As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram.
— Os Lusíadas, Canto I, estrofe 1
MARINHA PORTUGUESA COMEMORA 700 ANOS DE EXISTÊNCIA COM DESFILE NAVAL E PARADA MILITAR EM LISBOA
Perto de meia centena de navios nacionais e estrangeiros participam hoje no rio Tejo nas comemorações dos 700 anos da Marinha Portuguesa
O rio Tejo de onde há mais de quinhentos anos partiram as caravelas e naus portuguesas que, parafraseando o imortal poeta Luís Vaz de Camões, “Novos mundos ao mundo irão mostrando”, serviu hoje de cenário a um acontecimento de com uma grandiosidade jamais vista na cidade de Lisboa. Perto de meia centena de navios de guerra, nacionais e estrangeiros, perfilaram-se perante a cidade das sete colinas para celebrar o 700º aniversário da Marinha Portuguesa.

Defronte, na Praça do Comércio – local que antes do Terramoto de 1755 fora o Terreiro do Paço – os marinheiros de Portugal formaram em parada e desfilaram perante o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas e à vista do arco triunfal onde a Glória coroa o Génio e o Valor e se inscreve a divisa “VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS COCVMENTO PPD”*
Por seu turno, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante António Silva Ribeiro, evocou o passado glorioso da Marinha Portuguesa, enaltecendo as virtudes militares e o espírito de servir que a todos irmana no cumprimento do dever.

Passam 700 desde a data da criação formal da Marinha Portuguesa. Em 1 de Fevereiro de 1317, celebrava o Rei D. Dinis com o genovês Manuel Pessanha, um contrato de vassalagem, tendo este sido nomeado por Diploma Régio o primeiro Almirante do Reino de Portugal, conferindo a partir de então à Armada Portuguesa um carácter permanente.
Não obstante o simbolismo da data, a Marinha Portuguesa possui origens bem mais remotas, sendo de acordo com uma bula papal considerado o ramo das Forças Armadas mais antigo do mundo. Regista-se nos anais da História de Portugal, regista-se a batalha travada com êxito em 1180, ao largo do Cabo Espichel, comandada por D. Fuas Roupinho, contra uma esquadra muçulmana. A referida batalha ocorreu ao tempo do reinado de D. Afonso Henriques. Mas, foi o Rei D. Dinis quem decidiu conferir à Marinha Real o carácter de organização permanente que mantém até aos nossos dias.

À Marinha se deve ainda as navegações quinhentistas e à expansão marítima que lhe sucedeu, estendendo o seu domínio a todos os mares, desde o Oceano Atlântico ao Pacífico, unindo os cinco continentes sob a égide da Cruz da Ordem de Cristo.
Entre as suas maiores glórias conta-se a Batalha do Cabo Matapão, travada em 1717 contra a poderosa esquadra turca que no Mediterrâneo ameaçava o sul da Europa. A sua função foi adaptando-se às mudanças dos tempos e cumpre actualmente importantes missões no domínio internacional e também na salvaguarda da nossa soberania no mar.

Conta uma velha lenda que Lisboa terá sido fundada pelo herói grego Ulisses (Odisseu) que a baptizou com o seu próprio nome, o qual viria mais tarde com a presença romana a ser corrompido para Olissipona. Para tal, iludira a rainha de Ofiusa – a terra de Serpentes como mitologicamente era conhecido o local – fingindo levar-se pelos seus encantos. Uma vez cumprida a tarefa, Ulisses partira logo que os navios estavam abastecidos e a marinhagem repousada, deixando atrás de si a rainha de Ofiusa que, desesperadamente, procurava alcançá-lo até ao mar e, serpenteando, dera origem à formação das colinas da cidade.
Foi, pois, nesta vetusta cidade de tão antigos e nobres pergaminhos que Portugal fez nascer a mais antiga Marinha do mundo, a qual hoje desfilou na sua melhor sala de visitas – o Terreiro do Paço – banhada pelas águas do rio Tejo que em tempos idos viu partir com as velas enfunadas, as naus que levaram a Cruz de Cristo às cinco partidas do mundo.
* “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”.

Carta Régia do Rei D. Dinis, de 1 de Fevereiro de 1313, nomeando Manuel Pessanha como primeiro Almirante do Reino
































Mais de duas dezenas de bandas filarmónicas provenientes de todo o país desfilaram ontem em Lisboa, na avenida da Liberdade, no âmbito das comemorações do 1º de Dezembro, Dia da Restauração da Independência Nacional em 1640. No final, sob a batuta do maestro da Banda da Armada, exutaram em uníssono o Hino da Maria da Fonte, o Hino da Restauração e a Portugueza ou seja, o Hino Nacional.

Tratou-se de uma grandiosa jornada cívica e patriótica e também cultural que lembrou a História e o espírito de união e liberdade dos portugueses cuja celebração fez todo o sentido com a participação da Banda da Armada, unidade cultural da Marinha Portuguesa que agora comemora 700 anos de existência.
Herdeira de gloriosas tradições, a Banda dos Marinheiros da Armada gravou em 1903 o primeiro disco produzido em Portugal.
Conforme é descrito no seu site oficial, “Ao longo dos mais de quinhentos anos de existência de formações musicais na Armada, estas sofreram inúmeras alterações, desde a designação ao número de elementos que as constituíram, tornando a enumeração praticamente impossível.
Na realidade, as fontes históricas só são razoavelmente seguras, sobre esta matéria, a partir da primeira metade do século XVIII, e indicam que em agosto de 1740 existia na Armada Real uma banda intitulada "Charamela".
A 3 de abril de 1903 a Banda dos Marinheiros da Armada grava, no Quartel do Corpo de Marinheiros, em Alcântara, aquele que é considerado o primeiro disco produzido em Portugal, um documento histórico e fonográfico raríssimo. A capa contém o selo real e a inscrição "Oferta do Maestro António Maria Chéu ao rei D. Carlos". A gravação, efetuada pela The Gramophone and Typewriter Ltd., de Londres, pretendia comemorar a visita de Eduardo VII de Inglaterra a Portugal.
Presentemente a Banda conta com 113 músicos, muitos dos quais com formação superior e com uma média etária de 33 anos. Fruto do esforço de renovação e dinamização levado a cabo nos últimos anos, os resultados refletem-se na grande visibilidade nacional e internacional das suas atuações ao vivo e na constante gravação e edição de discos compactos.
Na realidade, ao longo dos tempos têm pertencido e continuam a despontar na Banda da Armada, vários compositores de reconhecido mérito, e alguns dos melhores instrumentistas portugueses.”
Perante a sua marcha disciplinada e a empolgante execução da marcha dos marinheiros, a Banda da Armada foi muito aplaudida pelos populares que assisitiam ao seu desfile ao longo de todo o percurso até à Praça dos Restauradores. Uma grande jornada patriótica que, sem dúvida alguma, a Banda da Armada muito contribuiu para o seu brilhantismo!
Texto e fotos: Manuel Santos







Grande Guerra 1914-1918
Nos cem anos da constituição dos Serviços de Aviação do Corpo Expedicionário Português, da ativação do Centro de Aviação Marítima de Lisboa e da projeção da Esquadrilha Expedicionária a Moçambique, evoca-se a criação da componente aérea nacional através de uma exposição temporária que retrata a ação da Aeronáutica Naval e Militar durante a Grande Guerra.
Apresente exposição insere-se na programação da Comissão Coordenadora da Evocação da I Guerra Mundial, sob coordenação da Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea e com a colaboração da Comissão Cultural de Marinha, Comissão de História e Cultura Militar e da Liga dos Combatentes.
Localização: Museu de Marinha | Pavilhão das Galeotas | Praça do Império - Belém, 1400-206 Lisboa
Horários:
todos os dias das 10H00 às 18H ( Horário de Verão – 1 MAI A 30 SET)
todos os dias das 10H00 às 17H ( Horário de Inverno – 1 OUT A 30 ABR)
Data:
28 de Julho a 12 de Outubro de 2017
O Dia do Livro Português foi criado pela Sociedade Portuguesa de Autores, para destacar a importância do livro e da língua portuguesa ao nível mundial. Foi definido o dia 26 de março, por ter sido neste dia que, em 1487, foi impresso o primeiro livro em Portugal, o “Pentateuco”, escrito em hebraico.
Associando-se a este dia, a AMN lançou no passado dia 20 de março, o livro “Polícia Marítima – Proteger Portugal no mar”. Com este livro pretende a Autoridade Marítima Nacional assinalar o passado histórico e as atividades da Polícia Marítima ao longo dos tempos, registando o seu valioso contributo ao serviço dos portugueses e do País.
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Render da Guarda no Palácio Nacional de Belém é já uma das cerimónias militares mais famosas a nível mundial
Teve hoje lugar mais uma espetacular cerimónia de Rendição Solene da Guarda no Palácio Nacional de Belém, em Lisboa. a Charanga a Cavalo do Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana ofereceu uma vez mais um magnífico espetáculo militar e equestre que constitui uma das grandes atrações turísticas da capital do país, atraindo à zona histórica de Belém milhares de cidadãos nacionais e estrangeiros. Estas cerimónias ocorrem invariavelmente nos terceiros domingos de cada mês e é seguida de uma atuação no relvado do Jardim Vieira Portuense igualmente em Belém. A Rendição Solene da Guarda no Palácio Nacional de Belém, em Lisboa, é já uma das mais afamadas cerimónias militares do género que ocorrem em todo o mundo, a par das cerimónias congéneres que têm lugar do Reino Unido e na Dinamarca.
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De acordo com a informação disponibilizada pela Guarda Nacional Republicana nas redes sociais, “Corria o Ano de l942, o Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana mantinha o seu efectivo honorífico disperso pelos diversos Esquadrões. Havia necessidade de tirar rendimento da componente artística dos valorosos “MOCAS” (alcunha dada aos Clarins) para que o seu Regimento pudesse apresentar algo diferente e com referência em paradas militares.
Era Mestre Clarim o Sargento Tomé que com todas as dificuldades da época reunia na sede periodicamente todos os Clarins dispersos pelos vários Esquadrões para a instrução possível. Viria mais tarde a ser auxiliado pelo 1º Sargento Viegas da Banda de Musica. Foram introduzidos os primeiros clarins graves e mandaram-se fazer os primeiros timbales na Fundição de Oeiras.
Nasceu assim a CHARANGA A CAVALO DO REGIMENTO DE CAVALARIA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA, única no mundo a executar nos três andamentos do cavalo, passo, trote e galope, marchas militares e trechos de música ligeira. Era composta por 28 executantes sob a Chefia do Sargento Mestre Clarim. Montava cavalos russos, com excepção do Mestre que montava um malhado. Mais tarde houve a preocupação de dotar os Timbaleiros e Fila Guias também de cavalos malhados, situação que se manteve até a alguns anos atrás, mas que actualmente é impossível de sustentar, devido à falta destes exemplares.
A CHARANGA teve o seu primeiro momento alto em 1957 aquando da visita a Portugal de Sua Majestade a Rainha Isabel II, já sob a chefia do 1º Sargento Marques que foi o grande impulsionador e primeiro MESTRE DA CHARANGA.
Actualmente com a reestruturação da Guarda Nacional Republicana, integra a UNIDADE DE SEGURANÇA E HONRAS DE ESTADO e está sedeada no 3º Esquadrão em Braço de Prata, de cuja fileira são escolhidos os cavalos mais dóceis para as suas exibições, onde utiliza instrumentos de sopro (Cornetins, Trompetes, Fliscornes, Bombardinos e Contra-Baixos) e de percussão (Tímpanos). Neste momento é constituída por 25 elementos que alem de serem bons instrumentistas, tem que ser forçosamente bons cavaleiros.
O vasto reportório da Charanga muitas vezes adaptado à especificidade de cada actuação, é em grande parte trabalhado pelos próprios executantes que fazem os arranjos e adaptações necessárias às características dos instrumentos, do grupo e ao andamento do cavalo.
Integrada em paradas militares ou actuando isoladamente, é um espectáculo ímpar ver a Charanga com os seus cavalos cuidadosamente entrançados, garupas enxadrezadas e cascos e ferraduras pintadas, aparelhados com arreios ornamentados com xabraques vermelhos e dourados, garbosamente montados por cavaleiros impecavelmente fardados, com calção branco e dólmen azul contrastando com o capacete de penacho ao vento e o dourado dos seus instrumentos.
Alem de muitas outras actuações, destacam-se as seguintes:
Para além destas participações, apresenta-se muitas vezes em território Nacional, quer em Festivais, quer em paradas Militares, sendo ainda bastante requisitada para procissões de carácter religioso nos mais recônditos locais do Território Nacional emprestando a estas cerimónias um sentimento de pompa e emoção colectiva, como aconteceu quando escoltou a Imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Estádio Nacional para a realização do Terço Vivo.”
Fotos: Manuel Santos
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Realiza-se no próximo dia 19 de Fevereiro mais uma espetacular cerimónia de Rendição Solene da Guarda no Palácio Nacional de Belém, em Lisboa. A partir das 11 horas da manhã, a Charanga a Cavalo do Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana oferece um magnífico espetáculo militar e equestre que constitui uma das grandes atrações turísticas da capital, levando nesse dia milhares de cidadãos nacionais e estrangeiros à Praça Afonso de Albuquerque. Estas cerimónias ocorrem invariavelmente nos terceiros domingos de cada mês e é seguida de uma atuação no relvado do Jardim Vieira Portuense igualmente em Belém.
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De acordo com a informação disponibilizada pela Guarda Nacional Republicana nas redes sociais, “Corria o Ano de l942, o Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana mantinha o seu efectivo honorífico disperso pelos diversos Esquadrões. Havia necessidade de tirar rendimento da componente artística dos valorosos “MOCAS” (alcunha dada aos Clarins) para que o seu Regimento pudesse apresentar algo diferente e com referência em paradas militares.
Era Mestre Clarim o Sargento Tomé que com todas as dificuldades da época reunia na sede periodicamente todos os Clarins dispersos pelos vários Esquadrões para a instrução possível. Viria mais tarde a ser auxiliado pelo 1º Sargento Viegas da Banda de Musica. Foram introduzidos os primeiros clarins graves e mandaram-se fazer os primeiros timbales na Fundição de Oeiras.
Nasceu assim a CHARANGA A CAVALO DO REGIMENTO DE CAVALARIA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA, única no mundo a executar nos três andamentos do cavalo, passo, trote e galope, marchas militares e trechos de música ligeira. Era composta por 28 executantes sob a Chefia do Sargento Mestre Clarim. Montava cavalos russos, com excepção do Mestre que montava um malhado. Mais tarde houve a preocupação de dotar os Timbaleiros e Fila Guias também de cavalos malhados, situação que se manteve até a alguns anos atrás, mas que actualmente é impossível de sustentar, devido à falta destes exemplares.
A CHARANGA teve o seu primeiro momento alto em 1957 aquando da visita a Portugal de Sua Majestade a Rainha Isabel II, já sob a chefia do 1º Sargento Marques que foi o grande impulsionador e primeiro MESTRE DA CHARANGA.
Actualmente com a reestruturação da Guarda Nacional Republicana, integra a UNIDADE DE SEGURANÇA E HONRAS DE ESTADO e está sedeada no 3º Esquadrão em Braço de Prata, de cuja fileira são escolhidos os cavalos mais dóceis para as suas exibições, onde utiliza instrumentos de sopro (Cornetins, Trompetes, Fliscornes, Bombardinos e Contra-Baixos) e de percussão (Tímpanos). Neste momento é constituída por 25 elementos que alem de serem bons instrumentistas, tem que ser forçosamente bons cavaleiros.
O vasto reportório da Charanga muitas vezes adaptado à especificidade de cada actuação, é em grande parte trabalhado pelos próprios executantes que fazem os arranjos e adaptações necessárias às características dos instrumentos, do grupo e ao andamento do cavalo.
Integrada em paradas militares ou actuando isoladamente, é um espectáculo ímpar ver a Charanga com os seus cavalos cuidadosamente entrançados, garupas enxadrezadas e cascos e ferraduras pintadas, aparelhados com arreios ornamentados com xabraques vermelhos e dourados, garbosamente montados por cavaleiros impecavelmente fardados, com calção branco e dólmen azul contrastando com o capacete de penacho ao vento e o dourado dos seus instrumentos.
Alem de muitas outras actuações, destacam-se as seguintes:
Para além destas participações, apresenta-se muitas vezes em território Nacional, quer em Festivais, quer em paradas Militares, sendo ainda bastante requisitada para procissões de carácter religioso nos mais recônditos locais do Território Nacional emprestando a estas cerimónias um sentimento de pompa e emoção colectiva, como aconteceu quando escoltou a Imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Estádio Nacional para a realização do Terço Vivo.”
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Ministro da Defesa condecora Polícia Marítima
Foi hoje comemorado pela primeira vez o Dia da Polícia Marítima. No ano passado foi por despacho do Comandante Geral da Polícia Marítima, Vice-Almirante António Silva Ribeiro, instituído o dia 13 de Setembro como o Dia da Polícia Marítima em alusão à data do diploma que, em 1919, procedeu à criação do Corpo de Polícia Marítima. Não obstante, as suas origens remontam a 1803, com competências relativas aos portos. Na ocasião, o Ministro da Defesa Nacional procedeu à entrega da medalha de Valor e Mérito Público ao Comando-geral da Polícia Marítima.
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As comemorações decorreram hoje nas Instalações Centrais da Marinha, em Lisboa, tendo sido presididas pelo Ministro da Defesa Nacional, Prof. Doutor Azeredo Lopes, e contando com a presença do Secretário de Estado da Defesa Nacional, Dr. Marcos Perestrello, do Almirante Autoridade Marítima Nacional, Almirante Luís Macieira Fragoso e do Comandante Geral da Polícia Marítima, Vice-Almirante António Silva Ribeiro.
As cerimónias incluíram uma exposição de equipamento e meios utilizados pela Polícia Marítima e o desfile das forças em presença com a actuação da Banda da Armada.
Inicialmente constituído por agentes destacados da Polícia de Investigação Criminal de Lisboa, pessoal pertencente ao Governo Civil e praças da Armada, a Polícia Marítima é “um órgão de polícia e de polícia criminal que garante, e fiscaliza, o cumprimento das leis e regulamentos nos espaços integrantes do Domínio Público Marítimo (DPM), em áreas portuárias e nos espaços balneares, bem como em todas as águas interiores sob jurisdição da AMN e demais espaços marítimos sob soberania e jurisdição nacional, devendo preservar a regularidade das actividades marítimas”, competindo-lhe ainda colaborar com as demais forças policiais com vista a garantir a segurança e os direitos dos cidadãos.
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A morte recente de dois militares comandos causou forte consternação na opinião pública e até já existe quem no meio político reclame a extinção do próprio Regimento de Comandos. Não sabemos se tal proposta se deverá aplicar de igual modo a todas as forças militares e policiais onde possa vir a ocorrer um incidente do género nem tão pouco se os respetivos autores serão as pessoas mais avalizadas para emitir uma opinião a esse respeito, apenas pelo facto de diariamente se sentarem no parlamento e deambularem pelos “Passos Perdidos”. Por esse motivo, com a devida vénia, decidimos transcrever a missão e o historial do referido Regimento de Comandos – na nossa região ainda conhecidos como os “Comandos da Amadora” apesar de há vários anos já lá não se encontrarem! – do site oficial do Exército Português.
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“O Batalhão de Comandos conduz operações de combate, de natureza eminentemente ofensiva, de forma independentemente ou em apoio de outras Forças, em condições de elevado risco de exigência. Prepara-se para cumprir outros tipos de missões do espectro das operações militares.”
“Os Comandos nasceram no Exército Português como forças especiais de contra guerrilha
A criação doas Comandos correspondeu à necessidade do Exército dispor de unidades especialmente adaptadas ao tipo de guerra que, em 1961, começou em Angola e que, depois, se estendeu à Guiné e a Moçambique
O primeiro objectivo que se pretendeu atingir foi: “…constituir uma tropa especialmente preparada para as operações de contra guerrilha…”
A história dos Comandos começou em 25 de Junho de 1962, quando em ZEMBA, no norte de Angola, foram constituídos os primeiros seis grupos de combate, daqueles que seriam os antecessores dos Comandos
Os seis grupos obtiveram excelentes resultados operacionais
Em 1963 surgiu então, pela primeira vez, a designação de COMANDOS para as tropas instruídas no Centro de Instrução 16 em QUIBALA (Angola)
Em 13 de Fevereiro de 1964, iniciou-se na NAMAACHA (Lourenço Marques) o 1º Curso de Comandos de Moçambique
1965 - Passa a funcionar em LUANDA o Centro de Instrução de Comandos, criado por decreto-lei nº 46410 de 29 de Junho 65, que formaria Companhias de Comandos durante 10 anos, com destino às Regiões Militares de Angola e Moçambique (RMA, RMM)
1966 - Em Abril, é criado em LAMEGO um novo CI, onde passam a ser formadas Companhias de Comandos para os Teatros de Operações da Guiné e de Moçambique
1969 - Em Julho, é criado em BISSAU (Guiné) o Batalhão de Comandos da Guiné, que passa a integrar todas as Companhias de Comandos em actuação no Teatro de Operações da Guiné e, simultaneamente , funciona como CI, onde são formadas e recompletadas as 1ª, 2ª e 3ª Companhia de Comandos da Guiné
04Jul74 - É criado o Batalhão de Comandos nº 11, que fica aquartelado na Amadora, onde são integradas ou formadas as Companhias de Comandos
25Nov75 – O Regimento de Comandos intervém vitoriosamente e de forma altamente meritória nos destinos político-militares de Portugal, consolidando em definitivo a democracia e a liberdade conquistada em 25 de Abril de 1974 1976 - Nos diversos Centros de Instrução e até 1976, formaram-se um total de 67 Companhias de Comandos, que souberam sempre combater com determinação e valor, em todos os Teatros de Operações
01Out93 - É extinto o Regimento de Comandos 1996 – É ministrado o 99º Curso de Comandos, no Centro de Instrução de Operações Especiais / Lamego 09Maio02 - É reactivada a Unidade de Comandos, de escalão Batalhão a 2 Companhias, sedeada no Regimento de Infantaria Nº 1 - Serra da Carregueira
16Set02 - Início do 100º Curso de Comandos.
01Jul06 – É criado o Centro de Tropas Comandos (CTCmds). Por Despacho nº 131/CEME/2006 de 26Junho, com base no Anexo ao DL nº 115/2006 (2ª série) de 16 de Junho.
31Mar08 - O CTCMDS é transferido do Quartel do Alto da Vela para o Quartel da Carregueira pela Directiva Nº12/CEME/08 de 10 de Janeiro.
31Jul15: Em cumprimento do determinado no Decreto Regulamentar n.º11/2015, o Centro de Tropas Comandos retomou a designação de Regimento de Comandos (RCmds).”
Fonte: http://www.exercito.pt/
O Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, visitou hoje a exposição que se encontra patente até amanhã no Terreiro do Paço e na Ribeira das Naus, e que se destina a mostrar ao público as capacidades e meios militares dos três ramos das Forças Armadas Portuguesas.
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Esta iniciativa inclui nomeadamente tendas de campanha, carros de combate, aeronaves, lanchas, robôs para inativação de explosivos, demonstrações com a participação de “cães de guerra” e ainda “batismos de mergulho” e a atuação da Orquestra Ligeira do Exército e de várias bandas militares.
Estas atividades são parte integrante das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas que se assinala amanhã no Terreiro do Paço com uma cerimónia militar, após a qual o Chefe de estado partirá para França a fim de presidir em Paris às comemorações oficiais do dia 10 de Junho.
A demonstração de capacidades e meios foi oficialmente inaugurada pelo chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, acompanhado pelos chefes do Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas, e pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina.
Fotos: Manuel Santos
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Inspirado no Canto V d’Os Lusíadas, o livro “A Pena e a Lança” da autoria do Vice-almirante António Silva Ribeiro é um “Ensaio sobre o pouco conhecimento e a rara celebração dos feitos militares e dos heróis nacionais”. Trata-se de uma edição de autor e é dedicada ao Professor Doutor Adriano Moreira por “no Instituto Superior naval de Guerra (ISNG), no ano lectivo de 1989-1990, ter despertado em mim o gosto pelo estudo das Humanidades”.

Fundamentando os argumentos em acontecimentos históricos da antiguidade clássica ou mais modernamente nos feitos dos portugueses celebrados através do poema épico de Os Lusíadas, constitui esta obra um estudo da maior atualidade e pertinência porquanto procura realçar a importância da História e da Literatura na celebração dos grandes feitos bélicos protagonizados pelos portugueses. E, a comprovar a validade da sua tese, dá como exemplo a forma como passaram despercebidas as comemorações recentes do 6º Centenário da tomada de Ceuta, empreendimento no entanto considerado a todos os títulos notável.
Em forma de justificação, o autor recorre ao insigne poeta Luís Vaz de Camões quando este afirma através dos seus versos “Enfim não houve forte Capitão / Que não fosse também douto e ciente”, para concluir que “não basta ser um militar valoroso, capaz de cometer façanhas bélicas invulgares”, mas que “os líderes militares precisam de ter, igualmente, instrução e sabedoria para transmitirem essas ações através da escrita, como fazem os heróis dos outros países, a quem não falta eloquência. Em sua opinião, Portugal produz gente de enorme heroísmo e grande valia bélica, mas, por ser rude e inculta, dificilmente dai da penumbra da História”.

O Vice-almirante António Silva Ribeira é natural do concelho de Pombal e possui vasta obra publicada de entre a qual salientamos “A Hidrografia nos Descobrimentos Portugueses” e a “Cartografia Naútica Portuguesa dos Séculos XV a XVII”. É um académico especializado nas áreas de Estratégia, Ciência Politica e História, lecionando e supervisionando investigações em algumas das principais Universidades e Centros de Investigação de Portugal. Tem uma extensa obra publicada, e é orador habitual em conferências sobre Assuntos Militares e Políticos, Relações Internacionais e Estratégia.
É professor catedrático convidado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, professor militar da Escola Naval e professor coordenador do Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração. O seu principal tema de investigação é o planeamento estratégico, embora se interesse por estratégia marítima, estratégia militar, política internacional, sociologia militar, história militar, história marítima e história da hidrografia.
O Vice-almirante Silva Ribeiro é membro do Grupo de Estudos e Reflexão Estratégica de Marinha, da Academia de Marinha, do Centro de Estudos do Mar, da Liga dos Combatentes, do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, do Centro Português de Geopolítica, da Comissão Portuguesa de História Militar, da Revista Militar, da Revista Nação e Defesa, da Revista Segurança e Defesa, do Clube Militar Naval, do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada, do Grupo de Amigos de Olivença, da Revista de Relações Internacionais e da Revista de Ciências Militares.

Foto: Revista da Armada
A Banda de Música da Força Aérea é a banda militar que este ano participa no desfile de bandas que vai decorrer no próximo dia 29 de novembro, na avenida da Liberdade.

Trata-se de uma grandiosa jornada patriótica evocativa da data da Restauração da Independência Nacional em 1640, cujas comemorações devem manter-se vivas sob a forma de celebrações populares.
A organização é da iniciativa do Movimento 1º de Dezembro e conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da EGEAC e da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal.
Em relação à Banda de Música da Força Aérea, transcreve-se o respetivo historial:
“A Banda de Música da Força Aérea foi criada em 31 de Dezembro de 1957 na dependência da então Secretaria de Estado da Aeronáutica. Atualmente depende directamente do Chefe do estado-Maior da Força Aérea e toda a sua atividade é coordenada pelo seu Gabinete.
Considerada como um órgão titular de Coronel Aeronáutico, distintivo privativo da Força Aérea que, com ele caracteriza todas as suas Unidades, o seu Brasão de Armas ostenta como divisa: “SERVINDO COM ENGENHO E ARTE“
Ao longo da sua existência, vários concertos comprovam o nível eminentemente solístico, artístico e técnico dos instrumentistas e a dignidade da direção dos seus maestros.
Foi seu primeiro chefe o Capitão Joaquim Cordeiro, sucedendo-lhe no cargo o Major Silvério de Campos, o Major Aurélio Pinho, o Major Mário Marques, o Capitão Agostinho Caineta e o Tenente-Coronel João Silva. Foi ainda, Chefe da Banda, até abril de 2012, o Capitão José Serra.
Atualmente o maestro principal e também responsável pelas Fanfarras da Força Aérea é o Tenente-Coronel Élio Murcho, tendo como assistentes o Capitão António Rosado e o Tenente Rui Silva.
Constituída na sua maioria por executantes de primeiro plano, a Banda, para além de participar nas cerimónias militares oficiais quer no âmbito da Força Aérea, quer no âmbito do protocolo de Estado, tem contribuído, como elemento de divulgação cultural, para o enriquecimento do meio musical português, realizando concertos do mais alto nível por todo o País e ainda representando internacionalmente Portugal nos seguintes países:
- Alemanha em 1969, 1972, 1973 e 2006, em representação das Forças Armadas, onde atuou com assinalável êxito no Festival de Música da NATO em Monchengladbach e Kaiserslautern;
- Bélgica em 1977 e 2010, em representação nacional participou, respetivamente no 17º e 50º Festivais Internacionais de Bandas Militares na Cidade de Mons, Luxemburgo em 1977, realizou um concerto integrado no Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, na cidade do Luxemburgo;
- Holanda em 1983, representou Portugal no Nacional Taptoe de Breda;
- Inglaterra em 1989, participou nas comemorações do 40º Aniversário da NATO, enviando a Londres uma representação da Banda da Força Aérea para, em conjunto com membros de todos os países aliados, celebrarem os 40 anos da Paz na Europa;
- Espanha em 2004, como convidada de honra, participou no XI Certame de Bandas de Música de Boqueixón (Santiago de Compustela);
- França, em 2005 e 2007, em representação nacional participou nos Tattoos Militares Internacionais de Nice e Albertville respetivamente e, em 2005 e 2008, nas Peregrinações Militares a Lourdes.
Pela forma exemplar como tem cumprido a missão que lhe está atribuída e, pelo contributo para elevar o prestígio da Força Aérea, das Forças Armadas e de Portugal, foi a Banda condecorada em 1997, pelas mãos de Sua Excelência o Presidente da República, com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.”

Comunidade chinesa radicada em Lisboa festeja a sua chegada
Uma frota de navios da Marinha do Exército de Libertação Popular da China aportou anteontem na Doca da Rocha Conde de Óbidos onde foi calorosamente recebida pela comunidade minhota residente em Lisboa.

A frota é constituída pelo contratorpedeiro “Jinan”, a fragata “Yivan” e o navio de reabastecimento e de apoio “Qiandaohu” e permanecerá na capital até ao próximo dia 21 de outubro.
A frota realiza uma missão de patrulhamento global que incluiu uma missão de vigilância no Golfo de Aden, à entrada do Mar Vermelho, próximo da Somália, considerada uma via marítima essencial para o transporte do petróleo proveniente do Golfo Pérsico e, por conseguinte, uma região importante para a economia mundial, constantemente ameaçada pela ação dos piratas somalis.
A presença em Lisboa da frota naval chinesa destina-se a assinalar o momento das melhores relações diplomáticas e de cooperação entre Portugal e a República Popular da China cujos laços de amizade remontam a meados do século XVI.
O BLOGUE DE LISBOA agradece ao “Diário de Todos”, o primeiro jornal luso-chinês em Portugal, a autorização da utilização das suas fotos.
Fotos: Diário de Todos / https://www.facebook.com/quanribao/timeline



















Situada na Freguesia de Pero Pinheiro, no Concelho de Sintra, a Base Aérea nº 1 da Força Aérea Portuguesa ocupa a vasta área que, juntamente com os terrenos em redor, foram a Granja do Marquês, assim denominados por outrora terem pertencido ao Marquês de Pombal. Ali encontra-se também instalado o Museu do Ar e a Academia da Força Aérea, ministrando instrução aeronáutica a milhares de pilotos militares.

Desde há muito tempo que as gentes de Sintra se encontram familiarizadas com as aeronaves sobrevoando constantemente os céus daquela localidade. Porém, a maior parte das pessoas desconhece a história do local e as próprias instalações, apesar do Museu do Ar constituir um local de interesse bastante visitado pelo público. Por essa razão, decidimos publicar a descrição feita pela própria Força Aérea Portuguesa.

Habituados a remontar ás mais antigas origens do povoamento do nosso país, já não nos surpreende o aparecimento de um qualquer testemunho palpável que consiga destrinçar, depurando-a, a lenda fácil da verdade histórica.
Raras são as povoações portuguesas a que os nossos solícitos corógrafos não tenham atribuído uma fundação dos mais arcaicos povoadores.
A Granja do Marquês, ubérrimo solo que ao longo dos tempos foi alimentando populações diversificadas, desde muito cedo que se supunha aproveitada e ocupada e, a atestá-lo, foi descoberta em 1880 uma sepultura da idade Neolítica, encontrada na mesma Granja.

Podemos afirmar que, dois mil anos antes de Cristo vir ao mundo, já nos terrenos da actual Base Aérea Nº 1, se prestava um culto aos mortos, iniciador duma devoção que, pelos séculos fora, dignificaria o homem, colocando-o definitivamente num lugar muito destacado das espécies criadas e apelidando-o de único animal religioso. Embora não restem vestígios destacados, sabe-se que durante a dominação romana estes ricos solos foram explorados e aproveitados bem durante toda a longa permanência árabe.
Quando a vila de Sintra foi, finalmente, incorporada por D. Afonso Henriques no Reino de Portugal, os terrenos actualmente pertencentes à Base mais antiga da Força Aérea Portuguesa, foram doados aos Templários na pessoa de Gualdim Pais. Coma a extinção da Ordem Militar dos Cavaleiros do Templo, em pleno século XIV, passou para a venerável Ordem de Cristo. Em pleno século XVII, e segundo a lenda piedosa, a virgem de Nazaré aparecendo nesta propriedade, determinou a mudança de nome para Granja da Nazaré.

Então, nesta vasta e magnífica propriedade, começou a ser construída por Jâcome de Loureiro, seu proprietário, uma bela ermida à mesma Virgem da Nazaré, que o avô do primeiro Marquês de Pombal, que entretanto adquiriria esta quinta, acabaria de construir em 1701. Passaria inclusivamente a chamar-se Granja do Marquês por ter pertencido ao ilustre Primeiro-ministro de D. José.

Em 1862, a Família do Marquês de Pombal arrendou a referida Granja para nela ser estabelecida a Quinta Regional de Cintra, primeira em Portugal de uma agricultura e zootecnia cientificamente elaboradas, posteriormente transferida no ano de 1887 para as proximidades de Coimbra com o nome de “Escola Prática Central de Agricultura”. Datam desta época grande parte dos melhoramentos efectuados, tanto no Palácio de habitação como nos alojamentos dos empregados, abegoarias e celeiros. Quem pode hoje imaginar que o actual edifício do Comando tenha sido um estábulo de criação de potros e que o Gabinete do Oficial de Dia e as instalações anexas tenham servido de estábulo de vacas de trabalho e de produção leiteira.

Quem poderá ainda imaginar que o primeiro observatório meteorológico da então Quinta Regional de Cintra, se situava na bem lançada torre da actual Capela de Nossa Senhora do Ar.

Quem ainda hoje não fica extasiado com a magnífica obra de engenharia constituída pelo aqueduto que, desde as nascentes de Morelena, transportava a água até ao tanque de rega, hoje transformado em piscina.

Em 1920 D. Amália de Carvalho, descendente do primeiro Marquês de Pombal, foi instada a vender a referida Granja a um grupo de Oficiais que se propôs transformar esta propriedade rural. Dificilmente acreditaria nas maravilhas que estes, a breve trecho, operariam a ponto de passados apenas alguns meses, a imagem patenteada ao grande público era a de um alfobre dos primeiros e intrépidos vencedores do espaço aéreo português.
Estarmos definitivamente, numa nova era de utilização da Granja do Marquês. Nasce assim e aqui, a Base mais antiga da Força Aérea Portuguesa. Desde a longa manifestação do homem neolítico sintrense até ao homem actual que, na Granja do Marquês, eleva aos céus as máquinas que o progresso lhe proporcionou para os dominar, quanto caminho percorrido!
Respiguemos todavia mais alguns factos históricos, estes certamente, mais conhecidos de todos nós porque mais próximos.

A Base Aérea Nº 1
Em consequência da divulgação levada a efeito pelo Aero Clube de Portugal e pela imprensa diária, o Dr. António José de Almeida apresentou, em 21 de Junho de 1912, à Câmara dos Deputados, um projecto de lei tendente a criar no nosso País um Instituto de Aviação Militar através do qual se previa a construção dum “porto aéreo nas margens do Tejo”. Pouco tempo depois, a direcção do citado Clube nomeia duas comissões, para estudarem respectivamente a organização duma escola de aviação e dum serviço militar de aeronáutica.

Foram elaborados trabalhos no seio do Aero Clube de Portugal, que levaram à criação da Escola Aeronáutica Militar, precursora da Base Aérea Nº 1 e do Serviço Aeronáutico Militar, antecessor da Força Aérea.
A partir dos estudos feitos pela já referida Comissão especial, nomeada em Agosto de 1912 pela direcção do Aero Clube Portugal, foi decretada pelo Congresso da República e promulgada em 14 de Maio de 1914 pelo Presidente da República Manuel Arriaga, a lei que cria a Escola Militar de Aviação, com serviços de aviação e serviços de aerostação e ainda com uma secção de marinha anexa.
A construção da Escola iniciou-se em Vila Nova da Rainha em 5 de Abril de 1915 e em 1916, Santos Leite, num DUPERDUSSIN, realiza ali o primeiro voo. Em 1 de Outubro, sob o comando do Tenente Coronel de Engenharia Hermano de Oliveira, dá-se inicio oficial ao primeiro curso de pilotagem com aviões FARMAN e CAUDRON G-3. Em Maio do ano seguinte, na Sociedade de Geografia de Lisboa, procedeu-se solenemente à cerimónia de distribuição dos brevets aos 15 oficiais que concluíram esse histórico curso, dos quais 3 pertenciam à Marinha. Eram brevets militares que lhes vieram a ser concedidos por várias escolas francesas (Chartres, Juvisy, Avord, Châteauxroux, etc.).

Devido às péssimas condições da pista e à insalubridade da região, a Escola è transferida em 5 de Fevereiro de 1920 para a Granja do Marquês.
Em 14 de Agosto de 1926, o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Mendes Belo, oferece e entroniza na capela da Granja do Marquês uma imagem de Nª Senhora da Assunção, adquirida em Paris; ficou consagrada como Nª Senhora do Ar, o que foi mais tarde confirmado em 1960, pelo Papa João XXIII, com o breve Pontifício “ALIGERA CYMBA”, sendo então proclamada Padroeira dos Aviadores Portugueses. Nesse mesmo dia festivo de 1926, foi recebido e solenemente benzido pelo mesmo Cardeal Patriarca, o Estandarte da Escola, oferecido por uma comissão de senhoras de Sintra e por elas bordado.

A Escola militar de Aviação, viu posteriormente, em 1928, o seu nome alterado para Escola Militar de Aeronáutica, nome que manteve até à sua extinção.
Em Dezembro de 1937, o Decreto Nº 28.401 remodela profundamente o Exército com especial ênfase para a arma de Aeronáutica, que é substancialmente desenvolvida; é este decreto que cria a Base Aérea de Sintra. Mas torna-se necessário esperar quase dois anos, para em Outubro de 1939, o Decreto Nº29.957 dar à Granja do Marquês o nome que ainda hoje ostenta: Base Aérea Nº 1.
Foi portanto na Granja do Marquês (Base Aérea Nº 1 a partir de 1939) que durante longos anos se formaram os pilotos e especialistas da Força Aérea. O desenvolvimento da Força Aérea, com substancial aumento de quadros a partir dos inícios dos anos 60, levou a formação de especialistas para a Base Aérea Nº 2, e obrigou ao desdobramento da instrução básica de pilotagem com uma esquadra na Base Aérea Nº 1 (T-37) e uma esquadra na Base Aérea Nº7 (T-6). Extinta a esquadra de instrução de S. Jacinto, manteve-se a formação de pilotos na Base Aérea Nº 1 até Junho de 1993.

Complementando a actividade de instrução, a acrobacia em formação foi desde sempre apanágio da Esquadra de T-37, o que motivou a sua escolha pelo CEMFA, em 1977, para levar ao grande público a nível nacional, a imagem da Força Aérea, contribuindo para a sua divulgação e suscitar vocações na juventude, bem como, representá-la em festivais internacionais, através da patrulha acrobática “ASAS DE PORTUGAL”.
Além da instrução, a fotografia aérea, é uma actividade com largas tradições na Granja do Marquês. Embora efectuada logo desde os primeiros tempos e com importância crescente, foi a partir de Outubro de 1965 que, por determinação do CEMFA, a Base Aérea Nº1 passou a ter atribuída a missão de fotografia aérea da Metrópole. Esta Missão, está hoje largamente excedida, realizando importantes trabalhos à escala nacional, tais como: fotografia para cadastro, urbanização hidráulica agrícola, fomento agrícola e florestal, estradas, caminhos-de-ferro, recursos hídricos, saneamento básico, controlo do meio ambiente, habitacional, levantamento aeromagnético, levantamentos pontuais para pesquisa de recursos terrestres (pirites do Alentejo, Moncorvo, etc.); colaboração com o sector das pescas no continente, Açores e Madeira.
Em Outubro de 1987 foi assinado pelo Governo Português um contrato de aquisição de 18 aviões de instrução Epsilon e foi decidido que a sua Base de operação seria Sintra.

A fase de instrução nos aviões Epsilon veio substituir totalmente a instrução elementar de pilotagem em aviões Chipmunk e parte da instrução básica.
O primeiro avião Epsilon voou de Tarbes (França) para Sintra em31 de Janeiro de 1989 e a cerimónia oficial de entrega deste avião, presidida pelo então Ministro da Defesa Nacional, Eurico Silva Teixeira de Melo, teve lugar em 1 de Fevereiro desse mesmo ano.
Em 10 de Maio de 1990, foi esta unidade dotada de uma Esquadra de 12 aviões CESSNA FTB 337, transferidos da então Base Aérea Nº2.
Em 15 de Junho de 1993, a Esquadra de Instrução 101 foi transferida para a BA11 (Beja) e em 6 de Julho de 1993 a Esquadra de Transporte 502, equipada com aeronaves C212, que estava sediada na BA3 (Tancos) foi movimentada para esta Unidade, em consequência da reorganização que se verificou na Força Aérea.
Em 25 de Julho de 2007 realizou-se a cerimónia de encerramento da actividade da frota FTB-337G.
Texto: Força Aérea Portuguesa
Fotos: Carlos Gomes


Termina hoje em Lisboa a exposição comemorativa do 62º Aniversário da Força Aérea e do Centenário da Aviação Militar.

Durante nove dias consecutivos, esteve patente ao público, na Cordoaria Nacional e no espaço à frente da mesma, junto ao Rio Tejo, uma exposição que visou apresentar as capacidades deste ramo das Forças Armadas Portuguesas e dos serviços que presta à comunidade.
A exposição contemplou a divulgação das diversas atividades do quotidiano da Força Aérea Portuguesa, contando sempre com a presença dos militares para explicarem tudo aos visitantes. Estiveram também expostas as aeronaves F-16, Alpha-Jet e Alouette III.
A demonstração da atividade cinotécnica constituiu a principal atração do agrado sobretudo das crianças.








GNR comemora 103.º Aniversário e abre as portas do Quartel do Carmo ao público
No âmbito das comemorações do seu 103.º aniversário, a Guarda Nacional Republicana tem patente no Quartel do Carmo uma exposição aberta ao público que pretende também assinalar os 40 anos do 25 de Abril e o centenário do início da I Grande Guerra Mundial.

A exposição está aberta das 10:00 às 18:00 horas, do dia 23 de abril a 11 de maio. Para além da exposição, encontra-se também aberto ao público o museu da Guarda Nacional Republicana, inaugurado recentemente no Quartel do Carmo.
Trata-se de uma oportunidade para serem revisitados alguns dos marcos históricos de Portugal, diretamente relacionados com este histórico edifício, designadamente: como antigo Convento do Carmo, fundado pelo Santo Condestável Nuno Álvares Pereira, herói da batalha de Aljubarrota, que garantiu a independência nacional na crise de 1383-1385. Ainda, como marco do terramoto de 1755, que levou à decadência do antigo Convento e sua posterior afetação, como quartel e comando das guardas militares da polícia, até à atualidade. E ainda como marco histórico dos acontecimentos ocorridos em 25 de abril de 1974.
A entrada na exposição é livre, efetuando-se a coordenação e o agendamento de visitas guiadas para grupos, através dos seguintes contactos: arquivomuseu@gnr.pt e telefone: 213 939 770.











- Artigo 275.º da Constituição da República Portuguesa
No âmbito das comemorações do 40º aniversário do 25 de abril de 1974, encontra-se patente ao público uma exposição de meios e equipamentos da Marinha, Exército e Força Aérea, no Terreiro do Paço e junto á Estação Fluvial Sul-Sueste, em Lisboa, entre os dias 24 e 26 e de abril.

Para além da exposição de Sistemas de armas e equipamentos militares, terá lugar amanhã, dia 25 de abril, um concerto da Banda da Armada, uma atuação de equipas cinotécnicas do Exército e um concerto da Orquestra Ligeira do Exército. Os chefes dos vários ramos militares e o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Pina Monteiro, vão marcar presença na exposição.
Uma cozinha de campanha, uma piscina para “batismo de mergulho”, uma torre de escalada, uma tenda `airsoft´, uma viatura de combate a incêndios, um planador, um helicóptero e uma viatura blindada PANDUR são algumas das “atrações” da exposição que o Estado-Maior General das Forças Armadas decidiu organizar para comemorar os 40 anos do 25 de Abril.
A exposição pretende também trazer à memória coletiva alguns dos meios que estavam em operação em 1974 como um helicóptero Allouete III usado na Guerra Colonial para transporte de pessoal, uma lancha dos fuzileiros e uma `chaimite´.












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