bengalinha Pinto, do presidente da Associação de Romeiros da Tradição Moitense, Miguel Almeida, do presidente da Associação Equestre de Viana do Alentejo, Miguel Fadista, e do reverendo Padre Manuel Manso.

Apresentação Romaria 2

Miguel Almeida, presidente da Associação de Romeiros da Tradição Moitense anunciou que, este ano, a romaria contará com duas etapas novas logo no dia da partida. “A primeira etapa vai ser Moita – Rio Frio e o almoço decorrerá no Monte Rio Frio, junto ao Pólo Equestre. A segunda etapa do primeiro dia far-se-á entre Rio Frio e Poceirão. São mais dois quilómetros de caminho, mas o piso é melhor e o caminho mais bonito, passando num chaparral e numa barragem”.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Ceia da Silva, afirmou na ocasião que “os eventos de qualidade têm um peso determinante na esfera da promoção turística” e que “eventos com estas características únicas e singulares são muito importantes para a nossa região”. Ceia da Silva anunciou ainda que Jorge Corrula e Sílvia Rizzo, “embaixadores” do Alentejo, vão estar presentes na chegada dos romeiros a Viana do Alentejo.

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Bengalinha Pinto, quis deixar um convite para que este ano os visitantes possam acompanhar mais de perto a última etapa da romaria, com uma visita a Alcáçovas. “É uma oportunidade de ter contacto com a freguesia e o concelho que tem o chocalho como Património Imaterial da Humanidade, visitar as fábricas e conhecer o museu”, afirmou, acrescentando que “em Viana do Alentejo, os visitantes terão o Santuário de Nossa Sra. de Aires à sua espera e uma comunidade que quer agradar quem a visita”.

A partida da romaria está marcada para as 9:00h, de dia 20 de abril, depois da bênção da imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, junto à Igreja Paroquial da Moita. Note-se que este ano a romaria passará, pela primeira vez, pela Rua D. Manuel I, rumo à estrada dos Quatro Marcos. O percurso conduzirá os romeiros a passar e pernoitar pelas localidades de Poceirão, Casebres, Alcáçovas e Viana do Alentejo. A chegada a Viana do Alentejo, um dos pontos altos da romaria, deverá acontecer por volta das 17:00h, no dia 23 de abril.

A Romaria a Cavalo é um dos maiores eventos equestres nacionais que voltou a realizar-se em 2001, depois de um interregno de mais de 70 anos, recuperando no tempo a tradição dos lavradores da Moita, que se deslocavam com os seus animais ao Santuário de Nossa Senhora D’Aires, para pedir proteção e boas colheitas.

As inscrições para participar na Romaria a Cavalo podem ser efetuadas através da Divisão de Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal da Moita (Largo Dr. Joaquim Marques Elias, na Moita; telefone 210 816 910).

Apresentação Romaria 1



publicado por Carlos Gomes às 19:21
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016
GRUPOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

A XIV Peregrinação Nacional a Fátima da Federação do Folclore Português realiza-se este ano no próximo dia 24 de abril.

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A Federação do Folclore Português está a organizar, uma vez mais a Peregrinação Nacional a Fátima dos Grupos de Folclore, onde estão desde já convidados para estarem presentes.

A Federação do Folclore Português disponibiliza o Programa, Regulamento e Ficha de Inscrição para a XIV Peregrinação Nacional a Fátima.

A data Limite de inscrição é dia 15 de Abril de 2016 para secretaria@ffp.pt

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publicado por Carlos Gomes às 23:07
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Sexta-feira, 4 de Março de 2016
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS PREPARA PEREGRINAÇÃO A FÁTIMA



publicado por Carlos Gomes às 23:41
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PESCADORES PEREGRINAM AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

PESCADORES



publicado por Carlos Gomes às 22:39
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Quarta-feira, 2 de Março de 2016
JOAO PAULO II E A INTEGRAÇÃO POLACA NA EUROPA UNIDA

A adesão da Polónia à União Europeia, passando pelo papel e perspectiva da Igreja em todo o processo, é esmiuçada em “João Paulo II e a integração polaca na Europa Unida”. A Santa Sé, liderada por João Paulo II, encarava a União Europeia como um possível campo para a evangelização, indo ao encontro do ideal de união baseada nos valores cristãos. O Papa apoiava a integração dos povos de Leste com os outros países do continente numa “família baseada historicamente nos valores cristãos”.

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A Santa Sé, liderada por João Paulo II, olhava para a União Europeia como uma espécie de novo campo para a evangelização das nações, principal objectivo da Igreja Católica, mas também como uma missão contemporânea de unir o continente, orientando países não democráticos para a integração numa Europa, baseada nos valores cristãos. Desta forma o Papa da Polónia realizava na sua política a ideia dos publicistas polacos Jerzy Giedroyc e Juliusz Mieroszewski, de retirar o seu país da zona dos interesses russos em direcção à civilização europeia, baseada nas raízes católicas e também de incentivar a independência dos povos que viviam entre a Polónia e a Rússia. O caso polaco foi contagioso e ocorreu em outros países da Europa Central e de Leste de forma semelhante: a ditadura, o colapso do regime, a transição para a democracia e por fim, a entrada na União Europeia. Mas o caso polaco teve também as suas especificidades, sendo uma delas o envolvimento da Igreja Católica nos processos de transição, já que em nenhum dos países da Europa Central e de Leste o elemento religioso foi tão importante. João Paulo II, homem do bloco soviético, avançava nas suas obras e durante as visitas papais na Europa de Leste com a ideia de liberdade do ser humano, sublinhando a necessidade de respeito pelos direitos humanos por parte das autoridades comunistas e apoiando logo depois da queda das ditaduras comunistas as identidades dos povos do território da União Soviética e dos países satélites – na Lituânia, Ucrânia, Bielorrússia e Polónia, tal como na Checoslováquia e mais tarde, desde 1992, na República Checa e na Eslováquia. E apesar de existir uma grande secularização na Europa Ocidental, João Paulo II apoiava a integração dos povos de Leste com os outros países do continente numa “família baseada historicamente nos valores cristãos”.

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publicado por Carlos Gomes às 22:54
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2016
PESCADORES PEREGRINAM A FÁTIMA

PESCADORES



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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2016
PESCADORES PEREGRINAM A FÁTIMA

PESCADORES



publicado por Carlos Gomes às 15:14
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2016
NACIONALISTAS PROTESTAM EM LISBOA CONTRA CONSTRUÇÃO DE NOVA MESQUITA NO MARTIM MONIZ

Várias dezenas de nacionalistas desfilaram hoje na rua da Palma e no Largo do Martim Moniz manifestando-se contra a construção de uma nova mesquita em Lisboa. Trata-se de um projeto que já está concluído e que visa a sua edificação entre a rua da Palma e a rua do Benformoso, faltando apenas demolir os prédios situados naquele local.

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O protesto assume-se também contra a islamização da Europa, incluindo Portugal, face às ameaças à segurança, cultura e identidade do povo português. A manifestação foi convocada pelo Partido Nacional Renovador e, até o momento da publicação desta notícia, a mesma decorreu sem incidentes.

Fotos: PNR



publicado por Carlos Gomes às 17:07
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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016
ENCONTRO EM CUBA ENTRE O PAPA FRANCISCO E O PATRIARCA KIRILL DE MOSCOVO É UM ACONTECIMENTO HISTÓRICO PARA OS CRISTÃOS DO MUNDO INTEIRO

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Declaração comum do Papa Francisco e do Patriarca Kirill de Moscovo e de toda a Rússia

«A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós» (2 Cor 13, 13).

  1. Por vontade de Deus Pai de quem provém todo o dom, no nome do Senhor nosso Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo Consolador, nós, Papa Francisco e Kirill, Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, encontramo-nos, hoje, em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Trindade, por este encontro, o primeiro na história.

Com alegria, encontramo-nos como irmãos na fé cristã que se reúnem para «falar de viva voz» (2 Jo 12), coração a coração, e analisar as relações mútuas entre as Igrejas, os problemas essenciais de nossos fiéis e as perspectivas de progresso da civilização humana

  1. O nosso encontro fraterno teve lugar em Cuba, encruzilhada entre Norte e Sul, entre Leste e Oeste. A partir desta ilha, símbolo das esperanças do «Novo Mundo» e dos acontecimentos dramáticos da história do século XX, dirigimos a nossa palavra a todos os povos da América Latina e dos outros continentes.

Alegramo-nos por estar a crescer aqui, de forma dinâmica, a fé cristã. O forte potencial religioso da América Latina, a sua tradição cristã secular, presente na experiência pessoal de milhões de pessoas, são a garantia dum grande futuro para esta região.

  1. Encontrando-nos longe das antigas disputas do «Velho Mundo», sentimos mais fortemente a necessidade dum trabalho comum entre católicos e ortodoxos, chamados a dar ao mundo, com mansidão e respeito, razão da esperança que está em nós(cf. 1 Ped3, 15).
  2. Damos graças a Deus pelos dons que recebemos da vinda ao mundo do seu único Filho. Partilhamos a Tradição espiritual comum do primeiro milénio do cristianismo. As testemunhas desta Tradição são a Virgem Maria, Santíssima Mãe de Deus, e os Santos que veneramos. Entre eles, contam-se inúmeros mártires que testemunharam a sua fidelidade a Cristo e se tornaram «semente de cristãos».
  3. Apesar desta Tradição comum dos primeiros dez séculos, há quase mil anos que católicos e ortodoxos estão privados da comunhão na Eucaristia. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos dum passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deploramos a perda da unidade, consequência da fraqueza humana e do pecado, ocorrida apesar da Oração Sacerdotal de Cristo Salvador: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo17, 21).
  4. Conscientes da permanência de numerosos obstáculos, esperamos que o nosso encontro possa contribuir para o restabelecimento desta unidade querida por Deus, pela qual Cristo rezou. Que o nosso encontro inspire os cristãos do mundo inteiro a rezar ao Senhor, com renovado fervor, pela unidade plena de todos os seus discípulos. Num mundo que espera de nós não apenas palavras mas gestos concretos, possa este encontro ser um sinal de esperança para todos os homens de boa vontade!
  5. Determinados a realizar tudo o que seja necessário para superar as divergências históricas que herdámos, queremos unir os nossos esforços para testemunhar o Evangelho de Cristo e o património comum da Igreja do primeiro milénio, respondendo em conjunto aos desafios do mundo contemporâneo. Ortodoxos e católicos devem aprender a dar um testemunho concorde da verdade, em áreas onde isso seja possível e necessário. A civilização humana entrou num período de mudança epocal. A nossa consciência cristã e a nossa responsabilidade pastoral não nos permitem ficar inertes perante os desafios que requerem uma resposta comum.
  6. O nosso olhar dirige-se, em primeiro lugar, para as regiões do mundo onde os cristãos são vítimas de perseguição. Em muitos países do Médio Oriente e do Norte de África, os nossos irmãos e irmãs em Cristo vêem exterminadas as suas famílias, aldeias e cidades inteiras. As suas igrejas são barbaramente devastadas e saqueadas; os seus objectos sagrados profanados, os seus monumentos destruídos. Na Síria, no Iraque e noutros países do Médio Oriente, constatamos, com amargura, o êxodo maciço dos cristãos da terra onde começou a espalhar-se a nossa fé e onde eles viveram, desde o tempo dos apóstolos, em conjunto com outras comunidades religiosas.
  7. Pedimos a acção urgente da comunidade internacional para prevenir nova expulsão dos cristãos do Médio Oriente. Ao levantar a voz em defesa dos cristãos perseguidos, queremos expressar a nossa compaixão pelas tribulações sofridas pelos fiéis doutras tradições religiosas, também eles vítimas da guerra civil, do caos e da violência terrorista.
  8. Na Síria e no Iraque, a violência já causou milhares de vítimas, deixando milhões de pessoas sem casa nem meios de subsistência. Exortamos a comunidade internacional a unir-se para pôr termo à violência e ao terrorismo e, ao mesmo tempo, a contribuir através do diálogo para um rápido restabelecimento da paz civil. É essencial garantir uma ajuda humanitária em larga escala às populações martirizadas e a tantos refugiados nos países vizinhos.

Pedimos a quantos possam influir sobre o destino das pessoas raptadas, entre as quais se contam os Metropolitas de Alepo, Paulo e João Ibrahim, sequestrados no mês de Abril de 2013, que façam tudo o que é necessário para a sua rápida libertação.

  1. Elevamos as nossas súplicas a Cristo, Salvador do mundo, pelo restabelecimento da paz no Médio Oriente, que é «fruto da justiça» (Is32, 17), a fim de que se reforce a convivência fraterna entre as várias populações, as Igrejas e as religiões lá presentes, pelo regresso dos refugiados às suas casas, a cura dos feridos e o repouso da alma dos inocentes que morreram.

Com um ardente apelo, dirigimo-nos a todas as partes que possam estar envolvidas nos conflitos pedindo-lhes que dêem prova de boa vontade e se sentem à mesa das negociações. Ao mesmo tempo, é preciso que a comunidade internacional faça todos os esforços possíveis para pôr fim ao terrorismo valendo-se de acções comuns, conjuntas e coordenadas. Apelamos a todos os países envolvidos na luta contra o terrorismo, para que actuem de maneira responsável e prudente. Exortamos todos os cristãos e todos os crentes em Deus a suplicarem, fervorosamente, ao Criador providente do mundo que proteja a sua criação da destruição e não permita uma nova guerra mundial. Para que a paz seja duradoura e esperançosa, são necessários esforços específicos tendentes a redescobrir os valores comuns que nos unem, fundados no Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

  1. Curvamo-nos perante o martírio daqueles que, à custa da própria vida, testemunham a verdade do Evangelho, preferindo a morte à apostasia de Cristo. Acreditamos que estes mártires do nosso tempo, pertencentes a várias Igrejas mas unidos por uma tribulação comum, são um penhor da unidade dos cristãos. É a vós, que sofreis por Cristo, que se dirige a palavra do Apóstolo: «Caríssimos, (...) alegrai-vos, pois assim como participais dos padecimentos de Cristo, assim também rejubilareis de alegria na altura da revelação da sua glória» (1 Ped4, 12-13).
  2. Nesta época preocupante, é indispensável o diálogo inter-religioso. As diferenças na compreensão das verdades religiosas não devem impedir que pessoas de crenças diversas vivam em paz e harmonia. Nas circunstâncias actuais, os líderes religiosos têm a responsabilidade particular de educar os seus fiéis num espírito respeitador das convicções daqueles que pertencem a outras tradições religiosas. São absolutamente inaceitáveis as tentativas de justificar acções criminosas com slôganes religiosos. Nenhum crime pode ser cometido em nome de Deus, «porque Deus não é um Deus de desordem, mas de paz» (1 Cor14, 33).
  3. Ao afirmar o alto valor da liberdade religiosa, damos graças a Deus pela renovação sem precedentes da fé cristã que agora está a acontecer na Rússia e em muitos países da Europa Oriental, onde, durante algumas décadas, dominaram os regimes ateus. Hoje as cadeias do ateísmo militante estão quebradas e, em muitos lugares, os cristãos podem livremente confessar a sua fé. Num quarto de século, foram construídas dezenas de milhares de novas igrejas, e abertos centenas de mosteiros e escolas teológicas. As comunidades cristãs desenvolvem uma importante actividade socio-caritativa, prestando variada assistência aos necessitados. Muitas vezes trabalham lado a lado ortodoxos e católicos; atestam a existência dos fundamentos espirituais comuns da convivência humana, ao testemunhar os valores do Evangelho.
  4. Ao mesmo tempo, estamos preocupados com a situação em muitos países onde os cristãos se debatem cada vez mais frequentemente com uma restrição da liberdade religiosa, do direito de testemunhar as suas convicções e da possibilidade de viver de acordo com elas. Em particular, constatamos que a transformação de alguns países em sociedades secularizadas, alheias a qualquer referência a Deus e à sua verdade, constitui uma grave ameaça à liberdade religiosa. É fonte de inquietação para nós a limitação actual dos direitos dos cristãos, se não mesmo a sua discriminação, quando algumas forças políticas, guiadas pela ideologia dum secularismo frequentemente muito agressivo, procuram relegá-los para a margem da vida pública.
  5. O processo de integração europeia, iniciado depois de séculos de sangrentos conflitos, foi acolhido por muitos com esperança, como uma garantia de paz e segurança. Todavia convidamos a manter-se vigilantes contra uma integração que não fosse respeitadora das identidades religiosas. Embora permanecendo abertos à contribuição doutras religiões para a nossa civilização, estamos convencidos de que a Europa deve permanecer fiel às suas raízes cristãs. Pedimos aos cristãos da Europa Oriental e Ocidental que se unam para testemunhar em conjunto Cristo e o Evangelho, de modo que a Europa conserve a própria alma formada por dois mil anos de tradição cristã.
  6. O nosso olhar volta-se para as pessoas que se encontram em situações de grande dificuldade, em condições de extrema necessidade e pobreza, enquanto crescem as riquezas materiais da humanidade. Não podemos ficar indiferentes à sorte de milhões de migrantes e refugiados que batem à porta dos países ricos. O consumo desenfreado, como se vê em alguns países mais desenvolvidos, está gradualmente esgotando os recursos do nosso planeta. A crescente desigualdade na distribuição dos bens da Terra aumenta o sentimento de injustiça perante o sistema de relações internacionais que se estabeleceu.
  7. As Igrejas cristãs são chamadas a defender as exigências da justiça, o respeito pelas tradições dos povos e uma autêntica solidariedade com todos os que sofrem. Nós, cristãos, não devemos esquecer que «o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte. O que o mundo considera vil e desprezível é que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa. Assim, ninguém se pode vangloriar diante de Deus» (1 Cor1, 27-29).
  8. A família é o centro natural da vida humana e da sociedade. Estamos preocupados com a crise da família em muitos países. Ortodoxos e católicos partilham a mesma concepção da família e são chamados a testemunhar que ela é um caminho de santidade, que testemunha a fidelidade dos esposos nas suas relações mútuas, a sua abertura à procriação e à educação dos filhos, a solidariedade entre as gerações e o respeito pelos mais vulneráveis.
  9. A família funda-se no matrimónio, acto de amor livre e fiel entre um homem e uma mulher. É o amor que sela a sua união e os ensina a acolher-se reciprocamente como um dom. O matrimónio é uma escola de amor e fidelidade. Lamentamos que outras formas de convivência já estejam postas ao mesmo nível desta união, ao passo que o conceito, santificado pela tradição bíblica, de paternidade e de maternidade como vocação particular do homem e da mulher no matrimónio, seja banido da consciência pública.
  10. Pedimos a todos que respeitem o direito inalienável à vida. Milhões de crianças são privadas da própria possibilidade de nascer no mundo. A voz do sanguedas crianças não nascidas clama a Deus(cf. Gn 4, 10).

O desenvolvimento da chamada eutanásia faz com que as pessoas idosas e os doentes comecem a sentir-se um peso excessivo para as suas famílias e a sociedade em geral.

Estamos preocupados também com o desenvolvimento das tecnologias reprodutivas biomédicas, porque a manipulação da vida humana é um ataque aos fundamentos da existência do homem, criado à imagem de Deus. Consideramos nosso dever lembrar a imutabilidade dos princípios morais cristãos, baseados no respeito pela dignidade do homem chamado à vida, segundo o desígnio do Criador.

  1. Hoje, desejamos dirigir-nos de modo particular aos jovens cristãos. Vós, jovens, tendes o dever de não esconder o talento na terra(cf. Mt25, 25), mas de usar todas as capacidades que Deus vos deu para confirmar no mundo as verdades de Cristo, encarnar na vossa vida os mandamentos evangélicos do amor de Deus e do próximo. Não tenhais medo de ir contra a corrente, defendendo a verdade de Deus, à qual estão longe de se conformar sempre as normas secularizadas de hoje.
  2. Deus ama-vos e espera de cada um de vós que sejais seus discípulos e apóstolos. Sede a luz do mundo, de modo que quantos vivem ao vosso redor, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está no Céu (cf. Mt5, 14.16). Haveis de educar os vossos filhos na fé cristã, transmitindo-lhes a pérola preciosada fé (cf. Mt 13, 46), que recebestes dos vossos pais e antepassados. Lembrai-vos que «fostes comprados por um alto preço» (1 Cor 6, 20), a custo da morte na cruz do Homem-Deus Jesus Cristo.
  3. Ortodoxos e católicos estão unidos não só pela Tradição comum da Igreja do primeiro milénio mas também pela missão de pregar o Evangelho de Cristo no mundo de hoje. Esta missão exige o respeito mútuo entre os membros das comunidades cristãs e exclui qualquer forma de proselitismo.

Não somos concorrentes, mas irmãos: por esta certeza, devem ser guiadas todas as nossas acções recíprocas e em benefício do mundo exterior. Exortamos os católicos e os ortodoxos de todos os países a aprender a viver juntos na paz e no amor e a ter «os mesmos sentimentos, uns com os outros» (Rm 15, 5). Por isso, é inaceitável o uso de meios desleais para incitar os crentes a passar duma Igreja para outra, negando a sua liberdade religiosa ou as suas tradições. Somos chamados a pôr em prática o preceito do apóstolo Paulo: «Tive a maior preocupação em não anunciar o Evangelho onde já era invocado o nome de Cristo, para não edificar sobre fundamento alheio» (Rm 15, 20).

  1. Esperamos que o nosso encontro possa contribuir também para a reconciliação, onde existirem tensões entre greco-católicos e ortodoxos. Hoje, é claro que o método do «uniatismo» do passado, entendido como a união duma comunidade à outra separando-a da sua Igreja, não é uma forma que permita restabelecer a unidade. Contudo, as comunidades eclesiais surgidas nestas circunstâncias históricas têm o direito de existir e de empreender tudo o que é necessário para satisfazer as exigências espirituais dos seus fiéis, procurando ao mesmo tempo viver em paz com os seus vizinhos. Ortodoxos e greco-católicos precisam de reconciliar-se e encontrar formas mutuamente aceitáveis de convivência.
  2. Deploramos o conflito na Ucrânia que já causou muitas vítimas, provocou inúmeras tribulações a gente pacífica e lançou a sociedade numa grave crise económica e humanitária. Convidamos todas as partes do conflito à prudência, à solidariedade social e à actividade de construir a paz. Convidamos as nossas Igrejas na Ucrânia a trabalhar por se chegar à harmonia social, abster-se de participar no conflito e não apoiar ulteriores desenvolvimentos do mesmo.
  3. Esperamos que o cisma entre os fiéis ortodoxos na Ucrânia possa ser superado com base nas normas canónicas existentes, que todos os cristãos ortodoxos da Ucrânia vivam em paz e harmonia, e que as comunidades católicas do país contribuam para isso de modo que seja visível cada vez mais a nossa fraternidade cristã.
  4. No mundo contemporâneo, multiforme e todavia unido por um destino comum, católicos e ortodoxos são chamados a colaborar fraternalmente no anúncio da Boa Nova da salvação, a testemunhar juntos a dignidade moral e a liberdade autêntica da pessoa, «para que o mundo creia» (Jo17, 21). Este mundo, onde vão desaparecendo progressivamente os pilares espirituais da existência humana, espera de nós um vigoroso testemunho cristão em todas as áreas da vida pessoal e social. Nestes tempos difíceis, o futuro da humanidade depende em grande parte da nossa capacidade conjunta de darmos testemunho do Espírito de verdade.
  5. Neste corajoso testemunho da verdade de Deus e da Boa Nova salvífica, possa sustentar-nos o Homem-Deus Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, que nos fortifica espiritualmente com a sua promessa infalível: «Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino» (Lc12, 32).

Cristo é fonte de alegria e de esperança. A fé n’Ele transfigura a vida humana, enche-a de significado. Disto mesmo puderam convencer-se, por experiência própria, todos aqueles a quem é possível aplicar as palavras do apóstolo Pedro: «Vós que outrora não éreis um povo, mas sois agora povo de Deus, vós que não tínheis alcançado misericórdia e agora alcançastes misericórdia» (1 Ped 2, 10).

  1. Cheios de gratidão pelo dom da compreensão recíproca manifestada durante o nosso encontro, levantamos os olhos agradecidos para a Santíssima Mãe de Deus, invocando-A com as palavras desta antiga oração: «Sob o abrigo da vossa misericórdia, nos refugiamos, Santa Mãe de Deus». Que a bem-aventurada Virgem Maria, com a sua intercessão, encoraje à fraternidade aqueles que A veneram, para que, no tempo estabelecido por Deus, sejam reunidos em paz e harmonia num só povo de Deus para glória da Santíssima e indivisível Trindade!

Francisco
Bispo de Roma
Papa da Igreja Católica

Kirill 
Patriarca de Moscovo
e de toda a Rússia

Havana (Cuba), 12 de Fevereiro de 2016.



publicado por Carlos Gomes às 22:05
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2016
MUÇULMANOS QUEREM CONSTRUIR NOVA MESQUITA NA MOURARIA MAS CORRE ABAIXO-ASSINADO NA INTERNET CONTRA O PROJETO

A comunidade muçulmana que vive em Lisboa, constituída maioritariamente por moçambicanos e guineenses, pretende construir na Mouraria uma nova mesquita onde possam praticar o seu culto. Procurando justificar a sua pretensão, alegam que a Mesquita Central de Lisboa fica muito distante daquela zona onde a maioria dos muçulmanos vive e trabalha.

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O projecto para a sua construção já foi feito, o espaço encontra-se adjudicado, faltando apenas libertar os terrenos e demolir os prédios situados entre a rua da Palma e a rua do Benformoso. A ideia vale também pelo seu simbolismo uma vez que se trata de um regresso às origens, a um tempo em que o bairro situado fora dos muros da cidade era habitado por muçulmanos.

No entanto, o projecto de construção da nova mesquita do Martim Moniz sofre alguma contestação através das redes sociais onde corre também um abaixo-assinado dirigido à Assembleia da República, através do qual se alega que “Sendo Portugal constitucionalmente um estado laico, não se afigura legal que estejam envolvidos dinheiros públicos num projecto que prevê a construção de um complexo que integra um templo religioso”, o que consideram tratar-se de um “favorecimento do Islamismo em relação às outras religiões”, a qual “nem sequer é a religião da maioria dos portugueses”.

Os seus promotores consideram também que “O referido projecto vai colidir com os tipos de construções existentes na zona, contribuindo para a descaracterização da cidade, já muito ferida por erros anteriores” e a sua edificação “estará manifestamente a contribuir para o alarme social, tendo em conta a situação de expansionismo do extremismo islâmico que se vive no Médio Oriente e Norte de África e que ameaça Portugal, a partir do momento em que se sabe que existem radicais muçulmanos que defendem a integração da Península Ibérica num grande califado islâmico…”.

Entretanto, encontra-se projectada a construção de outras mesquitas nos arredores de Lisboa, nomeadamente na freguesia de Mem Martins, no concelho de Sintra. Em Palmela, já existe uma escola para formação de imãs ou seja, os líderes religiosos encarregues de difundir o culto islâmico.

Calcula-se atualmente em cerca de 50 mil, o número de muçulmanos que vivem em Portugal, na sua maioria originários dos antigos territórios ultramarinos da Guiné-Bissau e de Moçambique, aos quais nos últimos anos vieram juntar-se muitos imigrantes sobretudo de origem paquistanesa mas também do Bangladesh, Senegal, Tunísia e Argélia. No que respeita às ramificações do Islão, rondam os 80% de sunitas, 15% de xiitas e 2% de wahabitas, estes últimos considerados mais ortodoxos e tendo na Arábia Saudita a sua maior influência.

Apesar de disporem na capital da chamada Mesquita Central de Lisboa, têm vindo nos últimos anos a serem abertos nos concelhos ao redor de Lisboa, mormente na margem sul do rio Tejo, novas mesquitas e outros locais de culto em virtude de grande parte dos muçulmanos viverem nos bairros da periferia. O mesmo vem sucedendo no Porto e outras cidades do país para onde a crise económica levou muitos imigrantes.

Ao contrário do que sucede com outros países europeus, o respeito pelas diferenças religiosas tem possibilitado uma saudável convivência entre pessoas que partilham diferentes religiões. A comprová-lo, registe-se o facto de jamais ter ocorrido até ao momento qualquer incidente em Portugal originado por motivos religiosos, o que se espera que continue a verificar-se.

Contribuirão em primeiro lugar para esta convivência pacífica, entre outros fatores, a sensatez das próprias pessoas que seguem os diferentes credos religiosos, a começar pelos seus próprios dirigentes. Mas também o bom senso da comunicação social em Portugal que não confunde liberdade religiosa com provocações gratuitas que possam eventualmente serem entendidas pelos visados como ofensivas das suas próprias convicções e ainda o caráter que, sobretudo desde as navegações dos Descobrimentos, os portugueses moldaram ao longo de séculos de convivência com outros povos de diferentes culturas.

Remonta aos começos do século VIII a presença muçulmana na Península Ibérica, altura em que sob o comando do general omíada Tariq ibn Ziyad, os exércitos berberes provenientes do norte de África levaram de vencida Rodrigo, o último rei dos visigodos, na batalha de Guadalete, dando início a uma ocupação que durou mais de cinco séculos. Desde então e apesar da Reconquista Cristã, os muçulmanos viveram sempre entre nós, acabando com o tempo culturalmente assimilados pela sociedade portuguesa à semelhança do que se verificou com outras comunidades. Em Lisboa, o bairro da Mouraria constitui uma das marcas mais salientes da sua presença.



publicado por Carlos Gomes às 14:56
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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016
REITORES DOS SANTUÁRIOS REÚNEM-SE EM FÁTIMA

Santuário de Fátima recebe assembleia geral da Associação de Reitores de Santuários em janeiro de 2017

O Santuário de Fátima será palco do próximo Congresso e Assembleia Geral da Associação de Reitores de Santuários, que se realizará em janeiro de 2017, precisamente no ano em que se assinala o Centenário das Aparições de Nossa Senhora aos Pastorinhos.

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Trata-se de uma associação francesa que integra todos os santuários católicos gauleses mas igualmente alguns santuários católicos da Bélgica, Suíça, Portugal e Líbano.

A reunião, que decorreu entre 24 e 26 de janeiro, em Le Puy-en-Velay, constituiu um momento de reflexão sobre o fenómeno da peregrinação e seus valores religiosos e antropológicos, mas serviu também para a aprovação de algumas alterações aos estatutos da associação e também para projetar o próximo encontro em Portugal, nomeadamente no Santuário de Fátima.

Para o Reitor do Santuário de Fátima, Pe Carlos Cabecinhas, trata-se de uma oportunidade para acolher responsáveis de santuários que são, muitas vezes, também organizadores de peregrinações a Fátima; para partilhar preocupações comuns e procurar soluções que conduzam a um melhor acolhimento dos peregrinos nos diferentes santuários.

No Congresso em Fátima participam também os membros de uma outra instituição internacional francófona: a Associação de Obras Marianas (AOM).

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publicado por Carlos Gomes às 15:22
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016
HOJE É DIA DE S. SEBASTIÃO, SANTO PROTETOR DA EPIDEMIA, A FOME E A GUERRA

Um pouco por todo o país, celebra-se hoje a festa litúrgica a S. Sebastião, advogado contra a epidemia, a fome e a guerra. Tais festividades, na maioria dos casos, tiveram origem precisamente em ocasiões que se verificaram a propagação de pestes muito recorrentes durante a Idade Média e que, quase sempre vitimavam uma parte considerável da população.

Em Portugal, foi sobretudo a partir do século XVI que o culto se desenvolveu, não sendo alheio o facto de seu nome ter sido atribuído ao Rei D. Sebastião por este ter nascido a 20 de Janeiro, dia que é consagrado ao mártir S. Sebastião.

Reza a lenda que S. Sebastião nasceu em Narbonne, no sul de França – ou terá sido em Milão – oriundo de uma família nobre. Atingida a idade adulta, terá ido viver para Roma onde se alistou no exército romano, ao tempo de Dioclesiano, altura em que se intensificaram as perseguições aos cristãos. Desconhecendo, porém, a sua fé cristã, o Imperador chegou a promovê-lo capitão da guarda pretoriana.

Mas, a sua fé e conduta branca em relação aos prisioneiros acabaram por atrair sobre si a ira do imperador que o julgou como traidor e condenou à morte, tendo sido cravado de flechas e o seu corpo lançado ao rio. No entanto, tendo sobrevivido, viria a ser de novo condenado à morte por espancamento e o seu corpo atirado aos esgotos de Roma. O seu corpo veio a ser resgatado por Santa Luciana que o depositou nas catacumbas da cidade.

Para além da data do seu martírio e local do seu sepultamento, a narrativa histórica é inexata e pouco consistente. Não deixa, contudo, do seu culto ser um dos mais celebrados entre os cristãos, tanto católicos como ortodoxos.

Refira-se que, sendo S. Sebastião o santo protetor contra a epidemia, a fome e a guerra, é o seu culto que está na origem de diversas tradições populares como sucede com a “mesa dos quatro abades” que se realiza no concelho de Ponte de Lima, agora em data deslocada do calendário.



publicado por Carlos Gomes às 10:31
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Sábado, 16 de Janeiro de 2016
SANTO AMARO É O PADROEIRO DOS GALEGOS EM PORTUGAL

É bastante antiga a devoção dos galegos radicados em Portugal a Santo Amaro. Reza a história que, em 1549, numa colina outrora sobranceira ao rio Tejo, ergueram os galegos uma pequena ermida em cumprimento de uma promessa feita por frades da Ordem de Cristo que, numa viagem de regresso de Roma, a nau em que vinham foi acometida de temporal no mar e, perante o receio de naufrágio à entrada da barra, prometeram construir uma capela no local onde aportassem sãos e salvos.

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A esta invocação certamente não foi alheio o sucesso do frade beneditino, nascido em Roma no século VI, segundo o qual certa vez, obedecendo às ordens de São Bento que teve a visão de que São Plácido corria o risco de afogamento no açude de Subiaco, conseguiu salvar o irmão religioso caminhando sobre as águas sem se afogar, agarrando-o pelos cabelos e puxando-o para a margem.

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A devoção dos galegos a Santo Amaro, cuja festa litúrgica se celebra a 15 de janeiro, deu origem à Capela de Santo Amaro, situada no cimo de uma colina no sítio de Alcântara, tornando-se local de festas e romaria, onde se cantava e dançava a noite inteira xotas e muiñeiras, ao som de gaita-de-foles, castanholas e pandeiretas, à boa maneira das festas tradicionais da Galiza.

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Conta-nos o historiador olisiponense Augusto Vieira da Silva que “Nela se faziam antigamente grandes festas ao seu patrono, que começavam em 15 de Janeiro e se prolongavam ordinariamente até 2 de Fevereiro. No seu adro organizavam os galegos das companhias de aguadeiros de Lisboa, um arraial e danças ao som de gaitas de foles, e nele apareciam, além dos vendedores dos artigos que era uso negociarem-se em todas as festanças populares portuguesas, mulheres vendendo rosários de pinhões de Leiria”.

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Na sequência do ambiente religioso que se seguiu à implantação do regime republicano em Portugal deixou esta feira de se realizar em 1911. Seguiu-se um longo período de abandono no qual a capela chegou a ser saqueada e a ser utilizada como carvoaria. Em 1927, foi entregue à Irmandade do Santíssimo Sacramento, e no ano seguinte o espaço foi reabilitado para o culto.

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A Capela de Santo Amaro encontra-se atualmente aberta ao culto no primeiro domingo de cada mês, às 10 horas, para a celebração da Eucaristia dominical.

Situada ao cimo da calçada de Santo Amaro, trata-se de um templo de estilo Renascentista, de planta centralizada em redor de um átrio semicircular, construído segundo o projeto de Diogo de Torralva, considerado um dos melhores arquitetos do século XVI. O edifício encontra-se desde 16 de julho de 1910 classificado como Monumento Nacional.

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São notáveis os painéis de azulejos polícromos tardo-maneiristas alusivos a Santo Amaro que revestem as paredes do átrio, as pinturas a óleo que revestem o teto da sacristia, os três magníficos portões de ferro forjado do século XVII e o conjunto formado pelo adro e o escadório que, na parte superior, sugere a proa de um barco virado ao Tejo.

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Em meados do século passado, os galegos passaram a realizar conjuntamente com os minhotos uma pequena festa em honra de São Tiago, em torno de uma pequena capelinha situada no Alto da Boa Viagem, junto ao farol do Esteiro, na localidade de Caxias. Mas, lamentavelmente, essa fraternidade foi sol de pouca dura. E também Santo Amaro deixou de reunir junto á sua ermida os seus devotos galegos!

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publicado por Carlos Gomes às 16:22
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016
QUEM CONHECE A IGREJA DE NOSSA SENHORA DA OLIVEIRA NA BAIXA POMBALINA DE LISBOA?

Em plena baixa pombalina, existe uma igreja que passa despercebida à maioria dos lisboetas e à generalidade dos turistas que visitam a capital. Trata-se da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e situa-se em plena rua de S. Julião, tendo sido construída em 1762 aproximadamente no mesmo local onde antes existiu outra sob a mesma invocação.

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A igreja original foi erguida 1262, por Pedro Esteves e Clara Fea Geraldes, no reinado de D. Fernando, do lado sul da Igreja de S. Julião. Veio em 1446 a ser adquirida pela Irmandade dos Confeiteiros, sendo constituída como sede e orago da referida irmandade, até ser destruída pelo terramoto de 1755.

A igreja veio a ser reedificada no âmbito do plano de urbanização de Manuel da Maia, encontrando-se atualmente inserida no piso térreo de um caraterístico edifício da baixa pombalina.

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Apresenta uma traça arquitetónica semelhante aos prédios envolventes e, de um modo geral, a toda a área mandada reconstruída da baixa lisboeta. A fachada, discreta, é constituída por duas portas, emolduradas em lioz branco sem ornamentos, sendo que a mais elevada surge rematada por frontão simples ligado ao lintel. Na parede exterior, uma pequena lápide em pedra lioz, muito provavelmente recuperada do anterior templo, identifica a igreja, o mesmo sucedendo com o cino e a cruz encimada no edifício.

O seu interior apresenta-se revestido por painéis de azulejos oitocentistas, em estilo rococó, com motivos alusivos ao nascimento de Jesus e a passos da Vida de Maria como o Nascimento de jesus e a “Fuga para o Egito, e imagens originárias da extinta Igreja de S. Julião e da ermida primitiva representando Santo António, S. Marçal e a Senhora da Oliveira. O teto apresenta uma pintura do século XVIII representando a Assunção de Maria. A pia de água-benta apresenta um desgaste provocado pelo uso e o tempo que denunciam ter sido recuperada da anterior igreja.

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publicado por Carlos Gomes às 21:50
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015
CONVENTO DOS CARDAES EM LISBOA É UM EXEMPLAR ÚNICO DO BARROCO PORTUGUÊS QUE MERECE SER VISITADO

Situado ao cimo da rua do Século, próximo do Jardim do Príncipe Real, o Convento dos Cardaes é um dos mais interessantes e mais bem conservados monumentos do período do Barroco existente em Lisboa, digno de visita.

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O Convento foi fundado por D. Luísa de Távora para alojar as religiosas da Ordem das Carmelitas Descalças, tendo a sua própria fundadora ali vivido até à sua morte. As Carmelitas Descalças constituem um ramo da Ordem do Carmo que resulta de uma reforma introduzida por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz ao carisma carmelita.

O Convento dos Cardaes apresenta um aspeto exterior sóbrio e austero mas exibindo esplendor e beleza no seu interior.

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Possui igreja de uma só nave, com altar-mor e dois altares laterais. As paredes são revestidas de pinturas que obedecem às regras da Ordem, da autoria de António Pereira Ravasco e André Gonçalves. O teto representa ao centro a Padroeira rodeada pelas suas litanias.

Dispõe de painéis de azulejos historiados-holandeses, representando cenas da vida de Santa Teresa d’Ávila, e ainda magnífica talha dourada, produzindo um efeito integrado entre as diversas formas de arte como é característico do Barroco português.

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Sem pretender fazer uma descrição exaustiva da História e do património do Convento dos Cardaes, não deixaremos de destacar a preservação da roda e da grade no coro alto que constituem atualmente exemplares raros devido à extinção dos conventos, o que não chegou a ser o caso do Convento dos Cardaes. Os espigões existentes nas grades de ferro simbolizam o afastamento do mundo exterior, não se destinando a provocar ferimentos seja a quem for, conforme se pode verificar pela forma como se encontram colocados para o lado de fora.

Escultura em mármore de Nossa Senhora da Conceição, da autoria de João Antunes, encimando uma das portas de entrada do Convento.

Na porta principal, encontra-se uma escultura em mármore de São José, também da autoria de João Antunes.

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A imagem mostra a grade do coro-alto, ladeado por pinturas e talha dourada

Altar-mor com três colunas com fuste em espiral, decoradas com folhas de acanto formando “volutas” e uvas representando o vinho em alusão ao sangue de Cristo, a Fénix usada para simbolizar a Ressurreição de Jesus.

A famigerada roda cuja função era permitir a entrada e saída de objectos o Convento, servindo portanto de elemento de comunicação com o exterior, mas cujo uso que a sociedade lhe veio a dar com a entrega de crianças aos conventos em momentos de aflição das mães, passou a ser conhecida como "roda dos expostos".



publicado por Carlos Gomes às 19:02
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