Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017
DEPUTADO DO PAN PARTICIPA NA CONFERÊNCIA DO MOVIMENTO IBÉRICO ANTINUCLEAR “FECHAR ALMARAZ”

No próximo sábado, dia 04 de fevereiro, pelas 10h00, em Lisboa, na Fábrica de Braço de Prata, o deputado do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, André Silva, participa na Conferência do Movimento Ibérico Antinuclear “Fechar Almaraz”, que reúne especialistas franceses e espanhóis com ativistas nacionais e institucionais para debater um problema ambiental com forte risco para a saúde pública.

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No seguimento da decisão do Governo espanhol de aprovar a construção de um armazém de resíduos nucleares na central nuclear de Almaraz, a cem quilómetros da fronteira portuguesa, e por considerar que é necessária uma intervenção de Portugal que vá para além de queixas à Comissão Europeia, o PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresentou a semana passada duas denúncias/exposições à Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) pelo incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus.

Atendendo a que não houve a realização de uma Avaliação Transfronteiriça de Impacte Ambiental de acordo com os critérios da Convenção de Espoo e da Diretiva Comunitária 2011/92/UE de 13 de Dezembro de 2011, alterada pela Diretiva 2014/52/UE de 16 de Abril de 2014 e, uma vez que Portugal não foi consultado nem notificado como está previsto nas diretivas da Convenção de Aarhus, o partido defende que estamos perante o incumprimento destes acordos internacionais por parte de Espanha.



publicado por Carlos Gomes às 19:36
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Terça-feira, 26 de Abril de 2016
PARTIDO "OS VERDES" RECLAMA ENCERRAMENTO DA CENTRAL NUCLEAR DE ALMARAZ, EM ESPANHA

De Chernobyl a Almaraz: Pelo fim da era Nuclear

O acidente com a central nuclear de Chernobyl, há 30 anos, na Ucrânia, persiste na nossa memória para nos ir relembrando da urgência de se abandonar a opção nuclear nas nossas sociedades.

As consequências para as pessoas, para o ambiente e para a vida na Terra são demasiado dolorosas e destruidoras causando muitas mortes prematuras, malformações genéticas que se transmitem por gerações e gerações, graves consequências para o ambiente e para a biodiversidade. Com Chernobyl recordamos também os acidentes de Three Miles Island nos Estados Unidos da América, em 1979, ou mais recentemente Fukushima no Japão em 2011.

São graves riscos já vividos pela humanidade nestas diversas situações, para além de outras tantas menos gravosas, mas que ciclicamente vêm acontecendo pelo nosso planeta e que nos vão expondo cada vez mais ao perigo aniquilador da energia nuclear.

Um perigo que é ainda mais aumentado pela exploração das Minas de Urânio, combustível para estas centrais e cujos dramas o nosso país bem conhece pelas marcas que vai deixando quer na população mineira, quer pelo ambiente circundante, onde a palavra doença, chaga, cancro lhe está tão associada.

Mas o nuclear está também intimamente ligado à indústria do armamento que, apesar dos tratados internacionais de não proliferação de armas nucleares, uma iniciativa deveras importante no contexto internacional, não têm posto fim a esta ameaça e são muitas as armas nucleares ainda existentes no planeta. Nesta matéria os Estados Unidos da América encimam a lista de países com mais armamento nuclear. País este que até hoje (e esperemos assim continue) foi o único a lançar bombas nucleares sobre alvos civis (Hioroshima e Nagasaky) e cujas consequência e devastação ainda hoje se fazem sentir.

Esta é uma questão de sobrevivência e vital para o nosso planeta.

Os Verdes consideram que o princípio da responsabilidade deve chamar os povos e os seus representantes políticos para a salvaguarda da vida do Planeta unindo-se pelo Não ao Nuclear.

Que se encerre de vez o capítulo nuclear da história da humanidade.

Que se acabe com as armas nucleares, que se encerram os mais de 400 reatores nucleares existentes em todo o Mundo e a funcionar, que se travem os novos projetos para centrais nucleares!

É urgente que sejam feitos todos os esforços para que se encerre a central nuclear de Almaraz, a escassos 100km da nossa fronteira e cujo tempo de vida útil já expirou. Neste sentido, Os Verdes irão também dar corpo à grande jornada Ibérica pelo encerramento de Almaraz, que está prevista acontecer em Cáceres, Espanha, no próximo dia 11 de junho.



publicado por Carlos Gomes às 14:37
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2015
PARTIDO “OS VERDES” REÚNE COM JOSEPH STIGLITZ, PRÉMIO NÓBEL DA ECONOMIA

“Os Verdes”, representados por Manuela Cunha e Vitor Cavaco, encontraram-se hoje, no Parlamento, com Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia, a pedido do próprio, que se encontra em Portugal para participar na conferência a realizar na Fundação Calouste Gulbenkian, intitulada “Desigualdade num Mundo Globalizado”.

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O Prémio Nobel da Economia, que tem sido uma voz crítica das políticas de austeridade e das intervenções do FMI mostrou-se muito interessado em conhecer a opinião dos Verdes sobre a situação portuguesa, nomeadamente sobre as grandes questões ambientais com impactos na economia e no desenvolvimento. Mostrou grande interesse pelas posições do PEV contra a privatização da água, na defesa dos transportes públicos, nomeadamente ferroviário, da travagem da eucaliptização do país e do apoio a uma floresta sustentável e mostrou-se surpreendido com a existência de “rendas” no setor elétrico.

Por outro lado, o Prémio Nobel, quando questionado pelos Verdes sobre a situação económica no nosso país e na Europa, sublinhou a necessidade de mudança de políticas da União Europeia, nomeadamente da Alemanha, vincando uma posição muito crítica quanto à limitação de 3% para o défice.

O Partido Ecologista “Os Verdes”



publicado por Carlos Gomes às 20:49
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015
DEPUTADA DO PARTIDO “OS VERDES” DISCURSA SOBRE SITUAÇÃO POLÍTICA ATUAL

Declaração política da deputada Heloísa Apolónia (PEV), sobre a situação política nacional

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Senhor Presidente

Senhoras e Senhores Deputados

O país está suspenso à espera do Presidente da República que tarda em tomar a decisão que se impõe para a formação do Governo.

Com efeito, no passado dia 10 de novembro, a Assembleia da República deliberou a rejeição do programa de um Governo PSD/CDS, tal como o Presidente da República já sabia que aconteceria. E o parlamento deliberou dessa forma, porque nele existe uma maioria de deputados, pertencentes a várias forças políticas, que não se associam ao PSD e ao CDS no seu desejo ávido de continuar a cimentar políticas de empobrecimento estrutural e a desqualificação das potencialidades de desenvolvimento de Portugal, tornando-nos sempre mais dependentes do exterior. Na verdade, PSD e CDS não têm qualquer suporte parlamentar, para além dos 107 deputados que detêm juntos, o que é insuficiente para lhes suportar um Governo e para lhes viabilizar essas medidas gravosas para o país como as que aprovavam na legislatura anterior. Perderam a maioria que tinham na Assembleia da República e as forças políticas que se comprometeram, perante os eleitores, com a mudança de políticas têm hoje a maioria de deputados. Por mais que o PSD, o CDS e o Presidente da República não se conformem, essa foi a vontade dos eleitores.

O Presidente da República já sabia tudo isto quando nomeou o líder do PSD como Primeiro Ministro e quando deu posse ao Governo PSD/CDS, e sabia que o Governo cairia aquando da aprovação de moções de rejeição ao seu programa, e sabia, por consequência, que estava a arrastar uma decisão de governação para o país que se impunha e impõe como urgente. O facto é que o arrastar da situação potencia um clima de instabilidade, que é o Presidente da República que está a construir de uma forma incompreensível. O que é um facto é que já lá vão mais de 40 dias desde o ato eleitoral que chumbou a maioria de deputados do PSD e do CDS, e já lá vai mais de uma semana desde o chumbo parlamentar do Governo PSD/CDS, traduzindo a decisão eleitoral dos portugueses quando elegeram os 230 deputados para a Assembleia da República, de onde resultou uma nova correlação de forças e a oportunidade de mudança política no país.

Os Verdes reafirmam que face à composição parlamentar decorrente dos resultados eleitorais e face à representatividade das forças políticas com assento parlamentar, estão criadas as condições para se formar um Governo da iniciativa do PS e para se gerar e gerir uma solução de governabilidade de forma duradoura e sustentável, com políticas que promovam melhores condições de vida aos portugueses e que desbloqueiem as potencialidades de desenvolvimento e de criação de riqueza do país, numa dimensão de sustentabilidade que agregue as componentes ambiental, social e económica do desenvolvimento. Acresce, ainda, que foram estabelecidas posições comuns quer pelo PEV, quer pelo PCP, quer pelo BE com o PS, que traduzem uma visão alargada à XIII legislatura e refletem convergências parlamentares encontradas para os objetivos e questões urgentes e emergentes, para gerar uma mudança política que traga esperança ao país e às suas gentes.

A Constituição da República Portuguesa não determina que o Primeiro Ministro, e respetivo Governo, sairá do gosto pessoal e político do Presidente da República, mas sim que o Primeiro Ministro será nomeado pelo Presidente da República tendo em conta os resultados eleitorais e ouvidos os partidos políticos com representação parlamentar. Os resultados eleitorais determinaram a perda da maioria de deputados do PSD e do CDS e criaram as condições para uma alternativa de governabilidade que o presidente da República não pode, em qualquer circunstância, ignorar ou relativizar.

Nesse sentido, qualquer opção pela manutenção de um Governo de gestão, por parte do Presidente da República, não poderia deixar de ser interpretada de três formas cumulativas: (i) como mais um amparo ao PSD e ao CDS e às suas políticas, rejeitadas pelos portugueses, (ii) como um ato de retaliação em relação aos portugueses que fizeram escolhas nas eleições e que determinaram uma maioria de deputados no parlamento dispostos a promover uma mudança política, (iii) como uma decisão que determinaria uma paragem oficial do país, sem margem de manobra para tomar decisões, e criando uma crise política e institucional que não teria qualquer razão de existir.

Face a tudo o que ficou referido, o Senhor Presidente da República não tem outra alternativa de decisão que não a de um Governo da iniciativa do PS, sustentada nos resultados eleitorais e na disponibilidade dos diversos partidos políticos com representação parlamentar, os quais voltará a ouvir. E nada mais do que isso. Tudo o que for para além disso, como exigências de pressupostos e até de políticas a prosseguir, extravasará o papel atribuído ao Presidente da República, na medida em que estão criadas as condições para o regular funcionamento das instituições.

Pela parte dos Verdes, estamos aqui para contribuir para medidas e políticas que promovam melhores condições de vida no presente e no futuro aos tantos desempregados, aos tantos emigrados, aos tantos precários, aos tantos despejados, criados por opções políticas absolutamente insensíveis. Estamos aqui para contribuir para construir políticas diferentes que acreditem nas pessoas, que não as usem em favor dos grandes interesses económicos e financeiros, que dignifiquem a nossa sociedade, que gerem sempre melhores padrões ambientais e modos de vida compatíveis com o uso sustentável dos nossos recursos. Estes são alguns compromissos estruturantes e programáticos dos Verdes que materializaremos em muitas propostas e soluções durante a legislatura, aqui na Assembleia da República.



publicado por Carlos Gomes às 19:17
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2015
PARTIDO “OS VERDES” AVALIA RESULTADOS ELEITORAIS

A Comissão Executiva Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”, analisando os resultados eleitorais de ontem, procedeu à seguinte avaliação:

1- A coligação PSD-CDS reduziu expressivamente o número de votos e de mandatos para a Assembleia da República, apesar de ser a força mais votada, perdendo a maioria absoluta que detinha na passada legislatura. Nesse sentido, é de concluir que a maioria dos eleitores que expressaram o seu voto entendeu não dar apoio à política que vinha a ser prosseguida pelo anterior Governo e maioria parlamentar. Assim, Os Verdes entendem que o próximo Governo que venha a ser constituído deverá ter em conta esta determinação e vontade dos Portugueses.

2- A CDU, apesar da forte discriminação por parte dos grandes órgãos de comunicação social, cresceu em número de votos e de mandatos (mais um deputado), demonstrando uma tendência de crescimento consolidado desde 2002, que em tudo se deve à coerência do trabalho realizado, bem como a um efetivo contacto muito direto com as populações, cujas vozes, interesses e necessidades procuramos transportar, com grande dedicação, para a dimensão parlamentar, denunciando, alertando, propondo e trabalhando respostas necessárias. Nesse sentido, é fundamental valorizar o trabalho dos membros do PEV, do PCP, da ID e dos muitos independentes que foram incansáveis e deram corpo à campanha ímpar que a CDU protagonizou, numa grande demonstração de participação democrática por todo o país - uma campanha muito ligada à realidade do nosso povo e território, aos dramas e aos seus problemas sociais, uma campanha muito atenta e muito focada na cada vez maior degradação ambiental e na perda de qualidade de vida das nossas cidades e zonas rurais

3- No quadro da CDU, o Partido Ecologista Os Verdes elegeu dois deputados, José Luís Ferreira por Lisboa e Heloísa Apolónia por Setúbal, constituindo assim o seu Grupo Parlamentar. Os Verdes continuarão um trabalho de grande seriedade no parlamento, com muita determinação, em grande coerência com tudo aquilo a que nos comprometemos durante a campanha eleitoral. Seremos uma presença ecologista dando voz aos problemas ambientais do país, do ordenamento do território, da cultura, aos problemas sociais. Nesse sentido, o PEV, assim que se iniciar a nova legislatura, apresentará um primeiro pacote de iniciativas legislativas que oportunamente será divulgado.

4- Os Verdes manifestam a sua preocupação pela elevada abstenção que se fez sentir nestas eleições, à qual não é certamente alheio, entre outros fatores, o elevadíssimo índice de emigração de portugueses que buscaram no estrangeiro o que lhes foi negado pelas políticas de degradação social e económica em Portugal.

O Partido Ecologista “Os Verdes”



publicado por Carlos Gomes às 20:13
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2015
SECA E DESERTIFICAÇÃO AMEAÇAM PORTUGAL

17 de Junho - Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação. É urgente a inversão das políticas atuais

No Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação, que se assinala hoje, o Partido Ecologista Os Verdes manifesta a sua profunda preocupação com o alastramento da desertificação em Portugal, nomeadamente nas regiões interiores e sobretudo a sul do país.

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A perda de solos férteis e a perda de biodiversidade, são fenómenos muito preocupantes e que poderão ter consequências dramáticas e irremediáveis para a nossa qualidade de vida e até para a nossa sobrevivência se não forem imediatamente travadas as suas causas. Para o Partido Ecologista Os Verdes, estas causas residem não só nas incidências das alterações climáticas, nomeadamente na região sul do país, mas, essencialmente, no despovoamento acelerado que levou ao abandono da terra, nas práticas agro-florestais intensivas e desadaptadas das nossas condições afro-climáticas, nomeadamente a eucaliptização intensiva que se tem expandido por todo o país e, ainda, numa gestão errada dos recursos hídricos que não tem garantido os caudais ecológicos fundamentais para a preservação dos ecossistemas nos nossos rios.

Para “Os Verdes”, o despovoamento que está a assolar o país, devido às políticas de austeridade que têm vindo a ser impostas por este Governo em conjunto com a troika, e que tem levado milhares de cidadãos à emigração forçada, nomeadamente das regiões interiores do país, ainda agrava mais esta situação.

Por tudo isto, Os Verdes consideram que, para contrariar estar desertificação, é fundamental: por fim à austeridade, o que passa pela renegociação da dívida; apoiar a agricultura familiar por forma a contribuir para repovoar as zonas interiores do país; travar o encerramento de serviços públicos; por fim ao incentivo e às ajudas a práticas agrícolas e florestais de monocultura intensiva, nomeadamente o eucalipto e o olival intensivo; rever ao cordo luso-espanhol por forma a garantir os caudais ecológicos necessários nos rios internacionais e abandonar definitivamente o Programa Nacional de Barragens Hidroelétricas.

O Partido Ecologista Os Verdes



publicado por Carlos Gomes às 20:07
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2015
PARTIDO “OS VERDES” REÚNE CONVENÇÃO EM LISBOA E ELEGE NOVA DIREÇÃO

Decorreu nos passados 29 e 30 de maio, no Fórum Lisboa, a 13ª Convenção do Partido Ecologista Os Verdes, este que é o órgão máximo dos Ecologistas, onde se fez uma profunda análise da ação e atividade, debateu-se estratégia e elegeram-se os novos órgão dirigentes do Partido.

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Os cerca de 200 delegados, reunidos entre sexta à noite e sábado o dia todo, apresentaram moções, fizeram balanços e trouxeram as suas realidades para um congresso dinâmico e fortemente participado.

Manuela Cunha, na intervenção de abertura, fez uma exaustiva análise da atividade do Partido, nas suas várias vertentes, desde a última convenção:

“Fizemos uma forte oposição, denunciando e condenando, mas também defendendo e apresentando medidas e propostas alternativas. Foram apresentados cerca de duas centenas de Projetos de Lei, de Deliberação e de Resolução, sobre temas, laborais, sociais, ambientais (o Tua, o amianto, os OGM’s, entre outros), culturais (destaco a Resolução, aprovada por unanimidade sobre Classificação das levadas da Madeira) e ainda relativos a matérias relacionadas com aspirações dos cidadãos como, por exemplo, o direito de adoção por casais homossexuais;

Um trabalho exaustivo ao qual os nossos dois companheiros deputados dão expressão, com muita dedicação e generosidade pessoal. Um trabalho que, é verdade, nunca seria tão rico, tão completo e diversificado, tão conhecedor das realidades locais, se não fosse a colaboração, a ligação que é feita no terreno às populações e aos problemas, pelos ativistas e dirigentes de Os Verdes.”

 

A aticonvencao_verdes06vidade dos coletivos regionais do PEV foi intensa, com a realização de diversas campanhas e ações diretas de contacto com as populações e os seus problemas, onde as Jornadas Ecologistas e os 5 atos eleitorais que ocorreram desde 2012, tiveram lugar de destaque.

No debate em torno da Moção Global de Acção Política, Heloísa Apolónia vincou bem a estratégia política do Partido, a forte crítica às políticas de austeridade e a urgente necessidade de encontrar respostas ecologistas:

“Prosseguiremos numa busca incansável de soluções justas e viáveis e na apresentação competente e responsável de respostas ecologistas para o país, para a Europa e para o mundo, num compromisso com a Natureza, base de todas as formas de vida e das atividades humanas, e sempre com lealdade ao povo.”

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Foram apresentadas pelos delegados mais de 2 dezenas de moções sectoriais que enriqueceram não só o debate como a estratégia de ação política complementar à Moção estratégica.

Por sufrágio secreto elegeu-se o novo Conselho Nacional, com uma renovação de 30% e com 46% de mulheres.

Antes da intervenção de encerramento, a cargo do dirigente e deputado José Luís Ferreira, teve lugar uma digna e emocionante homenagem ao Cante Alentejano, onde atuaram os jovens do grupo de coral Os Mainantes, de Pias.

No encerramento, José Luís Ferreira valorizou fortemente o empenho dos Verdes em constituir a alternativa e a forte necessidade de “…interromper este ciclo de políticas que ao longo de quase quatro décadas têm vindo a comandar os nossos destinos coletivos e cujos resultados são hoje, mais do que nunca, visíveis…”

“Ficou (…) bem visível a natureza alternativa do Partido Ecologista “Os Verdes”, um projeto de intervenção e de transformação da sociedade e absolutamente fundamental para as soluções que o País e os portugueses precisam”.

Um projeto democrático, construído pela participação e envolvimento dos seus membros e dos seus coletivos, com um propósito comum: a procura incansável de estabelecer uma relação de harmonia entre o Homem e a natureza, o que só é possível, sabemo-lo, com justiça social.”

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A Convenção contou com a presença de inúmeros convidados abrangendo diferentes partidos políticos, dos movimentos sociais e de utentes, dos movimentos sindicais, incluindo o Secretário-geral da CGTP-in e de diversos representantes da sociedade.

A 13ª Convenção contou também com a presença de uma delegação do partido verde de Espanha, Equo. Ainda, a presença da Secretária Geral do Partido Verde Europeu, Mar Garcia, que acompanhou todos os trabalhos constituiu, indubitavelmente, uma grande honra e contribuiu para valorizar e dignificar ainda mais este grande evento da vida dos Verdes e dos Ecologistas em Portugal.

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publicado por Carlos Gomes às 21:16
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2015
PARTIDO “OS VERDES” REÚNE EM LISBOA CONVENÇÃO NACIONAL

13ª Convenção do Partido Ecologista “Os Verdes”, hoje e amanhã no Fórum Lisboa

Realiza-se hoje e amanhã, dias 29 e 30 de Maio, em Lisboa (Fórum Lisboa) a 13ª Convenção do Partido Ecologista Os Verdes.

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Esta 13ª Convenção do PEV decorre num momento particularmente importante da vida política nacional, onde a construção, tão necessária, de uma alternativa em Portugal não pode dispensar o contributo deste projeto ecologista com 32 anos de lutas e conquistas consolidadas. Daí, Os Verdes terem adotado para lema da sua Convenção “Respostas Ecologistas – Juntos Conseguimos!”.

Os trabalhos começarão hoje, sexta-feira, dia 29 de Maio, com o início da Convenção às 21.30h e a intervenção de abertura marcada para as 22.00h, proferida pela dirigente nacional Manuela Cunha, onde será feito o balanço da intervenção política do PEV nos últimos 3 anos. No sábado, 30 de Maio, Os Verdes destacam os debates que decorrerão em torno da Moção de Ação Política – intervenção feita por Heloísa Apolónia, a partir das 10.00h - que definirá a estratégia dos Verdes para o futuro próximo, e das Moções Setoriais, sendo que a intervenção de encerramento, a cargo do dirigente José Luís Ferreira, está prevista para as 18.00h.

Antes da sessão de encerramento, realizar-se-á uma homenagem ao Cante Alentejano, património da humanidade pela UNESCO, que contará com a presença do Grupo Coral “Os Mainantes de Pias”.

29 de maio – Sexta-Feira

20:00h - Receção dos Delegados, Participantes e Convidados

21:30h - Início dos Trabalhos, Saudação de Boas Vindas, Eleição das Mesas da Convenção

21:45h - Aprovação do Regulamento e O.T. da Convenção, Eleição do Secretariado, Eleição da Comissão de Redação

22:00h - I. Intervenção de Abertura,

- Debate - Balanço da Intervenção e ação política do PEV entre convenções.

00:00h - Suspensão dos trabalhos

30 de maio – Sábado

9:30h – Abertura do Secretariado

10:00h - II. Apresentação, debate e votação das Moções de Ação Política e das Moções Setoriais.

11H45 - III. Abertura da Eleição dos Órgãos Nacionais.

13H00 - Pausa para almoço

15H00 - IV. Apresentação, debate e votação das Moções (continuação)

16h30 - V. Encerramento da Votação para Eleição dos Órgãos Nacionais

17H00 - VI. Sessão de Encerramento - Momento Cultural

17H30 - VII. Informação do apuramento das eleições dos órgãos

18H00 - VIII. Intervenção de Encerramento



publicado por Carlos Gomes às 14:08
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2014
DAVI KOPENAWA, O " DALAI LAMA DA FLORESTA" REAKIZA CONFERÊNCIA EM LISBOA

No dia 16 de maio, sexta-feira, o MASE (Museu de Arte Sacra e Etnologia), dos Missionários da Consolata, em Fátima, irá realizar o seu terceiro Jantar-Conferência que decorrerá no Hotel PAX.

«Ecologia e Espiritualidade Yanomami» é o título da conferência que Davi Kopenawa, o líder indígena brasileiro mais respeitado a nível internacional, irá proferir. A visita resulta do convite efetuado pelos Missionários da Consolata para vir a Portugal falar de ecologia e espiritualidade, tendo conferências marcadas para Lisboa, Vila Real, Braga, Porto e Fátima.

O evento terá início às 19h45 com o acolhimento, o jantar às 20h00, seguindo-se depois a conferência.

O valor por pessoa é de €20.00. Para sócios da LaMASE (Liga dos Amigos do MASE) e assinantes da Revista Fátima Missionária é de €18.00 (Jantar e conferência).

Informações e Reservas através do telefone 249 539 470 ou do e.mail museuartesacra@consolata.pt.

Também se poderão fazer reservas online acedendo ao blogue do MASE http://masefatima.blogspot.com. Reservas até ao dia 14 de maio.

Sinopse

«O que tenho a dizer é muito importante, não só para os índios ou para os portugueses, mas para todos. A espiritualidade é das montanhas, das serras, da floresta; aí vivem espíritos que o meu povo conhece há muito tempo e que chama para cuidar da saúde. É assim que eu entendo e o que posso explicar. O espírito ajuda a curar, a espantar maldades. Ajuda a curar uma pessoa e também o mundo, quando está querendo deitar lágrimas. Quando chove muito, nós, pajés [curandeiros], chamamos o espírito da montanha, para que ele possa acalmar o mundo. Isso acontece quando o mundo está revoltado com a ameaça e a destruição. O que nós conhecemos é muito importante para que as pessoas possam entender e ter respeito pela terra. Nós, Yanomami, sabemos cuidar dela. Somos diferentes. » David Kopenawa

(in FÁTIMA MISSIONÁRIA, n.º 5 Maio 2014 p. 14)

Davi Kopenawa vive na região da Serra do Demini, onde nasceu, no estado de Roraima (Brasil), perto da fronteira com a Venezuela. Viu morrerem pai, avós, tios e praticamente toda a família de doenças contraídas após o contacto com não indígenas. Foi o principal responsável pela demarcação da terra Yanomami, que ocupa uma área maior do que Portugal e foi oficializada por Fernando Collor de Melo, em 1992. Já discursou nas Nações Unidas e em vários fóruns internacionais. Em 1988, recebeu o prémio Global 500 Award da ONU e no ano seguinte foi distinguido com o Right Livelihood Award, considerado o prémio Nobel alternativo. O seu empenho na luta pela defesa do meio ambiente e dos povos indígenas valeu-lhe a alcunha de “Dalai Lama” da floresta.



publicado por Carlos Gomes às 11:01
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