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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016
FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: LISTA "A" DIVULGA PROGRAMA

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS

Lista A «Por uma FFP renovada do século XXI»

(Candidatura para os órgãos sociais da FFP)

Plano de Açao Triénio 2017-2019

O passado.

Em 2017, a Federação do Folclore Português (FFP) perfará 40 anos de atividade na sua missão patriótica de dignificação e valorização da cultura tradicional e popular nacional.

Desde a sua génese, no seio de um jovem movimento desagregado, pautado pela gritante ausência de qualificação e organização, a FFP, sob a liderança do saudoso Augusto Gomes dos Santos, trilhou os primeiros passos num caminho paulatino, de reconhecida importância, assente na regulamentação, definição conceptual e qualificação dos agentes folclóricos. Os primeiros tempos foram difíceis, marcados pela manifesta insuficiência de instalações institucionais condignas e pela dificuldade na conceção e instituição de uma orgânica funcional e de abrangência nacional.

Nesta conjuntura carregada de contrariedades, os vários dirigentes institucionais foram, ao longo destas quatro décadas, construindo um projeto coletivo que hoje constitui um histórico do qual nos podemos orgulhar.

A conjuntura atual.

Em agosto passado, o atual presidente da FFP, Fernando Ferreira, deu a conhecer, formalmente, à equipa diretiva a sua indisponibilidade para continuar nos desígnios da FFP «deixando, assim, a facilidade para que qualquer colega diretor possa avançar para liderar uma equipa diretiva futura.» (sic).

Nesse seguimento, a direção encarregou-se de dar cumprimento ao estabelecido estatutariamente: garantir a apresentação de uma lista ao próximo ato eleitoral, tomando essa iniciativa na reunião de 30 de setembro.

Esta nova situação conduziu a uma introspeção diagnóstica da realidade do movimento folclórico revelando que ainda há muito para fazer impondo-se a necessidade urgente de se garantir uma salutar renovação e de se introduzirem procedimentos que projetem a nossa instituição para tempos do século XXI. É o que nos propomos fazer, começando imediatamente a:

• Dar constância à liderança da FFP;

• Garantir uniformidade de pensamento e ação no seio das estruturas da FFP;

• Realizar uma introspeção da situação institucional atual e promover formação interna;

• Recuperar o apreço e admiração dos sócios;

• Harmonizar e consolidar procedimentos e formas de ação dentro das estruturas da FFP com uma reavaliação de procedimentos e conceitos;

• Fortalecer o estatuto social dentro da sociedade portuguesa e junto do poder político;

• Refletir sobre as realidades contemporâneas e (re)pensar o movimento folclórico nacional como um todo;

• Procurar novas formas de financiamento encetando projetos propiciadores de meios financeiros valorizadores da nossa ação;

• Dar uma solução definitiva às instalações da sede social que se encontram por terminar, contribuindo, assim, para a dignificação da instituição e para a rentabilização/valorização do nosso património edificado;

• Promover uma presença ativa e influente no domínio das altas instâncias nacionais e internacionais;
• Criar projetos valorizadores do património dos nossos associados e da sua ação cultural.

A proposta para o futuro.

Com o constante avanço da sociedade e da incessante mudança dos paradigmas que a caracterizam, a FFP foi consolidando a sua ação, foi-se tentando adequar aos tempos…

Porém, a par do diagnóstico das necessidades de intervenção da FFP e das suas debilidades, a nova conjuntura da sociedade global introduziu novas exigências, novos desafios incontornáveis para as quais há que encontrar respostas adequadas e devidamente ponderadas. Limitar, hoje, a ação da FFP à realização minimalista de uma feira rural, uma peregrinação a Fátima e um desfile do traje popular é manifestamente insuficiente para uma instituição como a FFP. O movimento merece mais…

Os desafios que se afiguram no futuro da instituição são variados e complexos exigindo uma equipa coesa, competente, experiente, íntegra mas de pensamento e ação renovados.
Assim, sob a liderança do Professor Doutor Daniel Café e restantes corpos sociais dirigidos pelo Inspetor António Lopes Pires (mesa da assembleia geral) e Dr. Luís Elias (conselho fiscal), a presente lista chamou a si a responsabilidade estatutária de oferecer um projeto renovador e dialogante, numa atitude de missão abnegada em prol da defesa da cultura tradicional e do engrandecimento do folclore português.

Esta equipa renovada propõe desenvolver uma ação institucional esteada nos primados da partilha, cooperação, diálogo, corresponsabilização e comunicação envolvendo uma estreita ligação entre a direção, o conselho científico, o conselho técnico nacional, os conselhos técnicos regionais, os associados da FFP, os poderes políticos e outros parceiros nacionais e internacionais, numa verdadeira plataforma de diálogo.

A ação a desenvolver incidirá em três desafios principais que se afiguram especialmente sensíveis devendo constituir prioridade de ação no mandato que se avizinha:

1. A qualificação do movimento folclórico nacional;

2. A afirmação institucional no contexto nacional/internacional;

3. A valorização do património edificado da FFP.

Vencidos estes desafios, garantir-se-á a sustentabilidade financeira da FFP, a notoriedade institucional e cultural dos agentes folclóricos em território nacional e internacional e a qualidade e grau da representatividade do movimento folclórico nacional.

Através destes desafios procurar-se-á:

• Uniformizar o discurso e a conceptualização teórica no seio do movimento;

• Assegurar uma verdadeira participação democrática de todos os envolvidos na missão institucional da FFP;

• Obter reconhecimento do poder político;

• Obter reconhecimento da sociedade;

• Garantir um sentimento de empatia crescente por parte de grupos não associados para com a FFP;

• Cativar mais os nossos próprios associados;

• Desenvolver mais facilmente projetos e ações;

• Assegurar relacionamentos institucionais importantes.

Esta metodologia conceptual de trabalho pressupõe uma ação alicerçada em duas dimensões distintas mas complementares:

• Uma ação afirmadora voltada para o exterior num esforço institucional junto das entidades congéneres, poder político e outras;

• Uma ação direcionada para o interior da instituição centrada nos membros associados e na sua melhoria qualitativa contínua envolvendo os corpos sociais da FFP, os associados e as estruturas descentralizadas (CTRs).

Como medidas concretas para atingir os fins a que propomos, iremos:

• Concluir a Carta de Princípios da FFP;

• Criar o Centro de Documentação Nacional de Historia Local, Folclore e Etnografia nas instalações da sede social da FFP;

• Criar um Gabinete de Comunicação e Imagem;

• Melhorar e otimizar os serviços do Gabinete de Relações Internacionais da FFP;

• Desenvolver um modelo de monitorização da ação federativa assente no primado da gestão orientada para a qualidade. Serão aplicados anualmente inquéritos de satisfação aos associados aferindo a qualidade dos serviços prestados pela instituição;

• Celebrar protocolos de cooperação estratégica entre a FFP, as autarquias de Gaia e outras instituições locais potenciadoras de sinergias mutuamente benéficas;

• Celebrar protocolos com estabelecimentos de ensino superior para o desenvolvimento de projetos de manifesto interesse institucional e dos campos do folclore e etnografia;

• Promover, em parceria com instituições de ensino superior, o curso de Pós-graduação em património cultural tradicional e popular português;

• Conquistar direitos e notoriedade para os agentes folclóricos nacionais através de um esforço ativo e profundamente concertado com o Conselho Nacional do Associativismo Popular;

• Explorar os programas de apoio a diversos níveis, incluindo os fundos estruturais e de coesão social da UE;

• Estabelecer contactos e promover ações concretas junto de instâncias nacionais e internacionais na senda de uma ação concertada valorizadora dos nossos projetos e ações;

• Redefinir procedimentos e mecanismos adequados às exigências institucionais.

Alguns destes projetos já foram iniciados pelos atuais diretores no mandato que ora finda e deram os seus primeiros sinais positivos e promissores. Outros, dada a prolongada ausência do presidente, foram sendo adiados pois constituem passos estruturantes que não poderiam ser dados na sua ausência. Muitos são, todavia, resultado de uma visão estratégica até agora inexistente na instituição. Pode dizer-se que, há muito, não existia uma verdadeira estratégia coesa delineada para o futuro do movimento folclórico nacional.

Vencer os desafios fundamentais do nosso movimento está dependente de um pressuposto fundamental: a nossa capacidade de construir responsável e estrategicamente soluções adequadas à realidade contemporânea com a qual nos defrontamos quotidianamente.

É esta, precisamente, a fronteira do ato eleitoral para o triénio 2017-2019: construir sobre os esforços inicias do saudoso Augusto Gomes dos Santos e desenvolvidos ao longo de quatro décadas, lançando um novo ímpeto na prossecução das metas traçadas da sustentabilidade financeira da FFP e da qualificação/reconhecimento dos agentes culturais do movimento folclórico nacional através de uma equipa experiente, credível, responsável, competente, renovada, próxima e, sobretudo, íntegra. Outra solução diferente poderá por em risco o muito que se alcançou, por muitos.

Apostar no nosso projeto é apostar num conjunto de garantias, princípios e valores que sustentam uma ação séria e com futuro para uma instituição tão marcante e meritória como é a Federação do Folclore Português!

Com amizade

Daniel Café



publicado por Carlos Gomes às 17:56
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