Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Domingo, 12 de Março de 2017
RANCHO FOLCLÓRICO DO BAIRRO DA FRATERNIDADE DANÇA O “CORRIDINHO SALOIO” NA FEIRA DE MOSCAVIDE

A Feira à Moda Antiga que decorre em Moscavide teve hoje a actuação do Rancho Folclórico do Bairro da Fraternidade, de S. João da Talha, no concelho de Loures, como uma das suas principais atracções. Com uma perfomance muito própria e sui generis, o grupo exibiu diversas marchas e danças pouco conhecidas no meio folclórico tais como o chamado “corridinho saloio” entre muitas outras. Mas, sobretudo, ofereceu aos presentes um espectáculo visual pouco comum aos ranchos folclóricos que procuram representar usos e costumes que remontam aos finais do século XIX e começos do século XX.

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Apesar de algo bizarra, a representação do Rancho Folclórico do Bairro da Fraternidade possui uma explicação nas palavras do seu responsável, sr. Fernando Cipriano, concedidas ao BLOGUE DO MINHO já lá vão perto de dois anos: “Sou Fernando Manuel Cipriano, fundador e ensaiador do Rancho Folclórico do Bairro da Fraternidade desde 1989.

Vou só explicar algumas coisas sobre o grupo, porque não tenho pachorra para aturar hipocrisias daqueles que nada sabem, mas falam muito e eu nunca gostei de alimentar polémicas, mas sou frontal e digo o que acho e penso na cara de quem me critica.

Este grupo nasceu num Bairro onde nada existia a não ser Oliveiras, agora já tem algumas casas e nasceu com o objectivo de ocupar a juventude deste Bairro que nada tinha, nem tem. O objectivo era ensinar e dar-lhes gosto pelo Folclore e retirá-los doutros caminhos como a Droga, Alcoolismo, solidão, etc.

Não somos Etnográficos, não temos que representar nada nem ninguém e estamos no século XXI, tudo evoluiu e quase tudo mudou, menos algumas mentalidades antiquadas e retrógradas.

Lembrar que os trajes são próprios e foram idealizados com o intuito de dar Alegria e frescura às nossas danças. Fazemos o que achamos melhor, nunca fomos atrás de ninguém, nem vamos, não andamos cá por ver andar os outros. Os nossos trajes não são sintéticos, as saias são todas em Terylene e as meninas usam uns culotes que fazem o mesmo efeito de calções, para que possam mostrar as pernas, assim como mostram as danças de Salão, os Zumbas, os Kizombas, etc. Mas as meninas até usam cueca e soutien branco, que é uma norma e podem assim dançar com mais destreza.

Nós aceitamos e vivemos bem com as críticas, é sinal que estamos vivos e isso dá-nos ainda mais força para continuar o nosso trabalho.

Lamentamos é alguns senhores ligados á rádio, criticarem um grupo que actuou 4 anos gratuitamente nas suas festas, com o mesmo traje, não se importando com as saias curtas e era bom, mas agora o mesmo grupo já não presta. Estas pessoas é que estão a mais, devem ter alguma doença de esquecimento, porque os tempos mudaram e o Folclore já não é o mesmo e para conseguirmos ter a juventude nesta dança que é o Folclore, temos de inovar e seguir outro caminho.

Este grupo dança todos os dias e já lá vão 4 anos, num restaurante de Fado e Folclore no Bairro Alto, chamado O Forcado, situado na Rua da Rosa e concorremos com vários grupos de várias zonas e fomos nós os escolhidos, pode lá nos ir visitar e tirar conclusões.

Todos são livres de dizerem o que pensam, mas como este Rancho não diz mal de ninguém, também não gosta que digam mal de nós.

Lembrar ainda que não somos federados, na Federação de Folclore, por não se encaixarmos nesse sistema.

Somos federados da Confederação das Colectividades e estamos legais nas Finanças e Segurança social o que talvez não aconteça com muitos. Em 2013 fomos escolhidos para participarmos no Mega Picnic do Continente, temos mais de 40 atuações por ano. Fomos convidados para atuarmos na Televisão, pelo que não somos assim tão maus.

Só queremos dançar e mostrar toda a beleza das nossas danças, porque todos dançamos com amor á arte.”

Não cabe ao BLOGUE DE LISBOA avaliar o desempenho técnico dos grupos folclóricos mas apenas dar espaço à informação e partilha de diferentes opiniões, observando o respeito pelas pessoas e entidades.

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publicado por Carlos Gomes às 19:06
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