Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2016
LISBOA, ALMADA E SEIXAL RECEBEM FESTA DO CINEMA FRANCÊS

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publicado por Carlos Gomes às 15:28
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Sábado, 23 de Janeiro de 2016
PARIS HOMENAGEIA PORTEIROS PORTUGUESES

A Mairie de Paris vai hoje condecorar com a medalha de bronze do município, 7 porteiros que se distinguiram no auxílio prestado às vítimas por ocasião dos recentes atentados terroristas que tiveram lugar sobretudo na sala de espetáculos Le Bataclan.

A cerimónia decorre no salão nobre da Mairie e as condecorações serão entregues pessoalmente pela presidente da edilidade, a franco-espanhola, Anne Hidalgo, que será acompanhada na ocasião pelo seu adjunto para o alojamento, Ian Brossat, e pelo franco-português Hermano Sanches Ruivo, seu conselheiro delegado para os assuntos europeus.

A maior parte dos agraciados são portugueses ou luso-descendentes. Na ocasião, vão também ser homenageados pelo município parisiense 600 porteiros com o diploma “Porteiro da Cidade de Paris”.

A região de Paris constitui, desde há muito tempo, uma das ocupações escolhidas pelos emigrantes portugueses que vivem na região parisiense. O realizador Rúben Alves, também ele de ascendência portuguesa, transmitiu-nos recentemente a propósito um excelente retrato através do seu filme “A Gaiola Dourada”.

As porteiras existem em Paris desde os finais da Idade Média, tendo sido celebrizadas nas obras de grandes escritores como Emile Zola, Eugène Sue e Robert Doisneau. Após o término da Segunda Guerra Mundial, existiam em Paris cerca de quarenta mil concierges.

Entretanto, com o aparecimento dos códigos digitais e dos videofones, a maior parte dos proprietários de imóveis em Paris têm vindo a prescindir dos seus serviços, não existindo atualmente mais do que dez mil. Porém, além dos inúmeros serviços que prestam aos locatários, as concierges são frequentemente uma espécie de “anjo-da-guarda” de pessoas idosas que vivem por vezes em situação de isolamento, fenómeno cada vez vais comum nas grandes cidades. E, uma vez mais, revelou-se que as tecnologias não substituem os seus préstimos, incluindo a coragem e o auxílio humanitário às vítimas de um atentado terrorista.



publicado por Carlos Gomes às 12:58
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Sábado, 5 de Dezembro de 2015
LIVRO “GÉRALD BLONCOURT – O OLHAR DE COMPROMISSO COM OS FILHOS DOS GRANDES DESCOBRIDORES” LANÇADO EM PORTUGAL

Teve ontem lançamento em Fafe o livro Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

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A obra, concebida e realizada pelo historiador português Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos 60, foi apresentada em Fafe, cidade que alberga o Museu das Migrações e das Comunidades, numa sessão que encheu por completo o auditório da Biblioteca Municipal e que esteve a cargo da conhecida socióloga das migrações Maria Beatriz Rocha – Trindade.

Além das imagens históricas que o fotógrafo de 89 anos captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos bidonvilles de Paris, que já integraram várias exposições em Portugal e França, a obra traduzida para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, e prefaciada pelo consagrado ensaísta e pensador Eduardo Lourenço, reúne memórias, testemunhos e mais de centena e meia de fotografias originais da maior importância para a história portuguesa do último meio século.

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Impossibilitado de estar presente na sessão de lançamento, o fotógrafo francês, cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra francesa, a mais alta distinção civil de França, enviou uma mensagem afirmando: “as fotografias do livro do meu amigo Daniel Bastos são testemunho da aventura extraordinária que passei ao lado dos emigrantes portugueses que partiram para França entre 1954 e 1974. Agradeço ao Daniel Bastos, ao Paulo Teixeira, ao Eduardo Lourenço, à Conceição Tina, à Maria Beatriz Rocha-Trindade, e a todos que apoiaram este livro de registo de momentos inesquecíveis de dignidade e fraternidade com os filhos dos grandes descobridores”.

No decurso da sessão, Maria Beatriz Rocha – Trindade, autora de uma vasta bibliografia internacional sobre matérias relacionadas com as migrações, afirmou que embora sendo um olhar retrospetivo sobre o fenómeno da emigração portuguesa, a obra mantém plena atualidade e pertinência perante o drama dos migrantes e refugiados que comove a Europa.

Refira-se que a obra é patrocinada por duas dezenas de empresas representativas do tecido socioeconómico luso-francês. Como o Hipermercado E.Leclerc, rede de hipermercados de origem francesa que irá comercializar a obra em várias superfícies comerciais em Portugal, estando agendado para 12 de dezembro (sábado) a apresentação do livro no E.Leclerc de Chaves, distrito de Vila Real.

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O livro será também comercializado pela cadeia de lojas FNAC, estando agendado para 19 dezembro (sábado) às 21h00 a apresentação da obra na FNAC em Guimarães, e no dia 22 de janeiro (sábado) às 21h30 na FNAC em Braga, sessão que assinalará a inauguração de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal e que circulará de três em três por todos os espaços culturais da FNAC no território nacional.

No início de 2016 estão agendadas várias sessões de apresentação da obra junto das comunidades portuguesas residentes no estrangeiro, em particular da numerosa comunidade portuguesa radicada em Paris, uma sessão carregada de grande simbolismo que contará com a presença do fotógrafo que durante mais de vinte anos escreveu com luz a vida dos portugueses em França e em Portugal.

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publicado por Carlos Gomes às 22:10
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Sábado, 14 de Novembro de 2015
PORTUGUESES ESTÃO DE LUTO PELA FRANÇA



publicado por Carlos Gomes às 13:36
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015
ESCRITORA LÉA FERREIRA PUBLICA ROMANCE “ESTRANGEIRA A MIM MESMA”

A escritora Léa ferreira acaba de publicar o romance Estrangeira a mim mesma. O romance trata da história de Sophie Pereira, Nascida em França de pais portugueses emigrados nos anos 70, e que é uma jovem em busca de si mesma. Ao longo do romance, acompanhamos o seu dia-a-dia, o seu novo início em que vai ser confrontada com o seu passado e a sua dificuldade em lidar com as suas origens. É com uma pitada de humorismo que vamos assistindo às suas interrogações e ao desenvolvimento das suas relações.

A sua história entrelaça-se com lembranças de familiares que emigraram nos anos 70 e explicita o que vivem os luso-descendentes dessa geração, como também trata da dura realidade dos jovens portugueses que, também hoje, são constrangidos a emigrar por causa da crise económica destes últimos anos. 

Excerto:

            “Não me apresentei. Chamo-me Sophie da Silva Pereira e tenho uma vida, como dizer, em filigrana. Já um nome estrangeiro e um apelido lusitano anunciam um entrançado de culturas. 

            Já que começámos a falar das várias personagens, diria que podemos ir adiante com as várias categorias da narrativa para que fique despachado, pois nunca suportei as análises de texto. 

            Quando. Tenho bem pouco a dizer. Sou filha do mau gosto dos anos 80. Relembro os penteados volumosos, as camisolas grossas e largas, a Mercedes com que fazíamos a viagem de Paris a Portugal no calor dos primeiros dias de agosto. Tínhamos uma modelo 240D, cor de laranja dúbio com, obviamente, os tampões das rodas da mesma cor. O seu interior era em couro e podem, por isso, imaginar como era voltar para dentro do carro depois de uma paragem para comer o farnel em pleno deserto castelhano ao início da tarde. Fui adolescente nos fluorescentes e eletrónicos anos 90. Tive de assistir à proliferação das americanices televisivas que procriaram Dylans e Kellys por todo o lado e os famosos Kevins, particularmente apreciados pelas famílias portuguesas. Adulta, eis-me aqui, neste início de terceiro milénio em que o mundo é um mercado e em que a vida de cada um depende das cotações da bolsa e das intrigas dos economistas, já para não falar das indústrias alimentares e farmacêuticas. 

            Onde. Algures pelo mundo. Pelo mundo que é do meu conhecimento direto, isto é, a Europa ocidental. Encontro-me no sul da França. Mas fiquem já a saber que este dado é irrelevante. Estou aqui como poderia estar em Tuvalu ou nas ilhas Malvinas ou Quirimbas. Pouco importa. Não estou no meu país, estou longe das minhas origens, da minha cultura. Já nasci afastada, estou fora e com certeza hei de morrer apartada. É esta a verdade. Considero, neste caso, que para onde a sorte me levou não tem importância. Não o desejei, não o escolhi. Apenas o sofri e deixei-me levar. Por isso, onde estou? Não no meu país. Gostaria de poder dizer que onde me encontro é nenhures. Não sei porquê, gosto deste advérbio, é bem português. Mas, infelizmente, estou algures e nesse algures não tenho raízes. 

            Como, é que não sei explicar. Como é que chegamos a este ponto? Como é que tudo isto vai acabar? A ação é algo difícil de definir. Não há linearidade. Há apenas uma história que se encaixa num presente, um passado que se alterna com a minha vida, um futuro que se encadeia com o que sou.”

Sobre a autora

Léa Ferreira nasceu em França de pais portugueses. Cresceu na região parisiense, mas prosseguiu os estudos universitários em Portugal onde se licenciou em Português-Francês. Desde muito jovem escreve contos e romances que foi partilhando com amigos e professores. Perante a oportunidade oferecida pelas plataformas de auto-publicação, decidiu lançar o seu primeiro romance Estrangeira a mim mesma. Desde 2007 ensina Língua Portuguesa na Universidade de Pádua em Itália em colaboração com o Camões.

Sobre o livro

Título: Estrangeira a mim mesma

Autor: Léa Ferreira

Língua: português

Lojas online onde o livro está disponível em formato digital: Amazon e Kobobooks



publicado por Carlos Gomes às 23:14
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2014
RÚBEN ALVES, REALIZADOR DO FILME “A GAIOLA DOURADA” É DESCENDENTE DE AMADORENSES

O pai de Rúben Alves é natural de Guimarães e a mãe da Amadora

Depois de um período em Portugal, a promover o seu filme de estreia, visto já por mais de milhão e meio de europeus, Ruben Alves, o ator e realizador lusodescendente de 33 anos, está de volta a Paris. Num intervalo entre gravações, falou ao telefone com a VISÃO, a quem disse conhecer a nova vaga de emigração, que está a levar ex-emigrantes, e filhos destes, de volta ao país para onde partiram nos anos 60/70.

"Tenho uma antiga colega de colégio que, aos 18 anos, depois de terminarmos o 12º ano, cumpriu a vontade de voltar a Portugal", conta. Entretanto perderam o contacto, mas ela escreveu-lhe agora a dar os parabéns pelo filme.

Ruben imaginava-a ainda em Portugal, mas a amiga está de novo em Paris: "Ela foi em 1998, no El Dorado portugês. Mas agora disse-me que a situação do país estava complicadíssima e que, por isso, tinha regressado a França, com o marido português e os dois filhos".

A história da antiga colega de Ruben passa por um verdadeiro regresso à "gaiola dourada". Filha de uma porteira portuguesa, cresceu numa casa de rés-do-chão com grades, como as características casas das concierges, em Paris. Foi a essa mesma casa que regressou recentemente para ocupar o lugar de porteira, revela o jovem realizador: "A mãe reformou-se e ela foi substituí-la".

Para Ruben, o fenómeno de "reemigração" (a expressão é do sociólogo José Madureira Pinto, ver edição impressa) vem ilustrar esse "caráter típico português, do desenrasca, do fazer-se à vida". Hoje, julga, a situação é ainda mais grave: "Dantes as pessoas partilhavam a sopa e o pão, hoje em dia quando há pobreza já não é assim. A mundialização individualizou-nos, tornou-nos egoístas", observa.

Com casa em Lisboa, onde volta sempre que pode de férias, para desfrutar da luz da cidade, do clima e da gastronomia do país onde os pais nasceram (o pai é natural de Guimarães, a mãe da Amadora), Ruben vê com tristeza a crise: "Portugal tem tudo para ser um país fantástico", julga e aumenta o tom de voz para o sublinhar. Mesmo à distância, tem u ma posição crítica face às medidas tomadas pelo Governo: "Um Estado forte é o mais importante. Quando se começa a privatizar tudo está a perder a força. Esse enfraquecimento não deveria acontecer, mesmo quando se atravessa um momento de crise".

Tem recebido inúmeras mensagens de portugueses e, nomeadamente, de emigrantes e ex-emigrantes. Uma delas marcou-o especialmente: "Uma senhora portuguesa, emigrante cá, veio ter comigo em lágrimas e disse-me: 'É lindo o que fez. A gente estava desde os anos 80 com a imagem da mala de cartão da Linda de Susa. O Ruben traz a Gaiola e, de cartão passámos a ouro'". 

Joana Fillol / http://visao.sapo.pt/

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publicado por Carlos Gomes às 00:43
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