Os galos vieram de Ponte de Lima, o vinho verde de Vila Nova de Cerveira e os minhotos de toda a parte, respondendo à chamada da Casa do Minho para degustar um dos mais tradicionais e saborosos pratos da cozinha minhota – o Arroz Pica no Chão, por muitos simplesmente conhecido por Galo de Cabidela!

O Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Dr. Pedro Delgado Alves, o Padre João Caniço da Paróquia do Lumiar e o jornalista Jaime Ferreira de Carvalho, da RTP, juntaram-se a cerca de uma centena de minhotos que se reuniaram à volta da mesa para saborear a tradição, fazendo jus à alcunha pela qual outrora eram conhecidos… os pica-milho. Alcunha que era devida ao seu costume de comer pão de milho… o trigo era até então um cereal desconhecido na região do Minho!
Paulo Duque, o Presidente da Direcção da Casa do Minho, não teve mãos a medir pois é a ele que cabe a importante missão de esmeradamente confeccionar tão apreciada iguaria o que, segurando a grande colher de pau com que “rema” a especialidade dentro do enorme tacho, tal como o maestro da orquestra agita a batuta, faz do Arroz Pica no Cão uma autêntica sinfonia de sabores.
Remonta pelo menos ao século XVI o costume entre nós de cozinhar com sangue as mais variadas espécies de carne como sucede com o galo, porco, pato, cabrito e coelho, tendo inclusive a nossa culinária influenciado a de outros povos como o poulet en barbouille, o canard au sang e o coq au vin dos franceses, além daqueles com quem partilhámos uma História de séculos em África, na Ásia e nas Américas.
Uma espreitadela indiscreta na cozinha permitiu-nos desvendar o segredo para agora revelar a receita de tão apreciado quanto afamado prato da gastronomia minhota.

Ingredientes:
1 Galo caseiro
0,5 dl de azeite
3 Colheres (sopa) de vinagre
1 Cebola grande
2 Dentes de alho
100 gr de toucinho
1 Folha de louro
1 Malagueta
1 Tigela de arroz
Sal q.b.
Preparação:
Aproveite o sangue do galo, deitando-o numa tigela com três colheres de sopa de vinagre e mecha para que não coalhe (como alternativa ao sangue do galo consulte o seu talho, lá poderá encontrar pacotes já embalados). Numa panela ponha a refogar no azeite, a cebola e os alhos picados. Junte-lhe a galo cortado aos bocados pequenos e os miúdos (exceto o fígado), o toucinho cortado, o louro e a malagueta cortada ao meio. Refogue tudo, tempere com sal e deixe estufar em lume brando. Cubra a carne com água quente, tape a panela e deixe cozer até a o galo ficar macia. Depois de cozido retire a galo e retifique a água para que fique na proporção de 3/1 para a cozedura do arroz. Assim que levantar fervura junte o arroz. Três ou quatro minutos antes de ficar pronto junte o sangue, misture-o bem, junte também a carne e deixe apurar.
Fonte: Câmara Municipal de Vila Verde







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