Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Quinta-feira, 26 de Julho de 2018
QUINTA REAL DE CAXIAS: O PATRIMÓNIO CAIU EM DESGRAÇA!

Apenas se salvam os jardins com os seus magníficos buxos

Quem percorre os jardins da que foi outrora a Quinta Real de Caxias depara com um espectáculo desolador a toda a dimensão. À excepção dos jardins magnificamente ornamentados e alguma estatuária, a destruição é total. Os edifícios encontram-se completamente degradados, os azulejos danificados a um ponto em que a sua recuperação já é inviável, o mato cresce por tudo quanto é sítio e o recinto de entrada virou zona de parqueamento automóvel.

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Da Wikipédia, extraímos a seguunte descrição: “A Quinta Real de Caxias é o principal parque de CaxiasOeiras. Um agradável espaço de passeio criado em torno dos jardins do Paço Real de Caxias. Um Real exemplo das Quintas de Recreio que caracterizam Oeiras, e atualmente um dos elementos de maior interesse arquitetónico e histórico. É um exemplar único no panorama da arte dos jardins pelo valor arquitetónico, escultórico e alegórico do conjunto da cascata, miradouro e grupos escultóricos. As suas esculturas de Machado de Castro são envolvidas por um ambiente ao estilo de Versailles.

Famosa pela sua cascata, estes jardins convidam a agráveis passeios ao modo da sofisticada vida social do século XVIII. Quando ativa, a cascata verte sobre o lago, onde se salienta o conjunto escultórico de Machado de Castro. As estátuas representam uma cena mitológica em que a Deusa Diana vinha tomar banho junto da gruta onde o seu amado pastor Endimião dormia um sono eterno. Das estátuas partem vários jogos de água, emprestando ainda mais movimento aos figurantes deste gigantesco palco wagneriano.

A Quinta Real de Caxias tem ainda galerias comunicantes, duas salas com pintura decorativa e o Paço Real. Palmeiras e araucárias ajudam a embelezar os jardins localizados em Caxias, muito perto da Praia de Caxias. A sua obra e embelezamento se arrastaram durante o século XVIII e início de XIX. O conjunto dos jardins e da quinta tiveram várias fases de construção, tendo a propriedade sido progressivamente aumentada. Existia uma malha geométrica que percorria a propriedade de acordo com os eixos definidos pelo caminho principal e cujas diagonais se intercetavam formando clareiras enquadradas por canteiros de buxo onde se localizavam pequenos lagos. A cascata foi construída pelos irmãos Mathias Francisco e situa-se no centro do jardim sendo ornamentada com elementos escultóricos de onde partem jatos de água.

Propriedade da Casa do Infantado, a Quinta Real de Caxias, com o respectivo palácio, foi mandada edificar na primeira metade do século XVIII pelo Infante D. Francisco de Bragança, filho de D. Pedro II e D. Maria Sofia de Neuborg, irmão de D. João V. Prolonga-se a sua construção até ao início do séc. XIX. Das obras da 2ª metade do séc. XVIII datam a construção da Cascata monumental e organização do jardim, bem como os grupos escultóricos em terracota da autoria de Machado de Castro (1731-1822), considerado o maior escultor português da época. O conjunto dos jardins e Quinta real sofreu várias fases de construção, tendo a propriedade aumentado por sucessivas incorporações de outros casais, unificando as várias parcelas primitivamente separadas por muros. Situado mesmo à beira-mar, este pequeno Jardim Le Nôtre, como Branca Colaço o classifica nas suas “Memórias da Linha de Cascais”, é bem um exemplo da sofisticada vida social do século XVIII. A moda do Jardim Francês e a grandiosidade e espetacularidade dos jardins do padre de Versailles, concebidos pelo grande mestre André Le Nôtre, especialista de jardinagem do Rei Sol, Luís VIX, foi copiada e imitada por todas as Cortes Europeias da época. A utilização da água como elemento de ornamentação é também característica deste estilo aparecendo associada aos mais variados elementos construídos. Um deste exemplos é a cascata, elemento típico dos jardins barrocos muito utilizado em Portugal no séc. XVIII. Foi quinta de recreio da rainha D. Maria I e, D. Luís usou-o como residência durante algumas semanas, antes de se estabelecer no Palácio da Ajuda. Nestes encantadores jardins, inspirados nos do Palácio de Versalhes, encontramos lagos, jogos de água e arbustos com formas geométricas, a evocar os faustos barrocos. A recuperação levada a cabo pela Câmara de Oeiras mereceu o Prémio Europeu atribuído à Recuperação de Jardins Históricos. A quinta está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1953.

Em 2016 o Estado pretende concessionar o edifício a privados com o compromisso de reabilitação, preservação e conservação por parte dos investidores.”

Fonte: Wikipédia

Fotos: Artur João Goulart; Casa Fotográfica Garcia Nunes (Arquivo Municipal de Lisboa)

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Noutros tempos era assim...

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publicado por Carlos Gomes às 16:29
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2018
FOI A ATITUDE DO CÔNSUL ARISTIDES DE SOUSA MENDES UM CASO ISOLADO DE REBELDIA AO ESTADO NOVO?

Muito se tem falado acerca da iniciativa do Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, mas sem o rigor histórico que o estudo do caso exige.

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A atitude do Cônsul é positiva e humana. Colocar isso em causa está fora de questão.

Porém, existe uma apreciação histórica que creio propositadamente errada acerca do caso porque motivada por preocupações de natureza política do que propriamente pelo interesse em compreender os factos.

À época, era ainda incerto o desfecho da guerra, nada garantindo a derrota alemã. Apesar da neutralidade portuguesa, a Alemanha e a Itália com o conluio da Espanha planearam a operação Félix para tomar Gibraltar e, como complemento, a Operação Isabela para invadir Portugal e tomar Lisboa, impondo aos nossos aliados ingleses o “bloqueio continental”. E, apenas com a ajuda e financiamento destes foi possível demover a Espanha do seu intento de anexar Portugal com a ajuda dos nazis.

Apesar das simpatias mais germanófilas da Espanha – lembremo-nos a propósito a participação da Divisão Azul da Falange na invasão à URSS – puderam milhares de judeus atravessar a Espanha sem serem incomodados e passar a fronteira portuguesa fortemente vigiada pela PIDE.

Esses milhares de judeus fixaram-se -se em Lisboa, Mafra, Ericeira e Torres Vedras. E, ainda inseguros do desfecho da guerra, foi a partir do porto de Lisboa que embarcaram para os EUA. E, à luz das crónicas situacionistas, tudo isto ocorre como se o regime de nada soubesse e o próprio Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Doutor Oliveira Salazar – o ditador! – Ignorasse o que se passava debaixo dos seus próprios olhos… que raio de ditador que era ludibriado da forma mais ignóbil!

Mas vejamos: O que aconteceria a Portugal caso a Alemanha saísse vitoriosa?

E, que dizer da acção semelhante de diplomatas como Teixeira Branquinho e Sampaio Garrido?

Foi a acção de Aristides realmente um caso isolado?

Qual era verdadeiramente a origem da maior parte dos judeus que vieram para Portugal? Não eram eles descendentes dos judeus portugueses que, por pressão espanhola, foram forçados no século XVI a abandonar Portugal, fixando-se muitos deles na Flandres, precisamente os mesmos a quem Portugal concede agora a nacionalidade aos seus descendentes? E porque razão veio há cerca de vinte anos a Rainha da Holanda agradecer a Portugal o acolhimento dispensado aos judeus que viviam na Holanda?

Como se explica que, ao contrário de outras nações como a França, Portugal ao tempo do Estado Novo não criou campos de concentração para os judeus nem os entregou à morte, às mãos dos nazis?

E, uma vez que se teima em julgar a História aos olhos da actualidade, porque será que, antes do início da guerra, não aceitaram as “democracias ocidentais” receber os judeus que os alemães pretendiam expulsar do seu país? E, finalmente, porque não foram então os árabes e muçulmanos, agora tão idolatrados pelos países da União Europeia, perseguidos pelos nazis, não se registando a sua presença nos campos de concentração e de extermínio nem as suas mesquitas destruídas e incendiadas como se verificou com as sinagogas judaicas? E, entre tais minorias que, para além dos judeus, também foram sacrificadas nos campos de extermínio nazis, continuam os historiadores de serviço a apagar da História o sacrifício dos russelistas, actualmente mais conhecidas por Testemunhas de Jeová?

Conclui-se que a História continua ao serviço da política e, tal como no passado, os cronistas escrevem o que aos seus amos convém!



publicado por Carlos Gomes às 14:22
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Sábado, 30 de Junho de 2018
"VILARINHO DA FURNA: MEMÓRIAS DO PASSADO E DO FUTURO" - UM LIVRO DO PROF. DR. MANUEL ANTUNES INDISPENSÁVEL PARA QUEM DESEJA CONHECER MAIS ACERCA DESTA ALDEIA SUBMERSA

A convite do Grupo Folclórico Verde Minho, o Prof. Doutor Manuel Antunes proferiu hoje em Loures uma conferência subordinada ao tema “Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada”. Tratando-se de um caso de elevado interesse mormente para estudiosos e investigadores, recomendamos entre outros a leitura do livro “Vilarinho da Furna: Memórias do Passado e do Futuro”, obra de referência, escrita por um dos seus antigos habitantes e, indiscutivelmente, a pessoa que mais tem contribuído para a preservação da sua memória.

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Trata-se de uma obra da autoria do Professor Dr. Manuel Antunes, editado pelo Centro de Estudos da População, Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, com o apoio da AFURNA – Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna.

Neste livro, o autor reúne uma série de artigos seus dispersos por várias publicações ou editados, acrescentando-lhe uma recolha de natureza etnográfica acerca dos usos e costumes das gentes daquela localidade e outros documentos de grande interesse histórico sobre Vilarinho da Furna e a luta dos seus habitantes pelos direitos que lhes assistem.

Vilarinho da Furna reside na alma dos portugueses como um paraíso perdido onde se evoca a lembrança quase lendária de um passado comunitário, surgindo como um monumento sempre que novas aldeias submergem às águas de uma nova albufeira de uma barragem em qualquer outra região do país, sejam elas a Foz do Dão ou a Aldeia da Luz, afundadas respectivamente pelas águas das barragens da Aguieira e do Alqueva.

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publicado por Carlos Gomes às 22:41
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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO PUBLICA EM LIVRO A PALESTRA PROFERIDA EM LOURES PELO PROF. DOUTOR MANUEL ANTUNES ACERCA DE VILARINHO DA FURNA

O Grupo Folclórico Verde Minho acaba de editar em livro a palestra proferida em Loures pelo Prof. Doutor Manuel Antunes, subordinada ao tema “Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada”. Esta série está a registar imensa procura, razão pela qual as primeiras edições já se encontram praticamente esgotadas. A realização, no próximo dia 7 de Julho, do festival que encerra o FolkLoures’18, a ter lugar em Loures, constitui uma excelente oportunidade para quem esteja interessado em obter toda a coleção que já vai em 5 livros editados.

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Do livro do Dprof. Doutor Manuel Antunes transcrevemos o respectivo prefácio:

“Vilarinho da Furna, uma povoação rural que conservava costumes comunitários, tornou-se devido à construção da barragem quase uma aldeia quase mítica aonde, ano após ano, al desce o nível das águas na albufeira, acorrem em peregrinação milhares de visitantes para contemplar o que ainda resta da localidade: as pedras das humildes casas rurais, o forno, os muros dos quinteiros e inúmeras recordações que os seus antigos habitantes guardam na sua alma.

O segredo de tal afecto que aquela humilde aldeia desperta em quem a visita, mesmo quem vai de paragens longínquas que pouca ou nenhuma ligação tiveram outrora com as gentes que ali habitavam, reside na crença profunda e na esperança de que a Humanidade possa um dia a viver numa grande aldeia que, à semelhança daquela, reine a justiça e a paz.

Dispersas pelo mundo, esquecidas e abandonadas para sempre são muitas as cidades que um dia surgiram devido à avidez da procura das riquezas materiais como sucedeu com a exploração do ouro. Ao contrário, Vilarinho da Furna conserva uma riqueza bem maior que, apesar de desabitada e sepultada nas águas da barragem, seja cada vez mais lembrada. É precisamente aquilo que representa em termos de valores espirituais e humanos que fazem de Vilarinho da Furna um bem de valor inestimável.

Vilarinho da Furna era em 1970 habitada por cerca de 250 pessoas, que tiveram de abandonar a povoação devido à construção de uma barragem. A barragem foi inaugurada a 21 de Maio de 1972 e encontra-se localizada no concelho de Terras de Bouro, sendo alimentada pelo Rio Homem. Submersa pelas águas, as ruínas da aldeia são visíveis sempre que a barragem está vazia.

Autor de vasta bibliografia e outros empreendimentos de vulto destinados à preservação da memória das gentes de Vilarinho da Furna, o Prof. Doutor Manuel de Azevedo Antunes é inquestionavelmente a pessoa mais indicada para nos descrever o que foi e representa a “aldeia afundada”, os usos e costumes das suas gentes e as perspectivas de futuro do local – porque, apesar de submersa, a aldeia que parece lendária permanece viva para sempre!”



publicado por Carlos Gomes às 21:56
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CONFERÊNCIA SOBRE VILARINHO DA FURNA LEVOU A LOURES ANTIGOS HABITANTES DA “ALDEIA SUBMERSA”

Recordar Vilarinho da Furna ainda fazer correr lágrimas nas pessoas que lá nasceram. Conferência realizada em Loures pelo Prof. Doutor Manuel Antunes serviu para “matar saudades” da aldeia que já quase se tornou uma lenda

Não foi sem sentida emoção que alguns antigos habitantes de Vilarinho da Furna recordaram a sua infância ao ouvirem as palavras do Prof. Doutor Manuel Antunes – também um antigo habitante da “aldeia submersa” e que tem sido o principal responsável pela preservação da memória das suas gentes. E, a emoção subia ainda mais de intensidade perante as imagens da aldeia ainda com gente e vida! Sucede que, Vilarinho da Furna ficou submersa nas águas da albufeira da barragem, mais jamais no coração e na memória daquelas que lá viveram…

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A conferência decorreu no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, tendo sido expostos alguns quadros alusivos a Vilarinho da Furna, gentilmente cedidos para o efeito pelo Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna.

Vilarinho da Furna era habitada em 1970 por cerca de 250 pessoas, que tiveram de abandonar a povoação devido à construção de uma barragem. A barragem foi inaugurada a 21 de Maio de 1972 e encontra-se localizada no concelho de Terras de Bouro, sendo alimentada pelo Rio Homem. Submersa pelas águas, as ruínas da aldeia são visíveis sempre que a barragem está vazia.

De referir o especial destaque que foi conferido ao Museu Subaquático de Vilarinho da Furna – o primeiro do género a nível mundial – e a possibilidade de mergulhar literalmente nas águas que submergiram a aldeia, constituindo um convite e um desafio a todos quantos praticam o mergulho.

A iniciativa que constitui a abertura do programa FolkLoures’18, pertence ao Grupo Folclórico Verde Minho e contou a presença do Dr Francisco Sousa, membro do Gabinete de Cultura da Câmara Municipal de Loures e de Vitor Carreira, Tesoureiro da Casa do Concelho de Tomar. Refira-se que este evento culmina no próximo dia 7 de Julho, com um grandioso festival de culturas a ter lugar no Parque da Cidade, junto à réplica da fachada da Igreja de São Paulo, em Macau, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

Para além da participação de ranchos folclóricos e grupos de cante alentejano, contará ainda com representações da cultura tradicional portuguesa e também do Tibete, por gentileza da Embaixada da República Popular da China. Um espectáculo que cresce a cada ano e coloca a cidade de Loures num patamar de primeira grandeza entre aquelas que dão primazia ao folclore e à cultura tradicional.

A próxima conferência a ser organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho está agendada para o próximo dia 20 de Outubro, pelas 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte. Vai ser proferida pelo Dr. Augusto Flor, Presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, e será subordinada ao tema: “Rodopiando entre a tradição e a inovação – o Folclore como causa”. Entretanto, o conteúdo desta conferência será editado em livro, o qual pode ser solicitado ao Grupo Folclórico Verde Minho.

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publicado por Carlos Gomes às 20:17
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2018
MUSEU DE MARINHA EXPÕE “CARVALHO ARAÚJO – A VIDA PELA PÁTRIA”

De 18 de maio até 11 de novembro, estará em exibição no Museu de Marinha a exposição temporária “Carvalho Araújo – A vida pela Pátria”, que conta a história deste Oficial de Marinha morto em combate durante a Grande Guerra, sendo este o ano em que se comemora o centenário da sua morte.

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A exposição sobre aborda várias vertentes da história do militar, desde a sua vida pessoal, passando pelo seu percurso militar e político, onde se destaca ter sido nomeado Governador da província de Inhambane, em Moçambique. Outro tema em destaque será o combate que lhe tirou a vida com apenas 37 anos, a 14 de outubro de 1918, ao comando do NRP Augusto de Castilho.

Inaugurada a 18 de maio, data em que se comemora o aniversário do nascimento de Carvalho Araújo, a exposição temporária decorrerá até 11 de novembro e estará inserida no normal circuito da visita ao Museu de Marinha.

Saiba mais em: goo.gl/m8joZ9

Mantenha-se a par de todas as novidades da Comissão Cultural de Marinha em:

http://ccm.marinha.pt/pt



publicado por Carlos Gomes às 09:23
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Terça-feira, 8 de Maio de 2018
SOCIEDADE HISTÓRICA DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL PROMOVE CONFERÊNCIA ACERCA DO TEATRO DA ÓPERA DO TEJO

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publicado por Carlos Gomes às 20:38
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2018
FRAGATA D. FERNANDO II E GLÓRIA FOI RECONSTRUÍDA HÁ 20 ANOS

20º Aniversário da Reconstrução da Fragata D. Fernando II e Glória

A partir do dia 5 de maio, o público poderá visitar uma exposição temporária intitulada “20º Aniversário da reconstrução da Fragata D. Fernando II e Glória”, que pretende assinalar este marco na história deste navio, que foi o último ao serviço da Marinha Portuguesa a funcionar exclusivamente à vela.

A reconstrução da fragata ocorreu na sequência de um incêndio que deflagrou a bordo, em abril de 1963, durante a reparação de um tanque de gasóleo. Quando se procediam a trabalhos de soldadura, alguns materiais em chamas caíram no pavimento de madeira, originando, assim, um incêndio de grandes proporções.

A exposição estará em exibição na Fragata D. Fernando II e Glória, em Cacilhas, de 5 de maio até 1 de outubro de 2018 e estará inserida no percurso normal da visita. O preço dos bilhetes varia entre os 2€ (dos 4 aos 12 anos e maiores de 65 anos) e os 4€ (para adultos, dos 13 aos 64 anos), havendo também preços especiais para grupos.

Saiba mais em: goo.gl/ZqfZau

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publicado por Carlos Gomes às 09:07
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Terça-feira, 1 de Maio de 2018
NO DIA 1º DE MAIO DE 1904, OS TRABALHADORES PORTUGUESES SAIRAM À RUA EM LISBOA PARA HOMENAGEAR JOSÉ FONTANA

Passam precisamente 114 anos sobre a data em que, por ocasião das celebrações do 1º de maio, os trabalhadores saíram à rua em Lisboa e desfilaram até às Picoas onde, frente ao edifício do então matadouro municipal, procedeu ao lançamento da primeira pedra de um monumento a ser erguido em homenagem a José Fontana.

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Na ocasião, Azedo Gneco procedeu à entrega ao vereador Sabino de Sousa do martelo “com que havia de bater a pedra fundamental do monumento”, como refere a revista Ilustração Portugueza à época.

Influenciado pelos ideais anarquistas de Proudhon e Bakunine, José Fontana foi um dos pioneiros dos ideários socialistas em Portugal, tendo participado na organização cas conferências do Casino e na fundação do Partido Socialista Português, tendo também participado na redação dos estatutos do Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas.

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publicado por Carlos Gomes às 00:57
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2018
“CAMPO 28 DE MAIO” SERÁ SEMPRE RECONHECIDO PELOS LISBOETAS COMO O JARDIM DO CAMPO GRANDE

Campo Grande, antigo Campo 28 de Maio

Do Palácio Valença-Vimioso e do Restaurante (churrasqueira) do Campo Grande (em baixo ao centro), pelo Jardim do Campo Grande e pela Avenida da República, até ao rio Tejo.

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Foi D. Maria I que, em 1792, começou por discutir o projecto de um jardim nos campos de Alvalade, com a finalidade de criar uma zona arborizada que incluísse um circuito para corridas de cavalos. Quase dez anos mais tarde, em 1801, é o seu filho, o príncipe regente D. João, que ordena a D. Rodrigo de Sousa Coutinho, Conde de Linhares, que planeie a execução dos jardins que vão do Campo Grande ao Campo Pequeno.

Começou-se pela plantação de um extenso e variado arvoredo, ao estilo romântico, que inclui pinheiros, eucaliptos, amoreiras de papel, figueiras e pimenteiras. Em 1816, a conclusão da pista de corridas permite o início das corridas de cavalos.
Para agradar às esposas e famílias dos amantes de cavalos, a construção do lago principal do Campo Grande arranca em 1869, durante o reinado de D. Luís I. Nascem os passeios românticos de barco a remos. A abertura de um botequim no meio do lago para venda de bebidas, em 1900, torna a zona ainda mais aprazível. Instalado numa ilha acessível apenas por uma ponte de madeira, o estabelecimento permitia relaxar bebendo refrescos, enquanto se discutia os assuntos do dia. Um cenário de lazer idílico para quem tinha tempo e dinheiro.

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

Fonte: http://lisboadeantigamente.blogspot.pt/

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publicado por Carlos Gomes às 23:52
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2018
MUSEU DE MARINHA EXPÕE SOBRE A GRANDE GUERRA

O Museu de Marinha vai inaugurar no próximo dia 18 de abril, às 17 horas, uma exposição dedicada à participação da Marinha Portuguesa na I Guerra Mundial, intitulada “A Marinha na Grande Guerra”.

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Com o deflagrar do conflito armado que se generalizou entre as principais potências europeias em 1914, Portugal viu-se perante o desafio de manter uma posição de não-beligerância, assegurando de igual modo a soberania sobre os territórios nacionais. À Marinha Portuguesa competiu a salvaguarda dos interesses do Estado nas águas nacionais, na metrópole e nas colónias, garantindo a defesa e vigilância dos portos, da navegação e das principais vias de comunicação marítima.

E, passados cem anos, o grande desafio da exposição passa por manter a memória de todos aqueles que, em terra e no mar, intervieram e participaram na Grande Guerra, entre 1914 e 1918, alguns inclusive com o sacrifício da própria vida, garantindo dessa forma a defesa de Portugal.

A exposição é temporária e estará em exibição entre 18 de abril e 11 de novembro de 2018. De salientar que a exposição é gratuita, na medida em que visitar a exposição permanente do Museu de Marinha, que custa entre 3,25€ e 6,50€, dará também acesso a visitar a exposição temporária, sem qualquer custo adicional.



publicado por Carlos Gomes às 09:50
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2018
ANTIGO COMBATENTE JAIME FROUFE ANDRADE PUBLICA LIVRO SOBRE A SUA EXPERIÊNCIA DE COMBATE EM MOÇAMBIQUE

Acaba de sair a décima segunda edição de um pequeno livro (86 páginas) que escrevi sobre a minha experiência de guerra durante a minha comissão em Moçambique como alferes miliciano.

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Infelizmente não posso oferecer um exemplar, como tanto gostaria, a cada camarada. Resta-me propor que me "comprem" esta obra-prima com o sombrio nome "Não sabes como vais morrer", editada pela AJHLP-Associação. dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto e levada ao palco pela companhia profissional "TeatroEnsaio".

Outra boa novidade é eu poder disponibilizar livros a preço de custo ou seja a 2.50 Euros, quantia que decidi arredondar para os 3 (três) Euros por causa dos portes do correio. Gosto grande seria ter-te como leitor. Se o quiseres só terás de me facultar um endereço (não esqueças o código postal) para eu te poder enviar o livro pelo correio.

Depois do livro te chegar às mãos, a quitação seria através da transferência dos 3 Euros para o

NIB 0035 0651 0031 2990 2003 4, de CGD.

Jaime Froufe Andrade



publicado por Carlos Gomes às 15:29
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Sábado, 24 de Março de 2018
GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO FAZ DE LOURES UM FÓRUM CULTURAL - RUI DANIEL CERQUEIRA VEIO FALAR DE FOLCLORE E REGIONALISMO VIVIDO EM MOÇAMBIQUE ATÉ À INDEPENDÊNCIA

Minhotos que regressaram de Moçambique jamais esquecem a sua Casa do Minho em Lourenço Marques

Foi de forma profundamente emocionada que Rui Aguilar Cerqueira falou hoje em Loures acerca das vivências dos minhotos em terras moçambicanas até à independência política daquele território ocorrida em 1975. Marcado pela saudade dos familiares e amigos que evocou, a começar pelo seu próprio pai que foi um dos principais obreiros da Casa do Minho em Moçambique – vulgo Casa do Minho em Lourenço Marques – a saudável confraternização nomeadamente no rancho folclórico, até à despedida da terra que continuam a amar e os sacrifícios porque tiveram de passar para começar uma nova vida na metrópole.

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A comoção embargava-lhe as palavras que, nos momentos mais sensíveis, soltava-as a custo. Mas conseguiu com êxito trazer ao conhecimento dos minhotos radicados na região de Lisboa uma realidade quase desconhecida para a sua maioria. Aliás, é a primeira vez que o tema é trazido a público, para além do círculo estreito dos minhotos que viveram em Moçambique, procurando-se desse modo preservar a memória do nosso regionalismo nas paragens do Índico.

A conferência, subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”, foi organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho e teve lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade.

À semelhança de outras conferências já realizadas, vai dentro em breve a mesma ser editada em livro, passando a estar disponível ao público, prosseguindo a colecção já iniciada.

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Entretanto, o encontro anual dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar em Paredes de Coura, no próximo dia 5 de Maio. Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem no Minho um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país.

Na conferência estiveram presentes vários minhotos que também fizeram parte daquela associação regionalista em Moçambique os quais, ao som da concertina, não dispensaram um pezinho de dança, ou não fossem eles minhotos genuínos.

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Após a saudação a todos os presentes, a começar pelo próprio representante da Câmara Municipal de Loures, Dr. Francisco Sousa, procedeu à apresentação do palestrante, com as palavras que seguidamente transcrevemos.

“Senhoras e senhores,

Antes de mais, queria agradecer ao sr. Rui Aguilar Cerqueira por ter acedido ao nosso convite e, dessa forma, dar-nos a oportunidade de conhecer como era a vida social e associativa dos minhotos que viveram em Moçambique até à altura da independência.

O tema escolhido para esta conferência é o “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”. Vamos, pois, ter a excepcional possibilidade de saber como trabalhava a Casa do Minho na capital de Moçambique, entretanto rebaptizada como Maputo. E digo excepcional porque estou convencido de que é a primeira vez, desde o regresso à metrópole dos nossos conterrâneos, que tal assunto é exposto publicamente, extravasando o círculo estreito daqueles que de lá vieram.

Estou certo que muitos dos minhotos que viveram em Moçambique sentem ainda o coração repartido entre o Minho e aquelas longínquas paragens do Índico. Como exemplo, o nosso amigo Rui Aguilar Cerqueira tem as suas raízes em Arcos de Valdevez mas já nasceu em Moçambique. Não admira, pois, essa nostalgia que ainda sentem pela terra onde nasceram e viveram, com a mesma intensidade com que sinceramente amam o nosso Minho!

Com efeito, Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.”

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publicado por Carlos Gomes às 19:22
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Sexta-feira, 2 de Março de 2018
FALECEU O COMANDANTE ESTÁCIO DOS REIS, INSÍGNE HISTORIADOR E INVESTIGADOR DA MARINHARIA E DOS INSTRUMENTOS NÁUTICOS

O Comandante António Estácio dos Reis acaba de falecer aos 94 anos de idade. Oficial de Marinha por vocação, a ele devemos elevados contributos no domínio da História Náutica como, a título de exemplo, a identificação de um nónio construído de acordo com as instruções de Pedro Nunes, que faz parte do acervo do Museu de História da Ciência de Florença.

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A ele também se deve a atenção que passou a ser prestada aos astrolábios, uma autêntica campanha de sensibilização que levou ao Museu de Marinha a reunir na sua colecção nove astrolábios, nada menos do que a maior colecção do género em todo o mindo.

Do blogue “Estação Cronographica” em http://estacaochronographica.blogspot.pt/, extraímos com a devida vénia a sua nota biográfica que a seguir transcrevemos.

António Estácio dos Reis nasceu em Lisboa, em 1923, frequentou o Liceu Pedro Nunes e foi admitido na Marinha de Guerra em 1943. Na Reserva da Armada desde 1979 e reformado desde 1991, tem no seu currículo militar cargos como o Comando Naval de Moçambique, uma Missão Militar NATO em Bruxelas, uma passagem pelo Tribunal Militar da Marinha, como juiz, ou pela Embaixada de Portugal em Paris, como Adido Naval. No campo da investigação, desde 1988 que trabalha com a Biblioteca Central de Marinha, tendo colaborado com a Comissão Cultural da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura (1982-83), com a Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, com a Comissão de Portugal para a Exposição Universal de Sevilha, com a EXPO-98. Está actualmente empenhado na contribuição para a edição das Obras de Pedro Nunes, sob a égide da Academia das Ciências de Lisboa.

Membro da Scientific Instrument Society, de Londres, Estácio dos Reis tem feito comunicações em dezenas de congressos científicos em Portugal e no estrangeiro. Centenas de artigos seus, de divulgação científica, estão publicados nas Revista da Armada, Baluarte, Atlantis, Oceanos, Mare Liberum, Gazeta de Matemática, entre outros títulos. Astrolábios Náuticos em Portugal é o seu mais recente livro, estando actualmente em fase de finalização A Máquina a Vapor, onde trata da introdução deste elemento de modernidade no Portugal do século XIX.

Com mais de vinte condeocorações militares e civis, Grande Oficial da Ordem Militar de Avis desde 1980 e condecorado pelos Estados de França e do Brasil, foi também feito Comendador da Ordem Militar de Santiago e Espada.



publicado por Carlos Gomes às 19:52
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2018
MEMÓRIA DO TEMPO: SIGA PELA DIREITA!

Rua Barros Queirós. Uma artéria apertada para o trânsito automóvel a ligar o Rossio à rua da Palma através do Largo S. Domingos. Os passeios pedonais eram excessivamente estreitos. E, não que os transeuntes pudessem circular sem se atropelarem, apenas havia uma solução. Circular em cada passeio apenas num sentido: Siga pela direita!

As placas ainda lá se encontram junta à velha taberna da ginginha da rua Barros Queirós…

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publicado por Carlos Gomes às 21:37
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Sábado, 20 de Janeiro de 2018
PRESIDENTE DA CASA DO CONCELHO DE CASTRO DAIRE APRESENTA TESE DE DOUTORAMENTO ACERCA DAS CASAS REGIONAIS EM LISBOA

“Quanto país cabe em uma cidade? – As Casas dos Concelhos Embaixadas Regionais em Lisboa” é como se designa o projeto de investigação de seu doutoramento sobre o atual enquadramento das Casas Regionais em Lisboa que está a ser realizado pelo Dr. Luís Esteves, um regionalista que é presentemente o Presidente da Casa do Concelho de Castro Daire, na capital lisboeta.

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Este projeto de investigação constitui um estudo em forma de peça documental através dos materiais escritos, fílmicos e sonoros produzidos. Pretende ser um registo atualizado sobre as Casas Regionais no ativo, quem são e como se expressam.

Um fórum associativo em documentário que resulta da participação/ação do investigador nos discursos rurais da arquitectura urbana presente na nossa capital. Explorar conceitos derivados, como: associativismo, regionalismo, fluxo migratório, etnografia, tradições e cultura popular.

No plano de trabalhos consta entrevistas com os presidentes de direção, no sentido de conhecer e perceber o objecto de estudo, passando pela história, missão, seus valores e, consequentemente, pelas atitudes e percepções dos seus representantes.

Procurar saber quem são, o que as define, o que fazem, como se organizam, quais os recursos. Conhecer o passado, o presente e as suas perspectivas futuras. Um conjunto de questões que definem a entidade e respondem certamente às características do fenómeno colectivo de encontro de fluxos migratórios na capital lisboeta.

Surge o cinema como instrumento de recolha e tratamento de dados, grelha de observação e proposta de reflexão e discussão.

Natural do concelho de Castro Daire, região da Beira-Alta, o Dr. Luís Esteves ingressou aos 18 anos no Curso de Estudos Artísticos, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo iniciado a especialização na variante de Cinema, na Université Sorbonne Nouvelle Paris III.

Após a Licenciatura, conclui os estudos académicos no Brasil e, em 2011, torna-se Mestre em Estudos Artísticos com especialização na área dos Estudos Fílmicos e da Imagem pela Universidade de Coimbra, convénio com a Universidade Gama Filho (Barra-Downtown) – Rio de Janeiro.

Atualmente, a par do Doutoramento em Artes do Media na Universidade Lusófona de Lisboa, seus compromissos passam por lecionar no Conservatório D'Artes de Loures e é também Presidente da Casa do Concelho de Castro Daire, em Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 16:35
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018
GALEGOS MAIS EMPENHADOS DO QUE NÓS NA LÍNGUA PORTUGUESA

Floresça, fale, cante, ouça-se, e viva

A Portuguesa língua, e já onde for

Senhora vá de si soberba, e altiva.

Se ’té’qui esteve baixa, e sem louvor,

Culpa é dos que a mal exercitaram:

Esquecimento nosso, e desamor.

António Ferreira (século XVI)

Haverá algum português que não entenda um galego ou algum galego que não nos perceba na conversação comum? Dificilmente, pois as nossas duas Línguas são irmãs-gémeas.

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Algo as distingue, porém, no contexto linguístico mundial: enquanto o Galego permaneceu durante séculos “fechado” como Língua oral de uso particular, sem direito a entrada na esfera cartorial, o Português tornou-se independente e oficial, evoluiu mais radicalmente e acabou por ser disseminado por todos os Continentes ao acompanhar a Expansão.

Não admira que, hoje, os galegos desejem associar-se às vantagens de uma Língua franca que eles compreendem como se fosse sua e que é falada e escrita em todo o Mundo por 250 milhões de pessoas: o sexto idioma mais usado no planeta, o quinto mais corrente na Internet e o terceiro no ‘ranking’ idiomático das redes sociais Facebook e Twitter.

Foi com este quadro histórico em mente que o parlamento da Galiza aprovou em Abril passado, por unanimidade, um diploma legal que protege a introdução progressiva da Língua Portuguesa em todos os níveis de ensino oficial naquela Comunidade Autónoma espanhola.

A Lei para o Aproveitamento da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia (é este o seu título) já está em vigor e permitirá melhorar o ensino do Português na Galiza. No presente ano lectivo, mais de 2.500 jovens galegos aprendem a nossa Língua em escolas primárias e secundárias, na rede de ensino oficial de idiomas e nas Universidades de Vigo, Santiago de Compostela e A Coruña.

O diploma legal sublinha que “o Português, nascido na velha Gallæcia, é idioma de trabalho de vinte organizações internacionais, incluída a União Europeia, assim como língua oficial de nove países e do território de Macau, na China.

Entre eles figuram potências económicas como o Brasil e outras economias emergentes. É a língua mais falada no Hemisfério Sul”.

Sendo a Língua própria da Galiza inter-compreensível com o Português, e oferendo por isso “uma valiosa vantagem competitiva em muitas vertentes, nomeadamente na cultural, mas também na económica”, o parlamento galego decidiu “fomentar o ensino e a aprendizagem do Português com o objectivo, entre outros, de que empresas e instituições aproveitem a nossa vantagem linguística, um valor que evidencia a importância mundial do idioma oficial dum país vizinho, tendo em conta também o crescente papel de blocos como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”.

Há muito que na Comunidade Autónoma da Galiza se ouvem vozes em defesa do Português e do seu ensino regular nas escolas oficiais.

A grande novidade deste novo diploma reside na oficialização dessa velha aspiração como “objectivo estratégico do governo galego”.

Diz o diploma: “Os poderes públicos galegos promoverão o conhecimento da Língua Portuguesa e das culturas lusófonas para aprofundar os vínculos históricos que unem a Galiza com os países e comunidades de Língua Portuguesa, e pelo carácter estratégico que as relações económicas e sociais têm para a Galiza, no quadro da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal”.

A Lei prevê ainda o intercâmbio entre cadeias de televisão galegas e portuguesas.

O interesse da Comunidade da Galiza pela nossa Língua (mesmo que numa vincada óptica economicista, capaz de entristecer os puristas) parece infinitamente mais empenhado do que aquele que a burocracia portuguesa dedica ao assunto.

É meritório o trabalho do Instituto Camões, do Observatório de Língua Portuguesa, do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e de várias outras instituições que trabalham pela difusão do Português, ainda que acorrentadas às grilhetas do absurdo Acordo Ortográfico.

Mas a dieta minguada que o Orçamento concede ao ensino e propagação da Língua e da Cultura é ridícula, quando comparada com as reais necessidades de uma política conjugada de “investimento” (passe a palavra) na difusão da nossa Identidade.

Em 2007, quando as vacas ainda estavam gordas e o dinheiro corria como leite e mel, o orçamento anual do Ministério da Educação para a difusão da Cultura e para o ensino do Português no estrangeiro não alcançava sequer os 40 milhões de euros – uma quantia insignificante se posta em confronto com os muitos milhares de milhões desbaratados anualmente em decisões estatais ruinosas.

E se a verba não chegava a 40 milhões em 2007, é apenas possível imaginar a que se reduzirá hoje, após sete anos de cortes médios de 10 por cento ao ano no orçamento da Educação…

Não admira que Joseph Ghanime, dirigente da Associação de Docentes de Português na Galiza, tenha lamentado há dias a falta de “medidas concretas” e de “algum interesse” de Portugal com vista a uma promoção “mais ambiciosa” do Português no sistema educativo galego.

A Galiza dá-nos assim uma bela lição, até porque não é principiante no ensino do Português. Os últimos dados disponíveis apontam para mais de 2.500 estudantes galegos matriculados em aulas oficiais de Língua Portuguesa, entre o ensino primário e o universitário, passando pelas escolas oficiais de línguas.

Essas aulas são ministradas por cerca de 90 professores, agrupados na Associação de Docentes de Português na Galiza (ADPG), que pugna por uma melhor organização da sua actividade.

Até agora, a constituição de turmas de Português no ensino secundário galego tem sido feita na base do voluntariado, não existindo um corpo permanente de docentes da Língua, ao contrário do que sucede, por exemplo, com o Inglês ou o Francês.

É esta escassa especialização que a ADPG deseja superar, propondo que o governo autonómico crie um quadro expresso de professores de Português que só a esta Língua se dediquem.

Curiosamente, apesar da proximidade geográfica e das afinidades históricas e culturais, a Galiza não é a Comunidade Autónoma do Reino de Espanha com mais alunos de Português. Enquanto a Galiza conta 2.500 alunos numa população de 2,3 milhões, a Extremadura (apenas com um milhão de habitantes) tem 20 mil alunos a aprender o Português em 140 centros do ensino oficial, enquanto o canal público extremenho de televisão emite o programa “Falamos Português”, em colaboração com o Instituto Camões.

Este aparente paradoxo explica-se facilmente: embora o interesse pela Língua Portuguesa seja mais intenso na Galiza, muitos galegos têm a convicção de que as nossas duas Línguas são tão semelhantes que não é preciso ter aulas – um equívoco que ignora o facto de o ensino de uma Língua implicar uma envolvência cultural e social que tem de ser aprofundada.

Esta consciência da necessidade de aprofundamento dos conhecimentos linguísticos e culturais é muito mais corrente no meio universitário, como está demonstrado pela existência de vários cursos de Filologia Portuguesa e Estudos Portugueses nas Universidades de A Coruña, Vigo e Santiago. 

Um pouco de História

Durante a dominação romana da Península, a Província da Galécia incluía as regiões bracarense (Braga), lucense (Lugo) e asturiense (Astorga). A partir do ano 212, a sua capital foi Braga, a nobre e erudita Bracara Augusta, que estendia a sua jurisdição do Rio Douro ao Mar Cantábrico.

Reorganizada sob Fernando Magno após o colapso do Império, toda esta região manteve características próprias. Foi só no século XI que o Rei Alfonso VI, avô de D. Afonso Henriques, juntou a Galiza, Portugal e as Astúrias aos territórios de Castela e Leão, na tentativa de formar uma grande unidade peninsular.

Mas ao pedir auxílio aos barões franceses na sua guerra contra os mouros, Alfonso abriu as portas a uma nova subdivisão do território que unificara, pois foram os descendentes desses barões borgonheses que estiveram na origem das lutas pela re-autonomização do Noroeste da Península Ibérica.

Os primos Raimundo e Henrique da Borgonha vieram a casar-se com duas filhas de Alfonso VI, Urraca e Teresa, a quem o monarca ofereceu a Galiza e o Condado Portucalense, respectivamente. Afonso Henriques, filho de Teresa e Henrique, acabou por questionar o vínculo e lutou em 1128, em São Mamede (Guimarães), contra o domínio de Leão e Castela representado por sua mãe.

O facto de, em São Mamede, a Galiza ter apoiado Teresa contra Afonso Henriques deveu-se à enorme influência exercida pelos bispos na sociedade desse tempo. A rivalidade entre os prelados de Braga e Santiago de Compostela levou à formação de dois “partidos”, tendo os seguidores do arcebispo bracarense Paio Mendes apoiado o “partido” da independência e os seguidores do prelado galego Diego Gelmirez o “partido” de Leão e Castela.

De todo o modo, bispos à parte, a origem comum na Gallæcia Magna manteve a Galiza e Portugal em grande proximidade social e cultural, sobretudo depois de Afonso Henriques ter visto confirmada a autonomia portuguesa em 1143 e de os próprios galegos terem iniciado tentativas de se libertarem, eles próprios, do domínio do Rei de Castela e Leão.

O facto de a Galiza nunca ter conseguido obter essa autonomia fez com que a língua galaica não tivesse estatuto de língua escrita durante muitos séculos, condicionando a sua evolução. Pelo contrário, Portugal, Estado-Nação com um percurso próprio, viu a sua língua evoluir até um estatuto clássico. No dizer de Alexandre Herculano, “o Português não é senão o dialecto galego, civilizado e aperfeiçoado”.

Um pouco de Linguística

Tanto o Português como o Galego resultam de evoluções diferentes a partir de um mesmo idioma comum. Esse idioma original, resultante de uma evolução própria do Latim Vulgar, foi usado na Gallæcia Magna (isto é, num território que hoje corresponde à Galiza, ao Norte de Portugal e à zona Oeste das Astúrias).

Segundo o linguista Ivo Castro, da Universidade de Lisboa, a existência autonóma de uma língua romance galaico-portuguesa começou a ser patente no século VII, quando se verificaram dois fenómenos: a palatalização dos grupos iniciais latinos pl-, kl-, fl- na africada palatal surda tš; e a lenição das soantes intervocálicas latinas -n- e -l-.

Quando se iniciou a Reconquista cristã, a partir do século IX, o romance galego-português era a língua do Noroeste da Península Ibérica. Os distintos caminhos políticos seguidos posteriormente nas várias regiões onde era falada determinaram as progressivas transformações paralelas do galaico-português.

No território de Portugal (Reino independente a partir do século XII), a antiga língua comum evoluiu independentemente e a partir do século XIII já existia claramente aquilo que designamos por Português Antigo. “A abundante produção escrita em Português torna possível, desde então, observar com mais pormenor as mudanças que a língua vai sofrer entre os séculos XIII e XV e que, por graduais transições, a levarão a transformar-se de língua medieval em língua clássica”, como salienta Ivo Castro, agravando-se “o distanciamento em relação ao Galego, entretanto impedido pelo domínio castelhano de existir como língua de cultura”.

Fonte: https://jornaldiabo.com/

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publicado por Carlos Gomes às 15:12
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Segunda-feira, 1 de Janeiro de 2018
QUATRO MIL ANOS DE TRADIÇÃO INDO-EUROPEIA

Em Terra de Miranda, nos confins de Trás-os-Montes, resiste uma velha tradição cujos traços se perdem na noite dos tempos, reminiscência, talvez, das danças rituais guerreiras indo-europeias presentes em todas as comunidades agro-pastoris a partir da Idade do Ferro e da qual dão conta sucessivos testemunhos de Plínio, Estrabão e Tácito. Os antropólogos encontram similitudes entre os Pauliteiros e as danças que os mancebos da Grécia Antiga, da Roma republicana e da Germânia primitiva executavam por ocasião das festividades religiosas em honra dos deuses protectores dos guerreiros. Tais rituais subsistiram um pouco por toda a Europa até ao advento da era industrial - na Suíça, no sul de França, no País Basco - mas desapareceram assim que as sociedades camponesas entraram em colapso.

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A coreografia insere movimentos que lembram o adestramento militar - o ataque, a defesa, a agilidade - bem como a unidade ritmada. Nas mãos dos dançarinos, dois paus substituindo a espada e o punhal, simulam a luta corpo-a-corpo em que a espada interceptava e detinha a estocada, e o punhal assestava o golpe mortal no inimigo. O saio branco substitui a túnica, o colete lembra o peitoral em couro ou bronze e o chapéu com fitas coloridas evoca o capacete emplumado. As danças são ritmadas por tambores, acompanhados por gaitas-de-foles e adufes, instrumentos antiquíssimos entrados na Península Ibérica por volta do primeiro milénio a.C e já comuns entre os Celtiberos. As castanholas surgem no fim do combate e são executadas pelos bailadeiros-guerreiros como representação da alegria da vitória.

Graças ao empenho das associações defensoras da identidade cultural dos povos de Miranda, os Pauliteiros são hoje um dos florões do folclore português, actuando um pouco por todo o mundo como embaixadores de um povo orgulhoso da sua exclusividade.

Fonte: MCB / https://www.facebook.com/pg/novaportugalidade/about/?ref=page_internal



publicado por Carlos Gomes às 17:21
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Domingo, 31 de Dezembro de 2017
JANEIRO EVOCA JANO – DEUS PAGÃO DOS PORTÕES E DOS COMEÇOS NA MITOLOGIA ROMANA

Dentro de escassas horas e de acordo com o calendário gregoriano – assim designado por ter sido adoptado pelo Papa Gregório XII através da bula Inter gravíssimas a fim de corrigir o anterior calendário Juliano, estabelecido pelo imperador romano Júlio César – daremos entrada no ano 2018 da Era Cristã. E, com ele, o mês de Janeiro que os romanos dedicaram ao deus Jano.

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Corria o ano 46 antes da Era Cristã quando o ditador romano Júlio César decretou o dia 1 de janeiro como o dia de Ano Novo, consagrando os romanos o mês de janeiro a Jano, deus pagão dos portões e dos começos, daí derivando a sua própria designação que perdura até aos nossos dias.

Jano é representado com duas faces, uma das quais olhando o passado e a outra voltada para o futuro.

A celebração deste dia ocorre geralmente entre todos os povos que possuem um calendário anual, podendo no entanto o mesmo ser celebrado em ocasiões diversas em consequência das diferenças existentes entre os calendários nas várias culturas.



publicado por Carlos Gomes às 15:03
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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
PARABÉNS, MARINHA PORTUGUESA!

As armas e os barões assinalados

Que, da ocidental praia lusitana,

Por mares nunca de antes navegados

Passaram ainda além da Taprobana,

Em perigos e guerras esforçados,

Mais do que prometia a força humana,

E entre gente remota edificaram

Novo reino, que tanto sublimaram.

Os Lusíadas, Canto I, estrofe 1

MARINHA PORTUGUESA COMEMORA 700 ANOS DE EXISTÊNCIA COM DESFILE NAVAL E PARADA MILITAR EM LISBOA

Perto de meia centena de navios nacionais e estrangeiros participam hoje no rio Tejo nas comemorações dos 700 anos da Marinha Portuguesa

O rio Tejo de onde há mais de quinhentos anos partiram as caravelas e naus portuguesas que, parafraseando o imortal poeta Luís Vaz de Camões, “Novos mundos ao mundo irão mostrando”, serviu hoje de cenário a um acontecimento de com uma grandiosidade jamais vista na cidade de Lisboa. Perto de meia centena de navios de guerra, nacionais e estrangeiros, perfilaram-se perante a cidade das sete colinas para celebrar o 700º aniversário da Marinha Portuguesa.

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Defronte, na Praça do Comércio – local que antes do Terramoto de 1755 fora o Terreiro do Paço – os marinheiros de Portugal formaram em parada e desfilaram perante o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas e à vista do arco triunfal onde a Glória coroa o Génio e o Valor e se inscreve a divisa “VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS COCVMENTO PPD”*

Por seu turno, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante António Silva Ribeiro, evocou o passado glorioso da Marinha Portuguesa, enaltecendo as virtudes militares e o espírito de servir que a todos irmana no cumprimento do dever.

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Passam 700 desde a data da criação formal da Marinha Portuguesa. Em 1 de Fevereiro de 1317, celebrava o Rei D. Dinis com o genovês Manuel Pessanha, um contrato de vassalagem, tendo este sido nomeado por Diploma Régio o primeiro Almirante do Reino de Portugal, conferindo a partir de então à Armada Portuguesa um carácter permanente.

Não obstante o simbolismo da data, a Marinha Portuguesa possui origens bem mais remotas, sendo de acordo com uma bula papal considerado o ramo das Forças Armadas mais antigo do mundo. Regista-se nos anais da História de Portugal, regista-se a batalha travada com êxito em 1180, ao largo do Cabo Espichel, comandada por D. Fuas Roupinho, contra uma esquadra muçulmana. A referida batalha ocorreu ao tempo do reinado de D. Afonso Henriques. Mas, foi o Rei D. Dinis quem decidiu conferir à Marinha Real o carácter de organização permanente que mantém até aos nossos dias.

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À Marinha se deve ainda as navegações quinhentistas e à expansão marítima que lhe sucedeu, estendendo o seu domínio a todos os mares, desde o Oceano Atlântico ao Pacífico, unindo os cinco continentes sob a égide da Cruz da Ordem de Cristo.

Entre as suas maiores glórias conta-se a Batalha do Cabo Matapão, travada em 1717 contra a poderosa esquadra turca que no Mediterrâneo ameaçava o sul da Europa. A sua função foi adaptando-se às mudanças dos tempos e cumpre actualmente importantes missões no domínio internacional e também na salvaguarda da nossa soberania no mar.

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Conta uma velha lenda que Lisboa terá sido fundada pelo herói grego Ulisses (Odisseu) que a baptizou com o seu próprio nome, o qual viria mais tarde com a presença romana a ser corrompido para Olissipona. Para tal, iludira a rainha de Ofiusa – a terra de Serpentes como mitologicamente era conhecido o local – fingindo levar-se pelos seus encantos. Uma vez cumprida a tarefa, Ulisses partira logo que os navios estavam abastecidos e a marinhagem repousada, deixando atrás de si a rainha de Ofiusa que, desesperadamente, procurava alcançá-lo até ao mar e, serpenteando, dera origem à formação das colinas da cidade.

Foi, pois, nesta vetusta cidade de tão antigos e nobres pergaminhos que Portugal fez nascer a mais antiga Marinha do mundo, a qual hoje desfilou na sua melhor sala de visitas – o Terreiro do Paço – banhada pelas águas do rio Tejo que em tempos idos viu partir com as velas enfunadas, as naus que levaram a Cruz de Cristo às cinco partidas do mundo.

* “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”.

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publicado por Carlos Gomes às 22:04
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Terça-feira, 5 de Dezembro de 2017
DISCURSO DO COORDENADOR-GERAL DO MOVIMENTO 1º DE DEZEMBRO, JOSÉ RIBEIRO E CASTRO, NAS CERIMÓNIAS OFICIAIS DE 2017

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publicado por Carlos Gomes às 14:51
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Sábado, 2 de Dezembro de 2017
BANDAS DE MÚSICA DE TODO O PAÍS EXECUTAM EM LISBOA O HINO NACIONAL SOB A BATUTA DO MAESTRO DA BANDA DA ARMADA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Mais de duas dezenas de bandas filarmónicas provenientes de todo o país desfilaram ontem em Lisboa, na avenida da Liberdade, no âmbito das comemorações do 1º de Dezembro, Dia da Restauração da Independência Nacional em 1640. No final, sob a batuta do maestro da Banda da Armada, exutaram em uníssono o Hino da Maria da Fonte, o Hino da Restauração e a Portugueza ou seja, o Hino Nacional.

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Tratou-se de uma grandiosa jornada cívica e patriótica e também cultural que lembrou a História e o espírito de união e liberdade dos portugueses cuja celebração fez todo o sentido com a participação da Banda da Armada, unidade cultural da Marinha Portuguesa que agora comemora 700 anos de existência.

Herdeira de gloriosas tradições, a Banda dos Marinheiros da Armada gravou em 1903 o primeiro disco produzido em Portugal.

Conforme é descrito no seu site oficial, “Ao longo dos mais de quinhentos anos de existência de formações musicais na Armada, estas sofreram inúmeras alterações, desde a designação ao número de elementos que as constituíram, tornando a enumeração praticamente impossível.

Na realidade, as fontes históricas só são razoavelmente seguras, sobre esta matéria, a partir da primeira metade do século XVIII, e indicam que em agosto de 1740 existia na Armada Real uma banda intitulada "Charamela".

A 3 de abril de 1903 a Banda dos Marinheiros da Armada grava, no Quartel do Corpo de Marinheiros, em Alcântara, aquele que é considerado o primeiro disco produzido em Portugal, um documento histórico e fonográfico raríssimo. A capa contém o selo real e a inscrição "Oferta do Maestro António Maria Chéu ao rei D. Carlos". A gravação, efetuada pela The Gramophone and Typewriter Ltd., de Londres, pretendia comemorar a visita de Eduardo VII de Inglaterra a Portugal.

Presentemente a Banda conta com 113 músicos, muitos dos quais com formação superior e com uma média etária de 33 anos. Fruto do esforço de renovação e dinamização levado a cabo nos últimos anos, os resultados refletem-se na grande visibilidade nacional e internacional das suas atuações ao vivo e na constante gravação e edição de discos compactos.

Na realidade, ao longo dos tempos têm pertencido e continuam a despontar na Banda da Armada, vários compositores de reconhecido mérito, e alguns dos melhores instrumentistas portugueses.”

Perante a sua marcha disciplinada e a empolgante execução da marcha dos marinheiros, a Banda da Armada foi muito aplaudida pelos populares que assisitiam ao seu desfile ao longo de todo o percurso até à Praça dos Restauradores. Uma grande jornada patriótica que, sem dúvida alguma, a Banda da Armada muito contribuiu para o seu brilhantismo!

Texto e fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 18:50
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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2017
BANDAS FILARMÓNICAS DE TODO O PAÍS CELEBRARAM EM LISBOA O DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, presidiu às comemorações e confraternizou com o povo

Mais de duas dezenas de bandas filarmónicas provenientes de todo o país, grupos de percussão e a Banda da Armada Portuguesa desfilaram hoje em Lisboa, na avenida da Liberdade, no âmbito das comemorações do 1º de Dezembro, Dia da Restauração da Independência Nacional em 1640. Tratou-se de uma grandiosa jornada cívica e patriótica e também cultural que lembrou a História e o espírito de liberdade dos portugueses, depois do actual governo ter reposto o feriado nacional instituído por Decreto em 12 de Outubro de 1910.

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A registar a participação da Banda de Música da Sociedade Filarmónica Pedroguense, de Pedrógão Grande, que desfilou fardada de luto e foi sempre muito aplaudida pelo público à sua passagem.

Como vem sendo habitual, o desfile culminou com uma grandiosa concentração na Praça dos Restauradores que, após a intervenção do Dr. José Ribeiro e Castro em nome da entidade organizadora, todas as bandas executaram em uníssono o Hino da Maria da Fonte, o Hino da Restauração e o Hino Nacional (A Portuguesa).

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A organização da iniciativa cabe ao Movimento 1º de Dezembro que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, a EGEAC, a Confederação Musical Portuguesa e, naturalmente, a SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

Este ano foi publicado um livro que é um álbum onde constam imagens de todas as bandas que participaram nas comemorações do 1º de Dezembro ao longo dos últimos 5 anos.

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publicado por Carlos Gomes às 21:54
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Quinta-feira, 30 de Novembro de 2017
BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM AMANHÃ EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA EM 1640

Bandas Filarmónicas de todos os distritos do país vão participar amanhã nas comemorações do dia da Restauração da Independência Nacional em 1640.

A organização pertence ao Movimento 1º de Dezembroque lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios. É possível realizá-lo também graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

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Está também prevista a edição este ano de um livro em forma de álbum fotográfico que constitui um interessante registo das participações das bandas filarmónicas nas comemorações do 1º de Dezembro.

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas que este ano se realiza tem o seguinte programa:

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.900 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 6ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Mareantes do Rio Douro (Gaia)

BANDA NACIONAL:

Banda da Armada

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda Musical de Figueiredo (Arouca)

Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde (Castro Verde)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda de Música da Carvalheira (Terras de Bouro)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Associação Recreativa Musical Covilhanense | Banda da Covilhã (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical) (Penamacor)

Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense (Sertã)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão / Filarmónica do Alqueidão (Figueira da Foz)

Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira (Montemor-o-Velho)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Sociedade Filarmónica Portimonense (Portimão)

Sociedade Recreativa e Musical Loriguense (Seia)

Sociedade Filarmónica Avelarense (Ansião)

Sociedade Artística Musical 20 de Julho de Santa Margarida do Arrabal (Leiria)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão Grande)

Associação Musical e Artística Lourinhanense (Lourinhã)

Banda da Escola de Música da Juventude de Mafra (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião (Gavião)

Sociedade Musical Nisense (Nisa)

Sociedade Recreativa Musical Alegretense (Portalegre)

Banda Filarmónica de Crestuma (Gaia)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Alcácer do Sal)

Banda Musical do Barreiro (Barreiro)

Banda Nova de Barroselas (Associação Banda Escuteiros de Barroselas) (Viana do Castelo)

Banda Marcial de Tarouquela e Municipal de Cinfães (Cinfães)

Banda de Música de São Cipriano “A Nova” (Resende)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Será um total de 32 entidades, integrando 1 grupo de persussão, 1 banda nacional militar e 30 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1900 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Capitão-Tenente Délio Gonçalves, da Banda da Armada.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

Banda Nova de Barroselas - 2015



publicado por Carlos Gomes às 01:02
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MOVIMENTO 1º DE DEZEMBRO ACABA DE LANÇAR LIVRO SOBRE AS BANDAS FILARMÓNICAS QUE DESDE 2016 DESFILAM NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

Obra conta com a colaboração fotográfica de Carlos Gomes e Manuel Santos, respectivamente Administrador e Colaborador Fotográfico do Blogue do Minho e Blogue de Lisboa

O Movimento 1º de Dezembro procedeu hoje ao lançamento do livro “O Novo 1º de Dezembro”, em cerimónia público que decorreu no Palácio da Independência, ao Largo de São Domingos, 11, em Lisboa.

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O livro foi apresentado por José Ribeiro e Castro, coordenador da obra e do Movimento 1º de Dezembro, por José Alarcão Troni, presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e Martinho Caetano, Presidente da Confederação Musical Portuguesa.

Com esta iniciativa, pretendeu o Movimento 1º de Dezembro assinalar cinco anos do Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas (2012-16), visando enriquecer e valorizar o dia em que celebramos a independência nacional.

Sob chancela da "Casa Sassetti", uma marca da Editora Princípia, trata-se de um livro-álbum elaborado sob coordenação de José Ribeiro e Castro, apresentando imagens de bandas filarmónicas e outros grupos que, nos últimos cinco anos, já vieram representar 71 concelhos neste "novo 1º de Dezembro", festivo e popular.

Fotos: Manuel Santos

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A obra tem como promotores o Movimento 1º de Dezembro, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e a Confederação Musical Portuguesa e como patrocinadores 16 Câmaras Municipais: Baião, Cabeceiras de Basto, Cantanhede, Carrazeda de Ansiães, Castelo Branco, Chaves, Leiria, Lisboa, Mafra, Mangualde, Montijo, Odemira, Pedrógão Grande, Ponte de Lima, Portimão, Seia, Viana do Alentejo e Viana do Castelo.

As fotografias usadas no livro-álbum são de Isabel Santiago Henriques, José Ribeiro, Castro e Rui Ochoa e ainda de Carlos Gomes e Manuel Santos, respectivamente o Administrador e o Colaborador Fotográfico do Blogue do Minho e do Blogue de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 00:35
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Segunda-feira, 27 de Novembro de 2017
MOVIMENTO 1º DE DEZEMBRO LANÇA LIVRO SOBRE DESFILE NACIONAL DAS BANDAS FILARMÓNICAS DESDE 2016

O Movimento 1º de Dezembro procede ao lançamento no próximo dia 29 de Novembro do livro “O Novo 1º de Dezembro”, em cerimónia que vai ter lugar no Palácio da Independência, ao Largo de São Domingos, 11, em Lisboa. Trata-se de uma iniciativa do Movimento 1º de Dezembro que assinala cinco anos do Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas (2012-16), e visa enriquecer e valorizar o dia em que celebramos a independência nacional.

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Sob chancela da "Casa Sassetti", uma marca da Editora Princípia, trata-se de um livro-álbum elaborado sob coordenação de José Ribeiro e Castro, apresentando imagens de bandas filarmónicas e outros grupos que, nos últimos cinco anos, já vieram representar 71 concelhos neste "novo 1º de Dezembro", festivo e popular.

A obra tem como promotores o Movimento 1º de Dezembro, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e a Confederação Musical Portuguesa e como patrocinadores 16 Câmaras Municipais: Baião, Cabeceiras de Basto, Cantanhede, Carrazeda de Ansiães, Castelo Branco, Chaves, Leiria, Lisboa, Mafra, Mangualde, Montijo, Odemira, Pedrógão Grande, Ponte de Lima, Portimão, Seia, Viana do Alentejo e Viana do Castelo.

As fotografias usadas no livro-álbum são de Isabel Santiago Henriques, Manuel dos Santos, Carlos Gomes, José Ribeiro e Castro e Rui Ochoa.

O livro será apresentado por José Ribeiro e Castro, coordenador da obra e do Movimento 1º de Dezembro, e por José Alarcão Troni, presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

O preço de venda ao público é 25,00 €.



publicado por Carlos Gomes às 23:43
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BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA EM 1640

Bandas Filarmónicas de todos os distritos do país vão participar no desfile nacional que vai ter lugar no próximo dia 1 de Dezembro, no âmbito das comemorações do dia da Restauração da Independência Nacional em 1640.

A organização pertence ao Movimento 1º de Dezembroque lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios. É possível realizá-lo também graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

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Está também prevista a edição este ano de um livro em forma de álbum fotográfico que constitui um interessante registo das participações das bandas filarmónicas nas comemorações do 1º de Dezembro.

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas que este ano se realiza tem o seguinte programa:

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.900 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 6ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Mareantes do Rio Douro (Gaia)

BANDA NACIONAL:

Banda da Armada

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda Musical de Figueiredo (Arouca)

Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde (Castro Verde)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda de Música da Carvalheira (Terras de Bouro)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Associação Recreativa Musical Covilhanense | Banda da Covilhã (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical) (Penamacor)

Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense (Sertã)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão / Filarmónica do Alqueidão (Figueira da Foz)

Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira (Montemor-o-Velho)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Sociedade Filarmónica Portimonense (Portimão)

Sociedade Recreativa e Musical Loriguense (Seia)

Sociedade Filarmónica Avelarense (Ansião)

Sociedade Artística Musical 20 de Julho de Santa Margarida do Arrabal (Leiria)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão Grande)

Associação Musical e Artística Lourinhanense (Lourinhã)

Banda da Escola de Música da Juventude de Mafra (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião (Gavião)

Sociedade Musical Nisense (Nisa)

Sociedade Recreativa Musical Alegretense (Portalegre)

Banda Filarmónica de Crestuma (Gaia)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Alcácer do Sal)

Banda Musical do Barreiro (Barreiro)

Banda Nova de Barroselas (Associação Banda Escuteiros de Barroselas) (Viana do Castelo)

Banda Marcial de Tarouquela e Municipal de Cinfães (Cinfães)

Banda de Música de São Cipriano “A Nova” (Resende)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Será um total de 32 entidades, integrando 1 grupo de persussão, 1 banda nacional militar e 30 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1900 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Capitão-Tenente Délio Gonçalves, da Banda da Armada.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

Banda Nova de Barroselas - 2015



publicado por Carlos Gomes às 23:38
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo componenente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

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Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

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Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

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Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

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Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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publicado por Carlos Gomes às 19:35
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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
MOVIMENTO 1º DE DEZEMBRO LANÇA LIVRO SOBRE DESFILE NACIONAL DAS BANDAS FILARMÓNICAS DESDE 2016

O Movimento 1º de Dezembro procede ao lançamento no próximo dia 29 de Novembro do livro “O Novo 1º de Dezembro”, em cerimónia que vai ter lugar no Palácio da Independência, ao Largo de São Domingos, 11, em Lisboa. Trata-se de uma iniciativa do Movimento 1º de Dezembro que assinala cinco anos do Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas (2012-16), e visa enriquecer e valorizar o dia em que celebramos a independência nacional.

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Sob chancela da "Casa Sassetti", uma marca da Editora Princípia, trata-se de um livro-álbum elaborado sob coordenação de José Ribeiro e Castro, apresentando imagens de bandas filarmónicas e outros grupos que, nos últimos cinco anos, já vieram representar 71 concelhos neste "novo 1º de Dezembro", festivo e popular.

A obra tem como promotores o Movimento 1º de Dezembro, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e a Confederação Musical Portuguesa e como patrocinadores 16 Câmaras Municipais: Baião, Cabeceiras de Basto, Cantanhede, Carrazeda de Ansiães, Castelo Branco, Chaves, Leiria, Lisboa, Mafra, Mangualde, Montijo, Odemira, Pedrógão Grande, Ponte de Lima, Portimão, Seia, Viana do Alentejo e Viana do Castelo.

As fotografias usadas no livro-álbum são de Isabel Santiago Henriques, Manuel dos Santos, Carlos Gomes, José Ribeiro e Castro e Rui Ochoa.

O livro será apresentado por José Ribeiro e Castro, coordenador da obra e do Movimento 1º de Dezembro, e por José Alarcão Troni, presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

O preço de venda ao público é 25,00 €.



publicado por Carlos Gomes às 09:50
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BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Terras de Bouro e Barroselas (Viana do Castelo) representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

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O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016. Será êxito maior em 2017.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.900 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 6ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

BANDA NACIONAL:

Banda da Armada

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda Musical e Artística da Charneca (Lisboa)

Banda Musical de Figueiredo (Arouca)

Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde (Castro Verde)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda de Música da Carvalheira (Terras de Bouro)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Associação Recreativa Musical Covilhanense | Banda da Covilhã (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical) (Penamacor)

Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense (Sertã)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão / Filarmónica do Alqueidão (Figueira da Foz)

Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira (Montemor-o-Velho)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

SUA - Sociedade União Alcaçovense (Viana do Alentejo)

Sociedade Filarmónica Portimonense (Portimão)

Sociedade Filarmónica Avelarense (Ansião)

Sociedade Artística Musical 20 de Julho de Santa Margarida do Arrabal (Leiria)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão Grande)

Associação Musical e Artística Lourinhanense (Lourinhã)

Banda da Escola de Música da Juventude de Mafra (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião (Gavião)

Sociedade Musical Nisense (Nisa)

Sociedade Recreativa Musical Alegretense (Portalegre)

Banda Filarmónica de Crestuma (Vila Nova de Gaia)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Alcácer do Sal)

Banda Musical do Barreiro (Barreiro)

Banda Nova de Barroselas (Associação Banda Escuteiros de Barroselas) (Viana do Castelo)

Banda Marcial de Tarouquela e Municipal de Cinfães (Cinfães)

Banda de Música de São Cipriano “A Nova” (Resende)

Será um total de 32 entidades, integrando 1 grupo de persussão, 1 banda nacional militar e 30 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1900 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Capitão-Tenente Délio Gonçalves, da Banda da Armada.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.



publicado por Carlos Gomes às 09:46
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Domingo, 12 de Novembro de 2017
MONÁRQUICOS HOMENAGEIAM REI D. MIGUEL

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publicado por Carlos Gomes às 09:45
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Sábado, 11 de Novembro de 2017
MOVIMENTO 1º DE DEZEMBRO LANÇA LIVRO SOBRE DESFILE NACIONAL DAS BANDAS FILARMÓNICAS DESDE 2016

O Movimento 1º de Dezembro procede ao lançamento no próximo dia 29 de Novembro do livro “O Novo 1º de Dezembro”, em cerimónia que vai ter lugar no Palácio da Independência, ao Largo de São Domingos, 11, em Lisboa. Trata-se de uma iniciativa do Movimento 1º de Dezembro que assinala cinco anos do Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas (2012-16), e visa enriquecer e valorizar o dia em que celebramos a independência nacional.

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Sob chancela da "Casa Sassetti", uma marca da Editora Princípia, trata-se de um livro-álbum elaborado sob coordenação de José Ribeiro e Castro, apresentando imagens de bandas filarmónicas e outros grupos que, nos últimos cinco anos, já vieram representar 71 concelhos neste "novo 1º de Dezembro", festivo e popular.

A obra tem como promotores o Movimento 1º de Dezembro, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e a Confederação Musical Portuguesa e como patrocinadores 16 Câmaras Municipals: Baião, Cabeceiras de Basto, Cantanhede, Carrazeda de Ansiães, Castelo Branco, Chaves, Leiria, Lisboa, Mafra, Mangualde, Montijo, Odemira, Pedrógão Grande, Ponte de Lima, Portimão, Seia, Viana do Alentejo e Viana do Castelo.

As fotografias usadas no livro-álbum são de Isabel Santiago Henriques, Manuel dos Santos, Carlos Gomes, José Ribeiro e Castro e Rui Ochoa.

O livro será apresentado por José Ribeiro e Castro, coordenador da obra e do Movimento 1º de Dezembro, e por José Alarcão Troni, presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

O preço de venda ao público é 25,00 €.



publicado por Carlos Gomes às 16:16
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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2017
BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA EM 1640

Bandas Filarmónicas de todos os distritos do país vão participar no desfile nacional que vai ter lugar no próximo dia 1 de Dezembro, no âmbito das comemorações do dia da Restauração da Independência Nacional em 1640.

A organização pertence ao Movimento 1º de Dezembroque lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios. É possível realizá-lo também graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

Está também prevista a edição este ano de um livro em forma de álbum fotográfico que constitui um interessante registo das participações das bandas filarmónicas nas comemorações do 1º de Dezembro.

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas que este ano se realiza tem o seguinte programa:

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.900 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 6ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Mareantes do Rio Douro (Gaia)

BANDA NACIONAL:

Banda da Armada

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda Musical de Figueiredo (Arouca)

Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde (Castro Verde)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda de Música da Carvalheira (Terras de Bouro)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Associação Recreativa Musical Covilhanense | Banda da Covilhã (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical) (Penamacor)

Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense (Sertã)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão / Filarmónica do Alqueidão (Figueira da Foz)

Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira (Montemor-o-Velho)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Sociedade Filarmónica Portimonense (Portimão)

Sociedade Recreativa e Musical Loriguense (Seia)

Sociedade Filarmónica Avelarense (Ansião)

Sociedade Artística Musical 20 de Julho de Santa Margarida do Arrabal (Leiria)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão Grande)

Associação Musical e Artística Lourinhanense (Lourinhã)

Banda da Escola de Música da Juventude de Mafra (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião (Gavião)

Sociedade Musical Nisense (Nisa)

Sociedade Recreativa Musical Alegretense (Portalegre)

Banda Filarmónica de Crestuma (Gaia)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Alcácer do Sal)

Banda Musical do Barreiro (Barreiro)

Banda Nova de Barroselas (Associação Banda Escuteiros de Barroselas) (Viana do Castelo)

Banda Marcial de Tarouquela e Municipal de Cinfães (Cinfães)

Banda de Música de São Cipriano “A Nova” (Resende)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Será um total de 32 entidades, integrando 1 grupo de persussão, 1 banda nacional militar e 30 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1900 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Capitão-Tenente Délio Gonçalves, da Banda da Armada.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

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publicado por Carlos Gomes às 21:27
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Quinta-feira, 2 de Novembro de 2017
BLOGUE “CIDADANIA LX” PLAGIA ARTIGO PUBLICADO NO BLOGUE DE LISBOA HÁ MAIS DE 3 ANOS!

Sob o título “Porque não se transforma o Hospital de Marinha no Museu de Saúde Militar?”, publicou o BLOGUE DE LISBOA em 23 de Setembro de 2014, um artigo da autoria de Rui Pereira Cavaco, Enfermeiro e ex-sargento no activo, em termos que, quer no que respeita à ideia original do autor como ainda em relação ao historial e relato feito, aparece agora plagiado pelo blogue “Cidadania LX”, ontem publicado em https://cidadanialx.blogspot.pt/2017/11/o-estado-portugues-vende-estrangeiro.html

Sem qualquer referência quanto à fonte e autoria do mesmo.

O artigo publicado no BLOGUE DE LISBOA encontra-se em http://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/porque-nao-se-transforma-o-hospital-de-104921.

- O plágio é uma atitude a todos os títulos deplorável! E mais não dizemos…

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publicado por Carlos Gomes às 16:24
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A MULHER QUE FOI A MODELO PARA O BUSTO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

* Crónica de Paulo Freitas do Amaral

Ilda Pulga é o nome que consta da mulher que serviu de modelo ao primeiro busto da República Portuguesa. Ainda com descendentes vivos, a família faz questão de afirmar que deveria ter sido uma mulher lindíssima e simultaneamente “atrevida” para servir de modelo naquele tempo.

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Ilda pulga faleceu em 1993 com 101 anos. O seu sobrinho bisneto Joaquim Pulga só desconfiou ser familiar de Ilda após à sua morte por ter lido uma notícia no jornal. Joaquim afirma que uma pessoa como Ilda que serviu de modelo aos 18 anos deve ter evoluído culturalmente de uma forma muito peculiar e intensa.

Ilda era natural de Arraiolos e não foi fácil encontrar o fio à meada das suas ligações familiares embora só haja uma família “Pulga” em Portugal. Foi através de moradores de Arraiolos que Joaquim veio a saber que Ilda era irmã do seu bisavô.

O sobrinho bisneto investigou sobre a sua familiar e ficou a saber que Ilda foi muito jovem para Lisboa, com os seus 13 anos e que as dificuldades económicas que se faziam sentir na altura no Alentejo terão  motivado a sua mudança para a capital levando o resto da sua vida como costureira.

O busto da república portuguesa continua inalterado.Os bustos da República variam de país para país e até encontramos casos onde houve mudanças de modelos que serviram de bustos ao simbolismo republicano.

Como Republicano que sempre fui, não posso deixar de ter uma visão interessada sobre este assunto. O modelo mais icónico da República, tem a sua origem em França e foi sem dúvida “Mariana” ou “Marianne” representada, iconograficamente, por uma mulher, ostentando um barrete frígio, tendo como inspiração a imagem da Liberdade na obra A Liberdade guiando o Povo, pintada em 1830 por Eugène Delacroix.

No entanto a Associação dos Autarcas Franceses decidiu mudar periodicamente o busto de "Mariana", adoptando como modelos artistas de cinema e da música francesas contemporâneas, sendo a manequim e actriz Laetitia Casta o modelo actual da escultura.

A estátua da Liberdade nos EUA é também inspirada em Marianne e foi oferecida pelos franceses aos americanos.

No caso português atribui-se a autoria do busto a João da Silva que usava como peseudónimo João da Nova talvez porque também escrevia para a revista Seara Nova…

A comissão republicana que instituiu o busto em 1911 inspirado em Ilda teve muito bom gosto e a sua imagem fará companhia aos portugueses por muito mais tempo.

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Ilda Pulga, de pé, ao centro, na oficina de costura onde trabalhava



publicado por Carlos Gomes às 11:15
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Quarta-feira, 1 de Novembro de 2017
GRUPO DE AMIGOS DE OLIVENÇA RECLAMA DEVOLUÇÃO DO TERRITÓRIO PORTUGUÊS SOB OCUPAÇÃO DE ESPANHA

O Grupo dos Amigos de Olivença tem constatado que, a propósito da actual « crise independentista da Catalunha », o Estado Espanhol tem alicerçado a sua posição na defesa intransigente da integridade territorial dos Estados e da necessidade de respeitar os tratados que regem o relacionamento dos Estados na Europa.

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Também, a este propósito, o Estado Português por intermédio do Sr. Presidente da República, Sr. Primeiro Ministro e Sr Ministro dos Negócios Estrangeiros, tem se manifestado publicamente, pela defesa intransigente da legalidade interna espanhola, pelo respeito pela integridade territorial dos Estados e pela Lei Internacional.

Nesse sentido, o Grupo dos Amigos de Olivença relembra a existência da « questão de Olivença», território que o Estado Português considera juridicamente português mas ocupado ilegalmente por Espanha, que se recusa a cumprir o tratado de Viena de 1815, por ela assinado, e faz um apelo à opinião pública para que se pressione estes importantes órgãos do Estado Português a pôr em prática os princípios acima defendidos e levantar esta questão junto de Espanha, de maneira a dar cumprimento ao seu compromisso de restituição de Olivença a Portugal.



publicado por Carlos Gomes às 15:43
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Terça-feira, 31 de Outubro de 2017
MUSEU DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA EXPÕE OBJETOS DE BERNARDINO MACHADO

“Boa Viagem, Senhor Presidente! De Lisboa até à Guerra” fica patente ao público entre 8 de novembro e 4 de março

Em outubro de 1917, o presidente da República Bernardino Machado efetuou aquela que foi a primeira viagem de Estado ao estrangeiro. Para a jovem República Portuguesa, que tinha sido implantada em 1910 este foi um momento marcante e fundamental para o tão desejado reconhecimento internacional.

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Passados 100 anos, a viagem vai ser recordada numa exposição promovida pelo Museu da Presidência da República com a colaboração do Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão. A mostra vai ser inaugurada no próximo dia 7 de novembro, no Palácio da Cidadela de Cascais, com as presenças do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha.

A mostra ficará patente ao público entre 8 de novembro e 4 de março.

Intitulada “Boa Viagem, Senhor Presidente! De Lisboa até à Guerra”, a exposição conta com mais de meia centena de objetos, documentos e fotografias cedidas pelo Museu Bernardino Machado. Entre os objetos destaque para o chapéu, tipo cartola, e para a bengala de Bernardino Machado. As fotografias, mais de vinte, retratam vários episódios da viagem que durou 18 dias.

Bernardino Machado partiu da Estação do Rossio, foi recebido pelo Rei Afonso XIII de Espanha, o Presidente Raymond Poincaré de França, o Rei Jorge V de Inglaterra, Alberto I da Bélgica, e visitou os militares do Corpo Expedicionário Português mobilizados na Primeira Guerra Mundial.

Famalicense por adoção, Bernardino Machado foi presidente da República Portuguesa por duas vezes e foi também uma das principais figuras da I República.

O Museu Bernardino Machado que completou recentemente 15 anos está instalado no Palacete Barão da Trovisqueira, um majestoso edifício do século XIX, localizado bem no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão. Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, o Museu tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores.

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publicado por Carlos Gomes às 17:19
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Sexta-feira, 27 de Outubro de 2017
IMPRENSA EUROPEIA "ANEXA" PORTUGAL À ESPANHA

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publicado por Carlos Gomes às 20:11
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BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

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O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016. Será êxito maior em 2017.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.900 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 6ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

BANDA NACIONAL:

Banda da Armada

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda Musical e Artística da Charneca (Lisboa)

Banda Musical de Figueiredo (Arouca)

Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro de Castro Verde (Castro Verde)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda de Música da Carvalheira (Terras de Bouro)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Associação Recreativa Musical Covilhanense | Banda da Covilhã (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical) (Penamacor)

Sociedade Filarmónica Aurora Pedroguense (Sertã)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa de Alqueidão / Filarmónica do Alqueidão (Figueira da Foz)

Filarmónica Instrução e Recreio de Abrunheira (Montemor-o-Velho)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

SUA - Sociedade União Alcaçovense (Viana do Alentejo)

Sociedade Filarmónica Portimonense (Portimão)

Sociedade Filarmónica Avelarense (Ansião)

Sociedade Artística Musical 20 de Julho de Santa Margarida do Arrabal (Leiria)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão Grande)

Associação Musical e Artística Lourinhanense (Lourinhã)

Banda da Escola de Música da Juventude de Mafra (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião (Gavião)

Sociedade Musical Nisense (Nisa)

Sociedade Recreativa Musical Alegretense (Portalegre)

Banda Filarmónica de Crestuma (Vila Nova de Gaia)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Alcácer do Sal)

Banda Musical do Barreiro (Barreiro)

Banda Nova de Barroselas (Associação Banda Escuteiros de Barroselas) (Viana do Castelo)

Banda Marcial de Tarouquela e Municipal de Cinfães (Cinfães)

Banda de Música de São Cipriano “A Nova” (Resende)

Será um total de 32 entidades, integrando 1 grupo de persussão, 1 banda nacional militar e 30 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1900 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Capitão-Tenente Délio Gonçalves, da Banda da Armada.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.



publicado por Carlos Gomes às 14:49
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Quarta-feira, 25 de Outubro de 2017
PRIMEIRA ALDEIA DE CRIANÇAS SOS EM PORTUGAL FOI CRIADA HÁ 50 ANOS

1ª Aldeia de Crianças SOS em Portugal celebra 50º Aniversário. 29 de outubro - Bicesse

A Aldeia de Crianças SOS de Bicesse comemora, no próximo dia 29 de outubro, 50 anos de existência. “Amor e um lar para cada criança” foi a premissa que presidiu à criação das Aldeias de Crianças SOS em Portugal e, desde então, tornou-se na missão da primeira Aldeia fundada em 1967. Um espaço que ajuda a criar um projeto de vida para cada criança integrando-a numa família SOS, até que se torne autónoma e faça parte da sociedade.

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Na Aldeia SOS Bicesse, por onde já passaram mais de 200 crianças desde a sua fundação, cada criança frutifica relações familiares e de amizade, crescendo protegida, com amor, respeito e dignidade.

O trabalho desenvolvido pelas fundadoras, Maria do Céu Mendes Correia e Palmira Cabrita Matias em prol das crianças socialmente desprotegidas em Portugal, fiel aos princípios do modelo pedagógico das Aldeias SOS preconizados na Áustria por Hermann Gmeiner, afirmou-se como realidade na tarde de Domingo, 29 de outubro de 1967. Maria de Céu Mendes Correia no seu discurso de inauguração, defendia que “Para fazer assistência à criança não basta prover às suas necessidades materiais, é necessário satisfazer igualmente necessidades espirituais e afetivas. Os princípios desta obra derivam da reprodução tão fiel quanto possível da vida em família: o amor maternal, a segurança do lar, a comunidade familiar unida e alegre. A criança na Aldeia SOS para ter segurança viverá, com os seus irmãos e irmãs, numa casa que sentirá como sua […] ao cuidado de uma mãe que será a sua mãe para sempre.”

Assim, o ambiente familiar é fundamental e oferece uma base sólida sobre a qual estas crianças constroem as suas vidas.

De forma a celebrar esta data tão importante, no domingo, dia 29 de outubro, a Aldeia de Bicesse irá abrir as suas portas a diversos convidados para as comemorações do 50º Aniversário. As cerimónias terão início a partir das 15 horas e contarão com uma sessão solene com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Cascais, uma representante do Presidente da Federação Internacional das Aldeias de Crianças SOS e o Presidente do Conselho Diretivo das Aldeias de Crianças SOS em Portugal.  

Esta celebração pretende evocar com saudade e amizade as centenas de crianças e jovens que viveram naquela que foi a primeira Aldeia de Crianças SOS em Portugal, hoje, cidadãos integrados na sociedade. Muitos destes residentes constituíram família, e também eles são protagonistas na criação de uma sociedade mais pacífica, empreendedora, justa e fraterna.

O modelo pedagógico das Aldeias de Crianças SOS tem a “intenção de nos educar e sensibilizar para um espírito de entreajuda, o que nos fazia sentir mais unidos e felizes na Aldeia SOS. Hoje, temos esse espírito e ajudamo-nos mutuamente. Tornei-me uma pessoa solidária”, conta Anabela Figueiredo, que chegou à Aldeia de Bicesse com sete anos. “A minha mãe é a melhor do mundo. É a pessoa em quem mais confio… é o motor do meu mundo! Enche-me a alma quando vou ao Facebook e vejo posts das Aldeias. Sinto e digo que fiz parte disto. Foram elas que me criaram e devo-lhes tudo o que sou e que consegui.”

Sobre as Aldeias de Crianças SOS

A missão das Aldeias de Crianças SOS é cuidar, em família, de crianças desprotegidas, ajudando-as a moldar o seu futuro, desenvolvendo e inserindo-se positivamente em comunidade. A organização providencia cuidado a longo prazo, nas Aldeias SOS, a crianças que não podem estar com as suas famílias biológicas e apoia as famílias de crianças em perigo de serem retiradas às suas famílias, através do Programa de Fortalecimento Familiar.

As Aldeias de Crianças SOS estão presentes em 135 países com cerca de 2.000 programas que em 2016 deram apoio a mais de um milhão de crianças. Integram a ONU desde 1995, como ONG consultiva junto do Conselho Económico e Social das Nações Unidas. Foram já nomeadas para o Prémio Nobel da Paz 14 vezes.

Desde 1964 em Portugal, atualmente existem três Aldeias SOS, situadas em Bicesse (Cascais), Gulpilhares (Vila Nova de Gaia) e na Guarda, que acolhem cerca de 120 crianças e jovens. O Programa de Fortalecimento Familiar, mais recente, está presente em Rio Maior, Guarda e Oeiras e assenta na prevenção, acompanhando mais de 180 crianças e as respetivas famílias, de forma a criar condições e evitar a retirada da criança do seu meio familiar de origem.



publicado por Carlos Gomes às 18:43
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Quinta-feira, 5 de Outubro de 2017
PROFESSORES PROTESTAM EM LISBOA NO FINAL DAS COMEMORAÇÕES DA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

Após o Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, dar por findo o seu discurso no âmbito das comemorações da implantação da República que hoje tiveram lugar na Praça do Município, em Lisboa, algumas dezenas de professores manifestaram-se com cartazes dando a conhecer as suas reinvindicações.

Tiveram ainda oportunidade de contactar com vários políticos dos partidos de esquerda que, após a cerimónia oficial, os foram escutar e, desse modo, tomar nota das suas preocupações. Refira-se que se assinala hoje o Dia Mundial do Professor.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 13:27
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
GALERIAS ROMANAS DE LISBOA ABREM AO PÚBLICO

As Galerias Romanas subterrâneas da baixa lisboeta abrem ao público a partir de amanhã e até ao próximo domingo. Porém, os bilhetes que permitem o acesso já se encontram esgotados, conforme anunciou hoje a diretora do Museu de Lisboa.

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No início do séc. XX, estas galerias eram utilizadas pela população como cisterna, razão pela qual se tornaram então conhecidas como as “Conservas de Água da Rua da Prata”. Procurando sempre uma explicação para aquela estrutura descoberta em 1770, quando se procedia à construção de um edifício na rua da Prata, as galerias romanas foram ainda designadas por termas dos Augustaesn, termas dos Augustais, termas romanas de Olisipo e termas romanas de Lisboa.

As Galerias Romanas de Lisboa são um criptopórtico cuja extensão conhecida vai desde a rua da Prata e a rua da Conceição até à rua do Comércio. A sua construção data à época do imperador Augusto, entre os séculos I Antes de Cristo e I da Era Cristã, constituindo uma das marcas mais salientes da ocupação romana.

As galerias compõem-se de corredores abobadados, paralelos uns aos outros, com cerca de 3 metros de altura e entre 2 a 3 metros de largura. As paredes são planas e verticais, com abóbodas em arcos de volta circular. Este criptopórtico constitui atualmente uma plataforma artificial sobre a qual assentam diversos edifícios construídos após o terramoto de 1755.

Na altura, uma lápide encontrada no local e consagrada a Esculápio, deus da medicina e da cura, tinha inscrito os seguintes dizeres:

“Consagrada a Esculápio. Os Augustais Marco Afrânio Euporião e Lúcio Fábio Dafno ofereceram este monumento em dádiva, ao Município”

Os lençóis freáticos existentes no local enchem as Galerias Romanas de água, chegando mesmo a ultrapassar um metro de altura, explicou a diretora do Museu de Lisboa, Joana Sousa Monteiro, durante uma visita ao local.

As visitas às Galerias são organizadas pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa (EGEAC) e pelo Museu de Lisboa.

Fotos: Manuel Santos

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publicado por Carlos Gomes às 20:43
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SERÁ QUE A DEVOLUÇÃO DO TERRITÓRIO DE OLIVENÇA A PORTUGAL TAMBÉM É ILEGAL FACE À CONSTITUIÇÃO ESPANHOLA?

O governo de Madrid impede o povo catalão não possui o direito de decidir o seu destino político através de referendo alegando que este instrumento democrático é inconstitucional. Será que a constituição espanhola também impede a Espanha de restituir a Portugal o território que mantém ilegitimamente ocupado há mais de dois séculos, apesar dos compromissos que assumiu nesse sentido?

Olivença (48)

Em 20 de Janeiro de 1801, Espanha, cínica e manhosamente concertada com a França Napoleónica, sem qualquer pretexto ou motivo válido, declara guerra a Portugal e, em 20 de Maio, invade o nosso território, ocupando grande parte do Alto-Alentejo, na torpe e aleivosa «Guerra das Laranjas». Comandadas pelo «Generalíssimo» Manuel Godoy, favorito da rainha, as tropas espanholas cercam e tomam Olivença.

Ao assinar em 1817, o Tratado de Viena, a Espanha concordava e comprometia-se a devolver o território português de Olivença. Referia o artigo 105.º dor eferido Tratado o seguinte: “As Potências, reconhecendo a justiça da reclamações formuladas por Sua Alteza, o Príncipe Regente de Portugal e do Brasil, sobre a vila de Olivença e os outros territórios cedidos à Espanha pelo tratado de Badajoz de 1801, e considerando a restituição destes objectos como uma das medidas adequadas a assegurar entre os dois Reinos da Península aquela boa harmonia, completa e estável, cuja conservação em todas as partes da Europa tem sido o fim constante das suas negociações, formalmente se obrigam a empregar por meios conciliatórios os seus mais eficazes esforços a fim de que se efectua a retrocessão dos ditos territórios a favor de Portugal. E as Potências reconhecem, tanto quanto depende de cada uma delas, que este ajuste deve ter lugar o mais brevemente possível”.

Não obstante, a Espanha até ao momento nunca honrou a sua palavra, quaisquer que fossem os regimes políticos que ali tiveram vigência, o que nunca os coibiu de cinicamente nos tratar por “hermanos”…

Em 1864, Portugal e Espanha trataram de proceder à delimitação da sua fronteira comum. Perante a recusa do Estado Português em reconhecer a soberania espanhola sobre o território de Olivença, a Comissão Internacional de Limites Luso-Espanhola interrompeu os seus trabalhos na zona da desembocadura do rio Caia, tendo os mesmos apenas sido retomados em 1926, a partir da desembocadura da ribeira dos Cuncos no rio Guadiana, portanto a sul de Olivença.

O Estado Português jamais reconheceu a ocupação do território de Olivença por parte de Espanha, razão pela qual se mantém por colocar os marcos fronteiriços naquele local. Tratando-se de um território de jure pertencente a Portugal nem sequer se coloca juridicamente a questão da autodeterminação – o que se coloca é, do ponto de vista moral, a ocupação em si mesma, ao arrepio do direito internacional, contra os compromissos que assumiu que leva a descredibilizar a palavras dos seus governantes e os protestos de amizade em relação ao povo português. Ou será que a devolução do território que não legalmente não lhe pertence também é inconstitucional face à nova Lei em Espanha?

Carlos Gomes



publicado por Carlos Gomes às 19:23
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ESCRITOR GALEGO MANUEL MIRAGAIA APRESENTA EM LISBOA O LIVRO DE POEMAS “GALEGUIA”

A apresentação ao público do livro “Galeguia”, da autoria de Manuel Miragaia, tem lugar em Lisboa, no próximo dia 6 de Outubro, pelas 18 horas, no CHIADO Café Literário, situado na Galeria Comercial Tivoli Fórum, na avenida da Liberdade.

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GALEGUIA, um livro poético para conhecer e sentir as relações históricas entre a Galiza e Portugal, as origens da Galiza e de Portugal e o essencial das ideias e da utopia do movimento cultural e político do Galeguismo.

A ilustração da capa é da autoria de Manel Crâneo, apresentando um galo de Barcelos como elemento figurativo simbólico de Portugal.

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 Manuel Miragaia é licenciado em Filosofia pela Universidade de Santiago de Compostela e diplomado no Maxisterio por Ciencias Sociais. É especialista na Língua Galega e diplomado em galego pela Escola Oficial de Idiomas da Corunha. Trabalha actualmente como professor no IES Cruceiro Baleares, em Culleredo. Tem realizado diversos trabalhos de investigação e inovação educativa e realiza conferências e recitais de poesia.

O ESPÍRITO DE CASTELAO EM "GALEGUIA"

"Dentro de Portugal ficou a metade da nossa terra, do nosso espírito, da nossa língua, da nossa vida, do nosso ser nacional."

"A dominação da Galiza nunca será efetiva enquanto se fale um idioma diferente do castelhano."

"Chegam a dizer que o problema galego, o mesmo que o basco e o catalão, depende da solução que acorde a maioria dos espanhóis... Estávamos bem aviados!"

"Sendo galego não devo ser mais que galeguista."

Alfonso Daniel Manuel Rodríguez Castelao (Rianjo, 1886 – Buenos Aires, 1950) foi um dos grandes vultos galegos de todos os tempos. Artista, desenhador, escritor e político, de ideologia galeguista.
Estudou Medicina, mas não quis exercer como médico, para se dedicar à arte, nomeadamente ao desenho e à pintura. Fundou com outros destacados galeguistas as Irmandades da Fala e a Revista Nós. Duas vezes esteve como deputado nas Cortes da II República Espanhola e participou na criação do Partido Galeguista.

O golpe de estado franquista que deu origem à guerra civil colheu-o na cidade de Madrid. Na zona republicana esteve os três anos que durou. Depois exiliou-se no México, em Nova Iorque e, por último, em Buenos Aires. Formou parte do governo republicano no exílio. Foi também o primeiro presidente do governo galego no exílio, o denominado “Conselho da Galiza”.

O seu livro de ensaio “Sempre em Galiza” constitui a sua obra ideológica principal, considerada por muitos como a “Bíblia do Galeguismo”. A Castelao foi-lhe dedicado o segundo Dia das Letras Galegas, no ano 1964.

Licenciado en Filosofía pura pola Universidade de Santiago de Compostela e diplomado en Maxisterio por Ciencias Sociais, é especialista en lingua galega e diplomado en galego pola Escola Oficial de Idiomas da Coruña. Na actualidade, traballa como profesor no IES Cruceiro Baleares, en Culleredo. Realizou diversos traballos de investigación e innovación educativa, impartiu cursos e actuou en diversas ocasións como conferenciante e en recitais de poesía.

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publicado por Carlos Gomes às 11:27
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GALEGOS SOLIDÁRIOS COM CATALUNHA

Milhares de galegos descem à rua em várias cidades da Galiza para manifestar o seu apoio à realização do referendo na Catalunha e à causa independentista.

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A repressão que se anuncia sobre o povo catalão está a gerar uma onda de solidariedade por toda a Espanha, com maior incidência na Galiza e no País Basco.

Refira-se que o sucesso da Restauração da Independência de Portugal face ao domínio filipino em 1640 se deveu em grande medida ao levantamento fracassado na Catalunha, vulgarmente conhecido por “revolta dos segadores”.

Também em Portugal está prevista para hoje uma concentração em frente à embaixada de Espanha, em Lisboa, ao final da tarde.

Fotos: BNG

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publicado por Carlos Gomes às 10:49
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Quinta-feira, 14 de Setembro de 2017
MARVILA REGRESSA À IDADE MÉDIA

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publicado por Carlos Gomes às 10:00
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Quarta-feira, 13 de Setembro de 2017
FEIRA SETECENTISTA COMEÇA AMANHÃ EM QUELUZ

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publicado por Carlos Gomes às 02:45
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Segunda-feira, 11 de Setembro de 2017
QUELUZ REGRESSA AO SÉCULO XVIII

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publicado por Carlos Gomes às 01:46
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Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017
QUELUZ REGRESSA AO SÉCULO XVIII

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publicado por Carlos Gomes às 08:12
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Domingo, 3 de Setembro de 2017
LISBOA COLOCOU ESTÁTUA DE NUNO ÁLVARES EM BAIRRO DEDICADO AOS DESCOBRIDORES PORTUGUESES

Após décadas de polémica em torno do pedestal que, ao cimo do Parque Eduardo VII deveria servir para colocar uma estátua a D. Nuno Álvares Pereira, a cidade de Lisboa resolveu finalmente em Novembro do ano passado erguer na zona do Restelo um monumento àquela figura histórica que entretanto foi canonizado como São Nuno de Santa Maria.

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Não obstante a importância da homenagem prestada e o valor artístico da obra escultórica, parece-nos que a zona escolhida não foi a mais indicada em virtude do local por razões históricas se encontrar mais associado com a epopeia dos Descobrimentos Portugueses. Toda a toponímia e monumentos ali existentes remetem para uma época que não está relacionada com a vida e os feitos praticados pelo Santo Condestável.

A escolha do local onde ergueram o monumento encontra-se tão desajustado como estaria o Convento do Carmo se aí resolvessem erguer um monumento ao grande navegador Vasco da Gama, que da praia do Restelo partiu para descobrir o caminho marítimo para a Índia.

Apesar da formação do Reino de Espanha remontar a 1469 – portanto 38 anos após o falecimento do Santo Condestável – o site oficial da Câmara Municipal de Lisboa assegura quie Dom Nuno Álvares Pereira “venceu os espanhóis em duas batalhas, Atoleiros e Aljubarrota”. Talvez isso explique a escolha do local onde o monumento foi erigido…

Reza assim o site da autarquia lisboeta: “Dom Nuno Álvares Pereira, (1360-1431), também designado por Santo Condestável, considerado pelos historiadores como um dos maiores estrategas e génios militares portugueses, quando abandonou a vida militar, abraçou a religiosa, tendo sido canonizado pelo Papa Bento XVI, em 26 de Abril de 2009. Durante a crise de 1383-1385, resultante da morte sem descendentes diretos de D. Fernando, encontrando-se à frente do exército português, venceu os espanhóis em duas batalhas, Atoleiros e Aljubarrota, assegurando a independência de Portugal e a coroa para D. João I. A construção de um monumento escultórico em homenagem a esta figura ilustre da História de Portugal, foi um dos projetos vencedores do Orçamento Participativo de 2013, um sonho ambicionado há muito pelos lisboetas. Esta estátua de homenagem a Dom Nuno Álvares Pereira, da autoria do escultor Augusto Cid, foi inaugurada, a 6 de Novembro, no Jardim Ducla Soares, sito no topo da Avenida da Torre de Belém, orientada no eixo entre a Capela de São Jerónimo e a referida Torre, sobre o muro de contenção de terras da margem sul do jardim, que remata o largo semicircular empedrado e o espelho de água adossado ao talude. Trata-se de uma estátua figurativa, em bronze e outro material alternativo, com 4 metros de altura total e cerca de 2,5 metros de frente, instalada sobre laje de betão, com um mural comemorativo. O mote da estátua ¿entre a oração e a expansão¿ está patente na representação da figura de Dom Nuno Álvares Pereira como guerreiro, segurando uma espada em forma de cruz, numa dupla alusão ao soldado e ao santo.”

Foto: Agência Ecclesia



publicado por Carlos Gomes às 17:35
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