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Quarta-feira, 9 de Maio de 2018
FAROL DO CABO DA ROCA ABRE AO PÚBLICO PARA COMEMORAR DIA DA MARINHA

O Farol do Cabo da Roca, no concelho de Sintra, vai abrir ao público entre os dias 12 e 20 de Maio, no âmbito das comemorações do Dia da Marinha, anunciou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Farol do Cabo da Roca (59)

“Os faróis abrem as portas de forma gratuita para que todos os visitantes tenham a oportunidade de viver esta experiência e conhecer a sua importância na salvaguarda da navegação”, refere o comunicado.

Criado por Alvará do Marquês de Pombal em 1758, o Farol do Cabo da Roca encontra-se em funcionamento desde 1772 e situa-se na ponta mais ocidental do continente europeu, a uma altitude de 165 metros acima no nível do mar, tendo a sua luz um alcance de cerca de 48 quilómetros.

Farol do Cabo da Roca

Farol do Cabo da Roca (31)

Farol do Cabo da Roca (14)

Farol do Cabo da Roca (22)

Farol do Cabo da Roca (23)

Farol do Cabo da Roca (38)

Farol do Cabo da Roca (2)

Farol do Cabo da Roca (26)



publicado por Carlos Gomes às 11:03
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Sábado, 19 de Abril de 2014
FAROL DO CABO DA ROCA É SENTINELA DO MAR!

Desde tempos imemoriais, a luta pela sobrevivência levou o Homem a trocar a terra firme pelo ambiente hostil do mar, aventurando-se na imensidão desconhecida – o mar é tão rico em alimento como é em perigos.

Farol do Cabo da Roca

Disse o sábio grego Platão que “há três espécies de homens: os mortos, os vivos e os que andam no mar”. Com efeito, em relação a estes nunca se sabe realmente o seu destino, tais são os perigos que enfrentam.

È costume frequente, nas povoas de pescadores, as mulheres vestirem-se permanentemente de luto pois existe quase sempre um familiar próximo que não regressou da campanha junto com os seus camaradas: quando não foi o pai, terá sido um irmão, o marido ou o próprio filho. Na praia, elas aguardam ansiosas pelo seu regresso. E, quando o mar se revolta e sobre ele um manto de nevoeiro cai, a sereia por eles chama e a vila se agita num alvoroço carregado de angústia. O pescador arrisca a vida para do mar trazer o parco sustento da família – o lucro vai direitinho para os intermediários e para os luxuosos estabelecimentos hoteleiros onde o servem a preços impraticáveis. E, no entanto, quanto custará a vida de um ser humano?

Farol do Cabo da Roca (31)

Por vezes, em dia de temporal, é à entrada da barra que a tragédia o aguarda, virando a embarcação ou espatifando-se contra o molhe. Que o digam os pescadores das Caxinas que acaba de se vestir de luto. Como disse o poeta:

                                         Ó mar salgado, quanto do teu sal

                                         São lágrimas de Portugal!

                                         Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

                                         Quantos filhos em vão rezaram!

                                         Quantas noivas ficaram por casar

                                         Para que fosses nosso, ó mar!

Mas, quando regressavam de noite escura, avistavam geralmente ao longe uma sentinela vigilante que, protetora, os aguardava e conduzia até alcançar a costa. Era uma luz cintilante que baloiçava, transportado pelas mãos de alguém que surgia como um anjo a indicar o local onde podiam, enfim, ancorar. Essa luz era um farol que indicava a existência de terra firme e o navegante apenas tinha de seguir no seu enfiamento.

Os faróis cuja designação provêm do termo grego Faros, em alusão à ilha próxima de Alexandria, onde foi erguido o famoso farol de Alexandria, eram inicialmente constituídos por meras fogueiras ou luzes de azeite destinados a avisar os navegadores da aproximação de terra ou outros perigos para a navegação. Desde então, a sua evolução não mais se deteve, tendo dado origem a modernos equipamentos eletrónicos dotados de curiosos sistemas de ótica, instalados em edifícios que, regra geral, constituem interessantes obras de arquitetura e se erguem nos sítios mais surpreendentes.

Farol do Cabo da Roca (59)

Foram estes equipamentos sempre de grande utilidade para os pescadores e navegadores em geral. À entrada da barra, as luzes verde e vermelha indicam-lhes respetivamente o bombordo e o estibordo da embarcação, noções de orientação criadas pelos portugueses durante as navegações que fizeram ao longo da costa africana e que entretanto se universalizaram.

Desde 1924, o funcionamento e manutenção dos faróis é da responsabilidade da Direção de Faróis, um órgão da Marinha que se dedica nomeadamente à operação e manutenção das ajudas à navegação. Porém, o aparecimento de novas tecnologias tem levado a que os faróis se tornem espaços museológicos com grande interesse sobretudo para os mais jovens, uma vez que constituem magníficas peças de ótica e relojoaria. Para além de constituírem um espaço de memória de especial significado para as comunidades piscatórias e que deve ser preservado, pois os faróis foram desde sempre “sentinelas do mar” a vigiar pela segurança dos pescadores e dos navegantes em geral!

Farol do Cabo da Roca (14)

Farol do Cabo da Roca (22)

Farol do Cabo da Roca (23)

Farol do Cabo da Roca (38)

Farol do Cabo da Roca (2)

Farol do Cabo da Roca (26)



publicado por Carlos Gomes às 00:19
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