Situado ao cimo da rua do Século, próximo do Jardim do Príncipe Real, o Convento dos Cardaes é um dos mais interessantes e mais bem conservados monumentos do período do Barroco existente em Lisboa, digno de visita.

O Convento foi fundado por D. Luísa de Távora para alojar as religiosas da Ordem das Carmelitas Descalças, tendo a sua própria fundadora ali vivido até à sua morte. As Carmelitas Descalças constituem um ramo da Ordem do Carmo que resulta de uma reforma introduzida por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz ao carisma carmelita.
O Convento dos Cardaes apresenta um aspeto exterior sóbrio e austero mas exibindo esplendor e beleza no seu interior.

Possui igreja de uma só nave, com altar-mor e dois altares laterais. As paredes são revestidas de pinturas que obedecem às regras da Ordem, da autoria de António Pereira Ravasco e André Gonçalves. O teto representa ao centro a Padroeira rodeada pelas suas litanias.
Dispõe de painéis de azulejos historiados-holandeses, representando cenas da vida de Santa Teresa d’Ávila, e ainda magnífica talha dourada, produzindo um efeito integrado entre as diversas formas de arte como é característico do Barroco português.

Sem pretender fazer uma descrição exaustiva da História e do património do Convento dos Cardaes, não deixaremos de destacar a preservação da roda e da grade no coro alto que constituem atualmente exemplares raros devido à extinção dos conventos, o que não chegou a ser o caso do Convento dos Cardaes. Os espigões existentes nas grades de ferro simbolizam o afastamento do mundo exterior, não se destinando a provocar ferimentos seja a quem for, conforme se pode verificar pela forma como se encontram colocados para o lado de fora.

Escultura em mármore de Nossa Senhora da Conceição, da autoria de João Antunes, encimando uma das portas de entrada do Convento.

Na porta principal, encontra-se uma escultura em mármore de São José, também da autoria de João Antunes.

A imagem mostra a grade do coro-alto, ladeado por pinturas e talha dourada

Altar-mor com três colunas com fuste em espiral, decoradas com folhas de acanto formando “volutas” e uvas representando o vinho em alusão ao sangue de Cristo, a Fénix usada para simbolizar a Ressurreição de Jesus.

A famigerada roda cuja função era permitir a entrada e saída de objectos o Convento, servindo portanto de elemento de comunicação com o exterior, mas cujo uso que a sociedade lhe veio a dar com a entrega de crianças aos conventos em momentos de aflição das mães, passou a ser conhecida como "roda dos expostos".

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