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Quarta-feira, 27 de Setembro de 2017
MUSEU DA CARRIS CONTA A HISTÓRIA DOS TRANSPORTES COLECTIVOS DE LISBOA

Inaugurado no dia 12 de Janeiro de 1999 pelo Presidente da República Jorge Sampaio, e situado na Estação de Santo Amaro, o Museu, parte integrante da estrutura da Empresa e por ela suportado, está organizado em três núcleos ligados por um carro eléctrico de 1901 que integra a sua colecção. Em 2012, o Museu foi remodelado numa parceria com o Museu Berardo.

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O Núcleo I exibe documentos, objectos e miniaturas/maquetes de veículos que conta a história da Companhia de Carris de Ferro de Lisboa e do Metropolitano de Lisboa desde a sua fundação paralelamente à evolução da própria cidade de Lisboa.

Em 1873-76 foi construída a estação nos terrenos adquiridos da Quinta do Saldanha e antigo Palácio dos Condes da Ponte. A zona de Alcântara era vocacionada para equipamentos industriais, operária, por ser periférica e estar perto do Rio Tejo, tendo lotes menos dispendiosos.

1º Núcleo:

  1. Fundação da empresa
  2. Elevadores e Ascensores
  3. Electrificação da cidade
  4. Dos Eléctricos aos Autocarros
  5. Secretaria, Enfermaria e Banda
  6. Metropolitano de Lisboa
  7. Fundação da empresa

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Os Primeiros Transportes Colectivos de Lisboa

Antes do terramoto de 1755, a topografia lisboeta era profundamente confusa, sem alinhamento urbano e o traçado das ruas irregular. Após a reconstrução, verificou-se uma melhoria na circulação dentro da cidade, graças aos esforços de uma urbanização cuidadosamente estudada. Porém, manteve-se intacta a zona antiga que ainda hoje existe e o trânsito de carruagens e animais foi sempre difícil.

Até esta altura, os escassos meios de transporte existentes restringiam-se aos grupos sociais de maiores recursos financeiros, que utilizavam coches, cadeirinhas, berlindas, cavalos, jumentos…

Em 1835, com a Companhia de Carruagens Lisbonnenses, surgem os primeiros transportes colectivos que vão funcionar até 1865; nessa altura, os transportes públicos resumem-se aos trens de aluguer (Trens de Praça), a duas locomotivas a vapor que saiam do Cais do Sodré com intervalos de meia hora em direcção a Belém, e, para fora de portas, à Malaposta e ao Caminho de Ferro “Larmanjat”.

Na década de 70, surge a Companhia Carris que, com a inovação do uso dos carris de ferro adaptados ao trânsito urbano, viria a garantir o sucesso que no futuro se veio a verificar. Em 1872, no Brasil, os irmãos Francisco e Luciano Cordeiro de Sousa fundaram a Companhia Carris de Ferro de Lisboa, transferindo a sua sede para Lisboa em 1876.

A sua história pode ser dividida em três fases distintas: a fase inicial, a dos “americanos”, começou em 1873, com a inauguração da primeira carreira entre Santos e a Estação de St.ª Apolónia (por volta de 1883 o rendimento de exploração das carreiras começou a diminuir, tendo as causas dessa situação sido atribuídas à forte concorrência movida por outras empresas do sector que também actuavam em Lisboa: Jacinto, Florindo, Ripert). Em 1901 tem início a segunda fase, com a inauguração da primeira carreira de carros eléctricos, entre o Terreiro do Paço e Algés. Em 1944, tem início a terceira fase, a dos autocarros que, juntamente com os eléctricos, se estende até aos nossos dias.

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Biografias:

Francisco Maria Cordeiro de Sousa: Nasceu em Mirandela a 30 de Abril de 1837. Partiu para o Brasil em 1854 empregando-se no Consulado dos Estados Unidos da América no Rio de Janeiro onde veio a desempenhar o cargo de vice-cônsul. Foi membro correspondente da Societé Académique Hispano-Portugaise de Toulouse, sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa, delegado correspondente da Societé Académique Indo-Chinoise de Paris. Faleceu no Rio de Janeiro a 25 de Agosto de 1884.

Luciano Cordeiro de Sousa: Nasceu em Mirandela no dia 21 de Julho de 1844. Professor, Polígrafo, Escritor, o seu nome está ligado ao Real Colégio Militar de Mafra, à fundação da Sociedade de Geografia, da qual foi Secretário Perpétuo, às Comemorações Centenárias de Camões, à publicação de vários livros e opúsculos. Faleceu em Lisboa a 24 de Dezembro de 1900.

Mostrar Maquete Carro Americano. Miniatura de carro de tracção animal, aberto, com 4 bancos transversais em madeira natural, bandeira de destino “Lumiar” e inscrição Carris de Ferro de Lisboa. Inclui dois animais de tracção para atrelagem ao carro.

  • Carros Americanos, que se chamavam assim porque eram importados dos EUA, funcionavam sobre Carris.
  • Fotografia: Um dos primeiros carros americanos por tracção animal que circularam em Lisboa a partir de 17 de Novembro de 1873. Construído pela firma John Stephenson & Cº de Nova Iorque, constitui parte de uma encomenda de 30 carruagens do mesmo tipo, desembarcadas em Lisboa a partir de Junho de 1873.
  • Mas os Carros Americanos tinham alguns problemas: como é que acham que os cavalos aguentavam nas subidas com tanta gente a bordo? e nas descidas?
  1. Elevadores e Ascensores

Na História da Carris, merecem destaque mais dois meios de transporte originais, além dos eléctricos e dos autocarros, devido às grandes subidas e descidas (conhecida como a cidade das 7 colinas). O primeiro integra os ascensores do Lavra (1884), Bica (1892) e Glória (1885), construídos no século XIX e utilizando a água (sistema mecânico de contra-peso) e depois o vapor, como força de tracção. Os ascensores do Lavra e da Glória foram electrificados em 1915 e o da Bica em 1927.

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O segundo é o Elevador do Carmo, ou de Santa Justa como é mais vulgarmente conhecido, que começou a funcionar em 1902, movido a vapor e segundo projecto do Engenheiro Raul Mesnier de Ponsard, mas só muito mais tarde passou para a actual proprietária (Carris).

  • Nesta sala, dedicada aos ascensores e elevadores, tem especial interesse a miniatura de ascensor, modelo idealizado e construído em 1892 por Joaquim Borges Cardoso, sócio da firma Cardoso & Argent, construtora dos Ascensores de Lisboa e do Elevador do Carmo. Acredita-se que esta miniatura tenha servido como elemento de estudo à instalação da tracção a vapor nos meios de transporte acima referidos.
  • Objectos: Almotolias utilizadas no Ascensor do Lavra; Almotolias utilizadas no Ascensor da Bica
  • Elogio aos Ascensores: Pontuais como o “Big-Ben”, nada os detém na sua faina de subir e descer. Os elevadores de hoje constituem apenas metade dos que em tempos existiram. Os da Calçada da Estrela, Largo da Biblioteca e S. Tomé desapareceram aos poucos, graças ao aperfeiçoamento técnico da tracção eléctrica; e os que ficaram – Glória, Lavra, Bica e Santa Justa – esses são insubstituíveis, segundo o conceito dos entendidos. S.B., Lisboa Carris, nº 8, Outubro, 1951”

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Ascensor do Lavra

Dos vários ascensores surgidos em Lisboa nos finais do século XIX, o primeiro a ser construído foi o que circula na Calçada do Lavra estabelecendo ligação entre o Largo da Anunciada e a Travessa Forno do Torel. Construído pela Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa foi inaugurado no dia 19 de Abril de 1884. O sistema de tracção então adoptado era de cremalheira e cabo por contrapeso de água. Posteriormente utilizou o vapor e, a partir de 1915, a electricidade. Em 1926 passou para a posse da Companhia Carris. Em 2002 foi classificado como Monumento Nacional.

…” Anteontem e ontem fizeram-se diversas experiências oficiais na linha estabelecida na Calçada do Lavra (…) As ascensões foram feitas em 1 minuto com os carros cheios, nas melhores condições. Uma das experiências, a quarta, a mais arriscada, foi para reconhecer o valor do freio automático, dado o caso de quebrar-se um cabo. Para esse fim, o Sr. Eng. Mesnier, a meio da calçada mandou cortar o cabo de aço e substituí-lo por um de linha, trabalho que se efectuou em pouco tempo, e sem perturbação alguma no movimento do carro e na solidez da linha. Ficaram todos muito satisfeitos com o resultado deste trabalho, que dá honra ao Sr. Mesnier (…)”

“Foi ontem de manhã, com efeito aberto à exploração o Ascensor do Lavra. A concorrência do público foi enorme durante o dia e parte da noite. Trabalhou 16 horas seguidas, transportando mais de 3000 pessoas. Não houve o mais pequeno incidente. Esteve o local policiado. Hoje começa o serviço às 6h da manhã.

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Ascensor da Glória

Produto da iniciativa da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, o ascensor da Glória, que liga a Praça dos Restauradores ao Bairro Alto, começou a funcionar em 1885. Utilizando primitivamente a água como força motriz e depois a vapor, foi electrificado em 1915. Em 1926 tornou-se propriedade da Companhia Carris. Em 2002 foi classificado como Monumento Nacional.

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Ascensor da Bica

Fazendo ligação entre a Rua de São Paulo e o Largo do Calhariz, o ascensor da Bica foi construído pela Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, tendo começado a funcionar no dia 28 de Junho de 1892. O sistema de tracção original era de tramway-cabo e máquinas a vapor. A electrificação só veio a acontecer em 1927, já então passara a ser propriedade da Companhia Carris por, em finais do ano anterior a sua proprietária se ter dissolvido. Em 2002 foi classificado como Monumento Nacional.

Elevador do Carmo

Pertencendo actualmente à Companhia Carris, o único elevador para transporte público colectivo actualmente em funcionamento na cidade de Lisboa foi, no início, propriedade de uma empresa especialmente constituída tendo como objectivo a sua construção e exploração: a Empresa do Elevador do Carmo. Mais conhecido pelo nome de Elevador de Santa Justa, foi inaugurado a 10 de Julho de 1902, utilizando o vapor como força de tracção e electrificado em 1907, tendo as obras levadas a efeito obrigado a uma paralisação temporária. Tal como os ascensores de Lisboa foi, em 2002, classificado como Monumento Nacional.

Chegaram a existir mais ascensores, nomeadamente, Chiado, Rossio, Biblioteca-São Julião, Camões-Estrela e Graça.

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  1. Electrificação da cidade

Nesta sala, dedicada à electrificação da rede de transportes da Carris, podem ser observados vários documentos históricos e diversas peças ligadas às obras de modernização da rede, planeada já no final do século XIX e levada a cabo nos primeiros anos do século XX.

Todo este espólio ilustra bem o espírito inovador e o engenho empreendedor da Carris, que foi basilar na evolução dos transportes públicos até à forma como hoje os conhecemos.

Lisboa, estava entretanto a ficar muito suja e malcheirosa por causa dos Cavalos, que faziam as suas necessidades no meio da rua. Por isso no princípio do séc. XX começou a modernização da Carris. Mas havia um problema, não havia quase electricidade na cidade e a electricidade era muito cara. Então, em parceria com uma empresa inglesa:

  • A carris construi uma central eléctrica (geradora de Santos) para produzir electricidade.
  • Construíram um sistema de postes que faziam a distribuição da electricidade, cabos que ligados aos trolley fazem os eléctricos andar.
  • Estenderam mais Carris pela cidade.

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Mas, as pessoas tinham muito medo da electricidade e ficaram apreensivas, principalmente a imprensa, jornais e revistas. Achavam que a rede eléctrica era muito perigosa. Quando os primeiros eléctricos vieram dos EUA em 1901, as pessoas mudaram logo de ideias e ficaram muito entusiasmadas por poderem andar nos novos eléctricos que eram amarelos.

Nesta sala encontramos:

  • Medidores de tensão de cabo subterrâneo Evershed & Vignolles, anteriores a 1926
  • Colecção de isoladores em porcelana da Vista Alegre – 1924-1947
  • Sistema de alarme de caldeiras a vapor Cox-Walkers Ltd. Tendo prestado serviço na Estação Geradora de Electricidade de Santos, acendia a lâmpada vermelha quando a pressão do vapor caía abaixo dos valores normais ou tocava a buzina se esse valor atingisse níveis considerados perigosos – início do Século XX
  • Contador de corrente contínua, Thompson Recording Wattmeter. Destinado à contagem de energia fornecida pelas chamadas máquinas alternativas. Prestou serviço na Subestação de Santos – início do Século XX.
  • Densímetro com estojo de madeira forrado a veludo, década de 40
  • Urnas de Votação
  • Sinos de Bronze: utilizado no Car-barn da Estação das Amoreira e de Santo Amaro, para anunciar o início e fim dos períodos de trabalho do pessoal oficinal. 1ª metade do séc. XX
  • Fotografia Car-barn: meados do séc. XX, Car-barn da Estação de Santo Amaro, onde se pode ver o sino que indicava o princípio e o fim dos períodos de trabalho do pessoal oficinal.

 

Os espelhos, as fardas e os chapéus. A Carris preocupava-se muito com a aparência e bem estar dos seus colaboradores e por isso tinha serviço de barbearia (onde os senhores faziam a barba e arranjavam os bigodes), farmácia e posto médico (se alguém se magoasse a trabalhar nas oficinas...).

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Nesta altura os homens usavam todos Bigode, para se ser um homem mesmo a sério era preciso ter um belo bigode, (e tinham de se apresentar sempre muito arranjados ao serviço)

  • Espelho da Sala de Plantões da Estação de Santo Amaro, de 1937, utilizado para o pessoal do Movimento verificar o seu aspecto antes de entrar ao serviço
  • Capacetes de motociclistas utilizados pelo pessoal encarregado da vigilância do cabo de 30.000 V que interligava Moscavide à Subestação de Santos, por ocasião da sua colocação - 1957
  • Suporte de malas de cobrança. Utilizado nas Salas de Plantões para colocação das malas dos condutores e cobradores – 1939-50
  1. Dos Eléctricos aos Autocarros

Eléctricos - Toda a gente usava o eléctrico, até o 2º presidente da república Dr. Teófilo Braga (1915) ia trabalhar de eléctrico para o Palácio de Belém. E era um meio de transporte muito ecológico, mas hoje em dia só há 5 carreiras de eléctricos em Lisboa.

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O mapa da cidade que mostra os percursos que havia na altura. As pessoas compravam os seus bilhetes de assinatura se fossem passageiros frequentes (os passes só aparecem depois do 25 de Abril). Havia também tarifas reduzidas para os operários que usavam um serviço especial que tinha horários de madrugada e ao fim do dia (nas horas de ponta). 

  • Miniatura de carro eléctrico de caixa aberta. Representa, estilizadamente, o modelo de viatura posta em circulação quando da inauguração do serviço de carros eléctricos em 31 de Agosto de 1901.
  • Banco de carro eléctrico fechado, forrado a “palhinha”, mostrando o processo e materiais usados para a sua execução. Foi utilizado até meados dos anos 60.
  • Cupões de pagamento de dividendos de acções da Lisbon Electric Tramways Limited e diversos elementos em madeira e metal utilizados para sorteio de títulos.

Autocarros - Só aparecem pela primeira vez em 1940 com a exposição do Mundo Português, foram mandados vir de Londres, porque o serviço de Eléctricos não era suficiente para satisfazer a procura de pessoas que queriam ir ver a exposição, foram assim usados como reforço da linha de Belém (as pessoas não tinha televisão, nem videojogos, nem haviam cinemas como há hoje e por isso estes eventos chamavam um grande número de pessoas).  Os autocarros não circularam até 1944 (devido à 2ª Guerra Mundial havia uma grande incerteza para além da falta de abastecimento de gasolina) apenas quando a Guerra estava a pender para o lado dos aliados é que a empresa arriscou criar um serviço regular de autocarros. A nova rede de transportes assim iniciada, reforçando alguns trajectos já servidos pelos carros eléctricos, veio também, e principalmente, complementar o serviço para locais onde aqueles não chegavam. Utilizando inicialmente viaturas de um piso, a frota de autocarros foi depois reforçada com veículos de dois pisos que, na altura, causaram entre os lisboetas alguma admiração e sucesso. Em seis anos a rede de autocarros suplantou a rede de eléctricos. O autocarros verdes de dois pisos chegaram em 1947.

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Autocarros Laranja - A partir dos anos sessenta verificam-se, na CARRIS, importantes e profundas alterações que, a partir de 1966, se traduziram em prejuízos, ano após ano agravados. Tentando obviar esta situação, e tendo presente que num futuro próximo terminaria a sua concessão para explorar os transportes colectivos de Lisboa, a CARRIS rescindiu, em 1973, o contrato de arrendamento que dela fizera à LISBON ELECTRIC TRAMWAYS LIMITED em 1899 e, simultaneamente, efectuava com a Câmara Municipal de Lisboa um contrato que a renovava pelo espaço de cinquenta anos.

Tendo presente que a frota de autocarros já então se encontrava muito envelhecida e como principal preocupação assegurar os serviços sem qualquer descontinuidade, foi dado início ao rejuvenescimento da frota de autocarros com a aquisição de novas viaturas, as primeiras das quais começaram a circular em finais de 1975 e que a gíria lisboeta imediatamente apelidou de “laranjas”.

A preocupação sempre presente de renovação da frota de autocarros conduz a que, em finais de 2006, a sua idade média seja de 6 anos.

Também o serviço de carros eléctricos, após uma longa fase de indefinição quanto ao seu futuro, fase em que se considerou a sua extinção e substituição por autocarros, tendo-se mesmo levado a efeito o levantamento de algumas linhas, nomeadamente das que serviam Benfica, Carnide ou o Lumiar, viu enfim a sua sobrevivência assegurada. Aos trabalhos já realizados na via férrea, rede aérea e subestações, juntaram-se, em 1995, 10 carros eléctricos articulados, os primeiros que com estas características integram a frota da empresa, e entre 1994 e 1996, 45 eléctricos remodelados que, mantendo o seu tradicional aspecto exterior são mais rápidos, silenciosos e seguros.

Na Sala:

  • Miniatura do carro eléctrico nº 901. Modelo construído nas Oficinas de Santo Amaro que representa um dos dez carros eléctricos motores de grande dimensão, série 901 a 910, entrados ao serviço em 1947.
  • Miniatura de autocarro nº 35. Modelo construído nas Oficinas da Estação de Santo Amaro e que representa uma das 78 viaturas de 1 piso, da marca A.E.C., modelo Regal MK III e carroçaria Weymann, entrados ao serviço no ano de 1948.
  • Placas de boné indicadoras de categorias profissionais, 1901-40; Chapas de pagamento de semanada; Alicate obliterador Towle MFG Co. NY. Ptd, 1864, equipado com depósito para o papel obliterado, campainha avisadora de validação do bilhete e de um contador tipo mostrador de relógio que, pela acção de dois ponteiros, contabilizava as obliterações efectuadas; Apito de Fiscal
  • Miniatura de carro eléctrico articulado, 1999.
  1. Secretaria, Enfermaria e Banda

Área Administrativa

Imprescindível ao funcionamento da Companhia, a área administrativa, cujo ambiente aqui é recriado, conta com peças de mobiliário e equipamentos de escritórios originários da primeira metade do séc XX.

- Máquina de escrever da marca Remington, adquiridas em 1925 por 3.474$90.

- Armário de Madeira, com porta de correr, de meados dos anos 50.

- Selo branco da Companhia Carris de Ferro de Lisboa 

- Relógio de ponto por sistema de cartões National Time, inserido em caixa de madeira de carvalho - 1936

- Secretária dactilógrafa de meados dos anos 50.

- Secretária em nogueira, tipo americano, com tampa ondulada, de 1936. Construída nas oficinas da  C.C.F.L.

Serviço de Saúde

Datam de 1878 os primeiros passos para a criação do que viria a ser “O serviço de saúde da CARRIS”.

Segundo o Relatório da Gerência de 1878:

“A Direcção é de parecer que as multas impostas (ao pessoal do Tráfego) e a todos os empregados (sujeitos ao Regulamento de Circulação dos carros), constituísse no futuro um fundo especial com exclusiva aplicação a socorros aos empregados da Companhia que se impossibilitarem de trabalhar por serviço d’ella, temporária ou permanentemente.”

Esta proposta foi aprovada em Assembleia Geral de accionistas de Fevereiro de 1879. Estava criado o Serviço de Saúde da Empresa, que, ao longo dos anos, tem acompanhado todo o seu efectivo através de postos médicos instalados em todas as Estações.

- Secretária

- Armários de consultório com material clínico diverso                                    

- Catre, Marquesa para observação de pacientes nos serviços de saúde da empresa. 

- Biombo

- Autoclave-Equipamento utilizado para esterilização de materiais cirúrgicos                          

- Balde com tampa para resíduos cirúrgicos

- Caixa de primeiros-socorros da subestação da Glória

Banda de Música dos Empregados da Carris

Fundada em 1929, a Banda de Música dos Empregados da Carris é uma associação de fins culturais e sociais que goza de autonomia estatutária e financeira. É constituída pela Banda de Música propriamente dita, pela Escola de Música, pelo Grupo Coral e pela Orquestra Ligeira. Já realizou mais de 1500 actuações públicas e editou cinco trabalhos discográficos. O Pólo Museológico da Banda foi inaugurado a 1 de Abril de 2004 quando das comemorações dos seus 75 anos.

  • Bombos – instrumento de percussão desde sempre associados à música popular e militar.
  • Bombo de Desfile – tem um cinto que lhe serve de suporte para ser transportado durante a execução. Modelo ao serviço da Banda dos anos 60 aos anos 90
  • Bombo de Concerto – só no Século XX passou a integrar a orquestra. Modelo ao serviço da Banda durante cerca de 30 anos, passando a peça de Museu nos anos 80
  • Tímpanos – pertencem à família dos instrumentos de percussão percutidos com macetas e baquetas. Foram os primeiros instrumentos de percussão usados nas orquestras do barroco. Modelo ao serviço da Banda durante os últimos 40 anos do Século XX.
  • Fagote – instrumento com o som mais grave da família das madeiras de sopro. Tem um registo muito extenso, potente e grave no baixo, subtil e expressivo no agudo. Modelo ao serviço da Banda entre 1961 e 1981
  • Clavicorne – instrumento da família dos metais que, originalmente, era um instrumento de chamada e de caça. Começou a ser usado em bandas na primeira metade do Século XX. Modelo ao serviço da Banda durante os últimos quarenta anos do Século XX
  • Cornetim – na Antiguidade, era um tubo recto que só produzia uma ou duas notas, sendo usado como instrumento de chamada. É no Renascimento que adopta a forma que hoje lhe conhecemos. Modelo ao serviço da Banda nos anos 60 e 70.
  • Clarinete – instrumento da família das madeiras muito usado em bandas e orquestras sinfónicas desde o seu aparecimento nos inícios do Século XVIII. Modelo ao serviço da Banda entre 1961 e 1981
  • Primeiro Estandarte ao serviço da Banda, entre 1946 e 1997. Feito em seda branca, debruada por um cordão em seda verde e branca. Ao centro, ostenta o seu distintivo – a Lira bordada a fio de ouro, entrelaçada com um carro eléctrico – circundado pela identificação da Banda.
  • Contrabaixo de cordas – instrumento que, na orquestra, tem por função reforçar os graves, dando mais corpo à sonoridade. Modelo ao serviço da Banda nos anos 60 e 70.
  1. Metropolitano de Lisboa

Inaugurou em Lisboa a 29 de Dezembro de 1959 Lisboa. Cerca de 100 anos depois de Londres e Nova Iorque, e 60 após Berlim e Paris, a cidade orgulhava-se, assim, de possuir o meio de transporte mais rápido de passageiros. Foi um acontecimento memorável para a cidade. Muitos foram os lisboetas que quiseram experimentar o novo meio de transporte, sinónimo de modernidade, formando filas à porta das estações, desde a madrugada. Logo nos primeiros dias assistiu-se a um significativo descongestionamento de trânsito na cidade.

Desde então o Metro foi alargando a sua rede:

- Em 1975 o METRO é nacionalizado e, em Dezembro de 1978, é constituída como Empresa Pública “Metropolitano de Lisboa, E.P.”.

- Em 1995, entrou em vigor a nova Imagem Corporativa da Empresa. Ainda nesse ano, assistimos à desconexão do “Y” da Rotunda (actualmente denominada Marquês de Pombal) que possibilitou a criação de duas linhas independentes, permitindo a concretização de um vasto plano de expansão de rede.

- O ano de 2004 constituiu um marco histórico para o METRO que ultrapassou os limites do Concelho de Lisboa, chegando a Odivelas e Amadora.

- Em dezembro 2007, com as estações Terreiro do Paço e Sta. Apolónia o METRO melhorou significativamente o serviço de transportes públicos na zona ribeirinha através do interface fluvial com o da margem sul, possibilitando deslocações rápidas entre os diversos modos de transporte.

A partir do dia 26 de julho de 2009 o Metropolitano de Lisboa, E.P. passa a Entidade Pública Empresarial “Metropolitano de Lisboa E.P.E.”.

- A abertura das estações do METRO Saldanha II e S. Sebastião II da linha Vermelha, a 29 de agosto de 2009, estabeleceu a interligação entre as quatro linhas da rede e facilitou as viagens que envolvem a utilização de mais do que uma linha.

- A 17 de julho de 2012 entrou em funcionamento o troço Oriente/Aeroporto da linha Vermelha, com três novas estações. A exploração deste troço superou largamente as expectativas da empresa com um número de passageiros em muito superior ao inicialmente estimado.

Este prolongamento da rede do METRO teve um impacto significativo nas acessibilidades da cidade de Lisboa, ligando o Aeroporto ao centro administrativo e assumindo-se como o interface multimodal entre o sistema de transportes da área metropolitana de Lisboa, os transportes nacionais e as redes transeuropeias. Permitiu ao METRO cimentar o seu papel enquanto modo de transporte estruturante e garante da intermodalidade.

A política de suporte à mobilidade que o METROPOLITANO DE LISBOA prossegue vê-se, assim, reforçada e consolidada com a criação de uma verdadeira rede de metropolitano em detrimento de uma estrutura baseada em simples ligações radiais.

Em 2013 o METRO, dispõe de uma rede composta por 4 linhas independentes com 43,2 Km de extensão e 55 estações. Com um tráfego de cerca de 500.000 passageiros/dia útil e cerca de 155 milhões por ano, utiliza uma frota de material circulante das últimas gerações.

Aposta cada vez mais no Desenvolvimento Sustentável e numa política de Responsabilidade Social através da implementação de uma série de medidas das quais se destacam a plena acessibilidade em toda a sua rede a pessoas de mobilidade reduzida.

Decorridos mais de meio século de vida o METROPOLITANO DE LISBOA impõe-se como uma empresa socialmente responsável, um meio de transporte não poluente que constitui uma alternativa privilegiada ao transporte individual, operando com elevados padrões de segurança, rapidez, comodidade, regularidade e prestando um contributo  acrescido para a mobilidade e sustentabilidade da vida urbana.

Apanhar o Eléctrico: a ligação entre os núcleos de exposição é efectuada com o recurso a um carro eléctrico das colecções do Museu que, entrado ao serviço em 1901, ostenta actualmente o aspecto que lhe foi conferido em meados da década de 60, quando da sua adaptação a serviços de turismo. Decoração de Pedro Leitão.

2º Núcleo:

Dividido em 2 naves:

  1. 1ª nave - conjunto de viaturas, desde a tracção animal à tracção eléctrica, recuperadas à data de entrada ao serviço e que estabelecem a ligação entre os finais do século XIX e os finais da década de 40 do séc. XX.
  2. 2ª nave - para além da reconstituição de uma subestação e de uma Oficina de Tipografia, com todos os seus equipamentos, se encontram reunidos carros eléctricos e autocarros que estabelecem uma ponte entre os inícios da década de 50 e a actualidade.

Todos os veículos funcionam e podem circular na cidade, alguns entram em filmes e séries de época.

Neste núcleo destaca-se a biografia de Alfredo da Silva, responsável pela primeira grande concentração industrial no nosso país, a Companhia União Fabril (CUF), que ficou para a história como um dos grandes dinamizadores da indústria portuguesa. Na CARRIS, a sua intervenção iniciou-se em 1892 quando, ainda accionista, foi convidado pela Direcção a estudar, no estrangeiro, o melhor processo para a substituição do sistema de tracção animal pela tracção eléctrica. Em 1895 passou a integrar a Direcção da Companhia onde se manteve até 1919. Alfredo da Silva faleceu em 1942.

Carro Americano nº 100: réplica de 2001, bidireccionais (os bancos rodam, podem ser atrelados de um lado ou doutro), puxados a cavalos, lamparina a azeite. Em 1873 a Companhia Carris de Ferro de Lisboa inaugurou o seu serviço ao Público com viaturas de transporte urbano a tracção animal deslocando-se sobre carris. Apelidados, pela gíria, de “Americanos”, eram puxados por dois animais. A entrada em circulação do serviço de carros eléctricos em 1901 conduziu à sua total extinção. Ilustrando um dos modelos desaparecidos, a réplica que aqui se apresenta, foi integralmente construída nas oficinas CARRIS com base num projecto datado de 1886

Carro eléctrico nº 260: Entrou ao serviço em 1901. Possuía então uma carroçaria aberta com tejadilho assente sobre colunas ao longo das quais corriam cortinas de lona riscada, única protecção dos passageiros contra as inclemências do tempo. Na década de trinta recebeu um nova carroçaria, fechada, quase complemente destruída após aparatoso acidente acontecido em 1949; a actual carroçaria data da sua reconstrução em 1950. Saiu de serviço em 1983.

Carro eléctrico salão aberto nº 283: 1º Eléctrico, de 1901, vinham dos EUA. Têm vidrinhos no topo. Dimensões: tamanho standard e tamanho salão (nestes eram feitas as carreiras mais rectas, sem curvas apertadas ou subidas e descidas.) Série 283 a 322. Único exemplar existente dos carros eléctricos abertos que no início do século equiparam a frota da Companhia Carris.

Tendo entrado ao serviço em 1902, passou a carro de instrução na década de 50 e foi abatido ao serviço 10 anos mais tarde. Após alguns anos no Parque Infantil do Alvito foi recuperado pela empresa e restaurado de acordo com o aspecto que apresentava por meados da década de 40.

Carro eléctrico nº 444 – “São Luís”: Série 401 a 474 “OS SÃO LUÍS”

Entre Maio e Julho de 1901 chegaram os primeiros carros eléctricos fechados que integraram a frota da Companhia Carris, num total de 75, de “grande conforto e elegância” para a época, com janelas de caixilhos envidraçados, guarnições interiores de madeira trabalhada a baixo relevo, cadeiras interiores reversíveis forradas com tecido de palha entrançada e uma pintura exterior muito bem acabada com ornatos de decalcomania. Eram conhecidos por “São Luís” devido à sua proveniência de fabrico, a fábrica americana St. Louis Car, Cº. e, a partir de 1952, foram sendo progressivamente abatidos ao serviço.

Carro eléctrico salão nº 330: Entrou ao serviço em 1906. Representativo da primeira série de carros eléctricos fechados de grandes dimensões que integravam a frota da Carris, mostra-se como era quando da sua entrada ao serviço, nomeadamente no que respeita ao funcionamento das janelas cujas vidraças podiam recolher integralmente ao forro do tejadilho, deste modo permitindo ao passageiro desfrutar de um ambiente mais fresco e arejado nos dias quentes de Verão. Recuperado de acordo com o aspecto original. Saiu de serviço em 1983.

Eléctrico 535 “Bigodes”:  primeiro a ser construído nas oficinas da Carris. Série 532 a 551

Em 1928, ano em que, em Portugal, se começou a circular pela direita, entrou ao serviço o carro eléctrico n.º 535, utilizando uma caixa do tipo que é hoje considerado como o tradicional dos eléctricos de Lisboa. Construído nas oficinas da Companhia Carris, a sua recuperação obedeceu às características que então ostentava: piso direito, bidireccional, com salva-vidas tipo Providence e capacidade para rebocar carros atrelados. Saiu de serviço em 1991.

Eléctrico 802 “Boi”: Série 801 a 810. Fazendo parte de um conjunto de 5 unidades, rapidamente alargado a 10, o carro eléctrico n.º 802 entrou em circulação em Novembro de 1939.

As sucessivas alterações introduzidas ao longo do seu já mais de meio século de existência fizeram-no perder muitas das características de origem que hoje, restaurado, de novo ostenta e de que se salientam, entre outros, as cabines para o guarda-freio, os vidros no tejadilho, o próprio esquema cromático. Saiu de serviço em 1983.

Eléctrico 741 “Pós-Guerra”: forte e feio. Série 736 a 745. Construído nas oficinas da empresa, em Santo Amaro, o carro eléctrico n.º 741 entrou ao serviço em 1947 e assume-se hoje, na sua forma primitiva, como o derradeiro representante dos carros desta série: bidireccionais e com bancos em contraplacado dada a dificuldade de aquisição da “palhinha” com que eram igualmente forrados. Saiu de serviço em 1988.

Carro eléctrico nº 777: O carro eléctrico que desde 1985 ostenta o n.º de frota 777 foi construído nas oficinas da Companhia Carris em 1931, tendo então recebido o n.º 571; era então um carro bidireccional (com órgãos de comando nas duas plataformas) e que atrelava. Naquela data sofreu profundas alterações com o fim de funcionar em Regime de Agente Único (RAU) tendo então passado a unidireccional e com apenas duas portas por, desnecessárias, terem sido suprimidas as que se encontravam do seu lado esquerdo o mesmo acontecendo com os estribos que lhes correspondiam. Foi conservado de acordo com a data de saída de serviço em 1996

Zorra de atrelar nº 68: Construída em 1915, serviu para o transporte de equipamentos pertencentes ao serviço responsável pelo assentamento e manutenção das linhas de carros eléctricos e manteve-se ao serviço até finais da década de 80.

Máquina de limar carris: Fazendo conjunto com a Zorra, a máquina de limar era utilizada para regularizar a face dos carris sobre o qual passava o rodado dos carros, proporcionando-lhes, deste modo, uma melhor aderência, 1934.

Autocarro, de dois pisos, nº 217: entrou ao serviço em 1952 tendo sido retirado de circulação em 1982. Representativo dos primeiros autocarros de 2 pisos utilizados pela Companhia Carris, foi recuperado de acordo com o momento da sua entrada ao serviço.

Autocarro, de dois pisos, nº 301: Entrou ao serviço em 1 de Outubro de 1957; a sua lotação era então de 58 passageiros sentados, 26 dos quais no primeiro piso e 32 no segundo. Para o seu restauro foram tidos em consideração o aspecto e características que apresentava no momento em que foi abatido ao serviço: 1981

Autocarro, de dois pisos, nº 486: A substituição de carroçarias de 1 piso por outras de 2 pisos em cerca de 50 autocarros que integravam a frota da Companhia Carris conduziu, em plena década de 60, ao aparecimento de autocarros que ficaram conhecidos na gíria da empresa por “Lambretas”.

Tal foi o caso do autocarro n.º 486, para o efeito equipado com o chassis que fora do autocarro n.º 110.

Entrou ao serviço na década de 60 e saiu em 1985.

Autocarro Laranja, de dois pisos, nº 837: Entrou ao serviço em 1968.

Integrou aquele que foi o primeiro conjunto de autocarros DAIMLER FLEETLINE construídos com o volante à esquerda, de acordo com as necessidades e exigências do trânsito lisboeta. Foi com o seu semelhante, o n.º 807, que a Carris, em 1967 somando os vários veículos de transporte público que possuía, atingiu as mil unidades e assinalando esse facto, aquele autocarro circulou durante algum tempo ostentando a seguinte legenda: “EU SOU O 1000º VEÍCULO AO SERVIÇO DE LISBOA”

Autocarro, de um piso, nº 76: Entrou em circulação em 5 de Outubro de 1967 fazendo parte de um conjunto de 20 viaturas numeradas de 67 a 86. Possui 3 portas do lado direito, sendo a da retaguarda reservada para a entrada de passageiros e as duas outras para saída. Junto à porta da retaguarda dispõe o condutor – funcionário encarregue da cobrança – de um lugar sentado e pequeno balcão.

Retirado ao serviço em 1991, foi recuperado de acordo com o seu aspecto original.

Autocarro do Eduardo Nery: programa de Arte a Circular. Integrando um conjunto de cinco viaturas (851 a 855) facilmente identificável pelo aspecto apresentado pela sua carroçaria, com duas portas para circulação dos passageiros e escada de acesso ao 2.º piso instalada a meio da viatura, este autocarro entrou ao serviço integralmente pintado de verde, uniformidade cromática apenas quebrada por uma lista branca situada logo abaixo das janelas do piso inferior. Este autocarro apresenta uma pintura original, resultante de um projecto da autoria de Eduardo Nery, de 1982. A sua originalidade, criando a ilusão de dois autocarros sobrepostos, causou admiração nos utilizadores. Existiam ainda colaborações com André Calvet e José de Guimarães.

Oficina de Tipografia

A oficina de tipografia foi criada em 1878, tendo por objectivo a impressão de bilhetes que, assim, deveria não só ser mais económica como, igualmente, permitir um combate mais eficaz à falsificação de títulos de transporte. Os cunhos e matrizes originais foram fabricados nas oficinas de selo da Casa da Moeda. No fim do 1º ano de actividade, a oficina dispunha de um prelo e de uma guilhotina, manuais, e de uma máquina de picotar. Esta oficina foi encerrada em Dezembro de 2003.

Neste pólo de exposição o visitante pode acompanhar as diversas fases de trabalho de impressão: composição, impressão, corte e encadernação e acabamentos.

Núcleo 3

O núcleo III do Museu da CARRIS, inaugurado a 19 de setembro de 2012, integrado nas comemorações do 140º aniversário da Empresa, expõe ao público alguns dos veículos, de trabalho e de transporte de passageiros, que fazem parte das suas reservas, e que se encontram a aguardar restauro. Estes veículos são representativos de várias épocas que marcaram a história da CARRIS e, como tal, merecem ser preservados e mostrados ao público.

Ainda neste Núcleo, estão expostas peças do METROPOLITANO de LISBOA, tais como um perfil de carruagem, máquinas de venda de bilhetes e obliteradores.

Fotos: Museu da CARRIS

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publicado por Carlos Gomes às 18:00
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