Em Espanha, por intermédio da Junta da Andaluzia, a Consejeria de Agricultura, Ganaderia, Pesca de Desarrollo Sostenible publicou a 15 de Outubro de 2019, com base no princípio da prevenção, uma decisão vinculativa onde determina a suspensão da colheita mecanizada de azeitonas, entre o pôr-do-sol e o amanhecer até ao dia 1 de Maio de 2019, até que seja elaborada uma avaliação independente do impacto ambiental que esta atividade exerce sobre a avifauna.
Em pergunta parlamentar n.º 1001/XIII/4ª, o PAN, Pessoas-Animais-Natureza, questionou o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural relativamente às ações que pretendia adotar para a prevenção e minimização do impacto desta atividade. Como resposta, em fevereiro de 2019, o MAFDR informou que através do ICNF, “determinou a realização de um estudo e o acompanhamento desta situação, para avaliar potenciais impactes associados a esta prática de colheita” e que o estudo irá identificar a eventual necessidade de regulamentar a atividade “com vista a minorar o impacto desta prática na biodiversidade”.
No entanto, com o aproximar da nova época da colheita de azeitona, não foi divulgado o estudo nem foi regulamentada a atividade o que resultará, certamente em impactos negativos na biodiversidade, tal como aconteceu na época passada.
O PAN avançou agora para um requerimento ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural que quer a suspensão da colheita mecanizada de azeitonas, na época de 2019/2020, entre o pôr-do-sol e o amanhecer, com base no princípio da prevenção.
A reconversão do método de cultivo tradicional dos olivais para intensivo e superintensivo alterou o método de colheita da azeitona, sendo que para otimizar a produção tem vindo a ser adotada, neste tipo de olivais, a colheita mecanizada em modo contínuo, ou seja, durante todo o dia e noite.
Tanto na Andaluzia como no Sul de Portugal, foram detetados casos de grande mortalidade na população de aves migratórias no decorrer da atividade das últimas colheitas noturnas de azeitona em olivais intensivos e superintensivos.
Segundo declarações do presidente do ICNF à comunicação social, através de ações de fiscalização efetuadas a 25 cargas de azeitonas colhidas em 75 hectares, verificou-se a mortalidade de 480 aves, representando uma média de 6,4 aves mortas por hectare. Extrapolando-se este valor para os 15 mil hectares de olival intensivo existentes, esta atividade representa a morte de 96 mil aves migratórias anualmente.
Os Meus Blogues
Siga-nos no Facebook
Blogue de Lisboa / Carlos Gomes
Arquivos
Marinha Portuguesa - Arquivo Histórico
Artes Plásticas
Autarquias
Bibliotecas
Bibliotecas Municipais de Lisboa
Coletividades
Sociedade Filarmónica Alunos de Apolo
Confederação P. Coletiididades Cultura Recreio
Sociedade de Instrução Guilheme Cossoul
Grémio Instrução Liberal Campo de Ourique
Cultura
Desporto
Clube Atlético de Campo de Ourique
Etnografia
Folclore de Portugal - O Portal do Folclore Português
Carlos Gomes - artigos sobre Etnografia
Blog do Portal do Folclore Português
Grupo Folclore Lavadeiras Ribeira da Lage - Oeiras
Rancho Etnográfico Barra Cheia - Moita
Rancho Folclórico Macanitas Tercena
Rancho Folclórico Saloios D. Maria - Sintra
Fado
História
Sociedade de Geografia de Lisboa
Sociedade Histórica da Independência de Portugal
Imprensa
Museus
Religião
Comunidade Israelita de Lisboa
Igreja Católica Ortodoxa de Portugal
Igreja Católica Ortodoxa Hispânica
Igreja Evangélica Metodista Portuguesa
Igreja Evangélica Luterana Portuguesa
Associaçao Bugei Keisha - Xintoísmo
Regionalismo
Casa Concelho de Pampilhosa da Serra
Casa Trás-os-Montes e Alto Douro
Teatro
Terras de Portugal
Atalaia - Vila Nova da Barquinha
Turismo