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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019
PORTUGAL DIZ NÃO AO ÓDIO RACIAL E ÉTNICO: SOMOS TODOS JUDEUS!

Pese embora os esforços daqueles que a todo o custo procuram semear o ódio étnico e racial, não raras as vezes a pretexto de alegadas “justas causas”, a sociedade portuguesa é por natureza pacífica e resultado da convivência, ao longo de muitos séculos, com inúmeros povos de todos os continentes.

Sinagoga Portuguesa de Amesterão

A imagem mostra o local reservado ao culto na Sinagoga Portuguesa de Amesterdão.

 

Não existe família em Portugal que não possua no seu seio pessoas oriundas do Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique… ou não tenha deixado algures um dos seus filhos misturados com uma família nos lugares mais recônditos do planeta!

Entre os portugueses contam-se inúmeros cidadãos de origem judaica e, durante a Segunda Guerra Mundial, serviu Portugal de abrigo – e de entreposto! – a milhares de famílias que escaparam ao holocausto, graças ao empenho de diplomatas e funcionários consulares como Aristides de Sousa Mendes, Teixeira Branquinho e Sampaio Garrido, de forma concertada com o regime que inclusivamente possibilitou a travessia da fronteira e a boa vontade da ditadura franquista.

De novo, está a ressuscitar nalguns países europeus o mesmo ódio que no passado levou ao extermínio milhões de pessoas – judeus, comunistas, ciganos, Testemunhas de Jeová e muitos outros! – algo que desde já rejeitamos liminarmente.

Somos portugueses e temos orgulho da nossa identidade e passado glorioso. Rejeitamos o ódio racial e étnico da mesma maneira que repudiamos os seus fomentadores. Perante a ascensão do antisemitismo, somos todos judeus!



publicado por Carlos Gomes às 23:43
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2018
FOI A ATITUDE DO CÔNSUL ARISTIDES DE SOUSA MENDES UM CASO ISOLADO DE REBELDIA AO ESTADO NOVO?

Muito se tem falado acerca da iniciativa do Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, mas sem o rigor histórico que o estudo do caso exige.

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A atitude do Cônsul é positiva e humana. Colocar isso em causa está fora de questão.

Porém, existe uma apreciação histórica que creio propositadamente errada acerca do caso porque motivada por preocupações de natureza política do que propriamente pelo interesse em compreender os factos.

À época, era ainda incerto o desfecho da guerra, nada garantindo a derrota alemã. Apesar da neutralidade portuguesa, a Alemanha e a Itália com o conluio da Espanha planearam a operação Félix para tomar Gibraltar e, como complemento, a Operação Isabela para invadir Portugal e tomar Lisboa, impondo aos nossos aliados ingleses o “bloqueio continental”. E, apenas com a ajuda e financiamento destes foi possível demover a Espanha do seu intento de anexar Portugal com a ajuda dos nazis.

Apesar das simpatias mais germanófilas da Espanha – lembremo-nos a propósito a participação da Divisão Azul da Falange na invasão à URSS – puderam milhares de judeus atravessar a Espanha sem serem incomodados e passar a fronteira portuguesa fortemente vigiada pela PIDE.

Esses milhares de judeus fixaram-se -se em Lisboa, Mafra, Ericeira e Torres Vedras. E, ainda inseguros do desfecho da guerra, foi a partir do porto de Lisboa que embarcaram para os EUA. E, à luz das crónicas situacionistas, tudo isto ocorre como se o regime de nada soubesse e o próprio Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Doutor Oliveira Salazar – o ditador! – Ignorasse o que se passava debaixo dos seus próprios olhos… que raio de ditador que era ludibriado da forma mais ignóbil!

Mas vejamos: O que aconteceria a Portugal caso a Alemanha saísse vitoriosa?

E, que dizer da acção semelhante de diplomatas como Teixeira Branquinho e Sampaio Garrido?

Foi a acção de Aristides realmente um caso isolado?

Qual era verdadeiramente a origem da maior parte dos judeus que vieram para Portugal? Não eram eles descendentes dos judeus portugueses que, por pressão espanhola, foram forçados no século XVI a abandonar Portugal, fixando-se muitos deles na Flandres, precisamente os mesmos a quem Portugal concede agora a nacionalidade aos seus descendentes? E porque razão veio há cerca de vinte anos a Rainha da Holanda agradecer a Portugal o acolhimento dispensado aos judeus que viviam na Holanda?

Como se explica que, ao contrário de outras nações como a França, Portugal ao tempo do Estado Novo não criou campos de concentração para os judeus nem os entregou à morte, às mãos dos nazis?

E, uma vez que se teima em julgar a História aos olhos da actualidade, porque será que, antes do início da guerra, não aceitaram as “democracias ocidentais” receber os judeus que os alemães pretendiam expulsar do seu país? E, finalmente, porque não foram então os árabes e muçulmanos, agora tão idolatrados pelos países da União Europeia, perseguidos pelos nazis, não se registando a sua presença nos campos de concentração e de extermínio nem as suas mesquitas destruídas e incendiadas como se verificou com as sinagogas judaicas? E, entre tais minorias que, para além dos judeus, também foram sacrificadas nos campos de extermínio nazis, continuam os historiadores de serviço a apagar da História o sacrifício dos russelistas, actualmente mais conhecidas por Testemunhas de Jeová?

Conclui-se que a História continua ao serviço da política e, tal como no passado, os cronistas escrevem o que aos seus amos convém!



publicado por Carlos Gomes às 14:22
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2015
CIDADE DE NAGASAKI FOI DESTRUÍDA HÁ 70 ANOS!

Nagasaki foi fundada pelos portugueses há 445 anos, na Ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão

No próximo dia 9 de agosto, passam precisamente 70 anos sobre a data da destruição da cidade japonesa de Nagasaki. Naquele fatídico dia, os Estados Unidos da América lançaram sobre a cidade a bomba atómica, após dias antes terem feito o mesmo em relação à cidade de Hiroshima.

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Nagasaki foi criada pelos portugueses com vista ao estabelecimento de um porto de abrigo para os navios que demandavam aquelas paragens. Após um longo processo de negociações entre os jesuítas e Ômura Sumitada, senhor de Ômura e várias tentativas falhadas de fixação noutros locais, foi finalmente decidida a sua construção na ampla e profunda baía onde até então apenas existia uma pequena povoação de pescadores.

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A construção foi iniciada em 1571 e a cidade rapidamente se transformou num importante entreposto comercial, sobretudo para os negociantes holandeses, ingleses, chineses e coreanos. De igual modo, constituiu um dos principais pontos de evangelização dos jesuítas no Extremo Oriente

Possuindo uma população maioritariamente cristã, em grande medida resultante da miscigenação entre portugueses e mulheres japonesas, Nagasaki era uma cidade carateristicamente portuguesa, com as suas catedrais, a organização paroquial e a Misericórdia fundada em 1583. Mas, ainda mais relevante, a introdução de numerosos vocábulos no dialeto local, a influência na gastronomia, no vestuário e em muitos outros hábitos japoneses.

A sua importância estratégica levou á instalação no local de uma importante base naval da Marinha Imperial do Japão, razão pela qual se tornou um dos alvos escolhidos para o lançamento da bomba atómica no final da Segunda Guerra Mundial que a destruiu quase por completo.

Mais do que qualquer outra cidade do Japão, Nagasaki permanece viva no coração dos portugueses!



publicado por Carlos Gomes às 22:30
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Sábado, 9 de Agosto de 2014
BOMBA ATÓMICA FOI LANÇADA SOBRE NAGASAKI HÁ 69 ANOS!

Cidade japonesa de Nagasaki foi construída pelos portugueses

Passam precisamente 69 anos desde a data em que os Estados Unidos da América lançaram a bomba atómica sobre a cidade japonesa de Nagasaki. Tratava-se de uma cidade portuária fundada pelos portugueses, no século XVI, na ilha de Kyushu, distrito de Nishisonogi, repleta de igrejas e outros locais cristãos que testemunham a cultura e civilização portuguesas e fizeram dela uma porta do Japão aberta para o ocidente e o mundo.

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A sua beleza natural levou Giacomo Puccino a escolhê-la como cenário da ópera “Madame Butterfly”. Porém o fato de ter sido o local escolhido para aí se estabelecer a base da Marinha Imperial Japonesa, Nagasaki veio a tornar-se conhecida pelos piores motivos: a destruição causada pelo lançamento da bomba atómica em 9 de agosto de 1945.



publicado por Carlos Gomes às 00:42
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