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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
PAN PEDE REVOGAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO PARA AS DRAGAGENS NO SADO
  • Estudo de Impacto Ambiental incompleto no que diz respeito ao impacto no ambiente e biodiversidade
  • Dragagens terão efeitos negativos e irreversíveis para mamíferos marinhos e avifauna
  • Turismo e atividade piscatória serão também afetados

– O PAN, Pessoas-Animais-Natureza, deu entrada de um Projeto de Resolução onde recomenda ao Governo que revogue a autorização concedida à Administração do Porto de Setúbal para avançar com as dragagens no Sado.

Em causa está o elevado risco ambiental para o estuário do Sado e a proteção dos ecossistemas, uma vez que a localização das dragagens se encontra nas imediações da Reserva Natural do Estuário do Sado e do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, zonas protegidas pelas Diretivas Comunitárias Habitats e Aves.

O PAN entende que existem graves lacunas técnicas de conhecimento no Estudo de Impacto Ambiental que não inclui, por exemplo, informação ao nível do ruído subaquático gerado pelas embarcações, pelos motores de sucção e pela deposição das dragas, e que terá sérias consequências na biodiversidade do estuário.

Entre os impactos mais significativos para a conservação da natureza estão também a perturbação mecânica e turbidez na coluna de água causadas pela dragagem e pelo assentamento dos sedimentos, esperando-se efeitos muito negativos nas pradarias marinhas, zonas de sapal e vasa adjacentes à área de implantação do projeto.

Nesta iniciativa legislativa, o PAN alerta ainda para o facto a Administração do Porto de Setúbal e Sesimbra (APSS) justificar o procedimento das dragagens com a necessidade de melhorar a acessibilidade da via marítima e aumentar a capacidade do porto para receber contentores, apesar de o Porto de Sines, a 70 km, dispor já dessa capacidade.

De salientar que as dragagens previstas correspondem à movimentação de 6 500 000 m3 de areia, um número muito superior aos sedimentos removidos nas dragagens de manutenção que o canal sofre regularmente. Na totalidade, serão removidos 9 vezes mais sedimentos do canal do que se removeu entre 2010 e 2015 nas dragagens de manutenção.

É de lamentar a inércia do Governo Português na conservação de áreas protegidas, mesmo quando classificadas como sítios de importância comunitária pelas diretivas internacionais e que se continue a ignorar os reais impactos ambientais deste projeto. Este processo tem sito pautado por uma grande falta de transparência sobre as consequências que as dragagens vão ter, algumas delas irreversíveis, não só para a biodiversidade, mas também ao nível do turismo e do setor das pescas”, afirma Cristina Rodrigues, deputada do Grupo Parlamentar do PAN.



publicado por Carlos Gomes às 10:43
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Segunda-feira, 18 de Abril de 2016
INVESTIGADORES DA UTAD ESTUDAM ALTERNATIVAS A BARRAGENS PARA CONTROLO DE CHEIAS

As soluções passam por infraestruturas verdes com menor impacte ambiental e igualmente eficazes.

Um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveu um modelo de redução de cheias com base em bacias de retenção com o objetivo de minimizar o impacto das cheias. O trabalho foi elaborado para a bacia hidrográfica do rio Vez, principal afluente do rio Lima, um dos mais problemáticos do País pela recorrência deste tipo de eventos.

Efeito das cheias na bacia do rio Lima_Vez

Efeito das cheias na bacia do rio Lima/Vez

O local escolhido para este estudo faz parte das 22 regiões sujeitas a inundações do continente português, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Aqui equacionaram-se vários locais para implantação de bacias de retenção, onde foram tidas em conta a proximidade aos locais de jusante, a densidade populacional e atividades humanas com implicações de poluição difusa ou pontual.

“Os resultados mostraram que são necessários mecanismos de menor impacte para diminuir escoamentos superficiais, alicerçados em infraestruturas verdes, focadas para o aumento de retenção de água pelos aquíferos, solo e ecossistemas aquáticos, em vez de obras de grande porte como barragens”, explica Luís Filipe Fernandes, investigador do CITAB - Centro Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas da UTAD.

Estes sistemas melhoram em simultâneo o “estado ecológico das massas de água, reduzem a vulnerabilidade a cheias e secas, restauram o caráter funcional e maximizam o serviço de ecossistemas”, acrescenta o investigador.

Para chegar a este modelo foram aplicadas equações de engenharia acompanhadas de análise multicritério e tratamento espacial de dados através de Sistemas de Informação Geográfica. Através desta metodologia foi aplicado um modelo de redução de cheias com base em bacias de retenção, tendo em conta três módulos (hidrológico, geomorfológico e ambiental) que entram em linha de conta com o volume de armazenamento e localização apropriada bem como com aspetos como ações do homem, qualidade da água, entre outros.

As cheias urbanas são um problema mundial que afeta também Portugal. Já em 2016 ocorreram, de norte ao sul do país, vários eventos com elevados prejuízos materiais, causados por picos de cheias que, no caso do rio Vez, podem chegar aos 550 m3/s com fluxos associados a uma topografia escarpada e a alta pluviosidade.

Por estas razões os investigadores deste estudo indicam como solução um “extenso programa de reflorestamento para aumentar a evapotranspiração, reduzindo, consequentemente, o escoamento”, uma abordagem que passa pela descentralização do sistema de retenção em várias bacias mais pequenas “facilmente integradas na paisagem natural, com baixo impacto ambiental”.

Este estudo foi recentemente publicado no prestigiado Journal of Hydrology e apresentado no 13º Congresso da Água. O método está neste momento a ser aplicado em outros locais considerados críticos pela APA.



publicado por Carlos Gomes às 11:22
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Quinta-feira, 17 de Março de 2016
PARTIDO PAN VISITA REGIÃO DO TÂMEGA PARA DEBATER LOCALMENTE PLANO NACIONAL DE BARRAGENS
  • Construção destas barragens estão envoltas em contradições, sendo necessário repensar seriamente os seus eventuais benefícios
  • O PNBEPH aumentará cerca de 8% a fatura elétrica das famílias portuguesas
  • Procura de alternativas que respeitem o património natural, que dinamizem a economia local e que criem empregos estáveis
  • Mesa redonda subordinada ao tema "Rios Livres - Repensar o Plano Nacional de Barragens" - 21 de Março na Casa da Juventude em Amarante

O deputado do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, André Silva, visita nos próximos dias 20 e 21 de Março, início da Primavera e Dia Mundial das Florestas, vários locais na região do Alto Tâmega para uma observação concreta e diálogo com várias entidades sobre as barragens previstas para a Cascata do Tâmega: Alto Tâmega, Daivões, Gouvães e Fridão, no âmbito do Plano Nacional de Barragens.

A construção das Barragens da Cascata do Tâmega estão envoltas em inúmeras contradições, sendo necessário repensar seriamente os seus eventuais benefícios, contrapondo com soluções para o território que sejam mais congruentes com a riqueza e com o presente e futuro das populações locais.

De acordo com a apreciação do GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) as novas barragens são inúteis para cumprir os objetivos oficiais definidos no Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH). Representam apenas 0,8 % do consumo de energia primária do País, 4,3 % do consumo de eletricidade e 3,2 % do potencial de poupança energética economicamente interessante.



publicado por Carlos Gomes às 10:52
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