Blogue de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes de Lisboa e arredores

Quinta-feira, 29 de Novembro de 2018
QUAL A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DA TOPONÍMIA?

A toponímia faz parte do nosso património e da nossa memória histórica

Designa-se por toponímia o nome de um local – derivado dos vocábulos gregos topo + onímia – constituindo uma área da onomástica que trata os nomes geográficos, a sua origem e evolução, constituindo portanto uma das disciplinas auxiliares da História.

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Os topónimos podem agrupar-se em diferentes classificações, nomeadamente os que respeitam às características geográficas, geológicas, botânicas e outras. O seu estudo permite-nos compreender as origens do local ou aspectos com ele relacionados. Por conseguinte, a preservação da toponímia original constitui uma forma de preservar a memória histórica e jamais deve ser utilizada para outros fins.

Segundo “Toponímia de Lisboa” – Arquivo Municipal de Lisboa, o Campo das Cebolas – um dos topónimos que os munícipes melhor identificam! – “Como Campo das Cebolas aparece na descrição paroquial da freguesia de Santa Maria Mayor anterior ao terramoto de 1755 e, como "rua da Praya, ou Campo das Cebollas", na planta da freguesia de S. João da Praça após a remodelação paroquial de 1770. O topónimo deve ter tido origem no comércio local de produtos hortícolas já desde os fins do séc. XV”.

Na realidade, para além de outros produtos hortícolas, naquele local que anteriormente ao terramoto de 1755 era denominado por Ribeira Velha, eram descarregadas no cais outrora ali existente grandes quantidades de cebola destinadas aos armazéns próximos.

Por conseguinte, o topónimo Campo das Cebolas permanecerá na memória dos lisboetas com a mesma intensidade que outros topónimos da capital como Sete-Rios ou a Praça do Areeiro. Esperemos que não se lembrem ao menos de mudar o nome da cidade como em determinados períodos históricos se verificou em relação a outras cidades da Europa…

Foto: Arquivo Municipal de Lisboa



publicado por Carlos Gomes às 11:16
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2016
AMADORA INAUGURA PRAÇA HUGO CHÁVEZ

O Município da Amadora inaugurou no passado dia 12 de abril a Praça Hugo Chávez, na Freguesia de Alfragide, em homenagem ao falecido Presidente da Venezuela. A cerimónia de descerramento da placa toponímica ocorreu durante a visita a Portugal do Embaixador da Venezuela em Portugal, o General en Jefe Lucas Rincón Romero.

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Na ocasião e ainda a convite da Presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, a delegação da embaixada venezuelana visitou a Escola B1/JI Alto do Moinho, onde teve oportunidade de assistir a uma aula de cordas da Orquestra Geração, um projeto centrado na ação e desenvolvimento social através da música, que se inspira no Sistema de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela.

Fotos: CMA

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publicado por Carlos Gomes às 12:48
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Terça-feira, 15 de Março de 2016
ONDE FICAVA A RUA BELLA DA RAYNHA?

A Rua Bella da Raynha foi a denominação toponímica, entre 1760 e 1910, da atual Rua da Prata, na baixa pombalina de Lisboa.

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Imediatamente após a implantação da República, foram substituídas na capital muitas designações toponímicas que faziam alusão a vultos do anterior regime, nomeadamente aos soberanos.

Data de 5 de novembro de 1760, o decreto régio que estabeleceu a primeira regulamentação toponímica, procedendo à distribuição dos ofícios e atividades comerciais nos vários arruamentos compreendidos entre o Rossio e a Praça do Comércio a qual, para a maioria dos lisboetas, continua a ser o Terreiro do Paço, apesar de há muito já lá não se encontrar o Paço Real.

A Rua Bella da Raynha estava destinada preferencialmente aos ourives da prata e também aos livreiros nas lojas que sobrassem disponíveis. Apesar da alteração do nome, a placa toponímica ainda lá permanece, como se verifica pela foto.



publicado por Carlos Gomes às 00:38
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Sábado, 26 de Abril de 2014
OS “ALGARVES” DA JUNQUEIRA FORAM OS REMADORES DAS GALEOTAS REAIS

Nas proximidades de Belém, existem junto à rua da Junqueira um conjunto de becos e ruelas cuja toponímia recorda-nos os antigos remadores das faustosas galeotas reais que atualmente fazem o fausto do Museu de Marinha. Trata-se da travessa dos Algarves, a travessa dos Escaleres e a travessa das Galeotas.

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A travessa dos Algarves foi até 1880, um beco e, na segunda metade do século XVIII, aparece nos Livros de Óbitos da Ajuda referenciada como "Telheiro dos Algarves". Devem-se tais designações toponímicas ao fato de ali serem então guardados os bergantins e galeotas reais. Refira-se que, a partir do Terramoto de 1755, a Corte transferiu-se para a zona da Ajuda, tendo os escaleres da Casa Real acompanhado esta mudança.

Ali viviam os remadores e respetivas famílias, todos eles de origem algarvia, constituindo uma elite cujo ofício era transmitido aos filhos. Pelo menos desde o século XVIII, eram os algarvios recrutados para o serviço da Armada e do Arsenal em virtude das suas caraterísticas possantes e pela sua habilidade na arte de remar.

Convém lembrar que, à época, o rio Tejo chegava até ao local onde se encontravam armazenadas as galeotas e viviam os “algarves”, até à construção do aterro onde foi implantada a linha férrea e a avenida da Índia.

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Após a implantação da República, as galeotas ficaram guardadas num armazém da Marinha situado no Seixal até à sua transferência para o Museu de Marinha onde atualmente se encontram. Desde então, apenas em momentos excecionais voltaram à água, como sucedeu aquando da visita a Portugal da rainha de Inglaterra. A sua beleza, fausto e grandiosidade é apenas comparável aos coches reais, constituindo um património único que engrandece o país.

As fotos dos bergantins que aqui se publicam pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa.

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publicado por Carlos Gomes às 00:00
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Sábado, 19 de Abril de 2014
POETA OU POETISA?

A Câmara Municipal de Lisboa decidiu há algum tempo atribuir ao miradouro existente junto á Igreja da Graça o nome da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, conforme a lápide toponímica documenta. Porém, o seu autor não soube conjugar a palavra poeta no feminino…

Placa toponímica



publicado por Carlos Gomes às 22:53
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