Porto de Lisboa inicia visitas gratuitas às Gares Marítimas de Alcântara e Rocha Conde D’Óbidos
A Administração do Porto de Lisboa (APL) vai passar a abrir a Gare Marítima de Alcântara e a Gare Marítima da Rocha Conde D’Óbidos, para visitas gratuitas no último final de semana de cada mês.
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Esta iniciativa do Porto de Lisboa, que tem início no fim de semana de 27 (das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00) e 28 (das 10h00 às 13h00) de julho, vai permitir à população de Lisboa, bem como aos seus visitantes e turistas, redescobrir e apreciar os murais de Almada Negreiros, que decoram o interior das duas gares marítimas e raras vezes têm estado disponíveis ao público, nos últimos anos.
Lídia Sequeira, presidente da APL, destaca que «é um grande motivo de orgulho possibilitar à cidade de Lisboa a fruição destes fantásticos exemplares da arte portuguesa contemporânea, as famosas pinturas de José de Almada Negreiros». Lídia Sequeira sublinha ainda que «a Administração do Porto de Lisboa dá assim mais um passo no esforço de envolver os lisboetas com os espaços do porto e com a sua frente ribeirinha».
Os magníficos painéis da Gare Marítima de Alcântara, com dois trípticos e duas composições isoladas (inauguradas em 1943) e da Gare Marítima da Rocha Conde D’Óbidos, com seis painéis (em 1949), constituem o expoente máximo da pintura mural de Almada Negreiros e refletem a sua originalidade, com evocações de cenas marítimas, fluviais e ribeirinhas.
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Trabalhos de restauro necessitam de orientação técnica
A Igreja Matriz de Loures tem vindo nos últimos cinco anos a ser alvo de uma intervenção destinada a preservar e recuperar o seu antigo esplendor, numa iniciativa levada a cabo pelos paroquianos que não se conformaram com o estado em que o monumento se encontrava.

A sinalética ao lado da imagem da santa não parece muito adequada e até desnecessária porque não existe no local qualquer extintor como se pode ver na foto... de resto, os extintores devem situar-se junto à porta de saída! Do lado esquerdo, a parede foi rasgada e a pintura marmórea destruída para enterrar o cabo eléctrico do sistema de alarme.
Foto: Teotónio Gonçalves
Porém, a Igreja Matriz Paroquial de Santa Maria de Loures encontra-se classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910, publicado no Diário do Governo nº. 136, de 23 de Junho de 1910. Insere-se na Zona Especial de Protecção estabelecida por Portaria de 26 de Agosto de 1958, publicada em Diário do Governo, II Série, de 12 de Setembro de 1958. Caberia, pois, ao Estado proceder à sua recuperação, conservação e restauro, sob a orientação de técnicos especializados nesta área.
Segundo o engº Raul Santos, um dos paroquianos mais empenhados neste projecto, “O restauro neste momento, foi nas 3 abobadas do tecto, madeira e pinturas. Depois na pintura dos pilares, janelões e portas exteriores. E o último elemento foi o arco triunfal e as imagens que tambem foram restauradas.
Esta Santa Maria de Loures sofreu intervenção nas roupas. E agora estamos preparados para o sub-coro, julgo que no início do proximo ano. Portanto, zonas de maior vulto a intervencionar, pelo peso em €, fica na Capela Mor, a talha dourada e o tecto. Depois todas as paredes, muita área.
Este restauro vem de há 5 anos e embora a Matriz seja monumento nacional, logo do Estado português, nao colocam aqui um €, e ainda temos de pagar o iva legal.
E, quanto as empresas, são as que estao autorizadas pelo Estado a fazer este tipo de trabalhos. Temos pano para mangas...poderá ser que nos saia a lotaria de natal.”
A Igreja Matriz Paroquial de Santa Maria de Loures foi edificada em meados do século XV no local onde outrora existiu uma igreja medieval que terá pertencido à Ordem dos Templários e da qual ainda restam algumas lápides sepulcrais esculpidas com a Cruz do Templo e que actualmente se encontram amontoadas a um canto junto à entrada principal.
Dispõe de três naves que assentam em colunas de ordem toscana que, separadas grande distância, assentam numa base circular, com fuste liso e encimado pelo capitel simples.
Ao longo dos tempos foi sujeita a várias intervenções, tendo inclusive sido votada ao abandono na sequência do terramoto de 1755.
A pia baptismal encontra-se junto ao Evangelho, portanto fora do baptistério onde deveria estar. Mais recentemente, o gradeamento que separa o presbitério das naves foi retirado e as pedras que o seguravam arrancadas e encostadas às colunas. E, do caixotão da nave central continuam pendentes umas velhas ventoínhas sem uso. E muito mais se poderia dizer a este respeito…

Para uma melhor compreensão, transcreve-se a respectiva Nota Histórico-Artística da autoria da Drª Catarina Oliveira:
“Depois da Reconquista de Lisboa, D. Afonso Henriques distribuiu pelos Templários que o acompanhavam algumas terras nas regiões de Sintra e Loures, pelo que a fundação primitiva da igreja matriz de Loures é atribuída à Ordem dos Cavaleiros do Templo. Desta igreja românica nada resta, excepto algumas lápides sepulcrais com a Cruz do Templo gravada, que actualmente estão colocadas no chão da matriz.
No entanto, a partir do século XVI a igreja viria a sofrer transformações profundas, derivadas de diversas campanhas de obras realizadas ao longo dos séculos XVI e XVII. Em meados do século XVI o templo foi reedificado, alterando-se a sua estrutura e possivelmente as dimensões da planta, passando a apresentar uma estrutura maneirista de tipologia chã.
O exterior, de modelo simples e despojado, indicia alguma erudição no projecto. Os portais principal e lateral são inspirados na tratadística clássica serliana. A torre sineira, adossada à fachada lateral foi edificada em 1620.
O espaço da capela-mor destaca-se no exterior, formando uma área rectangular de menores dimensões em relação ao corpo principal. Por trás da capela-mor foi edificada a casa da Irmandade do Santíssimo Sacramento.
No espaço interior conservam-se muitas das obras da campanha maneirista, de grande erudição e qualidade. A planimetria divide-se em três naves, cujos tramos são marcados por arcos de volta perfeita assentes em colunas toscanas. As colunas e o intradoso dos arcos são decorados por pintura de brutesco, cuja execução data de 1670. O espaço é coberto por tectos de madeira pintados, com a imagem de Nossa Senhora da Assunção sobre a nave principal.
Os retábulos dos altares laterais apresentam um conjunto de pintura maneirista, cujo programa pictórico se integra no espírito contra-reformista do final do século XVI. Do lado da Epístola foi colocado o retábulo dedicado a Nossa Senhora da Conceição, executado por Diogo Teixeira cerca de 1575, e do lado do Evangelho situa-se o retábulo de Nossa Senhora da Graça, pintado por Simão Rodrigues entre 1595 e 1600.
Do século XVII subsistem duas tábuas, colocadas nas naves laterais, uma de André Reinoso, identificada como A comunhão da Virgem , outra de Bento Coelho da Silveira, São Miguel e as Almas .
A capela-mor, decorada com lambril de mármores embrechados, possui retábulo-mor executado em 1711 pelo escultor Claude Laprade e pelo mestre Bento da Fonseca de Azevedo. Este retábulo introduziu no programa decorativo da matriz de Loures o barroco ao romano, representando uma novidade na construção de retábulos em Portugal.
Até ao final do século XVIII foram executadas mais algumas obras, sobretudo de colocação de talha e mosaicos, e no ano de 1777 a capela de Nossa Senhora do Socorro, edificada em 1594 na nave do lado do Evangelho, foi desmanchada para ser aberta a porta lateral.
No início do século XX, com o advento da República, a igreja foi fechada ao culto, e assim se manteve até 1931. Nas décadas que se seguiram, depois de reaberta, a igreja foi objecto de diversas obras de restauro, conservação e consolidação das estruturas.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2005
Fotos: Eduardo Portugal / Arquivo Municipal de Lisboa (1952)









Pintura de plantas Sumi
Com Susana Tereso
Academia ORGANII / LxFactory / 10h30 às 13h00
A Pintura Sumi-e é uma forma de arte zen baseada na simplicidade, concentração e claridade, permitindo a meditação pela representação da alma das plantas. No workshop "Pintura Sumi-e de Plantas" osparticipantes aprendem a criar pinturas de aromáticas, orquídeas, citrinos, rosas e chá, cujas fragrâncias se incluem nos perfumes da Organii. O workshop inclui a disponibilização dos materiais necessários - tinta sumi, pedra para moer a tinta, pincéis orientais, individual de feltro, papel oriental e pedra para o segurar, e xemplos de pinturas das plantas.
(14 euros - inscrição para susanaisabeltereso@gmail.com)

Um magnífico painel de azulejos nexiste no Convento de S. Pedro de Alcântara, em Lisboa, foi recentemente “restaurado” e o resultado foi a luminosa obra que vemos numa das fotos… é como se alguém se lembrásse de endireitar a Torre de Pina ou colocar umas próteses à Vénus de Milo!

Apesar do avançado estado de degradação ou melhor, de destruição a que o painel original chegou, o mesmo deveria ser conservado como tal e jamais serem feitas cópias de azulejos e, muito menos, proceder à substituição integral do painel.
Quanto aos azulejos originais, resta saber qual foi o seu destino... podem crer que valem mais do que as cópias!
Entretanto, esperemos que alguém não se lembre de “reconstruir” a cidade romana de que restam as ruínas de Conímbriga… o que fizeram é tudo menos restauro!
Fotos: João Matos Alves

Todos os sábados, entre os meses de março e junho, decorrerão no espaço do Museu de Arte Popular uma a duas oficinas de iniciação nas áreas da tecelagem manual, fiação, olaria, cestaria, tapeçaria e tinturaria dirigidas ao adulto ou famílias, concebidas e conduzidas por artesãos/ formadores especializados.
3 de Março (sábado)
Oficinas de Tapeçaria e Tinturaria
A cargo de Isabel Bordaleiro e Fátima Gavinho
Valor de inscrição: € 50,00
Horário: 10h às 13h | 14h às 17h
Local: Museu de Arte Popular, Av. Brasília, 1400-038 Lisboa
Inscrições e informações úteis:
Tel. 213 041 160; Tlm. 964 088 200; oficinasdeprimaveramap@gmail.com

A Fundação EDP inaugurou hoje a exposição “Branco e Azul”, do artista chinês Bai Ming, em cerimónia que contou com a presença do próprio artista, dos curadores e do Dr. Miguel Coutinho, Administrador e Diretor-Geral da Fundação EDP. A iniciativa realiza-se ao abrigo da Cooperação Sino-Portuguesa em resultado do intercâmbio cultural entre os dois países com laços históricos de vários séculos.
Trata-se de uma exposição de cerâmica e pintura, que explora os laços entre Portugal e China através da arte, um pouco como as porcelanas fizeram no tempo dos Descobrimentos. A exposição é baseada na ‘Cooperação Sino-Portuguesa e Resultados do Intercâmbio Cultural ao abrigo da Iniciativa ‘Uma Faixa, uma Rota’’. Os trabalhos de Bai Ming têm forte presença visual da cor azul: é ela que sugere o mar que liga historicamente Portugal e a China, que se liga à rota de seda e flui para os elementos da natureza que encontramos nas mais de 200 peças apresentadas em exposição.
Bai Ming é considerado o maior artista plástico contemporâneo da China.
Apresentou mais de 20 exposições individuais internacionalmente e na China, tendo publicado mais de 20 monografias sobre arte e filosofia e editado e publicado 11 séries de livros num total de 19 volumes.
Nascido em 1965, a cem quilómetros da antiga fabrica de porcelana imperial de Jingdezhen e tendo estudado na Escola de Belas Artes em Pequim, Bai Ming é hoje um reputado artista cuja actividade de professor e artista plástico contribui para renovar e dinamizar a criação contemporânea chinesa em cerâmica. Ele mistura tradições técnicas e tipologias ancestrais com as expressões mais modernas das artes plásticas. No campo pictórico, utiliza tintas a óleo, mas também outras tintas, num eclético estilo alterna composições geométricas e práticas gestuais. Graças a sua grande mestria técnica e conhecimento perfeito das artes do fogo, destaca-se na pintura dos esmaltes.
A abstração assertiva, a audácia e dinâmica de enquadramento, bem como a ligação dialética que o artista mantém com a antiga pintura chinesa capacita-o para criar uma forte expressão individual que mostra com que vigor da tradição chinesa é incessantemente renovada. Seu trabalho é galardoado com os maiores prémios na China e tem sido adquirido por colecionadores em todo o mundo. Sendo o elo entre o antigo e o moderno, leste e oeste e sendo considerado como um grande mestre no seu campo, costuma realizar numerosas conferências, na Ásia, na Europa e na América do Norte.
Fotos: Manuel Santos
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DE 9 JULHO A 1 OUTUBRO. Do Carnaval à Luta Livre. Máscaras e Devoções Mexicanas. PALÁCIO PIMENTA
Inauguração: sábado, 8 de julho, às 17 horas
Dia 8, às 17 horas, o Museu de Lisboa inaugura exposição com mais de 250 máscaras mexicanas, além de revistas de banda desenhada, vídeos, pósteres e fotografias de lucha libre.
Comissariada por Anthony Shelton e no âmbito da programação Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017, traz-nos uma perspetiva alargada sobre o imaginário popular mexicano.
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Nesta exposição dá-se espaço e visibilidade às narrativas que herdam práticas culturais indígenas, com aspetos de cultura popular, revelando visões sobre as histórias das relações entre os impérios europeus e os habitantes das Américas, um dos propósitos da programação Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017.
O comissário da exposição é Anthony Shelton, antropólogo de renome e colecionador de máscaras mexicanas, fruto do seu longo trabalho de campo em várias regiões do México. Inclui cerca de 250 máscaras manufaturadas nos séculos XX e XXI de diferentes tipologias, além de filmes, banda desenhada e pósteres, e fotografias de Lourdes Grobet de alguns lutadores e suas famílias.
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No México, as máscaras são um ícone crescentemente visível na identidade mexicana, em festivais religiosos, protestos públicos e na sua forma local de luta livre. Atravessando séculos, as máscaras eram usadas antes da ocupação espanhola, durante o tempo colonial e depois da independência, em diferentes contextos e zonas do México, do Norte ao Sul. Muitas máscaras são resultado dos confrontos entre culturas indígenas, europeias, e africanas, em que podem entrar personagens de mouros, cristãos, apaches, aztecas e espanhóis.
São máscaras de carnaval que representam europeus; máscaras cerimoniais figurativas de tigres, diabos, sereias, serpentes, crocodilos e morcegos, entre outros, bem como personificações de espanhóis, africanos e mouros, que continuam a ser construídas nos dias de hoje, para venda e para uso em festividades diversas que permanecem vivas, do Norte ao Sul do País.
Aspeto particularmente inovador desta exposição é a associação das máscaras mexicanas ao fenómeno nacional da Lucha Libre, a versão mexicana de wrestling cujos lutadores usam máscaras. Combinação de desporto, luta e entretenimento, a luta livre mexicana teve a sua primeira instituição em 1933 e, desde então, não cessou de ser uma manifestação que movimenta massas e dá origem às devoções mais intensas.
Através da documentação associada às máscaras e aos objetos e iconografia da luta livre, como os filmes documentários e as fotografias, ficamos mais próximos dos criadores, construtores e utilizadores de máscaras, assim como dos lutadores e do seu contexto social, sendo que em ambos os grupos é bem patente o modo tão particular como desenvolvem a sua relação com o sobrenatural.
Uma exposição que conta histórias fantásticas do México através de máscaras originais, coloridas e plenas de significado.
Horário: de 9 de julho a 1 de outubro, de terça a domingo, das 10h às 18h (última entrada 17h30)
Entrada: 3€ com descontos disponíveis aqui.
Morada: Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, Campo Grande, 245 1700-091 Lisboa
Mesa-redonda, 9 de julho, às 17 horas
Com Anthony Shelton e Nicky Levell.
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O Zawadi Studio é um projeto original de arte e decoração que teve a sua génese em Zanzibar, uma ilha mágica no Oceano Índico, levado a cabo por duas artistas italianas Vivide Mantero e Marina Zanutto.

Depois de 17 anos a viver em Zanzibar, Vivide Mantero escolheu Cascais para se instalar e dar a conhecer aos portugueses os seus trabalhos que partilham vários aspetos da cultura local de Zanzibar. Assim sendo, não será surpreendente que Zawadi signifique ‘dádiva’ em swahili.
Cada objeto da marca é pensado como sendo um presente, um tributo a Zanzibar e a toda a margem leste-africana. Os móveis, acessórios de casa, objetos de design, joalharia e acessórios by Zawadi Studio são únicos e feitos rigorosamente à mão. Os materiais, maioritariamente madeira e metal, vêm diretamente de Zanzibar e são modificados e reinventados em peças totalmente novas e criações artísticas.
“Depois de 17 anos em Zanzibar, fiquei totalmente apaixonada por Cascais e decidi que é aqui que quero dar continuidade ao Zawadi Studio. A proximidade do mar, as cores, a tranquilidade que aqui se vive, remetem muito para o meu dia a dia em Zanzibar. Espero que os portugueses apreciem o trabalho tanto quanto eu estou a gostar do país”, afirma Vivide Mantero.
Cada objeto by Zawadi Studio não só é único e irrepetível, como também representa um renascimento, do que já foi e é agora graças a este trabalho de reinterpretação e adaptação.
A ligação artística e profissional entre Vivide Mantero e Marina Zanutto é sólida, cimentada pela partilha de ideias, valores e admiração pelos materiais de Zanzibar, bem como um profundo respeito pela população local.
Mais sobre as artistas do Zawadi Studio
VIVIDE MANTERO
Vivide Mantero nasceu em Milão e é uma reconhecida fotógrafa especializada em retratos e moda. No seu livro "Cosa farai da grande?" colecionou imagens de personalidades italianas da esfera cultural e da moda. Mudou-se para Zanzibar onde, a par do percurso fotográfico, se tornou escultora.
Utiliza sobretudo o ferro nos seus objetos porque é um material que “à primeira vista é tão frio e rígido, no entanto tão incrivelmente maleável e cheio de vida”. Após 17 anos, Vivide mudou-se de Zanzibar para Cascais.
MARINA ZANUTTO
Marina Zanutto nasceu em Génova e desde criança aprendeu com o pai o amor pelo trabalho artesanal e a importância dos diferentes materiais. Nos estaleiros navais da cidade – onde trabalhou durante alguns anos – descobriu como até os mais simples materiais como a madeira e fibra de vidro podem ser transformados em barcos à vela.
Em 2000 mudou-se para Zanzibar onde o handmade adquiriu uma nova dimensão e abriu novos horizontes em termos de criatividade, tanto a projetar e decorar a sua casa como a desenvolver criações únicas no seu atelier. Em discurso direto, Marina comenta que “Zanzibar é uma verdadeira ilha do tesouro na minha procura constante de antigas e fascinantes peças”.
Não são muitas as ocasiões em que o desporto se alia à cultura.
Contudo, quando tal acontece, o sucesso e o conhecimento juntam-se em momentos ímpares.

E está a chegar uma dessas oportunidades, a “dois passos” de Lisboa, mais propriamente em Canha, a maior das freguesias do concelho do Montijo.
Num ambiente rural e pacato, mas com enorme história, terá lugar na secular povoação de Canha a “Corrida pela Arte”, uma iniciativa da Santa Casa da Misericórdia e que tem como objectivo angariar fundos e apoios para instalar ali a Casa Museu de arte naif, e que terá lugar no dia 4 de Junho próximo.
Tendo já criado o Grupo Gastronómico São Sebastião – Sabores e Saberes da Terra - Canha , que fez a recolha das receitas da região, que estão na memória dos mais idosos, e ainda o Rancho Folclórico e Etnográfico São Sebastião, Dança e Cantares da Freguesia de Canha, a realização desta corrida tem um objectivo prático, como adiantámos, a instalação de uma Casa museu de arte naif.
Pretende a organização, «promover um evento relacionado com Arte Naif e hábitos saudáveis, com a intenção de aliar a prática de desporto com arte e tradições. Sendo a arte naif uma expressão popular de arte, gostaríamos que esta corrida fosse um ponto de partida para promover as tradições da comunidade Canhense, não esquecendo a promoção dos hábitos saudáveis, contribuindo, assim, para a melhoria da auto estima da comunidade».
Por isso, o percurso passará por pontos estratégicos do património da Vila, incluindo parte do caminho para observação de pássaros, percurso esse, que faz parte de um projecto que a Instituição tem em desenvolvimento que passa por, em simultâneo, proporcionar visitas na vila e na natureza e estimular a memória dos utentes que, de diversas formas se expressam relativamente a este aspecto.
Os participante da prova aliarão ainda esse momento desportivo às tradições da terra e para além da garrafa de vinho da região, oferecido a cada dos que terminarem, são convidados para um almoço típico, constituído por uma sopa tradicional da Vila e porco no espeto, que será servido no salão da Santa Casa no centro da Vila.
O preço mais baixo de inscrição termina já no próximo domingo (dia 28) e ainda há vagas nas inscrições para um agradável momento de festa, numa região muito perto da Grande Lisboa.
A sua construção iniciou-se há 77 anos!
No próximo ano, passam precisamente 70 anos sobre a data da construção da monumental fonte luminosa da Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa. Este monumento foi erigido em 28 de Maio de 1948 para assinalar o 22º aniversário da Revolução Nacional.

A imponente fonte é constituída por um conjunto escultórico concebido segundo o projeto dos irmãos Carlos Rebello de Andrade e Guilherme Rebello de Andrade e é decorada com esculturas são da autoria de Maximiano Alves e de Diogo de Macedo e os baixos-relevos (painéis laterais) de Jorge Barradas.
Sobre uma das portas da entrada do lado norte, uma lápide possui as seguintes inscrições: “Presidente da República António Óscar de Fragoso Carmona * Presidente do Conselho António de Oliveira Salazar * Ministro das Obras Públicas e Comunicações Duarte Pacheco * No ano de 1940 erigiu-se esta fonte monumental para comemorar a entrada das águas do Vale do Tejo na Cidade”.
Na entrada sul, outra placa descreve o seguinte: “No dia 28 de maio de 1948, vigésimo segundo aniversário da Revolução Nacional, aberta a primeira exposição de obras públicas, foi inaugurada esta fonte monumental e entregue à Câmara Municipal de Lisboa”. Não obstante, a cerimónia deverá ter ocorrido dois dias após aquela data, visando celebrar o abastecimento regular de água à zona oriental da cidade.
Constituindo uma das mais magníficas obras escultóricas concebidas pelo Estado Novo, é um dos monumentos mais apreciados pelos lisboetas e todos quantos visitam Lisboa, sendo frequentemente cenário de muitos eventos de natureza cultural e sindical, para além de se situar numa das áreas de lazer mais apreciadas pelos alfacinhas.













“Sementes” de volta ao concelho da Moita
O “Sementes” – 22ª Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público volta a passar pelo concelho da Moita, em resultado de uma parceria entre o Teatro Extremo e a Câmara Municipal da Moita, nos dias 20 e 27 de maio e 1 de junho, em vários espaços públicos.
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No dia 20 de maio, a Companhia Efimer (Espanha), apresenta o seu espetáculo “TRAPS”, pelas 17:00h, na Praceta Almada Negreiros, no Bairro Gouveia, em Alhos Vedros. Este espetáculo de teatro de rua tem a duração de 30 minutos e é para todas as idades.
Recuperando a simplicidade da nossa infância, a companhia espanhola Efimer apresenta-nos, neste espetáculo, três dragões feitos de trapos como se os houvéssemos retirado desse mundo fantástico. Como os bonecos de trapo feitos pela tua avó ou como esses seres que fazes a partir de um guardanapo de papel, surgem estes três dragões, três bonecos que visitam a tua cidade para contigo brincar. Traps é um espetáculo criado para fazer sonhar. Os seus movimentos orgânicos e os sons realistas levam as crianças a acreditar que são seres reais que se deslocam à sua cidade para com elas brincar.
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Para 27 de maio, pelas 17:30h, na Praça da República, na Moita, está marcado o espetáculo “Sin Remite” ou “Sem Remetente”, pela companhia Jean Philippe Kikolas, de Espanha, para todas a idades. “Sin Remite” é um espetáculo mudo, de humor gestual. A história do dia-a-dia de um carteiro e dos desafios que encontra; em silêncio Quique Mendez solta gargalhadas do público com a sua comédia slapstick, gags visuais, inspiradas no cómico Jacques Tati e na sua curta-metragem “L’École du Facteurs” 1947. Usando técnicas de circo, escadas acrobáticas, o ator manipula objetos, encontrando soluções hilariantes para as dificuldades que vai criando.
A 1 de junho, pelas 10:30h, no Parque das Canoas, no Gaio-Rosário, a companhia Markeliñe, sediada em Bilbao, Espanha, apresenta o espetáculo de teatro e marionetas de grande formato “Zoozoom”, para crianças maiores de 4 anos. Zoozoom propõe uma forma lúdica de desfrutar do teatro de rua, para que todos participem, se divirtam e surpreendam. Neste espetáculo, a companhia Markeliñe criará um original parque zoológico com animais construídos com matérias simples. De maneira, fácil, rápida e imaginativa, os participantes irão transformar-se em girafas, flamingos, elefantes, peixes, caranguejos, dinossauros, etc.
Todos os espetáculos tem entrada livre.
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Na Baixa da Banheira: Documentário “Paula Rego - Histórias & Segredos” exibido no Fórum Cultural
O documentário “Paula Rego - Histórias & Segredos”, que estreou em Portugal a 8 de abril, vai ser exibido no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, a 26 de abril, pelas 21:30h.
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Conhecida por ser muito ciosa da sua privacidade, Paula Rego revela-se pela primeira vez neste filme, surpreendendo o seu filho, o cineasta Nick Willing, com histórias e segredos da sua vida excecional, uma vida de luta contra o fascismo, um mundo da arte misógino e a psicose maníaco-depressiva.
Nascida em Portugal, um país sobre o qual o pai lhe disse que não era bom para as mulheres, Paula Rego usou as suas imagens poderosas como uma arma contra a ditadura, antes de se estabelecer em Londres, onde continuou a abordar questões sobre a situação da mulher, como o direito ao aborto. Mas, acima de tudo, as suas pinturas são um vislumbre críptico sobre um mundo íntimo de tragédia pessoal, fantasias perversas e verdades constrangedoras.
Nick Willing combina um grande arquivo de filmes caseiros e fotografias de família com entrevistas que percorrem 60 anos de vida e imagens de Paula Rego a trabalhar no seu estúdio. E o resultado é um poderoso retrato pessoal da vida e obra de uma artista cujo legado vai sobreviver ao tempo, ilustrado visualmente em pastel, carvão e tinta a óleo.
O preço dos bilhetes é de 3,05 euros.
RESERVA DE BILHETES
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo
Rua José Vicente, Baixa da Banheira
Tel. 210888900
Horário da Bilheteira:
De 3ª a sábado – 14:30h às 19:30h
Dias de espetáculo e cinema – uma hora antes do início do espetáculo ou sessão
Os bilhetes podem ainda ser reservados através do telefone 210 888 900, no horário de funcionamento da bilheteira. As reservas podem ser levantadas, no máximo, até 1h antes do início do espetáculo, com um limite de cinco bilhetes por reserva.
Compra de bilhetes online:
http://pt-pt.facebook.com/cmmoita
E nos postos de venda aderentes: http://ticketline.sapo.pt/pagina/postosdevenda
Foto: Manuela Morais
Após anos de abandono e degradação, eis que o Pavilhão Carlos Lopes reabriu de cara lavada e totalmente recuperado. Também a área envolvente foi requlificada e agora aquele espaço fica destinado à realização de eventos, sobretudo de carácter cultural, artístico e desportivo promovidos pela Associação de Turismo de Lisboa, como é o caso do evento gastronómico “Peixe em Lisboa” que está neste momento a decorrer.
Este edifício foi construído em 1922, no Brasil, destinado à Grande Exposição Internacional do Rio de Janeiro. Uma vez terminado aquele certame, regressou a Portugal onde foi reconstruído e aberto de novo ao público em 1932, para acolher a Grande Exposição Industrial Portuguesa, sendo então designado como “Palácio das Exposições”.
Ali tiveram lugar grandes eventos desportivos como o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins que decorreu em 1947. Após o 25 de Abril de 1974, foi um palco privilegiado para a realização de comícios políticos, tendo nomeadamente o Partido Comunista Português ali montado uma grandiosa exposição alusiva ao seu 60º aniversário. Mas também espectáculos culturais como festivais de folclore, sendo a mais recente a Festa de Portugal organizada pela Casa do Concelho de Ponte de Lima, entre 1994 e 1997, já então o pavilhão apresentava graves problemas de segurança.
Vulgarmente conhecido por Pavilhão dos Desportos, veio em 1984 a ser rebaptizado com o nome do atleta Carlos Lopes.
Situado numa elevação frondosa do Parque Eduardo VII com fácil acesso, o edifício exibe magníficos paineis de azulejos azulejares, produzidos em 1922 pela Fábrica de Sacavém, representando quadros históricos como a Batalha de Aljubarrota, o Cruzeiro do Sul, a Batalha de Ourique, Sagres e a Ala dos Namorados.
A realização do festival gastronómico “Peixe em Lisboa” constitui uma excelente oportunidade de visita àquele local, juntando a contemplação da arte pelo prazer da gastronomia.
Fotos: Manuel Santos
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Pense bem: já imaginou o tecto de uma biblioteca com a representação de 1.695 personalidades da História da Arte Mundial?
Foi o que o caricaturista Rui Pimentel fez para a sua casa e que agora apresenta aqui no Museu Bordalo Pinheiro, na exposição Uma História da Arte Mundial.
Irene Flunser Pimentel, historiadora, Osvaldo Macedo de Sousa, historiador do humor e o próprio Rui Pimentel vão sentar-se a conversar sobre esta exposição e a interpretar a razão de ser desta escolha tão pessoal e a forma como as personagens foram representadas.
Caricatura, História e Iconografia são assim os temas que vão iniciar a conversa, que se adivinha animada !
Na próxima 2a feira, dia 6 de Março, às 18.30
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“Estou nas Tintas”: Apresentação do programa reúne artistas de várias gerações
Estreia a 6 de Janeiro de 2017 na RTP2 e é apresentado publicamente três dias antes, no dia 3 de Janeiro, na Galeria da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) com a presença de vários artistas portugueses de diferentes gerações. “Estou nas Tintas” é um programa sobre artes, produzido pela Provetouch e realizado por António de Almeida Lopes para a RTP.
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Júlio Pomar, Cruzeiro Seixas, Eurico Gonçalves, Dalila D’Alte, Manuel Botelho, Ana Mesquita, Carlos Nogueira, Odeith e Nomen são alguns dos artistas entrevistados que estarão presentes na Galeria da FBAUL no dia 3 de Janeiro, às 18h30, para a apresentação pública do programa “Estou nas Tintas”, que estreia no dia 6 de Janeiro, às 21h, na RTP2, e que será uma celebração das obras e dos criadores portugueses.
Quem são os nossos artistas? Que obra têm? O que é que ela transmite ou representa? O que têm a dizer ao mundo? O que os move ou inspira? Estas foram algumas das linhas de orientação deste projecto, que vai dar a conhecer a vida e a obra de cerca de 80 dos mais importantes nomes da arte nacional.
Um ano depois do início das filmagens chega a hora de o partilhar com o público, que tem, desta forma, a oportunidade de entrar nas casas e nos ateliês de múltiplos artistas. A ambição dos autores é que esta série se torne um documento essencial da história da arte portuguesa, uma referência basilar para quem no futuro tiver interesse em conhecer uma parte significativa da nossa herança artística.
António de Almeida Lopes, realizador do programa “Repórteres de Palmo e Meio” e de campanhas como “Saúde com Sabor”, “Praia Limpa, Praia Segura” ou “Riscos e Rabiscos”, foi o autor da ideia e quem realizou o projecto – aprovado pela directora de programas da RTP2, Teresa Paixão – e Joaquim Luís Feijão o responsável pela Provetouch, a produtora que abraçou e embarcou nesta viagem durante sete meses.
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Voz aos artistas
“Essa frase ‘estou nas tintas’ é um exemplo de como o sentido que se pode dar às coisas pode ser muito diferente. Ninguém pense que tem a verdade absoluta.” – Júlio Pomar
“Pintar, para mim, é uma forma de estar vivo, é como respirar, comer…” – Diogo Navarro
“Picasso dizia que a arte limpa, do quotidiano, a poeira dos dias.” – Ana Mesquita
“Se a função do artista é a procura do belo, eu encontrei essa procura no corpo da mulher.” – Francisco Simões
“Nessa altura, comemorava-se a venda de um quadro, fosse de quem fosse.” – Gracinda Candeias
“Eu estou sempre apaixonada. Tento-me apaixonar nem que seja por um livro, por uma frase, pelo amanhecer…” – Tamara Alves
“Eu penso que a actividade artística se define, quer em pintura, quer no cinema, quer na literatura, seja onde for… é exactamente o repensar constantemente métodos, definições, objectivos, trajectórias…” – Jaime Silva
“Eu tenho pavor do óbvio e tento sempre fazer coisas inesperadas.” – José Costa Reis
“A técnica, no meu ponto de vista, é apenas um suporte ou um apoio para a concretização de um trabalho.” – Carlos Nogueira
“A pintura acaba por ser a nossa forma de nos expressarmos e acaba por ser o alfabeto da pessoa.” – Jorge Almeida
“Não temos um grande museu de arte portuguesa, por exemplo. Nós se quisermos ver a evolução da arte portuguesa, desde o princípio do século até hoje, onde é que vamos?” – Manuel Baptista
“O amor, a cultura, a poesia são realmente a coisa mais importante que nós temos, para agarrar com ambas as mãos com toda a força.” – Cruzeiro Seixas
“Qualquer fotógrafo é um contador de histórias.” – Joel Santos
“Os artistas portugueses, para mim, são mais uma dessas facetas que nós temos que ser capazes de valorizar, que fazem parte do nosso património.” – Manuel Botelho
“A arte é a zona mais criativa da natureza humana.” – Eurico Gonçalves
Lista de artistas convidados do programa
Pintores
Alexandre Alonso Clo Bourgard Cruzeiro Seixas David Levy Lima Diogo Navarro Eleutério Sanches Eurico Gonçalves Gabriela Carrascalão Gracinda Candeias Gustavo Fernandes Jaime Silva
Jorge Almeida Júlio Pomar Luís Noronha da Costa Madalena Raimundo Manuel Baptista Manuel Botelho Maria de Lurdes Oliveira Mário Rita Pedro Guimarães
Escultores
Carlos Nogueira Francisco Simões Frederico Elias Isabel Garcia Manuela Madureira Manuel Sousa Pereira Mestre José Rodrigues Rogério Timóteo Rui Matos Susana Piteira
Writers
Adalberto Brito (Youth One) Artur Silva (Bordalo II) Gustavo Teixeira (Mesk) João SAMINA Miguel Caeiro (RAM) Nuno Palhas (Third) Nuno Reis (Nomen) Oliveiros Júnior (Utopia) Sérgio Odeith
Ilustradores
Ana Mesquita João Saramago José Pereira Marco Mendes Rita Ravasco Sara Osório (Sara-a-Dias) Tamara Alves
Artistas plásticos
Ana Isabel Miranda Rodrigues António Canau Bernardete Moreira Cristiano Neves
Dalila D’Alte Joel Santos José Costa Reis José Pedro Alves Paula Bernardes Sérgio Santos
Outros especialistas
Ágata Rodrigues (Fundação José Rodrigues) Ana Roque António Soares Celine de Azevedo Cristina Ehrn David Brites Fernando Catarino Inês Almeida Professora Joana de Oliveira (Agrupamento de Escolas D. Carlos I – Sintra) José Esteves Maria Hortense Canelas Mizette Nielsen Mouralinda Serralha Nisha Narotomo Nuno Lima de Carvalho (Galeria de Arte – Casino Estoril) Sara António Matos (Atelier-Museu Júlio Pomar) Sérgio Pinheiro Telma Araújo Wilson Galvão
Colaboração especial
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa Prof. Dalila D’Alte Prof. Eurico Gonçalves Prof. Jaime Silva Prof. Manuel Botelho Carlos Sanches (Músico) João Gil (Músico) José Cid (Músico)
Ficha Técnica
Direcção de Produção Joaquim Luís Feijão
Produção Rute Simão Carina Rodrigues António de Almeida Lopes
Entrevistas Beatriz Machado Carina Rodrigues Rute Simão
Textos Carina Rodrigues António de Almeida Lopes Rute Simão
Pesquisa António de Almeida Lopes Carina Rodrigues Rute Simão
Operadores de Câmara Fernando Silva Miguel Marques Ricardo Oliveira
Assistentes de Câmara Tomás Feijão Rodrigo Coutinho
Edição Afonso Brito Clemente Alves Joana Júdice
Técnico Responsável de Som Joaquim Luís Feijão
Apoio Técnico Carlos Loureiro Francisco Esteves
Locução Carina Rodrigues
Backoffice Fernando Pinheiro
Realização António de Almeida Lopes
Uma Produção PROVETOUCH
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“Estou nas Tintas”: O homem à frente da obra
O “Estou nas Tintas” estreia a 6 de Janeiro de 2017, às 21h00, e as expectativas são imensas. Durante 13 semanas, o programa produzido pela RTP2 vai dar a conhecer a vida e a obra de cerca de 80 dos mais importantes nomes da arte nacional.
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Dar voz à obra e ao criador foi o principal objectivo deste projecto, que tenta abordar as mais variadas formas de expressão artística e divulgar métodos, pensamentos e singularidades dos artistas plásticos portugueses.
Além de nomes incontornáveis – Júlio Pomar, Cruzeiro Seixas, José Costa Reis, Odeith e o Mestre José Rodrigues (que infelizmente partiu aos 79 anos em setembro passado, deixando-nos uma última recordação sua e da sua obra) são alguns dos convidados do programa –, o “Estou nas Tintas” pretende também dar destaque a novos nomes do panorama artístico português. António de Almeida Lopes, realizador de programas como “Saúde com Sabor”, “Praia Limpa, Praia Segura” ou “Riscos e Rabiscos”, foi o autor da ideia e quem realizou o projecto e Joaquim Feijão o responsável pela Provetouch, a produtora que abraçou e embarcou nesta viagem durante sete meses.
Um ano depois do início do projeto chega finalmente a hora de o partilhar com o público, que tem desta forma a oportunidade de entrar dentro das casas e dos ateliers de múltiplos artistas nacionais. A ambição dos autores é que esta série se torne um documento incontornável da história da arte nacional, uma fonte de informação basilar para quem no futuro tiver interesse em conhecer uma parte significativa da herança artística portuguesa.
Voz aos artistas
“Essa frase ‘estou nas tintas’ é um exemplo de como o sentido que se pode dar às coisas pode ser muito diferente. Ninguém pense que tem a verdade absoluta.” – Júlio Pomar
“Pintar, para mim, é uma forma de estar vivo, é como respirar, comer…” – Diogo Navarro
“Picasso dizia que a arte limpa, do quotidiano, a poeira dos dias.” – Ana Mesquita
“Se a função do artista é a procura do belo, eu encontrei essa procura no corpo da mulher.” – Francisco Simões
“Nessa altura, comemorava-se a venda de um quadro, fosse de quem fosse.” – Gracinda Candeias
“Eu estou sempre apaixonada. Tento-me apaixonar nem que seja por um livro, por uma frase, pelo amanhecer…” – Tamara Alves
“Eu penso que a actividade artística se define, quer em pintura, quer no cinema, quer na literatura, seja onde for… é exactamente o repensar constantemente métodos, definições, objectivos, trajectórias…” – Jaime Silva
“Eu tenho pavor do óbvio e tento sempre fazer coisas inesperadas.” – José Costa Reis
“A técnica, no meu ponto de vista, é apenas um suporte ou um apoio para a concretização de um trabalho.” – Carlos Nogueira
“A pintura acaba por ser a nossa forma de nos expressarmos e acaba por ser o alfabeto da pessoa.” – Jorge Almeida
“Não temos um grande museu de arte portuguesa, por exemplo. Nós se quisermos ver a evolução da arte portuguesa, desde o princípio do século até hoje, onde é que vamos?” – Manuel Baptista
“O amor, a cultura, a poesia são realmente a coisa mais importante que nós temos, para agarrar com ambas as mãos com toda a força.” – Cruzeiro Seixas
“Qualquer fotógrafo é um contador de histórias.” – Joel Santos
“Os artistas portugueses, para mim, são mais uma dessas facetas que nós temos que ser capazes de valorizar, que fazem parte do nosso património.” – Manuel Botelho
“A arte é a zona mais criativa da natureza humana.” – Eurico Gonçalves
Lista de artistas convidados do programa
Pintores
Alexandre Alonso
Clo Bourgard
Cruzeiro Seixas
David Levy Lima
Diogo Navarro
Eleutério Sanches
Eurico Gonçalves
Gabriela Carrascalão
Gracinda Candeias
Gustavo Fernandes
Jaime Silva
Jorge Almeida
Júlio Pomar
Luís Noronha da Costa
Madalena Raimundo
Manuel Baptista
Manuel Botelho
Maria de Lurdes Oliveira
Mário Rita
Pedro Guimarães
Escultores
Carlos Nogueira
Francisco Simões
Frederico Elias
Isabel Garcia
Manuela Madureira
Mestre José Rodrigues
Rogério Timóteo
Rui Matos
Susana Piteira
Writers
Adalberto Brito (Youth One)
Artur Silva (Bordalo II)
Gustavo Teixeira (Mesk)
João SAMINA
Miguel Caeiro (RAM)
Nuno Palhas (Third)
Nuno Reis (Nomen)
Oliveiros Júnior (Utopia)
Sérgio Odeith
Ilustradores
Ana Mesquita
João Saramago
José Pereira
Marco Mendes
Rita Ravasco
Sara Osório (Sara-a-Dias)
Tamara Alves
Artistas plásticos
Ana Isabel Miranda Rodrigues
António Canau
Bernardete Moreira
Cristiano Neves
Dalila D’Alte
Joel Santos
José Costa Reis
José Pedro Alves
Paula Bernardes
Sérgio Santos
Outros especialistas
Ágata Rodrigues (Fundação José Rodrigues)
Ana Roque
António Soares
Celine de Azevedo
Fernando Catarino
Inês Almeida
Professora Joana de Oliveira (Agrupamento de Escolas D. Carlos I – Sintra)
José Esteves
Maria Hortense Canelas
Mizette Nielsen
Mouralinda Serralha
Nisha Narotomo
Nuno Lima de Carvalho (Galeria de Arte – Casino Estoril)
Sara António Matos (Atelier-Museu Júlio Pomar)
Sérgio Pinheiro
Telma Araújo
Wilson Galvão
Colaboração especial
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
Prof. Dalila D’Alte
Prof. Eurico Gonçalves
Prof. Jaime Silva
Prof. Manuel Botelho Carlos Sanches (Músico)
João Gil (Músico)
José Cid (Músico)
Amanhã, dia 8 de Novembro às 19 horas, no Museu Bordalo Pinheiro
ARTISTAS DE CAUSAS é o tema da conversa sobre a exposição Diálogos Imaginados que coloca lado a lado as obras de Bordalo Pinheiro e Paula Rego, porque a defesa de causas e ideais é mais um tópico que une as obras destes dois artistas.
A conversa juntará Arlete Alves da Silva (que, com o seu marido Manuel Brito, foi uma das responsáveis pela divulgação da obra de Paula Rego em Portugal, através das exposições na Galeria 111 e mantém uma amizade forte com a artista) e Pedro Bebiano Braga (comissário da exposição e profundo conhecedor da obra de Bordalo).
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Os municípios deveriam organizar roteiros culturais de modo a dar a conhecer a História e a arte que ali se guarda
Desde as suas origens, o Homem procurou sempre superar a sua própria morte, constituindo essa uma das essências de todas as religiões. Através de determinados ritos garantia a viagem eterna para uma nova vida, colocando-se na posição fetal ou levando consigo a moeda com que haveria de pagar a Caronte a travessia para o Hades.

As antas e dolmens, as lanternas etruscas, as pirâmides egípcias e as técnicas de mumificação não são mais do que expressões de arte funerária de diferentes civilizações de épocas distintas que são atualmente estudadas e conservadas, classificadas como património cultural.
Durante muitos séculos, entre nós, o sepultamento era feito no interior das igrejas ou no terreno adjacente considerado campo santo. Ainda atualmente se conservam em muitos locais as pedras tumulares com as respetivas inscrições e, não raras as vezes, brasões de família. Nalguns casos, porém, uma certa falta de sensibilidade para a necessidade de se preservar o património tem levado à destruição das sepulturas existentes no interior das igrejas e capelas com a realização de obras alegadamente de melhoramento.
Em 1835, passou a ser proibido o enterro dentro das igrejas, decisão que juntamente com outras medidas tomadas pelo governo de Costa Cabral vieram a estar na origem da Revolução da Maria da Fonte.
Durante o século XIX, fortemente marcado pelo Romantismo, a arte funerária regista um grande desenvolvimento que se traduz na construção de grandes jazigos repletos de esculturas e motivos arquitetónicos, o emprego de novos símbolos associados nomeadamente a profissões e a obediências maçónicas, figuras alegóricas, motivos vegetalistas e uma profusão de epitáfios.
Com efeito, a arte funerária reflete a visão do cosmos e a interpretação da vida e da morta feita a partir de um determinado contexto histórico, social e ideológico, revelando a estrutura social e a mentalidade da sociedade em que a mesma foi produzida. Devido ao seu elevado interesse patrimonial e cultural, alguns cemitérios tornaram-se visitas obrigatórias e estão incluídas nos roteiros turísticos como sucede com o cemitério de Pére Lachaise, em Paris, ou o cemitério dos Prazeres, em Lisboa, onde se encontram magníficas obras de arte e em cujos jazigos repousam os restos mortais dos nossos mais ilustres poetas e outras figuras ilustres.
No dia em que muitos lisboetas vão aos cemitérios visitar as sepulturas dos seus entes queridos já falecidos, o BLOGUE DE LISBOA deixa aqui a sugestão para que aquele espaço de meditação seja também visto noutra perspetiva, contemplando as obras de arte, procurando decifrar os símbolos e descobrindo as figuras notáveis que ali repousam, algumas das quais marcaram em suas vidas o desenvolvimento da sociedade local.

Está a correr um abaixo-assinado na internet promovido por um grupo de cidadãos entre os quais se contam muitas personalidades conhecidas ligadas à cultura, insurgindo-se contra a intenção da Câmara Municipal de Lisboa em destruir os brasões florais da Praça do Império, em Lisboa.
O abaixo-assinado é dirigido à Assembleia Municipal de Lisboa e encontra-se no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=pt82251

Preservar a Praça do Império é defender a Portugalidade
Para: Assembleia Municipal de Lisboa
A Nova Portugalidade, grupo de cidadãos que visa o estudo, promoção e defesa do património material e espiritual da Portugalidade, lastima a decisão, anunciada ontem por diversos órgãos de comunicação social, de remover da Praça do Império o conjunto de brasões florais que presentemente a adornam. A Câmara Municipal de Lisboa, iniciadora do processo, fá-lo precipitadamente, pois não podemos – não no-lo permitiria a fé que temos nessa alta instituição - crer que o faça por preconceito ideológico e em atentado à nossa memória colectiva. Parece claro, contudo, que a decisão obedece à visão, aliás conhecida e insistentemente difundida, de importantes responsáveis camarários para o local. Ora, os canteiros alusivos às antigas províncias portuguesas do ultramar não são marca de anacronismo, mas dessa história que a Praça evoca e deve celebrar.
Os canteiros floridos da Praça do Império são, pese embora o desprezo que lhes parecem votar alguns espíritos menos avisados, um símbolo vivo, actual, da viva e actual globalização portuguesa. Representam-se ali, com os seus brasões de armas, os pedaços de Portugalidade que mais longamente se mantiveram ligados entre si; hoje, o jardim é testemunho forte de uma aventura colectiva que marcou o nosso passado e pode bem determinar o nosso futuro. Como atestado pelas impressivas manifestações de carinho com que os povos da Portugalidade nos brindaram aquando do Euro 2016, o mundo português é bem mais que um slogan: o largo espaço que os portugueses descobriram, habitaram e abraçaram é uno no sentimento que lhe é comum, fecundo nos benefícios que promete e sólido como fórum alternativo de afirmação do Estado português. É hoje tão actual como em 1500.
Não pode existir argumento financeiro, estético ou histórico que concorra para a destruição de algo tão belo e pleno de significado. Se avançar com o projecto de requalificação agora aprovado para a Praça do Império, a CML cometerá um crime contra Lisboa, o património nacional e a profunda amizade que mantemos com os povos da Portugalidade. Mais, tratar-se-ia de um crime contra a História e, portanto, contra o próprio país. O povo português, residente ou não em Lisboa, não pode permitir semelhante barbaridade. A Câmara Municipal de Lisboa, crêem os signatários, também não. A Praça do Império, com tudo o que nela sugere a grandeza passada e potencial futuro do país, não pode ser devorada pela falsa religião do progresso.
Pela memória,
Rafael Pinto Borges, Fundador da Nova Portugalidade
Abel Matos Santos, Psicólogo clínico
Ana Cristina Pinto, Escritora
António Carvalho Capela, Economista
Alexandre Franco de Sá, Professor Universitário
Aline Gallasch-Hall de Beuvink, Professora universitária e historiadora
Benigno Guterres, Estudante timorense residente em Lisboa
Carlos Fino, Jornalista
Eurico Barros, Crítico de cinema
Fernando Ribeiro Rosa, presidente da Junta de Belém
Filipe Anacoreta Correia, Jurista e deputado do CDS – Partido Popular
Francisco Quelhas Lima, presidente da AE da Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto
Hugo Dantas, Jurista
Isabel Santiago Henriques, Fotógrafa e assistente de realização
Jaime Nogueira Pinto, jurista, professor universitário, escritor
Joaquim Magalhães de Castro, Fotógrafo e escritor
José António Rodrigues Pereira, Oficial superior na situação de Reforma, investigador de história marítima
João Borges, Designer e museógrafo
Luís Bonifácio, Engenheiro
Luís Farinha Franco, Assessor do Ministério da Cultura, heraldista
Mamede Broa Fernandes, Estudante
Manuel Azevedo Graça, Historiador da Arte
Manuel Ribeiro de Faria, Oficial Superior na Reserva, ex-director do Museu Militar
Marcelo Mendes Pinto, Arqueólogo e investigador
Maria do Guadalupe Mègre Pinto Teixeira, Jurista, quadro superior dirigente da ONU
Mário Cunha Reis, Engenheiro
Pe. Mário Tavares de Oliveira
Miguel Castelo-Branco, Assessor do Ministério da Cultura, investigador
Nuno Canas Mendes, Professor universitário
Nuno da Motta Veiga C. Alves, Arquitecto
Pedro Pestana Bastos, Jurista
Pedro Quartin Graça, Jurista e ex-deputado independente eleito pelo PSD
Pedro Sanchez, Arquitecto
Raul Almeida, Gestor, politólogo e ex-deputado do CDS - Partido Popular
Rui Brito Fonseca, Professor universitário, investigador, consultor
Vasco Silva, Editor

“Sementes” – Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público regressa ao concelho da Moita
O “Sementes” – 21ª Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público volta a passar pelo concelho da Moita, em resultado de uma parceria entre o Teatro Extremo e a Câmara Municipal da Moita, nos dias 21 e 29 de maio e 1 de junho, em vários espaços públicos.

No dia 21 de maio, a Companhia S.A. Marionetas, de Alcobaça, apresenta o seu espetáculo “A Farsa do Sapateiro”, pelas 17:00h, na Praça da República, na Moita. Este espetáculo de marionetas tem a duração de 30 minutos e é dirigido a crianças maiores de quatro anos.
Sinopse do espetáculo “A Farsa do Sapateiro”
Gil Vicente estreia a sua nova comédia nas festas do casamento de D. Isabel com Carlos V. A dias de estrear a sua nova obra, entra em desespero pois faltam os sapatos para os atores que seriam feitos pelo sapateiro real. Como este não aparece, Gil Vicente resolve ir a sua casa ver o que se está a passar.
Em Torres Novas, depois de ser chamado pelo rei para fazer sapatos novos para todos os pezinhos que estarão no casamento, o real sapateiro está desesperado!
Está em casa a tentar acabar os sapatos encomendados por Gil Vicente e pelo Rei mas está sempre a ser interrompido pelo cobrador de impostos que, com medo que não chegue o dinheiro para o dote da princesa, volta constantemente para pedir sempre mais dinheiro.
No dia 29 de maio, pelas 17:00h, o “Sementes” vai a Sarilhos Pequenos, ao Largo 5 de outubro, com o espetáculo de teatro e magia “Roda”, por Rapha Santacruz Produções Artísticas (Recife, Brasil). Com uma duração de aproximadamente 35 minutos, este espetáculo é dirigido a miúdos e graúdos.
Sinopse do espetáculo “Roda”
Circulando ele vem, trazendo para a roda os domínios fantásticos e misteriosos do reino da imaginação. Na bagagem, a alegria genuína de um brincalhão popular. E vai fazendo surgir uma surpresa a cada volta e a roda vira circo, e do encontro nasce a magia. O brincalhão é de inspiração nordestina mas tem linguagem universal. A Roda vai gerando energia, é moinho de risos, de festa multiplicada, ciranda de gente vestida de infância.
“Budapest Marionettes” é o espetáculo do marionetista Bence Sarkadi, da Húngria, marcado para o dia 1 de junho, Dia Mundial da Criança, às 10:30h, no Parque das Canoas, na freguesia do Gaio/Rosário. Um espetáculo para todos com a duração de 30 minutos.
Sinopse de “Budapest Marionettes”
Este espetáculo de diversas formas de marionetas traz-nos um conjunto de várias pequenas histórias acompanhadas com música e sem palavras. Neste espetáculo, o marionetista e construtor das suas próprias marionetas utiliza uma estética e uma linguagem características da Europa Central mas cria algo novo com cada marioneta. É por isso que este espetáculo é único.

Situado ao cimo da rua do Século, próximo do Jardim do Príncipe Real, o Convento dos Cardaes é um dos mais interessantes e mais bem conservados monumentos do período do Barroco existente em Lisboa, digno de visita.

O Convento foi fundado por D. Luísa de Távora para alojar as religiosas da Ordem das Carmelitas Descalças, tendo a sua própria fundadora ali vivido até à sua morte. As Carmelitas Descalças constituem um ramo da Ordem do Carmo que resulta de uma reforma introduzida por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz ao carisma carmelita.
O Convento dos Cardaes apresenta um aspeto exterior sóbrio e austero mas exibindo esplendor e beleza no seu interior.

Possui igreja de uma só nave, com altar-mor e dois altares laterais. As paredes são revestidas de pinturas que obedecem às regras da Ordem, da autoria de António Pereira Ravasco e André Gonçalves. O teto representa ao centro a Padroeira rodeada pelas suas litanias.
Dispõe de painéis de azulejos historiados-holandeses, representando cenas da vida de Santa Teresa d’Ávila, e ainda magnífica talha dourada, produzindo um efeito integrado entre as diversas formas de arte como é característico do Barroco português.

Sem pretender fazer uma descrição exaustiva da História e do património do Convento dos Cardaes, não deixaremos de destacar a preservação da roda e da grade no coro alto que constituem atualmente exemplares raros devido à extinção dos conventos, o que não chegou a ser o caso do Convento dos Cardaes. Os espigões existentes nas grades de ferro simbolizam o afastamento do mundo exterior, não se destinando a provocar ferimentos seja a quem for, conforme se pode verificar pela forma como se encontram colocados para o lado de fora.

Escultura em mármore de Nossa Senhora da Conceição, da autoria de João Antunes, encimando uma das portas de entrada do Convento.

Na porta principal, encontra-se uma escultura em mármore de São José, também da autoria de João Antunes.

A imagem mostra a grade do coro-alto, ladeado por pinturas e talha dourada

Altar-mor com três colunas com fuste em espiral, decoradas com folhas de acanto formando “volutas” e uvas representando o vinho em alusão ao sangue de Cristo, a Fénix usada para simbolizar a Ressurreição de Jesus.

A famigerada roda cuja função era permitir a entrada e saída de objectos o Convento, servindo portanto de elemento de comunicação com o exterior, mas cujo uso que a sociedade lhe veio a dar com a entrega de crianças aos conventos em momentos de aflição das mães, passou a ser conhecida como "roda dos expostos".

A arte da filigrana do Minho constitui uma das vertentes da ourivesaria tradicional portuguesa cujas origens se perdem nos tempos e cuja autoria pertence ao povo, à semelhança do que sucede com outras manifestações da nossa cultura popular e que fazem parte do nosso património coletivo, material e imaterial.

Sucede que, revelando um défice de criatividade, alguns artistas geralmente muito zelosos dos direitos que lhes assistem – os chamados “direitos de autor” – não se coíbem de usar a criatividade do nosso povo em benefício próprio e vão ao ponto de despudoradamente assinar a arte como se tivesse sido criação sua.
Vem isto a propósito da emissão pela Imprensa Nacional Casa da Moeda de uma moeda de coleção com o valor facial de 2 euros, representando num dos lados o tradicional coração de filigrana que constitui uma das marcas de identidade das gentes do Minho, junto ao qual aparece o nome do artista que supostamente criou a referida representação. Resta-nos saber se os ciosos cobradores dos “direitos de autor” tencionam deslocar-se à Póvoa de Lanhoso e a outras localidades da nossa região para reclamar os “direitos” da artista que indevidamente se apropriou da arte que pertence ao nosso povo?
O debate em torno de “O Modernismo e o Folclore” marcaram a tarde de ontem no Museu Bordalo Pinheiro. Tratou-se de uma conversa amena que teve lugar no âmbito da exposição Luís Filipe e a Farsa da Vida. Na ocasião, foi também inaugurada na sala “A Paródia”, do Museu Bordalo Pinheiro, uma mostra de peças “Pixeladas vianenses”.

Esta foi a primeira de uma série de três tertúlias programadas acerca de Luís Filipe (1887-1949) que foi um dos artistas pioneiros do primeiro Modernismo em Portugal.
Esta tertúlia contou como convidados para a conversa o Musicólogo João Soeiro de Carvalho da Universidade Nova de Lisboa, a Historiadora da Arte Ana Vasconcelos do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, o Antropólogo Carlos Mendes e os Designers Liliana Soares e Ermanno Aparo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
Fotos: Museu Bordalo Pinheiro


A obra de Luís Filipe (1887-1949), que foi um dos pioneiros do primeiro Modernismo em Portugal é muito pouco conhecida e, no âmbito da exposição Luís Filipe e a Farsa da Vida, vamos fazer um conjunto de três tertúlias sobre o artista.

A primeira será sobre Modernismo e Folclore no Museu Bordalo Pinheiro, no sábado, dia 13, às 5 da tarde.
Será uma conversa sobre a forma como a arte popular é reinterpretada pelos diferentes movimentos artísticos e, muito particularmente, como Luís Filipe o fez nos anos 1930.

Convidámos para a conversa o Musicólogo João Soeiro de Carvalho (FCSH/UNL), a Historiadora da Arte Ana Vasconcelos (Centro de Arte Moderna/Fundação Calouste Gulbenkian) o Antropólogo Carlos Mendes e os Designers Liliana Soares e Ermanno Aparo (Esc. Sup Tecnologia e Gestão / Instituto Politécnico de Viana do Castelo).
Será também inaugurada a mostra “Pixeladas Vianenses: Luís Filipe, um modernista revisitado”, de trabalhos dos alunos de Design do Produto do IPVC inspirados na obra de Luís Filipe

O Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, leva a efeito uma tertúlia, no próximo sábado, dia 13 de Fevereiro, às 17 horas, no âmbito da exposição Luís Filipe e a Farsa da Vida.

Luís Filipe (1887-1949) é um artista vianense surpreendente e pouco conhecido do primeiro Modernismo. Em Viana ficou conhecido principalmente pelos cartazes das festas de 1932, 34 e 48.
A tertúlia será sobre Modernismo e Folclore, com João Soeiro de Carvalho, Sub-diretor da Faculdade de Ciências e Humanidade da Universidade Nova de Lisboa, Ana Vasconcelos, Curadora no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian e os professores no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Carlos Mendes, Liliana Aparo e Ermanno Aparo.
Vai ser também inaugurada uma mostra de trabalhos dos alunos de Design do Produto da ESTG /IPVC.

Em plena baixa pombalina, existe uma igreja que passa despercebida à maioria dos lisboetas e à generalidade dos turistas que visitam a capital. Trata-se da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e situa-se em plena rua de S. Julião, tendo sido construída em 1762 aproximadamente no mesmo local onde antes existiu outra sob a mesma invocação.

A igreja original foi erguida 1262, por Pedro Esteves e Clara Fea Geraldes, no reinado de D. Fernando, do lado sul da Igreja de S. Julião. Veio em 1446 a ser adquirida pela Irmandade dos Confeiteiros, sendo constituída como sede e orago da referida irmandade, até ser destruída pelo terramoto de 1755.
A igreja veio a ser reedificada no âmbito do plano de urbanização de Manuel da Maia, encontrando-se atualmente inserida no piso térreo de um caraterístico edifício da baixa pombalina.

Apresenta uma traça arquitetónica semelhante aos prédios envolventes e, de um modo geral, a toda a área mandada reconstruída da baixa lisboeta. A fachada, discreta, é constituída por duas portas, emolduradas em lioz branco sem ornamentos, sendo que a mais elevada surge rematada por frontão simples ligado ao lintel. Na parede exterior, uma pequena lápide em pedra lioz, muito provavelmente recuperada do anterior templo, identifica a igreja, o mesmo sucedendo com o cino e a cruz encimada no edifício.

O seu interior apresenta-se revestido por painéis de azulejos oitocentistas, em estilo rococó, com motivos alusivos ao nascimento de Jesus e a passos da Vida de Maria como o Nascimento de jesus e a “Fuga para o Egito, e imagens originárias da extinta Igreja de S. Julião e da ermida primitiva representando Santo António, S. Marçal e a Senhora da Oliveira. O teto apresenta uma pintura do século XVIII representando a Assunção de Maria. A pia de água-benta apresenta um desgaste provocado pelo uso e o tempo que denunciam ter sido recuperada da anterior igreja.




Situado ao cimo da rua do Século, próximo do Jardim do Príncipe Real, o Convento dos Cardaes é um dos mais interessantes e mais bem conservados monumentos do período do Barroco existente em Lisboa, digno de visita.

O Convento foi fundado por D. Luísa de Távora para alojar as religiosas da Ordem das Carmelitas Descalças, tendo a sua própria fundadora ali vivido até à sua morte. As Carmelitas Descalças constituem um ramo da Ordem do Carmo que resulta de uma reforma introduzida por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz ao carisma carmelita.
O Convento dos Cardaes apresenta um aspeto exterior sóbrio e austero mas exibindo esplendor e beleza no seu interior.

Possui igreja de uma só nave, com altar-mor e dois altares laterais. As paredes são revestidas de pinturas que obedecem às regras da Ordem, da autoria de António Pereira Ravasco e André Gonçalves. O teto representa ao centro a Padroeira rodeada pelas suas litanias.
Dispõe de painéis de azulejos historiados-holandeses, representando cenas da vida de Santa Teresa d’Ávila, e ainda magnífica talha dourada, produzindo um efeito integrado entre as diversas formas de arte como é característico do Barroco português.

Sem pretender fazer uma descrição exaustiva da História e do património do Convento dos Cardaes, não deixaremos de destacar a preservação da roda e da grade no coro alto que constituem atualmente exemplares raros devido à extinção dos conventos, o que não chegou a ser o caso do Convento dos Cardaes. Os espigões existentes nas grades de ferro simbolizam o afastamento do mundo exterior, não se destinando a provocar ferimentos seja a quem for, conforme se pode verificar pela forma como se encontram colocados para o lado de fora.

Escultura em mármore de Nossa Senhora da Conceição, da autoria de João Antunes, encimando uma das portas de entrada do Convento.

Na porta principal, encontra-se uma escultura em mármore de São José, também da autoria de João Antunes.

A imagem mostra a grade do coro-alto, ladeado por pinturas e talha dourada

Altar-mor com três colunas com fuste em espiral, decoradas com folhas de acanto formando “volutas” e uvas representando o vinho em alusão ao sangue de Cristo, a Fénix usada para simbolizar a Ressurreição de Jesus.

A famigerada roda cuja função era permitir a entrada e saída de objectos o Convento, servindo portanto de elemento de comunicação com o exterior, mas cujo uso que a sociedade lhe veio a dar com a entrega de crianças aos conventos em momentos de aflição das mães, passou a ser conhecida como "roda dos expostos".

Artes e Talentos invadem Mercado Municipal da Moita neste Natal
Nos sábados 5, 12 e 19 de dezembro, entre as 9:00h e as 13:30h, o Mercado Municipal da Moita acolhe a feiraArtes e Talentos – Especial Natal 2015. Esta é uma oportunidade para oferecer peças diferentes e originais, de artesanato,aos seus familiares e amigos neste Natal, longe das confusões das compras nas grandes superfícies comerciais.

A iniciativa "Artes e Talentos" da Câmara Municipal da Moita decorre no âmbito do Programa de Dinamização e Animação do Mercado Municipal da Moita e destina-se a promover e valorizar a atividade desenvolvida pelos artesãos do concelho. Os interessados em participar na feira devem solicitar mais informações através do endereço:pav.mun.exposicoes@mail.cm-moita.pt ou do telefone 210 816 914.
Animação de Natal nos Mercados Municipais
Simultaneamente, nas manhãs dos próximos sábados 5, 12 e 19 de dezembro, haverá animação infantil de Natal, nos Mercados Municipais da Moita e da Baixa da Banheira. A não perder.
A Junta de freguesia de Rio de Mouro, no concelho de Sintra, tem vindo a embelezar alguns locais daquela vila com magníficas pinturas murais da autoria de diversos artistas da arte do grafiti.

A comemoração dos 20 anos da classificação de Sintra como Património Mundial da UNESCO constituiu o motivo para o mais recente mural que foi executado em Fitares, junto a um estabelecimento de ensino.
Frequentemente associado a uma cultura suburbana onde pontificam os mais diversos grupos de transgressão das normas sociais, o grafiti, na forma como atualmente se apresenta, tem a sua origem no movimento de contracultura surgido um pouco por toda a Europa por ocasião do levantamento estudantil do maio de 1968, em Paris. Considerado frequentemente como um ato de vandalismo condenado por lei, o próprio ato de produção do grafiti é assumido como um ato de rebeldia em relação à ordem estabelecida.

Convém, antes de mais, estabelecer uma clara distinção entre o mural de grafiti concebido com reconhecida qualidade artística e contendo uma mensagem da reles pichagem que apenas conspurca as paredes e não respeita o direito à propriedade e ao asseio urbano.

Existem grafitis que constituem autênticas obras de arte, transmitindo preocupações de natureza política, social ou ambientais através de representações críticas e emocionais. Com evidentes traços caraterísticos do expressionismo, surrealismo e simbolismo, alguns das pinturas destes murais podem muito bem serem consideradas verdadeiras manifestações estéticas do neoexpressionismo.

Não contendo propriamente uma mensagem crítica do ponto de vista social, não deixam estas pinturas de transmitir uma certa beleza e graciosidade, conferindo um maior colorido à paisagem urbana.









Dias 6 e 13 de junho: Artes e Talentos no Mercado da Moita
Nos dias 6 e 13 de junho, como tem vindo a acontecer no primeiro e segundo sábado de cada mês, realiza-se a Feira de Artesanato “Artes e Talentos”, no interior do Mercado Municipal da Moita, entre as 9:00h e as 13:30h.

Nesta feira, vai encontrar artesãos de várias áreas: madeira, tecido, metal, cerâmica, cortiça, crochet, entre muitas outras.
Promovida pela Câmara Municipal da Moita, no âmbito do Programa de Dinamização e Animação do Mercado Municipal da Moita, a Feira de Artesanato “Artes e Talentos” pretende valorizar diferentes tipos de artesãos e artesanato.
Os interessados em expor e comercializar as suas peças nesta feira, devem inscrever-se através do email: pav.mun.exposicoes@mail.cm-moita.pt, mencionado o nome, morada, contacto telefónico, número de contribuinte e o tipo de produto a expor (com fotografias).
Mais informações na Divisão de Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal da Moita (T: 210816914).
O Secretário de estado da Cultura, Dr. Jorge Xavier Barreto anunciou ontem a candidatura do azulejo português a Património Mundial da UNESCO. A iniciativa teve lugar no Museu do Azulejo, por ocasião da inauguração da Sala D. Manuel.

De acordo com o gobernante, “os portugueses foram, e são, originais criadores na arte do Azulejo. Esta é, sem dúvida, uma das mais originais criações do espírito inventivo português, que, integrado na Arquitectura, confere uma singularidade aos nossos edifícios, aos nossos Monumentos, às nossas Vilas e Cidades”.
Esta candidatura vai ser preparada pela Direção-Geral do Património Cultural, em parceria com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Comissão Nacional da UNESCO/Ministério dos Negócios Estrangeiros e será certamente muito importante para uma maior sensibilização da sociedade para a necessidade de conservação desta forma de expressão artística.
O novo Museu dos Coches abre ao público no próximo dia 23 de maio, acontecimento que assinalará os 110 anos da sua existência. No fim-de-semana da abertura, dias 23 e 24 de maio, as entradas são gratuitas.

Uma das principais novidades que o Museu dos Coches passará a mostrar ao público constitui os quarenta coches do século XIX, provenientes do núcleo instalado no Palácio Ducal de Vila Viçosa, incluindo o landau do regicídio.
O novo edifício cuja traça é da autoria do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, premiado com o Pritzker, é já considerado uma referência em termos arquitetónicos da cidade de Lisboa.
A legendagem das peças e demais informação prestada ao público será feita em português, francês, inglês e castelhano, prevendo-se que posteriormente venha a ser incluído o mandarim.
Por construir fica a passagem pedonal sobre a avenida da Índia e a linha férrea cuja conclusão está prevista para o próximo ano.
O Museu Nacional dos Coches foi criado em 1905, pela Rainha D. Amélia, esposa do Rei D. Carlos, com a denominação de Museu dos Coches Reais, no Picadeiro Real do Palácio de Belém.
Fotos: Agência LUSA




Miguel Palma
Cepo
Inauguração / Opening
Encerramento / Closing
No dia 29 de Maio pelas 19 horas a Zaratan – Arte Contemporânea convida para a inauguração de Cepo uma exposição individual de Miguel Palma que apresenta uma série de trabalhos inéditos.
Miguel Palma (1964, Lisboa) vive e trabalha em Lisboa e expõe regularmente desde os finais dos anos 80. O seu percurso artístico, de base escultórica, é marcado por instalações produzidas de forma não tradicional. Trabalha frequentemente em grupo com engenheiros, mecânicos, carpinteiros e biólogos, entre outros especialistas. O trabalho tem uma orientação híbrida, ligada à produção industrial do século XX.
A obra de Palma aborda frequentemente o modo como a tecnologia tem influenciado a vida do homem moderno, a sua relação com o ambiente, a ideia de conforto humano ou mesmo a ideia de poder.
Paralelamente à construção de instalações, de grande e média escala, é recorrente o desenho e a construção de miniaturas nos seus projectos. Realiza também vídeo, livros de artista e performances.Das suas exposições individuais destacam-se: Desconforto Moderno, comissariado por Miguel Von Hafe Perez para CGAC, Espanha (2013); Trajectory, comissariado por Greg Esser para ASU Art Museum, E.U.A. (2012); Linha de Montagem, comissariado por Isabel Carlos para CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2011); Miguel Palma: COMMA 01, comissariado por Graham Gussin e Sacha Craddock para Bloomberg Space, Londres (2009); Miguel Palma / O Mundo às Avessas, comissariado por Miguel Wandschneider para Culturgest, Lisboa (2007); Miguel Palma, Serralves, Porto (2000); Traject, Centre de Création Contemporaine, França (1997). Das exposições colectivas: Air Print, comissariado por Luísa Santos para Liverpool Biennial, Liverpool, (2012); In Image We Trust, comissariado por Joel Slayton para Zer01 Biennial, San Jose, E.U.A. (2010); Rescue Games, comissariado por Dan Cameron para Prospect.1 Biennial, New Orleans, E.U.A. (2008); O Espaço como Projecto / O Espaço como Realidade, XXVI Bienal de Arte de Pontevedra, Espanha (2000); Signs of Life, Melbourne International Biennial, Austrália (1999).
Desde 2007 que participa regularmente em residências artísticas internacionais como: Location One (Nova Iorque, E.U.A.), Headlands – Center for the Arts (Califórnia, E.U.A.), Château de Servières (Marselha, França), Desert Initiative art residency (Phoenix, E.U.A), ISCP Residency Program (New York, E.U.A.), 18th Street Arts Center (Los Angeles, E.U.A.) entre outras.
O seu trabalho está representado em várias colecções, tais como: FRAC Centre, França; Centre de Création Contemporain, França; Collection Institut D'Art Contemporain Rhônes-Alpes, França; Centre National D'Art et de Culture Georges Pompidou, França; ASU Art Museum Art Collection, E.U.A.; Phoenix Art Museum (PAM), E.U.A.; Fundação Calouste Gulbenkian, Portugal; Caixa Geral de Depósitos, Portugal; Fundação de Serralves, Portugal; Colecção Berardo, Portugal; Instituto das Artes, Portugal; Fundação PLMJ, Portugal; Fundação Ilídio Pinho, Portugal; Centro Gallego de Arte Contemporánea, Espanha; Fundación ARCO, Espanha; Colección Navacerrada, Espanha; MUDAM, Luxembourg; Museum of Contemporary Art, Roskilde, Dinamarca.
A Zaratan – Arte Contemporânea é um espaço sem fins lucrativos gerido por artistas, que pretende promover uma mais profunda compreensão das práticas artísticas contemporâneas.
A Professora Doutora Rosa Maria Mota é autora dos melhores estudos sobre a ourivesaria tradicional portuguesa, tendo já publicado dois livros que constituem absolutas referências acerca desta temática, um dos quais constituindo o resultado da sua tese de doutoramento, o qual foi apresentado no Museu do Traje de Viana do Castelo.

Após a exposição, os quadros regressam ao Convento de Cristo, em Tomar
A Exposição “André Gonçalves e o Ciclo dos Santos Trinitários no Convento das Trinas do Mocambo” permitirá dar uma maior visibilidade aos quadros que compõem a “Galeria do Convento das Trinas” que se encontram no Convento de Cristo

As obras do Mestre André Gonçalves que se encontram no Convento de Cristo, em Tomar, são cedidas temporariamente ao Instituto Hidrográfico a fim de serem expostas no Convento das Trinas do Mocambo, em Lisboa. Depois de terminada a exposição, os quadros regressam ao Convento de Cristo, onde aliás se encontram os quadros referente ao Ciclo da Vida da Virgem, pertencentes ao mesmo pintor.
As obras são da autoria do pintor André Gonçalves e participavam na decoração da igreja de Nossa Senhora da Soledade do Convento das Trinas do Mocambo, tendo na década de trinta do século passado sido retiradas do seu local de origem e entregues ao Convento de Cristo, em Tomar. As pinturas foram encomendadas pela Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade do Resgate dos Cativos expressamente para o Convento das Trinas, apenas tendo sido retiradas do local por razões de salvaguarda patrimonial. Desde então, estas obras integram o espólio do Convento de Cristo e assim permanecerá, pelo que são infundados eventuais receios de que as mesmas deixem de permanecer em Tomar.
Inserido no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Instituto Hidrográfico realiza uma Exposição subordinada ao tema “André Gonçalves e o Ciclo dos Santos Trinitários no Convento das Trinas do Mocambo”, através da qual dá a conhecer um conjunto de treze importantes pinturas do barroco português, parte das quais exibindo as magníficas molduras em talha dourada.
Trata-se de um retorno temporário ao local de origem que é considerado um acontecimento cultural de elevado significado histórico porquanto a sua retirada para efeitos de salvaguarda ocorreu há cerca de oito décadas, conservando-se apenas com caráter permanente a pintura do teto do coro-baixo representando a coroação da Virgem.
À semelhança de anteriores iniciativas do género, a exposição deverá ser visitada por numerosas pessoas, nomeadamente as religiosas da Ordem das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição que habitaram aquele espaço até à Implantação da República.
Ainda, no âmbito das referidas comemorações, o historiador Dr. João Miguel Simões profere uma palestra subordinada ao tema da exposição, a qual terá lugar no dia 7 de abril, pelas 11h00, no Auditório Duarte Pacheco Pereira, do Instituto Hidrográfico.
A exposição encontra-se aberta ao público, podendo ser visitada nos dias úteis, de 7 a 30 de abril, entre as 10h e as 12h30 e as 14h e 16 horas. Entre os dias 8 e 30 de abril, as visitas guiadas aos espaços conventuais realizar-se-ão diariamente, carecendo apenas de marcação prévia para rp@hidrografico.pt.
Aguarda-se também a visita de muitos tomarenses aos eventos que constam do programa, nomeadamente aqueles que vivem e trabalham na região de Lisboa.

‘Benformosa Praça’ reabilitada com Tintas CIN
A CIN, líder ibérica no mercado de tintas e vernizes, aposta uma vez mais na reabilitação como forma de intervenção artística urbana numa praça da Mouraria: a Benformosa Praça. Esta iniciativa, que resulta de uma parceria entre a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e a Associação Renovar a Mouraria, visa impulsionar e recuperar esta zona histórica da cidade de Lisboa.

Tendo a cor no centro do seu negócio, a CIN consegue assim mostrar como esta tem o poder de alterar os espaços, tornando-os mais dinâmicos, artísticos e alegres. Dezenas de litros de tinta CIN foram aplicados nesta praça, com o mote de dinamizar a cultura, as gentes e o comércio da zona envolvente.
Tendo a cor no centro do seu negócio, a CIN consegue assim mostrar como esta tem o poder de alterar os espaços, tornando-os mais dinâmicos, artísticos e alegres. Dezenas de litros de tinta CIN foram aplicados nesta praça, com o mote de dinamizar a cultura, as gentes e o comércio da zona envolvente.
A recuperação deste espaço faz parte da política de responsabilidade social preconizada pela CIN, que entende ter a missão de apoiar a renovação urbana e social das cidades e ajudar a melhorar o dia-a-dia das pessoas que nelas vivem.
O mural foi pintado num espaço público resultante da demolição de um pequeno prédio degradado na Rua do Benformoso. A Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, onde se situa a ‘Benformosa Praça’, atribuiu a dinamização deste espaço público à Associação Renovar a Mouraria. A Junta de Freguesia mantém-se igualmente responsável pela recuperação deste espaço, tendo colocado bancos e pintado de branco as restantes paredes do espaço, de forma a poder ser frequentado pelos moradores e visitantes desta via urbana.
Além do mural, irá nascer um jornal de parede atualizado mensalmente e um espaço para a divulgação do território, bem como para exposições temporárias de artistas do bairro. Ao longo de 2015, este espaço irá ainda receber atividades e eventos quinzenais, como sessões informativas, concertos, vendas gastronómicas, apresentações de livros, jogos e espetáculos, entre outros.
Sobre a CIN:
A CIN atua no mercado das tintas e vernizes, estando presente nos principais segmentos de mercado: Construção Civil, Indústria e Proteção Anticorrosiva, tendo em 2013 atingido um volume de negócios de 187 milhões de euros. A liderança do mercado Ibérico mantém-se desde 1995 e, atualmente, a CIN é o 14º maior fabricante europeu de tintas e o 51º a nível mundial. Com sete unidades fabris em países como Portugal, Espanha, França, Angola e Moçambique, a CIN exporta também para vários mercados da Europa Central, da América Latina, da África e da Ásia. Para mais informações: www.cin.pt, www.facebook.com/TintasCIN ou www.cincoatings.com.
Inserido no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Instituto Hidrográfico realiza uma Exposição subordinada ao tema “André Gonçalves e o Ciclo dos Santos Trinitários no Convento das Trinas do Mocambo”, através da qual dá a conhecer um conjunto de treze importantes pinturas do barroco português, parte das quais exibindo as magníficas molduras em talha dourada.

As obras são da autoria do pintor André Gonçalves e participavam na decoração da igreja de Nossa Senhora da Soledade do Convento das Trinas do Mocambo, tendo na década de trinta do século passado sido retiradas do seu local de origem e entregues ao Convento de Cristo, em Tomar.
O retorno temporário das referidas obras ao local de origem constitui um acontecimento cultural de elevado significado histórico porquanto a sua retirada para efeitos de salvaguarda ocorreu há cerca de oito décadas, conservando-se apenas com caráter permanente a pintura do teto do coro-baixo representando a coroação da Virgem.
Ainda, no âmbito das referidas comemorações, o historiador Dr. João Miguel Simões profere uma palestra subordinada ao tema da exposição, a qual terá lugar no dia 7 de abril, pelas 11h00, no Auditório Duarte Pacheco Pereira, do Instituto Hidrográfico.
A conferência e a exposição são abertas ao público, podendo esta ser visitada nos dias úteis, de 7 a 30 de abril, entre as 10 às 16 horas. Durante o mês de abril, todas as publicações sobre o Convento das Trinas à venda na Loja do Navegante do Instituto Hidrográfico beneficiam de um desconto de 50%.
Entre os dias 8 e 30 de abril, as visitas guiadas aos espaços conventuais realizar-se-ão diariamente, carecendo apenas de marcação prévia para rp@hidrografico.pt.
Situado na rua das Trinas, junto ao bairro típico da Madragoa, o Convento das Trinas do Mocambo teve a sua origem num aglomerado de casas que, em 1657, foi pelo casal flamengo Cornélio Wandali e Martha de Bóz legado por disposição testamentária à Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade do Resgate dos Cativos. A partir de 1878, passou a ser ocupado pelas religiosas da Ordem das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que aqui permaneceram até à implantação da República.
O Instituto Hidrográfico encontra-se instalado no edifício do antigo Convento das Trinas do Mocambo desde 1969, altura em que foi desalojado das suas antigas instalações na rua do Arsenal na sequência de um violento incêndio ocorrido naquele ano.
Para além da sua missão fundamental que consiste em assegurar atividades relacionadas com as ciências e técnicas do mar, tendo em vista a sua aplicação na área militar, e contribuir para o desenvolvimento do País nas áreas científica e de defesa do ambiente marinho, o Instituto Hidrográfico, órgão da Marinha Portuguesa, preserva e dá a conhecer o património que lhe está confiado, nomeadamente participando nas comemorações oficiais do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
Grafiti: Da arte suburbana ao neoexpressionismo, da crítica social à intervenção política
Quatro décadas decorridas desde o período revolucionário que se seguiu ao 25 de abril, eis que as grandes pinturas murais ressurgem nas paredes de Lisboa transmitindo mensagens políticas e exercendo a crítica. Mas não é grafismo chinês ou inspirado noutros modelos ideológicos que inspira os atuais grafiteiros mas as novas formas estéticas do neoexpressionismo. As imagens que reproduzimos foram captadas na zona de Campolide, em Lisboa, e a sua publicação numa revista científica já foi motivo de controvérsia.

Frequentemente associado a uma cultura suburbana onde pontificam os mais diversos grupos de transgressão das normas sociais, o grafiti, na forma como atualmente se apresenta, tem a sua origem no movimento de contracultura surgido um pouco por toda a Europa por ocasião do levantamento estudantil do maio de 1968, em Paris. Considerado frequentemente como um ato de vandalismo condenado por lei, o próprio ato de produção do grafiti é assumido como um ato de rebeldia em relação à ordem estabelecida.
Convém, antes de mais, estabelecer uma clara distinção entre o mural de grafiti concebido com reconhecida qualidade artística e contendo uma mensagem da reles pichagem que apenas conspurca as paredes e não respeita o direito à propriedade e ao asseio urbano.
Existem grafitis que constituem autênticas obras de arte, transmitindo preocupações de natureza política, social ou ambientais através de representações críticas e emocionais. Com evidentes traços caraterísticos do expressionismo, surrealismo e simbolismo, alguns das pinturas destes murais podem muito bem serem consideradas verdadeiras manifestações estéticas do neoexpressionismo.




“Monumentos em Açúcar” para apreciar no Posto de Turismo da Moita
Até ao dia 3 de outubro, está patente na Galeria de Exposições do Posto de Turismo Municipal, na Moita, a mostra “Monumentos em Açúcar – Doces Monumentos da Nossa História”, do Centro de Formação Profissional para o Setor Alimentar.

A quase totalidade dos materiais utilizados na construção destes “monumentos” é de origem alimentar, tendo por base o açúcar (pastilhagem e glacê real) e os corantes alimentares.
Entre os trabalhos expostos, encontram-se duas peças premiadas internacionalmente: a Torre de Belém (Medalha de Ouro – Campeonato do Mundo de Pastelaria) e o Padrão dos Descobrimentos (Medalha de Prata – Campeonato da Europa).
Horário do Posto de Turismo Municipal:
- De segunda a sexta-feira, das 9:30h às 12:30h e das 14:00h às 18:00h
- Durante as Festas em Hora de Nossa Srª da Boa Viagem, de 12 a 21 de setembro, o horário é alargado: durante a semana, das 21:00h às 24:00h, e aos sábados, domingos e feriado, das 15:00h às 18:00h e das 21:00h às 24:00h

A tauromaquia é um espetáculo de lide de touros bravos que consiste na arte de lidar a pé ou a cavalo, envolvendo ainda toda a componente que se encontra relacionada com o toureio, desde o processo de criação dos animais até à conceção do traje, a escolha e publicitação do cartel e toda a panóplia de cerimoniais que estão associados ao espetáculo propriamente dito.

O termo tauromaquia provém do grego ταυρομαχία e quer dizer “combate de touros”, remontando as suas origens aos primórdios da humanidade na Península Ibérica, encontrando-se primitivamente associado a ritos sacrificiais dos povos celtiberos.
Também do ponto de vista estético, a tauromaquia exerceu sempre enorme fascínio no Homem, sendo a estela de Clunia, na região de Burgos, em Espanha, a mais antiga representação que se conhece da lide de um guerreiro com um touro. Escritores, compositores e artistas plásticos de todas as épocas e das mais variadas correntes estéticas inspiraram-se na tourada para conceberam magníficas obras de arte. Pintores célebres como Francisco Goya, Pablo Picasso, Édouard Manet e outros nossos contemporâneos como Anne-Marie Nivouliés de Pierrefort, José Carlos Marcos e António Guimarães Santos retrataram de forma magistral a corrida de touros, como se pode constatar através das imagens que reproduzimos.










Não existe turista que, ao visitar o nosso país, não tenha experimentado uma sensação de deslumbramento ao contemplar os magníficos trabalhos artísticos produzidos pelos canteiros portugueses que decoram o pavimento das ruas e praças de muitas cidades e vilas de Portugal. Com efeito, a calçada portuguesa constitui uma marca do nosso talento artístico, apenas visível em Portugal ou nos países onde a cultura portuguesa marca a sua presença.

Trata-se de uma arte decorativa surgida em Lisboa em meados do século XIX, idealizada por Eusébio Furtado, à altura Governador de Armas do Castelo de São Jorge, tendo a Praça do Rossio sido um dos primeiros locais a receber esse género de pavimento.
A pedra, branca e preta, que constitui a principal matéria-prima da calçada portuguesa, é arrancada das entranhas do maciço calcário estremenho da serra d’Aire, constituindo simultaneamente uma das fontes de rendimento e de ocupação de mão-de-obra daquela região.
Com o auxílio de um martelo, o calceteiro experimentado ajusta a pedra à forma pretendida para, com o recurso a um molde, produzir no pavimento da calçada as mais diversas formas geométricas e decorativas, alternando as pedras consoante a respetiva cor. Esta arte remete-nos para os magníficos mosaicos com que os romanos decoravam o pavimento das suas casas ou ainda pavimentavam as inúmeras estradas que construíram e chegaram até aos nossos dias, tal é a resistência e durabilidade dos materiais empregues. Por conseguinte, não será exagero afirmar que a calçada portuguesa constitui uma manifestação artística que possui raízes milenares.
Celebrizada por Almeida Garrett n’ “O Arco de Sant’Ana” e Cesário Verde em “Cristalizações”, a sua extraordinária beleza e os motivos decorativos passam-nos frequentemente despercebidos na medida em que nos habituámos a pisar o pavimento revestido com calçada portuguesa que nem damos conta do seu interesse artístico e do trabalho que o mesmo envolveu. De resto, esta arte exige uma especialização sem a qual é fácil de destrinçar a qualidade da obra, razão pela qual a própria Câmara Municipal de Lisboa criou uma Escola de Calceteiros que também dá formação a artistas oriundos dos mais variados pontos do país.
Como é compreensível, para além da forma com o trabalho de construção do pavimento é efetuado, também a sua manutenção não é compatível com a constante abertura de valas. Porém, as cidades têm vindo a implementar a construção gradual de valas técnicas onde são colocadas todas as infraestruturais de saneamento e comunicações para que a sua manutenção possa ser assegura de uma forma ordenada e sem os prejuízos e incómodos que as obras à superfície sempre acarretam.
Constituindo a calçada portuguesa uma marca da nossa identidade cultural e tendo a matéria-prima origem em pedreiras do nosso país, é compreensível que muitas vilas e cidades portuguesas exibam os mais magníficos pavimentos artísticos, embelezando-se e divulgando uma das nossas potencialidades.
Porém, existem em Lisboa artérias com pavimento de cimento, pouco apresentável e de aspeto degradado como sucede na área do Largo do Conde Barão. Mais ainda, discute-se a possibilidade de se proceder à substituição da calçada portuguesa nalguns locais por razões de segurança dos transeuntes sem considerar-se a possibilidade de soluções alternativas. Esperemos que prevaleça o bom senso e o bom gosto!
Frequentemente associado a uma cultura suburbana onde pontificam os mais diversos grupos de transgressão das normas sociais, o grafiti, na forma como atualmente se apresenta, tem a sua origem no movimento de contracultura surgido um pouco por toda a Europa por ocasião do levantamento estudantil do maio de 1968, em Paris. Considerado frequentemente como um ato de vandalismo condenado por lei, o próprio ato de produção do grafiti é assumido como um ato de rebeldia em relação à ordem estabelecida.

Convém, antes de mais, estabelecer uma clara distinção entre o mural de grafiti concebido com reconhecida qualidade artística e contendo uma mensagem da reles pichagem que apenas conspurca as paredes e não respeita o direito à propriedade e ao asseio urbano.
Existem grafitis que constituem autênticas obras de arte, transmitindo preocupações de natureza política, social ou ambientais através de representações críticas e emocionais. Com evidentes traços caraterísticos do expressionismo, surrealismo e simbolismo, alguns das pinturas destes murais podem muito bem serem consideradas verdadeiras manifestações estéticas do neoexpressionismo.
As fotos retratam alguns pormenores de murais produzidos na localidade da Damaia, nos arredores de Lisboa.









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