Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Segunda-feira, 8 de Abril de 2019
ATAQUE DE CORAÇÃO: RECUPERAÇÃO FEITA EM CASA TEM EXCELENTES RESULTADOS

Investigação com assinatura da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro

Depois da alta hospitalar, o processo de reabilitação cardíaca, incluindo a componente de exercício físico, após um enfarte agudo do miocárdio pode ser feita em casa e com excelentes resultados. As conclusões de uma investigação com participação da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) confirma isso mesmo e corrobora os resultados de vários estudos internacionais. O trabalho quer dar uma resposta domiciliária à maioria dos doentes que depois da alta se afastam dos programas de reabilitação dos centros hospitalares.

Os investigadores Mesquita Bastos e Fernando Ribeiro (2).jpg

A Sociedade Europeia de Cardiologia, a American Heart Association e o American College of Cardiology, classificam a reabilitação cardíaca (RC) como uma intervenção terapêutica com indicação de classe I (mandatória), fundamentada nos níveis de evidência científica mais elevados.

Mas em Portugal, a percentagem de doentes que participaram nos últimos anos em programas de reabilitação cardíaca de fase III foi de cerca de 4 por cento. A distância entre a residência e os centros hospitalares e a falta de horários e de transportes são algumas das causas apontadas pelos doentes para participarem nos programas.

Por outro lado, a falta de resposta adequada do Sistema Nacional de Saúde na reabilitação cardíaca, a falta de investimento em recursos humanos e materiais e a escassez de centros e a sua localização concentrada nas grandes cidades contribuem decisivamente para a baixa referenciação e adesão aos programas de reabilitação cardíaca.

“Contrariamente ao conceito generalizado de que a reabilitação cardíaca tem de ser feita sob vigilância direta há, nos casos de baixo risco cardiovascular, a possibilidade de efetuar reabilitação supervisionada à distância”, aponta Mesquita Bastos, professor na ESSUA e cardiologista no Centro Hospitalar do Baixo Vouga, em Aveiro.

“Esta é uma área de forte interesse na ESSUA, na qual temos vários projetos financiados e colaborações a decorrer com elevado impacto social,” refere Fernando Ribeiro, professor na ESSUA e investigador no Instituto de Biomedicina (iBiMED) da UA.

O estudo que envolveu a ESSUA no âmbito do Doutoramento em Ciências e Tecnologia da Saúde de Andreia Noites, onde participaram também o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e a Escola Superior de Saúde do Porto, envolveu um grupo de pessoas em recuperação de um enfarte do miocárdio, que realizou um programa de exercícios, três vezes por semana, em casa, durante oito semanas.

Depois das informações e aconselhamentos ministrados presencialmente pelos investigadores, a atividade física e os sinais vitais dos doentes, com recurso a dispositivos eletrónicos, foram monitorizados continuamente à distância pela equipa de investigação.

Sem desculpas, doentes dizem presente

 Sem os entraves dos quilómetros até aos hospitais centrais ou centros clínicos e a restrição dos horários das sessões, os doentes não só aderiram ao programa de exercício físico e educação para hábitos de vida saudáveis proposto como obtiveram excelentes resultados na melhoria da saúde cardiovascular.

“O estudo permitiu demonstrar que na fase IV de reabilitação cardíaca, o exercício no domicílio melhora a capacidade cardiorrespiratória, a frequência cardíaca no pico de esforço e a de recuperação num grupo de doentes que já tinha parado a fase III de reabilitação cardíaca há 9 meses atrás”, assegura Mesquita Bastos.

Ou seja, aponta o cardiologista, “o estudo demonstrou que um programa de exercício efetuado em casa e supervisionado à distância foi capaz de aumentar a tolerância ao exercício ao fim de apenas 8 semanas”. Um ganho que está, naturalmente, associado a um menor risco de mortalidade e a um melhor prognóstico.

Com as fases III / IV da reabilitação cardíaca a serem realizadas em casa de cada um dos doentes, antevê Mesquita Bastos, “é possível abranger uma maior população, incluindo a que se encontra impedida de o fazer pela distância até aos locais dos programas (hospitais, clinicas) e, desta forma, criar uma rede de reabilitação com todo o suporte tecnológico que hoje existe”.

Por outro lado, os custos para o Sistema Nacional de Saúde, diz o cardiologista, serão proporcionalmente menores. De realçar, alerta o especialista, que este tipo de reabilitação “não substitui a reabilitação feita no internamento [fase I] nem na maioria dos doentes a feita logo após a alta [fase II]”.



publicado por Carlos Gomes às 14:27
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Terça-feira, 2 de Abril de 2019
INVESTIGAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO: ANTICORPOS DA GEMA DO OVO EM PASTILHAS CONTRA A GRIPE

E se a vacina da gripe fosse substituída por pastilhas efervescentes? A ideia nasceu na Universidade de Aveiro (UA). À base de vitamina C e de uma mão cheia de minerais, o ingrediente secreto das super-pastilhas está nos anticorpos retirados das gemas dos ovos das galinhas. Sem as contraindicações das vacinas que todos os anos têm de ser reformuladas e sem a agulha invasiva, as pastilhas querem revolucionar o combate à gripe. Assim haja financiamento.

Os investigadores Marguerita Rosa, Emanuel Capela e Mariam Kholany  (1).jpg

Os anticorpos IgY – assim se chamam os ingredientes chave das pastilhas efervescentes - são produzidos exclusivamente por aves, estando concentrados nas gemas dos ovos. Proteínas que atuam no sistema imunológico como defensoras do organismo, apontam os investigadores do Departamento de Química (DQ) da UA, é possível manipulá-los de forma a torná-los armas eficazes no combate ao Influenza, o vírus causador da gripe.

A ideia de incorporar os anticorpos IgY em pastilhas efervescentes foi desenvolvida por Marguerita Rosa, Emanuel Capela e Mariam Kholany, estudantes do Doutoramento em Engenharia Química do DQ e do CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro da UA.

“Espera-se que estes anticorpos não espoletem reações inflamatórias no sistema imunitário humano, diminuindo passivamente a carga viral da pessoa afetada”, explicam os investigadores que deixam uma garantia: “Uma pastilha por dia é o que desejamos alcançar para manter a proteção ao longo do tempo de maior incidência do vírus da gripe”.

Com a tecnologia e os conhecimentos científicos necessários para acabarem com o Influenza, os jovens investigadores querem criar um produto nutracêutico revolucionário e inovador para combater o vírus da gripe. “A nossa ideia passa por desenvolver pastilhas efervescentes contendo anticorpos da gema do ovo específicos para as proteínas membranares constantes do vírus, e suplementadas com vitamina C e outros minerais para reforçarem o sistema imunitário”, explicam.

“Trata-se de um método passível de ser utilizado por toda a população e não apenas por doentes de risco, tendo a vantagem de ser não-invasivo quando comparado com a vacinação tradicional”, garantem.

O projeto dos estudantes da UA foi mesmo um dos doze finalistas selecionados para apresentação de um pitch no decorrer da V IMFAHE's International Conference 2019 - Innovation Camp, que decorreu em março na Universidade de La Laguna em Tenerife (Ilhas Canárias). No final, venceram o segundo prémio no concurso, arrecadando 2 mil euros para trabalharem na proposta ao longo do próximo ano.



publicado por Carlos Gomes às 11:36
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Sexta-feira, 29 de Março de 2019
LAMAS VERMELHAS PODEM, AFINAL, DESPOLUIR ÁGUAS TÓXICAS

Investigação da Universidade de Aveiro

Constituem um resíduo industrial altamente nocivo para o ambiente e, consequentemente, para a saúde humana. Chamam-se lamas vermelhas, resultam da produção de alumina, a matéria-prima principal na produção de alumínio, e, ao longo dos últimos anos, têm provocado inúmeros acidentes ambientais. Na Universidade de Aveiro (UA) uma equipa de investigadores conseguiu transformar as perigosas lamas em esferas porosas capazes de limpar metais tóxicos de águas poluídas.

Com 3 milímetros de diâmetro, as esferas podem ajudar a reutilizar as ce... (1).jpg

Capa deste mês da Materials Today, uma das mais importantes revistas científicas dedicadas à área dos Materiais, o trabalho é assinado por Rui Novais, João Carvalheiras, Maria Seabra, Robert Pullar e João Labrincha, todos investigadores da UA do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica e da Unidade de Investigação CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro.

Os investigadores João Labrincha, João Carvalheiras e Rui Novais (1).jpg

Nesta investigação, e pela primeira vez, explica Rui Novais, “as lamas vermelhas foram utilizadas como precursor para a produção de esferas geopoliméricas altamente porosas utilizando um método simples e sustentável o que pode permitir uma fácil transição para um contexto industrial”.

Estas esferas, com cerca de 3 milímetros de diâmetro, “poderão ser utilizadas em aplicações industriais de elevado valor acrescentado”. Tratamento de águas residuais e produção de biogás, devido à respetiva capacidade adsorvente de metais pesados ou corantes e regulação do pH da água, são algumas das aplicações ambientais em que as perigosas lamas poderão agora ter. “Esta estratégia inovadora poderá permitir a valorização de quantidades significativas de lamas vermelhas, mitigando assim o impacto ambiental associado à produção de alumínio”, congratula-se Rui Novais.

Geradas durante a produção de alumina, que é depois parcialmente transformada em alumínio, a reciclagem ou a reutilização das lamas vermelhas sempre foi uma tarefa problemática já que, por todo o mundo, a indústria já produziu cerca de 4000 milhões de toneladas de lamas vermelhas.

Neste momento, aponta Rui Novais, “apenas cerca de 2,7 por cento da produção anual de lamas vermelhas é reutilizada, o que considerando a sua produção anual, estimada em cerca de 150 milhões de toneladas, levará inevitavelmente a um aumento do total acumulado em cerca de 146 milhões de toneladas por ano”.

Imagem captada no microscópio electrónico onde se pode observar a estrut... (1).jpg



publicado por Carlos Gomes às 12:00
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2018
PADRE HIMALAYA VIVEU NA AMADORA

PADRE HIMALAYA NASCEU HÁ 150 ANOS EM ARCOS DE VALDEVEZ

O Padre Manuel Himalaya, um dos maiores cientistas e visionários portugueses da viragem do século XIX, nascido em Arcos de Valdevez, faz este domingo, dia 9 de Dezembro, 150 anos. É uma figura de grande importância para o concelho arcuense e para a região, que deixou a sua marca por vários países do mundo, como França, EUA ou Argentina, sempre em busca de novas abordagens científicas e de conhecimento.

padre-himalaya-four-solaire-sorede

Em Agosto, e de forma a homenagear o Padre Manuel Himalaya, no ano em que completaria 150 anos de vida, o Município de Arcos de Valdevez iniciou as obras de intervenção na antiga Escola do 1º Ciclo, onde serão criadas as “Oficinas de Criatividade Himalaya”, uma plataforma de promoção da ciência educativa, tendo nas crianças, jovens e famílias o seu principal público-alvo.

O percurso excecional deste homem, que culminou em 1904 com o Grande Prémio da Exposição Internacional de St. Louis, nos EUA, é a base de desenvolvimento do projeto, que incorporará um espaço documental e biográfico sobre o próprio Himalaya, recorrendo a tecnologia de última geração, e diversas salas e espaços dedicados à exploração e descoberta das Ciências, com destaque para o uso do Sol, com a fantástica máquina solar, o Pirelióforo, e das múltiplas áreas do Conhecimento abrangidas pelo investigador, como a Ecologia e a Eco sustentabilidade, numa visão verdadeiramente holística. O projeto global tem um investimento de 1,5 milhões de euros e será realizado com recurso a fundos comunitários.

Para o Presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves, este é um projeto que também tem outra extensão, como o percurso na ecovia e pontos-chave conectados com a sua presença, como a casa onde nasceu, viveu e o cemitério que o alberga, todos na freguesia de Cendufe;

De referir também que, anteriormente a autarquia inaugurou a requalificação do Parque Infantil da Ponte Nova, que também se centra no Padre Himalaya.

Para João Esteves este é mais um investimento no concelho e na criação de um espaço de oportunidades, de conhecimento e aprendizagens, que irá contribuir para o desenvolvimento sustentável de Arcos de Valdevez.

HIIM_3d - Cópia

HIM 3D 2 - Cópia

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publicado por Carlos Gomes às 18:42
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Segunda-feira, 3 de Julho de 2017
ENERGIOT DESENHA MICROGERADOR PARA CAPTURAR ENERGIA DO AMBIENTE

EnergIoT desenhou um microgerador para capturar energia do ambiente e assim alimentar sensores autónomos para Internet of Things.

A tecnologia da empresa EnergIoT foi a vencedora da 2ª edição do CleanTech Camp, um programa de aceleração que visa impulsionar start-ups ligadas à energia sustentável em Portugal e Espanha. A entrega de prémios realizou-se em Barcelona, e a decisão resultou da deliberação de um corpo de júris formado por especialistas e investidores do sector das energias sustentáveis.   

Cleanthech Camp Iberia_WEB_136.jpg

A empresa EnergIoT recebeu um prémio de 20.000€ para além de um conjunto de serviços suplementares avaliados em 10.000€, e oferecidos pelos parceiros deste programa. Graças ao programa CleanTech Camp, a empresa EnergIoT irá mitigar a manutenção associada à substituição e carregamento de baterias de redes de sensores, especialmente em redes onde existe um elevado número dos mesmos e com difícil acesso, como é o caso das redes de distribuição de gás, linhas elétricas e geradores elétricos.

Entre os projetos finalistas, X1WIND foi o segundo classificado tendo-lhe sido atribuído um prémio monetário de 10.000€ e um pacote de serviços complementares no valor de 6000€, para além de se posicionar como uma das empresas verdes do ano, entre os participantes de Portugal e Espanha. Esta empresa desenvolveu um sistema inovador para o mercado eólico offshore, que consiste numa plataforma flutuante que pesa menos de 66% que as estruturas atuais, de fácil instalação e sem necessidade de utilização de barcos grua para manutenção em alto mar.

Finalmente ao terceiro finalista, Rated Power, foi atribuído um premio monetário de 5.000€ juntamente com 4.000€ em serviços complementares. Com o seu software pvDesign é capaz de reduzir o trabalho de engenharia e documentação necessários ao desenho de plantas solares fotovoltaicas, de 1 a 2 semanas para 5 minutos. 

A iniciativa CleanTech Camp, promovida pela InnoEnergy, Barcelona Activa e a Câmara de Lisboa e, patrocinada pela Gas Natural Fenosa, tem como objetivo a promoção da transferência tecnológica e empreendedorismo no campo das energias limpas da Península Ibérica. A ZBM, Impulse2Grow e Osborne & Clarke/ VdA também ofereceram serviços profissionais aos vencedores, de modo a acelerar o seu crescimento.

Mikel Lasa, Director General de InnoEnergy Iberia, deu os parabéns aos finalistas afirmando que: “EnergIoT foi a grande vencedora de um programa que reuniu projetos de alto nível e bastante inovadores, e no qual a decisão foi extremamente difícil. Cleantech Camp é um trampolim para grandes ideias de negócio dentro do sector visto ter bastante visibilidade, o que aumenta as probabilidades de sucesso.”

InnoEnergy:

InnoEnergy é o motor de inovação de energia sustentável da Europa.

O desafio é grande, mas o nosso objectivo é simples: alcançar energia sustentável para o futuro de toda a europa. Para isso sabemos que a inovação é a solução. Só através de novas ideias, produtos e serviços que marquem a diferença e novos negócios e pessoas que queiram introduzir estas tecnologias no mercado, poderemos alcançar esse objectivo. Na InnoEnergy apoiamos e investimos na inovação em todas as etapas do processo: desde a sala de aulas até ao consumidor final. Com a nossa rede de parceiros estabelecemos ligações por toda a Europa, unindo o setor industrial com investigadores, estudantes, trabalhadores, empresários e empreendedores.

Trabalhamos em 3 áreas de inovação:

Educação para ajudar a criação de uma equipa de trabalho especializada e ambiciosa, que compreenda as exigências atuais de sustentabilidade e as necessidades da indústria.

Projectos de inovação que unam as ideias aos investigadores e ao setor da indústria para criar tecnologias atrativas comercialmente e que ofereçam resultados reais para os consumidores.

Serviços para a criação de negócios, com o fim de apoiar os empreendedores e as novas empresas que se estão a expandir no ecossistema energético europeu com as suas soluções inovadoras.

Reunindo estes três items, poderemos maximizar os resultados de cada uma, acelerar o desenvolvimento de soluções de mercado imediato, e criar um ambiente frutífero no qual poderemos comercializar os resultados inovadores do nosso trabalho.

Gas Natural Fenosa:

Gas Natural Fenosa, pioneira na integração do gás e da eletricidade , é um grupo multinacional presente em mais de 30 países e com mais de 23 milhões de clientes. Através da aquisição da companhia elétrica União Fenosa, terceira do mercado espanhol, a Gas Natural Fenosa culminou o seu objectivo de integrar os negócios de gás e eletricidade numa companhia com larga experiência no setor energético, capaz de competir de uma forma eficiente em mercados submetidos a um processo de crescente integração, globalização e aumento de concorrência.

Barcelona Activa:

Barcelona Activa é a organização responsável por impulsionar o desenvolvimento económico da cidade de Barcelona, desenhando e executando políticas de ocupação para toda a cidade, e favorecendo o desenvolvimento de uma economia diversificada e de proximidade. Há 30 anos que impulsiona a atividade económica de Barcelona e o seu âmbito de influência, dando apoio às políticas de ocupação, à iniciativa empreendedora e às empresas, ao mesmo tempo que promove a cidade e os seus setores estratégicos internacionalmente.

Câmara Municipal de Lisboa/ Direcção Municipal de Economia e Inovação:

A Câmara Municipal de Lisboa é o órgão executivo do município, cuja missão é definir e executar políticas que promovam o desenvolvimento do município de Lisboa em diferentes áreas.  A Câmara Municipal é composta por 17 conselheiros eleitos, representando as diferentes forças políticas, dos quais um é o Presidente da Câmara.

A Direcção Municipal de Economia e Inovação tem nas suas competências a coordenação e implementação das políticas e projetos nas áreas do desenvolvimento económico, atração de investimento e empresas a uma escala internacional, apoio ao empreendedorismo e PMEs, articulação com o sistema regional de conhecimento e inovação e a dinamização dos clusters estratégicos de Lisboa.

Em Novembro de 2016 foi lançada a plataforma Made of Lisboa (www.madeoflisboa) que será um dos parceiros do Cleantech Camp em Lisboa e que permite a qualquer empreendedor, empresa ou investidor explorar o ecossistema empreendedor e de inovação da capital portuguesa.

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publicado por Carlos Gomes às 15:34
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2017
FNAC ACOLHE DEBATE SOBRE O "FUTURO DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA EM PORTUGAL"

“Futuro da investigação científica em Portugal” em debate na terceira ‘FNAC Shaper Talks’

  • Afonso Mendonça Reis, David Braga Malta e Simão Soares vão discutir tema que terá José Vítor Malheiros como moderador;
  • Parceria entre Global Shapers Lisbon Hub e FNAC promove debates mensais abertos ao público;

As ‘FNAC Shaper Talks’, debates mensais promovidos pela parceria feita entre o Global Shapers Lisbon Hub e a FNAC, regressam já amanhã, terça-feira 27 de junho, à FNAC Chiado pelas 18h30. O “Futuro da Investigação Científica em Portugal” é o tema escolhido para a terceira discussão aberta ao público.

Afonso Mendonça Reis, empreendedor social na área da educação e professor universitário, David Braga Malta, investidor e consultor na Caixa Capital, e Simão Soares, empreendedor e co-fundador da Silicolife, são os jovens Shapers que participarão na terceira conversa de um ciclo que promete uma perspetiva jovem e moderna sobre os principais problemas da atualidade e que terá José Vítor Malheiros, colunista e consultor na Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, como moderador.

Nas últimas décadas, Portugal apostou na formação de pessoas altamente qualificadas e no desenvolvimento científico. Estes recursos são agora uma oportunidade para a criação de uma economia moderna e competitiva, mas o país tem tido dificuldade em lutar contra a fuga dos seus “cérebros”. Como pode o país reter estes recursos para ser um polo de excelência em ciência e para a criação de novas ideias e negócios? Qual o papel que a ciência pode ter na modernização da indústria nacional? Como tornar mais eficaz a translação da excelência do trabalho desenvolvido no sistema científico nacional para negócios disruptivos e sustentáveis?

“Portugal conta, cada vez mais, com pessoas altamente qualificadas e tem vindo a afirmar-se como um país de excelência na investigação científica. Mas apesar da forte aposta na formação e dos excelentes resultados alcançados junto da comunidade científica internacional, temos assistido uma fuga de cérebros que tem de ser travada. É urgente reter estes recursos e coloca-los ao serviço da economia, da indústria e de novos negócios”, afirmou Francisco Goiana da Silva, líder do Global Shapers Lisbon Hub.



publicado por Carlos Gomes às 14:56
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Quinta-feira, 3 de Março de 2016
UNIVERSIDADE DE AWARD PREMEIA INVESTIGAÇÃO NO SETOR DA SAÚDE

Prémio para projetos académicos relacionados com os cuidados paliativos em doentes oncológicos entregará 12.000 euros em bolsas de investigação

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O AUA! - ANGELINI UNIVERSITY AWARD

Já está a decorrer a 7ª edição do AUA! - Angelini University Award, o concurso promovido pela Angelini Farmacêutica com objetivo de estimular a criatividade e inovação dos estudantes universitários sobre temas específicos do Setor da Saúde, premiando a investigação académica aplicada a novos produtos, serviços ou projetos sociais que contribuam para melhorar a saúde e a qualidade de vida. O concurso destina-se a alunos de licenciatura, pós-graduação ou mestrado, e este ano os participantes são desafiados a desenvolverem projetos relacionados com os cuidados paliativos em doentes oncológicos. As inscrições decorrem até 16 de março de 2016 e os projectos terão que ser entregues até 15 de junho.

Logotipo AUA

Os prémios para os vencedores da 7ª edição do AUA! são aliciantes e os 15 melhores projetos poderão participar no evento de encerramento, que decorrerá em outubro, onde têm oportunidade de fazer um pitch perante um júri constituído por especialistas e entidades ligadas ao setor da Saúde. A multidisciplinariedade e o intercâmbio entre universidades serão incentivados e os concorrentes podem recorrer a project advisors externos para aconselhamento sobre áreas específicas.

1.º classificado: 5.000€ - candidatos / 2.000€ - professor(a) orientador(a) / 1.000€ - project advisors

2.º classificado: 2.500€ - candidatos / 1.000€ - professor(a) orientador(a) / 500€ - project advisors

Todos os participantes recebem ainda um diploma de participação.

As candidaturas podem ser feitas online em www.aua.pt, no mesmo website onde se encontra disponível toda a informação acerca da 7ª edição do AUA!

Atribuído anualmente pela Angelini Farmacêutica, o Angelini University Award foi criado em 2009 com o objetivo de estimular a aplicação, por parte da população universitária, dos conhecimentos académicos no desenvolvimento de projetos de cariz prático. Considerando a importância da existência de uma relação de proximidade e de parceria entre as empresas, a sociedade e a comunidade universitária, esta iniciativa pretende estimular a participação de estudantes e docentes, potenciando a sua capacidade de inovação, criatividade e desafio, tendo em vista a criação de projetos de novos produtos e serviços em torno de determinada temática. Este concurso tem proporcionado a construção de uma relação mais próxima entre as universidades e a sociedade em geral, e dado visibilidade aos jovens talentos e investigadores portugueses, graças à cobertura mediática que gera.



publicado por Carlos Gomes às 11:27
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Quinta-feira, 17 de Julho de 2014
PADRE HIMALAYA VIVEU NA DAMAIA

Arcos de Valdevez evoca Padre Himalaya. Rota dos Gigantes do Vale do Lima: Padre Himalaya é o Gigante arcuense

A Rota dos Gigantes do Vale do Lima é um novo produto turístico que envolve quatro Concelhos da região, cada qual com a sua figura histórica universal, que promoveu Portugal no Mundo: Padre Himalaya (Arcos de Valdevez), Fernão de Magalhães (Ponte da Barca), Francisco Pacheco (Ponte de Lima) e João Álvares Fagundes (Viana do Castelo).

A cada Município corresponde um “gigante”, sendo que Arcos de Valdevez tem como referencia a personalidade notável do Padre Himalaya, cientista do início do séc. XX, considerado um percursor das  energias renováveis, designadamente pelo aproveitamento da energia solar, bem como do conceito do desenvolvimento sustentável.

No concelho, o visitante pode fazer uma passagem pela freguesia de Cendufe, berço de Himalaya, e pelo cemitério da localidade, onde se encontra sepultado o cientista. Em direção à vila, pode ser feita uma paragem no imponente monumento em sua homenagem, da autoria do escultor José Rodrigues, totalmente em bronze e erigido em 2013 por iniciativa da autarquia; o passo seguinte é a paragem na zona do Trasladário, marginal urbana do Rio Vez, para observação do busto de Himalaya, da autoria de Eduardo Tavares, com seguimento para a Casa das Artes local, onde, no espaço da Biblioteca Municipal, será possível aceder à bibliografia sobre o cientista, incluindo o volume de textos inéditos de Jacinto Rodrigues, editado pelo município em 2013, ou o visionamento do documentário “A utopia do padre Himalaya”.

A Rota dos Gigantes do Vale do Lima foi lançada pela ADRIL. Pela sua originalidade, esta rota constituiu um excelente argumento para visitar e conhecer o Vale do Lima, através de 4 ilustres incontornáveis da História universal que projetaram Portugal nos 4 cantos do Mundo.

GIGANTE DO VALE DO LIMA - O INVENTOR: PADRE HIMALAYA DO LIMA - O INVENTOR: PADRE HIMALAYA

Manuel António Gomes Himalaya nasceu em Cendufe, Arcos de Valdevez a 9 de Dezembro de 1868. O seu estranho apelido tornou-o logo conhecido.

Inscreveu-se no Seminário, em Braga; e logo aí fez algumas experiências sobre o "ar líquido". Era o princípio de uma vida que dedicaria à ciência.

Não se conformando com o desenvolvimento científico achou que deveria ir mais longe e criou um sem número de invenções que o tornaram mundialmente conhecido.

Os seus aparelhos foram apresentados em todo o mundo; mas causaram uma especial admiração quer do público, quer da comunidade científica na Exposição Universal (1904) em St Louis, Missouri, Estados Unidos, com a apresentação do "Pirelióforo", uma estrutura metálica que captava a energia solar: com apenas 80 m2 de superfície obtinha uma temperatura utilizável de 3.500 graus de temperatura. O "New York Times" e outros grandes jornais americanos deram-lhe honras de primeira página. E, naturalmente, recebeu o mais importante prémio da exposição.

Foi ainda naquele país que inventou a himalaíte, uma espécie de pólvora que tinha por base o cloreto de potássio.

Em 1908 desenvolveu estudos sobre a irrigação total de Portugal aproveitando os cursos de água do país; mas também soube fazer o inventário dos locais onde se poderiam vir a fazer aproveitamentos hidroelétricos.

A vulcanologia e a sismologia foram algumas das ciências que estudou e a que deu achegas importantes. Mas, ao mesmo tempo, desenvolveu outros estudos sobre o desenvolvimento da agricultura portuguesa, adubos orgânicos, ensino agrícola, arborização...

Eduardo Pires de Oliveira

Saiba mais sobre o Padre Himalaya por Jacinto Rodrigues: www.jcrodrigue.com

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publicado por Carlos Gomes às 17:41
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