Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016
LISBOA RECEBE FEIRA NACIONAL DE AGRICULTURA BIOLÓGICA

Assinatura de Protocolo com Ecovalia promove Agricultura Biológica Ibérica Terra Sã Lisboa 2016

A Terra Sã Lisboa 2016 – Feira Nacional de Agricultura Biológica começa já este sábado, dia 3 de Dezembro, abrindo as portas às 10h00 e tendo lugar a cerimónia de inauguração pelas 11h00. A inauguração da feira irá contar com o Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres e André Silva do PAN. Após a inauguração será assinado o protocolo entre a Agrobio e a maior associação de Agricultura Biológica de Espanha, a Ecovalia.

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O protocolo que será assinado com a Ecovalia tem por objetivo promover a cooperação e intercâmbio entre as duas instituições, de modo a que possam beneficiar de ações de colaboração nos diferentes âmbitos da Agricultura biológica tais como: atividades nos domínios da formação; cooperação técnica e cientifica; estágios científicos, técnicos e profissionais; cooperação no domínio da politica agrícola comunitária; organização conjunta de eventos de promoção da agricultura biológica/ ecológica ibérica.

A Terra Sã – Feira Nacional de Agricultura biológica terá lugar nos dias 3 e 4 de dezembro no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço. A feira, que acontece desde 1988, tem vindo a crescer desde então, ganhando novas formas em novos espaços. 

O Tema da feira será a Alimentação saudável e sustentável e contará com a presença das maiores marcas de agricultura, alimentação e cosmética biológica do mercado, com as diferentes quintas biológicas do país assim como as principais organizações ambientais de Portugal.



publicado por Carlos Gomes às 12:05
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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016
GOVERNO VAI FORMAR TÉCNICOS EM AGRICULTURA BIOLÓGICA

Orçamento de Estado 2017: Governo vai formar técnicos em Agricultura Biológica por proposta do PAN

  • Agricultores que pretendem converter ou proceder a investimentos em Agricultura Biológica têm muitas dificuldades por falta de especialistas
  • Formação de dois técnicos em cada uma das Direções Regionais de Agricultura e Pescas
  • Compromisso com soluções para alguns dos principais problemas do sector nas suas diversas áreas

O Governo está de acordo com o PAN – Pessoas-Animais-Natureza: o Ministério da Agricultura deverá promover a formação em agricultura biológica de, pelo menos, dois técnicos do quadro de cada uma das Direções Regionais de Agricultura e Pescas, numa fase inicial. O PAN acaba assim de ver aprovado pelo governo uma medida que irá ser votada durante a tarde de amanhã (nº155c) e que pretende contribuir para uma Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica até agora inexistente em Portugal.

Esta proposta pretende atenuar um problema do sector, uma vez que os agricultores que pretendem converter ou proceder a investimentos em Agricultura Biológica têm muitas dificuldades junto da entidade de tutela por falta de técnicos com formação em Agricultura Biológica. Os projetos de investimento submetidos aos programas de apoio são muitas vezes subavaliados por falta de conhecimento teórico e de domínio de práticas culturais.

São conhecidos e estão amplamente documentados e estudados os benefícios da agricultura biológica nas mais diversas áreas: na saúde, uma vez que está isenta de produtos químicos de síntese, como adubos, inseticidas, fungicidas ou herbicidas e que não usa antibióticos e outros produtos que aceleram o crescimento dos alimentos; no ambiente, porque evita a contaminação dos solos, dos recursos hídricos e tem um contributo menor para as emissões de gases com efeito de estufa – é mais eficiente que a agricultura convencional e agrotóxica, utilizando 30 a 50% menos energia e libertando menos 30% de Gases com Efeito de Estufa (GEE).

Foi com este enquadramento que o PAN desenvolveu o documento “20 Contributos para uma Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica no início da atual sessão legislativa, que inclui vinte medidas integradas que pretendem contribuir com soluções para alguns dos principais problemas do sector nas suas diversas áreas.

“Procurando acompanhar positivamente a alteração de hábitos alimentares que se assiste na sociedade Portuguesa, acredito que a sensibilidade e vontade política é mais ou menos consensual sobre a necessidade de cooperação em torno de políticas que fortaleçam uma fileira com forte potencial de proporcionar bem-estar social e uma elevada sustentabilidade económica, mas também ambiental”, reforça André Silva, Deputado do PAN.

As negociações com o Governo sobre outras medidas propostas pelo PAN para integrar o Orçamento de Estado estão ainda a decorrer.



publicado por Carlos Gomes às 19:16
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Sábado, 22 de Outubro de 2016
LISBOA RECEBE FEIRA NACIONAL DE AGRICULTURA BIOLÓGICA

Terra Sã Lisboa 2016 – Feira Nacional de Agricultura Biológica - Alimentação Saudável e Sustentável, 3 e 4 de dezembro, Pátio da Galé 

A Terra Sã – Feira Nacional de Agricultura biológica – está de volta à cidade de Lisboa, mais uma vez em época natalícia e no centro da cidade, tendo lugar nos dias 3 e 4 de dezembro no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço. A feira, que acontece desde 1988, tem vindo a crescer desde então, ganhando novas formas em novos espaços.

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O Tema da feira será a Alimentação saudável e sustentável e contará com a presença das maiores marcas de agricultura, alimentação e cosmética biológica do mercado, com as diferentes quintas biológicas do país assim como as principais organizações ambientais de Portugal. Convidados para a abertura da feira estão o Ministro da Agricultura, das Florestas e Desenvolvimento Rural Luís Capoulas Santos, Duarte Cordeiro, Vice-Presidente da Câmara de Lisboa, Duarte Cordeiro, Hélder Muteia, representante da FAO em Portugal e a madrinha da Agrobio, a atriz Joana Seixas.

Na sexta-feira anterior à feira, dia 2 de Dezembro, nos Paços do Concelho, na Sala do Arquivo, vai ter lugar a Conferência + Bio “O Futuro da Agricultura Biológica”. Esta vai contar com diferentes especialistas na área da economia e da agricultura biológica que desenharão as perspetivas do setor para os próximos tempos. A participação na Conferência + Bio é gratuita.

No fim-de-semana de 3 e 4 de dezembro, a Terra Sã – Feira Nacional de Agricultura Biológica, vai marcar o compasso do centro da cidade de Lisboa, no terreiro do Paço. Do lado de fora, fora o cheiro a Castanhas biológicas assadas vai certamente atrair os visitantes e dentro do espaço glamouroso do Pátio da Galé cheiros, sabores, palestras diversas e workshops vão animar o fim-de-semana + Bio da Capital.

Na Terra Sã terá Show Cookings, Oficinas diversas e no primeiro dia o destaque para a alimentação infantil e para os riscos associados à alimentação convencional. Como é dia de festa, haverá espaço para dançar com a oficina de Danças Europeias com o André Cid Lauret. No segundo dia, em destaque estará a estratégia nacional para a Agricultura Biológica, o solo e a proteção da nossa saúde através da natureza com as oficinas de fitoterapia e farmácia Bio.

Terra Sã – Feira Nacional de Agricultura Biológica – 3 e 4 de dezembro no Pátio da Galé. A entrada é gratuita, graúdos e crianças são bem-vindos.



publicado por Carlos Gomes às 18:44
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Quarta-feira, 22 de Junho de 2016
PAN PRETENDE AVANÇAR NAS PRIORIDADES E DESAFIOS DA BIOÉTICA EM PORTUGAL
  • Propõe que o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida possa integrar um médico veterinário
  • Acompanha a proposta da Associação Portuguesa de Bioética para a criação de um Conselho Nacional de Experimentação Animal
  • Medidas contribuem para a reflexão sobre problemas éticos suscitados pelos progressos científicos e para prossecução dos objetivos da União Europeia

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza apresenta hoje duas iniciativas legislativas que pretendem contribuir para o debate acerca dos problemas éticos suscitados pelos progressos científicos nos domínios da biologia, da medicina ou da saúde em geral e das ciências da vida. O primeiro projeto de lei “altera a composição do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida” - CNECV - e propõe que esta entidade, cuja constituição tem vindo a ser progressivamente alargada, por forma a incluir cada vez mais pessoas de reconhecido mérito no domínio das questões da bioética, possa integrar um médico veterinário com vista a permitir novos contributos, essenciais para a prossecução das competências atribuídas ao CNECV.

A medicina veterinária constitui uma das mais importantes matérias de investigação e conhecimento na área da saúde, com grande proximidade aos cidadãos. O papel do médico veterinário é cada vez mais importante na sociedade, existindo um interesse crescente do público pelas questões de bem-estar animal. Ao mesmo tempo, a profissão reveste-se de grandes desafios éticos, estando continuamente em mutação, por consequência da inovação tecnológica.

A etimologia do conceito de Bioética, por si só, justifica a integração destes profissionais, constituída por duas palavras de origem grega: Bios que significa “Vida” e Ethos que significa “Ética”. Originalmente, o termo Bios era aplicado à vida humana e não animal. Posteriormente, generalizou-se e passou a significar a vida como um fenómeno, ou seja, o biológico, como hoje o entendemos: englobando todos os seres vivos, desde a sua expressão mais simples (unicelular) à mais complexa (como se apresenta no homem).

A segunda iniciativa legislativa apresentada pelo PAN acompanha a proposta da Associação Portuguesa de Bioética levada recentemente Assembleia da República para a criação de um Conselho Nacional de Experimentação Animal, que seja um regulador independente dos centros onde se realizam experiências com animais em Portugal.

A investigação científica tem evoluído nas suas várias vertentes e é hoje indiscutível que os animais têm capacidade para sentir e manifestar dor, sofrimento, angústia e dano duradouro. Por conseguinte, e tendo em vista o objetivo de deixar de utilizar definitivamente animais nestes procedimentos científicos, importa até alcançar esta meta melhorar o seu bem-estar, reforçando as normas mínimas relativas à sua proteção de acordo com a evolução mais recente dos conhecimentos científicos. Embora seja indispensável substituir, num futuro próximo, a utilização de animais vivos em procedimentos por outros métodos que não impliquem a sua utilização, a verdade é que atualmente ainda se continua a recorrer a este tipo de experimentação, por motivos que alegadamente se prendem com a proteção da saúde humana e animal.

O Conselho Nacional para a Experimentação Animal será uma entidade reguladora independente, para além das governamentais com poderes nesta matéria que funcionaria junto da Assembleia da República, mas também prestando apoio e resolvendo conflitos éticos junto dos investigadores que nos seus projetos utilizem animais, com total independência e isenção e seria constituído por especialistas de diferentes ramos do conhecimento.

Esta entidade terá competência para certificar que a investigação em animais decorre nos termos da lei e de acordo com as normas éticas universais de proteção do bem-estar animal mas, principalmente, para assegura que estamos a caminhar para o objetivo principal que é o de deixar de utilizar animais neste tipo de procedimentos. Para além disso, o Conselho deve ter como missão estatuária a coordenação dos comités de ética das diferentes instituições de ensino e de investigação que ainda utilizam animais. A acrescer que a criação deste Conselho se afigura essencial na prossecução dos objetivos da União Europeia no que diz respeito a esta matéria, mas principalmente, é fundamental na evolução das consciências e efetiva proteção dos animais.



publicado por Carlos Gomes às 22:23
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2015
A PESCA DA SARDINHA NA COSTA PORTUGUESA

A qualidade da sardinha depende em grande medida do começo da nortada

No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.

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De origens remotas, a sardinha era tradicionalmente pescada por meio da arte xávega, método que consistia numa forma de pesca por cerco. Deixando uma extremidade em terra, as redes são levadas a bordo de uma embarcação que as vai largando e, uma vez terminada esta tarefa, a outra extremidade é trazida para terra. Então, o saco é puxado a partir da praia, outrora recorrendo ao auxílio de juntas de bois, atualmente por meio de tração do guincho ou de tratores. Entretanto, as modernas embarcações de arrasto vieram a ditar a morte da arte xávega e, simultaneamente, a ameaçar a sobrevivência das próprias espécies piscícolas, colocando em causa o rendimento familiar dos próprios pescadores.

A sardinha constitui um das suas principais fontes de rendimento, representando quase metade do peixe, calculado em peso, que passa nas lotas portuguesas. Matosinhos, Sesimbra e Peniche são os principais portos pesqueiros de sardinha em todo o país.

Quando, no início da Primavera, o vento sopra insistentemente de norte durante vários dias, os pescadores adivinham um verão farto na pesca da sardinha, do carapau, da cavala e outras espécies que são pescadas na costa portuguesa. A razão é simples e explica-se de forma científica: esta época do ano é caracterizada por um sistema de altas pressões sobre o oceano Atlântico, vulgo anticiclone dos Açores, o qual se reflete na observância de elevadas temperaturas atmosféricas, humidade reduzida e céu limpo. Verifica-se então uma acentuada descida das massas de ar que resultam no aumento da pressão atmosférica junto à superfície e a origem de ventos anticiclónicos que circulam no sentido dos ponteiros do relógio em torno do centro de alta pressão, afastando os sistemas depressionários. Em virtude da situação geográfica de Portugal continental relativamente ao anticiclone, estes ventos adquirem uma orientação a partir de norte ou noroeste, habitualmente designado por “nortada”.

Sucede que, por ação do vento norte sobre a superfície do mar e ainda do efeito de rotação da Terra, as massas de água superficiais afastam-se para o largo, levando a que simultaneamente se registe um afloramento de águas de camadas mais profundas, mais frias e ricas em nutrientes que, graças à penetração dos raios solares, permite a realização da fotossíntese pelo fito plâncton que constitui a base da cadeia alimentar no meio marinho. Em resultado deste fenómeno, aumentam os cardumes de sardinha e outras espécies levando a um maior número de capturas. E, claro está, o peixe torna-se mais robusto e apetecível.

O mês de Junho, altura em que outrora se celebrava o solstício de Verão e agora se festejam os chamados "Santos Populares" – Santo António, São João e São Pedro – é, por assim dizer, a altura em que a sardinha é mais apreciada e faz as delícias do povo nas animações de rua. Estendida sobre um naco de pão, a sardinha adquire um paladar mais característico, genuinamente à maneira portuguesa.

Por esta altura, muitos são os estrangeiros que nos visitam e, entre eles, os ingleses que possuem a particularidade de a fazerem acompanhar com batata frita, causando frequente estranheza entre nós. Sucede que, o “fish and chips” ou seja, peixe frito com batatas fritas, atualmente bastante popular na Grã-Bretanha, teve a sua origem na culinária portuguesa, tendo sido levado para a Inglaterra e a Holanda pelos judeus portugueses, dando mais tarde origem à tempura que constitui uma das especialidades gastronómicas mais afamadas do Japão.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com

Fotos: Arquivo Fotográfico da C.M.L.

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publicado por Carlos Gomes às 11:54
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