A 3ª SESSÃO DE DEBATES TERÁ LUGAR EM CASTELO DE VIDE
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Aproveitando o período de reflexão da Quaresma e a celebração da Páscoa este mês, a 3ª sessão de debates das Jornadas Culturais | “Porque Se Fazem As Festas?” convida-o/a para uma conversa sobre "Os Rituais Religiosos".
A região anfitriã desta iniciativa será Castelo de Vide, um município conhecido pelas suas tradicionais celebrações da Semana Santa. A sessão decorrerá dia 6 de Abril, às 15h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Tendo como principal objetivo a divulgação e valorização do património cultural de Portugal, estas Jornadas Culturais proporcionam um amplo debate e a reflexão sobre a importância cultural, identitária e socioeconómica de tradições portuguesas na comunidade de hoje, utilizando uma abordagem de carácter multidisciplinar.
A 3ª sessão de debates, organizada pela Progestur e Fundação Inatel, tem como parceira a Universidade Lusófona e conta também com o apoio da Câmara Municipal de Castelo de Vide.
O Rancho Folclórico "Os Minhotos” da Ribeira da Lage, sediado na Freguesia de Porto Salvo, no concelho de Oeiras levou hoje a efeito com grande êxito mais uma edição do Encontro de Tradições que teve lugar no Centro Cultural da Ribeira da Lage. Uma iniciativa que, com sempre, contou com a presença simpática do Presidente da Junta de Freguesia de Porto Salvo, Dr Dinis Antunes.
A festa contou também com a participação do Rancho Folclórico Infantil e Juvenil Santa Clara-Nova e Gomes Aires – Almodôvar (Baixo Alentejo) e do Rancho Folclórico de Nossa Senhora das Neves – Manique de Baixo (Região Saloia) em substituição do Rancho Folclórico As Lavadeiras da Ribeira da Lage que não pode estar presente devido ao estado de luto do seu presidente.
O espectáculo recriou o ambiente doméstico em casa do lavrador, em véspera de domingo com missa dominical seguida de festa na aldeia, uma representação que animou e divertiu o público. E, para leiloar, mantendo a tradição de anos anteriores, calhou este ano a sorte a dois preciosos láparos.
A Ribeira da Lage é uma localidade da freguesia de Porto Salvo, no concelho de Oeiras, a escassa distância de Lisboa, devendo o seu nome a um dos afluentes do rio Tejo que nasce na serra de Sintra.
Corria ano de 1978 quando um grupo de minhotos que aí residiam e trabalhavam decidiu juntar-se para confraternizar, preservar as suas raízes culturais e dar a conhecer o folclore da nossa região. Assim nasceu o Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage.
A partir de então, não mais pararam de dançar os viras e as chulas, as rosinhas e as cana-verdes. Exibem trajes domingueiros e de trabalho, de mordoma e de dó, traje da Areosa e à vianesa. São perto de meia centena de componentes que se repartem ainda pela tocata onde não falta o bombo e a concertina, os ferrinhos e o reco-reco, a viola e o cavaquinho. E, como não podia deixar de ser, muita alegria que é apanágio das gentes do Minho!
O Rancho Folclórico "Os Minhotos” da Ribeira da Lage foi fundado no dia 8 de Março do ano de 1978 na localidade da Ribeira da Lage, por um grupo de pessoas oriundas do Minho e que nessa altura residiam e trabalhavam no Concelho de Oeiras.
O objetivo deste, é divulgar o tradicional folclore e as tradições minhotas pelo país. Ao longo do ano são vários os Eventos promovidos pelo grupo entre os quais o Encontro de Tradições, o Festival de Inverno, o Aniversário do Rancho e um Encontro de Consertinas.
Entre o repositório que apresentam destacamos as Chulas, as Cana Verdes, os Viras e outras músicas que fazem parte da tradição do Alto Minho e que este grupo divulga de norte a sul de Portugal.
Este grupo é formado por cerca de 45 elementos entre dançarinos e tocata. A tocata é composta por diversos instrumentos musicais oriundos do Minho, tais como a concertina, as castanholas, o bombo, os ferrinhos, o cavaquinho, a viola, o reco-reco e a pandeireta.
Os trajes representados são oriundos do Alto Minho e representam os mais variados concelhos e freguesias da região.
Quem são actualmente os seus dirigentes?
Assembleia Geral: Presidente: Carmindo Manuel Carvalho Sousa
Vice-presidente: Rui Manuel Carvalho Palhais
Secretário: Maria Isabel Lopes de Oliveira
Direção: Presidente: Susana Cristina de Jesus Teixeira
Secretário: Carlos Nobre Justo
Tesoureiro: Rosa Maria Miranda de Oliveira
1º Vogal: Teresa Guerra Cardoso Pintado
2º Vogal: Agostinho Miguel Pintado
Conselho Fiscal: Presidente: Maria Ernestina de Jesus Gonçalves
Secretária: Maria do Ceu da Silva Covas Justo
Relator: Isabel Maria Oliveira dos Santos
Pedreira de Borba: A pergunta do PAN ao Governo sobre a responsabilidade dos operadores por danos ambientais continua sem resposta
O PAN, Pessoas-Animais-Natureza, questionou o mês passado o Ministério do Ambiente sobre o cumprimento do regime jurídico da responsabilidade por danos ambientais que prevê que os operadores que exerçam atividades como as dos levantamentos feitos este ano numa pedreira e que vieram a originar o trágico abate da estrada, que liga Borba e Vila Viçosa, provocando duas mortes e três desaparecidos, constituam obrigatoriamente uma ou mais garantias financeiras próprias e autónomas. Este mecanismo deverá permitir assumir a responsabilidade ambiental inerente à atividade desenvolvida por estes operadores, seja através da subscrição de apólices de seguro, da obtenção de garantias bancárias, da participação em fundos ambientais ou da constituição de fundos próprios reservados para o efeito. As garantias obedecem ao princípio da exclusividade, não podendo ser desviadas para outro fim nem objeto.
O PAN pretende apurar junto do Governo qual o número de operadores sujeitos a esta premissa legal; qual o número de operadores que efetivamente constituíram as garantias financeiras obrigatórias; qual o número de fiscalizações efetivadas neste âmbito; qual o número de infrações detetadas neste âmbito e quais as sanções/contraordenações/multas aplicadas neste âmbito.
O Rancho Folclórico Os Minhotos da Lage levou hoje a efeito mais uma edição do “Festival de Inverno” que, em dia de frio e chuva, aqueceu o ambiente no Centro Cultural da Lage, Freguesia de Porto Salvo e concelho de Oeiras.

Nele participaram, além do grupo anfitrião, o Grupo de Danças e Cantares de Barcelos e ainda o Rancho Folclórico e Etnográfico Os Camponeses de Arraiolos e o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil Freguesia de Santa Clara-a-Nova e Gomes Aires – Almodôvar, vindos respectivamente do Alto e do Baixo Alentejo.

Aos viras e chulas do Minho alternaram-se as saias, danças alegres tão características do Alto Alentejo. E o encontro de culturas traduziu-se num verdadeiro festival de amizade em torno das nossas tradições mais genuínas.
O sorteio constitui um momento divertido nos festivais de folclore organizados pelos Minhotos da Lage e, uma vez mais, não fugiu à regra: perante a assistência, um leitão grunhia à espera de ser leiloado!

Em maré de entusiasmo, os minhotos da Lage não perdem pela demora e, no próximo dia 11 de Novembro – dia de S. Martinho – têm já agendado mais um grandioso evento que desta vez junta minhotos e saloios da região de Oeiras. Trata-se da iniciativa “Sopas de S. Martinho” que junta “Sopas & Petiscos – Música e Folclore” e que será animada pelo Rancho Folclórico As Lavadeiras da Ribeira da Lage, o Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage e o grupo “Cant-O-Eiras”, a ter lugar no Centro Cultural da Lage.















Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’18
O Grupo Coral e Etnográfico “Os Camponeses de Pias” vai participar no Festival intercultural que terá lugar no dia 7 de Julho de 2018. A próxima edição do FolkLoures decorre de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, e incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionais e um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

Situado na margem esquerda do rio Guadiana onde o cante alentejano assume uma faceta mais alegre, o Grupo Coral e Etnográfico “Os Camponeses de Pias” foi criado em 1968 com o objetivo de interpretar as lindas modas da terra. A opção de envergar os trajes das atividades agrícolas de meados do século XX acompanhados por instrumentos de trabalho, acrescentou-lhe o colorido dos campos, afirmando a ligação do Cante à paisagem rural. O rigor de apresentação dos seus trajes tem-lhe permitido ganhar vários prémios ao longo da sua existência.
O rigor e qualidade das suas interpretações sob a direção de Barão Cachola, granjeou-lhe o respeito dos outros grupos e a atenção do meio musical, o que logo levou à gravação em 1973 de um Long Play e à presença no programa ZIP ZIP da RTP, tornando-se sócio fundador da Federação de Folclore Português. A entrada de Manuel Coelho para a direção do Rancho em 1980, gerou uma nova dinâmica, que se traduziu na sua internacionalização e na presença assídua em diversos espetáculos no país.
O Grupo Coral e Etnográfico “os Camponeses de Pias” tem sido convidado a participar em diversos projetos musicais. No seu portefólio encontramos participações com Vitorino Salomé, Lua Extravagante e Janita Salomé. No Pavilhão Atlântico em Lisboa acompanharam Caetano Veloso, Maria Bethânia assim como Rio Grande, Ala dos Namorados e Paulo Ribeiro. Tem participado em vários programas televisivos nacionais e estrangeiros, telenovelas e documentários, participado e organizado festivais de folclore.
Em 2003 lançaram o CD "Pias Tradição Musical" e em 2013 a coletânea “O Cante à Moda de Pias”, integram a Confraria do Cante Alentejano e desde o primeiro momento apoiaram a Candidatura do Cante Alentejano à Lista Representativa de Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
O empenho do seu jovem diretor António Lebre, concretizou a abertura da já afamada “ Taberna dos Camponeses de Pias”, onde se pode cantar, gotejar bons vinhos e saborear as iguarias da terra; também a sua dedicação conseguiu que um grupo de jovens cantadores criasse “Os Mainantes”.
Neste caminho, as vozes do Rancho mantém a mesma dolência e intensidade das memórias vividas na Aldeia de Pias. E com as cores do Cante continuam a participar nas cartografias do futuro onde a identidade de origem não se esquece, como poderão consultar no seu site (www.camponesesdepias.net ).

Rancho Folclórico Alegria do Minho foi bastante aplaudido
Está ainda a decorrer na cidade da Amadora o XII Festival Intercultural, evento que reune num espectáculo único vários géneros musicais e culturais, desde o folclore do Minho ao cante alentejano, da capoeira à marrabenta, das danças orientais às danças contemporâneas. O Minho foi representado pelo Rancho Folclórico Alegria do Minho, sediado naquele concelho.

Trata-se de uma iniciativa da Junta de Freguesia da Falagueira-Venda Nova com vista a celebrar o aniversário da cidade da Amadora ou seja, a sua elevação a concelho. O festival junta várias centenas de pessoas no Parque Aventura, na Falagueira que, perante uma tarde soalheira, conviveram e partilharam as culturas das suas regiões num ambiente saudável e fraterno.
Fotos: Carlos Gomes / Manuel Santos

























Organização do Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures
A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas culminou ontem com a realização no Parque da Cidade, em Loures, de um grandioso espectáculo da nossa cultura tradicional e das comunidades imigrantes que este ano marcaram a sua presença através de representações do Brasil e da Moldávia.
Uma nota digna de registo foi a participação do cante alentejano, através do Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo, um dos mais lídimos representantes desta forma de expressão folclórica que, de forma incompreensível, é frequentemente discriminada em relação aos espectáculos de danças, vulgo festivais de folklore.
Desde a cerimónia de recepção aos grupos convidados que teve lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, estiveram presentes o vereador da Câmara Municipal de Loures, Dr. António Guilherme e diversos membros de juntas de freguesia. Por seu turno, também a Federação do Folclore Português fez-se representar na pessoa do sr. Joaquim Pinto, Conselheiro Técnico da Região do Alto Minho.
Após o desfile de grupos participantes, o espectáculo teve lugar em palco tendo como cenário a réplica da fachada das ruínas da Igreja de S. Paulo, em Macau, tendo beneficiado das excelentes condições atmosféricas que se fizeram sentir.
Perante a participação entusiasmada do numeroso público, participaram na edição deste ano do FolkLoures o Grupo de Bombos Os Baionenses, o grupo da Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil; a Associatia Miorita Portugalia – Moldávia; Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo; Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral; Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura; Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia e, naturalmente, o anfitrião Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho. O espectáculo encerrou com a realização de uma sessão de fogo-de-artifício que iluminou os céus no concelho de Loures.
Aos grupos e entidades participantes foram oferecidas peças de artesanato tradicional como lembranças, valorizando desse modo o trabalho artístico dos nossos artesãos. Refira-se que desde há algum tempo, o nosso artesanato tem sido preterido devido ao recurso a peças acrílicas e outras criações que nada têm a ver com o nosso folclore.
A realização do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas nos moldes em que está a ser efectuado, com o seu formato actual, está a projectar Loures como um palco privilegiado do folclore de Portugal e do Mundo, através de exposições, conferências e de um espectáculo que reúne o que de melhor existe na cultura tradicional do povo português e das comunidades imigrantes.
Entretanto, a organização do FolkLoures iniciou já os preparativos para a realização da edição de 2018, tendo inclusivamente já garantida uma representação de uma comunidade imigrante, esperando-se que o programa fique fechado até ao final deste ano.
Para o próximo dia 9 de Setembro, o Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho tem em preparação a realização na Quinta das Carrafouchas da Festa do Vinho, um espectáculo de cariz etnográfico que incluirá a pisa das uvas no lagar à moda antiga, ao som da concertina e ao ritmo do bombo. Trata-se de uma organização conjunta do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho e da Quinta das Carrafouchas, situada no concelho de Loures.
Esta é uma iniciativa inédita no âmbito do regionalismo e da divulgação do folclore na região de Lisboa e está já a despertar enorme curiosidade e interesse sobretudo por parte dos minhotos que ali vivem, mas também das gentes saloias daquela região.
Os participantes vão poder experimentar a sensação única da prensagem da uva com os pés, tal como outrora se fazia em todos os lagares da nossa região. A pisa das uvas constitui uma tradição milenar que se perde nos tempos com vista ao seu esmagamento a fim de dar início ao processo de fermentação.
Com os pés se esmaga as uvas e quebra a casca sem, no entanto, quebrar as sementes, método que sendo mais demorado do que o recurso à prensa, proporciona um maior contacto com a casca e, consequentemente, a possibilidade de extrair mais cor, aromas e sabores, conferindo aos vinhos assim produzidos uma qualidade superior.
A Quinta das Carrafouchas onde vai ter lugar a Festa do Vinho situada em A-das-Lebres, Freguesia de Santo Antão do Tojal. O solar é um dos exemplares do período Barroco existentes no Concelho de Loures. Foi em 8 de Abril de 1872 comprada ao Marquês de Valada por Joaquim Franco Cannas, permanecendo na família até aos dias de hoje.
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Ponte de Sor – Centro de Artes e Cultura. 17 de Junho (Sábado)
É já no próximo sábado: Os moinhos voltam a estar no centro das atenções: Dezenas de especialistas, empreendedores, moleiros, investigadores e autarcas de todo o país reúnem-se neste encontro bienal para passar em revista os projectos de reconstrução e revitalização económica e cultural dos moinhos tradicionais portugueses. Temas como a dinamização comunitária, o turismo sustentável, novos mercados e economia verde, tecnologias e engenhos tradicionais, misturam-se com histórias de moleiros contadas na primeira pessoa.
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Moinhos ' 2017
Após o sucesso do III Encontro em Albergaria-a-velha, em 2015, a Etnoideia organiza o IV Encontro Nacional de Molinologia dada a pertinência e urgência do tema na conjuntura atual.
A Câmara Municipal de Ponte de Sor é co-organizadora do encontro, perspectivando-se um programa de bom nível dado o rico património molinológico local e o dinamismo municipal na sua preservação e valorização de que destacamos a recuperação recente do Moinho de Vento de Foros de Arrão.
Porquê o Encontro?
Portugal precisa como nunca de desenvolver o seu interior e de qualificar as suas cidades. Os nossos moinhos são importantes ativos para o desenvolvimento sustentável, qualificação dos territórios, empreendedorismo ao nível das indústrias criativas e do turismo, por exemplo. Mas também para a construção da designada economia verde e para a qualificação ambiental das regiões e requalificação urbana, não esquecendo as importantes funções educativa, de lazer e de interação e coesão social. No entanto, o seu declínio acentuado pela crise e pelo envelhecimento dos detentores dos saberes tradicionais coloca em risco este importante património.
O que buscamos?
Por isso, mais do que nunca, é oportuno convocar a cidadania dos portugueses e as suas instituições autárquicas, associativas e económicas para a sua recuperação e valorização numa perspetiva de criação de riqueza e geração de oportunidades, tendo os jovens como prioridade e a estratégia Portugal 2020, em que os moinhos se integram claramente, como oportunidade de financiamento e ativação de processos de desenvolv-mento comunitário de base local integrando os moinhos tradicionais portugueses nas novas soluções para os territórios.
O IV Encontro Nacional de Molinologia desenvolve-se em duas vertentes. Por um lado, na recolha, aprofundamento e partilha do Saber e do Saber Fazer tradicionais ao nível da Etnotecnologia e da Molinologia Portuguesa. Por ou-tro, na apresentação e reflexão conjunta de projetos de desenvolvimento envolvendo a reabilitação e valorização de moinhos tradicionais em Portugal.
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Celebrações do Dia de Portugal, com programa cívico, cultural, de intercâmbio, musical e religioso.
PROGRAMA
SALÃO NOBRE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
11:30 – Receção / Identificação dos Convidados
CONVENTO DE SÃO JOÃO DE DEUS
12:00 – Apresentação da celebração do 'Dia de Portugal'
Eduardo Naharro-Macías Machado - Aula de Língua e Cultura Portuguesa/U.P. Olivença
12:05 – CERIMÓNIA DE ABERTURA
Manuel José González Andrade - Presidente da Câmara Municipal de Olivença
Hélder de Oliveira - Administrador Executivo da Fundação Portugal-África
Laura Vidal - Presidente da Conexão Lusófona
José Ribeiro e Castro - Coord. do Movimento 2014 - 800 anos da Língua Portuguesa
Montaña Hernández Martínez - Diretora do Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças da Junta de Extremadura
12:45 – TEATRO: Alunos de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade Popular de Olivença
13:15 – Novos horizontes da geminação do Município de Olivença e do Município de Leiria
Manuel José González Andrade - Presidente da Câmara Municipal de Olivença
Raul Miguel de Castro - Presidente da Câmara Municipal de Leiria
Modera / Presenta: Servando Rodríguez Franco -Turismo de Olivença
13:45 – MÚSICA: Atuação dos Alunos da Escola de Música da Câmara Municipal de Olivença
14:00 – Almoço
CONVENTO DE SÃO JOÃO DE DEUS
17:00 – Concerto: 'ALMA DE COIMBRA'
18:00 – Visita guiada dos convidados à Cidade de Olivença
IGREJA DA MADALENA
19:00 – Missa em Português
[Evento organizado pela Câmara Municipal de Olivença (Ayuntamiento de Olivenza) e Universidade Popular de Olivença - Aula de Língua e Cultura Portuguesa.]

Celebrações do Dia de Portugal, com programa cívico, cultural, de intercâmbio, musical e religioso.
PROGRAMA
SALÃO NOBRE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
11:30 – Receção / Identificação dos Convidados
CONVENTO DE SÃO JOÃO DE DEUS
12:00 – Apresentação da celebração do 'Dia de Portugal'
Eduardo Naharro-Macías Machado - Aula de Língua e Cultura Portuguesa/U.P. Olivença
12:05 – CERIMÓNIA DE ABERTURA
Manuel José González Andrade - Presidente da Câmara Municipal de Olivença
Hélder de Oliveira - Administrador Executivo da Fundação Portugal-África
Laura Vidal - Presidente da Conexão Lusófona
José Ribeiro e Castro - Coord. do Movimento 2014 - 800 anos da Língua Portuguesa
Montaña Hernández Martínez - Diretora do Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças da Junta de Extremadura
12:45 – TEATRO: Alunos de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade Popular de Olivença
13:15 – Novos horizontes da geminação do Município de Olivença e do Município de Leiria
Manuel José González Andrade - Presidente da Câmara Municipal de Olivença
Raul Miguel de Castro - Presidente da Câmara Municipal de Leiria
Modera / Presenta: Servando Rodríguez Franco -Turismo de Olivença
13:45 – MÚSICA: Atuação dos Alunos da Escola de Música da Câmara Municipal de Olivença
14:00 – Almoço
CONVENTO DE SÃO JOÃO DE DEUS
17:00 – Concerto: 'ALMA DE COIMBRA'
18:00 – Visita guiada dos convidados à Cidade de Olivença
IGREJA DA MADALENA
19:00 – Missa em Português
[Evento organizado pela Câmara Municipal de Olivença (Ayuntamiento de Olivenza) e Universidade Popular de Olivença - Aula de Língua e Cultura Portuguesa.]
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O Grupo Etnográfico Os Ceifeiros de Cuba vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem atualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.
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O mais genuíno folclore do Baixo Alentejo não é dançado nem tocado mas apenas cantado, o que constitui uma característica que o demarca em relação às demais regiões do país. Constituindo o cante uma forma de cantar aparentemente monótona e indolente, revela contudo uma enorme riqueza polifónica em que o sentido da sua execução é dotado duma misteriosa profundeza de alma.
O concelho de Cuba é célebre por ter servido de berço ao grande navegador Cristóvão Colombo que, em homenagem à terra que o viu nascer, deu o seu nome às terras que descobriu na América Central. É também ali que repousa o notável escritor Fialho de Almeida e onde pode visitar-se as ruínas romanas da primitiva povoação, a Igreja de Nossa Senhora da Rocha e a Grandiosa Matriz, manda construir em 1500 pelos frades de S. Vicente de Fora. Cuba é ainda famosa pelos seus excelentes queijos de ovelha, as frutas, os curtumes e os afamados vinhos que produz e comercializa juntamente com Alvito e Vidigueira.
O seu cante, característico da margem direita do rio Guadiana, é mais solene e cantochão, contrastando com o cante da margem esquerda, este mais rítmico, melodioso e alegre. Fundado em 1933, o Grupo Etnográfico “Os Ceifeiros de Cuba é muito provavelmente o melhor intérprete do genuíno cante alentejano da margem direita do rio Guadiana, respeitando a autenticidade do traje para além da verdade da expressão musical.
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Com um rico historial, é o próprio grupo que se apresenta: “Os "Ceifeiros de Cuba" - Grupo Etnográfico, atualmente ensaiados pelo Mestre Ermelindo Galinha - têm levado o nome de Cuba e do Alentejo de norte a sul do País, bem como ao estrangeiro, nomeadamente, Espanha (Burgos no País Basco e Monastério) e França (Bourgogne, Chatillhon-en-Bazois, Saulieu, Estrasburgo, no Parlamento Europeu).
Têm sido centenas as atuações do Grupo, nos mais variados contextos, quer em Feiras, Exposições, Hotéis, Discotecas, Encontros de Corais e Festivais, quer em receções e outros eventos de carácter social e cultural; de destacar as atuações no Coliseu dos Recreios, no Teatro Maria Matos, no Pavilhão dos Desportos, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na Alfândega no Porto, no encerramento do I Congresso do Cante Alentejano, ainda as três atuações na EXPO 98, no Pavilhão de Portugal, Pavilhão dos Oceanos e Pavilhão do Território.
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Na Televisão o Grupo participou nos Programas "Bom Dia", "País, País" e "Cais do Oriente" da RTP1; "Acontece" da RTP2, "Jardim das Estrelas" da RTP Internacional e "Horizontes da Memória" na RTP2 e RTP Internacional; de registar, também, duas participações cinematográficas, uma no filme documentário "Alentejo Cantado" de Francisco Manso e outra em "Polifonias - Pace è Salute, Michel Giacometti", de Pierre-Marie Goulet.
A produção discográfica dos "Ceifeiros de Cuba" tem sido outro dos meios de preservação e divulgação do cante alentejano, tendo, até ao momento o Grupo produzido sete cassetes, um single, um LP e participação em três CD um dos quais editados pelo Instituto Internacional de Música Tradicional de Berlim e Smithsonian Folkways de Washington.
Os constantes convites que o Grupo recebe para atuações diversas são o reconhecimento do seu valor o qual tem sido, também, reconhecido pelos troféus que ganhou nos certames em que participou - sete primeiros lugares, quatro segundos lugares e quatro terceiros lugares. "Os Ceifeiros de Cuba" consideram-se, por isso, um Grupo bem representativo do cante alentejano.”
Além dos Ceifeiros de Cuba em representação do cante do Baixo Alentejo, a edição do corrente ano do FolkLoures contará ainda com representações do Minho, Madeira, Beira Litoral, Estremadura, Brasil e Moldávia.
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Publicamos a intervenção do Deputado André Silva do PAN, no debate quinzenal desta tarde, no âmbito da, quase, extinção da Reserva Ecológica Nacional no litoral alentejano e das fortes suspeitas de substituição de uso de território da REN para fins imobiliários e turísticos.
Sr. Primeiro-ministro, escolheu para tema deste debate a "situação económica e financeira" e do país. Para o PAN a protecção ambiental e os valores naturais são a base da sustentabilidade económica e financeira do país.
Gostávamos de lhe falar do processo de destruição que está em curso no litoral alentejano.
Falamos concretamente da quase extinção da Reserva Ecológica Nacional na região pois analisando os números é mesmo disso que se trata. Senão vejamos: A área de REN nos concelhos de Alcácer do Sal e em Grândola foi reduzida em cerca de ¾.
Mas quem beneficia desta drástica redução? Alega-se o cumprimento da lei e que esta redução é do supremo interesse nacional. Mas que interesse público é este que faz reduzir escandalosamente a área de Reserva Ecológica? Quem é que são os interessados? Vão ser construídos hospitais ou escolas nessas áreas?
65000 ha são valores absurdos que revelam fortes suspeitas de substituição de uso de território da REN para fins imobiliários e turísticos. Uma área equivalente a 65 mil campos de futebol para asfaltar e betonar. Sr. PM também concorda que este é um caso de interesse nacional?
Sobre esta nebulosa redução da área REN, o IGAMAOT veio já dizer, e passo a citar, “entende-se subsistirem fundamentos razoáveis para que seja ponderada, pela tutela, a revogação ou anulação administrativa do despacho do Presidente da CCDR Alentejo, que aprovou a nova circunscrição territorial da REN do município de Alcácer do Sal (…) e do município de Grândola.” [informações do IGAMAOT n.ºs I/1270/14/SE e I/716/15/SE]*
No mesmo sentido, no final de Julho de 2015, veio o despacho do então ministro do ambiente Jorge Moreira da Silva. [despacho n.º 18/MAOTE/2015]*
Sr. PM, sabe quais foram os desenvolvimentos? Nenhuns.
Sr. PM, o que justifica a passividade do Estado perante estagrosseira usurpação territorial e do bem comum?
Temos conhecimento que o actual governo ainda não se manifestou sobre o delito ambiental que autoriza a destruição irreversível do litoral alentejano.
Que medidas tomará o governo para conter este assalto ambiental? Que medidas tomará o governo para salvaguardar aquilo que é de todos nós? Irá, ou não, o governo revogar as decisões tomadas?
Beirões e alentejanos juntaram-se hoje em Lisboa para festejar os 35 anos de existência do Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa em prol da cultura tradicional da Serra do Açor. E, como não podia deixar de ser, a festa assumiu um carácter tradicional e próprio da quadra festiva ou seja, os participantes celebraram com um encontro de cantares característicos da quadra natalícia.
‘Do Natal aos Reis’ foi o tema da primeira edição do Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, evento que encheu por completo o salão da Igreja de Santa Catarina, mais conhecida por Igreja dos Paulistas, em Lisboa.
Participaram nesta iniciativa o Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal dos Hospitais da Universidade de Coimbra em representação da região da Beira Litoral – Mondego; o Rancho Folclórico “As Mondadeiras da Casa Branca”, de Sousel, em representação do Alto Alentejo e, naturalmente, o anfitrião Rancho Folclórico da Ribeira de Celavisa, de Arganil, em representação da Beira Serra. A adesão do público foi total e não regateou os merecidos aplausos.
Uma nota digna de registo vai para a lembrança escolhida para oferecer aos grupos participantes e outras individualidades presentes. Tratou-se um presépio tradicional em miniatura construído com pedras de xisto da sua região, promovendo desta forma o artesanato e a sua própria terra. Refira-se que o artesanato popular é porventura a forma de expressão mais acabada através da qual poderemos aferir o grau de talento artístico do povo, constituindo simultaneamente parte integrante do folclore que não se reduz ao bailarico, pelo contrário, abrangendo um leque muito vasto da sabedoria popular.
À semelhança do que se verificou com as recentes celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, estas comemorações deverão ocorrer no futuro junto das comunidades portuguesas radicadas noutros países. Existe, porém, um território que, não obstante pertencer de jure a Portugal, encontra-se desde há mais de dois séculos sob administração de Espanha – trata-se do concelho de Olivença, Tálega incluída – que até ao momento não recebeu a visita oficial do Presidente da República.
Apesar do tempo já percorrido desde a ridícula “guerra das laranjas” e das gerações que entretanto se sucederam ao longo de mais de duzentos anos, os oliventinos de origem portuguesa guardam com nostalgia a sua identidade como podem na esperança de que um dia a terra que os viu nascer regresse à Pátria a que verdadeiramente pertence: Portugal. A comprovar tal sentimento patriótico, basta referir o grande número de pedidos de atribuição da nacionalidade portuguesa que ultimamente se vem verificando, pese embora as alterações demográficas que se registaram ao longo do tempo.
Com uma área superior a 430 quilómetros quadrados – correspondendo ao triplo da área das cidades de Lisboa e Porto juntas! – Olivença faz parte de Portugal desde a celebração do tratado de Alcanizes celebrado em 1297.
À altura da ocupação, integravam o concelho de Olivença as freguesias de Santa Maria do Castelo, Santa Maria Madalena, São Jorge da Lor, São Domingos de Gusmão e Tálega. Vila Real, entretanto anexada a Olivença, fazia até então parte do concelho de Juromenha, localidade que agora integra o município do Alandroal.
O território português de Olivença, situado na margem esquerda do rio Guadiana, permanece ocupado por Espanha desde 1801. Em 1817, ao abrigo do Tratado de Viena, Espanha reconheceu a soberania portuguesa e comprometeu-se a devolver o território à soberania portuguesa, compromisso que nunca honrou até ao momento.
O Estado Português não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença, razão pela qual falta ainda demarcar a fronteira entre os dois países entre entre as confluências do Guadiana com o rio Caia (a norte) e a ribeira de Cuncos (a sul), não estando colocados os marcos fronteiriços entre o 801 e o 900, na zona adjacente ao território histórico de Olivença.
Não faltam as razões que fundamentem do ponto de vista jurídico a reclamação de Portugal relativamente a Olivença nem tão pouco os argumentos de ordem moral que lhe assistem: a Espanha deve honrar os seus compromissos e respeitar um país cujo relacionamento sempre se pautou pela amizade e boa vizinhança. E, em nome de Portugal, o Presidente da República jamais se deveria inibir a efetuar uma visita oficial a Olivença e ali celebrar o Dia de Portugal, levando aos oliventinos – Portugueses de Olivença! – uma palavra de afeto e esperança!
O Cante Alentejano foi o protagonista da terceira edição do Mercado Tradicional em Andororra. O Feirão é uma iniciativa do Grupo de Folclore 'Casa de Portugal', coletividade que este ano celebra o seu vigésimo aniversário.
No passado sábado, 2 de Julho, a Praça Guillemó da capital do Principado de Andorra acolheu a partir das 18 horas o 'Feirão', ponto de encontro de sabores, artesanato, e folclore português que contou com o apoio do Comú(Câmara) de Andorra la Vella.
Os elementos do Grupo de Folclore 'Casa de Portugal', trajados para a ocasião, recriaram um mercado tradicional dividido em cinco zonas temáticas - Artesanato, onde se podia encontrar roupa regional, brinquedos antigos e peças de artesanato elaboradas pelas moças do Grupo.
Horta, com os principais produtos hortícolas como alfaces, couves, feijão, assim como ovos caseiros, coelhos e galos. Sabores, onde os visitantes podiam adquirir licores e aguardente, a broa de milho, o azeite transmontano ou os melhores enchidos.
Doces, onde os pasteis de Belém se misturavam com bolos caseiros e o doce sortido. Tasca, ponto de encontro de sabores onde os visitantes podiam degustar rissóis, pataniscas de bacalhau, bifanas e feijoada, tudo regado com um bom vinho verde ou maduro. Durante a atividade do Mercado Tradicional os elementos do Grupo amenizaram a tarde com as danças tradicionais do seu reportório e convidando o publico a dançar o Vira Geral.
Da praça Guillemó o publico dirigiu-se ao Centro Cultural la Llacuna onde foi inaugurada a exposição fotográfica 'Mosaicos de uma cultura' formada por vinte painéis nos quais os elementos do Grupo de Folclore 'Casa de Portugal' representaram a atividade das gentes do norte de Portugal integrada no património paisagístico do Principado.
O Grupo Coral e Etnografico da Casa do Povo de Serpa inaugurou o evento com Cante Alentejano e posteriormente Jose Luis Carvalho, Diretor do Grupo de Folclore 'Casa de Portugal' deu as boas-vindas às personalidades assistentes, Sr. Carlos Alves, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Serpa, Sr. Miquel Canturri, Vereador de Serviços Públicos do Comú (Câmara) de Andorra la Vella, Dr. Paulo Lima, Diretor da Casa do Cante e ao numeroso publico que assistiu aos discursos das personalidades e desfrutou do Cante.
Após a inauguração, a Praça Guillemó voltou a ser de novo ponto de encontro da cultura tradicional portuguesa desta vez com a presença do Grupo Coral e Etnografico da Casa do Povo de Serpa que com as vozes do Cante enriqueceu o mercado tradicional e emocionou muitos dos assistentes incluído um casal de noivos que pararam na praça e foram agraciados com o Cante.
Transmitido em direto pela Radio Ondas de Portugal, durante varias horas manteve-se o convívio entre o publico, o Grupo coral e os elementos do Grupo de Folclore 'Casa de Portugal', orgulhosos de ter proporcionado à sociedade andorrana o mercado tradicional, a inauguração da exposição e o Cante Alentejano, património imaterial da humanidade pela UNESCO.
José Luís Carvalho / Grupo de Folclore Casa de Portugal
Esta obra inclui o levantamento dos grupos corais alentejanos na região de Lisboa
“Corais Alentejanos é um livro de José Francisco Pereira, publicado em 1997 pelas Edições Margem, que constitui um trabalho de recolha e reflexão sobre a problemática do “cante” alentejano, o qual serviu de suporte e motor do Congresso de “Cante Alentejano” que se realizou naquele ano, na cidade de Beja.

Para além de um exaustivo levantamento de todos os grupos corais existentes em Portugal, incluindo na região de Lisboa, esta obra tem o mérito de analisar diversos aspetos relacionados com a etnografia, mormente o traje e as próprias cantigas, no contexto social e cultural da região em que se insere, as suas referências, à fauna, à flora, às emoções e à solidão.
Mas, surpreenda-se o leitor, persuadido de que no Baixo Alentejo apenas se cantava, porque o autor garante que “em certas aldeias do próprio concelho de Beja: salvada, Quintos, Baleizão e outras, por exemplo, o Povo preferia “balhar” e cantar uma noite inteira de viva voz e a plenos pulmões que servir-se da rádio ou de algum, moderno, “jazz”, a que não acha graça nenhuma, naturalmente por estar fora de seus usos e de seu meio. Antes preferia uma gaita de beiços que outros quaisquer instrumentos músicos.”
O autor deste livro, José Francisco Pereira, nasceu em Montoito, no concelho do Redondo, e foi dirigente da Casa do Alentejo, em Lisboa.
Numa altura em que a classificação pela UNESCO do Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade, contribuiu notavelmente para a sua divulgação e reconhecimento, a leitura deste livro adquire particular interesse e oportunidade para todos quantos apreciam a nossa cultura popular.


Ventura Ledesma Abrantes – Um Português de Olivença
Ventura Ledesma Abrantes não nasceu em Lisboa, mas foi na capital portuguesa que desenvolveu a sua actividade criadora. Nela estabeleceu laços de amizade, se instalou como comerciante (mais concretamente como Livreiro e Editor), e, como veremos, foi escritor e polemista.

Nasceu a 13 de Maio de 1883, em Olivença, numa casa ao lado da Porta do Calvário, e faleceu em 12 de Junho de 1956, no Estoril. Não foi um homem "acomodado", antes pelo contrário, foi um lutador. A sua juventude foi atormentada por alguns percalços. Filho de um barbeiro de Olivença, pro-português, membro activo de um grupo que, localmente, lutava pela reintegração de Olivença em Portugal e pela manutenção da Cultura lusitana (História, Língua, Tradições) naquela cidade, acompanhou o seu pai no exílio. Na verdade, o pai de Ventura, atingido por represálias, e por vários anátemas, por parte das autoridades espanholas, veio com a família para Lisboa, por volta de 1903. Para além da família de Ventura Ledesma Abrantes, militavam então em Olivença, a favor de Portugal, entre outros, homens como Manuel Gonçalves Verão, Firmino Martins Rui, e Manuel Justo Gonçalves. Destes homens quase não se fala hoje. Mas de Ventura diz-se, ainda hoje em Olivença, que fugiu para Portugal por causa de um crime... ninguém especificando que esse "crime" foi simplesmente ser favorável a Portugal... mesmo porque ninguém é disso informado...

2) Um homem de (muita) cultura
Ventura Ledesma Abrantes, livre das pressões a que fora sujeito na sua terra, lançou-se em inúmeras actividades, normalmente de carácter cultural. Era um homem irrequieto, um diletante, um entusiasta. Vemos Ledesma Abrantes, em 1911-1912, associado à criação da Universidade Livre de Lisboa (obra, fundamentalmente, de Reinaldo Ferreira). Depois, encontramo-lo na Lutuosa Nacional, com sede no Porto. A ele se deve a abertura, em 1931, da primeira Feira do Livro de Lisboa com carácter oficial. ( houve uma edição em 1930, mas oriunda de iniciativas privadas ). Ele mesmo era o Presidente da Associação de Classe dos Livreiros de Portugal, embrião, após várias metamorfoses da actual A.P.E.L. ( Associação Portuguesa de Editores e Livreiros ). Ventura Ledesma Abrantes tinha uma livraria, que era também uma Casa Editora, na Rua do Alecrim (n.º 80 e 82), que fechou as suas portas dois anos antes da sua morte.
Não se limitava a vender livros. Foi membro activo de uma das mais notáveis tertúlias do Chiado, mais concretamente daquela de que foram também membros Teófilo Braga, Egas Moniz e António Sardinha.
Não foi por acaso, portanto, que Ventura Ledesma Abrantes editou livros importantes, como a "Vida Sexual - Fisiologia e Patologia”, de Egas Moniz ( livro que mais ninguém quis editar por se considerar o tema imoral... ) , "In Memoriam", de Camilo Castelo Branco, "Vida e Obra de Júlio Dinis", de Egas Moniz também, "Como Perdemos Olivença", de Queirós Veloso. Usou o pseudónimo de João Coelho para responder em polémica à obra "Palavras Cínicas", de A. Forjaz de Sampaio (1884-1949), "diálogo" que ficou célebre na época.
Foi membro da então selectiva Sociedade de Geografia de Lisboa e ainda da Associação de Arqueólogos Portugueses. Escrevia fluentemente, e colaborou em vários jornais e revistas de Lisboa e do Porto. Distinguido várias vezes, foi condecorado com a Ordem Militar de Cristo. Porque era logicamente um entusiasta por Olivença, acabou por, ao cabo de muitos anos de trabalho independente, ser obrigado a procurar emprego, por ter gasto tudo o que amealhara em livros e folhetos, fomentando organizações, custeando em Lisboa o estudo de muitos oliventinos, ajudando-os como pode durante a Guerra de 1936-39, etc.
3) Uma organização mal compreendida
Em 15 de Agosto de 1938, fundou, com o então tenente Humberto Delgado, com Amadeu Rodrigues Pires, e Francisco Sousa Lamy, a Sociedade Pró -Olivença, embrião do futuro Grupo dos Amigos de Olivença, nome que teve a partir da sua semi-legalização, em 21 de Novembro de 1945. Esta organização, ao longo da sua História, conheceu várias vicissitudes e direcções/orientações. Foi, principalmente, denegrida, ignorada... e quase proibida. A sua legalização só foi completada depois do 25 de Abril de 1974, pois os seus estatutos ficaram "suspensos" ! Curiosamente, Ventura Ledesma Abrantes veio a abandonar o grupo logo pouco depois de 1945. Convém referir que, ao contrário do que muita gente diz nos nossos dias, Salazar não gostou da Associação que, pela sua linguagem obrigatoriamente anticolonialista, punha em causa a própria orientação da política portuguesa de então. A denúncia de uma situação que tinha tudo de colonial, com repressão cultural e linguística, passando por acções de dispersão de populações, ameaças, e até prisões (uma discreta "limpeza étnica", ao fim e ao cabo), levou Salazar a criar uma atmosfera de isolamento em torno do grupo, presumindo-se que por isso nunca permitiu a aprovação dos estatutos. A organização era tolerada, mas com frieza. O Ministro da Defesa, Santos Costa, foi mais longe, ameaçando passar compulsivamente à Reserva Militar qualquer membro das forças armadas que se ligasse aos Amigos de Olivença. Os diplomatas franquistas em Lisboa conotavam o Grupo como sendo de Oposição ao Regime, principalmente depois que o M.U.D., em 1945, apoiou as suas reivindicações. Na verdade, pelos Amigos de Olivença passaram muitos intelectuais e homens de acção, muitos deles oposicionistas: Queirós Veloso, Ramos e Costa, Paulo Caratão Soromenho, Humberto Delgado, Matos Sequeira, Sidónio Muralha, Veiga de Macedo, João Pereira da Rosa, Tomé Feteira, Mascarenhas Barreto, Hernâni Cidade (seu Presidente até 1975), e outros. É só por uma cruel ironia da História que análises pouco cuidadas (e preconceituosas) insistam em identificar os "Amigos de Olivença" com extremismos vários, principalmente de Direita, apoiando-se somente em alguns episódios (que os houve !) menos felizes ou menos claros.
4) luta por uma cidadania
Como é de calcular, Ventura Ledesma Abrantes fez parte do Conselho Regional da Casa do Alentejo durante muitos anos consecutivos. Na década de 1930, foi nomeado representante de Portugal nas Exposições Livreiras de Sevilha, Barcelona, e Florença. Uma grande luta que travou foi a de conseguir a Nacionalidade Portuguesa de forma natural, e nunca como "espanhol naturalizado". Após uma polémica legal com o Poder do Estado Novo que, confrontado com pareceres jurídicos favoráveis à pretensão de Ventura Ledesma Abrantes, procurava sempre eximir-se ao cumprimento da Lei e à concessão da referida nacionalidade, um aliado surpreendente resolveu a questão: Cavaleiro Ferreira, Ministro da Justiça entre 1944 e 1954. Foi promulgada legislação, mais ou menos ainda em vigor, que dava aos oliventinos o direito de cidadania portuguesa, com a averbação no Bilhete de Identidade da expressão "nascido em Olivença, Portugal. Tal preceito era, mesmo assim, um tanto dúbio, pois empurrava a decisão final para o ministro da Justiça. Vale a pena citar a Lei ( Artigo 117, L. 37 666, 19 de Dezembro de 1949): " Fora dos casos de naturalização, é da competência do Ministro da Justiça decidir as questões relativas à legalidade da aquisição, perda ou reaquisição da nacionalidade portuguesa ou esclarecer as dúvidas que a esse respeito se suscitarem; # único. Das decisões do Ministro cabe recurso para o Supremo Tribunal Administrativo, nos termos da lei geral." Diz-se que Salazar, mesmo assim, ainda hesitou em colocar a sua assinatura. Estranha forma de ser nacionalista, na verdade...
5) O escritor Ventura Ledesma Abrantes
Mas...Ventura Ledesma Abrantes foi principalmente um escritor. A sua Bibliografia, extensíssima, é quase toda dedicada a Olivença. Lidava com facilidade surpreendente com a língua (portuguesa) materna, de uma forma quase apaixonada. A lista dos seus livros, mais ou menos completa, porque há obras menores, é a seguinte: "Saudades da Terra das Oliveiras"(1932); "Olivença a Gloriosa"(1933); "De Olivença a Marvão"(1934; este livro valeu-lhe uma homenagem da Câmara Municipal de Marvão); "A Santa Casa da Misericórdia da Vila de Olivença"(1940); "A Não Esquecida"(1943); "A Noite do Menino nas Terras de D. João II "(1943); "A Defesa da Porta do Calvário da Vila de Olivença"(1944); "Olivença, a Sombra da Saudade"(1949); "Anais da Velha Vila de Olivença"(1951); "Crónica Histórica e Bibliográfica da Vila de Olivença"(1946); "O Património da Sereníssima Casa de Bragança em Olivença"(1954). A última obra atrás referida de Ventura Ledesma Abrantes é, digamos assim, a sua grande "conclusão"... mesmo porque faleceu dois anos depois. Mas é mais porque se trata de uma gigantesca e completíssima monografia, com mais de 500 páginas, uma das melhores existentes em língua portuguesa, e que talvez não fosse má idéia reeditar. É visível que Ventura Ledesma Abrantes compreendeu que o franquismo ia destruir mais profunda e radicalmente do que até então sucedera as raízes e a vivência lusitanas em Olivença, pelo que o seu livro descreve o maior número possível de aspectos, História, e características, mesmo as menos visíveis, da Cidade, para que não se pudesse negar uma realidade que talvez fosse deixar de existir.
6) O reconhecimento de uma obra
Ventura Ledesma Abrantes morreu mais ou menos ignorado. O Estado Novo, no qual, devido ao seu nacionalismo, depositara decerto esperanças para a recuperação de Olivença para a soberania portuguesa, decerto o desiludiu. A sua obra, ainda que propalada, era-o discretamente, pois constituía um embaraço diplomático constante, tanto ou mais do que a sua actividade frenética de publicista, orador, homem de acção. Ledesma Abrantes era um Romântico. Acreditava na "pureza" do povo, e, republicano, preferia cidadãos a súbditos. Tendia para correntes conservadoras, mas foi, acima de tudo, um inconformado. Acreditou na sinceridade das intenções de muita gente, e foi quase sempre iludido. Postumamente, um anátema parece continuar a persegui-lo. O seu nome foi quase esquecido em Portugal e na cidade de Lisboa que ele tanto amou. Em Olivença, mesmo após a Restauração da Democracia em Espanha em 1975, o seu nome é pouco citado, e é-o ainda depreciativamente. No excelente Museu Municipal de Olivença estava exposto um painel de azulejos oriundo da sua casa no Estoril, desaparecido em 2003. Rezava assim:
Escuta
Nesta casa vive a ventura e a esperança
da História pátria! Não perturbes a sua paz!
Se és meu amigo - Deus te guie!
Se és português - Deus te guarde!
Se és alentejano - Deus te salve!
Mas se és de Olivença!
Entra, meu irmão - esta casa é sempre tua!
Aqui vive-se junto ao céu!
a alma alimenta-se da imponderável fé!
o coração sonha e adormece
olhando o mar...
É a saudade lusíada do passado!
É o culto da pátria, que só Deus mantém inalteravelmente!
É Portugal, aquecendo o peito ao fogo dos cânticos de Camões
é o pensamento místico da ama
é a fé do patrono Nun'Álvares!
Laus deos
Casal Oliventino
Olivença-Portugal
Só após uma luta de quatro anos o Homem a quem se devem mais conhecimentos sobre a Cultura Oliventina da Primeira Metade do Século XX, cultura inegavelmente portuguesa, e que foi uma figura de intelectual de inegável grandeza em Lisboa, viu o seu nome dado a uma artéria desta cidade, após votação unânime da Câmara Respectiva em 30 de Dezembro de 1997, próximo do Estádio de Alvalade, da Quinta do Lambert, e da Avenida Marechal Craveiro Lopes. Lisboa, que ele tanto amou, e a Cultura Portuguesa, deviam-lhe isso.
A verdade e a justiça prevaleceram sobre o preconceito.
Carlos Luna / http://estrolabio.blogspot.pt/


Na Baixa da Banheira: Fórum Cultural exibe “Alentejo, Alentejo” de Sérgio Tréfaut
No dia 18 de abril, pelas 21:30h, vai ser exibido na tela do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, o filme de Sérgio Tréfaut, “Alentejo, Alentejo”.

Dezenas de grupos amadores reúnem-se regularmente para ensaiar antigos cantos polifónicos e para improvisar modas sobre o tempo presente. Isto é o cante. O cante, nascido nas tabernas e nos campos, transmitiu-se ao longo de várias gerações. Nas últimas décadas, com a diáspora alentejana, novos grupos surgiram na periferia de Lisboa e em diversos países de emigração. Muitos deles formados por adolescentes e crianças, provando que o cante está vivo e é o traço identitário de toda uma população. “Alentejo, Alentejo” é uma viagem a um modo de expressão musical único e à paixão dos seus intérpretes.
Este documentário tem a duração de 96 minutos e é dirigido a maiores de 12 anos. A entrada é gratuita.
O Centro Cultural de Belém vai receber no próximo dia 25 de janeiro cerca de um dezena de grupos corais alentejanos, num encontro que visa celebrar o reconhecimento oficial pela UNESCO do cante como Património Imaterial da Humanidade. Estão já assegurados a participação de grupos que constituem referência do cante alentejano como os Ceifeiros de Cuba e os Camponeses de Pias, os Cantares de Évora e o grupo da Casa do Povo de Serpa, o Grupo Coral de Baleizão e os Amigos do Alentejo do Feijó.

Este encontro de grupos corais alentejanos vai certamente constituir uma grandiosa jornada de divulgação da cultura popular do Baixo Alentejo na capital e um momento de confraternização da numerosa comunidade alentejana radicada na região de Lisboa.
O cante alentejano foi classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, a 27 de novembro em Paris. No seguimento desse reconhecimento, a Câmara Municipal de Beja declarou 2015 como Ano Municipal do Cante Alentejano, com iniciativas para promover esta prática social e cultural.


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