Inês Sousa Real, 36 anos, nascida em Lisboa na Freguesia de Alcântara, jurista e antiga Provedora dos Animais de Lisboa, é a candidata pelo PAN – Pessoas-Animais-Natureza à Câmara Municipal de Lisboa.

Inês Sousa Real foi convidada pelo PAN para dar continuidade ao percurso de dedicação às causas que tem alcançado e que o partido tem trazido ao debate público, que visam alterar consciências e contribuir para uma mudança de paradigma de acordo com valores éticos e ecológicos fundamentais. Miguel Santos, atual Deputado Municipal do PAN em Lisboa, será o cabeça de lista para a Assembleia Municipal.
“O rigor e a dedicação da Inês em prol das causas e dos valores que defendemos faz dela a pessoa mais indicada para robustecer o projeto do PAN em Lisboa. O seu compromisso com uma política que prioriza a utilização dos recursos de todos para o bem de todos, e não apenas de alguns, tem marcado um caminho de cooperação que muito tem contribuído para o envolvimento de cada vez mais pessoas nas causas do PAN. Por este motivo, acredito que a Inês Sousa Real vai ser eleita vereadora”, explica André Silva, Porta-voz e Deputado do PAN.
Uma das grandes preocupações do PAN para Lisboa prende-se com os impactos das Alterações Climáticas, que afetam diversos setores, nomeadamente água, saúde, energia, transportes, turismo, alimentação, recursos naturais ou ecossistemas. As soluções para adaptar o município às Alterações Climáticas obrigam ao estabelecimento de políticas e princípios orientadores de tomada de decisão que irão também alterar a forma como esses setores se organizam. O PAN propõe-se a desenvolver, implementar e aplicar a curto prazo (4 ou 5 anos) o Plano de Ação para a Adaptação às Alterações Climáticas, que deve também incluir as medidas de mitigação com base na estratégia já definida ou até na sua revisão, alinhado com os Objetivos da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável.
Outra área que o PAN quer aprofundar é a da Mobilidade, um direito e uma forma de combate às desigualdades que devem ser pensados de modo participativo e transdisciplinar, com total integração com as medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas. Para o PAN são prioritários os modos suaves (rede pedonal e clicável) e os transportes públicos movidos a energias renováveis, bem como a renovação de redes de elétricos em carris. Por ser fundamental para o PAN retirar os automóveis de uso privado do centro da cidade, propõe-se a criação de parques de estacionamento junto às entradas da cidade e a terminais multimodais, com pagamento integrado nos passes de transportes públicos, a criação de passes para famílias numerosas e a gratuidade para jovens estudantes até aos 18 anos. A autarquia tem também que assumir a promoção e regulação de serviços partilhados de automóveis (híbridos e elétricos) e o aumento da rede de bicicletas partilhadas.
As iniciativas relacionadas com a Igualdade e Inclusão são também uma prioridade. Para o PAN é necessário sair das intenções e fazer com que o município garanta, nos serviços da autarquia ou nos serviços e empresas sob a sua gestão ou às quais pertençam, uma total participação e direitos iguais em todos os campos, nomeadamente na liderança ao nível das tomadas de decisão. O município deverá também adotar uma linguagem escrita e visual promotora da igualdade de género, atribuindo igual estatuto a mulheres e homens.
A Transparência e a Participação no funcionamento dos órgãos do município e das respetivas freguesias são um dos focos de atenção do PAN. Pretende-se facilitar uma democracia mais participativa e que aproxime as pessoas das políticas locais. Nesta perspetiva, cada órgão deve disponibilizar toda a informação institucional relevante, num site e de forma “amiga” do utilizador, nomeadamente ao nível das freguesias. Para o PAN é também fundamental criar mecanismos que permitam envolver a população desde o início, na fase de prevenção, deteção e diagnóstico dos problemas e da definição das soluções.
A Proteção, Saúde e Bem-Estar Animal é uma preocupação com cada vez maior relevo nas sociedades, em particular na dimensão familiar e nos desafios que, por força da crescente legislação, se colocam atualmente às autarquias. Entre outras medidas, será necessário desenvolver e implementar um regulamento municipal que discipline a detenção de animais, reforçar a fiscalização e promover uma maior articulação entre diferentes interlocutores que atuam no terreno, incluir a proteção animal nos programas educativos das escolas e realizar ações de sensibilização da população para uma detenção responsável. A própria autarquia deve fazer-se dotar dos meios humanos e estruturais adequados para o exercício das suas competências neste domínio.
“As iniciativas interligadas que trazemos com esta candidatura visam todas as facetas do desenvolvimento sustentável, integrando equidade, bem-estar e prosperidade partilhada. O objetivo é contribuir para um desenvolvimento urbano que acrescente valor a Lisboa que, por sinal, é a cidade onde nasci e cresci e que sempre me cativou pela riqueza e consistência da sua história. Encaro este desafio integralmente e com a convicção de que estamos em condições para voltar a fazer história nas eleições autárquicas, como fizemos nas últimas legislativas”, afirma Inês Sousa Real.
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